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2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

Daunhaus.Deviantart – Reprodução

Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

Magritte – Reprodução

Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

Salvador Dali – Reprodução

Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

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Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

Pixabay.com – Reprodução

Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

Shutterstock – Reprodução

Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

Shutterstock – Reprodução

Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

Descubra isso e muito mais agendando uma consulta: psicologica.astrologia@gmail.com

 

Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

Solstício de Verão – Sol em Capricórnio

capriO Sol ingressou em Capricórnio às 02h47min de ontem, 22 de dezembro, marcando o Solstício de Verão no Hemisfério Sul e de Inverno no Hemisfério Norte. Último signo Cardinal da Roda Zodiacal, quando chegamos a Capricórnio, atingimos o ápice da escalada social, com seus símbolos de poder, status e prestígio, conquistados a duras penas com trabalho árduo, comprometimento, sacrifícios, renúncias, disciplina, estratégia, foco e muita paciência, além de uma severa observação dos códigos e limites sociais. A autoridade conquistada no discipulado, na feitura do processo sem pular etapas.

O Solstício de Verão marca o dia mais longo e a noite mais curta aqui do lado Sul e a Noite mais longa e o dia mais curto lá em cima, no Norte. É quando o Sol atinge a declinação mais meridional, ou seja a maior distância ao Sul em relação ao equador celeste, o Trópico de Capricórnio. A partir deste ponto ele começa a voltar em direção ao Equador. Assim, o Solstício representa um limiar, uma passagem entre mundos e estágios nos ciclos da vida. As energias são potentes, de transição. Sendo o signo Capricórnio um signo Cardinal, representa um tempo de ação, de tomada de atitudes e resoluções.

12 Signo-Capricórnio - Johfra Bosschart
Johfra Bosschart – Reprodução

Em Capricórnio voltamo-nos para a vida no que ela tem de mais mundano: trabalho, regras e aceitação sociais, normas e costumes, poder estabelecido, tradição. É o tempo de assumir responsabilidades, de enfrentar a vida com realismo e pragmatismo, visando a construção de algo sólido e a manutenção das estruturas sociais que sustentam a vida em sociedade. Em Capricórnio também enfrentamos a mortalidade, o envelhecimento do corpo, a decadência das coisas, o tempo com suas regras imutáveis, implacáveis para ricos e pobres, poderosos e humildes. “A maior recompensa para o trabalho de um homem não é o que ele ganha com isso, mas o que ele se torna com isso” (John Ruskin) e é no trabalho que a cabra do Zodíaco se faz e se descobre indivíduo, além de ser sua escada para galgar a montanha do status e prestígio sociais que lhe são tão caros.

O mapa da Ingressão do Sol nos signos Cardinais marcam o tom dos acontecimentos para os três meses seguintes em termos mundanos e é utilizado em Astrologia Mundial para apontar as tendências políticas, econômicas e sociais do período. Eu não trabalho com Astrologia Mundial, nunca a estudei a fundo e definitivamente não a domino, mas vou dar o meu pitaco, porque este mapa me instigou.

Solsticio
Ingressão do Sol em Capricórnio, Brasília, 22 de dezembro de 2015, 02h47min

No mapa levantado para Brasília, temos os últimos minutos do signo de Libra Ascendendo no horizonte, sugerindo um período de negociações periclitantes, extremadas e intensas no cenário político-econômico. Vênus, a regente do Ascendente, está na casa 1, interceptada em Escorpião, como ponto focal de uma Pipa originada de um Grande Trígono de Terra, formado por Júpiter em Virgem, Plutão e Mercúrio em Capricórnio e Lua em Touro, que se opõe a Vênus. As negociações ficam mesmo muito difíceis e ocorrem em segredo, à boca pequena, e são baseados na manutenção do poder e do status quo – na verdade, há um tipo de “queda de braço”, um lado defende a manutenção e estabilização do quadro (Lua em Touro) e outro quer chutar o balde geral (Vênus em Escorpião), enquanto os outros assistem passivos para se definirem depois e se aliarem a quem ganhar a tal queda de braço. Embora a Lua, que representa as massas, esteja na 7, uma casa pública, ela se opõe a uma Vênus cheia de segredos em Escorpião e conversa com Júpiter em Virgem, que está cruzando os portais da casa 12 – realmente, tem muitos interesses e motivações obscuros e invisíveis em tudo isso e o povo (Lua em Touro) quer ver para crer. Mas Vênus em Escorpião não está interessada na manutenção de nada, ela quer mais é causar uma crise que precipite a resolução e o enfrentamento dos problemas, nem que seja à custa de sangue. Busca a eliminação e regozija-se sem culpa com a destruição e eliminação de seus desafetos. Embora esteja em queda e interceptada em Escorpião, Vênus é o Almuten deste mapa e nada aqui acontece sem a sua anuência. Além disso, está em recepção mútua com Marte, que está conjunto ao Ascendente em Libra, afastando-se da oposição a Urano e recebendo quadratura de Mercúrio em Capricórnio, ou seja, Marte está muito instável, uma bomba-relógio, mas os dois, Vênus e Marte, parecem ter uma conversa muda de apoio mútuo do tipo “tamo junto”, o que um resolver, o outro abraça, então Vênus conta com Marte no Ascendente para ser seu porta-voz e Marte em oposição a Urano não é exatamente um porta-voz diplomático, mesmo em Libra, até porque, está em quadratura a Mercúrio e torna-se um desastrado, portanto, há chances de mais episódios violentos e muitos tumultos e rebeliões à frente. Resumindo, há grande pressão das massas (Lua), que pode se expressar de forma violenta (Marte), mas também do poder monetário (Touro) – leia-se, banqueiros e grandes corporações – sobre essas negociações (Vênus) super tensas (Escorpião).

Mercúrio, por sua vez, está super articulado e conversa praticamente com todo o mapa. Faz trígono à Lua e a Júpiter, faz sextil a Vênus e a Quíron e ainda está conjunto a Plutão e foco da T-Square nascida da oposição Marte-Urano e também está Fora dos Limites do Sol, selvagem e imprevisível, atendendo apenas aos próprios interesses – é outro que quer “causar”, mas pode prestar um grande serviço ao trazer fatos obscuros à tona. Mercúrio-Plutão estão na 3, ambos conjuntos ao Fundo do Céu. Com toda esta ênfase, Mercúrio também é peça chave nos próximos meses, sugerindo que mais revelações bombásticas estão por vir, revelações que desestabilizam poderes e poderosos insuspeitos até então (Capricórnio) e que desestabilizam, por consequência, grandes corporações e a própria nação, já que o fundo do Céu é a base de tudo.

O Sol, o ponto mais importante deste mapa, também está na casa 3, das comunicações, mas está bastante isolado, fazendo apenas uma quadratura super ampla e fora de signo a Júpiter. Como autoridade máxima, não consegue se comunicar com ninguém, não consegue se fazer entender, não consegue ser ouvido, portanto, tudo parece acontecer à sua revelia, especialmente as negociações mais importantes. Saturno, o regente do Sol, está às voltas com Netuno em Peixes encarando um cenário de desintegração de suas caras certezas. E Mercúrio, seu porta-voz, está totalmente fora de alcance, pulou os muros do reino e debandou geral. Articula-se por conta própria e está se lixando para o Sol ou para o Reino – a imprensa e a mídia não estão interessadas na ordem ou na resolução de nada, querem defender seus próprios interesses e investem no caos, porque o caos lhes favorece. O Rei está só. E está enquadrado por Saturno e Plutão, ou seja, tem pouca mobilidade e lida com forças muito potentes, manipulação, controle e a ameça de demolição do reino e daquilo que o sustenta. Mas… Um planeta sem aspectos também é completamente imprevisível e pode se expressar de maneira extremada num piscar de olhos. A pressão de Saturno e Plutão pode despertar o instinto de sobrevivência mais primal da cabra, que então recorrerá a medidas drásticas e dramáticas para sobreviver. Portanto, o Rei está só, mas não está morto e em Capricórnio ainda tem poder, e muito. Pode parecer invisível, pode estar no ostracismo, mas tem. Com o Sol sem aspectos, Mercúrio Fora de Limites nessa T-Square, Marte no Ascendente em oposição a um Urano super ativado e ainda Vênus em Escorpião, qualquer coisa pode acontecer nos próximos três meses! Os dados continuam rolando.

Isso são apenas “pitacos” do que percebo como potenciais latentes. Não tenho pretensão de apontar o que vai realmente acontecer.

O Sol fica em Capricórnio de 02h47min do dia 22 de dezembro até 13h27min do dia 20 de janeiro de 2016.

Parabéns a todos os Capricornianos!!!

PS: A Semana Astrológica sai ainda hoje!

O Fim de Semana Astrológico e as Eleições no Brasil – Vamos pescar, ser pescados ou usados como iscas??

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Almagnus – Reprodução

4 e 5 de outubro

O sábado já se foi, mas ainda vale a pena falar dele, devido ás configurações importantes que ficaram exatas ontem e que se estendem pelo domingo. Primeiro o Sol em Libra em quadratura exata a Plutão em Capricórnio, formando uma T-Square por causa da oposição a Urano em Áries; depois a quadratura de Marte em Sagitário a Quíron em Peixes, e no virar da noite seu trígono a urano em Áries – que, aliás, é um Grande Trígono em fogo, envolvendo também Júpiter em Leão; Vênus em Libra em quincunce exato a Netuno em Peixes, e Mercúrio estacionando a 2°17’ de Escorpião e ficando retrógrado hoje, domingo. E a Lua em Aquário, envolveu-se no sábado em outra T-Square, fixa, opondo-se a Júpiter em Leão e quadrando Saturno em Escorpião. No domingo a Lua entra em Peixes e passa o dia conjunta a Netuno e estes dias precedem ainda um eclipse total da Lua na quarta-feira, dia oito. Nada é por acaso mesmo, afinal, como se poderia escolher um fim de semana mais intenso para as eleições de primeiro turno?

Tanto pela conclusão do primeiro turno das eleições quanto pela exatidão de tantos aspectos, há no ar uma atmosfera de conclusão, de clímax de algo que veio se formando e ganhando corpo nas últimas semanas ou dias – na verdade, sabemos que não coincidências. Será que nossa fé e nossa esperança de dias melhores, nossa esperança no novo serão suficientes ou resistirão às verdades desencavadas por Plutão, que desafia nosso senso de civilidade, de decência, de decoro e de justiça, representados por Libra?

É mesmo muito oportuno que tenhamos esta T-Square tão tensa e explosiva justo no dia das eleições. Ela representa a verdade estampada e escancarada, aquilo que não é mais possível ignorar e jogar para um canto obscuro ou para debaixo do tapete. O Sol em Libra vem relembrar os anseios por mudança e transformação que estiveram tão realçados durante o primeiro semestre do ano, simbolizados pela Grande Cruz Cardinal. Se queremos tanto mudar e mudar para melhor, precisamos ter coragem de encarar os escombros da destruição causada por Plutão, que não permite que tenhamos ilusões ou que recorramos a meias medidas. Estamos mesmo dispostos a pagar o preço?

opostos yin yang
Reprodução – Desconheço o autor

Os emaranhados astrológicos representam os emaranhados psicológicos e vivenciais pelos quais passamos. A Lua em Aquário tem regência dupla de Saturno e Urano e ambos se remetem a Marte como regente, com Saturno se remetendo também a Plutão. Quer dizer, precisamos nos responsabilizar pelos nossos desejos e ações e também assumir os encargos coletivos que me cabem. Como venho dizendo há muito tempo, reclamamos dos políticos e esquecemos que eles representam o povo em muitos níveis além do literal. Um político sai do seio do povo e representa suas práticas, suas crenças, seus valores e sua ética. Se não gostamos do que nossos legisladores e governantes andam fazendo precisamos olhar para nosso próprio rabo e perceber que ele está em chamas; assumir que se falta ética na esfera pública, é porque falta ética na alma do povo. Os políticos são espelhos gigantescos que refletem os complexos dos indivíduos que formam o coletivo que é a nação, mas até agora, preferimos usá-los apenas como receptáculos das projeções do que há de mais obscuro em nós, numa polaridade em que nós somos todo-luz e ele são todo-escuridão.

Há ainda um ponto que me incomoda muito nos discursos que tenho ouvido. Tenho escutado e lido nas redes sociais as pessoas dizerem que “se sentem órfãs”, tão esdrúxulas estão as alternativas para se votar. Em muitos casos é mesmo “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, ou seja, não há opção minimamente digna no pleito. Confesso que eu mesma me percebi “órfã” nestas eleições, sem opções. E aí incorremos no erro: orfandade implica a falta de pais, de genitores que tomem conta de nós efetivamente e vem nos lembrar da nossa ingenuidade e imaturidade política e democrática. Não queremos um representante que cuide de nossos interesses públicos, queremos um “pai” que tome conta de nós feito criancinhas incapazes e indefesas; queremos um redentor que resolva tudo sem que precisemos nos preocupar ou aborrecer com as coisas “chatas” da política e da economia; que faça por nós enquanto comodamente continuamos dormindo na nossa inconsciência; em resumo, continuamos fantasiando e ansiando por um “salvador da pátria”, que venha nos salvar e resolver tudo num passe de mágica, que suje as mãos por nós, que faça o trabalho “sujo” que nós, Deus nos livre, não temos coragem de fazer! E então, feito Alice, viveremos no País das Maravilhas – mas, convenientemente, esquecemos que a Rainha – ou o Rei, tanto faz o sexo –  é louca e corrupta e que não quer tomar conta de ninguém, muito pelo contrário, vai fazer de tudo para eliminar a todos que se puserem no seu caminho, de forma arbitrária e totalitária, até que chegue a hora em que ouviremos “cortem-lhe a cabeça!”, imediatamente antes de ouvimos o baque surdo de nossa própria cabeça rolando ladeira abaixo – não esqueçamos que muitos sonham com a volta da ditadura, porque “na ditadura sim, havia lei!” e nos sentíamos cuidados” – Cuidado com o que você deseja, porque você pode conseguir!

Somos uma democracia bebê, ainda temos muito que evoluir e aprender. Porém, urge que comecemos a nos responsabilizar e assumir nosso papel e cidadania, literal e simbolicamente. Há mecanismos de acompanhamento do trabalho e desempenho de todas as funções públicas, desde os vereadores até o presidente da República. Cabe a cada um averiguar e acompanhar o que seu deputado, senador ou governador está fazendo, ao invés de esperar que a imprensa faça isso sozinha por nós, manipulando fatos conforme seus próprios interesses. Muitos, após as eleições, até esquecem em quem votaram, deixando para se preocupar com isso de novo somente quatro anos depois, quando então resolvem vociferar e vomitar sua insatisfação contra “esses políticos corruptos que só sabem roubar” de forma zangada mas vazia.

Temos um longo caminho à nossa frente e a mudança coletiva depende das mudanças individuais, então precisamos lembrar: votamos e elegemos representantes, mas o exercício da cidadania não pára por aí, apenas começa – não podemos entregar nossa cidadania junto com nosso voto e se continuarmos incorrendo nesse erro, os políticos vão continuar simbolizando o que somos: um povo que, além de ingênuo, é individual e politicamente irresponsável, imaturo e corrupto. E não haverá nada que possa nos salvar disso.

A Lua em Peixes misturada com Netuno mais Mercúrio retrógrado levanta preocupações para este dia eleitoral, porque simbolizam potencial de confusão, engodos e equívocos nas apurações. Podemos ficar confusos na última hora sobre nossas escolhas e a influencia realça ainda nosso anseio por um salvador, além de favorece aos eleitoreiros e demagogos, além dos embustes envolvendo a boa fé dos mais incautos. Fiquemos atentos aos anzóis com iscas brilhantes e luxuriantes que jogam à nossa frente! Nós vamos pescar, vamos ser pescados ou usados como isca?

Boa eleição e boa pescaria para todos!

Copa do Mundo – O Que Diz o Mapa de Abertura?

bola copaO Brasil sedia uma Copa do Mundo pela segunda vez. Os jogos acontecem em meio a uma grande crise política e administrativa, em que parece haver um racha na alma do povo, tanto em termos de quem é a favor ou contra a Copa, quanto em termos de governo e oposição. Muitas das obras de infra-estrutura não ficaram prontas e provavelmente levarão ainda alguns anos para que tudo seja entregue às populações de algumas cidades que sediam os jogos. Cuiabá, por exemplo, continua um grande canteiro de obras. A obra do VLT tem previsão de entrega agora para 2017, SE o próximo governo que assumir resolver terminá-la, do contrário, sabe Deus! Isso para citar somente um das muitas obras inacabadas espalhadas pela cidade. A Copa é tida como a mais cara do mundo quando comparada com mundiais realizados em outros países. Mas isso porque muitas das obras de infra-estrutura que foram e estão sendo construídas já eram necessárias há muito tempo. Se todas as obras forem de fato concluídas, a Copa deixará um belo legado para o Brasil. Precisamos torcer a favor e não contra.

Mas e quanto ao evento em si, o que podemos esperar? 

world cup1

  O mapa da abertura dos jogos (12 de junho, 17h São Paulo SP), como todo mapa astral, mostra potenciais positivos e negativos. É um mapa de Lua Cheia, um momento de crise, de eclosão, do ápice de algo que vinha sendo construído ou cultivado. O Ascendente e Lua em Sagitário apontam para grandes festividades, para uma festa grandiosa de muita diversão e alegria, mas pode indicar também um populismo desmesurado, otimismo exagerado e euforia que pode sair de controle. A Lua em Sagitário faz uma quadratura exata a Quíron em Peixes, indicando que a alegria fica um pouco embotada, incompleta, frustrada. Júpiter, regente do Ascendente e da Lua encontra-se em Câncer, em recepção mútua com a Lua, na casa 8, sinalizando que apesar dos pesares e de todas as polêmicas, o evento pode ser financeiramente compensador para o país, SE o temperamento cordato do brasileiro levar a melhor, porque Júpiter está em quadratura com Urano na casa 5, sugerindo destemperos, inquietude e situações abruptas de resultados imprevisíveis, exatamente na área de jogos e diversão. bola no campo Falando em Urano, Marte em Libra está em oposição a ele e em quadratura exata a Plutão, a Cruz T que originou-se da Grande Cruz Cardinal, sinalizando um grande potencial para mais destempero, para a violência e conflitos extremistas, dentro ou fora de campo; essa Cruz T também sinaliza situações fora de controle, que ocorrem em momentos inesperados. Esta configuração é mais preocupante ainda considerando-se o contexto político atual do Brasil, com grupos radicais organizando manifestações de protesto em várias cidades-sede. Saturno em quincunce a Urano piora um pouco as coisas porque sugere grande dificuldade de conciliar o poder controlador (a polícia) e os extremistas. O Sol está em Gêmeos, em oposição à Lua e ainda separando-se de uma quadratura a Quíron. O regente do Sol, Mercúrio, está retrógrado em Câncer, uma situação bem desconfortável e ainda recebe oposição fora de signo da Lua. Podemos ter problemas diversos com transportes, comunicação, deslocamentos em geral e até mesmo com a desinformação da mídia. Atrasos poderão ser corriqueiros e atrapalhar a chegada aos estádios. cabeça na areiaa Netuno, também retrógrado desde segunda-feira 9 e conjunto ao Fundo do Céu, acena com o potencial de decepções dentro de casa – possibilidade de a princípio sermos contaminados com um espírito ufanista, deixarmo-nos levar pela euforia e esquecermos todo o resto que precisa ser cobrado no pós-copa. No mínimo, esse posicionamento de Netuno indica uma incapacidade de vermos a realidade tal qual ela é, de vermos a nós mesmos como somos. Uma tendência a enfiar a cabeça na areia para não encarar a realidade. Netuno fala ainda da fama ao contrário, ou seja da má fama ampliada e disseminada sem limites – se algo der errado podemos também ser motivo de chacota mundo afora. Ganhamos ou não ganhamos a Copa? Passamos no teste de anfitriões do maior evento esportivo do mundo? Conseguimos entregar o que prometemos? O tempo dirá. Vênus opõe-se a Saturno, aspecto exato – nossa auto-estima pode sofrer bastante com este evento, e podemos nos achar no velho papel da colônia “invadida” pelo estrangeiro mais evoluído, mais rico, mais sofisticado, que olha de cima para a nação tupiniquim. A alegria e a receptividade naturais do brasileiro podem ser rechaçadas pelo estrangeiro ou mesmo ser abusada – não esqueçamos que o Brasil é famoso destino de turismo sexual. Por outro lado, a sobriedade dessa oposição Vênus-Saturno pode ser muito bem vinda para acalmar ânimos alterados. Vênus é na verdade foco de uma Pipa Água-Terra, nascida do Grande Trígono Júpiter-Saturno-Quíron. No fim, talvez caiba a essa Vênus “pé no chão” a responsabilidade de mostrarmos nosso melhor, e de, testados sob grande pressão, sairmos com nossa auto-estima mais robusta. Tirando a oposição a Saturno, Vênus está relativamente confortável, dignificada em seu próprio signo, em harmonia com Júpiter em Câncer e Quíron em Peixes. Recebe um quincunce da Lua Sagitariana, e embora quincunces sejam irritantes por sua própria natureza, como Vênus está em Touro, talvez isso ajude a conter um pouco o excesso de Sagitário. Na casa 6, ela pode simbolizar ainda a geração de emprego e renda promovidos pelo evento. Uma coisa boa é que aparentemente acidentes são pouco prováveis. Sue Tompkins, astróloga inglesa, diz que em mapas de acidentes geralmente há uma profusão de trígonos (aspecto harmônico, 120 graus) e muitas sesqui-quadraturas (desarmônico, 135 graus), porém há ausência de quadraturas, que normalmente funciona como bloqueio para a energia que flui livre com os trígonos. Este mapa mostra sim, grande profusão de trígonos, mas sua energia não flui tão tranquilamente porque da mesma forma, há também muitas quadraturas importantes. E há somente uma sesqui-quadratura, entre Júpiter e Netuno (1) copaa Outro ponto positivo é o Grande Trígono de que Júpiter faz parte. Júpiter é muito importante neste mapa porque é o regente do mapa e da Lua. Está exaltado em Câncer, na casa 8 e bem aspectado. Seu efeito de excesso e exagero que poderia influenciar negativamente o Ascendente (o evento) e a Lua (o Povo), fica diminuído pela influência de contenção e controle de Saturno em Escorpião. E Vênus em Touro funciona como canal de desembocadura de contenção e manifestação dessa energia toda, uma Vênus enraizada, sóbria e bem estruturada. Para finalizar, em minha opinião, torcer contra um evento dentro da própria casa, depois de todo o gasto e investimento feito, depois de todos os convidados chegarem, é no mínimo, falta de inteligência e falta de educação para com quem vem prestigiar o evento. Os visitantes não têm nada a ver com nossos problemas locais e internos e roupa suja se lava em casa, neste caso, se resolve nos debates, na fiscalização da prestação de contas e em última instância, nas urnas. Há energias desfavoráveis sim, mas há potencial também para sairmos fortalecidos de tudo isso. E nós, o povo, concordemos ou não com a Copa, precisamos agora vibrar paz, fraternidade, espírito de equipe e amor universal como manifestação positiva desse Netuno conjunto ao Fundo do Céu. Qualquer que seja o vencedor, torçamos para que seja um evento pacífico, ordeiro e bem realizado!

copa   (1) TOMPKINS, Sue – Aspects in Astrology

A Sombra do Brasil – Crônica

A sombra do Brasil – crônica publicada na Revista Única MT

http://www.revistaunicaonline.com.br/revistas/edicao50/#/58

As influências astrológicas no momento transformativo do Brasil

unica capa

As influências astrológicas no momento transformativo do Brasil

A Revista Única traz matéria especial aprofundada sobre as manifestações no Brasil.

As influências históricas, com análises de pesquisadores diversos e as perspectivas dos resultados concretos dos movimentos. Traz também uma análise dos significadores astrológicos desse momento histórico por Maria Eunice Sousa.

Imperdível!

http://www.revistaunicaonline.com.br/revistas/edicao49/#/38

Saturno, o Grande Cobrador – "Vem pra Rua" Parte 3

20-jun-2013
Imagem do site brasilacorda.com

Nos dois posts anteriores desta série “Vem pra Rua” – Significadores Astrológicos, analisamos o impacto da quadratura Urano-Plutão sobre o mapa natal do Brasil, assim como a influência de Netuno sobre o Ascendente e a Lua e Júpiter natais.

Porém, além de analisarmos como esses “Cachorros Grandes” Urano, Netuno e Plutão vêm simbolizar transformações necessárias maiores, vale a pena olhar também para os ciclos “menores” que estão acontecendo em nossa carta natal.

Um movimento muito importante é Saturno transitando Escorpião na casa 9 e fazendo oposição a Saturno natal na casa 3. Ora, o que é a Casa 3 em Astrologia Mundial? A casa 3 rege as Comunicações (telefonia, correios, mídia, computadores, literatura), liberdade de expressão, rodovias e meios de transporte em geral e também as escolas e a educação fundamental. Liz Greene diz que Saturno “é a membrana que separa o inconsciente pessoal do inconsciente coletivo”. Nicholas Campion diz que, no estado, ele “representa as instituições que distinguem ordem do caos (…) o próprio Estado e suas instituições”. Já de forma mais concreta, Saturno no mapa natal simboliza as áreas em que temos dificuldades, onde enfrentamos todo o tipo de limitações e problemas e onde conseguimos ter sucesso somente depois muito trabalho árduo no longo, longo prazo. Precisa dizer mais? Saturno na casa 3 no mapa natal representa a secular falta de infra-estrutura no que tange a transportes, telecomunicações e educação no Brasil, áreas em que somos, de fato, muito deficitários. Nossas estradas são horrorosas para se dizer pouco, a malha ferroviária quase inexistente considerando o tamanho do Brasil.  As telecomunicações também sempre foram deficitárias, e mesmo depois da privatização, temos um serviço ruim, e um dos mais caros do mundo, e sabe-se que na verdade as grandes multinacionais recuperam aqui aquilo que “perdem” na Europa e Estados Unidos. Já a educação, nem preciso elencar nada, a realidade fala por si só.

A boa notícia é que com Saturno não estamos fadados ao fracasso permanente, ao contrário, depois de todo o esforço e trabalho árduo, tornamo-nos mestres naquele campo de atuação, SE estivermos dispostos a arregaçar as mangas de forma séria e comprometida. Mas, novamente, isso só se dá depois de muita luta, depois de muito tempo, e como Saturno está em Touro, esse tempo é mais demorado ainda.

Brasil mapa com ilustrações1
Mapa natal do Brasil ao centro. Nos círculos azuis, Saturno e Marte natais, respectivamente nas casas 3 e 9; nos círculos verdes exteriores, os planetas em trânsito atualmente; a linha vermelha ao centro do círculo representa a oposição de Marte a Saturno natal e de Saturno em trânsito oposto a Saturno natal.

Bom, Saturno no momento trafega Escorpião, na casa 9, em oposição a Saturno Natal. A casa 9 em Astrologia Mundial também rege a educação, neste caso, a educação superior e a academia; rege a religião, os sistemas de crenças, a filosofia do povo, os tabus e os valores e a moral considerada aceitável na sociedade em questão; rege ainda a Lei e os sistemas legais, assim como relações internacionais e todo tipo de comunicação e viagens de longa distância. Então quando colocamos tudo isso em perspectiva, percebemos de imediato porque a crise atual começa por causa de transportes e da insatisfação do povo com a eterna infra-estrutura deficiente na área dos serviços básicos. Saturno, com a ajuda de Plutão começa a desenterrar todo o tipo de lei esdrúxula na forma das PEC’s as mais variadas, que talvez passariam despercebidas não fossem as redes sociais. E o que são redes sociais? Comunicação global, de longo alcance!

Durante os últimos dois anos a insatisfação do povo só aumentou, em função das obras nas ruas e estradas do país –  por causa da Copa de 2014 – da falta de investimentos na Educação e nos outros serviços básicos e do escoadouro de dinheiro que se tornou a tal Copa do Mundo, um evento associado aos assuntos da casa 9, pois lida com outras nações estrangeiras. Somado a tudo isso, começaram a pipocar todas essas PEC’s que representariam retrocessos enormes nas leis, além de favorecerem o aumento da impunidade dos políticos brasileiros. Chegamos ao ponto em que a paciência do brasileiro finalmente se esgotou.

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Imagem de protesto em Brasília – do site fcnoticias.com.br

Saturno é o Grande Cobrador, o Grande Mestre. Quando fazemos o dever de casa, não temos nada a temer de Saturno, pelo contrário, ele na verdade nos premia e favorece. Mas, se tivermos sido relapsos, se tivermos fugido das nossas responsabilidades, aí o castigo é violento, e neste caso, público – E por falar em dever de casa, não se surpreenda se daqui a pouco começarem a pipocar greves na educação, Brasil afora –  Saturno não perdoa desmandos e desta vez a conta para os políticos brasileiros veio salgada. É hora do acerto de contas. Finalmente.

Como Júpiter, o planeta que rege a casa 9 e tudo o que ela representa também está muito desafiado neste momento por Netuno, temos então uma ênfase dupla em todos esses assuntos.  Outro ponto importante é que Saturno natal na casa 3  faz oposição a Marte na casa 9, e neste momento Saturno em trânsito ativa de forma intensa esta oposição. Marte representa a assertividade, a agressão, as forças militares e de defesa, a violência. Contatos entre Saturno e Marte são famosos pela violência, crueldade e rigidez. Portanto, era de se esperar, ao olharmos para esses aspectos, que a brutalidade de fato explodisse nas ruas. O povo tenta se expressar e bradar sua indignação e a polícia reprime de forma agressiva – ou, o contrário, “vândalos”, “comprados” ou não, infiltram-se nos movimentos para incitarem à violência.

Com Saturno trafegando a casa 9, da Lei e dos sistemas legais, e com Júpiter também sendo pressionado por Netuno, esse seria o momento adequado de reestruturar a política no Brasil com uma Reforma Política, que mais do que necessáriaa, tornou-se essencial para que a democracia possa plenamente exercida neste país. Plutão, o segundo regente de Escorpião, o signo que está na casa 9 do mapa natal, trafega no momento o signo de Capricórnio e poderá ser de grande ajuda caso essa reforma seja levada a contento. Pois Plutão está justamente “reformando” o velho, as estruturas tradicionais mas rançosas  representadas por Capricórnio. Plutão está sacudindo o poder estabelecido, o status quo, o conservadorismo, a rigidez das velhas formas de se administrar o mundo. É preciso bater forte na tecla da Reforma Política, pois este momento que vivemos é poderoso, é perfeito. Temos a juda dos principais reformadores e transformardores de plantão: Saturno, o (re)estruturador, Urano, o Acordador, Netuno, o Sonhador Subversivo e Plutão, o Grande Transformador. Não podemos desperdiçar este momento e tal energia transformadora

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Diretas Já – 1984
Imagem tirada de blogdomarcelofernandes.blogspot

Para finalizar, Astrologia é essencialmente um estudo de ciclos, assim precisamos nos reportar à última vez em que Saturno trafegou este ponto no mapa natal do Brasil. Saturno tem um ciclo de 29,5 anos, que por sua vez divide-se em ciclos de aproximadamente 7 anos. Assim, se fazemos esta conta, o que acontecia no Brasil há 29 anos atrás, quando Saturno transitava o mesmo ponto (Escorpião) que transita hoje? Era 1984. Lembrou? Sim, o Movimento das Diretas Já, que foi iniciado em 1983, mas que teve seu pico em 16 de abril de 1984 quando, depois de mais de um ano de manifestações sucessivas em várias capitais brasileiras, uma passeata na Praça da Sé em São Paulo aglomerou mais de um milhão e quinhentas mil pessoas, a maior manifestação pública vista no Brasil até então. 29 anos depois, em 2013, estamos vivendo o Retorno de Saturno do Movimento Diretas Já, que simbolizou a luta e o início da Democracia no Brasil. O retorno de Saturno simboliza o momento da maturidade, em que nos percebemos adultos e responsáveis por nós mesmos. Assim, este é o primeiro momento em que a Democracia no Brasil se percebe amadurecendo.

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Imagem do site fcnoticias.com

Considerando-se então o pano de fundo da quadratura Urano-Plutão analisada anteriormente, a influência subversiva e caótica de Netuno sobre o Ascendente, a Lua e Júpiter natais e ainda Saturno apresentando suas cobranças mais que legítimas, chegamos mesmo ao momento do “ou vai ou racha”. O trânsito de Saturno é mais rápido, deve durar até o fim do ano. Mas os “Cachorros Grandes”, Urano, Netuno e Plutão, têm muito que desenterrar, em terra e mar, pelos próximos 10 anos ou mais. As mudanças e as transformações estão apenas começando.  Veremos se o Brasil vai ou se racha de vez. Eu estou apostando que “vai”!

Mas em tempo, continuo dizendo que é preciso haver uma transformação de dentro pra fora no que tange ao caráter e à integridade do brasileiro, pois um povo é feito, em primeira instância de indivíduos.

OBS: Muitos astrólogos usam o mapa natal do Brasil desenhado para o horário de 16 horas do dia 7 de setembro de 1822, o que coloca Aquário no Ascendente. Porém há controvérsias quanto ao horário, dizendo-se que o Brado do Ipiranga teria ocorrido entre 16 e 17 horas (na verdade há controvérsias quanto a muitos aspectos deste evento). Para mim, o ascendente do Brasil em Aquário não tem nada a ver, e o ascendente em Peixes faz muito mais sentido. Assim, há alguns astrólogos que trabalham com o horário de 16:58, que coloca o Ascendente a 1°57’ de Peixes e o primeiro astrólogo que vi usar este mapa foi Vanessa Tuleski, de cujo artigo retirei os dados para levantamento do mapa que é utilizado aqui. É com este mapa que eu trabalho.

Fontes pesquisadas:

Michael Baigent, Nicholas Campion and Charles Harvey – Mundane Astrology, 1984

Robert Hand – Planets in Transit

Vanessa Tuleski – O Mapa Natal do Brasil