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A Semana Astrológica – A imperfeição nossa de cada dia

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Semana de 13 a 19 de março – Semana de enfrentamento de limitações e dificuldades, mas com um grande potencial de cura, que reverbera a partir da Lua Cheia ocorrida no domingo, desdobrando-se por toda a semana. Em termos práticos a Lua Cheia sinaliza uma semana de expansão.

Odilon Redon – Reprodução

O Sol completa sua última semana do ciclo de Peixes e do ciclo astrológico anual – ingressa em Áries no dia 20, segunda-feira da semana que vem – sinalizando um período de finalizações no que tange ao ciclo anual. Por estes dias o Sol entabula conversações difíceis e sofridas, mas que no final das contas, podem ser fortalecedoras do caráter e dos propósitos. O Sol faz conjunção a Quíron e quadratura a Saturno, dinamizando a atual quadratura cíclica entre esses dois “planetas” pesadões e significadores de sombra, dificuldades, inseguranças e inadequações. Já dá para ver que a semana traz desafios, certo? A diferença básica entre Saturno e Quíron é que as inseguranças e inadequações representadas por Saturno são passíveis de serem superadas, com esforço consciente, trabalho, empenho, tempo… Somos tão inseguros naquela área que trabalhamos muito, ao nível da super-compensação, e não só as superamos, como nos tornamos mestre naquela área. Já com Quíron não há “superação” possível, porque Quíron representa aquilo que não pode ser consertado, nem com todo o esforço do mundo… Quíron é necessário para que o ser humano se mantenha humilde, para que perceba que estando nesta terra e nesta realidade de limitações, limitado é. Com Quíron aprendemos que há coisas que não superamos e que temos que aceitar e isso nos irmana aos outros humanos, porque todos temos Quíron em algum lugar. Nesta semana nos damos conta, intensamente, da diferença entres essas inadequações e inseguranças diversas: as solucionáveis e aquelas insuperáveis. E se por um lado isso pode ser doloroso de encarar, por outro, traz a maturidade da aceitação desses limites. Quíron e Saturno sempre me trazem presente a Oração da Serenidade, que já mencionei várias vezes aqui: “concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para distinguir entre uma e outra”. Basicamente é esse o tom da semana, com o Sol, que representa a consciência e o centro do eu, tendo essas conversas duras e desagradáveis.

Reprodução – Desconheço o autor

Mas Quíron também fala de cura, de empatia, de sabedoria… então a semana é propícia a isso também. O interessante é que O Sol primeiro faz conjunção a Quíron e nos tornamos agudamente conscientes das nossas aflições, úlceras, feridas, das vergonhas e dificuldades… E nos solidarizamos com outros, porque vemos neles, de formas diferentes, o sofrimento que também é nosso. Três dias depois, na sexta-feira, o Sol se depara com o julgamento de Saturno, que pode nos deixar cabisbaixos, com o peso do mundo sobre os ombros, nos sentindo julgados e meio soterrados pelo peso da vida… Mas Saturno, vindo logo depois de Quíron, ajuda a dar esse choque de realidade, que nos obriga a sair da autocomiseração e perceber as limitações que podemos e devemos superar… Assim, Saturno, num primeiro momento parece jogar a pá de terra sobre o cavalo que caiu no poço, até nos darmos conta que aquela terra caindo na nossa cabeça será o meio para nos elevarmos e sairmos do buraco – sim, é possível sair do buraco, desde que olhemos para cima e não fiquemos chafurdando na lama da autopiedade. Além do mais,  nossas imperfeições, somadas às nossas qualidades, é que nos fazem únicos, é o que nos faz o que somos.  Como diz Joseph Campbell,“a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através das suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida é que são apreciáveis (…) As crianças não são adoráveis porque estão caindo a todo instante e porque têm o corpo pequeno e a cabeça muito grande? A perfeição seria algo tedioso demais, seria desumano. O umbilical, a humanidade, aquilo que se faz humano e não sobrenatural e imortal – isso é adorável! É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade em amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz que desperta nosso amor”.

Docto Ojiplastico – Reprodução

Mercúrio ingressa em Áries já na segunda-feira, mudando o tom dos pensamentos, comunicações, viagens… De um modo sensível, sonhador e imaginativo, passamos para uma abordagem mais direta, mais ágil e certeira. Mercúrio fará conjunção a Vênus, possibilitando que a mente tenha acesso mais direto às elucubrações íntimas e de cunho afetivo representadas pela retrogradação de Vênus. Como Marte está em Touro, temos a impulsividade da língua medianamente controlada, mas não temos paciência nem tolerância com o que se considera coisas sem sentido e sem cunho prático e aplicável. A mente está mais ágil, mas a ação ainda precisa de mais deliberação. Marte, aliás, está sem aspectos por vários dias, apenas recebendo os contatos da Lua. Isso demanda cautela porque planetas sem aspecto se manifestam de forma extremada, ou seja, ora estamos plácidos e tranquilos, para daqui a pouco entrarmos numa explosão de atividades frenéticas. Marte sem aspecto tende a ficar mais inconsciente e nossas ações são mais instintivas – cautela também com explosões de raiva.

Reprodução – Desconheço o Autor/a

Vênus segue no seu curso de retrogradação, em Áries. Esse é um chamado para prestarmos mais atenção a nós mesmos e nossas necessidades pessoais e individuais. Como lembra Frank Clifford, astrólogo inglês com quem tive algumas aulas, ‘retrogradação’ significa ‘segunda chance’ – daí essa volta ao passado. Então, diz ele, é o caso de revisitarmos áreas da nossa vida para fortalece-las e organizá-las melhor. Clifford nos lembra ainda de fazer algumas perguntas: “onde, na sua vida, você precisa ser mais corajosa/o e independente? Em outras palavras, cuide de você mesmo, antes de cuidar de qualquer outra pessoa. Reconecte-se com o centro de QUEM VOCÊ É (seja auto-centrado). É um bom momento de parar de jogar os joguinhos relacionais e seguir seu próprio caminho, e não ser uma versão falsa de você mesmo porque você acha que vai agradar aos outros. Neste ciclo, há chance de recuar e lidar com todas aquelas situações nos relacionamentos em que você se sentiu vitimizado, usado, negligenciado, ignorado ou desvalorizado. E de reconhecer a SUA parte nisso tudo. Uma forma de afirmar suas qualidades positivas é fazer um diário e listar uma coisa boa, todos os dias, que você sabe que faz muito bem”. Assim é a retrogradação de Vênus em Áries: precisamos reavaliar e focar em nós mesmos: enfatizando as boas qualidades e encarando com honestidade onde também precisamos melhorar. O Sol faz esses contatos tensos, mas Vênus retrógrada nos lembra que, a despeito de todas as imperfeições, precisamos nos amar porque só quando nos amamos realmente podemos melhorar. Como diz a frase do Mandela, “não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados”! Vênus retrógrada também nos faz rever decisões tomadas acerca das áreas onde temos os signos de touro e Libra, que são regidos por Vênus. Talvez fizemos escolhas e tomamos decisões e agora voltamos atrás e reavaliamos. Está correto. É a segunda chance!

Lua disseminadora – Desconheço o Autor/a – Reprodução

A Semana traz o tom da Lua Cheia, ocorrida no domingo, dia 12, em Virgem. Na segunda e terça a Lua se equilibra em Libra, torna-se Disseminadora em Escorpião, catequética em Sagitário, fechando a semana neste signo. A Lua oficializa o Quarto Minguante somente na segunda-feira, dia 20, a partir de Capricórnio, pouco depois de o Sol ingressar em Áries

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SEGUNDA-FEIRA, 13 de março – A Lua, Cheia em Virgem, abriu o dia vazia/fora de curso. Ficou vazia depois da quadratura a Saturno, ainda ontem. Ingressou em Libra às 02h29min e logo se indispõe com Marte em Touro. Fecha a noite em oposição a Vênus retrógrada em Áries, sua dispositora. Mercúrio ingressa em Áries às 18h08min. A despeito de algumas incongruências matinais, a segunda-feira está dinâmica, o que traz ânimo e nos faz ir para a vida estabelecer contatos, travar interações, ver gente e interagir com o mundo social. É um dia de buscar equilíbrio, de ativar as relações e rever posicionamentos. Se temos estado exageradamente centrados no outro, precisamos recuar um pouco e cuidar melhor de nós mesmos e de nossos interesses. Se for o contrário, se andamos ultimamente auto-centrados excessivamente, agora podemos nos mover na direção contrária e olhar e ver os outros perto de nós. Isso porque a Lua está em Libra, o signo da alteridade, das escolhas, da busca de harmonia e equilíbrio. Mas Vênus, que rege essa Lua Libriana, está em Áries, retrógrada, em recepção mútua com Marte em Touro com quem a Lua se indispôs logo cedo. Então, nada é o que parece de cara. É preciso um segundo olhar, uma segunda análise para achar o verdadeiro equilíbrio, a verdadeira harmonia. É um momento de nos posicionarmos mais francamente, mais lucidamente dentro das relações; de acatarmos um certo isolamento com algo saudável e não como dor ou ostracismo; de incluirmos o outro sim, mas não – nunca – às custas do nosso amor próprio; e para isso precisamos estar muito límpidos a respeito dos nossos valores, para fazer as escolhas sem medo, sem dor, mesmo que algumas dessas escolhas sejam um pouco desagradáveis. Precisamos uns dos outros, mas também precisamos respeitar nossos limites pessoais, assim como os limites alheios. Assim, as relações ficam mais respeitosas e equilibradas. Em termos práticos, o dia está bem animado e propício a todo o tipo de interação. A rever acordos, a reestudar negociações anteriores e a ponderar um pouco mais nas parcerias propostas.

Reprodução – Desconheço o autor/a

TERÇA-FEIRA, 14 de março – O Sol hoje está em conjunção exata a Quíron. A Lua Libriana abre o dia em oposição à dona da casa, Vênus, que está retrógrada em Áries. A Lua também se indispõe com Netuno e entra num embate ferrenho com Plutão e depois Urano, enquanto se alia a Júpiter, por conjunção. O dia traz influências que nos fazem sentir meio que em carne viva, sensação de acanhamento ou de dor aguda mesmo. Talvez nada tenha acontecido para suscitar tais sentimentos, talvez sejam apenas lembranças, ou o jeito que acordamos, mas o fato é que nos sentimos meio aguados, desacorssoados, como se nada fizesse muito sentido… Uma vontade de não ligar mais para nada… Nesse estado de espírito podemos ficar defensivos e reativos ao menor sinal externo de desequilíbrio – já que desequilibrados estamos nós – acreditando que é nossa responsabilidade, oferecendo-nos talvez como bode expiatório, talvez até nos expondo a invasões, maus tratos, sem nos dar conta… É possível que seja o oposto também, suscetíveis e reativos como estamos, podemos partir para o ataque como melhor tática de defesa, mesmo sem motivos claros de que estamos sob ameaça. Autoestima lá embaixo, talvez ainda tentemos agradar como forma de ganhar um afago, só para nos deparar com o que entendemos como frieza, pressa, rejeição, “sai pra lá”, o que pode ferir ainda mais nossos brios.

Talvez ainda seja melhor parar um pouco, olhar para dentro – e não para fora – e verificar o que tirou nosso equilíbrio, o que despertou nossas inseguranças de forma tão contundente… Chorar, se for o caso; admitir a dor, se ela se faz presente; não ter vergonha das próprias fraquezas, porque elas apenas nos fazem humanos… E oferecer a si mesmo, aquele amor incondicional que esperamos do outro, continuamente a nos desapontar – relação lateral não é de amor incondicional! Então, pegue-se no colo, dê-se um abraço, beije-se, acaricie-se, acarinhe-se, acalente-se, nine-se, embale-se… Dê a si mesmo todo o amor de que precise e de que está tão carente; dê a si próprio a validação e o apoio que você espera do outro. Olhe para suas fraquezas. Encare-as. Elas são parte de você, assim como os talentos, habilidades e força… E tais fraquezas têm uma razão de ser, têm alguma utilidade, mesmo que isso não seja claro… E, ao abraça-las, podemos aos poucos tentar melhorá-las, pelo amor, com amor. E, ao abrir essas comportas, podemos descobrir que temos um amor maior do que jamais imaginamos e podemos oferece-lo aos outros e – incrível – quando menos esperamos, estaremos sendo amados de volta… E assim se dá a cura, quando nos perdoamos, nos aceitamos e nos amamos, com todas as nossas idiossincrasias… Curamos a nós e curamos ao outro, porque se damos conta de nos aceitar, nosso coração se alarga e se expande, e acolhe também o outro. O dia pede paciência uns com os outros. Estamos todos meio sensíveis e doendo em algum lugar e não é partindo para a briga que vamos provar que somos melhores do que nos sentimos realmente. Podemos nos fazer respeitar, se necessário, mas podemos também nos recolher e deixar tudo passar, observando qual a nossa parte e responsabilidade nas dificuldades que encontramos, comprometendo-nos em mudar o que for possível ser mudado.

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QUARTA-FEIRA, 15 de março – O Sol ainda está conjunto a Quíron e vai se afastando lentamente, enquanto se aproxima da quadratura a Saturno. De Libra a Lua faz sextil a Saturno e fica vazia às 07h07min. Ingressa em Escorpião às 12h11min, de onde logo faz oposição ao seu dispositor, Marte, que está em Touro. O dia começa reflexivo e um tanto austero – refletimos sobre como trazer mais equilíbrio às nossas relações, como nos responsabilizar por nosso bem estar, ao invés de esperar isso de outros. Como encontrar a medida certa entre o dar e o receber nos relacionamentos, sem ficar devendo nem cobrando as outras pessoas. À tarde o clima muda radicalmente. A introspecção continua, mas agora por outros motivos: estamos um tanto receosos, defensivos e ciumentos de nossos pensamentos e emoções e recebemos como ameaça qualquer movimento que pareça proximidade demasiada. Há tendência a azia emocional e as relações podem ficar um tanto azedas e sujeitas a farpas, sarcasmo, ironias finas, isso quando não despencar para atritos mais sérios porque a defensividade e o desejo de nos afirmar estão veementes e podem nos fazer reagir de forma exagerada às situações… Sarcasmo é técnica de defesa também, mas além de demarcar território e diminuir o outro, cria feridas e afastamentos, portanto, vale se questionar onde queremos chegar com tudo isso e se de fato estamos sob qualquer ameaça, porque isso também é discutível. Por outro lado, se conseguirmos dosar nossa energia na medida certa, essa influência melhora a execução de tarefas que se mostrem complicadas e que demandam controle, concentração e alto gasto energético.

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QUINTA-FEIRA, 16 de março – A Lua, na fase cheia em Escorpião, faz trígono a Netuno em Peixes e quincúncio a Vênus Rx em Áries. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura ao Sol entrando na fase Disseminadora. Fecha a noite em harmonia a Plutão, aspecto exato amanhã. O Sol já está bem próximo da quadratura a Saturno. Sensibilidade e emoções intensas colorem o dia, assim como uma potente capacidade de intuir o rumo das situações e também o que os outros estão sentindo, que pode ser instrumental para melhorarmos as interações ou mesmo para manipularmos pessoas – depende da integridade da nossa alma e dos nossos intentos. Esse poder emocional pode nos aproximar das outras pessoas e nos permitir penetrar em suas defesas, mas isso deve ser feito de forma respeitosa e nobre, caso contrário, podemos nos tornar invasivos e causar mais dano do que ajuda ou reparação. Não podemos esquecer que inseguranças estão afloradas e muitas feridas estão abertas, portanto, se não temos algo realmente bom para oferecer, se nossas intenções são menos do que honestas, fazemos melhor se ficamos quietos e cuidamos de nossas próprias questões. De toda forma, há grande potencial de cura e de compreendermos ao outro e a nós mesmos um pouco mais profundamente e, bem conduzidas, tais influências podem, de fato, ajudar a aprofundar o entendimento de nossas dinâmicas internas e mesmo das dinâmicas relacionais. A Lua fica disseminadora em Escorpião, sugerindo que a mensagem que precisamos levar adiante precisa ser verdadeira, apaixonada e profunda. Os aprendizados que vivenciamos até aqui são repassados como catalizadores de transformação na vida de outros, com sensibilidade e autenticidade.

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SEXTA-FEIRA, 17 de março – O Sol Pisciano está em quadratura exata a Saturno em Sagitário, enquanto ainda se afasta da conjunção a Quíron. A Lua Escorpiana e disseminadora se afina com Plutão, seu regente moderno, enquanto se desentende com Urano e se harmoniza com Quíron e com o Sol, ficando vazia depois do contato ao Sol, às 18h58min. Ingressa em Sagitário à 00h00min do sábado. O dia está pesado, turvo e um tanto sombrio. Nosso anseio seria desaparecer para lugares inóspitos, talvez, ou para lugares onde não tivéssemos que lidar com tantas agruras e dificuldades mundanas, com tantos problemas cotidianos que parecem derrubar nosso entusiasmo e massacrar nossos sonhos e aspirações mais elevadas. É como uma dor fina, indefinível, que tira o fôlego em alguns momentos e que nos lembra de nossa mortalidade e finitude, nossas deficiências ou insuficiências, ou como um peso amarrado a nós, dificultando o caminhar. Circunstâncias ou outras pessoas, particularmente acima de nós – pais, chefias, autoridades – parecem exigir mais do que somos capazes de dar. Até mesmo a energia e vitalidade física podem estar depauperadas, de modo que nos sentimos fracos ou lentos nos nossos afazeres e compromissos. Podemos também nos sentir cobrados ou criticados, de forma implícita, e isso torna tudo um pouco pior…

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Mas antes de deduzirmos ‘verdades’ a partir das aparências, vale checar se estamos certos sobre tais deduções, para não vermos fantasmas e perseguição onde não existem e para não aumentarmos o tamanho dos problemas desnecessariamente. É um bom dia para olharmos para nossas falhas sim, não para nos desanimar ou derrubar, mas para melhorarmos. Sobretudo, com o Sol em Peixes, somos convidados a avaliar se nosso senso de identidade é sólido e seguro o bastante, se sabemos quem somos e do que somos feitos, para além de autoimagens pueris e fantasiosas. O dia pede um exame sóbrio de nossas capacidades e, ao identificarmos falhas, agir para corrigi-las, sem grandes dramas, sem chibatas ou autoflagelação desnecessária. Particularmente, é importante perceber que há ótimas oportunidades de nos curarmos a partir do olhar compassivo e empático para as próprias limitações, comprometendo-se a superá-las. A noite traz horas calmas e uma introversão providencial que nos ajuda a digerir todas essas informações, insights e percepções, propiciando também que sincronizemos os propósitos conscientes de crescimento e transcendência com a necessárias transformação dos comportamentos e hábitos que impedem nossa excelência.

John Casey – Reprodução

SÁBADO, 18 de março – A Lua ingressa em Sagitário à 00h00min, cravado. Faz quincúncio a Marte em Touro, trígono a Mercúrio e a Vênus Rx em Áries e fecha a noite em quadratura a Netuno. Mercúrio e Vênus estão em conjunção partil hoje. A noite traz alguns desconfortos durante o sono. O dia, porém, nasce mais animado e otimista, porque estamos imbuídos de uma nova força, nascida das resoluções da noite anterior e do comprometimento que fizemos com a mudança pessoal. Podemos rever alguns valores e analisá-los de forma mais direta e menos sentimental, verificando o que é necessário para nos valorizarmos mais, a despeito das falhas humanas que carregamos. Ainda estamos muito conscientes de tais falhas, mas conseguimos perceber nelas algum sentido, além de nos animarmos a prosseguir pela estrada, usando as pedras que surgirem para pavimentar o caminho, ao invés de permitir que nos bloqueiem a vontade ou os objetivos. A comunicação está ágil, mas animada e sociável, trazendo bom humor às interações e espirituosidade. À noite o clima está um tanto confuso e nebuloso, levando a mal-entendidos nas interações. Cautela com álcool e drogas porque há tendência a exageros e a enfiar o pé na jaca.

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DOMINGO, 19 de março – A aventureira Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno na primeira hora do dia. Durante o dia se harmoniza com seu regente, Júpiter em Libra e com Urano em Áries e fecha a semana em conjunção não exata a Saturno. A balada de sábado para domingo pede cautela porque a Lua Sagitariana já aponta para excessos e a quadratura a Netuno aumenta a propensão à falta de limites – portanto, moderação é a chave para a boa diversão hoje. Já o dia de domingo está mais auspicioso e feliz, depois do peso que vivenciamos durante a semana, conseguimos ter uma perspectiva mais filosófica de tudo: dos problemas, da nossa caminhada, das possibilidades, da vida. Um otimismo incipiente pode favorecer o clima do domingo, que por sua vez, fica propício a atividades ao ar livre, aventuras no campo, encontros festivos com amigos. Não podemos nunca perder a esperança e a perspectiva de porque estamos aqui, nesta terra, neste tempo e neste lugar! E essa perspectiva, esse sentido, não precisa ser mirabolante ou grandiloquente. Como diz Joseph Campbell: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos”. Ele também diz: estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivos é o que realmente conta”. E hoje é um desses dias, em que nos sentimos muito vivos, felizes existir, por ser, por estar, por viver, entendendo que o sentido da vida é a vida em si mesma!

Uma ótima semana para você! Que seja de serenidade, empatia, crescimento e cura!

Reprodução – Desconheço o Autor/a

Lua Cheia em Virgem – Curando a Natureza Selvagem

Reprodução – Desconheço o autor

Perdão. Cura. Limpeza. Eliminação. Regeneração. Nutrição. Corpo. Organização. Serviço. Ajuda.

A Lua Cheia deste ciclo aconteceu neste domingo, 12 de março, no grau 22°13 do signo de Virgem, às 11h55min no horário de Brasília e às 14h55min no horário de Lisboa. Essa é uma Lua Cheia que vem falar de cura, limpezas físicas, psíquicas e energéticas, regeneração, serviço, perdão. De verificarmos que área da nossa vida precisa de mais organização, ordem, método e controle. Onde podemos ser mais criativos e prestativos.

Lua Cheia em Virgem – Brasília, 12 de março de 2017, 11h55min.

Além da oposição ao Sol, a Lua também se opõe a Quíron, e a Mercúrio, seu dispositor, que está no grau 27° de Peixes. A Lua ainda faz um quincúncio próximo a Urano em Áries, se afasta de um trígono a Plutão em Capricórnio e faz quadratura aplicativa a Saturno em Sagitário. É uma Lua deveras dinâmica e “ocupada”, cheia de afazeres e atribuições, que nos convida a ordenar e organizar o caos da mente criativa, a estruturar a manifestação dos infinitos potenciais da nossa imaginação ilimitada.

Do Buzzfeed – Reprodução

O ciclo presente nos convida a trabalhar os arquétipos e temas Piscianos, como simbolizados pelo trânsito do Sol neste signo. A Lua cheia em Virgem vem fazer o contraponto de que, a despeito da busca pela transcendência representada por Peixes, não podemos esquecer que ainda estamos encarnados nesta vida, no aqui e agora e que ainda temos coisas práticas a fazer; que é no dia a dia, a partir das pequenas coisas que a transformação e os resultados de tal transcendência se mostram. Contudo Mercúrio, regente da Lua Cheia, está também em Peixes e alerta que não podemos nos fixar somente nas racionalizações frias de Virgem, com seu espírito crítico, organizador e discriminante, que tenta a tudo enquadrar, classificar e entender racionalmente. É preciso confiar também no invisível, no não explicável, não mensurável, não palpável. Há coisas que ocorrem na esfera do invisível e do imaterial que são tão reais quanto aquelas outras que podemos ver e tocar. Assim, a proposta é basearmos nossa atuação concreta no mundo na fé e nos valores imateriais, na percepção não sensorial de que “há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”.

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A oposição Lua-Mercúrio também nos lembra que muitas das doenças que desenvolvemos, nascem dos conflitos internos, da não aceitação das nossas próprias contradições, da dificuldade de observar nosso ritmo interno e orgânico e respeitá-lo. Fala de como os pensamentos podem ser venenosos. Como diz o iogue indiano,  Sadhguru, se sua mão de repente agredir você, dando-lhe um soco no rosto, batendo e machucando você, definitivamente você está doente! Então, diz ele, se seus pensamentos e emoções estão constantemente cutucando você, sufocando e torturando você, todos os dias, você não está doente também? Então, este estado de pensamentos tóxicos leva às doenças, emocionais e físicas. É preciso pois, ficar atentos aos conflitos mentais, aos pensamentos insidiosos e tóxicos, que nos torturam e deixam doentes, mental, anímica e fisicamente. Cuidar da mente e também do corpo, como diz aquela frase em latim: mens sana in corpore sano.

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Essa toxicidade mental e anímica é potencializada pela quadratura que a Lua e Mercúrio fazem a Saturno, que é foco de uma T-Square, o que nos diz que precisamos vigiar a culpa – provavelmente o pior torturador da alma – e seus efeitos sobre a psique, o corpo, o bem-estar e o quanto ela impacta negativamente na nossa serenidade e alegria de viver. Liberarmo-nos da culpa é passo essencial para chegarmos à cura. Jesus, sempre que curava alguém, primeiro perguntava se a pessoa tinha fé. Em seguida ele dizia “teus pecados são perdoados” e concluía: “Vai em paz. Tua fé te salvou”. Quando nos sentimos culpados por alguma coisa, nos tornamos algozes de nós mesmos e então nos sabotamos de várias maneiras, porque não nos sentimos autorizados a usufruir das coisas boas, não nos sentimos merecedores do “Reino de Deus” e suas infinitas benesses e seu infinito amor e misericórdia. A culpa nos faz querer nos esconder “das vistas de Deus”, que é o mesmo que se esconder do Self, do Eu Superior. E então a culpa nos leva a desenvolver inúmeros problemas, de saúde, materiais, e qualquer outro com que a autossabotagem possa nos “premiar”. Ao pronunciar tais palavras, Jesus deixa claro como a serenidade interior é fundamental para o processo de cura; como o auto perdão é crucial para nos liberarmos da doença ou de quaisquer outros processos destrutivos. Porque o perdão nos faz sentir novos, limpos e puros, novamente merecedores do “amor e misericórdia de Deus”. E o mesmo vale para aqueles que não creem, com a diferença de que com o perdão se sentem novamente merecedores do amor/respeito/cuidados daquele outro que acharam que ofenderam de alguma maneira – porque embora não achem que ofenderam a “Deus”, já que não creem, infringiram a ética humana. Com o perdão, sentimo-nos novamente merecedores de participar da comunidade humana, em pé de igualdade, porque já não somos párias excluídos, criaturas abjetas ou vis, indignas do amor do outro e até do nosso próprio amor. Assim, o perdão cura e obviamente que aqui não estamos falando, necessariamente, do conceito cristão de pecado, mas de toda a infração ou delito que a alma sente que cometeu, que a tornou “impura” aos seus próprios olhos e aos olhos daqueles que lhe são importantes. Então, é preciso exercer o perdão, primeiramente para conosco mesmos e mesmo quando achamos que temos que perdoar ao outro, precisamos antes perdoar a nós mesmos, por nos termos colocado vulneráveis a ponto de nos permitirmos ferir pelo outro – muitas vezes, é mais difícil perdoar a si próprio do que ao outro.

Culpa

Culpa, como já falei em outros textos, é muito diferente de remorso. O remorso é o sentimento de quem está consciente que magoou o outro, mas está disposto a reparar o dano. No remorso, nos responsabilizamos pelos nossos feitos e não tentamos nos justificar ou apresentar desculpas esfarrapadas. O remorso é maduro, a culpa é infantil. No remoroso temos vergonha, porque nos damos conta de que erramos; estamos arrependidos, mas comprometidos a mudar, a melhorar. E tal comprometimento elimina a tortura da culpa e da auto-flagelação. Às vezes sentimos os dois sentimentos juntos: culpa e remorso; às vezes sentimos somente o remorso e às vezes, somente a culpa. O problema da culpa é que apesar de nos torturar, ela não leva a mudança nenhuma, é um tipo de masturbação perversa, em que nos autoflagelamos e torturamos, derivando um tipo de gozo narcisístico ao contrário: “olha como eu sou terrível!, olha como sou mau!”, mas de fato nada fazemos para remediar nosso “crime/pecado” ou para mudar nossa atitude. Uma frase de Oscar Wilde retrata bem a dinâmica circular da culpa. Ele diz que “a culpa é o preço que pagamos, de bom grado, por algo que faríamos de qualquer jeito”. E segundo ele, isso nos isenta do julgamento alheio, porque “quando culpamos a nós mesmos, sentimos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo”, o que novamente enfatiza como o remorso é diferente da culpa. A Lua Cheia de Virgem nos convida, pois, a abrir mão das culpas compulsivas e narcisistas, a nos abrir  ao auto-perdão, para que possamos nos sentir merecedores da cura, do amor e das infinitas benesses da vida e do universo.

Rachel Levit – Reprodução

A Lua se opõe a Quíron enquanto culmina este ciclo. Quíron é um asteroide que simboliza nossas feridas, velhas e novas, que simboliza o lado obscuro e sem conserto da natureza humana, inadequações e vulnerabilidades. E para alcançarmos as dádivas da cura, precisamos primeira enfrentar essas fragilidades e inadequações, as inseguranças mais profundas, os conceitos evasivos e a falta de comprometimento conosco mesmos, além da destrutividade em potencial que espreita a mente e o coração, minando a autoconfiança, a segurança em si mesmo, a aposta no próprio poder e capacidade. Essa lunação nos deixa, então, em carne viva e é preciso cautela porque a via de escape para muitos será a ajuda indiscriminada ao outro, para fugir da própria dor e do próprio desespero. Para outros, esse escape pode se dar pelas tentativas de controle do entorno, qualquer coisa que faça passar a ansiedade e o desconforto com o corpo e os sentimentos… mas nada disso funciona por muito tempo e só conseguimos superar quando acalmamos a ansiedade e aninhamos em nosso coração as dores não admitidas, os medos não expressos do caos, do amanhã, da nossa própria irracionalidade. Mas Quíron também representa um manancial de imensa sabedoria e compaixão; representa onde precisamos aceitar essas inadequações para chegar à serenidade da cura; significa onde podemos ensinar a outros, movidos pela empatia que nosso próprio sofrimento nos obrigou a desenvolver; e é um símbolo potente de cura e inclusão. Então a Lua pede que reconheçamos todas essas dificuldades e demos um lugar para elas em nosso coração; sugere um período potente de limpeza psíquica e energética.

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E sim, a Lua Cheia também traz um tempo propício a nos doarmos e nos dispormos ao serviço ao outro, de coração aberto e humilde. Contudo, essa ajuda precisa ser feita de forma muito respeitosa e delicada; tem que ser genuína e não mera fuga da própria dor, como já dissemos acima. é legítimo que nossa dor nos leve a ajudar o outro, mas isso precisa ser feito conscientemente. A Lua em Virgem tem grande necessidade de se sentir útil e prestativa, de ajudar e resolver os problemas alheios. Mas se tal ajuda não foi pedida e nem aceita claramente, corremos o risco de ser invasivos, desrespeitosos e, de quebra, de ainda coletarmos para nós, problemas que não são nossos e que podem, de fato, nos prejudicar e bloquear o nosso crescimento pessoal em várias esferas, além de potencialmente nos adoecer. Considerando que Vênus está retrógrada em Áries, precisamos nos lembrar que, antes de cuidar do bem estar do outro, precisamos primeiro cuidar do nosso próprio bem estar, precisamos nos certificar de que estamos bem, até porque só podemos cuidar do outro se nós mesmos estivermos inteiros.

Naoto Hitori – Reprodução

E nessa ajuda precisamos olhar para o outro como sendo capaz e tendo o poder de curar-se sozinho, sendo nós apenas uma ferramenta, um meio que propicie que o outro entre em contato com os recursos de que ele já dispõe em si mesmo, mas dos quais estava desconectado por razões diversas. Então, para que a ajuda seja efetiva, é preciso que acreditemos e confiemos que o outro é capaz de se cuidar e de resolver os próprios problemas, que o outro dá conta de conduzir a própria vida, do seu jeito e nós seremos apenas apoio e suporte, quando ele precisar. Não podemos nos arvorar de “salvadores”. Podemos e devemos nos ajudar mutuamente, mas cada um só dá conta de salvar a si mesmo. Portanto, é preciso “empoderar” esse outro que tanto queremos ajudar, olhando para ele e vendo seus melhores potenciais, reconhecendo que ele já tem todos os recursos de que precisa dentro de si. Assim, a relação com o outro fica equilibrada, não se torna uma relação de poder em que eu sou mais forte e melhor e o outro é fraco e depende de mim para ser. Podemos então nos conscientizar dos momentos em que fomos invasivos ao tentar “ajudar” a outros. Podemos nos liberar dos fardos alheios que carregamos desnecessariamente, mas que nos trazem o gozo equivocado de que estamos “ajudando”, mesmo que o outro não tenha pedido essa ajuda. E poderemos então amar com mais leveza e com mais respeito.

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A Lua também faz trígono a Plutão, indicando o grande poder que temos à nossa disposição. Poder de eliminação do lixo e do entulho emocional que talvez ainda carreguemos; de calcinar essas culpas e pensamentos torturantes que nos fazem sentir inferiores e não merecedores da abundância do universo; poder de extinguir ou transformar os comportamentos e hábitos doentios, tanto em nível físico, quanto mental e psíquico; poder nos regenerar, de renascer e de nos tornarmos mais fortalecidos e inteiros.

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O símbolo Sabiano do grau 23 de Virgem (22°13’) traz uma imagem que desdobra esses temas em outros níveis: “Um domador de Leões corre sem medo para o centro da arena do circo”. Um domador de leões ou de quaisquer outros animais selvagens é alguém que precisa estar em contato profundo com sua própria natureza instintiva, para poder se conectar verdadeiramente com o animal selvagem, seduzindo-o e convencendo-a a confiar nele e a dar o melhor de si, obedecendo-lhe o comando. Mas há domadores e domadores. Há os domadores que domam a partir da violência e do medo; batem e machucam o animal, para quebrantar-lhe o espírito, a ponto de ele não mais confiar na sua própria força e simplesmente desistir de resistir e de se rebelar contra o jugo. É domar pela tortura, pela violência, que, em última instância, não é domar verdadeiramente, é dominar com ferramentas de dor e de medo. Há outros domadores, porém, que trabalham com sutileza e maestria, conhecendo e se acercando da natureza selvagem com respeito, cuidado, sutileza. Busca conhecer o animal que doma, mas principalmente, se deixa conhecer por ele, de modo que o animal entenda que nada há a temer. Mais do que domadores, são “encantadores” da natureza selvagem e instintiva e seu sucesso está diretamente relacionado ao respeito com que se relacionam com o animal, não subestimando-o, mas antes dando-lhe o direito de ser e de preservar seu instinto e espírito altivo e nobre, inerente a toda criatura e espécie. Assim, não se estabelece uma relação de domínio sobre a natureza instintiva, mas antes, é uma relação de colaboração, uma parceria baseada na confiança.

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Este símbolo deixa claro onde nascem muitos dos nossos problemas: da relação equivocada que às vezes estabelecemos com nossa natureza instintiva e selvagem, buscando domesticá-la e domá-la pela violência, pelo jugo, pelo menosprezo às suas qualidades naturais e selvagens… Assim fazemos com nosso corpo, com os instintos, por serem desconfortáveis, indomáveis, selvagens… Uma outra representação de Quíron. O símbolo nos diz que não devemos temer os instintos e nossa natureza selvagem, mesmo que nossa razão teime em desconfiar deles e queira lhe impor seu jugo racional. Precisamos, na verdade, ganhar a confiança dessa natureza selvagem, respeitar-lhes a força, o vigor, sua qualidade selvagem; ganhar-lhe a confiança, respeitando-a, seduzindo-a no melhor sentido, construindo uma relação de colaboração, de sincronia, de conciliação, de ajuda mútua, de integração e integridade. Quando conseguirmos olhar para o corpo e seus processos dessa maneira, assim como para nossos instintos e natureza selvagem, já não precisaremos nos sentir à mercê deles e das doenças que ás vezes se manifestam como a puxar o tapete de debaixo dos nossos pés.

Arcano 11 do Tarô – A força

Este símbolo é parecido com o símbolo do grau 23 de Leão, onde aconteceu a Lua cheia e Eclipse Lunar de Leão, em fevereiro. Trazia presente a habilidade de uma amazona cavalgando sem sela, o cavalo sendo símbolo da libido e também da natureza instintiva. Eu associava aquele símbolo, em fevereiro, ao Arcano XI do Tarô, A Força e creio que o simbolo da Lua Cheia de hoje traz um tema parecido. Essa repetição vem nos dizer o quanto é importante prestarmos atenção a essa natureza e fazermos as pazes com ela. é um tema que continua a exigir reflexão e elaboração da nossa parte.

Reprodução – Desconheço o autor

Esta é uma Lua Cheia para nos conscientizarmos profundamente, de como temos lidado com o corpo, esse templo sagrado da alma, da consciência e do espírito; como temos cuidado ou deixado de cuidar dele; como temos cuidado de nossa nutrição física e emocional; de como temos lidado com os pensamentos tóxicos e o quanto temos permitido que conduzam nossas decisões, nosso amor próprio, nossa vida. É tempo de melhorar a relação com o corpo e a mente, mas também com a nossa natureza selvagem, que tem estado há muito tempo sob o jugo do medo e da nossa própria incompreensão. É tempo de abrir mão de mágoas e dores; de perdoar a si e ao outro; porque é do perdão e da liberação das culpas rançosas, da autoaceitação amorosa que vem a cura para o corpo, porque o corpo é curado com consequência da cura da alma.

O que podemos fazer, em termos práticos, para ter acesso a esse potencial de cura profunda?

  • Identificar e eliminar os pensamentos tóxicos e torturantes que minam nossa autoestima e senso de valor e amor próprio;
  • Identificar e se comprometer com a eliminação de maus hábitos cotidianos que minam nossa vitalidade e nossa saúde, sejam esses hábitos alimentares, de sono, de palavras (já percebeu como minamos a nós mesmos com discursos autodepreciadores?), rotinas caóticas, bagunça generalizada na casa que nos faz sentir perdidos no caos internamente;
  • Identificar onde precisamos estabelecer uma melhor organização, um melhor sentido de ordem na nossa vida, de modo a termos mais serenidade e menos preocupações tolas;
  • Identificar que alimentos, hábitos e costumes são mais saudáveis e trazem alegria à nossa alma, à nossa vida; o que repõe nossa vitalidade e energia; que pequenas coisas podemos alterar/adotar na nossa rotina, que nos tragam mais qualidade de vida, que sejam mais respeitosos e amorosos para com nossa saúde, nosso corpo e nossa alma;
  • identificar as situações em que somos invasivos na ajuda ao outro e tentar ser mais suaves e leves, esperando o outro pedir a ajuda, antes de impô-la a ele
  • … Acrescente aqui outras atitudes que você ache que vai melhorar seu dia a dia e trazer mais paz, cura, amor e serenidade para sua vida!

Então, perdoe-se! Libere-se da toxicidade de pensamentos culposos. Elimine os hábitos perniciosos que refletem o desamor e o ódio a você mesmo! Perdoe-se. Ame-se. Cure-se! Celebre sua natureza selvagem e seu corpo sagrado, morada provisória mas sagrada da alma eterna!

Uma ótima Lua Cheia para você!

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A Semana Astrológica – A solidariedade nossa de cada dia

Mihai Christie - Reprodução
Mihai Christie – Reprodução

Semana de 31 de outubro a 06 de novembro – semana de muita sensibilidade, renovação e de se imbuir de energia e vigor para ir em busca da realização dos propósitos!

Inauguramos o ciclo de Escorpião neste domingo, com a Lua Nova de Escorpião. Um ciclo que propõe eliminações, reciclagens e a regeneração – bem que estamos precisando! Uma Lua Nova que também fala de segredos e de revelações. E como começamos também um mês novinho em folha, ao final do texto veja principais acontecimentos de novembro.

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E a semana já começa fortíssima, com a celebração do Halloween, a Noite de Todos os Santos, o festival de Samhain no Hemisfério Norte e de Beltane no Hemisfério Sul, de acordo com a Roda do Ano do calendário pagão. Atualmente o Halloween é visto apenas como uma data comercial americana, mas é muito mais que isso. Os americanos apenas se apropriaram dessa festa, que tem origem Celta e que compreendia um tríduo de ia de 31 de outubro a 2 de novembro. Um tempo mágico, sagrado, em que se dizia que os mortos podiam andar entre os vivos. Para entender a origem e a importância desse festival, leia sobre a origem do Halloween.

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O Sol se engaja numa conversa transcendental com Netuno em Peixes, colorindo a semana de muita sensibilidade, criatividade e altruísmo e nos pergunta como temos vivido expressado nossa empatia  – será que ao menos temos isso? Empatia é diferente e piedade, a piedade sente dó e pena, a empatia faz você sentir junto, ser solidários e buscar ajudar o outro de alguma forma. Como vivemos isso no dia a dia? O Sol fecha o período já em conversa com seu dispositor moderno, Plutão, imprimindo mais força e intensidade à nossa presença e objetivos. Mercúrio está bem industrioso e ocupado nesses dias: faz sextil a Plutão, aumentando seu poder de penetração e perspicácia, além do poder da palavra e o poder mental. Depois disso ele faz trígono a Quíron e quincunce a Urano (este último aspecto fica exato na semana que vem), o que indica maior empatia em nosso discurso e comunicação, mas, ao mesmo tempo, uma dificuldade de conciliar o impulso da ação com o desejo de contenção.

John Holcroft - Reprodução
John Holcroft – Reprodução

Vênus, a Pequena Notável, segue em recepção mútua a Júpiter – um mora na casa do outro, atualmente – mas nesta semana, depois de ter encontrado com Saturno, depara-se com Quíron e nossa autoestima tem outro baque. Feridas podem ser reabertas, mas podemos também aproveitar a oportunidade para saná-las de vez. Como Vênus é um planeta terroso, que tem a ver, até certo ponto com a materialidade, visto que rege Touro e representa recursos, quando em Sagitário e em contato com Quíron, sinaliza um período em que podemos ter grandes dificuldades com o corpo, com nossas sensações e com o fato básico de estarmos nesta encarnação cheia de percalços e limitações. Podemos ser atraídos por indivíduos que personificam o arquétipo do fragilizado, do doente ou ou que tenha alguma dificuldade física e ainda, podemos ser atraídos pelos curadores. Negativamente podemos nos envolver repetidamente com pessoas que parecem mais vulneráveis do que nós – talvez elas carregam por nós a fragilidade que não damos conta de admitir que temos, e vice-versa. Depois Vênus se refaz desse embate e sai filosofando, buscando um sentido para tudo isso. Depara-se com Urano e resolve que vai reformar o Bem-amado. Esse contato traz um sopro de novidade e leveza para as relações, depois de duas semanas bem carregadas e tensas. Novidade, aventura, liberdade e independência temperam as relações, que ganham mais modernidade e um tom de experimentação. Outro dado interessante é que Vênus está Fora dos Limites do Sol desde o dia 26, condição em que fica até a primeira semana de dezembro. Um planeta, quando Fora de Limites, tem uma qualidade selvagem, indomável e imprevisível – não se sabe direito o que esperar – ainda mais em contato com Urano!

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Marte sobe as últimas escarpas da montanha íngreme de Capricórnio e depois do conflito com Urano em Áries, não faz mais nenhum aspecto maior com outros planetas, apenas recebendo os trânsitos da Lua. Marte também já voltou aos limites do Sol nas declinações – está bem mais comportado e disciplinado, como Mestre Saturno gosta! Ingressará em Aquário na semana que vem.

Catrin Welz-Stein - reprodução
Catrin Welz-Stein – reprodução

A Lua abre a semana na fase Nova em Escorpião. Entra na fase Semi-Crescente ou Côncava já em Sagitário. Ganha ímpeto em Capricórnio e fecha a semana em Aquário. Formaliza o Quarto Crescente na segunda, dia 07 de novembro.

Tirado de Blackleatherbelt.tumblr - Reprodução
Tirado de Blackleatherbelt.tumblr – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 31 de outubro – A Lua está renovada em Escorpião e se harmoniza com Plutão em Capricórnio. Faz conjunção a Lilith, se afina com Quíron mas se indispõe com Urano. Fecha a noite harmonizada com Marte. O Sol está em trígono a Netuno, exato amanhã. A semana começa intensamente, com energias densas, mas poderosas à nossa disposição. Um novo ímpeto e novo impulso percorrem nossas veias, impregnando o dia de disposição e vigor, deixando-nos dispostos a atacar qualquer situação que surja no caminho com destemor e galhardia. Não é que não haja dificuldades, mas não nos dobramos a elas, pelo contrário, talvez elas nos façam mais ousados porque o desafio nos incita a provar para nós mesmos que conseguimos superar mais esse limite, o nosso limite! Também há muita sensibilidade, profundeza de sentimentos e a intuição está super aguçada, de modo que vale prestar atenção a ela. Por outro lado, dado os resultados das eleições, muitos podem estar celebrando e outros tanto podem estar lastimando e a energia de Escorpião, quando operando negativamente, vai pela via do cinismo como mecanismo de defesa. Para onde estamos indo mesmo? Não importa, todos nos encontraremos no juízo final. É, o humor pode estar um tanto sardônico e circunspecto, mas ainda assim, a energia flui e depende de nós como canalizá-la criativamente e positivamente. A Lua está Nova, mas ainda não é hora de começar nada, visto que ela estpa escura e ainda muito instintiva. É hora de planejar e ter firmeza nas intenções – os novos começos são recomendados no terceiro dia da Lua Nova, quando ela aparece como um anel fino no céu.

Reprodução de Google+
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TERÇA-FEIRA, 1° de novembro – O Sol está em trígono exato a Netuno hoje. De Escorpião a Lua se afina com Marte, aspecto depois do qual fica fora de curso, à 00h44min. Fica muitas horas sem contatos, até entrar em Sagitário às 12h43min, onde continua sem muita conversa, apenas se aproximando da quadratura a Netuno. A imensa sensibilidade que experimentamos hoje está contida em nós mesmos. É como se nos déssemos conta do universo vasto em nós e que se irradia para os outros e o mundo ao redor, formando uma teia viva e luxuriante de vidas, experiências, sentimentos, intenções… Contudo, a manhã não favorece a expressão direta de tudo isso, antes, convida-nos a meditar e refletir sobre como podemos aplicar tal sensibilidade em nossos propósitos, para além de objetivos individuais, em algo que abarque a vida, o mundo e a melhoria do humano. Um anseio por um mundo menos sórdido nos faz matutar sobre nossa própria responsabilidade no mundo que nós também ajudamos a engendrar, dia a dia, com nossas ações, posturas, pensamentos e vibrações… O que podemos fazer para alterar esse estado de coisas? Sentimo-nos caminhando para um abismo e não conseguimos fazer muito, há uma sensação de inevitabilidade… Mas, da mesma forma, acena para nós, sempre, a possibilidade da redenção, num pequeno gesto, numa ajuda tímida ou mais decidida… Sempre podemos mudar, se não nos dobramos à desesperança. À tarde o clima muda um pouco e fica menos contido, mais espontâneo, mais expansivo e saímos para o mundo mais animados e visionando como colocar incluir toda essa sensibilidade nos planos grandiosos de futuro que desenhamos. Em termos práticos, a manhã pede rotina, já a tarde está mais propícia a explorações e à busca de novidades.

inspirationlane-tumblrQUARTA-FEIRA, 2 de novembro – A Lua faz quadratura a Netuno, sextil a Júpiter, seu dispositor, e conjunção a Saturno. Fecha a noite conjunta a Vênus, aspecto exato amanhã. Mercúrio vai se aproximando do sextil a Plutão enquanto Vênus se afasta de Saturno. Dia propenso a exageros e escorregões diversos, seja nas atitudes ou no excesso de franqueza. A princípio, temos um entusiasmo contagiante, mas oscilamos muito e talvez em seguida fiquemos meio incertos de nós mesmos… a dúvida, que vemos como inimiga, talvez nos empurre na direção da supercompensação e possivelmente tornamo-nos super enfáticos e até mesmo moralistas. Nesse clima de insegurança, uma imensa nostalgia toma conta de nós, talvez porque seja Dia dos Mortos, talvez pelo feriado, o certo é que estamos assim meio… “coisados”, uma hora cá, outra lá do outro lado do mundo, sonhando com outras paragens, outras paisagens, outras dimensões. Lembramos que não somos deste mundo e sentimos saudades de casa… quando será a nossa hora? Filosofamos e tecemos conjecturas, mas o certo é que o Dia dos Mortos existe não só para nos lembrarmos dos nossos mortos queridos, mas para nos lembrar da morte em si mesma, que somos finitos e mortais e que o melhor legado que podemos deixar é uma vida bem vivida… O dia fica assim, propício a filosofar, a discutir o sentido das coisas, da vida, da morte, da caminhada e dos passos que deixamos por aqui… alguma tristeza e nostalgia que se apresentem devem ser abraçadas e integradas. Elas também fazem parte, assim como aqueles que se foram já fizeram um dia. Possivelmente a Lua já começa a aparecer no céu hoje. Conta uma lenda árabe, que o que quer que você esteja fazendo quando vir a Lua pela primeira vez naquele ciclo, é a coisa certa para você fazer!

Martin Stranka - Reprodução
Martin Stranka – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 3 de novembro – Mercúrio está em conversa íntima com Plutão enquanto a Lua faz conjunção a Vênus em Sagitário. De manhã cedinho a Lua peleja com Quíron e depois se entrosa com Urano, ficando vazia depois desse entrosamento, às 08h37min. Fica o resto do dia vazia, mas ainda faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Semi-Crescente. Apesar de precisarmos mostrar serviço, o dia está inconstante, com a energia fluindo irregularmente. Tudo bem, podemos nos desdobrar, só não podemos é abraçar o mundo com as pernas ou prometer demais e acabar não cumprindo. Além de tudo, a energia física é algo que também oscila, vai e vem, conforme nosso humor e nossa atenção viajadora. Estamos desconectados da alma, de forma que perdemos o fio da meada e talvez tenhamos que refazer algumas coisas. Porque apresar de precisar mostrar serviço, nosso anseio é de soltura e largueza, amplidão de espaço e pensamento, portanto, compromissos muito rígidos hoje serão asfixiantes. Como sempre, com a Lua vazia, a objetividade é pouca ou nenhuma, por isso, o ideal é não tratar de coisas muito sérias hoje, deixando as grandes decisões para outro dia. Por outro lado, a mente está focada e capaz de revelar questões inconscientes e trazer verdades à tona, a respeito de nós mesmos, nossos sentimentos e motivações, como também de situações lá fora.

Adam Martinakis - Reprodução
Adam Martinakis – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 4 de novembro – A Lua ingressa em Capricórnio à 01h06min e fica algumas horas bastante soturna e concentrada, sem dar moral ou conversa para ninguém. Pelo fim da manhã vai estabelecendo uma afinidade com Netuno, contato certo à noite. A Lua fecha a noite em quadratura a Júpiter. Vênus tem o conflito com Quíron plenificado hoje. Hoje recuperamos o tempo aparentemente “perdido” ontem: arregaçamos as mangas e nos concentramos no trabalho, corpo, alma e coração – e ai de quem vier nos interromper com coisas pequenas! O dia está assim, propício ao trabalho disciplinado, perseverante e focado, estruturando, sistematizando e organizando a vida. Entretanto, apesar de toda a diligência e foco, talvez usemos o trabalho para nos dispersar de questões que doem na alma, agudamente… Um senso de inadequação, de cristal trincado, que não será consertado, não importa o que façamos. Todo o foco no trabalho não é suficiente para nos distrair da desarmonia relacional que intuímos ao redor e que nos faz tomar partido, porque compramos a dor do outro, numa empatia que nasce da nossa própria dificuldade em lidar com certas injustiças da vida… Por que a vida é como é? A cabra não discute com isso, é o que é e pronto! Mas lá no fundo esse pragmatismo incomoda e lutamos para encontrar um sentido que explique, justifique, esse espinho que dói no outro e dói em mim; os cristais trincados, o defeito irremediável, o coração partido, a questão insolúvel, a resposta que jamais teremos… É inútil e por mais que lutemos, às vezes é em vão. Nem sempre encontramos sentido para certas coisas incompreensíveis que acontecem a nós ou ao nosso redor. Mas ainda podemos usar nossa grande sabedoria e iluminar a situação de outros, quando saímos de nossa própria dor e do nosso pequeno umbigo, vemos que há dores maiores que a nossa e, mesmo que não sejam maiores, é um humano que sangra e eu me irmano nele, A solidariedade pode ser bálsamo, que cura e aproxima, se ousarmos deixar alguém chegar mais perto.

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SÁBADO, 5 de novembro – Vênus tem uma conversa super animada com Urano, aspecto exato hoje. Dona Lua faz conjunção a Plutão e, consequente, também se afina com o Sol, que está muito perto do sextil ao Senhor do Mundo Inferior. Depois a Lua tem uma conversa à boca pequena com Mercúrio. Dores, para quê vos quero? Para serem transformadas em experiência e sabedoria! Pragmatismo e resiliência dão o tom do dia, que nos ajuda a dar uma guinada e enxergar nossos pequenos problemas com outros olhos. Mais serenos e confiantes, mergulhamos fundo em nós mesmos em busca de nossos melhores recursos e voltamos refeitos e regenerados, depois de confrontar nossos humores sombrios e os espinhos fincados na carne que porventura ainda nos incomodem. O que não me mata, me fortalece! E me agrega bagagem e vivência. O realismo e resiliência são temperados com um desejo de mudança, de reformar esses aspectos menos nobres e trôpegos que carregamos em nós ou que vemos no nosso entorno. Ainda estamos bem cientes de nossas dores e feridas, mas não queremos nos debruçar sobre elas – pelo contrário, queremos extirpá-las – quem sabe colocando um coração biônico no lugar? Sim, uma onda de desapego e desprendimento vem em nosso socorro, de modo que conseguimos ver as coisas de outra perspectiva, mais distanciada, fria e objetiva.

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DOMINGO, 6 de novembro – Mercúrio está em trígono pleno a Quíron e em quincunce, não exato, a Urano. A Lua Capricorniana faz conjunção a Marte e fica fora de curso depois, às 07h57min. Ingressa em Aquário às 11h56min, de onde fecha o dia e a semana em harmonia com Júpiter. O dia traz possibilidades de comunicação mais sensível, embora com rompantes de desassossego e impaciência com os melindres alheios. Podemos emprestar nossos ouvidos a quem precisa de um confidente confiável e atencioso e talvez curar alguém da alienação humana que tanto grassa por aí… Ao parar e dar atenção, ouvir e escutar o outro, ele deixa de ser só mais um; e, ao acolher seu sofrimento, eu também dou maior sentido às minhas próprias aflições. A manhã de domingo está favorável à rotina domingueira, qualquer que seja a nossa. Já de meio-dia à tarde estão favorecidos os encontros com amigos, as atividades diferentes, a saída – total – da rotina e do comum. Qualquer que seja seu programa de domingo, faça algo diferente e inusitado hoje, de preferência ao ar livre, em boa companhia, com boa comida e um papo melhor ainda. Certamente sua semana começará com o pé direito depois disso – e melhor, sem a habitual lombra de domingo!

Uma linda semana para você! Que seja Iluminada e serena!

NOVEMBRO:

09 – Marte ingressa em Aquário

10 – Saturno faz semi-sextil a Plutão

12 – Mercúrio ingressa em Sagitário

12 – Vênus ingressa em Capricórnio

14 – Lua Cheia em Touro

20 – Netuno retorna ao movimento direto

21 – O Sol ingressa em Sagitário

24 – Júpiter faz quadratura a Plutão

25 Vênus faz conjunção a Plutão

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A Semana Astrológica – Tempo de sentir!

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Semana de 04 a 10 de julho – Tempo de renovação dos sentimentos, renovação dos propósitos e da vida!

A semana já começa com uma Lua Nova, novinha em folha! A Lua Nova de Câncer que ocorre na segunda-feira, dia 04 às 08h01min no horário de Brasília e às 12h01min no horário de Lisboa. O ciclo de Câncer é o período que nos chama a viver nossos sentimentos, a expressar nossa sensibilidade, sem nos afogar nela, sem recorrer aos dramas desnecessários. É o período de nos conectar com nossa criatividade mais profunda, com o poeta e a parteira em nós, com o arquétipo da mãe e do seu bebê… E você como anda a sua maternagem? Já aprendeu a ser mãe para seu bebê faminto? O coração fica florido de amorosidade – vamos vivê-la? Proponho um desafio: Vamos tentar ser mais afetuosos, não só com aqueles próximos a nós, mas com todas as pessoas que encontrarmos em nosso caminho, mesmo aquelas com quem temos dificuldades? Sejamos gentis também com nosso planeta, que tanto nos dá e que só recebe de volta o descarte do nosso lixo… Amorosidade com a vida!

John Brosio - Reprodução
John Brosio – Reprodução

O Sol enfrenta por estes dias o poder de Plutão através de uma oposição. Aliás, Mercúrio entra junto nessa briga, uma vez que faz Conjunção Superior ao Sol no mesmo dia da oposição a Plutão. Esta oposição vem nos lembrar dos desafios crus e viscerais que os Cancerianos (e também Arianos, Librianos e Capricornianos) do segundo decanato de Câncer estão enfrentando: uma morte simbólica, tão dolorosa, que por vezes se pensa que estamos morrendo de verdade. Vemos nosso mundo ruir e desmoronar e descobrimos que já não somos quem pensávamos ser! Precisamos identificar o que morreu em nossas vidas para que possamos proceder com o renascimento e a regeneração. É difícil mas assim como a serpente, precisamos trocar de pele muitas vezes. E… Pasme! O caranguejo também troca de casca! No vídeo abaixo você pode ver um caranguejo trocando o exoesqueleto, ou, dito de outra forma, parindo a si mesmo, por assim dizer, abandonando a casca antiga e saindo para o mundo com uma roupagem novinha em folha!

Esta é uma semana sujeita a conflitos de poder, colapsos e desarranjos na área familiar; conflitos internos intensos quanto ao eixo família-trabalho e colapsos em geral que podem nos deixar na mão na hora mais inadequada, somente para nos obrigar a ver que podemos viver e passar sem a tal coisa e, a partir disso, percebemos que está na hora de deixar as velharias para trás – sim, são colapsos necessários! As ideias precisam passar por transformações e nossos propósitos também.  O Sol também se afina com Júpiter, sugerindo maior otimismo e a oportunidade de revisar estes propósitos, refinando-os para nos certificarmos de que estamos no caminho certo. Este aspecto também nos enche de idealismo e generosidade, que precisa ser filtrado para que não apostemos cegamente que tudo vai dar certo sem esforço – não é bem por aí, ainda precisamos fazer nossa parte! O melhor disso tudo é que conseguimos perceber o caminho, a visão maior daquilo que realizamos e isso é importante para entendermos o processo e o nosso papel dentro dele.

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Mercúrio em Câncer fica mais sensível e amável ao contactar Netuno por trígono – a mente acessa formidável criatividade e a comunicação fica mais compreensiva, já que estamos mais empáticos, altruístas e generosos. Contudo, em alguns momentos tanta empatia e altruísmo pode nos pesar um pouco, e nos descobrimos fazendo algum melodrama ou tramando alguma estratégia indireta para nos safar de compromissos que antes pareciam razoáveis, portanto, precisamos ter clareza da necessidade de independência para não nos asfixiarmos com as regras obrigações que nós mesmos criamos. Mercúrio faz uma Conjunção Superior (o Sol fica entre a Terra e Mercúrio) ao Sol e fica algumas horas em conjunção Cazimi entre a quarta e a quinta-feira. Mercúrio entra na fase Epimeteus de seu ciclo, a fase em que colhemos os resultados de todas as experiências e experimentações feitas e vividas desde nove de maio, quando da última Conjunção Inferior (com mercúrio entre a Terra e o Sol)… Estas últimas semanas foram de correr riscos e aventurar-nos na experimentação de novas idéias e conceitos. Agora verificamos quais são seus resultados e colhemos estes resultados. A conjunção Superior de Mercúrio e Sol se dá no grau 16 de Câncer (15 – 15°59’). O Símbolo Sabiano destre grau coloca a imagem seguinte: “uma pessoa estudando uma mandala diante de si, com a ajuda de um livro muito antigo”. Segundo Lynda Hill, este símbolo nos fala da capacidade de entender sistemas complexos e aplicá-los na vida diária, de perceber saídas alternativas e criativas para os impasses que vivenciamos, os paradigmas que atualmente nos aprisionam e que já exaurimos. Mas não se trata de abandonar a tradição, antes, temos que honrá-la e decifrar seus significados ainda não compreendidos suficientemente, assim conseguimos interpretar seu sentido, descobrindo as respostas que precisávamos para as próximas dez semanas.

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Depois de morrer e renascer no confronto com Plutão, Vênus agora nos faz despertar para novos valores e uma maior flexibilidade na vivência de nossas relações afetivas e na gestão dos nossos bens. Esta semana promete ser bastante romântica e apaixonada, visto que Vênus faz trígono a Marte em Escorpião e forma um Grande Trígono em Água, já que também se harmoniza com Quíron. Mas essa quadratura a Urano pode significar que temos que lidar com alguns desafios na livre expressão da afetividade. Encontramos a pessoa certa, mas não é o momento certo e ela “é tirada” de nós, de alguma forma (sentimos que ela é tirada se estamos por demais inconscientes dessas ambivalências) – talvez até nos envolvamos em algum triângulo amoroso que testa que testa nosso desapego e civilidade. Temos que deixar ir. E aqui nos lembramos aquela frase de Richard Bach: Se amamos algo, deixemo-lo livre. Se voltar, é porque é nosso, se não voltar, nunca foi. No meio disso tudo, Esse idílio amoroso entre Vênus e Marte fica atrapalhado porque se Vênus faz quadratura a Urano, Marte faz quincunce a ele, exato semana que vem… Realmente, o amor é recíproco, mas a ocasião talvez nos deixe na mão… Tenhamos paciência, haverá outras oportunidades e outros encontros mais venturosos… Outra maneira possível de essa configuração se manifestar é no velho dilema de nos sentirmos divididos entre a intimidade de uma relação amorosa e preservar nossa liberdade e individualidade… Essa é velha e já sabemos que é possível achar conciliação!

Wednesdaym0rning - Reprodução
Wednesdaym0rning – Reprodução

A semana é colorida por um Grande Trígono de Água formado por Vênus em Câncer, Marte em Escorpião e Quíron em Peixes. Com o passo rápido de Júpiter em Virgem, esse Grande Trígono torna-se uma Pipa. Por falar em Júpiter, também temos outra configuração formada por toda a semana, um Triângulo Místico (duas oposições, dois trígonos e dois sextis) entre Júpiter e Plutão e Sol-Mercúrio e Netuno (trígonos); Sol-Mercúrio fazem sextil a Júpiter e Netuno também faz sextil a Plutão. Todas essas configurações tornam a sensibilidade mais aguçada e aflorada e, além de propiciar maior empatia e proximidade com nossos pares, amigos, amantes, familiares, também nos permite grande dinamismo na resolução de problemas e situações diversas que formos encontrando ao longo dos dias. Júpiter é ponto focal, crucial na expressão de todas essas energias e simboliza que precisamos ter fé, generosidade, entusiasmo, sem tirar os pés do chão, porque esse otimismo precisa ser centrado na realidade.

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A Lua é Nova já na segunda-feira, inaugurando o ciclo Canceriano. Entusiasma-se em Leão, torna-se Crescente em Virgem e fecha o domingo já em Libra, buscando equilíbrio e beleza! Nessa jornada ela conversa com todos os demais corpos celestes, harmoniosa ou belicosamente.

Christian Schloe Digital Art - Reprodução
Christian Schloe Digital Art – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 04 de julho – A Lua Canceriana, poderosa em seus domínios, faz conjunção a Mercúrio, quincunce a Saturno em Sagitário e trígono a Netuno em Peixes, para depois fazer conjunção ao Sol dando início a um novo ciclo lunar, que ocorre às 08h01min, a 12°53’ de Câncer.  Mais tarde a Lua se harmoniza com Júpiter e fecha o dia em conjunção a Vênus. Enquanto isso, Mercúrio faz quincunce partil a Saturno. É dia da Lua e ela se renova em Câncer, signo de sua dignidade. A Lua Nova ocorre em conjunção a Mercúrio e a Vênus (ampla), em oposição a Plutão, trígono a Netuno e sextil a Júpiter, sinalizando um ciclo em que nossa força vem da compaixão, da sensibilidade e dos sentimentos profundos que nos permitimos sentir e vivenciar. Admitir que precisamos do outro sem que isso se torne dependência ou manipulação; assumir e vivenciar nossa profunda sensibilidade sem nos deixar sufocar ou destruir por ela; viver e sentir a vida intensamente, sem recorrer aos dramas desnecessários para nos sentir vivos. É um ciclo que nos convida a nos conectarmos com nossa alma mais profunda, descermos às profundezas abissais de nós mesmos e lá encararmos algumas verdades duras a nosso próprio respeito e a respeito dos laços afetivos que mantemos na vida. Um momento que pede que transformemos as relações de dependência doentia em relações de cumplicidade saudável. Ao longo do dia a Lua completa a conjunção a Vênus e o sextil a Júpiter, enquanto Mercúrio formaliza o quincunce a Saturno. É um dia para sentirmos onde queremos apostar nossas fichas nas próximas semanas: arar a terra determinadamente e então, farejar, intuir, conjecturar, selecionar nossas melhores sementes aguardando a hora certa de lançar lançá-las ao solo arado do nosso coração e do mundo.

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TERÇA-FEIRA, 05 de julho – Mercúrio em Câncer faz trígono pleno a Netuno em Peixes. Por sua vez, a Lua, também em Câncer, faz trígono a Marte em Escorpião e a Quíron em Peixes, formando um Grande Trígono em Água, do qual também faz parte a Vênus Canceriana – o Grande Trígono vira Pipa devido ao sextil a Júpiter. A Lua também faz quadratura a Urano em Áries, ficando vazia depois, às 03h30min. Ingressa em Leão às 13h28min. Mais um dia em que a sensibilidade está aguçada e afiada, farejamos as melhores oportunidades e vamos atrás delas decisivamente. O pensamento não está tão racional e talvez seja melhor seguir o “instinto” sem questionar se A+B = C de forma lógica, porque não necessariamente vamos encontrar razões ou explicações lógicas para o que nos acontece ou para o que fazemos hoje, o que não quer dizer que haja algo de errado com isso. Contudo, há um conflito emocional intenso, que pode se refletir em dilemas concretos entre nossa vida mundana versus a vida doméstica/familiar ou entre o impulso para a intimidade versus o desejo de sair e correr o mundo sozinho. Quanto a isso, podemos lembrar que  não precisamos tomar decisões definitivas. O que quer que escolhamos hoje, podemos suprir a outra necessidade amanhã, ou depois ou um outro dia qualquer. Viver e sentir o conflito intensamente sem procurar fugir dele, senti-lo na carne agudamente, pode nos ajudar a encontrar a melhor resposta para hoje e de quebra, ainda nos fazer sentir mais vivos do que nunca! A vivência plena dos sentimentos está mais do que favorecida hoje!

Wrongturnoninsanitylane - Reprodução
Wrongturnoninsanitylane – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 06 de julho – Vênus em Câncer está em trígono pleno a Marte em Escorpião, que está em quincunce a Urano, que recebe quadratura de Vênus. Enquanto isso Mercúrio faz uma Conjunção Superior ao Sol, ficando Cazimi por algumas horas, adentrando a madrugada de quinta. De Leão, a Lua faz trígono a Saturno e quincunces a Netuno e a Plutão. Dia de profundo romantismo e grande sensibilidade afetiva. Estamos aptos a expressar nosso afeto e carinho com sinceridade e a compartilhar de nossas expectativas com o bem amado. Contudo, podemos nos deparar com situações que obstruem o livre fluir dos afetos, como encontrar a pessoa certa na hora errada: as duas pessoas se gostam, sentimentos são recíprocos, mas há situações externas atrapalhando, impedindo a relação – talvez uma das pessoas esteja ainda envolvida com outra, ou magoada por uma relação anterior mal-sucedida, ou ambas se encontram quando uma está de mudança para muito longe… Qualquer que seja a situação, há um gosto agridoce na boca, uma sensação de frustração pois há um grande potencial de algo maravilhoso se desdobrando diante de nós, mas alguma coisa é menos que perfeita e a realização talvez não se complete a contento… Talvez Mercúrio possa nos ajudar a encontrar saída para estas situações de impasses aparentemente insolúveis. Mercúrio Cazimi, em conjunção superior ao Sol pode nos ajudar a entender o compreender estes sistemas complexos que são as redes pelas quais a vida opera… Embora talvez ainda falhemos em apreender o sentido mais profundo por nós mesmos, podemos recorrer aos mistérios antigos que estão à nossa disposição para sair da “caixa” fechada em que nos encontramos. Conhecimentos tradicionais, conhecimentos ocultos, psicologia e a própria astrologia podem oferecer pistas preciosas.

John Casey - Reprodução
John Casey – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 07 de julho – Mercúrio ainda está Cazimi nas primeiras horas do dia (até as 06h da manhã) e junto com o Sol se opõe a Plutão em Capricórnio, aspecto exato hoje, enquanto Vênus faz quadratura, também exata, a Urano em Áries, estando ainda muito próxima do trígono a Marte, que recebe a quadratura da Lua Leonina. A Lua também faz trígono a Urano, ficando vazia após este contato, às 09h08min. Ingressa em Virgem às 19h41min, de onde faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Nova-Crescente. De Virgem a Lua também faz sesqui-quadratura a Plutão. Esta é uma boa noite para prestarmos atenção aos nossos sonhos, que podem nos revelar soluções radicais para muitos dos dilemas da vigília. O dia oferece a possibilidade de rompimentos com situações que se arrastavam sem solução. É hora botar as cartas na mesa, primeiro conosco mesmos, depois com o outro. Os dilemas afetivos são parte desta dinâmica que nos tira o sono, mas não são os únicos. Precisamos encarar algum tipo de morte em nossa vida, algo que já intuíamos há algum tempo, mas que só agora se revela frontalmente para nós: a apatia diante de alguns propósitos que já não engajam nosso coração; aquela parte de nós que já não faz muito sentido; uma forma de comunicar e de nos expressar que precisa ser transformada… Temos a clareza e a possibilidade de fazer muitas mudanças que antes apenas aventávamos, mas que parecia fora do nosso alcance, ou para as quais carecíamos de força ou vigor. O dia é hoje, para mudar mais um pouco, para nos transformarmos mais um pouco, na direção daquilo que queremos ser. As relações O mesmo se aplica aos relacionamentos, que precisam ser sacudidos. É um bom momento para falar das insatisfações e ser honestos um com o outro – tendo por base o afeto e a cumplicidade que ainda une o casal, pode-se chegar ao entendimento. Apenas precisamos ter cuidado com a grande impaciência que nos acomete, porque isso pode estragar tudo e ao invés de uma saudável transformação, podemos implodi-la de uma vez só.

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SEXTA-FEIRA, 08 de julho – A Lua Virginiana faz quadratura a Saturno em Sagitário e oposição a Netuno em Peixes, formando uma Cruz T da qual Saturno é o ponto focal. Dona Lua ainda se indispõe com Urano em Áries. Enquanto isso, Vênus conversa profunda e amorosamente com Quíron em Peixes por um trígono que está exato hoje e Mercúrio também acena, todo sensível, para Júpiter em Virgem, em sextil partil. A Lua fecha a noite já em conjunção a Júpiter e faz um belo par no céu noturno. Dia de focar na produtividade, arregaçar as mangas e lançar-se ao trabalho com afinco. Temos grande eficiência, meticulosidade e industriosidade a nosso favor. Só precisamos acautelar-nos contra o sabotador interno que nos distrai com preocupações e medos infundados e que alimenta nosso lado workaholic, fazendo-nos ir aos extremos do perfeccionismo e do criticismo. Se mantivermos essas vozes internas em cheque, o dia pode ser, de fato bastante proveitoso porque além de tudo, unimos o senso de ordem com uma sensibilidade especial que nos coloca em contato com as necessidades de outros e estimula e amplia nossos valores fundamentais de forma a incluir uma perspectiva do todo na nossa forma de ver o mundo e de executar o trabalho que fazemos, tendo a visão maior de que oferecemos um serviço que vai reverberar beneficamente no conjunto e que por isso mesmo, devemos colocar nosso melhor e ofertá-lo com sinceridade e amor – isso dará um sentido ainda maior ao que quer que estejamos fazendo. À noite este sentido maior fica ainda mais palpável e traz uma satisfação e plenitude que nos preenchem de graça e alegria. E vamos olhar para o céu porque lá fora a noite está linda, a colcha celestial enfeitada com Lua e Júpiter!

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SÁBADO, 09 de julho – Em Virgem a Lua faz conjunção a Júpiter, afinando-se depois com o Sol e com Mercúrio por sextil e depois com Marte, por trígono. Sol e Mercúrio se afastam da oposição a Plutão e se aproximam da quadratura a Urano. Um dia para aproveitar a folga e cuidar dos nossos rituais, da nossa rotina, colocando tudo no lugar, de forma simples e prazerosa. Esse ordenamento das coisas exteriores e prosaicas nos ajuda a ordenar pensamentos e emoções e traz também uma agradável sensação de “tudo está no seu lugar”, pelo menos por hoje. Temos uma trégua na simplicidade do dia e ela nos fortalece e revigora, porque nos sentimos encaixados, em paz conosco mesmos, uma variação muito bem vinda em relação aos inúmeros conflitos internos e externos que temos enfrentado nos últimos meses. Hoje podemos descansar e nos deleitar nas coisas simples, regozijando-nos em nossos hobbies artesanais, em cuidar do corpo, da nossa saúde e do nosso bem estar. O céu está favorável – vamos aproveitar?

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DOMINGO, 10 de julho – O Sol Canceriano está em sextil exato a Júpiter em Virgem e Mercúrio em trígono a Marte em Escorpião, aspecto partil. A Lua, Crescente em Virgem, conversa timidamente com Vênus e tira o fone do gancho depois disso, ficando vazia às 00h30min. Ingressa em Libra às 05h33min. Mercúrio está em trígono pleno a Marte e em quadratura a Urano, aspecto quase exato. O dia traz boas oportunidades de nos juntarmos àqueles que amamos e que nos são caros, família, amigos e afins, apenas pelo prazer de estar juntos. Estamos otimistas e animados, generosos e calorosos em relação às pessoas que nos cercam e de modo geral, estamos otimistas com a vida e de fato, o dia está favorável também a refletirmos sobre nossa vida, nossos objetivos e propósitos e fazermos uma revisão básica para saber se estamos no caminho certo. A mente demanda que incorporemos elementos de inovação, que nosso tradicionalismo cauteloso seja flexível e agregue novas ideias e possibilidades, que abramos algum espaço, em todos esses planos e projetos, para experimentar algo diferente que amplie nossos horizontes e nos faça enxergar para além das fronteiras que julgávamos não ultrapassáveis. Em termos práticos, os bate-papos e interações ficam sujeitos a alguns conflitos de opinião, mas , embora conflitantes, não precisam ser desagradáveis, ao contrário, como pessoas civilizadas somos perfeitamente capazes de discordar sem tornar o discordante um inimigo, certo, produção? Pelo menos assim deveria ser, visto que uma pessoa não é a opinião que ela expressa e enquanto isso estiver claro para todos, seguiremos dialogando e respeitando as ideias uns dos outros, mesmo quando elas forem muito divergentes das nossas.

Que sua semana seja de beleza e profundo contentamento!

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