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A Semana Astrológica – Amar dá trabalho

Ziegfeld – Reprodução

SEMANA de 24 a 30 de julho – Recomeços, novas ideias e projetos, que são colocados em ação com muita garra e determinação. Re-ignição do nosso Fogo Sagrado. 

O Sol ingressou em Leão, trazendo mais calor, generosidade e magnanimidade aos corações, além, é claro da necessidade de lustrar as jubas para brilharmos sob os holofotes do palco da vida!

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Nesta semana o Sol faz conjunção a Marte e nosso propósitos ficam mais nítidos, a determinação e garra para realizá-los, mas aguçadas. Sol e Marte em Leão se aliam pelos mesmos propósitos – Como numa alcateia de leões, presidida por dois machos poderosos, responsáveis por proteger toda a família e assegurar o território – juntos são mais fortes! Mais do que nunca Marte está serviço do Sol, seu Rei! Esse par realmente colore os dias de entusiasmo, fé, nobreza, coragem e… drama, muito drama! Tudo é um caso de vida ou morte e nos empenhamos de corpo, alma e coração em tudo o que fazemos e empreendemos! Mas é preciso ter bom senso, para não cairmos na armadilha do orgulho e da arrogância, além, é claro, do autoritarismo. E lembrar também que cada um sabe o que é melhor para si e nós não precisamos perder tempo e sair “lecionando” pérolas sobre como o outro deve viver sua vida. Outro ponto importante é que Marte faz sesqui-quadratura a Saturno – junto com o Sol – colocando à prova todo o nosso entusiasmo, que pode passar por alguns testes, sem que nem nos demos conta. O quanto confiamos em nós mesmos, nossa força e nossa vontade para realizar nossos projetos? Vale ficar atentos para não abrirmos a guarda para movimentos de autossabotagem. Tirando isso, é aproveitar a vibração de otimismo e determinação!

Brooke Shaden Photography – Reprodução

Mercúrio em Leão faz trígono a Urano já na segunda e ingressa em Virgem na terça, signo regido por ele e onde ficará retrógrado a partir de 12 de agosto. Aliás, Mercúrio entra na zona sombria da retrogradação também na segunda, 24. Iniciando este ciclo de retrogradação, Mercúrio estaciona no dia 11/08 em oposição a Netuno em Peixes, pedindo bastante cuidado na comunicação, nas análises e negociações, além de assinatura de documentos durante o período. Nas próximas semanas estaremos nos preparando e já verificando o que será revisado nesta retrogradação.

Debra Heylen – Reprodução

Vênus faz oposição exata a Saturno na segunda-feira, um aspecto que nos lembra que relacionamentos, se for para darem certo, darão muito trabalho – não, não confunda com o “trabalho” que as relações doentias e de dependência dão. Relações sérias e felizes dão trabalho porque demandam maturidade, comprometimento, negociação. Exigem esforço, se for para durarem. Vênus em Gêmeos não gosta muito do compromisso, porque prefere estar livre, caso algo “melhor” apareça. A oposição a Saturno é um chamado à reflexão sobre se essa liberdade é assim tão “livre”, já que muitas vezes reclamamos de solidão; se nunca nos comprometemos, continuamos soltos, mas também não construímos nada de sólido. E às vezes, permanecer “livre” é, na verdade, uma fuga de si mesmo, fuga do confronto com as próprias inseguranças, um jeito de evitar o medo da rejeição e do abandono… Quer dizer, pode ser apenas um discurso vazio, usado para camuflar medo do abandono. E evitar, podemos evitar a vida toda, mas, seremos plenos? Depois do confronto com Saturno, Vênus conversa muito desprendidamente com Urano, mas cai no lodo de desolação de Quíron e aqui nossos medos vêm mais à tona, mesmo que tentemos camuflá-los, eles estarão muito nítidos para nós. Esses aspectos ficam exatos no fim de semana, e sugerem dias delicados nas relações, que ficam sujeitas a desencontros, incompreensão e exposição de feridas antigas. Contudo, como sempre, quando estamos dispostos a enfrentar o problema, ao invés de fugir dele, acionamos nosso potencial de curar a nós mesmos e às nossas relações. Vênus permanece em Gêmeos até 31 de julho, quando entra em Câncer.

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Vênus estimula e dá ênfase ao semi-sextil que Quíron faz a Urano no fim de semana (um, de uma série de muitos) e eu me lembro que os dois têm algumas coisas em comum. Cada um tem seus significados e simbologias próprias, mas, de formas diferentes, ambos têm a ver com o arquétipo do outsider, o forasteiro, o esquisito, e especialmente Quíron, com a dificuldade em pertencer, portanto, uma reflexão é pertinente sobre a relação entre os dois. No que tange a isso, a esse tema do outsider, a diferença entre Urano e Quíron é que Urano representa aquelas excentricidades e esquisitices das quais temos orgulho e que até ostentamos como emblema, porque nos distinguem e nos tornam “diferentes” de um modo que nos parece positivo, porque não queremos ser iguais a “todo mundo”. É “cool”! É legal!

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Quíron representa as esquisitices dolorosas, das quais nos envergonhamos e que, se pudéssemos, esconderíamos, mas elas ficam ali, sempre muito presentes. Quíron também pode representar um problema maior: a possibilidade de nos tornarmos “bode expiatório” em situações delicadas, especialmente quando está em aspecto próximo a planetas pessoais ou aos ângulos. Ambas as formas de “excentricidades” precisam ser integradas, igualmente. As “esquisitices” das quais nos orgulhamos, se não temos cuidado, podem nos alienar de outros, pois nos isolamos e nos diferenciamos em excesso a partir delas, afastando pessoas que poderiam ser significativas na nossa vida. No fundo, ostentamos tais esquisitices para lidar – mais uma vez – com alguma insegurança, do tipo, “não faço mesmo questão de pertencer a esse grupo careta”, quando talvez tenhamos nos sentido criticados e rejeitados por tal grupo lá atrás. Já no caso de Quíron, essas características que julgamos vergonhosas ou dolorosas também precisam ser integradas e aceitas, porque, além de também nos alienar de relações realmente significativas, se não integradas, nunca seremos inteiros, e conviveremos com a sensação permanente de buraco na alma, buraco que representa, exatamente, as qualidades que negamos e rejeitamos.

A órbita excêntrica de Quíron, mostrada no diagrama.

É interessante porque Quíron, que na verdade é um asteroide, tem um ciclo de 51 anos, enquanto Urano tem um ciclo de 84 anos. Ambos também são parecidos nisso, suas órbitas são excêntricas; Urano tem a atmosfera mais fria de todos os planetas e gira em um eixo tão inclinado, paralelo ao plano do sistema solar, que parece uma bola rolando numa superfície, é o único planeta que gira assim; Já Quíron, de quem se diz que não pertence realmente ao sistema solar e que pode desaparecer em algum momento, tem uma órbita excêntrica, atingindo o periélio numa área interior à de Saturno e afélio no limite interior à de Úrano, daí se diz que ele media os conteúdos e limites humanos conscientes (Saturno) com os conteúdos coletivos e inconscientes e a necessidade de mudar (Urano). Então, eles têm coisas em comum e devido ao fato de a órbita de Quíron ser tão excêntrica, os contatos entre eles podem levar anos. Este semi-sextil é o último aspecto de um ciclo que se iniciou entre 1898 e 1900, entre Escorpião e Sagitário. Entre 1952 e 1991 os dois ficaram numa dança de oposição, que ficou exata muitas e muitas vezes (entre as polaridades Câncer-Capricórnio, Leão-Aquário, Virgem-Peixes, Áries-Libra e Touro-Escorpião), marcando várias gerações, por quatro décadas, com uma assinatura peculiar: a visão da “sociedade perfeita” (Urano) é maculada pelo sofrimento e pela amargura da limitação humana (Quíron); a revolução conseguida à custa do sofrimento; os limites da natureza versus a visão do futuro. Este ciclo de Quíron-Urano finda somente em 2043, quando os dois fazem nova conjunção, em Leão. Até lá, esse semi-sextil se repetirá ainda algumas vezes, mas ainda assim, vale a reflexão sobre ele.

Johnny Depp como Edward Mãos de Tesoura, filme de Tim Burton, um filme, aliás, extremamente Quirôniano! Reprodução

As duas Luas Novas que ocorrem em Leão (23/07 e 21/08) trazem fortemente este tema, porque ambas ocorrem em aspectos com estes dois planetas – Quíron, na verdade, é um asteroide. E Vênus – que faz aspecto aos dois, ao mesmo tempo – nesta semana nos convida a refletir como isso repercute nas relações amorosas. Lidar com tudo isso não é fácil, não é fácil, não! Nunca é! Mas pode ser bonito e compensador! Teremos coragem? E você, como lida com suas “esquisitices”?

All Posters – Reprodução

A semana traz o colorido e a força da Lua Nova, que ocorreu em leão, no domingo, 23. A Lua entra na fase Semi-Crescente em Virgem, na quarta-feira. Ganha mais impulso relacional em Libra e oficializa o Quarto Crescente em Escorpião, no domingo. Na sua jornada de coleta de informações e impressões para o Sol, ela faz aspectos com todos os demais corpos celestes, ora harmônica, ora agressivamente. Estes movimentos simbolizam as alterações cotidianas na vida instintiva e nos humores na Terra. A Lua será Cheia no dia sete de agosto, a 15° de Aquário, lunação que será também um Eclipse Parcial da Lua.

Daria Werbowy, para Vogue Itália – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 24 de julho – A Lua está nova, ainda em Leão e na madrugada fez quncôncio a Netuno e sextil a Júpiter. Durante o dia também encrenca com Plutão e se harmoniza com Saturno e Vênus, de formas diferentes, mediando o diálogo entre eles, que está bastante tenso, já que Vênus torna exata, hoje, a oposição a Saturno. A Lua finda o dia conjunta ao Nodo Norte e a Mercúrio, já formando um Grande Trígono de Fogo com Saturno e Urano. Mercúrio também está em trígono a Urano, exato hoje. O dia está tenso para as relações, particularmente as amorosas, que parecem dar mais trabalho do que valem a pena. É como se nos dessemos conta de que a relação demanda um esforço demasiado, sacrifícios demais e parece que só nós nos empenhamos e o outro apenas cobra, critica, julga, expecta… A ponto de nos sentirmos sozinhos dentro da relação – “solidão a dois, de dia, faz calor, depois faz frio”. E nos questionamos até que ponto estamos dispostos a ir, ou por que foi mesmo que começamos isso tudo… Realmente, relacionar-se dá muito trabalho, especialmente se estamos comprometidos em crescer, em ser melhores pessoas e melhores parceiros, em construir e viver relações mais felizes e saudáveis. Não é para os fracos e imaturos. Demanda trabalho, esforço contínuo e sim, haverá dias muito difíceis. Mas, nos dias difíceis é preciso lembrar o que nos uniu, o que me encantou nessa pessoa, em primeiro lugar; vale checar se a admiração continua, se as afinidades permanecem, se os projetos em comum ainda são válidos, a despeito dos problemas cotidianos. É o caso, também, de confrontar as projeções, as fantasias que tínhamos acerca do outro – e de nós mesmos enquanto parceiros – e da própria relação e perceber que a realidade pode ser um pouco diferente. E então, temos maturidade para lidar com essa realidade, minha, do outro e da relação? Ou será que agora, que o “brinquedo” já não está reluzente de tão “novo” perdemos o tesão, qual criança que perde o interesse tão logo se acostuma? Será que o príncipe virou um chato? Será que a princesa é uma megera? Amar é fácil, difícil mesmo é se relacionar, por isso a manutenção do amor dá trabalho. Ah! Sim! amar dá muito trabalho! Mas hoje, a despeito dessas tensões, conseguimos ser otimistas e nos animar a trabalhar essa relação, a estender a mão ao outro e dar o voto de confiança de que ele vá melhorar – ou dar crédito à nossa própria confiança, de que NÓS também vamos melhorar. Podemos ser honestos quanto aos problemas e desafios e, ao mesmo tempo, visionar as saídas possíveis, se estivermos dispostos ao esforço, ao trabalho – diga-se de passagem, bastante árduo – que consiste em criar uma relação de verdade, real, bonita, com erros e acertos. De modo geral o dia nos convida a lidar com sentimentos de menos-valia, criticismos, falas infelizes, julgamentos, cobranças, solidão e sensação de isolamento… Tudo para nos desafiar a a assumir o compromisso de cuidar melhor de nós mesmos e da nossa autoestima, para sermos capazes de nos defender e de ser justos, assumindo os buracos que precisam ser consertados, mas lembrando das áreas que estão funcionando bem, para não nos desmotivarmos inteiramente. Motivação, aliás, temos bastante para lidar com tudo isso, porque acreditamos que podemos mudar! E vamos em frente!

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TERÇA-FEIRA, 25 de julho – De Leão a Lua faz trígono a Urano e, como ainda se afasta do trígono a Saturno, temos um Grande Trígono de fogo na madrugada. A Lua ainda faz quincôncio a Quíron e conjunção a Mercúrio, ficando vazia depois deste aspecto, às 06h22min. Ingressa em Virgem às 07h33min. Durante o dia faz sesqui-quadratura a Plutão e fecha a noite em orbe de oposição a Netuno. Mercúrio ingressa em Virgem às 20h41min. A noite pode ser povoada de sonhos mágicos que mensagens importantes para a vigília! Já o dia começa bem industrioso, com uma forte energia de organização e trabalho, que pode nos ajudar muito a recuperar o tempo perdido, especialmente se nos demoramos a mais no lazer recentemente. Há bastante clareza quanto às nossa prioridades e isso pode fazer o dia render mais ainda, porque traz foco e produtividade. Mercúrio ingressa em Virgem, indicando um período em que a mente tem sua capacidade analítica aumentada. Análises, estudos, pesquisas, revisões de métodos e de materiais… tudo isso fica favorecido enquanto Mercúrio estiver em Virgem (de 25 de julho a 31 de agosto e de nove a 29 de setembro), particularmente no período de retrogradação (11 de agosto a 5 de setembro).

Brooke Shaden Photography – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 26 de julho – O Sol está em conjunção a Marte, seu guerreiro e embaixador, aspecto perfeito hoje! Mais do que nunca, Marte está atualmente a serviço do Rei, trafegando Leão. A Lua Virginiana faz sesqui-quadratura a Urano, se opõe a Netuno, faz trígono a Plutão e à noite quadra Saturno e Vênus – aspecto exato na quinta – e, vira a noite formando uma Grande Cruz Mutável pra lá de melindrosa, já que envolve Saturno e Quíron! Os dois significadores do feminino e também de relacionamentos emaranhados com esses caras espinhosos… Noite complicada! Entusiasmo, ânimo, coragem, ambição e muita energia são o pano de fundo do dia. Esse entusiasmo faz com que encaremos a maior parte das atividades com alegria e vigor, e mesmo, prazer! Contudo, há tendência a uma certa arrogância e é preciso ficarmos atentos para dosarmos o entusiasmo e não o impormos a outros. Nesse contexto, a Lua virginiana vem equilibrar e trazer alguma modéstia e “pé no chão” ao cenário. Mas há também incongruências, porque se o espírito está resoluto e decidido, o corpo e os sentimentos estão divididos, em “dú-vida – duas vidas”.  Sim, a industriosidade de ontem hoje está permeada de dúvidas e macula a determinação do propósito: qual o melhor método? Qual a hora mais adequada? Deveríamos mesmo estar fazendo isso? Nada pior que a auto-duvida para confundir aquilo que já havíamos decidido! Mas a dúvida às vezes pode ser amiga, se soubermos lidar com ela – ela nos obriga a checar as questões práticas, por exemplo, por exemplo – do contrário, podemos realmente nos perder nos emaranhados detalhistas da coisa “certa” a fazer, do politicamente correto, do recipiente certo, da cor exata… e quando vemos, não fizemos nada, porque estávamos discutindo detalhes! O dia pede que finquemos o pé no chão para discernirmos entre os detalhes que são cruciais e aqueles que são insignificantes, porque se misturarmos os dois, pomos em risco a realização do projeto. Já a noite traz dilemas mais densos e complicados, que envolvem nossas relações mais próximas. O ser masculino – Sol-Marte – está forte e poderoso; já o ser feminino sente-se desvalorizado, seja pelo masculino, seja pelo outro feminino, que é visto como concorrente, rival, inimigo – já vemos que essa é uma receita de confusão! Chafurdando na areia movediça das próprias inseguranças, vemos como ameaça qualquer vislumbre de algo diferente, que não conhecemos nem compreendemos e rotulamos de nomes menos nobres, uma depreciação que é, na verdade, como uma defesa do brio combalido. Mal sabemos que “a outra” – ou outro, não importa – está tão aflita quanto nós e, se tivéssemos a chance de chorar juntas, veríamos que partilhamos das mesmas pragas: autoestima baixa, medo de rejeição, medo de abandono, insegurança. No fundo, essa “outra” pessoa é parte de mim, é uma outra face da minha humanidade e vê-la como rival é apenas cair na armadilha que separa humanos que vivem os mesmos dilemas. Portanto, vale olhar para todos os “outros” das nossas relações como pedacinhos soltos de nós mesmos, para desenvolver nossa compaixão e senso de humanidade – e quando fazemos isso, até rimos muito do ridículo que é certas competições… De modo mais direto, a noite está melindrosa, porque os humores estão suscetíveis e as inseguranças, afloradas. Portanto, vale pegar leve antes de levar para o pessoal a brincadeira “sem noção” do outro; vale pensar duas vezes antes de fazer a brincadeira “sem noção”, que pode ofender ou pegar o outro num momento delicado. Nada como primar pela educação, a gentileza, a nobreza de caráter, levando em conta o credo cristão: não faça a outro o que não gostaria que fizessem a você! Gentileza e generosidade de espírito são essenciais para navegar essa noite melindrosa!

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QUINTA-FEIRA, 27 de julho – A Lua está em virgem e entra a madrugada envolvida numa Grande Cruz Mutável ao se afastar da quadratura a Saturno, fazer quadratura a Vênus e oposição a Quíron. A madrugada fica bem complicada, particularmente para as relações afetivas. A Lua fica fora de curso depois da quadratura a Vênus, às 03h33min. Ingressa em Libra às 12h37min. À noite a Lua se harmoniza com Marte e com o Sol. Se a madrugada esteve sujeita a desencontros e confusões amorosas, a amanhã traz um sabor desconcertante, de ideias confusas e sentimentos contraditórios. Ficamos inseguros se é melhor abrir o livro e o verbo e escancarar as coisas ou manter-nos discretos e contidos, para não chamar a atenção sobre nossa “desgraça” e infortúnio. A manhã traz essa sensação de divisão até nas coisas menores: prendemo-nos demais aos detalhes e isso nos faz perder o foco e a visão maior, de modo que a produtividade fica comprometida. De qualquer forma, não há energia suficiente para realizar mundos e fundos e o ideal é ater-se ao básico e à rotina. A tarde realça dúvidas de outo tipo, mas acentua a necessidade de ação, de resolução. A noite permite um alinhamento da vontade e dos propósitos com os sentimentos e necessidades de conforto e segurança, de modo que há maior clareza sobre os caminhos e atitudes a se tomar.

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SEXTA-FEIRA, 28 de julho – A Lua Libriana faz quincôncio a Netuno,  conjunção a Júpiter – preste atenção no céu noturno, a conjunção estará belíssima! – e quadratura a Plutão. Vênus está muito próxima à quadratura a Quíron e ao sextil a Urano. O dia começa confuso, possivelmente com alguma indisposição indefinida, que pode ser física ou mesmo emocional. Conforme as horas passam, a indisposição fica mais distinta. Por um lado estamos animados e entusiasmados com nossos projetos, mas por outro, há tensões que precisam ser endereçadas e das quais não podemos fugir, por mais que queiramos. Muito do nosso otimismo é gasto em lidar com algumas cobranças e pressões externas, e muita energia também é dispendida em averiguar nossas motivações mais obscuras para fazer o que fazemos e para nos envolver nos imbróglios e e crises que criamos ao nosso redor, ou no mínimo, que atraem a nossa atenção. A noite está mais sujeita a erupções e explosões do humor e a tentativas de manipulação e jogos de poder nas relações. Quem sabe ir lá fora apreciar a noite e as estrelas possam nos ajudar a espairecer e colocar as coisas em melhor perspectiva. Ao olhar a escuridão da noite – se você conseguir fugir da iluminação artificial – podemos simbolizar a escuridão da nossa própria alma, aquelas regiões do nosso coração e do inconsciente a que normalmente não temos acesso, mas das quais podemos ter vislumbres iluminadores quando nos aproximamos com a devida reverência, honestidade e cuidado. O céu noturno também oferece o belo espetáculo da conjunção Lua-Júpiter – e Júpiter também está em quadratura a Plutão, exata em 05/08. Podemos nos sintonizar com esse poder de expansão e de auto-melhoria, trazendo para mais perto de nós essa possibilidade de iluminar, com benevolência, aspectos sombrios de nós mesmos, com vistas a reconhecê-los e transformá-los. Ao olhar o céu noturno e vermos a Lua e Júpiter, podemos dirigir uma oração, um rezo ao deus agradecendo por ser quem somos e estar onde estamos (esse é um agradecimento frequente para mim), porque só assim podemos experienciar tudo o que vivemos nas nossas vidas, no que ela tem de mais belo – como este céu iluminado – e no que ela tem de mais complexo, como os paradoxos da nossa condição humana! E que Júpiter nos abençoe com a sua benevolência!

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SÁBADO, 29 de julho – Vênus quadra Quíron e faz sextil a Urano, ambos os aspectos exatos hoje. Quíron faz semi-sextil a Urano, exato também na virada de hoje para amanhã. A Lua Libriana se afina com Saturno, enquanto também ativa Quíron-Urano, ao fazer quincôncio àquele e se opor a este. A Lua fica vazia depois da oposição a Urano, às 18h32min. Ingressa em Escorpião às 21h23min. A madrugada está permeada de algumas angústias e aflições que podem atrapalhar relações íntimas; ou podem se manifestar como sonhos estranhos, que podem nos fazer relembrar algumas dores e rejeições antigas. O fato é que a atmosfera está meio carregada e isso é sentido na vigília, pois estamos inseguros e suscetíveis e, autoestima meio capenga e, por mais que haja também resiliência e afirmação de autonomia, ainda temos que lidar com a desconfortável sensação de desamparo e a dificuldade de expressar o que sentimos de forma segura e tranquila, de modo que ou nos reservamos e isolamos ou ficamos defensivos nas tentativas de interação, para nos preservar de dores e sofrimentos, que podem reverberar de experiências passadas ainda não completamente curadas. As lembranças vêm e vão e nessas idas e vindas podem causar amargor ou propiciar maior entendimento dos nossos processos relacionais, caso estejamos dispostos a sair da posição de vítima inocente – coisa que, obviamente, ninguém é. Tais lembranças podem ser iluminadas por um olhar mais arguto e maduro, com mais desprendimento e maturidade e podemos escolher deixá-las ir, dar outros significados para as vivências difíceis e aprender com elas; liberar o outro das nossas queixas e mágoas e com isso, liberar-nos do peso da cobrança e do fardo sofrido que estivemos acalentando e carregando por tanto tempo. Sim, a ferida reaberta pede para ser revista, pede por assepsia e purificação, pede por uma medicina nova: compreensão e perdão, de si para com o outro e para consigo mesmo. É isso ou então continuaremos na lenga-lenga do “ninguém-me-ama-ninguém-me-quer”, quando na verdade, nem nós talvez queríamos a nós mesmos. Precisamos ser capazes de olhar para nós mesmos com respeito, compaixão, aceitação e amor, só assim seremos capazes de oferecer isso ao outro e de reconhecer quando isso também nos for dado.

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DOMINGO, 30 de julho – Quíron está em semi-sextil pleno a Urano. De Escorpião a Lua se harmoniza com Mercúrio em Virgem, quadra Marte e oficializa o Quarto Minguante ao fazer quadratura ao Sol. Faz sesqui-quadraturas a Quíron e a Vênus e vira foco de um Martelo. Fecha a semana em trígono a Netuno em Peixes. O domingo traz uma profundidade que nos convida a interações nada banais, nada leves. Pelo contrário, as trocas hoje precisam de engajamento apaixonado, evitar as superfícies seguras e embrenharmo-nos nas trocas mais densas e significativas. Pelo meio da manhã o clima pode ficar mais tenso e, se não tivermos escolhido bem as companhias, as trocas podem descambar para intrigas e disputas por território ou por domínio de assuntos e mesmo do outro. O que nos leva ao questionamento sobre o quê nos faz sentir ameaçados, o que isso diz sobre nós e nossa história e como podemos lidar com isso para que não atrapalhe as relações – porque às vezes a sensação de ameaça pode ser infundada e queimar pontes que estávamos construindo. A Lua entra no quarto Crescente, a Partir de Escorpião e nos convida a assumir nossa ambição e nosso poder, a não ter medo de apropriar-nos dos nossos talentos e reais habilidades e colocá-los a serviço da busca pela liderança; o Crescente também convida a conter um pouco nosso orgulho, vaidade, desejo de “aparecer”, se for para nossos projetos frutificarem realmente – muitas coisas, para serem bem sucedidas, precisam ser ocultados de olhos curiosos, até para escapar na vulgaridade e da banalidade das coisas que “todo mundo viu, todo mundo sabe”. Assim, por mais que nosso ego e vaidade clamem por divulgar sobre aquele projeto “mara” no qual estamos envolvidos, enquanto a coisa não estiver de fato sólida e sacramentada, é melhor deixar que germine no escuro, longe d olhos críticos e inclementes, de torcidas contrárias – chame de paranoia de Escorpião, que seja! – e, no mínimo, salve o projeto, os desejos e intenções da dispersão desnecessária de energia. Resguardemo-nos! Quem tem confiança não precisa do aplauso do outro, por coisas que ainda nem foram de fato realizadas! Isso pode nos poupar energia e dores de cabeça!

Uma ótima semana para você!

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Barbed Wire Art – Reprodução

Lua Nova em Leão – Fogo Solar, Fogo da Consciência

Desconheço o autor – reprodução

Você anda se sentindo meio para baixo, desanimado? Anda duvidoso da vida e de si mesmo? Sente que só trabalha e lida com problemas sem ter tempo para brincar? Seus problemas acabaram! Vem aí a Lua Nova de Leão, que vem incendiar sua vida de entusiasmo, coragem, confiança, otimismo e paixão! E de quebra, ainda a/o convida a abraçar sua natureza única, seja ela aceita pelas tribos “in” ou totalmente outsider! Brincadeiras à parte, a Lua Nova que acontece em Leão neste domingo realmente vem dar uma sacudida no pessimismo e na falta de ânimo que tem nos acometido nos últimos tempos. A Lua se renova no grau 00°44’ (tecnicamente, grau 1) de Leão, conjunta a Marte, separando-se da quadratura a Urano e do trígono a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. A lunação ocorre às 06h46min no horário de Brasília e às 09h46min no horário de Lisboa.

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Marte esteve muitas semanas em Câncer, signo que é muito desconfortável para ele e agora, em Leão, Marte se sente à vontade, na casa de um amigo, da mesma forma que o Sol, dono da casa Leonina, se sente à vontade na casa de Marte, Áries. E onde Marte chega ele aviva, atiça, anima, põe fogo e sendo Leão um signo de fogo, já vimos que os ânimos se incendeiam e, neste caso, positivamente! Portanto, uma vez que a Lua Nova ocorre em conjunção a Marte, este é um ciclo em que nossa vontade está mais firme, em que temos mais ânimo e gosto de lutar.

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Leão é o signo de Fogo Fixo, o fogo constante, da fogueira que aquece a noite toda. Ao falar sobre o Símbolo Sabiano para o grau 1 de Leão, Dane Rudhyar, um dos mais importantes astrólogos do século XX, diz que a nota-chave deste símbolo é “uma irrupção de energia bio-psíquica no campo da consciência controlada pelo ego”. Bom, vamos olhar isso com calma. O Símbolo Sabiano traz a seguinte imagem: “O sangue se precipita à cabeça de um homem enquanto energias são imobilizadas sob o estímulo da ambição”. Rudhyar nos lembra que na tradição oculta três tipos de fogo são mencionados: o elétrico, o fogo solar e o fogo por fricção e cada um deles corresponde a um dos signos de fogo do Zodíaco.  Áries corresponderia à eletricidade, o fogo que desce do espírito, pela Palavra Criativa, o Verbo. Sagitário representa o fogo por fricção porque representa processos sociais, que são baseados em relações interpessoais, em polarização, em conflito. Já Leão representa o Fogo Solar – até porque é regido pelo Sol – e Rudhyar diz que isso representa a energia de uma pessoa integrada, “seja através de radiações espontâneas de formas de energias aparentemente nucleares, ou, no nível verdadeiramente humano e consciente (e também sobre-humano em domínios transcendentes), através de emanações  conscientes (e-manações, de manas, que significa ‘mente’ em sânscrito).

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Rudhyar prossegue dizendo que o símbolo de Leão mostra uma elevação de energia do coração para a cabeça, uma mentalização, um processo que pode ser perigoso, dependendo de como é conduzido e ele se refere ao clarividente que “viu” todas as cenas simbólicas dos Símbolos Sabianos, dizendo que ele teria visto uma cena de ‘apoplexia’, ou insolação, excesso de sol na cabeça e na pele. O Sol dá a vida ou pode destruí-la, depende da relação que estabelecemos com ele. Da mesma maneira é o fogo. Rudhyar vai adiante e diz que a realização do eu espiritual depende de o ego se tornar um cristal puro, capaz de focalizar a luz cósmica, sem ser maculado pelo orgulho, vaidade e possessividade. “A transmutação da vida na mente é um processo difícil”, diz Rudhyar. Podemos ser iluminados ou incinerados – depende do quanto estamos preparados e do equilíbrio entre a confiança e a humildade. O fogo que aquece e dá vida pode facilmente se tornar destrutivo e virar um incêndio descontrolado. Uma combustão. Os processos de combustão geralmente têm subprodutos, que dependem dos elementos geradores da combustão original. Mas a combustão é geradora de energia e de onde vem essa energia e como a utilizamos, define se somos transformados ou destruídos por ela.

Um vídeo que mostra um homem fazendo experimentos com uma “lente” gigante (uma tela de TV descartada) sobre a qual é projetada a luz do Sol.

Essa imagem do fogo solar nos lembra o processo em que o fogo é gerado quando a luz do sol é projetada sobre algum tipo de lente. Esse é literalmente o Fogo Solar – pode salvar ou destruir vidas, dependendo de como é utilizado. Essa lente, como diz Rudhyar, é o ego. Se o ego é forte e saudável, ciente de suas limitações e de que está a serviço do espírito e da alma, ele será um transmissor, um transmutador da luz solar num fogo criativo que transforma e liberta; ao contrário, se o ego é fraco, logo se infla e se enche de auto importância, levando a situações desastrosas, porque é frágil, inseguro e vai usar símbolos exteriores de poder para camuflar essa insegurança. Essa é uma diferença básica entre o Leão positivo e o negativo e esse é um tema básico do Leão – um tema que está bastante realçado na Lua Nova e, por conseguinte, no ciclo todo. É essencial, pois sabermos, qual é o fogo que nos move, se é o fogo que cria ou o fogo que destrói; se é o fogo da criatividade e da alegria ou o fogo do orgulho e da vaidade vazios. Se este fogo está a serviço do espírito e da vida ou apenas a serviço de um ego oco e inflado.

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Vigiar o ego e suas escorregadelas é essencial neste ciclo, iniciado por Lua e Sol conjuntos a Marte, planeta do “eu primeiro, segundo eu, terceiro, eu de novo!”. Sim, é importante darmos prioridade a nós mesmos, porque, afinal, somos a pessoa mais importante de nossas vidas, como diz a canção popular, “sem mim, eu não sou ninguém”. Mas quando isso sai de proporção, perdemos a noção da convivência e da civilidade, porque esquecemos que há outros ao nosso redor e o fogo que deveria trazer um calro agradável torna-se asfixiante e destrutivo.

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Rudhyar diz que essa é a nona cena da primeira etapa da vigésima-quinta sequencia de símbolos, cujo tema e discurso é a ‘combustão’ e cujo nível é o da ação. Combustão dispensa interpretações, mas tomando-a por base, a palavra-chave para este grau de Leão é CONFLAGRAÇÃO. Ou seja, fala das “energias dos impulsos biológicos à medida que irrompem, de forma mais ou menos agressiva, no campo da consciência”. Então, a combustão pode levar a uma conflagração, que é uma tomada de consciência, a posição e consequente ação do eu (fogo) sobre a matéria para transformá-la positivamente. Ou pode, simplesmente, destruir, no seu ímpeto desvairado, como quando o conflito-conflagração desconhece os limites e o sujeito fica possuído, tomado pelo ego, identificado demais com os poderes do espírito, acreditando que são seus, sem perceber que ele é apenas um vaso, um receptáculo de tais forças. O fogo pode, ainda, simplesmente extinguir-se, ser desperdiçado, sem criar ou transformar nada. O que nos leva à pergunta: que tipo de lente nós somos sob este Fogo Solar? Como estamos utilizando o fogo sagrado em nós? Ele é faísca criadora de vida? É labareda da pira sagrada que calcina e purifica nossa matéria mais bruta e inferior? É chama transmutadora de processos e de consciência? Ou é apenas fogo de oba-oba de quem solta fogos de artifícios para “se mostrar” e fazer ruído? Pois então, o fogo ganha vigor e força neste ciclo e depende de nós utilizá-lo criativa e positivamente. E não é qualquer fogo, é o Fogo Solar, trazedor de consciência, para aqueles que estiverem atentos e disponíveis.

Voltando ao mapa da Lua Nova, lembramos que a conjunção a Marte vem ressaltar esse fogo da paixão, do entusiasmo, do fervor. O que nos leva a outras perguntas: pelo quê ou por quem estamos apaixonados? Essa paixão nos transforma positivamente? Marte também traz ímpeto, dinamismo, coragem, garra e vigor, tudo isso temperado com nobreza, portanto, podemos esperar um ciclo mais dramático, mais vivo, mas possivelmente, também mais justo.

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Leão, como já disse em outros artigos, é o signo da criança – assim como é um dos signos do Pai – da espontaneidade, da alegria de viver, de viver pelas verdades do coração. E o que isso diz do ciclo? Que é hora, justamente, de recuperar ou reviver esses valores. De viver com mais autenticidade, com mais honra e também mais alegria. Como? Dando-se conta do que nos alegra no dia a dia, desde as coisas mais simples, às coisas mais significativas e, percebendo isso, dar um jeito de trazer isso para nossa vida. Leão também é signo generoso e leal e vem nos conclamar a viver esses valores também.

Outro ponto digno de nota é que Mercúrio faz um Grande Trígono de Fogo, ao fazer trígono a Saturno em Sagitário e a Urano em Áries, ou seja, constrói uma ponte de imaginação e inspiração entre duas forças opostas, atualmente dispostas a dialogar: o velho e o novo, a tradição e a inovação, a estabilidade e o progresso. E a mente (Mercúrio) é a ponte para tal diálogo. Temos, pois, oportunidade de costurar e conciliar esses conceitos e princípios que parecem tão díspares e a partir de tal conciliação, alterar a vida sem grandes e terríveis turbulências. As oportunidades estão aí, depende de nós agarrá-las ou não.

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Vemos também que a Lua se afasta da quadratura a Urano e do trígono a Quíron. Ambos, Urano e Quíron, de formas diferentes, representam o “outsider”, o forasteiro, o esquisito, o estranho. Urano faz questão e se compraz em ser estranho, porque adora chocar; já Quíron, resigna-se nesse papel, afinal, ele não o escolheu. De qualquer forma, ambos representam a originalidade, os caminhos diferentes, muitas vezes dolorosos, porque podem ser ou parecer “inaceitáveis” para as correntes convencionais. Para Leão, que precisa tanto da admiração de seus pares, é necessário algum trabalho para aceitar as peculiaridades que o coloquem como muito diferente do seu meio, especialmente quando essa diferença o faz vítima de algum preconceito ou segregação. Por fora ele pode esbanjar confiança, mas internamente pode ser afligido pela insegurança. Assim, a Lua Nova sinaliza um tempo de grande potencial de integração das nossas diferenças e inseguranças; um tempo, de abraçar nossas esquisitices, reconhecê-las e integrá-las à nossa identidade, aceitá-las e, consequentemente, aceitar-nos mais integralmente. E quando estamos inteiros, temos mais chances de realizar nossos potenciais e ao realiza-los, transformar e iluminar o mundo à nossa volta. Portanto, a Lua vem sinalizar um tempo de nos darmos conta e tomarmos posse do nosso Fogo Interior, do Fogo Solar que nos sustenta e sustenta nosso espírito, dando ignição para a consciência realizar-se no mundo. É tempo de ficar atentos ao que move nosso coração, figurativa e literalmente: o que faz seu coração bater mais rápido? Isso pode nos dar muitas pistas sobre aquilo que nos incendeia e motiva e também sobre os potenciais latentes e ainda não expressos, esperando a “lente” certa, através da qual serão despertos ou acesos. Aproveite o ciclo de Leão e se observe, observe o que traz alegria o que faz o coração parar ou acelerar! É tempo, pois, de viver a alegria e a espontaneidade da nossa criança, segura, confiante, alegre e feliz!

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É importante lembrar que vamos viver dois ciclos seguidos de Leão. Sim! Temos esta Lua Nova ocorrendo domingo, a zero de Leão, culminando no eclipse e Lua Cheia de Aquário no dia sete de agosto; depois teremos outras Lua Nova em Leão, a 28°52’ deste signo, lunação que é um Eclipse Total do Sol – que aliás, cai em conjunção exata ao ASC e marte do presidente americano Donald Trump e que passa sobre os EUA, dividindo-o ao meio, de Leste a Oeste, prometendo muitas reviravoltas na política americana! Este segundo ciclo Leonino culmina na Lua Cheia de Peixes, no dia seis de setembro. Quer dizer, é uma baita ênfase na energia de Leão, certo? Quer recado mais potente do que esse? Portanto, é hora de nos apossarmos desse Fogo e permitir que ele queime o que precisa ser queimado e que gere nova vida, que incendeie nosso espírito de vigor, coragem e confiança. Além de alegria!

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Leão é o signo que rege o coração, figurativa e literalmente. Tendo dois ciclos seguidos regidos por esse signo, e ainda, considerando-se que teremos um eclipse bastante tenso ocorrendo aqui, as pessoas que têm qualquer problema ou propensão a problemas de coração precisam ficar muito atentas e ter cuidados dobrados com a saúde – é um tempo de emoções intensas e o coração fica mais “excitado” e pode ser exigido demais, portanto, vamos cuidar do nosso coração, também no plano físico!

Para este ciclo, vale se perguntar: com qual fogo você está alinhado? Quais “esquisitices” você carrega que ainda precisam ser integradas? Que paixões positivas podem trazer mais vigor e gozo ao seu dia a dia? Que tipo de lente o seu ego propicia ao fogo sagrado do espírito? Esse fogo que você carrega, vai aquecer ou vai destruir?

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Eu desejo a você um maravilhoso ciclo de Leão! Que possamos ter coragem para expressar o fogo dos nossos potenciais criativos e a audácia de viver a alegria, pelos valores do nosso coração!

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Feliz Lua Nova para você!

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Lua Nova em Câncer – Fazendo as pazes com o passado

A Lua se renova em Câncer hoje, às 23h31min no horário de Brasília e às 02h31min no horário de Liboa. A lunação se dá no grau 02°47′ de Câncer, em conjunção a Mercúrio e a Marte, que estão, ambos, “Forasteiros” ou “Fora dos Limites do Sol”.

Câncer é o signo dos cuidados, dos sentimentos profundos, da nutrição, do passado, das raízes e origens; o signo que nos lembra que nascemos numa família, de uma mãe que nos nutriu, literal e figurativamente, e de um pai que nos empurra para o mundo e para o futuro. Assim, o ciclo de Câncer sinaliza um tempo de honrar tudo isso em nossa vida: nossa família, origens, passado e história; a sentir e viver nossos sentimentos, a estreitar os laços que nos sustentam e a deixar a família de origem para trás, para ser capazes de criar nosso próprio núcleo, nosso próprio ninho e dar continuidade à semente que herdamos daqueles que vieram antes.

A Lua Nova de hoje nos chama, com amor e devoção, a voltar a essas origens, a honrar essa história que é nossa, no que  ela tem de bom e de ruim, porque, afinal, tudo contribuiu para sermos o que somos hoje, o bom e o ruim. Tudo foi adubo e fermento, tudo o que vivemos. Tudo, absolutamente tudo, fortifica nossas raízes, para que galhos, folhas, flores e frutos sejam fortes, vigorosos e belos (Capricórnio, o signo oposto).

Em Câncer, entramos em contato com o viço que gera a vida, a seiva nutritiva que alimenta o corpo, a alma, a própria vida. É onde nos nutrimos e abastecemos e, abastecidos, nutrimos também a outros, cuidando, protegendo, amando.

O mapa da Lua Nova traz uma enormidade de Água ativada e apenas Júpiter como singleton em Ar, ou seja, as comportas de tudo quanto foi represado são abertas, os conteúdos liberados e não temos alternativa, senão sentir, profunda e visceralmente. Portanto, estamos mais sensíveis, emotivos e carentes e isso nos leva a uma pergunta: como temos feito nossa própria maternagem?  Câncer nos lembra da interdependência, de que precisamos uns dos outros, de que a família é nossa base, é o marco zero da nossa vida. Como estão nossas relações familiares? São saudáveis? Pestilentas e rancorosas? Cheias de mágoas e ressentimentos? Cheias de histórias e recordações bonitas ou segredos espúrios obscuros, dos quais não queremos lembrar? Não seria hora de curar tudo isso? Deixar esse passado pesado para trás?

A Lua Nova acontece em conjunção a Mercúrio e a Marte e Marte, opondo-se a Plutão, é a base de uma T-Square que tem Júpiter em Libra como foco. Isso pede que mantenhamos em cheque a criança birrenta e zangada dentro de nós, que diluamos raivas, mágoas e rancores, nas grandes águas Cancerianas. Júpiter, como foco dessa T-Square, sugere que devemos equilibrar as influências parentais dentro de nós, o Pai e a Mãe, para que possamos ter relações felizes e autênticas e não meras repetições dos erros dos nossos pais – os quais tanto criticamos e dos quais tanto fugimos. Para que possamos ter relações felizes, justas e equilibradas, que nos impulsionem e contribuam para sermos pessoas melhores, precisamos confrontar esses medos e expectativas infantis, a raiva primal da criança insatisfeita, que ainda espera que mamãe vá resolver todos os nossos problemas mesquinhos – ou graves – com seu olhar e palavras doces.

É hora de plantar novas sementes, novos sentimentos e relações. Mas tais sementes só prosperarão se tivermos coragem de purificar o solo, livrando-o das nossas mágoas, do nosso passado tóxico, das nossas expectativas infantis, tanto em relação às figuras parentais, quanto em relação aos nossos parceiros. Do contrário, estamos condenando nossa vida afetiva e o futuro em geral a ser uma repetição de tudo aquilo que desaprovamos na nossa família.

Em lugar de nos sentir vitimizados pelo que quer que tenha acontencido na nossa família e no nosso passado, precisamos soltar e deixar isso para trás; confrontar nossos medos, nossos demônios e assim amadurecer e nos fortalecer, para encontrarmos nosso equilíbrio interno, o fiel da balança da nossa alma. Se queremos nos livrar de um passado triste e doloroso, precisamos abrir mão dele, realmente, não apenas no discurso, mas principalmente na atitude. Parar de bancar as vítimas do sistema familiar e perceber que todos temos nossa parcela de responsabilidade por estar onde estamos e que, mais do que nunca, precisamos nos responsabilizar pelas escolhas e decisões que nos levarão a ser a pessoa que queremos nos tornar. Para isso, é preciso abrir mão também do anseio por ser cuidado, indefinidamente; o anseio por não ter que escolher, não ter que se responsabilizar…

E sobre o passado, as mágoas e dores? Podemos purificar tudo isso! Para cada mágoa ou memória negativa, medite na prece do Hoponopono: “Eu sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grata/o”. Podemos fazer essa prece para todas as situações dolorosas da nossa vida, inclusive para perdoar a nós mesmos, até que nos sintamos mais leves, purificados, amparados pela nossa Mãe Arquetípica – interna – que cuidará para que não precisemos despejar nossas carências infinitas sobre outros, nem nossas mágoas e amargor. Assim, poderemos voltar a apreciar o doce da vida, literal e figurativamente.

Faça as pazes com seu passado, sua família, com você mesmo. Não precisamos repetir enredos! Se estivermos conscientes e despertos, não estaremos fadados a isso, E assim, poderemos plantar novas sementes de amor genuino, de sentimentos verdadeiros, de vínculos fortes, baseados no respeito e na honestidade e não nas dependências e jogos emocionais.

Uma linda Lua Nova Nova para você! E um ótimo ciclo, de nutrição, perdão e amor. Sempre é tempo de recomeçar nossa história!

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A Semana Astrológica – Redirecionando a vida

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Semana de 19 a 25 de junho – Semana de recomeços e redirecionamentos, sinalizados pela ingressão do Sol em Câncer na quarta-feira – Solstício de Inverno – e pela Lua Nova de Câncer na sexta-feira. 

Esta é uma semana de recomeços, dois quartos do ano se passaram e agora nós temos a oportunidade de redirecionar nossa energia no Solstício de Inverno (de Verão no Hemisfério Norte), ocorrendo já na quarta-feira, com a entrada do Sol no signo de Câncer. A maior parte da semana traz um tom de finalizações, com a Lua minguando balsâmica pelos signos de Áries, Touro e Gêmeos. Na sexta-feira a Lua se renova em Câncer sinalizando o início do ciclo de nutrir melhor o corpo e alma; de voltar às nossas raízes, de honrar nossa origem e passado, honrar nossos ancestrais, retomar contato com os familiares e, claro, honrar nossos sentimentos e nossa sensibilidade.

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Mercúrio também sai de sua casa Geminiana e vai ali mergulhar no lago profundo Canceriano, ingressando em Câncer no mesmo dia em que o Sol, logo fazendo conjunção a ele e ficando Cazimi por algumas horas na quarta-feira. Com Mercúrio em Câncer nossos pensamentos voltam-se muito para a família e os entes queridos; pensamos mais sobre o lar, nossa casa, e os pensamentos têm uma conexão direta com os sentimentos, a ponto de em muitas situações misturarmos um pouco as coisas, e os sentimentos podem distorcer a interpretação dos fatos e das informações. A memória é “de elefante” e gostamos de voltar ao passado de vez em quando, além de gostar de História por si mesma. Durante o trânsito por Câncer, tanto o Sol, quanto Mercúrio e Marte enfrentarão os exageros Jupiterianos, as forças ocultas e sinistras de Plutão e as forças revolucionárias de Urano.

Por falar em Marte, que já está em Câncer há alguns dias, nesta semana ele já troca injúrias com Júpiter em Libra – que, em Libra, vai buscar ser justo e negociar. Marte em tensão com Júpiter traz uma propensão aos exageros, aos dramas e ao fervor religioso em tudo quanto pomos a mão ou as intenções. É necessário buscar alguma contenção para não exagerarmos na dose e não criarmos conflitos onde poderia haver harmonia e alegria. Marte também faz contato positivo com Netuno em Peixes, simbolizando que nossa ação no mundo fica ainda mais motivada pela sensibilidade e pela compaixão.

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Aliás, esse tom fica ressaltado porque Vênus, que atualmente trafega Touro, também faz contatos com esses dois planetas: indispõe-se com Júpiter e harmoniza-se com Netuno. Embora os contatos tensos entre Vênus e Júpiter não sejam grandes problemas no sentido de conflitos, por outro lado, dão propensão à preguiça, desleixo, à busca exagerada de satisfação dos sentidos e então não temos limites e queremos sempre mais, seja o que for que nos dá prazer. O contato com Netuno favorece as artes e a expressão criativa, além de nos aproximar ainda mais daqueles que precisam de nós, devido à empatia, que fica mais estimulada.

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A Lua abre a semana na fase Minguante em Áries. Torna-se Balsâmica em Touro, estimula-se internamente em Gêmeos e finalmente renova-se a 02°47’ de Câncer às 22h31min da sexta-feira no horário de Brasília e às 02h31min do sábado no horário de Lisboa.

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SEGUNDA-FEIRA, 19 de junho – A Lua abriu o dia em Áries, separando-se da quadratura a Plutão em Capricórnio. Durante o dia ela se afina com Saturno em Sagitário e também conversa harmoniosamente com o Mercúrio Geminiano e com o Sol, mediando a oposição que os dois ainda fazem a Saturno. Faz conjunção a Urano e fica vazia depois disso, às 15h44min. Ingressa em Touro às 17h53min. Vênus está hoje em quincôncio a Júpiter. A noite está ultra preguiçosa e favorável a ficar em casa digerindo o fim do ciclo. O dia está cheio de dinamismo e muitas atividades mobilizam nossa atenção e energia. Aliás, precisamos mesmo ter cuidado para fazer tudo direito e não pela metade, nem de qualquer jeito, do contrário, teremos que voltar e sair consertando coisas mal-feitas e ou deixadas por fazer – e isso p ode comprometer os objetivos e atividades do próximo ciclo. Ninguém quer começar o ciclo novo arrastando um cordão de pendências atrás de si, certo? Portanto, para evitar tal imbróglio, melhor fazer certo da primeira vez! Energia nós temos! Só precisamos domar a impaciência e a impulsividade, usando a energia Uraniana para encontrar soluções novas e diferentes para as situações e, como temos o apoio de Saturno, temos a possibilidade de fazer isso organizada e estruturadamente – está em potencial, se usamos ou não, é responsabilidade nossa – e nós que arquemos com os resultados, bons ou ruins! A pressa é inimiga da perfeição, diz o ditado antigo. E hoje, de fato, o desafio maior é a pressa e a precipitação – cuidado, não vá ser multada/o por excesso de velocidade, tentando recuperar o tempo que você acha que perdeu na semana passada – que ficam eivados de momentos de desânimo, preguiça, descompromisso – e isso pode por tudo a perder! A noite está propícia mesmo a fica rem casa, fazendo a digestão lenta dos restolhos do ciclo, finalizando as coisas vagarosamente, sem pressa e sem movimentos descuidados. Tudo é aprendizado e quando percebemos isso, nossas cargas e dificuldades ficam mais leves e simples de carregar. O mote do dia pode ser aquele: “que não se tenha pressa, mas que não se perca tempo” (José Saramago).

TERÇA-FEIRA, 20 de junho – Mercúrio em Gêmeos está hoje em sextil exato a Urano em Áries. A Lua está em Touro, praticamente sem aspectos na madrugada, mas pelo fim da manhã ela se anima ao trocar figurinhas com o inquilino Marte. A Lua se desentende com Júpiter, mas faz conjunção a Vênus e sextil a Netuno. Dona Lua ainda faz semi-quadratura ao Sol e entra na fase Balsâmica. O dia está bom para fazer coisas inusitadas: falar com pessoas que não se vê há tempos ou mesmo com completos desconhecidos. A comunicação flui espontaneamente, mas de forma inesperada – tanto que em algum momento, talvez até a gente se anime a falar com alguém que acha que conhece, por equívoco. É dia também de finalizações, fechamentos. De concluir pendências e soltar o que não serve mais. Também há sensibilidade no ar e muita benevolência, que nos faz olhar com tranquilidade até mesmo quando algo sai diferente do inesperado. Tolerância, algo raro por esses dias, faz com qu nos sintamos mais próximos uns dos outros, a despeito das diferenças. E assim, podemos nos regozijar com os prazeres simples da vida: uma boa companhia, um café ou uma sopa quentinhos, um sofá aconchegante, um cafuné, um ombro amigo… Por hoje, apenas aproveitemos!

QUARTA-FEIRA, 21 de junho – O Sol ingressa em Câncer à 01h25min no horário de Brasília (05h25min no horário de Lisboa), marcando o Solstício de Inverno no Hemisfério Sul e de Verão no Hemisfério Norte. Mercúrio segue o Sol e também ingressa em Câncer às 05h58min e pela manhã faz conjunção ao Sol. A Lua Taurina faz trígono a Plutão e fica fora de curso depois deste contato, às 00h28min. A Lua ainda faz sesqui-quadratura a Júpiter e sextil a Quíron. Ingressa em Gêmeos às 18h45min. Uma mudança importante ocorre na forma como direcionamos nossa energia e onde colocamos nossa atenção no mundo! Temos a oportunidade de parar um pouco e avaliar o que temos feito no ciclo anual – meio ano oficial se passou e um quarto do ano astrológico. É hora de dar mais atenção à nossa vida pessoal e privada, de cuidar dos amados do nosso coração, nutrir melhor nosso corpo e nossa alma, honrar nossos sentimentos, nossos vínculos familiares, nosso passado e nossas origens. Mercúrio fica Cazimi por algumas horas pela manhã e sinaliza um período de estarmos atentos aos nossos pensamentos e ideias. Mercúrio entra na fase Epimeteus e sugere um tempo de fazermos uma retrospectiva pelas próximas semanas, análises ponderadas de tudo o que pensamos, dissemos, comunicamos até aqui, especialmente no que tange às sociedades e aos acontecimentos públicos. O porta-voz do rei está reunido com ele para avaliar o que foi idealizado e o que foi realizado desde o último encontro (20 de abril), quando a última “agenda” foi lançada. E então, como estamos nós com relação a isso? A Lua Taurina e Balsâmica fica vazia por todo o dia, depois de aspecto harmonioso a Plutão, sugerindo muitas horas de reflexão calma e tranquila, sem correrias, sem investimentos maiores no que quer que seja. É hora de aguardar, não é hora de avançar. À noite, a Lua já está em Gêmeos e sentimos necessidade de nos comunicar mais, mas mesmo assim, é bom sermos econômicos na fala, porque a fase Balsâmica é tempo de análises e não de discursos.

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QUINTA-FEIRA, 22 de junho – De Gêmeos a Lua Balsâmica faz sesqui-quadratura a Plutão na madrugada e bem mais tarde, trígono a Júpiter e quadratura a Netuno, fecha a noite fazendo aspecto a Plutão novamente, desta vez, um quincôncio. Amanhecemos falantes, mas algo, um censor interno nos faz morder a lpingua como a nos lembrar que o silêncio também tem valor. Mesmo assim, um desejo de comunicar ao mundo a visão, a expectativa promissora de um novo tempo. Contudo, nos perdemos em nossas contradições e já não temos certezas se tais expectativas são mesmo promissoras ou apenas fantasias e anseios pueris, nascidos do cansaço e das frustrações recentes. De fato, depois de um dia confuso, oscilamos entre otimismo e dpuvida, preferimos calar, por temer revelar algo precioso, ainda não maduro o suficiente, não pronto para nascer. Realmente, os augúrios mais preciosos devem aguardar o tempo certo para vir à luz. Por ora, falemos de amenidades e deixemos a semente do novo repousar, guardada na solidão e na escuridão da alma.

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SEXTA-FEIRA, 23 de junho – A Lua completa o quincôncio a Plutão e depois se opõe a Saturno, animando-se depois com Urano em Áries. Fica vazia depois deste aspecto, às 14h47min. Faz ainda quadratura a Quíron. Ingressa em Câncer às 18h07min e se renova na conjunção ao Sol na Lua Nova de Câncer, às 22h31min, no grau 02°47’ deste signo. Se ontem tínhamos dúvidas, hoje temos certeza: da culpa. Sentimo-nos meio pesados, a leveza de ontem parece frivolidade tola e ficamos a remoê-la e a nos corroer, oscilando entre a autoconcenação atroz – de coisas graves às coisas bobas – e a inconsequência. É bom colocar as coisas em perspectiva e lembrar que tudo é aprendizado. O que é algo pesado hoje, amanhã será visto como o que realmente é: lições, experiências, passos para a sabedoria. Se criticamos e julgamos, abrimos o espaço para sermos criticados e julgados e no fim, se temos sorte, acabamos por entender que críticas e julgamentos nascem da arrogância, de nos acharmos melhores e mais sábios, que por sua vez, revela apenas uma insegurança profunda. Feliz daquele que não se apega às aparências efêmeras das coisas e deixa vir e deixa ir, sem criticar, sem julgar ou condenar e sem se apegar a tais juízos de valor. A Lua se renova em Câncer e indica o início de um novo ciclo, no qual vamos prestar mais atenção e honrar mais nosso passado, nossos sentimentos, nossa família. Memórias e recordações dão o ar da graça, para nos dar a dádiva de não repetir erros e nos autorizarmos também a sentir uma saudade feliz, pelas coisas boas que já vivemos e que nos trouxeram até aqui – as más lembranças, como já foi dito, devem servir de aprendizado e não de lástima. Entretanto, cuidar e nutrir a si mesmo e à família não quer dizer estimular dependências e fugir da responsabilidade por si mesmo e pelo próprio desenvolvimento. Interdependência é uma coisa, abrir mão da própria individualidade e ansiar por ser levado nos braços pelo caminho, quando se deveria – e poderia – caminhar com as próprias pernas, é outra bem diferente. Cuidar, nutrir, sentir, amar… Verbos que supõem a ação pessoal e consciente e não cessão de autonomia.

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SÁBADO, 24 de junho – Vênus está em trígono perfeito a Plutão, enquanto a Lua em Câncer a faz conjunção a Mercúrio e depois a Marte. A Lua também faz quadratura a Júpiter, trígono a Netuno e oposição a Plutão. Marte fecha a noite em quadratura a Júpiter. Os sentimentos e cuidado que temos para com outros e com nossa família hoje estão mais alinhados com o pensamento e a ação, de modo que ficamos muito motivados a melhorar e a nutrir mais a vida daqueles com quem nos importamos, de formas inequívocas. Se nos sentimos seguros e confortáveis em nosso papel e também do sentimento do outro – além de nos sentirmos seguros em nós mesmos, claro – damos mil passos a mais na nossa generosidade e doação, para demonstrar nosso afeto e amor. Contudo, ainda precisamos ficar atentos para que tal doação e tais demonstrações de afeto não sufoquem  o outro e não sejam também uma forma de prendê-lo a nós, como correntes invisíveis. Quando cuidamos em excesso, quando doamos demais, desequilibramos a balança das relações e comprometemos a salubridade da nossa vida afetiva, estabelecendo vpinculos baseados em dependências e cobranças, ao invpes de trocas equilibradas, saudáveis e honestas. Estando cientes disso, podemos sim, abrir nosso coração e nos permitir uma entrega profunda e verdadeira, que nos aproxime do outro ser humano e consequentemente, de nossa alma mais profunda tambpem.

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DOMINGO, 25 de junho – Marte está em quadratura partil a Júpiter na madrugada. Enquanto isso, a Lua Canceriana faz quincôncio a Saturno e quadratura a Urano – fica vazia depois deste embate, às 14h46min. A Lua ainda faz trígono a Quíron e ingressa em Leão às 17h07min. Marte fecha a semana em trígono a Netuno. Há um limite tênue entre a devoção genuina e o sentimento de posse, entre a fé fervorosa e o fanatismo cego, entre o entusiasmo ardoroso e e a imposição das próprias crenças e atitudes sobre outros. Por esses dias e especialmente hoje precisamos ter cautela e observar essas nuances sutis, para não incorrer na chatice de achar que só o nosso jeito de fazer é válido ou no dogmatismo que querer seguidores cegos como ovelhinhas mansas, incapazes de pensar por si mesmas. Apelar para chantagens e dramas, para conseguir a atenção que não conquistamos de forma direta e limpa, também não vai ajudar muito em nossas campanhas para conseguir o que almejamos – pelo contrário, talvez até o afaste de nós. Assim, o dia pede algum distanciamento emocional para não criarmos dramas e tempestades em copos d’água, desnecessariamente. Se percebemos que estamos prontos a entrar em ebulição, talvez valha a pena abrandar o fogo, pois água fervente, queima o café e o amarga. O senso de proporção está um pouco prejudicado hoje e isso atrapalha acha ra temperatura certa das coisas, a dosagem certa do dar, do receber e do tomar e nós, ou damos demais e sufocamos o outro, ou exigimos demais e o sorecarregamos com nossas cobranças. De um jeito ou de outro, as interações podem ficar um pouco carregadas e propensas e pequenas explosões, se nãi tivermos jogo de cintura e um mínimo de leveza e bom humor, inclusive para rirmos de nós mesmos e nossas criancices tolas. Portanto, antes de fazer caras e bocas e criar o climão no ambiente, vale mais olhar para si mesmo e checar as carências e anseios, providenciando aquilo que cabe a nós mesmos providenciarmos, sem jogar expectativas sobre terceiros. Se conseguirmos lidar com empatia com nossa criança interna carente – ou mesmo com a do outro – e lhe dar colo ou o alimento de que ela precisa, à noite somos premiados com o bom humor dessa criança, que nos lembra que também sabe brincar, dançar e se divertir com alegria.

Uma ótima semana para você. 

 

Lua Nova em Gêmeos – O mosaico da verdade

A Lua se renovou nesta quinta-feira, a 04°46 de Gêmeos, às 16h44min no horário de Brasília e às 20h44min no horário de Lisboa. É uma Lua Nova que ocorre em meio a muita tensão e perigos, devido à oposição Marte-Saturno que fica exata na semana que vem, mas que já incendeia os ânimos e, no caso do Brasil, literalmente.

Lynn Skordal – Reprodução

Em Gêmeos nos deparamos com a necessidade de criar conexões, de fazer associações de ideias; buscamos o movimento e as interações. Sendo signo de Ar, Gêmeos também é um signo relacional – não no sentido afetivo, claro, mas no sentido da necessidade de conexões, de contato. É um signo de comunicação e conhecimento e seu ciclo nos convida a olhar mais de perto como estamos agindo nessa área da nossa vida. É o momento, então, de renovarmos nossa comunicação, nossos contatos, a relação com o nosso ambiente imediato. É hora de lançarmos intenções relativas à busca do conhecimento e da superação das dualidades.

Lua Nova em Gêmeos – Brasília, 25 de maio de 2017, 16h44min

O mapa da Lua Nova, traz Lua e Sol em sesqui-quadratura – um aspecto considerado menor, de 135 graus – a Plutão, sendo este o aspecto mais próximo. Além deste, Sol e Lua ainda vão fazer trígono a Júpiter em Libra e quadratura a Netuno em Peixes, ambos os aspectos de quase dez graus, muito amplos. De modo que a Lua Nova ocorre de forma relativamente isolada, o que aumenta o potencial de dualidade e ambivalência do signo, além da extrema atividade mental e verborrágica. O diálogo mais intenso dos luminares é mesmo com Plutão, o Deus dos Infernos e dos processos de transformação, mas esse é um diálogo bastante indireto, pois a mente racional e consciente parece não querer ter muito a ver com a sombra, com a obscuridade densa representada por Plutão – tenta ignorar, mas mesmo assim não se vê capaz. A busca pelo controle e pelo poder é feita pela via sinuosa, oblíqua, através, principalmente, do medo e das medidas ditatoriais, disfarçadas de zelo pela ordem e pelo bem estar do outro – é o típico “faço isso pelo seu próprio bem”, enquanto cerceamos a liberdade do outro, quando na verdade estamos com medo dele. Mais do que nunca, a direita não sabe o que a esquerda faz e acusam-se mutuamente dos mesmos crimes – estou falando do ditado popular associado a Gêmeos, mas bem que isso pode se aplicar à polarização extrema que se dá no país atualmente!

Lola Dupré – Reprodução

Somos pressionados por Plutão, inconscientemente, a transformar nossos contatos, nossas conexões, nossa comunicação, nossa relação com o conhecimento e com os fatos. Mercúrio, regente da Lua Nova, também faz contatos distantes a alguns planetas: sextil a Netuno, trígono a Plutão, quincôncio a Júpiter. Mas está em sesqui-quadratura exata a Saturno em Sagitário. Aliás, é interessante notar que esse mapa – e a semana – está cheio de sesqui-quadraturas, um aspecto dito inconsciente, mas precipitador de acidentes e eventos. O aspecto Mercúrio-Saturno exige que confrontemos a verdade dos fatos e, se não o fizermos, as inseguranças continuarão a nos afligir. Mas o complicado é que estamos num momento difícil de identificar o que seja a verdade, porque parece que ela se multiplica e se desmembra, se fragmenta em muitos pedaços, formando mosaicos, ao invés de uma única imagem incorruptível.

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Às vezes, tudo o que temos são os mosaicos, que demandam distanciamento, para que a imagem inteira possa fazer sentido: se ficamos próximos demais, perdemos a perspectiva e não conseguimos divisar nada claramente; se olhamos de muito perto, só acessamos uma parte do todo, que por mais que seja correta, não conta a história toda e essa é uma das dificuldades de Gêmeos: perder-se nos detalhes, nos fragmentos, falhando em captar a visão inteira, o quadro maior. Portanto, para analisarmos os fatos e termos um vislumbre que seja da verdade, é preciso distanciamento e nenhum envolvimento. Do contrário, talvez sejamos parciais. E nosso julgamento não será útil nem fidedigno para tomar as decisões que precisamos tomar. É como montar um quebra-cabeças: demanda tempo e paciência, especialmente quando não temos a referência da imagem que está sendo montada. E por vezes, perdemos a referência da imagem por concentrar-nos no exterior e esquecer do que está dentro, da nossa sabedoria interna.

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Gêmeos também é um signo de dualidade, de ambivalência e com a Lua Nova sem muitos aspectos próximos essa qualidade fica acentuada. Sobram polarizações e dualismos, em que dividimos o mundo em preto ou branco, bom ou mau, quem está comigo e quem está contra mim – essa característica não é muito alentadora, quando lembramos que este cenário de dualismos já está instalado no Brasil há algum tempo. Enquanto isso, muita gente se beneficia e lucra com as polarizações, que no fundo desviam a atenção dos temas mais cruciais e, enquanto pessoas se atacam mutuamente, os responsáveis pelo caos vão se safando da confusão que criaram e criam.

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Mas além das questões sociais, políticas e coletivas, internamente, há também essa sensação forte de fragmentação, de estarmos estilhaçados e termos dificuldade em fazer sentido do todo que somos nós e este é um sentimento que pode permear todo o ciclo Geminiano, prejudicando o foco nos objetivos e aumentando a busca incessante por coisas fora de nós, quando deveríamos nos concentrar na imagem interior central. As racionalizações são favorecidas, em detrimento da integração dos sentimentos e emoções – temos apenas Netuno e Quíron em Água e não são planetas pessoais, Quíron, aliás, é asteroide – muito Fogo (Vênus, Urano, Saturno) muito Ar (Lua, sol, Marte, Júpiter) e uma quantidade razoável de Terra (Plutão e Mercúrio, sendo Mercúrio planeta pessoal, tem peso maior). Então é muito Ar e Fogo junto, o que alimenta o espírito e a mente racional, mas ignora os instintos e os sentimentos, que podem irromper abruptamente e minar o controle rígido da mente.

Simona Bramati – Reprodução

Por outro lado, Vênus está em quadratura exata a Plutão, que nos obriga a confrontar nosso lado mais passional e visceral e isso cria mais um dilema, vivido principalmente nas relações, mas com grandes chances de imputarmos esses conteúdos densos e instintivos no outro, já que estamos muito identificados com a racionalização objetiva e limpa. O outro se torna então o controlador e o possessivo, talvez até tirano, e não percebemos que são nossas atitudes que precipitam esse controle do outro e, na verdade, ao incorrer no nosso caos pessoal, nós invocamos tal controle, como o extremo da polaridade.

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Contudo, o movimento que rouba o show e carrega essa Lua Nova de tensão é a oposição Marte-Saturno, o pico de um ciclo iniciado em agosto de 2016 – ensaiado já em 17 de abril/2016, quando Marte estacionou para entrar em retrogradação, a 08°54’ de Sagitário, a cerca de sete graus de Saturno, que estava no grau 15. Como eu falava no texto da Semana, na conjunção de 24 de agosto de 2016 ambos os planetas haviam acabado de voltar do movimento retrógrado. Essa conjunção ocorreu em conjunção também a Antares, uma estrela considerada maléfica e precursora de catástrofes. De lá para cá, de fato, muitas catástrofes aconteceram, literal e figurativamente – especialmente nos meios políticos e sociais. A conjunção também aconteceu como foco de uma T-Square mutável, que tinha como base a oposição Mercúrio-Netuno – muita confusão e julgamentos errôneos, levando a ações precipitadas, alimentadas também por medos e inseguranças. Agora a oposição ocorre também numa T-Square, só que dessa vez, Marte-Saturno formam a base da T-Square, da qual Quíron é o foco. Outra coisa importante é que Marte está atualmente Fora de Limites, tornando-se mais primitivo e reativo. Esse cenário é bastante perigoso, tanto nas relações e situações pessoais, quanto nas questões sociais e coletivas que estamos vivenciando, porque mais uma vez dá margem a polarizações e extremismos, em que um se vê cerceado pelo outro, que é visto então como o próprio demônio encarnado. Além disso, classicamente, Marte em tensão a Saturno, aponta para a ofensividade, agressividade, repressão violenta da ação individual, que por sua vez, gera uma contrarreação mais violenta ainda, tudo isso temperado e catapultado por muita irritação, frustração e sensação de impotência e impedimento – dá para se ter uma ideia do resultado, certo?

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Essa oposição fica ativa por cerca de dez dias, mas terá repercussões por todo o ciclo, já que estava ativa na Lua Nova. Portanto, há que se ter muita paciência e tolerância para que divergências não enveredem por bate-bocas e não descambem para agressões literais e físicas. A frustração é maior porque Gêmeos, signo trafegado por Marte, tem a ver com movimento e deslocamentos e isso requer de nós muita prudência, especialmente no trânsito e nas comunicações – Marte-Saturno é um aspecto famoso por acidentes causados por frustrações.

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Por outro lado, a sensação de impotência pode trazer a chance de exercitarmos a humildade e rever nossos desejos – sempre que Marte é bloqueado por Saturno, somos questionados novamente sobre a validade dos nossos desejos e quereres: realmente queremos aquilo pelo que lutamos? Ou será que estamos numa luta mental egoica, por coisas que nem alimentam nossa alma e nosso coração? O “inimigo” geralmente é o nosso melhor mestre e cabe a nós nos questionar, dentro de nossa própria vida, o que os entraves e bloqueios e o “inimigo” estão tentando nos ensinar. Por que continuar na polarização? Por que não perceber que o “inimigo” é parte de mim? Que os adversários ou opositores são pedaços importantes do grande mosaico que compõe aquilo que sou?

Diagrama de Descartes sobre o dualismo – Reprodução

O Símbolo Sabiano para o grau 5 de Gêmeos (04°46’) traz uma imagem que corrobora essa análise: “Uma revista revolucionária pedindo ação, exibe uma capa sensacional”. Dane Rudhyar, que analisou extensivamente os Símbolos Sabianos, diz que a nota básica deste símbolo é “a tendência explosiva dos sentimentos reprimidos e emoções viscerais”. Ele nos lembra do perigo das polarizações, em que sempre que privilegiamos um lado, em detrimento de outro, mais cedo ou mais tarde invocamos um movimento contrário no extremo oposto, queiramos ou não. E isso enfatiza a qualidade dual da mente, simbolizada por Gêmeos. “Aquilo que está atado rigidamente à forma e à convenção, pode explodir na ausência completa de formas, seja através da revolução ou, psicologicamente, nas psicoses”, diz ele. “Se a ação revolucionária é violenta ou pacífica, amargamente ressentida ou amorosa, o único desejo é ir além das formas estabelecidas”, completa ele – alguma semelhança com o atual estado de coisas?

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Linda Hill, astróloga australiana, também especialista em Símbolos Sabianos, ao analisar o mesmo símbolo diz o seguinte: “Às vezes, a fim de ser levadas a sério ou serem notadas, as pessoas precisam fazer ou dizer algo estimulante, radical ou fora do comum, especialmente quando há uma necessidade, ou um desejo, de mudar as coisas. Há provavelmente um forte sentimento de que a ‘ação’ deve ser tomada – lembre-se, no entanto, de que o status quo pode ser muito difícil de despertar, mudar ou alterar. Como esta é uma “Revista Radical” pode levar a movimentos que são perturbadores ou mesmo ameaçando a estabilidade e segurança em alguma medida. Além disso, a ‘ação’ que está sendo solicitada pode levar a resultados aquém dos desejáveis. Os eventos que se desenrolam podem ser muito carregados emocionalmente” – novamente: qualquer semelhança NÃO é mera coincidência! Ela ainda acrescenta que há propensão a reações exageradas e dramáticas, notícias e mensagens chocantes, revolução, necessidade de reforma, teorias de conspiração, comportamentos ultra-egoístas.

Il segno dei Gemelli nella Rotonda dello Zodiaco – Orodé Deoro – Reprodução

Concluindo, este é um ciclo de muita racionalização e dualidades, que vai requerer de nós um distanciamento desapaixonado para conseguirmos ver a imagem maior do quebra-cabeças que precisamos montar e do mosaico que é a nossa alma, no momento bastante perturbada e conturbado pelas convulsões individuais e sociais. Num sentido mais prático, é hora de lançar as intenções referentes aos assuntos da casa onde você tem Gêmeos no seu mapa natal, além de buscar melhorar a comunicação e renovar as ideias e conceitos nessa área! E já que Gêmeos é o signo da palavra, vale escrever e verbalizar – apenas para você mesmo – o que você deseja realizar neste ciclo, quais são seus objetivos e incluir os detalhes práticos que serão necessários para a realização de tais objetivos! As metas serão muito importantes para mantermos o foco e juntar as diversas partes do grande mosaico que somos nós!

Um ótimo e feliz ciclo para você!

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A Semana Astrológica – De Títeres e Marionetes

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Semana de 22 a 28 de maio – Semana de Lua Nova, que indica um novo ciclo e um momento de renovar nossas intenções. Mas há muita tensão e irritação no ar, pois caminhamos para a oposição Marte-Saturno. Paciência e tolerância são fundamentais!

Nesta semana temos a Lua se renovando em Gêmeos e inaugurando um novo ciclo, cujo foco é a comunicação e as muitas conexões que fazemos na vida. A Lua ocorre em sesqui-quadratura a Plutão, aspecto que o Sol faz nesta semana e que indica que a consciência tem que lidar com forças obscuras que irrompem dos porões do inconsciente, perturbando a visão clara e arrumadinha de nós mesmos e do mundo.

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Mercúrio, regente do ciclo, faz sextil a Netuno e quincôncio a Júpiter por estes dias. A mente autoriza que a sensibilidade e a magia enriqueçam nosso discurso ultra-sensato e literal, mas ainda se digladia com as abstrações que não consegue apreender, exatamente por causa dos literalismos e da tendência a rotular tudo na sua visão prática e, às vezes, fechada. Para se expandir, muitas vezes é preciso abrir mão das certezas.

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Vênus faz quadratura a Plutão, aspecto exato exatamente no dia da Lua Nova. Isso implica algumas crises e talvez rupturas naquelas relações que já estão instáveis e passando por questionamentos. Queremos preservar nossa individualidade, mas também queremos manter o outro preso a nós? As relações que têm um saudável nível de honestidade emocional entre os parceiros, por outro lado, podem ser beneficiadas pela intensidade da paixão. Ainda assim, há propensão a ciúmes e possessividade dentro dos relacionamentos amorosos nos próximos dias. Caso isso de fato ocorra, vale a pena olhar para si mesmo e verificar de onde vem o medo e a insegurança; onde nasce a desconfiança. Provavelmente não começa nesta relação, mas muito lá atrás e uma auto-investigação pode nos ajudar a desvendar o mistério do monstro verde do ciúme e do controle.

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Marte marcha para um confronto com Saturno, tendo a Urano como aliado. Estes aspectos ficam exatos na segunda-feira que vem. A oposição Marte-Saturno é a culminação do ciclo iniciado em 24 de agosto de 2016, em que ambos os planetas haviam acabado de voltar do movimento retrógrado. Essa conjunção ocorreu em conjunção também a Antares, uma estrela considerada maléfica e precursora de catástrofes. De lá para cá, de fato, muitas catástrofes aconteceram, literal e figurativamente – especialmente nos meios políticos e sociais. A conjunção também aconteceu como foco de uma T-Square mutável, que tinha como base a oposição Mercúrio-Netuno – muita confusão e julgamentos errôneos, levando a ações precipitadas, alimentadas também por medos e inseguranças. Agora a oposição ocorre também numa T-Square, só que dessa vez, Marte-Saturno formam a base da T-Square, da qual Quíron é o foco. De modo que essa semana, que precede o aspecto exato – e especialmente o fim de semana – fica permeada de muita irritação, frustrações, conflitos egoicos e espinhosos – particularmente porque Marte está atualmente Fora de Limites, e vai tentar atacar de volta, aumentando a frustração, já que Saturno é muito mais poderoso. Há que se ter muita paciência e tolerância para que os bate-bocas não descambem para agressões literais e físicas. A frustração é maior porque Gêmeos, signo trafegado por Marte, tem a ver com movimento e deslocamentos e isso requer de nós muita prudência, especialmente no trânsito e nas comunicações – marte-Saturno é um aspecto famoso por acidentes causados por frustrações. Por outro lado, a sensação de impotência pode trazer a chance de exercitarmos a humildade e rever nossos desejos – sempre que Marte é bloqueado por Saturno, somos questionados novamente sobre a validade dos nossos desejos e quereres: realmente queremos aquilo pelo que lutamos? Ou será que estamos numa luta mental egoica, por coisas que nem alimentam nossa alma e nosso coração? O “inimigo” geralmente é o nosso melhor mestre e cabe a nós nos questionar, dentro de nossa própria vida, o que os entraves e bloqueios e o “inimigo” estão tentando nos ensinar. Qual é a lição da vez?

Por último, algo que chama a atenção é que Júpiter tem estado numa formação de Balde – alternado com Locomotiva, dependendo dos trânsitos lunares – há alguns meses. Pelos próximos dias, está em destaque especial, já que é foco de um Yod-Dedo de Deus, que tem por base o sextil Mercúrio-Netuno, Júpiter fazendo quincôncio a Netuno e recebendo outro de Mercúrio. Recebe e faz vários aspectos e ao olharmos para o mapa, temos a impressão de um mestre de marionetes, a manipular seus bonecos divertida e talvez, maldosamente.

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Se lembramos que Júpiter representa leis e a legislação, o judiciário e os juízes, isso talvez sugira que não sabemos da novela nem a metade, que muita coisa ocorre à revelia do nosso conhecimento e vontade e, possivelmente, muitos escândalos ainda estejam por vir – nós mesmos somos manipulados, qual títeres, que oram riem, ora choram, bobos e ingênuos, com suas vozes dubladas por quem tem outros interesses, muito diversos dos nossos. E somos manipulados a cair nessa polarização tola, que nos divide, quando deveríamos estar unidos pelo mesmo objetivo – mas aí que está: o manipulador nos quer divididos, porque assim é mais fácil de sermos manobrados e temos assim um círculo vicioso sem fim. Júpiter está retrógrado, sua ação alterada e não exatamente direta, o que implica ainda mais cautela. Júpiter fica nessa condição até meados de julho, quando os planetas rápidos mais o Sol ingressarem em Leão. Aguarde os desdobramentos dessa novela, que ainda tem muitas reviravoltas!

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A Lua começou a semana na fase Minguante, em Áries. Torna-se Balsâmica ainda em Áries e fecha-se mais em Touro. Renova-se em Gêmeos na quinta-feira e fecha a semana no caldeirão de Câncer.

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SEGUNDA-FEIRA, 22 de maio – A Lua está em Áries e hoje faz oposição a Júpiter, conjunção a Vênus e quadratura a Plutão, formando uma T-Square Cardinal, da qual Plutão é o foco. A Lua ainda faz sextil a seu dispositor, Marte, que está em Gêmeos e também semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. O Sol começou sua viagem por Gêmeos e seu regente, Mercúrio, está isolado no início de Touro, já fora da zona de retrogradação. O dia está carregado de atividades e talvez algumas delas sejam retrabalho ou correção de coisas que não foram bem finalizadas antes, devido à pressa ou mesmo ao descuido. Qualquer que seja o caso, a semana – até quinta-feira – está mesmo propícia às correções ou descarte daquilo que não tem mais conserto nem utilidade. O dia também traz um tom belicoso, de irritação e exasperação, especialmente na alma feminina, que se vê estressada e sobrecarregada de muitas expectativas e cobranças, algumas externas e muitas internas, que são as mais pesadas e desconfortáveis. Estamos cansados de lidar sempre com os mesmos problemas, revestidos de novas roupagens. Fomos nós que nos enganamos na resolução, achando que já estávamos livres disso? Ou será que é apenas uma nova etapa dos desafios que viemos superar nas nossas muitas vivências? O fato é que precisamos usar tal irritação e exasperação para confrontar esses demônios uma vez mais e seguir adiante com o que precisa ser feito calcinando e purificando a alma de mais uma das muitas camadas de impurezas que carregamos em nós. Em termos práticos o dia está propenso a confrontos e conflitos, mas também favorável a muitas resoluções e a atitudes diretivas, despachos e desenvoltura das coisas que estavam paradas aguardando que lidássemos com elas.

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TERÇA-FEIRA, 23 de maio – A Lua Ariana, na fase Balsâmica, faz trígono a Saturno e conjunção a Urano, ficando fora de curso depois deste contato, às 04h01min. Ingressa em Touro às 09h33min e faz conjunção a Mercúrio no fim da noite. O dia começa um tanto desassossegado, depois de uma madrugada em que talvez tenhamos “acordado” diversas vezes, inquietos com o porvir. Pelo meio da manhã as coisas parecem se acalmar um pouco e nós também nos tranquilizamos temporariamente, ruminando sobre afazeres, tarefas, finalizações. É a hora da verdade, do descarte. A quantas andam nossos apegos àquelas coisas velhas? Para que servem? Servirão ainda para o que quer que seja? A Lua míngua em Touro, já na última parte do minguante, a Balsâmica, quando olha e se prepara para o futuro. Mas não há futuro promissor se não nos desapegamos dos fósseis que atravancam o livre caminhar. Assim, o dia está propício à reflexão vagarosa e deliberada sobre esses apegos e a necessidade de soltá-los. É isso ou seremos arrastados para trás por aquilo de que nem precisamos; perderemos o voo da viagem para o novo, porque não conseguimos deixar para trás o excesso de bagagem. Desprendimento, é o desafio do dia e da semana!

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QUARTA-FEIRA, 24 de maio – A Lua balsâmica em Touro faz quincôncio a Júpiter, sextil a Netuno e trígono a Plutão e fica fora de curso depois deste aspecto, às 16h10min. Ingressa em Gêmeos somente na quinta-feira. O Sol está bem próximo da sesqui-quadratura a Plutão, que fica exata amanhã, horas antes da Lua Nova. Queremos raízes ou queremos asas? Esse é o dilema básico do dia. Enquanto ansiamos por adquirir maior estabilidade e segurança, outra parte nossa fica cutucando desconfortavelmente, apontando para todas as possíveis aventuras que podemos estar perdendo por estar “enraizados” demais. O ideal é encontrarmos o adequado equilíbrio, de forma a podermos conciliar tais impulsos. Às vezes, é a segurança que nos permite dar voos mais altos, afinal precisamos de uma boa base para ganhar impulso e voar. O dia permite que assimilemos essas contradições e ainda traz a chance de modificarmos e corrigirmos aquilo que está discrepante dos nossos anseios mais verdadeiros. A partir de tal identificação, talvez possamos adotar as atitudes necessárias na direção do que nos trará mais satisfação, não apenas no ciclo iminente, mas nos diversos ciclos vindouros a se descortinar diante de nós. Cada dia podemos modificar um pouco mais, afinal, Roma não foi feita num dia!

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QUINTA-FEIRA, 25 de maio – Vênus está em quadratura exata e o Sol em sesqui-quadratura plena a Plutão. A Lua ingressa em Gêmeos às 09h16min e faz conjunção ao Sol às 16h44min, inaugurando um novo ciclo na Lua Nova de Gêmeos, em sesqui-quadratura a Plutão e trígono amplo a Júpiter retrógrado em Libra. Mercúrio também faz sesqui-quadratura a Saturno. Depois do ciclo de retrogradação, que durou 43 dias, Vênus agora depura ainda muitos dos nossos valores que precisam ser transformados. Valores essenciais, valores relacionais, valores materiais. Um confronto conosco mesmos, que pode ser vivenciado através de conflitos com o outro, que espelham e refletem para nós aquilo que não queremos ver. As relações passam com purgações que levam a purificações e transformações. E a Lua Nova ocorre neste cenário. Sendo signo de Ar, Gêmeos também é um signo relacional – não no sentido afetivo, claro, mas no sentido da necessidade de conexões, de contato. Em Gêmeos a criança descobre que tem pernas que permitem que ela explore os arredores, que tem boca não só para comer, mas para falar e se comunicar e começa a dar nome às coisas. E essa é uma Lua Nova quase sem contatos, porque o único aspecto próximo que faz é a sesqui-quadratura – um aspecto menor – a Plutão. A Lua vai fazer trígono a Júpiter e quadratura a Netuno, mas ambos os aspectos têm orbe de quase dez graus. De maneira que nos sentimos pressionados por Plutão, inconscientemente, a transformar nossos contatos, nossas conexões, nossa comunicação, nossa relação com o conhecimento e com os fatos. Mercúrio, regente da Lua Nova, também faz contatos distantes a alguns planetas: sextil a Netuno, trígono a Plutão, quincôncio a Júpiter. Mas está em sesqui-quadratura exata a Saturno em Sagitário. Aliás, é interessante notar que esse mapa – e a semana – está cheio de sesqui-quadraturas, um aspecto dito inconsciente, mas precipitador de acidentes e eventos. O aspecto Mercúrio-Saturno exige que confrontemos a verdade dos fatos e, se não o fizermos, as inseguranças continuarão a nos incomodar. Mas o complicado é que estamos num momento difícil de identificar o que seja a verdade, porque parece que ela se multiplica e se desmembra, se fragmenta em muitos pedaços, formando mosaicos, ao invés de uma única imagem incorruptível. Às vezes, tudo o que temos são os mosaicos, que demandam distanciamento, para que a imagem possa fazer sentido. Se ficamos perto demais, perdemos a perspectiva e não conseguimos divisar nada claramente. Portanto, para analisarmos os fatos, é preciso distanciamento e nenhum envolvimento. Do contrário, talvez sejamos parciais. Mais sobre a Lua Nova, na quinta-feira.

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SEXTA-FEIRA, 26 de maio – A Lua faz trígono a Júpiter, quadratura a Netuno, quincôncio a Plutão, sextil a Vênus e conjunção a Marte – ufa! Essa Lua tá ocupada hoje! Espalhados para tudo quanto é lado, é como nos sentimos. Fragmentos de pensamentos, de energia, de alma, nos deixam com a sensação de caos, de estarmos soltos por demais no espaço e no meio dos acontecimentos e o resultado pode ser um esgotamento. Ainda sob os auspícios da Lua Nova, precisamos juntar tais fragmentos e tentar montar um mosaico das emoções e pensamentos, até que algo comece a fazer sentido dentro de nós. O dia traz muitas incertezas que levam a hesitações, algumas graves, pois as decisões seriam cruciais e, ao vacilar, perdemos a chance de fazer alterações importantes e necessárias. O excesso de pensamentos, as emoções desencontradas nos desestabilizam e é aconselhável concentrar-se na respiração em várias meditações curtas ao longo do dia, para conseguirmos achar o fio da meada que nos tire do caos interno. Para compensar a hesitação, mais tarde talvez incorramos no problema oposto e nos precipitemos, quando deveríamos nos acalmar, de modo que o resultado é mais insegurança e a sensação maior de desencontro, confusão, desperdício e equívocos sem volta, trazendo críticas severas, julgamentos e sensação de fracasso. Respiremos, respiremos e respiremos, porque à noite a tendência a conflitos espinhosos aumenta, assim como a possibilidade de discussões em que trocamos ofensas mútuas, levianamente tentando magoar o outro, como defesa para o nosso próprio ego ferido. Há que se questionar internamente qual o valor e a necessidade de tudo isso. O que se ganha e o que se perde? Aonde isso nos levará? Em algumas situações, às vezes é melhor sair como tolo ou perdedor, do que insistir em ter razão, a qualquer custo, porque a perda permanente, talvez não compense a vitória temporária.

Alex Stenvenson Diaz – Reprodução

SÁBADO, 27 de maio – Em Gêmeos, a Lua está em conjunção a Marte e ambos se opõem a Saturno em Sagitário. A Lua também se harmoniza com Urano, ficando vazia logo depois, às 03h19min. Faz ainda quadratura a Quíron em Peixes e ingressa em Câncer às 08h25min. Mercúrio, regente da Lua, está em quincôncio a Júpiter. Dando sequencia à noite de sexta, a madrugada está melindrosa e sujeita a muita irritação e frustrações e, considerando-se que é noite de “balada”, todo cuidado é pouco para não nos envolvermos em bate-bocas complicados, com muitas possibilidades de descambarem até para agressão física. Há propensão a grosserias e ofensas, como forma de suplantar a própria insegurança. Os excessos verborrágicos da noite dão lugar a dramas e mais instabilidades emocionais durante o dia, enquanto tentamos digerir todos os eventos, a irritação e as frustrações que ficam indo e vindo, feito boa de pingue-pongue. O sábado fica mais sensível e delicado, sentimentos profundos emergindo à superfície da consciência, a serem confrontados com aquilo que pensamos de nós mesmos. Talvez um pouco de silêncio e reclusão nos ajudem a colocar as coisas no lugar e assimilar melhor essas vivências.

Cena da peça A toca do Coelho, de David Lindsay Abaire – Reprodução

DOMINGO, 28 de maio – A Lua Canceriana se harmoniza com Netuno em Peixes, enquanto faz quadratura a Júpiter em Libra, sextil a Mercúrio em Touro, oposição a Plutão em Capricórnio e quadratura a Vênus em Áries – temos formada uma ampla Grande Cruz Cardinal. A Lua fecha a noite em quadratura a Urano, exata amanhã. Marte está em oposição a Saturno, aspecto exato também amanhã. O domingo está tempestuoso, e não muito favorável aos encontros e almoços familiares, a não ser que se prime pela honestidade e não pelo senso de obrigação e dever. Se nos guiarmos somente pelos deveres, sentimo-nos irritados e até lesados em nossa liberdade, já que talvez gostaríamos de estar fazendo outra coisa. E já que nos submetemos a tais compromissos, ficamos esperando recompensas pelo nosso bom comportamento e se tal não acontece, fazemos bico e ficamos amuados e emburrados. Assim, sobram farpas, chantagens, cobranças, dramas… Tudo podendo ser evitado se apenas fôssemos honestos e diretos, ao invés de tentar sair pela tangente e pelo caminho mais fácil – quem sabe um dia nós aprendemos… Num tom mais positivo, se estamos dispostos a enfrentar situações desconfortáveis e até inconvenientes, se queremos mesmo esclarecer as obscuridades das nossas relações familiares e amorosas, o tempo está favorável, desde que ajamos com maturidade e autocontrole – aí, sim, podemos ter conversas profundas e verdadeiras, e melhorar nossas interações. Do contrário, será apenas mais um almoço indigesto, que trará muita azia emocional pelos excessos ingeridos a contragosto, para suplantar as frustrações da convivência imposta. Dá para ser diferente e compor enredos mais agradáveis, sensíveis, generosos e verdadeiramente amorosos, sem que a obrigação seja o único motivador dos encontros. Como? Olhe para sua família e suas interações – só você os conhece e pode decifrar os enigmas para uma convivência melhor!

Uma ótima semana para você!

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Lua Nova em Touro – Vibrando prosperidade

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Chegamos à época do ano de nos sintonizarmos com a vibração da prosperidade e de focarmos na busca por realizar nossos objetivos materiais – não que isso não possa ser feito em outras épocas, ou até mesmo o ano inteiro, mas a energia de Touro faz com que nos demos conta do mundo material de maneira mais direta, potente, palpável. Sim, aqui estamos lidando com o mundo tangível, no mais tangível que se consegue ser, porque envolve todos os sentidos do corpo: ver, ouvir, cheirar, degustar e, claro, tocar!

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O Zodíaco representa uma jornada arquetípica: primeiro temos o bebê, que da luta de vida ou morte representada pelo canal do parto, nasce em Áries, se esgoelando e berrando alto, para se fazer ouvir, para se fazer notar, como dizendo: eu cheguei! Quando esse bebê chega em Touro ele começa a perceber as sensações físicas mais nitidamente: ele descobre que além de matar sua fome, o leite da mamãe é saboroso, que ele gosta do seu cheiro, do toque da sua mão, gosta de ser tocado por ela; gosta do que vê na profundidade do seu olhar enquanto ela o amamenta; descobre o próprio corpo e começa a chupar os dedinhos e tudo o que pega vai para a boca – é a famosa fase oral. Nós nos descobrimos encarnados nesta vida através do corpo, que pode ser fonte de prazer, dor, vergonha, raiva… É no corpo que nos cristalizamos, esse corpo perecível, preenchido pela alma imortal, mas que sem ele, a alma não poderia estar vivendo essa experiência. Aqui estamos na esfera sagrada de Touro: a materialidade, sentida através das sensações.

Pois a Lua Nova desta quarta-feira, ocorreu exatamente em Touro, no grau 06°27’, às 09h16min no horário de Brasília – 13h16min no horário de Lisboa – e vem nos convidar a refletir sobre esses temas, mas não apenas refletir, porque com Touro nada é meramente intelectual, nada é só um conceito abstrato. Não. Refletir de forma ativa, concretizando, vivenciando, colocando a mão na massa – quaisquer que sejam nossos objetivos materiais no momento, de curto ou longo prazo! Lançar intenções com o firme propósito de concretizá-las.

Arcano III do Tarô Mitológico

Touro é o signo de exaltação da Lua, exatamente porque oferece a ela, o conforto, a segurança, a nutrição que ela tanto busca, seja essa nutrição e conforto físicos ou emocionais. A Lua aqui é a própria Imperatriz, Arcano 3 do Tarô: fértil, poderosa, empoderada. Ela tem e manifesta o poder da Mãe Terra, na sua mais extensa fecundidade. A Imperatriz, além de nos lembrar da fecundidade da Terra e da sua abundância, também nos lembra do prazer, da sensualidade e do mundo sensorial, da sexualidade que integra belamente as diferentes motivações do sexo, como poder de criação e como fonte de prazer. É uma mulher forte, poderosa, no seu próprio direito, ciente desse poder, de si mesma, de sua feminilidade e fecundidade. E seus dons estão disponíveis – mas, e nós, estamos abertos a recebê-los? A prosperidade é dada, mas nem sempre nos sentimentos merecedores, nem sempre nos sintonizamos com ela, por motivos vários: culpas, crenças, heranças e maldições familiares, ideologias… Assim, abundante é a vida, mas como usufruímos dessa abundância? A Lua Nova de Touro nos faz pensar sobre isso: no conforto e na abundância que merecemos e que construímos para nossa vida – ou que invejamos na vida dos outros! Abaixo analisamos as configurações ativas na Lua Nova, mas já adianto que Vênus está em quadratura a Saturno e conjunção a Quíron, simbolizando que a autoestima está um tanto combalida e que talvez tenhamos dificuldade em nos sentir merecedores das benesses do Universo, ou que teremos que nos esforçar mais para conquistar tais benesses.

No mapa desta lunação, Lua e sol estão isolados, evidenciando mais os temas de Touro. Temos para o ciclo que começa uma energia forte de obstinação, de pragmatismo, de bom senso, que vez por outra pode virar teimosia: focamos tanto no que queremos e buscamos, que vemos em túnel, alheios a tudo o mais que possa nos distrair. Se por um lado isso é ótimo porque favorece a determinação, por outro, leva a extremismos, teimosia, unilateralismos, em que nos recusamos a levar em conta outras opiniões e visões, mesmo quando nosso equivoco é evidente. Nesses casos, nos recusamos a dar o braço a torcer e a sensatez dá lugar ao capricho infantil e ao endurecimento da mente e do coração. Contudo, há muitos planetas em signos mutáveis, e isso talvez se equilibre razoavelmente. Os elementos também estão relativamente balanceados. Mas, uma vez que Lua e Sol não fazem aspectos a outros astros, precisamos olhar com atenção dobrada para Vênus, regente da Lua Nova. E Vênus, já sabemos, apesar de exaltada em Peixes, está se recuperando da sua recente retrogradação e dos aspectos a Saturno e a Quíron, também frescos na memória. Vênus está no último grau, do último signo do zodíaco, fora de curso, prestes a pular para Áries, mas ainda se demorando na incorporeidade de Peixes. Essa posição de Vênus sugere que a determinação, por mais obstinada que seja, possivelmente oscile, vem e vai, ora estamos totalmente empenhados, até de forma cega e ora não temos mais certeza do que realmente queremos, então, em lugar de suaves, ficamos “frouxos”, relapsos e inseguros.

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O último grau de Peixes também nos diz que essa é uma Vênus desapegada, que está mais focada nas coisas “do outro mundo” e a materialidade talvez não lhe interesse tanto. Esse posicionamento de Vênus vem nos dizer que embora seja adequado focar nos projetos de estabilidade e segurança material, precisamos ter clareza de que eles não são um fim em si mesmo, de que não podemos nos definir a partir das aquisições e conquistas materiais – elas são consequências do trabalho interior que viemos empreendendo, mas não servem para nos definir. O conforto, o prazer, o dinheiro, a riqueza, tudo isso são meios que nos propiciam conforto e a possibilidade de focar na evolução espiritual de forma mais tranquila – é bem complicado você pensar em evolução espiritual de barriga vazia, morrendo de frio ou de sede, sem necessidades básicas atendidas ou com a vida ameaçada – aqui a questão premente é a sobrevivência e com isso não se discute. Quando já temos resolvidas essas questões básicas, podemos olhar para mais longe, para além. Portanto, Touro precisa lembrar de não se identificar com aquilo que possui, ou como diz a frase: “não há problema em possuir coisas, o problema é deixar que as coisas possuam você” (desconheço o autor). Vênus vem nos lembrar, mais do que nunca, que por mais empenhados que estejamos na realização material, isso não é o fim, o objetivo final e se assim o for, ou não conseguiremos realizar tais objetivos, ou, ainda que os realizemos, eles não nos trarão a satisfação e o gozo almejados. Positivamente, a Vênus Pisciana indica que a rusticidade simples de Touro é refinada muitas vezes pela doçura, suavidade e gentileza de Peixes. E ainda, algo está se modificando, algo está se transmutando e não sabemos como a próxima etapa se dará!

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Júpiter está destacado, porque carrega o mapa como cabeça da locomotiva, a despeito de estar retrógrado, podemos ter otimismo, desde que não seja exagerado, que seja razoável e bem fundamentado, como requer Libra. Outra coisa importante é que Netuno está no Ponto Médio entre a Lua Nova e Plutão que, segundo Ebertin traz “hipersensibilidade, talentos psicométricos, sentimentalidade, depressão, falta de vontade”. O Sol e a Lua também estão no Ponto Médio entre Quíron e o Ascendente, o que traz uma consciência aguda do nosso lado manco, um desejo de perfeição malogrado, um sofrimento pelas limitações físicas e até a possibilidade de doença. Então, esses pontos médios aumentam a sensibilidade e a ênfase a Peixes e a Quíron e requerem coragem e serenidade para aceitarmos as imperfeições da corporeidade. Especialmente porque nesta semana, exatamente no domingo, Saturno faz sua segunda quadratura exata a Quíron, tornando mais potente essa consciência de nossas imperfeições – o fato de esse aspecto ficar exato durante o ciclo de Touro pode nos ajuda a ser práticos a respeito de tudo isso; touro é sensato e lida com as coisas de forma simples: elas são o que são, e pronto! E há certo momentos que isso ajuda, e muito!

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Eu não costumo, salvo algumas exceções, trazer presente as questões políticas, primeiro porque não domino Mundial, segundo porque eu já faço textão, se for para falar de Mundial/política/sociedade, teria que fazer um texto à parte. Mas me chamou a atenção, considerando-se o momento político/social que estamos vivendo, o fato de esse mapa ter no Ascendente o signo de Gêmeos, o signo da conjunção Lua-Júpiter do Brasil, e o Asc cair em conjunção ampla a esses dois astros natais do Brasil. Outra coisa, Gêmeos é o signo do Fundo do céu no mapa do Brasil e isso vem ativar questões antigas, relativas ao nacionalismo e coisas do passado, ao senso de pertencimento a pátria. Marte também está isolado na casa 12 deste mapa, faz apenas uma sesqui-quadratura a Plutão na casa 8 e isso inspira cuidados, porque Marte na 12 geralmente fala da agressividade inconsciente, dos movimentos subversivos que crescem ocultamente e explodem violentamente – o aspecto a Plutão na 8 não ajuda muito. Mas Marte também ativa a conjunção Lua-Júpiter – precisamos cuidar para tudo não acabar em pizza de novo ou num ridículo festival de memes! Talvez isso não aconteça porque a Lua Nova cai em conjunção ao Saturno natal, na casa 3, e em oposição ao Marte natal em Escorpião na 9 – então, talvez tire esse Saturno do mutismo, vem acionar a frustração inerente à oposição Marte-Saturno, que depois de acordada, pode virar trampolim, mola de impulso para questionamentos das nossas convicções, crenças e leis. O eixo 3 – 9 tem a ver com conhecimento, comunicações e também com a formulação das leis – e olha só o que está acontecendo atualmente, as leis que estão tramitando e sendo votadas… E a Lua Nova ainda forma um Grande Trígono com Urano-Netuno em Capricórnio e com o Sol em Virgem – talvez consigamos superar nossa preguiça, nossa acomodação e tentar fazer algo efetivo para impedir que essas leis espúrias passem e sejam aprovadas – afinal de contas, masi do que nunca estão mexendo no nosso bolso, no nosso senso de valore e valores e isso é intolerável para Touro.  É interessante notar que temos nesse cenário, os indígenas também se mobilizando pela demarcação de suas terras – que coisa mais Taurina, não? A posse da terra, que lhes foi roubada desde que aqui o branco pisou! De qualquer maneira, a posição de Vênus, dispositora da Lua Nova, nos diz que muitas coisas estão prestes a mudar, radicalmente, como radical é a diferença entre Peixes e Áries. E Touro, sendo muito focado na estabilidade e na segurança, pode não gostar dessa incerteza, o que nos sugere um ciclo em que lidamos sim, com muitas incertezas e instabilidades

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Concluindo, A Lua Nova de Touro indica o período do ano de lidarmos de forma mais direta com o mundo material, com nossos objetivos e metas financeiras e de nos afinarmos com a vibração da prosperidade e da fertilidade da vida! É um tempo propício para lançar novas sementes – inclusive literalmente – e intenções de construir algo concreto, algo que venha a repercutir positivamente no nosso senso de valor, de autoestima e que também nos coloque em contato mais profundo com o nosso corpo, com o conforto e o prazer que a vida pode proporcionar! E você, já sabe que sementes vai plantar? Que obra vai construir? Quais metas quer conquistar?

Um ótimo ciclo para você! Que seja produtivo e realmente próspero!

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