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E O FIM DO MUNDO? E O CALENDÁRIO MAIA? (20 DEzembro 2012)

 

fim do mundoMuitas pessoas têm me perguntado sobre o fim do mundo e se há alguma configuração astrológica indicando isso. O mundo vai mesmo acabar no dia 21 de dezembro?

Bom, primeiro eu costumo dizer que este mundo acaba todos os dias para as pessoas que morrem para esta vida e vão embora para outro plano; segundo, o mundo já está acabando há décadas com toda a exploração desenfreada que o humano empreende na natureza, e ela agora está revidando, por isso vemos tantos caclismas e catástrofes mundo afora; terceiro, cientificamente, tudo tem um ciclo de vida, inclusive os planetas e corpos celestes em geral e sabemos que o sol explodirá daqui a alguns milhões de anos, destruindo completamente o nosso conhecido sistema solar – mas isso daqui a alguns milhões de anos.

Brincadeiras à parte, vamos falar mais sério.
Eu não trabalho com Astrologia Preditiva (que faz previsões de eventos concretos) nem Astrologia Mundana (que estuda os mapas de países, cidades, chefes de estado e eventos sociais, catastróficos ou não), mas de modo geral, astrologicamente não há nenhuma configuração planetária no céu do dia 21 que indique o fim do mundo. Não há nenhum alinhamento de planetas dentro do sistema solar que seja anormal dentro do que tem sido observado no céu por séculos. A configuração menos usual que há no céu do dia 21 é o “Dedo de Deus” formado por Saturno em sextil com Plutão (angulo de 60 graus-aspecto harmonioso) e os dois inconjuntos (angulo de 150 graus-aspecto tenso) a Jupiter.

Essa configuração é considerada bastante fatalista. Há uma tensão constante e enervante, mas não forte o bastante para gerar um confronto aberto como acontece com uma oposição ou uma quadratura. Então é uma tensão que não leva a uma liberação da energia e por isso não há solução, sendo frequentemente inconsciente.

Bom, sendo essa configuração fatalista, ela poderia significar uma catástrofe? Poderia até ser, mas pra começar, teríamos que analisar com cuidado os mapas de vários países mundo afora que fossem ativados por essa configuração para afirmar algo parecido. Além disso, essa configuração está no céu desde o dia 11 de dezembro e continuará aparecendo por bastante tempo ainda em 2013. Então, não acho isso provável. Alguns astrólogos associam o YOD a rompimento com o passado e ingressão em fases novas da vida. Fins de ciclos.

Ah, mas e o Calendário Maia?
Os Maias compreendiam muito bem a qualidade cíclica da vida, do tempo e da própria Natureza. Tinham um sistema de calendários bastante complexo, com vários calendários, representando diferentes ciclos, sendo seguidos simultaneamente. Alguns desses calendários registravam e seguiam os ciclos astrológicos dos planetas, como a Lua e Vênus, por exemplo. Alguns tinham contagem curta como o ciclo de 260 dias associado à gestação humana, outros tinham contagem bastante longa, de milhares de anos. Alguns estudiosos afirmam que uma interpretação incorreta de um calendário Maia/Mesoamericano de contagem longa é a base da crença de que um cataclisma ocorreria no dia 21/12/2012, devastando terrivelmente o planeta Terra. Esses estudiosos dizem que na verdade, para os Maias o fim de ciclos era motivo de grande celebração. Apontar o dia 21/12/2012 como a data do fim do mundo ou da grande mudança cósmica seria somente uma invenção sensacionalista para se ganhar dinheiro.

Pessoalmente, acredito que o Calendário Maia aponta apenas o fim de mais um ciclo e o início de outro, que obviamente, terá uma energia diferente. Acredito que há mudanças interessantes para acontecer, mas num nível sutil. Somos cada vez mais instigados à auto-consciencia, a nos responsabilizarmos por nós mesmos e pelo planeta em que vivemos e acredito que de agora em diante esse chamado vai ficar ainda mais premente. O fim do mundo vai estar cada vez mais próximo se não pararmos com a degradação do planeta e a exploração exaustiva dos recursos naturais. O resto é especulação e sensacionalismo.
FELIZ FIM DE CICLO PARA VOCÊ!!

O que é Astrologia?

O que é Astrologia?

A Astrologia é uma arte e uma ciencia milenar baseada na observação, que busca entender a correlação entre macrocosmo (o céu) e o microcosmo (a vida na terra). Os planetas são símbolos de energias da psique humana e os movimentos planetários são um reflexo dos movimentos que acontecem dentro de nós, assim, mais do que perceber os planetas como “causadores” de eventos em nossas vidas, eles na verdade simbolizam algo que já está intrinsicamente em nós, como na lei de sincronicidade criado e desenvolvido por Carl Jung, segundo a qual os acontecimentos se relacionam não de forma causal, mas por seus significados. Como diz Clare Martin, em seu livro Mapeando a Psique, “A Astrologia é uma forma de imaginação que emerge da natureza e que tem relevância direta no dia-a-dia na terra. É uma poética aplicada, uma visão da vida na terra estimulada por movimentos nos céus, que pode nos levar a áreas de autorreflexão como nenhum outro sistema de símbolos e de imagens pode levar”.

Por si só a astrologia não é nem está vinculada a nenhuma religião nem pressupõe crença de nenhum tipo, e astrólogos costumam dizer inclusive que não “acreditam” em astrologia, porque da forma como percebemos esse é um conhecimento que vai além de crenças. Sabemos que “funciona” porque a observamos em nossas próprias vidas.

Porém, há algumas ramificações da astrologia que envolvem, sim, crenças, que é o caso da astrologia védica/hindu e a astrologia cármica.

Os primeiros registros históricos do estudo da astrologia remontam há pelo menos 1.700 AC, vindos de um conjunto de disciplinas baseadas sobre uma codificação padrão de presságios derivados de fenômenos planetários nos impérios mesopotâmicos da Babilônia e Assíria. Deuses eram adorados e reverenciados na vida diária. Sacerdotes/astrólogos interpretavam eventos. As constelações eram usadas para prover uma escala de referencia para medir de forma acurada os posicionamentos da lua. Todas as conexões entre eventos celestiais e eventos na terra eram cuidadosamente anotadas. Assim, Astrologia Mundana foi o primeiro tipo de astrologia usada.

O primeiro horóscopo individual data de 410AC e nessa época horóscopos individuais eram feitos apenas para reis e governantes, porque eles representavam os próprios deuses na terra ou a vontade de Deus manifestada para seus povos.

Na Grécia antiga astrologia era ligada à ciência e religião e os maiores filósofos eram astrólogos, entre eles, Pitágoras, Empédocles, Hipócrates, Platão, Aristóteles, Hiparcus e Ptolomeu. Na Idade Média começa o conflito entre a igreja e a astrologia. Mas, ao longo da história, muitos papas procuravam astrólogos, sendo muitos deles astrólogos também. A partir do século XVII ocorre a separação entre astrologia e astronomia.

A partir da Idade Média a Astrologia passa por um período obscuro bastante longo, sendo relegada e vista apenas como “leitura da sorte”. No fim do século XIX e inicio do século XX começa uma nova fase a partir dos estudos de Jung, Madame Blavatsky, Alan Leo, Dane Rudhyar, Michel Gauquelin etc, que gradualmente trouxeram um enfoque menos fatalista e mais psicológico para a arte astrológica.

A Astrologia é um corpo de conhecimento muito vasto e possui muitas ramificações, de modo que nunca se aprende tudo e sempre se descobre coisas novas. O astrólogo é um eterno estudante.

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Principais tipos de astrologia praticados atualmente:

Astrologia Moderna ou Contemporânea: Estuda o horóscopo individual, funcionando como ferramenta de autoconhecimento, analisa o temperamento da pessoa, seus potenciais, os possíveis problemas, etc. Tem um enfoque mais comportamental. As previsões provenientes da interpretação dos trânsitos astrológicos são muito enfatizadas.

Astrologia Psicológica: Muito menos focada em previsões e predições, a astrologia psicológica olha o mapa natal como uma maneira de descobrir quem realmente somos, um mapa de nossa jornada na vida, nossos complexos, a matéria de que somos feitos, aquilo que nos faz únicos. Iniciada com Dane Rudhyar e difundida principalmente por Liz Greene a partir dos anos 80, a astrologia psicológica busca ir alem da astrologia moderna, isto é, além da mera análise do comportamento do indivíduo, cruzando a astrologia com as psicologias junguiana, transpessoal e humanista.

Astrologia Mundana: Forma mais antiga de astrologia, estuda a evolução do mundo nos mais diversos níveis. É através da astrologia mundana que se analisam as tendências políticas, econômicas e sociais assim como eventos históricos. A astrologia mundana lida com a sociedade e o coletivo, usando para isso os mapas astrológicos de países, chefes de estados, cidades, eventos específicos como catástrofes e guerras, assim como as configurações contemporâneas do céu e o que elas representam para o coletivo.

Astrologia Empresarial e Astrologia Financeira: Aplicam o conhecimento astrológico de forma prática e concreta, analisando as tendências econômicas e dando suporte na tomada de decisões nas empresas, sendo muito útil para planejamentos de longo prazo.

Astrologia Medieval ou tradicional: Tem uma visão bem diferente do indivíduo e não se preocupa com o modo como o individuo se percebe ou se comporta, enfocando mais os acontecimentos. Tem uma visão mais fatalista e concreta. Não usa os planetas exteriores, Urano, Netuno e Plutão.

Astrologia Horária: Relacionada com a Astrologia Medieval ou Tradicional, tem um enfoque em previsões e busca responder perguntas especificas e objetivas a partir do mapa do momento, ou seja, das configurações que estejam ocorrendo no céu do momento sem necessariamente utilizar o mapa individual.

Astrologia Eletiva: Diretamente ligada à Astrologia horária e utilizando as mesmas técnicas e conceitos, a astrologia eletiva busca “eleger” o melhor horário/cnfigurações para determinados eventos como, por exemplo, casamentos, abertura de negócios/empresas, lançamento de produtos, etc.

Astrologia Sideral, Védica ou Indiana: Diferentemente da astrologia praticada no ocidente que usa o Zodíaco Tropical, a Astrologia Védica e Sideral usa as constelações como pano de fundo para o trânsito dos corpos celestes, que é chamado Zodíaco Sideral. A astrologia védica está diretamente relacionada com a religião hindu e com os conceitos de carma e reencarnação.

Astrologia Cármica: Pressupõe a crença em reencarnação e vidas passadas e busca desvendar o passado da pessoa e que lições ela veio aprender nesta vida ou que carmas veio resgatar.

Perguntas frequentes:

O que é necessário para fazer o mapa astral?
Data, hora e local de nascimento.

Por que hora e local são importantes?
Porque é a hora que determina a posição dos planetas nas casas, o posicionamento exato da lua por grau e aspectos e o signo e grau do ascendente. É possível fazer o mapa sem o horário, mas a interpretação fica muito vaga. O local é importante porque a latitude e longitude são essenciais para a construção do mapa. O mapa natal é, na verdade, uma foto de como estava o céu na hora em que você nasceu, olhando daquele local específico em que você nasceu.

Maria Eunice de Sousa
Astrologia Psicológica
psicologica.astrologia@gmail.com
65 8123-0880