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2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

Daunhaus.Deviantart – Reprodução

Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

Magritte – Reprodução

Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

Salvador Dali – Reprodução

Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

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Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

Pixabay.com – Reprodução

Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

Shutterstock – Reprodução

Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

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Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

Descubra isso e muito mais agendando uma consulta: psicologica.astrologia@gmail.com

 

Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

Lua Nova em Sagitário – Qual é o seu Plano B?

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Catrin Welz-Stein – Reprodução

Qual é o código para decifrar seus sonhos?

A Lua é nova nesta terça-feira, dia 29 de novembro, às 10h18min no horário de Brasília e às 12h18min no horário de Lisboa, inaugurando o ciclo de Sagitário, a fase do ano em que procuramos maior significado para nossas vidas, buscamos mais aventura e renovamos nosso otimismo. Nossos interesses se expandem e abrimos a mente para abraçar novas ideias e perspectivas. Neste período, também somos convidados a observar nossas crenças e nossa espiritualidade mais de perto; verificar se vivemos o que proclamamos, se cremos no que pregamos, se falamos o que cremos e se somos o que dizemos que somos – essa é uma paráfrase de uma citação de D. Pedro Casaldáliga, que no original diz o seguinte: “Ser o que se é, falar o que se crê, crer o que se prega, viver o que se proclama, até as últimas consequências” – será que podemos dizer isso de nós mesmos? O ciclo de Sagitário vem nos questionar isso… E caso identifiquemos que estamos fora dos trilhos, sempre podemos retomar o rumo certo. Certo? Hummm… Talvez.

Lua Nova em Sagitário - Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min
Lua Nova em Sagitário – Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min

O problema é que o rumo está deveras incerto neste ciclo. Ocorre que a Lua Nova se dá em quadratura bem próxima a Netuno em Peixes, o Mestre da Neblina, das Ilusões, das Incertezas… A Lua se renova a 07°42’ de Sagitário, a menos de dois graus da quadratura a Netuno, e a menos de meio grau da quadratura ao eixo nodal, o que nos sinaliza um ciclo um tanto confuso, de nevoeiros densos que atrapalham a visão de longo alcance do Arqueiro. Justamente num período em que precisamos de clareza para olhar para o futuro, depois de todas as tensões e dúvidas que vivenciamos ao longo dos últimos meses, sentimo-nos sem rumo, perdidos, sem saber direito para onde ir a partir daqui, sem saber se nossos sonhos são válidos ou se são apenas quimeras e ilusões douradas… A não ser pela conjunção hiper-ampla a Saturno (quase dez graus) que muitos nem considerariam, a quadratura a Netuno é o único aspecto que a Lua Nova faz, o que o torna muito importante e enfatizado. Então, sim, ainda temos muitas dúvidas à frente… A quadratura aos Nodos Lunares nos sugere que podemos tanto encontrar esse rumo alvissareiro, como podemos nos perder de vez, portanto, precisaremos sair com as lanternas acesas mesmo ao meio-dia…

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Como se não bastasse, este mapa traz uma assinatura de Fogo Mutável: há muito ímpeto, muitos projetos, entusiasmo exacerbado, mas pouco se realiza se não se puser os pés no chão; vamos de um projeto a outro, achando que o sentido está sempre ali, logo adiante. Temos muita energia mutável ativada nos céus (Sol, Lua, Saturno, Mercúrio, Netuno, Quíron) e somente temos Marte em signo fixo, em Aquário, então, há pouca consistência naquilo que buscamos realizar, dispersamo-nos em muitas direções, aumentando a sensação de estarmos perdidos; há dificuldade em ser constante e por vezes, vamos ao extremos oposto e nos fixamos numa ideia qualquer, só para provar que estamos certos, mesmo que aquilo seja uma tolice. É preciso cautela com as paixões e com os entusiasmos do tipo “fogo de palha” ou, pior ainda, com entusiasmos do tipo fogo-fátuo, que é mais fugidio ainda e se origina da decomposição daquilo que um dia foi vivo e válido, mas que hoje se decompõe!

Catrin Welz-Stein - Reprodução
Catrin Welz-Stein – Reprodução

Mais: no mapa levantado para Brasília Lua e Sol estão interceptados, ou seja, o signo de Sagitário está “preso” dentro da casa 11, estando Escorpião na cúspide da própria casa 11 e Capricórnio na cúspide da 12. Dessa maneira, Lua e Sol ficam presos e meio “sem saída” ou sem canal direto de expressão. Planetas interceptados ou signos interceptados são um tanto controversos e pouco se fala sobre o assunto. Normalmente não presto tanta atenção a signos interceptados numa interpretação de mapa, a não ser que haja planetas ali, mas no meu entender, quando um signo ou planeta está interceptado, a sensação é de que algo está guardado dentro de um quarto que foi construído sem portas ou janelas, sem aparentemente nenhuma via de acesso àquilo que está lá dentro; ou, dito de outra forma, talvez haja uma porta blindada que só se abre com uma chave especial ou um código de acesso, mas esse código não é fácil de decifrar. Ainda, como diz Rainer Maria Rilke num de seus poemas, “é como se fossem salas fechadas ou livros escritos numa língua muito diferente daquelas que conhecemos”. Então, sabemos que há algo ali, mas não acessamos tão facilmente nem diretamente, é um tanto inconsciente, permanece em estado de latência, meio indefinido, carecendo de clareza, até que seja ativado por trânsito ou progressão (no caso de mapas natais); é um quarto que pertence à casa, mas cuja comunicação com o resto dessa casa está comprometida. Dessa forma, o uso dos recursos e talentos representados pelos signos e planetas interceptados são “retardados”, por assim dizer, demoram a se expressar, porque levamos tempo até descobrir a via de acesso, ou até aprender a decifrar o código que nos permita acionar tais energias dentro de nós, o código que decifre os nossos sonhos relativos àquela área de vida! Mas é possível!

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

Assim, em se tratando do início de um ciclo em que deveríamos renovar nossa fé e esperança, essa interceptação, somada à quadratura a Netuno, sinaliza que talvez tenhamos dificuldade em tal renovação… Como ser otimista diante dos cenários sociais, políticos e econômicos atuais? Como ter esperança quando parece que tudo desanda e vai de mal a pior? Estamos tão desiludidos, sentimo-nos lesados, tantas vezes, repetidamente… Daí a grande dificuldade em acessar o otimismo que está lá, latente, dentro de nós, mas que é tão elusivo, como elusivo é Netuno, como elusivo é um signo interceptado… Saturno e Mercúrio também estão interceptados em Sagitário neste mapa e eu diria que simbolizam nossa grande desconfiança quanto às ideias de justiça, quanto ao cumprimento de tal justiça… Como fazer cumprir leis tão bonitas, se os infratores parecem escapar por entre os dedos, tal o número de artimanhas, engenhosamente elaboradas? Parecem estar além do nosso alcance, num quarto lacrado, em outra dimensão, divertindo-se às nossas custas – sim, você entendeu, estou falando dos nosso problemas políticos! Ou talvez se dê da forma contrária: nós nos sentimos presos num quarto, incomunicáveis, sem conseguir decifrar o código da porta eletrônica, ou talvez não haja portas, nem janelas, nem telhado, apenas escuridão… Como ganhamos acesso a esses recursos, dos quais precisamos tanto? Como encontrar a saída? Como nos reorientar e achar o rumo perdido? Como encontrar nosso Norte?

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A primeira pista é olhar para os aspectos que tais planetas fazem, porque eles são a primeira saída e canal primevo de expressão de tais energias, então, Netuno aqui não pode representar só problemas, precisa representar também soluções. E já que Netuno é subversivo e elusivo, enganoso e liso feito quiabo, precisamos usar isso a nosso favor; ao invés de ir pelas vias diretas, devemos buscar as alternativas não óbvias, usar a imaginação, recorrer à linguagem mágica para tentar entender os tais códigos e, ainda assim, permanecer atentos aos cantos das sereias enquanto estivermos navegando, estejam os mares bravios ou plácidos. Também precisamos acessar nossos sonhos! O que nos faz sonhar? Realmente? Com o que sonhamos atualmente? Ou nem nos permitimos mais? Se deixarmos que roubem nossos sonhos, eles terão vencido a guerra sem disparar nem uma bala, nem umazinha sequer! Mas é claro que precisamos discernir entre sonhos factíveis e meras quimeras… Será que conseguimos perceber a diferença no atual estado de coisas? A outra questão importante quando se trata de Netuno é ser humilde e saber que estamos à deriva e quando se está à deriva, o melhor, muitas vezes, é esperar, ser paciente, soltar-se e abrir mão de saber o que fazer, de saber a direção… Deixar-se conduzir, para variar. Aprender a flutuar, até que as ondas nos levem à praia. Usar como bússola o coração e a intuição, ao invés da cabeça e das vias lógicas.

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A outra pista é olhar para o planeta dispositor do signo/planetas interceptados, que no caso, é Júpiter! Júpiter está em Libra, na casa 9, sua casa natural (no mapa para Brasília), avançando para a oposição a Urano e afastando-se da quadratura a Plutão e ainda recebendo a quadratura separativa de sua regente, Vênus, que aliás, está em quadratura exata a Urano, quer dizer, mais idealismo, mais extremismo, mais rebeldia! Júpiter recebe, também um trígono de Marte, que ficará exato três dias depois da Lua Nova. Definitivamente, este não é um Júpiter preguiçoso, pelo contrário, é um Júpiter, mais que idealista, corajoso e bom de briga, iconoclasta, ambicioso na sua expansão, implacável nos seus métodos. Ele quer sua expansão a qualquer custo e vai correr os riscos! E os resultados se manifestarão de forma bem concreta e palpável, concreta como pedra, para o bem ou para o mal! Assim, para ter acesso ao Sol e à Lua – e também a Saturno e Mercúrio – precisamos ter uma atitude dinâmica e questionadora com relação àquilo que pregamos, com relação às nossas crenças; precisamos ser ambiciosos em nossos sonhos, mas ao mesmo tempo ser vigilantes quanto à nossa ética e integridade, para não fazermos vistas grossas ao nossos próprios “pequenos” deslizes, cometidos em nome de “um bem maior”, como costumamos dizer para nós mesmos à guisa de justificativa; a justiça é cega e assim deve ser, não pode ser caolha para favorecer a mim ou aos meus, ou a quem quer que seja, mas nessa configuração, um dos riscos é pensarmos que estamos acima do Bem e do Mal, que somos o próprio Deus onipotente, onipresente  onisciente e que podemos arbitrar conforme nos aprouver e não conforme a justiça de fato requer– soa familiar com aqueles congressistas que só legislam em causa própria? (Com Netuno tão influente neste ciclo, realmente precisamos ficar de olho nas votações desses projetos estapafúrdios que tramitam atualmente no congresso e casas legislativas… Se a gente piscar, o atestado da idiotia nacional será promulgado! Sim, brasileiro, o povo mais idiota do mundo, que elege legisladores e administradores que saqueiam os cofres da nação e só trabalham para se perpetuarem no poder, criando e aprovando leis que os protejam ad infinitum).

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E uma terceira pista, na verdade são duas – para quem tem planetas e signos interceptados no mapa natal, principalmente: a auto-observação nos momentos de distração, quando estamos a realizar atividades ligadas àquela casa e planeta/s em questão, porque quando estamos mais distraídos é quando revelamos nossa face mais genuína e espontânea. Não deixa de ser um paradoxo porque no momento em que nos damos conta do que fazemos, a atividade talvez deixe de ser espontânea, mas ainda podemos observar em retrocesso e anotar mentalmente qual era a nossa atitude de então. E, por último, fazer o oposto do sugerido acima, ou seja, buscar executar as atividades relacionadas ao signo/planetas/casas de forma bastante consciente, sendo ao mesmo tempo, observador e observado durante todo o processo e, ao final, fazer mais anotações, para então cruzar e comparar ambos os momentos, a atitude distraída e a atitude consciente, chegando aos pontos em comum. Daí então poderemos ter mais clareza de como o processo se dá para nós.

Mihai82000.Deviantart - Reprodução
Mihai82000.Deviantart – Reprodução

No caso do ciclo em questão, talvez precisemos fazer tudo ao contrário, já que não teremos tempo para observar o que está por vir, visto que já precisaremos estar prontos para o que der e vier: precisamos olhar em retrospecto e nos lembrar do que é que aciona nosso otimismo e nossa esperança; o que, no passado, nos levou a reencontrar nosso Norte quando estávamos perdidos; o que trouxe sentido quando tudo parecia vazio; o que deu um sentido de ordem, quanto tudo resvalava no caos; o que nos tornou humildes quando nos inflamos de arrogância e, ao contrário, o que nos deu confiança quando nos sentíamos por baixo. Em resumo, precisamos ter um “Plano B”, porque o “Plano A”, a princípio, está lacrado e inacessível num quarto sem portas ou janelas e sim, teremos acesso a isso mais à frente, mas enquanto esperamos a clareza, precisamos já ir trabalhando, mesmo que os rumos pareçam incertos e temerários… Qual é o seu Plano B? Se não tem, desenhe um! Alguma vez você já ousou por um Plano B em ação? Isso não deveria ser problema, visto que Sagitário sempre vê muitas possibilidades diante de si.

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O Símbolo Sabiano do grau 8 de Sagitário (07°42’) traz a seguinte imagem: “Nas profundezas da Terra novos elementos são formados”. Dane Rudhyar nos lembra que o tom central desse símbolo é “o fogo alquímico que tanto purifica quanto transforma a própria substância da vida interior do homem”. Ele nos lembra que, mesmo quando nada parece estar acontecendo na superfície, processos importantes ocorrem nas profundezas da Terra ou do Mar, da mesma forma, o ego consciente geralmente desconhece os processos alquímicos do inconsciente e só se dá conta deles quando uma mudança importante acontece, a ponto de não ser mais ignorada e então um novo nível de consciência e de resposta à vida é alcançado. Ele completa dizendo que o símbolo chama a nossa atenção para as mudanças internas, que se dão à revelia do ego e da vontade dita “pessoal”, como uma “gestação psíquica”, como um feto sendo gerado no ventre, independentemente da vontade ou do esforço consciente da mãe. Ele cresce e se desenvolve, e assim é, também com nossos processos e transmutações internos. Essa alquimia ocorre à nossa revelia mas, se estamos alinhados com ela, podemos facilitar o processo, ao invés de resistir a ele. Confiar e deixar fluir, mesmo quando nosso impulso seria tentar controlar, ansiosa-mente! Esperar. Agir pela in-ação. Calar na falação. Repousar no excesso de atividade. Amar as próprias dúvidas, mesmo com toda a ansiedade que elas nos trazem.

Arcano II do Tarô - A Sacerdotisa - Tarô de Nei Naiff
Arcano II do Tarô – A Sacerdotisa – Tarô de Nei Naiff

Uma imagem que representa bem este símbolo e a Lua Nova interceptada em quadratura a Netuno é a imagem da Sacerdotisa, o Arcano II do Tarô. Ela é enigmática e não vai revelar seus segredos a qualquer um, muito menos àqueles que não souberem fazer a pergunta certa – sim, aqui a pergunta é mais importante do que a resposta –  ou que forem levianos demais para não aguardarem o tempo certo da resposta. É preciso amar as perguntas, para ter acesso às respostas! É preciso ter timing, estar afinado com o tempo certo das coisas e não se afobar, não se precipitar… Sabe aquela frase, “quando não se sabe para onde ir, qualquer lugar serve”? Pois então, quando chegarmos lá nem poderemos reclamar porque entramos em ação antes de saber o que realmente queríamos ou para onde estávamos indo… Assim, o nosso Plano B precisa incluir uma certa espera, um ouvir da intuição, um decifrar as linguagens mágicas e não óbvias, aquelas linguagens que o ego e a mente consciente ignoram… Ler nas entrelinhas, naquilo que não é dito verbal ou diretamente, encontrar a chave, decifrar os códigos para ganhar acesso aos tesouros, às visões e venturas, no momento certo! Porque se precipitarmos o momento, a criança e mãe podem morrer, assim como nossas ideias e projetos fabulosos que, ao invés de prosperar e frutificar, se desintegrarão feito poeira no ar, diante dos nossos olhos, que se encherão de lágrimas de consternação.

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Em resumo, este é um ciclo delicado, em que precisamos ser pacientes conosco mesmos se porventura não soubermos para onde ir ou quando ir; em que precisamos aprender a esperar o momento certo de agir, em lugar de sair às cegas, arriscando-nos a cair no precipício; que precisamos descobrir a chave, decifrar os códigos sutis que nos darão acesso ao nosso otimismo e esperança latentes; que precisamos buscar alternativas – éticas – quando as vias diretas estiverem inacessíveis, ou seja, o “Plano B”; e em que precisamos trabalhar para que a justiça seja, de fato, aplicada, implacável e certeira; e claro, ficarmos vigilantes quanto a essa “justiça”, ou ela naufragará, será afogada por aqueles mesmos que prometeram defende-la e resgatá-la dos mares tempestuosos da corrupção.

E para meditar nessa Lua Nova, cheia de incertezas, dexo-vos com este poema de Rainer Maria Rilke, que já mencionei acima:

Tenha paciência com o não-resolvido, ame as perguntas!

“Se procurar amparo na Natureza,

no que é nela tão simples e pequeno que quase não se vê,

mas que inesperadamente pode tornar-se grande e incomensurável;

se alimentar esse amor pelo mais ínfimo e, se tentar,

humilde como um criado,

ganhar a confiança do que parece pobre,

tudo será para si mais fácil,

mais coeso e de algum modo mais conciliador,

talvez não no intelecto,

que recua atônito,

mas no mais íntimo da sua consciência,

do seu conhecimento e atenção.

Você é tão jovem ainda,

está diante de todos os inícios,

e por isso gostaria de lhe pedir, caro Senhor,

que tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração

e que tente amar as próprias perguntas

como se fossem salas fechadas

ou livros escritos numa língua muito diferente das que conhecemos.

Não procure agora respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver.

E tudo tem de ser vivido. Viva agora as perguntas.

Aos poucos, sem o notar,

talvez dê por si um dia,

num futuro distante,

a viver dentro da resposta.

Talvez traga em si a possibilidade de criar e de dar forma

e talvez venha a senti-la como uma forma de vida particularmente pura e bem-aventurada;

é esse o rumo que deverá tomar a sua educação;

mas aceite o que está por vir com grande confiança,

e se ele surgir apenas da sua vontade,

de uma qualquer necessidade interior,

deixe-o entrar dentro de si e não odeie nada.”

Rainer Maria Rilke, “Cartas a um Jovem Poeta”

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Um ótimo ciclo para você! Que nosso fogo seja consistente o bastante para fazer borbulhar nosso anseio de justiça! E que possamos viver nossas dúvidas e perguntas, sem ansiedade e sem deixar de viver, verdadeiramente!

Mihai Christie - Reprodução
Mihai Christie – Reprodução

A Semana Astrológica – O Poder e a Justiça

Ming-Fukuku3 - Reprodução
Ming-Fukuku3 – Reprodução

Semana de 21 a 27 de novembro – Tempo mudanças poderosas… De desapegar, de soltar, de deixar ir… Análises e avaliações estão favorecidas. 

O Sol ingressa em Sagitário, diminuindo o peso das últimas semanas, carregadas da energia densa de Escorpião – ainda bem que é só um mês, né? Ufa!! Em Sagitário ele vai ter que lidar com Netuno e depois Saturno, mas isso é daqui a alguns dias, por enquanto, ainda não, podemos nos divertir nos campos abertos e na fanfarra do Arqueiro!

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Quem já lida com esses caras difíceis nesta semana é Mercúrio, que fez quadratura a Netuno dias atrás e que agora faz conjunção a Saturno. Esse contato, aliás, pode ser na verdade, muito bom, porque coloca um pouco de disciplina e contenção num Mercúrio que vê demais, escuta demais e quer tudo ao mesmo tempo agora. Saturno vem numa boa hora para trazer um pouco de prumo e sobriedade. Depois disso é a vez de Mercúrio lembrar das limitações humanas, das nossas mazelas mais chatinhas e intransponíveis, representadas por Quíron, com quem ele se engalfinha no sábado. No mesmo dia Mercúrio trava um papo super cabeça e animado com Urano, o que ajuda a desanuviar o peso e a olhar novamente para o futuro com mais esperança e expectativa!

Desconheço o autor - Reprodução
Desconheço o autor – Reprodução

Vênus em Capricórnio, por outro lado, encontra-se com Plutão e enfatiza ainda mais a a quadratura JÚPITER-PLUTÃO, que fica exata nesta semana. Uma Vênus que já está impulsionada pelo poder, eleva isso à décima potência, e quer mais. E mais! Nas relações percebe-se um grande impulso de transformação, de tentar ir além do que já se conquistou, de estreitar ainda mais as alianças… O problema é que às vezes um quer esse comprometimento e o outro não, o outro quer sair voando pela janela… Ficamos espremidos nos extremos e extremistas estamos: ou é tudo ou é nada!  Temos muito a dar e damos tudo, mas em troca, também demandamos nada menos que isso. Para adicionar mais uma pitada de intriga, Vênus-Plutão agrega ciúme, controle e conflitos de poder e, se por um lado isso pode esquentar as relações e aumentar a paixão, por outro pode, de fato, representar problemas. O lado positivo é que há oportunidade de vasculhar as profundezas da relação para checar se tudo está bem e caso não esteja, de confrontar os problemas e resolvê-los a contento, de confrontar a realidade dessa relação e, potencialmente, transformá-la. Entretanto, com Urano envolvido (Vênus também está em quadratura a Urano, aspecto exato semana que vem), tudo pode acontecer, inclusive rupturas. Receio não tenhamos, porque Urano só nos livra daquilo que não precisamos mais!

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E de fato, o aspecto maior que causa grande impacto na semana é a quadratura Júpiter-Plutão. Um aspecto que vai acontecer por três vezes, devido à retrogradação de Júpiter. O primeiro evento ocorre dia 24 de novembro; o segundo no dia 30 de março, com Júpiter retrógrado; e o terceiro 04 de agosto, com ele novamente direto. Este é um ciclo de cerca de 12,5 anos e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso, grandes fortunas e é um sinônimo para a plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Como Júpiter também rege a sorte e Plutão nos lembra de ambição, a combinação também está relacionada a ambição desmedida e à compulsão no jogo e compulsão e obsessão pelo poder e por ganhar dinheiro “fácil”. Em termos pessoais, no mapa natal, sugere grande sede de poder e também grande impulso realizador, que precisa ser usado com muita responsabilidade, para que tais realizações sejam positivas. Sue Tompkins, astróloga inglesa, diz que essa combinação também está associada a lutas de poder, reciclagem, grupos underground sendo enfatizados de alguma forma e à mineração – considerando-se que Vênus está envolvida na presente configuração, em Capricórnio (pedras), podemos esperar notícias envolvendo mineradoras mundo afora; podem ser notícias de descobertas de novas jazidas ou, ao contrário, o abuso de poder na exploração de minerais. No início do mês já houve um conflito grave entre índios e garimpeiros em terras Yanomami em Roraima, que resultou na morte de seis garimpeiros.

Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, lembro que foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani. Neste mesmo período o Papa Bento XVI anunciou um consistório. Ainda neste ano, mesmo fora da orbe da conjunção, houve aquela grande crise nos aeroportos e na avição brasileira, houve o lançamento do primeiro iPhone e do Google Street View e houve abolição da pena de morte na França, entre outras coisas. Pesquise você também e veja os fatos marcantes.

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Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média? No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições – tudo isso e o que é que temos na pauta atual? PEC 241! É um pouco complicado fazer prognósticos de como essa quadratura se manifestará. Só porque Júpiter é um signo de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não representa problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça, justiça sendo feito no âmbito do poder.

De modo mais geral, Júpiter-Plutão são associados com essas expressões-chave: imenso poder, o poder da justiça, a justiça do poder, a justiça dos ricos, expansão do poder, o poder da boa sorte, aumento de controle, aumento de riqueza, descobertas minerais, poder religioso, transformação espiritual, Deus como todo-Poderoso, busca espiritual, auto-melhoramento, sede insaciável de poder, regeneração da abundância, expansivo e profundo… Tudo isso estimulado por Marte, que se aproxima para fazer trígono a Júpiter na semana que vem. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário! Saturno em Sagitário também está fazendo uma revisão geral nessa área, revisão que agora ganha maior ênfase com essa quadratura Júpiter-Plutão, já que Júpiter rege Sagitário e é o regente atual de Saturno e, claro, Plutão não vai alisar niguém!

Borzui - Reprodução
Borzui – Reprodução

A Lua abre a semana ficando minguante já na segunda-feira, a partir de Leão. Joga tudo o que é inútil fora quando em Virgem e se equilibra em Libra, ficando Balsâmica e fechando a semana em Escorpião. A Lua será nova em Sagitário no dia 29 de novembro, às 10h17min no horário de Brasília, a 07°42’ de Sagitário.

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SEGUNDA-FEIRA, 21 de novembro – De Leão a Lua faz quadratura ao Sol no último grau de Escorpião, entrando na fase Minguante. Ingressa em Virgem às 07h34min de onde se indispõe com Plutão. O Sol ingressa em Sagitário às 19h23min no horário de Brasília e às 21h23min no horário de Lisboa. A Lua fecha a noite já em oposição a Netuno. A semana começa com a Lua ficando minguante, em Leão, pedindo que deixemos para trás algumas vaidades, a necessidade de aprovação dos outros em favor da auto-aprovação, a compulsão por ser visto em favor de um modo de vida mais privado e não dependente de plateia. Deixar ir o orgulho, os medos e receios infantis, a falta de espontaneidade nas relações. Com a Lua em Virgem o dia fica industrioso e bastante favorável ao trabalho, ideal para se começar a semana com o pé direito, com disposição e diligência. O Sol ingressa em Sagitário e também muda o tom central da atmosfera, que fica mais leve e animada. Ficamos um pouco mais otimistas e fazemos planos para o futuro, agora que temos uma visão de maior alcance e amplitude. Aberta a temporada de ampliar a visão, de expandir a mente e a consciência, de rever as crenças, de aprimorar conhecimentos, ir além dos limites pre-concebidos, sejam literais ou figurados! A noite traz um tom um tanto nostálgico, mas favorável ao sono.

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TERÇA-FEIRA, 22 de novembro – A Lua Minguante Virginiana se opõe a Netuno em Peixes e ao Nodo Sul. Irrita-se muito com Marte, briga com Mercúrio e se harmoniza com Vênus e Plutão, que já estão bem próximos. A Lua também faz quadratura a Saturno, tornando este foco de uma T-Square mutável, já que ainda se opõe a Netuno. A Lua fica vazia depois da quadratura a Saturno, às 15h43min, mas ainda confronta Quíron em Peixes. Mercúrio está em harmonia com Júpiter, seu dispositor. A chave para que o dia flua tranquilo é nos mantermos afinados com vibrações elevadas, vigiarmos o pessimismo e a insegurança e a tendência a criticar de forma dura pessoas ou situações que não conhecemos e que mesmo se conhecêssemos, não necessariamente faríamos melhor. Todo mundo tem suas limitações, inclusive nós e sempre é bom lembrar disso antes de julgar e criticar, antes de simplesmente abrir a boca para emitir opiniões que talvez nem foram pedidas. Apesar de termos nossa própria opinião em grande conta, como se soubéssemos o que é melhor para todos, isso não necessariamente é verdade; o que é válido para mim não necessariamente o é para terceiros e isso não é empecilho para a convivência, quando se tem respeito pelos preceitos e crenças alheios. Afinal de contas, conviver com quem só concorda com a gente é muito chato e muito estreito e nos torna intolerantes e fanáticos. A noite traz uma propensão a imprevistos e situações caóticas, que pedem flexibilidade e compreensão e entendimento, inclusive para conosco mesmos.

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QUARTA-FEIRA, 23 de novembro – A Lua está fora de curso em Virgem por todo o dia. Encontra disparidades em Urano e desconfortos vindo de Marte, mas depois fica bastante isolada. Ingressa em Libra somente às 17h42min, de onde se harmoniza com o Sol Sagitariano. Mercúrio está em conjunção a Saturno. Um dia bastante atípico em que nossa industriosidade e “vontade de fazer” cai numa espécie de vácuo porque as coisas parecem estar desconectadas e até mesmo questionamos se deveríamos fazer o que estamos fazendo… Culpa por não fazer, culpa por fazer, culpa por não querer fazer… Que sinuca! O dia está favorável mais a ser do que a fazer e isso é mesmo complicado para Virgem, que adora se ocupar! Ocupemo-nos, então, de nossa subjetividade, do fazer interior, do olhar para dentro e apenas contemplar, sem compromisso de resolver nada, de consertar nada… Apenas ser e deixar ser, deixar que o dia seja… Observar, desapegadamente, mesmo quando os imprevistos ameaçarem nos tirar do sério. Assim, o dia está favorável para pegar leve, deixar preocupações maiores de lado e seguir um roteiro que esteja aberto a mudanças e imprevistos.

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QUINTA-FEIRA, 24 de novembro – Júpiter está em quadratura plena a Plutão, que também recebe a conjunção de Vênus. A Lua Libriana conversa harmoniosamente com Marte em Aquário, mas se irrita com a ausência de Netuno. A Lua fecha a noite já próxima de conjunção a Júpiter e quadratura a Vênus. Considerando que Saturno transita Sagitário atualmente e Júpiter, regente de Sagitário, faz quadratura a Plutão, o Sehor da Morte e da Transformação, podemos dizer, mais do que nunca: a justiça tarda, mas não falha! Quem andou burlando regras indiscriminadamente, chutando o balde da ética e da boa vontade, pilhando e enganando… O castigo está vindo a cavalo! Especialmente indivíduos e entidades que tenham planetas entre os graus 10 e 20 dos signos Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio). Em nível mais pessoal, temos poderosas oportunidades de transformarmos nossa visão de mundo, nossas crenças envelhecidas, nossas perspectivas estreitas e ir mais fundo e mais além, derrubando muros e impedimentos, mobilizando recursos que estiveram sempre à nossa disposição, mas que só agora conseguimos acessar. O que precisamos fazer é estar atentos a nós mesmos, a nossos isights e intuições, ao nosso entorno. As oportunidades estão aí, mas muitos as verão como crises ou problemas intransponíveis. Um problema sempre traz no seu bojo a solução e a chance de crescermos – depende de como vemos as coisas. O dia favorece que vejamos os problemas e situações sob ângulos diversos e variados, de modo que podemos fazer melhores escolhas. Talvez até identifiquemos situações sobre as quais ainda não conseguimos agir conforme gostaríamos, mas a hora chegará em que nos será dado oportunidades e ferramentas. Estejamos atentos. As relações estão bastante esquentadas e propensas a convulsões. Momento de se estar completamente presente nessa relação.

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SEXTA-FEIRA, 25 de novembro – Vênus está em conjunção plena a Plutão e quadratura exata a Júpiter. A Lua faz conjunção a Júpiter, mas quadra Vênus-Plutão.  Dona Lua ainda se afina com Saturno e Mercúrio, mas se desarmoniza com Quíron e se opõe a Urano. Ficando vazia depois deste contato, às 11h53min. A Lua faz semi-quadratura ao Sol e entra na fase Balsâmica. A expressão dos afetos está intensificada, exacerbada. Os sentimentos são intensos e ampliados, mas há conflitos internos porque ao mesmo tempo em que queremos uma entrega completa e indubitável, por outro lado podemos nos sentir sufocados e querer preservar nosso espaço individual. Se não estamos cientes dessas discrepâncias internas e não as conciliamos em nós, podemos vê-las refletidas em desentendimentos no relacionamento. O período oferece chances de parceiros aprofundarem o conhecimento mutuo, de estreitarem a intimidade e a cumplicidade, mas se houver desconfiança, ciúmes e tentativa de controle, o tiro pode sair pela culatra e o parceiro que se sente controlado pode escapar por entre os dedos. Confiança mútua e preservação da individualidade são essenciais para que o trânsito se manifeste da forma mais positiva. Em termos práticos e mais mundanos, Essas influênias requerem cautela nos investimentos: há ótimas oportunidades surgindo, mas é necessário checarmos os códigos éticos envolvidos, porque se nossa ambição for desmedida a ponto de querermos passar por cima de outros, a resistência encontrada será igualmente formidável, portanto, escrúpulo e ética são também essenciais. Essa conjuntura astral também nos propicia uma transformação nos valores, na autoestima, de modo que podemos ser mais realistas e autênticos a respeito de nós mesmos, de como nos vemos e de como nos colocamos diante dos outros e isso, definitivamente, altera a qualidade das nossas relações. Para melhor!

Odilon Redon - Reprodução
Odilon Redon – Reprodução

SÁBADO, 26 de novembro – A Lua está Balsâmica e inaugura o dia fora de curso em Libra. Ingressa em Escorpião às 06h02min, onde ficará muitas horas sem fazer contato com ninguém. Vênus segue conjunta a Plutão e quadrando Júpiter, que também está em quadratura a Plutão. Mercúrio faz quadratura a Quíron e trígono a Urano, aspectos exatos hoje. É dia de reclusão e solitude. De limpezas e depurações, de deixar ir as ilusões, a necessidade de controle. Dia de perscrutar a alma profundamente, sem receio de suas sombras e humores, sem receio dos sentimentos mais bravios e densos. A Lua Balsâmica é a Lua Negra, a Lua das Feiticeiras, de Hécate e nos convida ao confronto com o velho, o que acabou, os restolhos de um ciclo e o consequente descarte. Depois de tais descartes, estamos aptos a olhar para o futuro, que é a função da fase Balsâmica, olhar no olho do futuro e profetizar o que ele nos traz ou suas inúmeras possibilidades, assim como aquelas que mais nos apetecem. Mercúrio em contato com Urano torna essa influência ainda mais proeminente: já não nos importamos com o que foi; o passado fica no passado porque lá éo seu lugar. Agora olhamos para o futuro, com mais esperança, espírito reformador, dispostos a largar todos esses restolhos que só atravancam a vida, que só nos impedem de prosseguir. O dia favorece esse mergulho profundo em si mesmo e nas questões mais cruciais, favorece que estejamos inteiramente em nós mesmos, para divisarmos os anseios do coração e da mente mais elevada e nessa direção lançarmos nossa flecha certeira!

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DOMINGO, 27 de novembro – A Lua Escorpiônica estabelece uma conversa sensível e profunda com Netuno. Depois ela briga com Marte, seu dispositor tradicional. Se reanima no contato com Plutão (o outro dispositor) e Vênus, se desentende com Urano e fecha o dia numa conversa empática com Quíron. O Sol está em sesqui-quadratura a Urano. O dia está intenso e ultra passional – bom para os amantes! Quem puder que estique o amor e adie a hora de levantar! Mas a mesma energia que simboliza essa intensidade pode significar conflitos, caso a paixão e o dinamismo não sejam bem canalizados. Assim, o dia pede que nos engagemos em atividades que despertem nossa paixão, nossa criatividade, nosso empenho e desejo de ir até o fim em alguma coisa. Precisamos de algo a que possamos nos entregar de corpo e alma e se não achamos nada tão empolgante, podemos ficar meio frustrados, meio indóceis e caçar confusão com as paredes. As trocas íntimas estão favorecidas, as superficialidades, definitivamente, não. Mesmo encontros com amigos precisam ser mais intimistas e levar a conversas complexas acerca dos mistérios da vida ou do âmago das questões. Frivolidades, não, por favor! A noite está muito nostálgica e sensível e pode nos deixar um tanto tristes, aumentando um pouco o blues do fim de domingo… Mas nada que um bom filme ou a companhia certa – mesmo que seja somente a sua própria – não possam resolver!

Uma ótima semana para você!

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Lua Nova em Libra – Tempo de Equilíbrio

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A Lua foi Nova nesta sexta-feira, dia 30 de setembro, às 21h11min no horário de Brasília (à 01h11min de 01/10 no horário de Lisboa), a 08°14’ de Libra, abrindo o ciclo que enfatiza as parcerias e relacionamentos, a necessidade de buscarmos equilíbrio e justiça em nossas interações com o mundo. É hora de renovar nossas intenções no que tange aos relacionamentos importantes da nossa vida.

Libra é o signo onde o eu se depara com o outro fora de si, com o não-eu. Signo extremamente civilizado, cujo símbolo é uma balança, o único signo do zodíaco cujo símbolo é um objeto inanimado e não uma criatura viva, algo que diz muito da natureza impessoal e emocionalmente distanciada do signo. Sim, essencialmente é um signo de relacionamentos, mas não do ponto de vista dos vínculos emocionais, mas sim do ponto de vista de trocas entre iguais, de afinidades sociais e intelectuais – ele representa a necessidade do ser humano de se associar, seja de forma íntima como no casamento, seja de forma social ou profissional, como nas associações de negócios. Está relacionado com a natureza gregária do ser humano, o impulso para ser casal, para formar o par.

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Libra é um signo que vem aprender a escolher e assumir as consequências de suas escolhas. A balança representa a necessidade de equilíbrio, de conciliação entre o eu e o não-eu. Assim, temos pela frente um ciclo de escolhas, e sendo Libra um signo de Ar Cardinal, significa escolher a ação efetiva que construa ou melhore as relações.

Lua Nova em Libra - 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.
Lua Nova em Libra – 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.

O mapa da Lua Nova traz Sol e Lua se afastando de uma conjunção a Júpiter, mas, embora separativa, essa conjunção ainda é próxima e potente e sugere que Júpiter colore grandemente o ciclo que se inicia. Sendo Júpiter um planeta relacionado à justiça e às leis em geral, temos um período em que esses temas serão bastante destacados. Júpiter também é um planeta de expansão, crescimento, otimismo, vivacidade e certamente essas qualidades se farão sentir nas próximas semanas. Refazemos nossa disposição, voltamos a ter esperança e a nos entusiasmar com novos projetos e com as perspectivas de futuro. Certamente é um ciclo bastante positivo e bem diferente dos ciclos lunares anteriores. Na verdade, precisamos até ter ponderação para não irmos para o extremo oposto, e nos tornarmos excessivamente otimistas e até um tanto arrogantes. Outra coisa importante quando temos Júpiter numa configuração, é a perspectiva mais ampla e abrangente das coisas; a possibilidade de nos conectarmos com a mente superior, com conceitos mais elevados e filosóficos. Júpiter em Libra, aliás, vem favorecer o mundo das artes em geral, com todos os seus conceitos abstratos e que desafiam o senso comum.

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Sol e Lua também estão em harmonia com Saturno em Sagitário e em atrito com Netuno em Peixes. O aspecto a Netuno requer observação da nossa parte, pois indica grande possibilidade – visto que o aspecto está muito próximo – de nos desequilibrarmos devido a ideias impraticáveis, por demais abstratas ou sonhadoras e embora o contato também indique muita criatividade e inspiração, é preciso pé no chão para filtrar essas inspirações e verificar se são realmente válidas. Nesse sentido, buscamos a cooperação de Saturno, para nos manter firmes e realistas. Saturno, aliás, é peça muito importante aqui – aliás, sempre – porque num ciclo extremamente Jupiteriano, com essa influência capciosa de Netuno, necessitamos mesmo de cabeça fria, objetividade, realismo. O fato de Saturno estar em Sagitário possivelmente nos ajude a frear o entusiasmo excessivo, trazendo algum comedimento e ponderação.

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Vênus, a regente da Lua Nova, trafega atualmente Escorpião, signo de seu detrimento. Como aspecto maior ela conversa apenas com Netuno em Peixes, um contato que aumenta a sensibilidade Escorpiônica, ao mesmo tempo em que suaviza o cinismo e diminui a extrema reserva. Esse posicionamento indica um ciclo de relações apaixonadas e apaixonantes, buscamos relacionamentos e parcerias com iguais, mas aqui queremos mais do que a afinidade e a troca civilizada, queremos paixão e comprometimento. As parcerias ficam mais passionais e comprometidas, sejam as amorosas, sejam as de negócios.

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Mas além dos aspectos e conexões que a Lua (e o Sol) fazem, há ainda uma influência forte, não necessariamente perceptível à primeira vista: a Lua Nova se dá em quadratura ao Ponto Médio entre Marte e Plutão, que estarão conjuntos em 19 de outubro. E mais: o Sol (e a Lua) estão em quadratura a Plutão esse aspecto entre o Sol e Plutão fica exato na próxima semana. Isso tudo adiciona força, magnetismo, e capacidade de lidar com a verdade e com as crises, o que vem trazer, sinceridade, vigor e profundidade à sutileza e equilibrar a tendência à futilidade e afetação de Libra. A quadratura ao Ponto Médio também indica a capacidade de lidar com crises, estamina emocional e física, além da possibilidade de muitos confrontos raivosos que, apensar da tensão, podem trazer soluções verdadeiras, enfrentamento da verdade e maior autenticidade nas relações. O risco é estarmos muito inconscientes da raiva não expressa e isso se manifestar como envolvimento em situações violentas diversas.

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Em resumo, para ganharmos acesso às promessas de expansão e concretizarmos essas promessas, precisamos lidar algumas verdades desconfortáveis, difíceis para Libra digerir; precisamos assumir nossas ambições e ir em busca delas, determinadamente; inclusive nossas ambições no campo das relações – não dá mais para ficar em cima do muro despetalando flores de mal-me-quer/bem-me-quer – ou ata ou desata! É preciso ter clareza do que se quer, fazer as escolhas e devidas e ir em busca desses desejos e objetivos, quaisquer que sejam eles!

magritte-33O Símbolo Sabiano do grau 9 de Libra (08°14’) traz uma imagem significativa: “três velhos mestres se demoram numa sala especial numa galeria de arte – às vezes eles parecem conversar entre si”. Lynda Hill, astróloga australiana e estudiosa dos Símbolos Sabianos, analisando este símbolo, nos lembra que um dos temas principais é a comunicação, que se dá num nível completamente diferente daquele a que estamos acostumados. Pode ser a comunicação não verbal, subliminar, mas que tem a ver com mensagens sutis e de valor inestimável. E ela afirma: “Este símbolo é sobre falar com outras pessoas a respeito de conceitos abstratos num nível mais elevado. O bate-papo cotidiano que não se aprofunda ou explora a beleza da vida pode se tornar sem sentido e mundano. Aprofundar-se nas próprias situações. Encontrar soluções a partir das pistas dadas pelas diferentes partes da personalidade e da psique sobre o que você deveria estar fazendo ou onde você deveria estar. Foco na quietude, tempos de introspecção quando pessoas não estão ao redor para distrai-lo. A solução talvez esteja em equilibrar os três agentes: espiritual, físico e mental”. Assim, este símbolo enfatiza a presença de Júpiter no mapa da Lua Nova e aponta para a necessidade de nos atentarmos para verdades mais elevadas, em contraponto aos fatos do dia a dia. Desafia-nos também, a encontrar soluções que sejam mais autênticas e condizentes com nossa natureza e realidade, equilibrando as várias instâncias da nossa experiência humana: a dimensão física, mental e espiritual.

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Assim, o ciclo traz muitas possibilidades de crescimento e expansão, permeados de algumas tensões que vem liberar soluções drásticas, mas efetivas! O confronto, apenas parece ser com o outro, mas no fundo, é conosco mesmos e nossas próprias dificuldades. E sempre vale lembrar: para o outro, eu também sou um “outro”, eu sou espelho e reflito seus dilemas, portanto, estamos todos no mesmo barco e, aparte o excesso de civilidade que às vezes Libra usa para evitar os confrontos, a gentileza é mais necessária do que nunca nas relações. E às vezes, gentileza de verdade é dizer a verdade quando ela é necessária, de maneira doce e serena!

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Um ótimo ciclo para você! Que venha cheio de expansão com equilíbrio!

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Andy Goldswhorthy – Reprodução
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