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A Semana Astrológica – Amar dá trabalho

Ziegfeld – Reprodução

SEMANA de 24 a 30 de julho – Recomeços, novas ideias e projetos, que são colocados em ação com muita garra e determinação. Re-ignição do nosso Fogo Sagrado. 

O Sol ingressou em Leão, trazendo mais calor, generosidade e magnanimidade aos corações, além, é claro da necessidade de lustrar as jubas para brilharmos sob os holofotes do palco da vida!

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Nesta semana o Sol faz conjunção a Marte e nosso propósitos ficam mais nítidos, a determinação e garra para realizá-los, mas aguçadas. Sol e Marte em Leão se aliam pelos mesmos propósitos – Como numa alcateia de leões, presidida por dois machos poderosos, responsáveis por proteger toda a família e assegurar o território – juntos são mais fortes! Mais do que nunca Marte está serviço do Sol, seu Rei! Esse par realmente colore os dias de entusiasmo, fé, nobreza, coragem e… drama, muito drama! Tudo é um caso de vida ou morte e nos empenhamos de corpo, alma e coração em tudo o que fazemos e empreendemos! Mas é preciso ter bom senso, para não cairmos na armadilha do orgulho e da arrogância, além, é claro, do autoritarismo. E lembrar também que cada um sabe o que é melhor para si e nós não precisamos perder tempo e sair “lecionando” pérolas sobre como o outro deve viver sua vida. Outro ponto importante é que Marte faz sesqui-quadratura a Saturno – junto com o Sol – colocando à prova todo o nosso entusiasmo, que pode passar por alguns testes, sem que nem nos demos conta. O quanto confiamos em nós mesmos, nossa força e nossa vontade para realizar nossos projetos? Vale ficar atentos para não abrirmos a guarda para movimentos de autossabotagem. Tirando isso, é aproveitar a vibração de otimismo e determinação!

Brooke Shaden Photography – Reprodução

Mercúrio em Leão faz trígono a Urano já na segunda e ingressa em Virgem na terça, signo regido por ele e onde ficará retrógrado a partir de 12 de agosto. Aliás, Mercúrio entra na zona sombria da retrogradação também na segunda, 24. Iniciando este ciclo de retrogradação, Mercúrio estaciona no dia 11/08 em oposição a Netuno em Peixes, pedindo bastante cuidado na comunicação, nas análises e negociações, além de assinatura de documentos durante o período. Nas próximas semanas estaremos nos preparando e já verificando o que será revisado nesta retrogradação.

Debra Heylen – Reprodução

Vênus faz oposição exata a Saturno na segunda-feira, um aspecto que nos lembra que relacionamentos, se for para darem certo, darão muito trabalho – não, não confunda com o “trabalho” que as relações doentias e de dependência dão. Relações sérias e felizes dão trabalho porque demandam maturidade, comprometimento, negociação. Exigem esforço, se for para durarem. Vênus em Gêmeos não gosta muito do compromisso, porque prefere estar livre, caso algo “melhor” apareça. A oposição a Saturno é um chamado à reflexão sobre se essa liberdade é assim tão “livre”, já que muitas vezes reclamamos de solidão; se nunca nos comprometemos, continuamos soltos, mas também não construímos nada de sólido. E às vezes, permanecer “livre” é, na verdade, uma fuga de si mesmo, fuga do confronto com as próprias inseguranças, um jeito de evitar o medo da rejeição e do abandono… Quer dizer, pode ser apenas um discurso vazio, usado para camuflar medo do abandono. E evitar, podemos evitar a vida toda, mas, seremos plenos? Depois do confronto com Saturno, Vênus conversa muito desprendidamente com Urano, mas cai no lodo de desolação de Quíron e aqui nossos medos vêm mais à tona, mesmo que tentemos camuflá-los, eles estarão muito nítidos para nós. Esses aspectos ficam exatos no fim de semana, e sugerem dias delicados nas relações, que ficam sujeitas a desencontros, incompreensão e exposição de feridas antigas. Contudo, como sempre, quando estamos dispostos a enfrentar o problema, ao invés de fugir dele, acionamos nosso potencial de curar a nós mesmos e às nossas relações. Vênus permanece em Gêmeos até 31 de julho, quando entra em Câncer.

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Vênus estimula e dá ênfase ao semi-sextil que Quíron faz a Urano no fim de semana (um, de uma série de muitos) e eu me lembro que os dois têm algumas coisas em comum. Cada um tem seus significados e simbologias próprias, mas, de formas diferentes, ambos têm a ver com o arquétipo do outsider, o forasteiro, o esquisito, e especialmente Quíron, com a dificuldade em pertencer, portanto, uma reflexão é pertinente sobre a relação entre os dois. No que tange a isso, a esse tema do outsider, a diferença entre Urano e Quíron é que Urano representa aquelas excentricidades e esquisitices das quais temos orgulho e que até ostentamos como emblema, porque nos distinguem e nos tornam “diferentes” de um modo que nos parece positivo, porque não queremos ser iguais a “todo mundo”. É “cool”! É legal!

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Quíron representa as esquisitices dolorosas, das quais nos envergonhamos e que, se pudéssemos, esconderíamos, mas elas ficam ali, sempre muito presentes. Quíron também pode representar um problema maior: a possibilidade de nos tornarmos “bode expiatório” em situações delicadas, especialmente quando está em aspecto próximo a planetas pessoais ou aos ângulos. Ambas as formas de “excentricidades” precisam ser integradas, igualmente. As “esquisitices” das quais nos orgulhamos, se não temos cuidado, podem nos alienar de outros, pois nos isolamos e nos diferenciamos em excesso a partir delas, afastando pessoas que poderiam ser significativas na nossa vida. No fundo, ostentamos tais esquisitices para lidar – mais uma vez – com alguma insegurança, do tipo, “não faço mesmo questão de pertencer a esse grupo careta”, quando talvez tenhamos nos sentido criticados e rejeitados por tal grupo lá atrás. Já no caso de Quíron, essas características que julgamos vergonhosas ou dolorosas também precisam ser integradas e aceitas, porque, além de também nos alienar de relações realmente significativas, se não integradas, nunca seremos inteiros, e conviveremos com a sensação permanente de buraco na alma, buraco que representa, exatamente, as qualidades que negamos e rejeitamos.

A órbita excêntrica de Quíron, mostrada no diagrama.

É interessante porque Quíron, que na verdade é um asteroide, tem um ciclo de 51 anos, enquanto Urano tem um ciclo de 84 anos. Ambos também são parecidos nisso, suas órbitas são excêntricas; Urano tem a atmosfera mais fria de todos os planetas e gira em um eixo tão inclinado, paralelo ao plano do sistema solar, que parece uma bola rolando numa superfície, é o único planeta que gira assim; Já Quíron, de quem se diz que não pertence realmente ao sistema solar e que pode desaparecer em algum momento, tem uma órbita excêntrica, atingindo o periélio numa área interior à de Saturno e afélio no limite interior à de Úrano, daí se diz que ele media os conteúdos e limites humanos conscientes (Saturno) com os conteúdos coletivos e inconscientes e a necessidade de mudar (Urano). Então, eles têm coisas em comum e devido ao fato de a órbita de Quíron ser tão excêntrica, os contatos entre eles podem levar anos. Este semi-sextil é o último aspecto de um ciclo que se iniciou entre 1898 e 1900, entre Escorpião e Sagitário. Entre 1952 e 1991 os dois ficaram numa dança de oposição, que ficou exata muitas e muitas vezes (entre as polaridades Câncer-Capricórnio, Leão-Aquário, Virgem-Peixes, Áries-Libra e Touro-Escorpião), marcando várias gerações, por quatro décadas, com uma assinatura peculiar: a visão da “sociedade perfeita” (Urano) é maculada pelo sofrimento e pela amargura da limitação humana (Quíron); a revolução conseguida à custa do sofrimento; os limites da natureza versus a visão do futuro. Este ciclo de Quíron-Urano finda somente em 2043, quando os dois fazem nova conjunção, em Leão. Até lá, esse semi-sextil se repetirá ainda algumas vezes, mas ainda assim, vale a reflexão sobre ele.

Johnny Depp como Edward Mãos de Tesoura, filme de Tim Burton, um filme, aliás, extremamente Quirôniano! Reprodução

As duas Luas Novas que ocorrem em Leão (23/07 e 21/08) trazem fortemente este tema, porque ambas ocorrem em aspectos com estes dois planetas – Quíron, na verdade, é um asteroide. E Vênus – que faz aspecto aos dois, ao mesmo tempo – nesta semana nos convida a refletir como isso repercute nas relações amorosas. Lidar com tudo isso não é fácil, não é fácil, não! Nunca é! Mas pode ser bonito e compensador! Teremos coragem? E você, como lida com suas “esquisitices”?

All Posters – Reprodução

A semana traz o colorido e a força da Lua Nova, que ocorreu em leão, no domingo, 23. A Lua entra na fase Semi-Crescente em Virgem, na quarta-feira. Ganha mais impulso relacional em Libra e oficializa o Quarto Crescente em Escorpião, no domingo. Na sua jornada de coleta de informações e impressões para o Sol, ela faz aspectos com todos os demais corpos celestes, ora harmônica, ora agressivamente. Estes movimentos simbolizam as alterações cotidianas na vida instintiva e nos humores na Terra. A Lua será Cheia no dia sete de agosto, a 15° de Aquário, lunação que será também um Eclipse Parcial da Lua.

Daria Werbowy, para Vogue Itália – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 24 de julho – A Lua está nova, ainda em Leão e na madrugada fez quncôncio a Netuno e sextil a Júpiter. Durante o dia também encrenca com Plutão e se harmoniza com Saturno e Vênus, de formas diferentes, mediando o diálogo entre eles, que está bastante tenso, já que Vênus torna exata, hoje, a oposição a Saturno. A Lua finda o dia conjunta ao Nodo Norte e a Mercúrio, já formando um Grande Trígono de Fogo com Saturno e Urano. Mercúrio também está em trígono a Urano, exato hoje. O dia está tenso para as relações, particularmente as amorosas, que parecem dar mais trabalho do que valem a pena. É como se nos dessemos conta de que a relação demanda um esforço demasiado, sacrifícios demais e parece que só nós nos empenhamos e o outro apenas cobra, critica, julga, expecta… A ponto de nos sentirmos sozinhos dentro da relação – “solidão a dois, de dia, faz calor, depois faz frio”. E nos questionamos até que ponto estamos dispostos a ir, ou por que foi mesmo que começamos isso tudo… Realmente, relacionar-se dá muito trabalho, especialmente se estamos comprometidos em crescer, em ser melhores pessoas e melhores parceiros, em construir e viver relações mais felizes e saudáveis. Não é para os fracos e imaturos. Demanda trabalho, esforço contínuo e sim, haverá dias muito difíceis. Mas, nos dias difíceis é preciso lembrar o que nos uniu, o que me encantou nessa pessoa, em primeiro lugar; vale checar se a admiração continua, se as afinidades permanecem, se os projetos em comum ainda são válidos, a despeito dos problemas cotidianos. É o caso, também, de confrontar as projeções, as fantasias que tínhamos acerca do outro – e de nós mesmos enquanto parceiros – e da própria relação e perceber que a realidade pode ser um pouco diferente. E então, temos maturidade para lidar com essa realidade, minha, do outro e da relação? Ou será que agora, que o “brinquedo” já não está reluzente de tão “novo” perdemos o tesão, qual criança que perde o interesse tão logo se acostuma? Será que o príncipe virou um chato? Será que a princesa é uma megera? Amar é fácil, difícil mesmo é se relacionar, por isso a manutenção do amor dá trabalho. Ah! Sim! amar dá muito trabalho! Mas hoje, a despeito dessas tensões, conseguimos ser otimistas e nos animar a trabalhar essa relação, a estender a mão ao outro e dar o voto de confiança de que ele vá melhorar – ou dar crédito à nossa própria confiança, de que NÓS também vamos melhorar. Podemos ser honestos quanto aos problemas e desafios e, ao mesmo tempo, visionar as saídas possíveis, se estivermos dispostos ao esforço, ao trabalho – diga-se de passagem, bastante árduo – que consiste em criar uma relação de verdade, real, bonita, com erros e acertos. De modo geral o dia nos convida a lidar com sentimentos de menos-valia, criticismos, falas infelizes, julgamentos, cobranças, solidão e sensação de isolamento… Tudo para nos desafiar a a assumir o compromisso de cuidar melhor de nós mesmos e da nossa autoestima, para sermos capazes de nos defender e de ser justos, assumindo os buracos que precisam ser consertados, mas lembrando das áreas que estão funcionando bem, para não nos desmotivarmos inteiramente. Motivação, aliás, temos bastante para lidar com tudo isso, porque acreditamos que podemos mudar! E vamos em frente!

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TERÇA-FEIRA, 25 de julho – De Leão a Lua faz trígono a Urano e, como ainda se afasta do trígono a Saturno, temos um Grande Trígono de fogo na madrugada. A Lua ainda faz quincôncio a Quíron e conjunção a Mercúrio, ficando vazia depois deste aspecto, às 06h22min. Ingressa em Virgem às 07h33min. Durante o dia faz sesqui-quadratura a Plutão e fecha a noite em orbe de oposição a Netuno. Mercúrio ingressa em Virgem às 20h41min. A noite pode ser povoada de sonhos mágicos que mensagens importantes para a vigília! Já o dia começa bem industrioso, com uma forte energia de organização e trabalho, que pode nos ajudar muito a recuperar o tempo perdido, especialmente se nos demoramos a mais no lazer recentemente. Há bastante clareza quanto às nossa prioridades e isso pode fazer o dia render mais ainda, porque traz foco e produtividade. Mercúrio ingressa em Virgem, indicando um período em que a mente tem sua capacidade analítica aumentada. Análises, estudos, pesquisas, revisões de métodos e de materiais… tudo isso fica favorecido enquanto Mercúrio estiver em Virgem (de 25 de julho a 31 de agosto e de nove a 29 de setembro), particularmente no período de retrogradação (11 de agosto a 5 de setembro).

Brooke Shaden Photography – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 26 de julho – O Sol está em conjunção a Marte, seu guerreiro e embaixador, aspecto perfeito hoje! Mais do que nunca, Marte está atualmente a serviço do Rei, trafegando Leão. A Lua Virginiana faz sesqui-quadratura a Urano, se opõe a Netuno, faz trígono a Plutão e à noite quadra Saturno e Vênus – aspecto exato na quinta – e, vira a noite formando uma Grande Cruz Mutável pra lá de melindrosa, já que envolve Saturno e Quíron! Os dois significadores do feminino e também de relacionamentos emaranhados com esses caras espinhosos… Noite complicada! Entusiasmo, ânimo, coragem, ambição e muita energia são o pano de fundo do dia. Esse entusiasmo faz com que encaremos a maior parte das atividades com alegria e vigor, e mesmo, prazer! Contudo, há tendência a uma certa arrogância e é preciso ficarmos atentos para dosarmos o entusiasmo e não o impormos a outros. Nesse contexto, a Lua virginiana vem equilibrar e trazer alguma modéstia e “pé no chão” ao cenário. Mas há também incongruências, porque se o espírito está resoluto e decidido, o corpo e os sentimentos estão divididos, em “dú-vida – duas vidas”.  Sim, a industriosidade de ontem hoje está permeada de dúvidas e macula a determinação do propósito: qual o melhor método? Qual a hora mais adequada? Deveríamos mesmo estar fazendo isso? Nada pior que a auto-duvida para confundir aquilo que já havíamos decidido! Mas a dúvida às vezes pode ser amiga, se soubermos lidar com ela – ela nos obriga a checar as questões práticas, por exemplo, por exemplo – do contrário, podemos realmente nos perder nos emaranhados detalhistas da coisa “certa” a fazer, do politicamente correto, do recipiente certo, da cor exata… e quando vemos, não fizemos nada, porque estávamos discutindo detalhes! O dia pede que finquemos o pé no chão para discernirmos entre os detalhes que são cruciais e aqueles que são insignificantes, porque se misturarmos os dois, pomos em risco a realização do projeto. Já a noite traz dilemas mais densos e complicados, que envolvem nossas relações mais próximas. O ser masculino – Sol-Marte – está forte e poderoso; já o ser feminino sente-se desvalorizado, seja pelo masculino, seja pelo outro feminino, que é visto como concorrente, rival, inimigo – já vemos que essa é uma receita de confusão! Chafurdando na areia movediça das próprias inseguranças, vemos como ameaça qualquer vislumbre de algo diferente, que não conhecemos nem compreendemos e rotulamos de nomes menos nobres, uma depreciação que é, na verdade, como uma defesa do brio combalido. Mal sabemos que “a outra” – ou outro, não importa – está tão aflita quanto nós e, se tivéssemos a chance de chorar juntas, veríamos que partilhamos das mesmas pragas: autoestima baixa, medo de rejeição, medo de abandono, insegurança. No fundo, essa “outra” pessoa é parte de mim, é uma outra face da minha humanidade e vê-la como rival é apenas cair na armadilha que separa humanos que vivem os mesmos dilemas. Portanto, vale olhar para todos os “outros” das nossas relações como pedacinhos soltos de nós mesmos, para desenvolver nossa compaixão e senso de humanidade – e quando fazemos isso, até rimos muito do ridículo que é certas competições… De modo mais direto, a noite está melindrosa, porque os humores estão suscetíveis e as inseguranças, afloradas. Portanto, vale pegar leve antes de levar para o pessoal a brincadeira “sem noção” do outro; vale pensar duas vezes antes de fazer a brincadeira “sem noção”, que pode ofender ou pegar o outro num momento delicado. Nada como primar pela educação, a gentileza, a nobreza de caráter, levando em conta o credo cristão: não faça a outro o que não gostaria que fizessem a você! Gentileza e generosidade de espírito são essenciais para navegar essa noite melindrosa!

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QUINTA-FEIRA, 27 de julho – A Lua está em virgem e entra a madrugada envolvida numa Grande Cruz Mutável ao se afastar da quadratura a Saturno, fazer quadratura a Vênus e oposição a Quíron. A madrugada fica bem complicada, particularmente para as relações afetivas. A Lua fica fora de curso depois da quadratura a Vênus, às 03h33min. Ingressa em Libra às 12h37min. À noite a Lua se harmoniza com Marte e com o Sol. Se a madrugada esteve sujeita a desencontros e confusões amorosas, a amanhã traz um sabor desconcertante, de ideias confusas e sentimentos contraditórios. Ficamos inseguros se é melhor abrir o livro e o verbo e escancarar as coisas ou manter-nos discretos e contidos, para não chamar a atenção sobre nossa “desgraça” e infortúnio. A manhã traz essa sensação de divisão até nas coisas menores: prendemo-nos demais aos detalhes e isso nos faz perder o foco e a visão maior, de modo que a produtividade fica comprometida. De qualquer forma, não há energia suficiente para realizar mundos e fundos e o ideal é ater-se ao básico e à rotina. A tarde realça dúvidas de outo tipo, mas acentua a necessidade de ação, de resolução. A noite permite um alinhamento da vontade e dos propósitos com os sentimentos e necessidades de conforto e segurança, de modo que há maior clareza sobre os caminhos e atitudes a se tomar.

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SEXTA-FEIRA, 28 de julho – A Lua Libriana faz quincôncio a Netuno,  conjunção a Júpiter – preste atenção no céu noturno, a conjunção estará belíssima! – e quadratura a Plutão. Vênus está muito próxima à quadratura a Quíron e ao sextil a Urano. O dia começa confuso, possivelmente com alguma indisposição indefinida, que pode ser física ou mesmo emocional. Conforme as horas passam, a indisposição fica mais distinta. Por um lado estamos animados e entusiasmados com nossos projetos, mas por outro, há tensões que precisam ser endereçadas e das quais não podemos fugir, por mais que queiramos. Muito do nosso otimismo é gasto em lidar com algumas cobranças e pressões externas, e muita energia também é dispendida em averiguar nossas motivações mais obscuras para fazer o que fazemos e para nos envolver nos imbróglios e e crises que criamos ao nosso redor, ou no mínimo, que atraem a nossa atenção. A noite está mais sujeita a erupções e explosões do humor e a tentativas de manipulação e jogos de poder nas relações. Quem sabe ir lá fora apreciar a noite e as estrelas possam nos ajudar a espairecer e colocar as coisas em melhor perspectiva. Ao olhar a escuridão da noite – se você conseguir fugir da iluminação artificial – podemos simbolizar a escuridão da nossa própria alma, aquelas regiões do nosso coração e do inconsciente a que normalmente não temos acesso, mas das quais podemos ter vislumbres iluminadores quando nos aproximamos com a devida reverência, honestidade e cuidado. O céu noturno também oferece o belo espetáculo da conjunção Lua-Júpiter – e Júpiter também está em quadratura a Plutão, exata em 05/08. Podemos nos sintonizar com esse poder de expansão e de auto-melhoria, trazendo para mais perto de nós essa possibilidade de iluminar, com benevolência, aspectos sombrios de nós mesmos, com vistas a reconhecê-los e transformá-los. Ao olhar o céu noturno e vermos a Lua e Júpiter, podemos dirigir uma oração, um rezo ao deus agradecendo por ser quem somos e estar onde estamos (esse é um agradecimento frequente para mim), porque só assim podemos experienciar tudo o que vivemos nas nossas vidas, no que ela tem de mais belo – como este céu iluminado – e no que ela tem de mais complexo, como os paradoxos da nossa condição humana! E que Júpiter nos abençoe com a sua benevolência!

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SÁBADO, 29 de julho – Vênus quadra Quíron e faz sextil a Urano, ambos os aspectos exatos hoje. Quíron faz semi-sextil a Urano, exato também na virada de hoje para amanhã. A Lua Libriana se afina com Saturno, enquanto também ativa Quíron-Urano, ao fazer quincôncio àquele e se opor a este. A Lua fica vazia depois da oposição a Urano, às 18h32min. Ingressa em Escorpião às 21h23min. A madrugada está permeada de algumas angústias e aflições que podem atrapalhar relações íntimas; ou podem se manifestar como sonhos estranhos, que podem nos fazer relembrar algumas dores e rejeições antigas. O fato é que a atmosfera está meio carregada e isso é sentido na vigília, pois estamos inseguros e suscetíveis e, autoestima meio capenga e, por mais que haja também resiliência e afirmação de autonomia, ainda temos que lidar com a desconfortável sensação de desamparo e a dificuldade de expressar o que sentimos de forma segura e tranquila, de modo que ou nos reservamos e isolamos ou ficamos defensivos nas tentativas de interação, para nos preservar de dores e sofrimentos, que podem reverberar de experiências passadas ainda não completamente curadas. As lembranças vêm e vão e nessas idas e vindas podem causar amargor ou propiciar maior entendimento dos nossos processos relacionais, caso estejamos dispostos a sair da posição de vítima inocente – coisa que, obviamente, ninguém é. Tais lembranças podem ser iluminadas por um olhar mais arguto e maduro, com mais desprendimento e maturidade e podemos escolher deixá-las ir, dar outros significados para as vivências difíceis e aprender com elas; liberar o outro das nossas queixas e mágoas e com isso, liberar-nos do peso da cobrança e do fardo sofrido que estivemos acalentando e carregando por tanto tempo. Sim, a ferida reaberta pede para ser revista, pede por assepsia e purificação, pede por uma medicina nova: compreensão e perdão, de si para com o outro e para consigo mesmo. É isso ou então continuaremos na lenga-lenga do “ninguém-me-ama-ninguém-me-quer”, quando na verdade, nem nós talvez queríamos a nós mesmos. Precisamos ser capazes de olhar para nós mesmos com respeito, compaixão, aceitação e amor, só assim seremos capazes de oferecer isso ao outro e de reconhecer quando isso também nos for dado.

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DOMINGO, 30 de julho – Quíron está em semi-sextil pleno a Urano. De Escorpião a Lua se harmoniza com Mercúrio em Virgem, quadra Marte e oficializa o Quarto Minguante ao fazer quadratura ao Sol. Faz sesqui-quadraturas a Quíron e a Vênus e vira foco de um Martelo. Fecha a semana em trígono a Netuno em Peixes. O domingo traz uma profundidade que nos convida a interações nada banais, nada leves. Pelo contrário, as trocas hoje precisam de engajamento apaixonado, evitar as superfícies seguras e embrenharmo-nos nas trocas mais densas e significativas. Pelo meio da manhã o clima pode ficar mais tenso e, se não tivermos escolhido bem as companhias, as trocas podem descambar para intrigas e disputas por território ou por domínio de assuntos e mesmo do outro. O que nos leva ao questionamento sobre o quê nos faz sentir ameaçados, o que isso diz sobre nós e nossa história e como podemos lidar com isso para que não atrapalhe as relações – porque às vezes a sensação de ameaça pode ser infundada e queimar pontes que estávamos construindo. A Lua entra no quarto Crescente, a Partir de Escorpião e nos convida a assumir nossa ambição e nosso poder, a não ter medo de apropriar-nos dos nossos talentos e reais habilidades e colocá-los a serviço da busca pela liderança; o Crescente também convida a conter um pouco nosso orgulho, vaidade, desejo de “aparecer”, se for para nossos projetos frutificarem realmente – muitas coisas, para serem bem sucedidas, precisam ser ocultados de olhos curiosos, até para escapar na vulgaridade e da banalidade das coisas que “todo mundo viu, todo mundo sabe”. Assim, por mais que nosso ego e vaidade clamem por divulgar sobre aquele projeto “mara” no qual estamos envolvidos, enquanto a coisa não estiver de fato sólida e sacramentada, é melhor deixar que germine no escuro, longe d olhos críticos e inclementes, de torcidas contrárias – chame de paranoia de Escorpião, que seja! – e, no mínimo, salve o projeto, os desejos e intenções da dispersão desnecessária de energia. Resguardemo-nos! Quem tem confiança não precisa do aplauso do outro, por coisas que ainda nem foram de fato realizadas! Isso pode nos poupar energia e dores de cabeça!

Uma ótima semana para você!

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Barbed Wire Art – Reprodução

2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

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Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

Magritte – Reprodução

Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

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Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

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Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

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Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

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Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

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Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

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Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

Lua Nova e Eclipse Solar em Peixes – Um tsunami de emoções

Birth Chart Painting – Reprodução

Um novo ciclo lunar começa neste domingo, dia 26 de fevereiro, às 11h59min (14h59min no horário de Lisboa) com a Lua Nova a 08°12’ de Peixes. Esta Lua Nova também é um Eclipse Anular (Total) do Sol e ocorre em conjunção próxima a Netuno, regente moderno do signo de Peixes, mas os três, Lua, Sol e Netuno não fazem aspectos maiores a outros planetas, de modo que formam uma isolada e poderosa tríade que representa emoções e sentimentos tsunâmicos. Tal força e poder é ainda mais contundente quando lembramos que temos cinco corpos celestes em Água, em Peixes e apenas Júpiter no elemento Ar – Júpiter, que aliás é o dispositor tradicional da Lua Nova/Peixes. Além disso, há falta de Terra, já que também só há um planeta neste elemento: Plutão. Então temos um céu em que predominam Água e Fogo, trazendo um realce forte à natureza instintiva, sugerindo uma qualidade selvagem, impetuosa, intensa, visceral e bastante irracional. Essa ênfase em Água aponta para uma imensa sensibilidade, muita abertura psíquica, empatia, compaixão, cura, sentimentos viscerais, mediunidade e emoções à flor da pele. Negativamente, temos um cenário de escapismos, carências, inseguranças, incertezas, suscetibilidades, impressionabilidade, medos irracionais e difíceis de se expressar, irrealidade, sensacionalismo, tempestades emocionais… Tudo intensificado pelo Fogo. Os dois elementos que faltam, Ar e Terra, são os elementos associados com a objetividade, racionalidade, pragmatismo e realismo, de modo que essas qualidades ficam um tanto inacessíveis à consciência por estes dias, demandando de nós muita serenidade para navegar as grandes ondas de turbulências oceânicas do período.

Eclipse Total do Sol Março/2016, visto da Indonésia – Desconheço o autor da imagem

Eclipses normalmente são vistos como nefastos, mas não necessariamente são assim. Depende muito da natureza do eclipse em si, da Série Saros a que pertence e dos aspectos que faz no mapa individual. Na Astrologia Mundana sim, geralmente representam uma intensificação nos assuntos econômicos, políticos e sociais em geral, podendo representar cataclismos naturais, particularmente nas áreas geográficas em que ocorre o seu ápice, onde é visível. Este eclipse será parcialmente visível no Brasil, o que indica que sentiremos seus efeitos, parcialmente. Veja na imagem abaixo o caminho percorrido pelo eclipse. Leia mais sobre a natureza dos eclipses.

Caminho percorrido pelo eclipse. As partes mais escuras representam os locais em que o eclipse será visto na sua totalidade.

Com a Lua se renovando em Peixes numa lunação que também é eclipse, a vida nos convida a finalizar processos relacionados ao ano astrológico que finda com este ciclo. Mas também convida a lançar nossas intenções para uma vida de mais gentileza, de mais desprendimento e suavidade, de acreditar mais nos nossos sonhos, de incluir o elemento mágico e a fantasia na vida, enriquecendo nossa criatividade. Convida a diminuir as barreiras que nos separam do nosso irmão ali do lado, a derrubar os muros e os ismos, os rótulos e classificações, porque no fim, quando tudo termina, eles não servem mesmo para nada, são a verdadeira ilusão de uma dimensão que acreditamos que seja real, mas que está apenas testando se sabemos realmente discernir quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Xo-Billie.Deviantart – Reprodução

Em Peixes somos instados a incluir aquela parte de nós que é caótica e louca, que é irremediavelmente desconectada do mundo chamado “real”, aquele lado sonhador que parece não fazer muito sentido, mas que nos alimenta, inspira e nos empurra pelos dias afora, enquanto cuidamos do cotidiano cinza… A Lua Nova nos convida a uma vida de gentileza e inclusão, porque quando incluímos o que estava excluído, curamos, pelo reconhecimento! Entretanto, o eclipse ocorre em conjunção ao Nodo Sul, um ponto de regressão, de passado, de desgaste e acomodação, então, também há um forte impulso de manifestação das qualidades negativas de Peixes. E como já dito acima, Lua, Sol e Netuno estão fundidos num abraço urobórico onde nada é distinguível ou separável. As qualidades da Lua e Sol em Peixes são potencializadas muitas vezes pela conjunção a Netuno, aquele que diminui as barreiras e dissolve o senso de ego, de eu, de separatividade. Então é preciso cautela com os escapismos, com as ilusões, com os anseios por sermos salvos por outros que não nós mesmos; é preciso vigiar o desejo de não-ser, que pode levar a impulsos destrutivos de auto-dissolvição, seja por álcool, drogas, fanatismos, desejos de se perder no outro, renúncia da própria responsabilidade… Enfim, há o risco de entrarmos numa bolha de fantasias douradas e nos negarmos a ver a realidade diante de nós… E olha que essa lunação tá acontecendo bem no meio do Carnaval aqui no Brasil…

Série Saros 140 – 16 de abril de 1512, 06h22 GMT

A Série Saros 140, à qual pertence este eclipse, que é o evento número 29 de um total de 71, é uma série que traz um tom até bastante positivo. Bernadette Brady, astróloga inglesa especialista em eclipses, diz que “esta é uma família de eclipses que traz consigo um elemento de surpresas agradáveis. Felicidade repentina, um evento afortunado, um golpe de sorte, uma conquista de sorte. Os eventos que ocorrem podem mudar positivamente a vida da pessoa” (1). Ela diz isso porque no mapa natal da Série, que iniciou em 12 de abril de 1512, no Polo Sul, Sol e Lua fazem conjunção em Touro e a regente de Touro, Vênus, chamada a Pequena Benéfica, está em conjunção a Júpiter – o Grande Benéfico – em Peixes, signo de sua exaltação. No Ponto Médio entre a Lua Nova e a conjunção Vênus-Júpiter, está Urano, a 15° de Áries – Urano é o planeta das surpresas e das coisas inesperadas, que neste caso são consideradas agradáveis devido à natureza dos planetas envolvidos, Vênus e Júpiter. Assim, esta é uma família de eclipses que não é particularmente tensa ao tocar mapas individuais com aspectos positivos. Contudo, eclipses ocorrendo em quadratura ou oposição a planetas natais geralmente são tensos e representam desafios na área da casa natal e dos planetas envolvidos, assim como na/s casa/s regida/s pelo/s planeta/s.

Lua Nova e Eclipse Anular do Sol em Peixes – Brasília, 26 de fevereiro de 2017, 11h59min

Assim, se olharmos apenas a Série Saros 140 e a configuração do eclipse em si, poderíamos dizer que este é um eclipse de gentileza e bons augúrios. Entretanto, o mapa do eclipse traz algumas configurações bastante tensas, que não podem ser ignoradas porque envolvem o regente tradicional de Peixes, Júpiter, que trafega atualmente o signo de Libra. Júpiter está em oposição a Urano, o ponto alto de um ciclo que começou em 2010, no grau zero de Áries. Além disso, Júpiter também está em quadratura a Plutão, formando uma configuração de Cruz T ou T-Square Cardinal por boa parte do ano. E não podemos esquecer que Júpiter é o único planeta em Ar, é o líder de uma formação Tigela e ainda está retrógrado! Então, Júpiter tem um destaque muito importante nesse eclipse! O problema é que essa configuração é bastante tensa, tanto pela sua natureza quanto pelos planetas envolvidos. Júpiter em oposição a Urano pode se manifestar de forma muito criativa, trazendo oportunidades de nos liberarmos de coisas que nos limitam e nos seguram, inclusive crenças limitantes, mas, como o impulso de liberação é grande por demais e a própria energia envolvida é intensa e, sendo Urano um planeta imprevisível, pode também se manifestar de forma caótica, crítica e mesmo destrutiva.

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A presença de Plutão em Capricórnio na configuração sugere que a energia liberada deve provocar transformações profundas e cruciais, mesmo que a princípio haja uma demolição completa daquilo que é conhecido, das estruturas que sustentam nossa realidade. Como se não bastasse, Marte ativa e atiça esta configuração por aproximadamente duas semanas (de 15 de fevereiro até 03 de março, mais ou menos) e está em conjunção exata a Urano horas depois do eclipse, tornando plena a oposição a Júpiter já no dia seguinte. Marte adiciona mais impulso, energia, fogo e traz tudo para o plano pessoal… Marte é o planeta da vontade e agressividade, e quando se envolve nessa formação, torna-se o gatilho que dispara a situação que já estava armada. A presença de Marte nessa configuração também sugere uma vontade férrea, uma competitividade e desejo de ganhar a qualquer custo, alimentado por uma estamina fenomenal, mas que requer cautela devido à forte impulsividade, intenso egoísmo e imediatismo e muita inquietação e ansiedade, devido ao contato com Urano. Então, podemos dizer que sim, este eclipse tem um forte elemento de surpresa, de acontecimentos inesperados, mas nem todas as surpresas são assim tão agradáveis, sendo algumas delas até bastante ásperas e chocantes. De toda forma, o convite é claro: aproveitar a forte onda de liberação e deixar o tsunami levar o que não precisamos mais. Às vezes, quando não nos damos conta de nosso anseio por liberdade e independência, inconscientemente convocamos a outros para atuá-lo por nós, portanto, se o outro termina um relacionamento, ou se o chefe nos demite ou quaisquer outras situações parecidas, o melhor que fazemos é verificar se nós mesmos já não estávamos insatisfeitos com a situação.

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Uma Lua Nova sempre simboliza o fim de um ciclo e o começo de outro. Uma Lua Nova “normal” finaliza um ciclo lunar de aproximadamente 29 dias. Mas uma lunação que também é eclipse finaliza ciclos mais longos, às vezes de até 18 anos! Podemos, pois aproveitar e simbolizar a finalização e encerramento de tudo o que não queremos mais na nossa vida, naquela área de vida em que o eclipse cai no mapa natal, para começar um ciclo mais construtivo e criativo. No caso, é preciso abrir mão dos comportamentos erráticos, irresponsáveis, acomodados, alienados, os anseios de que outros resolvem nossos problemas, as fantasias de que tais problemas se resolvam sem esforço, os desejos regressivos de escapar da realidade… Você entendeu o tom!

Visibilidade do eclipse de 26 de fevereiro de 2017 – Nasa – Reprodução

O Símbolo Sabiano para o grau 9 de Peixes (08°12’) traz uma imagem de dinamismo e competição, que ressalta a qualidade Marciana do mapa do eclipse: “Um jóquei estimula seu cavalo com a intenção de se distanciar de seus rivais”. Dane Rudhyar, autor do livro Uma Mandala Astrológica (2), que analisa os Símbolos Sabianos, nos lembra que este símbolo faz parte do Segundo Hemiciclo, que trata do processo de coletivização. O signo de Peixes é parte do ato relativo à Capitalização. Ele nota que o tom principal deste símbolo é a “intensa mobilização de energia e habilidade na busca pelo sucesso em qualquer performance social afetada pelo espírito competitivo”. Este símbolo, diz ele, indica a necessidade de concentrar todo o seu ser em direção à realização rápida de qualquer que seja o objetivo no qual você esteja empenhado. O que nos leva ao ponto do discernimento: com tais configurações ativas, este símbolo nos estimula a dar tudo de nós na realização dos objetivos, o que sugere estimular ainda mais a este Marte descabeçado… Apostar todas as fichas… E a cautela? Às favas com a cautela? Confesso que deu um nó na minha cabeça…

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Contudo, Linda Hill (3) traz uma luz: “A corrida começou e talvez você sinta que está perto do fim, mas não há garantias de vitória. Embora seja hora de extrair toda a energia possível, certifique-se de que você não a gaste rápido demais correndo o risco de chegar a lugar nenhum ou de não realizar algo de valor duradouro”. Temos aqui enfatizados os temas da competitividade, como já está claro, além das ambições desmesuradas, dos desejos agressivos, desejos de melhoramento, exaltação – vale lembrar que o cavalo é um símbolo de Júpiter e da força instintiva, o que nos remete, novamente, à força deste planeta neste ciclo e à necessidade de dominar nossa natureza selvagem e instintiva, para que ela não venha em nosso detrimento, mas funcione a nosso favor. Como pontos negativos Linda Hill aponta para a possibilidade de sermos ambiciosos demais (Marte-Plutão), de galoparmos a toda velocidade prematuramente, de adotarmos medidas implacáveis querendo ganhar a qualquer custo e de nos precipitarmos horrivelmente, pondo tudo a perder… E aí temos uma repetição dos temas de Marte/Urano x Júpiter x Plutão. O fato é que o Símbolo Sabiano ressalta a qualidade Marciana deste mapa: ação, decisão, atitude e… Precipitação, temeridade, agressividade. E por isso mesmo demanda de nós mais cabeça fria e ponderação para definir em que direção nós vamos, onde iremos apostar nossas fichas e investir todas as nossas energias, para nem queimarmos a largada, nem nos perdermos das raias que nos levarão à vitória. De certa forma, o Símbolo Sabiano traz um tom positivo à configuração de Marte/Urano x Júpiter x Plutão SE soubermos tirar proveito dela… Do contrário, podemos meter os pés pelas mãos e ser a causa de nossa própria queda.

Reprodução

Para você ter ideia de como esse eclipse pode se manifestar na sua vida, primeiro verifique a casa do mapa natal onde ele acontece, ou seja a casa em que você tem o signo de Peixes; depois veja se faz aspectos com algum planeta ou ângulo do seu mapa – somente aspectos maiores: conjunção, quadratura, oposição e trígono (o sextil é menos perceptível), orbe de cerca de cinco graus, ou seja, planetas entre os graus 3 e 13 dos signos Mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), ou signos de Água para o trígono (Câncer e Escorpião). Vale a pena também fazer uma retrospectiva sobre a sua vida no período de 16 de fevereiro de 1999, que foi a última vez em que houve um eclipse da Série Saros 140 (naquele ano o eclipse ocorreu a 27° de Aquário), e 26 de fevereiro de 1998, que foi a última vez que houve um eclipse total do Sol próximo a esse grau em Peixes (no caso, o eclipse ocorreu a 07°55’). Outro detalhe importante a se notar, é que já tem algum tempo que os eclipses vêm ocorrendo no eixo Virgem-Peixes, portanto, o eixo de casas onde esse par de signos cai no seu mapa natal está sendo ativado desde abril de 2015 e Virgem-Peixes vem se alternando com o eixo Áries-Libra. Este eclipse terá duração total de duas horas e 59 minutos, o que significa que seus efeitos perdurarão por cerca de três anos, perdendo força conforme outros eclipses forem acontecendo, porque o eclipse de mais influência é sempre o mais recente.

Agende uma consulta comigo e veja como este e os demais eclipses do ano afetam o seu mapa natal, que mudanças podem simbolizar e em que área de vida: psicologica.astrologia@gmail.com 

Em termos práticos e mundanos, como já disse acima, eclipses sinalizam tempos intensos em que as emoções ficam mais afloradas e nosso controle está discutível, portanto, demanda cautela e auto-observação para não agirmos ou reagirmos de forma excessivamente instintiva – no eclipse solar a consciência (o Sol) é eclipsada e os instintos ficam mais ressaltados. No mapa levantado para Brasília, Lua e Sol caem na casa 10 do mapa, sugerindo mudanças importantes no governo, com Mercúrio, já em Peixes, conjunto ao MC, indicando que notícias um tanto nebulosas ganharão grande destaque e terão grande influência nas decisões tomadas – quantas decisões escusas serão tomadas enquanto muitos estão entorpecidos pelo frenesi do carnaval?

Giovanni Allievi – Reprodução

Concluindo, o período sugere acontecimentos imprevisíveis, emoções e sentimentos tsunâmicos, que exigem de nós muita maturidade e centramento. É tempo de nos sintonizarmos com nosso eu mais profundo, aquele que está livre das ordens e prioridades mundanas e está focado nas necessidades da alma e na evolução da consciência; a partir daí, renovarmos nossas intenções de vivermos uma vida de mais gentileza e empatia. Ficar atentos porque o ciclo vai demandar sintonia fina para ponderar e ter clareza sobre qual a melhor atitude a tomar: se nossos intentos demandam espera cautelosa ou se devemos apostar tudo e acelerar na busca da vitória, sabendo que a competição será acirrada.

Para acalmar e serenar o coração e canalizar as influências do eclipse de forma mais positiva, recomenda-se exercícios de ancoramento e meditação. Isso pode ser melhorado com os cristais ágata, ágata de fogo, ametista, aragonita, olho de gato, galena, jaspe vermelho, ou outra pedra com que você já esteja acostumada/o e que lhe transmita confiança e segurança. Verifique as influências do eclipse de forma mais detalhada ao fim do artigo geral sobre eclipses, que você encontra neste link: http://mariaeunicesousa.com/2015/09/13/da-natureza-ciclos-e-efeitos-dos-eclipses/, influências que você pode ver de forma resumida na tabela abaixo.

Um feliz eclipse para você e um ótimo ciclo para todos nós!

Birth Chart Painting – Reprodução

(1) Brady, Bernadette – The eagle and the lark – Predictive Astrology  – Weiser Books

(2) Rudhyar, Dane – An Astrological Mandala

(3) Hill, Linda – 360 Degrees of Wisdon

A Semana Astrológica – Em Pé de Guerra

Eclipse Total do Sol Março/2016, visto da Indonésia – Desconheço o autor da imagem

… ou Combatendo o Bom Combate!

Semana de 20 a 26 de fevereiro – Semana de muitas tensões e extrema beligerância, que pede muito sangue frio e tolerância. O Minguante propicia as eliminações, reavaliações e projeções para o próximo ciclo.

Começamos uma semana cheia de novidades, de muita ação, mas também de tensão extrema! Uma semana explosiva, que vai demandar muita cabeça fria, flexibilidade, tolerância, e muito espírito de “paz e amor” se for para não nos envolvermos em confusões – e até violência – desnecessárias.

Birth Chart Painting – Reprodução

O Sol, já em Peixes, vai navegando calmamente em direção a Netuno… Até encontrá-lo, não faz aspectos com mais ninguém, apenas recebe os eventuais aspectos lunares… A Lua Nova e Eclipse Total do Sol, aliás, acontece em conjunção com o Senhor dos Mares, e os três, Lua, Sol e Netuno estão fundidos entre si e sem fazer aspectos a outros planetas. Isso sugeriria um período de gentileza, de sensibilidade, de cura e muita criatividade, no sentido mais positivo… Olhando pelo outro lado, pode haver propensão a escapismos, alienação, teimosia em não se encarar a realidade. Este eclipse faz parte da Série Saros 140, que é uma família de eclipses até positiva, que fala de boas surpresas, de golpes de sorte, de eventos afortunados… Contudo, eclipses sempre trazem em si uma qualidade selvagem e imprevisível, as coisas ficam muito intensificadas e podem sair de controle na área de vida representada pela casa do mapa natal em que eles acontecem – e controle é o que parece mais difícil de se ter por estes dias. E no caso deste eclipse em específico, o problema maior é o fato de seu dispositor tradicional estar engalfinhado numa luta estrepitosa com Urano, Marte e Plutão, aumentando a possibilidade de eventos inesperados, humores ácidos, belicosidade e intolerância, que podem facilmente descambar para a violência, caso os envolvidos se deixem levar pela impulsividade e a intransigência.

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Tudo isso porque Marte, o planeta da vontade e da assertividade, vem jogar lenha na fogueira dessa configuração, ou funcionar como estopim de um cenário já bastante hostil. Marte faz primeiro quadratura a Plutão em Capricórnio, depois conjunção a Urano e em seguida oposição a Júpiter, botando todo mundo em pé de guerra. E vale se perguntar: por que EU, individualmente, estou neste clima belicoso? Preciso mesmo entrar “nessa onda” de hostilidade? Com que cabeça estou pensando, com a minha ou com a da massa? – e neste caso, nem há “cabeça” pensante! Auto-observação e atenção permanente no presente são vitais!

Reprodução

Por que tudo isso? Marte em Áries já é um amante dos riscos, um guerreiro sanguinário que desafia o perigo só pelo gosto de fazê-lo, chegando mesmo a ser temerário – é o Deus Ares interessado somente em guerra! A conjunção a Urano aumenta exponencialmente essa qualidade temerária, a impaciência e a intolerância, chegando ao ponto do extremismo, agregando ainda a rebeldia e o radicalismo, algo que é ampliado, amplificado, multiplicado muitas vezes pela oposição a Júpiter, que ainda adiciona, ímpeto e fervor ideológico e religioso e joga mais combustível num incêndio já descontrolado… Por fim, Plutão intensifica, adiciona conflitos de poder e torna tudo questão de vida ou morte – ou pelo menos é assim que as pessoas tendem a sentir quando se trata de aspectos tensos entre Marte e Plutão. Outra coisa que torna tudo isso ainda mais volátil é o fato de termos muito Fogo ativado por toda a semana – imagine então na semana que vem, quando a Lua em Áries fizer conjunção a Marte e a Urano! –  somente Plutão em Terra (Capricórnio) e pouco Ar, com apenas Mercúrio e Júpiter neste elemento e a Lua entre quinta e sábado – Mercúrio, aliás, será crucial para nos ajudar a manter a racionalidade nesses tempos intempestivos de instintos enlouquecidos.

Padrão de Mapa Tigela

Também é interessante de se notar que atualmente temos no céu uma configuração de tigela, com todos os planetas compreendidos em 180 graus do cinturão zodiacal, tigela que tem como líder, Júpiter, o planeta da Boa Sorte, mas também dos exageros e excessos, do fanatismo e irresponsabilidade. Na outra ponta da tigela está Urano. Isso cria ênfase e foco na área dessa “tigela”, que vai de Libra a Áries, e também sugere muita subjetividade, a objetividade da leitura do mundo ficando um pouco comprometida – cada um vê os problemas sociais e coletivos (todos os signos de Libra a Áries) a partir de uma visão afunilada e muito pessoal, faltando, talvez, a perspectiva histórica e mais desapegada das coisas. Portanto, é preciso manter a cabeça fria e no seu devido lugar – e olhe que Marte e Áries regem a cabeça! – e ainda fincar os pés no chão, para não dar cabeçadas por aí, literal ou figurativamente, e para poder utilizar essas influências explosivas de maneira positiva, para nos posicionar de maneira assertiva e firme sobre coisas com as quais talvez não tenhamos conseguido lidar até aqui, talvez por insegurança ou incerteza… Positivamente essa configuração representa um momento de romper definitivamente com aquilo que nos impede de avançar rumo aos nosso objetivos, mas tendo essa percepção de que tais impedimentos começam em nós mesmos e apenas reverberam no exterior. Há muito dinamismo e energia que podem ser utilizados para muitas realizações, SE conseguirmos lidar com isso de forma adulta e ajuizada.

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Entretanto, para utilizar essas configurações construtivamente, é preciso muita atenção porque essas influências são extremamente voláteis e de difícil controle, demandando que as emoções estejam sob contenção madura e responsável – esta é uma semana em que temos que ser muito racionais e relevar muitas coisas e muitas pequenas irritações. O clima é de guerra, mas nós podemos escolher SE queremos estar em guerra; podemos escolher também quais guerras valem a pena se lutar. Por outro lado, se, em alguma situação nos percebermos sem alternativas a não ser entrar na briga, é essencial ter clareza das nossas motivações para nos envolvermos no conflito. Contra o quê estamos guerreando? Por que? As batalhas egoicas estão fadadas a serem perdidas de maneira bastante destrutiva e até humilhante, mas há outras que podem trazer ganhos substanciais. Podemos combater o bom combate, mas para isso é preciso ter integridade e firmeza de caráter, para primeiro empreender o confronto consigo mesmo: combater, dentro de nós, o dragão da intolerância, o monstro do egoísmo cru e bruto, combater o ogro da irracionalidade, a deturpação de fatos para justificar nossos interesses mesquinhos, combater o ethos de “os fins justificam os meios” – antes de acusar aos outros de todos esses “pecados”… Então, há a guerra boa e frutífera e é aquela combatida contra nossos próprios demônios interiores e essa é uma oportunidade formidável para empreendermos esse combate!

Vebston Rose – Tumblr – Reprodução

Em termos práticos, essa configuração pode representar conflitos violentos, desde os banais, como brigas de trânsito, àqueles motivados por ideologias e crenças; simboliza também acidentes que ocorrem por impulsividade, precipitação e frustrações mal resolvidas; pode significar incêndios que saem de controle; conflitos sociais em que a consciência individual deixa de existir porque desaparece no meio da massa, é suplantada pelo fervor coletivo, algo que pode ser muito, muito perigoso – cuidado com as aglomerações! Devido ao eclipse e aos planetas envolvidos, Marte pode ser o gatilho para “acidentes” com grande número de vítimas ou mesmo cataclismos naturais. Considerando o cenário político e social atual no Brasil e no mundo, essa configuração Júpiter-Urano-Plutão representa um barril de pólvora e Marte é o estopim que dá início à explosão – e com o Carnaval acontecendo bem no ápice de tudo isso, é preciso escolher os programas carnavalescos com muita sabedoria e de preferência maneirar no álcool e na ingestão de substâncias em geral! Portanto, quem puder evitar se envolver em discussões, disputas e conflitos desnecessários, faz muito bem. Evitar propagar o clima belicoso, as “más notícias” ou inverdades por aí também é aconselhável porque com tanta irracionalidade no ar, tudo é motivo para começar uma briga. Precisamos nos responsabilizar pela atmosfera que criamos ao nosso redor, onde estamos e aonde formos. Não podemos “pagar” de ingênuos e inocentes, se não nos responsabilizamos por nossos pensamentos, palavras, atitudes, omissões e emanações energéticas. Para nos ajudar a manter a cabeça fria neste período, é recomendável muita meditação – que pode ser ativa, para movimentar o corpo – exercícios de ancoragem e enraizamento, respiração, e muita, muita paciência e tolerância em todas as interações.

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Vênus já está muito desacelerada, a cerca de apenas três graus do seu ponto estacionário. Assiste à briga cardinal de longe, mas antes de entrar nessa luta, ela recua. Mas isso não quer dizer que, a seu modo, não coloque também lenha nessa fogueira. Isso porque vai travar uma outra luta, de outro cunho, em outra dimensão. Ao ficar retrógrada, Vênus desce ao Mundo Inferior, onde fará a Conjunção Inferior ao Sol, ficando entre o Sol e a Terra. Para os antigos povos meso-américos, Maias e Astecas, que acompanhavam muito de perto o trânsito de Vênus em todas as suas fases, essa era uma época bastante temerária, em que eles se preparavam para as guerras, porque a partir da retrogradação e depois que começar a surgir no Leste como Estrela da manhã, nascendo antes do Sol, Vênus, planeta da conciliação e da diplomacia, assume seu lado de guerreira sanguinária, especialmente estando em Áries – portanto, é mais um dado que inspira cuidados nestes tempos inflamáveis.

Rafael Olbinski – Reprodução

Quando Vênus entra em retrogradação é tempo rever e reavaliar nossos valores, nossos afetos e relações, nossa autoestima, a gestão dos nossos recursos, materiais e imateriais. Neste período, é recomendável que se evite fazer investimentos de grande porte, como abrir novos negócios – especialmente se forem em área relacionada à estética, arte, beleza, etc – a possibilidade de prejuízos é grande. Também não é um período favorável para cirurgias estéticas ou outras intervenções de grande impacto na aparência física, como mudanças radicais no corte ou cor do cabelo – talvez nada de trágico ocorra, mas há propensão a desapontamentos e e frustrações com os resultados, às vezes difíceis de serem revertidos. Vênus ficará retrógrada de 04 de março a 16 de abril.

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Mercúrio está bastante ativo nestes dias e, como já disse, será crucial para nos ajudar a manter a cabeça no lugar, até entrar em Peixes. Tem conversas afinadas com seus dois dispositores, Urano e Saturno, além de também se harmonizar com Júpiter. Isso, além de trazer fluidez às comunicações, talvez nos ajude bastante e traga um mínimo de frieza e objetividade nos dias mais voláteis que temos pela frente – afinal, combater fogo com fogo só criará um incêndio de grandes proporções, em compensação, se mantivermos a mente em ordem, o fogo poderá ser controlado. Entretanto, Mercúrio ingressa em Peixes no dia 25, sábado, e já não conseguimos ter tanta clareza e distanciamento, pelo contrário, ficamos um tanto confusos, desconcertados, talvez até vacilando em algum momento capital. Por outro lado, Mercúrio em Peixes talvez agregue um pouco de gentileza e empatia a esse clima agressivo da semana.

Claudia Fernety – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Minguante em Sagitário. Torna-se Balsâmica em Capricórnio na quarta-feira, desapega-se dos restos do ciclo em Aquário e finalmente se renova no domingo, dia 26, na Lua Nova e Eclipse Total do Sol em Peixes.

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SEGUNDA-FEIRA, 20 de fevereiro – A Lua está minguante em Sagitário e tem uma conversa cerebral com Mercúrio em Aquário e bate um papo ainda mais “cabeça” com Marte em Áries e depois com Urano. A Lua também quadra Kíron, se rejubila com seu regente Júpiter e faz conjunção a Saturno, ficando vazia depois deste aspecto, às 20h39min. Mercúrio está em sextil exato a Urano. Marte está já muito próximo da quadratura a Plutão. Começamos uma semana bastante tensa com influências que nos ajudam a olhar longe e a projetar as inúmeras possibilidades diante de nós. É tempo de ponderar tais possibilidades com muita sabedoria, antecipando possíveis desfechos para não nos surpreendermos com resultados desagradáveis por falta de “assuntar” o próprio coração e intuição. A intuição, aliás, está bem aguçada hoje e quem for esperto tirará alguns minutos para sondar a própria alma e essa intuição que se oferece tão generosamente. Já podemos antever a fúria desse Marte e seus planos belicosos para os próximos dias e podemos respirar fundo e nos encher de coragem e vigor, mas lembrando de botar o pé no chão, porque existe sim, muita audácia, destemor, e até entusiasmo para uma boa briga, mas esse ímpeto está um tanto descontrolado e carece de bom senso e o resultado da briga fica muito imprevisível, de modo que temos sim, muito a perder. Assim, o dia traz a oportunidade de irmos nos desfazendo das crenças opiniosas, dos fervores apaixonados que não nos deixam enxergar um palmo adiante do nariz e das certezas absolutas; especialmente, nos desapegar dos sofrimentos, do medo de perder ou de quaisquer outros medos, que paradoxalmente nos deixam mais suscetíveis – de modo que possamos estar mais leves e menos apegados ao que quer que seja, especialmente, desapegados da expectativa de resultados. De modo mais prático, o dia está dinâmico e animado, com muita energia de realização, mas também de diversão, de maneira que podemos nos entregar a tarefas que exigem concentração e comprometimento com alegria e entusiasmo.

TERÇA-FEIRA, 21 de fevereiro – Mercúrio ainda está em sextil exato a Urano. A Lua está fora de curso em Sagitário nas primeiras horas do dia, ingressando em Capricórnio às 04h08min, de onde conversa harmoniosamente com o Sol Pisciano, que está em conjunção ao Nodo Sul. A Lua fecha a noite em sextil a Netuno e quadratura a Vênus, aspectos não exatos. O dia traz boas chances de trabalharmos de maneira focada, continuando a traçar nossas estratégias de longo prazo, reavaliando e descartando as estratégias antigas que já não estão funcionando mais, assim como as ferramentas, ou projetos e ideias que se revelaram não proveitosos ou que não estejam saindo como imaginávamos. É recomendável que sejamos realistas e práticos quanto a isso, que encaremos tais descartes sem apegos e sem ilusões de que “ainda poderia dar certo se apenas…”. O Sol conjunto ao Nodo Sul alerta para a tendência de nos apegarmos a essas fantasias tolas e perdermos tempo e energia devaneando sobre elas, ao invés de focarmos nas formas práticas e concisas de prestar serviço e ajuda. Positivamente, essa conjunção do Sol ao Nodo Sul ilumina os padrões escapistas, fantasiosos ou vitimistas aos quais talvez ainda estejamos atrelados, propiciando a consciência necessária para nos movermos na direção de maior autossuficiência e responsabilidade por nossos processos. A Lua no signo da Cabra traz bom senso e pé no chão, um bom senso que é temperado pela amorosidade de Peixes. Contudo, com a Lua no frio Capricórnio e Marte emaranhado nesta configuração bélica, ainda precisamos cuidar da propensão ao humor mordaz e sarcástico, o que pode fomentar a atmosfera hostil e melindrosa – o dispositor da Lua, Saturno, segue em quadratura a Kíron – que em nada contribui com nossos intentos maiores. Antes de dar aquela “patada”, respirar e pensar duas vezes, contar até 10, até 100…

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QUARTA-FEIRA, 22 de fevereiro – Marte em Áries está em quadratura exata a Plutão em Capricórnio e muito perto da conjunção a Urano e da oposição a Júpiter. A Lua une armas com Plutão e aumenta a tensão na briga com Marte-Urano e Júpiter. Antes ela se afina com Netuno, mas briga com Vênus. A Lua também faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. Um dos dias mais tensos do período, quem sabe até do ano, começa por uma dificuldade grande em expressar o que estamos sentindo de maneira efetiva e essa confusão interna já aumenta o mau humor, que vai escalando com a impaciência, a irritabilidade e o alto grau de intolerância.  Há fortes interesse egoicos em jogo e o desejo de vencer a qualquer preço, custe o que custar, enquanto o “outro lado” também tem tanto ímpeto de ganhar quanto nós mesmos, dessa forma, temos uma conflagração de muita competitividade que pode chegar a disputas bastante irracionais e conflitos de poder, já que não temos nenhum desprendimento e tudo é visto como uma questão de vida ou morte em que os interesses e a própria vida estão ameaçados. A besta selvagem irrompe dentro de nós, mas as forças oponentes são formidáveis e mesmo os “desavisados” podem ser pegos no meio do “tiroteio”. Se por um lado essas influências, de fato, nos incitam à briga, por outro, é bom termos bastante clareza do porquê e pelo quê estamos brigando e de preferência, se temos que brigar, que seja por interesses maiores do que o nosso umbigo, pelo grupo e não apenas pelos nossos interesses egoístas, porque neste caso, é mais provável que percamos de maneira irrevogável, já que as forças contra as quais lutamos são muito poderosas. De qualquer maneira, é necessário todo o autocontrole de que pudermos dispor, se for para lidarmos com tais influências de forma positiva e construtiva. Autocontrole, cabeça fria, paciência, tolerância e sobretudo, alto grau de integridade para sabermos que o “inimigo” que combatemos lá fora é apenas reflexo das forças sombrias que reinam aqui dentro. Esses trânsitos demandam que canalizemos a força, a raiva e a energia intensa em trabalhos construtivos onde possamos jogar toda essa energia beligerante – trabalho árduo e focado em algo que favoreça ao todo. De maneira mais prática, o dia está carregado de muita tensão e animosidade e convém termos muita cautela em todas as interações, mesmo no trânsito, com estranhos, por exemplo; convém evitarmos também nos colocarmos em situações de risco desnecessário, como ficar altas horas em regiões que não conhecemos ou empreender atividades perigosas que não se domina – grande propensão a acidentes. A Lua fica Balsâmica na conjunção a Plutão e nos convida a abrir mão da sede de domínio sobre o outro, priorizando o domínio sobre nós mesmos e nossas emoções e sentimentos intensos; a perceber nossas fraquezas morais, ao invés de simplesmente imputá-las a outros… destruir as estruturas de poder que escravizam o ser humano, em lugar de humanizá-lo… Somente a partir disso poderemos olhar para o futuro e prospectar um amanhã de mais justiça e ética… Do contrário, o futuro poderá ser bastante sombrio…

Reprodução – Desconheço o autor

QUINTA-FEIRA, 23 de fevereiro – De Capricórnio a Lua completa a quadratura a Júpiter em Libra, ficando vazia logo depois, à 00h25min, ingressando em Aquário somente às 14h18min, ficando isolada por muitas horas. Mercúrio está em sextil ao seu outro dispositor, Saturno e ainda em sextil a Urano e trígono a Júpiter. Marte segue marchando para juntar forças a Urano, contra Júpiter e Plutão. Mercúrio e Saturno hoje funcionam como dois mediadores importantes no clima de guerra atual e sugerem que devemos nos ater à verdade, mas sabendo que existem muitas verdades e nenhuma delas é absoluta. Mercúrio-Saturno também trazem alguma ponderação, bom senso e entram na briga entre Júpiter e Marte-Urano com o providencial “deixa disso, vamos conversar!”. Quando não não há bom senso, qualquer rasgo de equilíbrio e ponderação pode fazer algum milagre e é nisso que precisamos nos segurar e ancorar: buscar equilíbrio e sensatez para não espiralar nesse clima hostil que nos cerca… Ponderar nos nossos excessos, enfrentar nossa voracidade por poder, controle e domínio sobre os outros e sobre o ambiente… Aonde nos levará tudo isso? Certamente que já podemos intuir e olhar ao longe para saber que corremos o risco de ser soterrados sob os escombros da nossa própria arrogância, irracionalidade e insensatez e mais tarde não poderemos alegar que “não sabíamos” onde estávamos nos metendo… Será mesmo que os fins justificam os meios? Será que as perdas e danos serão mesmo compensados pelos ganhos? Haverá ganhos, porventura? Em terra de olho por olho, todos acabam por ficar cegos e cega está a razão quando enveredamos por este caminho. A tarde talvez o mau humor e o azedume arrefeçam um pouco porque conseguimos olhar a tudo com uma certa indiferença, a ponto de coisas que antes nos tiravam do sério agora já não nos interessam tanto. Podemos tirar essas horas de isolamento para acalmar os ânimos vertiginosos dos últimos dias, acalmar a mente e o coração e ter uma perspectiva mais fria e isenta de envolvimentos pessoais e subjetivos.

Zero1122 – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 24 de fevereiro – Marte está ombro a ombro com Urano e em oposição, também próxima a Júpiter, enquanto se afasta da quadratura a Plutão. De Aquário a Lua se entende com Vênus em Áries e fecha a noite em harmonia com Marte-Urano, aspectos não exatos. A Lua Aquariana soma forças a Mercúrio – embora não faça aspecto a ele hoje – e vem nos ajudar a ter um pouco mais distanciamento nestes dias em que todos estão de cabeça quente, comprando brigas à toa. Hoje, ter esse distanciamento emocional pode salvar o dia, o humor, as relações e talvez até coisas maiores e mais importantes. Temos alguma clareza para olhar para o futuro e prever alguns desfechos das situações em que nos encontramos, de forma que podemos tomar as atitudes mais adequadas com clareza e objetividade, se conseguirmos manter os instintos e a irracionalidade sob controle, de modo a arrefecer um pouco os ânimos exaltados ao nosso redor. Se estivermos dispostos a nos observar de forma fria e objetiva, podemos entender porque nos incendiamos em certos momentos, o que ativa nossos gatilhos emocionais, a ponto de nos tirar do eixo e de nos tornar tão reativos e desequilibrados. Essa percepção pode nos levar a admitir muitas falhas, esse lado menos nobre e mais feral da nossa natureza, aceitando e iluminando-o, para humanizá-lo, a ponto de não nos amedrontar tanto. A despeito de tudo isso, o clima continua hostil no mundo exterior e segue desafiando nossa serenidade e autocontrole. Atenção total com os gatilhos!

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SÁBADO, 25 de fevereiro – A Lua Balsâmica Aquariana se afina com Marte e Urano e depois também com Saturno, ficando fora de curso depois desta conversa, às 15h12min. Ingressa em Peixes às 21h25min e logo faz conjunção a Mercúrio, que ingressa neste signo um pouco antes, às 20h08min. Nesta semana intempestiva de contendas e discórdias inúmeras, tivemos e continuamos a ter a oportunidade de combater a insensatez, os ódios e a agressividade destrutiva dentro de nós – somente assim podemos combatê-los fora de nós, porque só conseguimos combater lá fora o que já vencemos aqui dentro. E hoje, mais uma vez, temos possibilidade de dialogar com esse nosso lado impetuoso, feroz e impulsivo de maneira desapegada, procurando entender suas motivações mais profundas. E, se por um lado podemos ser “animados” por tal ímpeto, por outro, podemos também ter efeito calmante sobre esta pequena besta selvagem, tentando conduzi-la e domá-la minimamente, argumentando com ela e mostrando que há outras maneiras menos selvagens de se buscar e se conquistar o que se quer. Temos uma pequena trégua que nos permite equilibrar a necessidade de autoafirmação que tem estado imperiosa, com a as obrigações e deveres – contra os quais temos nos rebelado recentemente – de maneira menos dramática e menos intensa, com um senso mais acurado de concepção e perspectiva. À noite o clima muda radicalmente e ficamos mais impressionáveis e sensíveis, agudamente mais sensíveis, talvez até tendo pressentimentos indefiníveis, que nos deixam um tanto desassossegados, querendo correr para as montanhas, intuindo o tsunami. Sim, há sensação de tsunami emocional prestes a acontecer e os alarmes, longe de nos deixar em pânico, devem apenas nos ajudar a nos preparar para deixar que as grandes águas levem tudo de que não precisamos mais, que nos banhem e nos purifiquem nossas empresas egoicas, para que elas beneficiem também a outros, para que sejam mais  inclusivas e amorosas; para que percebamos como são efêmeras e irreais as ilusões de poder terreno pelo qual brigamos e nos desgastamos tanto… É inútil, é fútil e já nem entendemos direito porque começamos a tal guerra… Se chegamos a tal ponto, que bom! Estamos prontos a abrir mão do controle e do poder… Se ainda insistimos… Vamos para mais um round de batidas de cabeça, até que uma hora tenhamos a prendido, mesmo a duras penas… Se a cabeça é dura, que aguente as pancadas!

Reprodução – Intervenção: Maria Eunice Sousa

DOMINGO, 26 de fevereiro – Temos a Lua Nova e Eclipse Total do Sol ocorrendo às 11h59min d manhã, a 08°12’ de Peixes – a Lua Nova ocorre em conjunção a Netuno e ao Nodo Sul. Como se não bastasse, Marte está em conjunção partil a Urano e em oposição quase exata a Júpiter. A Lua fecha a noite em sextil a Plutão. A Lua Nova e Eclipse solar ocorrem em conjunção próxima a Netuno e afastando-se de conjunção a Mercúrio (ampla) e estes são os únicos aspectos que Lua e Sol fazem. A Lua Nova Nova convida a lançar ou refazer nossas intenções para o novo ciclo, o ciclo de Peixes, da amorosidade, altruísmo e gentileza. Convida a finalizar processos, já que estamos no ultimo ciclo do ano astrológico, para que possamos iniciar o novo ano desobrigados e leves das pendências inacabadas e de eventuais esqueletos que não tenhamos enterrado devidamente. Por si só, a Lua Nova sugere um tempo de perdão e inclusão, de redenção e cura, da empatia que salva e humaniza, diminuindo as barreiras e os limites humanos. Seria uma Lua Nova gentil e benéfica, não fosse pela configuração em que seu regente tradicional, Júpiter, está emaranhado: como já sabemos, Júpiter está numa dança feroz com Urano e Plutão e justamente hoje, Marte tira o pino da granada que joga tudo pelos ares, ao fazer conjunção partil, exata, a Urano poucas horas depois da Lua Nova/Eclipse e fazer a oposição exata a Júpiter cerca de 24 horas depois da Lua Nova. Tudo isso nos diz que o domingo traz influências muito contraditórias, confusas e indistintas, que podem causar muita ansiedade, comportamentos irracionais, reações imprevisíveis e intensificar soberbamente os ânimos… Cuidado quem for cair na folia no sábado e domingo de Carnaval!! O domingo pede, pois, muita calma, reclusão, retiro, meditação e serenidade. É fundamental manter-se centrado, ficar na sua e não entrar nas ondas de medo e ansiedade que por acaso percebermos. Respirar, confiar, vibrar amor e paz, é o melhor que temos para o dia. O eclipse será visível em boa parte do Brasil, regiões sul, sudeste, parte do Centro-Oeste e parte do Nordeste, o que indica que essas regiões e seus habitantes serão, definitivamente, afetados! Texto sobre o eclipse ao longo da semana!

Uma semana de muita serenidade para você!

Lua Nova e Eclipse Anular do Sol: É o que é e não o que você gostaria que fosse

Eclipse Solar em Virgem: o sol, a Lua Nova e o Nodo Norte em Virgem - Birth Chart Painting - Reprodução
Eclipse Solar em Virgem: o sol, a Lua Nova e o Nodo Norte em Virgem – Birth Chart Painting – Reprodução

A Lua é nova nesta quinta-feira, dia 1° de setembro às 06h03min no horário de Brasília e às 11h03min no horário de Lisboa. Esta lunação é também um Eclipse Anular ou Anelar do Sol, um eclipse que é total, mas devido ao fato de a Lua estar no seu apogeu, ou seja, no ponto mais distante da Terra, não cobre totalmente o círculo do Sol, ficando uma espécie de anel de fogo, magnífico, fascinante e ao mesmo tempo, assustador, ao redor da Lua daí o nome anelar ou anular.

Este é um eclipse bastante tenso, porque ocorre no mesmo dia em que o Sol faz quadratura exata, ou seja, ocorre em quadratura a Saturno em Sagitário e também em oposição a Netuno em Peixes, acionando mais uma vez essa configuração que tem estado ativa nos céus desde 2014. Saturno faz uma quadratura minguante a Netuno, uma quadratura que vai fechando o ciclo iniciado entre os anos de 1989 e 1990. Essa configuração simboliza um momento de grande depressão coletiva, de desalento e desânimo coletivos em relação à economia, à política às questões religiosas e espirituais; há uma sensação de grande desapontamento e desilusão no que tange a esses assuntos e esse aspecto está relacionado à depressão econômica. Também é associado a mortes nos cenários artísticos, musicais e de entretenimento em geral. Para entender melhor os significados dessa configuração, leia este texto.

Lua Nova e Eclipse Solar em Virgem - 1° de setembro de 2016, Brasília, 06h03min
Lua Nova e Eclipse Solar em Virgem – 1° de setembro de 2016, Brasília, 06h03min

Então, Lua e Sol fazem oposição a Netuno, um aspecto também bastante próximo, de pouco mais de um grau e fazem quadratura a Saturno, aspecto de menos de um grau. Como se não bastasse, Marte está envolvido na equação, tendo iniciado um novo ciclo Marte-Saturno na semana passada e ambos, Marte e Saturno são o ponto focal da configuração de Cruz T ou T-Square que nasce da oposição Lua-Sol-Netuno. Esse eclipse vem acionar grandemente os temas da configuração, como eu já disse várias vezes, uma semana antes de a última quadratura exata entre Saturno e Netuno ocorrer. A partir de outubro essa configuração vai se desfazendo e as coisas começam a ficar um pouco mais leves. No mapa do eclipse levantado para Brasília, essa grande configuração cai exatamente nos ângulos: Sol e Lua no Ascendente, Netuno no Descendente e casa 7 e Marte-Saturno caindo no IC, Saturno vindo da casa 3 e Marte já na casa 4. Há um tom básico muito claro a respeito dessa configuração: Caia na real! Os véus caem e agora finalmente podemos ver o que de fato está em jogo, agora enfrentamos nossas ilusões e fantasias tolas e vãs e não há para onde correr, ou enfrentamos e crescemos ou crescemos e enfrentamos. Há uma sensação de dor e lamentação diante de uma realidade que é muito fria e muito dura, mais do que podemos suportar, mas não tem jeito.

Por outro lado, Sol e Lua estão conjuntos ao Nodo Norte, que representa o futuro e a direção que devemos tomar. O Nodo Norte em Virgem nos diz que devemos empreender um esforço consciente para discriminar as informações, para trazer um senso de ordem ao nosso cotidiano, para darmos adeus às ilusões infantis de esperar que um salvador ou uma mãe boazinha venham tomar conta de nós e resolver nossos problemas. Sol e Lua junto ao NN nos apontam a necessidade de desenvolvermos autossuficiência, realismo, discriminação e seleção criteriosa dos fatos. Netuno está conjunto ao Nodo Sul, sugerindo esse desejo, esse anseio de salvação e de continuar vivendo no engodo, porque é mais fácil: prefiro continuar vivendo essa mentira dourada a ter que lidar com essa realidade cinzenta… prefiro não saber, prefiro continuar na névoa… Mas, sinto muito, não vai dar! Não vai dar, não! The game is over! Se insistimos em não ver, seremos patrolados pela vida, por essa realidade que está aí e a cada round a coisa se tornará mais e mais difícil, portanto, a hora de crescer é essa! Nos últimos dois anos viemos lidando com isso: com uma aterrissagem forçada na terra das duras realidades; caindo do mais alto dos céus, no mais duro dos chãos, expulsos do paraíso, sem chances de retorno, sem apelação.

Pawel Kuczynski - Reprodução
Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio, regente da Lua Nova e do eclipse, está no fim de Virgem, retrógrado, começando sua descida trimestral ao Mundo Inferior; começando sua recapitulação do processamento de informações dos últimos três meses. Mercúrio retrógrado em Virgem sugere um período em que precisamos rever nossos métodos e nossa técnica, a forma como trabalhamos e como nos comunicamos na esfera do trabalho; a maneira como organizamos nosso cotidiano e como cuidamos do corpo e da saúde; como selecionamos o que é útil e o que não é na nossa vida… Tudo isso passa por uma grande revisão e reavaliação e essa retrogradação dá ênfase ao eclipse – ou seria o eclipse que dá ênfase à retrogradação? É um caso de retroalimentação, na verdade. Porque eclipses sinalizam conclusões e encerramentos na área de vida em que ocorrem, um momento em que podemos tomar atitudes e nos liberar de atavismos e comportamentos ocos e sem sentido e se Mercúrio já está fazendo uma revisão geral sobre tudo isso, então, aproveitamos a chance! É unir a fome com a vontade de comer! Felizmente para nós Mercúrio está enquadrado neste mapa por Júpiter e Vênus, os dois queridinhos chamados de Grande Benéfico (Júpiter) e Pequena Benéfica (Vênus). Essa configuração de enquadramento em que se encontra Mercúrio talvez queira nos dizer que no fim, isso é para um Bem Maior, por mais doloroso e amargo que o remédio seja agora – Mercúrio também faz oposição a Quíron em Peixes – o resultado final é positivo, ou seja, lá na frente talvez percebamos o porquê de tudo isso, e talvez as coisas façam sentido, mesmo que isso não ocorra agora.

Visibilidade do eclipse - não será visível no Brasil, a não ser, parcialmente, em João Pessoa, segundo algumas fontes.
Visibilidade do eclipse – não será visível no Brasil, a não ser, parcialmente, em João Pessoa, segundo algumas fontes. Esta imagem é captada do site da Nasa.

Como já sabemos, eclipses não acontecem de maneira fortuita, saídos do nada. Eles pertencem a famílias, as chamadas Séries Saros e analisar a família à qual o eclipse pertence adiciona mais pistas sobre seus temas e possíveis manifestações. Este eclipse pertence à Série Saros 135 na nomenclatura da Nasa (Série Saros 19 Norte, na nomenclatura da Dra. Bernadette Brady, astróloga estudiosa de eclipses da Inglaterra). O primeiro eclipse desta série ocorreu em 5 de julho de 1331, no Polo Norte. E olha só – é por isso que eu adoro astrologia! – como as coisas se repetem: neste mapa do primeiro eclipse, Netuno está também conjunto ao Nodo Sul, só que desta vez, em Capricórnio! Há também uma T-Square Mutável que tem por base Vênus e Júpiter em oposição, desembocando em Saturno em Virgem (o eclipse desta quinta faz conjunção a este Saturno!). Saturno e Netuno estão em trígono bastante próximo e poucas semanas antes houve também uma conjunção Marte-Saturno, uma vez que Marte está em conjunção ampla, de 9 graus, e separativa a Saturno. Se consideramos Quíron em Peixes, temos formada, na verdade, uma Grande Cruz Mutável, pois Quíron está em oposição a Saturno – lembra que no mapa do eclipse atual Quíron também está proeminente recebendo a oposição de Mercúrio? – quer dizer, os temas são muito parecidos! Embora haja alguma diferença nos cenários e nos figurinos, os atores são os mesmos! A Dra. Bernadette Brady, em seu livro The Eagle and the Lark, diz que esta série de eclipses fala de “realismo, uma volta à realidade. O indivíduo se torna consciente de uma situação antiga e a percebe como ela é, ao invés de como ele/ela achava que era. Esse pode ser um momento construtivo de enfrentar a verdade”. Então, o tema principal desta família de eclipses é o enfrentamento da realidade; o fim de ilusões seguido de novos começos baseados na verdade. Situações antigas têm grande potencial de serem esclarecidas e finalizadas. E o resultado é a liberação e a leveza.

Série Saros 135 - 5 de julho de 1331, 19h45min, horário de Brasília
Série Saros 135 – 5 de julho de 1331, 19h45min, horário de Brasília

Pessoas que têm planetas ou ângulos entre os graus 4 e 14 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentem mais fortemente as energias deste eclipse. Vale a pena desacelerar, fazer exercícios de ancoragem e aterramento, porque em períodos de eclipses tendemos a ficar mais irritadiços, tensos e há propensão às coisas saírem do nosso controle, porque é uma energia que não se controla. No final texto geral sobre eclipses há uma parte sobre os efeitos dos eclipses nas casas do mapa natal – dê uma olhada. Além disso, você pode também verificar o que estava acontecendo na sua vida em 1° de setembro de 1997, que foi a última vez que ocorreu um eclipse no grau 9° de Virgem. Outra data que vale a pena checar é 22 de agosto de 1998, a última vez que ocorreu um eclipse da Série Saros 135, que traz esses mesmos temas de agora. Não necessariamente você precisa lembrar do que ocorreu no dia exato, mas sim no período, semanas antes e depois. Os temas certamente estão interligados.

Martin Stranka - Reprodução
Martin Stranka – Reprodução

A temporada de eclipses é aberta com este Eclipse Solar na quinta-feira e é encerrada com o Eclipse Penumbral da Lua no dia 16 de setembro, a 24° de Peixes. Durante este período de duas semanas, precisamos ser mais cautelosos porque estamos mais suscetíveis. É um tempo estranho, em que parece que transitamos entre mundos, o tempo adquire uma qualidade diferente e o ar fica mais denso. O eclipse solar nos predispõe a agir de forma mais inconsciente e instintiva, visto que é o Sol que é eclipsado e o Sol representa a consciência, enquanto a Lua é a reatividade e a instintividade. Portanto, se pudermos nos poupar de estresses e pressões desnecessários, fazemos muito bem. Precisamos fazer o que nos é requerido: encerrar o que precisa ser encerrado, enfrentar o que deve ser enfrentado. Lidar com as coisas como elas são, sem tentar encobri-las ou dourar a pílula, porque por mais tensos que estes eclipses sejam, eles trazem um momento de crescimento e maturidade no nosso processo evolutivo. “Aceita, que dói menos”, diz aquela frase e é assim que precisamos encarar este momento porque há coisas que são maiores do que nós e resistir e lutar contra elas só irá nos desgastar e convenhamos, é insanidade. Precisamos também ser humildes e lembrar que somos apenas uma gotinha no oceano que logo irá se evaporar e nem rastros deixaremos para trás… Então, percebamos tudo como um grande processo de evolução e aprendizado para nós como seres humanos, mas principalmente, percebamos que o universos é muito maior do que nós e não podemos ter a pretensão de entender o que acontece na faixa de tempo  de uma mera vida humana, quando a vida em si mesma é infinita e trata de ciclos milenares. Encarar nossa pequenez e insignificância nessa escala de coisas também é parte desse enfrentamento. E, por incrível que pareça, torna tudo mais leve. Como deve ser. Basta de adicionarmos peso extra desnecessário. Cuidemos do que os cabe, do que é da nossa alçada. Se nos responsabilizamos por nós e nossas escolhas, por sermos mais íntegros, já estamos a meio caminho andado. O resto, vamos aprendendo no que sobra do caminho! Busquemos a leveza, simplifiquemos a vida. Aceitemos essa realidade, porque só assim seremos capazes de mudá-la!

Veja o significado dos próximos eclipses por casa no Mapa Natal
Veja o significado dos próximos eclipses por casa no Mapa Natal – Clique na imagem para ampliá-la

Feliz Novo Ciclo para você! Que seja leve e que traga as liberações e amadurecimentos necessários!

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Jialu-d374z6i – Reprodução

Lua Nova e Eclipse Total do Sol em Peixes – Hay que endurecerse…

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Aysem Aksoy – birth Chart Painting – Reprodução

A Lua é nova hoje, numa lunação que é também um Eclipse Total do Sol, a 18°56 de Peixes, às 22h54min de Brasília e à 01h54min da madrugada de nove de março para Lisboa.

Eclipses são fenômenos que ocorrem em duas temporadas ao ano, geralmente seis meses distantes uma da outra, pois ocorrem quando as lunações se dão próximas aos Nodos Lunares. Eclipses são, pois, lunações super potentes, que acionam de maneira dramática e crítica as energias que vinham se acumulando já há algum tempo. Marcam encerramentos de ciclos, rupturas com o passado que propiciam abertura e novos começos. Eclipses não ocorrem isoladamente, eles pertencem a séries, as Séries Saros. Para entender melhor as Séries Saros, as dinâmicas e ciclos dos eclipses, leia este artigo.

eclipse mapa mundiEste eclipse não será visível nas Américas, nem na Europa, apenas no Pacífico, partes da Ásia e da Oceania. Terá duração de cinco horas e 15 minutos, o que significa que seus efeitos perdurarão por cinco anos e três meses, tanto em termos mundanos como na esfera individual, os efeitos mais agudos sendo sentidos nos próximos seis meses, até que o próximo eclipse solar ocorra – o eclipse mais recente sempre será sentido mais intensamente. Eclipses do Sol tendem a favorecer ao feminino e às mulheres, visto que a luz solar, que representa o masculino, é eclipsada. Assim, é possível que tenhamos notícias de figuras masculinas importantes e poderosas enfrentando muitos problemas, talvez mortes no mundo das artes, do cinema e também do universo espiritual e religioso.

Dados técnicos do eclipse de 08 de março, ilustração do site da NASA.
Dados técnicos do eclipse de 08 de março (09 de março GMT) – ilustração do site da NASA – Reprodução

Eclipses solares simbolizam um bloqueio na consciência e um período em que estamos mais instintivos, irracionais, as emoções estando mais afloradas, portanto, convém criarmos canais e meios de contenção para toda a irracionalidade; exercícios de ancoragem e enraizamento, meditação e centramento podem ajudar. Indivíduos com planetas ou ângulos entre os graus 13 e 23 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentem mais intensamente os efeitos deste eclipse. Em termos mundanos, seu impacto é sentido mais fortemente nas áreas em que é visível e eclipses também estão associados a cataclismos e desastres naturais, especialmente em Peixes, o signo das Grandes Águas, o que pode representar tsunamis e terremotos nos próximos meses, especialmente na região de sua visibilidade.

Série Saros 130, 20 de agosto de 1.096, 18h24min GMT.
Série Saros 130, 20 de agosto de 1.096, 18h24min GMT.

O eclipse de hoje pertence à Série Saros 130 na nomenclatura da Nasa (1). O primeiro evento desta série ocorreu em 20 de agosto de 1.096, às 18h35min e o último ocorrerá em 25 de outubro de 2.394. É importante olharmos o mapa do primeiro eclipse porque ele define quais são os temas da série inteira. Neste primeiro mapa vemos Sol e Lua em Virgem, numa conjunção super ampla, mas aplicativa a Saturno; Vênus faz quincunce a Júpiter e os Nodos estão no Ponto Médio entre a Lua Nova e Netuno e também são o Ponto Médio entre Saturno e Vênus. Falando sobre esta série, Bernadette Brady (2), astróloga inglesa estudiosa de eclipses, diz que ela se relaciona com “finalizações e separações. Assim, quando afeta um mapa pessoal, o indivíduo terá que lidar com uma separação. Essa separação pode ser qualquer coisa, desde um amigo viajando para o estrangeiro por longo tempo, a despedidas no fim de um relacionamento com alguém muito amado, o que pode trazer muita angústia e pesar. Contudo, a dor da separação é diminuída por novas situações que levam a resultados muito positivos”. Neste mesmo mapa, vemos que Vênus é ponto focal de uma T-Square, que nasce da oposição de Marte em Libra a Urano em Áries, estando Vênus em Câncer. Essa configuração enfatiza o tema do conflito e das separações no âmbito dos relacionamentos afetivos. Dessa forma, se eclipses já estão naturalmente associados a conclusões, a liberações e a deixar o passado para trás, esta série salienta sobremaneira este tema.

Eclipses 2016 - Copia
Eclipses de 08 e 23 de março – olhe o signo do seu ASCENDENTE!

Os eclipses de cada Série Saros ocorrem a cada 18 anos e cerca de 11 dias, geralmente 10 graus atrás do eclipse anterior. Assim, generalizando grosseiramente, eles vão ativar o mesmo eixo de casas por cerca de três ocorrências, cobrindo um total de 54 anos na vida de um indivíduo. Os últimos eclipses desta série aconteceram em 26 de fevereiro de 1998, a 07°54’ de Peixes; em 16 de fevereiro de 1980 a 26°50’ de Aquário e em 04 de fevereiro de 1962 (05 de fevereiro em Lisboa), a 15°42 de Aquário. Vale a pena olharmos o que acontecia em nossa vida nesses períodos, que assuntos mobilizavam nossa atenção, para termos pistas dos desdobramentos e significados do eclipse de hoje para nós, individualmente. Para saber a área de vida específica afetada, veja em que casa do mapa natal você tem o signo de Peixes e, no caso dos eclipses anteriores desta série, também onde tem Aquário. Os temas serão os mesmos. Veja na tabela acima, a partir do signo do seu Ascendente, qual a área de vida ativada pelos eclipses de hoje e do dia 23 de março.

Lua Nova e Eclipse total do Sol em Peixes - Brasília, 08 de março, 22h54min.
Lua Nova e Eclipse total do Sol em Peixes – Brasília, 08 de março, 22h54min.

Olhando especificamente o mapa do eclipse de hoje, vemos que Sol e Lua estão enquadrados por Netuno e Quíron (a), um posicionamento que traz grande potencial de cura, compaixão, aceitação de nossas feridas e um consequente sentido de perdão e redenção e, ao mesmo tempo, uma consciência excruciante da dor que assola o mundo, das limitações humanas mais elementares e um gosto amargo de desapontamento profundo diante da impossibilidade da realização de nossos sonhos, ou mesmo do desgosto e consternação resultantes da constatação de que muitos desses sonhos não passavam de ilusões, não passíveis de concretização – sentimo-nos terrivelmente enganados e ludibriados. Esse sentimento de desilusão se repete e é salientado pela configuração dominante neste mapa, uma T-Square (b), formada pela ampla conjunção Netuno-Lua-Sol-Quíron, todos em oposição a Júpiter em Virgem, e novamente, todos eles, incluindo Júpiter, em quadratura a Saturno em Sagitário, que é foco da T-Square. Assim, este eclipse vem realçar e acionar de forma muito aguda, os temas da presente quadratura Saturno-Netuno, sobre a qual já escrevi anteriormente. Portanto, além do tema básico da Série Saros 130, que fala de finais e separações, este eclipse específico indica que tais separações se dão por causa de grandes decepções e desapontamentos, provenientes do enfrentamento da realidade, de verdades duras e amargas que, se são difíceis de engolir, são também instrumentais para nosso amadurecimento intelectual e emocional.

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Júpiter, um dos regentes da Lua Nova, está retrógrado em Virgem e acabou de receber a oposição do Sol e da Lua em Peixes, estando, ele mesmo, em oposição a Quíron. Precisamos encarar nossos excessos, o complexo do salvador, as promessas facilmente ditas e dificilmente cumpridas, nossa megalomania e senso de onipotência e arrogância, nossa inflação egoica que busca submeter a tudo e a todos sob nossos pés, inclusive a natureza e o organismo vivo que é o planeta. Todos eles fazem quadratura a Saturno em Sagitário, simbolizando, novamente esse enfrentamento da verdade, a acareação com as crenças rígidas que nos trouxeram ao presente sofrimento. Júpiter também faz quincunce a Urano e representa, novamente, nossa dificuldade em nos comprometer com as visões e sonhos que tivemos que, por falta de comprometimento, deixaram de ser sonhos para se tornarem fantasias vazias. Em nome da “liberdade e independência” – que podem muito bem ter sido um eufemismo para preguiça e desleixo – nos evadimos das tarefas básicas que permitiriam a realização de tais visões.

O outro regente da Lua Nova e do eclipse, Netuno, faz parte da já analisada configuração de T-Square (b) e recebe a quadratura minguante de Saturno, que fecha um ciclo de 35 anos entre estes dois planetas.

Kindra Nikole - Reprodução
Kindra Nikole – Reprodução

É interessante notar que a Lua Nova e o eclipse se dão em conjunção ao Nodo Sul, um ponto de desgaste, que remete ao passado e às qualidades mais primitivas do signo em questão. Isso indica que há riscos de ainda tentarmos escapar pela via mais fácil, de bancarmos as vítimas inocentes, os mártires injustiçados; de continuarmos tentando nos anestesiar para não ver a feiura e a sordidez que nós mesmos criamos e de resvalarmos, mais uma vez, no comportamento regressivo de esperar que um “salvador” venha nos livrar da encrenca em que nos metemos. Contudo, Saturno, como ponto focal dessa configuração não vai facilitar nossa vida e carrega esse mapa com um pesado tom de cobrança e responsabilidade. Como pudemos não nos responsabilizar por nossos próprios sonhos?? Como pudemos jogar tal responsabilidade sobre os ombros de terceiros e ainda esperar, ingenuamente, que tudo fosse dar certo? Como pudemos ser tão fracos e infantis a ponto de esperar que “viessem nos salvar”, que “tomassem conta de nós”? Acaso não somos capazes de cuidar de nós mesmos e nossos interesses? Assim, Saturno vem nos lembrar que, se queremos realmente crescer e mudar alguma coisa, precisamos assumir nossos quinhão de responsabilidade pelo atual estado de coisas, seja na esfera pessoal e relacional, seja no plano econômico, político, religioso, social e coletivo. Se queremos tapar o sol com a peneira, se queremos continuar a nos enganar, podemos até tentar, mas a conta vai ficar cada vez mais alta, até chegarmos ao ponto do esgarçamento e dissolução total e sem volta. Vamos continuar adiando este enfrentamento? Júpiter, conjunto ao Nodo Norte em Virgem, sugere que precisamos colocar ordem nesse grande caos, voltar ao básico, ser pragmáticos e nos ater aos fatos, sem, no entanto perder a fé e a esperança. A conjunção Júpiter-Nodo Norte também aparece no mapa inicial da Série Saros 130, só que desta vez, em Aquário – ponto que é ativado por Vênus no mapa de hoje – e reforça a necessidade de mantermos a fé, porque dos destroços surgirão coisas boas.

Banksy - Reprodução
Banksy – Reprodução

Repetindo, de certa forma, o tema do primeiro eclipse da Série, neste mapa de hoje o Nodo Sul está no Ponto Médio entre Vênus e Urano. Este posicionamento acentua o tema das rupturas e separações, principalmente afetivas. Tais separações, que fique claro, precisam realmente ocorrer porque as relações em questão não fazem sentido, já não nos trazem nada, não nos acrescentam como pessoas, não nos ajudam a ser melhores indivíduos. Já não temos função nenhuma na vida do outro, tampouco este outro tem papel relevante para nós. Assim, precisamos dizer adeus a este “outro” quem quer que ele seja: amante, namorado/a, amigo/a, emprego, situação, conforme a casa do mapa natal em que o eclipse cai. Deixar o passado para trás, liberar-se desse peso, deixar o que já está morto, morrer de vez, para poder olhar para a frente e abrir-se às novas pessoas e oportunidades que surgem em nosso caminho. Como diz aquele ditado, se ficamos olhando demais para trás e para aquilo que acabou ou nos deixou, deixamos de perceber as coisas novas diante de nós. Assim, o Nodo Sul no Ponto Médio entre Vênus e Urano traz uma mensagem peremptória: rompa de vez com o passado, pare de reclamar e olhe para o futuro!

Attachement - Peter Gric - Reprodução
Attachement – Peter Gric – Reprodução

Vênus também chama a atenção neste mapa porque é o único planeta em Ar, num mapa extremamente aquático, que traz, além do Sol e da Lua, mais três planetas em Peixes. Todos esses sentimentos mobilizados neste eclipse tornam-se avassaladores, pesados e ameaçam nos esmagar, nos engolfar e afogar sob sua densidade. Vênus nos diz que devemos buscar um mínimo de distanciamento de tais sentimentos e emoções, que devemos nos desidentificar um pouco de tudo isso, para conseguirmos respirar, desapegarmo-nos da dor e do sofrimento, para conseguir deixá-los ir, honrando-os adequadamente. Do contrário, se nos identificamos demasiadamente com esses sentimentos e sensações caóticos, com toda essa dor e sofrimento, podemos sucumbir e perder a chance preciosa de crescer e nos liberar desse passado que precisa ser deixado para trás.

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O Símbolo Sabiano do grau 19 de Peixes (18°56’) traz a seguinte imagem: “Um mestre ensinando seus discípulos”. Lyinda Hill (3), astróloga australiana, em seu livro sobre os Símbolos Sabianos, 360 graus de sabedoria,  analisa este símbolo e diz que ele trata da necessidade de nos colocarmos na posição do ‘estudante’, do ‘Discípulo’, ou do ‘professor’, o ‘Mestre’. Em situações diferentes nos percebemos sendo um ou outro. Ela diz:“você pode ser o professor ou o aluno, mas lembre-se que, frequentemente, é o professor quem aprende e o aluno quem ensina. Isto mostra a necessidade de levar o tempo necessário para transferir o alto conhecimento e a sabedoria. Também é um sinal de que é preciso ouvir sua própria alta sabedoria. Alguém que tenha algo importante para dizer, geralmente encontra um outro alguém disposto a ouvir. Parece que quando você precisa aprender algo, o mestre aparece”. Então, este símbolo fala da necessidade de ouvirmos o Mestre Interior e nessa mesma linha, eu me lembro do antigo axioma mágico: “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”, o que nos reporta ao posicionamento de Júpiter em Virgem, em conjunção ao Nodo Norte, que por sua vez, nos fala da possibilidade de encontros benéficos e auspiciosos, de encontrarmos a pessoa certa, na hora certa, que nos ajudará a enxergar o caminho com mais clareza.

“O Velho Sábio” - São mateus e o anjo, de Guido Reni - Reprodução
“O Velho Sábio” – São mateus e o anjo, de Guido Reni – Reprodução

Podemos associar este símbolo também ao Velho Saturno, que é tão importante neste mapa, como ponto focal da configuração em T ou T-Square (b). Saturno, em sua manifestação mais positiva é o Velho Sábio, a Voz da Experiência, o Grande Exator ou Cobrador, que vem tomar a lição de casa, que vem cobrar se fizemos nossas tarefas devidamente. Este Mestre é profundamente justo e é o primeiro a reconhecer quando mostramos excelência e quando somos conscienciosos com nossos compromissos e deveres; da mesma forma, ele é implacável quando fomos lenientes e preguiçosos, quando não nos esforçamos o bastante e nem nos responsabilizamos por tarefas e deveres que eram nossos e de mais ninguém. Assim, Saturno, o Mestre Interior, mais uma vez nos diz que é hora de amadurecermos e ouvirmos nossa verdade interna; de parar de choramingar e reclamar e tornarmo-nos resilientes e fortes, compassivos sim, mas também justos e realistas, inclusive conosco mesmos.

Photobox - Reprodução
Photobox – Reprodução

Este mapa do eclipse de hoje traz uma mescla de Saturno, Júpiter e Netuno, porque além de estarem os três envolvidos nessa T-Square espinhosa, Saturno é o ponto focal dessa configuração, Netuno é o Dispositor Final deste mapa e Júpiter é o seu Almuten, o Senhor do Mapa. Então, os temas dessa configuração se repetem interminavelmente e ficarão reverberando em nossas mentes, corações e vidas, até que os tenhamos assimilado completamente: encarar nossas desilusões e decepções, enfrentar a realidade, sem nos deixar endurecer por ela, sem perder a fé e a compaixão, permitindo que todo o processo nos amadureça sem nos amargar, tornando-nos maduros, porém serenos. Como dizia Che Guevara, “hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”.

Assim, permitamos que os fins acontecem devidamente, despeçamo-nos do que precisa ir; separemo-nos do que não nos serve mais, mesmo que doa, mesmo que nos enlutemos temporariamente com isso. Renovemos nossas intenções, renovemos a nós mesmos, permitamos que nossa vida e nossa alma sejam revitalizadas e abramo-nos às novas oportunidades e aos novos encontros, porque o Mestre está à nossa espera!

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a – Enquandramento é quando o planeta está ladeado por dois outros, independentemente da distância em graus, se estão em conjunção ou não, os dois planetas atuando como uma espécie de “moldura” para o planeta em questão.

b – T-Square ou Cruz T é uma configuração em que dois planetas em oposição fazem quadratura a um terceiro, que vira foco da configuração. T-Squares têm ação dinâmica que busca ação e resolução e a qualidade (Cardinal, Fixa ou Mutável) em que acontecem é essencial para se entender sua manifestação possível.

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(1) http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros130.html

(2) Bernadette Brady, em The Eagle and the Lark – Weiser Books

(3) Lynda Hill, em 360 degrees of Wisdom, the Sabian Oracle

Aysem Aksoy - birth Chart Painting - Reprodução
Aysem Aksoy – birth Chart Painting – Reprodução

A Semana Astrológica – Tempo de Conclusões

eclipse solar - gobelinus regius
Coroa do Sol, visão permitida por um Eclipse Total do Sol – via Gobelinus Regius.Tumblr – Desconheço o autor.

Semana de 07 a 13 de março

Semana de eclipse começando, um eclipse Total de Sol que se dá na Lua Nova a 18°56′ de Peixes, que vem simbolizar muitas conclusões e fechamentos de histórias e situações e que será seguido do eclipse Parcial da Lua em 23 de março, a 03°17’ de Libra. Os eclipses ocorrem em duas temporadas ao ano, geralmente em pares, às vezes podendo ocorrer até três seguidos. Seus efeitos duram vários meses e até anos e suas influências simbólicas já são sentidas algumas semanas antes de ocorrerem. As semanas entre eclipses de uma mesma temporada são particularmente tensas e estranhas, como se portais entre mundos permanecessem abertos. Ficamos mais sensíveis e suscetíveis e convém nos observarmos e ao mundo ao redor com cuidado, especialmente nas semanas seguintes a um eclipse do Sol, quando as pessoas reagem de forma mais instintiva e menos racional. Portanto, fiquemos atentos e estejamos presentes em nós mesmos e no aqui e agora. Vale lembrar que eclipses solares favorecem mais a mulheres e ao feminino – interessante que este eclipse ocorra exatamente no Dia Internacional da Mulher! Leia sobre as dinâmicas e ciclos dos eclipses.

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Tirado do Etsy.com – Reprodução

Depois de uma semana incrivelmente tensa e caótica, cheia de imprevistos e situações incontornáveis, o Sol, que ficou toda essa semana enquadrado por Netuno e Kíron, completa a conjunção a este, Kíron, um asteroide que simboliza o máximo das contradições humanas, pois representa vários arquétipos paradoxais: ele constela o arquétipo do professor e mentor; o arquétipo de uma natureza extremamente benigna e civilizada, num corpo animalesco e instintivo; o arquétipo da criatura imortal que é ferida mortalmente; o arquétipo da cura e do curador e também da ferida que não tem cura. Kíron, é pois, o símbolo das contradições de ser humano e nesta semana estaremos lidando com estes paradoxos. O Sol também faz sextil a Plutão, oposição a Júpiter e conjunção ao Nodo Sul da Lua. Há grandes desafios à nossa consciência por estes dias e parte desses desafios será manter a lucidez e a serenidade em meio ao caos, à insegurança e à sensação de vulnerabilidade frequente. Como exercitamos a compaixão e o amor por nós mesmos quando nos vemos tão falíveis e miseravelmente humanos? Como concebemos nossa expansão e otimismo diante de nossas dificuldades mais recorrentes e mais debilitantes? Como manter a fé na vida, no divino, no futuro, quando duvidamos até de nós mesmos, quando nos sentimos não merecedores até mesmo do amor do Pai? Como manter a fé no elemento humano, quando o mundo caminha para o abismo, levado por este mesmo humano? Aceitar tal vulnerabilidade e insegurança, sem nos identificar com a o papel da pobre vítima, sem cair no coitadismo é a peleja dessa semana, que testará nossa maturidade e consciência.

Way Up - Alex Garant Art - Reprodução
Way Up – Alex Garant Art – Reprodução

Mercúrio mergulha fundo nas águas Piscianas e funde-se a Netuno, indicando que a mente passa por um período bastante confuso, em que o pensamento e a função do logos não se dão de forma linear e lógica, antes, dão-se de maneira irracional, incoerente, talvez até absurda, até que percebamos que precisamos usar a imaginação e fluir com ela, intuindo, mais do que analisando de maneira lógica e fria. Os limites entre racional e irracional ficam indistintos e tendemos a confundir realidade com fantasia ou a ter dificuldade em analisar em discernir o que é verdade e o que é engôdo. A mente está embotada e não tem certeza de nada. O resultado é confusão e caos na forma como pensamos e nas nossas interações com o mundo. Seguimos como se vivêssemos numa realidade separada, correndo o risco de sermos presas de muitas ilusões, embustes, tapeações e enredos criados para nos levar a acreditar em algo que é, no mínimo, duvidoso. Mercúrio rege as comunicações e logo estará também em oposição a Júpiter, que rege a propagação em grande escala da comunicação, sugerindo que nas próximas semanas precisamos ficar atentos a manipulações midiáticas e aos jogos de cena montados para vender opiniões e “verdades” que interessam a muito poucos. Entretanto, se por um lado esse trânsito não favorece as atividades cotidianas, racionais e lógicas, por outro, beneficia grandemente aos artistas em geral, especialmente a músicos, compositores, escritores, poetas e artistas plásticos, pois a imaginação está especialmente realçada e elevada e a inspiração super ativada.

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Matteo Arfanotti – Reprodução

Vênus, a Pequena Notável, abandona sua abordagem super desapegada e livre de Aquário, para tornar-se sensível, romântica e sonhadora em Peixes, signo de sua exaltação. Vênus, um planeta de relacionamento por excelência, gregário por natureza, está exaltado em Peixes exatamente por isso, porque aqui tudo que ela deseja é se fundir ao outro, desaparecer como entidade separada e tornar um o que antes eram dois. Esse anseio por fusão absoluta imbui-nos de grande sensibilidade e romantismo, compaixão e altruísmo, visto que não percebemos limites entre nós e os outros; por outro lado, torna-nos vulneráveis a muitos desapontamentos, porque temos uma visão por demais idealizada, chegando a ser ingênua, e expomo-nos a decepções, seja porque o outro abusa de nossa boa fé, ou porque nós mesmos nos recusamos a vê-lo como de fato é.

sereia_casal_6Outra manifestação comum deste posicionamento é o padrão de buscar amores impossíveis ou inalcançáveis: apaixonamo-nos por alguém que está do outro lado do mundo, ou que já é comprometido, ou que não está minimamente interessado em nós. Criamos enredos dignos de filmes hollywoodianos, mas que só existem em nossa fantasia, ou seja, namoramos alguém que não sabe que está namorando conosco. Isso nasce do desejo de perfeição, do anseio por encontrar o par perfeito, uma incongruência completa com a realidade terrena. Então, se não convivemos com essa pessoa no dia a dia, se não a percebemos como pessoa comum, cheia de defeitos e contradições como todo mundo, nós preservamos nossa fantasia de perfeição e assim, nunca nos desapontaremos, a imagem perfeita desse bem-amado – que só existe em nossa cabeça, diga-se de passagem – ficando para sempre protegida de ser quebrada ou trincada pela realidade dura dos reles mortais. Na verdade, quando nos envolvemos nesse tipo de relacionamento, estamos fugindo da possibilidade da decepção, do confronto com a pessoa real, do risco de sofrer e de nos magoar que um relacionamento de verdade, com uma pessoa de carne e osso sempre traz. Assim, Vênus em Peixes busca apenas a magia e o canto da sereia e diz-se que ela se apaixona pela ideia de estar apaixonada, pelo romance e não pela pessoa com quem está se relacionando. Vênus ingressa em Peixes no dia 12, sábado, onde ficará até cinco de abril, quando entrará em Áries. De 12 a 20 de março teremos então quatro planetas mais o Sol em Peixes. Preparemos os lenços, porque o período fica choroso e confuso! O Sol ingressa em Áries no dia 20 e Mercúrio no dia 21. Vênus fecha a semana em quadratura já quase exata a Marte em Sagitário, sugerindo muitas desavenças e complicações nos relacionamentos.

Matteo Arfanotti - Reprodução
Matteo Arfanotti – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Balsâmica em Aquário. Ingressa em Peixes ainda na segunda, onde será Nova na terça-feira, a 18°56’ de Peixes, às 22h54min no horário de Brasília e à 01h54min do dia 09 no horário de Lisboa. Fica mais que impulsiva em Áries na quarta-feira e torna-se Crescente já em Touro, no sábado, fechando a semana neste signo super sensorial. Nessa caminhada ela conversa com todos os demais corpos celeste, de forma harmoniosa ou briguenta!

Matteo Arfanotti - Reprodução
Matteo Arfanotti – Reprodução

O Sol está em sextil a Plutão na SEGUNDA-FEIRA. A Lua, balsâmica em Aquário, faz conjunção a Vênus e fica vazia logo depois, às 05h47min. Ingressa em Peixes somente às 16h09min e já faz quadratura a Marte em Sagitário e depois conjunção a Mercúrio. Embora nos sintamos com a energia mais forte e um senso de presença consciente, o dia está propício a atividades mais discretas, a avaliarmos cuidadosamente o que precisa ser eliminado e descartado, antes que avancemos em nossos projetos ou comecemos outros. Um longo e profundo perscrutar interno pode nos auxiliar a identificar o que são essas coisas, atitudes, situações que precisam ser terminadas. A Lua Balsâmica em Aquário é particularmente visionária e profética, portanto, fiquemos atentos aos insights e estalos que tivermos hoje, porque se provarão valiosos em nossos planejamentos e mesmo nas atividades futuras. A sociabilidade está favorecida, conquanto seja verdadeira e realmente necessária – não é dia de frivolidades e de gastar energias em coisas inúteis. O ócio, hoje, precisa fazer sentido.

Eclipse, by Anne Magil - Reprodução
Eclipse, by Anne Magil – Reprodução

A Lua Pisciana faz conjunção a Netuno na TERÇA-FEIRA. Ao longo do dia ainda faz quadratura a Saturno em Sagitário e sextil a Plutão em Capricórnio. O Sol está em oposição plena a Júpiter em Virgem e nesta oposição recebe a conjunção da Lua, numa Lua Nova que também é um Eclipse Total do Sol e que ocorre com todos estes aspectos ativados. A Lua fica vazia depois de ser nova. Dia de eclipse, dia denso, estranho, misterioso. Embora o eclipse seja visível somente no Pacífico, podemos sentir na atmosfera algo de extraordinário, enigmático, insólito. Este eclipse vem falar de finalizações que levam a novos começos, separações afetivas, separações na área das amizades, mas que abrem as portas para que novas pessoas entrem em nossa vida. O Sol em Peixes se opõe a Júpiter e coloca o questionamento super importante de como nos expandir sem causar o caos e a destruição ao nosso redor, como nos expandir de forma responsável, visto que os dois fazem quadratura a Saturno em Sagitário. Como prestar atenção ao medo, apreendendo suas lições e avisos, sem deixar que ele nos paralise? Como conter a sensação de vulnerabilidade, usando-a como um recurso e não como uma debilidade? Como conciliar tantas disparidades, medos, inseguranças, fé, alegria, esperança, dor, sofrimento, desejo de crescer e tantos outros sentimentos paradoxais em nós e no mundo em que habitamos? Para isso precisamos discernir entre o que podemos mudar e o que precisamos aceitar que está além de nossas forças. Eclipses geralmente marcam  finais seguidos de novos começos e cabe-nos identificar o que morre em nós, para que possamos contribuir com o processo de despedida. Nos eclipses solares a luz solar é bloqueada, simbolizando que a consciência também é temporariamente eclipsada, portanto, estamos mais instintivos e selvagens, o que demanda muita cautela e ancoragem de nossa parte, para não agirmos de modo compulsivo e inconsciente. Lai mais sobre este Eclipse Total do Sol. OBS: Veja ao final deste artigo uma tabela com os significados deste e do próximo eclipses e qual a influência por área de vida. Veja o signo do seu ASCENDENTE!!!

Amanda Cass - Reprodução
Amanda Cass – Reprodução

A Lua está renovada em Peixes, mas abre o dia vazia na QUARTA-FEIRA. Ingressa em Áries às 16h40min e faz trígono a Marte em Sagitário. Mercúrio está muito próximo de Netuno. Dia sensível, em que estamos ensimesmados e contidos. Ainda muito instintivos, convém nos resguardarmos de ações impulsivas, porque ainda não é hora de começar projetos ou dar o pontapé inicial em nada, visto que a Lua ainda está imersa nos raios do Sol, completamente escura e irracional, especialmente considerando-se que está vazia e separando-se do Nodo Sul. O Sol está em conjunção muito próxima a Kíron, sugerindo a conscientização acerca de muitas dificuldades, inadequações não contornáveis, feridas abertas carecendo de serem vistas, reconhecidas e, finalmente, aceitas. O fim da tarde traz uma mudança brusca e de repente nos vemos emergindo das grandes águas, sensação de asfixia, buscando por ar e movimento. Finalmente conseguimos fazer todas as coisas que ficaram paradas e enganchadas no remanso e entramos em franca atividade, mais alertas do que estivemos nos últimos dias. Embora ainda não completamente emersos, já conseguimos ativar a verve “fazedoura” e recuperar o atraso recente.

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Shutterstock – Reprodução

A QUINTA-FEIRA está super ativa e dinâmica, com a Lua Ariana cheia de atitude impulsiva, impulsividade que é beneficamente freada pelo trígono a Saturno. Contudo, a Lua faz quadratura a Plutão em Capricórnio e conjunção a Urano, além de quincunce a Júpiter em Virgem e sesqui-quadratura a Marte. Feito um furacão, é como estamos hoje. Um furacão de atividade, que vai de cá para lá varrendo tudo em sua passagem, ativando a uns, estimulando a outros, instigando a outros mais. Ainda que todo esse dinamismo seja mais que bem vindo e que seja um belo contraponto a toda a letargia dos dias anteriores, convém respirarmos fundo e buscarmos ancoragem antes de embarcarmos na onda realizadora que nos acomete. Isso porque a Lua ainda está Nova, super instintiva e em Áries, um signo impulsivo e irrefreado; mais: a Lua está conjunta a Urano e quadrando Plutão, apontando possíveis conflitos, precipitação, atitudes extremistas e “descabeçadas”. A Lua ainda espicaça Marte, seu dispositor, incrementando essa sensação de impaciência e urgência, que pode nos fazer pisar nos calos alheios ou ter os nossos esmagados. Cautela, tolerância e paciência devem ser o tempero das emoções e atividades hoje, do contrário, estaremos nos expondo a conflitos, pequenos ou grandes acidentes, ou simplesmente a deixar coisas inacabadas, o que nos prejudicará lá na frente. Usemos o impulso e a energia incipiente da Lua Nova de forma sábia e concentrada.

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Putyourpawsup – Reprodução

O Sol está em conjunção plena a Kíron e Mercúrio está em conjunção exata a Netuno na SEXTA-FEIRA. Haja pé no chão para conter tanta sensibilidade! A Lua vem trazer essa ancoragem, mas só depois de ter feito sextil a Vênus e ficar vazia por cerca de uma hora, ingressando em Touro às 16h44min. De Touro ela se indispõe com Marte em Sagitário e mais inconscientemente com Júpiter. O Sol também está em conjunção ao Nodo Sul da Lua. O dia pede uma contenção e canalização criativa para o manancial de sensibilidade que está ativado. Como numa grande inundação, um tsunami de dores e debilidades aflora à nossa consciência, toldando a razão e a lucidez, deixando-nos com a sensação de ser engolidos por uma onda caótica que dissolve os últimos fiapos de clareza que mantínhamos a muito custo. Contudo, as influências que ativam toda essa dor e fragilidade também nos fazem ganhar acesso às vias da cura e liberação dos nossos males. Se Kíron inunda a consciência solar de sofrimento, o Sol também ilumina os motivos e razões de tais flagelos, permitindo maior auto-entendimento, propiciando que encontremos alívio e o caminho para a cura e fortalecendo nossa resiliência. O Sol joga luz também sobre a necessidade de aceitarmos nossas dificuldades e limitações, humanos que somos, sem nos deixar vitimizar ou paralisar por elas, exercitar o amor e a compaixão, conosco mesmos e com o mundo ao nosso redor. A conjunção do Sol ao Nodo Sul alerta para a necessidade de manifestarmos as qualidades mais elevadas de Peixes, em lugar de nos deixarmos abater pelos escapismos, pela confusão e falta de limites benfazejos propiciados por um ego forte e saudável; o Nodo Norte em Virgem realça a necessidade de ordem e discernimento. Considerando que estamos num período de entre-eclipses, precisamos fazer um esforço para nos mantermos conscientes e lúcidos, portanto, o uso de substâncias como álcool e drogas poderá nos fazer entrar numa verve bastante destrutiva e obscura. Exercícios de respiração profunda podem nos ajudar a ter maior clareza mental; exercícios de ancoragem e enraizamento também podem auxiliar a encontrar nosso próprio eixo e nos alinhar com ele. Em dias como hoje convém lembrarmos a Oração da Serenidade, de Francisco de Assis: “que eu tenha a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para discernir entre uma e outra”.

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A Lua entra na fase Crescente no SÁBADO ao fazer semi-quadratura ao Sol. Ela também forma um Grande Trígono em Terra ao fazer trígonos a Plutão em Capricórnio e a Júpiter em Virgem. Este Grande Trígono vira uma Pipa pois a Lua faz ainda sextil a Mercúrio em Peixes. Mas há inadequações simbolizadas pelo quincunce a Saturno. Um dia que oferece boas possibilidades de contenção a todo o aguaceiro ativado nos céus, proporcionando também a possibilidade de canalizarmos nossa sensibilidade, insights, imaginação e inspiração em atitudes e ações criativas e ao mesmo tempo bastante práticas e concretas. Podemos arregaçar as mangas e entrar em ação, inaugurando nossos novos projetos, lançando a pedra fundamental daquilo que queremos realizar neste ciclo. A hora é agora e as energias estão mais que propícias. Mas ainda precisamos estar atentos quanto à qualidade fantasiosa de alguns deste planos, submetendo-os a alguns testes antes de nos lançarmos a eles de corpo e alma. Mercúrio, a mente, é o ponto chave de elaboração e expressão de toda essa força criadora e criativa, portanto, precisamos fornecer os receptáculos adequados a essa imaginação fecunda e receptividade afloradas.

Photobox - Reprodução
Photobox – Reprodução

O Grande Trígono formado por Lua-Júpiter-Plutão segue pela madrugada de DOMINGO e forma outra Pipa quando a Lua se harmoniza a Quíron em Peixes e depois ao Sol, que estão, por sua vez, em sextil a Plutão. A Lua fica vazia depois do sextil ao Sol, às 06h48min, entra em Gêmeos somente às 18h04min e fecha a noite de domingo numa contenda super confusa e chorosa ao se opor a Marte em Sagitário e quadrar Vênus em Peixes, que vira foco da T-Square mutável. O dia de domingo está adequado ao descanso, ao lazer descompromissado e vagaroso, sem grande esforço. Todo o esforço que precisamos empreender hoje resume-se a “ser” e “estar”. Podemos nos dar ao luxo de usufruir, sem culpa, o merecido descanso, do corpo e da alma, depois da semana densa e melindrosa que tivemos.

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Photobox – Reprodução

À noite uma nova tensão se instala. O coração, ambivalente, leviano e fugidio, debate-se em dilemas vários. Sentimo-nos inseguros e desafiados e arvoramo-nos de enciclopédias amorosas ambulantes. Boquirrotos, lançamos desafios voláteis e descuidados, sem nem esperar para ver os resultados, ou surpreendendo-nos quando são aceitos por outro tão estouvado quanto nós. Desejando ficar livres de comprometimentos, atiramos para todo lado, colecionando emoções fugazes, obedecendo a impulsos volúveis e frívolos, que acabam por nos esvaziar a alma, deixando-nos com a sensação de termos sido roubados de e por nós mesmos. Essa volubilidade, a falta de critérios sólidos e o anseio por nos perder no outro desejando acabar com todo o senso separação, podem levar a comportamentos de promiscuidade, levianos e fúteis. Contatos da profundidade de um pires são iniciados com espalhafato e terminados com a mesma velocidade.

Reprodução do Uol
Reprodução do Uol

Nas relações já existentes discussões tolas podem magoar de maneira indelével, dando início a crises mais sérias, visto que estamos hiper-sensíveis e mesmo aqueles que se pronunciam não-ciumentos podem ter os egos arranhados por atitudes impensadas, suas ou de outrem. Antes de jogarmos pelos ares uma relação que foi, até então, de grande cumplicidade, fazemos bem em checar de onde vem tanta inquietude emocional e sexual; indagar-nos se existem motivos reais para que questionemos essa relação ou se estamos apenas sendo levianos e imaturos. Agir por impulso pode deixar marcas que serão difíceis de ser apagadas depois, tanto no coração do outro, quanto no próprio senso de integridade interior. Cuidado com o canto das sereias – eles são belos e sedutores, mas podem ser também desastrosos e destrutivos. Outra possibilidade, no que tange aos casais, é iniciarem brigas para fazer as pazes com sexo depois, porque é “mais excitante”. Mas o tiro pode sair pela culatra e a briga se tornar um caminho sem volta!

Que sua sema seja de luz, amor e paz! Que tenhamos compaixão por nós e também pelos outros!

By Nethskie - on Deviantart - Reprodução
By Nethskie – on Deviantart – Reprodução

Influências dos eclipses desta temporada, por área de vida. Veja o signo do seu ASCENDENTE!!!

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