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Lua Nova em Leão – Fogo Solar, Fogo da Consciência

Desconheço o autor – reprodução

Você anda se sentindo meio para baixo, desanimado? Anda duvidoso da vida e de si mesmo? Sente que só trabalha e lida com problemas sem ter tempo para brincar? Seus problemas acabaram! Vem aí a Lua Nova de Leão, que vem incendiar sua vida de entusiasmo, coragem, confiança, otimismo e paixão! E de quebra, ainda a/o convida a abraçar sua natureza única, seja ela aceita pelas tribos “in” ou totalmente outsider! Brincadeiras à parte, a Lua Nova que acontece em Leão neste domingo realmente vem dar uma sacudida no pessimismo e na falta de ânimo que tem nos acometido nos últimos tempos. A Lua se renova no grau 00°44’ (tecnicamente, grau 1) de Leão, conjunta a Marte, separando-se da quadratura a Urano e do trígono a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. A lunação ocorre às 06h46min no horário de Brasília e às 09h46min no horário de Lisboa.

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Marte esteve muitas semanas em Câncer, signo que é muito desconfortável para ele e agora, em Leão, Marte se sente à vontade, na casa de um amigo, da mesma forma que o Sol, dono da casa Leonina, se sente à vontade na casa de Marte, Áries. E onde Marte chega ele aviva, atiça, anima, põe fogo e sendo Leão um signo de fogo, já vimos que os ânimos se incendeiam e, neste caso, positivamente! Portanto, uma vez que a Lua Nova ocorre em conjunção a Marte, este é um ciclo em que nossa vontade está mais firme, em que temos mais ânimo e gosto de lutar.

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Leão é o signo de Fogo Fixo, o fogo constante, da fogueira que aquece a noite toda. Ao falar sobre o Símbolo Sabiano para o grau 1 de Leão, Dane Rudhyar, um dos mais importantes astrólogos do século XX, diz que a nota-chave deste símbolo é “uma irrupção de energia bio-psíquica no campo da consciência controlada pelo ego”. Bom, vamos olhar isso com calma. O Símbolo Sabiano traz a seguinte imagem: “O sangue se precipita à cabeça de um homem enquanto energias são imobilizadas sob o estímulo da ambição”. Rudhyar nos lembra que na tradição oculta três tipos de fogo são mencionados: o elétrico, o fogo solar e o fogo por fricção e cada um deles corresponde a um dos signos de fogo do Zodíaco.  Áries corresponderia à eletricidade, o fogo que desce do espírito, pela Palavra Criativa, o Verbo. Sagitário representa o fogo por fricção porque representa processos sociais, que são baseados em relações interpessoais, em polarização, em conflito. Já Leão representa o Fogo Solar – até porque é regido pelo Sol – e Rudhyar diz que isso representa a energia de uma pessoa integrada, “seja através de radiações espontâneas de formas de energias aparentemente nucleares, ou, no nível verdadeiramente humano e consciente (e também sobre-humano em domínios transcendentes), através de emanações  conscientes (e-manações, de manas, que significa ‘mente’ em sânscrito).

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Rudhyar prossegue dizendo que o símbolo de Leão mostra uma elevação de energia do coração para a cabeça, uma mentalização, um processo que pode ser perigoso, dependendo de como é conduzido e ele se refere ao clarividente que “viu” todas as cenas simbólicas dos Símbolos Sabianos, dizendo que ele teria visto uma cena de ‘apoplexia’, ou insolação, excesso de sol na cabeça e na pele. O Sol dá a vida ou pode destruí-la, depende da relação que estabelecemos com ele. Da mesma maneira é o fogo. Rudhyar vai adiante e diz que a realização do eu espiritual depende de o ego se tornar um cristal puro, capaz de focalizar a luz cósmica, sem ser maculado pelo orgulho, vaidade e possessividade. “A transmutação da vida na mente é um processo difícil”, diz Rudhyar. Podemos ser iluminados ou incinerados – depende do quanto estamos preparados e do equilíbrio entre a confiança e a humildade. O fogo que aquece e dá vida pode facilmente se tornar destrutivo e virar um incêndio descontrolado. Uma combustão. Os processos de combustão geralmente têm subprodutos, que dependem dos elementos geradores da combustão original. Mas a combustão é geradora de energia e de onde vem essa energia e como a utilizamos, define se somos transformados ou destruídos por ela.

Um vídeo que mostra um homem fazendo experimentos com uma “lente” gigante (uma tela de TV descartada) sobre a qual é projetada a luz do Sol.

Essa imagem do fogo solar nos lembra o processo em que o fogo é gerado quando a luz do sol é projetada sobre algum tipo de lente. Esse é literalmente o Fogo Solar – pode salvar ou destruir vidas, dependendo de como é utilizado. Essa lente, como diz Rudhyar, é o ego. Se o ego é forte e saudável, ciente de suas limitações e de que está a serviço do espírito e da alma, ele será um transmissor, um transmutador da luz solar num fogo criativo que transforma e liberta; ao contrário, se o ego é fraco, logo se infla e se enche de auto importância, levando a situações desastrosas, porque é frágil, inseguro e vai usar símbolos exteriores de poder para camuflar essa insegurança. Essa é uma diferença básica entre o Leão positivo e o negativo e esse é um tema básico do Leão – um tema que está bastante realçado na Lua Nova e, por conseguinte, no ciclo todo. É essencial, pois sabermos, qual é o fogo que nos move, se é o fogo que cria ou o fogo que destrói; se é o fogo da criatividade e da alegria ou o fogo do orgulho e da vaidade vazios. Se este fogo está a serviço do espírito e da vida ou apenas a serviço de um ego oco e inflado.

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Vigiar o ego e suas escorregadelas é essencial neste ciclo, iniciado por Lua e Sol conjuntos a Marte, planeta do “eu primeiro, segundo eu, terceiro, eu de novo!”. Sim, é importante darmos prioridade a nós mesmos, porque, afinal, somos a pessoa mais importante de nossas vidas, como diz a canção popular, “sem mim, eu não sou ninguém”. Mas quando isso sai de proporção, perdemos a noção da convivência e da civilidade, porque esquecemos que há outros ao nosso redor e o fogo que deveria trazer um calro agradável torna-se asfixiante e destrutivo.

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Rudhyar diz que essa é a nona cena da primeira etapa da vigésima-quinta sequencia de símbolos, cujo tema e discurso é a ‘combustão’ e cujo nível é o da ação. Combustão dispensa interpretações, mas tomando-a por base, a palavra-chave para este grau de Leão é CONFLAGRAÇÃO. Ou seja, fala das “energias dos impulsos biológicos à medida que irrompem, de forma mais ou menos agressiva, no campo da consciência”. Então, a combustão pode levar a uma conflagração, que é uma tomada de consciência, a posição e consequente ação do eu (fogo) sobre a matéria para transformá-la positivamente. Ou pode, simplesmente, destruir, no seu ímpeto desvairado, como quando o conflito-conflagração desconhece os limites e o sujeito fica possuído, tomado pelo ego, identificado demais com os poderes do espírito, acreditando que são seus, sem perceber que ele é apenas um vaso, um receptáculo de tais forças. O fogo pode, ainda, simplesmente extinguir-se, ser desperdiçado, sem criar ou transformar nada. O que nos leva à pergunta: que tipo de lente nós somos sob este Fogo Solar? Como estamos utilizando o fogo sagrado em nós? Ele é faísca criadora de vida? É labareda da pira sagrada que calcina e purifica nossa matéria mais bruta e inferior? É chama transmutadora de processos e de consciência? Ou é apenas fogo de oba-oba de quem solta fogos de artifícios para “se mostrar” e fazer ruído? Pois então, o fogo ganha vigor e força neste ciclo e depende de nós utilizá-lo criativa e positivamente. E não é qualquer fogo, é o Fogo Solar, trazedor de consciência, para aqueles que estiverem atentos e disponíveis.

Voltando ao mapa da Lua Nova, lembramos que a conjunção a Marte vem ressaltar esse fogo da paixão, do entusiasmo, do fervor. O que nos leva a outras perguntas: pelo quê ou por quem estamos apaixonados? Essa paixão nos transforma positivamente? Marte também traz ímpeto, dinamismo, coragem, garra e vigor, tudo isso temperado com nobreza, portanto, podemos esperar um ciclo mais dramático, mais vivo, mas possivelmente, também mais justo.

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Leão, como já disse em outros artigos, é o signo da criança – assim como é um dos signos do Pai – da espontaneidade, da alegria de viver, de viver pelas verdades do coração. E o que isso diz do ciclo? Que é hora, justamente, de recuperar ou reviver esses valores. De viver com mais autenticidade, com mais honra e também mais alegria. Como? Dando-se conta do que nos alegra no dia a dia, desde as coisas mais simples, às coisas mais significativas e, percebendo isso, dar um jeito de trazer isso para nossa vida. Leão também é signo generoso e leal e vem nos conclamar a viver esses valores também.

Outro ponto digno de nota é que Mercúrio faz um Grande Trígono de Fogo, ao fazer trígono a Saturno em Sagitário e a Urano em Áries, ou seja, constrói uma ponte de imaginação e inspiração entre duas forças opostas, atualmente dispostas a dialogar: o velho e o novo, a tradição e a inovação, a estabilidade e o progresso. E a mente (Mercúrio) é a ponte para tal diálogo. Temos, pois, oportunidade de costurar e conciliar esses conceitos e princípios que parecem tão díspares e a partir de tal conciliação, alterar a vida sem grandes e terríveis turbulências. As oportunidades estão aí, depende de nós agarrá-las ou não.

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Vemos também que a Lua se afasta da quadratura a Urano e do trígono a Quíron. Ambos, Urano e Quíron, de formas diferentes, representam o “outsider”, o forasteiro, o esquisito, o estranho. Urano faz questão e se compraz em ser estranho, porque adora chocar; já Quíron, resigna-se nesse papel, afinal, ele não o escolheu. De qualquer forma, ambos representam a originalidade, os caminhos diferentes, muitas vezes dolorosos, porque podem ser ou parecer “inaceitáveis” para as correntes convencionais. Para Leão, que precisa tanto da admiração de seus pares, é necessário algum trabalho para aceitar as peculiaridades que o coloquem como muito diferente do seu meio, especialmente quando essa diferença o faz vítima de algum preconceito ou segregação. Por fora ele pode esbanjar confiança, mas internamente pode ser afligido pela insegurança. Assim, a Lua Nova sinaliza um tempo de grande potencial de integração das nossas diferenças e inseguranças; um tempo, de abraçar nossas esquisitices, reconhecê-las e integrá-las à nossa identidade, aceitá-las e, consequentemente, aceitar-nos mais integralmente. E quando estamos inteiros, temos mais chances de realizar nossos potenciais e ao realiza-los, transformar e iluminar o mundo à nossa volta. Portanto, a Lua vem sinalizar um tempo de nos darmos conta e tomarmos posse do nosso Fogo Interior, do Fogo Solar que nos sustenta e sustenta nosso espírito, dando ignição para a consciência realizar-se no mundo. É tempo de ficar atentos ao que move nosso coração, figurativa e literalmente: o que faz seu coração bater mais rápido? Isso pode nos dar muitas pistas sobre aquilo que nos incendeia e motiva e também sobre os potenciais latentes e ainda não expressos, esperando a “lente” certa, através da qual serão despertos ou acesos. Aproveite o ciclo de Leão e se observe, observe o que traz alegria o que faz o coração parar ou acelerar! É tempo, pois, de viver a alegria e a espontaneidade da nossa criança, segura, confiante, alegre e feliz!

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É importante lembrar que vamos viver dois ciclos seguidos de Leão. Sim! Temos esta Lua Nova ocorrendo domingo, a zero de Leão, culminando no eclipse e Lua Cheia de Aquário no dia sete de agosto; depois teremos outras Lua Nova em Leão, a 28°52’ deste signo, lunação que é um Eclipse Total do Sol – que aliás, cai em conjunção exata ao ASC e marte do presidente americano Donald Trump e que passa sobre os EUA, dividindo-o ao meio, de Leste a Oeste, prometendo muitas reviravoltas na política americana! Este segundo ciclo Leonino culmina na Lua Cheia de Peixes, no dia seis de setembro. Quer dizer, é uma baita ênfase na energia de Leão, certo? Quer recado mais potente do que esse? Portanto, é hora de nos apossarmos desse Fogo e permitir que ele queime o que precisa ser queimado e que gere nova vida, que incendeie nosso espírito de vigor, coragem e confiança. Além de alegria!

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Leão é o signo que rege o coração, figurativa e literalmente. Tendo dois ciclos seguidos regidos por esse signo, e ainda, considerando-se que teremos um eclipse bastante tenso ocorrendo aqui, as pessoas que têm qualquer problema ou propensão a problemas de coração precisam ficar muito atentas e ter cuidados dobrados com a saúde – é um tempo de emoções intensas e o coração fica mais “excitado” e pode ser exigido demais, portanto, vamos cuidar do nosso coração, também no plano físico!

Para este ciclo, vale se perguntar: com qual fogo você está alinhado? Quais “esquisitices” você carrega que ainda precisam ser integradas? Que paixões positivas podem trazer mais vigor e gozo ao seu dia a dia? Que tipo de lente o seu ego propicia ao fogo sagrado do espírito? Esse fogo que você carrega, vai aquecer ou vai destruir?

Crystal Hazelton – Reprodução

Eu desejo a você um maravilhoso ciclo de Leão! Que possamos ter coragem para expressar o fogo dos nossos potenciais criativos e a audácia de viver a alegria, pelos valores do nosso coração!

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Feliz Lua Nova para você!

Desconheço o autor – reprodução

Lua Cheia em Sagitário – Além do Arco-íris

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O ciclo de Gêmeos culmina na Lua Cheia de Sagitário, que acontece nesta sexta-feira, dia 09 de junho, às 09h10min no horário de Brasília e às 13h10min no horário de Lisboa. A Lua atinge seu apogeu de reflexão da luz do Sol no grau 18°53’ de Sagitário – tecnicamente, grau 19. Essa lunação se dá em quadratura separativa a Netuno em Peixes – que é foco de uma T-Square Mutável, já que recebe as quadraturas de Sol e Lua – conjunção ampla a Saturno e trígono mais amplo ainda – quase dez graus – a Urano em Áries.

É uma Lua que traz um tom agridoce. Explico: uma Lua Cheia em Sagitário sinaliza um tempo de celebração, de revigorar nossa fé, alegria, entusiasmo e confiança na vida e no futuro! O espírito está elevado e a inspiração, mais elevada ainda! É uma lunação marcada pelo bom humor e tem nuances de festa, diversão, aventura! Sagitário é também um signo d expansão seja em termos materiais, quanto intelectuais ou espirituais. Gêmeos-Sagitário formam o eixo do conhecimento, em que um é o conhecimento prático e funcional – a mente – e o outro é o conhecimento do espírito – a intuição.

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Além disso, temos Vênus em Touro – majestosa em sua casa luxuosamente simples e confortável – em harmonia com Marte em Câncer, nem tão majestoso assim, já que está num signo desconfortável para ele, mas mesmo assim, muito romântico e protetor! Esse aspecto entre os dois traz, além da possibilidade de harmonia entre os sexos e nos relacionamentos, a capacidade de desfrutarmos dos prazeres e deleites da vida e algum enraizamento, já que Vênus está em Touro. aumenta a capacidade para o prazer, o gozo e alegria!

Arcano XX do Tarô – O Julgamento

Outro ponto que realça a qualidade otimista e exagerada dessa Lua Cheia, é o fato de Júpiter estar estacionário, preparando-se para voltar ao movimento direto em Libra. Isso faz com que os assuntos e temas da lunação de Sagitário sejam catapultados a outras alturas! Os temas da justiça, das leis e dos juízes se tornam muito salientados e sensíveis – tudo parece ocorrer em câmera lenta e todo acontecimento ganha proporções gigantescas – para o melhor ou para o pior! Pessoalmente precisamos cuidar com os exageros. Já em termos coletivos, o Julgamento está em curso e nada escapa aos olhos da justiça – quem se safar da justiça humana, confrontará a divina – em dobro!

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Entretanto, além dos aspectos que a Lua faz a Netuno e a Saturno, o Sol Geminiano está em quincôncio pleno a Plutão em Capricórnio – e a Lua faz um semi-sextil a ele. Portanto, essa é uma Lua que precisa conciliar sonhos, ideais, fantasias com a realidade; harmonizar sombra e luz, consciente e inconsciente. Como se exaltar e se regozijar, sem perder a noção, sem nos deixarmos levar pelo exagero, por delírios ou devaneios sem fundamento?

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O desafio é como que nos motivamos e nos animamos a buscar nossos sonhos, como miramos no alvo, certificando-nos que estes sonhos são mais do que ilusões ou quimeras; como vivemos a realidade, com toda a sua dureza, sem nos endurecer, sem perder nossa capacidade de esperançar, de acreditar, tanto em nós mesmos como na boa fé do outro ser humano; como, a despeito de todas as decepções e fracassos passados, não perdemos a fé no elemento humano e na sua evolução. Como mantemos a inocência das crianças, depois de termos visto tantas atrocidades e vilanias; como insistimos em nos melhorar, quando ao nosso redor tudo parece se deteriorar; como insistimos em ser bons, em viver na bondade e na generosidade de espírito, se tantas vezes sofremos os efeitos do mal e da mesquinharia – dentro e fora de nós. É a vitória da fé, da confiança, da esperança de que tudo tem um sentido maior, mesmo que nossa pequena compreensão humana não consiga abarcar ou alcançar. Nós geralmente medimos a vida e o mundo dentro da nossa própria perspectiva limitada e esquecemos que a vida, o mundo, o universo, vão muito além de uma mera vida humana e, dentro dessa perspectiva, tudo está certo, tudo está como deveria estar. Nisso precisamos confiar.

Charles Paul Landon – Icarus and Dedalus – reprodução

Essa Lua Cheia me lembra o mito de Ícaro, para que não conhece ou não lembra, vou contar resumidamente esse mito (1). Ícaro era filho de Dédalos, que construiu o labirinto do Minotauro, com a ajuda de seu filho, a pedido do Rei Minos – você pode ler um pouco dessa história o texto sobre o signo de Touro. Quando Minos soube que Teseu matou o Minotauro e conseguiu sair do labirinto, prendeu Dédalos e Ícaro no labirinto, em Creta. Sabendo que Minos controlava tanto o mar quanto a terra, Dédalos, que era um grande e habilidoso artesão, fez para si e para Ícaro asas que juntavam penas de várias aves, fixadas com cera, para que assim, pudessem fugir do labirinto e de Creta. Antes de alçar voo, Dédalus alertou a Ícaro que não voasse alto demais, pois o calor do sol poderia derreter a cera e descolar as asas; também não deveriam voar muito baixo, pois a umidade do mar poderia também desmanchar o artefato. Assim, alçaram voo em direção à liberdade. Porem, Ícaro ficou encantando com o fulgor do Sol e seguiu em sua direção, sentindo-se como um deus. Esqueceu-se dos conselhos de seu pai e voou alto, alto demais, deslumbrado que estava com o Sol. Logo a cera de suas asas começou a derreter e ele caiu e morreu no mar que posteriormente foi nomeado em sua homenagem: Mar Icário. Dédalos, ao não ver mais o filho, preocupou-se e chamou-o muitas vezes, mas já era tarde. Viu apenas as penas flutuando sobre as ondas. Mesmo assim, Dédalos conseguiu chegar à Sicília e lá enterrou o corpo do filho.

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Como sabemos, Sagitário é um signo das alturas, das infinitas possibilidades. É o signo do Puer Aeternus, o arquétipo da Criança Divina, modernamente conhecida como Peter Pan. Ícaro é mais uma faceta desse arquétipo. As asas simbolizam a criatividade, a liberdade e a capacidade de voar acima dos nossos limites terrenos, representado pelo labirinto e pela ilha – lembra da expressão asas da liberdade, asas da imaginação? Mas os problemas começam quando nos empolgamos demais e esquecemos que tais limites continuam valendo, que não podemos ser arrogantes e achar que somos deuses, voar alto demais. Esse é um tema básico para quem tem Sagitário forte no mapa: as grandes aspirações, o alçar grandes alturas e depois se ver em queda livre, vertiginosamente, porque esquece-se os limites básicos, as regras do voo – mesmo os pássaros obedecem regras de voo, porque sem elas, o voo é sempre desastroso! E esse é o desafio de Sagitário e de todos nós nas próximas semanas: alçar o voo sem esquecer das regras básicas, sem incorrer na arrogância de achar que viramos deuses e agora podemos tudo, inclusive chegar ao sol, chegar a ser Deus, em carne e osso.

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O outro desafio é celebrar, apesar das decepções e desapontamentos. Celebrar – não como no ditado “como se não houvesse amanhã”, ao contrário, exatamente pensando no amanhã, que pode ser melhor, porque vamos nos esforçar para crescer e melhorar; perceber as pequenas vitórias ao longo da caminhada e se regozijar por elas; encarar a realidade, crescer com ela, sem perder o espírito-criança, genuíno e inocente, mas nunca ingênuo!

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Como Saturno está forte neste mapa, a Lua Cheia joga luz e realça, mais uma vez seu trânsito por Sagitário. E aqui precisamos ter um cuidado: o de não incorrermos nas cobranças excessivamente duras conosco mesmos ou com outros – Saturno -e o Senex, o outro lado do Puer, o Velho. Também precisamos cuidar para não nos prostrarmos diante de algumas decepções, perdas, dificuldades… Já falei em outros textos que signos Mutáveis – especialmente Gêmeos e Sagitário andam enfrentando a maior barra nos últimos dois anos, devido aos desafios de Saturno e isso representa um momento de crescimento e não de derrota. E vai passar – lembre-se disso!

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Por outro lado, como a Lua está aplicando a Saturno, precisamos nos preparar para lidar com cobranças de promessas que andamos fazendo sem pensar e agora precisamos entregar o prometido – nos próximos dias ou meses! Quem quer que tenha se comprometido demais, sem planejar adequadamente, seja em termos financeiros, energéticos, de tarefas ou de tempo, agora terá que fazer malabarismos para cumprir o que prometeu, ou simplesmente deixar de cumprir e arcar com as consequências – mesmo assim, isso ainda é parte do aprendizado e não convém autoflagelar-se.

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Pelicanos, perturbados pelo comportamento e resíduos dos humanos, procuram áreas mais seguras para criar seus filhotes”. Este é o Símbolo Sabiano para o grau 19 de Sagitário, que nos remete a questões muito maiores que os pessoais ou locais – remete-nos aos problemas universais que o humano contemporâneo enfrenta, problemas criados por ele mesmo. Não precisamos elucubrar muito a respeito dessa imagem, porque ela fala por si só: questões ambientais e como estamos cavando nossa própria cova, além de enterrarmos junto centenas, talvez milhares de espécies que sofrem as consequências da atuação danosa do ser humano sobre o planeta.

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Além de apontar para a questão real do excesso de lixo e descartes produzidos pelos indivíduos e sociedades modernas, consequências do consumo exagerado e vazio, também alude ao lixo cultural, aos excessos produzidos na indústria do entretenimento que, ao invés de alimentar nossa alma e fomentar nossos sonhos, apenas os pulveriza e os barateia, pois tudo se torna comercializável, rentável, mesmo o mais íntimo e precioso dos sonhos. Pelicanos são conhecidos pelo extremo cuidado que têm com suas crias e famílias. Diz-se que em situações radicais eles chegam a alimentar os filhotes com a própria carne e sangue. Não se sabe se isso é lenda ou verdade, mesmo assim, de acordo com Dane Rudhyar (2), remonta à ideia de urgência: “nossa sociedade tecnológica polui não apenas o ambiente global, mas também a mente e as respostas emocionais das novas gerações. A busca por novos modos de vida é vista por muitas pessoas como um imperativo”, diz ele.

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Então, este é mais um desafio: como continuamos a crescer e a nos desenvolver como indivíduos, sociedades e, em última instância, como espécie, sem ser uma ameaça às outras espécies e ao próprio planeta e ainda sem comprometer o conhecimento, a formação e o futuro cultural das novas gerações, por causa do lixo imediatista produzido aos borbotões pela indústria da “felicidade fácil e comprável” no shopping center – ou em qualquer outro lugar que acreditemos que podemos comprar satisfação verdadeira.

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Diante de tudo isso, eu insisto: temos muito a celebrar e a aspirar! É incontestável que temos dificuldades, mas elas estão aí para nos testar. Elas nos testam a amadurecer e continuar a crescer; elas nos desafiam a dar nosso melhor e não perder a confiança em nós mesmos, no elemento humano, na vida; elas nos desafiam a aspirar às grandes alturas, a sair dos labirintos criados pelo medo, pelos abusos de poder, pela estreiteza de pensamento e de espírito; e, ainda assim, lembrar de nossa mortalidade, para não queimarmos feito mariposas na chama da luz fulgurante e nem derretermos a cera que nos permite voar. Sim, muito temos a celebrar! E a confiar! Fincamos os pés na terra para alçar nosso voo, lembrando que precisamos ter clareza que em algum momento precisaremos pousar.

Para terminar, essa Lua Cheia me lembra aquela canção tradicional, imortalizada na voz de Judy Garland – e que me foi lembrada hoje por uma amiga: “Over the Rainbow” – Além do Arco-íris. A canção é trilha do filme o Mágico de Oz, de 1939. Foi escrita por Harold Arlen and Yip Harburg e aparece no momento em que Dorothy sonha e anseia por escapar da melancolia e das dificuldades que vive em sua realidade, no Kansas. Além do sentido que tem no filme, a canção tinha o intuito de elevar o espírito dos americanos, que ainda lutavam para se recuperar da Grande Depressão de 1929. De fato, Dorothy, conversando com seu cão, Toto, fala que “não se pode chegar a este lugar por trem ou barco, é um lugar muito, muito além… Atrás da Lua, além da chuva… Um lugar onde não há nenhum problema”. Eu diria que este lugar só existe no nosso refúgio particular, na nossa própria alma, quando estamos em paz. E, embora sejam raros tais momentos de paz, eles são possíveis e muitas vezes independem de circunstâncias exteriores. Trago esta canção aqui para elevar nosso espírito e lembrar que além do arco-íris existe um lugar mágico e este lugar não está lá fora. O arco-íris está dentro de nós e o que encontramos além dele, é peculiar e singular para cada um, porque é a nossa Terra do Nunca particular, nosso paraíso pessoal, para onde podemos ir sempre, para nos refazer, para celebrar. Não necessariamente para fugir, mas para buscar uma trégua, um momento de refazimento da luz e da esperança, o revigorar do entusiasmo e da fé!

Abaixo, a letra da canção, em tradução livre:

Além do arco-íris

Em algum lugar, além do arco-íris, bem no alto
Há uma terra sobre a qual eu ouvi uma vez em uma canção de ninar.
Em algum lugar, além do arco-íris, os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar,
realmente tornam-se realidade

Algum dia eu pedirei a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estarão muito atrás de mim
Onde os problemas derretem-se como balas de limão
Muito acima dos topos das chaminés
É onde você me encontrará

Em algum lugar além do arco-íris, pássaros azuis voam
Pássaros voam além do arco-íris
Porque então, por que não posso eu?
Se pequenos pássaros felizes voam
Além do arco-íris
Porque, oh porque não posso eu?

Feliz Lua cheia para você! Que haja motivos para celebrar – e sempre há! Brindemos a isso!

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(1) APOLLODORUS – The Library of Greek Mythology

(2) RUDHYAR, Dane – An Astrological Mandala

Lua Cheia e Eclipse Lunar em Leão – Do coração, para o mundo!

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A Lua Cheia de hoje, sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017, 22h33min no horário de Brasília – eclipse ocorrendo às 22h45min (00h33min do dia 11 de fevereiro no horário de Lisboa – o eclipse ocorre à 00h45min) é também um eclipse Penumbral da Lua, que ocorre a 22°28’ de Leão. Este eclipse marca a culminação do ciclo Aquariano, iniciado em 27 de janeiro a 08°15’ de Aquário. A princípio, a Lua Cheia e Eclipse de Leão vem nos convidar a expandir nossa criatividade, nosso poder criador, a partir da força do nosso coração, a partir do amor mais genuíno e da alegria mais plena, para ofertar à comunidade humana algo que só nós podemos ofertar: algo que seja singular e único, como nós mesmos.

Lua Cheia em Leão – Brasília, 10 de fevereiro de 2017, 22h33min. Eclipse ocorrendo às 22h45min

A Lua Cheia ocorre em trígono aos dois dispositores do Sol Aquariano, Saturno e Urano, com quem o Sol também dialoga harmoniosamente. A Lua também faz sextil a Júpiter, quincúncio a Kíron e sesqui-quadratura a Vênus, mas o mais importante é que ela forma um Grande Trígono de Fogo e é a base de uma Pipa da qual o Sol, que é o regente/dispositor da Lua Cheia, é o foco. Na verdade, este mapa da Lua Cheia tem várias configurações interessantes: o Grande Trigono origina outra Pipa que tem Júpiter de foco e Urano de base; tem um Retângulo Místico formado por Lua, Urano, Sol e Júpiter; esse mesmo Retângulo Místico é a base de um Envelope que tem Saturno como foco… Ufa!! Super dinâmica e movimentada essa Lua Cheia! Ela faz contatos com a maioria dos planetas, sugerindo a grande possibilidade de integração de seus temas e potenciais – configurações grandiosas e importantes, bem ao gosto de Leão!

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Como eu dizia no post da semana, o mapa desse eclipse sugere que precisamos conciliar as estruturas antigas, mas ainda válidas (Saturno), com aquelas que ainda precisamos construir e os avanços que buscamos manifestar (Urano), além do desenvolvimento pessoal e social que traga mais equilíbrio para todos (Júpiter). E como fazemos isso? A Lua em Leão é a base de uma Pipa que tem o Sol como foco, dizendo que precisamos engajar o nosso coração, a mais pura alegria e a mais destemida coragem, para criar algo que somente nós podemos criar, algo que nos distingue e realça nosso brilho, mas que não é feito para o aplauso ou o benefício do ego, mas sim, para o benefício do grupo e da grande comunidade humana.  Isso tudo com muita criatividade (Lua Leão), inventividade (Urano), justiça (Júpiter), senso de bem comum (Sol em Aquário) e responsabilidade, de modo que permita estruturar novos conhecimentos e horizontes (Saturno como foco do Envelope). Outra coisa digna de nota é o fato de o Sol ser o Ponto Médio entre Saturno e Urano, o que deixa claro que a consciência é primordial para mediar essas forças antagônicas que atualmente se propõem a dialogar e negociar e que nossa força e poder de resistência serão testados. Esse Ponto Médio também sugere separações, pois os dois planetas, Saturno e Urano, de formas diferentes estão relacionados a separações. Mercúrio em Aquário está no Ponto Médio entre Sol e Plutão, sugerindo a necessidade de prudência, organização e, novamente, alta consciência de objetivos e propósitos.

Hereisout.tumblr – Reprodução

De modo que concluímos que o mapa deste eclipse parece bastante “benéfico”, especialmente porque o eclipse lunar ocorre em conjunção ampla ao Nodo Norte, enquanto o Sol está em conjunção ao Sul. O Nodo Norte representa o futuro, o Sul, o passado. Então, esse eclipse fala para olharmos para o futuro e focarmos naquilo que ainda precisamos aprender – no caso, a técnica, a organização e a seletividade de Virgem, que darão suporte à criatividade Leonina – antecipando o trânsito do eixo nodal pela polaridade Leão-Aquário (O eixo nodal ingressa nessa polaridade em maio próximo). O futuro está ali e no futuro precisamos fazer a nossa luz brilhar, por algo maior que nós mesmos, pela melhoria do todo, não apenas pelos nossos desejos egoístas. Podemo dar este salto de fé e pular nesse futuro, ou podemos voltar para a Era das Sombras, por medo do desconhecido. A escolha é nossa.

Série Saros 114 de Eclipses Lunares, iniciada no Polo Norte (o mapa está levantado para Brasília) a 13 de maio de 971, às 04h03min.

Mas é só isso? Não. Como já sabemos, eclipses não acontecem sozinhos nem de forma aleatória. Eles pertencem a famílias chamadas Séries Saros, que duram mais de mil anos e que viajam de um polo a outro do globo, cada eclipse da série ocorrendo a aproximadamente 18 anos e 11 dias um do outro – entenda melhor a natureza e dinâmica dos eclipses. Este eclipse em Leão pertence à Série Saros 114 de eclipses lunares, que começou em 13 de maio do ano 971, no Polo Norte e terminará em 22 de junho de 2.233 no Polo Sul. O mapa de origem desta série mostra a Lua Cheia em Escorpião em oposição ao Sol em Touro (também ocorrendo na qualidade Fixa, como o eclipse de hoje), ambos fazendo quadratura a Plutão a 23°31’ de Leão, a cerca de um grau da Lua Cheia de hoje; o eclipse ocorre do lado do Nodo Norte, mas o dispositor tradicional da Lua, Marte, está em Touro, conjunto ao Nodo Sul, opondo-se a Urano em Escorpião, que está conjunto ao Nodo Norte. Vênus, além de reger o Sol, é o Ponto Médio entre Sol e Plutão. Vênus e Plutão estão Fora dos Limites do Sol neste mapa.

Eclipse Penumbral Lunar – Reprodução

Vemos então que esta família de eclipses tem um tom bastante Escorpiônico, duplamente enfatizado pela posição da Lua neste signo e pela quadratura a Plutão; uma segunda ênfase recai sobre Urano, que está conjunto ao NN e oposto ao regente da Lua. Tudo isso nos sugere que é uma série que vem falar de eliminações definitivas, de términos abruptos, que podem ser sentidos como muito dolorosos e difíceis devido à posição de Marte em Touro (apego) conjunto ao Nodo Sul (passado). O futuro chama, implacável, impessoal e aponta para a transcendência (Urano, NN e Lua Escorpião), mas a vontade pessoal ainda está apegada ao passado e à matéria (Marte NS touro). Se conseguimos vencer a nós mesmos e aos nossos apegos (Touro-Escorpião), adentramos um espaço magnífico de transformação pessoal (Plutão em Leão) que pode finalmente trazer à tona o melhor do nosso poder e brilho pessoais, alicerçados pela coragem do auto-confronto, pela generosidade e nobreza de espírito e pela expressão autêntica da criatividade transformadora. Esse confronto da consciência com a sombra precisa ser mediado pelo amor sincero, sensibilidade e compaixão (Vênus = Sol/Plutão).

Biscodeja-vu.vu.tumblr – Reprodução

Agora, olhando novamente o mapa do eclipse de 2017 e tendo o mapa da Série Saros 114 como pano de fundo principal, podemos concluir que, para brilharmos com todo o fulgor e potência do nosso coração amoroso e criativo e da nossa consciência comunitária, precisamos de fato, nos desapegar do que quer ainda nos prenda à nossa versão mais primitiva; abandonar a preguiça e a acomodação; eliminar a teimosia e a resistência ao novo e ao futuro; desapegar-nos das culpas, das frustrações e dos fracassos passados porque eles não podem definir o que somos; e claro, confrontar o medo da nossa própria luz e nos responsabilizar por fazê-la brilhar esplendidamente, para o bem comum, como nossa oferta e contribuição especial a toda a comunidade humana, seja no nosso bairro, na nossa cidade, na escola, no blog, na família… Usar nosso poder criador em todas as suas possíveis manifestações, na arte, na música, ou simplesmente na nossa cozinha, cozinhando com amor, contando uma piada engraçada para fazer o outro rir ou qualquer outra coisa que você faça de um jeito só seu… afinal, criativas não são só as atividades artísticas, mas tudo aquilo que expressa nossos talentos e dons mais especiais, em qualquer que seja a área. Proliferar o poder transformador do amor, a despeito das dificuldades, incertezas e do medo, esse bicho-papão tão insidioso que se retroalimenta sem que nos demos conta e que nos faz ver o outro como um inimigo. Eclipses já falam, naturalmente, de eliminações, de encerramento de ciclos e de conclusões. Pois esta série fala mais ainda, enfatiza e replica, que é para não deixar dúvidas.

Eclipse Penumbral da Lua – 00h45min do dia 11 de fevereiro de 2017 GMT – Nasa – Reprodução

Pessoas que têm planetas ou ângulos entre os graus 17 e 28 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) sentem mais fortemente as influências deste eclipse, que devem durar por quatro meses e mais ou menos uma semana, já que o eclipse tem duração de 4h19min. O eclipse e a Série Saros 114, de modo geral não são terrivelmente pesados ou tensos ( a não ser em termos mundanos, em que eclipses geralmente são tensos e esta série, iniciada em Escorpião com Plutão e Urano proeminentes pode representar problemas com energia nuclear, conflitos e cataclismos naturais), mas como essas influências se manifestam na vida de cada um, depende também dos planetas aspectados no mapa natal e do tipo de aspecto. Para você ter uma ideia de como isso pode se dar na sua vida, pesquise o que estava acontecendo por volta de 31 de janeiro de 1999, que foi a última vez em que ocorreu um eclipse desta série, a 11° de Leão – os temas são os mesmos. E você pode relembrar também a última vez que houve um eclipse lunar próximo desse grau, que foi em 09 de fevereiro de 2009, a 20°59’ de Leão. Embora não pertença à mesma Série Saros, este eclipse pode ter acionado situações parecidas ao tocar os mesmos planetas e ângulos do seu mapa, quando for o caso. Christine Arens, astróloga americana e estudiosa de eclipses afirma que, independentemente de o eclipse tocar ou não pontos do mapa natal, se você puder ver o eclipse, você é afetado. Neste caso, se não há aspectos ao mapa natal, o indivíduo será afetado de forma indireta, a partir de situações e acontecimentos coletivos e sociais. Este eclipse será visível no Brasil, já que ocorre à noite por aqui, portanto, sim, o Brasil, e todos nós, sentiremos seus efeitos. Além do Brasil, o eclipse será visível em toda a Europa e África e parte Oeste da Ásia. Será visto parcialmente na América do Sul e do Norte e também no restante da Ásia, conforme você pode ver no gráfico da Nasa acima, em que a parte em branco destaca os países que verão todo o eclipse. Veja aqui nesta tabela as influências de todos os eclipses de 2017 por casa, de acordo com seu signo ASCENDENTE:

Clique na imagem e ela será ampliada. Caso não consiga visualizar aqui no blog, sugiro que baixe a imagem e dê um zoom. Algumas pessoas lá na página do Facebook disseram que não conseguiam visualizar. Infelizmente não sei explicar porquê. Aqui no meu computador e no celular eu visualizo sem problemas e outros leitores também confirmaram visualizar normalmente.

Quer saber mais detalhadamente onde este e os outros eclipses caem no seu mapa natal, quais aspectos fazem e quais as suas influências na sua vida pessoal? Agende uma consulta astrológica comigo: psicologica.astrologia@gmail.com 

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Quer mais insights? Olhemos o Símbolo Sabiano para o grau 23 de Leão (22°28’): “Num circo, uma amazona cavalgando sem sela mostra sua perigosa habilidade”. Dane Rudhyar, astrólgo precursor da Astrologia Psicológica, nos lembra que o cavalo é símbolo da libido, dos instintos humanos mais primitivos, das energias vitais impetuosas. Mas essas energias precisam estar sob o controle do ego e, mais precisamente, da consciência. Indo mais além, “o ego está no controle, ele é o grande showman, mas ele serve a um propósito. A performance mexe com a imaginação da consciência jovem. Eleva a mente acima do lugar comum”, diz Rudhyar. A palavra-chave, diz ele, é virtuosismo. Linda Hill, astróloga australiana que tem um livro publicado sobre os Símbolos Sabianos, diz algo similar em sua análise deste símbolo. Ela nos lembra que “talvez acreditemos apaixonadamente no que estamos fazendo mas, para nos provarmos para o mundo, precisamos apresentar nossas talentos e sentimentos corajosa e habilmente”. E para desafiar o perigo e se expor, é preciso estar preparado, ter o timing correto… Não é para amadores, definitivamente! Sobretudo, exige que domemos nossos instintos mais primitivos e mais básicos, como também disse Rudhyar. Avançar por onde outros dariam meia-volta, ou como diz Linda, “correr em terrenos onde os anjos temem pisar”; controlar os instintos e desafiar o medo, de forma habilidosa, virtuosa, no sentido de excelência. Algo que nos lembra, bem nitidamente, o Arcano 11 do Tarô, A Força!

Arcano 11 do Tarô – A força

Colocando tudo junto, o eclipse de hoje, a Série Saros 114 e o Símbolo Sabiano, podemos resumir que o desafio é deixar o passado e os apegos para trás, domar habilmente os instintos e o próprio medo, confrontar a própria sombra e lançar-se no futuro, com fé, audaciosamente! E como já dito lá no começo, buscar no âmago de si, aquela faísca, aquilo que nos faz únicos, singulares e especiais e criar, a partir daí, a nossa obra também singular, a contribuição que somente nós podemos dar. Deixar o coração se expandir de amor e a partir desse amor, criar uma nova vida, dar o Salto de Fé do Louco!

Arcano 0 do Tarô – O Louco – Tarô de Nei Naiff

Dessa forma, podemos sim, concluir que este é um eclipse que pode ser benéfico, se nos alinharmos com o que ele nos pede, se amealharmos toda a coragem, alegria e amor do nosso coração e nos lançarmos rumo ao futuro, criando e gerando o nosso melhor como oferta de gratidão à humanidade e a tudo o que permitiu que chegássemos até aqui!

Amanda Cass – Reprodução

Um ótima, linda e feliz Lua Cheia para você! Deixe para trás o que não serve mais e abra-se ao novo!

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A Semana Astrológica – Foco, força e fé!

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Semana de 20 a 26 de junho – Semana de expansão e frutificação

Esta é uma semana ruidosa, que já começa com movimentos importantes simbolizando uma transição crucial na energia e em sua manifestação concreta. É uma semana de expansão, realização e frutificação, que pode nos trazer grande satisfação ou sensação de fracasso, dependendo dos esforços e investimentos que fizemos em nossos projetos. Lua Cheia é colheita e a colheita depende das sementes que plantamos e do cuidado que tivemos com a plantação.

giphy.com - Reprodução
Giphy.com – Reprodução

Para começar, já tivemos na segunda-feira cedo a segunda Lua Cheia em Sagitário, uma Lua Azul, que marca uma transição nos ciclos lunares, um sinal de que as coisas fluem melhor e de forma mais concatenada a partir de agora. Ainda na segunda tivemos o Solstício de Inverno (Verão no Hemisfério Norte), marcado pela ingressão do Sol em Câncer às 19h34min. A palavra solstício vem do latim e significa Sol e sistere (sol que não se move). É o dia em que o Sol atinge a maior distância angular em relação ao Equador, neste caso, o Sol avançou sobre o Trópico de Câncer no Hemisfério Norte, que tem então o dia mais longo e a noite mais curta do ano. No Hemisfério Sul ocorre o contrário, pois aqui temos a noite mais longa e o dia mais curto do ano. O Solstício assinala uma transição sutil na energia, que vinha descendente e agora se revigora – depois dos meses “pesadões” que tivemos recentemente, vai nos fazer muito bem essa mudança. O Sol fica em Câncer até as 05h30min do dia 22 de julho e enquanto trafegar este signo, fará oposição a Plutão, trígono a Júpiter e quadratura a Urano, entre outros movimentos.

Shnji Ohmaki - Liminal Air - Reprodução
Shnji Ohmaki – Liminal Air – Reprodução

A ação – melhor dizendo, elucubra-ação – dos próximos dias fica por conta de Mercúrio, que trafega signo de sua dignidade, Gêmeos, de onde enfrenta Saturno e Netuno já na segunda-feira, depois também faz quadratura a Júpiter e quincunce a Plutão mais para o meio da semana e ainda faz quincunce a Marte e sextil a Urano no domingo. Isso quer dizer que a mente fica especialmente inquieta e industriosa com tanta atividade mercurial e se não tivermos cuidado, na verdade, não haverá ação nenhuma pois nos perderemos na mera elucubração, que é a divagação sobre a ação… Estamos dormindo ou acordados? Estamos indo ou voltando? De onde? Para onde? Já não estivemos aqui antes? Se parássemos para observar o riscado dos nossos passos, perceberíamos que aos poucos, construímos um labirinto num vai-e-vem frenético da mente e dos pés… Um labirinto que pode exaurir nossas forças e no qual podemos nos perder, caso não estejamos atentos. E de fato, este é o segredo: atenção consciente e constante para conseguirmos divisar o essencial do supérfluo, a informação útil e necessária,da mera “encheção de linguiça”. Estes aspectos podem ser uma armadilha que nos dispersa e afasta do foco, mas podem também oferecer a oportunidade de observar nossas dinâmicas e processos mentais: o que nos deixa eufóricos e sem noção; o que nos deixa incertos e talvez deprimidos; o que torna nossas certezas mais robustas e firmes; o que nos afasta e o que nos aproxima de nossos centro. Tal observação é preciosa e nos ajuda a lidar melhor com as armadilhas mentais que nós mesmos criamos. De resto, é criar mecanismos que propiciem o foco e a concentração. Em termos práticos, estas configurações requerem cautela ao assinar documentos e fechar acordos e negociações porque as informações não estão claras e estão muito soltas – recomendável esperar.

William A. Bouguereau - Vênsu Triumphant - Reprodução
William A. Bouguereau – Vênsu Triumphant – Reprodução

Vênus ingressou em Câncer, onde aciona nossas memórias afetivas, onde buscamos relacionamentos comprometidos, de trocas profundas e verdadeiras. Mas Vênus em Câncer também tem dificuldade de lidar com a dependência emocional e em deixar o passado ir… Por que? Leia mais sobre Vênus em Câncer.

desastrado
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Marte está na reta final de sua retrogradação. Volta ao movimento direto na semana que vem – Aleluia!!!  Ao todo, fica mais de 10 dias trafegando o grau 24 de Escorpião (23°00’ a 23°59’) e mais de duas semanas nos graus 24-25. Indivíduos com planetas nesses graus dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) sentem-se particularmente frustrados e são obrigados a lidar com assuntos antigos ligados à autoafirmação, à assertividade e à gestão da própria agressividade, assim como precisam liberar-se de rancores e mágoas arcaicos que continuam a envenenar a alma, mesmo que o ocorrido já nem faça mais sentido e já tenha se perdido na névoa do tempo. Escorpião não esquece, mas ficaria pasmo em saber que às vezes, o esquecimento é a melhor das dádivas! Pense nisso Escorpião! Esta última semana ainda é um pouco pesada para os assuntos Marcianos: Marte ainda está em quincunce a Urano (propensão a acidentes) e recebe também quincunce de Mercúrio (aumenta a propensão – ficamos estabanados), virando foco de Um Yod-Dedo de Deus, configuração espinhosa que simboliza imprevistos, acidentes e, às vezes, fatalidades. Com Mercúrio envolvido na conversa, precisamos ter mais cuidado, especialmente no trânsito!

Fabio Simone Sebastiano - Reprodução
Fabio Simone Sebastiano – Reprodução

Mas há ainda outro movimento portentoso esta semana. Portentoso por causa do peso dos envolvidos: Júpiter faz trígono pela terceira vez a Plutão, sinalizando um período particularmente favorável para nos recompormos da depleção extrema de nossas energias a que estivemos submetidos nos últimos tempos, sim é tempo de renovar nossas forças e nossa fé – o foco fica por nossa conta! Além de propiciar a regeneração de nosso otimismo e confiança, esse aspecto favorece uma melhor gestão das mudanças que precisamos empreender para poder nos expandir, os recursos são usados de forma concentrada e otimizada, de forma que podemos ousar e administrar melhor os riscos eventuais. Temos chances de fazer mudanças positivas não só na nossa vida pessoal, mas especialmente na vida social e profissional. Podemos nos expandir e ir em busca de nossas ambições de forma constante e focada, percebendo que felicidade boa é felicidade compartilhada, que só somos realmente “ricos” e plenos, quando a comunidade da qual fazemos parte também tem oportunidades de melhoria e de expansão. Temos grande desejo de reformar e transformar o mundo ao nosso redor, não só para nosso próprio benefício, mas em favor de todos que respiram o mesmo ar que nós. E, se quisermos e focarmos, temos as ferramentas e oportunidades que precisamos para empreender tais mudanças. Mas é preciso reconhecer a oportunidade quando ela bater na nossa porta e agarrá-la sem hesitação. Júpiter fez trígono a Plutão em 11 de outubro de 2015, 16 de abril de 2016 e agora no domingo – última chance de agarrar as oportunidades dessa rodada!

SS Kuruganti - Reprodução
SS Kuruganti – Reprodução

Por último, Quíron estaciona no domingo a 25°14’ de Peixes. Ficará retrógrado de 27 de junho até 1° de dezembro. Neste período estaremos assimilando as lições que viemos aprendendo: nossas fraquezas, as dores e feridas não curadas, as cicatrizes que teimam em reabrir, mas também nossa capacidade para a compaixão e a empatia; nosso poder de cura diante da fragilidade humana.

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A Lua abre a semana sendo Cheia em Sagitário. Ganha foco e severidade em Capricórnio e torna-se Disseminadora em Aquário. Fecha a semana já em Peixes. Conversa, harmoniosa ou belicosamente com todos os demais corpos celestes.

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SEGUNDA-FEIRA, 20 – Dia de Lua Cheia em Sagitário, dia de Solstício (ingressão do Sol em Câncer), dia de transição. A Lua, depois de ser cheia, entra em Capricórnio. Mercúrio enfrenta a frieza de Saturno (oposição) e a confusão de Netuno (quadratura), aspectos exatos hoje. Dia em que a mente precisa aprender a discernir entre real e irreal, entre inseguranças reais mas contornáveis e dramas exagerados pelo medo irracional. Vale lembrar que esse negócio de “real” é algo bem enganoso. O melhor que fazemos é permanecer abertos e serenos, sem nos apegar a conceitos ou definições rígidas a respeito de nada. A Lua Cheia potencializa essa energia crítica de cisão e precisamos manter os pés no chão para não perder o contato conosco mesmos. Leia mais sobre a Lua Cheia de Sagitário.

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TERÇA-FEIRA, 21 – O Sol ingressou em Câncer ontem, marcando o Solstício de Inverno (Verão no HN). A Lua, depois de cheia em Sagitário, ingressou em Capricórnio às 08h55, também de ontem. Hoje ela faz sextil a Netuno em Peixes, quincunce a Mercúrio em Gêmeos, trígono a Júpiter em Virgem e conjunção a Plutão. Depois da euforia e de tantas transições, hoje precisamos voltar à realidade e pegar no pesado, literal ou figurativamente. O dia está propício ao trabalho sério e compenetrado, embora demande esforço para nos mantermos focados em alguns momentos pois há dúvidas que vêm e vão, seja a respeito dos planos em vigor, seja porque corpo e mente estão dessincronizados. De qualquer maneira, se quisermos realmente, há disciplina e estamina bastante para finalizar  muitas coisas que se arrastavam pendentes por vários dias e podemos atacá-las com vigor e decisão, olhar arguto, determinação e capacidade de conclusão. Só precisamos mesmo vencer essa vadiagem da mente que busca estímulo e distrações desnecessários, levando-nos à dispersão. Mas a mente é nossa e hoje, se nos afinamos com nosso coração, que está super pragmático, podemos lidar com suas tramas e enredos e adivinhar suas manobras antes mesmo que se apresentem. Assim, não precisamos ficar presos às suas manhas e traquinagens! O Foco leva ao resultado, mesmo quando este parece longe de nós! E mãos à obra!

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QUARTA-FEIRA, 22 – A Lua Capricorniana se afina com Marte em Escorpião mas quadra Urano em Áries, ficando vazia logo depois, às 05h57min. Ingressa em Aquário somente às 17h09min, o que nos deixa com quase 12 horas de Lua Vazia nas mãos, num dia “útil”. Nesse meio tempo a Lua ainda se harmoniza com Quíron. De Aquário ela caça confusão com o Sol e se descuida das traquinagens de Mercúrio e da mente bagunceira. Mercúrio está em quadratura plena a Júpiter e muito próximo do quincunce a Plutão. Temos hoje aquele velho dilema, nosso conhecido: arregaçar as mangas e focar no trabalho, fazendo o que tem que ser feito, ou rebelar-nos contra essas inúmeras regras absurdas, que nos escravizam de cujo sentido e validade muitas vezes duvidamos… Dá até vontade de despedir o patrão e ir procurar coisas mais úteis e satisfatórias para fazer. O tempo de se viver, o tempo de se amar, o tempo como matéria… É tão precioso e enquanto ele passa, estamos aqui, debruçados a perseguir objetivos outros, de  outra ordem e intenção, objetivos que nem são nossos mas que abraçamos porque precisamos sobreviver e trabalhar e funcionar e… A Lua vazia em Capricórnio depois de uma quadratura a Urano nos questiona sobre o uso do nosso tempo… É mesmo racional o uso que fazemos dele? E acaso tem que ser racional? E o tempo de ser livre, de ser nós mesmos e ir atrás do que realmente é vital para nós, não é importante também? Como a Lua Capricorniana só trabalha, é possível que enxerguemos a outros como vagabundos descompromissados com os resultados do “negócio”, o fato é que há um conflito entre a obrigação e a autonomia, entre o compromisso e a liberdade, um dilema que reverbera noite adentro, com a Lua Aquariana em descompasso com o Sol. Mercúrio enfrenta um desafio parecido no embate com o Júpiter Virginiano… Discernir entre o útil e o inútil, o que é realmente essencial para a expansão de nossas ideias e da nossa mente… Talvez precisemos tirar tudo de dentro das gavetas da nossa mente para empreender essa seleção… Diferenciar entre a informação vazia que apenas ocupa espaço no nosso hard-drive do conhecimento precioso que se revela determinante para darmos o próximo passo na direção do nosso objetivo.

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QUINTA-FEIRA, 23 – De Aquário a Lua faz quincunce a Vênus em Câncer. Depois ela se afina com um de seus dispositores, Saturno em Sagitário. Mais tarde se desentende com Júpiter e ainda faz uma sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Disseminadora. Mercúrio está em quincunce pleno a Plutão. A mente hoje oscila entre o foco absoluto e a vadiagem relativa… Uma hora leva-se tudo muito a sério e daqui a pouco tudo pode ser uma algazarra. No meio estamos nós, vacilantes. Se utilizamos os momentos de concentração podemos ter instantes de grande percepção, que iluminam os pensamentos e transformam a visão superficial que tínhamos de certas coisas para algo de maior consistência e substância. Ao contrário, ao invés de voltar essa força motriz da mente para dentro, para transformar a nós mesmos, podemos voltá-la contra outros, lançando sobre eles nossa aspereza, maledicência e sarcasmo, em tiradas que podem ser tanto brilhantes quanto profundamente desconcertantes. O que ganhamos com isso? Estamos tão inseguros de nós mesmos que precisamos golpear a outros para nos sentir melhor? Vale uma parada para refletir…

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Há conflito também quanto à expressão dos sentimentos e dos afetos, que estão em dissonância. Conflito do tipo “não sei se caso ou se compro a bicicleta”… Ou talvez haja várias coisas e atividades, inclusive culturais, que gostaríamos de fazer mas não conseguimos – ainda- estar em dois lugares ao mesmo tempo… Talvez o parceiro queira uma coisa e nós queremos o contrário, que nem naquela música do Paulinho Moska: “Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra. Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era (…) Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar. Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar”. Mediação. Mediação é a palavra-chave para tais dilemas. Mediação entre as várias facetas de nós mesmos e também entre nós e o outro e nossos desejos aparentemente discrepantes. Fácil não é, mas talvez seja possível. E, se pensarmos bem, também é bonito – afinal, quem quer uma vida morna e toda certinha e previsível? Definitivamente, não a Lua em Aquário! E que venham os dilemas, porque nos farão crescer! E de repente, a gente até descobre que dá sim, para casar E comprar a bicicleta!

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SEXTA-FEIRA, 24 – A Lua faz trígono a Mercúrio e depois quadratura a Marte em Escorpião. Mais tarde ela se afina com Urano, seu segundo regente e fica fora de curso logo depois, às 12h49min. Ingressa em Peixes às 23h31min. Cabeça e coração estão alinhados, mas a vontade e a atitude vão em outra direção – como é possível? É possível, mas temos dificuldade de admitir nossas contradições então as percebemos no outro e no mundo ao redor, assim, o dia fica propenso a conflitos de interesses. Podemos nos sentir bloqueados por aquele sujeito que não tem noção nenhuma de comprometimento e nos deixa a ver navios ou, contrariamente, sentimo-nos “pentelhados” por alguém que vem nos cobrar assiduidade e lealdade quando tudo isso nos causa verdadeira alergia. Temos problemas sérios a tratar, mas sem perceber, fugimos deles e então, por causa de coisas tolas, às vezes ridículas, nos tornamos irracionais, reativos e sujeitos a precipitações e disputas bestas, que depois nem mesmo lembramos porque começaram. É muito provável as disputas tolas sejam uma manobra para evitar confrontar as questões que nos incomodam de verdade e que precisam ser realmente endereçadas, com calma, porem de maneira firme e assertiva. Não precisamos chegar ao ponto de crianças quebrando uma o brinquedo da outra, se apenas formos honestos com o que de fato nos arrelia e incomoda e lidarmos com isso de forma limpa e direta.

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SÁBADO, 25 – A Lua está em Peixes e de de suas águas densas e profundas faz trígono aos também emotivos Sol e Vênus em Câncer. À noite a Lua se debulha na frieza dura de Saturno em Sagitário, enquanto se dissolve em Netuno.  O dia está sensível e super emotivo. Há grande nostalgia no ar e enorme propensão a irmos buscar no passado respostas ou alento para dificuldades atuais… Possivelmente rememoramos fases ou episódios da nossa vida em que tudo parecia melhor e mais feliz e temos uma saudade doída de todas essas coisas e até de outras que não conseguimos nominar. Todo esse sentimentalismo pode ser melhor utilizado nos aproximar daqueles que estão, de fato, presentes em nossa vida; para estreitar laços e, se estivermos fortes e com nossas fronteiras saudáveis, podemos até ajudar àqueles que buscam nosso apoio. É um dia para nos permitirmos sentir verdadeiramente, para buscarmos locais de acolhimento que nos façam sentir pertencentes, em segurança – algo que nos faça ancorar e não afundar nas emoções revoltosas e traiçoeiras. A noite ficamos ainda mais melindrosos e suscetíveis. Nossa barreiras caem por terra e sentimo-nos expostos ao julgamento alheio, impressionáveis e instáveis. Receando frieza e o próprio desmoronamento, recolhemo-nos e isolamo-nos e talvez seja essa a melhor pedida mesmo, não para ficarmos remoendo infortúnios ou amargando a solidão, mas para auscultar nossos sentimentos mais profundos, a verdade do nosso coração e também para nos proteger de potenciais invasões das quais não sejamos capazes de nos defender. Solitude e recolhimento farão muito bem à alma! Observação prática: é dia de balada, mas nesses estado de extrema suscetibilidade, é recomendável pegar leve quanto ao álcool e outras substâncias; sugere-se cautela também quanto às companhias porque nossos critérios estão meio frouxos e podemos nos encontrar em lugares ou situações que normalmente escolheríamos não estar.

Anton Jankovoy - Reprodução
Anton Jankovoy – Reprodução

DOMINGO, 26 – A Lua Pisciana faz oposição a Júpiter em Virgem e depois sextil a Plutão em Capricórnio. Mais tarde ela bate-boca com Mercúrio em Gêmeos, busca consolo em Marte e vai chorar as mágoas junto a Quíron. Fica vazia às 16h56min, depois da briga com Mercúrio, que está hoje em quincunce pleno a Marte e em sextil a Urano. Quíron estaciona a 25°14’ de Peixes, às 08h11min. O dia está super sonolento. Estamos um tanto letárgicos e indispostos, demorando a acordar e encarar o mundo, embora um outro lado nosso fique nos lembrando de algumas aventuras e extravagâncias que tínhamos combinado para o domingo… É, de fato, um dia para se pegar leve nas atividades, na comida, na bebida, no que quer que seja… Ainda estamos muito impressionáveis, fronteiras abertas ou muito baixas e em tal condição ficamos predispostos a nos contaminar com conteúdos alheios, com as dores do mundo e quando vemos, já estamos perdidos no meio do tsunami emocional… Há também confusão e conflito entre o que sentimos e o que pensamos, toldando nosso julgamento e até mesmo a intuição. A comunicação também está comprometida em sua clareza e podemos nos envolver em discussões intermináveis e confusas por causa de mal entendidos difíceis de dirimir. Por outro lado, é um dia favorável para se buscar a beleza; para ver um bom filme, uma exposição de arte, um concerto musical, ou outras atividades que alimentem nossa imaginação e eleve nossa alma, melhorando a vibração dentro e fora de nós. Mesmo que sejamos do tipo “bom samaritano” o dia de hoje pede cautela ao selecionar nossas companhias. Companhias tóxicas podem drenar o resto da nossa pouca energia. Programas religiosos ou espirituais também estão mais que favorecidos!

Desejo que sua semana seja de luz, amor e alegria!

Gratidão sempre por sua companhia neste blogue! Receba meu abraço fraterno!

Tirado de Gethappyzine - Reprodução
Tirado de Gethappyzine – Reprodução

Lua Cheia em Sagitário – Meio cheio ou meio vazio?

Doctor Ojiplatico - Reprodução
Doctor Ojiplatico – Reprodução

A Lua foi Cheia hoje, 20 de junho de 2016, às 08h02min no horário de Brasília (12h02min no horário de Lisboa), a 29°32’ de Sagitário, uma Lua Azul Astrológica, que é a repetição da Lua Cheia no mesmo signo que a Lua Cheia anterior. A Lua cheia, como sabemos, representa o ápice do ciclo iniciado na Lua Nova. é um momento de clímax, em que a energia, que vinha num crescendo, finalmente alcança seu apogeu e explode, ou se derrama, frutifica e se revela completamente à consciência. Como o momento do parto – cujos números, aliás, sobem vertiginosamente nesta fase da Lua – como o momento da colheita. é o apogeu, um momento de crise em que a tensão finalmente é liberada, para o melhor ou para o pior. Subimos a montanha e chegamos ao seu topo e a partir daqui começamos a descer, então o apogeu é também o começo do fim. Mas antes de falarmos sobre esta lunação, gostaria de me delongar um pouco sobre uma questão secundária e mais técnica, mas que para mim é importante.

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Esta é a segunda Lua Cheia do ano que ocorre em Sagitário, o signo dos exploradores – pois é, temos uma dobradinha! –  um fenômeno que vem “ajustar” a ordem natural dos ciclos lunares. Isso porque, desde março de 2015 essa ordem estava invertida. Explico: a Lua Nova e a Lua Cheia marcam os pontos altos do ciclo lunar e normalmente ocorrem num par de signos opostos, a Lua Nova ocorrendo em um signo e a Lua Cheia acontecendo no signo oposto 14 dias depois, nos eixos de Áries-Libra, Touro-Escorpião, Gêmeos-Sagitário, Câncer-Capricórnio, Leão-Aquário, Virgem-Peixes. Nos últimos meses esta ordem estava invertida porque a Lua Cheia acontecia antes, ao invés de termos a Lua Nova em Áries seguida pela Lua Cheia em Libra, tínhamos primeiro a Lua Cheia de Libra e 14 depois a Lua Nova de Áries, ou, dito de outra forma, os ciclos estavam desencontrados pois a Lua Nova ocorria num eixo e a Cheia avançava para o eixo seguinte, isto é, a Lua Nova acontecendo em Peixes e a Cheia se dando já em Libra, ao invés de Virgem – eu até brinquei semana passada dizendo que seria similar a comer a sobremesa antes do prato principal.

Do site astro.if.ufrgs.br - Reprodução
Do site astro.if.ufrgs.br – Reprodução

Esse fenômeno ocorre porque a Lua tem dois ciclos, o sideral e o sinódico. O ciclo sideral conta o tempo que a Lua leva para dar uma volta ao redor da Terra tendo como referência um ponto fixo e este ciclo é de 27,3 dias. Já o ciclo sinódico é o tempo que a Lua leva para fazer uma nova conjunção ao Sol e este ciclo é ligeiramente mais longo porque o Sol também está em movimento, não é um ponto fixo. Cada signo tem 30 graus, diferente do ciclo lunar sinódico (conjunção Lua-Sol) que tem em média  29 dias e 12 horas, ou seja, 29,5 graus. Essa “inversão” não é algo “tão” importante e impactante e ocorre regularmente a cada  15/16 meses aproximadamente – por exemplo, a última inversão aconteceu em fevereiro de 2015, o “ajuste” acontece agora em junho e uma nova “inversão” se dará em setembro de 2017.

Casa na Alemanha, construída de ponta-cabeça - Reprodução
Casa na Alemanha, construída de ponta-cabeça – Reprodução

O dado mais notável a respeito desse movimento “invertido” é que quando a Lua Nova e a Lua Cheia acontecem num mesmo eixo de signo – por exemplo, Lua Nova em Áries e Lua Cheia em Libra – o ciclo traz presentes os temas pertinentes àquela polaridade – neste caso, o eu x o outro, relacionamentos, equilíbrio, etc. Mas quando a Lua Nova se dá num eixo e a Lua Cheia se dá em outro, precisamos trabalhar, dentro daquele ciclo, os temas de duas polaridades diversas, buscando integrar seus diferentes significados um em relação ao outro. Por causa disso, eu tenho a nítida sensação de que os longos períodos em que ocorre essa inversão no ciclo são períodos mais tensos e que demandam muito mais estamina e consciência da nossa parte na integração das mudanças e transformações maiores que estejam acontecendo no período em questão, porque as coisas não são tão óbvias, então precisamos estar mais atentos. Quando o ciclo está perfeitamente ajustado, fluímos melhor com ele, as coisas seguem um ritmo natural. Por outro lado, quando o ciclo está invertido requerendo maior atenção de nossa parte, pode representar um tipo de desafio extra, que nos obriga a ficar vigilantes e mais despertos, ou seja, é mais tenso, exige mais esforço consciente para fazer a sintonia fina do ciclo. Mas não nos enganemos, como sempre, os testes vêm para nos fortalecer e melhorar nossa, ahn, performance… Não dizem que ler um livro/texto complicado, aprender outra língua, aprender a tocar um instrumento melhoram de um modo geral a inteligência e a performance cerebral? Até mesmo os quebra-cabeças ou a boa e velha palavra cruzada nos obrigam a exercitar melhor os neurônios, certo? Pois então, digamos que seja um princípio semelhante… Agora, a Lua Cheia de hoje marca um período de transição, porque é a culminação de um ciclo que começou em Gêmeos, ou seja, os ciclos voltam a funcionar em congruência. E é transição porque provavelmente nos próximos meses as coisas tenderão a fluir mais, de maneira mais ritmada e concatenada.

Lua Cheia em Sagitário - Brasília, 21 de maio de 2016, às 18h14min.
Lua Cheia em Sagitário – Brasília, 21 de maio de 2016, às 18h14min.

Voltando à lunação… Esta Lua Cheia vem também como uma ‘segunda chance’ de celebrarmos os temas festivos de Sagitário, já que a Lua Cheia anterior ocorrida no mesmo signo veio carregada de tensão e frustração, representadas pela conjunção a Marte retrógrado. Eu não publiquei texto aqui sobre essa Lua Cheia anterior, visto que ela se deu enquanto eu ainda estava visitando minha mãe, mas publiquei um texto enxuto na página no Facebook. Eu dizia, então: “É tempo de celebrar nossa fé, esperança e otimismo, aceitando, contudo, com humildade, nossas limitações, aprendendo a lidar com o senso de impotência e os limites impostos pela nossa condição humana. Equilibrar otimismo com realismo. Enfrentar o aqui e agora, para poder projetar um futuro que seja melhor, porém coerente, sem exageros e ilusões. É tempo ainda de de nos rejubilar pelos conhecimentos que propiciaram que chegássemos até aqui, ao mesmo tempo em que refletimos sobre crenças e filosofias e seus efeitos de longo prazo. Há maior propensão a conflitos e crises, provenientes da eclosão de dificuldades que se arrastavam mas não eram suficientemente claras. Agora ganhamos maior consciência de tais conflitos e dificuldades e temos que reconhecê-los e a partir de tal reconhecimento, tomar decisões e modificar atitudes.” Quem quiser ler o texto todo está aqui.

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A Lua Cheia em Sagitário geralmente propõe uma celebração da fé, do otimismo e da alegria simples de se estar vivo; uma celebração da liberdade e da vida nas grande amplitudes, do nosso espírito de aventura e o amor pela estrada; o desejo de expandirmos nossa consciência para além dos fatos e do aqui e agora (Gêmeos), projetando-nos no futuro, com visão e entusiasmo (Sagitário). É o convite para equilibrar a razão com a intuição, a objetividade fria com a fé. Mas será que essa Lua Cheia de hoje ajuda a cumprir essas promessas? Como já disse, a Lua Cheia anterior sugeria exatamente a frustração de tais promessas e a necessidade de desenvolvermos o dom da paciência e da humildade, coisas difíceis para o jovem arqueiro.

Anne T. Boleyn - Reprodução
Anne T. Boleyn – Reprodução

Mas e agora, o que temos? Certamente temos uma lunação menos tensa. Embora Sol e Lua ainda estejam em orbe de quadratura a Quíron, esta é uma quadratura separativa e sugere que talvez estejamos mais conscientes das nossas vulnerabilidades e impossibilidades. E mais importante do que isso é o fato de a Lua Cheia se dar a poucas horas do Solstício de Inverno (Verão no Hemisfério Norte), um momento limiar, de transição, em que o Sol atingiu o limite máximo de distância ao Norte do Equador, e agora começa a retroceder. Os solstícios, assim como os equinócios, simbolizam momentos especiais de mudança na direção da energia e da consciência que, se estivermos atentos, podemos “usar” a nosso favor, alinhando-nos com eles e aproveitando para mudar, também nós, reajustando nossa direção na vida e no mundo. O Sol ingressa em Câncer às 19h34min, ou seja, pouco menos de 12 horas depois da Lua Cheia. Então, temos dois momentos importantes de transição na direção e na forma de manifestação da energia  – não podemos ignorar isso! O Sol também está em conjunção fora de signo a Vênus e, obviamente, a Lua está em oposição a esta Vênus, sugerindo a imprescindibilidade de negociação e conciliação entre nossa necessidade de liberdade (Lua Sagitário) e o desejo e impulso para a vinculação emocional e o comprometimento.

Lua Cheia em Sagitário - Brasília, 20 de junho de 2016, 08h02min
Lua Cheia em Sagitário – Brasília, 20 de junho de 2016, 08h02min

A Lua Nova de Gêmeos, que ocorreu à 00h00min do dia quatro de junho, com Lua e Sol em oposição a Saturno, quadratura a Júpiter e a Netuno, simbolizava um momento delicado de novos começos que poderiam ser ilusórios e fantasiosos, confusos e inseguros, em que precisaríamos lidar com nossos medos e também com nossos excessos. Agora, a Lua Cheia representa o apogeu desse ciclo iniciado lá. Nas configurações de hoje, o dispositor da Lua, Júpiter, está envolvido na mesma Grande Cruz Mutável da Lua Nova, junto com Saturno, Netuno e agora também, Mercúrio, regente do Sol. Então, subjacente aos temas de Sagitário temos um sub-tom Virginiano indicando que é preciso pragmatismo e um certo controle, indicação que fica mais forte dada a configuração mencionada. Júpiter, o princípio da expansão, precisa ser cauteloso quanto às suas visões magníficas de crescimento que, em Virgem, não são tão magníficas assim, ao contrário, são mais sensatas e comedidas; a quadratura a Saturno reforça a necessidade de realismo e de nos ajustarmos aos nossos limites, de termos disciplina e bom senso para não darmos o passo maior que a perna, especialmente porque este Júpiter também está em oposição a Netuno – então, há grande demanda de prudência e moderação no que tange a essas visões e desejos de expansão, porque no momento é difícil distinguir entre realidade e ilusão, entre possibilidades reais e desejos fantasiosos. Como se não bastasse, Mercúrio está neste redemoinho, simbolizando que é muito fácil a mente se perder nos muitos meandros e intricados que colorem o que atualmente chamamos de “real”. Entretanto, algo que pode ajudar é o fato de Mercúrio estar em conjunção ao asteroide Vesta, que simboliza contenção, introspecção, tradição, religiosidade e piedade. Embora a própria Vesta também esteja envolvida na configuração, suas qualidades certamente ajudam a acalmar o caos em que Mercúrio se encontra.

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Contudo, do mesmo modo que todos estes aspectos sugerem cautela e uma possível não realização, eles também podem indicar uma moderação nos exageros e a prudência aplicada que reverte os prognósticos de desastres – tudo depende de como vivenciamos tais influências, de como lidamos com elas no nosso dia a dia ou, dito de outra forma, se estamos vendo o copo meio cheio ou meio vazio. Quando lembramos que a segunda quadratura Saturno-Netuno se deu há poucos dias – no último sábado, mais precisamente – e que também envolvia Júpiter, essa metáfora do copo adquire um tom mais extremista, então não é nem questão de ver o copo meio cheio ou meio vazio, mas sim de perceber que há uma propensão a ver o copo (totalmente) vazio ou cheio. Isso porque Saturno é o extremo do realismo (leia-se, pessimismo) e com ele tendemos a ver tudo sob lentes muito sombrias, quer dizer, copo vazio, sem dúvida; Já Netuno é o suprassumo da fantasia e do delírio que, conjugado com Júpiter, fala de um otimismo completamente irreal e enganoso, ou seja, vemos um copo transbordando quando talvez nem exista copo nenhum à nossa frente. Então, mais do que nunca precisamos ter um equilíbrio interno afiado para contermos esses extremos dentro de nós nas próximas duas semanas. Outra forma de ver isso pode ser nos darmos conta de que muitas vicissitudes pelas quais passamos, ou mesmo fracassos, mais tarde se revelam bênçãos, porque então nos damos conta de que a vida foi mais sábia e estamos melhor sem ter conseguido aquilo que nos parecia tão importante naquele momento, mas que descobrimos depois, era apenas uma ilusão.

Loui Jover - Everyday Zen - Reprodução
Loui Jover – Everyday Zen – Reprodução

Júpiter, regente da Lua, já realizou todos os aspectos exatos dos respectivos ciclos com Saturno e Netuno, quer dizer, está atualmente se afastando da oposição a Netuno e da quadratura a Saturno e isso nos lembra que este é um Júpiter menos afoito, mais sábio e ponderado, estando estes aspectos tensos provavelmente mais integrados e menos inconscientes, portanto, estamos menos propensos a extravagâncias e deslizes, embora o potencial para tal ainda exista. Assim, a Lua Cheia nos permite celebrar esta fé mais consciente, este otimismo mais comedido que não ignora riscos nem limites, mas que os leva no bojo dos planejamentos que tornam-se mais meticulosos e menos pretensiosos.

Arcano 5 - O Sacerdote“O Papa abençoando os fiéis” é o Símbolo Sabiano para o grau 30 de Sagitário (29°00 a 29°59’), que nos fala da capacidade de responder àqueles que buscam por nós e retribuir-lhes a fé e a confiança. O Papa é uma figura que representa uma autoridade espiritual e religiosa. Para os católicos ele é um representante direto de Deus na Terra, tendo sido Pedro o primeiro papa da história da Igreja, que teria sido ordenado para pelo próprio Cristo, ao dizer-lhe que apascentasse suas ovelhas e que tudo o que ele conectasse na Terra, seria conectado no céu. A figura do Papa aqui sugere que busquemos formas elevados de fazer as conexões internas e espirituais que nos permitam acessar o divino em nós, usando também nossa intuição. O símbolo nos lembra ainda o arcano O Sacerdote do Tarô e nos sugere a necessidade de buscar orientação espiritual quando sentimos que estamos a ponto de sucumbir e também de estarmos abertos a receber as dádivas e bênçãos que estão por vir – muitas vezes nos perdemos em nossas reclamações mesquinhas e deixamos de perceber as dádivas ao nosso dispor. Independentemente de sermos católicos ou religiosos, este símbolo nos admoesta a buscarmos uma autoridade que nos oriente e abençoe com sabedoria e cuidado, como um pai faria. Este guia pode estar fora, na figura de uma autoridade real, mas também pode ser o guia interno, ao qual chegamos em meditação, e que pode instilar confiança, fé e nos “abençoar” para avançarmos para o próximo passo na concretização (Capricórnio, o signo seguinte) de nossas visões (Sagitário).

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Então, este é o desafio das próximas duas semanas: celebrar a fé e a esperança que nos mantém de pé, mantendo a atitude de gratidão, mesmo diante de cenários adversos e sombrios, porque sempre temos muito a agradecer e se nos percebermos sucumbindo à desolação e à desesperança, voltarmo-nos para aqueles que nos instilem otimismo e a renovação de nossas forças, que nos “abençoem” com sua mera presença forte, gentil e sábia. Sendo esta a segunda Lua Cheia no signo da fé e da expansão, temos a chance de fazer essa sintonia fina entre o realismo e o otimismo. E claro, não esqueçamos de aproveitar o momento de transição para transmutar comportamentos e atitudes – como sabe o surfista, o momento de pegar a onda é único e ele precisa estar atento pois se ele perder o timing, terá que esperar a próxima e isso pode durar algum tempo e mesmo quando vem, nunca mais será a mesma onda! Ah! E cuidado com o que você deseja – pode se realizar!

Feliz Lua Cheia para você!

Que todas as coisas boas venham em dobro, assim como a Lunação de Sagitário! 

Lua Nova em Leão – Deixe a sua luz brilhar!

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A Lua é Nova hoje, a 21°31’ de Leão às 11h54min no horário de Brasília e 14h54min no horário de Lisboa. A Lua Nova ocorre em conjunção a Vênus retrógrada, em trígono a Urano em Áries e em quadratura ampla a Saturno em Escorpião.

Esta Lua Nova nos convida a renovar intenções e plantar novas sementes de autoconfiança, generosidade e espontaneidade; a deixar nosso espírito mais criativo brilhar, manifestando nossos melhores potenciais; a recuperar aqueles projetos criativos que estão engavetados há tanto tempo e talvez reformá-los e dar-lhes nova cara; tudo isso nascido da mais genuína alegria interior de ser quem somos, exatamente como somos, aceitando-nos e permitindo-nos ser saudavelmente orgulhosos do que somos, com todas as nossas contradições e idiossincrasias.

A conjunção a Vênus retrógrada vem nos falar diretamente da criatividade e dos nossos valores. Mas há muito equívocos ao redor da palavra “criatividade”. Geralmente só usamos a palavra criatividade para nos referir à arte, à música, ao artesanato, etc. Como se todas as outras atividades humanas não fossem criativas em si mesmas. Assim, o contador, o advogado, o administrador, o lojista e tantas outras profissões e ocupações são relegadas ao status de “comuns”, para não se dizer “chatas”… O que é uma grande inverdade. Criativo é ser nós mesmos, o que quer que isso signifique, qualquer que seja a profissão que desempenhemos. Permitir que nossa luz brilhe, onde estivermos. É possível ser criativo sendo contador, sendo advogado, sendo lojista, sendo artista, músico e também varredor de rua… Imprimindo nossa marca pessoal naquilo que fazemos, fazendo o que fazemos de uma forma única e completamente nossa. Fazendo a diferença, onde quer que estejamos, o que quer que façamos. Manifestando nosso mais elevados potenciais, quaisquer que sejam eles. Ser não-criativo é aceitar os papeis impostos sem questioná-los, é tentar viver a partir dos códigos e valores alheios, que não fazem sentido para nós, mas aos quais engulimos porque carregamos a ansiedade social de ser aceitos a qualquer custo. Ser não criativo é se mutilar para tentar se encaixar em grupos ou locais que na verdade abafam e tolhem nossos potenciais.

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Lua Nova em Leão – 14 de agosto de 2015, 11h54min, Brasília-DF

O trígono a Urano vem nos alertar contra isso também. Vem nos dizer para abrir mão do espirito de rebanho e para ousarmos nos assumir como somos, com nossos talentos únicos e também nossas esquisitices. A sermos originais, afinal, quem quer ser a cópia carbonada de outra pessoa? Para isso é necessário suportar algum isolamento, porque sempre haverá algum momento em que poderemos nos sentir um pouco alienados da grande massa e essa sensação de alienação é o preço que se paga por seguir a própria alma e o próprio coração; por viver de acordo com nossos próprios valores, que às vezes são muito diversos dos valores vigentes.

O Símbolo Sabiano para o grau 22 de Leão (21°31’) traz a seguinte imagem: “Um pombo-correio cumprindo sua missão”. Dane Rudhyar, ao interpretar este símbolo, nos diz que ele fala de “energias espirituais que são usadas construtivamente e que trazem mensagens de outras dimensões à consciência. As realizações individuais adquirem seu significado verdadeiro somente quando cumprem uma função coletiva (…) as energias elevadas se tornam efetivas e valorosas na medida em que servem a propósitos também elevados, porém concretos e definitivos – este é o ideal do servidor do mundo”. Mais claro que isso, não poderia ser. Considerando o signo oposto, Aquário, cuja Lua Cheia tivemos duas semanas atrás, somos lembrados de que não caminhos sozinhos, de que “nenhum homem é uma ilha”. Assim, o propósito maior de expressar essa tão poderosa criatividade que é nossa, é única e individual, é, de fato, colocar isso a serviço do coletivo, do melhoramento da humanidade. Porque se apenas me expresso para meu próprio deleite e vaidade, entro na sombra negativa do Leão, inseguro e faminto por aprovação e aplauso. O trígono a Urano vem enfatizar que essas “energias elevadas” sejam utilizadas em prol do todo, do coletivo.

A quadratura a Saturno, embora ampla, vem nos lembrar, novamente, que há responsabilidades a serem cumpridas. Que para manifestarmos esse potencial criativo, é preciso por o pé no chão, ter um cronograma, um plano e um método, ou então ficamos mesmo só na fantasia e sonhos de grandes glórias. Saturno também nos lembra que todos temos inseguranças quanto a nossos talentos, quanto a nosso valor e potencial… Mas geralmente são essas mesmas inseguranças que nos impulsionam na direção da realização, porque precisamos superá-las. Contudo, sendo Leão o signo da criança interior, precisamos nos lembrar de que, por mais que levemos tudo isso muito “a sério”, como requer Mestre Saturno, tudo isso ainda precisa ser visto como uma grande diversão, como uma grande e séria brincadeira, onde aprendemos a conhecer e a amar a nós mesmos, aos outros com quem interagimos e à própria brincadeira, por tudo o que ela nos revela a respeito de nós próprios, por nos fazer o que somos. Porque afinal, não é para isto que estamos aqui? Para aprender a amar, para ser feliz? Sim, fundamental é ser feliz, diz o poeta.

Nesta Lua Nova, busquemos então recuperar nossos potenciais mais criativos; deixemos nossa luz brilhar, em todas as suas cores! Ajamos pelas vias da alegria genuína que nasce do nosso mais inocente coração, o coração da criança que, lá no fundo, todos somos. Uma criança espontânea, amada e confiante! E brinquemos, espontaneamente!

Feliz Lua Nova para você!

leo playing
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E para celebrar essa Lua Nova, que tal isso?

Lua Cheia em Capricórnio: celebrando a vida, o amor e a compaixão!

Cheia terra
Do Pinterest – Desconheço o Autor – Reprodução

Chegamos ao ápice de mais um ciclo, num mês para lá de especial, visto que teremos DUAS Luas Cheias – a segunda chamada de LUA AZUL, no dia 31 de julho, em Aquário. O fenômeno da Lua Azul não se refere à coloração da Lua, mas à repetição da fase cheia no mesmo mês do calendário oficial, então, como o ciclo de lunação é de 29,5 dias, sempre que uma Lua Cheia ocorre no dia 1° ou dois de um mês, é muito provável que haja outra Lua Cheia ao final do mesmo mês (fevereiro está obviamente excluído do fenômeno). A Lua Azul ocorre em média a cada três anos.

Tailtiu - Irish goddess of midsummer goddes of earth and wheat
Tailtiu – Deusa Irlandesa da Terra e do Trigo – Reprodução

Voltando à Lua Cheia de hoje, ela ocorre às 23h19min no horário de Brasília, e às 03h19min no horário de Lisboa, a 09°55’ de Capricórnio, em conjunção a Plutão, oposição a Sol-Marte em Câncer, sextil quase exato a Netuno em Peixes e, principalmente, forma uma Grande Cruz Cardinal ao fazer quadratura ao eixo nodal da Lua. Uma Lua Cheia deveras poderosa e de grandes implicações! Mas antes de olharmos os aspectos, algo que chama a atenção é que esse mapa traz grande presença do elemento Água, cinco pontos no total (Sol, Marte, Saturno, Netuno e Quíron) e apenas Mercúrio em Ar, em seus domínios Geminianos. Isso aponta para uma Lua Cheia que tende a ser bastante emotiva, até mesmo para Capricórnio, visto que o regente da Lua Cheia, Saturno, está em Escorpião. A fase cheia já é naturalmente dramática, pois indica um momento crítico no ciclo, um pico na experiência da busca dos objetivos do período.

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500px.com – Reprodução

Toda essa água também sugere a necessidade de sermos mais amorosos e compassivos, de exercitarmos maior empatia, de olharmos para além do nosso próprio umbigo e estendermos as mãos para outros que porventura precisem de nós, seja o próximo mais próximo, ou mesmo em escalas comunitárias maiores. Nem que seja orando à distancia pelos que sofrem. O que me remete imediatamente ao aspecto mais próximo que Lua e Sol fazem neste mapa: Netuno. A Lua faz sextil e o Sol faz trígono, os dois a apenas 12 minutos de distância da exatidão do aspecto (minuto aqui é a fração de grau). É preciso trazer à luz da consciência (Sol) e também ao coração e ao sentir (Lua), a percepção da interconexão que nos une a todos na teia da vida, seja energia animal, vegetal, mineral – obviamente se isso está para além da espécie, está mais além ainda de identificações políticas, sociais, raciais ou religiosas. Tudo isso de forma muito prática e pé no chão, como requer o signo da Cabra. Até porque em Capricórnio adquirimos a consciência social, o conhecimento de que fazemos parte de uma comunidade, na qual está inserida também nossa família de origem (Câncer), e, portanto, devemos trabalhar não só pelos nossos objetivos e ambições pessoais, mas também pelo melhoramento dessa sociedade em questão.

Norman Duenas , artista americano
Norman Duenas, artista americano – Reprodução

Mas essa Lua Cheia fala mais, muito mais… Como a maior parte das Luas Cheias nos signos Cardinais dos últimos anos, essa novamente ocorre envolvendo Plutão – e por pouco não envolve Urano também! Lembretes ruidosos da necessidade de transformação profunda em nossas vidas, em todos os níveis: pessoal, familiar, profissional, social… Lembretes que são repetidos infinitamente; necessidade de levarmos vidas mais autênticas e mais condizentes com os limites da realidade em que vivemos. Sim, com Capricórnio sempre somos chamados a encarar a realidade como ela é e se Plutão é o par nessa dança, não há escapatória possível.

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Do site Makr.com, via Pinterest Reprodução

Capricórnio também evoca nossa capacidade indubitável para a auto-suficiência, a despeito de nossas cultivadas dependências e apegos. Responsabilidade, deveres, sobriedade, disciplina, paciência, temperança também são atributos deste signo que ficam mais que realçados quando dá lugar a uma lunação.  Contudo, a Lua Cheia convida também a buscarmos equilíbrio nos assuntos representados pelo eixo em que acontece, neste caso Câncer-Capricórnio. Aqui, uma frase que resume bem este eixo é a citação famosa de Che Guevara (que tinha Plutão em Câncer): “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamas”, ou em português claro: “é preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais”.

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Lua Cheia em Capricórnio – 1° de julho de 2015, 23h19min, Brasília-DF

A Lua Capricorniana, além de estar conjunta a Plutão, está em oposição a Marte em Câncer. Uma Lua que não tem medo de nada, que faz da coragem seu lema diário; que encara de perigos atrozes às durezas e obrigações do dia a dia. Mas é preciso vigiar para não se endurecer em demasia e para isso o sextil a Netuno vem bem a calhar, adicionando sensibilidade e compaixão, além de uma percepção onipresente dos sofrimentos do mundo lá fora. pinterestttA oposição Sol-Lua também faz aspecto, como já mencionei, com o eixo Nodal, formando uma Grande Cruz Cardinal (este quadrado vermelho que você vê no centro do mapa), mais poderosamente enfatizada porque hoje Marte está em quadratura exata a este eixo, neste mapa, a apenas três minutos de distância da plenitude do aspecto. De imediato essa Grande Cruz vem salientar, de novo, a necessidade de encontrarmos o equilíbrio entre as várias esferas de vida, doméstica, relacional, profissional, comunitária, como também já sugeri acima. Entretanto, mais do que isso, ela vem nos falar de destino. Sempre que o eixo nodal está envolvido, evoca-se uma qualidade fatalista, de inevitabilidade. E eu pergunto: estamos dispostos a abraçar nosso destino (Nodos lunares) – sim, ele existe, gostemos ou não – e fazer o que tem que ser feito, sem reclamações, sem birras ou tantruns (Sol-Marte em Câncer), assumindo nossas obrigações e deveres com honestidade, responsabilidade, realismo e ainda, sem perder a graça (Lua-Plutão em Capricórnio)?

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As Moiras, Cloto, Lachesis e Átropos, que teciam (Cloto), enrolavam (Lachesis) e cortavam (Átropos) o Fio do Destino – Alegoria de Strudwick 1885 – Reprodução do Wikipedia.

O que é livre arbítrio? O que é o destino? Existe mesmo essa coisa de destino? Eu diria que sim. Pense você: quantas coisas na sua vida aconteceram à revelia da sua vontade “consciente”? Se desconsiderarmos, nesta reflexão, a idéia de reencarnação ou de vida pré-vida, temos que concluir que não escolhemos a família em que nascemos, a cor dos nossos olhos ou pele ou cabelos; a forma do nosso corpo, as condições sociais  ou geográficas em que nascemos e tantos outros “detalhes” que moldaram nosso caráter e nossa experiência terrena… Em Astrologia nós dizemos que isso é Destino. Foi-lhe dado. Ponto. Igual ao seu mapa natal, que lhe foi dado e que representa seus desafios e dons nesta presente vida. É claro que de uma perspectiva espiritual dizemos que tudo isso foi escolhido pela nossa alma em função de nossa evolução, mas essa conjectura é apenas um exercício proposto para refletirmos sobre a dicotomia Destino-Livre arbítrio. Para resumir tal reflexão recorro a Jung, que tem uma das mais brilhantes e certeiras (pelo menos para mim) respostas para este dilema. Ele diz: “Livre arbítrio é capacidade de fazer com alegria aquilo que eu tenho que fazer”. É a isto que a Lua Cheia de hoje nos convida, ou melhor, nos convoca, a fazer com alegria aquilo que temos que fazer, seja isso o que for. Com honestidade, verdade, graça e alegria. E também a perceber que faz parte do nosso “destino”, ter nascido nesta Terra, neste tempo e ser parte dessa grande rede energética de vida. Mesmo que queiramos, não podemos nos desconectar dela.

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Do site magicalnaturetour.com Reprodução

O mapa ainda traz a conjunção Vênus-Júpiter em Leão, exata horas antes da Lua Cheia, lembrando-nos de novo, de como é importante nos sintonizarmos com a alegria e os estados de gratidão, para nos percebermos merecedores das grandes benesses da vida. Que é preciso sonhar grande e que o fato cumprirmos nossas obrigações e comprometimentos não significa, necessariamente, abrir mão de tais sonhos; que é perfeitamente possível conciliar realismo e esperança, otimismo e pé no chão, autoconfiança e sobriedade… Mercúrio, único ponto em Ar, está em sextil muito próximo tanto a Urano em Áries quanto à conjunção Vênus-Júpiter, indicando é possível também ser objetivo, lúcido e otimista, sem deixar de ser compassivo e sensível, como indica o restante do mapa.

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Do site Thebluebirdpatch.com – via Pinterest – Deconheço o autor – Reprodução

Por fim, como sempre, finalizo com o Símbolo Sabiano, que para o grau 09° de Capricórnio traz a seguinte imagem: “Um albatroz comendo da mão de um marinheiro”. Dane Rudhyar em seu livro Uma Mandala Astrológica diz que este grau pertence ao segundo Hemiciclo, que trata do Processo de Coletivização e ainda ao Quarto Ato, o da Capitalização. Ele diz que este símbolo nos fala da superação do medo e suas recompensas. “o homem que irradia perfeita inofensividade pode atrair para si as mais selvagens criaturas e estabelecer com elas uma parceria baseada no respeito e compreensão mútuos. Cada entidade viva tem um papel no ritual da existência no mundo; para além destes papeis específicos, que muito freqüentemente separam uma entidade vida da outra, a comunhão do amor e da compaixão pode aproximar vidas as mais completamente diferentes”, diz Rudhyar. A imagem traz a idéia de nos percebermos, de fato, como parte de uma grande rede energética que inclui todas as formas de vida, com o entendimento implícito de que nenhuma é mais – ou menos – importante do que a outra e que todas estão unidas pela origem em comum: a fonte divina de vida. “Somos apresentados com uma imagem em que o ideal da paz e da felicidade através da cultura, de forma que agora inclui todos os organismos vivos do planeta. O poder de tal cultura inofensividade e compaixão gera CONFIANÇA em todo lugar”, conclui ele.

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Irmão protege a irmã menor nos escombros do terremoto do Nepal – the Guardian Reprodução

Linda Hill expande o tema dizendo que este símbolo sugere a superação de medos, superstições e pensamentos limitantes. E que uma maneira eficiente de superar nossos medos (Capricórnio) é através da gentileza e da disposição em baixar nossa guarda, permitindo que outros possam se aproximar e interagir conosco, sejam humano ou animal. Erguer barreiras entre nós e os outros, tema comum para Capricórnio, pode levar à alienação, não só emocional, mas também em outros níveis da convivência terrena. É importante, pois, largar as preocupações e medos de lado e dar uma chance à aproximação com outros – dar uma “chance à paz”, como diria a frase clichê. Neste cenário, não se vê o marinheiro tentando agarrar o albatroz, o que nos diz de imediato que a relação é livre de dependências, posse ou controle, temas também importantes para o eixo Câncer-Capricórnio.

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Durante a explosão de uma fábrica na Chica, um macaco salva um filhote de cachorro carregando-o do lugar – Themetapicture.com – Reprodução

Concluindo, a Lua Cheia nos chama a assumir e abraçar nosso “Destino” com alegria, com tudo o que ele implica, com responsabilidade e honestidade; a superar dependências emocionais e caminhar na direção da independência e auto-suficiência; sobretudo, a Lua nos conclama a abrir-nos à vida, a celebrar o amor e a compaixão de forma irrestrita, implantando em nosso ambiente e em nosso cotidiano a cultura da paz e da unidade. Feliz Lua Cheia para você! Onde você estiver, com quem estiver, abra-se para a vida, o amor e a compaixão!

Nota: Em termos práticos, a Lua Cheia de Capricórnio favorece o trabalho e a materialização dos objetivos, especialmente favorece as questões financeiras e as ambições profissionais e empresariais. Sugere ainda uma ênfase nos assuntos da casa do mapa em que temos Capricórnio.

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Lifesrecipeforarichsoul.com – Via Pinterest – Reprodução