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A Semana Astrológica – De Títeres e Marionetes

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Semana de 22 a 28 de maio – Semana de Lua Nova, que indica um novo ciclo e um momento de renovar nossas intenções. Mas há muita tensão e irritação no ar, pois caminhamos para a oposição Marte-Saturno. Paciência e tolerância são fundamentais!

Nesta semana temos a Lua se renovando em Gêmeos e inaugurando um novo ciclo, cujo foco é a comunicação e as muitas conexões que fazemos na vida. A Lua ocorre em sesqui-quadratura a Plutão, aspecto que o Sol faz nesta semana e que indica que a consciência tem que lidar com forças obscuras que irrompem dos porões do inconsciente, perturbando a visão clara e arrumadinha de nós mesmos e do mundo.

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Mercúrio, regente do ciclo, faz sextil a Netuno e quincôncio a Júpiter por estes dias. A mente autoriza que a sensibilidade e a magia enriqueçam nosso discurso ultra-sensato e literal, mas ainda se digladia com as abstrações que não consegue apreender, exatamente por causa dos literalismos e da tendência a rotular tudo na sua visão prática e, às vezes, fechada. Para se expandir, muitas vezes é preciso abrir mão das certezas.

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Vênus faz quadratura a Plutão, aspecto exato exatamente no dia da Lua Nova. Isso implica algumas crises e talvez rupturas naquelas relações que já estão instáveis e passando por questionamentos. Queremos preservar nossa individualidade, mas também queremos manter o outro preso a nós? As relações que têm um saudável nível de honestidade emocional entre os parceiros, por outro lado, podem ser beneficiadas pela intensidade da paixão. Ainda assim, há propensão a ciúmes e possessividade dentro dos relacionamentos amorosos nos próximos dias. Caso isso de fato ocorra, vale a pena olhar para si mesmo e verificar de onde vem o medo e a insegurança; onde nasce a desconfiança. Provavelmente não começa nesta relação, mas muito lá atrás e uma auto-investigação pode nos ajudar a desvendar o mistério do monstro verde do ciúme e do controle.

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Marte marcha para um confronto com Saturno, tendo a Urano como aliado. Estes aspectos ficam exatos na segunda-feira que vem. A oposição Marte-Saturno é a culminação do ciclo iniciado em 24 de agosto de 2016, em que ambos os planetas haviam acabado de voltar do movimento retrógrado. Essa conjunção ocorreu em conjunção também a Antares, uma estrela considerada maléfica e precursora de catástrofes. De lá para cá, de fato, muitas catástrofes aconteceram, literal e figurativamente – especialmente nos meios políticos e sociais. A conjunção também aconteceu como foco de uma T-Square mutável, que tinha como base a oposição Mercúrio-Netuno – muita confusão e julgamentos errôneos, levando a ações precipitadas, alimentadas também por medos e inseguranças. Agora a oposição ocorre também numa T-Square, só que dessa vez, Marte-Saturno formam a base da T-Square, da qual Quíron é o foco. De modo que essa semana, que precede o aspecto exato – e especialmente o fim de semana – fica permeada de muita irritação, frustrações, conflitos egoicos e espinhosos – particularmente porque Marte está atualmente Fora de Limites, e vai tentar atacar de volta, aumentando a frustração, já que Saturno é muito mais poderoso. Há que se ter muita paciência e tolerância para que os bate-bocas não descambem para agressões literais e físicas. A frustração é maior porque Gêmeos, signo trafegado por Marte, tem a ver com movimento e deslocamentos e isso requer de nós muita prudência, especialmente no trânsito e nas comunicações – marte-Saturno é um aspecto famoso por acidentes causados por frustrações. Por outro lado, a sensação de impotência pode trazer a chance de exercitarmos a humildade e rever nossos desejos – sempre que Marte é bloqueado por Saturno, somos questionados novamente sobre a validade dos nossos desejos e quereres: realmente queremos aquilo pelo que lutamos? Ou será que estamos numa luta mental egoica, por coisas que nem alimentam nossa alma e nosso coração? O “inimigo” geralmente é o nosso melhor mestre e cabe a nós nos questionar, dentro de nossa própria vida, o que os entraves e bloqueios e o “inimigo” estão tentando nos ensinar. Qual é a lição da vez?

Por último, algo que chama a atenção é que Júpiter tem estado numa formação de Balde – alternado com Locomotiva, dependendo dos trânsitos lunares – há alguns meses. Pelos próximos dias, está em destaque especial, já que é foco de um Yod-Dedo de Deus, que tem por base o sextil Mercúrio-Netuno, Júpiter fazendo quincôncio a Netuno e recebendo outro de Mercúrio. Recebe e faz vários aspectos e ao olharmos para o mapa, temos a impressão de um mestre de marionetes, a manipular seus bonecos divertida e talvez, maldosamente.

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Se lembramos que Júpiter representa leis e a legislação, o judiciário e os juízes, isso talvez sugira que não sabemos da novela nem a metade, que muita coisa ocorre à revelia do nosso conhecimento e vontade e, possivelmente, muitos escândalos ainda estejam por vir – nós mesmos somos manipulados, qual títeres, que oram riem, ora choram, bobos e ingênuos, com suas vozes dubladas por quem tem outros interesses, muito diversos dos nossos. E somos manipulados a cair nessa polarização tola, que nos divide, quando deveríamos estar unidos pelo mesmo objetivo – mas aí que está: o manipulador nos quer divididos, porque assim é mais fácil de sermos manobrados e temos assim um círculo vicioso sem fim. Júpiter está retrógrado, sua ação alterada e não exatamente direta, o que implica ainda mais cautela. Júpiter fica nessa condição até meados de julho, quando os planetas rápidos mais o Sol ingressarem em Leão. Aguarde os desdobramentos dessa novela, que ainda tem muitas reviravoltas!

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A Lua começou a semana na fase Minguante, em Áries. Torna-se Balsâmica ainda em Áries e fecha-se mais em Touro. Renova-se em Gêmeos na quinta-feira e fecha a semana no caldeirão de Câncer.

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SEGUNDA-FEIRA, 22 de maio – A Lua está em Áries e hoje faz oposição a Júpiter, conjunção a Vênus e quadratura a Plutão, formando uma T-Square Cardinal, da qual Plutão é o foco. A Lua ainda faz sextil a seu dispositor, Marte, que está em Gêmeos e também semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. O Sol começou sua viagem por Gêmeos e seu regente, Mercúrio, está isolado no início de Touro, já fora da zona de retrogradação. O dia está carregado de atividades e talvez algumas delas sejam retrabalho ou correção de coisas que não foram bem finalizadas antes, devido à pressa ou mesmo ao descuido. Qualquer que seja o caso, a semana – até quinta-feira – está mesmo propícia às correções ou descarte daquilo que não tem mais conserto nem utilidade. O dia também traz um tom belicoso, de irritação e exasperação, especialmente na alma feminina, que se vê estressada e sobrecarregada de muitas expectativas e cobranças, algumas externas e muitas internas, que são as mais pesadas e desconfortáveis. Estamos cansados de lidar sempre com os mesmos problemas, revestidos de novas roupagens. Fomos nós que nos enganamos na resolução, achando que já estávamos livres disso? Ou será que é apenas uma nova etapa dos desafios que viemos superar nas nossas muitas vivências? O fato é que precisamos usar tal irritação e exasperação para confrontar esses demônios uma vez mais e seguir adiante com o que precisa ser feito calcinando e purificando a alma de mais uma das muitas camadas de impurezas que carregamos em nós. Em termos práticos o dia está propenso a confrontos e conflitos, mas também favorável a muitas resoluções e a atitudes diretivas, despachos e desenvoltura das coisas que estavam paradas aguardando que lidássemos com elas.

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TERÇA-FEIRA, 23 de maio – A Lua Ariana, na fase Balsâmica, faz trígono a Saturno e conjunção a Urano, ficando fora de curso depois deste contato, às 04h01min. Ingressa em Touro às 09h33min e faz conjunção a Mercúrio no fim da noite. O dia começa um tanto desassossegado, depois de uma madrugada em que talvez tenhamos “acordado” diversas vezes, inquietos com o porvir. Pelo meio da manhã as coisas parecem se acalmar um pouco e nós também nos tranquilizamos temporariamente, ruminando sobre afazeres, tarefas, finalizações. É a hora da verdade, do descarte. A quantas andam nossos apegos àquelas coisas velhas? Para que servem? Servirão ainda para o que quer que seja? A Lua míngua em Touro, já na última parte do minguante, a Balsâmica, quando olha e se prepara para o futuro. Mas não há futuro promissor se não nos desapegamos dos fósseis que atravancam o livre caminhar. Assim, o dia está propício à reflexão vagarosa e deliberada sobre esses apegos e a necessidade de soltá-los. É isso ou seremos arrastados para trás por aquilo de que nem precisamos; perderemos o voo da viagem para o novo, porque não conseguimos deixar para trás o excesso de bagagem. Desprendimento, é o desafio do dia e da semana!

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QUARTA-FEIRA, 24 de maio – A Lua balsâmica em Touro faz quincôncio a Júpiter, sextil a Netuno e trígono a Plutão e fica fora de curso depois deste aspecto, às 16h10min. Ingressa em Gêmeos somente na quinta-feira. O Sol está bem próximo da sesqui-quadratura a Plutão, que fica exata amanhã, horas antes da Lua Nova. Queremos raízes ou queremos asas? Esse é o dilema básico do dia. Enquanto ansiamos por adquirir maior estabilidade e segurança, outra parte nossa fica cutucando desconfortavelmente, apontando para todas as possíveis aventuras que podemos estar perdendo por estar “enraizados” demais. O ideal é encontrarmos o adequado equilíbrio, de forma a podermos conciliar tais impulsos. Às vezes, é a segurança que nos permite dar voos mais altos, afinal precisamos de uma boa base para ganhar impulso e voar. O dia permite que assimilemos essas contradições e ainda traz a chance de modificarmos e corrigirmos aquilo que está discrepante dos nossos anseios mais verdadeiros. A partir de tal identificação, talvez possamos adotar as atitudes necessárias na direção do que nos trará mais satisfação, não apenas no ciclo iminente, mas nos diversos ciclos vindouros a se descortinar diante de nós. Cada dia podemos modificar um pouco mais, afinal, Roma não foi feita num dia!

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QUINTA-FEIRA, 25 de maio – Vênus está em quadratura exata e o Sol em sesqui-quadratura plena a Plutão. A Lua ingressa em Gêmeos às 09h16min e faz conjunção ao Sol às 16h44min, inaugurando um novo ciclo na Lua Nova de Gêmeos, em sesqui-quadratura a Plutão e trígono amplo a Júpiter retrógrado em Libra. Mercúrio também faz sesqui-quadratura a Saturno. Depois do ciclo de retrogradação, que durou 43 dias, Vênus agora depura ainda muitos dos nossos valores que precisam ser transformados. Valores essenciais, valores relacionais, valores materiais. Um confronto conosco mesmos, que pode ser vivenciado através de conflitos com o outro, que espelham e refletem para nós aquilo que não queremos ver. As relações passam com purgações que levam a purificações e transformações. E a Lua Nova ocorre neste cenário. Sendo signo de Ar, Gêmeos também é um signo relacional – não no sentido afetivo, claro, mas no sentido da necessidade de conexões, de contato. Em Gêmeos a criança descobre que tem pernas que permitem que ela explore os arredores, que tem boca não só para comer, mas para falar e se comunicar e começa a dar nome às coisas. E essa é uma Lua Nova quase sem contatos, porque o único aspecto próximo que faz é a sesqui-quadratura – um aspecto menor – a Plutão. A Lua vai fazer trígono a Júpiter e quadratura a Netuno, mas ambos os aspectos têm orbe de quase dez graus. De maneira que nos sentimos pressionados por Plutão, inconscientemente, a transformar nossos contatos, nossas conexões, nossa comunicação, nossa relação com o conhecimento e com os fatos. Mercúrio, regente da Lua Nova, também faz contatos distantes a alguns planetas: sextil a Netuno, trígono a Plutão, quincôncio a Júpiter. Mas está em sesqui-quadratura exata a Saturno em Sagitário. Aliás, é interessante notar que esse mapa – e a semana – está cheio de sesqui-quadraturas, um aspecto dito inconsciente, mas precipitador de acidentes e eventos. O aspecto Mercúrio-Saturno exige que confrontemos a verdade dos fatos e, se não o fizermos, as inseguranças continuarão a nos incomodar. Mas o complicado é que estamos num momento difícil de identificar o que seja a verdade, porque parece que ela se multiplica e se desmembra, se fragmenta em muitos pedaços, formando mosaicos, ao invés de uma única imagem incorruptível. Às vezes, tudo o que temos são os mosaicos, que demandam distanciamento, para que a imagem possa fazer sentido. Se ficamos perto demais, perdemos a perspectiva e não conseguimos divisar nada claramente. Portanto, para analisarmos os fatos, é preciso distanciamento e nenhum envolvimento. Do contrário, talvez sejamos parciais. Mais sobre a Lua Nova, na quinta-feira.

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SEXTA-FEIRA, 26 de maio – A Lua faz trígono a Júpiter, quadratura a Netuno, quincôncio a Plutão, sextil a Vênus e conjunção a Marte – ufa! Essa Lua tá ocupada hoje! Espalhados para tudo quanto é lado, é como nos sentimos. Fragmentos de pensamentos, de energia, de alma, nos deixam com a sensação de caos, de estarmos soltos por demais no espaço e no meio dos acontecimentos e o resultado pode ser um esgotamento. Ainda sob os auspícios da Lua Nova, precisamos juntar tais fragmentos e tentar montar um mosaico das emoções e pensamentos, até que algo comece a fazer sentido dentro de nós. O dia traz muitas incertezas que levam a hesitações, algumas graves, pois as decisões seriam cruciais e, ao vacilar, perdemos a chance de fazer alterações importantes e necessárias. O excesso de pensamentos, as emoções desencontradas nos desestabilizam e é aconselhável concentrar-se na respiração em várias meditações curtas ao longo do dia, para conseguirmos achar o fio da meada que nos tire do caos interno. Para compensar a hesitação, mais tarde talvez incorramos no problema oposto e nos precipitemos, quando deveríamos nos acalmar, de modo que o resultado é mais insegurança e a sensação maior de desencontro, confusão, desperdício e equívocos sem volta, trazendo críticas severas, julgamentos e sensação de fracasso. Respiremos, respiremos e respiremos, porque à noite a tendência a conflitos espinhosos aumenta, assim como a possibilidade de discussões em que trocamos ofensas mútuas, levianamente tentando magoar o outro, como defesa para o nosso próprio ego ferido. Há que se questionar internamente qual o valor e a necessidade de tudo isso. O que se ganha e o que se perde? Aonde isso nos levará? Em algumas situações, às vezes é melhor sair como tolo ou perdedor, do que insistir em ter razão, a qualquer custo, porque a perda permanente, talvez não compense a vitória temporária.

Alex Stenvenson Diaz – Reprodução

SÁBADO, 27 de maio – Em Gêmeos, a Lua está em conjunção a Marte e ambos se opõem a Saturno em Sagitário. A Lua também se harmoniza com Urano, ficando vazia logo depois, às 03h19min. Faz ainda quadratura a Quíron em Peixes e ingressa em Câncer às 08h25min. Mercúrio, regente da Lua, está em quincôncio a Júpiter. Dando sequencia à noite de sexta, a madrugada está melindrosa e sujeita a muita irritação e frustrações e, considerando-se que é noite de “balada”, todo cuidado é pouco para não nos envolvermos em bate-bocas complicados, com muitas possibilidades de descambarem até para agressão física. Há propensão a grosserias e ofensas, como forma de suplantar a própria insegurança. Os excessos verborrágicos da noite dão lugar a dramas e mais instabilidades emocionais durante o dia, enquanto tentamos digerir todos os eventos, a irritação e as frustrações que ficam indo e vindo, feito boa de pingue-pongue. O sábado fica mais sensível e delicado, sentimentos profundos emergindo à superfície da consciência, a serem confrontados com aquilo que pensamos de nós mesmos. Talvez um pouco de silêncio e reclusão nos ajudem a colocar as coisas no lugar e assimilar melhor essas vivências.

Cena da peça A toca do Coelho, de David Lindsay Abaire – Reprodução

DOMINGO, 28 de maio – A Lua Canceriana se harmoniza com Netuno em Peixes, enquanto faz quadratura a Júpiter em Libra, sextil a Mercúrio em Touro, oposição a Plutão em Capricórnio e quadratura a Vênus em Áries – temos formada uma ampla Grande Cruz Cardinal. A Lua fecha a noite em quadratura a Urano, exata amanhã. Marte está em oposição a Saturno, aspecto exato também amanhã. O domingo está tempestuoso, e não muito favorável aos encontros e almoços familiares, a não ser que se prime pela honestidade e não pelo senso de obrigação e dever. Se nos guiarmos somente pelos deveres, sentimo-nos irritados e até lesados em nossa liberdade, já que talvez gostaríamos de estar fazendo outra coisa. E já que nos submetemos a tais compromissos, ficamos esperando recompensas pelo nosso bom comportamento e se tal não acontece, fazemos bico e ficamos amuados e emburrados. Assim, sobram farpas, chantagens, cobranças, dramas… Tudo podendo ser evitado se apenas fôssemos honestos e diretos, ao invés de tentar sair pela tangente e pelo caminho mais fácil – quem sabe um dia nós aprendemos… Num tom mais positivo, se estamos dispostos a enfrentar situações desconfortáveis e até inconvenientes, se queremos mesmo esclarecer as obscuridades das nossas relações familiares e amorosas, o tempo está favorável, desde que ajamos com maturidade e autocontrole – aí, sim, podemos ter conversas profundas e verdadeiras, e melhorar nossas interações. Do contrário, será apenas mais um almoço indigesto, que trará muita azia emocional pelos excessos ingeridos a contragosto, para suplantar as frustrações da convivência imposta. Dá para ser diferente e compor enredos mais agradáveis, sensíveis, generosos e verdadeiramente amorosos, sem que a obrigação seja o único motivador dos encontros. Como? Olhe para sua família e suas interações – só você os conhece e pode decifrar os enigmas para uma convivência melhor!

Uma ótima semana para você!

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