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Lua Cheia em Libra – Da desordem e do caos

Birth Chart Painting – Libra Full Moon – Reprodução

O ciclo Ariano iniciado no dia 27 de março tem seu apogeu na Lua Cheia de Libra, que ocorre na madrugada desta terça-feira, dia 11, às 03h08min no horário de Brasília – 07h08min no horário de Lisboa. O eixo Áries-Libra tem como temas básicos os relacionamentos, como o EU se encontra e se relaciona com o OUTRO. Enquanto Áries concentra-se em si mesmo e na sua vontade pessoal, Libra trata da alteridade e propõe equilíbrio, que o EU encontre maneiras de incluir o outro e, talvez até de tornar-se um NÓS.

Lua Cheia em Libra – Brasília, 11 de abril de 2017, 03h08min

A Lua atinge seu apogeu no grau 21°32’, em conjunção a Júpiter, quadratura próxima a Plutão e oposição, também próxima e aplicativa, a Urano, formando uma T-Square Cardinal explosiva, da qual Plutão, planeta das transformações profundas, é o foco. A Lua ainda faz quincúncio a Marte em Touro. Só por essas configurações, já poderíamos antever que é uma lunação explosiva, catártica, de liberação de muitas energias densas e liberação de entraves. A Lua em Libra vem fazer o contraponto à forte energia individualista do Sol em Áries, que ganha o reforço de Urano, que tem um destaque especial nessa lunação, porque logo receberá a conjunção do Sol.

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Essa ênfase que Urano recebe, sugere que prestemos atenção à nossa intuição, que busquemos fazer diferente e inovar nas relações. Libra é um signo que busca e prima pelo que é socialmente aceitável, assim como Capricórnio, por razões diferentes – Capricórnio quer poder, Libra quer ser aceito e não é à toa que Saturno, regente de Capricórnio, está exaltado em Libra! Mas a oposição Lua-Urano lembra que precisamos agregar o novo, o diferente, quebrar as regras de vez em quando, infringir um pouco a tradição e sair dos convencionalismos. Porque se não escutamos Urano e insistimos no excesso de convencionalismo e no que é esperado de nós, podemos ser atingidos por um raio, levar um choque ou ter que lidar com situações muito estressantes e que fogem totalmente do nosso controle.

Sempre que nos excedemos num princípio, invocamos o princípio oposto, para trazer o equilíbrio, mas se estamos inconscientes, esse princípio se manifestará de maneira estressante e talvez destrutiva. Excesso de Saturno (regras, estrutura, tradição, convenções, realismo, responsabilidade) invoca a ação de Urano (rebeldia, inovação, liberdade, progresso) ou de Netuno (sonho, fantasia, escapismo, dissolução, caos) ou ainda de Júpiter (falta de limites, irresponsabilidade, crescimento desenfreado, exagero). Plutão tem algumas similaridades com Saturno, porque ambos gostam de poder e controle, mas Plutão também pode funcionar no sentido de nos tirar o poder e o controle e assim, pode esmagar Saturno. E o reverso também é verdadeiro… Excessos desses planetas mencionados, podem invocar a ira e o relho de Saturno, que é o oposto psicológico de qualquer outro planeta ou luminar.

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Então, Libra, sendo a exaltação de Saturno, vai sempre primar pela ordem, pela convenção, pela civilidade. Mas nesta Lua Cheia, Libra precisa integrar um pouco de rebeldia e, principalmente, ser capaz de se afirmar e ser um pouco mais independente, de não esperar sempre pela opinião do outro, nem estar tão disposto a corresponder às expectativas alheias. Urano urge que sejamos mais originais, mais livres e menos dependentes; que sejamos mais nós mesmos e vivamos menos em função do outro; que quebremos um pouco a regra do “aceitável” e atrevamo-nos a ser diferentes, a fugir um pouco da norma. Dentro das relações, isso implica preservar a própria individualidade e não se anular ou se perder no outro, agir com verdade e honestidade consigo próprio e também com o outro. É isso ou Urano será invocado de forma destrutiva e poderá trazer surpresas desagradáveis, rupturas abruptas, desconcertantes e possivelmente, definitivas.

Tracy Allen – Reprodução

Júpiter, com quem a Lua está conjunta, já coloca fortemente o tema da liberdade, a necessidade de crescermos juntos, dentro das relações, mas de preservarmos nossa liberdade e independência de crenças e valores. Júpiter também é líder de uma formação chamada Locomotiva neste mapa, o que faz com que tenhamos uma coloração fortemente Jupiteriana aqui. Júpiter era Zeus na mitologia grega e ele era um deus que primava pela liberdade, assim como legislava sobre o Olimpo e sobre os humanos. Zeus era casado com Hera, com quem vivia às turras, exatamente porque ela significava o princípio do compromisso. E ainda temos Plutão nessa configuração, que adiciona intensidade e profundidade a esses temas, além de exigir que transformemos a maneira como vivemos nossas relações, que sejamos mais autênticos e honestos em todos os nossos “negócios”. Plutão é um planeta impessoal, assim como Urano e esses planetas não “se importam” muito com o indivíduo, simbolizam princípios implacáveis da psique, forças que irão se manifestar e agir dentro ou fora de nós, de um jeito ou de outro. Se estamos abertos e promovemos as alterações voluntariamente, ótimo! Do contrário, vai à revelia mesmo. Queiramos ou não.

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Então, a exemplo da Lua Nova de Áries, a Lua Cheia de Libra também traz para a linha de frente a necessidade de discutirmos as relações, como se já não estivéssemos fazendo isso há um bom tempo. A Lua Nova ocorreu exatamente em conjunção a Vênus retrógrada, que ainda estava no início de Áries, destacando esse tema das relações e da retrogradação de Vênus, além dos temas de autoestima e dos nossos valores. Agora, novamente a ênfase recai sobre esses temas, porque, além de Libra ser o signo do relacionamento, Vênus é a regente da Lua em Libra. Como sabemos, Vênus continua retrógrada. Nesta semana, está particularmente sensibilizada, porque está em Peixes, conjunta a Quíron e em quadratura quase exata a Saturno em Sagitário. Em três dias Vênus estacionará, para voltar ao movimento direto no dia seguinte. Ou seja, Vênus também está ultra destacada nesta lunação. E sugere que além de vivermos as relações de forma menos dependente e mais assertiva, como sugeria na Lua Nova de Áries, que também nos responsabilizemos pela realidade relacional que criamos na nossa vida. Vênus está conjunta a Quíron, indicando um aumento da vulnerabilidade da já etérea Vênus Pisciana; mas essa conjunção também indica a propensão a associarmos relações com sofrimento, a nos atrairmos por pessoas complicadas, que precisam ser “resgatadas” e nós lá vamos, tentar salvar o outro, sem nem perguntar se ele quer ser salvo. E depois reclamamos que somos infelizes e que fomos enganados – na verdade, nós nos enganamos a nós mesmos. Mas Vênus também está em quadratura a Saturno, que demanda que nos responsabilizemos por esses padrões nos quais nos emaranhamos; que sejamos realistas quanto ao idealismo excessivo com que olhamos os outros e também a dificuldade de enxergar a nós mesmos, como realmente somos; Saturno também sugere que precisamos encarar o quanto talvez sejamos emocionalmente exigentes e famintos de afeto, sempre cobrando ou criando expectativas altas demais, esperando ser preenchidos pelo outro e quando isso não acontece, nos sentindo rejeitados e incompreendidos.

Roberto Ferri – Reprodução

Vênus, nessa configuração com Quíron e Saturno, pede que tenhamos empatia e compaixão por nós mesmos, antes de termos pelos outros; que nos responsabilizemos pela nossa história, mas que nos des-identifiquemos dos padrões repetitivos de sofrimento; que lidemos com nossas feridas e abandono infantis, para não implodir futuras relações, ao ficar sempre defensivos, fechados, frios, acabando por provocar as reações que tanto temíamos: rejeição e abandono. E quando compreendemos tudo isso e aceitamos, podemos talvez modificar nossos parâmetros e referências e então, não precisaremos mais rimar amor com dor – existem rimas mais ricas e belas às quais podemos recorrer e até aceitar que há poemas em que as rimas não precisam ser exatas ou perfeitas – alô Urano! E Vênus conjunta a Quíron também indica que devemos incluir e aceitar o lado mais melindroso, defeituoso, trôpego, incompleto, tanto em nós mesmos quanto no outro. Vênus em Peixes busca a perfeição, mas Quíron vem lembrar que isso não existe, que somos todos limitados e capengas de alguma forma. E Saturno diz a mesma coisa, de outro jeito: aqui é a dimensão do real, aqui, nada é perfeito. E lide com isso!

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Outra coisa interessante é que a Lua também se opõe a Éris neste mapa e Eris é o Ponto Médio entre Urano e o Sol e faz quadratura ao Ponto Médio entre a Lua e Urano – Urano está em conjunção a Eris já há bastante tempo, visto que o ciclo de Eris é muito longo e este asteroide demora décadas num mesmo signo. Éris é a Deusa da Discórdia e do Caos. Isso me lembra um dos mitos mais associados a Libra: o mito de Paris e Helena, que causaram a Guerra de Troia. Mas na verdade, a história começou bem antes. A história começa exatamente com Éris. Os deuses resolveram dar um banquete no Olimpo e todos os deuses e deusas foram convidados, menos Éris, por razões óbvias, porque ninguém queria trazer a discórdia para a festa. Mas ela ficou sabendo e, discordante como era, não se fez de rogada e foi mesmo assim – ela não se importava muito com civilidades e em ser aceita, queria mesmo era “causar”. Entrou de supetão – tem um quê de Urano – e atirou no meio da mesa uma maçã de ouro, com os dizeres: “Para a mais bela de todas as deusas”. E foi embora, algo que também me lembra a Malévola, de a Bela Adormecida. Claro que todas as deusas queriam ganhar a maçã, e a briga ficou entre Hera, Athena e Afrodite, mas nenhum deus era idiota para fazer essa escolha. Então Zeus foi buscar um pastor simples, que tranquilamente pastoreava suas ovelhas no Monte Ida. Quem era esse pastor? Paris, que havia sido desterrado pelo seu pai, o rei Príamo, de Troia, por causa de uma profecia feita antes de Paris nascer, que dizia que ele causaria a destruição do reino. Paris foi convocado por Zeus para fazer a escolha entre as deusas. Ele, como bom Libriano, deu como sugestão dividir a maçã em partes iguais, assim todas ficariam satisfeitas. Apesar do seu charme, a sugestão não foi aceita e ele teve que escolher. Resumindo, ele escolheu Afrodite, porque ela lhe ofereceu Helena, a mulher mais bela do mundo – o fato de Helena já ser casada, era um mero detalhe para Afrodite. Ao escolhê-la, Paris incorreu na ira das outras duas que disputavam o prêmio: Hera e Athena. Resumindo muito: Paris e Helena se apaixonaram e Paris roubou Helena de Menelau, e por causa disso, os gregos entraram em guerra com Troia, que de fato foi destruída, depois de uma guerra de dez anos. E como tudo isso começou? Começou com os deuses excluindo Eris, a discórdia – comportamento típico de Libra, que odeia desagradar e causar discórdias, estando mais interessado sempre em conciliar, sendo expert na arte do “deixa disso”. Então, o que isso vem nos dizer? Que precisamos incluir também, o caos e a discórdia, pelo menos cogitar na possibilidade de que nem sempre conseguiremos ter o controle de tudo ou que nem sempre conseguiremos manter tudo civilizado, plástico, refinado e harmonizado. Tem horas que é preciso discordar, tem horas que é preciso desequilibrar – aliás, Libra é o signo do equilíbrio e em certos momentos vai “bagunçar” tudo, quando sentir que está tudo certinho demais, exatamente para equilibrar – é, às vezes, para equilibrar, precisamos bagunçar! Tem horas em que precisamos bancar nossa dissonância, nossa divergência, nossa discordância. Precisamos incluir Eris, porque se a excluirmos, ela vai dar um jeito de entrar na festa de qualquer forma, então, melhor estar “de boa” com ela e reconhecer dentro de nós esses aspectos dissonantes e caóticos, que querem “causar” e que não se importam tanto em agradar. Se não incluímos Eris, ela vai ficar muito zangada e ninguém vai querer incorrer na sua ira! Já imaginou, estar de mal com a Deusa da Discórdia?

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O dispositor final deste mapa é Netuno, único planeta a estar “em casa” atualmente, visto que é o regente moderno de Peixes. Netuno agrega criatividade, imaginação, compaixão e também gentileza e altruísmo a essa lunação. Negativamente, reforça a sugestão do caos, porque confunde e dissolve os limites que norteiam nossa leitura da realidade. Então, temos um tom de Júpiter-Netuno também forte aqui e, que assinala um exagero, e expande a qualidade extravagante, embora adicione uma certa benevolência. Somando à influência de Urano, temos a indicação de uma lunação que carrega uma forte qualidade de radicalismos, extremismo, caos, situações e crises inesperadas, assim como liberação, desprendimento e iluminação. Precisamos estar conscientes e presentes em nós mesmos, para tirar proveito das qualidades positivas da lunação e não “sofrermos” seus efeitos mais caóticos.

Fabera – Reprodução

Em termos mundanos, essas configurações todas inspiram cuidados, pois sugerem radicalismos ideológicos, fanatismos religiosos e conflitos diplomáticos, visto que Vênus, planeta da diplomacia está retrógrada e em quadratura a Saturno e Mercúrio, planeta das comunicações e também negociador, está retrógrado em Touro, signo inflexível.

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Pelo menos o Símbolo Sabiano para o grau 22 de Libra (21°32’) traz uma imagem de gentileza e harmonia: “Uma criança dando de beber a pássaros numa fonte”. O tom principal, segundo Rudhyar, “é a preocupação das almas simples com o bem estar e a felicidade de seres menos evoluídos que têm sede de renovação da vida”. O símbolo fala da necessidade da gentileza, do cuidado e de nos preocuparmos com outros, especialmente aqueles que mais precisam. O símbolo vem fazer o contraponto à forte energia Uraniana e ao extremismo presente nessa lunação. Fala de calma, doçura, cuidado, pureza e de fazermos as coisas sem expectativa de retorno – algo que também costuma ser difícil para Libra – e que, se pudermos, não devemos nos furtar de ajudar àqueles que precisam, algo que está em consonância com a conjunção Vênus-Quíron, que já fala da grande empatia, sensibilidade e compaixão por outros que necessitam de atenção e cuidados. Assim, a despeito do caos e dos radicalismos, de precisarmos e devermos nos posicionar, isso não pode nos endurecer excessivamente a ponto de não podermos mais ser gentis e carinhosos com outros. Aqui novamente vem a necessidade do equilíbrio, que é tão caro para Libra.

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Portanto, a Lua Cheia de Libra convida a encarar a verdade e a realidade das nossas relações; convida a nos posicionarmos com honestidade e a assumirmos nossa dissidência e dissonância, quando for o caso; demanda que integremos nosso desejo de liberdade e independência e que nos responsabilizemos pelas relações nas quais nos envolvemos e os paradigmas relacionais que criamos, assim como pela transformação de tais paradigmas; que nos liberemos das relações doentias e sobretudo, dos nossos padrões viciados e que busquemos relações mais honestas, com pessoas reais e não com ideais de perfeição. E depois de tudo isso, ainda sermos capazes de ser gentis e amorosos, com os outros e conosco mesmos! Paradoxal? Com certeza! Mas a vida não é um grande paradoxo?

Feliz Lua Cheia para você!

Birth Chart Painting – Libra Full Moon – Reprodução

A Semana Astrológica – A dor e a delícia de ser o que somos

Catrin Welz-Stein – Reprodução

Semana de 10 a 16 de abril – Semana de colhermos os resultados, concretos ou intangíveis, dos esforços que dedicamos aos nossos empreendimentos. Resoluções abruptas e radicais também estão no menu do período e ajudam a liberar muito da tensão acumulada nas últimas semanas. 

Semana de Lua Cheia em Libra, mas cujo ponto alto é a regente de Libra, Vênus, voltando ao movimento direto no sábado (fogos de artifício pipocando para todo lado!). Mas ainda vai levar algumas semanas até que Vênus recupere a sua boa forma: ela só sai da zona sombria de retrogradação no dia 18 de maio e fica bem mesmo a partir de seis de junho, quando entra em Touro, seu palácio campestre, signo regido por ela. Vênus estaciona em conjunção a Quíron e já direta, fará quadratura exata novamente a Saturno – quadratura, aliás, que está ativa todas essas semanas, porque muito próxima do ponto partil. Pois é, não mole, não!

tirado de DebraHeylen.blogspot – Reprodução

A Lua cheia, por sinal, traz mais algumas avalanches para sacudir os corações e o mundo em seus conflitos também. Ocorre no eixo-Áries-Libra, eixo dos relacionamentos; dá-se em oposição a Urano, o planeta das rupturas e do despertar abrupto e radical… E ainda tem a quadratura a Plutão, que, intensifica e aprofunda todas as crises. Vênus, regente da Lua Cheia, estará em quadratura de meio grau a Saturno… Portanto, essa Lua Cheia traz a culminação deste ciclo de retrogradação de Vênus e sugere muitas tensões, mas também liberação e resoluções drásticas na área das relações e dos acordos políticos e tentativas de conciliações.

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E se a Lua Cheia acontece em oposição a Urano, significa que o Sol vai fazer conjunção a ele nesta semana, sugerindo um momento de recarregarmos as baterias, porque Urano é energia de milhões de volts – só precisamos ter sobriedade e cabeça fria para administrar tanta energia, para que ela não imploda dentro de nós. Sim, há muita energia e uma revitalização dos nossos propósitos, assim como a sensação de estarmos muito despertos para aspectos da vida e até de nós mesmos que havíamos ignorado antes. Contudo, essa energia também traz muita ansiedade, impulso e pode aumentar a irritação, caso queiramos fazer tudo igual e previsível. A semana pede inovação, experimentação e que não tenhamos medo de nos abrir ao novo, por mais amedrontador que possa parecer. Em termos mundanos, essa influência sugere um recrudescimento de opiniões e posições políticas, idealismos exacerbados e exaltados – considerando-se que Vênus e Mercúrio estão retrógrados (planetas associados com negociações e acordos), a conjunção Sol-Urano pode indicar também tensões aumentadas nos conflitos já existentes mundo afora. O Sol também fecha a semana já em trígono a Saturno, que ajuda a dar uma sustentação para toda essa energia extra, propiciando que a utilizemos de forma sábia e até estruturada.

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Marte faz um sextil à sua dispositora, Vênus, no domingo. Neste caso, é Marte quem faz o movimento, visto que Vênus ainda estará praticamente estacionária, já movendo-se para a frente, mas é Marte quem vai ao encontro dela. Esse movimento pode apaziguar minimamente os dissabores relacionais do momento e pode trazer algum alento, visto que sugere a possibilidade de conseguirmos uma cooperação entre nossos desejos e a capacidade de realizá-los, ou, visto de outra forma, masculino e feminino estão afinados, sugerindo um diálogo menos duro e chances de conciliação nas crises que ora se apresentam.

Brooke Shaden Photography – Reprodução

Por outro lado, Mercúrio, planeta das comunicações, acabou de ficar retrógrado em Touro. E não, isso não é uma catástrofe! Você pode tocar sua vida normalmente, a Terra continua a girar e nós seguimos com nossas tarefas de sempre. Mas Mercúrio retrógrado traz a oportunidade de reavaliarmos e revisarmos nossa comunicação, nossos processos mentais, estudos, escritos, etc. E sugere um período em que tudo o que identificamos que está datado ou não funcionando mais seja corrigido ou substituído. Abrir a mente e a cabeça, ter flexibilidade, abrir mão da teimosia e dos pensamentos condicionados… Abrir mão das nossas certezas certinhas, das opiniões formadas e estabilizadas, dos manuais que nos dizem como pensar, o que dizer, a coisa certa, sem nunca poder errar. Deixar ir as verdades prontas e engessadas e estar dispostos a nos surpreender. Em lugar de certezas maçantes, escolher a liberdade das incertezas, para variar um pouco… tudo isso fica favorecido por essa retrogradação, assim como voltar atrás sobre nossos próprios passos para rever por onde andamos e se perdemos algum detalhe importante. Falei mais sobre isso no texto da semana passada!

Outra coisa importante é que nesta semana ainda temos quatro retrogradações pesadas: Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno, dois planetas pessoais e os dois sociais. Os planetas transpessoais estão todos diretos no momento, Plutão entrando em retrogradação no dia 19 de abril. Então, talvez tenhamos a sensação de que o mundo tá pesado demais, as mudanças grandes demais e os mecanismos sociais não conseguem acompanhar ou administrar tais movimentos. Pessoalmente também nos sentimos ainda em fase de reflexão, antes de conseguirmos atinar para quais atitudes são mais adequadas ao momento e às mudanças que ocorrem em nossa própria vida. Mas essa fase é necessária e o melhor que fazemos é tirar proveito dela, revisando, reorganizando, reordenando, reestruturando tudo o que for necessário e tudo o que for possível.

Desconheço o autor – Reprodução

A Semana é marcada pela fase cheia da Lua, ocorrendo em Libra, na madrugada de terça-feira, dia 11, às 03h08min no horário de Brasília e às 07h08min no horário de Lisboa. A Lua adensa os temas relacionais em Escorpião, torna-se Disseminadora em Sagitário e fecha a semana entrando em Capricórnio na noite de domingo. Conversa com todos os demais corpos celestes, harmoniosa ou estressadamente.

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SEGUNDA-FEIRA, 10 de abril – a Lua abre a semana em Libra, sem fazer muitos aspectos na madrugada. Durante o dia faz quincúncio a Netuno, conjunção a Júpiter, quadratura a Plutão e oposição não exata ao Sol e a Urano, aspectos que se completam na madrugada de terça. A Lua forma uma T-Square com Júpiter, Sol-Urano e Plutão de foco. Vênus, regente da Lua, esta conjunta a Quíron e em quadratura a Saturno. Começamos o dia buscando harmonia, mas encontrando incongruências e desajustes, que nos obrigam, logo cedo, a buscar conciliação entre nossos ideais de perfeição, os rasgos de sensibilidade e a necessidade de termos uma abordagem mais desapegada dos assuntos, das tarefas e até mesmo da nossa subjetividade. À tarde as coisas esquentam de verdade e somos espremidos pelas muitas escolhas que temos que fazer, que nos colocam em colisão direta com situações sombrias e ingratas que preferiríamos não ter que encarar, mas das quais não temos como escapar. É um bom dia para confrontarmos nossa dependência da opinião alheia, da aprovação do outro e até mesmo daquilo que é “adequado” e esperado de nós. Somos capazes de bancar nossas escolhas, quando elas são boas para nós mas desagradam a outros? Damos conta de lidar com o desconforto que causamos com nossos posicionamentos, talvez inconvenientes, mas necessários? Ou vamos continuar agradando a outros enquanto nos sentimos um capacho? Buscar a harmonia é necessário, mas nâo à custa do nosso amor próprio, não tendo que recuar naquilo que acreditamos, não tendo que pedir desculpas se nossa atitude não está em consonância com o código moralista atual. Esse dilema interno causa um nível de estresse muito alto e demanda de nós muita força interior para darmos conta de “segurar a onda” e defendermos nosso posicionamento, a despeito das divergências e oposições com que nos defrontamos. Ninguém precisa aceitar coisas com as quais não concorda, mas o fato de não concordarmos com algo não quer dizer que o outro esteja necessariamente errado, pode haver divergência de opinião e de visão e podemos perfeitamente concordar em discordar e é assim que as relações maduras se sustentam, baseadas no respeito. Mas é muito importante, é vital, sermos capazes de nos defender e defender nossa posição, com integridade e serenidade. O oposto disso será a diminuição do auto-respeito e o preço sempre é muito mais alto do que qualquer afago recebido por concordarmos em ser “agradáveis” e “adequados” como esperam que sejamos.

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TERÇA-FEIRA, 11 de abril – A Lua completa a oposição ao Sol, formalizando a fase da Lua Cheia, na madrugada, às 03h07min. Depois a Lua se opõe a Urano e faz também quincúncio a Marte em Touro e a Quíron-Vênus em Peixes, virando foco de um Yod-Dedo de Deus. A Lua fica vazia depois do sextil a Saturno, às 15h21min. Ingressa em Escorpião às 19h42min e fecha a noite em oposição a Mercúrio retrógrado em Touro. A Lua Cheia culmina o ciclo iniciado em Áries e, de certa forma, também joga no palco central das discussões os temas do ciclo atual de retrogradação de Vênus, que está super desacelerada, preparando-se para estacionar no fim de semana. Essa lunação traz para a linha de frente o quanto temos comprometido nossa autoestima, nossos desejos, nossa vontade e a nós mesmos para ceder a outros. Pede que achemos o equilíbrio entre a necessidade de aceitação e negociação e a necessidade de nos posicionarmos firmemente e defendermos nossos desejos e valores pessoais. Traz grande possibilidades de iluminação sobre os emaranhamentos que atrapalham e bloqueiam nossa vida amorosa e a consequente quebra do padrão destrutivo e de deixarmos o passado ir, de nos soltarmos das enredamentos ilusórios, das redes pescadoras e enganosas que nos mantiveram atados a imagens irreais do outro, da relação e até de nós mesmos. Traz uma tensão enorme, mas também a liberação dessa tensão de maneira que nos ajude a nos soltar do sofrimento desnecessário, dos enredos de dor e de tristeza, de modo a escolhermos enredos mais leves e realistas. De maneira a podermos dizer “não quero perfeição. Quero o real”. É, de fato, um confronto difícil com as ilusões e as imagens que espelhamos para o outro ou que espelharam para nós, mas um confronto que estilhaça os espelhos ilusórios e nos deixa com aquilo que tem verdadeira substância, que poderá nos sustentar.

Seungyea Park – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 12 de abril – De Escorpião, a Lua Cheia faz oposição a Mercúrio retrógrado em Touro. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura a Vênus e Quíron em Peixes e também trígono a Netuno. O Sol Ariano está em conjunção próxima a Urano. Hoje é um dia para entrar mudo e sair calado e manter os olhos bem abertos – principalmente o terceiro olho – e a boca fechada. Sentimos todas as suscetibilidades muito agudamente e temos que lidar até mesmo com aquilo que tínhamos conseguido jogar para um canto obscuro do coração nos últimos dias. A mente não ajuda e volta-se contra nós mesmos, sardônica e crua e nós, se não compreendemos de onde surge o “climão” pesado, derramamos o veneno em doses econômicas, mas letais, movidos por sentimentos inconscientes de insegurança e desamparo, de nos sentirmos expostos e talvez ressentidos com a vida e com o mundo em geral. A amargura, se não vigiarmos, pode nos fazer tomar atitudes extremas das quais podemos nos arrepender depois. Somado à defensividade está o desejo intenso de liberdade e independência e podemos misturar os conteúdos e fazer coisas impensadas, que talvez podem até ser adequadas, mas que têm as motivações equivocadas e podem levar a términos abruptos e amargos, ao invés de finalizações serenas e maduras. Para não incorrermos em tais equívocos, é importante estar cientes de nossas apreensões, ressentimentos, raivas e impulsos latentes e vigiarmos nossas reações , para que não sejam reações de bicho ferido, mas atitudes nascidas da deliberação madura e ponderada.

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QUINTA-FEIRA, 13 de abril – A Lua Escorpiana se harmoniza com seu regente moderno, Plutão, em Capricórnio, mas se desentende com o Sol e Urano em Áries e faz oposição ao seu dispositor tradicional, Marte em Touro – Marte está Todo-Poderoso, regendo Sol e Lua por esses dias! A Lua fecha o dia em trígono a Quíron e a Vênus em Peixes. O Sol vira a noite/madrugada de sexta conjunto a Urano. Sentimentos conflitantes colorem o dia, que está denso – quase se poderia cortar a atmosfera com uma faca! Há muita força emocional e a capacidade de lidar com assuntos-tabu, crises e situações-limite em geral. Empenhamo-nos de corpo e alma em tudo o que fazemos e essa entrega ardorosa e arrebatada permite que realizemos muitas coisas que enchem o coração de orgulho e satisfação. Mas há também incoerências e desconexão de partes de nós mesmos, que talvez não queiramos reconhecer para não “complicar” as escolhas que já fizemos e aquilo com nos identificamos: queremos paixão e intensidade, no trabalho, na vida, no amor e as outras partes que querem soltura e descompromisso são empurradas para fora de nós, de modo que podem causar conflitos com outros, que parecem ameaçar e se interpor contra aquilo que somos e que queremos realizar. Tudo isso faz com o dia adquira um clima belicoso e irritadiço, mas é uma belicosidade viciosa, indireta e não muito honesta, o que dificulta a discussão limpa e a resolução do conflito de uma vez por todas. Ao invés disso, a coisa vai se arrastando em modo de agressão passiva, em que suprimimos a raiva na hora, mas deixamos que intoxique o coração, as vísceras e tudo aquilo que tocamos. Melhor ser honesto de uma vez e dizer o que tem que ser dito, de forma clara e límpida, sem cuspir acusações, mas colocando na mesa a forma como nos sentimos – o outro não é responsável por aquilo que sentimos – de modo a podermos chegar a algum consenso minimamente respeitoso, justo e íntegro.

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SEXTA-FEIRA, 14 de abril – O Sol Ariano completa e plenifica a conjunção a Urano, enquanto a Lua faz trígono a Quíron e a Vênus em Peixes… A Lua fica fora de curso depois do aspecto a Vênus, à 01h19min. Ingressa em Sagitário às 07h27min, de onde se indispõe com Mercúrio retrogrado em Touro. Vênus estaciona a 26°54’ de Peixes. Temos hoje uma carga extra de energia que demanda acharmos recipientes adequados onde “aterrá-la” ou onde canalizá-la. Se estivermos em sintonia com nosso centro, procuraremos maneiras de nos desobrigar de tarefas entendiantes, previsíveis e rotineiras, em favor de explorarmos possibilidades insólitas de nos expressarmos e de expressarmos nossos talentos e criatividade. Há muito vigor e entusiasmo, uma sensação de expectativa e de que não devemos desperdiçar as oportunidades que nos são dadas e por isso mesmo, precisamos fazer algo diferente, que surpreenda a nós mesmos positivamente, do contrário, poderemos surpreender a outros de forma desagradável, rebelando-nos estrepitosamente contra obrigações e compromissos que nós mesmos assumimos sem pensar. Temos lampejos e estalos que nos permitem vislumbrar os limites que colocamos a nós mesmos e que nos impedem de avançar sobre barreiras que vemos como intransponíveis, mas que são superáveis, caso olhemos de ângulos diferentes e ousemos modificar a forma como enxergamos nossa realidade modorrenta da qual nos ressentimos tanto. Contudo, se insistimos em fazer tudo do jeito de sempre, podemos nos deparar com frustrações e entraves, máquinas quebrando, imprevistos e chateações irritantes, para não dizer, pequenos desastres. Assim, o melhor é nos sintonizarmos com a grande inspiração que nos chega e nos permitirmos ser flexíveis, estar abertos para o inusitado, o surpreendente, o imprevisível, o inesperado e, mesmo que pareça chocante a princípio, deixar-nos surpreender antes de deixar nossos preconceitos levarem a melhor recusar a oportunidade da nova experiência. Do jeito que a vida anda, não podemos desperdiçar essas pequenas horas de inspiração e elevação, portanto, estejamos abertos e permitamo-nos surpreender! Esses posicionamentos do Sol e da Lua no dia em que Vênus estaciona pedem que olhemos para nossos dramas sob ângulos diferentes, talvez seja um pouco difícil a princípio, apaixonados e identificados que estamos com nossas próprias dores, mas é possível e necessário, para termos algum senso de perspectiva e significado, que nos ajudarão a sair do lodo da nossa tristeza e desolação.

Burnetts Board – Reprodução

SÁBADO, 15 de abril – Vênus fica estacionário-direto às 07h18min em conjunção não exata a Quíron – tecnicamente já está direta – no Dia de Saturno, com quem está em quadratura, algo bem adequado aqui, porque Saturno parece estar dizendo quem é que manda no enredo! De Sagitário a Lua faz sesqui-quadratura a Urano e também ao Sol, entrando na fase Disseminadora. A Lua faz quadratura a Netuno, sextil a seu dispositor, Júpiter e sesqui-quadratura a Mercúrio. Depois de 41 dias mergulhados nos intricados dos nossos processos relacionais, refletindo, ponderando, reavaliando, chegamos a muitas conclusões que agora começam a ficar mais claras e que nos levarão a algumas mudanças de atitudes daqui a algumas semanas. Neste período, deixamos para trás as superficialidades, em nome de contatos mais profundos e substanciais… Se insistimos na superficialidade, podemos ter nos deparado com rejeição e incompreensão, que refletem a incompreensão que nós mesmos temos com relação ao processo como um todo. Agora começamos a empreender o caminho de volta à superfície de nós mesmos, mas muita coisa está transformada. Lampejos e revelações que afloram à consciência hoje podem ser preciosos para o entendimento das relações amorosas inclusive a relação que temos conosco mesmo. O que iremos disseminar a partir daqui? Insistiremos nas histórias de dor? Ou buscaremos novos ares e novos enredos, novos caminhos e visões? Precisamos nos separar dessas dores, dar-lhes um lugar no nosso coração e história, mas deixa-las ir como parte fundamental da nossa identificação pessoal. A cicatriz nos lembrará da vivência e daquilo que aprendemos, de que sobrevivemos, mas não precisa ser adorada como troféu para ganhar a simpatia alheia. A simpatia e empatia de que realmente precisamos é a nossa própria. E que seja verdadeira e não um arremedo para despistar nossas inseguranças. De modo mais prático, o dia traz a necessidade de nos pormos a explorar ovos caminhos e nos conscientizarmos da nossa necessidade de autonomia, largueza, soltura e descompromisso… O compromisso hoje é a surpresa e a busca por significados que sejam profundos, mas que também tragam leveza. Compromisso fechados e muito inflexíveis podem trazer frustração e irritação.

tirado de Deviantart – Reprodução

DOMINGO, 16 de abril – Marte está em sextil à sua dispositora Vênus. A Lua Sagitariana na fase Disseminadora faz trígono a Urano e ao Sol em Áries, enquanto se desentende com Marte em Touro e quadra Quíron-Vênus em Peixes, ficando vazia depois da conjunção a Saturno, às 15h28min. A Lua ingressa em Capricórnio às 20h05min. O Sol fecha a semana em trígono próximo a Saturno e Marte em quincúncio, também quase exato, ao mesmo Senhor do Tempo. Sabe aquela frase cliché super batida “não chore porque acabou, sorria porque aconteceu”? O dia tá desse jeito, com influências delicadas por um lado e exuberantes por outro. Uma sensação profunda de angústia, uma paralisação do sentimento, que fica preso a algo incognoscível, indefinível, mas que dói agudamente, a sufocar o fôlego… ao mesmo tempo uma sensação de esperança, uma alegria perspicaz, de quem sabe tudo o que passou, mas não se deixa esmagar por isso. Como estar no fundo do lago, a sufocar-se e emergir abruptamente à superfície, arfando por esse ar tão precioso, mas ainda sob o terror da possibilidade de ter sucumbido… Tudo o que vivenciamos ao longo da vida, da mais sublime e elevada das experiências à mais sombria e torturante das dores, ocorre por algum motivo, mesmo que não saibamos exatamente qual – isso aqui tem muito de uma crença e opinião pessoais e vocês podem não concordar – tudo bem. Não sabemos se um dia entenderemos o porquê, se encontraremos o sentido e o significado, mas podemos intuir e dar uma chance ao vazio, ao desconhecido, à falta de respostas prontas. Encarar a vastidão do universo e da própria alma, abrindo mão de saber tudo, de compreender tudo, de entender os porquês e apenas confiar nessa grande jornada, confiar naquilo que nos conduz vida afora – por caminhos verdejantes e luminosos ou por ruelas frias e escuras – o que quer que seja “isso” que nos conduz, destino, Deus, Eu superior, Divino… Tem algo que nos conduz – eu acredito nisso – e precisamos confiar e respeitar isso, nos dias mais felizes e também nos percalços que nos fazem tropeçar sobre nós mesmos. O dia traz essa sensação agridoce, em que nos damos conta da dor e da delícia de ser o que somos e de viver o que vivemos; em que percebemos as perdas, as dificuldades, mas achamos forças e entusiasmo para continuar, para esperançar, a despeito de tudo, até de nós mesmos e nossa desesperança e falta de fé. Refletimos com resiliência e serenidade sobre tudo isso, imbuídos de uma sabedoria e serenidade raras, que podem sim, nos ajudar a ter uma nova perspectiva das coisas. À noite a energia muda e nos vemos mais pragmáticos, já olhando agendas e nos preparando para a nova jornada e os desafios que nos esperam amanhã.

Uma ótima e serena semana para você!

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Burnetts Board – Reprodução

A Semana Astrológica – A imperfeição nossa de cada dia

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Semana de 13 a 19 de março – Semana de enfrentamento de limitações e dificuldades, mas com um grande potencial de cura, que reverbera a partir da Lua Cheia ocorrida no domingo, desdobrando-se por toda a semana. Em termos práticos a Lua Cheia sinaliza uma semana de expansão.

Odilon Redon – Reprodução

O Sol completa sua última semana do ciclo de Peixes e do ciclo astrológico anual – ingressa em Áries no dia 20, segunda-feira da semana que vem – sinalizando um período de finalizações no que tange ao ciclo anual. Por estes dias o Sol entabula conversações difíceis e sofridas, mas que no final das contas, podem ser fortalecedoras do caráter e dos propósitos. O Sol faz conjunção a Quíron e quadratura a Saturno, dinamizando a atual quadratura cíclica entre esses dois “planetas” pesadões e significadores de sombra, dificuldades, inseguranças e inadequações. Já dá para ver que a semana traz desafios, certo? A diferença básica entre Saturno e Quíron é que as inseguranças e inadequações representadas por Saturno são passíveis de serem superadas, com esforço consciente, trabalho, empenho, tempo… Somos tão inseguros naquela área que trabalhamos muito, ao nível da super-compensação, e não só as superamos, como nos tornamos mestre naquela área. Já com Quíron não há “superação” possível, porque Quíron representa aquilo que não pode ser consertado, nem com todo o esforço do mundo… Quíron é necessário para que o ser humano se mantenha humilde, para que perceba que estando nesta terra e nesta realidade de limitações, limitado é. Com Quíron aprendemos que há coisas que não superamos e que temos que aceitar e isso nos irmana aos outros humanos, porque todos temos Quíron em algum lugar. Nesta semana nos damos conta, intensamente, da diferença entres essas inadequações e inseguranças diversas: as solucionáveis e aquelas insuperáveis. E se por um lado isso pode ser doloroso de encarar, por outro, traz a maturidade da aceitação desses limites. Quíron e Saturno sempre me trazem presente a Oração da Serenidade, que já mencionei várias vezes aqui: “concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para distinguir entre uma e outra”. Basicamente é esse o tom da semana, com o Sol, que representa a consciência e o centro do eu, tendo essas conversas duras e desagradáveis.

Reprodução – Desconheço o autor

Mas Quíron também fala de cura, de empatia, de sabedoria… então a semana é propícia a isso também. O interessante é que O Sol primeiro faz conjunção a Quíron e nos tornamos agudamente conscientes das nossas aflições, úlceras, feridas, das vergonhas e dificuldades… E nos solidarizamos com outros, porque vemos neles, de formas diferentes, o sofrimento que também é nosso. Três dias depois, na sexta-feira, o Sol se depara com o julgamento de Saturno, que pode nos deixar cabisbaixos, com o peso do mundo sobre os ombros, nos sentindo julgados e meio soterrados pelo peso da vida… Mas Saturno, vindo logo depois de Quíron, ajuda a dar esse choque de realidade, que nos obriga a sair da autocomiseração e perceber as limitações que podemos e devemos superar… Assim, Saturno, num primeiro momento parece jogar a pá de terra sobre o cavalo que caiu no poço, até nos darmos conta que aquela terra caindo na nossa cabeça será o meio para nos elevarmos e sairmos do buraco – sim, é possível sair do buraco, desde que olhemos para cima e não fiquemos chafurdando na lama da autopiedade. Além do mais,  nossas imperfeições, somadas às nossas qualidades, é que nos fazem únicos, é o que nos faz o que somos.  Como diz Joseph Campbell,“a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através das suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida é que são apreciáveis (…) As crianças não são adoráveis porque estão caindo a todo instante e porque têm o corpo pequeno e a cabeça muito grande? A perfeição seria algo tedioso demais, seria desumano. O umbilical, a humanidade, aquilo que se faz humano e não sobrenatural e imortal – isso é adorável! É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade em amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz que desperta nosso amor”.

Docto Ojiplastico – Reprodução

Mercúrio ingressa em Áries já na segunda-feira, mudando o tom dos pensamentos, comunicações, viagens… De um modo sensível, sonhador e imaginativo, passamos para uma abordagem mais direta, mais ágil e certeira. Mercúrio fará conjunção a Vênus, possibilitando que a mente tenha acesso mais direto às elucubrações íntimas e de cunho afetivo representadas pela retrogradação de Vênus. Como Marte está em Touro, temos a impulsividade da língua medianamente controlada, mas não temos paciência nem tolerância com o que se considera coisas sem sentido e sem cunho prático e aplicável. A mente está mais ágil, mas a ação ainda precisa de mais deliberação. Marte, aliás, está sem aspectos por vários dias, apenas recebendo os contatos da Lua. Isso demanda cautela porque planetas sem aspecto se manifestam de forma extremada, ou seja, ora estamos plácidos e tranquilos, para daqui a pouco entrarmos numa explosão de atividades frenéticas. Marte sem aspecto tende a ficar mais inconsciente e nossas ações são mais instintivas – cautela também com explosões de raiva.

Reprodução – Desconheço o Autor/a

Vênus segue no seu curso de retrogradação, em Áries. Esse é um chamado para prestarmos mais atenção a nós mesmos e nossas necessidades pessoais e individuais. Como lembra Frank Clifford, astrólogo inglês com quem tive algumas aulas, ‘retrogradação’ significa ‘segunda chance’ – daí essa volta ao passado. Então, diz ele, é o caso de revisitarmos áreas da nossa vida para fortalece-las e organizá-las melhor. Clifford nos lembra ainda de fazer algumas perguntas: “onde, na sua vida, você precisa ser mais corajosa/o e independente? Em outras palavras, cuide de você mesmo, antes de cuidar de qualquer outra pessoa. Reconecte-se com o centro de QUEM VOCÊ É (seja auto-centrado). É um bom momento de parar de jogar os joguinhos relacionais e seguir seu próprio caminho, e não ser uma versão falsa de você mesmo porque você acha que vai agradar aos outros. Neste ciclo, há chance de recuar e lidar com todas aquelas situações nos relacionamentos em que você se sentiu vitimizado, usado, negligenciado, ignorado ou desvalorizado. E de reconhecer a SUA parte nisso tudo. Uma forma de afirmar suas qualidades positivas é fazer um diário e listar uma coisa boa, todos os dias, que você sabe que faz muito bem”. Assim é a retrogradação de Vênus em Áries: precisamos reavaliar e focar em nós mesmos: enfatizando as boas qualidades e encarando com honestidade onde também precisamos melhorar. O Sol faz esses contatos tensos, mas Vênus retrógrada nos lembra que, a despeito de todas as imperfeições, precisamos nos amar porque só quando nos amamos realmente podemos melhorar. Como diz a frase do Mandela, “não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados”! Vênus retrógrada também nos faz rever decisões tomadas acerca das áreas onde temos os signos de touro e Libra, que são regidos por Vênus. Talvez fizemos escolhas e tomamos decisões e agora voltamos atrás e reavaliamos. Está correto. É a segunda chance!

Lua disseminadora – Desconheço o Autor/a – Reprodução

A Semana traz o tom da Lua Cheia, ocorrida no domingo, dia 12, em Virgem. Na segunda e terça a Lua se equilibra em Libra, torna-se Disseminadora em Escorpião, catequética em Sagitário, fechando a semana neste signo. A Lua oficializa o Quarto Minguante somente na segunda-feira, dia 20, a partir de Capricórnio, pouco depois de o Sol ingressar em Áries

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SEGUNDA-FEIRA, 13 de março – A Lua, Cheia em Virgem, abriu o dia vazia/fora de curso. Ficou vazia depois da quadratura a Saturno, ainda ontem. Ingressou em Libra às 02h29min e logo se indispõe com Marte em Touro. Fecha a noite em oposição a Vênus retrógrada em Áries, sua dispositora. Mercúrio ingressa em Áries às 18h08min. A despeito de algumas incongruências matinais, a segunda-feira está dinâmica, o que traz ânimo e nos faz ir para a vida estabelecer contatos, travar interações, ver gente e interagir com o mundo social. É um dia de buscar equilíbrio, de ativar as relações e rever posicionamentos. Se temos estado exageradamente centrados no outro, precisamos recuar um pouco e cuidar melhor de nós mesmos e de nossos interesses. Se for o contrário, se andamos ultimamente auto-centrados excessivamente, agora podemos nos mover na direção contrária e olhar e ver os outros perto de nós. Isso porque a Lua está em Libra, o signo da alteridade, das escolhas, da busca de harmonia e equilíbrio. Mas Vênus, que rege essa Lua Libriana, está em Áries, retrógrada, em recepção mútua com Marte em Touro com quem a Lua se indispôs logo cedo. Então, nada é o que parece de cara. É preciso um segundo olhar, uma segunda análise para achar o verdadeiro equilíbrio, a verdadeira harmonia. É um momento de nos posicionarmos mais francamente, mais lucidamente dentro das relações; de acatarmos um certo isolamento com algo saudável e não como dor ou ostracismo; de incluirmos o outro sim, mas não – nunca – às custas do nosso amor próprio; e para isso precisamos estar muito límpidos a respeito dos nossos valores, para fazer as escolhas sem medo, sem dor, mesmo que algumas dessas escolhas sejam um pouco desagradáveis. Precisamos uns dos outros, mas também precisamos respeitar nossos limites pessoais, assim como os limites alheios. Assim, as relações ficam mais respeitosas e equilibradas. Em termos práticos, o dia está bem animado e propício a todo o tipo de interação. A rever acordos, a reestudar negociações anteriores e a ponderar um pouco mais nas parcerias propostas.

Reprodução – Desconheço o autor/a

TERÇA-FEIRA, 14 de março – O Sol hoje está em conjunção exata a Quíron. A Lua Libriana abre o dia em oposição à dona da casa, Vênus, que está retrógrada em Áries. A Lua também se indispõe com Netuno e entra num embate ferrenho com Plutão e depois Urano, enquanto se alia a Júpiter, por conjunção. O dia traz influências que nos fazem sentir meio que em carne viva, sensação de acanhamento ou de dor aguda mesmo. Talvez nada tenha acontecido para suscitar tais sentimentos, talvez sejam apenas lembranças, ou o jeito que acordamos, mas o fato é que nos sentimos meio aguados, desacorssoados, como se nada fizesse muito sentido… Uma vontade de não ligar mais para nada… Nesse estado de espírito podemos ficar defensivos e reativos ao menor sinal externo de desequilíbrio – já que desequilibrados estamos nós – acreditando que é nossa responsabilidade, oferecendo-nos talvez como bode expiatório, talvez até nos expondo a invasões, maus tratos, sem nos dar conta… É possível que seja o oposto também, suscetíveis e reativos como estamos, podemos partir para o ataque como melhor tática de defesa, mesmo sem motivos claros de que estamos sob ameaça. Autoestima lá embaixo, talvez ainda tentemos agradar como forma de ganhar um afago, só para nos deparar com o que entendemos como frieza, pressa, rejeição, “sai pra lá”, o que pode ferir ainda mais nossos brios.

Talvez ainda seja melhor parar um pouco, olhar para dentro – e não para fora – e verificar o que tirou nosso equilíbrio, o que despertou nossas inseguranças de forma tão contundente… Chorar, se for o caso; admitir a dor, se ela se faz presente; não ter vergonha das próprias fraquezas, porque elas apenas nos fazem humanos… E oferecer a si mesmo, aquele amor incondicional que esperamos do outro, continuamente a nos desapontar – relação lateral não é de amor incondicional! Então, pegue-se no colo, dê-se um abraço, beije-se, acaricie-se, acarinhe-se, acalente-se, nine-se, embale-se… Dê a si mesmo todo o amor de que precise e de que está tão carente; dê a si próprio a validação e o apoio que você espera do outro. Olhe para suas fraquezas. Encare-as. Elas são parte de você, assim como os talentos, habilidades e força… E tais fraquezas têm uma razão de ser, têm alguma utilidade, mesmo que isso não seja claro… E, ao abraça-las, podemos aos poucos tentar melhorá-las, pelo amor, com amor. E, ao abrir essas comportas, podemos descobrir que temos um amor maior do que jamais imaginamos e podemos oferece-lo aos outros e – incrível – quando menos esperamos, estaremos sendo amados de volta… E assim se dá a cura, quando nos perdoamos, nos aceitamos e nos amamos, com todas as nossas idiossincrasias… Curamos a nós e curamos ao outro, porque se damos conta de nos aceitar, nosso coração se alarga e se expande, e acolhe também o outro. O dia pede paciência uns com os outros. Estamos todos meio sensíveis e doendo em algum lugar e não é partindo para a briga que vamos provar que somos melhores do que nos sentimos realmente. Podemos nos fazer respeitar, se necessário, mas podemos também nos recolher e deixar tudo passar, observando qual a nossa parte e responsabilidade nas dificuldades que encontramos, comprometendo-nos em mudar o que for possível ser mudado.

Brooke Shaden Photography – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 15 de março – O Sol ainda está conjunto a Quíron e vai se afastando lentamente, enquanto se aproxima da quadratura a Saturno. De Libra a Lua faz sextil a Saturno e fica vazia às 07h07min. Ingressa em Escorpião às 12h11min, de onde logo faz oposição ao seu dispositor, Marte, que está em Touro. O dia começa reflexivo e um tanto austero – refletimos sobre como trazer mais equilíbrio às nossas relações, como nos responsabilizar por nosso bem estar, ao invés de esperar isso de outros. Como encontrar a medida certa entre o dar e o receber nos relacionamentos, sem ficar devendo nem cobrando as outras pessoas. À tarde o clima muda radicalmente. A introspecção continua, mas agora por outros motivos: estamos um tanto receosos, defensivos e ciumentos de nossos pensamentos e emoções e recebemos como ameaça qualquer movimento que pareça proximidade demasiada. Há tendência a azia emocional e as relações podem ficar um tanto azedas e sujeitas a farpas, sarcasmo, ironias finas, isso quando não despencar para atritos mais sérios porque a defensividade e o desejo de nos afirmar estão veementes e podem nos fazer reagir de forma exagerada às situações… Sarcasmo é técnica de defesa também, mas além de demarcar território e diminuir o outro, cria feridas e afastamentos, portanto, vale se questionar onde queremos chegar com tudo isso e se de fato estamos sob qualquer ameaça, porque isso também é discutível. Por outro lado, se conseguirmos dosar nossa energia na medida certa, essa influência melhora a execução de tarefas que se mostrem complicadas e que demandam controle, concentração e alto gasto energético.

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QUINTA-FEIRA, 16 de março – A Lua, na fase cheia em Escorpião, faz trígono a Netuno em Peixes e quincúncio a Vênus Rx em Áries. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura ao Sol entrando na fase Disseminadora. Fecha a noite em harmonia a Plutão, aspecto exato amanhã. O Sol já está bem próximo da quadratura a Saturno. Sensibilidade e emoções intensas colorem o dia, assim como uma potente capacidade de intuir o rumo das situações e também o que os outros estão sentindo, que pode ser instrumental para melhorarmos as interações ou mesmo para manipularmos pessoas – depende da integridade da nossa alma e dos nossos intentos. Esse poder emocional pode nos aproximar das outras pessoas e nos permitir penetrar em suas defesas, mas isso deve ser feito de forma respeitosa e nobre, caso contrário, podemos nos tornar invasivos e causar mais dano do que ajuda ou reparação. Não podemos esquecer que inseguranças estão afloradas e muitas feridas estão abertas, portanto, se não temos algo realmente bom para oferecer, se nossas intenções são menos do que honestas, fazemos melhor se ficamos quietos e cuidamos de nossas próprias questões. De toda forma, há grande potencial de cura e de compreendermos ao outro e a nós mesmos um pouco mais profundamente e, bem conduzidas, tais influências podem, de fato, ajudar a aprofundar o entendimento de nossas dinâmicas internas e mesmo das dinâmicas relacionais. A Lua fica disseminadora em Escorpião, sugerindo que a mensagem que precisamos levar adiante precisa ser verdadeira, apaixonada e profunda. Os aprendizados que vivenciamos até aqui são repassados como catalizadores de transformação na vida de outros, com sensibilidade e autenticidade.

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SEXTA-FEIRA, 17 de março – O Sol Pisciano está em quadratura exata a Saturno em Sagitário, enquanto ainda se afasta da conjunção a Quíron. A Lua Escorpiana e disseminadora se afina com Plutão, seu regente moderno, enquanto se desentende com Urano e se harmoniza com Quíron e com o Sol, ficando vazia depois do contato ao Sol, às 18h58min. Ingressa em Sagitário à 00h00min do sábado. O dia está pesado, turvo e um tanto sombrio. Nosso anseio seria desaparecer para lugares inóspitos, talvez, ou para lugares onde não tivéssemos que lidar com tantas agruras e dificuldades mundanas, com tantos problemas cotidianos que parecem derrubar nosso entusiasmo e massacrar nossos sonhos e aspirações mais elevadas. É como uma dor fina, indefinível, que tira o fôlego em alguns momentos e que nos lembra de nossa mortalidade e finitude, nossas deficiências ou insuficiências, ou como um peso amarrado a nós, dificultando o caminhar. Circunstâncias ou outras pessoas, particularmente acima de nós – pais, chefias, autoridades – parecem exigir mais do que somos capazes de dar. Até mesmo a energia e vitalidade física podem estar depauperadas, de modo que nos sentimos fracos ou lentos nos nossos afazeres e compromissos. Podemos também nos sentir cobrados ou criticados, de forma implícita, e isso torna tudo um pouco pior…

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Mas antes de deduzirmos ‘verdades’ a partir das aparências, vale checar se estamos certos sobre tais deduções, para não vermos fantasmas e perseguição onde não existem e para não aumentarmos o tamanho dos problemas desnecessariamente. É um bom dia para olharmos para nossas falhas sim, não para nos desanimar ou derrubar, mas para melhorarmos. Sobretudo, com o Sol em Peixes, somos convidados a avaliar se nosso senso de identidade é sólido e seguro o bastante, se sabemos quem somos e do que somos feitos, para além de autoimagens pueris e fantasiosas. O dia pede um exame sóbrio de nossas capacidades e, ao identificarmos falhas, agir para corrigi-las, sem grandes dramas, sem chibatas ou autoflagelação desnecessária. Particularmente, é importante perceber que há ótimas oportunidades de nos curarmos a partir do olhar compassivo e empático para as próprias limitações, comprometendo-se a superá-las. A noite traz horas calmas e uma introversão providencial que nos ajuda a digerir todas essas informações, insights e percepções, propiciando também que sincronizemos os propósitos conscientes de crescimento e transcendência com a necessárias transformação dos comportamentos e hábitos que impedem nossa excelência.

John Casey – Reprodução

SÁBADO, 18 de março – A Lua ingressa em Sagitário à 00h00min, cravado. Faz quincúncio a Marte em Touro, trígono a Mercúrio e a Vênus Rx em Áries e fecha a noite em quadratura a Netuno. Mercúrio e Vênus estão em conjunção partil hoje. A noite traz alguns desconfortos durante o sono. O dia, porém, nasce mais animado e otimista, porque estamos imbuídos de uma nova força, nascida das resoluções da noite anterior e do comprometimento que fizemos com a mudança pessoal. Podemos rever alguns valores e analisá-los de forma mais direta e menos sentimental, verificando o que é necessário para nos valorizarmos mais, a despeito das falhas humanas que carregamos. Ainda estamos muito conscientes de tais falhas, mas conseguimos perceber nelas algum sentido, além de nos animarmos a prosseguir pela estrada, usando as pedras que surgirem para pavimentar o caminho, ao invés de permitir que nos bloqueiem a vontade ou os objetivos. A comunicação está ágil, mas animada e sociável, trazendo bom humor às interações e espirituosidade. À noite o clima está um tanto confuso e nebuloso, levando a mal-entendidos nas interações. Cautela com álcool e drogas porque há tendência a exageros e a enfiar o pé na jaca.

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DOMINGO, 19 de março – A aventureira Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno na primeira hora do dia. Durante o dia se harmoniza com seu regente, Júpiter em Libra e com Urano em Áries e fecha a semana em conjunção não exata a Saturno. A balada de sábado para domingo pede cautela porque a Lua Sagitariana já aponta para excessos e a quadratura a Netuno aumenta a propensão à falta de limites – portanto, moderação é a chave para a boa diversão hoje. Já o dia de domingo está mais auspicioso e feliz, depois do peso que vivenciamos durante a semana, conseguimos ter uma perspectiva mais filosófica de tudo: dos problemas, da nossa caminhada, das possibilidades, da vida. Um otimismo incipiente pode favorecer o clima do domingo, que por sua vez, fica propício a atividades ao ar livre, aventuras no campo, encontros festivos com amigos. Não podemos nunca perder a esperança e a perspectiva de porque estamos aqui, nesta terra, neste tempo e neste lugar! E essa perspectiva, esse sentido, não precisa ser mirabolante ou grandiloquente. Como diz Joseph Campbell: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos”. Ele também diz: estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivos é o que realmente conta”. E hoje é um desses dias, em que nos sentimos muito vivos, felizes existir, por ser, por estar, por viver, entendendo que o sentido da vida é a vida em si mesma!

Uma ótima semana para você! Que seja de serenidade, empatia, crescimento e cura!

Reprodução – Desconheço o Autor/a

Lua Cheia em Virgem – Curando a Natureza Selvagem

Reprodução – Desconheço o autor

Perdão. Cura. Limpeza. Eliminação. Regeneração. Nutrição. Corpo. Organização. Serviço. Ajuda.

A Lua Cheia deste ciclo aconteceu neste domingo, 12 de março, no grau 22°13 do signo de Virgem, às 11h55min no horário de Brasília e às 14h55min no horário de Lisboa. Essa é uma Lua Cheia que vem falar de cura, limpezas físicas, psíquicas e energéticas, regeneração, serviço, perdão. De verificarmos que área da nossa vida precisa de mais organização, ordem, método e controle. Onde podemos ser mais criativos e prestativos.

Lua Cheia em Virgem – Brasília, 12 de março de 2017, 11h55min.

Além da oposição ao Sol, a Lua também se opõe a Quíron, e a Mercúrio, seu dispositor, que está no grau 27° de Peixes. A Lua ainda faz um quincúncio próximo a Urano em Áries, se afasta de um trígono a Plutão em Capricórnio e faz quadratura aplicativa a Saturno em Sagitário. É uma Lua deveras dinâmica e “ocupada”, cheia de afazeres e atribuições, que nos convida a ordenar e organizar o caos da mente criativa, a estruturar a manifestação dos infinitos potenciais da nossa imaginação ilimitada.

Do Buzzfeed – Reprodução

O ciclo presente nos convida a trabalhar os arquétipos e temas Piscianos, como simbolizados pelo trânsito do Sol neste signo. A Lua cheia em Virgem vem fazer o contraponto de que, a despeito da busca pela transcendência representada por Peixes, não podemos esquecer que ainda estamos encarnados nesta vida, no aqui e agora e que ainda temos coisas práticas a fazer; que é no dia a dia, a partir das pequenas coisas que a transformação e os resultados de tal transcendência se mostram. Contudo Mercúrio, regente da Lua Cheia, está também em Peixes e alerta que não podemos nos fixar somente nas racionalizações frias de Virgem, com seu espírito crítico, organizador e discriminante, que tenta a tudo enquadrar, classificar e entender racionalmente. É preciso confiar também no invisível, no não explicável, não mensurável, não palpável. Há coisas que ocorrem na esfera do invisível e do imaterial que são tão reais quanto aquelas outras que podemos ver e tocar. Assim, a proposta é basearmos nossa atuação concreta no mundo na fé e nos valores imateriais, na percepção não sensorial de que “há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”.

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A oposição Lua-Mercúrio também nos lembra que muitas das doenças que desenvolvemos, nascem dos conflitos internos, da não aceitação das nossas próprias contradições, da dificuldade de observar nosso ritmo interno e orgânico e respeitá-lo. Fala de como os pensamentos podem ser venenosos. Como diz o iogue indiano,  Sadhguru, se sua mão de repente agredir você, dando-lhe um soco no rosto, batendo e machucando você, definitivamente você está doente! Então, diz ele, se seus pensamentos e emoções estão constantemente cutucando você, sufocando e torturando você, todos os dias, você não está doente também? Então, este estado de pensamentos tóxicos leva às doenças, emocionais e físicas. É preciso pois, ficar atentos aos conflitos mentais, aos pensamentos insidiosos e tóxicos, que nos torturam e deixam doentes, mental, anímica e fisicamente. Cuidar da mente e também do corpo, como diz aquela frase em latim: mens sana in corpore sano.

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Essa toxicidade mental e anímica é potencializada pela quadratura que a Lua e Mercúrio fazem a Saturno, que é foco de uma T-Square, o que nos diz que precisamos vigiar a culpa – provavelmente o pior torturador da alma – e seus efeitos sobre a psique, o corpo, o bem-estar e o quanto ela impacta negativamente na nossa serenidade e alegria de viver. Liberarmo-nos da culpa é passo essencial para chegarmos à cura. Jesus, sempre que curava alguém, primeiro perguntava se a pessoa tinha fé. Em seguida ele dizia “teus pecados são perdoados” e concluía: “Vai em paz. Tua fé te salvou”. Quando nos sentimos culpados por alguma coisa, nos tornamos algozes de nós mesmos e então nos sabotamos de várias maneiras, porque não nos sentimos autorizados a usufruir das coisas boas, não nos sentimos merecedores do “Reino de Deus” e suas infinitas benesses e seu infinito amor e misericórdia. A culpa nos faz querer nos esconder “das vistas de Deus”, que é o mesmo que se esconder do Self, do Eu Superior. E então a culpa nos leva a desenvolver inúmeros problemas, de saúde, materiais, e qualquer outro com que a autossabotagem possa nos “premiar”. Ao pronunciar tais palavras, Jesus deixa claro como a serenidade interior é fundamental para o processo de cura; como o auto perdão é crucial para nos liberarmos da doença ou de quaisquer outros processos destrutivos. Porque o perdão nos faz sentir novos, limpos e puros, novamente merecedores do “amor e misericórdia de Deus”. E o mesmo vale para aqueles que não creem, com a diferença de que com o perdão se sentem novamente merecedores do amor/respeito/cuidados daquele outro que acharam que ofenderam de alguma maneira – porque embora não achem que ofenderam a “Deus”, já que não creem, infringiram a ética humana. Com o perdão, sentimo-nos novamente merecedores de participar da comunidade humana, em pé de igualdade, porque já não somos párias excluídos, criaturas abjetas ou vis, indignas do amor do outro e até do nosso próprio amor. Assim, o perdão cura e obviamente que aqui não estamos falando, necessariamente, do conceito cristão de pecado, mas de toda a infração ou delito que a alma sente que cometeu, que a tornou “impura” aos seus próprios olhos e aos olhos daqueles que lhe são importantes. Então, é preciso exercer o perdão, primeiramente para conosco mesmos e mesmo quando achamos que temos que perdoar ao outro, precisamos antes perdoar a nós mesmos, por nos termos colocado vulneráveis a ponto de nos permitirmos ferir pelo outro – muitas vezes, é mais difícil perdoar a si próprio do que ao outro.

Culpa

Culpa, como já falei em outros textos, é muito diferente de remorso. O remorso é o sentimento de quem está consciente que magoou o outro, mas está disposto a reparar o dano. No remorso, nos responsabilizamos pelos nossos feitos e não tentamos nos justificar ou apresentar desculpas esfarrapadas. O remorso é maduro, a culpa é infantil. No remoroso temos vergonha, porque nos damos conta de que erramos; estamos arrependidos, mas comprometidos a mudar, a melhorar. E tal comprometimento elimina a tortura da culpa e da auto-flagelação. Às vezes sentimos os dois sentimentos juntos: culpa e remorso; às vezes sentimos somente o remorso e às vezes, somente a culpa. O problema da culpa é que apesar de nos torturar, ela não leva a mudança nenhuma, é um tipo de masturbação perversa, em que nos autoflagelamos e torturamos, derivando um tipo de gozo narcisístico ao contrário: “olha como eu sou terrível!, olha como sou mau!”, mas de fato nada fazemos para remediar nosso “crime/pecado” ou para mudar nossa atitude. Uma frase de Oscar Wilde retrata bem a dinâmica circular da culpa. Ele diz que “a culpa é o preço que pagamos, de bom grado, por algo que faríamos de qualquer jeito”. E segundo ele, isso nos isenta do julgamento alheio, porque “quando culpamos a nós mesmos, sentimos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo”, o que novamente enfatiza como o remorso é diferente da culpa. A Lua Cheia de Virgem nos convida, pois, a abrir mão das culpas compulsivas e narcisistas, a nos abrir  ao auto-perdão, para que possamos nos sentir merecedores da cura, do amor e das infinitas benesses da vida e do universo.

Rachel Levit – Reprodução

A Lua se opõe a Quíron enquanto culmina este ciclo. Quíron é um asteroide que simboliza nossas feridas, velhas e novas, que simboliza o lado obscuro e sem conserto da natureza humana, inadequações e vulnerabilidades. E para alcançarmos as dádivas da cura, precisamos primeira enfrentar essas fragilidades e inadequações, as inseguranças mais profundas, os conceitos evasivos e a falta de comprometimento conosco mesmos, além da destrutividade em potencial que espreita a mente e o coração, minando a autoconfiança, a segurança em si mesmo, a aposta no próprio poder e capacidade. Essa lunação nos deixa, então, em carne viva e é preciso cautela porque a via de escape para muitos será a ajuda indiscriminada ao outro, para fugir da própria dor e do próprio desespero. Para outros, esse escape pode se dar pelas tentativas de controle do entorno, qualquer coisa que faça passar a ansiedade e o desconforto com o corpo e os sentimentos… mas nada disso funciona por muito tempo e só conseguimos superar quando acalmamos a ansiedade e aninhamos em nosso coração as dores não admitidas, os medos não expressos do caos, do amanhã, da nossa própria irracionalidade. Mas Quíron também representa um manancial de imensa sabedoria e compaixão; representa onde precisamos aceitar essas inadequações para chegar à serenidade da cura; significa onde podemos ensinar a outros, movidos pela empatia que nosso próprio sofrimento nos obrigou a desenvolver; e é um símbolo potente de cura e inclusão. Então a Lua pede que reconheçamos todas essas dificuldades e demos um lugar para elas em nosso coração; sugere um período potente de limpeza psíquica e energética.

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E sim, a Lua Cheia também traz um tempo propício a nos doarmos e nos dispormos ao serviço ao outro, de coração aberto e humilde. Contudo, essa ajuda precisa ser feita de forma muito respeitosa e delicada; tem que ser genuína e não mera fuga da própria dor, como já dissemos acima. é legítimo que nossa dor nos leve a ajudar o outro, mas isso precisa ser feito conscientemente. A Lua em Virgem tem grande necessidade de se sentir útil e prestativa, de ajudar e resolver os problemas alheios. Mas se tal ajuda não foi pedida e nem aceita claramente, corremos o risco de ser invasivos, desrespeitosos e, de quebra, de ainda coletarmos para nós, problemas que não são nossos e que podem, de fato, nos prejudicar e bloquear o nosso crescimento pessoal em várias esferas, além de potencialmente nos adoecer. Considerando que Vênus está retrógrada em Áries, precisamos nos lembrar que, antes de cuidar do bem estar do outro, precisamos primeiro cuidar do nosso próprio bem estar, precisamos nos certificar de que estamos bem, até porque só podemos cuidar do outro se nós mesmos estivermos inteiros.

Naoto Hitori – Reprodução

E nessa ajuda precisamos olhar para o outro como sendo capaz e tendo o poder de curar-se sozinho, sendo nós apenas uma ferramenta, um meio que propicie que o outro entre em contato com os recursos de que ele já dispõe em si mesmo, mas dos quais estava desconectado por razões diversas. Então, para que a ajuda seja efetiva, é preciso que acreditemos e confiemos que o outro é capaz de se cuidar e de resolver os próprios problemas, que o outro dá conta de conduzir a própria vida, do seu jeito e nós seremos apenas apoio e suporte, quando ele precisar. Não podemos nos arvorar de “salvadores”. Podemos e devemos nos ajudar mutuamente, mas cada um só dá conta de salvar a si mesmo. Portanto, é preciso “empoderar” esse outro que tanto queremos ajudar, olhando para ele e vendo seus melhores potenciais, reconhecendo que ele já tem todos os recursos de que precisa dentro de si. Assim, a relação com o outro fica equilibrada, não se torna uma relação de poder em que eu sou mais forte e melhor e o outro é fraco e depende de mim para ser. Podemos então nos conscientizar dos momentos em que fomos invasivos ao tentar “ajudar” a outros. Podemos nos liberar dos fardos alheios que carregamos desnecessariamente, mas que nos trazem o gozo equivocado de que estamos “ajudando”, mesmo que o outro não tenha pedido essa ajuda. E poderemos então amar com mais leveza e com mais respeito.

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A Lua também faz trígono a Plutão, indicando o grande poder que temos à nossa disposição. Poder de eliminação do lixo e do entulho emocional que talvez ainda carreguemos; de calcinar essas culpas e pensamentos torturantes que nos fazem sentir inferiores e não merecedores da abundância do universo; poder de extinguir ou transformar os comportamentos e hábitos doentios, tanto em nível físico, quanto mental e psíquico; poder nos regenerar, de renascer e de nos tornarmos mais fortalecidos e inteiros.

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O símbolo Sabiano do grau 23 de Virgem (22°13’) traz uma imagem que desdobra esses temas em outros níveis: “Um domador de Leões corre sem medo para o centro da arena do circo”. Um domador de leões ou de quaisquer outros animais selvagens é alguém que precisa estar em contato profundo com sua própria natureza instintiva, para poder se conectar verdadeiramente com o animal selvagem, seduzindo-o e convencendo-a a confiar nele e a dar o melhor de si, obedecendo-lhe o comando. Mas há domadores e domadores. Há os domadores que domam a partir da violência e do medo; batem e machucam o animal, para quebrantar-lhe o espírito, a ponto de ele não mais confiar na sua própria força e simplesmente desistir de resistir e de se rebelar contra o jugo. É domar pela tortura, pela violência, que, em última instância, não é domar verdadeiramente, é dominar com ferramentas de dor e de medo. Há outros domadores, porém, que trabalham com sutileza e maestria, conhecendo e se acercando da natureza selvagem com respeito, cuidado, sutileza. Busca conhecer o animal que doma, mas principalmente, se deixa conhecer por ele, de modo que o animal entenda que nada há a temer. Mais do que domadores, são “encantadores” da natureza selvagem e instintiva e seu sucesso está diretamente relacionado ao respeito com que se relacionam com o animal, não subestimando-o, mas antes dando-lhe o direito de ser e de preservar seu instinto e espírito altivo e nobre, inerente a toda criatura e espécie. Assim, não se estabelece uma relação de domínio sobre a natureza instintiva, mas antes, é uma relação de colaboração, uma parceria baseada na confiança.

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Este símbolo deixa claro onde nascem muitos dos nossos problemas: da relação equivocada que às vezes estabelecemos com nossa natureza instintiva e selvagem, buscando domesticá-la e domá-la pela violência, pelo jugo, pelo menosprezo às suas qualidades naturais e selvagens… Assim fazemos com nosso corpo, com os instintos, por serem desconfortáveis, indomáveis, selvagens… Uma outra representação de Quíron. O símbolo nos diz que não devemos temer os instintos e nossa natureza selvagem, mesmo que nossa razão teime em desconfiar deles e queira lhe impor seu jugo racional. Precisamos, na verdade, ganhar a confiança dessa natureza selvagem, respeitar-lhes a força, o vigor, sua qualidade selvagem; ganhar-lhe a confiança, respeitando-a, seduzindo-a no melhor sentido, construindo uma relação de colaboração, de sincronia, de conciliação, de ajuda mútua, de integração e integridade. Quando conseguirmos olhar para o corpo e seus processos dessa maneira, assim como para nossos instintos e natureza selvagem, já não precisaremos nos sentir à mercê deles e das doenças que ás vezes se manifestam como a puxar o tapete de debaixo dos nossos pés.

Arcano 11 do Tarô – A força

Este símbolo é parecido com o símbolo do grau 23 de Leão, onde aconteceu a Lua cheia e Eclipse Lunar de Leão, em fevereiro. Trazia presente a habilidade de uma amazona cavalgando sem sela, o cavalo sendo símbolo da libido e também da natureza instintiva. Eu associava aquele símbolo, em fevereiro, ao Arcano XI do Tarô, A Força e creio que o simbolo da Lua Cheia de hoje traz um tema parecido. Essa repetição vem nos dizer o quanto é importante prestarmos atenção a essa natureza e fazermos as pazes com ela. é um tema que continua a exigir reflexão e elaboração da nossa parte.

Reprodução – Desconheço o autor

Esta é uma Lua Cheia para nos conscientizarmos profundamente, de como temos lidado com o corpo, esse templo sagrado da alma, da consciência e do espírito; como temos cuidado ou deixado de cuidar dele; como temos cuidado de nossa nutrição física e emocional; de como temos lidado com os pensamentos tóxicos e o quanto temos permitido que conduzam nossas decisões, nosso amor próprio, nossa vida. É tempo de melhorar a relação com o corpo e a mente, mas também com a nossa natureza selvagem, que tem estado há muito tempo sob o jugo do medo e da nossa própria incompreensão. É tempo de abrir mão de mágoas e dores; de perdoar a si e ao outro; porque é do perdão e da liberação das culpas rançosas, da autoaceitação amorosa que vem a cura para o corpo, porque o corpo é curado com consequência da cura da alma.

O que podemos fazer, em termos práticos, para ter acesso a esse potencial de cura profunda?

  • Identificar e eliminar os pensamentos tóxicos e torturantes que minam nossa autoestima e senso de valor e amor próprio;
  • Identificar e se comprometer com a eliminação de maus hábitos cotidianos que minam nossa vitalidade e nossa saúde, sejam esses hábitos alimentares, de sono, de palavras (já percebeu como minamos a nós mesmos com discursos autodepreciadores?), rotinas caóticas, bagunça generalizada na casa que nos faz sentir perdidos no caos internamente;
  • Identificar onde precisamos estabelecer uma melhor organização, um melhor sentido de ordem na nossa vida, de modo a termos mais serenidade e menos preocupações tolas;
  • Identificar que alimentos, hábitos e costumes são mais saudáveis e trazem alegria à nossa alma, à nossa vida; o que repõe nossa vitalidade e energia; que pequenas coisas podemos alterar/adotar na nossa rotina, que nos tragam mais qualidade de vida, que sejam mais respeitosos e amorosos para com nossa saúde, nosso corpo e nossa alma;
  • identificar as situações em que somos invasivos na ajuda ao outro e tentar ser mais suaves e leves, esperando o outro pedir a ajuda, antes de impô-la a ele
  • … Acrescente aqui outras atitudes que você ache que vai melhorar seu dia a dia e trazer mais paz, cura, amor e serenidade para sua vida!

Então, perdoe-se! Libere-se da toxicidade de pensamentos culposos. Elimine os hábitos perniciosos que refletem o desamor e o ódio a você mesmo! Perdoe-se. Ame-se. Cure-se! Celebre sua natureza selvagem e seu corpo sagrado, morada provisória mas sagrada da alma eterna!

Uma ótima Lua Cheia para você!

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A Semana Astrológica – Tempo de regeneração

Semana de 06 a 12 de março – Semana de Quarto Crescente, que convida a refinar nossa ação e nossos esforços, para que a colheita seja tão favorável quanto a promessa. É tempo de regeneração e de avanço!

Vênus ficou retrógrada em Áries implicando uma mudança grande e necessidade de revisão das relações e parcerias e na forma como vivenciamos nossa autoestima, nossos valores, como gerenciamos nossos recursos e como expressamos nossos afetos. Os próximos 41 dias trarão vivências, sentimentos e percepções acerca de como vivemos todas essas áreas de vida, permitindo que façamos as mudanças necessárias. Muitos atritos podem começar pela percepção de que há grande divergência de valores entre as pessoas, o que afeta o relacionamento e o sentimento de confiança e de respeito. Outra coisa que pode acontecer é nos deparar com o passado batendo à nossa porta, particularmente situações ocorridas há cerca de oito anos, de 06/03 a 1717/04 de 2009 ou mesmo mais distante, março/abril de 2001! Outras situações podem estar relacionadas a acontecimentos que ocorreram entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, quando Vênus ficou retrógrada em Capricórnio, retrogradando até o grau 13 do signo da Cabra, e agora Vênus entrou em retrogradação no grau 13° de Áries, quadratura exata àquele ponto estacionário de 31 de janeiro de 2014. É possível ressurgirem pessoas do passado, amores antigos ou apenas “crushes” não vividos, mas que nos obrigam a repensar muitas coisas, talvez até rever alguns valores, questionar algumas posturas… A sessão flashback pode nos fazer desencanar de vez das experiências não vividas, ou pode criar imbróglios na situação atual, levando a reflexões profundas. Mas é necessário ter muita prudência antes de se jogar de cabeça no passado – talvez não seja mesmo para reviver nada, apenas para nos fazer questionar nossos valores, fazer contrapontos entre o que foi e o que é… É possível que estejamos mais sensíveis e suscetíveis, portanto, é bom não levarmos tudo tão para o pessoal e nem ficarmos tão melindrados. Ser gentis conosco mesmos e com os outros pode aliviar a sensação de fardo e de incompreensão – vale lembrar que todo mundo tem suas feridas, suas carências e dúvidas acerca de si mesmo. Arianos em geral e particularmente quem tem Vênus em Áries, são mais afetados por esta retrogradação de Vênus.

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O Sol recebe a conjunção Superior de Mercúrio já na segunda-feira, sinalizando o ponto alto de mais um ciclo das ideias e conceitos, da comunicação e dos pensamentos. Das 13h50min da segunda-feira às 05h08min da terça Mercúrio e sol estão em conjunção Cazimi, horas de insights novos e ideias ainda não aventadas. É como o porta-voz que chega para a autoridade para receber as instruções e objetivos para os próximos meses. Essa conjunção acontece entre os graus 16 e 17 de Peixes e pode ser muito positiva para quem tem planetas nesses gaus.

Alisha Lee Jeffers – Reprodução

Depois dessa conjunção Mercúrio dispara à frente do Sol, cumprindo a segunda metade do seu ciclo, até a próxima retrogradação que vai de nove de abril a três de maio. Mercúrio e Sol farão nesta semana sextil a Plutão e quincôncio a Júpiter, primeiro Mercúrio, depois o Sol. Ganhamos mais força e potência para correr atrás de nossos sonhos, propósitos e planos e podemos nos comprometer com eles de forma mais determinada. Contudo, mais para o fim da semana é preciso se acautelar com as as inseguranças que porventura nos aflijam e que nos fazem ir na direção oposta: tentar provar algo a todo custo, à revelia de nós mesmos e daquilo que vale a pena. Ter uma noção clara dos nossos limites pode ser bastante útil na hora que nos faltar o senso apropriado de proporção e de esforço que algo requer.

Almagnus – reprodução

Mercúrio ainda faz conjunção a Kíron e quadratura a Saturno, aspectos que o Sol fará somente na semana que vem. Mercúrio emaranhado com esses dois caras “da pesada” sugere que do meio da semana em diante há propensão a pensamentos sombrios, inseguranças, ansiedades, preocupações e pensamentos de menos-valia, que podem ficar ressaltados devido á retrogradação de Vênus, que já salienta esse tema. Mercúrio-Kíron pode nos ajudar a nos sintonizar mais com o sofrimento alheio, porque estamos muito cientes de nossas próprias dificuldades… a mente precisa lidar com as limitações do corpo e aceita-las. Já as inseguranças representadas por Saturno podem, na verdade, funcionar como um providencial choque de realidade para os sonhos maravilhosos e planos mágicos desse Mercúrio caleidoscópico. No sentido mais negativo, podemos ser presas de pessimismo, duvidar de nossas ideias, nos comunicar de forma vacilante, o que compremente o conteúdo da nossa mensagem… Mas, podemos também conter a nuvem de pessimismo e usar o choque de realidade para passar nossos sonhos pelo crivo da utilidade e da factibilidade. As utopias e teorias fantásticas são vistas com mais seriedade e prudência e de repente podemos ordenar melhor nossos pensamentos e discurso e a partir daí, estruturar melhor também os nossos planos.

Vênus e Marte, de Boticelli – Reprodução

Marte sai do campo de guerra Ariano e adentra os prados verdejantes e plácidos de Touro, permitindo-se talvez descansar e usufruir de alguns prazeres, depois das duras e grandes batalhas travadas recentemente. Contudo, nem tudo são flores, porque Vênus, regente de Touro está retrógrada em Áries, como já sabemos. Por um lado, o fato de estarem um no signo do outro ajuda, porque esta relação chamada Recepção Mútua diminui um pouco as debilidades inerentes ao fato de estarem em signos que não são favoráveis a eles, porque é como você ser obrigado a ocupar a casa do seu inimigo meio contra a vontade, mas se o outro também tem que morar numa casa que é sua, a situação fica mais equilibrada e igual, então, ao invés de brigar, talvez façamos alguma aliança, porque um depende do outro para funcionar adequadamente. Mas ainda precisamos lembrar que Vênus retrógrada está com sua ação de conciliadora e agregadora alterada. E lembrando da descrição clássica desse posicionamento, se por um lado, Marte em touro é mais ponderado, mais deliberado e calmo, por outro, às vezes podemos perder o timing das coisas, podemos nos apegar em demasia e podemos até ser preguiçosos, dependendo de outros fatores… Além disso, na hora de expressar nossos desejos e o instinto agressivo, podemos nos sentir bloqueados e passar a “engarrafar” a agressividade, algo que no longo prazo pode nos fazer implodir. Com Marte em Touro há maior cautela na ação; analisamos mais antes de tomar as atitudes; estamos mais conectados com o corpo e com nossos sentidos e estamos empenhados em construir algo durável. É um posicionamento de grande estamina e força. Mas o fato de Vênus estar retrógrada nos alerta que este marte continua explosivo, só não está mais tão direto quanto estava em Áries, o que de certa forma, torna o cenário mais perigoso em certas situações.

The Ultra Linx – Reprodução

A Lua entrou na fase do quarto Crescente no domingo, dia cinco, em Gêmeos. Começa a semana ainda em Gêmeos. Empodera-se m Câncer e entra na fase Corcunda já em Leão, na quarta-feira. Será Cheia no domingo, dia 12, a 22°13’ de Virgem, às 11h54min, culminando o ciclo Pisciano. Na sua caminhada pelo zodíaco ela faz aspectos diversos com todos os demais corpos celestes.

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SEGUNDA-FEIRA, 06 de março – A Lua Geminiana está em quadratura a Kíron na virada da segunda e também se opõe a Saturno em Sagitário ao raiar do dia, harmonizando-se com Marte logo depois – Marte, que acabou de fazer sextil a Saturno, horas antes. A Lua fica fora de curso depois da conversa com Marte, às 05h23min e ingressa em Câncer às 09h55min, onde fica muitas horas a portas fechadas digerindo seus conteúdos. A noite pode trazer um sono conturbado e pesado e a manhã começa meio arrastada, cheia de ideias e falatórios, mas com uma ação desprovida de prop´sotio, portanto, é bom maneirar no entusiasmo logo cedo e começar contendo as falas desnecessárias e focando nos planos, pondo agendas em ordem e alinhando processos. Pelo meio da manhã o ímpeto muda e nos sintonizamos com os propósitos que antes eram difíceis de acessar. Sentimentos refinados, colocamos o coração nas nossas ações e nos empenhamos em dar nosso melhor, cuidando, protegendo e nutrindo nossos objetivos e também as pessoas envolvidas neles. O dia está, pois, favorável a nos dedicarmos a coisas caras ao nosso coração, a nos devotar a algo que venha a nutrir nossa alma e nos alimentar de novo entusiasmo. As sensibilidades estão afloradas, mas isso pode ser usado em nosso favor, de modo que podemos ficar mais observadores, mais perspicazes emocionalmente, algo que pode nos ajudar a nos aproximar dos outros com mais verdade e naturalidade, solidarizando-nos e oferecendo apoio e ajuda, se isso se fizer necessário, ou também buscando o suporte de que tanto precisamos – aluns podem preferir se enfiar em suas tocas e se concentrarem nas suas tarefas… contato que não sejam motivados por alguma birra inexplicável, também está tudo bem!

Almagnus – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 07 de março – De Câncer a Lua se afina com Netuno em Peixes, mas faz quadratura a Vênus retrógrada em Áries, oposição a Plutão em Capricórnio, quadratura a Júpiter em Libra e a Urano em Áries, formando, é claro, uma Grande Cruz Cardinal incendiária, que dinamiza e põe fogo no dia e na noite, embora o aspecto a Urano só fique exato no dia seguinte. Como ajuda, a Lua faz trígonos ao Sol, a Mercúrio e a Kíron. Mercúrio está em sextil a Plutão. Um dia para lá de dinâmico e movimentado, cheio de atividades febris que não nos dão trégua e que, a despeito das muitas pressões, também trazem à tona o nosso melhor: nossa capacidade de enfrentar nossos medos junto com a necessidade de lidar com os problemas de forma direta. Por mais que nos sintamos frágeis e quebradiços, há coisas demais acontecendo ao redor, de modo que precisamos ser resilientes e, a despeito das nuvens sombrias lá fora, ainda precisamos regar o que é preciosos aqui dentro. Necessidades pessoais e emocionais precisam ser equilibradas com demandas mundanas; afetos precisam ser equilibrados com a necessidade de independência e autonomia; vinculação, balanceada com a liberdade; carências emocionais resolvidas por nós mesmos, porque talvez outros não estejam disponíveis para nos dar colo – ou talvez não queiram. O fato é que o dia demanda muita maturidade, equilíbrio, compostura e sobriedade para não afundarmos nos dramas emocionais ou nas crises eventuais que possam ocorrer. É o caso de ninar o bebezão dentro de nós enquanto respiramos e sorrimos serenamente para o interlocutor à frente, enquanto gostaríamos, talvez de mandá-lo às favas. Mas o dia traz também a capacidade de vermos além dos nossos próprios problemas – mesquinhos ou não – e perceber, de novo e mais uma vez, que todos têm seus dilemas e crises e jogar nossas frustrações no outro não só não vai resolver, obviamente vai piorar tudo. E pode ser que haja situações em que podemos oferecer esse olhar compreensivo e amoroso, que acolhe e ampara. Em outras, talvez tenhamos que ser duros e enfáticos, para não permitir abusos, manipulação ou mesmo intimidação contra nós. O pulo do gato é saber distinguir entre uma situação e outra: o que precisa de cuidado e nutrição e o que demanda atitude drástica, o que merece adubo e o que precisa de poda – e quando entendemos isso, embora as tarefas continuem inúmeras e muito absorventes, elas já não precisam nos oprimir, antes poderão nos dar prazer! Ah! E claro, pode ser que nós é que incorramos nessas atitudes abusivas e precisemos ser colocados no nosso “devido lugar”.

Tae Lee – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 08 de março – A Lua Canceriana formaliza a quadratura a Urano na primeira hora do dia, depois também faz trígono a Kíron, quincúncio a Saturno, sesqui-quadratura a Netuno e quadratura a Marte, ficando vazia depois desse contato, às 10h08min. Ingressa em Leão às 13h46min, de onde faz sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Corcunda. Mercúrio está em sextil exato a Plutão. É Dia Internacional da Mulher e a Lua, super feminina e empoderada em Câncer, trava uma briga feia contra os grilhões de imposições e cerceamentos. A Cruz Cardinal formada ontem permanece armada por várias horas no início do dia de hoje e ainda reverbera, de forma que o dia começa bastante tenso, em ponto de bala ou de caldeira. Masculino e Feminino digladiam em vários níveis, que não precisam chegar às vias de fato, mas podem suscitar conscientização em várias frentes. A Lua está espremida nessa Grande Cruz, além de ainda fazer outros contatos com outros planetas tensos, bastante simbólico para a situação da mulher ao longo das eras, mas principalmente agora, quando ela ainda se sente oprimida pelas diversas cobranças sociais – e dela mesma – de ser a mulher perfeita: mãe maravilhosa, profissional excelente, amante fantástica, amiga presente, ativista consciente, descolada, malhada, jovem, bem-sucedida, transbordando felicidade e realização suprema pelos poros. #SóqueNão. As cobranças podem vir de fora, mas são autorizadas dentro de nós, porque no fundo ainda precisamos resolver muito das culpas, inseguranças e medos ancestrais que carregamos, herdados das nossas mães e avós e toda as outras que vieram antes. A emancipação começa dentro, ao lidarmos com nossas inseguranças e carências, ao lembrarmos que somos humanas, antes mesmo de sermos mulheres. Ao nos recusarmos a atender a todas essas exigências, quando elas não fazem sentido para nós, realmente. Uma coisa é querermos melhorar sempre, é buscarmos crescer e ser melhores pessoas. Outra coisa é essa corrida desenfreada, essa exaustão na busca de padrões que não nos dizem nada e só nos deixam infelizes. Repensar padrões e rebentar com aquilo que não faz dançar o nosso coração. Em termos mais práticos, o dia pede sobriedade porque a maré está cheia, transbordante e podemos nos afogar se não soubermos fluir – dito de outra forma, as caldeiras estão ferventes e podemos sair queimados. Há muita pressão e situações que demandem atitudes imediatas e talvez um tanto drásticas para serem realmente resolvidas. Ser honesto com os próprios sentimentos e expectativas criadas em relação a outros é essencial para lidarmos com as possíveis frustrações do dia, porque não conseguimos tudo o que queremos e precisamos lidar com isso – mas não, o mundo não vai acabar por causa disso também. Podemos nos deparar com situações diversas de dramas, crises, tantruns e infantilidades – nossos ou de outros. Respirar fundo, tentar manter a calma e buscar se distanciar um pouco da situação pode ajudar a distinguir o que é uma crise verdadeira e o que é apenas mimimi, a ver as coisas com mais clareza para saber qual a melhor atitude no momento.

Shiori Matsumoto – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 09 de março – o Sol Pisciano está em sextil pleno a Plutão em Capricórnio e Mercúrio em quincúncio exato a Júpiter. O Sol também se aproxima de conjunção a Kíron, enquanto ainda se afasta da conjunção a Netuno. Enquanto isso, a Lua Leonina faz sesqui-quadraturas a Saturno e a Kíron, que estão em quadratura entre si e a Lua vira foco de um Martelo. A soberana Lua ainda faz quincúncio a Netuno e trígono a Vênus Rx em Áries, quincúncio a Plutão e ao Sol, que estão harmonizados e assim ela vira foco de um Yod-Dedo de Deus. Marte ingressa em Touro às 21h34min. O dia traz a oportunidade de renovarmos nosso poder e a maneira como o expressamos, entrando em contato com partes profundas de nós que nos abastecem de nova vitalidade e nova confiança em nossas capacidades. A despeito disso, as emoções e sentimentos estão sob pressão, de maneiras diversas ao longo do dia. Percepções conscientes e influências inconscientes nos deixam desconfortáveis e talvez tirem a espontaneidade e a desenvoltura da criança dentro de nós, de modo que trabalhamos e nos movemos pelo mundo com a sensação de algo desencaixado e fora de lugar, embora não saibamos direito o que pode ser ou como encaixar esse “algo”. Se conseguimos aceitar que o desencaixe também pode ser criativo e que não precisamos estar sempre alinhados para funcionar, talvez possamos transformar o desconforto em estímulo que nos impulsiona a criar, a modificar atitudes, a ficar abertos às mensagens subliminares e.. voilá, quando menos esperamos, identificamos a origem do incômodo: o medo da nossa própria força, o medo de exercê-la em demasia ou de suprimi-la, o medo de não sermos plenamente aceitos e apreciados se nos mostrarmos com nossas idiossincrasias. E podemos aprender que a força e o poder não precisam ser brutos e nem contraditórios. E que há mesmo um poder que nasce da gentileza, uma gentileza que nasce da força e da solidariedade, uma força que nos regenera e nos anima a seguir em frente, a despeito de todos os desafios e dificuldades.

Reprodução – Desconheço o autor

SEXTA-FEIRA, 10 de março – O quincúncio Lua-Sol fica exato na madrugada. A Lua segue adiante e faz sextil a Júpiter, quincúncio a Mercúrio e Kíron, que estão hoje em conjunção partil. Temos um Grande Trígono de Fogo formado por Lua em Leão, Saturno em Sagitário e Urano em Áries por toda a manhã e começo da tarde. A Lua fica vazia às 14h06min depois do trígono a Saturno e ingressa em Virgem somente às 19h08min, fazendo logo um trígono a Marte, conjunção ao Nodo Norte e quadratura a Lilith. Temos alguns desafios interessantes hoje, dentre eles, a integração de partes obscuras de nós mesmos, assim como de sentimentos viscerais e desgovernados… Como essas influências ficam ativas na madrugada, é possível que as vivenciemos através dos sonhos. De manhã, o resultado é que talvez nos sintamos mais confiantes e serenos e aptos a enfrentar as eventuais agulhadas de insegurança que apareçam com menos ansiedade e mais tranquilidade. O resto do dia traz possibilidades de fazer brilhar nossa originalidade e criatividade de forma também segura, unindo ideias e mundos que antes pareciam difíceis de conciliar. Isso pode nos trazer também uma alegria genuína de quem consegue expressar os dons do coração com maestria, aceitando eventuais imperfeições, porque são inerentes à humanidade. E assim o dia pode ficar alegre, criativo e bastante produtivo, se soubermos tirar proveito! A Lua fica vazia depois de Saturno e a criança dentro de nós pode tirar algumas horas para refletir e fazer as pazes com o Pai, o Velho, que não precisa ser carrasco e talvez até nos surpreenda com algumas histórias de outros tempos, outras eras… À noite nos alinhamos e centramos com nossos rituais e nos conectamos mais profundamente com os desejos e com a forma de ir atrás deles, organizadamente.

SÁBADO, 11 de março – O Sol Pisciano faz quincúncio exato a Júpiter em Libra. Vênus retrógrada em Áries recebe quincúncio da Lua Virginiana, que também se opõe a Netuno em Peixes. A sensação de desencaixe do outro dia talvez volte hoje, por motivos diferentes. Há muito entusiasmo consciente, embora haja também dificuldade de controlar esse entusiasmo, em ter moderação ou em expressá-lo de forma regular, de modo que ele vai e vem e nos deixa um tanto ansiosos, talvez confusos, ponderando sobre estratégias de controle dos nossos humores, do júbilo pelos nossos objetivos e das nossas emoções e sentimentos vacilantes e incompreensíveis. Se falhamos em manter nossa motivação em alta, somos presas de auto-criticismo, que talvez piore um pouco as coisas e entramo num círculo vicioso difícil de parar. E o corpo sofre com tudo isso. Antes de mais nada precisamos parar e verificar o que nos escapa, porque estamos nos esforçando tanto para servir ou agradar a outros, quando nós mesmos estamos fora de sincronia… aliás quem causa o quê? Estamos fora de sincronia porque nos esforçamos demais ou nos esforçamos demais porque estamos fora de sincronia? Não importa, mas é preciso fazer algo diferente para sair do círculo vicioso e para isso precisamos parar e observar a nós mesmos e a nossos processos, de forma justa, porém sem julgamentos.

Shiori Matsumoto – Reprodução

DOMINGO, 12 de março – De virgem a Lua faz trígono a Plutão em Capricórnio e oposição ao Sol, culminando o ciclo na Lua Cheia de Virgem, a 22°13 deste signo. A Lua Cheia ocorre em oposição a Kíron e quadratura a Mercúrio e a Saturno, que é foco de uma T-Square Mutável. Mercúrio está em quadratura exata a Saturno. A Lua fica vazia às 21h26, depois da quadratura a Saturno. Uma Lua Cheia de cura e regeneração celebra a culminação do ciclo Pisciano. Mas para alcançarmos as dádivas da cura, precisamos primeira enfrentar nossa fragilidade, nossas inadequações e inseguranças mais profundas, nossos conceitos evasivos e nossa falta de comprometimento conosco mesmos, além da destrutividade em potencial que espreita a mente e o coração, minando a autoconfiança, a segurança em si mesmo, a aposta no próprio poder e capacidade. Essa lunação nos deixa, então, em carne viva e é preciso cautela porque a via de escape para muitos será a ajuda indiscriminada ao outro, para fugir da própria dor e do próprio desespero. Para outros, esse escape pode se dar pelas tentativas de controle do entorno, qualquer coisa que faça passar a ansiedade e o desconforto com o corpo e os sentimentos… mas nada disso funciona por muito tempo e só conseguimos superar quando acalmamos a ansiedade e aninhamos em nosso coração as dores não admitidas, os medos não expressos do caos, do amanhã, da nossa própria irracionalidade. Um mergulho nas motivações inconscientes se faz necessário. Esse é o caminho e ele não se faz num dia só, mas começar e manter o ritmo, eis o que é importante. Mais sobre a Lua Cheia durante a semana.

Uma ótima semana, de luz e esperança para todos!

Alexander Bell on flickr – Reproduão

Alisha Lee Jeffers – Reprodução

A Semana Astrológica – Cartas na mesa

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Semana de 13 a 19 de fevereiro – Tempo de disseminar boas ideias e levar adiante aquilo que deu certo… O que é bom, deve ser passado adiante!

Estamos no período entre eclipses, que traz uma tensão latente, que ora se mostra intensa e escancarada, ora fica ali no segundo plano, trazendo alguma sensação incômoda, embora não saibamos porquê. Este é um período em que podemos já ver se manifestando algumas das “promessas” dos eclipses, conforme eles acontecem no mapa pessoal e convém ficarmos mais atentos, prestarmos mais atenção à intuição sobre onde ir e o que fazer… Essa temporada termina com o Eclipse total do Sol que ocorre no dia 26 de fevereiro a 08° de Peixes. Até lá talvez tenhamos muitos insights sobre o arco compreendido entre os signos de Leão até Peixes (e as casas do mapa natal em que cai), que é o arco trafegado pela Lua durante essa fase “especial”, de 10 a 26 de fevereiro. Isso porque a Lua, como símbolo dos sentimentos e emoções, está ainda mais sensível, como nossas emoções também ficam mais suscetíveis. Memórias podem aflorar espontaneamente acerca de coisas antigas, mal resolvidas, podendo ser finalmente liberadas, particularmente concernenetes ao eixo Leão-Aquário e Virgem-Peixes.

Travis Bedel – reprodução

E por falar no Sol, nesta semana ele ingressa em Peixes, exatamente às 09h32min do dia 18, sábado, onde encerra o ciclo astrológico anual. Antes disso, o Sol ainda dialoga frutíferamente com Saturno, o regente tradicional de Aquário, que oferece conselhos práticos e sábios acerca de como manifestar concretamente a visão Aquariana de melhoria e avanços. Em Peixes o ego, que esteve numa jornada para diferenciar, separar e individuar através das experiências de todos os 11 signos, agora volta para a fonte primordial de vida e se dissolve… Acaba-se o senso de separatividade, de “eu” e o desejo, o anseio profundo e intenso é voltar para os braços do Pai. Em Peixes sentimos com o outro, verdadeiramente e por isso nos inundamos de altruísmo e compaixão, muitas vezes sacrificando a nós mesmos pelos outros. Pessoas fortemente Piscianas têm essa aura meio etérea, como se não “estivessem aqui” – e eles não gostariam mesmo de estar, essa vida aqui é pesada demais, imperfeita demais! – como se fosse “de outro mundo”, daí a propensão a escapismos, para aguentar a “barra” e o peso da encarnação. Mas essa mesma proximidade com o mundo do inconsciente também propicia uma imaginação rica, sensibilidade infinita e grande talento para as artes em geral, particularmente para a música. Leia mais sobre Peixes.

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Quem também está num clima cooperativo é o Mercúrio Aquariano que faz sextil a Marte em Áries. A mente trabalha afinada com a ação, de modo que essa ação se torna mais efetiva porque há um planejamento prévio que nos permite antever para onde estamos indo, ao invés de simplesmente fazer as coisas cegamente, por impulso e sem preparo. Tanto pensamento quanto ação se tornam mais diretos, honestos, ágeis e eficazes e podemos tirar bastante proveito de tal sincronia.

Artstreet – Flickr – Reprodução

Essa ajuda de Mercúrio, contudo, não é suficiente para segurar o destempero de Marte mais para o fim da semana, porque ele se aproxima da quadratura a Plutão, oposição a Júpiter e conjunção a Urano, fechando a semana já em ponto de bala. Vamos colocando nossas barbas de molho, porque nas próximas semanas o tempo vai ferver, especialmente em se considerando que estamos neste período de eclipses. Já vamos observando o que nos deixa impacientes e irritados para lidarmos com isso, sem deixar ressentimentos cozinhando em fogo lento, porque isso não será uma boa ideia. Marte está muito forte em seu próprio signo, mas fica muito estourado… em oposição a Júpiter essa tendência se amplia e fica exagerada; em quadratura a Plutão o desejo de poder e a tendência a confrontos violentos também aumentam e Urano põe na equação o extremismo, radicalismo e ainda mais impulsividade, para dizer pouco… Mas a Lua Disseminadora em Libra pede que disseminemos harmonia e equilíbbrio, sem vender a alma ao Diabo – será que damos conta? Nesta semana temos a chance de fazer as últimas negociações, de colocar as cartas na mesa, antes que as hostilidades eclodam… Mas falamos mais de Marte na semana que vem.

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Lilith ingressa em Sagitário já na segunda-feira, às 21h32min, onde fica até 09 de novembro. Não sou expert em Lilith e ainda estou estudando sobre isso. Lilith é o arquétipo do feminino sombrio e selvagem, descontrolado, rebelde, que não atende a regras e a leis, visto que se rebelou de imediato contra seu Criador, lá no começo, recusando-se a ser submissa a Adão e às leis do Deus Javé. Foi desterrada, mas não se importou muito com isso, passando a viver livre, conforme suas próprias leis… Negativamente fala do desregramento, do excesso, de sentimentos turbulentos, ciúmes, a raiva destruitiva que irrompe feito um vulcão em erupção. É um aspecto selvagem da natureza feminina – que também está presente no homem. Positivamente, mostra onde há potencial de empoderamento ao lidarmos com todos esses conteúdos de forma direta, buscando o equilíbrio interno. E agora ela ingressa em Sagitário! A despeito de toda a “luminosidade” do signo do Centauro, talvez Lilith se torne ainda mais selvagem neste signo, galopando furiosamente feito mustangues indômitos, totalmente fora de controle, sem tato, sem noção de delicadezas ou sutilezas sociais. Pode tornar-se extremamente focada em algum objetivo ou crença, perseguindo-os tão apaixonada e entusiasmadamente, que talvez pisoteie e esmague a outros incautos pelo caminho, no seu galope furioso e cego… Positivamente convida a nos conscientizar desses padrões no que tange a crenças e ao contato com outras culturas; como as ideologias, filosofias e crenças incendeiam nossas paixões e as excedem e talvez tragam à tona um lado “besta selvagem” que precisa ser reconhecido e trabalhado dentro de nós. Nos próximos nove meses temos a oportunidade de observar como e quando fazemos isso e de aprender a moderar nosso entusiasmo, de modo que nos sirva melhor, ao invés de apenas nos tornar fanáticos e extremistas, sem que percebamos.

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A Lua abre a semana na fase Cheia, em Virgem. Entra na fase Dissemionadora em Libra, na terça-feira e na fase Minguante já em Sagitário, no sábado. O Minguante se dá em conjunção a Lilith. A Lua fecha a semana ainda no signo do Arqueiro. Na sua jornada ela faz contatos, tensos ou harmoniosos, com todos os demais corpos celestes.

Steve Kenny – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 13 de fevereiro – A Lua segue na fase cheia pelo signo de Virgem, fazendo hoje quincúncio a Urano em Áries e ao Sol em Aquário. Faz oposição a Kíron em Peixes e quadratura a Saturno em Sagitário, que vira foco de uma T-Square mutável. A Lua fica vazia depois do aspecto a Saturno, às 10h38min. Ingressa em Libra às 18h43min. Lilith, a Lua Negra, ingressa em Sagitário às 21h32min. A semana começa nervosa, inquieta, porque nos damos conta das muitas tarefas e obrigações que temos pela frente e talvez duvidemos um pouco da nossa habilidade em lidar com tudo a contento, particularmente porque temos um ideal de perfeição em mente e lidamos com o julgamento interno e o externo. Por vezes nos sentimos mesmo tentados a nos rebelar contra as obrigações, mas o senso de dever fala mais alto, a necessidade da ordem, da estrutura e da perfeição são como que mandatórios, até para camuflarmos nosso receio do descontrole e da desordem que estão ali, sempre à espreita, a ameaçar nossos planos e desejo de controle. A tarde nos oferece muitas horas para meditar sobre essa necessidade tão premente do controle e da ordem. Seria para nos antecipar a possíveis críticas e julgamentos, não dando chances a outros de perceberem nossas falhas e inseguranças? Seria para preservar o papel “forte” do ajudador/resolvedor de problemas que ajuda mas nunca é ajudado, porque isso seria demonstrar alguma fragilidade? Seria para nos convencer, a nós mesmos, de que não precisamos daquilo de que carecemos tanto? Um mecanismo de parecer maiores e mais fortes quando nos sentimos tão pequenos? Vale ficar atentos porque a tarde traz pensamentos e sensações meio pesados e grandes chances de sermos duros demais conosco mesmos – ou com outros – resvalando em julgamentos, culpas, preocupações pesadas que não nos prestam nenhum serviço, além daquele mórbido de dizermos para nós mesmos que estamos “ocupados” com a situação… Mas pré-ocupar-se é inútil. Perda de energia e de tempo e fazemos melhor se lidamos com isso de forma racional e prática: se nada há que possamos fazer agora, é debalde se degladiar com monstros que não existem e que talvez nunca irão existir. No caminho inverso, é possível que haja julgamentos e críticas duras e até injustas nas interações… Uma crítica severa disfarçada de conselho/ajuda? Vale lembrar que às vezes há várias maneiras de se fazer a mesma coisa; que cada pessoa tem seu próprio senso de ordem e de método e só porque diferem dos nossos não quer dizer que estejam errados. A Lua ficou vazia às 10h38min, o que indica que a segunda-feira começa industriosa, mas depois pede atividades menos afoitas, mais rotineiras ou contemplativas. À noite o clima fica um pouco mais leve e buscamos maior harmonia nas interações.

Eugenia Loli – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 14 de fevereiro – O Sol Aquariano está em sextil pleno a Saturno em Sagitário. De Libra a Lua se opõe à sua dispositora, Vênus, que está em Áries e também a Marte, o dono da casa. A Lua ainda se desentende com Netuno, mas conversa toda sociável, com Mercúrio. Faz sesqui-quadratura ao Sol e entra na fase Disseminadora. A despeito de buscarmos harmonia e coerência, encontramos algumas situações que desafiam nossa compostura e nos obrigam a tomar atitudes, embora preferíssemos manter as coisas “como estão” para não ter que fazer alguma escolha difícil. Mas a Lua Libriana vem equilibrar, realmente, a tendência da “dupla dinâmica” Vênus-Marte em Áries à abrasão nas relações e interações em geral. Não que isso seja fácil de se conseguir! Há tendência a muita irritação, impulsividade e impaciência, além da propensão a criar conflito onde muitas vezes o diálogo seria mais adequado. Aqui entra Libra com sua diplomacia e tato, apta a ver os outros ângulos da questão, que não apenas aqueles egoístas. Em Libra somos multilaterais. Assim, faz-se necessário o contraponto, ver as coisas pelo olhar do outro também, pesar, ponderar, antes de sair chutando e esbravejando… Se conseguimos ter essa perspectiva mais distanciada, podemos resolver as coisas pela via do diálogo e da cooperação, e a energia que seria gasta no conflito certamente terá melhor uso. De fato, o dia traz dinamismo e disciplina para realizar muitas coisas, de forma coerente e longeva. Mas se insistimos nas manhas e em ter tudo apenas do nosso jeito, perdemos ótimas chances de avançar nos nossos intentos e até mesmo de melhorar relações que poderiam significar boas alianças futuras.  A Lua fica Disseminadora em Libra e nos lembra e em oposição a Marte e nos lembra precisamos disseminar essa mensagem do equilíbrio nas relações; de que sempre vale a pena buscar o diálogo e a conciliação antes de partir para a briga, irrefletidamente. À noite o clima fica mais pesado e vai exigir mais calma, paciência e jogo de cintura na resolução das divergências que porventura surgirem.

Brooke Shaden Photography – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 15 de fevereiro – A Lua Libriana faz quadratura a Plutão, oposição a Urano e conjunção a Júpiter, formando uma T-Square Cardinal da qual Plutão é o foco. Dona Lua ainda se irrita com Kíron, mas costura cooperação com Saturno e uma forte parceria com o Sol, ficando fora de curso depois deste aspecto, às 23h55min. O dia pede que nos posicionemos e confrontemos nossos receios: não é possível agradar sempre e nem a todos e há momentos em que precisamos deixar claros nossos limites, ao invés de simplesmente ceder “só mais uma vez”, ou nosso amor próprio irá por água abaixo. E já sabemos, se tentamos agradar a todos, agradamos a ninguém e, falando a verdade nua e crua, gente simpática “demais” costuma ser chata pra caramba porque farejamos de longe a falsidade ou a falta de firmeza e de integridade. Integridade, aliás, é mandatório no dia de hoje, para que possamos conduzir nossos negócios de maneira, limpa diligente e correta. Assim, o dia pede que reconheçamos nossa necessidade de aceitação e de pertencimento, mas sem com isso “vender a alma ao diabo”. Pelo contrário, é necessário analisar com cuidado o preço que pagamos por tal aceitação, até porque há outras necessidades igualmente válidas que precisam ser vistas. O desafio é achar o equilíbrio entre as necessidades e  interesses pessoais diversos e antagônicos, ser honestos a respeito do que realmente queremos e confrontar em nós a doce tentação do não escolher, do deixar que escolham por nós, como saída fácil dos dilemas. Mas os conflitos que ocorrem hoje podem ser muito positivos e produtivos, porque nos empurram para essa auto-análise, que por mais turbulenta que possa ser, oferece no encalço mais um pouco de autoentendimento. De quebra, o trio Lua-Sol-Saturno nos ajuda a ter firmeza para não nos deixarmos levar por essas turbulências e nem resvalarmos em dramas desnecessários.

Eugenia Loli – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 16 de fevereiro –A Lua abre o dia vazia em Libra e ingressa em Escorpião às 04h41min, de onde espicaça a Vênus Ariana. O regente da Lua, Marte está em diálogo franco com Mercúrio, mas já muito próximo da quadratura a Plutão. A Lua fecha a noite em harmonia a Netuno. As tensões abertas dos dias anteriores ficam novamente em “repouso” relativo, mas paradoxalmente, estamos muito mais cientes delas, porque as sentimos de forma aguda, na carne e nas entranhas. E assim nos preparamos para lutar com os dragões, venenosos e letais, loucos e incendiários, venham de onde vierem, inclusive do nosso próprio inconsciente. Mas enquanto os confrontos não ocorrem, observamos e farejamos o ar em busca de respostas e pistas e logo as econtramos. A despeito dessas tensões, ou talvez por causa delas, trabalhamos de forma concentrada nos projetos concretos e também nas questões interiores. E podemos alinhar iluminar com a mente clara e razão límpida, o instinto primitivo e impulsivo, talvez domando-o, instruindo-o, disciplinando-o, de forma que já não reaja tão cegamente na hora dos embates. De modo mais prático, o dia favorece que nos debrucemos sobre as relações mais íntimas para estreitá-las ainda mais; que lidemos com assuntos que demandem concentração, foco, comprometimento e arguteza de espírito.

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SEXTA-FEIRA, 17 de fevereiro – O dia está sensível e sujeito a altos e baixos. A Lua se harmoniza com Netuno em Peixes, mas tem sérias altercações com Mercúrio em Aquário, irritando-se muito, também com seu dispositor, Marte e com Urano, ambos em Áries. No fim do dia tem conversa mais amena com o outro dispositor, Plutão e fica vazia logo depois, às 17h40min – vai ficar vazia por quase 24 horas! Os sonhos da madrugada são densos e profundos e podem nos trazer ótimas pistas sobre nossos dilemas atuais. A despeito da boa noite de sono, os humores estão bastante indóceis e as línguass ferina, de modo que precisamos vigiar para não nos metermos em assuntos que “não são da nossa conta” e levarmos “voadoras” logo cedo. As emoções estão sombrias e, como se não bastasse, em desacordo com os pensamentos e as atitudes e essas incongruências afetam as relações interações. Sentimos uma coisa, pensamos outra e agimos de forma totalmente diferente. É essencial cuidar dos próprios problemas – que já são suficientes – e deixar que cada um cuide dos seus. Mas claro, se nos ressentimos de que se metam nas nossas coisas, também precisamos vigiar para não jogar sobre outros respingos de nossa irritação e mau humor. Lidar com algum problema bastante intrincado pode nos ajudar a canalizar esse mau humor em algo produtivo, e ainda funcionar como metáfora para a resolução dos nossos enigmas e dilemas interiores.

Eugenia Loli – Reprodução

SÁBADO, 18 de fevereiro – O Sol ingressa em Peixes às 09h32min, onde fica até o dia  20 de março. A Lua, vazia em Escorpião, faz trígono a Kíron e fica muitas horas sem fazer outros contatos, até entrar em Sagitário, às 16h53min, de onde faz quadratura ao Sol, entrando na fase Minguante, às 17h33min. A Lua ainda faz conjunção a Lilith e quadratura ao eixo nodal. Como é bom quando o calendário convencional coincide com o estelar, não? É, eu sei, já disse isso antes, mas sempre vale relembrar! A Lua está vazia o dia todo e… é sábado! Podemos realmente indulgir num descanso sem culpas, ou abraçar atividades que nos apaixonem de fato, que nos permitam contemplar nossos processos mais de perto ainda e proceder com a providencial regeneração da alma e por que não, do corpo também! O dia está propício à meditação profunda sobre os mistérios da vida e ao mergulho na natureza humana e suas motivações mais secretas, começando por nós mesmos… Tais mergulhos e investigações podem ter efeitos terapêuticos e curativos, de apenas nos permitirmos ser e estar, se deixarmos ir o que tiver que ir. O Sol ingressa em Peixes e, entre muitas outras coisas vem nos lembrar que a cura também depende da confiança no processo, de soltar e relaxar, de confiar no nosso centro e na unidade da vida, nesse caos ordenado que, por mais louco que pareça, responde a diretrizes imemoriais, a arranjos cósmicos que escapam à nossa compreensão, mas que ainda assim, vão nos levar onde devemos ir, se confiarmos e fizermos a nossa parte… Mesmo que no momento assim não pareça. A Lua entra na fase Minguante em Sagitário, com o Sol em Peixes, talvez seja tempo de abrir mão das crenças, dos conceitos, do “conhecimento enorme” que tanto nos faz seguros e simplesmente fluir, sem a necessidade de “entender”, de filosofar, de elaborar… Sentir, mergulhar no encanto e na totalidade do ser; deixar para trás a necessidade de estar certo, de catequizar, deixar os proselitismos e simplesmente praticar a religião da gentileza, da aceitação e inclusão, do apoio, do não julgamento…

Do flickr – Reprodução

DOMINGO, 19 de fevereiro – De Sagitário a Lua brinca feliz com Vênus em Áries e mais tarde com Marte. Mas tem uma bate-boca confuso com Netuno. Domingo de brincadeiras, de alegrias e de não levar nada a sério demais… A Lua está minguante e nos convida a abrir mão dos discursos inflamados e exaltados e ir pros terreiros e pros campos, fazer o que o Arqueiro faz de melhor: aventurar-nos, buscar as amplitudes, esticar as longitudes, inflar nosso bom humor, cercar-nos de boas companhias e arranjar algo divertido e prazeroso para fazer, mas sem cobranças, sem compromissos rígidos… Aspirar o ar límpido e expirar as dúvidas e as incertezas… Sim, elas sempre estarão por aí, são parte da vida e volta e meia as encontramos pelo caminho… Cabe a nós olhar para elas e sondar se são de verdade, se precisamos lhes dar algum crédito ou se são apenas miragens criadas pelo nosso medo e insegurança… E assim o dia segue, mais leve e auspicioso… Contudo, como o Arqueiro costuma exagerar, é bom pegar leve para não nos excedermos nas brincadeiras. Também é uma ideia evitar o consumo de álcool e afins, porque nossos limites estão meio frouxos hoje.

Uma ótima semana para você!

Lua Cheia e Eclipse Lunar em Leão – Do coração, para o mundo!

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A Lua Cheia de hoje, sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017, 22h33min no horário de Brasília – eclipse ocorrendo às 22h45min (00h33min do dia 11 de fevereiro no horário de Lisboa – o eclipse ocorre à 00h45min) é também um eclipse Penumbral da Lua, que ocorre a 22°28’ de Leão. Este eclipse marca a culminação do ciclo Aquariano, iniciado em 27 de janeiro a 08°15’ de Aquário. A princípio, a Lua Cheia e Eclipse de Leão vem nos convidar a expandir nossa criatividade, nosso poder criador, a partir da força do nosso coração, a partir do amor mais genuíno e da alegria mais plena, para ofertar à comunidade humana algo que só nós podemos ofertar: algo que seja singular e único, como nós mesmos.

Lua Cheia em Leão – Brasília, 10 de fevereiro de 2017, 22h33min. Eclipse ocorrendo às 22h45min

A Lua Cheia ocorre em trígono aos dois dispositores do Sol Aquariano, Saturno e Urano, com quem o Sol também dialoga harmoniosamente. A Lua também faz sextil a Júpiter, quincúncio a Kíron e sesqui-quadratura a Vênus, mas o mais importante é que ela forma um Grande Trígono de Fogo e é a base de uma Pipa da qual o Sol, que é o regente/dispositor da Lua Cheia, é o foco. Na verdade, este mapa da Lua Cheia tem várias configurações interessantes: o Grande Trigono origina outra Pipa que tem Júpiter de foco e Urano de base; tem um Retângulo Místico formado por Lua, Urano, Sol e Júpiter; esse mesmo Retângulo Místico é a base de um Envelope que tem Saturno como foco… Ufa!! Super dinâmica e movimentada essa Lua Cheia! Ela faz contatos com a maioria dos planetas, sugerindo a grande possibilidade de integração de seus temas e potenciais – configurações grandiosas e importantes, bem ao gosto de Leão!

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Como eu dizia no post da semana, o mapa desse eclipse sugere que precisamos conciliar as estruturas antigas, mas ainda válidas (Saturno), com aquelas que ainda precisamos construir e os avanços que buscamos manifestar (Urano), além do desenvolvimento pessoal e social que traga mais equilíbrio para todos (Júpiter). E como fazemos isso? A Lua em Leão é a base de uma Pipa que tem o Sol como foco, dizendo que precisamos engajar o nosso coração, a mais pura alegria e a mais destemida coragem, para criar algo que somente nós podemos criar, algo que nos distingue e realça nosso brilho, mas que não é feito para o aplauso ou o benefício do ego, mas sim, para o benefício do grupo e da grande comunidade humana.  Isso tudo com muita criatividade (Lua Leão), inventividade (Urano), justiça (Júpiter), senso de bem comum (Sol em Aquário) e responsabilidade, de modo que permita estruturar novos conhecimentos e horizontes (Saturno como foco do Envelope). Outra coisa digna de nota é o fato de o Sol ser o Ponto Médio entre Saturno e Urano, o que deixa claro que a consciência é primordial para mediar essas forças antagônicas que atualmente se propõem a dialogar e negociar e que nossa força e poder de resistência serão testados. Esse Ponto Médio também sugere separações, pois os dois planetas, Saturno e Urano, de formas diferentes estão relacionados a separações. Mercúrio em Aquário está no Ponto Médio entre Sol e Plutão, sugerindo a necessidade de prudência, organização e, novamente, alta consciência de objetivos e propósitos.

Hereisout.tumblr – Reprodução

De modo que concluímos que o mapa deste eclipse parece bastante “benéfico”, especialmente porque o eclipse lunar ocorre em conjunção ampla ao Nodo Norte, enquanto o Sol está em conjunção ao Sul. O Nodo Norte representa o futuro, o Sul, o passado. Então, esse eclipse fala para olharmos para o futuro e focarmos naquilo que ainda precisamos aprender – no caso, a técnica, a organização e a seletividade de Virgem, que darão suporte à criatividade Leonina – antecipando o trânsito do eixo nodal pela polaridade Leão-Aquário (O eixo nodal ingressa nessa polaridade em maio próximo). O futuro está ali e no futuro precisamos fazer a nossa luz brilhar, por algo maior que nós mesmos, pela melhoria do todo, não apenas pelos nossos desejos egoístas. Podemo dar este salto de fé e pular nesse futuro, ou podemos voltar para a Era das Sombras, por medo do desconhecido. A escolha é nossa.

Série Saros 114 de Eclipses Lunares, iniciada no Polo Norte (o mapa está levantado para Brasília) a 13 de maio de 971, às 04h03min.

Mas é só isso? Não. Como já sabemos, eclipses não acontecem sozinhos nem de forma aleatória. Eles pertencem a famílias chamadas Séries Saros, que duram mais de mil anos e que viajam de um polo a outro do globo, cada eclipse da série ocorrendo a aproximadamente 18 anos e 11 dias um do outro – entenda melhor a natureza e dinâmica dos eclipses. Este eclipse em Leão pertence à Série Saros 114 de eclipses lunares, que começou em 13 de maio do ano 971, no Polo Norte e terminará em 22 de junho de 2.233 no Polo Sul. O mapa de origem desta série mostra a Lua Cheia em Escorpião em oposição ao Sol em Touro (também ocorrendo na qualidade Fixa, como o eclipse de hoje), ambos fazendo quadratura a Plutão a 23°31’ de Leão, a cerca de um grau da Lua Cheia de hoje; o eclipse ocorre do lado do Nodo Norte, mas o dispositor tradicional da Lua, Marte, está em Touro, conjunto ao Nodo Sul, opondo-se a Urano em Escorpião, que está conjunto ao Nodo Norte. Vênus, além de reger o Sol, é o Ponto Médio entre Sol e Plutão. Vênus e Plutão estão Fora dos Limites do Sol neste mapa.

Eclipse Penumbral Lunar – Reprodução

Vemos então que esta família de eclipses tem um tom bastante Escorpiônico, duplamente enfatizado pela posição da Lua neste signo e pela quadratura a Plutão; uma segunda ênfase recai sobre Urano, que está conjunto ao NN e oposto ao regente da Lua. Tudo isso nos sugere que é uma série que vem falar de eliminações definitivas, de términos abruptos, que podem ser sentidos como muito dolorosos e difíceis devido à posição de Marte em Touro (apego) conjunto ao Nodo Sul (passado). O futuro chama, implacável, impessoal e aponta para a transcendência (Urano, NN e Lua Escorpião), mas a vontade pessoal ainda está apegada ao passado e à matéria (Marte NS touro). Se conseguimos vencer a nós mesmos e aos nossos apegos (Touro-Escorpião), adentramos um espaço magnífico de transformação pessoal (Plutão em Leão) que pode finalmente trazer à tona o melhor do nosso poder e brilho pessoais, alicerçados pela coragem do auto-confronto, pela generosidade e nobreza de espírito e pela expressão autêntica da criatividade transformadora. Esse confronto da consciência com a sombra precisa ser mediado pelo amor sincero, sensibilidade e compaixão (Vênus = Sol/Plutão).

Biscodeja-vu.vu.tumblr – Reprodução

Agora, olhando novamente o mapa do eclipse de 2017 e tendo o mapa da Série Saros 114 como pano de fundo principal, podemos concluir que, para brilharmos com todo o fulgor e potência do nosso coração amoroso e criativo e da nossa consciência comunitária, precisamos de fato, nos desapegar do que quer ainda nos prenda à nossa versão mais primitiva; abandonar a preguiça e a acomodação; eliminar a teimosia e a resistência ao novo e ao futuro; desapegar-nos das culpas, das frustrações e dos fracassos passados porque eles não podem definir o que somos; e claro, confrontar o medo da nossa própria luz e nos responsabilizar por fazê-la brilhar esplendidamente, para o bem comum, como nossa oferta e contribuição especial a toda a comunidade humana, seja no nosso bairro, na nossa cidade, na escola, no blog, na família… Usar nosso poder criador em todas as suas possíveis manifestações, na arte, na música, ou simplesmente na nossa cozinha, cozinhando com amor, contando uma piada engraçada para fazer o outro rir ou qualquer outra coisa que você faça de um jeito só seu… afinal, criativas não são só as atividades artísticas, mas tudo aquilo que expressa nossos talentos e dons mais especiais, em qualquer que seja a área. Proliferar o poder transformador do amor, a despeito das dificuldades, incertezas e do medo, esse bicho-papão tão insidioso que se retroalimenta sem que nos demos conta e que nos faz ver o outro como um inimigo. Eclipses já falam, naturalmente, de eliminações, de encerramento de ciclos e de conclusões. Pois esta série fala mais ainda, enfatiza e replica, que é para não deixar dúvidas.

Eclipse Penumbral da Lua – 00h45min do dia 11 de fevereiro de 2017 GMT – Nasa – Reprodução

Pessoas que têm planetas ou ângulos entre os graus 17 e 28 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) sentem mais fortemente as influências deste eclipse, que devem durar por quatro meses e mais ou menos uma semana, já que o eclipse tem duração de 4h19min. O eclipse e a Série Saros 114, de modo geral não são terrivelmente pesados ou tensos ( a não ser em termos mundanos, em que eclipses geralmente são tensos e esta série, iniciada em Escorpião com Plutão e Urano proeminentes pode representar problemas com energia nuclear, conflitos e cataclismos naturais), mas como essas influências se manifestam na vida de cada um, depende também dos planetas aspectados no mapa natal e do tipo de aspecto. Para você ter uma ideia de como isso pode se dar na sua vida, pesquise o que estava acontecendo por volta de 31 de janeiro de 1999, que foi a última vez em que ocorreu um eclipse desta série, a 11° de Leão – os temas são os mesmos. E você pode relembrar também a última vez que houve um eclipse lunar próximo desse grau, que foi em 09 de fevereiro de 2009, a 20°59’ de Leão. Embora não pertença à mesma Série Saros, este eclipse pode ter acionado situações parecidas ao tocar os mesmos planetas e ângulos do seu mapa, quando for o caso. Christine Arens, astróloga americana e estudiosa de eclipses afirma que, independentemente de o eclipse tocar ou não pontos do mapa natal, se você puder ver o eclipse, você é afetado. Neste caso, se não há aspectos ao mapa natal, o indivíduo será afetado de forma indireta, a partir de situações e acontecimentos coletivos e sociais. Este eclipse será visível no Brasil, já que ocorre à noite por aqui, portanto, sim, o Brasil, e todos nós, sentiremos seus efeitos. Além do Brasil, o eclipse será visível em toda a Europa e África e parte Oeste da Ásia. Será visto parcialmente na América do Sul e do Norte e também no restante da Ásia, conforme você pode ver no gráfico da Nasa acima, em que a parte em branco destaca os países que verão todo o eclipse. Veja aqui nesta tabela as influências de todos os eclipses de 2017 por casa, de acordo com seu signo ASCENDENTE:

Clique na imagem e ela será ampliada. Caso não consiga visualizar aqui no blog, sugiro que baixe a imagem e dê um zoom. Algumas pessoas lá na página do Facebook disseram que não conseguiam visualizar. Infelizmente não sei explicar porquê. Aqui no meu computador e no celular eu visualizo sem problemas e outros leitores também confirmaram visualizar normalmente.

Quer saber mais detalhadamente onde este e os outros eclipses caem no seu mapa natal, quais aspectos fazem e quais as suas influências na sua vida pessoal? Agende uma consulta astrológica comigo: psicologica.astrologia@gmail.com 

Reprodução

Quer mais insights? Olhemos o Símbolo Sabiano para o grau 23 de Leão (22°28’): “Num circo, uma amazona cavalgando sem sela mostra sua perigosa habilidade”. Dane Rudhyar, astrólgo precursor da Astrologia Psicológica, nos lembra que o cavalo é símbolo da libido, dos instintos humanos mais primitivos, das energias vitais impetuosas. Mas essas energias precisam estar sob o controle do ego e, mais precisamente, da consciência. Indo mais além, “o ego está no controle, ele é o grande showman, mas ele serve a um propósito. A performance mexe com a imaginação da consciência jovem. Eleva a mente acima do lugar comum”, diz Rudhyar. A palavra-chave, diz ele, é virtuosismo. Linda Hill, astróloga australiana que tem um livro publicado sobre os Símbolos Sabianos, diz algo similar em sua análise deste símbolo. Ela nos lembra que “talvez acreditemos apaixonadamente no que estamos fazendo mas, para nos provarmos para o mundo, precisamos apresentar nossas talentos e sentimentos corajosa e habilmente”. E para desafiar o perigo e se expor, é preciso estar preparado, ter o timing correto… Não é para amadores, definitivamente! Sobretudo, exige que domemos nossos instintos mais primitivos e mais básicos, como também disse Rudhyar. Avançar por onde outros dariam meia-volta, ou como diz Linda, “correr em terrenos onde os anjos temem pisar”; controlar os instintos e desafiar o medo, de forma habilidosa, virtuosa, no sentido de excelência. Algo que nos lembra, bem nitidamente, o Arcano 11 do Tarô, A Força!

Arcano 11 do Tarô – A força

Colocando tudo junto, o eclipse de hoje, a Série Saros 114 e o Símbolo Sabiano, podemos resumir que o desafio é deixar o passado e os apegos para trás, domar habilmente os instintos e o próprio medo, confrontar a própria sombra e lançar-se no futuro, com fé, audaciosamente! E como já dito lá no começo, buscar no âmago de si, aquela faísca, aquilo que nos faz únicos, singulares e especiais e criar, a partir daí, a nossa obra também singular, a contribuição que somente nós podemos dar. Deixar o coração se expandir de amor e a partir desse amor, criar uma nova vida, dar o Salto de Fé do Louco!

Arcano 0 do Tarô – O Louco – Tarô de Nei Naiff

Dessa forma, podemos sim, concluir que este é um eclipse que pode ser benéfico, se nos alinharmos com o que ele nos pede, se amealharmos toda a coragem, alegria e amor do nosso coração e nos lançarmos rumo ao futuro, criando e gerando o nosso melhor como oferta de gratidão à humanidade e a tudo o que permitiu que chegássemos até aqui!

Amanda Cass – Reprodução

Um ótima, linda e feliz Lua Cheia para você! Deixe para trás o que não serve mais e abra-se ao novo!

Reprodução

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