A Semana Astrológica – Luz na Escuridão

Brooke Shaden Photography – Reprodução

Semana de 23 a 29 de outubro – Semana de crescimento e expansão, de focar no que é essencial, para que os resultados sejam mais efetivos!

Fiquei algumas semanas sem publicar atualizações, portanto, vou incluir movimentos importantes que ocorreram recentemente.

Desconheço o autor – Reprodução

O Sol ingressou em Escorpião nesta segunda, às 03h26min no horário de Brasília e às 05h26min no horário de Lisboa. Durante o trânsito do Sol pelo signo de Escorpião nos voltamos para assuntos mais densos e profundos; perscrutamos segredos e mistérios, da vida, do cosmos e das profundezas do nosso próprio ser e da psique humana. É o período em que assuntos relacionados à morte, à destruição, degeneração e decomposição da vida e das coisas em geral podem ter maior destaque e ser “iluminados” pelos raios solares e pela consciência – tempo de jogar luz sobre as questões mais profundas da alma . É tempo de eliminação e reciclagem, transformação e regeneração. À morte segue-se o renascimento, assim é na natureza, portanto, vale analisar o que precisa morrer e ser eliminado na nossa vida, para que possamos renascer, feito Fênix, que renasce das cinzas. Assuntos tabus e relativos à sexualidade também ficam mais enfatizados. É um período favorável também para auto-análises cuidadosas, para exames honestos que nos façam perceber aspectos sombrios e desagradáveis de nós mesmos, que normalmente temos dificuldade de enfrentar. O Sol fará conjunção a Júpiter ainda esta semana – leia sobre Júpiter em Escorpião logo abaixo. Parabéns a todos os Escorpianos de Sol, Lua e Ascendente! Leia mais sobre o signo de Escorpião!

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Quem também ingressou em Escorpião foi Mercúrio, no dia 17, na semana passada. Em Escorpião Mercúrio torna a mente arguta e ultra-perspicaz. Há grande capacidade investigativa, pois queremos descobrir todos os segredos, queremos ir à verdadeira raiz das coisas. É um excelente posicionamento para pesquisadores e investigadores em geral. No mapa natal este posicionamento fala de indivíduos que têm grande poder de penetração nos assuntos e na alma dos outros, embora sejam, eles mesmos, reservados, a não ser que outros posicionamentos digam o contrário. suas palavras têm grande poder, assim como a mente, que quando foca em algo, chega ao âmago das questões ou pode realizar qualquer coisa – são as chamadas mentes poderosas. São de poucas palavas, mas geralmente certeiras, às vezes letais, pois sabem exatamente o que dizer para destruir alguém – a palavra pode ser veneno ou cura, depende da motivação de quem as profere. Há interesse em psicologia e filosofias ocultas, ou em qualquer assunto que nos permita destrinchar os mistérios da natureza humana ou do universo.

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Marte, regente tradicional de Escorpião, ingressou em Libra no domingo, dia 22/10, às 17h29min, onde fica até nove de dezembro. Libra é o signo de detrimento de Marte, porque Marte é um planeta direto, que vai buscar o que quer pensando apenas nos próprios interesses e em Libra, Marte tem que considerar o outro, então sua ação já não é tão direta e rápida. Positivamente, é um período em que a agressividade direta dá lugar à diplomacia, à arte de negociar e conciliar. Pensamos muito no impacto que nossa ação terá sobre o outro e assim, hesitamos, porque há necessidade de aprovação deste outro e até do meio; há muita civilidade e forte senso de justiça e é mais fácil lutar as batalhas em nome de outros do que em defesa de si mesmo. Negativamente pode haver dificuldade de se apoderar da própria força e poder, projetando-os sobre outros; pode haver dificuldade de lidar com a própria raiva e expressá-la de forma adequada e saudável, levando-a a acumular-se e criar problemas depois – dificuldade de dizer “não” é um dos possíveis problemas, porque teme-se desagradar aos outros – é necessário reconhecer os próprios sentimentos. É um posicionamento muito diplomático e vai fazer de tudo para evitar a guerra, mas uma vez que entre no conflito, será um grande estrategista – é um posicionamento comum em mapas de generais. Há tendência à competitividade nos relacionamentos. Enquanto estiver em Libra Marte fará quadratura a Plutão e oposição a Urano, os aspectos mais desafiadores, que adicionaram pressão e beligerância a este este Marte geralmente cordato e propenso ao “deixa disso”. O período mais crítico vai de 16 de novembro a 05 de dezembro.

Desconheço o autor – retirado de Vassoangel on Deviantart – Reprodução

Vênus está em Libra, sua segunda casa, sua casa aérea, mais mental e civilizada. Nesta semana Vênus se desentende com Netuno por quincôncio e tem um conflito sério com Plutão, indicado por quadratura. Esses movimentos podem significar tensões nos relacionamentos em geral, especialmente nas relações amorosas. Se andamos ignorando situações desagradáveis nas relações por medo de perder, por receio de desagradar o outro, ou para evitar mudanças, podemos nos deparar com crises que nos obrigam a lidar com os desconfortos, de um jeito ou de outro. Momento de promover essas mudanças necessárias na relação. Positivamente, esse trânsito traz intensidade e paixão e tende a intensificar o desejo e a resposta sexual – dias e noites ardentes nas relações íntimas. Relações que começam sob este trânsito tendem a ter uma qualidade compulsiva e possessiva. Vênus fica em Libra até o dia sete de novembro. O quincôncio a Netuno ocorre já na segunda e a quadratura a Plutão fica exata entre sexta e sábado.

Júpiter em Escorpião: largo e profundo – crenças em transformação

Júpiter ingressou em Escorpião no dia 10 de outubro, sinalizando um tempo de transmutar nossas crenças, desejos, compulsões, para podermos nos expandir verdadeiramente, em termos mais profundos, que não podem ser medidos por medidas meramente mundanas, mas principalmente, pela expansão psíquica, pela ampliação dos sentimentos mais profundos, pela busca de algo maior do que nós mesmos!

Attuned Photography – Reprodução

Júpiter em Escorpião é como um lago que é ao mesmo tempo muito largo e muito profundo. Queremos expansão, amplitude, mas também queremos profundidade, consistência, densidade. Assim, as crenças não são meros conceitos intelectuais e são vividas e expressadas apaixonadamente. A espiritualidade e religiosidade precisam ser vividas com verdade, com grande envolvimento emocional, com devoção e não apenas pela aceitação social, pela necessidade de se congregar com mentes afins ou por ideais de civilidade. Ou acreditamos com todo o coração e alma, ou somos completamente descrentes – não há meio termo. Essa devoção pode ser fervorosa e extremista e pode ter efeitos positivos e/ou negativos, dependendo de como enxergamos o mundo lá fora (e dos contatos que Júpiter faz no mapa natal).

Os assuntos relacionados à morte, à vida após a morte, às filosofias ocultas, aos usos, abusos e excessos cometidos pelo poder, assim como à sexualidade e aos tabus e segredos sexuais vigentes (especialmente os associados com figuras das leis, figuras eclesiásticas, intelectuais em geral), mais do que nunca, vêm para a linha de frente das discussões sociais – pode haver, inclusive, um aumento nas edições e publicações sobre estes assuntos. Tabus envolvendo sexo e religiosidade serão muito abordados e poderão suscitar muitas polêmicas. A hipocrisia tende a ficar exposta. As visões individuais sobre estes assuntos podem divergir muito da moral vigente, daí a tendência a conflitos e polêmicas.

Os sistemas educacionais devem passar por um ciclo de morte e renascimento, de destruição e transformação, para que o que estava estagnado volte a se expandir e crescer. Conhecimento superficial e capenga não será tolerado. É um período muito favorável para pesquisas sobre sexualidade, sobre questões reprodutivas, sobre a morte e assuntos metafísicos em geral.

Júpiter fica em Escorpião até 08 de novembro de 2018, quando ingressa em Sagitário. Mais sobre Júpiter em Escorpião nas próximas semanas!

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Estamos vivendo o trânsito do Sol por Escorpião, mas o ciclo ainda é de Libra, iniciado na quinta-feira, dia 19, na Lua Nova de Libra. A Lua abre a semana em Sagitário – está bastante lenta e somente hoje, segunda, entra na fase Semi-Crescente, ao fazer semi-quadratura ao Sol – começa a aparecer no céu como um anel muito fino. Torna-se Crescente na sexta-feira, a partir de Aquário e atinge seu apogeu na Lua Cheia de Touro, no dia quatro de novembro. A Lua Nova de Escorpião será em 18 de novembro.

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SEGUNDA-FEIRA, 23 de outubro – O Sol ingressou em Escorpião às 02h26min nesta madrugada. Marte, regente tradicional de Escorpião, ingressou em Libra ontem, às 16h29min. A Lua está em Sagitário. Faz sextil a Vênus, quadratura a Netuno em Peixes e entra na fase Semi-Crescente ao fazer semi-quadratura ao Sol. Fecha a noite em conjunção a Saturno. Vênus em Libra está em quincôncio exato a Netuno. A segunda começa atipicamente animada. Mesmo com muitos afazeres, conseguimos encará-los com otimismo e energia. Pelo fim da manhã, porém, os ânimos arrefecem um pouco e nos dispersamos com ideais idealistas demais, ou simplesmente com dúvidas e uma queda indefinível na energia. Talvez valha a pena atender aos apelos da alma e tirar alguns minutos para meditar sobre a nostalgia súbita, sobre as incertezas difusas… Ao invés de lutar contra elas, podemos olhá-las e dar-lhes um lugar, e até mesmo nos inspirar. Depois podemos voltar aos afazeres com mais foco e energia, inspiração renovada!

Pessoal, estive algumas semanas sem publicar A Semana, que está passando por reformulações. A partir desta semana vou publicar apenas sobre os trânsitos principais – como o texto acima. Os textos sobre os dias específicos (segunda-feira, terça-feira, etc) serão acrescentados ao longo da semana, a cada dia. Esta não é a mudança mais significativa, é apenas a mais imediata. O blog como um todo está sendo repensado – não a forma, mas o conteúdo – então, aguardem porque estou preparando novidades para 2018!!  🙂

Eu desejo uma ótima semana para todos vocês!

Que seja de luz e bênçãos!

Reprodução – desconheço o autor

Lua Nova em Libra – Abra portas e janelas!

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A Lua Nova de hoje (19 de outubro de 2017, 17h13min para Brasília e 19h13min para Lisboa) anuncia um novo ciclo de muitas surpresas, notícias e acontecimentos inesperados, guinadas repentinas nas decisões e atitudes, possibilidade de rupturas diversas e necessidade de renovação e de recorrermos à nossa inventividade, mais do que nunca! Isso vale para a vida de um modo geral, mas principalmente para os relacionamentos amorosos e parcerias de negócios.

Desconheço o autor – reprodução

O ciclo de Libra sinaliza um período do ano em que precisamos nos concentrar mais nas nossas relações, de sair um pouco de nós mesmos e focarmos na alteridade; um período de maior busca de equilíbrio nas trocas e nas relações laterais, entre iguais. E Libra é um signo que vê as relações de forma muito civilizada, sem grudes, sem excessos de emocionalismos, sem derramamento exagerado de sentimentos. Não é sobre amor ou sentimentos, é sobre equidade, parceria, lateralidade; sobre como lidar com quem está ao meu lado – nem na minha frente, nem atrás, nem acima, nem abaixo, mas ao lado: um outro igual a mim.

Lua Nova em Libra – Brasília, 19 de outubro de 2017, 16h13min.

No mapa desta lunação, vemos Lua e Sol a 26°35’ de Libra, em oposição exata – apenas a três minutos de distância do aspecto partil – a Urano, que está retrógrado a 26°31’ de Áries. Lua e Sol acabaram de fazer o aspecto exato e, embora muito próximos ainda, já estão se separando dele. Lua e sol também se separam de um sextil a Saturno em Sagitário e ainda fazem sesqui-quadratura a Netuno e quincôncio a Quíron, ambos em Peixes – o único aspecto aplicativo, que ainda vai acontecer é a sesqui-quadratura a Netuno. Estes aspectos separativos nos sugerem que estamos num momento/ciclo de despertar para nossas verdades relacionais e de enxergarmos com mais nitidez e lucidez (Urano) as nossas dinâmicas afetivas (Libra); de nos responsabilizarmos pelas relações que atraímos e criamos (Saturno); e como as experiências difíceis, feridas e mágoas anteriores impactam nas nossas expectativas futuras e no nosso modo de viver as relações (Quíron). É um ciclo que traz uma iluminação, uma clareza maior sobre tais dinâmicas e nos convida a viver tais relações de forma mais independente, algo que já estava sendo gritado na Lua Cheia de Áries, de duas semanas atrás. O aspecto a Netuno, que ainda vai acontecer traz um alerta: lá à frente haverá um confronto entre essa nova consciência, já adquirida, sobre nossas recém conquistadas liberdade e independência e todo o anseio pela simbiose e fusão redentoras (Netuno), um desejo por voltar ao passado de inconsciência, de não ter que decidir ou escolher por nós mesmos, esperando que outros o façam por nós.

Portanto, este é um ciclo de termos muita clareza sobre nossas intenções acerca da nossa vida amorosa e das parcerias. Que tipo de relações queremos viver em nossa vida e estimular no nosso entorno? Esta lunação clama por consciência, por desenvolvermos esta nova consciência, novos modelos e formas de nos relacionarmos; de superarmos os modelos “certinhos” e adequados; de pararmos de procurar a pessoa “certa”, o homem/mulher/parceiro “ideais” para nós e começarmos a nos relacionar com as pessoas de verdade que cruzam nosso caminho, com todas as suas idiossincrasias e esquisitices, uma vez que nós também temos as nossas! Estes modelos relacionais que funcionavam antes, já não estão funcionando mais. Desde que Plutão entrou em Capricórnio em 2008 e Urano em Áries em 2010, estes “modelos” relacionais estão sendo questionados, de forma ampla e irrestrita, questionamentos simbolizados pela oposição de Urano e pela quadratura de Plutão a Libra, desde as datas mencionadas. E cada vez que uma lunação ocorre em aspecto com estes planetas, esses questionamentos e discussões ficam potencializados.

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Este ciclo vem nos convidar a plantar novas sementes relacionais. Sementes que rompam com as expectativas esperadas, que ousem ser diferentes e aceitar o diferente, em nós e no outro. Vem nos convidar a lançar intenções que sejam mais fidedignas com aquilo que somos verdadeiramente, com a nossa natureza pessoal e menos focadas nas expectativas sociais de como devemos viver nossa vida amorosa/afetiva. Para quem está num relacionamento duradouro, de qualquer tipo, é hora de abrir as portas e janelas para ventilar a relação, para tirar a umidade e espantar o bolor acumulado; é hora de nos questionarmos, honestamente, o quanto estamos felizes e satisfeitos e encarar a verdade, qualquer que seja ela, sejam os problemas relacionados conosco mesmos ou com o outro; é hora de lembrar-nos de quem somos, individualmente e do quanto temos nutrido nossa individualidade ou o quanto a relação pode ter embotado tal individualidade – provavelmente por acomodação nossa mesmo. Em termos bem práticos, é um momento em que os casais precisam de mais espaço e liberdade, de sair da rotina automática e esperada, de fazer programas diferentes, juntos ou separados; de nutrirem-se como indivíduos, para voltarem para a relação cheios de surpresas, de novidades, de estímulos, de novo ânimo – uma individualidade enriquecida e interessante é essencial para que a relação continue saudável. Quem se recusar a abrir as janelas e portas, poderá ter que lidar com surpresas desagradáveis: o vendaval virá e arrancará portas, janelas, o teto, a casa inteira! É quando nos surpreendemos com a traição do outro, com a ruptura anunciada pelo outro – rupturas, aliás, estão muito favorecidas neste ciclo! Dessa forma, é melhor mesmo abrir as portas e janelas da casa,  da relação, da alma, da vida e convidar o vento a varrer tudo o que está embolorado e estagnado e ventilar o que precisa ser ventilado! Tenhamos coragem, o vento só vai levar o que não tem mais a ver com a nossa verdade!

Vênus, regente da Lua Nova, está bem isolada, sem fazer aspectos a outros planetas. O último aspecto que fez foi exatamente um quincôncio a Urano, quando ainda estava em Virgem. Esse isolamento sugere cautela, porque há inconstância na expressão dos afetos e desejos – ora queremos e somos efusivos, ora não estamos nem aí e nem nos importamos e essa oscilação deixa aos outros e a nós mesmos confusos e denota uma desconexão dos desejos e valores mais profundos. Assim, é essencial, nos momentos de dúvidas, em que não sabemos o que/como escolher, nos voltarmos para dentro e identificar quais são nossos valores básicos e se os mesmos ainda são válidos.

De modo mais geral, este é um ciclo de muita inconstância nos propósitos e nos humores. Há forte tendência a radicalismos, intolerância, notícias chocantes – a respeito das relações, como também a respeito das questões relacionadas à arte e à estética e aos conceitos de justiça e de equilíbrio – lá vem mais polêmica! Mas é também um ciclo de muita inovação, de buscar experimentações que revigorem nossa vida e nos façam renovar a vontade de viver, de nos sentir presentes no mundo, ocupando nosso espaço de direito, nos afirmando, afirmando nossa individualidade sem temor (Marte puxa uma formação de Locomotiva) e vivendo nossos propósitos pessoais e nossas relações de forma mais transparente e mais genuína.

E você, quais são suas intenções para este ciclo? Que tipo de relações deseja criar e viver? Que projetos pode visionar que trarão mais entusiasmo, inovação, estimulo para sua vida? Onde precisa renovar seus gostos estéticos? Onde precisa ter mais ousadia, talvez até chocar um pouco? Onde precisa dar uma “sacudida” para espantar a poeira e o bolor da estagnação e da previsibilidade? Pense nisso e lance suas intenções!

Feliz Lua Nova, feliz Novo Ciclo para você!

Lua Cheia em Áries – Transforma-te ou te destruo!

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Transforma-te ou te destruo é o recado de Plutão nesta Lua cheia de hoje, cinco de outubro, exata às 15h40min no horário de Brasília e às 18h40min no horário de Lisboa. Essa Lua Cheia é a culminação do ciclo iniciado na Lua Nova em Virgem, no dia 20 de setembro. Naquela Lua Nova, tivemos Lua e Sol conjuntos a 27° de Virgem, em quincôncio quase exato a Urano, oposição próxima a Quíron e quadratura ampla a Saturno, já sinalizando um ciclo em que teríamos que trabalhar dores antigas, para depurá-las, purifica-las e saná-las; necessidade também de conciliar nosso desejo e necessidade de sermos úteis e prestativos com nossa independência individual. Vênus tinha acabado de entrar em Virgem e fazia sesqui-quadratura a Plutão (desejo de transformação), enquanto se afastava do trígono a Urano (desejo de liberdade). Mercúrio, regente de Virgem, tinha acabado de completar a oposição a Netuno, sinalizando um ciclo nebuloso, de notícias falsas ou de motivações escusas, disseminadas irresponsavelmente; um ciclo em que a mente se digladia entre real e imaginário.

Lua Cheia em Áries – Brasília, 5 de outubro de 2017 – 15h40min

Agora tudo isso culmina na Lua ficando Cheia em Áries, em oposição ao Sol em Libra, o que traz esses temas para o âmbito das relações pessoais. A lunação ocorre em oposição a Mercúrio e os três, Lua, Sol e Mercúrio fazem quadratura aplicativa a Plutão em Capricórnio, tornando este foco de uma T-Square Cardinal, que exige ação resolutiva, atitude. Libra, onde está o Sol, é o signo da parceria, do “nós”. A Lua em Áries vem fazer o contraponto de que só é possível existir um “nós” se houver dois indivíduos inteiros, donos de suas escolhas, senhores de sua autonomia e individualidade, o que contradiz a ideia do amor romântico, que coloca no outro a responsabilidade pela minha felicidade.

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Isso me lembra um texto de Flávio Gikovate, no qual ele fala sobre a importância de se ficar sozinho. “A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino” (1). Essa ideia do amalgamar-se a outro para ser inteiro é destruída nessa configuração de Lua Cheia de hoje, em que a Lua em Áries se opõe ao Sol em Libra e esse impasse é resolvido em Plutão: transforma-te ou te destruo, um mote que vale não só para o indivíduo, mas, principalmente hoje, para as relações, portanto, relações resistentes às transformações cíclicas serão destruídas, eliminadas.

Um fato notável é que os dois regentes de Libra e Áries estão em conjunção plena exatamente hoje. Marte, regente da Lua Cheia, recebe a conjunção de sua amante arquetípica, Vênus, em Virgem, um signo que também nos fala de autossuficiência e inteireza, da integridade do ser. Como se a Lua Ariana já não fosse suficiente, Vênus conjunta a Marte é uma mistura explosiva. Com essa conjunção, somos capazes de matar ou morrer por aqueles que amamos e os defendemos até o inferno, se necessário for, mas, por outro lado, as coisas entre o casal não costumam ser muito pacíficas, porque exigimos muito e também temos um gosto peculiar por uma boa briga a dois. Além disso, há muita ambivalência, pois ao mesmo tempo que buscamos construir relações harmoniosas e estáveis, nos ressentimos dos laços que talvez comprometam nossa individualidade e independência. Positivamente, há muita sensualidade, atração e paixão, tornando as relações passionais e intensas. Assim, a conjunção Marte-Vênus realça o tema do relacionamento desta lunação e ainda agrega uma qualidade “guerra dos sexos”, em que o masculino e o feminino estão belicosos e predispostos a uma boa briga, seja lá em que arena for, publicamente, nas relações profissionais, pessoais ou íntimas.

Outra coisa importante é que Vênus e Marte são os regentes da atual oposição entre Júpiter em Libra e Urano em Áries, configuração que já se manifestou de várias formas nos últimos meses, tanto em desastres diversos, quanto em atentados e em modificações estapafúrdias nas leis em vários países. Essa configuração certamente adiciona tensão e estímulo, que tanto podem significar crises que geram rupturas, quanto levar a relação a um novo nível ainda não experimentado – o resultado vai depender da qualidade da relação, da honestidade que os parceiros têm tido consigo mesmos e um com o outro e até mesmo da química e cumplicidade do casal.

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Não podemos esquecer também que tanto Marte quanto Vênus estão em quadratura a Saturno e oposição a Quíron, aspectos que ficarão exatos em poucos dias e, por serem aplicativos (ainda vão acontecer), tornam-se mais potentes. Essa quadratura a Saturno, por um lado, traz alguma contenção às explosões de fúria, mas isso é uma faca de dois gumes, pois tal contenção pode gerar muita frustração e mais irritação, aumentando a fricção, tornando o resultado final, talvez mais desastroso. A oposição a Quíron aciona feridas antigas, que podem contaminar e comprometer a relação presente. Então, além de muita volatilidade, irritação e destempero, também temos inseguranças sendo desencadeadas por eventos talvez bobos, mas que nos fazem sentir inadequados, criticados, julgados, rejeitados – é uma receita desastrosa!

Como se lida com essa bomba-relógio? Com muita honestidade, consigo mesmo e com o outro – e honestidade não é sinônimo de grosseria, nem precisa ser “sincericídio” – e principalmente, muita compreensão e tolerância, porque todos estamos melindrosos e de pavio ultra-curto. É preciso estar disposto a ouvir realmente o outro, e não ficar contando os segundos até chegar sua vez de falar; a desapegar-se de si e das próprias opiniões; é preciso abrir mão de ter razão, de estar certo, em nome da verdade. E, mesmo se concluímos que a relação já não nos satisfaz, há maneiras e maneiras de terminar as coisas – terminar a relação não significa ter que “aniquilar” o outro.

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Portanto, essa é uma lunação que pode simbolizar muitos términos, muitas rupturas – não porque a Lua Cheia vá causar nada, mas porque aquilo que andava nebuloso, a sensação de confusão, de não se saber direito onde se está indo, que estava muito forte na Lua Nova, agora se clarifica… Aquilo que ficava martelando na nossa cabeça nos últimos dias agora se estampa na cara e… bingo! Como não tínhamos percebido antes? Os insights pipocam e as fichas caem, trazendo conclusões que talvez só agora estejamos realmente preparados para encarar. Tais insights e conclusões podem levar as relações a impasses. Impasses do tipo “ou vai ou racha”, do tipo já mencionado acima: transforme ou destrua. Então, voltando ao texto do Gikovate, é tempo de olharmos para nossas relações com olhar mais crítico e observarmos com muita honestidade se ainda ansiamos pela “metade da laranja”, se ainda estamos esperando que o outro nos complete, se ainda depositamos nos ombros do outro a responsabilidade – ultra-pesada – pela nossa felicidade. Porque, se ainda acalentamos tais expectativas, precisamos rever nossos conceitos relacionais e aprender a ficar sozinhos por um tempo, aprender a ser nós mesmos e a nos responsabilizar por aquilo que queremos viver e pelo nosso próprio bem-estar e felicidade – o outro não é responsável por isso!

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O Símbolo Sabiano do grau 13 de Áries (12°42’), aliás, um grau considerado crítico, traz a imagem de “uma bomba que não explodiu está agora escondida em segurança”, uma imagem que fala da necessidade de muita cautela, afinal, quem vai agir feito louco perto de uma bomba? É necessário desarmar a bomba, porque, apesar de ela não ter explodido, não se sabe porque isso não aconteceu. Então, é preciso se perguntar se realmente lidamos com o problema, se as coisas estão, de fato, seguras ou se ainda há probabilidade de explosões. Será que apenas escondemos o problema? Será que está resolvido realmente? Uma bomba logo nos traz a imagem das reações emocionais intensas “ele explodiu feito uma bomba”, o que nos sugere necessidade de contenção do gênio “explosivo”. Lynda Hill, estudiosa dos Símbolos Sabianos, nos diz que essa bomba também pode significar “a supressão de alguma verdade importante, que tem efeitos colaterais; talvez haja tempo para impedir a explosão antes que seja descoberta, trazendo alívio e liberação” (2).

Já Dane Rudhyar, grande astrólogo do século XX, nos fala mais do contexto social deste símbolo e afirma que o tom principal é “uma avaliação imatura da possibilidade de transformar de repente o status quo”. A resolução por violência, diz ele, sempre falha porque o poder do ego nesta fase é forte demais. “’O Estado’ frustra as tentativas de revolução popular, porque estas são expressões prematuras de uma consciência que não é livre, mas só podem reagir ‘de forma selvagem’ à restrição e ao poder dominante central. É, portanto, um símbolo de recusa imatura de se conformar, em nome de um desejo excessivamente idealista de harmonia e paz”. Ele finaliza dizendo que o símbolo sugere “frustração adolescente”.

Isso traz presente, além do contexto das relações pessoais, também o nosso contexto social atual, em que os indivíduos se sentem lesados e frustrados frente aos desmandos políticos e econômicos do Estado, dos governos… Mas somente idealismo cego não resolve nada; revoltas populares pobremente coordenadas, também não – Júpiter em oposição a Urano também pode simbolizar essas revoltas descoordenadas e caóticas. O que se precisa, seja no contexto das relações pessoais, seja no contexto social é de muita cautela; é olhar para as questões com frieza, sem entrar na “frustração adolescente” e verificar quais das nossas demandas são válidas – e pelas quais devemos brigar – e quais são birra ou frustração infantil. É importante também não entrar no jogo das polarizações em que parece só há dois lados, os bons e os maus – essa visão preto ou branco é sempre extremamente perigosa, porque cria os dualismos ilusórios e causa cisões, quando, na verdade, sabemos que existem muitas, centenas, milhares de nuances diferentes permeando as questões. Assim, em cenários explosivos, ao andar em campos minados, faz-se necessário, mais do que nunca, muita cautela ou a bomba vai explodir, quando se achava que tudo estava sob controle.

Concluindo, a Lua Cheia de Áries é um convite a transformar nossas relações, se queremos preservá-las. Aquelas que não se transformarem, serão destruídas, para que nossa evolução continue. É um momento de conscientização de que uma relação pode ser mais saudável quando há dois inteiros, ao invés de duas metades, então, é preciso cuidar de si e da própria individualidade, é preciso ser capaz de ser e estar só, de desenvolver competência emocional e afetiva, antes de ser casal, do contrário a relação será de dependência e não de afeto. É uma fase que também traz muitas frustrações e necessidade de muita honestidade emocional, temperada com muita tolerância e gentileza, afinal, querer terminar uma relação é uma coisa, querer destruir o outro, é outra bem diferente! Os tempos são explosivos, mas nós podemos desarmar as bombas com essa honestidade firme, mas gentil; com o enfrentamento da realidade presente, mesmo que ela não corresponda aos nossos ideais. Lidar com nossas frustrações de forma adulta, mesmo quando queremos espernear e gritar a plenos pulmões.

Feliz Lua Cheia para você! Que os insights sejam proveitosos e tragam avanços! 

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(1) Flávio Gikovate – http://flaviogikovate.com.br/sobre-estar-sozinho/

(2) Lynda Hill – Sabian Symbols – 360 degrees of Wisdom

(3) Dane Rudhyar – An Astrological Mandala

A Semana Astrológica – É de batalhas que se vive a vida

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Semana de 2 a 8 de outubro – Frutificação ou desafios nas relações, frutificação e desafios na vida!

É semana de Lua Cheia, em Áries, o signo do indivíduo, da saga do herói, da busca por autonomia, do enfrentamento das batalhas da vida, que muitas vezes, são bem solitárias, especialmente a batalha da individuação, que ninguém pode lutar por nós! Mas a Lua Cheia é o contraponto ao signo do Sol, no caso, Libra… Portanto, essa é uma semana de peso para nossas relações, principalmente porque Vênus, regente de Libra está em conjunção a Marte, regente de Áries! Eita!!! As relações pegam fogo – positiva ou negativamente! A culminação do ciclo iniciado em Virgem, no dia 20 de setembro – a necessidade de sermos úteis, de criarmos ordem no meio do caos, agora frutifica e o indivíduo age em cima desses ideais. Portanto, as promessas do ciclo agora se manifestam e dão frutos, e dão frutos a partir das relações, de como somos e como agimos dentro delas!

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Além da Lua Cheia, temos outros movimentos interessantes ocorrendo por esses dias: O Sol faz quincôncio a Netuno, indicando períodos de dúvidas a respeito de nossos ideais de civilidade, utopias difíceis de se realizarem e de serem conciliadas com a realidade presente, mas também nos fala que é em tempos mais sombrios que mais precisamos sonhar e esperançar.

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Temos novas e velhas informações sendo “descobertas”, saídas da escuridão para a luminosidade, modificando opiniões e conceitos, causando tumulto e espanto; notícias sobre assuntos tabus, temas que apaixonam as pessoas e as fazem se digladiar por essas paixões mentais e talvez obtusas; o conceito de beleza, estética, arte, sendo discutido e debatido apaixonadamente, às vezes, de forma bastante incoerente e com muita intolerância pela opinião de outros. Tudo isso simbolizado por Mercúrio Libra em desarmonia com Netuno e querela feia com Plutão. Mercúrio também faz conjunção ao Sol e fica Cazimi no domingo. Essa conjunção superior de Mercúrio ao Sol sinaliza o início da fase Epimeteu de Mercúrio, a hora de colher resultados das últimas alterações propiciadas pelas reflexões da fase de retrogradação recente, ocorrida entre Virgem e Leão, entre agosto e início de setembro.

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E como já dito, os dois regentes da lunação (eixo Áries-Libra – Marte-Vênus) sinalizam um período importante nos relacionamentos: o coração está inflamado e é tempo de avaliações e transformações nos nossos valores fundamentais, estéticos, pessoais, relacionais, assim como transformação na vontade e nas atitudes. Vênus faz trígono a Plutão e pede que transformemos nossos valores e a visão que temos de nós mesmos, a forma de expressar nossos afetos e, consequentemente, que transformemos a maneira de viver as relações, transformações que podem ser feitas harmoniosamente. Vênus também quadra Saturno e aqui já não há harmonia: situações de dor nos obrigam a lidar com nossas inseguranças, sentimentos de rejeição, abandono e solidão e também com nossos mecanismos de defesa, que afastam a outros, justamente aqueles que gostaríamos de atrair. É momento de verificar nossa falsa modéstia, nossa timidez e reserva que nos protegem daquilo pelo que tanto ansiamos. É tempo de confrontar o medo do ridículo, a constrição do conhecido, pelo pulo no escuro, o risco de abrir mão das certezas, de se sentir vulnerável, mas aberto ao crescimento. Vênus ainda fica alguns dias conjunta a Marte, seu amante arquetípico… Ao mesmo tempo que isso sinaliza um período de novas e estimulantes atrações – possivelmente o início de novas relações – tais atrações/relações são contidas, pois a conjunção ocorre em Virgem, um signo discreto e modesto e ainda em quadratura a Saturno – sabemos que nem tudo são flores e perfumes, que há limites que devem ser superados com maturidade para que a relação frutifique. Também há muita propensão a irritações e altercações nas relações, porque estamos divididos entre o impulso por nos render ao outro e nos entregar à relação e o impulso igualmente forte por independência e autonomia e se não temos ciência dessa ambivalência interna podemos criar atritos no relacionamento como forma de nos afirmarmos e nos sentirmos mais livres.  Positivamente, o aspecto a Saturno indica capacidade para o realismo, tendência a entrarmos nas histórias com o pé no chão, sem expectativas ilusórias.

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E ainda, dos movimentos e ciclos maiores, temos Urano em semi-quadratura (ângulo de 45 graus) a Netuno, o segundo aspecto (tivemos o semi-sextil, ângulo de 30 graus, em 2010) de um ciclo de 172 anos, que começou em 1993, em Capricórnio. Esta conjunção durou muitos anos, entre 1988 e 1995 – e teve a adição de Saturno entre 92 e 93 – embora só tenha ficado exata em 1993. Esses foram os anos em que o mundo mudou radicalmente: muros e países foram dissolvidos, sonhos foram fragmentados, assim como outras utopias foram sonhadas. A conjunção fala, basicamente da “idealização da mudança intelectual” (1). Agora olhamos para trás e algumas dessas utopias começam a ser questionadas. O que sonhamos lá atrás está se realizando ou se fragmentando? Faz algum sentido ou será que estamos vivendo um momento de desilusão? Será que a clareza e a racionalidade (Urano) começam a desafiar aquelas utopias sonhadas (Urano-Netuno) e agora percebemos que talvez tenhamos nos enganado, simplesmente porque ignoramos o potencial humano para a corrupção dos ideais maiores em favor do imediatismo e do favorecimento pessoal, em favor do amor ao poder? Ou talvez tenhamos ignorado que a vida é cíclica e independe da pequena vontade humana… O certo é que há uma sensação de espanto generalizada, e nos perguntamos como viemos parar aqui, o que deu errado naqueles planos tão belos… Mas sabemos que o que vemos hoje é a manifestação de uma tragédia anunciada, que vem sendo profetizada há muito por pensadores, místicos, cientistas e, mais recentemente, por qualquer pessoa minimamente informada e com algum miolo entre as orelhas. O resultado disso? O tempo dirá…

Eduardo Cambuí Figueiredo Júnior – Reprodução

E esta também é a última semana de Júpiter em Libra,  um trânsito que termina de forma estrepitosa, com Júpiter se opondo a Urano e em quincôncio a Netuno (semana passada), indicando um período em que nossa fé e crenças são colocadas em questionamento profundo, assim como a confiança nas leis e nosso otimismo em geral. Júpiter em Libra tinha promessas de maior equilíbrio, de mais justiça e bem estar social, mas não foi bem isso que vimos… Ocorre que esse trânsito a Urano, que ficou ativo durante quase todo o período de Júpiter em Libra, modifica tudo de maneiras imprevisíveis, então as coisas tendem a sair ao contrário das nossas expectativas… Daí vimos leis estapafúrdias, verdadeiros retrocessos, sendo aprovadas, como a votação de uma lei que aprova o ensino religioso nas escolas – detalhe: ensino religioso específico! Quem vai decidir QUAL religião será ensinada? Cadê a laicidade do estado? Por aí você já vê que nem todo trânsito de Júpiter é necessariamente “benéfico”. Na verdade, ao invés de representar um avanço, isso representa um retrocesso enorme, que ainda não temos condições de mensurar. Muitas dessas mudanças podem ser arbitrárias e ser impostas “goela abaixo” na maioria. Urano, o planeta libertário, pode simbolizar regimes tirânicos que impõem a sua visão como a única possível! Considerando-se que Júpiter também esteve em quincôncio a Quíron, há muitas dúvidas sobre decisões passadas no que tange à esfera espiritual e isso gera tensões e novas decisões que podem ser “capengas” e representar uma falha grave na educação e na condução dos assuntos espirituais no futuro. Júpiter ingressa em Escorpião no dia 10 de outubro.

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A Lua abriu a semana na fase Crescente, em Aquário. Entrou na fase Corcunda ainda em Aquário. Infla-se ainda mais em Peixes e por fim, fica plena em Áries, na Lua Cheia de Áries, na quinta-feira. Finda a semana já em Gêmeos, prestes a entrar na fase Disseminadora. Faz aspectos e trava conversas e com todos os demais corpos celestes, conversas que ora são tensas, ora são fluidas, simbolizando as mudanças de humores aqui na Terra.

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SEGUNDA-FEIRA, 2 de outubro – A Lua abriu o dia em Aquário e fez sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Corcunda. Fez ainda sextil a Urano e trígono a Júpiter, ficando vazia depois deste aspecto, às 08h14min. Ingressou em Peixes às 11h27min, de onde se desentende com Mercúrio. Marte começa a se afastar do trígono a Plutão, mas o aspecto ainda se faz sentir por alguns dias. Vênus fará o mesmo aspecto a Plutão amanhã. Depois de uma manhã sem muita objetividade – o que prejudica o andamento da segundona – entramos pela tarde muito sensíveis, meio tristes e melancólicos. Um humor que se altera devido às nuances pesarosas do dia – quantas notícias trágicas, terríveis! – e captamos dores e tristezas que nem são nossos, mas que se misturam aos nossos próprios problemas e nos fazem tentar evadir-nos, sem muito sucesso – afinal, é dia “útil” e precisamos “render”. A noite traz incongruências que adicionam irritação à melancolia, deixando-nos um pouco mais sorumbáticos e macambúzios. Uma sopinha leve, música calma, meditação, ou simplesmente ficar na sua pode ajudar a filtrar e a digerir todas essas emoções e sentimentos incontidos, derramados na atmosfera, embora invisíveis. A oração, seja qual for o seu deus, pode acalmar e permitir uma conexão profunda consigo mesmo e com a divindade, uma percepção da nossa pequenez diante da vastidão do mistério da vida, algo que pode ajudar a serenar a alma. Orar por aqueles que sofrem e que lhe tocaram a alma também pode ajudar a elevar a vibração nesse planeta que anda tão devastado de dor e medo.

Roberto Ferri, artista italiano – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 3 de outubro – Vênus está em trígono pleno a Plutão. Em Peixes a Lua faz quincôncio ao Sol Libriano, conjunção a Netuno, oposição a Vênus-Marte e quadratura (não exata) a Saturno, tornando este foco de uma T-Square mutável na virada de terça para quarta. Dias de intensidade emocional, em que os desejos são viscerais e comandam forte impulso de realização – mas a alma pergunta: realizar o quê, nesse caos emocional, individual e coletivo em que estamos? Dias em que experimentamos mais de perto o poder do inconsciente, mostrando-se no impulso por mais vivacidade, mais paixão e entrega à vida e àquilo com que estamos envolvidos – temos preguiça de “pegar leve”, porque ou agarramos as coisas de corpo e alma, ou nem mesmo as notamos. Há impulso também por mais controle e muitos poderão tirar proveito disso, manipulando as aspirações ingênuas e românticas de outros – inclusive da massa, carente de mitos e gurus. Para quem vem de períodos de desânimo, essa nova força é bem vinda e até nos prepara para os próximos embates – daqui a pouco Marte e Vênus confrontarão a Saturno – mas também podemos exagerar na dose ou na aplicação, talvez até como forma de compensação. Pode ser um bom momento para cavarmos dentro de nós em busca de auto sustentação, de transformar os processos internos, para que a realidade externa também se modifique e seja mais condizente com nossas aspirações; de salvar-nos a nós mesmos, em lugar de esperar que outros o façam, o que muitas vezes nos expõe à má fé alheia; de transformar nossos valores e, a partir deles, também transformar nossas atitudes no mundo: queremos mais amor e paz? Sejamos mais amor e paz, ao invés de reverberar a incompreensão, a crítica, a hostilidade, o julgamento leviano; queremos mais entendimento e compaixão? Sejamos isso para o outro, antes de revidar precipitadamente; queremos mais apoio e conciliação? Sejamos apoio, busquemos nós mesmos a conciliação. São horas também de prover por nós mesmos, a segurança, a força, a admiração e o respaldo de que tanto precisamos, sem esperar que circunstâncias ou outros forneçam isso para nós. Estando Vênus e Marte conjuntos, em aspecto a Plutão, temos também a chance de transformar nossas relações, de perceber seus altos e baixos, as dinâmicas de poder e controle, a fluidez – ou bloqueio – no afeto, o medo da entrega, o medo da vulnerabilidade, o medo de perder; as contradições internas entre entregar-se ou afirmar-se para preservar a própria vontade. E, ao olhar para tudo isso, podemos lidar com tais medos sem crises, apreendendo maneiras sutis de provocar as mudanças necessárias. O mundo se transformará quando um número suficiente de indivíduos tiver se transformado – é de dentro para fora, não é de fora para dentro! Daí o nosso compromisso e responsabilidade em visionar com clareza o mundo em que queremos viver e agir a partir dessa visão, até atingirmos massa crítica. A Lua em Peixes, conjunta a Netuno e depois oposta a Vênus-Marte colore o dia de muita sensibilidade e suscetibilidades – também há muitas irritações nascidas das contradições internas, da oscilação entre lutar ou fugir, conquistar ou desistir, obstinar ou ceder. Ideal mesmo é fazer uma salada dessas contradições e perceber que elas juntas, apesar de não facilitarem, agregam mais sabor e cor à vida! Só acessamos nossa verdadeira força, quando encaramos nossa fragilidade!

Amanda Cass – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 4 de outubro – O Sol está em quincôncio a Netuno. A Lua Pisciana faz quadratura a Saturno, que é foco de uma T-Square mutável, já que logo receberá as quadraturas de Vênus e Marte. A Lua fica vazia depois deste aspecto, às 04h21min e ainda faz conjunção a Quíron e quincôncio a Júpiter. Ingressa em Áries somente às 17h40min, portanto, temos o dia todo de Lua fora de curso. Oscilações e dúvidas sobre nós mesmos, nossos objetivos e capacidades, intercalados com arroubos de idealismos, utopias de mundos perfeitos e justos… Se apenas nós… Conjecturas que se provam infrutíferas diante dos cenários “reais” diante de nós. Mas, independentemente da nossa dificuldade em conciliar a utopia com a realidade, é necessário insistir em sonhar, em não se prostrar paralisado pelo caos, pelo terror no mundo. Temos um dia inteiro para meditar e contemplar sobre o terror real que vivemos, nascido, muitas vezes, do fundamentalismo, do pensamento tacanho, da imposição da visão de um sobre os demais. E meditando sobre esse terror e suas implicações, percebemos que mais do que nunca é necessário sonhar, esperançar, dar pequenos passos na direção de alguma mudança que, com sorte, crescerá lá na frente. Em termos práticos, é dia para atividades discretas, para cuidar da subjetividade, para deixar as atividades objetivas em repouso ou, pelo menos, para não esperar muito delas e fluir com a maré. A Lua está vazia em Peixes e nós oscilamos com essas marés – se lutamos contra, nos afogamos, se fluímos, podemos descobrir novas baías, novas praias e belas paisagens! À noite recebemos uma descarga nova de energia que nos faz querer sair do casulo e realizar aquelas coisas para as quais não tivemos ânimo durante o dia. Mas vale ficar atentos a impulsividade e precipitações – não vamos salvar o mundo do dragão da maldade numa única noite!

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QUINTA-FEIRA, 5 de outubro – Vênus está em conjunção a Marte e o Sol segue em quincôncio a Netuno. Enquanto isso, a Lua Ariana faz oposição a Mercúrio e depois ao Sol, culminado o ciclo iniciado em Virgem na Lua Cheia de Áries, aos 12°42’ deste signo. A Lua ainda faz quadratura a Plutão. É dia de crises, pequenas ou grandes, nos relacionamentos. Crises que podem levar a rupturas ou a um comprometimento mais intenso e verdadeiro. A Lua nos convida a nos afirmar com mais clareza e transparência dentro das nossas relações de todo tipo mas, principalmente, nas relações afetivas. Não é hora de ficar em cima do muro, de botar panos quentes em nada. É hora de se posicionar, de buscar autonomia; de equilibrar nossa necessidade de relacionamentos com uma imprescindível dose de independência, só assim as relações podem se manter saudavelmente. A simbiose, seja emocional ou social, leva à anulação individual, e sem indivíduo, quem está realmente vivendo a relação? Com quem estamos nos relacionando se o outro é apenas um carbono do que sou (ou se eu sou apenas carbono do outro)? A lunação se dá em quadratura a Plutão, que é foco de uma T-Square Cardinal, como já aconteceu tantas vezes desde que Plutão ingressou em Capricórnio em 2008. É necessário achar esse equilíbrio mencionado para que as relações sejam vividas de forma madura e para que sejam úteis à transformação social – é muito fácil ser feliz na bolha simbiótica, isolados do mundo, perdidos no olhar mútuo narcisístico, difícil mesmo é viver as relações enfrentando os desafios mundanos diários que ameaçam aniquilar a ordem e a própria existência humana. Por isso, o amor precisa ser transformador; as relações precisam nos transformar, nos levar a dar o melhor de nós mesmos, não só ao outro que é parceiro, mas à própria existência e à vida como um todo.

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SEXTA-FEIRA, 6 de outubro – Mercúrio faz quincôncio a Netuno. A Lua Ariana faz quincôncios a Marte e a Vênus em Virgem, trígono a Saturno, conjunção a Urano e oposição a Júpiter, ficando vazia depois desta disputa, às 19h39min. Ingressa em Touro às 20h56min. O dia está assim, meio desconjuntado e desconjuntados estamos nós também, como alguém que tenta caber a todo custo numa roupa de número muito maior/menor do que o seu, ou, como diria Clarissa Pinkola Estés, como tentar ficar elegante numa roupa mal-feita – ou ainda, tentar ficar no salto que dilacera os pés. Sentimos como se tudo estivesse fora do lugar, nossos desejos e impulso realizador em contraste com as necessidades mais prementes, de modo que ficamos indo e vindo, sem decidir realmente que direção tomar. A mente está enevoada, seguindo palpites errôneos, embora fascinantes, o que nos deixa confusos sobre a qualidade e credibilidade dos pensamentos. Mas aqui, a sabedoria é observar essa mente sem se apegar aos pensamentos, sem lhes imputar valor ou expectativas, apenas observá-los, sem agir imediatamente em cima deles, deixar primeiro que se assentem para provarmos a que vieram… Alguns podem ser válidos e preciosos, outros podem ser completamente vãos. Divertir-se com as inúmeras e ensandecidas elucubrações mentais é o que de mais sábio podemos fazer. Quanto à sensação de desmantelo interna, convém olhar para isso com genuína curiosidade, para ver o que o desmantelo e desconforto vêm nos mostrar sobre nós mesmos e nossos problemas correntes; também não apegar-se a essas sensações, porque elas também vão passar, mas enquanto são vigentes, têm muito a nos ensinar. O ego, se for forte e saudável, terá capacidade para conter a irritação, de modo a não deixar que respingue sobre outros sob forma de criticismos mesquinhos e tóxicos, e perceberá a atitude certa a ser adotada, fortalecendo-se para, mais tarde, romper com o que tiver que se romper e manter o que deve ser mantido.

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SÁBADO, 7 de outubro – Urano está em semi-quadratura a Netuno, aspecto exato hoje. De Touro a Lua faz sesqui-quadraturas a Marte e a Vênus em Virgem e também a Saturno em Sagitário, virando foco de um Martelo. A Lua faz ainda sextil a Netuno e quincôncios a Mercúrio e ao Sol e fecha a noite em harmonia com Plutão. Vênus, regente da Lua, está em quadratura a Saturno – exata amanhã. As dúvidas e perguntas que não conseguimos responder são jogadas hoje para o fundo do porão, porque queremos lidar com coisas reais e concretas, com aquilo que podemos tocar e ver e de preferência, que reafirmem nossas parcas certezas – quem quer saber de ideais quando eles estão estraçalhados e só nos causam desapontamentos? Mas o fato de escolhermos ignorar algo não significa que tal coisa deixe de existir – as dúvidas vão continuar lá, no fundo do coração, e irão pipocar mais tarde de formas disfarçadas, na ansiedade, na inquietação que não vai embora, no comer ou beber compulsivo para aplacar sedes ou inseguranças emocionais, na busca desenfreada por um prazer imediato que nos faça sentir que estamos vivos, vivinhos-da-silva, apesar do tédio e da sensação de anestesia – é exatamente para fugir da anestesia que mergulhamos nos sentidos, nos prazeres, para nos provarmos vivos e operantes, apesar dos pesares. E, de fato, é bom nos darmos ao luxo de usufruirmos dos prazeres simples de uma boa comida, um abraço apertado, um cheiro pungente, uma visão de beleza, para encantar nossos sentidos, para apreciar a graça efêmera da vida, desde que, paradoxalmente, não estejamos usando isso como forma de nos amortecer – novamente – contra aquilo de que temos que ter muita ciência e consciência, mais do que nunca. Podemos sim, nos reabastecer na beleza e no prazer, mas como forma de recarregar as baterias e as forças para os próximos embates, não como fuga da vida consciente. Em termos práticos o dia está bom para o descanso e os prazeres simples: uma boa mesa, um cochilo sossegado, um meditar tranquilo nas coisas básicas da vida que nos ajudem a entender nossos medos e inseguranças. As relações estão sujeitas a algumas dificuldades, armadas por sensação de inadequação, inseguranças, receios e dúvidas entre o que queremos e o que realmente precisamos. Não é um período favorável para DR’s e a compreensão e empatia deverá ser o prato principal do fim de semana, se for para contornarmos as crises que possivelmente surjam.

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DOMINGO, 8 de outubro – Vênus está em quadratura plena a Saturno e Mercúrio está em conjunção Cazimi ao Sol em Libra, signo regido por Vênus. A Lua está em Touro – também regido por Vênus – e faz trígono a Plutão e a Marte-Vênus em Virgem, formando um Grande Trígono de Terra. A Lua fica vazia depois do trígono a Vênus, às 10h47min. Faz ainda sextil a Quíron e quincôncio a Júpiter, antes de entrar em Gêmeos, às 22h45min. É um domingo que pode ser muito melindroso e crítico ou muito propício ao auto-entendimento, depende de como lidamos com nossos sentimentos e de como reagimos aos acontecimentos ao nosso redor. Primeiro, estamos sujeitos ao auto-criticismo duro, a nos sentirmos inadequados e falhos, deixando a desejar em áreas que para nós são cruciais para termos um sentido de valor, de auto-respeito. Talvez relembramos erros do passado e isso nos deixa para baixo, meio insossos e com receio de olhar as cartas de que dispomos, porque já antevemos que são ruins, mesmo sem ter olhado para elas… Assim, duvidando do nosso próprio valor, duvidamos daqueles que se aproximam e já os descartamos ou mandamos embora, com receio de nós mesmos sermos descartados como inúteis e desnecessários. Assim criamos uma profecia auto-realizada e de fato acabamos por nos isolar e afastar pessoas as quais ansiamos por estar perto, mesmo que não admitamos. Contudo, temos a chance de refletir antes das reações automáticas e ponderar nas coisas com algum bom senso, vendo defeitos e qualidades sob uma lente mais prática e menos exagerada. E, em lugar de nos sentirmos como o pano de chão imprestável, podemos enumerar nossas boas qualidades, de modo a contrabalançar a autoestima minimamente. Temos bastante Terra, que nos ajuda a ser práticos e resilientes diante dos problemas, de modo a vê-los como desafios que podem ser superados com esforço e empenho sincero no auto-melhoramento. E da mesma forma como olhamos para nós e nossas falhas, podemos ter empatia para olhar para outros e suas dificuldades, dando uma palavra de incentivo e estímulo, ao invés de jogar terra sobre alguém que já está afundando. Nas relações é preciso cautela nos diálogos, na forma como nos exprimimos, nas escolhas que fazemos entre expressar ou não o que sentimos; entre revelar nosso afeto, a despeito do terror da rejeição ou guardá-lo para nós mesmos, pelos mesmos receios. É necessário compreensão, empatia e sobretudo, muito amor no coração para acolher o outro e a si mesmo, mesmo quando o outro (ou eu) parece não merecer – tem aquela frase, que nos tempos de internet é difícil saber o autor verdadeiro: “é preciso amar as pessoas quando elas menos merecem, porque talvez seja quando elas mais precisam”. A mente hoje se embebe dos propósitos conscientes de buscar novas parcerias, de ser ponte e mediar conflitos, ao invés de fomentá-los – é tempo de refletir se nossos pensamentos estão alinhados com os propósitos maiores do centro da nossa consciência. Se não estão, vamos alinhá-los!

Desejo a você uma ótima semana, de luz e proteção!

Aqui neste vídeo você vê o Horóscopo de outubro para todos os signos, em parceria com o Horóscopo Virtual:

(1) Astrid Fallon – Planetary Cycles at a Glance – Fallon Astro Graphics – UK