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A Semana Astrológica – Mudanças Estruturais

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Semana de 15 a 21 de maio – Semana intensa, que traz grandes possibilidades de mudanças estruturais bem orquestradas, mas que também nos obriga a lidar com inseguranças, intercaladas com arroubos de arrogância e excessos de entusiasmo. O Minguante ocorrendo na quadratura Aquário-Touro indica um momento essencial de desapego!

Nota: pessoal, precisei mudar o ponto do wi-fi na minha casa e estou sem internet desde a terça passada. Já marquei várias visitas técnicas e a Net me deixou na mão, alegando “problemas de sistema”. Pedi emprestado a internet da vizinha e é assim que estou postando hoje. Não quero abusar fazendo upload de imagens pesadas, portanto, o post hoje vai sem imagens! Agradeço a compreensão!

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Esta semana está intensa, cheia de acontecimentos e eventos, que nos deixam meio sem fôlego: temos movimentações importantes ocorrendo nos céus, movimentos lentos, de ciclos longos, ativados por outros movimentos mais rápidos. Temos Júpiter em quincúncio a Netuno, o segundo de uma série de três – o primeiro aspecto ocorreu em outubro de 2016. Este aspecto demanda bastante atenção, porque nossas avaliações e julgamentos ficam comprometidos por otimismos falsos, sem lastro nenhum. Os idealismos ficam exacerbados e inconstantes, coloridos por sentimentos contraditórios e muita incerteza. Buscamos crescer, mas não temos uma noção clara de como fazer isso, nem das demandas práticas para realizar tal expansão, de modo que podemos nos iludir e nos deixar enganar por auspícios suspeitosos, talvez completamente irreais – quimeras, apenas quimeras. Num tom mais positivo, se conseguimos ser minimamente realistas, há boas possibilidades de expandir nossa criatividade nos campos das artes, da música e mesmo no campo da espiritualidade.

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O trígono Saturno-Urano, por outro lado, indica um período em que conseguirmos fazer mudanças importantes, dentro das estruturas já existentes, e ainda permanecer inventivos, originais, preservando nossa liberdade. Esse aspecto também é o segundo de uma série de três – o primeiro aconteceu em dezembro/16 – e fala da capacidade de conseguirmos mediar a necessidade de preservar parte das estruturas que criamos no passado e que ainda nos dão sustentação, com a inevitabilidade da mudança. Como resultado, temos um senso de renovação de tais estruturas, melhoramos a satisfação com nossas realizações, sem comprometer nossa segurança. Mas o aspecto pode ser enganoso se ficarmos esperando que as coisas se resolvam por si só. É um aspecto dito “preguiçoso” e demanda que o usemos de forma consciente, se for para tirar proveito de sua influência positiva. Portanto, nada de ficar esperando que as coisas venham bater na nossa porta! É preciso se mexer!

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Marte faz quincúncio a Plutão. Nossa determinação fica sujeita a arroubos de suprema energia que, se mal direcionada, pode manifestar-se como intimidação, ação coercitiva, que obviamente pode nos criar problemas, caso estejamos inconscientes do quanto tentamos impor nossa vontade aos outros, ferozmente. Portanto, é necessário prudência e auto-observação atentiva quanto às nossas ações e impulsos, para que não nos tornemos provocativos e quem sabe até, violentos. Isso é particularmente explosivo, dado que Marte está Fora de Limites desde o domingo, dia 14, uma condição que aumenta sua impulsividade, tornando-o mais primitivo, indisciplinado, indomável. Se bem canalizada, essa influência pode representar exatamente a força e a estamina de que precisávamos para avançar na realização ou finalização de muitos dos projetos nos quais estamos envolvidos. Também é necessário estarmos cientes e enfrentarmos o fato de que alguns de nossos planos talvez sejam abstratos demais e difíceis de ser aplicados no mundo concreto e talvez parte da nossa irritação também venha daí.

Catrin Welz-Stein – Reprodução

Vênus finalmente sai da zona de retrogradação na quinta-feira, fazendo oposição a Júpiter no dia seguinte, trazendo entusiasmo, jovialidade, mas também a tendência a exagerar no fervor, na busca de prazeres e na busca por socializar, talvez descambando para um certo histrionismo. Isso também pode trazer inquietude, ansiedade e impaciência. Enquanto achamos que somos ardentes na nossa demonstração de afeto, o outro pode nos perceber como agressivos, quem sabe até, caçadores e o resultado é que a “caça” pode fugir assustada! Sem contar que Vênus fecha a semana já em quadratura próxima a Plutão! Portanto, quem não quiser que o tiro saia pela culatra, melhor manter todo esse “ardor” em cheque.

Mercúrio deixa a forja Ariana para ingressar novamente nos campos plácidos de Touro e sai da zona de retrogradação já no sábado, dia 20! A despeito da cautela e da ruminação necessária quando Mercúrio está em Touro, certamente isso é uma boa notícia!

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Finalmente, o Sol Taurino faz quincúncio a Saturno em Sagitário e sextil a Quíron por estes dias, sugerindo uma circunspecção e tendência a uma certa melancolia, inseguranças que vêm e vão, frustrações difíceis de determinar, o que pode abater um pouco o nosso ânimo, porque há sensação vaga de inferioridade, embora tenhamos dificuldade de admitir até para nós mesmos. Se formos muito desavisados, isso pode causar problemas nas relações, porque nos sentimos inferiorizados, sem perceber que nós mesmos nos inferiorizamos voluntariamente. No sentido oposto, essa influência pode nos colocar em contato com nossas reservas de disciplina e, se conseguimos entender as origens de nossas inseguranças, podemos focar nossos esforços conscientemente para superá-las, ao invés de nos deixar esmagar por elas. No mesmo período o Sol faz sesqui-quadratura a Júpiter, e essas inseguranças podem ser mascaradas por uma falsa confiança, que pode mesmo resvalar em arrogância. Mas um olhar mais atento poderá nos deixar a descoberto, logo, é melhor fazer um check-up interno para não passarmos vexames desnecessários. O Sol termina a semana já no signo de Gêmeos, ingressando neste signo às 17h31min do sábado, inaugurando um período de mais leveza, movimento, racionalizações e aumento nas conexões. Parabéns a todos os Geminianos de Sol, Lua e Ascendente!

A Lua abre a semana na fase Disseminadora, em Capricórnio. Torna-se Minguante em Aquário, na quinta-feira. Dissolve-se em Peixes e termina a semana incinerando os restolhos do ciclo nas fornalhas de Áries. A Lua será Nova a 04°46 de Gêmeos, no dia 25 de maio.

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SEGUNDA-FEIRA, 15 de maio – De Capricórnio, a Lua se harmoniza com Netuno, enquanto briga com Júpiter e se une a Plutão, se desentendo ainda com Marte. A semana começa com muito dinamismo e energia forte de trabalho e produtividade! Mas há influências contraditórias que nos fazem divididos entre deveres e prazeres, ou entre o que queremos e o que de fato conseguimos. Não, nem sempre as coisas saem como imaginamos! Mesmo assim, dá para botar a mão na massa sem, fazendo o que é possível. Talvez tenhamos dificuldades em dosar a ênfase que colocamos nas atividades, exagerando nas ordens ou obrigando a nós mesmos a ir além da próxima milha. Por um lado, avançamos, mas por outro, podemos nos exaurir sem necessidade ou nos frustrar quando nos deparamos com o descompromisso alheio. De qualquer forma, há também energia de restauração à nossa disposição, que ajuda a equilibrar os destemperos. Fechamos a noite irritados e há propensão a discussões e desentendimentos domésticos! Atenção com a impaciência e a intolerância!

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TERÇA-FEIRA, 16 de maio – Mercúrio ingressa em Touro à 01h07min. De Capricórnio a Lua faz trígono ao Sol e quadratura a Urano, ficando vazia depois deste contato, às 07h23min. Faz ainda sextil a Quíron. Ingressa em Aquário às 14h50min, já quadrando Mercúrio em Touro e fazendo sesqui-quadratura a Marte. O Sol está em quincúncio a Saturno, exato na madrugada de quarta. A manhã está ansiosa e irritadiça porque temos uma sensação de urgência, com milhões de coisas por fazer, mas nos sentimos atravancados por outros ou por situações alheias à nossa vontade. Há tendência a imprevistos, aborrecimentos diversos e abruptos e o melhor é relaxar, porque se estressar só vai piorar tudo e azedar ainda mais o humor. De fato, não há energia suficiente para resolução ou para a tomada de decisões e é aconselhável apenas finalizar o que já está começado. À tarde, apesar de mais desapegados, ainda estamos inquietos e irritadiços e há tendência a altercações e discussões devido a teimosia e inflexibilidade de opinião. Mas brigar com o mundo exterior é infrutífero quando o problema começa no próprio desacordo interno. As tensões e ansiedades precisam ser enfrentadas por aquilo que são: problemas reais ou apenas irritações passageiras, que não valem a perda do humor e da saúde emocional. Assim, vale mais buscar a sincronia interna através de atividades físcias ou relaxantes, meditação ou o bom e velho exercício de traduzir no papel aquilo que desassossega a alma – pode até não resolver, mas pelo menos se clarifica e se acha o caminho para as possíveis soluções.

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QUARTA-FEIRA, 17 de maio – Júpiter está em quincúcnio pleno a Netuno. O Sol Taurino faz quincúncio exato a Saturno, que também está em trígono a Urano. Enquanto isso, a Lua Aquariana se harmoniza com Vênus, fazendo ainda trígono a Júpiter e a Marte, formando um Grande Trígono de Ar. Os problemas e frustrações imediatos são apenas a camada superficial de insatisfações mais profundas, que ficam nos incomodando, como agulhadas desconfortáveis, que nos fazem sentir as circunstâncias como muito pesadas e muito aquém de nossos sonhos e aspirações. É como sonhar com Paris e ter que se contentar com breve uma estadia num sítio nas vizinhanças – nada contra o sítio, mas são sonhos muito diferentes entre si. A insatisfação não irá embora enquanto não enfrentarmos sua origem: a discrepância entre aspirações e realidade. Se tais aspirações são importantes e válidas, precisamos nos comprometer com sua realização; do contrário, é melhor entrar em acordo com a realidade diante de nós e aceita-la como ela é, porque brigar com as circunstancias é inútil, se não nos movemos para muda-las! O dia também traz uma forte energia de planejamento e projeções, elucubrações mentais, comunicação e busca de novas conexões que promovam expansão e realizações intelectuais. Contudo, devido às influências dissonantes, podemos recorrer a essa energia mental como escape e nos perder em planos que não têm intenção nenhuma de sair do papel e são idealizados apenas para nos dar a ilusão de que pretendemos fazer alguma coisa, quando já sabemos, de antemão, que talvez sejam engavetados. Entretanto, também podemos usar todas essas influências para nos conscientizar das discordâncias internas e ter clareza sobre tais dilemas, traçando planos realistas de superação das atuais limitações, mantendo os pés no chão, sem permitir que os obstáculos aparentes apaguem nossa motivação!

QUINTA-FEIRA, 18 de maio – Saturno está em trígono exato a Urano na virada das horas entre a quinta e a sexta. A Lua Aquariana completa o trígono a Marte enquanto se afina também com Urano e Saturno, oficializando o quarto Minguante ao fazer quadratura ao Sol e ficando vazia logo depois, às 21h35min. Lua e Sol fazem sesqui-quadratura a Júpiter, tornando-o foco de um Martelo. O Sol também está em sextil a Quíron. A Lua potencializa a ponte de harmonia atualmente ativa entre Saturno e Urano, de maneira que sentimos mais concretamente e mais nitidamente a possibilidade de concretizar nossos planos e projetos de mudanças e inovações. Contudo, ainda temos que lidar com a sensação de estarmos “desconjuntados”, de haver muitas disparidades entre nossos quereres e as circunstãncias ou mesmo nossas possibilidades – daí temos uma sensação de confusão, de desencontro, como pano de fundo de tudo o mais que ocorre; mas também temos bastante disposição para fazer o que estiver ao nosso alcance para mudar esse contexto. A Lua fica minguante na quadratura Aquário-Touro e um recado óbvio que enfatiza a energia de términos representada pelo minguante é a necessidade do desapego. A Lua Aquariana convida a identificar todos os apegos que nos amarram e causam estagnação, seja literal ou energética e a abrirmos mão de todos eles. Como Touro trata da posse material, o principal recado é nesta esfera: olhar para o apego a coisas, à matéria, incluindo o apego distorcido que possamos ter ao nosso próprio corpo e os sentidos. Abrir mão do materialismo, o se deixar dominar pelo desejo de possuir, o que quer que seja. Abrir mão do entulho físico, dos restos que não servem mais e levar uma vida mais minimalista, achando tempo e espaço para as coisas que realmente valem a pena e empregando os recursos com aquilo que traga satisfação verdadeira e segurança genuína e não pseudo-estabilidade. Sol e Lua estão hoje formando um Martelo que pressiona Júpiter, sugerindo uma oscilação na fé que temos em nós mesmos, ou dúvidas filosóficas sobre nossos propósitos ou mesmo necessidades; há ainda dificuldade de auto-controle, o que leva possivelmente a criticismos que alimentam a insegurança, virando um círculo vicioso. Também precisamos ficar atentos quanto á tendência de postergar a resolução de problemas, deixando uma montanha de entulho para o futuro, que poderá bloquear o avanço, quando menos esperarmos. A chave é exatamente voltar aos princípios básicos nos quais acreditamos, nossa ética, os códigos válidos para nós, que guiam nossa conduta e atitudes. E buscar moderação, auto-controle e disciplina. É isso ou nos gastamos em coisas fúteis e imediatistas, que colocarão em risco realizações mais importantes no longo prazo.

SEXTA-FEIRA, 19 de maio – O trígono Saturno-Urano se completa na primeira hora do dia. Vênus está em oposição exata a Júpiter, enquanto Marte está em quincúncio pleno a Plutão. A Lua ingressa em Peixes à 00h52min, de onde se afina com Mercúrio em Touro e fecha a noite em quincúncio a Júpiter e conjunção a Netuno. Novamente um dia de muitas contradições. Temos desejos e impulsos de avançar e de nos fazer notar com veemência, mas talvez tal veemência seja enérgica e vigorosa em demasia, gerando atritos severos com outras pessoas, que se ressentem de nossos métodos muito diretos, porque não dizer, agressivos. A impulsividade de hoje pode comprometer os resultados do amanhã, é bom que fique claro; assim como a ansiedade em obter um resultado pode se manifestar como arrogância e afastar parcerias que poderiam ser frutíferas e bem-sucedidas, não fosse nossa intimidação disfarçada de entusiasmo. E nem adianta bancar a vítima desavisada que caiu de paraquedas, porque as pessoas não são trouxas e percebem a manipulação por trás das palavras suaves e “fofas”. Em vez disso, prieiro precisamos nos lembrar que não estamos sozinhos no mundo e que precisamos nos empenhar para que as melhorias que buscamos favoreçam a todos e não apenas ao nosso umbigo; segundo, podemos ser mais honestos e deixar claro para o outro quais são nossas motivações e porque estamos tão ansiosos e então, em lugar de confrontos, podemos seduzir nosso interlocutor com nossa honestidade e limpidez, ganhando-o também com nosso entusiasmo genuíno e comprometimento em fazer o que for melhor para todos.

SÁBADO, 20 de maio – A Lua Pisciana completa o quincúncio a Júpiter em Libra e a conjunção a Netuno, fazendo depois quadratura a Marte em Gêmeos e sextil a Plutão em Capricórnio. Fecha a noite em quadratura a Saturno em Sagitário. O Sol ingressa em Gêmeos às 17h31min. O sábado traz muitas dúvidas e incertezas, que nos deixam vacilantes sobre a melhor coisa a fazer, o rumo certo a tomar. Na dúvida, tentamos fazer tudo e nos embolamos no meio de campo, não fazendo muita coisa e nos irritando muito no processo, com o desperdício de tempo e recursos – tendência a criar situações caóticas. O resultado é que ficamos mais inseguros e sorumbáticos, amuados e melindrosos, mordendo até a mão que tenta nos acariciar. Vale um olhar honesto para si mesmo, sem chicotes ou castigos, mas com compreensão, aceitação e o auto-perdão, redentor e amoroso. Afinal, quem disse que temos que saber tudo, que acertar sempre e nunca ter inseguranças? Moralismos vazios e cobranças duras não vão resolver, somente piorar, e isso vale tanto para nós mesmos quanto para aqueles que porventura tenham falhado conosco no dia de hoje. Peneirar os aprendizados de tais situações duras ou caóticas é o melhor que podemos fazer, para quem sabe, agir de forma mais madura e centrada na próxima vez que nos depararmos com situações parecidas.

DOMINGO, 21 de maio – De Peixes a Lua faz quadratura a Saturno e fica vazia logo depois, à 00h41min. Ingressa em Áries às 07h11min e logo faz sextil ao Sol Geminiano. Fecha a semana em oposição a Júpiter. O domingo amanhece cheio de energia, ânimo e desejo de aventura. Queremos sair de casa, fazer coisas que comprovem nossa liberdade e que nos ajudem a nos afirmar de maneira positiva. Também estamos mais otimistas e bem-dispostos, de modo que ficar presos dentro de casa pode ser receita para confusão, porque a energia precisa de um canal positivo de liberação! Atividades físicas, esportes, exploração de novos ambientes e possibilidades estão mais que favorecidas! Mesmo que não tenhamos companhia, isso não é problema, porque não temos medo e até nos empolgamos com uma certa dose de risco, nos regozijando um pouco com o desconhecido e com a possibilidade de descobrir novos caminhos e deixar nossa marca individual de alguma forma. Assim, o domingo traz um ânimo também para terminar coisas inacabadas e começar a nova semana com disposição e energia!

Desejo a todos uma ótima semana, de alegria e serenidade!

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A Semana Astrológica – A dor e a delícia de ser o que somos

Catrin Welz-Stein – Reprodução

Semana de 10 a 16 de abril – Semana de colhermos os resultados, concretos ou intangíveis, dos esforços que dedicamos aos nossos empreendimentos. Resoluções abruptas e radicais também estão no menu do período e ajudam a liberar muito da tensão acumulada nas últimas semanas. 

Semana de Lua Cheia em Libra, mas cujo ponto alto é a regente de Libra, Vênus, voltando ao movimento direto no sábado (fogos de artifício pipocando para todo lado!). Mas ainda vai levar algumas semanas até que Vênus recupere a sua boa forma: ela só sai da zona sombria de retrogradação no dia 18 de maio e fica bem mesmo a partir de seis de junho, quando entra em Touro, seu palácio campestre, signo regido por ela. Vênus estaciona em conjunção a Quíron e já direta, fará quadratura exata novamente a Saturno – quadratura, aliás, que está ativa todas essas semanas, porque muito próxima do ponto partil. Pois é, não mole, não!

tirado de DebraHeylen.blogspot – Reprodução

A Lua cheia, por sinal, traz mais algumas avalanches para sacudir os corações e o mundo em seus conflitos também. Ocorre no eixo-Áries-Libra, eixo dos relacionamentos; dá-se em oposição a Urano, o planeta das rupturas e do despertar abrupto e radical… E ainda tem a quadratura a Plutão, que, intensifica e aprofunda todas as crises. Vênus, regente da Lua Cheia, estará em quadratura de meio grau a Saturno… Portanto, essa Lua Cheia traz a culminação deste ciclo de retrogradação de Vênus e sugere muitas tensões, mas também liberação e resoluções drásticas na área das relações e dos acordos políticos e tentativas de conciliações.

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E se a Lua Cheia acontece em oposição a Urano, significa que o Sol vai fazer conjunção a ele nesta semana, sugerindo um momento de recarregarmos as baterias, porque Urano é energia de milhões de volts – só precisamos ter sobriedade e cabeça fria para administrar tanta energia, para que ela não imploda dentro de nós. Sim, há muita energia e uma revitalização dos nossos propósitos, assim como a sensação de estarmos muito despertos para aspectos da vida e até de nós mesmos que havíamos ignorado antes. Contudo, essa energia também traz muita ansiedade, impulso e pode aumentar a irritação, caso queiramos fazer tudo igual e previsível. A semana pede inovação, experimentação e que não tenhamos medo de nos abrir ao novo, por mais amedrontador que possa parecer. Em termos mundanos, essa influência sugere um recrudescimento de opiniões e posições políticas, idealismos exacerbados e exaltados – considerando-se que Vênus e Mercúrio estão retrógrados (planetas associados com negociações e acordos), a conjunção Sol-Urano pode indicar também tensões aumentadas nos conflitos já existentes mundo afora. O Sol também fecha a semana já em trígono a Saturno, que ajuda a dar uma sustentação para toda essa energia extra, propiciando que a utilizemos de forma sábia e até estruturada.

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Marte faz um sextil à sua dispositora, Vênus, no domingo. Neste caso, é Marte quem faz o movimento, visto que Vênus ainda estará praticamente estacionária, já movendo-se para a frente, mas é Marte quem vai ao encontro dela. Esse movimento pode apaziguar minimamente os dissabores relacionais do momento e pode trazer algum alento, visto que sugere a possibilidade de conseguirmos uma cooperação entre nossos desejos e a capacidade de realizá-los, ou, visto de outra forma, masculino e feminino estão afinados, sugerindo um diálogo menos duro e chances de conciliação nas crises que ora se apresentam.

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Por outro lado, Mercúrio, planeta das comunicações, acabou de ficar retrógrado em Touro. E não, isso não é uma catástrofe! Você pode tocar sua vida normalmente, a Terra continua a girar e nós seguimos com nossas tarefas de sempre. Mas Mercúrio retrógrado traz a oportunidade de reavaliarmos e revisarmos nossa comunicação, nossos processos mentais, estudos, escritos, etc. E sugere um período em que tudo o que identificamos que está datado ou não funcionando mais seja corrigido ou substituído. Abrir a mente e a cabeça, ter flexibilidade, abrir mão da teimosia e dos pensamentos condicionados… Abrir mão das nossas certezas certinhas, das opiniões formadas e estabilizadas, dos manuais que nos dizem como pensar, o que dizer, a coisa certa, sem nunca poder errar. Deixar ir as verdades prontas e engessadas e estar dispostos a nos surpreender. Em lugar de certezas maçantes, escolher a liberdade das incertezas, para variar um pouco… tudo isso fica favorecido por essa retrogradação, assim como voltar atrás sobre nossos próprios passos para rever por onde andamos e se perdemos algum detalhe importante. Falei mais sobre isso no texto da semana passada!

Outra coisa importante é que nesta semana ainda temos quatro retrogradações pesadas: Mercúrio, Vênus, Júpiter e Saturno, dois planetas pessoais e os dois sociais. Os planetas transpessoais estão todos diretos no momento, Plutão entrando em retrogradação no dia 19 de abril. Então, talvez tenhamos a sensação de que o mundo tá pesado demais, as mudanças grandes demais e os mecanismos sociais não conseguem acompanhar ou administrar tais movimentos. Pessoalmente também nos sentimos ainda em fase de reflexão, antes de conseguirmos atinar para quais atitudes são mais adequadas ao momento e às mudanças que ocorrem em nossa própria vida. Mas essa fase é necessária e o melhor que fazemos é tirar proveito dela, revisando, reorganizando, reordenando, reestruturando tudo o que for necessário e tudo o que for possível.

Desconheço o autor – Reprodução

A Semana é marcada pela fase cheia da Lua, ocorrendo em Libra, na madrugada de terça-feira, dia 11, às 03h08min no horário de Brasília e às 07h08min no horário de Lisboa. A Lua adensa os temas relacionais em Escorpião, torna-se Disseminadora em Sagitário e fecha a semana entrando em Capricórnio na noite de domingo. Conversa com todos os demais corpos celestes, harmoniosa ou estressadamente.

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SEGUNDA-FEIRA, 10 de abril – a Lua abre a semana em Libra, sem fazer muitos aspectos na madrugada. Durante o dia faz quincúncio a Netuno, conjunção a Júpiter, quadratura a Plutão e oposição não exata ao Sol e a Urano, aspectos que se completam na madrugada de terça. A Lua forma uma T-Square com Júpiter, Sol-Urano e Plutão de foco. Vênus, regente da Lua, esta conjunta a Quíron e em quadratura a Saturno. Começamos o dia buscando harmonia, mas encontrando incongruências e desajustes, que nos obrigam, logo cedo, a buscar conciliação entre nossos ideais de perfeição, os rasgos de sensibilidade e a necessidade de termos uma abordagem mais desapegada dos assuntos, das tarefas e até mesmo da nossa subjetividade. À tarde as coisas esquentam de verdade e somos espremidos pelas muitas escolhas que temos que fazer, que nos colocam em colisão direta com situações sombrias e ingratas que preferiríamos não ter que encarar, mas das quais não temos como escapar. É um bom dia para confrontarmos nossa dependência da opinião alheia, da aprovação do outro e até mesmo daquilo que é “adequado” e esperado de nós. Somos capazes de bancar nossas escolhas, quando elas são boas para nós mas desagradam a outros? Damos conta de lidar com o desconforto que causamos com nossos posicionamentos, talvez inconvenientes, mas necessários? Ou vamos continuar agradando a outros enquanto nos sentimos um capacho? Buscar a harmonia é necessário, mas nâo à custa do nosso amor próprio, não tendo que recuar naquilo que acreditamos, não tendo que pedir desculpas se nossa atitude não está em consonância com o código moralista atual. Esse dilema interno causa um nível de estresse muito alto e demanda de nós muita força interior para darmos conta de “segurar a onda” e defendermos nosso posicionamento, a despeito das divergências e oposições com que nos defrontamos. Ninguém precisa aceitar coisas com as quais não concorda, mas o fato de não concordarmos com algo não quer dizer que o outro esteja necessariamente errado, pode haver divergência de opinião e de visão e podemos perfeitamente concordar em discordar e é assim que as relações maduras se sustentam, baseadas no respeito. Mas é muito importante, é vital, sermos capazes de nos defender e defender nossa posição, com integridade e serenidade. O oposto disso será a diminuição do auto-respeito e o preço sempre é muito mais alto do que qualquer afago recebido por concordarmos em ser “agradáveis” e “adequados” como esperam que sejamos.

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TERÇA-FEIRA, 11 de abril – A Lua completa a oposição ao Sol, formalizando a fase da Lua Cheia, na madrugada, às 03h07min. Depois a Lua se opõe a Urano e faz também quincúncio a Marte em Touro e a Quíron-Vênus em Peixes, virando foco de um Yod-Dedo de Deus. A Lua fica vazia depois do sextil a Saturno, às 15h21min. Ingressa em Escorpião às 19h42min e fecha a noite em oposição a Mercúrio retrógrado em Touro. A Lua Cheia culmina o ciclo iniciado em Áries e, de certa forma, também joga no palco central das discussões os temas do ciclo atual de retrogradação de Vênus, que está super desacelerada, preparando-se para estacionar no fim de semana. Essa lunação traz para a linha de frente o quanto temos comprometido nossa autoestima, nossos desejos, nossa vontade e a nós mesmos para ceder a outros. Pede que achemos o equilíbrio entre a necessidade de aceitação e negociação e a necessidade de nos posicionarmos firmemente e defendermos nossos desejos e valores pessoais. Traz grande possibilidades de iluminação sobre os emaranhamentos que atrapalham e bloqueiam nossa vida amorosa e a consequente quebra do padrão destrutivo e de deixarmos o passado ir, de nos soltarmos das enredamentos ilusórios, das redes pescadoras e enganosas que nos mantiveram atados a imagens irreais do outro, da relação e até de nós mesmos. Traz uma tensão enorme, mas também a liberação dessa tensão de maneira que nos ajude a nos soltar do sofrimento desnecessário, dos enredos de dor e de tristeza, de modo a escolhermos enredos mais leves e realistas. De maneira a podermos dizer “não quero perfeição. Quero o real”. É, de fato, um confronto difícil com as ilusões e as imagens que espelhamos para o outro ou que espelharam para nós, mas um confronto que estilhaça os espelhos ilusórios e nos deixa com aquilo que tem verdadeira substância, que poderá nos sustentar.

Seungyea Park – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 12 de abril – De Escorpião, a Lua Cheia faz oposição a Mercúrio retrógrado em Touro. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura a Vênus e Quíron em Peixes e também trígono a Netuno. O Sol Ariano está em conjunção próxima a Urano. Hoje é um dia para entrar mudo e sair calado e manter os olhos bem abertos – principalmente o terceiro olho – e a boca fechada. Sentimos todas as suscetibilidades muito agudamente e temos que lidar até mesmo com aquilo que tínhamos conseguido jogar para um canto obscuro do coração nos últimos dias. A mente não ajuda e volta-se contra nós mesmos, sardônica e crua e nós, se não compreendemos de onde surge o “climão” pesado, derramamos o veneno em doses econômicas, mas letais, movidos por sentimentos inconscientes de insegurança e desamparo, de nos sentirmos expostos e talvez ressentidos com a vida e com o mundo em geral. A amargura, se não vigiarmos, pode nos fazer tomar atitudes extremas das quais podemos nos arrepender depois. Somado à defensividade está o desejo intenso de liberdade e independência e podemos misturar os conteúdos e fazer coisas impensadas, que talvez podem até ser adequadas, mas que têm as motivações equivocadas e podem levar a términos abruptos e amargos, ao invés de finalizações serenas e maduras. Para não incorrermos em tais equívocos, é importante estar cientes de nossas apreensões, ressentimentos, raivas e impulsos latentes e vigiarmos nossas reações , para que não sejam reações de bicho ferido, mas atitudes nascidas da deliberação madura e ponderada.

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QUINTA-FEIRA, 13 de abril – A Lua Escorpiana se harmoniza com seu regente moderno, Plutão, em Capricórnio, mas se desentende com o Sol e Urano em Áries e faz oposição ao seu dispositor tradicional, Marte em Touro – Marte está Todo-Poderoso, regendo Sol e Lua por esses dias! A Lua fecha o dia em trígono a Quíron e a Vênus em Peixes. O Sol vira a noite/madrugada de sexta conjunto a Urano. Sentimentos conflitantes colorem o dia, que está denso – quase se poderia cortar a atmosfera com uma faca! Há muita força emocional e a capacidade de lidar com assuntos-tabu, crises e situações-limite em geral. Empenhamo-nos de corpo e alma em tudo o que fazemos e essa entrega ardorosa e arrebatada permite que realizemos muitas coisas que enchem o coração de orgulho e satisfação. Mas há também incoerências e desconexão de partes de nós mesmos, que talvez não queiramos reconhecer para não “complicar” as escolhas que já fizemos e aquilo com nos identificamos: queremos paixão e intensidade, no trabalho, na vida, no amor e as outras partes que querem soltura e descompromisso são empurradas para fora de nós, de modo que podem causar conflitos com outros, que parecem ameaçar e se interpor contra aquilo que somos e que queremos realizar. Tudo isso faz com o dia adquira um clima belicoso e irritadiço, mas é uma belicosidade viciosa, indireta e não muito honesta, o que dificulta a discussão limpa e a resolução do conflito de uma vez por todas. Ao invés disso, a coisa vai se arrastando em modo de agressão passiva, em que suprimimos a raiva na hora, mas deixamos que intoxique o coração, as vísceras e tudo aquilo que tocamos. Melhor ser honesto de uma vez e dizer o que tem que ser dito, de forma clara e límpida, sem cuspir acusações, mas colocando na mesa a forma como nos sentimos – o outro não é responsável por aquilo que sentimos – de modo a podermos chegar a algum consenso minimamente respeitoso, justo e íntegro.

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SEXTA-FEIRA, 14 de abril – O Sol Ariano completa e plenifica a conjunção a Urano, enquanto a Lua faz trígono a Quíron e a Vênus em Peixes… A Lua fica fora de curso depois do aspecto a Vênus, à 01h19min. Ingressa em Sagitário às 07h27min, de onde se indispõe com Mercúrio retrogrado em Touro. Vênus estaciona a 26°54’ de Peixes. Temos hoje uma carga extra de energia que demanda acharmos recipientes adequados onde “aterrá-la” ou onde canalizá-la. Se estivermos em sintonia com nosso centro, procuraremos maneiras de nos desobrigar de tarefas entendiantes, previsíveis e rotineiras, em favor de explorarmos possibilidades insólitas de nos expressarmos e de expressarmos nossos talentos e criatividade. Há muito vigor e entusiasmo, uma sensação de expectativa e de que não devemos desperdiçar as oportunidades que nos são dadas e por isso mesmo, precisamos fazer algo diferente, que surpreenda a nós mesmos positivamente, do contrário, poderemos surpreender a outros de forma desagradável, rebelando-nos estrepitosamente contra obrigações e compromissos que nós mesmos assumimos sem pensar. Temos lampejos e estalos que nos permitem vislumbrar os limites que colocamos a nós mesmos e que nos impedem de avançar sobre barreiras que vemos como intransponíveis, mas que são superáveis, caso olhemos de ângulos diferentes e ousemos modificar a forma como enxergamos nossa realidade modorrenta da qual nos ressentimos tanto. Contudo, se insistimos em fazer tudo do jeito de sempre, podemos nos deparar com frustrações e entraves, máquinas quebrando, imprevistos e chateações irritantes, para não dizer, pequenos desastres. Assim, o melhor é nos sintonizarmos com a grande inspiração que nos chega e nos permitirmos ser flexíveis, estar abertos para o inusitado, o surpreendente, o imprevisível, o inesperado e, mesmo que pareça chocante a princípio, deixar-nos surpreender antes de deixar nossos preconceitos levarem a melhor recusar a oportunidade da nova experiência. Do jeito que a vida anda, não podemos desperdiçar essas pequenas horas de inspiração e elevação, portanto, estejamos abertos e permitamo-nos surpreender! Esses posicionamentos do Sol e da Lua no dia em que Vênus estaciona pedem que olhemos para nossos dramas sob ângulos diferentes, talvez seja um pouco difícil a princípio, apaixonados e identificados que estamos com nossas próprias dores, mas é possível e necessário, para termos algum senso de perspectiva e significado, que nos ajudarão a sair do lodo da nossa tristeza e desolação.

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SÁBADO, 15 de abril – Vênus fica estacionário-direto às 07h18min em conjunção não exata a Quíron – tecnicamente já está direta – no Dia de Saturno, com quem está em quadratura, algo bem adequado aqui, porque Saturno parece estar dizendo quem é que manda no enredo! De Sagitário a Lua faz sesqui-quadratura a Urano e também ao Sol, entrando na fase Disseminadora. A Lua faz quadratura a Netuno, sextil a seu dispositor, Júpiter e sesqui-quadratura a Mercúrio. Depois de 41 dias mergulhados nos intricados dos nossos processos relacionais, refletindo, ponderando, reavaliando, chegamos a muitas conclusões que agora começam a ficar mais claras e que nos levarão a algumas mudanças de atitudes daqui a algumas semanas. Neste período, deixamos para trás as superficialidades, em nome de contatos mais profundos e substanciais… Se insistimos na superficialidade, podemos ter nos deparado com rejeição e incompreensão, que refletem a incompreensão que nós mesmos temos com relação ao processo como um todo. Agora começamos a empreender o caminho de volta à superfície de nós mesmos, mas muita coisa está transformada. Lampejos e revelações que afloram à consciência hoje podem ser preciosos para o entendimento das relações amorosas inclusive a relação que temos conosco mesmo. O que iremos disseminar a partir daqui? Insistiremos nas histórias de dor? Ou buscaremos novos ares e novos enredos, novos caminhos e visões? Precisamos nos separar dessas dores, dar-lhes um lugar no nosso coração e história, mas deixa-las ir como parte fundamental da nossa identificação pessoal. A cicatriz nos lembrará da vivência e daquilo que aprendemos, de que sobrevivemos, mas não precisa ser adorada como troféu para ganhar a simpatia alheia. A simpatia e empatia de que realmente precisamos é a nossa própria. E que seja verdadeira e não um arremedo para despistar nossas inseguranças. De modo mais prático, o dia traz a necessidade de nos pormos a explorar ovos caminhos e nos conscientizarmos da nossa necessidade de autonomia, largueza, soltura e descompromisso… O compromisso hoje é a surpresa e a busca por significados que sejam profundos, mas que também tragam leveza. Compromisso fechados e muito inflexíveis podem trazer frustração e irritação.

tirado de Deviantart – Reprodução

DOMINGO, 16 de abril – Marte está em sextil à sua dispositora Vênus. A Lua Sagitariana na fase Disseminadora faz trígono a Urano e ao Sol em Áries, enquanto se desentende com Marte em Touro e quadra Quíron-Vênus em Peixes, ficando vazia depois da conjunção a Saturno, às 15h28min. A Lua ingressa em Capricórnio às 20h05min. O Sol fecha a semana em trígono próximo a Saturno e Marte em quincúncio, também quase exato, ao mesmo Senhor do Tempo. Sabe aquela frase cliché super batida “não chore porque acabou, sorria porque aconteceu”? O dia tá desse jeito, com influências delicadas por um lado e exuberantes por outro. Uma sensação profunda de angústia, uma paralisação do sentimento, que fica preso a algo incognoscível, indefinível, mas que dói agudamente, a sufocar o fôlego… ao mesmo tempo uma sensação de esperança, uma alegria perspicaz, de quem sabe tudo o que passou, mas não se deixa esmagar por isso. Como estar no fundo do lago, a sufocar-se e emergir abruptamente à superfície, arfando por esse ar tão precioso, mas ainda sob o terror da possibilidade de ter sucumbido… Tudo o que vivenciamos ao longo da vida, da mais sublime e elevada das experiências à mais sombria e torturante das dores, ocorre por algum motivo, mesmo que não saibamos exatamente qual – isso aqui tem muito de uma crença e opinião pessoais e vocês podem não concordar – tudo bem. Não sabemos se um dia entenderemos o porquê, se encontraremos o sentido e o significado, mas podemos intuir e dar uma chance ao vazio, ao desconhecido, à falta de respostas prontas. Encarar a vastidão do universo e da própria alma, abrindo mão de saber tudo, de compreender tudo, de entender os porquês e apenas confiar nessa grande jornada, confiar naquilo que nos conduz vida afora – por caminhos verdejantes e luminosos ou por ruelas frias e escuras – o que quer que seja “isso” que nos conduz, destino, Deus, Eu superior, Divino… Tem algo que nos conduz – eu acredito nisso – e precisamos confiar e respeitar isso, nos dias mais felizes e também nos percalços que nos fazem tropeçar sobre nós mesmos. O dia traz essa sensação agridoce, em que nos damos conta da dor e da delícia de ser o que somos e de viver o que vivemos; em que percebemos as perdas, as dificuldades, mas achamos forças e entusiasmo para continuar, para esperançar, a despeito de tudo, até de nós mesmos e nossa desesperança e falta de fé. Refletimos com resiliência e serenidade sobre tudo isso, imbuídos de uma sabedoria e serenidade raras, que podem sim, nos ajudar a ter uma nova perspectiva das coisas. À noite a energia muda e nos vemos mais pragmáticos, já olhando agendas e nos preparando para a nova jornada e os desafios que nos esperam amanhã.

Uma ótima e serena semana para você!

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Burnetts Board – Reprodução

2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

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Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

Magritte – Reprodução

Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

Salvador Dali – Reprodução

Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

Veja onde acontece esse aspecto muito positivo de Saturno e Urano no seu mapa natal, agendando uma consulta comigo: psicologica.astrologia@gmail.com

Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

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Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

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Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

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Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

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Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

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Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

A Semana Astrológica – A beleza está nos olhos de quem vê

Reinamaker-Tumblr - reprodução
Reinamaker-Tumblr – reprodução

Semana de 23 a 29 de janeiro – Semana de se proceder com as finalizações e análises, de planejar o futuro, para se renovar e inovar!

A semana que passou foi bem pesada, com terremotos, rebeliões em presídios, “acidente” aéreo matando magistrado, incêndios florestais no Chile ainda não controlados, posse do Trump com discurso um previsível inflamando manifestações no mundo todo… Enfim! Muito peso para uma semana só! Muito disso simbolizado pela quadratura Marte-Saturno que ficou exata na quinta-feira, ambos, tanto Marte quanto Saturno, regidos atualmente por Júpiter (Júpiter é o regente tradicional de Peixes), que está em oposição a Urano e em quadratura a Plutão. Essa oposição Júpiter-Urano fica ativa por quase todo o ano de 2017, até Júpiter mudar para Escorpião… Irei analisar isso por aqui depois.

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E esta semana, como fica? O começo da semana ainda favorece as finalizações e fechamentos de processos e pendências. Limpezas, arquivamentos, eliminações. Mas na sexta-feira a Lua se renova em Aquário, simbolizando um novo ciclo, de se viver com mais ênfase os valores Aquarianos da liberdade, fraternidade e igualdade; de olharmos para o futuro, de nos preocuparmos e fazermos algo de efetivo quanto aos problemas sociais; de darmos mais atenção à amizade e às amizades na nossa vida, à nossa inserção na comunidade, assim como a projetar nosso futuro, sem medo de errar, sem medo de mudar e sem medo de ambicionar nos tornar realmente melhores! É interessante notar que o Sol ingressou em Aquário e não faz aspectos maiores por algumas semanas, apenas fazendo semi-quadraturas a Saturno e a Quíron e recebendo os eventuais aspectos lunares – ou seja, fica isolado por muitos e muitos dias, aumentando a sua fixidez, extremismo, radicalismo e possivelmente dando ênfase mais ao lado excêntrico de Aquário e ao seu espírito ultra reformador. A Lua Nova acontece nesse contexto, sem aspectos maiores ao resto do mapa.

Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes, na série "Sherlock", produção da BBC - Reprodução
Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes, na série “Sherlock”, produção da BBC – Reprodução

Mercúrio finalmente sai da zona sombria de retrogradação nesta semana e volta à sua boa forma, já acelerado na sua caminhada em volta do Sol. Por estes dias faz sextil a Netuno indicando uma injeção de imaginação e criatividade à mente Capricorniana, que de outra forma, seria sóbria e e prática em demasia. Mercúrio também faz conjunção a Plutão, sugerindo maior estamina mental, grande sagacidade e capacidade investigativa. A mente é instigada pelo mistério, pelos segredos das grandes corporações e organizações de poder. É um bom momento para lidarmos com assuntos e tarefas que demandem foco, perspicácia e comprometimento.

Eugene Emmanuel Amaury Pineux Duval - La Naissance de Venus - detalhe - Reprodução
Eugene Emmanuel Amaury Pineux Duval – La Naissance de Venus – detalhe – Reprodução

Vênus (e também Júpiter) já está em marcha lenta, desacelerando para entrar em retrogradação daqui a pouco, em março, no signo de Áries. Ainda em Peixes, ela faz conjunção a Quíron, quincúncio a Júpiter e quadratura a Saturno, tudo nesta semana. Precisamos ser capazes de nos permitir expandir nossa compaixão, mesmo sabendo que corremos o risco de nos ferir. Vênus-Quíron nos faz muito conscientes das feridas que podem ocorrer nas relações, mas, da mesma forma, nos apresenta com o imenso potencial da cura, da aceitação de nós mesmos e do outro, de vermos beleza no diferente. Essa enorme sensibilidade nos aproxima e nos faz sentir que, não importa quantos equívocos as pessoas cometam, não importa quão “desajeitadas e insensíveis” elas pareçam quando nos magoam, lá no mais profundo do seu ser, talvez elas só estejam tentando ser felizes e se proteger ao mesmo tempo, de uma maneira meio tosca e equivocada, assim como nós muitas vezes fazemos… Vênus-Quíron também nos fala que talvez haja uma ferida no arquétipo do feminino, na forma como vemos e compreendemos a beleza no mundo e como nós mesmos nos valorizamos e como lidamos com esse arquétipo feminino em nós, sejamos nós homens ou mulheres. E, se pode significar uma imensa dificuldade em nos aceitarmos tal qual somos, fora dos padrões estéticos vigentes e ditos aceitáveis e até “esperados”, também pode propiciar crescimento, após entendermos que o fato de não nos encaixarmos nos tais padrões não faz de nós menos belos ou menos merecedores de amar e ser amados. Quem dita o que nós achamos bonito ou amável? A sociedade, o outro? De onde nascem nossos valores? Será que temos que nos guiar por padrões desenhados por uma indústria que só pensa em vender? O que é bonito para você? Assim, essa configuração propicia essa abertura do coração, essa compreensão amorosa e a consequente inclusão das fragilidades que carregamos, a percepção de que beleza é um conceito muito relativo e por mais que os padrões estéticos tenham o seu lugar no mundo, eles têm muito a ver com as questões culturais e não podem decidir sobre como nos sentimos internamente a respeito de nós mesmos, do nosso corpo, nossos talentos e do nosso valor como pessoas. Bonito mesmo é ser humano de verdade, ser bom, ter compaixão, estar ciente das próprias falhas, mas estar também comprometido em se melhorar… É ver além da aparência, enxergar a alma.

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Do filme Eternal Sunshine of the spotless mind – Reprodução

Contudo, como também “há uma pedra no caminho”, representada por Saturno, os efeitos mais densos dessa conjunção Vênus-Quíron ficam mais realçados e nos vemos lidando com muitas inseguranças e sensação de inadequação e, ao nos tornarmos hiper defensivos, paradoxalmente, estamos mais suscetíveis de sermos magoados, porque então, vemos a tudo como ofensa, rejeição, indiferença, mesmo que o outro só esteja mesmo ocupado e envolto com seus próprios problemas. As relações atingem, então, um momento crítico em seu desenvolvimento, desafios que têm a ver com o que quer que estava acontecendo lá no final de outubro de 2016. Não, não é momento para mais sofrimento e desengano. É momento para mais crescimento, para autoaceitação, para maturarmos mais um pouco nosso coração sensível e crédulo. Devemos ficar mais cínicos e rechaçar qualquer possibilidade de aproximação? Exatamente o contrário: devemos abrir mais os olhos, desafiarmo-nos a enxergar as pessoas como elas realmente são e não como queremos que sejam e, ainda assim, amá-las, com todas as suas dificuldades e defeitos, mesmo sabendo que elas carregam as armas que podem nos ferir, armas que nós mesmos lhes demos, ao permitir que se aproximassem de nós e partilhassem da nossa intimidade. É preciso sabedoria para identificar quando há uma necessidade legítima e saudável de nos protegermos (quando, por exemplo, tentamos salvar àqueles que não querem ser salvos ou nos atraímos por quem só deseja tirar proveito de nós) e quando estamos apenas sendo excessivamente defensivos e melindrosos, vendo ameaças  onde há apenas a mesma insegurança que carregamos.

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Arturas Slapsys – reprodução

Marte ingressa em Áries, onde fará conjunção a Urano e “esquentará” ainda mais esse embate Júpiter-Urano. Em Áries Marte está em casa, domiciliado e dignificado, rei do pedaço… Isso deveria ser bom, certo? Até certo ponto, porque Marte em Áries, dependendo do contexto, pode ser um problema, por ser muito impulsivo, cabeça quente, briguento, precipitado, imaturo… Howard Sasportas o comparava ao Ares grego, pela qualidade destemperada e altamente volátil, propensa à violência, que o deus Ares tinha e que pode se manifestar mais facilmente quando Marte está em Áries. Quando ele se juntar a Urano, a partir do final de fevereiro até início de março, as coisas podem ficar mesmo bastante explosivas, partiuclarmente no cenário geopolítico. Mas não vamos botar o carro adiante dos bois… Júpiter já está bastante desacelerado, para entrar em retrogradação daqui a duas semanas.

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Christian Schloe – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Minguante, em Sagitário, onde fica Balsâmica, já na segunda. Torna-se ainda mais sisuda e impermeável em Capricórnio e finalmente se renova em Aquário, na sexta-feira. Finda a semana sensível e compassiva em Peixes, no domingo. Ao longo dos dias conversa com todos os demais corpos celestes, às vezes alegre, às vezes furiosamente.

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SEGUNDA-FEIRA, 23 de janeiro – Mercúrio está em sextil a Netuno, que também recebe a quadratura da Lua Sagitariana. A Lua ainda faz semi-quadratura ao Sol em Aquário, entrando na fase Balsâmica. Fecha a noite em quadratura não exata a Vênus –  O dia traz contradições conhecidas, mas nem por isso mais fáceis de se lidar. Estamos numa grande vibração de criatividade, bom humor e otimismo, que nos entusiasma e anima para começar a semana dispostos a fazer as coisas dar certo, a encarar as dificuldades como desafios que tornam o caminho mais interessante e divertido. Entretanto, em alguns momentos talvez percamos a noção da realidade e dos limites com os quais temos que lidar e, no nosso otimismo ingênuo talvez nos deixemos levar por algum sonho de grandeza que pode nos decepcionar. É essencial nos inspirarmos e darmos asas à nossa imaginação, que hoje está bem realçada, mas no nosso afã de expansão e superação, também precisamos lembrar que há pontos cegos, aqueles detalhes que não queremos ver, seja dentro ou fora de nós. É importante também, dar o benefício da dúvida antes de julgar as situações como maravilhosamente positivas ou terrivelmente negativas. E manter os pés no chão! Um pouco de ponderação trará mais segurança e equilíbrio ao nosso voo, um equilíbrio que é fundamental, visto que estamos olhando para o futuro, buscando enxergar, com os olhos espirituais, como ele se desdobrará no próximo ciclo. No momento, os fatos podem ser enganosos e obscuros e talvez seja melhor se guiar pela intuição.

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TERÇA-FEIRA, 24 de janeiro – De Sagitário, a Lua faz quadratura a Vênus e a Quíron, que estão em conjunção em Peixes. Dona Lua faz ainda sextil ao seu dispositor, Júpiter, trígono a Urano e conjunção a Saturno. Por fim, faz quadratura a Marte e fica vazia depois desse embate, às 15h34min. Ingressa em Capricórnio às 20h44min. Mercúrio se aproxima de Plutão e o Sol está sem aspectos em Aquário. A madrugada talvez traga sonhos de grandes inundações, nas quais fluímos ou nos sentimos ameaçados – os sonhos sempre vêm nos alertar sobre os conteúdos inconscientes que estão sendo trabalhados naquele momento específico na nossa vida e o sentimento geral do sonho nos dá pistas sobre como esse processamento se dá. Acordamos numa névoa densa, que ao se dissipar nos deixa diante de desafios práticos e concretos, com os quais temos que lidar de imediato, sem postergar. Assim, estamos imbuídos de um entusiasmo bastante pragmático, olhamos para o futuro com esperança, mas também com realismo. À tarde esse entusiasmo pragmático talvez entre em conflito com outras partes de nós – ou com pessoas fora de nós – que nos parecem excessivamente ingênuas e sonhadoras e que, a nosso ver, tentam dar o passo maior do que a perna ou abocanhar mais do que dão conta de mastigar, o que fatalmente leva a azia, indigestão e mal estar emocional. Essa azia emocional gera irritação e indisposição e, se não nos contemos, quando vemos, estamos vomitando falta de tato sobre os outros, de forma meramente reativa. Se há problemas reais em curso, eles devem ser ventilados e clarificados com quem de fato se relacionam, mas é preciso atenção para não resvalarmos nas disputas fúteis e vazias, a respeito de coisas insignificantes, que faríamos melhor se simplesmente dexássemos de lado. Para evitar isso, precisamos colocar toda essa energia que pulula dentro de nós em algo que possamos transformar, que nos dê a possibilidade de “fazer” algo, que nos faça sentir minimamente ativos, potentes e que nos ajude a colocar as emoções voláteis sob controle – de preferência atividades que não ofereçam riscos desnecessários, porque essas influências também falam de propensão a acidentes causados por precipitação – e que nos ajude a acalmar o potro selvagem dentro de nós. A noite traz a sobriedade de que tanto precisávamos para acalmar as emoções desenvontradas.

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QUARTA-FEIRA, 25 de janeiro – Vênus está em conjunção partil a Quíron e se aproxima do quincúncio a Júpiter e da quadratura a Saturno. A Lua faz sextil a Netuno e conjunção a Mercúrio. O dia traz uma sensibilidade bastante acentuada, que nos põe em contato com partes agridoces de nós mesmos: anseios, temores, esperanças, expectativas, feridas… E, pela frestras da pele e da alma, absorvemos também os anseios pungentes e dores que se propagam ao nosso redor, assim como vaza de dentro de nós um compadecimento generalizado, talvez até indefinido, por outros que, assim como nós, se sintam muito diferentes, estranhos e desencaixados na sua forma de amar, de se doar e de se relacionar. É possível que a autoestima esteja um pouco combalida hoje, porque nossos “defeitos” talvez estejam mais salientados do que as qualidades ou talvez vejamos como defeito ou deficiência, uma característica que é apenas diferente da maioria, mas que nos faz sentir deslocados. E a beleza, e o encanto daquilo que foge da norma, não tem lugar? Quíron tem a ver com as histórias que contamos a nós mesmos e neste caso, precisamos nos perguntar quais histórias e estórias estamos repetindo a respeito das feridas femininas que fomos acumulando ao longo da vida… E o poder, e o aprendizado que essas feridas nos trouxeram? Isso não conta? Será que seríamos as mesmas pessoas se não tivéssemos passado por tudo o que passamos? Vale questionar e abrir mão das lembranças ruins e substitui-las por gratidão pelas coisas benéficas que elas nos trouxeram, a despeito de quisquer dores que tenham significado. A Lua Capricorniana talvez não ajude, exatamente porque precisa se encaixar e ser aceita, porque está faminta por aprovação e assim, é possível que nos refugiemos no trabalho com todo o vigor e até aparentemos uma frieza que não sentimos, mas que representamos tão bem que até nós mesmos acreditamos – uma máscara eficiente de estoicismo e firmeza. Por outro lado, é provável que esse estoicismo e firmeza sejam exatamente o que precisamos, para não nos perdermos em melindres e para canalizarmos adequadamente a sensibilidade que está à nossa disposição hoje. Sim, no final das contas, a resiliência de Capricórnio vem nos socorrer e dar chão, justo quando achávamos que íamos afundar nos flagelos da nossa sensibilidade descontrolada. Então, podemos sim, nos permitir ver e identificar, sentir e experienciar essas dúvidas e sensação de desencaixe, mas sem ficar chapinhando no lodo, canalizando isso com realismo, para realizações que nos permitam fazer algo de concreto para sanar nossas feridas e a de outros, nem que seja uma palavra amiga, um olhar de reafirmação, um gesto de conforto ao próximo, literalmente, àquele que está mais próximo de nós.

Maria Eunice
Maria Eunice

QUINTA-FEIRA, 26 de janeiro – Vênus faz quincúncio exato a Júpiter em Libra, signo regido por ela. Vênus também está em quadratura a Saturno. A Lua em Capricórnio faz conjunção a Plutão, quadratura a Urano em Áries e a Júpiter, virando foco de uma T-Square Cardinal. A Lua trava conversa harmoniosa com Vênus e Quíron.  O dia está denso, com um tom severo que nos faz emergir de alguns sonhos pueris para uma realidade seca e árida, de confrontos e cobranças duras. Situações diversas, conflitos internos ou externos nos obrigam a olhar para algumas expectativas infantis que provavelmente ainda carregamos a respeito de pessoas, relações e do próprio mundo, e pelas quais precisamos nos responsabilizar. Nossa fome é grande demais, estamos emocionalmente famintos e exigentes e talvez não percebamos o peso que nossas expectativas representam para o outro, que simplesmente não dá conta de carregá-las; ou talvez nos encontremos na situação inversa, tendo que lidar com as exigências e cobranças que pesam demais em nossos ombros. O fato é que é dia de levar um tranco! Qualquer que seja nossa posição, é preciso agir de forma madura, responsável, identificando nossos conteúdos e separando-os dos conteúdos alheios. Pegar de volta nossa parcela de culpabilidade no estado em que as coisas estão e, em cima disso, tomar as atitudes cabíveis. Se nos deparamos com rejeição e frustração de nossos desejos, precisamos refletir sobre como nós mesmos nos colocamos em tal situação de fragilidade e exposição. Assim, o melhor que fazemos é ser objetivos e aqui Capricórnio, novamente, vem nos ajudar! A Lua em Capricórnio sabe que não existe almoço grátis e não só aceita essa verdade, como resolve tirar proveito dela abrindo um restaurante e quem sabe, apenas quem sabe, uma vez ou outra o coração se abra e se resolva alimentar àquele outro coração faminto, e se descubra que indiretamente estamos alimentando a nós mesmos, ao não nos dobrarmos ao cinismo e ao impulso de permancer na retranca da vida. Vênus em Peixes em quadratura a Saturno vem nos lembrar que temos que nos responsabilizar pelas expectativas que criamos as positivas ou as negativas… Se, feito criança ingênua criamos castelos inverossímeis e depois eles são despedaçados pela luz do dia, ou, se ao contrário, vacinados pelas prévias rejeições ficamos na retranca prometendo a nós mesmos nunca mais nos abrir, afastando aqueles que poderiam suavizar a vida, numa situação ou na outra, criamos a realidade com a qual lidamos e enquanto não encararmos esse fato, estaremos fadados a repetir esse enredo triste. Assim, Saturno vem temperar as fantasias da Vênus Pisciana com algum realismo, de modo que não sejam mais fantasias inverossímeis, mas sonhos realizáveis. Essa é uma influência que se aplica a várias áreas: relacionamentos, finanças, investimentos, estética, criatividade… é possível que haja crises nas relações, causadas pela insegurança e defensividade dos parceiros… Antes de tomar decisões drásticas, talvez valha a pena tirar um tempo para si e refletir e só então snetarem as duas pessoas para a conversa honesta, lembrando que ambos podem estar fragilizados e carentes, portanto, cautela com acusações e julgamentos.

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SEXTA-FEIRA, 27 de janeiro – É dia de Vênus e hoje ela está insegura, em quadratura plena a Saturno em Sagitário. Saturno rege Capricórnio, por onde trafega a Lua, que se harmoniza com Marte e fica vazia às 05h19min. Ingressa em Aquário às 06h37min e se renova na conjunção ao Sol às 22h07min, sem fazer aspectos maiores a nenhum planeta. Sol e Lua estão incomunicáveis nesta lunação de hoje, o que agrega ênfase especial aos arquétipos e significados de Aquário. Assim, o ciclo é voltado, de forma extremada, às inovações, à busca e luta pelo progresso – às vezes, a qualquer curto – a olharmos para o futuro, talvez esquecendo lições do passado. O ciclo traz o potencial de voarmos pelos dias no extremo do desapego, do distanciamento, tendo dificuldade de nos conectarmos com os sentimentos e com outras perspectivas das coisas, particularmente aquelas que diferem das nossas. Talvez haja uma certa sensação de alienação, um encastelamento nos ideais humanitários que nos impedem de nos relacionar com o humano próximo de nós e por isso, é preciso ficarmos atentos. A parte boa é que os dois dispositores da Lua e do Sol, Saturno e Urano, estão em harmonia atualmente, possibilitando que construamos uma ponte entre o passado e o futuro, entre o desejo e necessidade de mudar, sem desonrar aquilo que nos trouxe aqui. Essa conversa atual entre Saturno e Urano fala da possibilidade de conciliarmos o tradicionalista e o revolucionário dentro de nós e tirar o melhor da união deles dois. É tempo de renovar intenções, propósitos e planos de futuro!

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SÁBADO, 28 de janeiro – Marte chega em casa, seu campo de batalha particular. Ingressa em Áries às 03h39min. A Lua, renovada em Aquário, fica toda a madrugada sem aspectos e pela manhã começa a acenar para Júpiter, com quem faz trígono. A Lua faz sextil ao seu regente moderno, Urano e fecha a noite conversando também com o regente tradicional, Saturno. Mercúrio está bem próximo da conjunção a Plutão e hoje sai da zona de retrogradação. O dia está animado e cheio de energia, trazendo também uma sensação de expectativa, de algo novo pairando no ar… Intuição aguçadíssima, perspicácia acentuada, novas ideias, novos planos, novos rumos… Toda essa expectativa nos enche de entusiasmo e impulso, tonando este um ótimo dia para traçar planos que tenham a ver com nossas esperanças de futuro, com aquilo que desejamos reformar em nós, no nosso cotidiano, na nossa alma e na área de vida correspondente à casa em que a Lua está trafegando no mapa natal (veja onde você tem Aquário). Para isso, podemos fazer um brainstorm, um exercício simples em que anotamos todas, absolutamente TODAS as ideias que nos ocorrerem a respeito daquilo que queremos realizar ou mudar. Neste momento não há ideia absurda, todas são bem vindas, por mais malucas que pareçam… Podemos fazer isso por um período de tempo, alguns minutos, meia hora… E aqui não nos preocupamos com limites, com o que seja factível, nada disso… apenas autorizamos a emergência das ideias e lhes damos as boas vindas… Depois vamos para o segundo passo, que é analisar cada uma dessas ideias do ponto de vista prático para ver quais são viáveis e realizáveis no curto, médio e longo prazo… Avaliamos o fator tempo, recursos, possibilidades e, a partir disso, já teremos algumas ideias claras de para onde ir e o que fazer para realizar nossos sonhos e visões, sejam esses planos para o ano, para alguns anos ou mesmo, apenas para o ciclo vigente! E Boa sorte! De modo mais prático, o dia está favorável para encontrar amigos, para socializar e fazer coisas diferentes da nossa rotina básica. É bom estarmos abertos ao improviso e permanecermos desapegados quanto á forma como as coisas devem fluir.

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DOMINGO, 29 de janeiro – Mercúrio está em conjunção exata a Plutão. A Lua faz trígono a Júpiter e sextil a Saturno, aspecto depois do qual fica vazia, às 03h53min. Ingressa em Peixes às 14h11min e fecha a noite em conjunção a Netuno. O Sol segue sem se comunicar com ninguém. Um novo ciclo do Poder das Ideias começa hoje e temos a chance de olhar com uma lupa para nossos conceitos e preconceitos, com o objetivo de transformá-los e nos tornarmos mais conscientes do que é necessários fazermos para pôr nossas ideias em prática, sendo éticos e íntegros na forma como nos comunicamos com o mundo, tendo clareza sobre o que precisamos abrir e revelar e o que é aconselhável manter apenas para nós mesmos. A manhã de domingo está aberta a ponderações, análises das nossas atitudes passadas e presentes que podem estar atrapalhando ou ajudando na execução dos objetivos e no nosso desenvolvimento como pessoa. É um bom momento para reafirmarmos as atitudes positivas e para nos liberarmos daquelas que atrapalham e nos afastam do caminho que queremos tomar. A tarde fica mais sensível e pede introspecção, limpezas energéticas ou programas que alimentem a alma de beleza e esperança. Meditação, oração, arte, música, dança, contemplação… São todas atividades recomendadas. Já o álcool, é melhor ficar de fora da equação!

Uma ótima semana para você!

Antonio Siqueira - Reprodução
Antonio Siqueira – Reprodução

A Semana Astrológica – De cair o queixo!

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Semana de 19 a 25 de dezembro – Semana de soltar e liberar o velho que não serve mais e abrir-se para o novo, de maneira harmoniosa, sem sofrimentos desnecessários. Revisões e reavaliações estão duplamente na agenda do período!

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A Penúltima semana do ano vem marcada por muitos acontecimentos astrológicos importantes, que a tornam forte e intensa, além de ser uma semana especial no calendário convencional. Uma semana que, apesar de todo esse dinamismo, traz um tom melancólico de desamparo como pano de fundo, devido a todos os acontecimentos recentes, no Brasil e no mundo. Todas essas “reformas” aprovadas por um congresso que só legisla em causa própria, descaramente – queria ver eles reformarem e enxugarem mesmo era os números de deputados e senadores, isso sim! Os conflitos e manifestações nas ruas, o clima de incerteza e desolação… Mas, principalmente o conflito na Síria, com destaque para as notícias sobre Aleppo – que coisa trágica e terrível, o que seres humanos são capazes de fazer com outros seres humanos, por poder, controle, dinheiro, intolerância… Eu tinha falado que a semana passada tinha um pouco mais de leveza, devido à Lua Cheia de Gêmeos, à culminação do ciclo, sem me atentar para o mundo. Sinto muito, pessoal. A gente quer trazer um tom otimista, elevado, mas tem horas que é bem difícil. Oremos, vigiemos e cuidemos da nossa vibração, para não nos deixarmos levar pela desesperança. E oremos muito pela Síria e por todas as pessoas que estão em áreas de conflito. Edição: há rumores de que algumas das notícias e vídeos sobre Aleppo seriam forjados e falsos. No mundo de hoje, nem sempre conseguimos verificar a veracidade de tudo, mas é inegável que há um grave conflito em andamento já há dois anos, independentemente dessas notícias supostamente falsas. Eu assisti a vídeos de canais sérios, que não deixam dúvidas quanto à gravidade da situação. Não se trata de discutir aqui as razões e os porquês, o terrorismo ou a legitimidade do governos ou as razões dos rebeldes, apenas de enviarmos nossas orações àquelas pessoas que estão expostas a toda a violência, vivida em inúmeras formas.

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Falando em poder, Mercúrio abre a semana ficando retrógrado, na segunda-feira, inaugurando o tempo das revisões, reflexões e reanálises, que neste caso ganham ares de reflexões anuais, pois todos estão reflexivos acerca do ano que finda e das expectativas para o outro ano que vai começar. Mercúrio fica retrógrado em conjunção a Plutão e Fora dos Limites do Sol e isso nos diz que nesta retrogradação Mercúrio cavará muito fundo para descobrir os segredos e assuntos escondidos e os podres dos podres poderes estabelecidos – perdão pelo trocadilho irresistível – trazendo à superfície muitos esqueletos petrificados, que poderão causar muito espanto e indignação. Mas sempre é tempo de se falar a verdade e de se escancarar informações que interessam a muitos mas que foram suprimidas e obstruídas por poucos – obviamente, devido a interesses escusos. Mercúrio também é foco de uma T-Square, já que faz quadraturas a Júpiter e a Urano, que estão em oposição: é preciso identificar quais são as ideias e conceitos ultrapassados que funcionam como prisões mentais e que inibem ou impedem nosso crescimento – neste caso, não precisamos que ninguém de fora nos limite em nada, porque nós mesmos já fazemos isso, ao nos fechar ao novo, às novas ideias, ao nos recusar a ver o mundo de perspectivas diferentes daquelas a que estamos acostumados – Mercúrio retrógrado nessa T-Square nos dá de presente a oportunidade de rever todas essas ideias retrógradas. Em termos pessoais, Mercúrio retrógrado em Capricórnio sugere que revisemos nossas metas e objetivos profissionais e de carreira, assim como nosso papel social e nosso lugar na comunidade. E, claro, revisão da nossa comunicação e dos conceitos mentais que temos a respeito dessas áreas! De forma mais prática, não é um bom período para se comprar aparelhos eletrônicos, especialmente telefones celulares e computadores; também não é um bom momento para se assinar contratos e documentos importantes – quem puder, faz bem em esperar. Mercúrio volta ao movimento direto no dia 08 de janeiro de 2017.

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O Sol ingressa em Capricórnio, marcando o Solstício de Verão no Hemisfério Sul e de Inverno no Hemisfério Norte. Um novo ciclo trimestral começa e uma mudança sutil na energia toma lugar. Lá no Norte a Terra descansa e dorme, cá no Sul é tempo de abrir-se à força da vida e de cuidar das plantações para que a colheita seja boa e plena. No Solstício temos o dia mais longo do ano no Hemisfério Sul, porque o Sol está na declinação mais meridional, a 23°27’, atingindo o Trópico de Capricórnio. Como é a posição em que o Sol está mais distante do Hemisfério Norte, naquela região dá-se, o contrário, o dia mais curto e a noite mais longa do ano. De Capricórnio o Sol faz sextil a Netuno, mas este aspecto só se completa na semana que vem. O trânsito do Sol por Capricórnio ressalta a necessidade de cuidarmos das nossas obrigações mundanas, de investirmos na profissão e na carreira, verificando o comprometimento e disciplina necessários para atingirmos nossos objetivos materiais e sociais. Prestígio é o reconhecimento público por aquilo que fazemos bem feito, com maestria; pela autoridade desenvolvida no longo e incansável aprendizado, sem queimar nenhuma etapa. Em Capricórnio somos convidados a refinar nossa autoridade e ocupar com maestria nosso lugar no mundo.

Group Of Friends Making Toast Around Table At Dinner Party
Group Of Friends Making Toast Around Table At Dinner Party

Vênus em Aquário faz aspectos de harmonia com Júpiter, Saturno e Urano, aumentando a aproximação e sendo uma ponte entre Saturno e Urano, que atualmente estão numa conversa amistosa, uma conversa que dura quase todo o ano de 2017, como já ressaltamos no texto da semana passada. Em contato com esses planetas, Vênus convida a expandir nossas relações para além do escopo meramente pessoal; as relações precisam ter um impacto de mudança, benéfico e transformador, no mundo em que vivemos. Em termos mais pessoais, esses contatos nos falam de um tempo de maior entendimento e estabilidade nas relações, propiciando aos parceiros crescerem e se ajudarem mutuamente, a relação ajudando-os a superar dificuldades individuais ou vice-versa. Favorece também a convivência e a camaradagem entre amigos.

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Marte ingressa em Peixes, abrindo uma temporada desconfortável para a assertividade, visto que Marte neste signo avança de maneira incerta em direção aos objetivos. Com Marte em Peixes precisamos empenhar o coração e engajar a imaginação e a sensibilidade para realizar nossos projetos. É um posicionamento poético, sutil e gentil quando positivo – a força da gentileza é uma boa tradução para este posicionamento. Quando negativo pode recorrer à agressividade passiva, pode ser manipulador e agir na surdina. Tem receio de confrontações diretas e dificuldade em se defender ou em perceber a própria vontade como legítima, porque geralmente há uma sensação de sacrifício acompanhando este posicionamento. Tem dificuldade também em perceber quem são seus inimigos e assim pode ser meio paranoico e explodir em horas inapropriadas, por não saber dosar a liberação do impulso agressivo e nem a quem dirigi-lo assertivamente. É ótimo para as artes e profissões criativas em geral. Surpreendemente, também é excelente para os esportes competitivos, porque nos esportes a pessoa aprende a descobrir sua vontade, seu desejo pessoal, assim como sua força e seu instinto agressivo e aprende a canalizá-los adequadamente. As atividades físicas, especialmente as artes marciais são ótimas ferramentas para se lidar com problemas de gestão da raiva, que às vezes aparece quando Marte está neste signo, principalmente fazendo aspectos tensos.

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Saturno em Sagitário faz o primeiro trígono exato a Urano em Áries, exatamente no domingo, dia de Natal, faz quadratura a Quíron na semana que vem e Júpiter fecha a semana também em oposição quase exata a Urano, de maneira que este fim de ano provavelmente trará muitas surpresas, muitos eventos abruptos e estranhos, especialmente no campo das leis e da justiça, das religiões, do conhecimento e das riquezas. Notícias de última hora podem nos deixar de boca aberta e queixo caído, literalmente, especialmente considerando-se que Mercúrio estará retrógrado. Conflitos já em andamento podem ser piorados e outros podem surgir, muitos deles motivados por questões religiosas. Fiquemos todos muito atentos e tomemos cuidado para não nos deixarmos levar pela empolgação de outros  ou mesmo nossa, empolgação que não tenha razão de ser, que não tenha fundamento. A primeira oposição Júpiter-Urano fica exata na segunda-feira, dia 26.

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A Lua abre a semana na fase Disseminadora, em Virgem, onde também fica Minguante, na terça-feira. Reequilibra-se em Libra, mergulha fundo na intensidade de Escorpião, onde se torna Balsâmica e onde encerra o domingo e a semana. A Lua será Nova a 07°59’ de Capricórnio na quinta-feira, dia 29.

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SEGUNDA-FEIRA, 19 de dezembro – Marte ingressa em Peixes às 06h23min e Mercúrio está oficialmente retrógrado a partir das 07h55min. A Lua Virginiana faz conjunção ao Nodo Norte, sesqui-quadratura a Urano e oposição a Netuno. A Lua ainda faz quincúncio a Vênus e trígonos a Mercúrio e Plutão, fechando a noite em quadratura não exata a Saturno. O dia traz influências contraditórias: ao mesmo tempo em que amanhecemos cheios de uma energia industriosa, dispostos a resolver problemas, trabalhar e seguir em frente com os compromissos, por outro lado, uma certa letargia também nos acomete, causando confusão, dúvidas e dispersão. Talvez esta influência se manifeste na forma de situações diversas que ocorrem ao nosso redor, tirando a concentração ou exigindo nossa atenção e causando preocupações, pois despertam nosso desejo de ajudar e ser úteis àqueles que precisam de nós. Para lidar com tais dilemas, precisamos fazer o que Virgem faz de melhor: organizar as tarefas e o dia e priorizar o que é mais importante, estando muito conscientes de que não é possível fazer tudo, muito menos salvar o mundo de todas as suas mazelas, mesmo que estejamos agudamente cientes desse sofrimento e dessa dor. Pequenos gestos e atitudes podem fazer a diferença para quem está perto de nós e podem reverberar para locais e situações que nem imaginamos. Para o sofrimento lá de longe, mandamos uma prece sincera e nossas melhores vibrações. E focamos no trabalho, focamos em fazer a nossa parte bem feita, o melhor que podemos dar.

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 20 de dezembro – De Virgem a Lua quadra Saturno e se opõe a Quíron, formando uma T-Square Mutável e ativando muito a quadratura Saturno-Quíron. Dona Lua ainda se irrita muito com Urano e faz quadratura ao Sol, entrando na fase Minguante, às 22h55min, ficando vazia logo depois deste aspecto, às 22h57min. Ingressa em Libra às 23h40min. A sensação de frieza e solidão está forte hoje e acordamos desassossegados, meio deprimidos, muito cientes de tudo que não vai bem, seja conosco, seja no mundo. Um peso enorme se abate sobre nós e talvez nos julguemos muito duramente por causa de todos os nossos pequenos (ou grandes) defeitos, problemas e dores. Se não nos damos conta disso a tempo, podemos azedar as interações, criticando e julgando com a mesma dureza aos outros que topamos pelo caminho, ou nos sentimos criticados e julgados injustamente, o que nos deixa mais cabisbaixos. Mas podemos aproveitar essas influências para verificar o que podemos fazer, de fato, sobre tais questões ou problemas. Ao invés de ficar remoendo internamente, podemos tomar medidas práticas que nos façam sentir melhor, algo realista e factível, que, se não resolve tudo, pelo menos nos permite sentir menos passivos e vitimizados. Ainda assim, precisamos observar que há coisas que não são passíveis de modificação e a essas, só podemos abraçar e aceitar, sem sucumbir à desesperança nem à anestesia que torna a vida mais fácil, mas também mais cinzenta e insossa. Somos quem podemos ser e só conseguimos mudar e aspirar a um futuro diferente, quando fazemos as pazes com aquilo que somos no presente. Ademais, cada dia traz a oportunidade de alargarmos nossa percepção, se apenas nos abrirmos a isso.

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QUARTA-FEIRA, 21 de dezembro – O Sol ingressa em Capricornio às 08h45min (10h45min para Lisboa), marcando o Solstício de Verão no Hemisfério Sul (Inverno no Hemisfério Norte). A Lua, Minguante e Libriana, faz quincúncio a Marte, recém ingresso em Peixes e depois a Netuno. Chegamos ao último trimestre do ano astrológico. A ingressão do Sol dá o tom de como vai ser esse trimestre, até o Equinócio de Outono, em março de 2017. O mapa da Ingressão avisa que muitas coisas estão ocultadas das nossas vistas e da nossa consciência. Embora o que aparece no alto pareça positivo e promissor, é preciso cautela, porque coisas essenciais não estão sendo consideradas, especialmente na política e no que tange ao Poder Executivo e à autoridade máxima do país. Muita coisa pode mudar num piscar de olhos, quando menos se espera. Em termos mais práticos, temos uma mudança sutil, que nos torna mais pragmáticos e realistas, dispostos a lidar com os problemas conforme de apresentam. Por sua vez, o dia traz discordâncias entre nossa predisposição interna e os encontros que temos no mundo. O desejo forte por harmonia e tranquilidade é quebrado por uma percepção de que as situações são menos do que ideais e uma sensação de desapontamento quebra o sossego interior. Isso pode se dar a partir de discussões bobas ou divergências na forma de de sentir o mundo ou de fazer as coisas, como se estivéssemos andando contra o vento. Achar pontos em comum com o outro faz-se muito difícil, mas isso não tem que ser impedimento para a convivência civilizada, desde que se respeite as diferenças e até se perceba valor nelas. Para que consigamos ir adiante com as tarefas e obrigações é necessário chegar ao entendimento tácito de que não é possível agradar a todos, nem mesmo àquelas vozes internas que teimam em nos cutucar irritantemente, demandando atenção. Qual criança que não vai se aquietar enquanto não lhe dermos ouvidos, podemos escutar as tais vozes e, mesmo que não consigamos atendê-las, elas se aquietarão se forem reconhecidas e adequadamente endereçadas. E poderemos andar a favor do vento e ver onde ele nos leva.

the Marazmo - Reprodução
the Marazmo – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 22 de dezembro – A Lua Libriana se desequilibra na contenda com Mercúrio e Plutão. Porém a Lua também se harmoniza com sua dispositora, Vênus, faz conjunção a Júpiter e dialoga, tranquila, com Saturno. Mas ela ainda se opõe a Urano e fica vazia depois, às 17h33min, tendo problemas ainda com Quíron e outros mais inconscientes com Netuno. As discussões podem ser inflamadas e duras hoje, de modo que é preciso muita cautela na comunicação – indubitavelmente, a palavra pode ferir ou curar dependendo de como a proferimos e da nossa intenção primeira, portanto, é preciso estar muito atentos às nossas motivações mais profundas, para não sermos destrutivos e sarcásticos na comunicação e nas interações em geral e sem recorrermos à agressividade passiva também. Transformar as relações e ter uma comunicação mais honesta e verdadeira, sem que isso signifique uma comunicação civilizada e contida na expressão, mas cheia de veneno no conteúdo, tudo sob o disfarce da “sinceridade”. É preciso ser honestos conosco mesmos e não ceder somente para agradar, do contrário, incorreremos no pior tipo de deslealdade: a deslealdade consigo mesmo. Dizer não e eliminar da vida as insiceridades que fazem mal e que empesteiam as relações. Identificar as práticas espúrias e insidiosas, disfarçadas sob o verniz da civilidade e do bom tom e eliminá-las de uma vez por todas. Chega de tolerar o intolerável, em nome da civilidade e da boa convivência. Não somos obrigados a aceitar e conviver com aquilo que não concordamos, com aquilo que vai contra nossos valores, com aquilo que é visivelmente injusto e desonesto. E isso pode ser feito ser feito com firmeza, de forma decidida e até enérgica, mas ainda assim, gentil, enxergando que o outro é meu espelho e carrega muito de mim e, mesmo que não respeite suas práticas, preciso respeitar o humano por trás delas. Não temos que ser rudes desnecessariamente. É possível ser íntegro e firme e ainda assim ser respeitoso e gentil.

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SEXTA-FEIRA, 23 de dezembro – A Lua abre o dia fora de curso em Libra e ingressa em Escorpião somente às 12h33min, de onde faz trígono a Marte e sextil ao Sol. Saturno marcha para completar o trígono a Urano e Júpiter também caminha para a oposição a ele. A manhã traz horas propícias à reflexão calma de todas as coisas que precisamos eliminar de nossa vida que vão contra nossos valores, mas que viemos tolerando pela política da boa vizinhança. Jogos de interesses; a postura excessivamente diplomática que esconde o medo de perder regalias ou posição social;  a atitude morna de quem vive permanentemente em cima do muro, por medo de se posicionar e manchar a própria figura sob o olhar da sociedade… Identifique nas suas relações o que precisa ser eliminado de forma categórica e cirúrgica, para tornar as relações mais íntegras e plenas. A manhã também fica sujeita a muitos imprevistos que perturbam a harmonia e o desejo por paz. Contudo, é debalde indispor-se contra isso e o melhor é fluir com os acontecimentos. À tarde as energias ficam mais densas e nos sintonizamos mais intensamente com os sentimentos, sensações e com nossa vontade mais profunda. Assim, podemos ganhar nosos insights sobre as eliminações que ainda precisamos fazer e trabalhar apaixonadamente naquilo que faz mais sentido para o nosso coração. Ainda assim, imprevistos continuam a ocorrer e precisamos estar preparados para lidar com eles, conforme acontecerem.

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SÁBADO, 24 de dezembro – A Lua está minguante em Escorpião e faz trígono a Netuno em Peixes e sextil a Mercúrio retrógrado e a Plutão, ambos em Capricórnio. Saturno está em trígono a Urano. Energias bastante densas colorem o dia, convidando-nos a uma reflexão aprofundada das sensações e pensamentos que nos ocorram, buscando maneiras de vivenciá-los de forma prática, agregando sensibilidade e imaginação às tarefas diárias e prosaicas, colocando o coração e a alma naquilo em que estamos envolvidos. Podemos identificar muitas situações que demandam resolução, que exigem ser transformadas. Talvez não consigamos alterar tudo, mas podemos ter uma percepção mais clara das possibilidades, o que podemos mudar e o que tem valor do jeito que está. Sabemos que a mudança pela mudança pode ser tão destrutiva quanto não mudar de jeito nenhum, assim, analisamos quais modificações são, de fato, necessárias e traçamos planos concretos para realizá-las. As dificuldades, ao invés de nos desanimar, devem nos dar impulso e funcionar como combustível para fazer o que tem que ser feito. O clima da ceia de Natal está intimista e sensível, de modo que não queremos reuniões que acontecem somente pela obrigação ou pelas convenções. Queremos estar com pessoas que nos são caras, verdadeiramente, sem falsos laços, sem vínculos de mentirinha… E se temos tudo isso, precisamos agradecer. Caso isso não seja possível e nos vejamos forçados estar onde não queremos, com quem não gostamos realmente, talvez nos deparemos com situações melindrosas e constrangedoras nas reuniões familiares, onde verdades são cuspidas com intenção de ferir e chocar. Tendo isso em mente, podemos nos preparar para uma ceia cujo prato principal seja a compaixão e o amor verdadeiro, tanto os sentimentos pessoais por aqueles que nos cercam, quanto no plano impessoal, humanitário, vibrando amor, compaixão e cura a todos os seres vivos da Terra. Os presentes? Nesse mundo consumista e hiperconectado, o mais importante é estar presente, verdadeiramente, quando estamos com as pessoas.

Candido Portinari - Reprodução
Candido Portinari – Reprodução

DOMINGO, 25 de dezembro – Saturno em Sagitário está em trígono pleno a Urano em Áries. Vênus faz trígono a Júpiter, sextil a Saturno e a Urano. A Lua míngua em Escorpião e faz quadratura a Vênus em Aquário, ficando vazia depois, às 05h24min. A Lua ainda se desentende com Urano, se afina com Quíron e faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. O dia traz influências e emoções agridoces. Por um lado, há uma sensação de contentamento simples, um calor de quem se percebe estar no lugar certo, fazendo as coisas certas, com as pessoas com quem se queria estar. Há uma aceitação serena da vida como ela é e a percepção das coisas que podem ser melhores e do que fazer para melhorá-las, sem que isso implique numa destruição completa daquilo que nos dá suporte. Contudo, há também percepções de que certas crenças e visões estão ultrapassadas e estas precisam ser endereçadas sem demora, do contrário nos acharemos lutando batalhas inglórias, vazias de sentido, como um Dom Quixote que precisa combater inimigos fantasiosos, porque é incapaz de lidar com os inimigos e desafios reais da vida que se apresenta. A batalha mais dura e mais difícil, é sempre conosco mesmos, com nossa preguiça e acomodação, com o desejo de ter as coisas facilitadas e abrandadas, quando deveríamos ir de peito aberto em busca de uma vida mais íntegra e com mais significado. Da mesma maneira, a mais doce e saborosa das vitórias é essa vitória sobre as nossas desculpas e retrocessos. A fase Balsâmica nos convida a deixar para trás, de vez, essas desculpas e olhar para o futuro com mais confiança em nós mesmos, revendo essas crenças e abrindo-se ao novo e às mudanças necessárias.

Desejo a todos uma ótima semana e um Natal de paz, harmonia e bênçãos, junto àqueles que lhes são caros!

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A Semana Astrológica – Respirar o amor, aspirando liberdade

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Semana de 12 a 18 de dezembro – Semana de expansão, colheita, frutificação e resultados… De aspirar à liberdade, de amar com leveza…

…tudo isso simbolizado pela fase cheia da Lua, que se consuma na terça-feira à noite, em Gêmeos. Mas outras influências sugerem um tempo de avançarmos e progredirmos, a despeito da contundente consciência de nossas fraquezas e receios; conciliar, com sabedoria, o peso que o reconhecimento de tais fraquezas e falhas nos traz, com a perspectiva de transformar algumas – ou muitas – delas, a partir, primeiramente, de sua respeitosa aceitação. Estou falando dos aspectos que o Sol faz nesta semana a Quíron e a Urano. Enquanto um nos confronta com nossas mazelas, o outro nos aponta maneiras de superá-las, se estivermos dispostos a nos desapegar do sofrimento e da posição de vítimas.

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Mercúrio está Fora dos Limites do Sol, selvagem e rebelde – o que é uma contradição com o disciplinado signo de Capricórnio – e se aproxima lentamente da conjunção a Plutão, conjunção que não chega a se completar porque Mercúrio fica retrógrado antes que isso aconteça, no dia 19, segunda-feira da semana que vem. Assim, ele passa a semana toda (e a próxima também) juntinho de Plutão, confabulando, cavando, sondando os segredos do poder, para revelá-los na hora certa, porque, para Capricórnio, informação é ouro e não deve ser usada levianamente. Tudo tem seu tempo e lugar e nada é dito ou feito com afoiteza, tudo é calculado estrategicamente, para ter o máximo impacto e o melhor dos resultados. Como diz Racine, “não há segredo que o tempo não revele” e é disso que Mercúrio está se inteirando com Plutão em Capricórnio. Esse Mercúrio vai dar o que falar nas próximas semanas!

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Vênus ingressou em Aquário e está isolada, sem conversar com ninguém, a não ser quando dona Lua passa para bater papo ou bater boca. Vênus em Aquário pede que olhemos as relações de maneira mais desprendida, mais solta e livre dos preconceitos e dependências; pede que vivamos as relações com mais honestidade e liberdade, sem ranços ou expectativas de que o outro vá tomar conta de nós e resolver nossos pequenos problemas. Como diz aquela canção, respirar o amor, aspirando liberdade! Estando isolada dessa maneira, Vênus sugere algumas dificuldades em termos clareza de nossos gostos e preferências; não temos muita certeza de nossos afetos ou de como expressá-los adequadamente, dando a impressão de sermos frios e inabordáveis, uma impressão que atrapalha a troca afetiva; outra possibilidade é que oscilemos nessa expressão dos afetos, estando extremamente afáveis e amorosos num momento e indiferentes e secos no momento seguinte, algo que confunde o outro e até a nós mesmos. Assim, é preciso estar atentos as essas oscilações antes de achar que existem problemas reais na relação. Marte segue pelo terceiro decanato de Aquário, preparando-se para entrar em Peixes – segunda, dia 19 – e também não faz aspectos neste período, apenas sugerindo experimentação e idealismo nas relações e na forma de nos afirmarmos no mundo.

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Saturno vai ganhando terreno e chegando cada vez mais perto do trígono a Urano e da quadratura a Quíron. O trígono a Urano, já falamos antes, pode ser bastante positivo e fala da possibilidade de casarmos o velho e o novo, tirando o melhor dos dois mundos, numa combinação que nos permite mudar sem precisar passar por graves crises ou grandes ansiedades . Estamos falando de mudanças planejadas e mudanças graduais; planos estratégicos de mudança; progredir de forma estruturada; avançar com cautela e responsabilidade, e assim por diante. É um tempo deveras favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). E quando a vida nos apresenta com mudanças imprevisíveis, nós conseguimos assimilá-las e digeri-las sem grandes traumas ou dificuldades, investindo no nosso desenvolvimento pessoal, sem que isso precise ir contra tudo e todos. Esses aspectos ocorrem três vezes, entre dezembro de 2016 e de 2017. O primeiro trígono Saturno-Urano se dá no dia 24 de dezembro de 2016; o segundo, no dia 19 de maio, com Saturno retrógrado; e o terceiro e último, em 11 de novembro de 2017, com Saturno direto e Urano retrógrado.

Daunhaus.Deviantart - Reprodução
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Já a quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e doi excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar. Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralizante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos!

Magritte - Reprodução
Magritte – Reprodução

A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema. Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para os meios acadêmicos ou da saúde. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

A exemplo do aspecto Saturno-Urano, a quadratura Saturno-Quíron se dá por três vezes entre 2016 e 2017. O primeiro evento ocorre já no dia 28 de dezembro de 2016; Saturno fica retrógrado e quadra Quíron de novo em 30 de abril; e, finalmente, já direto, Saturno quadra Quíron pela última vez em 2 de novembro de 2017.

Lua Disseminadora - Reprodução
Lua Disseminadora – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Corcunda, em Touro. Torna-se Cheia na terça-feira, em Gêmeos. Dignifica-se em Câncer e entra na fase Disseminadora em Leão, no sábado. Fecha a semana ingressando em Virgem, no domingo. Nessa caminhada cíclica ela conversa com todos os demais corpos celestes, ora delicada, ora tempestuosamente, simbolizando as mudanças diárias de humores na Terra.

Reprodução - Desconheço o autor
Reprodução – Desconheço o autor

SEGUNDA-FEIRA, 12 de dezembro – O Sol está em trígono a Urano e quadratura a Quíron, ambos os apsectos exatos hoje, enquanto se afasta da conjução a Saturno. A Lua abriu o dia e a semana em Touro, em quadratura a Marte em Aquário, ficando vazia depois, às 02h06min. Ainda se indispôs com Mercúrio em Capricórnio. Ingressou em Gêmeos às 10h42min, de onde tem contendas inconscientes com Plutão e Júpiter, que estão em quadratura. À tarde a Lua se harmoniza com Vênus e fecha a noite em quadratura a Netuno, exata amanhã. O dia traz influências que parecem contraditórias a princípio, mas que podem funcionar como compesação mútua. Lidamos com a sensação de desapontamento conosco mesmos, com aquilo que somos ou pensamos saber a respeito de nós. Talvez tenhamos tido revezes recentes que nos obrigaram a recuar nas expectativas ou projetos nos quais estamos engajados. A Luz solar da consciência é eclipsada temporariamente por influências insuspeitas vindas da obscuridade do inconsciente, aquela parte de nós com a qual não queremos ter nada a ver nem lidar, porque nos lembra do nosso lado manco, trôpego, inadequado. Aquela parte de nós que tem dificuldade de se enraizar na realidade, de lidar com esse mundo dito “real” de forma direta, por ser ele, doloroso por demais, imperfeito em demasia… E se admitimos que tal mundo e realidade são imperfeitos, nós, como parte disso tudo, imperfeitos somos – uma verdade difícil de engolir e conciliar com os sonhos dourados narcisistas que temos a respeito de nossa própria importância, talentos especiais e senso de grandeza. É como uma nuvem pesada e sombria a obscurecer a luz desse sol tão brilhante: falhas, medos, inseguranças, fraquezas e todas as questões mal resolvidas que ameaçam o brilho do nosso ego tão lustroso… Entretanto, não somos mais criacinhas indefesas para ficar paralizados pelas revelações do inconsciente sobre nossas incapacidades e lástimas. Temos alguma maturidade e resiliência que nos permitem acolher tais revelações com serenidade e humildade, sabendo que não somos nem piores nem melhores do que outros andantes humanoides desta terra, somos apenas diferentes em nossas idiossincrasias, que são muitas sim, mas humanas. Assim, tal serenidade pode nos trazer alento e a capacidade de diferenciar, a exemplo daquela oração de mesmo nome, quais são as falhas e problemas que podemos mudar e quais precisamos aceitar, porque não têm conserto possível. A mudança desses problemas que identificamos que temos o poder de alterar está favorecida por estes dias. Uma mudança criativa e benéfica, que nasce a partir de novos insights e ideias a respeito da maneira de nos conduzir, de nos movimentar e agir no mundo. Se estamos atentos, podemos visualizar com mais clareza o que podemos fazer para avançar e progredir nessas frentes passíveis de transformação e melhoria. A questão depende de estar dispostos a agarrar a oportunidade. Estamos? Em termos práticos, a segundona começou pesada e arrastada, demandando guindastes para arrancar pessoas de suas camas… Pelo meio da manhã a máquina finalmente engrenou – provavelmente lubrificada por muita cafeína – de modo que a tarde segue mais agilmente, com as ideias fluindo, os contatos e tarefas avançando e o dia transcorrendo muito ativo e bem humorado, caso consigamos lidar com aquelas influências inconscientes a contento. O perigo maior é de nos perdermos em socializações e conversas sem fim, elucubrações vazias, como meio de evitar pegar no pesado ou de fugir daquelas sensações incômodas e sombrias das quais falávamos no começo deste texto. Se administramos isso, o dia torna-se bastante produtivo.

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TERÇA-FEIRA, 13 de dezembro – De Gêmeos a Lua quadra Netuno em Peixes nas primeiras horas do dia. Faz quincunces a Mercúrio e a Plutão em Capricórnio, oposição a Saturno, quadratura a Quíron, sesqui-quaadratura a Vênus, sextil a Urano – Ufaaa!!! – tudo isso antes de se opor ao Sol Sagitariano e entrar na fase Cheia, às 22h05min no horário de Brasília (00h05min do dia 14/12 no horário de Lisboa). Essa é uma Lua Cheia super ocupada, falante e movimentada, o que sugere um dia igualmente agitado, cheio de atividades frenéticas, de vai-e-vem, conversas, ebulição mental, tráfego pesado nas cidades, mudanças repentinas de planos, bloqueios previstos ou imprevistos… Sim, a Lua Cheia precipita crises nas situações que vinham se arrastando. Só respirando muito e profundamente para organizar as emoções desencontradas no meio de tanta atividade. Não podemos correr o risco de, no meio de todo esse dinamismo e correria, nos perder de nós mesmos, de nossos propósitos e do nosso centro. Na encruzilhada, em caso de dúvida, estacione, respire fundo, acalme o coração e escute o que a alma precisa e busca! Assim teremos mais clareza de em qual esquina virar, qual caminho seguir, qual bifurcação tomar, quais palavras dizer, quais calar ou que mensagem comunicar. Se a cabeça e a mente souberem escutar a alma, não haverá espaço para confusão e saberemos como administrar, tanto a falta quanto o excesso, saberemos usar as palavras e o silêncio com maestria, recorrendo ao seu poder de elevar ou derrubar, de prender ou liberar… Como usamos o poder da palavra? Há que se ter sabedoria com as palavras hoje… É dia de celebrar a comunicação das ideias e dos sentimentos; de celebrar a vida e, mesmo que não haja grandes vitórias ou conquistas, podemos agradecer e celebrar as pequenas alegrias e a companhia daqueles que fazem parte da nossa vida diária; podemos celebrar pequenas mudanças no nosso ambiente imediato, que facilitam o fluir da vida; podemos agradecer o ar que respiramos! E se os desafios parecerem árduos por demais, respiremos o amor, a leveza e a beleza para dentro da alma e do espírito e expiremos para fora de nós, o peso e a desesperança. “Respirar o amor, aspirando liberdade”. A vida é desenhada e sonhada nas grandes visões, mas é nos detalhes pequenos do aqui e agora que ela se faz e se concretiza, em como exercemos a criatividade no dia a dia. Não temos certezas nem garantias acerca do futuro, mas temos a escolha e a responsabilidade de fazer do presente, do aqui e agora, o melhor que pudermos! E para isso precisamos estar plenamente conscientes, atentos e inteiros! Esse é o nosso desafio! Consciência e inteireza! Feliz Lua Cheia para você! Leia o artigo sobre a Lua Cheia de Gêmeos.

Ernesto Arrisueno - Reprodução
Ernesto Arrisueno – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 14 de dezembro – A Lua Geminiana se afina, toda harmoniosa e faceira, com o Marte Aquariano e fica fora de curso depois, às 03h59min, ingressando em Câncer às 10h09min, de onde instiga a frieza de Vênus em Aquário. Fecha a noite em contato favorável com Netuno. O dia começa com uma revisão tranquila e mental das nossas tarefas e o que elas vão requerer de nós. Repassamos nossos recursos, nossa vontade – ou falta de – de avançar e executar com determinação essas tarefas. Talvez tenhamos alguma nova ideia que facilite o desenvolvimento de tais atividades, mas o começo da manhã propicia muito mais a análise calma e desapegada do que a ação propriamente dita. Pelo fim da manhã a energia muda radicalmente. A inquietude mental dá lugar à necessidade de sossego e, ao invés de nos espalhar por aí, queremos segurança e conforto, um ambiente adequado para entrar em contato com necessidades emocionais que andaram sendo negligenciadas nos últimos dias. Os sentimentos ficam mais densos e profundos e a sensibilidade mais acurada, favorecendo a proximidade e a intimidade nos contatos, em contraponto à frivolidade e leveza recentes. A dificuldade fica por conta da inconstância e irregularidade das respostas emocionais, visto que ora nos sentimos afetuosos e doces, ora queremos distancia e a preservação de nosso espaço. Precisamos ter mais nítidas quais são as nossas motivações no dia, para não nos comprometermos com coisas que mais tarde poderão ser um peso ou uma chateação, tanto para nós quanto para os outros.

Reprodução - Desconheço o autor
Reprodução – Desconheço o autor

QUINTA-FEIRA, 15 de dezembro – A Lua está poderosa em sua casa Canceriana, sensibilidade ainda mais aguçada pelo contato harmonioso com Netuno em Peixes. Mais tarde ela trava embates com Mercúrio e Plutão em Capricórnio, com Júpiter em Libra e com Urano em Áries, formando uma Grande Cruz Cardinal, tendo ainda que lidar com as inseguranças de um contato irritante com Saturno. A Lua ainda faz trígono a Quíron e fica vazia depois da quadratura a Urano, às 19h38min. O dia está tempestuoso, carregado de sentimentos e emoções viscerais, que vão demandar equilíbrio e contenção extras para não afundarmos em dramas, sejam eles mesquinhos ou grandiosos. Situações que talvez comecem pequenas podem escalar e tornar-se desproporconais e quando vemos, já não há volta. Sentimo-nos pressionados e encurralados, com nossas necessidades ignoradas ou diminuídas pelo que percebemos como atitudes paternalistas e condescendentes, que nos fazem sentir incompreendidos, injustiçados, humilhados e infantis. Quanto mais tentamos consertar, maior fica o estrago, seja da situação ou do nosso estado emocional. As situações que ocorrem hoje parecem apertar “todos os nossos botões”, especialmente aqueles mais sensíveis, de modo que temos dificuldade de controlar nossas reações e em dado momento parece que somos meras marionetes sendo manipulados pela vontade ou poder de outros. Mas quem manipula quem? Quem detém o poder e o controle? Será que nossa frustração não vem exatamente de percebermos que nós mesmos falhamos na nossa tentativa de manipulação? E que talvez seja por isso mesmo que nos sentimos ridicularizados? Há várias maneiras de se exercer poder sobre outros. Algumas delas são diretas, honestas e limpas; outras são indiretas, subreptícias, desonestas e minam a confiança nas relações, assim como os afetos ou o respeito, sejam essas relações pessoais ou impessoais. Assim, ao invés de darmos chiliques e apelarmos para o drama, fazemos melhor se tentarmos entender a ebulição de sentimentos e conter as reações infantis, de quem se sente no direito de cobrar o que quer que seja de outros. O impulso natural seria nos amuar num canto para chamar a atenção ou fazer outros se sentirem culpados, mas o tiro sai pela culatra e tal atitude vem em nosso detrimento. Em vez disso, podemos nos responsabilizar por nossas reações, carências, oscilações e lidar com as crises com maturidade, dignidade e compostura. Podemos acolher e cuidar, oferecer compreensão, afago e consolo, dar a outros aquilo que gostaríamos de receber ou que achamos que estamos precisando. Nutrir as relações, ao invés de azedá-las. Como naquela oração, é dando que se recebe. Lembrar que todo mundo tem problema e todo mundo está travando suas próprias lutas, portanto, nossos problemas não nos dão o direito de ser grosseiros e mal educados ou de dar chiliques, no máximo podemos pedir ajuda, com respeito, honestidade e dignidade. Jogar o jogo com objetivo final de ganha-ganha e não de vencer o outro a qualquer custo. Em termos práticos, o dia traz vários dilemas que demandam algumas escolhas difíceis, que requerem conciliação ou renúncia. Ter noção clara dos próprios valores e prioridades ajuda a fazer as melhores escolhas. Como diz o Dalai Lama: “Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão dos próprios valores”.

Martin Stranka - Reprodução
Martin Stranka – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 16 de dezembro – Júpiter está a apenas 20 minutos (menos de um grau) do sextil a Saturno, um aspecto que não vai ficar exato antes de agosto de 2017, mas cuja influência sentimos sutilmente. A Lua inaugura o dia fora de curso em Câncer. Torna-se foco de um Yod ao fazer quincúncios ao Sol e a Marte. Ingressa em Leão às 11h15min, de onde se indispõe com Saturno. Depois do dia tempestuoso de ontem ainda estamos tentando restaurar nosso equilíbrio, mas a manhã traz novos conflitos e desafios, que podem comprometer essa restauração. As irritações se dão entre nossa sensibilidade e a alma mais feminina versus o lado mais objetivo, a vontade, o consciente – um antagonismo que pode mesmo se manifestar com pessoas, entre esses princípios feminino e masculino. Alguém tem que ceder, uma negociação é necessária, interna e externamente, se é para conseguirmos avançar com nossos projetos e atividades. Em função dessas incompatibilidades, os humores oscilam e variamos entre a irritação, o mutismo, a fragilidade e o mau humor escancarado. Contudo, é importante não levarmos demasiado a sério tais conflitos e oscilações e tentarmos encontrar um mínimo de estabilidade emocional para não estragarmos de vez o dia e as nossas relações – tudo é aprendizado e experiência! Ter compaixão por si mesmo e rir dos próprios dramas ajuda a colocar as coisas em perspectiva. Nem tudo precisa ser levado a ferro e fogo, não é o fim do mundo! Lembremos disso!

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SÁBADO, 17 de dezembro – A Lua entra na fase Disseminadora ao fazer sesqui-quadratura ao Sol Sagitariano. Antes porém, ela se opõe a Vênus e faz quincúncio a Netuno. A Lua ainda faz outros quincúncios a Mercúrio e a Plutão, trígono a Saturno e a Urano, formando um Grande Trígono de Fogo, que vira Pipa, devido ao sextil a Júpiter. Por fim a Lua se irrita com Quíron através de um quincúncio. O dia traz uma sensação de estarmos um tanto desconjuntados. Contudo, a despeito da sensação de cisão interna, o dia também traz boas oportunidades de diversão, de alegria e camaradagem. Se conseguimos aceitar nossas idionsicrasias e contradições internas, conseguimos aceitar também as “esquisitices” e excentricidades dos outros ao nosso redor e, aquilo que antes parecia estranho, torna-se na verdade, uma qualidade singular que torna meu amigo/a (e eu mesmo) único e especial para mim e para o mundo e o olhar de estranheza vira de encantamento. Os contatos hoje são intensos e cheios de vitalidade e energia. As pessoas com quem escolhemos estar são, de fato, caras e preciosas ao nosso coração e isso deve ser expresso com honestidade e simplicidade. Celebrar a amizade, a alegria, a vida! Com verdade, criatividade e generosidade e desprendimento. Deixar os rancores, rusgas e dissabores para lá, focar no que temos de melhor, focar no que o outro tem de melhor. Assim nos damos a chance de estreitar laços e ainda permitir ao outro ser o que ele é, sem expectativas ou cobranças, achando o ponto de equilíbrio para nós mesmos e para as relações. E com equilíbrio, podemos nos expandir e viver melhor!

Steven Hanks - Reprodução
Steven Hanks – Reprodução

DOMINGO, 18 de dezembro – Mercúrio estaciona a 15°02’ de Capricórnio, às 08h56min para ficar retrógrado de 19/12/2016 até 08/01/2017. A Lua Leonina se harmoniza com o Sol Sagitariano e, junto com Urano em Áries, formam um Grande Trígono de Fogo. Pelo meio da tarde a Lua briga com Marte em Aquário e fica vazia depois dessa briga, às 14h56min. Ingressa em Virgem às 15h52min e logo se desanima a partir de contatos com Mercúrio e Plutão. O dia traz energias livres, alegres e animadas na parte da manhã, que nos convidam a nos aventurar, a sair da casca e dos limits do previsível, a ousar manifestar nossa alegria e espontaneidade, rir até estourar, contar piadas bobas, tentar brincadeiras ou atividades inusitadas. Deixar nossa criança interior vir à tona e assumir o posto, espontânea, leve e feliz! Nesses momentos de distração e alegria, podemos nos surpreender com insights acerca de formas inovadoras de unir nossas necessidades com os desejos conscientes. À tarde o clima fica tenso e requer cautela nas mesma atividades arriscadas em que nos lançávamos pela manhã. Algo ou alguém nos irrita e tira do sério e nossa alegria e espontaneidade ficam sombreadas por discussões e altercações que azedam a brincadeira e a leveza de outrora. A criança tem uma ótima oportunidade de se observar e aprender a se conhecer a partir das próprias reações. Talvez as coisas que nos animavam antes agora nos irritam, mas é preciso perceber que talvez isso não tenha a ver com outros e sim, conosco mesmos e nossas alterações de humor e de interesses. Só porque nos cansamos, nos irritamos ou perdemos no jogo, não precisamos bancar  o dono da bola que acaba com o jogo levando a bola embora porque não gostou de alguma coisa que alguém fez ou disse. Se algo nos incomoda de verdade, devemos manifestar de forma direta e honesta e não através de jogos ou birras. Assim temos chances de crescer. Em termos práticos essas energias requerem cautelas porque ficamos mais impulsivos e propensos a acidentes. À noite preferimos algum resguardo e solitude, para meditar nos desgastes ou simplesmente nos refazer. A solitude pode sim, fazer bem, desde que não fiquemos remoendo os dissabores, julgando a outros ou a nós mesmos.

Uma ótima e positiva semana para você!

Tirado de Playbuzz - Reprodução
Tirado de Playbuzz – Reprodução

 

Steven Hanks - Reprodução
Steven Hanks – Reprodução

Lua Cheia em Gêmeos – Aceita que dói menos!

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O ano chega ao fim e o fechamos com chave de ouro, com uma Lua Cheia super ativa e cheia de estímulos, bem ao gosto de Gêmeos! A Lua será cheia nesta terça-feira, dia 13 de dezembro, às 22h05min no horário de Brasília e à 00h05min no horário de Lisboa, a 22°25’ do signo de Gêmeos, o primeiro signo de Ar. A Lua Cheia é sempre um momento de colheita e de celebrar essa colheita. Mas essa é uma celebração bastante sóbria e contida, austera e realista, em contradição à energia elusiva da Lua Nova. Mas vamos por partes, ao gosto de Gêmeos!

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Gêmeos, detalhista e imediatista, vem fazer o providencial contraponto às grandes visões futuristas de Sagitário, lembrando-nos que, se não nos atentarmos para os detalhes e o aqui e agora na feitura dos projetos, nenhuma visão jamais se realizará. Queremos nos expandir, ir além dos fatos prosaicos do dia a dia, queremos conhecer mais, saber mais, ultrapassar as fronteiras do conhecido, mas para isso precisamos dar um primeiro passo, sair das nossas vizinhanças, começar a ler aquele livro, nos matricular naquele curso, pegar o telefone e ligar para a agência de viagens para comprar a passagem para aquela viagem ao exterior… Sem Gêmeos, Sagitário fica perdido eternamente no futuro que nunca vai virar presente porque nunca se atentará para os detalhes imediatos necessários à sua execução. É uma polaridade que fala da dicotomia do Puer e do Senex que aqui está duplamente enfatizado na figura de Saturno; a Criança e o Velho; a brincadeira e a seriedade; a juventude e a maturidade/velhice; a inconsequência x a responsabilidade. Temas que ficam realçados para nós nestes dias.

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O mapa da Lua Cheia levantado para Brasília traz uma mistura proeminente de Ar e Fogo e muita mutabilidade, o que nos sugere muita atividade mental, uma busca enorme por estímulos, propensão à dispersão e uma avidez por estar no centro de tudo o que acontece, avidez por mudança, assim como ansiedade e diversidade de interesses. O Ar é o elemento da mente, das elaborações conceituais, da razão e do logos. Misturado ao Fogo, temos uma imagem de elevação, de inspiração e aspiração às grandes alturas. De ideias e conceitos abstratos muito elaborados e intelectualmente sofisticados. Isso dá a tônica das próximas duas semanas. A água e os sentimentos ficam meio embotados e damos prioridade ao pensamento.

Lua Cheia em Gêmeos - Brasília, 13 de dezembro de 2016, 22h05min
Lua Cheia em Gêmeos – Brasília, 13 de dezembro de 2016, 22h05min

Porém, mais do que isso, se a Lua Nova de Sagitário só fazia contato com Netuno, a Lua Cheia em Gêmeos está ocupadíssima, falando e se conectando com todo mundo, como um dínamo que ativa e movimenta todos os cantos do mapa, exceto Mercúrio-Plutão em Capricórnio, mas ainda assim, ela está ligada a Mercúrio por ser regida por ele. A Lua faz oposição à conjunção Sol-Saturno, faz quadratura a Quíron em Peixes, sextil a Urano em Áries e forma um Grande Trígono em Ar, com Júpiter em Libra e Marte em Aquário, Grande Trígono que dá origem a uma Pipa, da qual o foco é a conjunção Sol-Saturno em Sagitário. Isso indica que temos uma colheita de oportunidades sociais, de interagirmos amplamente tanto local, quanto num sentido mais amplo e global. A superficialidade do Grande Trígono é compensada pela oposição da Lua a Saturno, como foco da Pipa: não há espaço para coisas rasas aqui, os fatos precisam ser analisados, digeridos e aprofundados de maneira a embasar e ampliar um conhecimento mais consistente, interações mais coerentes, corretas e éticas. Saturno sugere ainda que tenhamos cautela nessas interações, que estejamos muito cientes de nossas conexões e que não sejamos levianos no que dizemos e com quem nos relacionamos.

Alfredo Araujo Santoyo - Reprodução
Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

A Lua participa de outras configurações e forma uma T-Square Mutável da qual Quíron é o foco. Talvez tenhamos que lidar com uma colheita que é menos do que perfeita, que nos lembra que algo foi avariado, estragado, irremediavelmente nas nossas aspirações da Lua Nova. Talvez sejamos – e certamente já estamos – confrontados com muitos dissabores e decepções nas nossas expectativas, tanto aquelas lá do início do ciclo, quanto algumas mais antigas, relativas ao ano que se fecha. Mas sempre que falamos de Quíron, falamos também da empatia, falamos de humildade e aceitação do nosso lado mais humano e falível. E falamos também de cura, que só vem depois dessa aceitação humilde. Assim, a Lua Cheia nos aponta para a necessidade da aceitação humilde dessas coisas que estão além do nosso controle pessoal; de reconhecer e assimilar nossas feridas, porque elas apenas nos lembram de nossa humanidade. Falando em bom português: aceita, que dói menos!

Lua Nova em Sagitário - Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min
Lua Nova em Sagitário – Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min

É interessante notar que este ciclo, iniciado com a Lua Nova de Sagitário, trazia a influência difusa mas perturbadora de Netuno, como já disse acima, como único aspecto feito pela Lua de então. Eu dizia no texto da Lua Nova dos riscos de nos iludirmos, da propensão à desilusão, além de outras coisas. Agora, a Lua Cheia acontece em oposição a Saturno e quadratura a Quíron, dois “caras” que sempre nos lembram de nossas inseguranças, limites, problemas, mazelas e falibilidade… É como se essa lunação viesse mesmo fechar com chave de ouro este ano tão triste, pesado e sombrio, um ano de grandes perdas, de muitos desmantelos, que foi marcado e colorido pela quadratura Saturno-Netuno, configuração que mesmo já estando distante, ainda tem seus temas relembrados pelas ilusões da Lua Nova (Netuno), desmontadas pelo realismo da Lua Cheia (Saturno). Esse foi um ano de muitos aprendizados e o maior deles foi acordar das ilusões, cair na real, ver sonhos e esperanças desfeitos diante dos nossos olhos. E este tema se repete no último ciclo do ano, com essa ênfase de Netuno na Lua Nova e o destaque de Saturno na Lua Cheia.

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Entretanto, esta ênfase em Ar e Fogo e na conjunção Sol-Saturno nos lembra, mais do que nunca que, a despeito de tudo o que vimos, ouvimos e vivemos de pesado e difícil neste ano, a vida continua. E que não podemos ficar soterrados sob os escombros de 2016. Precisamos usar tais escombros na reconstrução do futuro ali adiante, imbuídos de uma esperança realista, como já enfatizei em outros textos, de um otimismo muito pé-no-chão. Afinal, tudo o que passamos, tanto em nível pessoal quanto social e coletivo pode ter sido devastador, mas também nos trouxe maturidade. Falando especificamente do Brasil, estamos todos insatisfeitos, desolados, indignados e revoltados com a forma de se fazer política, com esse mar de lama em que temos visto os poderes da república chafurdando nos últimos meses e anos… Mas eu ainda acho que é melhor estarmos cientes de tudo isso do que vivermos naquela bolha ingênua de antes – pelo menos alguns viviam – quando não sabíamos de tudo o que se passava. Por mais desolador que seja, esse confronto com a verdade era necessário e inevitável. E isso não pode nos fazer perder a esperança de dias melhores, uma melhoria pela qual precisamos nos responsabilizar, em todos os níveis da nossa vivência, desde o nosso comportamento no dia a dia, nossas práticas profissionais e de cidadãos, nossa ética nessas práticas e relações e por aí afora.

Douglas Smith - Reprodução
Douglas Smith – Reprodução

Mercúrio, regente e dispositor da Lua Cheia, está em Capricórnio, conjunto a Plutão, prestes a entrar em retrogradação – dia 19 de dezembro – e atualmente Fora dos Limites do Sol nas declinações. Mercúrio e Plutão são os únicos pontos em Terra, o que lhes dá realce especial. É, este Mercúrio faz pensar! Todas as últimas retrogradações de Mercúrio se deram em contato próximo a Plutão, ou quando ele estava ficando retrógrado ou quando estava voltando ao movimento direto. Particularmente, na retrogradação de janeiro deste ano, Mercúrio voltou ao movimento direto a 14°55’ de Capricórnio em conjunção a Plutão. Agora, Mercúrio fica retrógrado a 15°07’ de Capricórnio, apenas a 12 minutos de distância do mesmo ponto e, mais uma vez, em conjunção a Plutão. Isso sugere que além da regular revisão mental simbolizada pelo movimento retrógrado de Mercúrio, estamos sendo chamados, de novo e de novo, repetidamente, a transformar nossa forma de pensar o mundo, a quebrar paradigmas conceituais, a modificar a maneira como absorvemos informações, a ter, mais do que nunca, senso crítico e honestidade na comunicação e processamento de ideias, fatos, informações. E nessa Lua Cheia estamos assoberbados de ideias e sentimentos difusos, ansiedades e inquietações.  Contudo, precisamos voltar ao básico, conter pré-ocupações e conjecturas irreais e ater-nos ao real. Mercúrio está Fora dos Limites do Sol Sagitariano; está em Capricórnio e conjunto a Plutão, virando a esquina da retrogradação… Uma retrogradação que vai causar rebuliço e trazer à tona revelações que continuam a detonar o poder estabelecido. Mercúrio Fora de Limites está se lixando para regras e controles, em Capricórnio, ele vai buscar deturpar ou questionar exatamente essas regras que se provarem vazias, hipócritas e sem sentido. Apesar da ênfase em Fogo e Ar, o espírito precisa se atentar aos limites da matéria, representada por Saturno e por Mercúrio-Plutão em Capricórnio.

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“Três bruguelos num ninho no alto de uma árvore” é o Símbolo Sabiano para o grau 23 de Gêmeos (22°25’). Um símbolo que nos reporta às qualidade do Ar. Dane Rudhyar nos diz que a nota chave deste símbolo é o “crescimento dos processos espiritualmente criativos, numa mente que finalmente está relativamente integrada”. Ele vai em frente e nos lembra que no simbolismo tradicional, as aves geralmente representam o mundo e as forças espirituais ou os aspectos mais elevados da mente humana. Os bruguelos, que são filhotes ainda sem plumas, referem-se a algo incipiente, “o início de um processo no que também poderíamos chamar de ‘câmara superior’ da consciência, onde o poder criador do espírito pode ser recebido e assimilado. Fecundado pelo espírito e apoiado por uma tradição cultural e vitalista profundamente enraizada, o homem pode gradualmente desenvolver uma personalidade integral”. É curioso notar ainda que os filhotes são três, o número da Trindade Divina, que se origina do Um. O Pai, o Filho e o Espírito, que na Doutrina cristã são três expressões diferentes da mesma pessoa, a Unidade.

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

Colocando a imagem deste símbolo com a análise que fazíamos da Lua Cheia, uma Lua Cheia de Ar-Fogo, a última Lua Cheia do ano e que, portanto, conclui as lunações de 2016, podemos dizer que todos os aprendizados que vivenciamos ao longo deste ano difícil foram etapas importantes na integração da nossa consciência incipiente de humanos em busca de evolução; um processo que está apenas no começo do despertamento, como filhotes que acabaram de nascer e carecem de plumas e de cuidados. Como diz Rudhyar, este é o início de uma integração relativa da consciência. Eu diria que tal integração tem a ver, principalmente, com o confronto dos reinos do espírito e da matéria, das esferas do real e do irreal, como simbolizados por Saturno-Netuno. Assim, longe de nos abater, tal desencanto e despertar para o real devem sim, ser motivo de celebração. Por mais dolorosas que tenham sido as lições, elas fazem parte de um processo de integração, despertamento e humanização – talvez estivéssemos por demais anestesiados no nosso egocentrismo narcisista, consumidores histéricos a olhar somente as próprias “necessidades”, ditadas por um mercado perverso, fabricante inveterado da ilusão da felicidade comprada. Sim, precisávamos de doses cavalares de realidade e cá estamos nós, sorvendo desse elixir amargo, mas necessário. Novamente: quando a gente aceita, encontra forças para lidar com o problema e mudar. Aceita, que dói menos!

Catrin Welz-Stein - Reprodução
Catrin Welz-Stein – Reprodução

Concluindo, a Lua Cheia de Gêmeos fecha a contento a temática mais importante do ano: o confronto do real, o despertar das ilusões, auto-criadas ou não, e a consequente integração desses conteúdos difíceis de assimilar. E lembrando o mote básico de Saturno em Sagitário: “A verdade te libertará, mas primeiro vai te desestabilizar”. O Sol em Sagitário nos fala para olhar o futuro com esperança e fé, mas a presença de Saturno tão enfatizada nessa Lua Cheia nos lembra que essa esperança não pode ser ingênua e tola. Vimos, ouvimos e vivenciamos demais e não podemos esquecer porque tudo isso está entranhado em nós; aliás, não devemos esquecer, para não cometer os mesmos erros lá na frente – eu digo sempre, se é para cometer erros, pelo menos que sejam erros novos! A Terra continua a girar – pelo menos por enquanto – e o mundo segue em frente! Enquanto há vida, há esperança! O Espírito continua a dar vida à matéria e, aos trancos e barrancos, a vida viceja em todo lugar! Celebremos isso!

Um ótima e realista Lua Cheia para você!

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