Archive | setembro 2015

A Semana Astrológica: Assimilar para Disseminar

2015 - 1Semana de 28 de setembro a 04 de outubro

Começamos uma semana que não traz tantos eventos grandiosos – felizmente, porque só a digestão dos eventos da semana passada e especialmente do eclipse já é o bastante! Semana de assimilação e conscientização, em que vamos processando gradativamente os últimos eventos, internos e externos, até que sejamos capazes de ter clareza sobre seus verdadeiros significados. As influências requerem cautela, porque ainda estamos sob efeito de um eclipse total e podemos incorrer em precipitações, ansiedade, dispersão. Para não resvalar na manifestação mais destrutiva dessas energias, convém manter-se centrado e ancorado e utilizá-las como combustível para aumentar nossa força e produtividade.

Edison's Protege by annabelletexter on Flickr

Edison’s Protege by annabelletexter on Flickr – Reprodução

Dentre os poucos eventos que a semana traz, temos a conjunção Sol-Mercúrio retrógrado, uma Conjunção Inferior, porque se dá com Mercúrio entre a Terra e o Sol. Erin Sullivan, em seu livro Retrograde Planets, diz que este é o momento de se “reconectar com a vontade da energia solar, uma semente é plantada neste período de escuridão (Mercúrio está desaparecido dos céus). Esse o começo de uma nova fase Mercurial. Marca um período de descanso e recuperação e de se diminuir a ação consciente e a iniciativa, permitindo que o inconsciente trabalhe. O progresso só é medido pela reflexão do seu valor e ao olhar para trás, percebemos o quão longe nós chegamos”. Uma fertilização toma lugar, uma fertilização rica, que será gestada pelos próximos dez dias, vindo à luz pela ocasião que Mercúrio voltar ao movimento direto, no dia 09 de outubro. Mercúrio fica CAZIMI (conjunção de 17 minutos antes ou depois da exata) de 08h10min até 14h53min do dia 30 de setembro, uma conjunção bastante auspiciosa cujos insights e revelações serão preciosos e “apropriados para o novo começo  que emerge no ponto estacionário”, no dia 09 de outubro. Portanto, a sugestão é aproveitar a semana de maior calmaria externa e focar nos processos internos e desacelerar.

Arduinna the Gaulish Goddess of the Forest - jedijack-his-story

Arduinna, Deusa Gaulesa da Floresta – jedijack-his-story – Reprodução

Marte em Virgem segue em quadratura a Saturno em Sagitário e aos poucos se aproxima da oposição a Netuno em Peixes, exata na semana que vem. É preciso alinhar-nos com nosso centro para não perdermos os objetivos de vista. Os próximos dias podem ficar muito nebulosos, podemos nos sentir desestimulados, desmotivados, numa apatia que atinge até mesmo o corpo, baixando terrivelmente a vitalidade física. Em tal cenário, a sesqui-quadratura a Urano pode se manifestar de forma bem perniciosa, como um rompante destrutivo que irrompe no meio da apatia e nos faz nos rebelar contra as coisas erradas, simplesmente porque perdemos a noção do que realmente é importante e do que realmente estamos buscando e numa hora crucial, sentimo-nos presos, inconscientemente, por coisas que deveriam nos dar prazer e satisfação e corremos o risco de pôr tudo a perder, num momento de bobeira. Portanto, fiquemos atentos! Por outro lado, Marte também se aproxima de Júpiter que por sua vez, tem o trígono a Plutão exato também na semana que vem e isso talvez nos ajude a diminuir a profunda desmotivação Marciana, porque esse contato nos imbui de fervor e energia para conquistar nossas ambições, mesmo aquelas que parecem mais fora de alcance.

A Lua viaja na fase Cheia por Áries, torna-se Disseminadora em Touro, leva essa mensagem aos quatro ventos através de Gêmeos e torna-se Minguante em Câncer no domingo. Neste percurso ela conversa tranquila ou turbulentamente com todos os demais corpos celestes, enquanto digere as potentes energias do eclipse de domingo.

raiva - desconhecido

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A Lua inaugura a SEGUNDA-FEIRA ainda eclipsada em Áries, visto que a totalidade do eclipse ocorreu às 23h48min de domingo e o eclipse só finalizou à 01h22min da segunda. Hoje faz oposição a Mercúrio em Libra, quadratura a Plutão e conjunção a Urano, estendendo a T-Square Cardinal iniciada ontem. A Lua ainda se desentende com Júpiter em Virgem por quincunce e com Saturno e Marte por sesqui-quadraturas. Marte, regente da Lua, está em outra T-Square, opondo-se a Netuno em Peixes e quadrando Saturno em Sagitário. O dia começa a todo vapor e já arregaçamos as mangas com disposição e arranque. O problema é que este arranque parece falhar de vez em quando, deixando-nos hesitantes sobre o correto curso de ação e muito frustrados, com a sensação de estarmos batendo a cabeça na parede doidamente. Assim, ficamos mal humorados e ácidos, pouco dispostos a firulas. A irritação começa da divisão interna, porque pensamos de um jeito e sentimos de outro e a inconsistência nos deixa ouriçados e indóceis. Alguns conteúdos inconscientes que precisam ser vistos e assimilados já começam a vir à baila. A origem da falta de autoconfiança, do medo e insegurança; o desleixo e descompromisso com que fazemos certas coisas, sem ligar se seus desfechos e resultados serão satisfatórios; a pressa em terminar tudo, fazendo tudo de qualquer jeito. Por que tal descompromisso com coisas que serão para nosso próprio benefício? Se olhada de forma séria e honesta essa insegurança pode ser o combustível que precisávamos para alimentar nossa determinação e coragem. É bom que paremos com a moleza e com as desculpinhas esfarrapadas, porque nossa alma mais profunda, nosso eu mais puro sabe que tais desculpas são insinceras e vergonhosas. O conflito pode descambar mais tarde para a sensação de estarmos presos ou cerceados, atados a trabalhos, situações que nos frustram e tolhem nossa liberdade e individualidade. Cabe lembrar e questionar as verdadeiras motivações de fazermos as coisas, por que iniciamos os projetos e tarefas com os quais estamos envolvidos, antes de chutarmos o pau da barraca, rebelando-nos contra algo que possivelmente nós buscamos lá atrás. Se há algo errado ou fora do prumo, façamos os devidos ajustes, busquemos o ponto de equilíbrio; se identificamos que a coisa toda foi um equívoco, sejamos honestos e nos desobriguemos de forma correta e limpa, como gente madura faz – ao invés de largar tudo pela metade, sem explicações maiores.

Pier Toffoletti

Pier Toffoletti – Reprodução

A TERÇA-FEIRA se inicia com a Lua Ariana formando um belo trígono a Vênus em Leão e ficando vazia logo depois, às 04h46min. Ingressa em Touro somente às 15h56min, já  desafinada com Saturno em Sagitário, mas conversando harmoniosa com Marte em Virgem. O quincunce Mercúrio-Netuno fica exato nos últimos minutos da noite. Mercúrio e Sol estão muito próximos da conjunção plena. O dia está propício a refazermos algumas das atividades e tarefas que porventura tenhamos feito de qualquer jeito, de forma atabalhoada, como indicado pela Lua Ariana conjunta a Urano no dia de ontem. Rever e revisar algumas coisas, decisões, tarefas voluntariamente é melhor do que ter que fazê-lo de maneira forçada, porque outros nos apontaram nossos erros. De qualquer modo, a Lua vazia depois de Vênus está bem disposta, e consegue levar tudo com humor e leveza. À tarde o clima pode ficar um pouco tenso, porque apesar de termos um senso de alinhamento interior entre corpo, sentimentos e quereres, deparamo-nos com divergências no mundo externo, que nos obrigam a ajustes difíceis de alcançar, gerando estresse e desassossego, especialmente porque a Lua Taurina detesta sair de sua zona de conforto.  Esse cenário fica mais complicado porque a mente não acompanha esse alinhamento e temos grande dificuldade em perceber as coisas como realmente são, como se houvesse uma cortina de fumaça diante de nossos olhos, a irritar e confundir. Se conseguirmos distinguir a fantasia da realidade, podemos lidar melhor com a instabilidade que nos irrita tanto e até utilizar o elemento mágico para enriquecer nossas atividades, quaisquer que sejam elas.

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Diego Max – Reprodução

Mercúrio está em Conjução CAZIMI com o Sol na QUARTA-FEIRA, uma conjunção Inferior, entre Sol e Terra. Essa conjunção Sol-Mercúrio é foco de um Yod-Dedo de Deus, recebendo quincunces da Lua Taurina e fazendo quincunces a Netuno – Lua e Netuno está em sextil, daí a formação de Yod. Mas há uma configuração harmoniosa para rebater essa inconsistência: um Grande Trígono em Terra formado pela Lua, Júpiter em Virgem e Plutão em Capricórnio. A Lua finda a noite em sextil com Quíron. A conjunção Sol-Mercúrio marca o início do novo ciclo Mercurial, um ciclo em que a vontade Solar e a consequente mensagem Mercurial que irá divulgá-la posteriormente deverão incluir no germe de toda a civilidade e ideais librianos para os próximos três meses, uma boa dose de compaixão e altruísmo, aliada a uma igualmente generosa dose de pragmatismo e senso comum. Nossa necessidade de segurança não pode nos impedir de almejar ideais mais elevados, assim como o desejo por fusão e redenção, não pode nos levar a uma mistura caótica de personalidades, gostos e destinos. Ao mesmo tempo em que incluímos tais ingredientes na receita, precisamos dosá-los adequadamente, além de ter o correto distanciamento para que a receita não desande. A liberação de tais insights e a forma como nos comunicamos e interagimos pode ficar um tanto inconstante e inconsistente em muitos momentos nos próximos meses e podemos nos pegar sendo desajeitados ou grosseiros, sem querer, em muitas situações, comprometendo o ideal de equilíbrio, harmonia  e paz que tanto ambicionávamos. Por outro lado, talvez percebamos uma qualidade fatalista ao redor de tais eventos e nos demos conta de que algumas coisas simplesmente são como são, independentemente dos esforços que colocamos para que tudo saia com esmero. O posterior Grande Trígono em Terra ajuda a ter estabilidade e a ver as coisas de uma perspectiva mais realista e pé no chão, além de fornecer o preciosos senso de segurança tirado pelo Yod. Assim, conseguimos nos aprumar novamente e fazer o que precisamos fazer com o resto do dia, de forma produtiva, costurando o entusiasmo com determinação , vontade, força e fé.

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Alexi Zaitsev – Reprodução

A Lua Taurina entra na fase Disseminadora às 05h04min da QUINTA-FEIRA. Logo após ela se zanga com sua anfitriã, Vênus, que está em Leão, ficando vazia depois desta briga, às 07h45min e ingressa em Gêmeos somente às 17h05min, deixando-nos com um dia inteiro de Lua fora de Curso, em pleno dia útil. Ao entrar em Gêmeos a Lua dá de cara com a carranca de Saturno em Sagitário e ao fazer quadratura a Marte em Virgem, forma uma T-Square Mutável, que virará Grande Cruz amanhã, ao envolver também Netuno. Marte está em sesqui-quadratura plena a Urano. Um dia que deveria ser dedicado ao assim chamado “ócio criativo” e quem puder, que aproveite. Mas como vivemos numa realidade mundana que tem um ritmo próprio e capitalista, ainda precisamos funcionar e produzir. Contudo, ganhamos mais se pusermos as atividades objetivas e “produtivas” em repouso ou standby, enquanto cuidamos de oisas menores, detalhes, revisões, e coisas rotineiras ou subjetivas. À noite o clima fica propenso a irritação e criticismo, conflitos e discussões mesquinhas em que um tenta destruir o outro com palavras, para derrotar o próprio sentimento interno de insegurança profunda e desajuste. Vale lembrar aquela frase  aqui: “o modo como tratamos os outros é um reflexo de como nos sentimos em relação a nós mesmos”. Então, talvez seja mais barato, mais elegante e econômico resolver essas pendengas consigo ao invés de direcioná-las a outros.

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A confusão aumenta e fica generalizada na SEXTA-FEIRA, com a Lua Geminiana formando uma ampla Grande Cruz Mutável que envolve Marte e Júpiter em Virgem, Netuno em Peixes e Saturno em Sagitário. Como socorro e suporte, a Lua busca a ajuda do Sol e de seu regente Mercúrio em Libra e mais tarde de Urano, mas ainda se desentende com Plutão em Capricórnio. Dia de grande dispersão, excessos mentais e verbais, inquietude nervosismo. A necessidade de socialização gera uma frustração porque sentimo-nos, na verdade, isolados e estranhamente desconectados e na busca de interagir a qualquer custo, talvez sejamos invasivos, sem tato, superficiais, e acabamos por afastar os outros, contrariando nossos intentos iniciais. Estimulamo-nos em excesso e regurgitamos os efeitos disso também com exagero. Pior, continuamos tendo grande dificuldade de ver as situações e pessoas como realmente são e com essa visão distorcida da realidade, misturando questões objetivas com influências inconscientes sem nos dar conta, o que pode nos induzir a erros pueris e decisões equivocadas. Exercícios que acalmem a mente e ajudem a ter foco podem nos ajudar a ser minimamente produtivos e objetivos hoje, e o melhor, podem nos auxiliar a ter um distanciamento de todo o tumulto mental e a perceber as motivações inconscientes, propiciando maior auto-entendimento. Há ainda grande sensibilidade e tendência escapismo, portanto, é aconselhável se evitar álcool e outras substâncias por estes dias.

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Ferdnand Pire – Reprodução

A Lua Geminiana faz quadratura a Quíron em Peixes, mas também se afina lindamente com Urano em Áries e Vênus em Leão no SÁBADO, aspecto depois do qual fica vazia, às 14h20min. Ingressa em Câncer às 21h23min, incongruente com Saturno e em animosidade aberta com Mercúrio. O dia tem um tom agridoce: por um lado estamos cientes de algumas questões delicadas e sensíveis, algumas dores que preferiríamos não reconhecer; por outro, percebemos oportunidades de nos divertir e flutuar sobre tais dificuldades com leveza e espírito iconoclasta. É possível que na busca de ignorar essa sensibilidade, tornemo-nos dissociados dela, percebendo a vida do ponto de vista puramente mental e racional, analisando as coisas excessivamente, a fim de provar a nós mesmos que elas não nos afetam. Mas tanto nos afetam, que outros próximos a nós que têm a coragem de assumir suas fraquezas podem, de repente, nos irritar profundamente e os tratamos como bodes expiatórios daquilo que nós mesmos sentimos… Mas logo ali à frente somos obrigados a admitir os sentimentos desconfortáveis, porque a Lua entra em Câncer e a sensibilidade finalmente flui e jorra copiosa e mesmo que pareça piegas, talvez seja melhor permitir-se simplesmente sentir e sentir, para equilibrar os excessos mentais dos últimos dois dias.

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O DOMINGO de manhã traz a Lua Canceriana feliz com o cenário caseiro e familiar e ao invés de ir em busca de aventuras, preferimos ficar com o trivial no aconchego do lar. A Lua faz sextil a Marte pela manhã. No final do dia, porém, o tempo esquenta. A Lua fica Minguante ao fazer quadratura ao Sol, às 18h06min. Além disso ela se opõe a Plutão em Capricórnio, que ainda recebe a quadratura próxima do Sol. Como também faz quadratura a Urano em Áries, temos uma Grande Cruz Cardinal. A noite de domingo fica então melodramática e sujeita a dramas familiares, relacionais e sentimentais movimentando emoções viscerais e cáusticas. A tarde modorrenta se transforma numa noite propensa a pequenas crises familiares, minando e estremecendo relações, ou no mínimo, perturbando a paz doméstica. A sensação é de curto circuito e discussões bobas podem nos levar a dizer palavras duras e até a apelar para chantagem emocional, fazendo tempestades em copo d’água. Para evitar tal cenário, é aconselhável olhar para as próprias inseguranças e medos, ao invés de tentar manipular o mundo ao nosso redor. O Sol Libriano sugere que busquemos equilíbrio e tentemos harmonizar nossos sentimentos e sensações turbulentos, do contrário, só temos a perder.

Linda semana pra você! Que seja rica e abençoada!

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Lua Cheia e Eclipse Total Lunar em Áries 2015 – Integração e Resolução

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Desconheço o Autor – Tirado do Tumblr – Reprodução

A Lua é Cheia neste domingo às 23h50min para Brasília e às 02h50min do dia 28 de setembro para Lisboa. Uma Lua Cheia que é uma Super Lua, é um Eclipse Total Lunar,o último de uma Tétrade iniciada em abril de 2014 e é também uma Lua de Sangue… Nossa! Quantos simbolismos e imagens poderosas… O que podemos esperar de tais fatos e simbologias? Certamente, um período de profundos e poderosos insights, que vem coroar e culminar o ciclo iniciado no dia 13 de setembro pela Lua Nova e Eclipse Parcial do Sol a 20°10’ de Virgem. Leia sobre o Eclipse Parcial do Sol em Virgem aqui. Essa Lua é chamada Super Lua porque está no seu Perigeu, ou seja, o ponto de maior proximidade da Terra, por isso, a Lua parece maior do que o normal. Isso também é um dos motivos de a Lua adquirir a coloração avermelhada, que a faz ganhar o nome de “Lua de Sangue”, uma coloração que é realçada quando há cinzas vulcânicas jogadas na atmosfera, como ocorre atualmente com o vulcão no Chile. E ela é especial também porque é raro ocorrer uma Super Lua que também é eclipse e as últimas que aconteceram nessas mesmas condições foram estas (1):

17 de novembro de 1910 a 23° de Touro,

17 de novembro de 1928, a 4° de Gêmeos,

08 de dezembro de 1946, a 16° de Gêmeos,

19 de dezembro de 1964 a 27° de Gêmeos e  

30 de dezembro de 1982 8° de Câncer.

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Tim Lukerman – Reprodução

Sabemos que o eclipse solar favorece mais às mulheres, porque o Sol, significador do masculino, é temporariamente eclipsado. Num eclipse solar, também estamos mais sujeitos a reações instintivas e compulsivas porque a consciência solar, representada pelo Sol, está  provisoriamente bloqueada, e aqui, “provisório” é algo indefinido, porque pode durar de horas a várias semanas. Mas e no eclipse lunar, o que se passa? Primeiro, o óbvio: o eclipse lunar tende a favorecer mais ao masculino, já que é a Lua, significador do feminino, que está sendo eclipsada. Todavia, mais do que isso, num eclipse lunar temos a chance de ganhar mais consciência sobre muitos assuntos inertes, que se quedavam no background da consciência, de forma latente, esperando para serem “paridos”, no parto simbolizado pela Lua Cheia – já reparou como o número de partos na Lua Cheia é mais alto? Para entender melhor as dinâmicas e simbologias dos eclipses lunares e solares, veja este artigo.

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Threeriversdeeop.wordpress – Reprodução

Mas algo que chama bastante a atenção num eclipse lunar e que eu gostaria de refletir aqui é que um eclipse lunar, sabidamente, traz à tona estes materiais inconscientes, como já dissemos. Mas por que  isso se dá? Vejamos como é a mecânica do eclipse. Primeiro, a Lua está cheia, como ocorre sempre e se repararmos, a luz suave da Lua é suficiente para projetar nossa sombra,  não tão escura e forte como a sombra projetada pela luz do Sol, mas ainda assim, bastante perceptível. Quando a Lua começa a entrar na Penumbra da Terra, o eclipse se inicia e gradativamente nossa sombra, projetada pela Lua, deixa de existir. A Lua, por seu turno, de uma colocação prateada,  fica cinza e lentamente vai ficando avermelhada, até que o eclipse atinja seu ápice.

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Portrait Hidden – Tom French – Reprodução

Isso, para mim, é um paralelo, uma metáfora de porquê o Eclipse Lunar significa maior consciência. Quando temos uma luz definida, temos também definida uma sombra arquetípica; mas no eclipse lunar essa sombra deixa de existir, luz e sombra já não são tão definidas e na verdade, se misturam, ou, melhor dizendo, consciente, inconsciente e sombra fundem-se completamente por algumas horas, e os conteúdos inconscientes, simbolizados por aquele eclipse em particular (signo, polaridade, aspectos, etc) podem ser iluminados pela luz da consciência solar, pelo intermédio da Terra, ou, pelo intermédio de vivências humanas específicas e consequentemente, tais conteúdos podem ser integrados – não que isso seja fácil e ocorra automaticamente. Por isso o Eclipse Lunar é tão poderoso e catalizador de transformações, porque possibilita esse momento de “A-ha! Aqui estamos nós, nos encarando mutuamente”; esse diálogo consciente-inconsciente que potencializa os processos de transformação e individuação.

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Série Saros 137 – 17 de dezembro de 1.564

Falando especificamente deste eclipse, começo lembrando que ele faz parte da Série Saros 137 de acordo com a Nasa, uma série que começou a 17 de dezembro de 1.564. O mapa de nascimento desta série mostra o Sol em Capricórnio e a Lua Cheia em Câncer, indicando uma lunação concernente ao poder estabelecido e às instituições que são base da sociedade, como a família. O Sol e a Lua estão em aspecto harmonioso com Júpiter, sugerindo que as questões religiosas, espirituais e filosóficas são temas prementes nesta série. Mas o que chama mesmo a atenção, é uma Configuração de Grande Cruz Mutável bastante tensa, envolvendo Urano em Sagitário, Plutão em Peixes, Netuno em Gêmeos e Júpiter a 09° de Virgem, quase no mesmo grau em que está hoje, o grau 10. Essa configuração de Grande Cruz envolve ainda Mercúrio e Marte conjuntos a Urano em Sagitário e em quadratura a Plutão. Apesar da modalidade diferente (Mutável), alguns temas se repetem porque temos a mesma quadratura Urano-Plutão de hoje e Júpiter em aspecto tenso a Netuno, neste caso, por quadratura ao invés de oposição.

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Com os três planetas transaturninos em quadratura mútua e ainda envolvendo Júpiter, vemos que não só aquele ano, mas toda aquela década e século foram de muita revolução e transformação no pensamento vigente, nas crenças e visão de mundo coletivas, especialmente nas questões espirituais. Ora, o século XVI foi o século do Humanismo Renascentista, o século da Reforma Protestante e posteriormente da Contra- Reforma, originada no Concílio de Trento, um importante concílio da Igreja Católica de então, que buscava retomar o controle desestabilizado pela Reforma Protestante; a Santa Inquisição estava em pleno andamento e tinha se expandido para outros países, especialmente Portugal e Espanha.

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Luca Libralato – Getty Images – Reprodução

Especificamente no ano de 1564 nasceram William Shakespeare e Galileu Galilei. Por outro lado, morreram Michelangelo e João Calvino. Por aí se tira a qualidade do tempo que marca o início desta Série Saros: um tempo de transformações profundas nos sistemas de crenças e na visão de mundo de várias culturas, particularmente, um período marcante e perturbador para o poder religioso da época. E o que temos hoje no mundo? Não é algo muito parecido com este clima? Assim, a Série Saros 137 traz uma atmosfera profundamente desestabilizadora para o status quo e para o poder estabelecido, mas também um grande potencial de iluminação e de independência de pensamento, de atitude e de ação. Em termos psicológicos, a série indica grande inquietude mental, hesitação e a sensação de nos espalharmos em muitas direções, dispersando muita energia antes de conseguirmos realizar algo efetivamente ou antes de nos comprometermos com algo. Há uma tendência a preocupações excessivas e mórbidas. É necessário alto grau de ancoragem para se conseguir lidar positiva e criativamente com estas energias.

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Lua Cheia e Eclipse Total da Lua – 27 de setembro de 2015, 23h50min, Brasília-DF

Olhando o mapa deste eclipse propriamente, vemos que estes temas da Série original reverberam no evento de domingo. Isso porque temos repetidos os aspectos entre Júpiter-Netuno, que estão em oposição um ao outro e ambos em quadratura a Saturno em Sagitário, formando uma T-Square Mutável. Estando estes três envolvidos, mais Peixes e Sagitário, vemos implicações, novamente, de alterações profundas nas filosofias e crenças vigentes, assim como uma erosão do poder religioso estabelecido, uma desintegração de muitas das crenças mais arraigadas e preciosas, e ao mesmo tempo, limitantes,  que possamos ter e isso vale tanto para o plano pessoal quanto para o global. Mais ainda, há fortes possibilidades de uma conscientização bastante potente neste âmbito. Saturno é muito importante também porque recebe uma quadratura do regente da Lua Nova e do Eclipse, o planeta Marte, que recentemente entrou em Virgem, quadratura esta que tem pouco mais de um grau de orbe, indicando que, se por um lado precisamos lidar com um alto grau de frustração e de que nossos desejos talvez tenham que ser amadurecidos antes que consigamos realizá-los, por outro lado, Saturno oferece uma contenção para o fogo Ariano, que de outra forma, poderia ser destemperado e destrutivo. Analisando a Lua, vemos que ela  está a 04°40’ de Áries, conjunta ao Nodo Sul, indicando que esta lunação e eclipse podem ressuscitar temas antigos, do nosso passado, além de sugerir que talvez nos afinemos mais facilmente com as energias instintivas da agressividade e do individualismo.

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Desconheço o autor – Reprodução

Por outro lado, o Sol Libriano faz conjunção ao Nodo Norte, indicando a necessidade de trazer à consciência os ideais de justiça, harmonia e equilíbrio, ideais que devemos nos esforçar para implementar e viver de acordo com os mesmos. Acontecendo no eixo Áries-Libra, o eclipse tem impacto especial nas nossas relações, como equilibramos nossa individualidade e necessidade de independência (Lua Áries) com a necessidade igualmente legítima de nos relacionarmos com outros e de estabelecer parcerias (Sol Libra). Assim, muitos dos insights que podem estourar nas próximas semanas e meses terão a ver com nossos padrões de relacionamentos, especialmente aqueles mais destrutivos e egoístas, como sugerido pela conjunção Lua-Nodo  Sul.

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Ignant.de – Reprodução

O Sol está conjunto a Mercúrio retrógrado, que por sua vez, arrasta Sol e Lua para a T-Square Cardinal com Urano-Plutão, algo que repete o tema do mapa original da Série e que indica um momento de grande transformação nos padrões mentais, no pensamento vigente e na forma como assimilamos conhecimento, além da exigência de transformarmos a forma como nos relacionamos, de modo a vivermos relações mais autênticas e satisfatórias, um tema que foi super trabalhado e salientado por todo o ano de 2014; Margareth Grey, astróloga irlandesa diz que essa configuração de Mercúrio-Sol-Lua-urano-Plutão sinaliza também “a necessidade de estarmos completamente conscientes de nosso pensamentos e palavras para conosco mesmos e para com os outros durante este período, pois eles são particularmente impactantes e transformadores” (1) – portanto, cuidado com o que pensamentos e dizemos, porque mais do que nunca, a vibração do pensamento e a palavra têm poder. Mercúrio-Sol-Lua  nessa T-Square Cardinal com Urano-Plutão também nos alertam que passou da hora de mudarmos nossa frequência mental e nos abrirmos a novos padrões e frequências mais elevadas de pensamento e de energia. Do contrário, continuaremos repetindo os mesmos erros, os condicionamentos, as crenças, sem saber por que nossa vida não muda, porque continuamos infelizes e estagnados. A ajuda está aí, a hora é agora, mas precisamos fazer nossa parte, estar receptivos de forma ativa, operantes, vigilantes e conscientes.

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Reprodução

Como dissemos no artigo especial sobre a dinâmica dos eclipses, cujo link está no segundo parágrafo, cada Série Saros se desenrola por muitos séculos, e traz um número significativo de eclipses, cada um deles acontecendo a cada 18 anos, 11 dias e 1/3. Este de domingo é o eclipse 26 de uma série de 78. Então, sempre vale a pena olhar para trás e verificar o que estava acontecendo em nossa vida nos últimos episódios da Série. Os últimos ocorreram em 16 de setembro de 1997 a 23° de Peixes; o anterior se deu em 06 de setembro de 1979, a 13° de Peixes. Verifique, no seu mapa onde você tem Peixes-Virgem para saber que área foi afetada então e verifique também onde você tem Áries e Libra para saber que temas este eclipse vai acionar na sua vida. Provavelmente perceberá um padrão se descortinando à sua frente. Você pode verificar seu mapa aqui. Repare a área do mapa onde você vê os símbolos de Libra ♎ e de Áries ♈ – é neste eixo que acontece o eclipse. 

O que este eclipse e as atuais configurações significam para você? Quais os impactos na sua vida? Descubra agendando uma consulta de Mapa Natal com Trânsitos e Progressões comigo: psicologica.astrologia@gmail.com

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Visibilidade do Eclipse Lunar da Série 137, 27 de setembrom- Site da Nasa

Outra coisa importante a respeito deste eclipse é que ele será visível nos Estados Unidos, Canadá, México, América Central, na Europa, no Sul e Leste da Ásia, no Oeste e centro da África, na America do Sul e especialmente no Brasil,  já que o ponto central de visibilidade do eclipse cai exatamente na costa do Nordeste brasileiro; aqui no Brasil o eclipse ocorrerá próximo ao Zênite, ou seja, no alto do céu, acima da nossa cabeça, o que permitirá que vejamos o eclipse em todas as suas fases, do começo ao fim, tanto que muitos estrangeiros estão vindo para cá para observar o evento. O fato de ser centralizado no Brasil,  indica que seus efeitos serão sentidos de forma muito potente por aqui, tanto coletiva quanto individualmente. E neste sentido, já sabemos, um eclipse lunar traz à tona materiais que precisam ser paridos e trazidos à consciência do povo e da nação.

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Desenvolvimento do Eclipse Total da Lua no Brasil, horário de Brasília – Tirado do canal do Climatempo no Youtube – Reprodução

Em termos de duração dos efeitos, verificamos o tempo total de duração do eclipse. Neste caso, o eclipse durará, no total, cinco horas e 10 minutos, então seus efeitos durarão por cinco meses e uma semana. Indivíduos com planetas entre os graus Zero e 9 dos signos Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) sentem mais intensamente os efeitos e energias deste eclipse e provavelmente sentirão maior urgência em implementar ações e atitudes sugeridas pelos insights que emergirem do inconsciente.

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Alex Grey – Reprodução

O Símbolo Sabiano para este eclipse, que acontece no grau 04°40′ de Áries (grau 05°), traz uma imagem bem interessante: “Um triângulo branco com asas douradas”. Este símbolo, de acordo com Dane Rudhyar (2), pertence ao Primeiro Hemiciclo dos Ciclos de Vida, chamado de Processo de Individualização, sendo Áries o Ato I, o da Diferenciação. Rudhyar diz que o tom principal deste símbolo é a “capacidade para a auto-transcendência”. Ele diz “este é um símbolo do desejo de alcançar um nível mais alto da existência, de pura devoção ou aspiração. O que surgiu na primeira fase torna-se consciente da possibilidade de maior alcance e o principio da ‘levitação’ é percebido como um dos dois fatores essenciais do processo de evolução. O ser emergente glorifica, mas ainda é apenas um ideal, mas mesmo assim, experimenta um entusiasmo infantil pela sua realização. Uma NOVA DIMENSÃO pode ser visionada”. Lynda Hill (3), astróloga australiana, analisando o símbolo vai na mesma direção e afirma que ele fala da “habilidade de nos elevarmos acima do ordinário, usando nossos dons naturais para achar uma nova perspectiva e uma visão mais elevada; expandir nossa consciência e buscar integração espiritual” Ela sugere que tentemos ancorar a visão, mas que nos permitamos também uma vista livre e completa deste ideal e ainda lembra que há o risco de não percebermos nossas necessidades terrenas ou daqueles que estão à nossa volta, bem como as próprias necessidades do corpo.

É muito importante prestarmos atenção a este símbolo, porque, de acordo com algumas fontes espirituais (4), este eclipse também marca o início de um ciclo bastante tenso, de grande limpeza energética no mundo, em que precisamos nos afinar com nossa vontade e determinação mais elevada, para não espiralarmos no caos, sendo, ao contrário, trabalhadores conscientes daquilo que precisa ser feito para que a transformação e a evolução aconteçam, ancorados na luz e no amor. Áries aqui representa a força da vontade, o desejo sincero e determinado de mudar e de se colocar em ação, independente dos empecilhos e dificuldades que sujam à nossa frente. É um ato volitivo de acreditar, vibrar e trabalhar por essa transformação da qual falamos tanto e pela qual tanto ansiamos.

 

fiat lux - desconheço o autor

Desconheço o Autor – Reprodução

Assim, vemos que o Símbolo Sabiano para o eclipse não só alivia sua tensão e estresse, mas também sugere uma integração espiritual maior dos conteúdos que porventura possam surgir da eclosão de todas essas energias e do choque entre sombra, consciente e inconsciente metaforizados pelo desaparecimento da nossa sombra durante o eclipse, ou pela fusão entre estes três elementos como eu dizia no terceiro parágrafo. O Símbolo Sabiano também sugere que busquemos expressar a oitava mais elevada do signo de Áries, que vai muito além do proverbial “pioneirismo impaciente e cabeça quente”. Sim, neste eclipse precisamos nos afinar com as qualidades mais salutares e mais positivas e criativas do Carneiro: sua determinação, diretividade, honestidade, sua inocência infantil e sua coragem e audácia ardentes.  Este símbolo também traz um grande alívio e uma sensação de esperança, de que podemos alcançar esse aumento de consciência e integração e de que podemos nos mover um pouco mais em direção à auto-transcendência, como diz Rudhyar.

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Vbshalom.tumblr – Reprodução

Para concluir, lembro que de qualquer forma, o eclipse ainda é um momento especial, de energias catalizadoras de profundas transformações de consciência e obviamente, podem ter efeito bastante desestabilizador se não estivermos devidamente centrados, especialmente se o eclipse cai em aspecto difícil com um planeta natal no mapa individual. Também precisamos levar em conta que a família deste eclipse tem energias de muita inquietude e ansiedade, portanto, é bom não descuidarmos. Assim, é recomendável que se “pegue leve” nos dias que circundam o eclipse, além do dia do evento em si, evitando consumo de álcool, drogas e substancias pesadas em geral, cujos efeitos ficam potencializados; buscando práticas de meditação e ancoragem; respiração e contemplação; análise cuidadosa dos assuntos da casa em que o eclipse cai no nosso mapa natal, para que possamos tirar o melhor proveito da “iluminação” poderosa que tais assuntos podem receber – coisas pendentes tendem a ser precipitadas para que uma resolução seja alcançada e no caso de um eclipse, não só as pendências e assuntos em aberto do ciclo em vigência são realçadas, mas situações de muitos meses anteriores ao evento do eclipse.

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Feito isso, é atender ao convite da Lua Cheia para acionar nosso poder de decisão, nossa atitude mais consciente e nossa determinação mais apaixonada, não só para realizar nossos objetivos mundanos, mas também para colhermos os frutos do trabalho duro na busca de uma maior maturidade e evolução, trabalho que viemos empreendendo até aqui. Para além disso, é preparar os olhos e a alma para o espetáculo magnífico que o universo nos proporciona e deixar-se extasiar e fascinar pela sua magnitude e rara beleza – e vamos torcer para que o céu esteja limpo e aberto!

Feliz Lua Cheia e Eclipse Lunar para você! Que haja maior consciência do peso de nossa ação no mundo, para que possamos ser mais responsáveis e integrados!

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Gedem – Flickr – Reprodução

Abaixo há uma lista dos efeitos e temas precipitados por casa onde ocorre um eclipse no mapa natal (5):

Casa 1 – Casa angular e super importante onde o eclipse se faz notar de forma inquestionável, especialmente se conjunto ao Ascendente. Período de grande ênfase e destaque pessoal. A energia e o entusiasmo ficam acentuados e você se sente fazendo maior impacto no ambiente e no mundo em geral. Pode ser um bom período para fazer mudanças na aparência física. É um ciclo para se destacar e aparecer – se esse destaque é positivo ou negativo vai depender das ações e atividades desenvolvidas até aqui, assim como dos aspectos que o eclipse possa fazer a planetas natais.

Casa 2 – A ênfase aqui recai sobre os valores, sejam eles materiais ou imateriais. Finanças, posses, patrimônio material vêm para a linha de frente e “eventos” podem se precipitar ligados a ações passadas. Pode ser um bom período para reavaliar investimentos e a gestão dos recursos; para aprender uma nova habilidade que se transforme também em recurso e valor; especialmente para refletir sobre nossos valores mais essenciais e como eles influenciam nossas decisões e escolhas.

Casa 3 – O foco recai sobre estudos e aprendizados, que serão, ou não, estimulados e favorecidos, dependendo dos aspectos do eclipse. Comunicação, veículos, viagens curtas, viagens diárias para o trabalho e deslocamentos em geral também são influenciadas por estas energias. Irmãos e parentes próximos podem também se tornar foco da nossa atenção por diferentes motivos.

Casa 4 – Outra casa angular onde o eclipse tem maior ênfase. Assuntos ligados à família de origem, assim como à família formada pelo indivíduo. Mudança na relação com a figura paterna, que pode ter seu poder e autoridade ofuscados de alguma forma. A atenção é para os assuntos domésticos, do lar e da casa física em que se mora, assim como para a faceta mais íntima da vida privada. Reformas e mudanças na residência são possíveis.

Casa 5 – A criatividade e expressão pessoal recebem grande injeção de ânimo, assim como os romances e atividades de lazer e relaxamento. Filhos, como expressão mais óbvia de nossa criatividade também se tornam o centro das atenções, especialmente o filho mais velho; novas atividades criativas ficam favorecidas, como artes, danças, música, etc. Aconselhável ter cuidado com especulações e jogos de azar. E claro, se as manifestações são benéficas ou estressantes, depende das variáveis do eclipse.

Casa 6 – Trabalho diário, emprego, colegas de trabalho, relação com empregados e servidores, saúde, corpo, cotidiano, bichos de estimação… Todos estes assuntos ficam realçados com um eclipse solar nesta casa. É um momento de avaliar com seriedade a forma como cuidamos da saúde e especialmente avaliar o impacto de maus hábitos sobre ela, como fumar, por exemplo. Reorganização do local de trabalho assim como programas de reeducação alimentar ficam beneficiados.

Casa 7 – Outra casa angular. Todas as relações próximas ficam sob os holofotes, sejam parcerias afetivas ou de negócios, assim como amigos mais chegados e também os tais “inimigos declarados”. Propostas de casamento ou de sociedades são possíveis, assim como rupturas, dependendo de como o eclipse “conversa” com o resto do mapa e dos demais movimentos que estejam acontecendo neste mapa.

Casa 8 – Casa dos valores dos outros, da morte (não necessariamente literal) e renascimento, de crises, de impostos, seguros e heranças. E também do sexo como expressão da parceria íntima. Então todos estes assuntos podem demandar nossos cuidados e nosso tempo, trazendo benefícios ou preocupações. O período pode ser particularmente “quente” sob os lençóis e novos amantes podem aparecer à nossa porta.

Casa 9 – As viagens de longa distancia, assim como as buscas espirituais e a mudança de crenças ocupam nossa atenção quando um eclipse cai nesta casa. Cursos superiores e vida acadêmica, assim como publicações também estão enfatizados. Os parentes do cônjuge também são vistos aqui e podem representar problemas ou alegrias. Novos conhecimentos que expandem a consciência podem ser iniciados a partir de novos contatos ou até mesmo por um livro que começamos a ler.

Casa 10 – A ultima casa angular, de suma importância. A casa da nossa imagem pública, da carreira, da vocação e também da mãe ou da figura materna arquetípica. Podemos ser promovidos ou demitidos sumariamente; podemos ficar literalmente sob os holofotes em situações públicas e que agregam valor à nossa persona pública e status profissional. Publicidade gratuita pode nos favorecer. Eventos ligados à mãe também podem nos afetar.

Casa 11 –  Um eclipse nesta casa pode indicar um período bom para se iniciar novas amizades, participar de grupos e associações que sempre quisemos mas nunca tomamos a atitude. Aqui vemos os amigos e as relações sociais, que obviamente ganham ênfase especial. As esperanças de futuro e projetos de longo prazo também ficam favorecidos, ou sua realização, reavaliação ou desilusão.

Casa 12 – Possivelmente a casa mais difícil de expressão de um eclipse. A casa da introspecção e do inconsciente. Esqueletos tendem a sair do armário e demandar que lidemos com eles; tabus familiares ou raciais tendem a cair no nosso colo de graça, e não podemos mais fingir que não os vimos; é uma casa de serviço, então somos convidados a prestar serviços que implicam sacrifício ou oferenda de nosso tempo e energia em favor de outros. Podemos nos sentir particularmente introspectivos e sentir o desejo de isolamento e reclusão.

(1) Margareth Grey, astróloga irlandesa – Super Moon Eclipse

(2) Dane Rudhyar – An Astrological Mandala

(3) Lynda Hill – Sabian Symbols Oracle

(4) Esta informação foi passada durante um curso de Apometria e Defesa Psiquíca.

(5) Carol Rushman – Predictive Astrology – Llewellyn

A Semana Astrológica – Quando chega a primavera…

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500px.com – Reprodução

Semana de 21 a 27 de setembro

O Equinócio da Primavera (Equinócio de Outono no Hemisfério Norte), sinalizado pela ingressão do Sol em Libra, marca esta semana de forma especial, uma semana que traz ainda Plutão voltando ao movimento direto, Marte ingressando em Virgem e um Eclipse Total da Lua no domingo. Semana de movimento, dinamismo mas também bastante tensão, devido ao eclipse lunar e à T-Square Mutável Júpiter-Saturno-Netuno, que ganha o reforço de Marte em Virgem e ainda à outra T-Square Cardinal envolvendo Mercúrio retrógrado, Urano e Plutão.

Mercúrio segue retrógrado em Libra, em oposição a Urano e nesta semana, fazendo outra quadratura exata a Plutão. Em sincronia com isto, temos os trabalhadores dos Correios em greve, a Volkswagen envolvida em um escândalo espinhoso e ainda notícias a respeito do primeiro transplante de cabeça – que deve ocorrer somente em dois anos, mas que já ganha manchetes desde agora. Se tudo isso é simbolizado por Urano-Plutão pressionando Mercúrio? Não tenha dúvida! No caso da cirurgia de cabeça, também tem o dedo de Marte.

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O Sol ingressa em Libra na madrugada da quarta-feira, marcando o Equinócio da Primavera e uma mudança perceptível na energia e na atmosfera ao nosso redor. Finda o inverno e o tempo de hibernação no Hemisfério Sul, tempo de sair da toca e do casulo e preparar o terreno para novos plantios. No Hemisfério Norte é o contrário: colheitas foram feitas e armazenadas e gradativamente se vai entrando em repouso cíclico, a descida de Peserfone ao Mundo inferior. Dia e noite são iguais, simbolizando um equilíbrio entre o claro e o escuro, positivo e negativo, mas aqui no Sul o Sol vai ganhando força e poder, rumando para o verão – no Norte, novamente, ocorre o contrário. O Equinócio da Primavera também é a Festa de Ostara no Calendário Pagão e na Roda do Ano, uma festa ao Deus da Fertilidade, que celebra o viço, a pujança e a fecundidade da Terra e da vida.

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Vulcano, Deus da Forja Rubens – Reprodução

Depois de viver sua lenda pessoal e uma jornada mítica sui generis, Marte torna-se mais modesto e prosaico ao ingressar em Virgem, trazendo da experiência mítica Leonina a capacidade de colorir o cotidiano e o trabalho comum de visão, honra e coragem. Marte em Virgem é o resolvedor de problemas que não sossega enquanto não põe tudo no lugar, categorizando para que tudo fique mais organizado – logo Marte! Marte em Virgem também lembra o arquétipo de Hefesto ou Vulcano, o artesão manco, Deus da Forja, que fazia jóias finíssimas, marido traído de Vênus-Afrodite. Em Virgem Marte dá margem a irritação e raiva por causa de coisas pequenas e mesquinhas ou por coisas que não funcionem direito ou serviços de má qualidade, o que irá impulsioná-lo a melhorar a situação. Há irritação também com as imperfeições do dia a dia e com as próprias inadequações, que certamente serão sentidas de forma mais pesada porque logo ao entrar em Virgem, Marte se deparará com Saturno, entrando em conflito com ele por uma quadratura e engrossando o caldo da T-Square mutável que já está em andamento envolvendo a oposição Júpiter-Netuno, com Saturno de foco. Marte unirá forças a Júpiter, trazendo esse imbróglio, que antes vinha sendo sentido de forma mais coletiva, para um nível e uma esfera bem pessoais e individuais. As próximas semanas podem ficar coloridas com uma sensação de impotência e frustração, além de nos sentirmos meio perdidos e sem rumo.

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Arcano 13 do Tarô – A Morte Reprodução

Plutão volta ao movimento direto, trazendo novos conteúdos inconscientes para serem depurados e reciclados à luz da consciência. Novas transformações à vista, ou a continuidade daquilo que havia ficado em standby, talvez para nos dar algum tempo de digerir e de respirar antes dos próximos rounds. Interessante que a quadratura de Mercúrio a Plutão se dá no mesmo dia em que este fica direto. Muito lixo vindo à tona na mídia, muita coisa que havia sido suprimida do nosso entendimento até aqui pode pipocar agora feito fogos de artifício.

Vênus nesta semana faz quincunce a Quíron, indicando um bom momento de olharmos para nossa necessidade compulsiva de nos encaixar e de nos adequar aos valores e expectativas alheios, como forma de corroborar nosso senso de valor. Mas ao mesmo tempo, já no dia seguinte, Vênus faz um trígono a Urano, sugerindo que vejamos e iluminemos esse padrão de forma inusitada, que ao invés de nos sentirmos culpados ou incapazes de resolver tais dilemas, que os vejamos sob uma nova luz, que nos permita olhar para essas idiossincrasias como algo a ser abraçado e integrado e não como algo detrimental àquilo que somos.

 

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Adriana Yampey – Reprodução

 

A Lua oficializa a fase do Primeiro Quarto em Sagitário na segunda-feira. Viaja vagarosa depois por Capricórnio e fica Corcunda em Aquário, na quinta-feira. Ganha velocidade e inunda-se de sensibilidade em Peixes e finalmente é Cheia no domingo, uma lunação que é também um Eclipse Total da Lua, visível em todo o Brasil, sinal de que o país será bastante impactado por este eclipse e seus significados.

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A Lua completa o Primeiro Quarto na SEGUNDA-FEIRA, fazendo quadratura ao Sol Virginiano a partir de Sagitário, às 6h00min, sugerindo que tenhamos uma visão mais expansiva dos nossos projetos e não nos percamos nos detalhes e nas pequenezas que podem nos desestimular de continuar a jornada. A Lua fica vazia depois do contato com o Sol, entrando em Capricórnio às 09h32min, ficando próxima a um trígono a Júpiter à noite. Uma segundona que começa meio lenta e pedregosa, mas que logo ganha um ar produtivo e trabalhador, propiciando que comecemos a semana de forma resoluta, pragmática e bem disposta. Dia de focar no trabalho e nos resultados.

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Art.ekstrax.com – Reprodução

A TERÇA-FEIRA encontra a Lua em Capricórnio, em trígono a Júpiter e sextil a Netuno. Faz ainda conjunção a Plutão e quadraturas a Mercúrio Rx em Libra e a Urano em Áries, virando foco de uma T-Square Cardinal junto com Plutão, que tem por base a oposição Mercúrio Rx – Urano. Mais tarde a Lua faz sextil a Quíron e quincunce a Vênus, formando um Yod-Dedo de Deus, do qual Vênus é o foco, já que Vênus está hoje em quincunce exato a Quíron. A Lua fica vazia/fora de curso às 20h14min. Dia escaldante, sensação de frigideira. Dia de arregaçar as mangas, até para canalizar a indocilidade que se manifesta fumegante narinas afora. Mas se colocar tal energia no trabalho é uma forma criativa de não arrumar confusão, por outro lado, não pode ser mera fuga das próprias inseguranças, que precisam ser encaradas honestamente. Temos a oportunidade de olhar mais de perto, de forma mais profunda e honesta, aquelas situações em que cedemos, abrimos mão de nós mesmos e nos anulamos, em troca de nos sentirmos aceitos, aprovados e termos nosso senso de valor – nesse caso, bem capenga – reiterado pelo olhar do outro; e aceitamos obrigações que talvez não sejam nossas, para fazer justiça às expectativas alheias; ou carregamos uma culpa associada com o prazer e com o desejo de viver plenamente a própria individualidade. Somando tudo fica uma sensação de peso insuportável e de que há algo intrinsecamente errado conosco, sensação que acaba por prejudicar as relações, que já não são livres, com o nossa expectativa nefasta de sermos não aceitos e não amados caso não nos ajustemos ao que é esperado de nós.

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A busca pela reiteração constante do próprio valor pode também nos levar ao extremo oposto, a comportamentos narcistas, consumo compulsivo de objetos caros que “temos que ter” e que talvez fiquem esquecidos tão logo cheguemos em casa; a uma superficialidade sintomática que busca fugir da dor incômoda da criança cuja alegria e espontaneidade foi desautorizada. Especialmente para as mulheres o dia pode ficar muito desconfortável, com uma profunda discrepância entre necessidades  e desejos e entre as várias facetas da expressão feminina; o que se sente e o que se expressa também estão em divergência e dizemos algo da forma errada, que talvez seja entendido com o sentido oposto – como se estivéssemos, inexplicavelmente com o pé na boca! De onde vem tudo isso? Talvez resquícios de assuntos mal resolvidos na infância; dúvida a respeito do próprio valor apreendida na relação parental; sensação de sermos julgados e criticados em nosso lado mais espontaneo e inocente…  E talvez a melhor forma de lidar com isso seja apenas observando a si mesmo, com honestidade,  de forma desapegada, aceitando e olhando com compaixão para esses traços e dificuldades, dando um lugar para isso no próprio coração, ao invés de atuar a ansiedade buscando freneticamente o olhar do outro. Deixar ser, deixar estar – aceitar a sensação de desajuste, às vezes, já é o próprio “ajuste” que precisa ser feito interiormente. Porque se estamos bem conosco mesmos já não dependemos de outros para nos sentir valorados e especiais e podemos então alcançar a serenidade, sinal da cura propiciada pela aceitação.

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Fashionising – Reprodução

O Sol ingressa em Libra, o terceiro signo cardinal do Zodíaco, na QUARTA-FEIRA, às 05h20min no horário de Brasília e às 08h20min no horário de Lisboa, indicando mudanças nos acontecimentos mundanos e coletivos e alterações importantes na energia que se manifesta. O Sol imediatamente se alinha com Saturno em Sagitário. A Lua, vazia em Capricórnio, faz uma sesqui-quadratura a Júpiter em Virgem e quincunce a Marte, ainda em Leão. Entra em Aquário somente às 14h52min, de onde se afina lindamente com o Sol Libriano e mais comedidamente com Saturno em Sagitário. Vênus em Leão está em trígono pleno a Urano em Áries. Mercúrio segue retrógrado, próximo da quadratura a Plutão. O dia fica mais leve em relação ao anterior. Estamos mais sociáveis e conseguimos alinhar nossas necessidades com os propósitos objetivos, além de também cumprir com deveres e obrigações de forma responsável e tranquila, sem resmungos ou reclamações. Especialmente porque sentimos este como um dia auspicioso, em que podemos implementar muitas reformas de maneira fluida e harmoniosa, sem precisar, necessariamente, quebrar tudo ao nosso redor. Estamos abertos ao novo e a ver o diferente como valor e não como problema ou empecilho e assim, temos a chance de transpor algumas barreiras empedernidas que causam divisão entre nosso desejo de liberdade e o desejo, igualmente legítimo, de formar parcerias. Assim, somos capazes de ter uma perspectiva mais original das relações, integrando esses impulsos tão díspares. Hoje o valor maior é a liberdade e a capacidade de vivê-la sem nos alienar do convívio afetivo com os outros.

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Maggie Taylor – Reprodução

A QUINTA-FEIRA se abre com a Lua em Aquário, em quincunce a Júpiter em Virgem. A Lua faz trígono a Mercúrio e ainda se afina com seu regente Urano, em Áries.  Fecha o dia em oposição quase exata a Vênus em Leão. Marte ingressa em Virgem às 23h17min – 02h17min da sexta-feira para Lisboa. Plutão estaciona a 12°58’ de Capricórnio. Dia bastante cerebral, em que temos uma visão bastante desapegada das coisas, colocando pouco investimento emocional nas situações, o que talvez seja sentido como frieza por alguns de nossos pares. Mas esse desapego é bastante benéfico no contexto em que nos encontramos, porque propicia uma objetividade que anda escassa, estando Mercúrio embrulhado com Urano-Plutão e ainda retrógrado.  Assim, temos a possibilidade de perceber nossas opiniões e pensamentos sem tanta paixão e sem nos identificarmos tão visceralmente com eles e assim não nos sentimos ofendidos quando outros divergem e contrariam nosso ponto de vista. Se quero ter liberdade de opinião e de expressão, preciso lembrar que o outro também tem o mesmo direito; se posso dizer “o que você pensa a meu respeito é problema seu”, o contrário também pode ser verdadeiro e isso coloca todo mundo em pé de igualdade, algo que está ótimo para Aquário. De qualquer forma, ainda precisamos ter atenção com o rumo de pensamentos obsessivos e talvez paranoicos.

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Vforvisual – Reprodução

Mercúrio tem sua segunda quadratura a Plutão exata na primeira hora da SEXTA-FEIRA. Plutão, que volta ao movimento direto às 03h57min. A Lua Aquariana se opõe a Vênus, dona do dia e fica vazia logo depois, passando muitas horas fora de curso, da 01h03min até as 16h43min, quando finalmente ingressa em Peixes. De Peixes, ela faz quadratura a Saturno e oposição a Marte, formando uma T-Square Mutável praticamente exata, já que Marte está em quadratura plena a Saturno hoje. Mais tarde ela se funde a Netuno e se opõe a Júpiter em Virgem, tornando o dilúvio ainda mais copioso. A manhã de sexta fica meio parada, mas paradoxalmente, também inquieta, porque gostaríamos de estar ativos num momento que, sentimos, não é propício. Precisamos aguardar e talvez cause ansiedade, mas apenas se não soubermos nos alinhar com os ritmos orgânicos da vida. É bom usarmos esse tempo de repouso sabiamente – e mesmo quem trabalha pode tentar se programar para se envolver em atividades mais rotineiras, seguindo o cronograma – porque a tarde fica muito tensa, sujeita a tsunamis emocionais, tão logo a Lua ingressa em Peixes. Uma sensibilidade melindrosa nos deixa sensíveis ao criticismo e julgamento alheios. O mundo interno fica caótico e nos sentimos pressionados pelo que vemos como excesso de ordem e controle exteriores, que só aumentam a pressão, criando um círculo vicioso. Estamos inseguros e hiper-sensíveis, emoções à flor da pele e talvez nos sintamos vitimizados, devolvendo na mesma moeda, de forma rasteira, a ameaça direta ou indireta. Todavia, bancar a vítima ou mártir não é a melhor solução, tampouco se arvorar de “salvador da pátria” empurrando conselhos e orientações “bem intencionados”, mas não solicitados sobre os outros, algo que pode nos tornar muito chatos, invasivos e arrogantes. A saída é mesmo utilizar esse conflito e colocar a mão na massa de maneira criativa. Isso porque, a sensibilidade que nos deixa tão melindrosos também favorece a imaginação e a fantasia; da mesma forma que o detalhismo e criticismo que vemos nos outros, pode nos ajudar a ser mais eficientes e racionais na hora de colocarmos essa imaginação em prática. E se conseguirmos, a partir disso, acionar nosso melhor senso de disciplina, foco e seriedade, a imaginação, aliada à eficiência e apuro nos detalhes, podem ser colocados em ótimo uso na estruturação do mundo à nossa volta, do nosso trabalho e até mesmo de um melhor equilíbrio entre os sentimentos caóticos e nosso desejo legítimo por mais ordem e inteireza.  Para os baladeiros de plantão, é bom pegar leve na balada de sexta porque a Lua Pisciana potencializa os efeitos do álcool e de quaisquer outras drogas, Júpiter e Netuno nos fazem perder totalmente a noção dos limites, e quando nos damos conta, não há mais retorno, seja no consumo  de drogas ou nas bobagens que se disse e o resultado é confusão na certa, ou, no mínimo, uma baita ressaca física e moral. Essa receita é muito perigosa quando lembramos que Mercúrio está retrógrado, em oposição a Urano e que estamos às vésperas de um eclipse bastante tenso,  aumentando a propensão a acidentes e a coisas mal-ditas e mais mal-recebidas ainda.

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Inkedlabyrinth.com – Reprodução

O fim de semana chega com a Lua Pisciana totalmente imersa na fantasia de Netuno no SÁBADO, uma conjunção que tem seus efeitos ampliados pela oposição a Júpiter em Virgem e pelo envolvimento também de Marte e Saturno. A Lua ainda faz sextil a Plutão, já direto, em Capricórnio e fica vazia depois deste contato, às 13h32min. Faz conjunta a Quíron e quincunce a Vênus à noite. Sábado bastante complicado, confuso e cheio de mal-entendidos. A costumeira ida ao mecânico pode não ser uma boa ideia, pois confusos como estamos, não temos clareza nem para relatar os problemas, que dirá, averiguar se o trabalho foi bem feito. A ida ao mercado ou a busca de outros serviços também fica sujeita a muitos conflitos e alaridos, tudo porque há excesso de achismo, de sensações e sensibilidades, o que turva o julgamento e as decisões. Quem puder ficar quieto e canalizar esse turbilhão em alguma atividade criativa ganha mais.

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Tim Lukerman – Reprodução

O DOMINGO chega com a Lua vazia em Peixes, por quase todo o dia. Entra em Áries às 16h30min, ja fazendo quincunce ao seu regente Marte em Virgem e trígono a Saturno em Sagitário. A Lua é Cheia às 23h50min, no horário de Brasília e às 02h50min do dia 28 no horário de Lisboa, a 04°401 de Áries, quando acontece também um Eclipse Total Lunar, uma Lua de Sangue, que fecha a Tétrade de quatro Eclipses totais consecutivos, iniciada em 2014. O dia fica muito pachorrento, lerdo, irreal e nostálgico, favorecendo programas que não exijam muito nem do corpo nem da mente: um almoço leve, um filme sensível e delicado, uma soneca depois para nos embalar na modorra da tarde… Tudo muda no fim do dia com a energia Ariana extinguindo a névoa e a preguiça. À noite o eclipse propicia um espetáculo único e maravilhoso, visível em todo o Brasil, caso o céu esteja limpo. O eclipse será visível também em quase toda a América do Norte, parcialmente na costa oeste; no leste e centro da África; e Oeste da Europa. Este eclipse pertence à Série Saros 137, de acordo com a Nasa, uma família de eclipses bastante tensa, cujo mapa de nascimento (17 de dezembro de 1.564) traz uma Grande Cruz Mutável envolvendo Júpiter em Virgem, exatamente na posição em que está hoje (!!!), em oposição a Plutão em Peixes, os dois em quadratura a Netuno em Gêmeos e Urano em Sagitário. Algo muito parecido com o clima coletivo que temos atualmente – será coincidência? É claro que não! Este é também o segundo e último eclipse da segunda temporada de eclipses do ano – leia sobre o Eclipse Parcial do Sol do dia 13 de setembro aqui. E se quiser entender melhor o que são os eclipses, suas dinâmicas e significados, leia este artigo. Mais sobre o Eclipse total da Lua no domingo!

Linda semana para você e um feliz Equinócio da Primavera! Que a semana seja de tranquilidade e boas resoluções!

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Primavera – Reprodução

A Semana Astrológica – Entre tempos, entre mundos

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David Fode – Reprodução

Semana de 14 a 20 de setembro

Começamos a primeira de duas semanas “ensanduichadas” entre dois eclipses, ou a primeira semana da segunda temporada de eclipses do ano, marcada pela Lua Nova e Eclipse Parcial do Sol, ocorridos na madrugada do domingo, 13. As semanas entre eclipses são estranhas e particularmente sensíveis. É como se estivéssemos entre dois planos ou dimensões diferentes, porque percebemos a atmosfera diferente, o tempo fica misterioso, embora não saibamos dizer porquê. É como estar suspenso no tempo, entre épocas e mundos distintos e é um período poderoso, durante o qual precisamos ter cuidado com nossas intenções. Uma semana em que muita coisa é mudada, dentro e fora de nós.

ERIKA KUHN - TU NOMBRE A PUNTO DE MMEMORIA

Erika Kuhn – Tu nombre a punto de Memória – Reprodução

Mas outros fatos fazem desta semana ainda mais especial. Temos Saturno ingressando em Sagitário definitivamente, Júpiter em oposição a Netuno e Mercúrio ficando retrógrado, tudo no mesmo dia! Quer mais? Mercúrio fica retrógrado numa T-Square com Urano e Plutão, sinalizando que precisamos voltar atrás, revisar, rever nossas posturas e atitudes mentais com olhar arguto para transformá-las de forma profunda e drástica. Mercúrio fica retrógrado em Libra e parece querer continuar o trabalho iniciado pela retrogradação de Vênus: sugere um tempo de revermos nosso conceitos e pre-conceitos a respeito dos relacionamentos em geral; que ideias carregamos sobre o outro que pode estar nos impedindo de nos relacionar verdadeiramente, enxergando o outro como ele é e não como queremos que seja; que ideias nos afastam, funcionando como muros, ao invés de nos ajudar a construir pontes; quanto de nossa comunicação é genuinamente gentil e quanto é falsa e enrijecida pelo verniz social... Talvez precisemos regurgitar todos esses conceitos e paradigmas para RE-apreciá-los, percebendo o impacto que têm nas nossas relações. Aviso: Mercúrio retrógrado não é sinônimo de catástrofes ou eventos terríveis. É, sim, período de desacelerarmos, especialmente no plano mental. É um período excelente para fazermos REVISÕES de todos os tipos: de escritos, de documentos, decisões… Qualquer coisa que já tenhamos feito, mas que precisa de burilamento e retoques. Se insistimos em continuar no ritmo normal, aí sim, podemos ter dificuldades… É um período que requer paciência e jogo de cintura para lidar com possíveis imprevistos e atrasos, mas NÃO É O FIM DO MUNDO!

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Arcano V do Tarot: O Sacerdote Reprodução

Saturno ingressa em Sagitário, onde ficará até 20 de dezembro de 2017, quando ingressará em Capricórnio de uma vez só, sem retornar mais a Sagitário – acho que os Sagitarianos vão gostar dessa! Nestes dois anos, nossa fé será testada, nossas crenças e filosofias serão postas à prova, talvez de forma bem dolorosa. Tudo o que for “fake” nesta área, tudo o que for apenas “muleta”, cairá por terra, deixando-nos a lidar com as consequências de cara limpa, sem onde nos agarrar, a não ser nossa própria força interior. É hora de ver se essas crenças refletem o que realmente somos e se nossa espiritualidade é genuína ou é apenas  parte da máscara social de “pessoas do bem” como tanto gostamos de apregoar… Somos espiritualizados? Até que ponto? Essa espiritualidade é o Norte para nossas ações diárias e nos aproxima do irmão ou apenas preenche o requisito do nosso status social? Nascidos entre 17 de novembro de 1985 e 13 de fevereiro de 1988 e 10 de junho a 12 de novembro de 1988 estarão vivendo seu primeiro Retorno de Saturno nos próximos dois anos.

GOLPEE como se não bastasse, temos Júpiter em oposição a Netuno, para confundir tudo isso por algum tempo. Falsos profetas e falso gurus podem surgir feito erva daninha, assim como a fraude que eles são pode vir finalmente à tona, já que Saturno estará na ponta dessa T-Square com os dois. Urge ficar atentos ao ouro de tolo que nos será oferecido aos borbotões, seja no sentido prático, com propostas in-críveis (difíceis mesmo de acreditar) de ganhos financeiros fabulosos, prejuízos na bolsa, possibilidades de expansão profissional meteórica que talvez funcionem ao contrário, enganadores da fé alheia em áreas diversas da vida… Ah! A má fé das pessoas… Será mesmo que o problema é a má fé dos outros? E a nossa própria urgência em ter ganhos, sejam lá de qual natureza, a qualquer custo, que nos faz ignorar a ética e o bom senso, isso não é má fé também? Júpiter-Netuno me lembra aquele golpe do bilhete de loteria premiado, em que uma pessoa, fingindo-se de “humilde” e ignorante, traz até você um bilhete premiado, pedindo ajuda ou oferecendo para dividir a bufunfa (este golpe tem muitas variáveis), e a pessoa, louca para colocar a mão na grana, fecha os olhos para tudo até perceber que foi lesada e que caiu num golpe… Por quem fomos lesados, pelo outro ou por nós mesmos? Abramos os olhos e reconheçamos nossa própria capacidade para a fraude, o engodo e a má fé – todos somos passíveis de ter esses traços de caráter – são universais, é da natureza humana. Ignorar isso é pedir para ser dominado por tais traços. Cuidado para não cairmos no golpe, seja no dos outros, ou naqueles que nós mesmos engendramos.

A Lua viaja muito lentamente na fase Nova por Libra, torna-se Crescente em Escorpião na quinta-feira e fecha a semana em Sagitário, quase oficializando o Primeiro Quarto. Faz contato com todos os demais corpos celestes nessa jornada.

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Leo Garcia – Reprodução

Na SEGUNDA-FEIRA ainda acordamos sob efeito do Eclipse Solar, tateando por aí e tentando achar e juntar as várias partes de nós. A Lua Libriana traz algum dinamismo, mas conversa pouco com os demais astros, apenas se separa do sextil a Saturno e faz quincunce a Netuno, achegando-se a Mercúrio já tarde da noite, os dois brigando com Plutão. Algo que pode se traduzir numa sensação de isolamento esquisito para Libra, que precisa tanto de um “outro” para se reconhecer e se sentir bem. Como Libra busca sempre equilibrar, talvez hoje nos peguemos num frenesi de socialização, conversando com um e com todos, indo a vários lugares, para compensar os muitos dias de economia de movimento e socialização a que nos submetemos recentemente, um movimento potencializado pelo frescor e impulsividade da Lua Nova. Mas tanta atividade pode nos esvaziar logo no começo da semana.

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Inneroptics.tumblr – Reprodução

A TERÇA-FEIRA traz todo o gás que parece que andou faltando nos últimos dias, tanto gás que o tempo pode ficar explosivo. A Lua Nova Libriana faz conjunção a Mercúrio, e ambos fazem quadratura a Plutão e oposição a Urano em Áries. A Lua ainda se alinha a Vênus e Marte à noite. Dia dinâmico, que nos convida a sacudir a poeira dos móveis e da alma… Depois de tantos dias em hibernação, economizando energia, hoje parece que finalmente “acordamos” de novo, olhando o mundo lá fora com mais disposição em sair da casca, ou em mudar tudo de lugar. Mente e sentimentos estão afinados, mas enfrentam desafios exteriores que são bastante duros e que demandam sairmos do lugar comum e das reações fáceis e obvias. Junto com a poeira dos móveis, precisamos sacudir a poeira e o bolor dos pensamentos e comportamentos automáticos, abrindo espaço uma reflexão que nos faça saber onde realmente estamos, o que realmente estamos sentindo, o que realmente queremos, antes de dizer, comodamente “decida você” ou “você que sabe”… Sim? Não? Talvez? Quantos existem dentro de nós? Muitos, mas em algum momento precisamos saber quem é cada uma dessas facetas e o que cada uma quer, para podermos chegar a um equilíbrio. Ousemos escolher, realmente, para além da mesmice e da resposta meramente conveniente, que foge do que realmente somos e mascara o que realmente queremos.

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“Antes de falar, certifique-se de que sua língua está conectada ao cérebro” – 50000px – Elke Vogelsang – Reprodução

A Lua conversa animada com Marte na madrugada da QUARTA-FEIRA, e fica vazia logo depois, à 01h24min, entrando em Escorpião somente às 12h42min (Brasília). De Escorpião ela ela conversa, profunda, com Netuno em Peixes. Mercúrio estaciona a 15°52 de Libra, às 15h09min (18h09min para Lisboa). A manhã sugere que não inventemos muito e toquemos a vida como de costume, com a agenda usual, sem nos aventurar ainda a começar nada do zero. À tarde o clima fica mais denso e propício a nos aprofundarmos no que quer que estejamos fazendo, para pescarmos tesouros escondidos pela ferrugem e pela nossa falta de atenção. Mercúrio fica estacionário por cerca de 48 horas, sugerindo muito cuidado com o rumos dos pensamentos e com as interações. Tudo o que dizemos neste período pode adquirir peso maior do que o normal e talvez torne-se indelével na memória dos outros, portanto, é bom termos certeza de que temos algo realmente de valor para dizer ou comunicar.

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Emerald-depths.deviabtar.com – Reprodução

A QUINTA-FEIRA é um dos dias mais portentosos do ano, com Júpiter se opondo a Netuno (aspecto exato das 03h39min até as 06h00min), Mercúrio ficando retrógrado às 15h09min, e Saturno ingressando em Sagitário às 23h49min (02h49min do dia 18/09 para Lisboa). A Lua se torna Crescente em Escorpião, ganhando impulso e dinamismo, além de ganhar também mais entusiasmo e vigor ao dialogar harmoniosamente com Júpiter em Virgem  e depois com Plutão em Capricórnio. O dia é comum, mas por que nos sentimos diferentes? Ou seria o contrário, o dia tem uma atmosfera diferente e nós nos sentimos deslocados, sem saber o que mudou? De um jeito ou de outro, nos damos conta de que a vida muda inexoravelmente, do dia para a noite, num piscar de olhos e, de repente, podemos acordar e estranhar o lugar em que nos encontramos, como se tivéramos dormido por muitos quilômetros ou horas da viagem… Ou talvez o tempo seja somente uma ilusão, como tantas outras que nos impedem de ver claramente. O certo é que entramos em outro ciclo, cruzamos portais que nos levam agora a outro momento da vida, com outros desafios e oportunidades. Ao fazer contato com Júpiter e Plutão, a Lua Escorpiana parece chamar mais a nossa atenção para isso, para a necessidade de reflexão interior, de buscar o significado das coisas – significado que será duramente questionado por Saturno – e de ousarmos ir além da superfície e da aparência das coisas. Um dia profundo, com uma carga mítica que nos faz olhar tudo com olhos muito arregalados, embora talvez não consigamos, de fato, ver.

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Reprodução

A Lua Escorpiana faz quadratura a Vênus e a seu regente, Marte, em Leão na SEXTA-FEIRA. Ela ainda se desentende com Urano em Áries, mas se harmoniza com Quíron em Peixes. Fica vazia depois da quadratura a Marte, às 16h49min (19h49min Lisboa), ingressando em Sagitário somente na madrugada do sábado. Hoje estamos mais contidos e avessos ao barulho, preferindo nos concentrar nas tarefas que precisam ser entregues. Uma certa insegurança e descompasso interior podem ser os responsáveis por tal contenção, que é, na verdade um mecanismo de defesa. Esse desencontro entre o que sentimos e o que queremos nos torna espinhosos e meio paranoicos, de comunicação econômica e suspeitosa, fechando-nos em copas na melhor das hipóteses, ou reagindo mal a qualquer tentativa de aproximação dos outros na pior delas, atacando como melhor forma de nos defendermos. O problema é que talvez não haja nada nos ameaçando realmente, mas sensíveis e irritáveis como estamos, reagimos instantaneamente, precipitadamente, sem nem pensar duas vezes. Desnecessário dizer, com tal clima, a tendência é criarmos uma atmosfera carregada à nossa volta, que talvez não venha ao encontro de nossos melhores interesses. Melhor jogar toda essa energia de suspeita e irritação no trabalho, do que arrumar desafetos desnecessários – mesmo que a gente diga que não tem importância.

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remusicas.org – Reprodução

A Lua ingressa em Sagitário à 00h31min da madrugada de SÁBADO, já fazendo conjunção ao novo inquilino de Júpiter, Saturno. Pelo meio do dia um grande imbróglio estará formado, com a Lua de foco de uma T-Square Mutável, fazendo quadratura a Júpiter de um lado e Netuno de outro, ambos também em oposição. A Lua puxa Saturno para a briga. Mercúrio, regente de Virgem, está retrógrado, também envolvido numa T-Square, esta Cardinal, com Urano e Plutão. O sábado fica carregado de uma ansiedade que antevê muito da tensão que tomará o palco de 2016 com essa T-Square abarrotando nossa cabeça e coração de pensamentos, sentimentos e crenças, completamente antagônicos uns aos outros. Há excesso de ideias, de emoções, de falas, de movimentos, que torna este um dia muito confuso que pode descambar em alaridos pois na tentativa de entender e dissecar nossa confusão, espalhamo-nos para todos os lados, tentando catequizar a outros no processo, bradando em alto e bom som nossas ideias espalhafatosas e grandiloquentes, talvez até meio fanáticas. Tentamos a todo custo fugir de nós mesmos e de nossas próprias dúvidas, colocando um sorriso histriônico no rosto e tentando abraçar o mundo com as pernas. Se tivermos sorte, em algum momento a ficha cairá e perceberemos que nossa máscara de palhaço só engana a nós mesmos, do contrário, quando as luzes se apagarem é que nos daremos conta da hipocrisia do nosso riso e então, teremos que lidar com as dores e inseguranças, de um jeito ou de outro… A não ser que resolvamos continuar anestesiados, não com o riso hipócrita, mas com drogas diversas que usamos pretensamente para nos divertir e relaxar – será mesmo que é só para isso?

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Buzzfeed – Reprodução

O Clima do DOMINGO é mais ameno e leve. A Lua Sagitariana forma um Grande Trígono em Fogo com Urano em Áries e Vênus em Leão. Ela ainda conversa animada com Mercúrio em Libra, que está retrógrado e meio calado. Pelo meio do dia a Lua faz quadratura a Quíron em peixes e à noite fica próxima do trígono a Marte em Leão. Dia de sair com os amigos e passear por aí, ver gente nova e aventurar-se… Depois da semana estressante, embrenhar-se no mato, tomar um banho de mar ou de cachoeira, fazer algo diferente e inusitado pode fazer maravilhas pelos músculos tensos, tanto quanto pelo coração apertado e a cabeça ansiosa e pode nos ajudar a ver tudo de outro ângulo. Só precisamos ter cuidado com um possível excesso de entusiasmo que pode nos tornar cegos para as dificuldades alheias, ou para não pisar nos calos dos outros. Cada um tem seu ritmo e gosto e forçar o outro a rir ou a se divertir só para nos fazer mais confortáveis é, talvez, tão absurdo e desrespeitoso quando lhe dar um tapa na cara. Sensibilidade e respeito com a dor alheia nunca são demais e talvez, o que mais no incomoda na dor do outro, é que ela nos lembra da nossa própria. Tendo isso em mente, podemos tentar aproveitar um domingo relaxante ou aventureiro, com amigos e companhias afins, para conseguirmos olhar para a semana com alegria, esperança e disposição.

Uma semana linda e abençoada para você! Que seja de luz e serenidade!

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Do Pinterest – Desconheço o autor – Reprodução

Lua Nova e Eclipse Solar em Virgem – Plantemos sementes de lucidez, porque vamos precisar!

solar eclipse birth chart paitTivemos nesta madrugada a inauguração de um novo ciclo lunar, uma Lua Nova, que também foi um Eclipse Parcial do Sol. A Lua foi Nova às 03h41min no horário de Brasília e às 06h41min no horário de Lisboa. Já o eclipse aconteceu às 03h55min ou 06h55min, respectivamente para Brasília e Lisboa. Esta lunação e eclipse acontecem a 20°10’ de Virgem e abre a segunda temporada de eclipses do ano. Este eclipse é seguido do Eclipse Total da Lua acontecendo a 04° de Áries, no dia 28 de setembro para a Europa (GMT) e 27 de setembro para o Brasil.

Em linhas gerais, uma Lua Nova em Virgem simboliza a oportunidade de iniciar novos projetos de maneira mais eficiente e organizada, naquela área de vida representada pela casa em que acontece no mapa natal; chama-nos a sermos mais autossuficientes e mais donos de nossas próprias emoções, sentimentos, e decisões; a prestarmos mais atenção aos detalhes e à coesão de nossas ações; sendo um signo relacionado ao corpo e à saúde, também representa um momento de dispensarmos mais atenção a isso; e, claro, Virgem também é um signo associado ao trabalho e ao cotidiano e uma Lua Nova aqui nos lembra de renovar nossas intenções quanto às nossas ambições profissionais, mas principalmente a renovar nosso modus operandi, abrindo mão de práticas que já não sejam tão eficazes ou produtivas.

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Reprodução

 

Mas como já disse, esta Lua Nova é um eclipse e este eclipse traz uma tensão desagregadora, tanto pelas configurações do eclipse em si, quanto pela família a que ele pertence. Quando olhamos o mapa da Lua Nova, vemos que os únicos aspectos que a Lua Nova faz são tensos e a planetas pesados. Mesmo um aspecto mais fluido, um trígono, é feito a Plutão, um planeta que não é fácil de se dialogar, ainda que se trate de aspectos harmoniosos.

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Qta3.tumblr – Reprodução

Num eclipse solar, o Sol é eclipsado pela Lua, ou seja, a consciência solar é obscurecida por sentimentos, emoções, instintos e irracionalidade – para entender melhor a dinâmica, significados e efeitos dos eclipses leia este artigo. No caso de Virgem, uma possível manifestação pode ser comportamentos obsessivo-compulsivos, excesso de preocupações, hipocondria e comportamento workaholic. Considerando-se que atualmente só temos um planeta em Ar, Mercúrio, que está extremamente desacelerado, entrando em retrogradação daqui a quatro dias, podemos inferir que a irracionalidade e instintividade ficam mais acentuadas. Mercúrio torna-se mais importante porque é o regente da Lua Nova e do eclipse e seu posicionamento ganha peso. Mercúrio está em oposição a Urano e quadratura a Plutão, indicando, novamente, grande inquietude mental, mas também a necessidade de transformar nossos padrões mentais e a forma como organizamos nosso pensamento e os processos lógicos, nosso raciocínio e estruturação geral das ideias. Mas o fato de estar tão lento e preparando-se para dar meia volta sobre os próprios passos, alerta-nos para o fato de que esse é um ciclo de uma parada estratégica, uma parada em que analisamos cuidadosamente nossa caminhada até aqui. Sendo Virgem o sexto signo, estamos no meio do ciclo anual astrológico e podemos realmente nos beneficiar em desacelerar e reavaliar projetos, ações e atitudes. O fato de estar em movimento lento pode significar ainda que as manifestações do eclipse talvez demorem um pouco mais para serem percebidas e que o ciclo como um todo poderá ter uma qualidade de lentidão e morosidade que vai contra a presteza normal de Virgem.

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Lua Nova e Eclipse Solar em Virgem – Brasília, 13 de setembro de 2015, 03h40min

Sol e Lua fazem oposição de um grau de orbe a Quíron e quincunce a Urano em Áries de menos de um grau, o que torna estes aspectos quase exatos. Quíron vem nos apontar nossas dificuldades e mazelas, aquelas que mesmo nosso controle mais obsessivo falha em encobrir, aliás, a própria necessidade de controle pode ser uma das mazelas que nos fragilizam aqui.  Quíron adiciona também uma sensibilidade e vulnerabilidade extremas ao usualmente composto e ultra eficiente signo de Virgem, lembrando que mesmo a eficiência e ordem Virginianas costumeiras não são suficientes para nos livrarmos de certas dores e de certos momentos de caos e pânico que a vida às vezes nos traz. Essa fragilidade pode ser tanto emocional quanto física, e neste ciclo podemos ser confrontados com as duas. Mas se com uma mão Quíron nos esfrega na cara essas vulnerabilidades e fraquezas, com a outra mão ele oferece grande potencial de cura e uma vez que tenhamos encarado nossas dores e feridas como elas são, sem engôdos ou sem fingir que não nos afetam, podemos acessar esse potencial curativo dentro de nós.

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Brooke Shaden Photography – Reprodução

O quincunce a Urano nos alerta para a imprevisibilidade que colore o ciclo. Urano sempre sugere surpresas mas Virgem detesta surpresas e qualquer coisa que fuja do seu controle. Isso sinaliza ainda que há grande inquietude e ansiedade, que podem nos levar a um círculo vicioso e a atuar essa ansiedade de forma inconsciente, expondo-nos a acidentes e a acontecimentos abruptos de repercussões imprevisíveis. Essa inquietude é aumentada e pode se tornar em exasperação com o que percebemos ser uma “lerdeza” generalizada no ciclo. Na tentativa de superar a pasmaceira, podemos agir de forma caótica e desgovernada, portanto, neste ciclo, é bom ficarmos atentos com atitudes impulsivas nascidas da inquietude extrema. O trígono a Plutão em Capricórnio talvez ofereça força interior e potencial de regeneração e foco, mas está muito amplo para ser sentido de forma efetiva e decisiva.

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Reprodução

Outro aspecto que não podemos deixar de mencionar é Júpiter em oposição a Netuno e ambos em quadratura a Saturno, que ingressa definitivamente em Sagitário daqui a quatro dias. Na nossa tentativa de entender o que se passa e de ter mais clareza, podemos nos voltar para falsos gurus, nos deixar levar por fantasias e mentiras douradas a respeito de fatos diversos ao nosso redor, seja em âmbito privado ou mesmo coletivo, envolvendo a economia, a política e grupos sociais e religiosos. É preciso olhar para dentro de si mesmo e encarar o próprio potencial de engodo e fraude, nossa capacidade de mentir e lesar, mesmo que não o façamos de fato, para que possamos perceber isso em outros e no mundo lá fora. Se nos damos conta da escuridão dentro de nós, ela não nos surpreenderá, nem assustará quando a virmos nos outros, e estaremos aptos a reconhecê-la e nos precaver.

Serie Saros 125Este eclipse pertence à Série Saros 125, de acordo com o site da Nasa e à Série Saros Norte 18, de acordo com Bernadette Brady. Esta série começou em 04 de fevereiro de 1.060. O mapa natal desta série traz uma conjunção entre Lua, Sol, Mercúrio e Plutão e Urano está no Ponto Médio entre Marte e Saturno. Outra coisa interessante é que Mercúrio está retrógrado, o que nos remete ao mapa do eclipse atual, que também Mercúrio em aspecto a Plutão. A conjunção Mercúrio-Plutão é o ponto focal de uma T-Square fora de signo, ambos recebendo quadraturas de Urano em Sagitário e de Marte e Saturno, que estão em oposição a Urano. Brady diz sobre este eclipse inicial: “um alto nível de estresse acompanha a energia desta série de eclipses e as pessoas poderão experimentar uma limitação em suas forças. Eventos podem ocorrer exigindo empreendimento de esforços; isso pode se manifestar também como doenças ou acidentes. Toda atmosfera deste eclipse é de inquietação física, assim como preocupações e pensamentos obsessivos”. Quando consideramos a posição delicada do próprio Mercúrio no mapa atual, percebemos que esse tema é salientado, uma vez que Mercúrio rege movimento e pensamento, e consequentemente, as obsessões, um assunto que está – olha só! – sob a alçada de Virgem! Colocando tudo isso junto, percebemos que este é um ciclo em que precisaremos recorrer ao máximo da nossa lucidez para que não nos percamos ou sejamos vítimas de nossa própria compulsão e hiperatividade.

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Angelica Paez – Reprodução

 

Uma coisa que talvez venha a apaziguar esses efeitos estressantes e debilitantes é o fato de o eclipse ser parcial e não tão potente quanto seria caso fosse total. Felizmente. E outro dado também notável é que o Sol e a Lua estão conjuntos ao Nodo Norte, associado aos propósitos futuros e aos caminhos que devemos tomar, em contraponto ao Nodo Sul, que é associado ao passado e os caminhos já trilhados. Assim, essa conjunção ao Nodo Norte é bastante feliz e ajuda a ter mais lucidez.

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Eclipse Parcial do Sol, visível no Sul da África, Oceano Índico e Antartida

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Maurizio Anzieri – Reprodução

O eclipse teve uma duração total de 4 horas e 25 minutos, o que significa que terá efeito por quatro anos e cinco meses, seu efeito mais agudo sendo sentido até 09 de março de 2016, quando acontece o próximo eclipse solar. Pessoas, países, empresas ou outras entidades que tenham planetas entre os graus 15 e 25 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) são mais afetados e sentem mais intensamente as reverbarações deste eclipse. É o caso do Brasil, por exemplo, que tem Mercúrio a 23 de Virgem no mapa da Independência. Isso pode implicar um recrudescimento das greves na educação e ocultação de informações valiosas na mídia e na política. O Sol do Brasil está a 14 de Virgem, um pouco distante, mas talvez ainda sinta os efeitos do eclipse. O Sol na Astrologia Mundana representa o poder máximo, o presidente ou chefe de estado, ou seja, a Presidente Dilma talvez sinta algum efeito deste eclipse.

Para concluir, lembremos que eclipses solares marcam períodos de grande instintividade. Há uma intensificação da energia que pode ser bastante estressante. Christine Arens diz que qualquer ser com um campo bioenergético é afetado, isso inclui animais e plantas. Como ocorre num signo mutável, a tendência é que sua manifestação se dê de forma instável, cheia de altos e baixos.

lamaisonbisoux wordpressA Lua Nova e Eclipse Solar acontecendo em Virgem vem, pois, propiciar um momento de purificação que pode ser física, mental, emocional e espiritual. Como a Lua está mais forte, assuntos e decisões do passado podem voltar à cena, demandando que os olhemos novamente. Decisões conscientes podem ser tomadas baseadas em questões inconscientes, sem que nos demos conta disso, portanto, é bom ter cautela e analisar com mais cuidado todas as decisões que se fizerem necessárias. O Sol sendo eclipsado também indica que a vitalidade física pode ficar comprometida, então, é bom cuidarmos melhor do sono, da alimentação e do bem estar em geral, atentando-nos para não desgastar energia desnecessariamente. E por último, Virgem rege temas como saúde, por isso, esse pode ser um bom momento para começarmos um plano de maior qualidade de vida que inclua hábitos mais saudáveis, alimentação mais equilibrada, e equilíbrio também na maneira como gerimos nossas atividades cotidianas – como esse também é o signo do artesão, podemos recorrer ao artesanato e trabalhos manuais diversos para acalmar a mente e o coração, quando a tensão ameaçar eclipsar de vez nossa lucidez. Esses podem ser ótimos propósitos para o ciclo, além do propósito geral de buscarmos mais lucidez e clareza. Plantemos, pois a lucidez de que tanto precisamos! Lembrando que os inícios são mais aconselháveis três dias após a Lua Nova, quando ela começar a aparecer no céu. Nos três dias em que é Nova, os instintos ainda estão governando, a Lua está combusta e totalmente escura, o que indica que não há clareza nem consciência suficientes à nossa disposição.

Uma ótima e feliz Lua Nova para você! Que seja cheia de saúde e que venha nos purificar de tudo o que precisamos deixar para trás. Que nos purifique dos pensamentos excessivamente desagregadores ou dos excessivamente conformados. Que purifique nosso corpo, mente, alma e espírito!

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Lua Nova – Bob Du Bois – Reprodução

Da natureza, ciclos e efeitos dos eclipses

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Birth Chart Painting – Eclipse Lunar – Reprodução

Na antiguidade os eclipses eram vistos com muito pavor. Acreditava-se que os astros, no caso, o Sol e a Lua, eram devorados por um monstro terrível, ou ainda que  eram vítimas de um malefício misterioso que os levaria à morte, do qual seriam libertados apenas por muito barulho, especialmente quando a Lua adquiria a tonalidade vermelha, o que se acreditava ser seu sangue jorrando. Assim, sociedades primitivas de vários lugares do planeta organizavam as algazarras ou alaridos. A finalidade era assustar o monstro devorador pra obrigá-lo a largar sua presa. De modo geral, os eclipses costumavam ser responsabilizados por epidemias, doenças e toda a sorte de maldições, até mesmo casos de incesto. O certo era que esperavam-se pragas e moléstias diversas na esteira de um eclipse (1).

Mas imagine um Eclipse Total do Sol: o dia de repente vira noite, a temperatura cai drasticamente, os animais se recolhem como se de fato fosse noite… Se parece bizarro e assombroso para nós, que já temos tanto conhecimento a respeito do fenômeno, imagine para os povos antigos que não sabiam o que estava acontecendo de fato. Era realmente assustador, pavoroso. Há relatos, inclusive, de eclipses terem parado guerras, pois ambos os exércitos em pleno campo de batalha não sabiam o que se passava na natureza e podem ter visto o fenômeno como um sinal dos céus para pararem o conflito.

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Eclipse Lunar – Ilustração medieval Desconheço o autor – Reprodução

 

Hoje, o homem moderno já não teme que o sol vá ser engolido por um demônio ou acometido de algo maligno. Ficamos mais inteligentes, mais sabidos e rimo-nos das “bobagens” dos povos primitivos de outrora. Uma pena. Uma pena que perdemos a capacidade de nos maravilharmos com esses acontecimentos que hoje são explicados cientificamente. A aparente bobagem e crendice dos antigos escondia uma certa sabedoria, aquela que se alcança quando se viveu o bastante para observar muitas vezes os ciclos da vida e da natureza. Sabidos que somos não podemos dizer que os eclipses “causam” o que quer que seja ao homem aqui na terra, mas astrologicamente eclipses simbolizam momentos únicos e especiais, funcionando como gatilhos que disparam ou precipitam situações que vinham sendo evitadas ou cozinhadas em fogo lento, especialmente em termos coletivos, como situações políticas e econômicas, ou mesmo simbolizando o desenvolvimento de áreas do conhecimento humano – sim, os eclipses também podem significar e simbolizar coisas boas!

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Nasa – Reprodução

 

Mas o que são eclipses?

Tecnicamente um eclipse acontece quando um corpo celeste é ocultado por outro. Assim eclipses podem envolver corpos celestes diversos, mas aqui vamos falar especificamente dos eclipses solares e lunares, que são os que têm mais impacto na Terra e que são objeto de estudo na Astrologia. Neste contexto, Eclipses são lunações elevadas à máxima potência, uma vez que ocorrem na Lua Nova ou na Lua Cheia.

Neste artigo vamos falar sobre as dinâmicas dos eclipses e seus significados astrológicos, mas antes, vamos  entender a astronomia dos eclipses. AVISO: este artigo é bastante extenso e técnico na sua primeira metade. Se você você está interessado apenas nos significados astrológicos, vá direto para o meio, embora eu ache que você vai perder muito da informação essencial. Se você realmente gosta de Astrologia e eclipses e gostaria de entender melhor sua dinâmica, aproveite! Este artigo é largamente baseado na pesquisa sobre eclipses da Dra. Bernadette Brady, astróloga inglesa, publicado em seu livro The Eagle and the Lark. (2)

Um eclipse ocorre quando a Lua Nova ou Cheia acontece próxima ao eixo dos nodos lunares, que são pontos matemáticos ou imaginários, os pontos onde a órbita da Lua ao redor da Terra cruza com a eclíptica, o caminho aparente do Sol, ou seja, a órbita da Terra ao redor do Sol. A Eclíptica recebe esse nome exatamente porque os eclipses ocorrem quando a Lua está muito próxima do plano que contém a eclíptica.

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Ilustração esquemática dos Nodos – Reprodução

Os nodos, nódulos ou nós lunares são dois, Norte e Sul e formam um eixo porque estão exatamente opostos – na verdade, todos os planetas têm nodos, os pontos onde o planeta cruza o plano estendido da órbita de outro planeta, mas aqui o que nos interessa é apenas os nodos da Lua. O símbolo do Nodo Norte parece uma ferradura e o do Nodo Sul lembra uma ferradura invertida. Eles têm sido observados pelos astrônomos há muitos séculos, desde quando as observações astronômicas começaram no mundo, porque sempre que o Sol fica próximo a eles no seu caminho aparente ao redor da Terra, as lunações também são eclipses.

O Nodo Norte é o ponto onde a Lua cruza a eclíptica ascendendo do Sul para o Norte, e o Nodo Sul é o ponto inverso, quando a Lua descende do Norte para o Sul. Se o plano da eclíptica fosse exatamente igual ao plano da órbita da Lua, teríamos eclipses em todas as luas novas e em todas as luas cheias. Isso não acontece devido à inclinação da órbita da Lua em relação à eclíptica, que é de cerca de cinco graus e é por isso que um eclipse pode se dar somente quando a Lua nova ou cheia acontece próxima ao eixo nodal, estando o Sol ou a Lua, ou ambos, conjuntos ao Nodo Norte ou Nodo Sul.

Etimologia

A palavra “eclipse” vem do grego  EKLEIPSIS  (έκλειψη), que significa desaparecer, ocultar, abandonar, sair de um lugar, aquilo que falta. Sua etimologia já aponta para a forte impressão emocional que causa, pois estas palavras têm significado marcantes em todas as culturas.

Tipos de eclipses

Os eclipses podem ser solares, quando acontecem na Lua Nova; ou lunares, quando acontecem na Lua Cheia, tendo a partir dessa classificação inicial outras classificações que veremos abaixo.

“Embora o diâmetro do Sol seja 400 vezes maior do que o da Lua, a Lua parece ter o mesmo tamanho do Sol quando vista da Terra, devido ao fato de estar a uma distância menor da Terra. Portanto, a Lua tem o potencial de bloquear a luz do Sol quando passa sobre a sua face” (3)  – o fato de eles parecerem ter o mesmo tamanho é bastante significativo simbolicamente, porque nos alerta o quanto ambos são igualmente importantes para a vida na terra e para a vida psíquica do ser humano.

 

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Mecânica dos Eclipses Solares e Lunares – Fsogumo, do Wikipedia – Reprodução

 

Um Eclipse Solar só pode ocorrer durante uma Lua Nova, quando a Lua e o Sol estão em conjunção e próximos a um dos nodos, ou seja, quando ambos se alinham ao centro da Terra em longitude e latitude celestiais. Obviamente, os eclipses solares são visíveis na região do globo em que eles acontecem durante o dia – não necessariamente em toda a região onde é dia – enquanto os eclipses lunares podem ser avistados nas regiões onde o eclipse acontece no período noturno. Christine Arens (5), astróloga americana e grande pesquisadora de eclipses, diz que os efeitos de um eclipse serão sentidos mais intensamente, tanto em termos coletivos quanto individuais, nos locais em que ele é visível. “Se você pode ver, você será afetado”, diz ela. Isso se aplica particularmente aos países em que o eclipse é visível. Ela vai além e diz ainda que “num eclipse há uma tal intensificação da energia que todo ser que possua um campo bioenergético é afetado” – então, estamos falando também de animal e vegetal, e possivelmente, mineral. 

A magnitude de um eclipse depende da distância dos luminares em relação à Terra e consequentemente, em relação aos nodos. Como a distância da Lua em relação à Terra não é constante e varia em torno de 10%, a sombra da Lua, ou “umbra” nem sempre alcança a superfície da Terra e esse fato dá origem aos vários tipos de eclipses solares:

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Daniel Lynch – Eclipse Total do Sol 29/03/2006 visto da Líbia Reprodução

 

Eclipse Total do Sol – A Lua fica entre a Terra e o Sol. Ocorre quando a Lua está em seu perigeu, ou seja , a menor distância da Terra e parecendo maior do ponto de vista geocêntrico. Neste caso, ela pode cobrir completamente o disco solar, bloqueando totalmente sua Luz e causando um Eclipse Total do Sol. Se a Lua Nova ocorrer a uma distância entre 0° e 9°55’ (nove graus e cinquenta e cinco minutos) de um dos nodos, definitivamente isso será um eclipse total; se ocorrer entre 9°55’ e 11°15’ de distancia de um dos nodos, o eclipse poderá ser total ou parcial.

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Eclipse Parcial do Sol – Pekka Nikula – Reprodução

 

Eclipse Parcial do Sol – como diz o nome, neste tipo de eclipse, somente uma parte do Sol é bloqueada pela Lua. Isso se dá quando o cone de sombra da Lua produz uma área menor do que o disco do Sol ou quando apenas a zona de penumbra encobre a luz do Sol sobre a Terra. Os eclipses parciais do Sol ocorrem entre 11°15 e 18°21 graus de distância dos nodos. Um eclipse acontecendo entre 9°55’ e 11°15’ de distância dos nodos poderá ser parcial ou total.

 

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Eclipse Anular do Sol – Simon Christen – Reprodução

 

Eclipse Anular ou Anelar do Sol – este eclipse acontece quando a Lua está em seu apogeu, a maior distância em relação à Terra. No apogeu a Lua parece menor do ponto de vista geocêntrico e neste caso, seu disco não consegue bloquear ou cobrir completamente o disco do Sol, deixando um anel luminoso ao redor de si, que poderá parecer um anel de fogo. Com relação à distância dos nodos, este eclipse é um eclipse total, porque ocorre muito próximo do eixo nodal e é chamado anelar ou anular devido ao apogeu da Lua e à aparência de anel criada em função disso.

Eclipse Híbrido ou Anular-Total – o eclipse é total em uma parte do globo e anular em outros pontos.

 

 

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Mecânica do Eclipse Lunar – Fsogumo – Wikimedia Reprodução

 

Eclipses Lunares

O eclipse lunar se dá durante uma Lua Cheia, quando a Lua está na sombra da Terra, em oposição ao Sol, ou seja a Terra está entre os dois luminares. Os eclipses lunares também podem ser de vários tipos, mas as orbes (distâncias) em relação aos nodos são muito menores. Sua classificação é feita de acordo com a parte da Lua que é obscurecida pela Terra e qual parte desta sombra terrestre está obscurecendo a Lua. A sombra projetada pela Terra é dividida entre umbra e penumbra. Na umbra não há iluminação direta do Sol, enquanto que na penumbra, apenas uma parte da luz solar é bloqueada.

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Eclipse Lunar Total – Desconheço o autor Reprodução

 

Eclipse Total da Lua – neste eclipse a Lua está totalmente inserida na umbra (sombra) da Terra. Costuma ocorrer entre 0° e 3°45’ de distância dos nodos. Se uma Lua Cheia acontece entre 3°45’ e 6° pode ser um eclipse total ou parcial da Lua.

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Eclipse Total da Lua ou Lua de Sangue Desconheço o Autor – Reprodução

 

Eclipse Parcial da Lua – Como o nome diz, ocorre quando o reflexo da luz solar sobre a Lua é encoberto parcialmente pela sombra da Terra, ou seja, A Lua entra na sombra da Terra sem ficar totalmente imersa nela. A distância que Sol e Lua estão dos nodos pode variar de 6° a 12°15’.

Eclipse Apulse ou Penumbral – a Lua entra somente na penumbra da Terra e não na umbra/sombra, a parte mais escura, ou seja, o alinhamento não é perfeito. Este eclipse acontece quando Sol e Lua estão a mais de 12 graus de distância dos nodos.

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Representação gráfica dos vários tipos de eclipses lunares. Posição 1 – não há eclipse; posição 2 mostra um eclipse penumbral; 3 mostra um eclipse parcial; e 4 mostra um eclipse total – Fsogumo, através do wikimedia files – Reprodução

 

Tétrade – sequencia de quatro eclipses totais da Lua. Temos atualmente uma Tétrade em andamento. O primeiro eclipse desta tétrade específica foi o de 15 de abril de 2014, o segundo foi em 08 de outubro de 2014, o terceiro ocorreu em 04 de abril de 2015 e o quarto e último ocorrerá no dia 28 de setembro de 2015 (29 de setembro na Europa), todos eles no eixo Áries-Libra, o que reflete a ênfase que este eixo está tendo com o trânsito dos Nodos Lunares de fevereiro de 2014 a novembro de 2015. A Tétrade geralmente traz eclipses das chamadas “Luas de Sangue”, por causa da coloração vermelha que a Lua adquire durante o eclipse. Embora sejam vistos como nefastos pelos sensacionalistas de plantão, os efeitos do eclipse, como já estressamos bastante, dependerão de muitas variáveis, sendo que muitos eclipses podem ter efeitos bastante positivos.

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Esta ilustração da UFRGS mostra com mais clareza a diferença entre os diversos tipos de Eclipses Lunares Reprodução

 

As Séries Saros e a frequência dos eclipses

Já sabemos que para um eclipse ocorrer é preciso que Sol e Lua estejam próximos ao eixo nodal. A Lua, em seu ciclo de 29,5 dias passa por este eixo duas vezes por mês, fazendo conjunção ou ao Nodo Norte ou ao Nodo Sul. Contudo, mais do que isso, sabemos que as fases da Lua acontecem em relação ao Sol, portanto, o Sol é o determinante para que tenhamos um eclipse. Assim, em sua caminhada pela eclíptica celeste, o Sol faz conjunção ao eixo nodal duas vezes ao ano, cruzando uma vez com o Nodo Norte e seis meses depois com o Nodo Sul – ou vice-versa – determinando que tenhamos duas temporadas anuais de eclipses todos os anos. O Sol leva aproximadamente 36 dias para viajar sobre o eixo nodal, 18 dias se aproximando e 18 dias se separando, então a extensão da temporada de eclipses é de cerca de 36 dias. Qualquer Lua Nova ou Cheia que aconteça durante este período, isto é, dentro da orbe de 18°21′ de distância dos nodos, será, necessariamente, um eclipse. Bernadette Brady, astróloga inglesa já mencionada acima, lembra que estas temporadas de eclipses não são fixadas num determinado período do ano, uma vez que o eixo nodal trafega ao longo do Zodíaco, em movimento retrógrado, cerca de um grau e meio por mês, levando em torno de 19 meses para transitar um signo inteiro. Assim, por cerca de 19 meses, ou três temporadas, os eclipses acontecerão no mesmo eixo de signos, por exemplo, Áries-Libra, como está ocorrendo agora – e de casas no mapa natal – intercalando com o eixo anterior por uma ou duas temporadas, até que o eixo tenha migrado completamente, como o eixo Virgem-Peixes, para o qual os nodos migrarão em novembro próximo – lembre-se os eixos viajam para trás, em movimento retrógrado!

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Ilustração antiga de um eclipse do Sol Autor desconhecido – Reprodução

 

Muitos astrólogos consideram os eclipses – e os períodos anteriores e posteriores a eles – como simplesmente caóticos e selvagens, atribuindo-lhes, no geral, qualidades nefastas e maléficas, mas isso não necessariamente é verdade. Isso porque a qualidade da família a que o eclipse pertence tem grande influência na forma como ele se manifesta. Sim, os eclipses pertencem a famílias, ou, melhor dizendo, a séries, as chamadas Séries Saros. A palavra “Saros” significa repetição ou a ser repetido e este nome foi dado  pelo lexicógrafo grego Suida, já no século X DC, muito depois de terem sido descobertas.

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Projeção da sombra (umbra) da Terra dá origem aos eclipses lunares na Lua Cheia – Desconheço o autor – Reprodução

 

Os babilônios tinham uma sabedoria e tecnologia estupendas. Num período em que se pensava que a Terra era achatada, eles descobriram dados e fatos super importantes a respeito dos eclipses, que são válidos até hoje. Eles descobriram, por exemplo, que “um eclipse lunar só poderia ocorrer se houvesse um eclipse solar e que eclipses lunares poderiam ou não acontecer dentro de duas semanas, ou antes ou depois do eclipse solar” (3), portanto, matematicamente, o eclipse solar é o determinante para os ciclos e os eclipses lunares seriam efeitos colaterais dos solares. Como os eclipses lunares eram muito mais óbvios, este passo foi realmente importante no estudo dos eclipses.

 

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Mosaico das fases de um Eclipse Total da Lua, uma Lua de Sangue – John Ashley, em Kila, Montana, USA Reprodução

 

Portanto, os eclipses não ocorrem isoladamente, mas pertencem a séries, a padrões maiores que podem durar  mais de mil anos, com começo, meio e fim. “Durante o segundo milênio AC, aproximadamente 747 AC, os Babilônios descobriram que o mesmo tipo de eclipse ocorrerá a cada 18 anos, 11 dias e um terço, mas não necessariamente no mesmo lugar, ou seja, eles descobriram que os eclipses acontecem em séries. O mesmo padrão ocorrerá com Eclipses Anulares, parciais ou Totais. A cada 71 ciclos Saros o eclipse voltará ao mesmo lugar da eclíptica” (3).  Por exemplo:

25 fev 1952       Eclipse Total do Sol  a  4°43’   Peixes

7 mar 1970       Eclipse Total do Sol  a  16°44′ Peixes

18 mar 1988    Eclipse Total do Sol  a   27°42 Peixes

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Projeção do desdobramento de um Eclipse Total da Lua – Reprodução

 

Brady sugere esta analogia:“Imagine todo o conceito como uma floresta. Cada Série Saros é uma árvore na floresta e cada eclipse individual é uma folha da árvore (…) Cada ciclo ou Série Saros se desenvolve por mais de mil anos, fazendo o estudo de uma série individual equivaler a sentar e assistir a uma grande árvore crescer”, diz Brady. Essa árvore certamente está envolvida em várias atividades que não somos capazes de perceber, e, porque nosso período de obervação é muito curto comparado à vida da árvore,  tais atividades pareceriam eventos completamente casuais ou desconectados, acrescenta ela. Entretanto, se fôssemos capazes de observar por mais de mil anos, perceberíamos o padrão se desenvolvendo vagarosamente ao longo de todo esse tempo. Ou ainda, “se entendêssemos a natureza da árvore, sua espécie e suas características, o ‘evento casual’ faria muito mais sentido sem que precisássemos ficar sentados esperando por tanto tempo”.

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Ilustração do desenvolvimento de uma Série Saros ao longo do globo terrestre – Do site do Sinarj – Reprodução

Falando mais claramente, cada série começa como um minúsculo eclipse parcial num pólo do globo terrestre, seja no Pólo Sul ou Pólo Norte. O eclipse inicial de uma série ocorre a cerca de 15 ou 18 graus de distância dos nodos. Ao longo dos anos e séculos, esta série vai “viajando” para o centro do globo e em direção à eclíptica, reduzindo cada vez mais a orbe ou distancia dos nodos, até que quando atingem a eclíptica em cheio, os eclipses ocorrem na versão “Total”. Esse movimento dura centenas de anos e leva cerca de 640 anos para que um eclipse de uma série aconteça em conjunção exata ao eixo nodal, indo, aos poucos se distanciando e fazendo o movimento inverso, tornando-se parciais de novo, até que a série finalize no Pólo oposto ao que começou, com um eclipse acontecendo aproximadamente a 18 graus atrás do eixo nodal. Percebem como os babilônios “mandavam muito bem” ao descobrir tudo isso já naquela época, sem nada da tecnologia moderna que temos hoje?

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Tim Lukerman – Reprodução

 

Geralmente há várias séries acontecendo simultaneamente, começando no mesmo pólo, de 19 a 21 delas, cada uma num momento diferente da vida da série. Somando-se a isso, há outras 19 ou 21 séries que iniciaram-se no pólo oposto do globo, assim a qualquer momento que se imagine, existem cerca de 42 séries ativas viajando pelo globo, metade indo de Norte a Sul e metade viajando na direção contrária. A Nasa dá números para distinguir cada série (4). A Dra. Brady utiliza a nomenclatura dada pelo astrólogo canadense Carl Jansky, cujos estudos e nomenclatura são anteriores ao site da Nasa, onde podemos pesquisar extensivamente todos os eclipses, sejam os vigentes, os do passado ou os do futuro. Assim, a Nasa utiliza uma nomenclatura numérica simples e Jansky, em cujos estudos Brady se baseia para aprofundar suas próprias pesquisas, utiliza outra terminologia, incluindo uma referência ao pólo onde a série começou. Para dar um exemplo, o eclipse do dia 13 de setembro de 2015, pertence à série 125 de acordo com a nomenclatura da Nasa. Já Jansky e Brady dizem que esta série é chamada Série Saros Norte 18, porque nasceu no Pólo Norte.  Os dados da Nasa e de Jansky também divergem em outros pontos. Para Brady/Jansky uma mesma Série Saros pode ter eclipses solares e lunares, já a Nasa divide as séries de forma exclusiva, somente lunares ou somente solares; outra discrepância se dá em relação ao número de eventos de cada série, que para Brady/Jansky varia de 71 a 72 e para a Nasa chega a mais de 80. Isso nos leva ainda a outra divergência, que é a duração de cada série, que Brady aponta ser de 1.280 anos e a Nasa diz passar de 1.500 anos. Como este é um site de Astrologia e como estou mais familiarizada com as pesquisas da Dra. Brady, vou me reportar a ela. Mas este é um assunto que pretendo estudar mais a fundo para entender a origem da divergência entre essas duas fontes. Quando tiver tempo para pesquisar e cruzar os dados de Brady com os da Nasa e conseguir chegar às minhas próprias conclusões, voltarei a este assunto. Voltemos então às Séries Saros.

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Reprodução

 

Assim como tudo que tem um início, cada Série Saros pode ter uma mapa levantado para seu começo, porque começou num determinado momento, no Pólo Sul ou Norte. Cada Série Saros contém de 71 a 72 eventos ou Eclipses Solares e cada eclipse da série irá reverberar e trazer presente a qualidade do tempo em que foi iniciada, como uma assinatura, como todo e qualquer mapa natal. Portanto, quando falamos de um eclipse, precisamos analisar não só as configurações e a qualidade do tempo em que aquele eclipse em particular acontece, mas precisamos trazer presente também o “mapa natal” da Série Saros a que ele pertence, para que possamos ter uma imagem mais fidedigna. Do contrário, como diz a Dra. Brady, seria como querer analisar a floresta inteira tendo uma mão cheia de folhas, sem saber a quais árvores elas pertencem – ou seja, a imagem estaria não só incompleta, mas muita confusa e a análise seria totalmente parcial e não acurada. Então, cada Eclipse Solar e seu resultante Eclipse Lunar trará consigo as qualidades da série a que pertencem, alguns sendo muito tensos e críticos, outros sendo mais fluidos e tranquilos, cada um deles tendo também temas específicos realçados pelas configurações do seu “mapa natal”. E mesmo que os Eclipses Totais sejam mais carregados e potentes, ainda assim, reverberarão as qualidades daquele Eclipse Parcial minúsculo que iniciou toda a série, ocorrido cerca de 650 anos antes.

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Desenvolvimento de um Eclipse Total da Lua – Mansurovs Reprodução

 

Em resumo, de acordo com Bernadette Brady, cada Série Saros tem um ciclo de aproximadamente 1.280 anos, nascendo num Pólo e morrendo no pólo oposto. Cada série produz um eclipse a cada 18 anos e 9 ou 11 dias, e cada um desse eclipses acontecerá cerca de 10 graus à frente do anterior na escala zodiacal. Os eclipses mais potentes ou “totais” ocorrem quando a série está trafegando a eclíptica terrestre, ou seja, num “cinturão” de cerca de 320 anos, entre o anos 480 e 800 do início da série.

Tempo de vigência ou efeito dos eclipses

Os eclipses têm seus efeitos calculados em termos de tempo de formas diferentes para os solares e lunares. Christine Arens (5) afirma que para os eclipses lunares,  o número de horas representa o número de meses e os minutos representam o número de semanas em que o eclipse terá efeito. Os eclipses solares, por serem mais impactantes, têm seu efeito prolongado, o número de horas de duração do eclipse representa o número de anos e a quantidade de minutos representa os meses em que o eclipse terá efeito, sendo que cada 5 minutos corresponde a um mês, seja em mapas individuais ou na Astrologia Mundana. Ela estressa que o eclipse mais recente sempre terá efeito mais forte, uma regra aceita pela maioria dos astrólogos.

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Eclipse Lunar – Reprodução

 

Astrologicamente falando…

Os eclipses são de suma importância para a Astrologia Mundana ou Mundial, porque têm grande impacto nos mapas de países, na economia e no coletivo em geral. Aliás, Bernadette Brady sugere em seu livro que se pesquise o desdobramento de uma Série Saros sobre o mapa de um país ou tendo um tema como pano de fundo, como por exemplo, ciência, arte, linguagem, ou qualquer outro tema que seja pertinente se pesquisar. Assim pode-se ter uma noção mais clara do impacto de uma série, visto que é impossível acompanhá-la no mapa de seres humanos, que vivenciarão no máximo 6 eventos de cada série em vigor e em média, 4. Contudo, Astrologia Mundana não é minha especialidade, então nos concentraremos nos efeitos e simbologia dos eclipses na Astrologia Natal. Portanto, tendo olhado os principais aspectos técnicos acerca dos eclipses, vamos agora olhar seus significados astrológicos e simbólicos.

Os eclipses, como as lunações comuns, também nos falam de um tempo de novos começos e semeaduras que, claro, representam também o fim de ciclos anteriores (Lua Nova/Eclipse Solar) ou fruição, pináculos, frutificação, auge e recompensas (Lua Cheia/Eclipse Lunar).

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Eclipse Total do Sol – Fort Photos on Flickr – Reprodução

 

Mas eclipses não são necessariamente ruins e muitos na verdade têm efeitos muito positivos. Por isso não é preciso temê-los, mas antes, verificar qual área da vida está carecendo de mudanças para que não sejamos pegos de surpresa, e ao contrário, favoreçamos estas modificações pedidas pela vida. Eles propõem “sairmos de onde estamos para crescer, propõem uma mudança na percepção da vida na área do mapa que é eclipsada, oferecendo oportunidade de grande crescimento, embora não necessariamente sem sofrimento” – não lembro o autor desta citação. Desta forma, eclipses vêm nos obrigar a mudar aquilo que estivemos adiando. E como nós seres humanos, somos criaturas de hábitos, nós nos apegamos às circunstâncias e normalmente ficamos apavorados ante a mera idéia de mudar, mesmo quando estamos cientes de que a mudança é para melhor.

Outro ponto muito importante a se considerar é que lunações e eclipses tratam especificamente do tema relacionamentos, especialmente os eclipses lunares, já que as lunações contam a estória da relação entre o Sol (Masculino) e a Lua (Feminino). Porém isso não se dá somente no âmbito das relações afetivas, ou relações homem-mulher, mas em todo tipo de relacionamento humano em que há um EU e um TU, ou um NÓS e um ELES. Dependendo de onde o eclipse cai no mapa, sua influência será sentida, por exemplo, no eixo vida privada x vida profissional; ou na área dos meus valores x os valores dos outros; ou sua expressão individual  x a inserção nos grupos; e pode mesmo cair no eixo específico dos relacionamentos, a primeira e sétima casas.

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Robotradio – Reprodução

 

Eclipses Solares e Lunares e seus efeitos diversos

Mas qual a diferença básica entre os eclipses solares e lunares? No Eclipse Solar, a luz do Sol é eclipsada pela Lua, ficando desaparecida, assim, sendo o Sol o centro da personalidade e da consciência, diz-se que a própria consciência (Sol) fica eclipsada temporariamente pelos instintos e sentimentos (Lua), podendo o indivíduo manifestar comportamentos compulsivos e muito reativos. Sendo assim, de acordo com Christine Arens (5), o Eclipse Solar favorece ao feminino, às mulheres e às fêmeas em geral e desfavorece ao masculino, aos homens em geral e a figuras de poder e autoridade.

Já no Eclipse Lunar acontece o contrário: a Lua é eclipsada pela Terra. Uma vez que a própria Lua Cheia já fala de conflitos e da necessidade de se alcançar um equilíbrio ou conciliação, poderia se dizer que a Terra fica como mediadora entre os instintos e a consciência. Mas sim, no Eclipse Lunar a consciência solar é favorecida e chega-se a muitas resoluções e decisões acerca de assuntos que vinham se arrastando anteriormente. O masculino, os homens e machos em geral são mais beneficiados quando da ocorrência dos eclipses lunares. 

A respeito disso, Brady diz que eclipses solares tendem a ter efeitos mais externos, significando eventos fora da pessoa, enquanto os lunares são mais internalizados e mais concernentes à vida emocional e  íntima do indivíduo. De qualquer forma, alerta ela, ponderações internas significadas por um eclipse lunar poderão levar a ações externas e efetivas geradas pela pessoa em questão. Assim, eclipses solares tratam de eventos precipitados de forma inconsciente; já os lunares são mais associados com eventos mais conscientes, que envolvem escolha, pensamentos e sentimentos dos quais o indivíduo está ciente.

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Eclipse Anular do Sol – Do Buzzfeed – Reprodução

 

Os efeitos dos eclipses também estão relacionados à sua localização no mapa natal e aqui temos dois tipos de análises:

1 – primeiro, trata-se dos eclipses que ocorrem ano a ano num dado eixo de casas e signos do mapa natal. Este movimento é determinando pelos Nodos Lunares em trânsito. Como dissemos acima, os Nodos levam cerca de 19 meses para trafegar um par de signos – não vamos esquecer, os nodos são um par de opostos! Assim, durante estes 19 meses,  todos os eclipses acontecerão no mesmo eixo de casas, salientando os temas daquelas casas e nos obrigando a adquirir mais consciência sobre seus assuntos e a forma como lidamos com eles em nossas vidas. Vamos dizer, por exemplo, que um indivíduo tenha Áries no Ascendente e consequentemente, Libra na casa 7 do mapa natal. Neste caso, este indivíduo teria esse eixo de casas enfatizado de fevereiro de 2014 até novembro de 2015, que é o período em que os Nodos estão trafegando estes signos. Entretanto, como a orbe para que ocorra um eclipse é bastante extensa (18°21′), não necessariamente todos os eclipses neste período serão em Áries ou Libra, podendo ocorrer no eixo anterior, de Virgem e Peixes, como é o caso do eclipse do dia 13 de setembro, o que inclui neste caso hipotético as casas 6 e 12 do mapa natal, que serão as próximas realçadas quando os Nodos migrarem em novembro, até mais 19 meses.

2 – a segunda maneira de os eclipses destacarem casas e signos no mapa natal é observando o desdobramento de uma Série Saros. Como já dissemos, a cada 18 anos e 9 ou 11 dias acontece um eclipse de uma dada série num certo grau de um signo e 18 anos depois, outro eclipse acontecerá 10 graus depois. Se conseguimos verificar com cuidado, poderemos estar cientes dos temas que são desencadeados novamente, que certamente estarão relacionados com o ciclo anterior, provavelmente no mesmo par de casas do mapa natal. O eclipse do dia 13 de setembro que acontece a 20° de Virgem, por exemplo, pertence à Série Norte 18 ou 125 de acordo com a Nasa. Os últimos eclipses desta série aconteceram em 01/09/1997 (02/09/1997 para Lisboa) a 09° de Virgem; 22/08/1979 a 29° de Leão; 11/08/1961 a 18° de Leão e assim sucessivamente. Assim, podemos olhar lá atrás e rememorar o que acontecia em nossas vidas para termos uma ideia de quais temas este eclipse trará à tona novamente. O próximo eclipse desta série acontecerá em 23/09/2033, a 00° de Libra.

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Ilustração de 1652 de um eclipse, de Johannes Hevelius em Epistolae IV (Danzing 1654) – Reprodução

 

Há ainda uma outra forma, muito potente de sentir os efeitos de um eclipse no mapa natal. Quando um eclipse cai em aspecto próximo a um planeta, e aqui são considerados apenas os aspectos maiores – conjunção, sextil, quadratura, trígono e oposição, com orbes máximas de 5 graus – ou a um ângulo, este eclipse certamente terá grande repercussão na vida do indivíduo e será sentido de forma enfática, tanto nos assuntos regidos pelo planeta em questão, quanto na área de vida representada pela casa em que o eclipse cai, quanto as áreas de vida representadas pela casa em que o planeta se encontra, assim como pelas casas regidas pelo planeta que é aspectado pelo eclipse. Se estes efeitos são tensos ou fluidos, depende de vários fatores, entre eles, o tipo de aspecto que o eclipse faz ao planeta; o posicionamento geral do planeta no mapa; a Série Saros específica a que pertence o eclipse, assim como as configurações do eclipse individual.

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Eclipse Total do Sol visto na França em 1999 – Luc Viatour – Reprodução

 

Concluindo, os eclipses representam um momento único de conscientização na atividade humana, portanto, trazem em si grande potencial de crescimento e iluminação, por mais estressantes que sejam ou pareçam. Eles vêm salientar assuntos e áreas de vida de acordo com os signos e casas em que acontecem e com os planetas que tocam, demandando mudanças e alterações na forma como gerimos e vivenciamos estas áreas de vida. Representam oportunidades e portanto, demandam exame interior para que sejamos capazes de agarrar tais oportunidades. No caso de eclipses solares, há uma qualidade fatalista a respeito deles, devido à forte carga inconsciente e assim exigem maior aprofundamento e cautela para não nos tornarmos vítimas de nossas compulsões, instintos e inconsciência.

Abaixo há uma lista dos efeitos e temas precipitados por casa onde ocorre um eclipse no mapa natal (6):

Casa 1 – Casa angular e super importante onde o eclipse se faz notar de forma inquestionável, especialmente se conjunto ao Ascendente. Período de grande ênfase e destaque pessoal. A energia e o entusiasmo ficam acentuados e você se sente fazendo maior impacto no ambiente e no mundo em geral. Pode ser um bom período para fazer mudanças na aparência física. É um ciclo para se destacar e aparecer – se esse destaque é positivo ou negativo vai depender das ações e atividades desenvolvidas até aqui, assim como dos aspectos que o eclipse possa fazer a planetas natais.

Casa 2 – A ênfase aqui recai sobre os valores, sejam eles materiais ou imateriais. Finanças, posses, patrimônio material vêm para a linha de frente e “eventos” podem se precipitar ligados a ações passadas. Pode ser um bom período para reavaliar investimentos e a gestão dos recursos; para aprender uma nova habilidade que se transforme também em recurso e valor; especialmente para refletir sobre nossos valores mais essenciais e como eles influenciam nossas decisões e escolhas.

Casa 3 – O foco recai sobre estudos e aprendizados, que serão, ou não, estimulados e favorecidos, dependendo dos aspectos do eclipse. Comunicação, veículos, viagens curtas, viagens diárias para o trabalho e deslocamentos em geral também são influenciadas por estas energias. Irmãos e parentes próximos podem também se tornar foco da nossa atenção por diferentes motivos.

Casa 4 – Outra casa angular onde o eclipse tem maior ênfase. Assuntos ligados à família de origem, assim como à família formada pelo indivíduo. Mudança na relação com a figura paterna, que pode ter seu poder e autoridade ofuscados de alguma forma. A atenção é para os assuntos domésticos, do lar e da casa física em que se mora, assim como para a faceta mais íntima da vida privada. Reformas e mudanças na residência são possíveis.

Casa 5 – A criatividade e expressão pessoal recebem grande injeção de ânimo, assim como os romances e atividades de lazer e relaxamento. Filhos, como expressão mais óbvia de nossa criatividade também se tornam o centro das atenções, especialmente o filho mais velho; novas atividades criativas ficam favorecidas, como artes, danças, música, etc. Aconselhável ter cuidado com especulações e jogos de azar. E claro, se as manifestações são benéficas ou estressantes, depende das variáveis do eclipse.

Casa 6 – Trabalho diário, emprego, colegas de trabalho, relação com empregados e servidores, saúde, corpo, cotidiano, bichos de estimação… Todos estes assuntos ficam realçados com um eclipse solar nesta casa. É um momento de avaliar com seriedade a forma como cuidamos da saúde e especialmente avaliar o impacto de maus hábitos sobre ela, como fumar, por exemplo. Reorganização do local de trabalho assim como programas de reeducação alimentar ficam beneficiados.

Casa 7 – Outra casa angular. Todas as relações próximas ficam sob os holofotes, sejam parcerias afetivas ou de negócios, assim como amigos mais chegados e também os tais “inimigos declarados”. Propostas de casamento ou de sociedades são possíveis, assim como rupturas, dependendo de como o eclipse “conversa” com o resto do mapa e dos demais movimentos que estejam acontecendo neste mapa.

Casa 8 – Casa dos valores dos outros, da morte (não necessariamente literal) e renascimento, de crises, de impostos, seguros e heranças. E também do sexo como expressão da parceria íntima. Então todos estes assuntos podem demandar nossos cuidados e nosso tempo, trazendo benefícios ou preocupações. O período pode ser particularmente “quente” sob os lençóis e novos amantes podem aparecer à nossa porta.

Casa 9 – As viagens de longa distancia, assim como as buscas espirituais e a mudança de crenças ocupam nossa atenção quando um eclipse cai nesta casa. Cursos superiores e vida acadêmica, assim como publicações também estão enfatizados. Os parentes do cônjuge também são vistos aqui e podem representar problemas ou alegrias. Novos conhecimentos que expandem a consciência podem ser iniciados a partir de novos contatos ou até mesmo por um livro que começamos a ler.

Casa 10 – A ultima casa angular, de suma importância. A casa da nossa imagem pública, da carreira, da vocação e também da mãe ou da figura materna arquetípica. Podemos ser promovidos ou demitidos sumariamente; podemos ficar literalmente sob os holofotes em situações públicas e que agregam valor à nossa persona pública e status profissional. Publicidade gratuita pode nos favorecer. Eventos ligados à mãe também podem nos afetar.

Casa 11 –  Um eclipse nesta casa pode indicar um período bom para se iniciar novas amizades, participar de grupos e associações que sempre quisemos mas nunca tomamos a atitude. Aqui vemos os amigos e as relações sociais, que obviamente ganham ênfase especial. As esperanças de futuro e projetos de longo prazo também ficam favorecidos, ou sua realização, reavaliação ou desilusão.

Casa 12 – Possivelmente a casa mais difícil de expressão de um eclipse. A casa da introspecção e do inconsciente. Esqueletos tendem a sair do armário e demandar que lidemos com eles; tabus familiares ou raciais tendem a cair no nosso colo de graça, e não podemos mais fingir que não os vimos; é uma casa de serviço, então somos convidados a prestar serviços que implicam sacrifício ou oferenda de nosso tempo e energia em favor de outros. Podemos nos sentir particularmente introspectivos e sentir o desejo de isolamento e reclusão.

Fontes pesquisadas

  • (1) VERDET, Jean-Pierr – O Céu, mistério, magia e mito – Objetiva
  • (2) BRADY, Bernadette – The Eagle and the Lark – Predictive Astrology – Weiser Books
  • (3) GREEN, John – Eclipses – Apostila do Foundation Course do Centro de Astrologia Psicológica de Londres, CPA.
  • (4) Site da Nasa sobre eclipses: http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html
  • (5) ARENS, Christine – Eclipses – Webinar promovido por Kepler College em 05/04/2013
  • (6) RUSHMAN, Carol – Predictive Astrology – Llewellyn
  • (7) MICHELSEN, Neil F. – The American Ephemeris for the 21th Century – Starcrafts Publishings
  • (8) www.astro.if.ufrgs.br 

A Semana Astrológica – Cautela, tenhamos cautela!

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Galileogst.tumble – Reprodução

Semana de 07 a 13 de setembro

Vênus voltou ao movimento direto nesta segunda, às 05h29min de Brasília e às 08h29min de Lisboa. Já podemos sentir, sutil ou intensamente os efeitos deste movimento. Mas é interessante que ela fique direta numa semana de Lua Minguante/Balsâmica e eclipse, sinalizando que talvez ainda precisemos aguardar um pouco mais até colocarmos a “cara na porta” e nos mostrarmos ao mundo. Além de Vênus direta, temos outros eventos astrológicos muito potentes que prometem movimentar a semana e até os próximos meses, já que estamos falando de eclipses, o que já sinaliza uma semana bastante tensa pela frente. Sim, esta semana tem eclipse do Sol e também precede o retorno de  Saturno a Sagitário e o início do novo ciclo de retrogradação de Mercúrio, além da oposição de Júpiter a Netuno – uma semana em que um senso de expectativa se instala e segue num crescendo de tensão e inquietação. O tempo interior é de resguardo e introspecção, sinalizado pela fase Minguante e Balsâmica.

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Encontrado em Examiner.com – Via Pinterest – Reprodução

Vênus ficou retrógrada em Leão por 44 dias, de 25 de julho a 05 de setembro. Programei-me para escrever um artigo sobre esta retrogradação por várias vezes e nas várias vezes tive que adiar por motivos diversos, fossem práticos, técnicos, domésticos. Por fim, joguei a toalha neste fim de semana depois de tentar começar o texto e não conseguir ir além do primeiro parágrafo. Esse ciclo me “baqueou” sobremaneira, provavelmente por acontecer em Leão, signo em que tenho três planetas –não consegui colocar em palavras a intensidade desta retrogradação. Não senti dessa forma no último ciclo, quando Vênus esteve retrógrada em Capricórnio, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2013. E para vocês, como foi? De qualquer forma, algo que me chamou muito a atenção, além dos temas normais realçados por Vênus (relacionamentos, auto-estima, beleza, valores, finanças, etc.) foi o fato de Vênus e Marte ficarem conjuntos durante esta retrogradação, depois da Conjunção Inferior de Vênus com o Sol, quando ela já começava a aparecer como Phosphoros, a  Estrela da Manhã. Ambos em trígono a Urano. Quando retorna de sua jornada no Mundo Inferior, depois da Conjunção com o Sol, retrógrada, Vênus-Phosphoros é a Deusa da Guerra, e as culturas mesoamericanas, Asteca e Maia, observavam estes ciclos cuidadosamente, preparando seus exércitos para a batalha e sacrifícios sangrentos aos deuses. Este ciclo, e o surgimento de Vênus na aurora, à frente do Sol, era o sinal de tempos violentos. Agora consideremos tudo isto, mais o fato de Vênus, já na fase Phosphoros-Deusa da Guerra, fazer conjunção a Marte, o Deus da Guerra, num signo de Fogo Fixo, imperialista e inflexível, num ano regido pelo próprio Marte, um ano que já se mostrou bastante belicoso até aqui… A meu ver, isso sinaliza tempos complicados e com grande potencial de um recrudescimento dos conflitos bélicos à frente – que podem se tornar mundiais –  uma intensificação do clima que já temos presenciado nos últimos meses. Especialmente porque Vênus retorna do Mundo Inferior e se torna direta na mesma semana em que temos um eclipse do Sol bastante estressante. O contato com Urano aponta para desfechos imprevisíveis. Infelizmente. Espero decididamente estar errada. (Vou tentar aprofundar este tema em outro texto).

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Demilked.com – Photo Manipulation – Reprodução

Voltando ao momento presente, Mercúrio é outro que protagoniza parte da grande inquietação e tumulto da semana, ao fazer quadratura a Plutão, aspecto que se dará por três vezes, nos dias 09 (direto) e 24 de setembro (retrógrado) e depois em 22 de outubro (direto novamente). Mercúrio também se opõe a Urano, embora esta oposição não se concretize antes de 25 de outubro, devido à sua retrogradação. Outro aspecto que também não se consuma, pelo menos por enquanto, é o sextil Mercúrio-Vênus. Assim, temos uma sensação incomum de prelúdio de algo que acaba por não acontecer, mas é, na verdade,  adiado, quando já estávamos prestes a conseguir… Alguns contatos talvez não se confirmem e talvez tenhamos que esperar muitas semanas para que as coisas sejam suficientemente maturadas. Lá na frente, possivelmente perceberemos que o adiamento, apesar de causar algum transtorno, se revelará benfazejo – só precisamos mesmo lidar com um pouquinho de frustração, que não vai matar ninguém!

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Jeff Haynie – Reprodução de Jeffhaynie.com

Se Mercúrio desliga o telefone antes de a ligação para Urano se completar, o mesmo não ocorre com Marte, que tem uma conversa super inspirada e motivadora com este Urano libertário! O já corajoso Marte Leonino em contato com Urano simboliza um tempo de nos tornamo-nos intrépidos e mais audazes, insuflando-nos de ideais ainda mais nobres, mas também pouco ortodoxos, e de novo vigor e energia. No mesmo dia, porém, Marte faz quincunce a Quíron em Peixes, um lembrete de que é preciso alguma cautela antes de nos lançarmos de cabeça nessas empreitadas – podemos descobrir, tarde demais, que a piscina está vazia! Quíron sinaliza que parte dessas aspirações e desejos não têm lastro nenhum para serem realizados e que é melhor sermos mais comedidos e não festejarmos antes do tempo. Humildade, algo difícil para o Marte Leonino conceber, é essencial para que se teçam planos minimamente sensatos e factíveis. Esses ideais, coragem e vigor serão testados novamente à frente, pelo pragmatismo e conservadorismo de Saturno, com quem Marte se defrontará em seguida.

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Reprodução

O contato de Marte com Urano e Quíron no mesmo dia talvez sirva de preparação para o Sol, regente de Marte, que fará os mesmos contatos quatro dias depois, só que nada harmônicos: o Sol faz quincunce a Urano, no mesmo dia em que se opõe a Quíron, e a costumeira ordem e controle Virginianos podem simplesmente ir pelos ares, porque topar com essa dupla no mesmo dia sugere de fato um dia caótica e sujeito a muitos contratempos, o que enlouquece qualquer Virginiano típico. Isso talvez seja a Natureza nos lembrando de que há imprevistos e de que é bom termos um plano B à mão, porque o trem às vezes sai dos trilhos… O  Sol nesta semana ainda está em trígono a Plutão em Capricórnio (exato no domingo, 06/09), indicando firmeza de objetivos e força interior, das quais vamos precisar bastante.

Júpiter está cada vez mais próximo de sua oposição a Netuno, que embora só fique exata uma vez, se fará sentir ainda por muitos meses em 2016. Em tempos assim, é bom desconfiar de tudo o que pareça “bom demais para ser verdade”. Podemos ser seduzidos por ouro de tolo e receber propostas maravilhosas de crescimento, tanto que não conseguirmos acreditar na nossa boa sorte – talvez seja mesmo bom duvidar dela. Pode ser que não haja má fé envolvida nos “esquemas”, mas de qualquer forma, há chances de ficarmos, no mínimo, desapontados.

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Christian Schloe Digital Art – Reprodução

A Lua dá o tom introspectivo da semana ao viajar na fase Minguante por Câncer. Torna-se Balsâmica em Leão, na quarta-feira e será Nova em Virgem, na madrugada de domingo, uma lunação que é também um eclipse parcial do Sol, que ocorre a 20°10’ de Virgem – um eclipse que pertence à Série Saros 125 de acordo com a Nasa, ou à Série Saros 18 Norte, de acordo com Bernadette Brady. Este eclipse será visível no Sul da África e na Antártica, pois pertence a  uma família que está próxima de chegar ao fim, em 2.358 – os eclipses normalmente começam num pólo e “viajam” centenas de anos, acontecendo a cada 18 anos aproximadamente, ao longo do globo, até atingir o outro pólo, quando então a série é finalizada. Este começou no Pólo Norte no ano de 1.060 DC e terminará no Pólo Sul em 2.358. Este eclipse acontece no mesmo dia do Feriado Judaico de Rosh Hashaná, o Ano Novo Judaico, um dado que acrescenta peso e simbolismo a esta lunação, conforme tínhamos falado no texto da semana passada. A Lua fecha a semana ingressando em Libra no domingo à noite.

 

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Cassiopeia Art – Reprodução

A SEGUNDA-FEIRA, feriado da independência, vê Vênus tornar-se direta depois de 44 dias retrógrada e as 48 horas anteriores estacionária. Como nada acontece sozinho, essa mudança de direção de Vênus é saudada com temporais na alma, protagonizados por Dona Lua, que está poderosa em seus domínios Cancerianos, mas aflita por oposição a Plutão em Capricórnio, e quadratura a Urano em Áries e Mercúrio em Libra, que estão em oposição e também em quadratura a Plutão – assim, todos eles formando uma ampla Grande Cruz Cardinal. Temporais da alma é uma figura bem pertinente para o dia de hoje, com toda essa turbulência e tensão que nos acomete. Uma sensação de estarmos presos num circuito fechado em que não há solução que não implique em perdas – alguém tem que ceder em algum momento ou o sistema explode ou implode! Muitas das tensões acumuladas nos últimos dias finalmente vêem à tona, talvez para que possamos proceder com as providenciais limpezas de forma ainda mais decidida e definitiva.

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Desconheço o autor – Reprodução

As interações ficam intempestivas e coléricas, porque não há objetividade, estamos visceralmente envolvidos e incapazes de nos distanciar dos enredos que se desenrolam ao nosso redor. Se estamos conscientes do que precisa ser ventilado e expurgado, para ser devidamente enterrado, podemos ter interações verdadeiras e profundas, contudo, é mais provável que percamos o controle e a razão e nesse estado, podemos vomitar sobre os outros a lava incandescente de nossa inquietude mental ou frustração e carência emocionais. É, talvez não tenhamos maturidade emocional suficiente para lidar com isso de forma produtiva, então, convém proceder com um saudável exame interior antes de partir para o embate aberto com o pretenso “inimigo” lá de fora, assim talvez percebamos que não há inimigos reais lá fora que não estejam devidamente “enganchados” nos nossos próprios vilões interiores. Nunca é demais lembrar, a briga, é sempre conosco mesmos. E hoje o dia favorece que vejamos e dissequemos estes momentos em que emoções e sentimentos desenfreados turvam nossa visão e raciocínio lógico, impedindo que vejamos coisas, pessoas, situações e a própria vida com um mínimo de lucidez. Esse mínimo de lucidez é crucial para que não caiamos no equívoco de atirar para todos os lados, só para descobrir depois que o mais ferido na batalha talvez sejamos nós mesmos. Freio na voz e na atitude pode evitar muitas situações desagradáveis. E no fim, talvez sim, tenhamos tido a chance de adquirir um pouco mais de habilidade no gerenciamento e equilíbrio das tais emoções e pensamentos tempestuosos, vulcânicos e venenosos e, ao invés de destrutivos, talvez consigamos extrair-lhes a toxicidade e transformá-la em remédio, saudando a bonança que vem depois da tempestade.

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Tiffany Studios 1914 Reprodução

A quadratura Lua-Urano fica exata na madrugada da TERÇA-FEIRA e a Grande Cruz segue formada perturbando o sono de muitos. A Lua faz trígono a Quíron e depois a Saturno, ingressando em Leão às 23h35min. Marte está em trígono pleno a Urano e em quincunce, também exato, a Quíron em Peixes. Realmente o sono pode ficar tumultuado na madrugada da terça, com Lua e Mercúrio, dois planetas relacionados ao ritmo do sono, envolvidos com Urano dessa maneira. Urano sempre vai nos acordar e não nos deixará dormir até que tenhamos enxergado as verdades que ele veio nos mostrar, por bem ou por mal. Entretanto, o melhor que podemos fazer é espremer o limão e torná-lo uma limonada,  sermos criativos, inventivos e originais, porque Urano está super ativo e propiciando todas estas qualidades. Nossa força, atitude e ação executivas têm a oportunidade de ser remodeladas e, por que não dizer, reformuladas completamente, se apenas soubermos tirar proveito do momento. É um dia favorável para nos imbuirmos de franqueza e espírito de inovação, de temperarmos nossa iniciativa com imprevisibilidade e originalidade, o que deixará nossos competidores, ou mesmo nossos pares, admirados com a ousadia, fazendo-nos ganhar terreno e respeito em seus corações e mentes. Mas se isso ajuda a melhorar a auto-estima, por outro lado, precisamos vigiar para não inflar nosso orgulho e inflexibilidade, exigindo que tudo saia à nossa maneira, algo que fará com que o tiro saia pela culatra. O aspecto favorece sim a ousadia, mas com Mercúrio em aspecto tenso ao mesmo Urano, precisamos cuidar com ações precipitadas que podem nos expor a acidentes – Domemos essas excitação e o excesso de estímulo!

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A Lua se torna Balsâmica em Leão na QUARTA-FEIRA, sinalizando o momento de nos desfazermos de nosso orgulho e vaidade, que só nos afastam daqueles que são caros ao nosso coração, ou mesmo de potenciais novas relações, para que possamos olhar para o futuro mais puros e iniciar o novo ciclo, Virginiano, com nossa integridade lustrosa e em dia e ainda com o devido senso de valor próprio calibrado com uma boa dose de humildade. Depois de se tornar Balsâmica, a Lua fica bastante isolada em Leão, fazendo apenas uma sesqui-quadratura a Quíron de manhã cedo e um quincunce a Netuno pelo meio da tarde, fechando a noite mais sociável, estabelecendo conversa animada com Mercúrio em Libra, que hoje está em quadratura plena a Plutão. Um dia que fica realmente introspectivo e ansioso. Apesar da energia efusiva e radiante de Leão, preferimos nos concentrar em nós mesmos e naquilo que precisamos liberar da nossa vida e coração. É mais que adequado tirar um tempo para cuidar das próprias coisas, para reavaliar sentimentos e emoções e até mesmo lidar com aquelas incertezas que volta e meia ficam nos espicaçando de forma impiedosa. A mente tenta esmiuçar investigando fundo a fonte da inquietação, não descansando até encontrá-la. Na limpeza dos baús, sejam físicos ou figurados, podemos descobrir algumas relíquias que julgávamos perdidas para sempre e decidir se ainda servem ou se apenas trazem lembranças nostálgicas, ou funcionam como muletas mentais nas quais nos apoiamos quando já deveríamos andar eretos e independentes em nossas próprias opiniões… No baú também podemos achar alguns rancores e mágoas que teimamos em guardar e podemos perceber que só ocupam espaço precioso na nossa alma. Como diz a escritora Jen Hatmaker, “mulheres sábias sabem o que devem manter e o que devem liberar e como caminhar confiantemente em suas escolhas, sem arrependimentos, sem desculpas, sem culpa”. Eu trocaria “mulheres sábias” por “pessoas sábias”, porque isso não é questão de gênero, mas de autoconhecimento. Então digamos adeus e abramo-nos a novos diálogos e à conciliação acenados pelo Mercúrio Libriano, que também favorece uma limpeza verdadeira e honesta nas nossas interações.

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O contato Lua-Mercúrio se consolida na QUINTA-FEIRA, numa sequencia de encontros auspiciosos empreendidos pela Rainha Lua Leonina, que faz conjunção com Vênus e depois com Marte e ainda se alinha com Urano por um trígono. A Lua ainda se indispõe com Plutão em Capricórnio e Quíron em Peixes, mas isso não é páreo para sua alegria interior, que embora seja um tanto comedida, é definitivamente genuína. A Lua fecha a noite já em quadratura a Saturno. Um dia em que fazemos o que precisa ser feito, de forma determinada, para limpar o caminho que conduz à nossa criatividade. Talvez nos assome um vigor repentino e uma grande audácia que nos faz olhar para o futuro com mais esperança e menos temor, a despeito de sabermos dos desafios que nos aguardam adiante. Um dia para olhar lá dentro do futuro e voltar e se regozijar no aqui e agora, com o que ele tem de melhor, mesmo na companhia de uns poucos eleitos. Atividades artísticas e criativas estão mais que beneficiadas, assim como atividades com crianças, mesmo que seja a nossa criança interior. Para quem é madrugador, vale a pena tentar ver a tripla conjunção Vênus-Lua-Marte em Leão, no amanhecer da quinta-feira. Para saber o horário certo, verifique no Google a hora em que o Sol vai nascer neste dia na sua cidade – Vênus-Lua-Marte aparecerão a partir de aproximadamente uma hora antes de o Sol nascer – a Lua sendo somente um anel finíssimo no céu. Quem conseguir tirar foto, manda para mim, por favor! Agradeço de antemão!

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A SEXTA-FEIRA começa bem soturna com a Lua em quadratura a Saturno em Escorpião e em sesqui-quadratura a Plutão. Ingressa em Virgem às 10h55min e fica mais afável à noite, ao fazer conjunção a Júpiter – não, não estarão visíveis para nós, porque estão atrás do Sol, os dois se pondo antes dele, o que impossibilita que os vejamos à noite. Júpiter só é visível neste período antes do amanhecer e começará a aparecer no céu noturno novamente a partir de dezembro, já tarde, entrando pela madrugada. Sexta-feira mal humorada, em que despertamos de maus bofes, sem querer dar bom dia a ninguém. Queremos dormir mais, mas o trabalho, esse algoz terrível, nos chama, inclemente. Porque sentimos a vida como uma mãe intransigente e terrível, tornamo-nos nós também intransigentes e inflexíveis em nossas demandas com outros, que talvez respondam também de forma monossilábica ou azeda. Olho por olho… Já sabemos o resto… Somada ao mau humor há a insegurança básica de termos algum “mal-feito” descoberto ou talvez nem seja mal-feito, mas sentimo-nos julgados de qualquer forma. Além da insegurança reconhecida, há outras, tão inconscientes, que nem nos damos conta de quem existem, embora elas colaborem para a sensação geral de mal-estar generalizado e a sensação de fracasso ou cobrança. O dia segue e tentamos nos animar, mas é vã nossa tentativa porque com as horas aumenta nossa sensibilidade e suscetibilidade àquelas coisas ou falhas que não conseguimos controlar, seja lá fora ou em nós mesmos. O mundo inteiro parece implodir dentro de nós e a despeito de ser sexta-feira, só queremos nos enfiar num buraco e fechar a porta atrás de nós. Outros poderão tentar fugir dos sentimentos incômodos exagerando na diversão, na bebida, no trabalho, nos remédios ou outras drogas… O recolhimento ainda é a melhor pedida, aliado a um senso de perspectiva de que a vida, assim como nossos humores, é mutável como a Lua e amanhã é um outro dia! Não menosprezemos as maravilhas que um bom descanso, uma caneca de chá e um bom livro podem fazer por nós. Redes sociais? Melhor esquecer que existem, pelo menos por hoje, ou  perderemos uma ótima chance de um encontro conosco mesmos, embrenhando-nos na informação vazia e inútil, que só exaurirá o resto das nossas parcas energias.

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Reprodução

No SÁBADO a Lua Balsâmica se alia a Júpiter numa conjunção contra Netuno lá do outro lado, nos Mares Piscianos. Essa oposição é na verdade uma T-Square fora de signo, que ainda envolve a ampla quadratura a Saturno no último grau de Escorpião, que é foco da configuração. O Sol está em oposição a Quíron e em quincunce a Urano. Sábado meio borrado, tumultuado de sentimentos e sensações, que não conseguimos definir se são agradáveis ou não, mas a confusão por si só, já nos deixa irritados com o excesso e a invasão generalizada de pensamentos, sentimentos, afazeres, atividades, quando gostaríamos, de novo, de permanecer quietos e em repouso. Há muita inquietação e uma sensação de vulnerabilidade extrema, de nos sentirmos expostos em nossas piores fraquezas, que tentamos esconder em vão. Tentamos também ter controle de tudo, sem perceber o quão caótico e destrambelhado isso talvez nos torne ainda mais. Ou talvez nos ocupemos em demasia, para fugir da ansiedade. Porém, se queremos nos atarefar, é melhor que providenciemos então a limpeza e purificação da casa, dos espaços, do corpo, da alma, do espírito. Desentulhemo-nos, desobriguemo-nos do que não nos serve, mas que mantemos porque nos dá a agradável sensação de controle; desentulhemos espaços, desentulhemos a vida. Purifiquemo-nos para estarmos puros de coração e intenções, terreno novo e recém arado, para o novo plantio.

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Eclipse solar visto na Espanha – Popsugar – Reprodução

O DOMINGO é brindado com a Lua Nova e Eclipse Parcial do Sol a 20° de Virgem, a Lua Nova acontecendo às 03h41min e o eclipse às 03h55min para Brasília e às 06h41min e 06h55min respectivamente para Lisboa. A Lua Nova e eclipse ocorrem em quincunce a Urano em Áries, em oposição a Quíron , além de um trígono distante e separativo a Plutão em Capricórnio. A Dra. Bernadette Brady, astróloga inglesa, diz que “um alto nível de estresse acompanha a energia desta série de eclipses e as pessoas poderão experimentar uma limitação em suas forças. Eventos podem ocorrer exigindo empreendimento de esforços; isso pode se manifestar também como doenças ou acidentes. Toda atmosfera deste eclipse é de inquietação física, assim como preocupações e pensamentos obsessivos”. Quando adicionamos Urano e Quíron à receita, vemos que realmente é melhor não brincar com estas energias e botar nossas barbas de molho. O quincunce a Urano fala de inquietação intensa que vai e vem nas horas mais improváveis e da propensão a acidentes e imprevistos, além de energias incontroláveis. Quíron, pode sim, falar de problemas que afetam a saúde física, assim como de um senso agudo de nossas limitações mais cruéis. Juntando tudo, o domingo adquire um colorido  sombrio, turvo, receoso e o melhor que fazemos é realmente não nos expor a situações que favoreçam os problemas acima mencionados. Por outro lado, tentativas de controlar os fatos ou os resultados, poderão na verdade, precipitar o pior das energias. Deixemos fluir e deixemos ser, buscando uma conscientização de nossos sentimentos como propulsores de manias, obsessões e compulsões. Entremos em contato com eles, sem no entanto atuá-los, apenas observando e assimilando. Não nos esqueçamos, no eclipse solar, os sentimentos e os instintos predominam de forma selvagem, e a consciência é eclipsada temporariamente. Meditação e recolhimento são recomendáveis.

Pessoas com planetas entre os graus 15 e 25 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentem mais intensamente e são mais afetados por este eclipse.

Que sua semana seja linda e agradável, com força renovada para encarar os desafios! E que saibamos respeitar o tempo interno e o tempo das coisas.

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Tirado de myblawghh.blogspot – Reprodução

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