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Lua Cheia em Touro – O Essencial Permanece

Desconheço o autor – reprodução

O ciclo iniciado em Libra no dia 19 de outubro atinge seu ápice na Lua Cheia de Touro, neste sábado, às 03h23min no horário de Brasília (Horário Brasileiro de Verão) e às 05h23min no horário de Lisboa. O ciclo de Libra trata, basicamente, de relacionamentos, a Lua Cheia, também e, embora o eixo Touro-Escorpião não tenha a ver com isso de forma direta (Touro-Escorpião trata de relacionamentos no que tange à intimidade e sexualidade), o tema está implicado devido ao ciclo e à posição da regente de Touro, Vênus.

Em Touro queremos e buscamos estabilidade, segurança, firmeza, substância. A Lua Cheia em Touro sinaliza um momento em que a intensidade, a destruição e eliminação simbolizadas por Escorpião precisam ser contrabalançadas pelo vagar, ponderação, solidez e preservação de Touro. É aquele momento em que você desmontou tudo para jogar fora, porque se sente bloqueado, “preso” por tudo o que “possui”, como se tudo fosse um peso morto a lhe arrastar para trás, mas se dá conta que não pode, afinal, jogar tudo fora, porque tem coisas que ainda são necessárias, úteis, coisas que são essenciais para a sua sustentação e sobrevivência. Então precisa proceder com o ritual difícil de separar o que traz segurança real, daquilo que é peso morto, estagnação.

Portanto, além de ser um momento crítico de ponderar sobre o que precisa e deve ser preservado de modo geral na vida – e na área de vida simbolizada pela casa do mapa onde a Lua Cheia ocorre – essa Lua Cheia vem propiciar que a mesma ponderação seja utilizada nas nossas relações.

O ciclo se iniciou com um grande estrondo, com Lua e Sol ficando conjuntos em Libra em oposição próxima a Urano em Áries, indicando um momento crucial de despertar para a qualidade das relações, de deixar de ser tão conciliador, de buscar maior independência, transparência e verdade dentro das relações “certinhas” simbolizadas por Libra. Agora esse estrondo ecoa mais longe, repercutindo na intimidade, na sexualidade, naquilo que nos sustenta e nutre.

A Lua fica Cheia em oposição à conjunção Sol-Júpiter em Escorpião, sextil próximo a Netuno em Peixes e trígono a Plutão em Capricórnio. A oposição a Júpiter sugere a possibilidade de nos conectarmos com a abundância da vida e de nos sentirmos merecedores dela, repercutindo beneficamente na nossa vida. Por outro lado, esse aspecto tenso a Júpiter também indica a amplificação dos temas da lunação, assim como excessos nos desejos e um exagero ainda maior na busca da satisfação de tais desejos e impulsos sensoriais e sensuais. Comida, bebida, sono, sexo… Nunca é o bastante! Sempre queremos mais, e melhor! Satisfação dos instintos e dos sentidos que, dependendo da orientação individual pode se manifestar como satisfação do estômago, da libido ou da segurança material – o impulso é o mesmo e é voraz! A propósito, qual é a nossa fome/necessidade primordial neste momento da nossa vida? Aquilo de que mais se carece pode ser a fonte da voracidade manifestada em outras áreas… Temos fome de sexo/afeto/contato? Podemos nos pegar comendo em demasia para compensar esta carência; temos necessidade de amor/atenção? Podemos nos tornar possessivos em relação a pessoas importantes em nossa vida; temos anseio por segurança? Podemos nos tornar avaros, acumulando dinheiro e posses para nos sentir mais tranquilos… E assim vai!

Touro é o signo das coisas essenciais e o que é essencial para nós? Se nos percebemos compulsivos em relação a alguma coisa, é válido nos perguntar que carências essenciais estamos tentando sanar com tais compulsões. Talvez nem nos demos conta de tais carências e, neste caso, a compulsão/compensação vem funcionar como mascaramento da carência. O ponto chave nos próximos dias é a moderação na satisfação desses prazeres e impulsos sensoriais, para que não tenhamos que lidar com consequências desagradáveis mais à frente.

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Como no Símbolo Sabiano do grau 12 de Touro (11°59’) que coloca a imagem de “um casal jovem andando na rua principal olhando vitrines”. Por que um casal jovem estaria olhando vitrines? O que procuram? Será que pensam já em casar-se e olham o futuro através das vitrines? Será que um pensa em dar um presente ao outro? Será que pensam em presentear uma terceira pessoa? Qualquer que seja o motivo, o fato é que, ao invés de olharem um para o outro, ao invés de conversarem entre si, olham para fora, para uma vitrine de uma loja qualquer. Pode significar que têm objetivos em comum, como naquela frase de Michel Quoist: “Amar não é olhar um para o outro, mas olharem ambos na mesma direção”... Apenas me incomoda o fato de essa direção ser uma vitrine de loja – é, pode ser um preconceito meu, mas talvez isso aponte para o consumismo, a posse material de algo; ou pode apontar a busca por coisas de que se precisa realmente… O que nos leva a outras questões: será que olham para vitrines para evitarem olharem-se nos olhos, olharem um para o outro? Será que olham vitrines para evitar o momento de tensão entre eles mesmos? Será que evitam o vazio que se tornou o relacionamento? Será que cumprem o ritual social do passeio do casal pseudo-apaixonado, para quem até uma vitrine banal é mais interessante do que o parceiro que está ao lado?

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É interessante tratar-se de um casal jovem… O que me lembra também os casais – e relações de todo tipo – que submergem nos próprios telefones celulares e geringonças eletrônicas ignorando o outro de carne e osso que se encontra à frente ou ao lado, uma versão moderna do “solidão a dois” de que falava Cazuza… Qualquer que seja a interpretação que demos a este Símbolo, é patente que o casal não olha para si, mas para fora, para o mundo exterior. O olhar para fora pode ser salutar, uma forma de sair da identificação excessiva da imagem de casal, um renovar-se ao absorver informações novas e exteriores à realidade relacional. Mas pode também ser um movimento negativo, como dito acima, um evitar enfrentar o outro e os problemas da união, da convivência. Essa imagem dá margem a inúmeras conjecturas, sendo muitas delas possíveis e plausíveis, e talvez mais de uma se aplique ao nosso caso em particular…

Contudo, considerando-se as configurações desta Lua Cheia, talvez este casal esteja evitando olhar para os próprios problemas e se distrai de tais problemas olhando vitrines, um falso otimismo que tentar consertar o que está errado, por exemplo, comprando uma TV nova, um carro novo, tendo um filho, etc… Por que isso? Porque a Lua Taurina se opõe a Júpiter – vamos focar no prazer, no positivo – e Vênus, regente da Lua Cheia está em oposição exata a Urano – que recebia a oposição, também exata, da Lua Nova lá no dia 19 de outubro – sugerindo que os problemas continuam a pipocar, estrondar, mas talvez tentemos fazer ouvidos moucos a eles, focando no aspecto reluzente do mundo exterior.

O quanto este casal está realmente satisfeito com a relação? O quanto confiam um no outro, o quanto confiam no modelo relacional que escolheram – consciente ou inconsciente? E aqui ouso colocar até o tema fidelidade/monogamia, inspirada pelo post de uma amiga/cliente no Facebook e que também tem tudo a ver com esta lunação: fidelidade, monogamia são temas bem Taurinos, porque nascem exatamente do desejo/necessidade da estabilidade e da previsibilidade que dá tanto a sensação de segurança, quanto leva à armadilha do tédio massacrante do cotidiano banal acachapante e fechado a pequenas ousadias que desafiem nosso conceito de “correto”, “seguro”, “confiável”.

É, de fato, uma lunação de contradições: queremos estabilidade, segurança, mas encontramos questionamentos, dúvidas, rebeldia aos modelos tidos como certos, aceitáveis, constantes, estáveis, seja na gestão da vida concreta, seja na vivência dos afetos. Positivamente pode ser um período de empolgação, de novidades, de dinamismo nas relações, mas isso só vale para aquelas relações que são muitos transparentes, cheias de frescor e vitalidade, onde os parceiros são honestos e não têm medo de encarar suas fraquezas e inseguranças, onde não há apegos, nem ao outro, nem aos modelos “certos” de relacionamento – mas, convenhamos, tais relações são a exceção da regra! Para a maioria das relações, pautadas nos modelos ditos “aceitáveis” e seguros, essa lunação traz muitos desafios à estabilidade, à durabilidade e manutenção do status quo.

Vênus em Libra, dona da casa, está em oposição exata a Urano em Áries – depois de ter feito quadratura a Plutão na terça-feira – um aspecto que inclina a rupturas, a eventos inesperados nas parcerias, a situações erráticas influenciando a forma como vemos a nós mesmos e como gerimos nossos valores, etc. Sugere ainda a necessidade de reinventar completamente as relações. Como se não bastasse, Plutão faz quadratura ao Ponto Médio (17’ de distância) entre Vênus e Marte, ou seja, há muita destrutividade ou, no mínimo, desafios, associados ao impulso de amar, à paixão, ao desejo, ao enamoramento, à vida sexual e à união sexual/afetiva. Pode-se dizer, com certeza, que há forças poderosas em movimento e que, embora turbulento e descontrolado, o desejo é intenso e visceral.

Marte, regente tradicional de Escorpião, começa a fazer quadratura a Plutão, o regente moderno deste signo. Marte-Plutão intensificam a questão do desejo, mas também acentuam a agressividade, a necessidade de controle e a possessividade, além de simbolizar uma vontade de ferro e determinação inquebrantável.

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Por isso e por tudo o mais que já foi dito é que podemos afirmar que, por mais que queiramos sombra e água fresca, paz e sossego, ainda não é agora que vamos conseguir, pelo menos não enquanto não enfrentarmos estes questionamentos e incertezas. Positivamente, temos a nosso favor a oportunidade de aplicar nossa imaginação e sensibilidade de forma concreta, de modo a perceber outras necessidades mais sutis, para além daquelas sensoriais, como indicado pelo sextil a Netuno – podemos sim, encontrar soluções criativas para nossos dilemas. O aspecto a Plutão traz resistência à já robusta e obstinada Lua Taurina, sugerindo potencial e capacidade de transformação na gestão dos sentimentos e carências físicas ou emocionais e força e coragem para lidar com os desafios.

Urano destacado, tanto na Lua Nova de Libra quanto agora nesta Lua Cheia sugere um ciclo deveras errático e turbulento, mas também traz possibilidades de despertar, de iluminações fundamentais acerca do nosso valor e do que tem valor para nós. Se vamos agir ou não a partir de tais insights e iluminações, é outra história!

A Lua Cheia assinala períodos em que questões maturam e se tornam conscientes, de nós nos tornarmos aptos a lidar com tais questões… Se lá na Lua Nova Urano simbolizava revelações e iluminações desconfortáveis, que precipitaram caos e turbulência, agora, talvez, com a firmeza de Touro, possamos assentar a cabeça e o coração para, a partir de tais insights, tomar as atitudes essenciais ao nosso desenvolvimento e sustentação, incluindo nas questões relacionais.

No que tange às questões concretas e materiais, é um período que requer cautela nas decisões, nos investimentos e no gerenciamento de bens e dinheiro – há propensão a se gastar por impulso, impensadamente e a se arrepender depois. É hora de avaliar o que é essencial, o que tem valor real e deve ser preservado e o que só dá uma sensação ilusória de segurança, sem nos sustentar realmente, sem nos agregar nada efetivamente. O essencial, aquilo que é realmente sólido, permanece, as muletas devem ser descartadas.

Onde você estiver, Feliz Lua Cheia para você!

OBS: Indivíduos com ângulos e planetas entre os graus 07 e 17 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) sentem mais intensamente essa lunação. A Lua Cheia em Touro pode ainda trazer presentes assuntos que eram importantes no final de abril deste ano (Lua Nova a 06° de Touro – 26 de abril) e ainda reverberar na próxima Lua Nova em Touro, em maio de 2018. É uma lunação para se dar atenção às questões relacionadas a dinheiro, seguranças e ao aspecto material da vida, incluindo a relação com o corpo. Rituais de prosperidade estão favorecidos, assim como a conexão com a abundância da vida e com a própria sensualidade.

Desconheço o autor – reprodução

A Semana Astrológica – A imperfeição nossa de cada dia

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Semana de 13 a 19 de março – Semana de enfrentamento de limitações e dificuldades, mas com um grande potencial de cura, que reverbera a partir da Lua Cheia ocorrida no domingo, desdobrando-se por toda a semana. Em termos práticos a Lua Cheia sinaliza uma semana de expansão.

Odilon Redon – Reprodução

O Sol completa sua última semana do ciclo de Peixes e do ciclo astrológico anual – ingressa em Áries no dia 20, segunda-feira da semana que vem – sinalizando um período de finalizações no que tange ao ciclo anual. Por estes dias o Sol entabula conversações difíceis e sofridas, mas que no final das contas, podem ser fortalecedoras do caráter e dos propósitos. O Sol faz conjunção a Quíron e quadratura a Saturno, dinamizando a atual quadratura cíclica entre esses dois “planetas” pesadões e significadores de sombra, dificuldades, inseguranças e inadequações. Já dá para ver que a semana traz desafios, certo? A diferença básica entre Saturno e Quíron é que as inseguranças e inadequações representadas por Saturno são passíveis de serem superadas, com esforço consciente, trabalho, empenho, tempo… Somos tão inseguros naquela área que trabalhamos muito, ao nível da super-compensação, e não só as superamos, como nos tornamos mestre naquela área. Já com Quíron não há “superação” possível, porque Quíron representa aquilo que não pode ser consertado, nem com todo o esforço do mundo… Quíron é necessário para que o ser humano se mantenha humilde, para que perceba que estando nesta terra e nesta realidade de limitações, limitado é. Com Quíron aprendemos que há coisas que não superamos e que temos que aceitar e isso nos irmana aos outros humanos, porque todos temos Quíron em algum lugar. Nesta semana nos damos conta, intensamente, da diferença entres essas inadequações e inseguranças diversas: as solucionáveis e aquelas insuperáveis. E se por um lado isso pode ser doloroso de encarar, por outro, traz a maturidade da aceitação desses limites. Quíron e Saturno sempre me trazem presente a Oração da Serenidade, que já mencionei várias vezes aqui: “concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para distinguir entre uma e outra”. Basicamente é esse o tom da semana, com o Sol, que representa a consciência e o centro do eu, tendo essas conversas duras e desagradáveis.

Reprodução – Desconheço o autor

Mas Quíron também fala de cura, de empatia, de sabedoria… então a semana é propícia a isso também. O interessante é que O Sol primeiro faz conjunção a Quíron e nos tornamos agudamente conscientes das nossas aflições, úlceras, feridas, das vergonhas e dificuldades… E nos solidarizamos com outros, porque vemos neles, de formas diferentes, o sofrimento que também é nosso. Três dias depois, na sexta-feira, o Sol se depara com o julgamento de Saturno, que pode nos deixar cabisbaixos, com o peso do mundo sobre os ombros, nos sentindo julgados e meio soterrados pelo peso da vida… Mas Saturno, vindo logo depois de Quíron, ajuda a dar esse choque de realidade, que nos obriga a sair da autocomiseração e perceber as limitações que podemos e devemos superar… Assim, Saturno, num primeiro momento parece jogar a pá de terra sobre o cavalo que caiu no poço, até nos darmos conta que aquela terra caindo na nossa cabeça será o meio para nos elevarmos e sairmos do buraco – sim, é possível sair do buraco, desde que olhemos para cima e não fiquemos chafurdando na lama da autopiedade. Além do mais,  nossas imperfeições, somadas às nossas qualidades, é que nos fazem únicos, é o que nos faz o que somos.  Como diz Joseph Campbell,“a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através das suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida é que são apreciáveis (…) As crianças não são adoráveis porque estão caindo a todo instante e porque têm o corpo pequeno e a cabeça muito grande? A perfeição seria algo tedioso demais, seria desumano. O umbilical, a humanidade, aquilo que se faz humano e não sobrenatural e imortal – isso é adorável! É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade em amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz que desperta nosso amor”.

Docto Ojiplastico – Reprodução

Mercúrio ingressa em Áries já na segunda-feira, mudando o tom dos pensamentos, comunicações, viagens… De um modo sensível, sonhador e imaginativo, passamos para uma abordagem mais direta, mais ágil e certeira. Mercúrio fará conjunção a Vênus, possibilitando que a mente tenha acesso mais direto às elucubrações íntimas e de cunho afetivo representadas pela retrogradação de Vênus. Como Marte está em Touro, temos a impulsividade da língua medianamente controlada, mas não temos paciência nem tolerância com o que se considera coisas sem sentido e sem cunho prático e aplicável. A mente está mais ágil, mas a ação ainda precisa de mais deliberação. Marte, aliás, está sem aspectos por vários dias, apenas recebendo os contatos da Lua. Isso demanda cautela porque planetas sem aspecto se manifestam de forma extremada, ou seja, ora estamos plácidos e tranquilos, para daqui a pouco entrarmos numa explosão de atividades frenéticas. Marte sem aspecto tende a ficar mais inconsciente e nossas ações são mais instintivas – cautela também com explosões de raiva.

Reprodução – Desconheço o Autor/a

Vênus segue no seu curso de retrogradação, em Áries. Esse é um chamado para prestarmos mais atenção a nós mesmos e nossas necessidades pessoais e individuais. Como lembra Frank Clifford, astrólogo inglês com quem tive algumas aulas, ‘retrogradação’ significa ‘segunda chance’ – daí essa volta ao passado. Então, diz ele, é o caso de revisitarmos áreas da nossa vida para fortalece-las e organizá-las melhor. Clifford nos lembra ainda de fazer algumas perguntas: “onde, na sua vida, você precisa ser mais corajosa/o e independente? Em outras palavras, cuide de você mesmo, antes de cuidar de qualquer outra pessoa. Reconecte-se com o centro de QUEM VOCÊ É (seja auto-centrado). É um bom momento de parar de jogar os joguinhos relacionais e seguir seu próprio caminho, e não ser uma versão falsa de você mesmo porque você acha que vai agradar aos outros. Neste ciclo, há chance de recuar e lidar com todas aquelas situações nos relacionamentos em que você se sentiu vitimizado, usado, negligenciado, ignorado ou desvalorizado. E de reconhecer a SUA parte nisso tudo. Uma forma de afirmar suas qualidades positivas é fazer um diário e listar uma coisa boa, todos os dias, que você sabe que faz muito bem”. Assim é a retrogradação de Vênus em Áries: precisamos reavaliar e focar em nós mesmos: enfatizando as boas qualidades e encarando com honestidade onde também precisamos melhorar. O Sol faz esses contatos tensos, mas Vênus retrógrada nos lembra que, a despeito de todas as imperfeições, precisamos nos amar porque só quando nos amamos realmente podemos melhorar. Como diz a frase do Mandela, “não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados”! Vênus retrógrada também nos faz rever decisões tomadas acerca das áreas onde temos os signos de touro e Libra, que são regidos por Vênus. Talvez fizemos escolhas e tomamos decisões e agora voltamos atrás e reavaliamos. Está correto. É a segunda chance!

Lua disseminadora – Desconheço o Autor/a – Reprodução

A Semana traz o tom da Lua Cheia, ocorrida no domingo, dia 12, em Virgem. Na segunda e terça a Lua se equilibra em Libra, torna-se Disseminadora em Escorpião, catequética em Sagitário, fechando a semana neste signo. A Lua oficializa o Quarto Minguante somente na segunda-feira, dia 20, a partir de Capricórnio, pouco depois de o Sol ingressar em Áries

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SEGUNDA-FEIRA, 13 de março – A Lua, Cheia em Virgem, abriu o dia vazia/fora de curso. Ficou vazia depois da quadratura a Saturno, ainda ontem. Ingressou em Libra às 02h29min e logo se indispõe com Marte em Touro. Fecha a noite em oposição a Vênus retrógrada em Áries, sua dispositora. Mercúrio ingressa em Áries às 18h08min. A despeito de algumas incongruências matinais, a segunda-feira está dinâmica, o que traz ânimo e nos faz ir para a vida estabelecer contatos, travar interações, ver gente e interagir com o mundo social. É um dia de buscar equilíbrio, de ativar as relações e rever posicionamentos. Se temos estado exageradamente centrados no outro, precisamos recuar um pouco e cuidar melhor de nós mesmos e de nossos interesses. Se for o contrário, se andamos ultimamente auto-centrados excessivamente, agora podemos nos mover na direção contrária e olhar e ver os outros perto de nós. Isso porque a Lua está em Libra, o signo da alteridade, das escolhas, da busca de harmonia e equilíbrio. Mas Vênus, que rege essa Lua Libriana, está em Áries, retrógrada, em recepção mútua com Marte em Touro com quem a Lua se indispôs logo cedo. Então, nada é o que parece de cara. É preciso um segundo olhar, uma segunda análise para achar o verdadeiro equilíbrio, a verdadeira harmonia. É um momento de nos posicionarmos mais francamente, mais lucidamente dentro das relações; de acatarmos um certo isolamento com algo saudável e não como dor ou ostracismo; de incluirmos o outro sim, mas não – nunca – às custas do nosso amor próprio; e para isso precisamos estar muito límpidos a respeito dos nossos valores, para fazer as escolhas sem medo, sem dor, mesmo que algumas dessas escolhas sejam um pouco desagradáveis. Precisamos uns dos outros, mas também precisamos respeitar nossos limites pessoais, assim como os limites alheios. Assim, as relações ficam mais respeitosas e equilibradas. Em termos práticos, o dia está bem animado e propício a todo o tipo de interação. A rever acordos, a reestudar negociações anteriores e a ponderar um pouco mais nas parcerias propostas.

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TERÇA-FEIRA, 14 de março – O Sol hoje está em conjunção exata a Quíron. A Lua Libriana abre o dia em oposição à dona da casa, Vênus, que está retrógrada em Áries. A Lua também se indispõe com Netuno e entra num embate ferrenho com Plutão e depois Urano, enquanto se alia a Júpiter, por conjunção. O dia traz influências que nos fazem sentir meio que em carne viva, sensação de acanhamento ou de dor aguda mesmo. Talvez nada tenha acontecido para suscitar tais sentimentos, talvez sejam apenas lembranças, ou o jeito que acordamos, mas o fato é que nos sentimos meio aguados, desacorssoados, como se nada fizesse muito sentido… Uma vontade de não ligar mais para nada… Nesse estado de espírito podemos ficar defensivos e reativos ao menor sinal externo de desequilíbrio – já que desequilibrados estamos nós – acreditando que é nossa responsabilidade, oferecendo-nos talvez como bode expiatório, talvez até nos expondo a invasões, maus tratos, sem nos dar conta… É possível que seja o oposto também, suscetíveis e reativos como estamos, podemos partir para o ataque como melhor tática de defesa, mesmo sem motivos claros de que estamos sob ameaça. Autoestima lá embaixo, talvez ainda tentemos agradar como forma de ganhar um afago, só para nos deparar com o que entendemos como frieza, pressa, rejeição, “sai pra lá”, o que pode ferir ainda mais nossos brios.

Talvez ainda seja melhor parar um pouco, olhar para dentro – e não para fora – e verificar o que tirou nosso equilíbrio, o que despertou nossas inseguranças de forma tão contundente… Chorar, se for o caso; admitir a dor, se ela se faz presente; não ter vergonha das próprias fraquezas, porque elas apenas nos fazem humanos… E oferecer a si mesmo, aquele amor incondicional que esperamos do outro, continuamente a nos desapontar – relação lateral não é de amor incondicional! Então, pegue-se no colo, dê-se um abraço, beije-se, acaricie-se, acarinhe-se, acalente-se, nine-se, embale-se… Dê a si mesmo todo o amor de que precise e de que está tão carente; dê a si próprio a validação e o apoio que você espera do outro. Olhe para suas fraquezas. Encare-as. Elas são parte de você, assim como os talentos, habilidades e força… E tais fraquezas têm uma razão de ser, têm alguma utilidade, mesmo que isso não seja claro… E, ao abraça-las, podemos aos poucos tentar melhorá-las, pelo amor, com amor. E, ao abrir essas comportas, podemos descobrir que temos um amor maior do que jamais imaginamos e podemos oferece-lo aos outros e – incrível – quando menos esperamos, estaremos sendo amados de volta… E assim se dá a cura, quando nos perdoamos, nos aceitamos e nos amamos, com todas as nossas idiossincrasias… Curamos a nós e curamos ao outro, porque se damos conta de nos aceitar, nosso coração se alarga e se expande, e acolhe também o outro. O dia pede paciência uns com os outros. Estamos todos meio sensíveis e doendo em algum lugar e não é partindo para a briga que vamos provar que somos melhores do que nos sentimos realmente. Podemos nos fazer respeitar, se necessário, mas podemos também nos recolher e deixar tudo passar, observando qual a nossa parte e responsabilidade nas dificuldades que encontramos, comprometendo-nos em mudar o que for possível ser mudado.

Brooke Shaden Photography – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 15 de março – O Sol ainda está conjunto a Quíron e vai se afastando lentamente, enquanto se aproxima da quadratura a Saturno. De Libra a Lua faz sextil a Saturno e fica vazia às 07h07min. Ingressa em Escorpião às 12h11min, de onde logo faz oposição ao seu dispositor, Marte, que está em Touro. O dia começa reflexivo e um tanto austero – refletimos sobre como trazer mais equilíbrio às nossas relações, como nos responsabilizar por nosso bem estar, ao invés de esperar isso de outros. Como encontrar a medida certa entre o dar e o receber nos relacionamentos, sem ficar devendo nem cobrando as outras pessoas. À tarde o clima muda radicalmente. A introspecção continua, mas agora por outros motivos: estamos um tanto receosos, defensivos e ciumentos de nossos pensamentos e emoções e recebemos como ameaça qualquer movimento que pareça proximidade demasiada. Há tendência a azia emocional e as relações podem ficar um tanto azedas e sujeitas a farpas, sarcasmo, ironias finas, isso quando não despencar para atritos mais sérios porque a defensividade e o desejo de nos afirmar estão veementes e podem nos fazer reagir de forma exagerada às situações… Sarcasmo é técnica de defesa também, mas além de demarcar território e diminuir o outro, cria feridas e afastamentos, portanto, vale se questionar onde queremos chegar com tudo isso e se de fato estamos sob qualquer ameaça, porque isso também é discutível. Por outro lado, se conseguirmos dosar nossa energia na medida certa, essa influência melhora a execução de tarefas que se mostrem complicadas e que demandam controle, concentração e alto gasto energético.

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QUINTA-FEIRA, 16 de março – A Lua, na fase cheia em Escorpião, faz trígono a Netuno em Peixes e quincúncio a Vênus Rx em Áries. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura ao Sol entrando na fase Disseminadora. Fecha a noite em harmonia a Plutão, aspecto exato amanhã. O Sol já está bem próximo da quadratura a Saturno. Sensibilidade e emoções intensas colorem o dia, assim como uma potente capacidade de intuir o rumo das situações e também o que os outros estão sentindo, que pode ser instrumental para melhorarmos as interações ou mesmo para manipularmos pessoas – depende da integridade da nossa alma e dos nossos intentos. Esse poder emocional pode nos aproximar das outras pessoas e nos permitir penetrar em suas defesas, mas isso deve ser feito de forma respeitosa e nobre, caso contrário, podemos nos tornar invasivos e causar mais dano do que ajuda ou reparação. Não podemos esquecer que inseguranças estão afloradas e muitas feridas estão abertas, portanto, se não temos algo realmente bom para oferecer, se nossas intenções são menos do que honestas, fazemos melhor se ficamos quietos e cuidamos de nossas próprias questões. De toda forma, há grande potencial de cura e de compreendermos ao outro e a nós mesmos um pouco mais profundamente e, bem conduzidas, tais influências podem, de fato, ajudar a aprofundar o entendimento de nossas dinâmicas internas e mesmo das dinâmicas relacionais. A Lua fica disseminadora em Escorpião, sugerindo que a mensagem que precisamos levar adiante precisa ser verdadeira, apaixonada e profunda. Os aprendizados que vivenciamos até aqui são repassados como catalizadores de transformação na vida de outros, com sensibilidade e autenticidade.

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SEXTA-FEIRA, 17 de março – O Sol Pisciano está em quadratura exata a Saturno em Sagitário, enquanto ainda se afasta da conjunção a Quíron. A Lua Escorpiana e disseminadora se afina com Plutão, seu regente moderno, enquanto se desentende com Urano e se harmoniza com Quíron e com o Sol, ficando vazia depois do contato ao Sol, às 18h58min. Ingressa em Sagitário à 00h00min do sábado. O dia está pesado, turvo e um tanto sombrio. Nosso anseio seria desaparecer para lugares inóspitos, talvez, ou para lugares onde não tivéssemos que lidar com tantas agruras e dificuldades mundanas, com tantos problemas cotidianos que parecem derrubar nosso entusiasmo e massacrar nossos sonhos e aspirações mais elevadas. É como uma dor fina, indefinível, que tira o fôlego em alguns momentos e que nos lembra de nossa mortalidade e finitude, nossas deficiências ou insuficiências, ou como um peso amarrado a nós, dificultando o caminhar. Circunstâncias ou outras pessoas, particularmente acima de nós – pais, chefias, autoridades – parecem exigir mais do que somos capazes de dar. Até mesmo a energia e vitalidade física podem estar depauperadas, de modo que nos sentimos fracos ou lentos nos nossos afazeres e compromissos. Podemos também nos sentir cobrados ou criticados, de forma implícita, e isso torna tudo um pouco pior…

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Mas antes de deduzirmos ‘verdades’ a partir das aparências, vale checar se estamos certos sobre tais deduções, para não vermos fantasmas e perseguição onde não existem e para não aumentarmos o tamanho dos problemas desnecessariamente. É um bom dia para olharmos para nossas falhas sim, não para nos desanimar ou derrubar, mas para melhorarmos. Sobretudo, com o Sol em Peixes, somos convidados a avaliar se nosso senso de identidade é sólido e seguro o bastante, se sabemos quem somos e do que somos feitos, para além de autoimagens pueris e fantasiosas. O dia pede um exame sóbrio de nossas capacidades e, ao identificarmos falhas, agir para corrigi-las, sem grandes dramas, sem chibatas ou autoflagelação desnecessária. Particularmente, é importante perceber que há ótimas oportunidades de nos curarmos a partir do olhar compassivo e empático para as próprias limitações, comprometendo-se a superá-las. A noite traz horas calmas e uma introversão providencial que nos ajuda a digerir todas essas informações, insights e percepções, propiciando também que sincronizemos os propósitos conscientes de crescimento e transcendência com a necessárias transformação dos comportamentos e hábitos que impedem nossa excelência.

John Casey – Reprodução

SÁBADO, 18 de março – A Lua ingressa em Sagitário à 00h00min, cravado. Faz quincúncio a Marte em Touro, trígono a Mercúrio e a Vênus Rx em Áries e fecha a noite em quadratura a Netuno. Mercúrio e Vênus estão em conjunção partil hoje. A noite traz alguns desconfortos durante o sono. O dia, porém, nasce mais animado e otimista, porque estamos imbuídos de uma nova força, nascida das resoluções da noite anterior e do comprometimento que fizemos com a mudança pessoal. Podemos rever alguns valores e analisá-los de forma mais direta e menos sentimental, verificando o que é necessário para nos valorizarmos mais, a despeito das falhas humanas que carregamos. Ainda estamos muito conscientes de tais falhas, mas conseguimos perceber nelas algum sentido, além de nos animarmos a prosseguir pela estrada, usando as pedras que surgirem para pavimentar o caminho, ao invés de permitir que nos bloqueiem a vontade ou os objetivos. A comunicação está ágil, mas animada e sociável, trazendo bom humor às interações e espirituosidade. À noite o clima está um tanto confuso e nebuloso, levando a mal-entendidos nas interações. Cautela com álcool e drogas porque há tendência a exageros e a enfiar o pé na jaca.

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DOMINGO, 19 de março – A aventureira Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno na primeira hora do dia. Durante o dia se harmoniza com seu regente, Júpiter em Libra e com Urano em Áries e fecha a semana em conjunção não exata a Saturno. A balada de sábado para domingo pede cautela porque a Lua Sagitariana já aponta para excessos e a quadratura a Netuno aumenta a propensão à falta de limites – portanto, moderação é a chave para a boa diversão hoje. Já o dia de domingo está mais auspicioso e feliz, depois do peso que vivenciamos durante a semana, conseguimos ter uma perspectiva mais filosófica de tudo: dos problemas, da nossa caminhada, das possibilidades, da vida. Um otimismo incipiente pode favorecer o clima do domingo, que por sua vez, fica propício a atividades ao ar livre, aventuras no campo, encontros festivos com amigos. Não podemos nunca perder a esperança e a perspectiva de porque estamos aqui, nesta terra, neste tempo e neste lugar! E essa perspectiva, esse sentido, não precisa ser mirabolante ou grandiloquente. Como diz Joseph Campbell: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos”. Ele também diz: estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivos é o que realmente conta”. E hoje é um desses dias, em que nos sentimos muito vivos, felizes existir, por ser, por estar, por viver, entendendo que o sentido da vida é a vida em si mesma!

Uma ótima semana para você! Que seja de serenidade, empatia, crescimento e cura!

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A Semana Astrológica: Estrutura de Ferro, Vontade de Aço

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Semana de 17 a 23 de outubro – Semana de turbulências – forte energia de realização, mas que se não for devidamente canalizada, pode se manifestar destrutivamente. Tendência a muitos e exasperantes imprevistos.

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Depois da explosiva Lua Cheia de Áries, que culminou o ciclo dos relacionamentos no domingo, o Sol se despede de Libra e adentra as águas fixas e escuras de Escorpião na sexta-feira, 21 de outubro. O trânsito do sol por Escorpião vem chamar nossa atenção para os ciclos de vida, morte e renascimento, para a necessidade de eliminação e regeneração. Vem também nos fazer refletir sobre nossas relações mais íntimas, aquelas em que compartilhamos coisas que vão além das civilidades educadas dos salões refinados de Libra. Aqui precisamos nos defrontar com nossa própria toxicidade, nossa sombra mais densa e também o veneno que subjaz na natureza humana, tão bem disfarçado pela estética Libriana. Lidamos com nossa própria destrutividade e com o que há de pior em nós, não para nos culpar, mas para confrontar esse lado mais reptiliano e instintivo e trazê-los à luz da consciência. As relações têm o tom da intensidade e da profundidade, porque cavamos até chegar à raiz das coisas. Esse é o ciclo de Escorpião.

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Mercúrio segue todo diplomático por Libra, mas sua diplomacia vai pelo ralo no confronto com Urano e Quíron por estes dias. Sua voz doce e suave, os discursos conciliatórios e os “deixa disso” são desafiados e somos obrigados a dizer o que realmente pensamos, de forma direta e clara, sob pena de perdermos amizades, acordos e demais relações porque as pessoas talvez não aturem mais as posturas “em cima do muro” ou excessivamente envernizadas. Há muitas ideias, ideias em profusão, muitas novidades, muitas surpresas, especialmente nos meios de comunicação e na mídia em geral. Mas algumas todas essas ideias nos fazer sentir ansiosos, inquietos e muito dispersos, de modo que talvez elas não sejam muito práticas. A mente e a boca que seguraram com muito tato e cuidado opiniões menos agradáveis agora ficam sem censura e nos vemos dizendo coisas “impróprias”, que trazem uma transparência “forçada” nas relações. Pode até ser desagradável, mas nos obriga a lidar com nossa “falsidade” ou a dos outros. Talvez nem seja uma falsidade maldosa, do tipo destrutiva. Antes, são as “mentiras brancas”, que contamos porque não queremos magoar ou desagradar, mas que no fim, no longo prazo acabam por minar a confiança, a transparência e espontaneidade das relações. Mais um round para a verdade!

Iris Succatto Ilustrações - Reprodução
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Vênus já vai bem adiante do Sol, aparecendo atualmente nos céus como Héspero, a Estrela Vespertina. Distancia-se do Sol já se preparando para seu próximo ciclo de retrogradação, que ocorrerá entre os signos de Áries e Peixes. Nesta semana Vênus ganha os campos abertos e livres de Sagitário e joga ênfase no amor pela filosofia, pelo conhecimento maior, pelas grandes viagens e pelas culturas estrangeiras. Em Sagitário Vênus é uma cidadã do mundo e adora botar o pé na estrada, para explorar a si mesma e sua própria natureza diante do desconhecido. Seus valores são a liberdade, a justiça, o conhecimento, a religiosidade no seu sentido mais amplo e as paisagens exóticas e selvagens. Os afetos ficam mais soltos e menos afeitos a compromissos e amarrações – Sagitário odeia se sentir cerceado e preso ao que quer que seja. Há uma qualidade leve, alegre, bem-humorada e um tanto irresponsável inerente a essa Vênus. Entretanto, ela tem encontros tensos: Saturno, que cobra responsabilidade e comprometimento, algo meio complicado para Sagitário – e Netuno, que acena com possibilidades inefáveis, mas talvez ilusórias. Vamos ver como isso vai se desenrolar mais à frente! Interessante notar que Vênus e Júpiter estarão em recepção mútua, já que Júpiter trafega o signo de Libra, que é regido por Vênus e Vênus vai adentrar o signo regido por Júpiter. Isso sugere uma grande camaradagem entre eles, independentemente de haver ou não aspectos ocorrendo. Vênus fica em Sagitário de 18 de outubro a 12 de novembro, quando ingressará em Capricórnio.

Robert Downey Jr, que interpreta o Homem de Ferro, não por acaso, tem Marte conjunto a Plutão e Urano, em virgem.
Robert Downey Jr, que interpreta o Homem de Ferro, não por acaso, tem Marte conjunto a Plutão e Urano, em virgem.

Mas a grande ação da semana é a conjunção de Marte a Plutão, em Capricórnio. A conjunção de dois planetas que têm a ver com a sobrevivência (Marte, a do indivíduo, Plutão, a da espécie), com a força de vontade e com o impulso para se provar e deixar sua marca no mundo já nos diz que é uma semana vigorosa e intensa. Marte acelera, põe fogo e adiciona ímpeto a tudo o que toca; já Plutão, intensifica e torna tudo um caso de vida ou morte. A mistura fala, então, de uma resiliência a toda prova, de uma vontade de aço, inflexível e absurdamente realizadora e de uma ambição desenfreada, que obviamente deve ser canalizada para fins nobres, ou então se torna destrutiva, a ponto de virarmos um rolo compressor que esmaga a tudo e a todos que se ousem se colocar em nosso caminho, especialmente por se tratar do signo de Capricórnio, conhecido por sua frieza e secura. Essa conjunção, no mapa natal, denuncia uma estamina formidável e um manancial de energia, física e psíquica quase infinitos, energias que agregam competitividade, audácia, temeridade e, às vezes, destrutividade, porque não temos freios, não temos medo de nada e assim, nos expomos a situações potencialmente destrutivas – só acaba quando termina! Com Marte-Plutão, a pessoa é feita de ferro, ou quase! Esse movimento sinaliza a necessidade de nos engajarmos em projetos que demandem toda essa estamina e energia, do contrário, podemos arrumar confusão, especialmente se essa conjunção fizer aspectos tensos no mapa natal. Esportes, trabalhos e atividades físicos ou qualquer outra coisa em que possamos nos jogar com todo impulso e com toda a força da nossa paixão e garra estão recomendados.

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Júpiter vai avançando por Libra e já se indispõe com Netuno em Peixes. Um momento em que constatamos diferenças irreconciliáveis nas nossas parcerias e interações; essas diferenças podem ter a ver com aquilo que acreditamos e esperamos, esperanças que podem estar coloridas de um irrealismo ingênuo. Questões inconscientes podem minar nosso otimismo e desejo de crescimento – talvez ainda almejamos que as coisas se resolvam num passe de mágica, sem esforço? Talvez gostaríamos de passar por cima dos limites do tempo e da realidade, com uma providencial varinha de condão, que a tudo transforma magicamente? Há que se ter cuidado com essas fantasias duvidosas de crescimento sem lastro – podem nos levar para o buraco ou, no mínimo, podem causar muita confusão! Atenção também para discursos de líderes ou segmentos religiosos, que podem ser enganosos ou contar apenas meias verdades.

Catrin Welz-Stein - Reprodução
Catrin Welz-Stein – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Cheia, já em Touro. Torna-se Disseminadora e muito falante em Gêmeos na terça-feira e oficializa o Quarto Minguante novamente no signo de Câncer – na quadratura Câncer-Libra. Fecha a semana em Leão. O diálogo que vai travando com os demais corpos celestes simboliza a mudança nas nossas emoções, sentimentos, humores, necessidades e no próprio cotidiano.

Kindra Nicole - Reprodução
Kindra Nicole – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 17 de outubro – A Lua abre o dia em Touro, em desarmonia com Júpiter em Libra e em cooperação com Netuno, de modo que temos uma configuração Dedo de Deus formada por algumas horas na madrugada. Ela encrenca também com Saturno em Sagitário e com Mercúrio em Libra e temos formado outro Dedo de Deus, super amplo, do qual a Lua é o foco. Mais tarde ela se harmoniza com Marte e Plutão em Capricórnio, ficando fora de curso depois disso, às 12h48min. Ainda se enternece no contato com Quíron. A madrugada traz sonhos confusos e caleidoscópicos, possivelmente de cunho espiritual, que podem trazer muitos insights acerca de assuntos importantes e sobre nossas crenças. O dia fica carregado e pesado, cheio de incongruências, em que temos que lidar com nossas próprias idiossincrasias ou as de terceiros, o fato é que as coisas podem ficar meio travadas, como um graveto enganchado nas engrenagens, impedindo a máquina e o movimento de fluir placidamente. Dessa forma, a segunda começa meio arrastada e vai engrenar mesmo lá pelo meio-dia, quando renovamos nossa energia e nos lançamos aos projetos com mais decisão e foco. Contraditoriamente, como a Lua fica vazia logo depois, temos que ter alguma ponderação para intuir a melhor atitude, pois há falta de objetividade. Com a Lua vazia pelo resto do dia, a tarde pede rotina, sem alvoroços.

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 18 de outubro – Vênus ingressa em Sagitário às 04h01min e a Lua, que abre o dia vazia em Touro, entra em Gêmeos às 11h30min, de onde logo se opõe a Vênus. A Lua faz sesqui-quadratura a Mercúrio. O dia começa lerdo, parado, pesadão… Difícil se arrastar da cama – só na base da água na cara mesmo! E assim segue a manhã: bem modorrenta e calminha, com tudo acontecendo em câmera lenta, ao ponto da exasperação para os mais apressadinhos. Pelo fim da manhã a energia muda e adquire desenvoltura, dinamismo e movimento. É quase como ligar o plug na tomada: ganhamos vida nova, luz nova e carga extra de energia. As conversas fluem, as ideias pipocam, o coração se compraz nas análises das diversas possibilidades e desdobramentos do aqui e agora. Se antes não havia estímulo, agora tem em demasia e este é o risco maior: resvalarmos na atividade vazia, no humor meio histriônico, na falação sem estribeiras. Num sentido mais positivo, é uma tarde boa para os escritos, as entrevistas, as conversas, as elucubrações mentais.

Brooke Shaden Photography - reprodução
Brooke Shaden Photography – reprodução

QUARTA-FEIRA, 19 de outubro – A Lua Geminiana se harmoniza lindamente com Júpiter em Libra, mas se envolve num diálogo confuso com Netuno e noutro muito tenso com Saturno, pela manhã. Faz sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Disseminadora. À tarde a Lua tem incongruências com Marte e Plutão, que hoje estão em conjunção exata, uma unidade imbatível! À noite dona Lua ainda briga com Quíron, enquanto dialoga harmoniosamente com Urano e Mercúrio, que hoje está em quincunce exato a Quíron. Dia complicado, de influências sorrateiras, que minam nossa segurança e paz de espírito. Estamos sensíveis e melindrosos, captando todas as correntes ao redor, que nos confundem e atrapalham o discernimento, de modo que não sabemos direito onde nos encontramos na ordem das coisas. Pescando os humores do entrono – principalmente os mau-humores e as tristezas – ficamos mais inseguros, com a sensação de algo está a se armar contra nós, de que estamos na berlinda, embora não tenhamos clareza para identificar o problema. Nesse estado de desconfiança, isolamo-nos e fechamo-nos em copas, como um mecanismo de defesa e não percebemos que acabamos por afastar outras pessoas de perto de nós. Vemos crítica e julgamento onde não existe e isso carrega um pouco mais o clima. A auto-imagem fica negativa e entramos num looping de autoflagelação e autocobrança, que vira um círculo vicioso. O melhor que fazemos é pegar leve e dar um “desconto” para todas essas sensações, aventando a possibilidade de estarmos equivocados em nossa assimilação julgamento das situações. Se possível, é melhor evitar tomar decisões sérias hoje, exatamente porque esse julgamento está comprometido. Amanhã é um novo dia!

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QUINTA-FEIRA, 20 de outubro – Mercúrio em Libra está em oposição exata a Urano em Áries. A Lua faz trígono ao Sol e fica vazia depois, às 08h18min. Ingressa em seus domínios Cancerianos às 12h29min, de onde se indispõe com Vênus em Sagitário. A Lua fecha a noite em quadratura a Júpiter. O bom-mocismo e civilidade estão bastante em baixa hoje: pensamos, falamos e agimos precipitadamente e nem nos damos conta dos calos em que vamos pisando enquanto pulamos cercas e muros. A influência é ainda mais potente caso tenhamos ficado muito tempo engolindo sapos, investindo na política do “deixa disso”, botando panos quentes em tudo, para não falarmos o que realmente pensamos – nesse caso as opiniões, antes guardadas sob frases bem elaboradas e cheias de volteios, agora são cuspidas peremptoriamente, sem tato, sem papas na língua, causando, talvez, mais estragos do que teria, tivéssemos nós sido sinceros previamente. Num tom mais positivo, o dia está propício para sermos mais diretos e na comunicação. Isso não quer dizer ser grosseiro – há várias maneiras de ser honesto e firme, sem faltar com a educação, basta que sejamos assertivos, como a Rainha de Espadas consegue ser: límpida, direta, arguta. Também é preciso se questionar, antes de falar, se o que temos a dizer de fato vai contribuir com o debate, ou se estamos apenas querendo chocar, pelo prazer de chocar. Em termos práticos, há muita inquietude mental, impaciência, ideias inovadoras e estímulos mentais em excesso, de modo que é preciso respirar e centrar para não falarmos e agirmos com precipitação. Não é um dia favorável para nos atirarmos a atividades que requeiram foco, disciplina e responsabilidade, porque a influência está mais propícia para experimentações, para aventar novas possibilidades e novos conceitos, para dialogar com novas vertentes em várias áreas – desde que haja respeito pelas opiniões divergentes.

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SEXTA-FEIRA, 21 de outubro – De Câncer a Lua quadra Júpiter em Libra e faz uma ampla T-Square cardinal, porque também se opõe a Marte-Plutão em Capricórnio. A Lua se afina com Netuno, mas espicaça Saturno. Fecha a noite em atrito com Vênus, mas em harmonia com Quíron. Pequenos dramas que são exacerbados agudamente dão o tom do dia. Inconstância de humor e de emoções nos colocam numa espiral que vai ampliando e reverberando, causando crises, melindres ou, no mínimo, desassossego, caso não interrompamos a montanha russa emocional. Sensibilidade, vulnerabilidade e chantagens emocionais estão no menu do dia. Quando confrontados com nossas criancices e rabugices, talvez damos piti, ficamos emburrados e atacamos como estratégia de defesa, mas essa, não é a melhor política porque só vai enfurecer ainda mais nossa audiência ou adversários, que são bem mais potentes que nós e não estão dispostos a nos dar colher de chá. Adotar atitudes mais diretas e limpas ainda é a melhor alternativa, do contrário, criaremos mais problemas, ao invés de soluções. Num tom mais positivo, se usarmos bem as influências, podemos transformar os dramas dispensáveis em investigações sérias sobre o porquê de nossa extrema fragilidade e espinhoso estado emocional. Imbuídos de maior honestidade de intenções, renovamos a estamina e a energia física e emocional e damos conta de atacar qualquer problema com maestria. Só temos a ganhar.

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SÁBADO, 22 de outubro – A Lua Canceriana faz sextil a Quíron e quadratura a Urano na virada do dia, sinalizando uma noite turbulenta. A Lua faz ainda quadratura a Mercúrio em Libra e forma uma ampla Grande Cruz Cardinal, pois ainda se afasta da quadratura a Marte-Plutão. A Lua fica Minguante ao quadrar o Sol, a 29°48’ de Câncer. Fica vazia menos de meia hora e ingressa em Leão às 16h34min. O Sol ingressa em Escorpião às 20h46min. O sono não é reparador, intercalado por sonhos, insônia, inquietações diversas, o que acaba por impactar no despertar, que ocorre com azedume. O dia transcorre tenso e sujeito a altos e baixos: o bebê dentro de nós se ressente das obrigações mundanas, num dia em que gostaríamos de nos fechar e talvez não interagir com ninguém. Emoções, sentimentos, ritmos orgânicos, pensamentos… tudo está em contradições, deixando-nos ainda mais indispostos e irritadiços. Contudo, não há alternativas: o mundo e as responsabilidades nos chamam e temos que responder a elas, do contrário, as consequências tornarão tudo mais pesado. A Lua fica minguante novamente na quadratura Câncer-Libra, e com isso enfatiza a necessidade urgente do crescimento e maturidade emocionais, sinalizados pela mudança de fase acontecendo nos últimos minutos dos dois signos cardinais. É mandatório olhar para nossas criancices e apreender o que elas estão a nos dizer. Como damos o salto libertador em direção a uma maior maturidade? Como nos autorizar a sentir, verdadeiramente, profundamente, sem que isso nos desequilibre? Como nos liberar dos padrões familiares asfixiantes, dos modelos ultrapassados de relações que nos foram passados, mas que já não funcionam? Como buscar segurança emocional, necessária, sem que isso vire uma dependência? Como honrar o passado sem nos prender a ele? São questões que vale a pena nos perguntarmos neste Minguante, para nos liberarmos do que precisa ir.

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DOMINGO, 23 de outubro – De Leão a Lua conversa com Júpiter e e também com Vênus – na verdade é uma conversa a três, muito animada. Júpiter está hoje em quincunce a Netuno e, como a Lua também faz quincunce a ele e está em sextil a Júpiter, temos formado um Yod-Dedo de Deus EXATO, na distância de um minuto. A Lua ainda trava uma conversa edificante com Saturno em Sagitário, mas mais tarde se irrita muito com Plutão. Vênus fecha a semana próxima da quadratura a Netuno e do sextil a seu dispositor, Júpiter – Vênus e Júpiter estão em recepção mútua. O dia começa com uma energia adorável, alegre, auspiciosa. Temos um desejo de confraternizar, de encotrar amigos e bem-amados, para trocar e fortalecer os vínculos, ou para, simplesmente, brincar e nos divertir. Entretanto, apesar de toda a magnanimidade e efusividade, há um sabotador de plantão que talvez comprometa nossa percepção, de modo que talvez nos sintamos inseguros em alguns momentos, duvidando e desconfiando das nossas sensações, que até então eram tão boas. Sentimos como se houvesse algo errado, de alguma forma, como um pressentimento ruim, que fica incomodando como uma pedra ali no sapato, que não conseguimos tirar. Assim, nos sentimos vulneráveis e, ao invés de relaxar, ficamos meio em suspenso, desajeitados, fora de lugar. Talvez até tentemos provar para nós mesmos que estamos bem e vamos na onda dos outros, mas é falso e nos sentimos charlatões. Pelo meio da tarde as coisas ficam mais claras e conseguimo identificar o motivo de nosso desconforto, porque finalmente conseguimos acessar a origem do sentimento e, assim, avalia-lo e apreender o que tem a nos ensinar. O resto do dia está mais tranquilo, embora ainda tenhamos rompantes de insegurança ou de irritação aqui e acolá.

Uma ótima semana para você!

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A Semana Astrológica – O que ela quer da gente é coragem!

visualize usSemana de 24 a 30 de agosto

Semana de Lua Cheia, que vem frutificar as intenções e as sementes plantadas na Lua Nova de Leão. A Lua oficializou o Primeiro Quarto, o Crescente no domingo. Torna-se Corcunda no meio da semana e cheia no sábado.

Por aqui, problemas tecnológicos resolvidos, tento voltar ao rítmo normal da vida – mas e existe essa coisa de “normalidade”? A semana começa de forma bem caótica para mim e sou interrompida na produção deste texto inúmeras vezes para atender demandas diversas de familiares em crises medianas – cunhada, irmão, sobrinhos; amigos em crises extremamente graves que exigem ações imediatas; e até mesmo vizinhos e parentes indiretos precisando de socorro… Comigo mesmo, tudo em paz e felizmente estava apta a emprestar ouvidos e atenção… Mas a tensão se mostra inequívoca. Possivelmente esse “emprestar de ouvidos” tenha a ver com o sextil minguante que Mercúrio em Virgem faz a Saturno em Escorpião, o último aspecto maior antes que ocorra uma nova conjunção.

pontesAlém da Lua Cheia, o outro grande acontecimento da semana é Mercúrio ingressando em Libra no dia 27, quinta-feira, onde ficará retrógrado no dia 17 de setembro, a 15°55’ deste signo. A retrogradação ocorrerá de 15 de setembro a 09 de outubro e se dará, toda ela, no signo de Libra. Em Libra Mercúrio está relativamente confortável, porque ele tem em comum com este signo o desejo de construir pontes. A comunicação adquire um tom super civilizado e queremos de fato escutar o outro e fazê-lo se sentir compreendido. Mercúrio em Libra também aponta para um grande interesse mental e analítico em relacionamentos – pensamos muito sobre, isso, falamos sobre isso, escrevemos sobre isso, etc.

demonsInteressante que Saturno ingressa em Sagitário no dia 17 de setembro, mesmo dia em que Mercúrio fica retrógrado. Isso adiciona momentum, como se o tempo parasse um pouquinho para digerimos melhor todo o trabalho empreendido por Saturno em Escorpião e ainda temos ainda três semanas pela frente para acabar o dever de casa…  Saturno está deixando Escorpião e a tensão aumenta consideravelmente porque somos acometidos de urgência, como se o tempo estivesse se esgotando para terminar algo ou entregar algo que nem sabemos bem o que é… Sim, todas as tarefas devem ser concluídas, as tarefas referentes a purgação dos conteúdos sombrios e estagnados que impedem nosso amadurecimento emocional e geral; lidar com a sombra, com o medo da entrega e a consequente necessidade de controlar tudo e todos ao nosso redor… Encarar a verdade sobre nós mesmos, sem desculpas esfarrapadas. Se não concluímos as tarefas de agora, comprometemos o próximo passo, a reavaliação das nossas crenças que nos levará a uma expansão espiritual mais estruturada. E daqui a 7 anos a conta poderá ser mais alta e mais difícil de pagar!

coragem-e-medoSaturno em Escorpião terminando as provas finais, de fato, adiciona um peso extra sobre nossos ombros e cabeças, a semana ficando bastante tensa, e, mesmo nos dias de mais leveza temos consciência de um pano de fundo denso e mais carregado. Entretanto, a conjunção Sol-Júpiter em Virgem pode ajudar a trazer perspectiva e mais otimismo, além de adicionar coragem e animo – se conseguirmos nos abrir a isso, claro! Contudo, depois do encontro jubiloso com Júpiter, o Sol se dirige à oposição a Netuno – exata entre os dias 31 e 1° – e todo esse otimismo pode ficar embotado e dispersado numa névoa de incerteza ou de irrealidade paralisantes. Para onde mesmo estávamos indo? O quê mesmo estávamos buscando? Júpiter na equação, mesmo de forma separativa, pode potencializar nossos receios e paranoias e ao invés de buscarmos transcender tais receios de forma racional, tornamo-los em um grande bicho-papão que inunda nossa mente e coração de preocupações e ansiedades medonhas que colorem o futuro de cores tenebrosas e a vida de repente pode virar um caos em que perdemos a noção exata das coisas. Em tais circunstâncias, ficamos suscetíveis à má alheia e isso requer cuidados na hora de fazer negócios em geral e nos encontros diversos que a semana trouxer – grande potencial de engôdos, ilusões e desapontamentos, especialmente aqueles causados por nossa própria incapacidade de lidar com a realidade e nosso desejo infantil de viver uma vida dourada perfeita. A sensibilidade fica acentuada, mas precisamos fincar os pés no chão para que ela nos seja benfazeja e não nos cause problemas. Aqui, lembramos Guimarães Rosa, quando diz “o correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Pois sim, pois bem! Coragem! Precisamos ter e encontramos se olhamos fundo o bastante dentro de nós.

abraçoInteressantemente, temos a Lua Cheia ocorrendo exatamente neste contexto ilusório de sensibilidades realçadas e magnificadas. A Lua Cheia acontece em conjunção a Netuno e oposição a Júpiter, formando ainda uma T-Square fora de signo com Saturno em Escorpião… Uma confrontação bastante necessária entre nossas fantasias urobóricas, nossos desejos irreais de redenção e a realidade da dimensão das Moiras que controlam o destino e experiência terrena percebida e vivenciada como fatídica e inexorável. É hora de crescer sem se deixar enrijecer, sem perder a fé e a esperança – e sem também desmerecer ou desautorizar a dimensão mágica da imaginação e da criatividade, que fertiliza e fecunda a vida.

A Lua viaja no Primeiro Quarto pelo signo de Sagitário; torna-se Corcunda em Capricórnio, enche-se de ideais maiores em Aquário e torna-se plena e cheia em Peixes, no sábado. Fecha a semana sonhadora e mágica, ainda em Peixes. Nesta jornada cíclica ela conversa de forma tensa ou fluida com todos os demais corpos celestes.

Alexandre Matos balãoA SEGUNDA-FEIRA abre a semana com o Sol entrou já em Virgem  caminhando a passos lentos para o encontro com Júpiter. A Lua Sagitariana forma um Grande Trígono de Fogo com Urano em Áries e Vênus em Leão. A Lua ainda faz quadratura a Quíron em Peixes e Mercúrio em Virgem, ficando fora de curso depois deste contato com Mercúrio, às 19h04min – entra em Capricórnio somente à 01h23min da terça-feira. A semana começa de forma bastante entusiasmada, cheia de vigor e impulso, o que nos predispõe a ser mais otimistas e a encarar os desafios com coragem e ousadia. Acordos com o ímpeto de nos aventurar um pouco mais e de olhar para as dificuldades com mais humor, buscando descobrir um sentido maior e mais profundo “nisso tudo” que nos acontece ou que atraímos para nossa vida. Hoje nos recusamos a ser esmagados pela mediocridade da vida, pelas mesquinharias e problemas menores e realmente, se estivermos dispostos, temos às nossa disposição recursos que podem nos alavancar na direção de um maior entendimento das amarras que nos tolhem, percebendo que se existem, é porque nós também buscamos por elas de alguma forma – por mais que nos ressintamos, elas têm (ou tiveram) sua utilidade. Contudo, em algum momento há conflitos que demandam atenção. Essa visão maior e tão otimista é desafiada exatamente pelos detalhes que julgamos mesquinhos e prosaicos por demais – ou talvez os releguemos à categoria de “prosaicos” para não perceber o quanto, no fundo, são bem dolorosos, o quanto na verdade pesam a atmosfera. Sentimos de forma grandiosa, mas a mente insiste em trazer à tona seus muitos dilemas e detalhes técnicos que nos puxam para um mundo mais real e prático, especialmente o mundo real das limitações intransponíveis do mundo palpável. As interações ficam sujeitas a rompantes de grosseria ou inflexibilidade, em que tentamos impor nosso ponto de vista a qualquer custo, talvez porque tememos nossas próprias dúvidas. Precisamos, pois, buscar um sentido para “isso tudo”, mesmo que aparentemente nada faça sentido e tentar olhar tudo com leveza e quem sabe até, algum humor. Não se trata de bancar o palhaço mascarado que esconde o desespero a qualquer custo, mas exatamente de buscar no riso uma forma de ter perspectiva e de aceitar com graça essas coisas que não têm conserto ou das quais não podemos fugir.

FundoDona Lua já está bem redonda na TERÇA-FEIRA. De Capricórnio se alinha com o Sol e Júpiter em Virgem. Depois se irrita com Vênus, dialoga com Netuno em Peixes, se indispõe com Marte e finda a noite já em conjunção a Plutão. Mercúrio faz sextil a Saturno, exato amanhã e o Sol já se beneficia das benesses Jupiterianas, conjunção plena também amanhã. Dia para se empenhar no trabalho de forma concentrada , mas também animada. Há grande disposição e espírito empreendedor para resolver quaisquer tarefas que se apresentarem diante de nós. Conseguimos organizar as horas e o dia de forma a tirar o melhor proveito do tempo, de forma dinâmica, ágil e resoluta.  Mesmo a mais tediosa das tarefas tem sua razão de ser e hoje a fazemos com alegria e senso de dever. Isso porque estamos alinhados internamente com o que é essencial e o essencial, quando compreendido, não é pesado, mas flui naturalmente e com ele fluímos nós. No fim do dia as influências favorecem que nos engajemos em temas profundos e que exijam nossa atenção completa – os contatos são mais intensos e talvez até ásperos, se não nos damos conta da vibração mais densa do momento. Não é hora para conversas leves e artificiais, pelo contrário, é hora de nos lançarmos a encontros profundos, com grande seriedade e dispostos a sair deles transformados.

Valerie JodimA Lua inaugura  QUARTA-FEIRA amalgamada a Plutão, num abraço intenso e magnético. Faz quincunce a Vênus e sextil a Quíron. Mas também faz quadratura a Urano e sesqui-quadraturas à conjunção Sol-Júpiter, que está exata hoje… Como o Sol e Júpiter também fazem sesqui-quadraturas a Urano, temos formado um Martelo de Thor*. Ao fazer este aspecto ao Sol a Lua se Corcunda, a fase pré-cheia, uma fase em que elencamos todos os nossos recursos e focamos nos objetivos de forma bastante determinada. Mercúrio está em sextil a pleno Saturno. A atmosfera fica bastante carregada e mais desconfortável hoje porque não conseguimos precisar com exatidão o que há de errado, estando apenas cientes da sensação incômoda lá num canto escuro da mente ou do coração. Sol-Júpiter, a princípio, vem revigorar nossas esperanças e estimular nossos otimismo. Mas para que isso seja efetivo precisamos antes lidar com o criticismo interior, com o algoz interno para quem nada está bom o bastante. Podemos florescer e se regozijar com o trabalho e as responsabilidades, mas há um ressentimento com a irresponsabilidade e liberdade alheias, secretamente invejadas por nós e nossa persona ultra-coerente. A tensão Lua-Urano torna-se fonte de grande estresse que pode se manifestar de maneira bastante compulsiva, ao assumirmos tarefas em excesso, abocanhando mais do que podemos mastigar ou engolir. Precisamos provar a todo custo – para quem, mesmo? – nossa capacidade extrema de resolver problemas e de dar conta de tudo, com todos os relatórios e análises devidamente encaminhados. Auto-suficiência é sem dúvida uma grande virtude, mas tudo em excesso torna-se problemático e destrutivo. Nossa grande teimosia, rigidez e obsessão com controle pode nos afastar de relações e trocas profundas e verdadeiras e pode nos afastar, inclusive, de nós mesmos.

thesuperbeingsDepois de lidarmos com a culpa e o auto criticismo feroz, talvez possamos, de fato abrir-nos à expansividade Jupiteriana e deixar um pouco de lado as defesas e o ceticismo Virginianos. Abrir mão também do excesso de detalhismo e estreiteza, para ousar perceber o mundo e as circunstâncias que nos cercam de maneira mais ampla, positiva e quem sabe até, mais relaxada, espontânea e leve. Virgem pode trazer uma saudável dose de moderação e senso comum a Júpiter, enquanto Júpiter pode ampliar o senso de perspectiva, normalmente estreito, de Virgem – temos como resultado uma “fé pé no chão”, por assim dizer. Se formos capazes de relaxar um pouco, a despeito de todas as dificuldades e incertezas que nos cercam, podemos nos permitir sentir bem, para variar, tanto em termos de nossas atividades externas e mundanas, quanto em termos mais intimistas e psíquicos. Podemos correr alguns riscos e nos aventurar por novas paragens, sejam elas físicas ou filosóficas; podemos flertar com o exótico e o diferente, sem necessidade de rotular imediatamente, como ditaria nossa defensividade viciada.  Mas, especialmente, podemos buscar a elevação espiritual a partir dos nossos rituais diários, das atividades prosaicas e menores, porque é nelas que manifestamos nossos aprendizado e evolução. Podemos buscar o Deus das pequenas coisas, que se manifesta também em nós, grãozinhos de areia perdidos nas praias cósmicas. E percebendo-nos pequenas manifestações do divino, colocar-nos a serviço do melhoramento de todos e do todo, não somente do meu próprio engrandecimento pessoal.

bridgeA Lua Capricorniana se afina medianamente com Saturno e mais abertamente com Mercúrio em Virgem na QUINTA-FEIRA. Ingressa em Aquário às 05h05min, de onde já se irrita com Júpiter e com o Sol Virginianos e confrontando de forma ainda mais beligerante a Marte em Leão no fim da noite. Mercúrio ingressa em Libra às 12h44min, onde ficará até o dia 02 de novembro, devido ao período de retrogradação. Dia que começa com muitas agulhadas desconfortáveis que podem nos tirar do sério e ser gatilho para nosso rebeldia mais extrema. Encontramos um criticismo enervante em nossos pares – ou talvez sejamos nós que manifestamos esse lado ranzinza em relação a outros – que só nos afeta, porque, no fundo, há grande desacordo interior entre nossas necessidades e as obrigações e desejos mais conscientes – aliás, consciente e inconsciente empreendem uma discussão irritante por si só, que pode atrapalhar bastante o andamento das atividades e toldar o que poderia ser um dia mais ameno e solto. Porque não conseguimos controlar nossa inquietude, tentamos controlar rigidamente o ambiente imediato, demandando que tudo saia do nosso jeito e nosso ritmo, o que pode levantar grande antagonismo aonde formos. A melhor política é mesmo olhar para si e perceber “o que é que está pegando” interiormente, tentando chegar a um acordo conosco mesmos. Mercúrio ingressando em Libra pode ajudar nessa mediação e conciliação dos vários elementos conflitantes, a construir uma ponte sobre abismos que pareçam intransponíveis, mas ainda teremos que lidar com uma boa dose de irritação e indocilidade, que pode sim, se manifestar como hostilidade e contendas no mundo exterior. Fiquemos atentos para não nos envolvermos em disputas de ego que só desgastarão energia preciosa.

triangulo amorosoEste clima belicoso abre a SEXTA-FEIRA colorindo o dia, novamente, de antagonismo. A Lua se opõe a Marte e a Vênus Rx, que já estão muito próximos de uma conjunção. A Lua ainda intui algum descompasso vindo de Mercúrio e mais tarde se afina com seu regente Urano em Áries. Dia propenso a triangulações e discussões acaloradas e ideológicas. Mas está propenso também a triângulos amorosos e a disputas e competições afetivas, na base do “quem vale mais aqui”. Emocionalmente, temos dificuldade em harmonizar o que sentimos com a aforma como expressamos e podemos emitir mensagens contraditórias e inconstantes, ora sendo efusivos, ora sendo glaciais e indiferentes. O conflito pode ficar entre adotar uma postura mais racional e desapegada, ou assumir nossa paixão e entusiasmo sem receios. Dirimindo a dúvida interna, podemos nos permitir mostrar nosso lado mais generoso e calorosa com aqueles que nos cercam. O dia pode então adquirir tons mais leves e espontâneos, mais alegres e sociáveis. À noite porém, o clima volta a ficar tenso com a quadratura que dona Lua faz a Saturno, seu regente. Sentimentos de inadequação nos deixam defensivos e super sensíveis, vendo rejeição onde talvez nem exista… Erguemos muros altos à nossa volta e sinalizamos que não precisamos de nada, quando na verdade, estamos famintos de amor e atenção. Admitir isso para nós mesmos e lidar com o imbróglio pode ajudar a dissipar o mal-estar.

etsy.A madrugada de SÁBADO ainda traz muito dessa angústia e ansiedade, mas o dia vê a Lua ingressar em Peixes e ser Cheia às 15h35min (18h35min no horário de Lisboa). A Lua Cheia faz desembocar um grande aguaceiro de sensibilidade, potencializado e ampliado pela oposição a Júpiter. As emoções e sentimentos são intensos, sentimos de maneira grandiloquente, tendo dificuldades de colocar limites psíquicos, ficando expostos às correntes exteriores, que podem nos invadir e tomar de roldão. A Lua Cheia intensifica as emoções, trazendo os assuntos ao seu apogeu; Júpiter expande e exacerba; e Netuno torna tudo mais difuso e espalhado… Precisamos achar canais positivos e criativos onde derramar tanta sensibilidade, do contrário, o dia vira um grande vale de lágrimas e de sensações confusas e ansiosas. A Lua Cheia nos pergunta como nossa criatividade pode melhorar nossa busca espiritual e como não deixar que as ocupações diárias e mundanas nos afaste do nosso centro e da busca por transcendência. Nossa vida é um trabalho artesanal, ditado pela verdade da nossa alma e pelo entendimento profundo que a alma tem da nossa jornada e das tarefas e incumbências que temos nesta vida. Nossa vida reflete os ditames de nossa alma?

coração fechadoNo DOMINGO a Lua Cheia, ainda em Peixes, chorosa, cutuca Marte e Vênus em Leão e ao se afinar com Plutão por sextil, forma Yods com Vênus-Marte, já que os dois também estão em quincunce com Plutão. No fim do dia a Lua faz conjunção a Quiron e fecha a noite em trígono a Saturno. O Domingo fica bem melindroso e aguado. Sentimo-nos vitimados pelo egoísmo alheio ou apontamos, com cara de mártir, o que julgamos ser o egocentrismo dos outros. Sim, nosso lado egoísta precisa ficar atento para os outros à nossa volta e para a repercussão que nossos desejos e atitudes pessoais possam ter no todo. Mas quem somos nós para julgar? Orgulho bobo também pode nos impedir de reconhecer o erro e oferecer nossa contribuição única na resolução dos problemas, de maneira que, quando percebemos, estamos magoados, defensivos e nos sentindo rejeitados ou abandonados, e se não cuidamos, resvalamos no complexo da vítima – pobre de mim! Talvez seja a hora de perceber que nossas dificuldades e mazelas podem nos unir porque reconhecemos no outro a imperfeição e miséria que também enxergo em mim e ao invés de nos separar pelos julgamentos, pode nos aproximar, se apenas conseguirmos olhar as coisas pelo viés da solidariedade.

Uma linda semana para você!Que a despeito dos desafios, encontremos paz no coração e coragem de continuar nossa jornada com alegria e destemor!

 

 

tomaz alen kopera

Lua Nova em Sagitário: um salto de fé ou de insanidade?

sol e lua juntos
Sol e Lua – Desconheço o Autor – Reprodução

A Lua nova é o casamento sagrado da Lua e do Sol, nunca é demais recordar. O ciclo lunar conta, basicamente, o relacionamento entre esse casal, a dança eterna do Masculino e do Feminino. O ciclo Lunar, fala, portanto, de relacionamentos, pois o crescente aumento da luz da Lua, é, na verdade um aumento do reflexo da luz do Sol. E as sementes de cada período dessa relação cíclica são lançadas exatamente na Lua Nova, que é quando eles estão em conjunção, casados, enlaçados, no leito conjugal sagrado e alquímico da Mysterium Coniunctio. Depois do casamento a Lua sai em viagem, numa jornada venturosa e aventurosa, para coletar informações e impressões ao redor do mundo, ou melhor, da psique, e trazê-las de volta ao Sol, que, por seu turno, irá utilizá-las em seus propósitos conscientes.

Temos então, mais uma Lua Nova neste sábado, 22 de novembro, às 10h32min, hora de Brasília (12h32min para Portugal). Poderia ser só mais uma lua nova, mas ela marca um novo ciclo, no meio de muitos outros ciclos mais longos e mais impactantes, mas o fato de ser um ciclo curto não significa que seja um ciclo menos importante, pois as lunações precipitam os eventos maiores que estavam aguardando acontecer. Lunações marcam o período de iniciar, de lançar sementes (Lua Nova), o período de investir e de fazer ajustes (Lua Crescente/Primeiro Quarto), o período da colheita, ou falta de (Lua Cheia) e o período de repouso,de avaliação, de hibernação da Terra e preparo para o ciclo seguinte (Lua Minguante). Se nos baseamos minimamente por estes ciclos celestes, temos mais chances de nos alinhar com a mãe natureza e com nossos próprios ritmos internos, especialmente no caso das mulheres, que são, elas mesmas, regidas pela Lua, como bem lembra seu ciclo menstrual.

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O Ciclo Lunar – Desconheço o Autor – Reprodução

Portanto, essa não é só “mais uma lunação”. Nenhuma o é. Todas são importantes e todas falam dos ciclos da natureza e dos ciclos da atividade humana na Terra. Cada uma vem pontuar significados e chamar a atenção para certas áreas de vida e certos assuntos que exigem nosso cuidado. Essa Lua Nova de hoje ocorre no grau Zero de Sagitário, 00°07. O Grau zero é considerado um grau crítico para todos os signos, porque contém a essência básica do signo em questão. É como quando você chega num ambiente e quer “causar”, quer mostrar que chegou, causar impacto, o maior possível, mostrar a que veio. Então, um planeta no grau zero de um signo (e no grau 30) não é “uma mistura” dos dois signos, o anterior e o seguinte. Muito pelo contrário, ele é a energia pura do signo do grau zero.

lua nova casal
Desconheço o Autor – Reprodução

Depois da densidade e profundidade do ciclo escorpiônico, que foi precedido por uma temporada super intensa de eclipses, nesta lunação temos, portanto, Sol e Lua no grau zero de Sagitário, dizendo que é mais uma lunação de extremos, mas também de amplitude. Ora, regido por Júpiter, de extremos já é Sagitário, o signo que não conhece limites! Para começar, Sol e Júpiter estão em recepção mútua, têm muitas afinidades, ou seja, o Sol está em Sagitário, que é regido por Júpiter e Júpiter está em Leão, que é regido pelo Sol – como se eles tivessem trocado de casa, eu moro na sua e você mora na minha. Isso aumenta os temas Sagitarianos.

Enquanto Escorpião concentra e aprofunda, Sagitário busca expansão e amplitude, seja de espaço, de idéias, de visão e objetivos. Não é por acaso que seu símbolo é o arco e flecha, com a flecha sempre apontada para o alto, sendo o arco e flecha uma arma de longo alcance, que vai muito além do ponto alcançado pelo olhar. Sagitário é o nono signo do zodíaco e abre o ciclo dos signos universais: Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. São chamados universais porque seu escopo sai dos objetivos meramente sociais representados por Leão, Virgem, Libra e Escorpião, e partem para os objetivos grandiosos, de impacto humanitário maior, sem fronteiras de língua ou cultura, tratando especificamente do elemento humano independentemente da sua origem.

Lua Nova em Sagitário 2014
Lua Nova em Sagitário para Brasília – 22 de novembro de 2014, 10:32

Trazendo o mapa da Lua Nova, vemos que temos pela frente um ciclo bastante desafiador, como apontado pelo excesso de quadraturas, com apenas um trígono amplo e dois sextis. O mapa mostra também um excesso de Fogo e nada de Ar, indicando um ciclo apaixonado, dramático, possivelmente com uma verve fanática que não dá espaço ao diálogo e a considerar o ponto de vista do outro. Fervor irracional, fé cega e ilógica colorem o ciclo. Temos um pouco de Terra, representada por Plutão e Marte em Capricórnio, mas talvez essa dupla ajude a colocar fogo no mundo, já que ambos estão em quadratura a Urano, e embora esta seja uma quadratura ampla da parte de Marte, temos no dia 15 de dezembro a penúltima quadratura Urano-Plutão exata, já na fase minguante. No dia 21, temos de bônus, já no encerrar do ciclo, Urano ficando estacionário-direto. É. O “circo” sagitariano promete pegar fogo!

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Brooke Shaden Photography – Reprodução

Nos ciclos anteriores tivemos muita tensão, muita crise, muitos sentimentos e situações super carregadas, tudo muito concentrado, mas muito secreto e escondido, parte disso sendo sentido e intuído de forma muito pessoal, mas não clarificada. Agora essa energia super concentrada vai para o mundo, na forma de fervor ideológico cego e impessoal; agora as coisas ficam evidentes e expostas. Os segredos se acabam, as luzes se acendem e vemos os palhaços no meio do picadeiro em todas as suas cores berrantes. O palhaço histriônico conta piadas para fazer rir ou para esconder suas tristezas e desespero?

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Desconheço o Autor – Reprodução

Sol e Lua estão conjuntos a Vênus neste mapa, indicando a princípio uma disposição harmoniosa e benéfica. Porém os três estão em quadratura a Netuno em Peixes, o Grande Confundidor, sugerindo que nossa visão pode estar distorcida e que não temos muita certeza do que vemos à nossa frente, ilusão de ótica pura! Sol e Lua ainda se separam da quadratura fora de signo a seu dispositor, Júpiter em Leão, que por sua vez quadra Saturno em Escorpião, de quem Lua e sol também se separam de conjunção. Vênus já se aproxima da quadratura a Quíron, indicando que seu otimismo fácil encontrará muitos percalços com os quais terá que lidar logo à frente. Vênus faz ainda trígono a Urano em Áries, que também recebe uma sesqui-quadratura de Saturno e Marte faz quincunce a Júpiter e junto com Plutão, como já disse, quadra Urano. Mercúrio quadra Júpiter bem de perto. Mas o que chama mesmo a atenção é a grande formação de várias quadraturas, que simbolizam, como já mencionei, um ciclo cheio de grandes desafios e de grande necessidade de ajustes.

Ville-AnderssonOs principais desafios referem-se à falta de objetividade e clareza nas nossas crenças, esperanças, no nosso otimismo e na direção que estamos tomando. De Sagitário, Sol, Lua e Vênus em quadratura com Netuno indicam uma grande vocação para o auto-engano, para a credulidade e ingenuidade excessivas, assim como para um otimismo exagerado, talvez sem bases reais. Nossa visão maior e inspirada pode não passar de uma ilusão bem montada e a alegria esfuziante pode não só não ter fundamento, mas esconder tristezas e desapontamentos incomensuráveis. Sem Ar, o raciocínio lógico está comprometido, pela paixão e fervor extremistas, pela credulidade pueril, e, embora perspicaz, já que Mercúrio está em Escorpião, pode ser um tanto estreito e unilateral. O regente de Sagitário, Júpiter, estando em quadratura a Saturno, aponta para a necessidade de comedimento, de botarmos o pé no chão, ou ainda, funciona como indicador de que todas essas esperanças e altas visões podem ser frustradas e limitadas por forças de peso, especialmente se não nos ativermos aos limites da realidade possível. Neste cenário, pelo menos Marte, que estava “fora de limites”, já voltou a responder à autoridade do Sol e nenhum outro planeta está “debandado” por enquanto.

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Tirado de Photobox – Reprodução

Nossas altas esperanças e visões podem ser irreais, exageradamente idealistas e otimistas e o grande desafio será exatamente botar o pé no chão e ter em mente a possibilidade de estarmos apostando alto demais. Em algum momento teremos que fazer ajustes entre o que almejamos e o que é possível e factível. Será necessário também tentar conter fanatismos e ideologismos desmedidos, tendo em mente que nossa verdade não é absoluta, é apenas a “nossa” verdade, enquanto outros podem ter as suas próprias, que podem ser perfeitamente válidas, tão legítimas quanto as nossas. Outro desafio é termos que lidar com uma possível hipocrisia, seja nossa ou de terceiros, nascida da incapacidade de nos percebermos a nós e às nossas crenças sob luzes realistas e honestas. Podemos cair na tentação de contar mentiras bonitas e animadoras para nós mesmos ou para outros, por receio de lidar com os fatos como eles são. Podemos ainda ser como o Louco, do Tarô: ingênuo e inocente, que não percebe que está prestes a cair no precipício. O Arcano O Louco mostra um andarilho, um bufão que perambula pelo mundo coletando experiências diversas e observando diferentes formas de vida, assim como o Sagitário. Ele fala de ingenuidade, sim, mas também de um momento extremamente poderoso de fé e confiança. Se sua confiança é correta ou infundada, depende do momento em que ele está no tempo. Se isso vai ser um salto de fé ou de insanidade, o ciclo dirá!

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Arcano Maior O Louco – Reprodução

O Símbolo Sabiano para o grau zero de Sagitário traz uma imagem perturbadora para o atual cenário político do Brasil: “Veteranos aposentados do exército se reúnem para relembrar memórias antigas”. Percebem porque acho isso perturbador? Vivemos um tempo pós-eleição em que uma parcela da sociedade tenta recorrer a uma intervenção militar porque acredita que a democracia falhou. Há alguns que vão ao extremo de dizer que só na ditadura tínhamos ordem e controle. São infantes regressivos que desejam que alguém tome conta deles, porque possivelmente acham difícil demais se responsabilizar por si próprios e pela sociedade em que vivem.

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Goodmemories.com – Reprodução

Linda Hill, discorrendo sobre este símbolo diz que: “o Símbolo mostra reunião de pessoas que compartilham histórias, questões e lutas. Uma reunião pode acender sentimentos de camaradagem, companheirismo e triunfo, às vezes acompanhados de grandes paixões. Como estes são ‘veteranos aposentados do Exército’ é através do passar do tempo e com a retrospecção permitida pela idade que muitas coisas podem ser encaradas, curadas e postas para descansar. Em repassando as memórias de velhas batalhas você pode encontrar pistas para resolver as atuais. Entretanto, esse grau pode mostrar também um debruçar-se demasiadamente sobre velhas mágoas, ferimentos, doenças, etc. O truque está em não ver os outros como ‘o inimigo’, mas antes, ver em cada um a possibilidade de amizade.” (1)

O Símbolo compreende os outros desafios do ciclo: o aferrar-se apaixonadamente a antigas mágoas e feridas, a ponto de cegar-se para as possibilidades de cura e de abertura para uma re-significação das coisas e acontecimentos. Aqui lembramos que a sombra, algo difícil para Sagitário lidar, é mais do que nunca evitada e projetada sobre outros, e aquele que não compartilha de minhas visões e esperanças é visto como o “inimigo”, uma manifestação negativa do Sagitário, que de outra forma veria o diferente e o exótico como perfeitamente natural e aceitável. Podemos nos entrincheirar em nossa fé e ideologia, relegando as dos outros como obtusas e simplesmente “erradas”.

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Encontrado no Pinterest – Desconheço o Autor – Reprodução

Tendo considerado todos estes riscos acima e os desafios que enfrentaremos, podemos sim, aspirar a novos horizontes, como simbolizado pela forte energia Sagitariana abrindo o ciclo. Podemos nos abrir para novas visões e permitir que a inspiração nos eleve a novos patamares de entendimento e compreensão da vida e da natureza humana. Podemos, tal como o arqueiro, mirar alto e buscar um jeito mais otimista de ser e de experimentar a vida, traçando objetivos que tenham a ver com a expansão da nossa fé e do nosso conhecimento, com viagens longas, sejam elas físicas ou imaginárias; podemos nos propor objetivos de viver uma espiritualidade que busque não só a elevação individual, mas o melhoramento da vida para todos. Lembrando que Sagitário também tem como símbolo o Centauro, uma criatura que é metade animal, metade humano, simbolizando a necessidade de integrar matéria e espírito, visão e realidade. E claro, nunca esquecendo que Netuno está ali na esquina, e que precisamos levar em conta que algumas de nossas aspirações talvez sejam mais que ilusórias, sejam mesmo apenas ouro de tolo. E também ficando vigilantes quanto à possível hipocrisia, ao possível fanatismo que nos impede de ver no outro um igual a nós, que pode apenas estar buscando maneiras de ser feliz, assim como nós. Talvez divirjamos sobre os métodos, o “como” chegar a isso, mas em última instância, todos temos a flecha do arqueiro apontada para um ideal e uma visão mais positiva da existência. Assim esperamos, pelo menos.

Signo-Sagitário
Johfra Bosschart – Sagitário – Reprodução

Que o ciclo nos traga, pois, seus desafios, e que possamos lidar com eles de forma adequada e lúcida!

(1) Linda Hill – Sabyan Oracle