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Lua Cheia e Eclipse Lunar em Aquário – Liberte-se do Passado e Olhe para o Futuro!

Birth Chart Painting – Reprodução

A Lua Cheia que ocorre a 15°25’ de Aquário nesta segunda, dia sete de agosto, é também um Eclipse Parcial da Lua, eclipse que precede o Eclipse Total do Sol acontecendo no dia 21 de agosto. O eclipse se dá às 15h11min no horário de Brasília e às 18h11min no horário de Lisboa. A duração total do eclipse é de cinco horas (o penumbral dura cinco horas e o umbral, mais denso, dura 01h55min), e seus efeitos perduram por cinco meses. Este eclipse é o indivíduo 61 – de um total de 82 – da Série Saros 119, iniciada em 14 de outubro do ano de 935 e que termina em 25 de março de 2396. Esta série é antiga, dura um total de 1460 anos e está se encaminhando para o fim, tendo percorrido já três quartos da sua “vida”. Todos os eclipses desta série acontecem no Nodo Sul (1), apontando para precisão de nos conscientizarmos dos padrões emocionais do passado que ainda nos atrapalham na vida presente.

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Eclipses são lunações super-potentes, porque ocorrem sempre na Lua Nova ou Lua cheia e intensificam, e muito, as energias e temas da lunação. Sinalizam o fim de um ciclo e o início de outro, trazendo muitos assuntos a um estado crítico que demanda resolução imediata, especialmente no caso dos eclipses lunares, que ocorrem na Lua Cheia, e que trazem a sensação de um momento crítico nas relações e assuntos que andavam se arrastando anteriormente. Para entender melhor o que são eclipses, leia este artigo.

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Para “sentirmos” como será este eclipse de amanhã, analisemos primeiro o mapa natal da Série Saros 119, levantado para Brasília – a SS 119 nasceu, na verdade, no Polo Sul, mas levanta-se o mapa para a cidade em que se deseja perceber seu ‘impacto’. A série começa com o eclipse ocorrendo no eixo Áries-Libra, um eixo que fala de relacionamentos, com o Sol estando em queda em Libra e a Lua estando no briguento signo de Áries – aqui fala-se, de imediato, da necessidade de mediar as necessidades pessoais, a individualidade, com as necessidades e os quereres dos outros; busca de equilíbrio e necessidade de ser independente e ter autonomia, mesmo dentro das relações afetivas.

Série Saros Lunar 119 – 14 de outubro de 935, 15h25min (horário de Brasília).

O mapa traz muitas  configurações interessantes, algumas delas similares às que vemos “dançando” nos céus atuais: Saturno está em conjunção a Quíron no signo de Peixes (atualmente temos uma quadratura entre Saturno em Sagitário e Quíron em Peixes, que traz temas semelhantes); Júpiter está em Leão em quadratura a Urano em Touro e estes dois planetas ficam em oposição no eixo Áries-Libra até outubro – também é digno de nota que o eclipse desta segunda cai em oposição ao Júpiter e em trígono ao Mercúrio do mapa natal da série; Marte se afasta de conjunção a Plutão, mas está prestes a ficar retrógrado em Câncer, sua queda, além de estar Fora de Limites; e também há um Grande Trígono em Água, envolvendo Vênus em Escorpião – signo de seu detrimento – Saturno e Quíron em Peixes e Marte/Plutão em Câncer. Por tudo isso, podemos dizer que esta série tem como tema básico os relacionamentos, enfatizando o tema primordial de toda Lua Cheia.

Medusa – Reprodução

O feminino está bem zangado neste mapa, com ambos os seus significadores, Lua e Vênus, sendo regidos por Marte e o próprio Marte estando em Câncer – Lua e Marte estão em recepção mútua. Há uma sensação de raiva reprimida e de dor e sofrimento herdados dos ancestrais. O feminino foi violado, mutilado e está intoxicado de raiva e dor, como Medusa, precisando ser resgatado e liberado. Vênus, em Grande Trígono de Água com Saturno e Quíron em Peixes e ainda com Marte e Plutão, sugere a necessidade de se purgar, depurar essa fúria, esse ódio, além de purgar e curar toda a dor e sensação de limitações e fracassos nas relações; há muito pus a ser extraído e vai doer, mas é necessário fazer esse expurgo, do contrário a ferida só irá piorar e apodrecer; é necessário assumir nossas dores e queixas, reconhecê-las e deixa-las ir, abrir mão delas, em nome de um futuro mais leve; é necessário se transformar a forma de viver as relações, de sair das respostas e soluções fáceis do “preto ou branco”, para se perceber que no espectro das relações humanas cabem milhares e milhares, milhões, de nuances e tonalidades diferentes. Mercúrio está conjunto ao Nodo Norte, em Libra e sugere que tenhamos um mínimo de distanciamento racional de todo o drama aquático, se for para conseguirmos tirar proveito e aprendizados de todas as experiências dolorosas. Todos estes são temas que ficam salientados nas próximas duas semanas, particularmente para indivíduos com ângulos ou planetas entre os graus 10 e 20 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário).

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Nos Pontos Médios Plutão faz quadratura ao PM entre a Lua e Saturno e oposição ao PM entre Sol e Saturno – é preciso quebrar as amarras, as limitações e inibições e também abrir mão do controle rígido, seja emocional ou racional; Ebertin (2) diz da “necessidade de depender apenas de si mesmo, de crescer e amadurecer usando a força e fazendo-se sozinho… Sofrimento orgânico e sentimentos de depressão… Separação da mãe ou da esposa”. O Nodo Norte faz quincôncio ao PM entre Marte e Saturno e Marte e Quíron – para crescermos e amadurecermos, teremos que enfrentar nossos medos e pavores, fraquezas e fracassos, vitimismos e desejos de salvação. E ainda: Lilith está conjunta ao PM entre Vênus e Júpiter, os dois benéficos – eu diria que, para podermos aproveitar o melhor da vida, suas alegrias e benesses maiores, precisamos lidar com nossa sombra e infernos pessoais, nossas dubiedades e selvageria. Como diz Jung, “qualquer árvore que queira tocar os céus, precisa ter raízes tão profundas a ponto de alcançar os infernos”. Esse é o recado de Lilith na SS 119.

Em resumo, esta série fala de um Ponto de Mutação muito importante nas relações afetivas, uma transformação que vem do enfrentamento das obscuridades, de conseguir erguer-se do lodo, depois de muito tempo chapinhando nele. Aprendizados!

Dados técnicos e caminho do eclipse de 07 de agosto -fonte: site da Nasa

Agora olhemos para o mapa da lunação de amanhã: a Lua Cheia/Eclipse ocorrem no eixo Leão-Aquário, um eixo que trata da polaridade indivíduo versus grupo, de se sentir especial em contraponto a sentir-se comum e anônimo na multidão; de fazer de si mesmo uma Obra Prima Individual que sirva ao coletivo, sem permitir que esse coletivo nos diga o que devemos ser ou fazer. Aquário é o signo da experimentação, de ousar ser diferente, excêntrico, signo de inovação; é o signo da fraternidade e de se sentir inserido na grande comunidade humana, buscando fazer a diferença. Também é um signo de rebeldia, de surpresas e coisas inesperadas.

A Lua é eclipsada pela Terra, isso significa que recebe a sombra da Terra sobre si. Como a Lua representa as emoções instintivas, sentimentos, necessidades emocionais, compulsões e instintos mais básicos, ao ser eclipsada, temos conteúdos básicos e sombrios emergindo à consciência e ficando mais claros e nítidos à nossa percepção, portanto, o eclipse possibilita muitas “iluminações” sobre nossos impulsos, nossas pulsões e compulsões inconscientes e conseguimos nos enxergar a nós mesmos com mais maturidade, talvez a ponto de nos assombrarmos com aquilo que descobrimos, que estava bem à nossa frente, mas não víamos, por estamos por demais envolvidos e identificados com tais assuntos. Este estado de “assombramento”, entretanto, não deve nos paralisar, mas sim propiciar consciência e mais sabedoria emocional e relacional.

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Além de se opor ao Sol, a Lua também se opõe a Marte, que estão conjuntos em Leão e, em Aquário, a Lua nos pede desapego das identificações egoicas, de nos desprendermos das expectativas individuais para focarmos nas necessidades do grupo e no todo; pede-nos uma visão racional, objetiva e lúcida das situações em que estamos envolvidos, lucidez nas crises que porventura nos atingirem – o pior que podemos fazer é entrar em pânico e nos desesperar. Sugere que as brigas sejam travadas de maneira justa e ética e que a honra individual também esteja a serviço do grupo.

Lua Cheia e Eclipse Lunar Parcial em Aquário – Brasília, 07 de agosto de 2017, 15h11min.

Vênus também se destaca neste mapa, sendo parte de um amplo Retângulo Místico, fazendo uma oposição dilatada a Plutão, sextil a Mercúrio e trígono a Netuno, que também estão em oposição e isso sugere que ainda é preciso cautela com as ilusões que criamos nas nossas relações, que precisamos, mais uma vez, transformar nossos apegos, soltar as dores que carregamos por aí como se fossem bichinho de estimação e que nos impedem de ver as novas possibilidades; é necessário viver as relações de maneira libertária e inovadora, sem apegos, sem seguir os modelos falidos das relações emboloradas.

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A Lua está no Ponto Médio entre Netuno e Plutão e Plutão está no Ponto Médio entre a Lua e Saturno – uma das repetições de temas da Série Saros 119. Além disso, o Sol faz quincôncios a Netuno (separativo) e a Plutão (aplicativo), virando foco de um amplo Yod. O coração e a consciência (Sol em Leão) precisam lidar com o peso da Sombra, da necessidade de transformar (Plutão) os conteúdos inconscientes (Lua) de maneira compassiva, com sensibilidade, com imaginação (Netuno). A Lua, representando nossa realidade emocional, nos diz que precisamos ser o elo entre a imaginação, a magia, tudo o que é elusivo e incompreensível para nós, e aqueles nossos conteúdos mais densos, a força de transformação e transmutação alquímica, de modo que tal realidade emocional seja purificada e reciclada e se torne mais leve de ser vivenciada. Como PM entre Lua e Saturno, Plutão sugere, mais uma vez, que se observe e quebre a necessidade de controle, que se transforme a usura emocional em generosa partilha que toca profundamente a alma do outro e que nos permite viver mais plenamente.

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Saturno, co-regente da Lua Cheia, que no mapa natal da SS 119 está conjunto a Quíron, atualmente faz quadratura a este, além de também se afastar de uma ampla quadratura a Netuno, e traz presente o tema do medo do fracasso, das feridas antigas e ancestrais, difíceis de sanar, que doem e incomodam, mas que também nos ensinam muito sobre nós mesmos e a natureza do humano. Essa ferida tem a ver também com uma crise de fé na compaixão e conectividade humanas, uma crise de fé na nossa capacidade de nos redimirmos de todas essas mazelas. Mas essa crise de fé aponta para a imprescindibilidade de tentarmos e insistirmos, de darmos um voto de confiança à centelha divina em nós e de insistirmos em tornar o sonho visível, concretizável.

Ivan quaroni – Reprodução

O outro co-regente do eclipse, Urano, trafega Áries e tem como único aspecto um trígono que recebe de Saturno, possibilitando o diálogo entre o velho e o novo, diálogo, que é mediado por Quíron, que é “a ponte entre o passado (Saturno) e o futuro (Urano)” (Jude Cowell) (3). Mas Urano também tem estado numa dança louca e caótica com Júpiter e, apesar de o aspecto não estar em orbe neste mapa, logo Júpiter fará oposição a Urano novamente, sinalizando rupturas nos sistemas judiciários, nas instituições religiosas, acadêmicas e na própria instituição “sagrada” do “santo matrimônio”, já que Júpiter está em Libra, signo das relações instituídas e reconhecidas – sim, mudanças de paradigmas no que tange a esses sistemas e às relações. Urano sugere que nos liberemos do passado pesado, dos ranços, das expectativas, do desejo ou tendência de viver relações “certinhas” e controladas, por medo da entrega real e verdadeira; Urano convida a nos desatrelarmos das lembranças de sofrimento, que soltemos recordações e deixemos no passado (Saturno) as histórias passadas e amargosas, usando as dores e sentimentos pesados (Quíron) para pavimentar o chão do caminho que nos levará a esse futuro mais promissor (Urano + Lua Aquário).

Sheppardarts – On Deviantart – Reprodução

Aquário, sendo um signo de Ar, racional e objetivo, me lembra a outra ponta do mito de Medusa, mencionado acima em referência a Vênus em Escorpião: a deusa Atena, a Deusa da Estratégia e do Pensamento Racional. No mito, Medusa, que era uma mulher jovem e belíssima, foi estuprada pelo deus Poseidon dentro do templo de Atena, que ficou profundamente ultrajada com tal ocorrido; outras versões do mito dizem que não houve estupro e que Medusa manteve relações consensuais com Poseidon. Como Atena era a Filha do Pai, tendo nascido já adulta da cabeça de Zeus, ela se vinga apenas de Medusa – e ela também não iria incorrer na ira de Poseidon! – pela profanação de seu tempo. Como punição, ela transforma Medusa num monstro serpentino, cujos cabelos eram serpentes; os dentes eram protuberantes e a língua bifurcada; mas o pior era o olhar petrificante, que tornava em pedra qualquer vivente que tivesse a má sorte de olhar para ela. Liz Greene (4) diz que o olhar que petrifica é o ultraje do feminino violado, seja o ultraje de Medusa, seja o ultraje de Atena. Medusa representa a paixão incontida e descontrolada, que se entrega em qualquer lugar, sem observar as regras conscientes da razão; as paixões viscerais e instintivas; já Atena representa a racionalidade, a capacidade de conter tais pulsões, porque talvez sejam destrutivas e porque precisam ser vividas com um mínimo de regra; e Atena também representa a capacidade de sermos objetivos e lúcidos nas nossas relações, algo que está bastante enfatizado nesta Lua Cheia e Eclipse em Aquário. Medusa e o feminino zangado e violado precisam ser redimidos e ser integrados, junto com Atena, afinal, as duas, Medusa e Atena, são dois extremos da mesma polaridade: a razão (Atena) e a paixão irracional (Medusa), duas figuras que estão presentes em todos nós e que são arquétipos importantes do feminino, sombrio ou luminoso. Na Lua Cheia de Aquário precisamos nos alinhar com Atena para podermos viver nossas relações de modo mais lúcido e inteligente e menos doentio.

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Por fim, ainda precisamos olhar a última vez que um eclipse da SS 119 aconteceu, porque isso nos dá pistas dos temas que são ativados no nosso mapa – no eixo de casas em que você tem o grau 15° de Aquário/Leão (veja o artigo geral sobre eclipses, cujo link está no segundo parágrafo deste artigo, para saber os significados dos eclipses por casa). O último eclipse da SS 119 ocorreu em 28 de julho de 1999, a 04°57’ de Aquário – você lembra como estava sua vida nesta época?

E ainda olhamos a última vez em que houve um eclipse no grau 16 (15°00’ a 15°59’) de Aquário, porque ele tocou os mesmos planetas e ângulos e certamente os mesmos temas serão acionados, possivelmente em roupagens diferentes, mas ainda assim, serão os mesmos. Quando foi isso? Isso se deu em sete de agosto de 1998 (08/08/1998). Vale a pena olhar para esse período também, para nos prepararmos para novos aprendizados e liberações nesta área de vida. Tanto os assuntos de 1998 quanto os de 199 podem voltar para serem revistos de alguma forma, portanto, fique atento!

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Luas Cheias também sinalizam tempo de colheita e a qualidade da colheita depende daquilo que plantamos e de como cuidamos da plantação ao longo do tempo. Como Aquário é um signo associado a amizades e relações sociais, é possível que tenhamos algumas ‘crises’ ou mudanças e liberações importantes nesta esfera também. Como estão nossas amizades? São fortes, verdadeiras, são equilibradas? Ou são relações de uso e abuso? São relações que mantemos por comodidade, mesmo percebendo que as afinidades já não se mantêm? Se houver questões mal resolvidas e “penduradas” com amigos, tais questões podem vir à tona para serem endereçadas e clareadas de vez!

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Em resumo, a Lua Cheia e Eclipse Lunar em Aquário desta segunda nos convida a nos liberar do passado, a deixar para trás as histórias de dor e fracassos; a celebrar essa liberação e nos abrir a amores novos, sejam os de carne e osso, sejam os amores mais abstratos – inclusive um amor renovado por nós mesmos! Convida a abrir mão dos dramas e a apostar na objetividade, celebrando o tiquinho de lucidez que ainda tenhamos neste mundo louco e também, é claro, a celebrar nossas amizades, que, além da família, são os laços que nos sustentam!

E ainda, períodos de eclipses costumam trazer tensões, incertezas, instabilidades. Convém fazer exercícios de aterramento, meditação, yoga, ou o que funcionar para você. É aconselhável evitar decisões drásticas ou agir por impulso, porque as emoções estão mais afloradas e há propensão a maior imprevisibilidade e caos nas situações em geral – nada para nos deixar em pânico! Lembre-se, todo ano temos pelo menos quatro eclipses e temos sobrevivido até aqui, portanto, centramento e serenidade fazem toda a diferença!

Feliz Lua Cheia para você! Aproveite e termine o que tem que terminar, finalize os ciclos, deixe o passado no passado e olhe para o futuro!

 

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Birth Chart Painting – Reprodução

 

 

 

 

 

 

(1) Site da Nasa: https://eclipse.gsfc.nasa.gov/LEsaros/LEsaros119.html

(2) Reinhol Ebertin – The combination of Stellar Influences

(3) Jude cowell -https://judecowellastrology.blogspot.com.br/

(4) Liz Greene – the Astrology of Fate

A Semana Astrológica – Nosso pior inimigo

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Semana de 12 a 18 de junho – Semana de Lua Minguante, que sinaliza tempo de limpeza, encerramentos e avaliações. Há também uma sensação de peso , insegurança e decepção conosco mesmos e nossa ingenuidade. 

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Começamos uma semana de Lua Disseminadora e posteriormente, Minguante, que traz também o Sol Geminiano em oposição a Saturno – ai, ai, ai, lá vamos nós de novo para o confronto com o Mestre do Tempo! Mas depois de encarar o Velho, sacudimos a poeira e nos deparamos com o novo e oportunidades de usar os revezes como escada para nossa melhoria. O Sol fecha a semana em quadratura não exata a Quíron, então, esta semana traz alguns desafios à nossa autoconfiança, vitalidade, resiliência e força de vontade. Bater de frente e espernear não vai resolver. Se o Senhor do Tempo diz que é melhor esperar, não ganhamos nada em tentar burlar suas leis. Esperemos e contenhamos nossa frustração – ela tem muito a nos ensinar! E uma lição que precisamos relembrar é que, muitas vezes, nós somos nosso pior inimigo, quando nos deixamos abater pelo negativismo e pela auto-dúvida. O fim de semana está especialmente sensível, porque a Lua ao trafegar por Peixes, potencializa a retrogradação de Netuno e a oposição Sol-Saturno, condição em que fica minguante no sábado. Já o domingo traz propensão a conflitos e embates.

Reprodução a partir do Flickr

Mercúrio vem atrás do Sol, transformando em conceitos todas as experiências vivenciadas por este Sol e por ele mesmo. Nesta semana Mercúrio faz trígono a Júpiter, quadratura a Netuno, quincôncio a Plutão e também se opõe a Saturno, de modo que nossa mente oscila bastante entre o entusiasmo desmesurado e irrealista e as dúvidas subsequentes; posterior aos exageros vem a consciência de que talvez tenhamos metido os pés pelas mãos e agora temos que arcar com as consequências do que dissemos sem pensar. Saturno demanda que definamos mais claramente nossa forma de pensar e nos comunicar, que sejamos mais responsáveis e menos relapsos na comunicação e nos aprendizados, estudos e também ao lidar com leituras, escritos, papeis em geral. Talvez tenhamos alguns dias de muito pessimismo, em que tememos que nada vai dar certo e isso pode nos deixar um tanto deprimidos. Contudo, se conseguirmos controlar essa negatividade, podemos usar esse momento para averiguar com realismo as situações diversas em que nos encontramos, de modo a perceber o que está ou não funcionando, para fazer as devidas correções. Positivamente, são dias favoráveis para pesquisas e atividades mentais que requeiram disciplina, concentração e seriedade.

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Vênus anda se refazendo no conforto de Touro. Está ultra sensual e muito conectada com os prazeres e deleites simples da vida, algo que favorece bem o Dia dos Namorados na segunda-feira. Mas pelo meio da semana ela lida com alguma insegurança, bem inconsciente, um tipo de dúvida latente sobre se não seria melhor pegar a estrada numa nova aventura, ao invés de focar tanto na segurança e confortos de uma vida “estável”. Vênus faz sesqui-quadratura a Saturno e fecha a semana em quincôncio bem próximo a Júpiter.

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Netuno estaciona a 14°15’ de Peixes na quinta-feira, para entrar em movimento retrógrado na sexta. Erin Sullivan diz que Netuno, quando retrógrado, “nos convida a retornar ao útero, ao estado de incubação e no fim, renascer”. Como sabemos, a retrogradação de qualquer planeta sinaliza um tempo de revisão dos seus assuntos e temas. Netuno rege nossos sonhos e fantasias, os anseios de fusão com o Divino, através do outro ou de experiências transcendentais; os estados de encantamento em que desejamos nos perder e diluir no outro, aniquilando o senso de separatividade. Netuno representa a busca pela experiência da unidade, da comunhão com a vida como um todo, daí sua associação com a espiritualidade e o misticismo. Mas ele também simboliza os engôdos, os anseios enganosos, a diluição do ego através de decisões equivocadas, que pareciam perfeitas no momento em questão; está ligado aos medos irreais, às epidemias, aos estados de caos, dissolução e subversão.

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Este ciclo de retrogradação ganha ênfase porque a Lua estará em conjunção exata a Netuno dia em que ele entrar em retrogradação, de modo que seus temas saem da esfera do meramente coletivo, para o pessoal – sentimos essa movimentação de maneira indiscutível, como uma vulnerabilidade mais acentuada, um anseio mais pungente por salvação e redenção. Assim, até 22 de novembro estaremos fazendo uma profunda revisão dos nossos sonhos e fantasias, dessa busca por unidade. É um momento de “cair na real” a respeito de ilusões que viemos alimentando nos últimos meses e perceber por que nos deixamos enganar. Talvez nos sintamos nus e vulneráveis, mas isso é necessário para nos livrarmos do senso de onipotência com que o ego possa ter se identificado na busca desenfreada e cega por tais ilusões, seja de poder, de sucesso, fama, engrandecimento pessoal, apaixonamento e encantamento por um outro ou por qualquer outra ideia ou projeto com o qual tenhamos nos envolvido sem enxergar sua realidade. Qualquer desapontamento não deve ser visto como um fracasso pessoal ou punição dos deuses, mas apenas um desnudar das ilusões, essencial ao nosso processo de crescimento. Os planetas exteriores, de maneiras diferentes, vão tirar de nós tudo aquilo que esteja atrapalhando nosso desenvolvimento, a evolução da alma. No caso de Netuno, isso ocorre de forma sutil, lenta, quase imperceptível e geralmente estamos tão encantados com o processo todo, que só nos damos conta da “esparrela” em que caímos, quando já é tarde demais para voltar atrás. E não adianta chorar e se lamentar, porque no fundo, a alma e o inconsciente, de certa maneira, conspiraram contra o ego, ou seja, inconscientemente, nós mesmos criamos o cenário e o enredo de perdas, fracassos, desilusão pelo qual navegamos presentemente – compactuamos, fomos ao encontro e nos tornamos “cúmplices” daquele/s que nos enganou/enganaram. Por mais doloroso que seja para o ego soltar e se desapegar de tais coisas com as quais estávamos identificados – posses, propriedades, opiniões, imagem, emprego, relacionamentos, etc – eles serão levados para que percebamos que nossa existência não depende disso, que somos muito mais do que tais identificações ilusórias, por mais penoso que seja a experiência toda. Com Netuno retrógrado as ilusões talvez se tornem mais claras, especialmente se Netuno está fazendo contatos a planetas no mapa natal e se o aspecto já ficou exato com Netuno direto. Soltar e se desapegar, ao invés de resistir – é o melhor que podemos fazer.

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A Lua abre a semana na fase Cheia em Capricórnio. Torna-se Disseminadora em Aquário na terça-feira e entra na fase Minguante a partir de Peixes, no sábado. Fecha a semana já em Áries, digladiando-se com Marte, Júpiter e Plutão.

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SEGUNDA-FEIRA, 12 de junho – A Lua está na fase cheia, em Capricórnio. Hoje faz conjunção a Plutão, quincôncio ao Sol, sesqui-quadratura a Mercúrio, sextil a Quíron e quadratura a Urano, ficando vazia depois da briga com Urano, às 14h47min. Ingressa em Aquário às 19h45min e fecha a noite em quadratura a Vênus em Touro. O dia dos Namorados está um tanto tempestuoso, com uma Lua nada romântica. Pelo contrário, o clima está meio pesado e sisudo e, mais do que isso, com a conjunção a Plutão – aspecto que a Lua faz todo mês e que sinaliza um momento denso de entrar em contato com nossa sombra, desejos de poder, de controle e, em última instância, necessidade de transformação – precisamos lidar com emoções sombrias e intensas que emergem do inconsciente. O dia fica então colorido por fortes contradições: desejos de nos comprometer seriamente, versus o impulso de preservar a autonomia, o movimento e a liberdade pessoal. Talvez não nos sintamos particularmente românticos no dia de hoje, porque nos deparamos com algumas verdades dolorosas a respeito de nós mesmos, nossas necessidades e algumas discrepâncias na relação com o outro; talvez não percebamos, mas é possível que estejamos muito exigentes e coloquemos sobre o outro altas cobranças, ciúmes, tentativas de controle e, claro, tudo isso pode gerar muitas tensões e até azedume nas relações. Por outro lado, se formos capazes de ser honestos e confrontarmos nossas carências infantis, percebendo que elas são exatamente isso, carências infantis, e que o outro não é responsável por resolvê-las, temos chance de crescer mais um pouco e, ao invés de crise, podemos aprofundar essa relação, aumentar a cumplicidade com o outro, respeitando sua individualidade e independência sem nos sentir ameaçados por isso. Vale a pena fazer um exame cuidadoso se há uma crise real em curso, ou se são apenas nossas inseguranças que estão exacerbadas hoje. À noite a Lua está em Aquário e sinaliza que as celebrações românticas sejam inovadoras, diferentes; que se busque surpreender o outro com uma nova faceta de nós mesmos e que também nos deixemos surpreender, pondo de lado preconceitos, rótulos e abrindo-nos à experimentação. Repetir o enredo dos anos anteriores é receita de confusão! Ouse, faça algo diferente, saia da mesmice, fuja dos estereótipos e dos scripts ensaiados! Não existe um único modelo ou formato de amor e de relação, cada pessoa tem um jeito único e especial de amar. Portanto, não almeje ser ou ter uma relação “perfeita” ou igual à do Fulano ou do Beltrano! Respeite a sua natureza e a natureza do outro e assim, a relação também será única e as diferenças, ao invés de serem um problema, enriquecerão as trocas afetivas.

reprodução – desconheço o autor

TERÇA-FEIRA, 13 de junho – Mercúrio está em trígono pleno a Júpiter. De Aquário a Lua faz quadratura à Vênus Taurina, quincôncio a Marte em Câncer e entra na fase Disseminadora ao fazer sesqui-quadratura ao Sol Geminiano. A Lua ainda faz trígono a Júpiter em Libra e, como Mercúrio também está em trígono a Júpiter, temos formado um Grande Trígono em Ar. Saturno vai se aproximando da oposição ao Sol. A despeito do peso que andamos sentindo, o dia traz um pouco de leveza, que nos ajuda a espairecer e a nos motivar um pouco para enfrentar os desafios que já vislumbramos ali à frente. É como se tivéssemos a chance de um descanso, uma pequena trégua em que podemos relaxar, antes de voltar às armas. Os pensamentos ganham asas e temos a coragem de expressá-los mais abertamente; também vamos em busca de novos contatos e relações, aspirando encontrar, talvez, respostas para nossas dúvidas e indagações filosóficas, ou simplesmente oportunidades de ampliar um pouco nossas possibilidades e alternativas. É um bom dia para ler sobre novos assuntos ou autores, comunicar-se, escrever sobre nossos questionamentos, sair um pouco da rotina, inspirar novos ares ou, simplesmente, relaxar um pouco, sem culpas ou cobranças, como uma maneira de aliviar a pressão, mesmo sabendo que logo devemos retomar a caminhada. Assim, aproveitemos porque “o segredo do êxito está em preparar-se para aproveitar a ocasião, quando ela se apresenta”.

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 14 de junho – A Lua, Disseminadora em Aquário, abre o dia ainda em formação de Grande Trígono com Mercúrio e Júpiter, durante a madrugada. Durante o dia faz trígono ao Sol e sextil a Saturno. O Sol está em oposição próxima a Saturno e a Lua hoje media esse embate. Saturno e Urano estão em trígono entre si e Júpiter em quincôncio a Netuno. Muitos dos desafios que aparecem no caminho tornam-se em oportunidades se forem vistos com olhos inovadores e com a dose adequada de criatividade – esta é uma maneira de vermos nossas dificuldades, que hoje já se mostram bastante duras. Mas não devemos deixar que nos soterrem debaixo de seu peso. O dia oferece possibilidades de olharmos nossos problemas e limitações com muita lucidez e distanciamento, sem nos identificarmos demais com eles, de modo a conseguirmos soluções inusitadas e diferentes daquelas já tentadas no passado. E mesmo que nos sintamos “castrados”, sabemos que precisamos, de alguma forma, “castrar” realmente os excessos, para podermos focar naquilo que realmente vale a pena. É necessário filtrarmos nossas aspirações de futuro, priorizando e disseminando aquelas que são de fato, realizáveis, mesmo que tenhamos que esperar um pouco para executá-las. Nesse meio tempo, podemos fortalecer nossa rede de contatos, podemos nos preparar melhor e ganhar consistência quanto à informação e conhecimento necessários à realização dos objetivos!

Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 15 de junho – O Sol Geminiano está em oposição plena a Saturno em Sagitário. A Lua Aquariana se harmoniza com seu dispositor moderno, Urano e fica fora de curso logo depois, à 01h40min. Ingressa em Peixes às 06h18min, de onde se afina com Vênus em Touro, harmonizando-se também com Marte em Câncer, regido por ela. Netuno estaciona às 07h09min para dar marcha à ré, amanhã. As enganações e ilusões a que nos expomos recentemente nos são atiradas na cara, pois agora enxergamos a realidade mais limpidamente e possivelmente nos damos conta de que andamos ignorando alguns dos nossos limites, por estarmos demasiados fascinados com expectativas que agora se revelam vazias. Além disso, também precisamos lidar com os limites impostos por outros – chefias, autoridades, figuras acima de nós – ou mesmo por nossas circunstâncias, num momento em que nos sentimos particularmente vulneráveis e sensíveis, espremidos entre obrigações, deveres e aquilo que realmente gostaríamos de estar fazendo e vivendo. Entretanto, por mais que nos sintamos pressionados, desmotivados e isolados, não é o caso de entregarmos os pontos e desistirmos da luta. Mais uma vez, trata-se de um teste à firmeza e consistência da nossa vontade e dos nossos propósitos; uma prova sobre se já conseguimos o equilíbrio adequado entre as obrigações sociais e profissionais e o compromisso conosco mesmos e nossa consciência; de sermos leais a nós mesmos, a despeito das negativas e recusas que ouvimos mundo afora. Fisicamente, talvez nos sintamos muito cansados, exaustos, até, com uma desconfortável sensação de sermos mais mais velhos e “gastos” do que realmente somos. Tal sentimento aumenta a impressão de peso, derrota e isolamento. Contudo, não precisamos nos sentir vitimizados ou alienados, ao contrário, podemos aproveitar esse período para trabalhar a nós mesmos e às nossas inseguranças e inadequações que, diferentemente do que pensamos, não estão assim tão visíveis e evidentes para o mundo como estão para nós. E se de fato, são evidentes para nós, aproveitemos a chance de burilarmos e refinarmos esse diamante bruto que somos nós.

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SEXTA-FEIRA, 16 de junho – Netuno entra em retrogradação hoje e só volta ao movimento direto em 22 de novembro. A condição estacionário-retrógrado de Netuno é potencializada pela conjunção da Lua, que também faz quincôncio a Júpiter em Libra, sextil a Plutão e quadratura a Mercúrio em Gêmeos, que hoje também está em quincôncio pleno a Plutão. O Sol segue em oposição a Saturno, começando a se afastar. O dia traz o tom da vulnerabilidade. Uma sensibilidade extremada, que nos permite descerrar as cortinas que separam mundos, dimensões e as diferentes “realidades”. Nostalgia, anseios profundos, contradizem a consciência que quer permanecer fincada na racionalidade. Mas ao insistir nisso, perdemos a possibilidade de dialogar em diferentes linguagens e ampliar a percepção, para que possamos ir além daquilo que os olhos físicos podem alcançar. Sentimo-nos presos por um torpor, um cansaço físico que reverbera do langor que começa na alma, como uma pré-embriaguez, em que ainda estamos parcialmente conscientes, mas oscilantes, misturando estações, tentando fugir da realidade com seus tons de cinza escuro, buscando as cores caleidoscópicas das esferas mágicas e sobrenaturais. Mais do que sensíveis, estamos sensitivos e captamos influências extra-sensoriais. Contudo, embora a intuição esteja especialmente aguçada hoje, vale a pena deixá-la assentar antes de tomar atitudes práticas, porque as percepções entre realidade e fantasia estão por demais borradas e misturadas e podemos confundir intuição com desejo ou anseios impossíveis. Se não está propício para lidar com coisas e situações práticas e que demandem lucidez, por outro lado, o dia favorece as atividades artísticas e criativas em geral, exatamente por causa da sensibilidade e imaginação super afloradas e na arte, sim, tudo é possível e podemos, de fato, soltar as rédeas da nossa imaginação, da percepção mágica e extra-sensorial e expressar a beleza e o sublime que se derrama de nossa alma.

Igor Morski – Reprodução

SÁBADO, 17 de junho – De Peixes a Lua faz quadratura a Saturno em Sagitário e depois ao Sol em Gêmeos, entrando na fase Minguante – a Lua vira foco de uma T-Square Mutável, que tem por base a difícil oposição Sol-Saturno. A Lua fica vazia depois da quadratura ao Sol, às 07h33min e ingressa em Áries somente às 13h55min. O dia está melindroso e modorrento. Há um forte conflito entre a razão e o sentimento; entre o sonho e a realidade. Dores e indisposição física nos fazem sentir pesadões, como se o corpo fosse mais uma prisão e não um invólucro sagrado da alma. A indisposição física tem origens mais profundas: nasce da indisposição emocional, por sua vez advinda dos muitos embates recentes com nossas inseguranças, temores, desesperança e vacilações. Nesse estado de prostração, nem queremos sair da cama, imagine então, de casa! Quem puder, faz bem, se de fato tirar algumas horas para refletir mais profundamente sobre tal prostração, sobre as inseguranças e desejos de evasão do mundo. O Minguante nos pede que abramos mão do desejo de que outros cuidem e se responsabilizem por nós ou por nosso bem-estar; deixar ir os escapismos, as fugas da realidade, a busca inconsequente e autodestrutiva por auto-dissolvição; abrir mão dos delírios e vontade de que tudo se resolva magicamente, sem que precisemos nos esforçar pelas melhorias; e aceitar a realidade tal como se apresenta, para poder transformá-la ali na frente. Eliminar os vícios e propor-se a uma limpeza real na alma e no coração, para que possamos deixar o terreno limpo e fertilizado para a plantação de novos sonhos e projetos, passíveis de serem realizados concretamente e não apenas falácias aventadas para ganharmos tempo diante de nós mesmos. Em termos práticos a manhã pede que peguemos leve, porque há tendência a contratempos, imprevistos e desperdícios. À tarde ficamos mais animados porque sentimos nossa energia medianamente revigorada e estamos aptos a realizar as atividades que porventura tenham ficado em standby pela manhã!

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

DOMINGO, 18 de junho – O Sol Geminiano está em sextil exato a Urano em Áries. A Lua está em Áries e faz quadratura a Marte em Câncer – ambos estão em recepção mútua, um morando na casa do outro. A Lua ainda faz oposição a Júpiter em Libra e quadratura a Plutão em Capricórnio e temos então formado uma ampla Grande Cruz Cardinal. Depois de alguns dias de modorra, inseguranças, melindres e choradeiras, o domingo traz uma disposição completamente diferente: tem muito dinamismo, atividades, movimentação e também belicosidade no ar. Queremos e tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo e acabamos criando algumas confusões, devido à inabilidade de ouvir o outro e de negociar. Queremos o que queremos e queremos AGORA! Não importa se não depende do outro, porque, feito criança birrenta, estamos surdos e alheios à razão e aos argumentos do bom senso. Meu nome é umbigo e eu esqueço até que o umbigo tá grudado num corpo. O outro problema é que no nosso entusiasmo e impaciência, não percebemos que aquilo que é bom para nós não necessariamente agrada ao outro e vamos em frente, impondo nossa vontade alegremente, como se soubéssemos o que é melhor para todos, criando antipatias, algumas confusões e conflitos de vontades. Se pararmos um pouco e conseguirmos olhar para os lados, perceberemos que podemos conciliar as várias atividades e vontades, desde que cada lado esteja disposto a ceder um pouco, do contrário, azedaremos o domingo, as brincadeiras e a possibilidade de descanso e da boa convivência. Viva e deixe viver pode ser um bom lema para o dia, respeitando a diversidade de opinião e de desejos uns dos outros. Em termos práticos, o dia pede cautela, porque estamos muito impacientes e impulsivos e imprudentes e nesse estamos podemos nos expor a acidentes e conflitos perfeitamente evitáveis e dispensáveis!

Desejo a você uma ótima e serena semana!

Nota: pessoal, fiquei duas semanas sem publicar o texto da Semana Astrológica. Desculpem, mas estava impraticável! Precisei fazer uma reforma em casa, que era para durar duas semanas e virou um mês – e eu morando junto com a reforma! As duas últimas semanas foram as mais difíceis, porque estava acabando e eu fiquei quase que completamente em função da obra, indo a todo momento comprar algo que faltou. Cheguei a ir na loja para comprar 4 parafusos – literalmente! – quem já passou por reforma sabe como é! Você pergunta para o pedreiro a cada vez que vai na loja de material de construção: “falta mais alguma coisa?” – “Não, agora é só isso mesmo!”- Daí, você mal entra em casa e tem que sair de novo (rsrsrsrs). Depois vem a faxina e colocar tudo no lugar – outra parte exaustiva – até hoje tem um canto da sala com montes de coisas empilhadas! No meio de tudo isso, ainda estava fazendo um curso de Florais… Enfim, a reforma ficou ótima. Reformei minha cozinha, que era algo que eu queria fazer há muitos anos e ficava hesitando. Mas a reforma do exterior só ocorre como consequência da reforma e renovação interior! Estou bem feliz com o resultado! Agradecida pela compreensão!

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Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

 

Lua Cheia em Escorpião – A maldição – ou a bênção – do Eterno Retorno

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O ciclo de Touro chega ao seu ápice na Lua Cheia de amanhã, dia 10 de maio, que ocorre às 18h42min – 22h42min para Lisboa – , a 20°24’ de Escorpião. Esta é uma Lua Cheia de términos, visto que Escorpião fala de encerramentos de ciclos, para começarmos outros, o que nos dá um vislumbre da eternidade se descortinando diante de nós. É o tempo de trocar de pele, de eliminar energias antigas, limpar o coração de todas as toxinas, abrir-se à compaixão. Enquanto Touro constrói estabilidade, Escorpião a destrói, para que não caia na estagnação. Escorpião destrói tudo aquilo que ameaça impedi-lo de se desenvolver, de avançar para a próxima fase, mesmo que isso não seja necessariamente, um avanço positivo, mesmo que não seja um movimento de crescimento. Entre ficar estagnado ou piorar um pouco, é provável que opte pela segunda opção, se isso implicar movimento, liberação de alguma forma. Mas Escorpião, apesar de não se apegar a coisas e não se deixar possuir por elas, relaciona-se com a posse emocional e aqui há grande dificuldade de abrir mão, de soltar e liberar, mas uma vez que isso ocorra, é definitivo, para sempre. Pode demorar muito tempo até se atingir esse ponto, mas uma vez cruzado esse limiar, não há retorno!

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Como sabemos, a Lua Cheia é um momento crítico, em que a energia atinge seu apogeu e todas as coisas que estavam se avolumando e se arrastando, atingem um ápice e são finalmente liberadas, boas ou ruins. Tensões que foram se acumulando atingem um ponto crítico e explodem e as coisas se resolvem, por bem ou por mal. Como Escorpião é o signo das emoções e sentimentos intenso e profundos, quando a Lua Cheia ocorre neste signo, esse ponto crítico fica intensificado.

Kali, a deusa que cria e destrói a vida – reprodução

A Lua Cheia de Escorpião anuncia um período de destruir tudo aquilo que nos prende e nos impede de dar o próximo passo: apegos a coisas, pessoas, regras; expectativas, medos, inseguranças; situações e coisas que representam segurança e estabilidade, mas das quais reclamamos e nos ressentimos, porque sabemos que tal segurança é fajuta, que usamos isso como desculpa para não fazer o que precisamos fazer, para não agir de acordo com nossa consciência – em resumo, aquilo com que o ego se identifica, mas que não é sua verdadeira essência. Há momentos e situações em que ir contra a maré e destruir algo torna-se muito positivo e pode ser o ato mais criativo e libertador que podemos cometer. Então destruição nem sempre é algo negativo – depende do quê, como e quando. O que é que você precisa destruir hoje?

Lua Cheia em Escorpião, Brasília, 10 de maio de 2017, 18h42min

No mapa desta lunação, a Lua está em sextil muito próximo a Plutão em Capricórnio e, claro, o Sol faz trígono a ele. Plutão é o deus da transformação, da morte, do renascimento, do Mundo Inferior e é o regente moderno de Escorpião. Ao receber aspectos harmoniosos dos dois luminares, sinaliza que estamos abertos, neste ciclo, a enfrentar algumas verdades, a lidar com elas, a nos desapegar e proceder com as mudanças necessárias. Conseguimos olhar para a nossa sombra sem nos chocar tanto com ela e conseguimos perceber o que precisa ser destruído, demolido, pulverizado. E mesmo que doa, destruímos, porque percebemos que de tal destruição, algo novo surgirá, possivelmente, quiçá, mais verdadeiro. A Lua também faz trígonos amplos a Netuno e a Quíron em Peixes – sete graus de orbe – e este trígono, na verdade, cai exatamente no Ponto Médio entre Netuno e Quíron. Além de potencializar a grande sensibilidade dos sentimentos Escorpiônicos, faz aflorar uma grande compaixão por nós mesmos e por aqueles todos com quem estamos envolvidos e, ao invés de raiva, ódio e vingança, queremos apenas nos livrar e liberar dos conteúdos densos, permitindo que sejam purgados e curados. O trígono ao Ponto Médio entre Netuno e Quíron possibilita a mediação, a integração das nossas aspirações e sonhos mais elevados e até os mais fantasiosos, com a percepção do que podemos e não podemos. Uma conciliação torna-se possível, talvez sem amargor e sem ranger de dentes – uma aceitação, quem sabe até resignação, mas ainda assim, algo que vem com sabedoria e serenidade e não precisa ficar apodrecendo dentro de nós e nos intoxicando de amargura. Vemos, reconhecemos e soltamos. E assim, liberamo-nos.

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O regente tradicional da Lua, Marte, está em Gêmeos, em quadratura de menos de um grau a Netuno e em trígono a Júpiter, também bastante próximo. Por um lado, isso nos fala do risco de sonharmos alto demais, de sermos ingênuos e embarcarmos na nau das ilusões criadas por nós mesmos e depois nos desapontarmos tristemente – a mente e os nossos desejos podem nos enganar e iludir. Por outro, assinala uma imaginação poderosa, uma qualidade mágica e ainda a enorme capacidade para a abnegação, além do entusiasmo quase inocente das crianças. Felizmente, tal atitude pueril é compensada pela sagacidade da Lua em Escorpião e pela conjunção Mercúrio-Urano, de modo que talvez se consiga sintonizar mais fortemente com os aspectos mais positivos dessa quadratura Marte-Netuno. Se formos mais longe e considerarmos essa conjunção Mercúrio-Urano em Áries – já que Mercúrio rege Marte – veremos que essa lunação também traz uma energia de rebeldia, de subversão, de ser capaz de desagradar para ser fiel e leal a si mesmo e aos ditames da própria consciência. Mercúrio estando conjunto a Urano no dia da Lua cheia, é outro intensificador da energia, trazendo iluminações, mas também transtornos, imprevistos, desordem, caos. Então há um aumento da instabilidade, uma intensificação da “crise” representada pela Lua Cheia e isso pode se manifestar de várias maneiras, tanto em nível pessoal, quanto em termos coletivos. Na verdade, a Lua Cheia potencializa a conjunção Mercúrio-Urano e vice-versa.

Ouroboros, a serpente mítica que engole a própria cauda, representando a eternidade e os ciclos de morte e renascimento – Ficheiros do Google –
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Mas a Lua Cheia de Escorpião também traz presente a ideia do eterno retorno, um conceito filosófico que nasce com o estoicismo e que propõe que a vida é uma constante repetição de si mesma e que o mundo se extingue para voltar a criar-se, um conceito que é bem ilustrado pela figura da Uroboros, a serpente mítica que engole a própria cauda, se extingue e voltar a renascer. É um símbolo da eternidade. Nietzsche discute o mesmo conceito em sua obra e nos provoca se rangeríamos os dentes e amaldiçoaríamos o demônio que sussurrasse tal ideia da recorrência no nosso ouvido, ou se ficaríamos felizes e o bendiríamos, diante da ideia da eterna repetição? O eterno retorno nos fala dos ciclos repetitivos da vida, algo que Escorpião entende bem. Mas será que a repetição é sempre igual? Será que seguimos em movimento circular, repetitivo, quase instintivo? Não seria esse movimento espiral, alterando algo sutilmente, a cada novo girar da moenda? E estamos sujeitos a tal repetição, feito cordeiros sem vontade, ou na verdade, contribuímos e ansiamos por ela? Será a repetição uma maldição ou uma bênção? Não pretendo esgotar esse assunto aqui, até porque não o domino, a ideia é apenas provocar, porque são temas pertinentes a Escorpião e a essa Lua Cheia e porque sempre vale nos perguntar por que somos tão repetitivos, mesmo quando buscamos ser originais. A Lua Cheia, pois, convida a quebrar – ou pelo menos tentar – a repetição, a destruir a roda que nos prende a essa moenda, a esse moinho, que sempre nos joga na cara aquilo que achamos que já havíamos superado.

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O Símbolo Sabiano para o grau 21 de Escorpião diz o seguinte: “obedecendo à sua consciência, um soldado resiste às ordens que recebe”. Aqui há um conflito claro entre obedecer e atender às expectativas sociais, às regras e leis e seguir a própria consciência, arcando com as consequências por tal desobediência. Quando o meio social e suas regras tornam-se poderosos por demais, diz Rudhyar, “o indivíduo não precisa se sentir atado espiritualmente, nem mesmo aprisionado. Ele ainda pode demonstrar sua liberdade interior e provar-se um ‘indivíduo’” e não apenas um seguidor cego de ordens absurdas e alheias ao seu coração. Essa é uma verdade de Escorpião, que geralmente está disposto a pagar o preço por suas escolhas impopulares, por não seguir a manada, nem fazer questão de ser aceito e aprovado. Aqui há o conflito entre os códigos morais exteriores e os nossos valores pessoais – às vezes é preciso transgredir, quebrar as regras, mesmo que arquemos com consequências duras. Linda Hill, outra estudiosa dos Símbolos Sabianos, nos lembra que “há uma escolha difícil entre nossa lealdade a um relacionamento, a um trabalho, um país, etc. e nossas crenças internas, nossa verdade interior e nossas ambições pessoais. Liberdade verdadeira só pode ser encontrada dentro, quando se confronta essas situações com um senso de integridade e um completo entendimento das consequências possíveis”. Nem tudo o que é legal, é necessariamente correto e temos visto bastante disso recentemente. E por mais que muitas vezes nossas escolhas nos coloquem em colisão com forças maiores do que nós, sejam essas forças mundanas ou de outra esfera, ainda precisamos ser capazes de ser leais a nós mesmos, o que quer que isso signifique. E longe de nos sentir desajustados, talvez isso reflita um desvio salutar da norma, porque, como diz Krishnamurti “não é um sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade profundamente doente”. Então, a Lua Cheia sugere destruir o que nos prende e nos ata, quebrar as regras distorcidas, as normas que não promovem a vida, mas apenas fazem cumprir ordens sem sentido e que vão contra aquilo que acreditamos, aquilo que nossa consciência diz. E há um preço a pagar. Sempre há. Mas, como diz um outro pensador, Kipling, “nunca é alto demais o preço a pagar pelo privilégio de se pertencer a si mesmo”, e de escolher a própria integridade interior, mesmo que isso também seja parte do eterno retorno e da ilusão da novidade. E é por isso que Escorpião briga e paga o preço!

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Para além de tudo isso, essa Lua Cheia também nos faz sentir profundamente conectados com a rede da vida, em toda a sua poderosa manifestação e percebemos que, mesmo em situações de conflito e de morte aparente, a vida segue seu ciclo, ela é mudança constante, ela pulsa, viceja, modifica-se, muda de corpo, de invólucro, mas continua a pulsar, em nós, no outro, no mundo à nossa volta. Talvez sejamos apenas efêmeros demais para perceber as mudanças reais, porque, o que é uma vida humana diante da eternidade? Essa percepção pode nos revigorar e nos dar uma nova perspectiva sobre as coisas, os erros, as “perdas”, aquilo de que precisamos abrir mão, nos desfazer, para viajarmos mais leves, menos enferrujados, menos pesarosos e defensivos, menos apegados ao controle dos resultados. E aquilo que deixamos para trás, as cascas e peles antigas, vão virar adubo, irão se transformar, no eterno ciclo do vir a ser.

Numa nota mais pontual, o Ascendente do mapa levantado para Brasília é Sagitário, que é regido por Júpiter, que está retrógrado em Libra, na casa 11, em quadratura a Plutão e quincúncio quase exato a Netuno. Júpiter segue como carro chefe da locomotiva, como tem estado há vários meses. Isso tudo repete um pouco o tema do entusiasmo pueril, visto que Júpiter está retrógrado e em tensão a Netuno. Parte de nós simplesmente não quer ver, não quer enxergar a verdade, os dissabores, as tristezas e desalentos e prefere continuar a se enganar. Olhando para a situação do Brasil, Júpiter faz quadratura a Plutão retrógrado e talvez alguns movimentos na esfera social e das instituições públicas levem a mais perdas, concretas, materiais e também no senso de autoestima do povo. Netuno está na 4 – somos feitos de bobo dentro de casa, pelos nossos, como tem ocorrido há séculos! Mais do mesmo! Se se considera o mapa do Brasil que tem Aquário Ascendente, a Lua Cheia ativa o MC; se se considera o mapa que tem Peixes como Ascendente, o Ascendente desta lunação para Brasília, também vai ativar o MC do mapa natal. De um jeito ou de outro, essa lunação mexe bastante com figuras de autoridade e com a imagem do Brasil, com o rumo do país.

OBS: A Lua fica Cheia numa condição chamada “Wobble”. Nunca estudei isso a fundo, mas como já me perguntaram, isso é um termo astronômico, que representa uma oscilação, uma instabilidade, quando parece que a Lua “dança” da esquerda para a direita, parecendo “bambolear”. Esses períodos de Lua Wobble, de acordo com alguns estudiosos,estão relacionados com catástrofes, começos e fins de guerras, conflitos e situações fora de controle. Mas antes de se desesperar, saiba que a Lua entra nessa condição cerca de três ou quatro vezes por ano, então, não é nada tão raro assim!

Travis Bedel – Reprodução

Uma ótima Lua cheia para você! quebre as regras distorcidas, destrua aquilo que não gera mais vida, que perdeu o viço e apodreceu e já não alimenta, nem entusiasma! Ou se renova, ou será destruído!

Ouroboros, a serpente mítica que engole a própria cauda, representando a eternidade e os ciclos de morte e renascimento – Ficheiros do Google –
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A Semana Astrológica – A imperfeição nossa de cada dia

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Semana de 13 a 19 de março – Semana de enfrentamento de limitações e dificuldades, mas com um grande potencial de cura, que reverbera a partir da Lua Cheia ocorrida no domingo, desdobrando-se por toda a semana. Em termos práticos a Lua Cheia sinaliza uma semana de expansão.

Odilon Redon – Reprodução

O Sol completa sua última semana do ciclo de Peixes e do ciclo astrológico anual – ingressa em Áries no dia 20, segunda-feira da semana que vem – sinalizando um período de finalizações no que tange ao ciclo anual. Por estes dias o Sol entabula conversações difíceis e sofridas, mas que no final das contas, podem ser fortalecedoras do caráter e dos propósitos. O Sol faz conjunção a Quíron e quadratura a Saturno, dinamizando a atual quadratura cíclica entre esses dois “planetas” pesadões e significadores de sombra, dificuldades, inseguranças e inadequações. Já dá para ver que a semana traz desafios, certo? A diferença básica entre Saturno e Quíron é que as inseguranças e inadequações representadas por Saturno são passíveis de serem superadas, com esforço consciente, trabalho, empenho, tempo… Somos tão inseguros naquela área que trabalhamos muito, ao nível da super-compensação, e não só as superamos, como nos tornamos mestre naquela área. Já com Quíron não há “superação” possível, porque Quíron representa aquilo que não pode ser consertado, nem com todo o esforço do mundo… Quíron é necessário para que o ser humano se mantenha humilde, para que perceba que estando nesta terra e nesta realidade de limitações, limitado é. Com Quíron aprendemos que há coisas que não superamos e que temos que aceitar e isso nos irmana aos outros humanos, porque todos temos Quíron em algum lugar. Nesta semana nos damos conta, intensamente, da diferença entres essas inadequações e inseguranças diversas: as solucionáveis e aquelas insuperáveis. E se por um lado isso pode ser doloroso de encarar, por outro, traz a maturidade da aceitação desses limites. Quíron e Saturno sempre me trazem presente a Oração da Serenidade, que já mencionei várias vezes aqui: “concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para distinguir entre uma e outra”. Basicamente é esse o tom da semana, com o Sol, que representa a consciência e o centro do eu, tendo essas conversas duras e desagradáveis.

Reprodução – Desconheço o autor

Mas Quíron também fala de cura, de empatia, de sabedoria… então a semana é propícia a isso também. O interessante é que O Sol primeiro faz conjunção a Quíron e nos tornamos agudamente conscientes das nossas aflições, úlceras, feridas, das vergonhas e dificuldades… E nos solidarizamos com outros, porque vemos neles, de formas diferentes, o sofrimento que também é nosso. Três dias depois, na sexta-feira, o Sol se depara com o julgamento de Saturno, que pode nos deixar cabisbaixos, com o peso do mundo sobre os ombros, nos sentindo julgados e meio soterrados pelo peso da vida… Mas Saturno, vindo logo depois de Quíron, ajuda a dar esse choque de realidade, que nos obriga a sair da autocomiseração e perceber as limitações que podemos e devemos superar… Assim, Saturno, num primeiro momento parece jogar a pá de terra sobre o cavalo que caiu no poço, até nos darmos conta que aquela terra caindo na nossa cabeça será o meio para nos elevarmos e sairmos do buraco – sim, é possível sair do buraco, desde que olhemos para cima e não fiquemos chafurdando na lama da autopiedade. Além do mais,  nossas imperfeições, somadas às nossas qualidades, é que nos fazem únicos, é o que nos faz o que somos.  Como diz Joseph Campbell,“a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através das suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida é que são apreciáveis (…) As crianças não são adoráveis porque estão caindo a todo instante e porque têm o corpo pequeno e a cabeça muito grande? A perfeição seria algo tedioso demais, seria desumano. O umbilical, a humanidade, aquilo que se faz humano e não sobrenatural e imortal – isso é adorável! É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade em amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz que desperta nosso amor”.

Docto Ojiplastico – Reprodução

Mercúrio ingressa em Áries já na segunda-feira, mudando o tom dos pensamentos, comunicações, viagens… De um modo sensível, sonhador e imaginativo, passamos para uma abordagem mais direta, mais ágil e certeira. Mercúrio fará conjunção a Vênus, possibilitando que a mente tenha acesso mais direto às elucubrações íntimas e de cunho afetivo representadas pela retrogradação de Vênus. Como Marte está em Touro, temos a impulsividade da língua medianamente controlada, mas não temos paciência nem tolerância com o que se considera coisas sem sentido e sem cunho prático e aplicável. A mente está mais ágil, mas a ação ainda precisa de mais deliberação. Marte, aliás, está sem aspectos por vários dias, apenas recebendo os contatos da Lua. Isso demanda cautela porque planetas sem aspecto se manifestam de forma extremada, ou seja, ora estamos plácidos e tranquilos, para daqui a pouco entrarmos numa explosão de atividades frenéticas. Marte sem aspecto tende a ficar mais inconsciente e nossas ações são mais instintivas – cautela também com explosões de raiva.

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Vênus segue no seu curso de retrogradação, em Áries. Esse é um chamado para prestarmos mais atenção a nós mesmos e nossas necessidades pessoais e individuais. Como lembra Frank Clifford, astrólogo inglês com quem tive algumas aulas, ‘retrogradação’ significa ‘segunda chance’ – daí essa volta ao passado. Então, diz ele, é o caso de revisitarmos áreas da nossa vida para fortalece-las e organizá-las melhor. Clifford nos lembra ainda de fazer algumas perguntas: “onde, na sua vida, você precisa ser mais corajosa/o e independente? Em outras palavras, cuide de você mesmo, antes de cuidar de qualquer outra pessoa. Reconecte-se com o centro de QUEM VOCÊ É (seja auto-centrado). É um bom momento de parar de jogar os joguinhos relacionais e seguir seu próprio caminho, e não ser uma versão falsa de você mesmo porque você acha que vai agradar aos outros. Neste ciclo, há chance de recuar e lidar com todas aquelas situações nos relacionamentos em que você se sentiu vitimizado, usado, negligenciado, ignorado ou desvalorizado. E de reconhecer a SUA parte nisso tudo. Uma forma de afirmar suas qualidades positivas é fazer um diário e listar uma coisa boa, todos os dias, que você sabe que faz muito bem”. Assim é a retrogradação de Vênus em Áries: precisamos reavaliar e focar em nós mesmos: enfatizando as boas qualidades e encarando com honestidade onde também precisamos melhorar. O Sol faz esses contatos tensos, mas Vênus retrógrada nos lembra que, a despeito de todas as imperfeições, precisamos nos amar porque só quando nos amamos realmente podemos melhorar. Como diz a frase do Mandela, “não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados”! Vênus retrógrada também nos faz rever decisões tomadas acerca das áreas onde temos os signos de touro e Libra, que são regidos por Vênus. Talvez fizemos escolhas e tomamos decisões e agora voltamos atrás e reavaliamos. Está correto. É a segunda chance!

Lua disseminadora – Desconheço o Autor/a – Reprodução

A Semana traz o tom da Lua Cheia, ocorrida no domingo, dia 12, em Virgem. Na segunda e terça a Lua se equilibra em Libra, torna-se Disseminadora em Escorpião, catequética em Sagitário, fechando a semana neste signo. A Lua oficializa o Quarto Minguante somente na segunda-feira, dia 20, a partir de Capricórnio, pouco depois de o Sol ingressar em Áries

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SEGUNDA-FEIRA, 13 de março – A Lua, Cheia em Virgem, abriu o dia vazia/fora de curso. Ficou vazia depois da quadratura a Saturno, ainda ontem. Ingressou em Libra às 02h29min e logo se indispõe com Marte em Touro. Fecha a noite em oposição a Vênus retrógrada em Áries, sua dispositora. Mercúrio ingressa em Áries às 18h08min. A despeito de algumas incongruências matinais, a segunda-feira está dinâmica, o que traz ânimo e nos faz ir para a vida estabelecer contatos, travar interações, ver gente e interagir com o mundo social. É um dia de buscar equilíbrio, de ativar as relações e rever posicionamentos. Se temos estado exageradamente centrados no outro, precisamos recuar um pouco e cuidar melhor de nós mesmos e de nossos interesses. Se for o contrário, se andamos ultimamente auto-centrados excessivamente, agora podemos nos mover na direção contrária e olhar e ver os outros perto de nós. Isso porque a Lua está em Libra, o signo da alteridade, das escolhas, da busca de harmonia e equilíbrio. Mas Vênus, que rege essa Lua Libriana, está em Áries, retrógrada, em recepção mútua com Marte em Touro com quem a Lua se indispôs logo cedo. Então, nada é o que parece de cara. É preciso um segundo olhar, uma segunda análise para achar o verdadeiro equilíbrio, a verdadeira harmonia. É um momento de nos posicionarmos mais francamente, mais lucidamente dentro das relações; de acatarmos um certo isolamento com algo saudável e não como dor ou ostracismo; de incluirmos o outro sim, mas não – nunca – às custas do nosso amor próprio; e para isso precisamos estar muito límpidos a respeito dos nossos valores, para fazer as escolhas sem medo, sem dor, mesmo que algumas dessas escolhas sejam um pouco desagradáveis. Precisamos uns dos outros, mas também precisamos respeitar nossos limites pessoais, assim como os limites alheios. Assim, as relações ficam mais respeitosas e equilibradas. Em termos práticos, o dia está bem animado e propício a todo o tipo de interação. A rever acordos, a reestudar negociações anteriores e a ponderar um pouco mais nas parcerias propostas.

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TERÇA-FEIRA, 14 de março – O Sol hoje está em conjunção exata a Quíron. A Lua Libriana abre o dia em oposição à dona da casa, Vênus, que está retrógrada em Áries. A Lua também se indispõe com Netuno e entra num embate ferrenho com Plutão e depois Urano, enquanto se alia a Júpiter, por conjunção. O dia traz influências que nos fazem sentir meio que em carne viva, sensação de acanhamento ou de dor aguda mesmo. Talvez nada tenha acontecido para suscitar tais sentimentos, talvez sejam apenas lembranças, ou o jeito que acordamos, mas o fato é que nos sentimos meio aguados, desacorssoados, como se nada fizesse muito sentido… Uma vontade de não ligar mais para nada… Nesse estado de espírito podemos ficar defensivos e reativos ao menor sinal externo de desequilíbrio – já que desequilibrados estamos nós – acreditando que é nossa responsabilidade, oferecendo-nos talvez como bode expiatório, talvez até nos expondo a invasões, maus tratos, sem nos dar conta… É possível que seja o oposto também, suscetíveis e reativos como estamos, podemos partir para o ataque como melhor tática de defesa, mesmo sem motivos claros de que estamos sob ameaça. Autoestima lá embaixo, talvez ainda tentemos agradar como forma de ganhar um afago, só para nos deparar com o que entendemos como frieza, pressa, rejeição, “sai pra lá”, o que pode ferir ainda mais nossos brios.

Talvez ainda seja melhor parar um pouco, olhar para dentro – e não para fora – e verificar o que tirou nosso equilíbrio, o que despertou nossas inseguranças de forma tão contundente… Chorar, se for o caso; admitir a dor, se ela se faz presente; não ter vergonha das próprias fraquezas, porque elas apenas nos fazem humanos… E oferecer a si mesmo, aquele amor incondicional que esperamos do outro, continuamente a nos desapontar – relação lateral não é de amor incondicional! Então, pegue-se no colo, dê-se um abraço, beije-se, acaricie-se, acarinhe-se, acalente-se, nine-se, embale-se… Dê a si mesmo todo o amor de que precise e de que está tão carente; dê a si próprio a validação e o apoio que você espera do outro. Olhe para suas fraquezas. Encare-as. Elas são parte de você, assim como os talentos, habilidades e força… E tais fraquezas têm uma razão de ser, têm alguma utilidade, mesmo que isso não seja claro… E, ao abraça-las, podemos aos poucos tentar melhorá-las, pelo amor, com amor. E, ao abrir essas comportas, podemos descobrir que temos um amor maior do que jamais imaginamos e podemos oferece-lo aos outros e – incrível – quando menos esperamos, estaremos sendo amados de volta… E assim se dá a cura, quando nos perdoamos, nos aceitamos e nos amamos, com todas as nossas idiossincrasias… Curamos a nós e curamos ao outro, porque se damos conta de nos aceitar, nosso coração se alarga e se expande, e acolhe também o outro. O dia pede paciência uns com os outros. Estamos todos meio sensíveis e doendo em algum lugar e não é partindo para a briga que vamos provar que somos melhores do que nos sentimos realmente. Podemos nos fazer respeitar, se necessário, mas podemos também nos recolher e deixar tudo passar, observando qual a nossa parte e responsabilidade nas dificuldades que encontramos, comprometendo-nos em mudar o que for possível ser mudado.

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QUARTA-FEIRA, 15 de março – O Sol ainda está conjunto a Quíron e vai se afastando lentamente, enquanto se aproxima da quadratura a Saturno. De Libra a Lua faz sextil a Saturno e fica vazia às 07h07min. Ingressa em Escorpião às 12h11min, de onde logo faz oposição ao seu dispositor, Marte, que está em Touro. O dia começa reflexivo e um tanto austero – refletimos sobre como trazer mais equilíbrio às nossas relações, como nos responsabilizar por nosso bem estar, ao invés de esperar isso de outros. Como encontrar a medida certa entre o dar e o receber nos relacionamentos, sem ficar devendo nem cobrando as outras pessoas. À tarde o clima muda radicalmente. A introspecção continua, mas agora por outros motivos: estamos um tanto receosos, defensivos e ciumentos de nossos pensamentos e emoções e recebemos como ameaça qualquer movimento que pareça proximidade demasiada. Há tendência a azia emocional e as relações podem ficar um tanto azedas e sujeitas a farpas, sarcasmo, ironias finas, isso quando não despencar para atritos mais sérios porque a defensividade e o desejo de nos afirmar estão veementes e podem nos fazer reagir de forma exagerada às situações… Sarcasmo é técnica de defesa também, mas além de demarcar território e diminuir o outro, cria feridas e afastamentos, portanto, vale se questionar onde queremos chegar com tudo isso e se de fato estamos sob qualquer ameaça, porque isso também é discutível. Por outro lado, se conseguirmos dosar nossa energia na medida certa, essa influência melhora a execução de tarefas que se mostrem complicadas e que demandam controle, concentração e alto gasto energético.

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QUINTA-FEIRA, 16 de março – A Lua, na fase cheia em Escorpião, faz trígono a Netuno em Peixes e quincúncio a Vênus Rx em Áries. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura ao Sol entrando na fase Disseminadora. Fecha a noite em harmonia a Plutão, aspecto exato amanhã. O Sol já está bem próximo da quadratura a Saturno. Sensibilidade e emoções intensas colorem o dia, assim como uma potente capacidade de intuir o rumo das situações e também o que os outros estão sentindo, que pode ser instrumental para melhorarmos as interações ou mesmo para manipularmos pessoas – depende da integridade da nossa alma e dos nossos intentos. Esse poder emocional pode nos aproximar das outras pessoas e nos permitir penetrar em suas defesas, mas isso deve ser feito de forma respeitosa e nobre, caso contrário, podemos nos tornar invasivos e causar mais dano do que ajuda ou reparação. Não podemos esquecer que inseguranças estão afloradas e muitas feridas estão abertas, portanto, se não temos algo realmente bom para oferecer, se nossas intenções são menos do que honestas, fazemos melhor se ficamos quietos e cuidamos de nossas próprias questões. De toda forma, há grande potencial de cura e de compreendermos ao outro e a nós mesmos um pouco mais profundamente e, bem conduzidas, tais influências podem, de fato, ajudar a aprofundar o entendimento de nossas dinâmicas internas e mesmo das dinâmicas relacionais. A Lua fica disseminadora em Escorpião, sugerindo que a mensagem que precisamos levar adiante precisa ser verdadeira, apaixonada e profunda. Os aprendizados que vivenciamos até aqui são repassados como catalizadores de transformação na vida de outros, com sensibilidade e autenticidade.

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SEXTA-FEIRA, 17 de março – O Sol Pisciano está em quadratura exata a Saturno em Sagitário, enquanto ainda se afasta da conjunção a Quíron. A Lua Escorpiana e disseminadora se afina com Plutão, seu regente moderno, enquanto se desentende com Urano e se harmoniza com Quíron e com o Sol, ficando vazia depois do contato ao Sol, às 18h58min. Ingressa em Sagitário à 00h00min do sábado. O dia está pesado, turvo e um tanto sombrio. Nosso anseio seria desaparecer para lugares inóspitos, talvez, ou para lugares onde não tivéssemos que lidar com tantas agruras e dificuldades mundanas, com tantos problemas cotidianos que parecem derrubar nosso entusiasmo e massacrar nossos sonhos e aspirações mais elevadas. É como uma dor fina, indefinível, que tira o fôlego em alguns momentos e que nos lembra de nossa mortalidade e finitude, nossas deficiências ou insuficiências, ou como um peso amarrado a nós, dificultando o caminhar. Circunstâncias ou outras pessoas, particularmente acima de nós – pais, chefias, autoridades – parecem exigir mais do que somos capazes de dar. Até mesmo a energia e vitalidade física podem estar depauperadas, de modo que nos sentimos fracos ou lentos nos nossos afazeres e compromissos. Podemos também nos sentir cobrados ou criticados, de forma implícita, e isso torna tudo um pouco pior…

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Mas antes de deduzirmos ‘verdades’ a partir das aparências, vale checar se estamos certos sobre tais deduções, para não vermos fantasmas e perseguição onde não existem e para não aumentarmos o tamanho dos problemas desnecessariamente. É um bom dia para olharmos para nossas falhas sim, não para nos desanimar ou derrubar, mas para melhorarmos. Sobretudo, com o Sol em Peixes, somos convidados a avaliar se nosso senso de identidade é sólido e seguro o bastante, se sabemos quem somos e do que somos feitos, para além de autoimagens pueris e fantasiosas. O dia pede um exame sóbrio de nossas capacidades e, ao identificarmos falhas, agir para corrigi-las, sem grandes dramas, sem chibatas ou autoflagelação desnecessária. Particularmente, é importante perceber que há ótimas oportunidades de nos curarmos a partir do olhar compassivo e empático para as próprias limitações, comprometendo-se a superá-las. A noite traz horas calmas e uma introversão providencial que nos ajuda a digerir todas essas informações, insights e percepções, propiciando também que sincronizemos os propósitos conscientes de crescimento e transcendência com a necessárias transformação dos comportamentos e hábitos que impedem nossa excelência.

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SÁBADO, 18 de março – A Lua ingressa em Sagitário à 00h00min, cravado. Faz quincúncio a Marte em Touro, trígono a Mercúrio e a Vênus Rx em Áries e fecha a noite em quadratura a Netuno. Mercúrio e Vênus estão em conjunção partil hoje. A noite traz alguns desconfortos durante o sono. O dia, porém, nasce mais animado e otimista, porque estamos imbuídos de uma nova força, nascida das resoluções da noite anterior e do comprometimento que fizemos com a mudança pessoal. Podemos rever alguns valores e analisá-los de forma mais direta e menos sentimental, verificando o que é necessário para nos valorizarmos mais, a despeito das falhas humanas que carregamos. Ainda estamos muito conscientes de tais falhas, mas conseguimos perceber nelas algum sentido, além de nos animarmos a prosseguir pela estrada, usando as pedras que surgirem para pavimentar o caminho, ao invés de permitir que nos bloqueiem a vontade ou os objetivos. A comunicação está ágil, mas animada e sociável, trazendo bom humor às interações e espirituosidade. À noite o clima está um tanto confuso e nebuloso, levando a mal-entendidos nas interações. Cautela com álcool e drogas porque há tendência a exageros e a enfiar o pé na jaca.

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DOMINGO, 19 de março – A aventureira Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno na primeira hora do dia. Durante o dia se harmoniza com seu regente, Júpiter em Libra e com Urano em Áries e fecha a semana em conjunção não exata a Saturno. A balada de sábado para domingo pede cautela porque a Lua Sagitariana já aponta para excessos e a quadratura a Netuno aumenta a propensão à falta de limites – portanto, moderação é a chave para a boa diversão hoje. Já o dia de domingo está mais auspicioso e feliz, depois do peso que vivenciamos durante a semana, conseguimos ter uma perspectiva mais filosófica de tudo: dos problemas, da nossa caminhada, das possibilidades, da vida. Um otimismo incipiente pode favorecer o clima do domingo, que por sua vez, fica propício a atividades ao ar livre, aventuras no campo, encontros festivos com amigos. Não podemos nunca perder a esperança e a perspectiva de porque estamos aqui, nesta terra, neste tempo e neste lugar! E essa perspectiva, esse sentido, não precisa ser mirabolante ou grandiloquente. Como diz Joseph Campbell: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos”. Ele também diz: estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivos é o que realmente conta”. E hoje é um desses dias, em que nos sentimos muito vivos, felizes existir, por ser, por estar, por viver, entendendo que o sentido da vida é a vida em si mesma!

Uma ótima semana para você! Que seja de serenidade, empatia, crescimento e cura!

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Lua Cheia em Câncer – Crescer dói, mas é necessário!

Lua Cheia em Câncer - Birth Chart Painting - Reprodução
Lua Cheia em Câncer – Birth Chart Painting – Reprodução

A Lua foi cheia na manhã desta quinta-feira, dia 12 de janeiro, às 08h34min no horário de Brasília e às 11h34min no horário de Lisboa. É uma Lunação bastante tensa, que sugere que mudemos algumas atitudes no gerenciamento das nossas emoções, sentimentos, afetos e relações, tanto as relações com outras pessoas, quanto a relação que temos conosco mesmos, nosso corpo, nossa casa, família e nosso passado.

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Câncer é regido pela Lua e por isso, essa Lua Cheia é particularmente potente, porque a Lua está em casa. Câncer representa nossa necessidade de nutrição física e emocional, de estabelecermos vínculos afetivos duradouros, que nos façam sentir que pertencemos, que amamos e que somos amados; criar laços, construir uma família, um ninho, onde encontramos segurança e amparo. É o signo que fala da família, da casa, da vida doméstica, da ideia de lar que cada um de nós carrega consigo. É o signo do cuidado, consigo e com o outro. Mas é também o signo das dependências emocionais, da imaturidade, das carências, legítimas ou não; do “bebê” chorão e emburrado, fazendo chantagem emocional. Então, todos esses temas ficam enfatizados hoje e pelas próximas duas semanas: nossos pensamentos, atenção e foco recaem sobre assuntos relativos à família, à casa física em que vivemos, aos nossos vínculos afetivos e também ao nosso corpo e como temos cuidado dele, como temos nos nutrido física e emocionalmente.

Lua Cheia em Câncer - Brasília, 12 de janeiro de 2017, 09h34min
Lua Cheia em Câncer – Brasília, 12 de janeiro de 2017, 09h34min

Essa lunação ocorre com a Lua no grau 22°27’ de Câncer, em oposição ao Sol (óbvio) a 22°27’ de Capricórnio, mas também em oposição ampla a Plutão e quadraturas bem próximas a Urano em Áries e a Júpiter em Libra (menos de um grau), formando uma Grande Cruz Cardinal tensa e crítica. Se a Lua Cheia já é um período de intensificação das emoções e das crises que estavam “penduradas”, esperando para acontecer, ocorrendo nessa configuração de Grande Cruz, temos tudo isso intensificado, o que nos obriga a prestar muita atenção ao que que quer que esteja se passando na área de vida representada pela casa do mapa natal em que a Lua Cheia se dá. Como apoio, a Lua faz trígonos a Marte e a Quíron em Peixes, sugerindo maior emotividade, sensibilidade e também a possibilidade de cura e de uma maior compreensão dos dilemas humanos, que se manifestam através das nossas crises.

A Lua quer e precisa de segurança, amparo, proteção, vinculação, mas nessa Grande Cruz parece que tudo isso lhe (nos) é negado: temos que aprender a prover isso por nós mesmos, temos que crescer na marra e talvez algumas verdades duras nos sejam jogadas na cara, com uma honestidade dolorosa, ainda que sejam ditas com educação e delicadeza.

full buzssfeedNormalmente a Lua Cheia vem fazer um contraponto ao Sol. O Sol enfatiza grandemente o signo que trafega e por ocasião da Lua Cheia, somos chamados a buscar um equilíbrio pois o outro extremo da polaridade fica igualmente destacado. No caso, Capricórnio nos fala de independência emocional, de focarmos nas nossas obrigações mundanas, de nos movermos na direção de nossas ambições e objetivos profissionais, priorizando nosso papel social – da família saímos para conquistar nosso lugar no mundo. A Lua em Câncer nos vem lembrar da importância da família, das nossas origens e do nosso passado naquilo que somos hoje, onde quer que estejamos; vem nos lembrar que mesmo que já sejamos capazes de nos manter independentes, material e emocionalmente, ainda precisamos construir laços e relações duradouras, porque é isso que dá sentido à vida e às nossas ambições de ganhar dinheiro, projeção, prestígio e poder mundanos.

Catrin Welz-Stein - Reprodução
Catrin Welz-Stein – Reprodução

No caso da lunação de hoje, a Lua está muito pressionada e esse equilíbrio faz-se ainda mais necessário. Como é que temos cuidado de nossas necessidades físicas e emocionais? Será que temos dado atenção suficiente ao nosso bebê carente? Será que temos sido uma mãe boa o bastante para nossa criança interna? Quão saudável é a relação com a nossa mãe interna, com a nossa mãe arquetípica? Como está o equilíbrio na nossa vida familiar e doméstica? Se houver problemas no que tange a estas questões, é provável que levemos esses problemas para as nossas relações e assuntos no mundo exterior, cobrando de outros o suprimento de necessidades que deveríamos prover por nós mesmos e talvez nos deparemos com respostas duras que, no mínimo, frustram nossas expectativas.

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Também precisamos reconhecer nossas enormes e profundas contradições internas: o forte impulso para a vinculação versus o desejo de independência; o comprometimento diante de obrigações assumidas no passado e o ressentimento pela liberdade que tais obrigações nos tiram, além das renúncias que implicam; o ímpeto por permanecer no casulo familiar, confortável e conhecido versus a ânsia de ganhar o mundo e descobrir outras realidades, pular algumas fronteiras, desafiar alguns limites, dar de ombros para o conservadorismo e as expectativas familiares e dos outros…

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São muitos os desafios e questionamentos, que nos levam a uma encruzilhada: por mais que ainda possamos voltar atrás, talvez não queiramos, porque aquele conforto antigo já não nos satisfaz, já não nos preenche como antes… E talvez nosso senso de lealdade fique martelando dentro de nós e nos cobrando voltar… Mas já não podemos. É impossível fingir que somos os mesmos. Não podemos ignorar que crescemos e que certos comportamentos já não são adequados nem apropriados para a pessoa que somos hoje. É impossível “des-ver” o que já vimos, “des-ouvir” o que já ouvimos, des-viver todas as experiências que tivemos…

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Assim, nosso grande desafio nessa Lua Cheia Canceriana é: como sermos leais ao nosso passado, às nossas origens, àquilo que nos trouxe até aqui, sem deixar que isso nos prenda e nos impeça de alçar outros voos, mais altos e mais audaciosos; como conciliar todas as nossas contradições, ser fieis a nós mesmos, cultivando as relações importantes, as ambições de realização, com a independência e a liberdade que também nos são tão caras; como manter a sensibilidade e a delicadeza, a doçura e a ternura, tendo que crescer e enfrentar a realidade do mundo-cão em que vivemos hoje…

David J Burbenick - Reprodução
David J Burbenick – Reprodução

Crescer dói e é para os fortes! Essa Lua de hoje nos obriga a ser fortes, mesmo com toda a nossa doçura, carências, vulnerabilidades… E ser forte implica, imediatamente, em nos responsabilizar por nós mesmos e nossas necessidades, sejam físicas ou emocionais ou de qualquer outra natureza. Porque, mesmo que sejamos parte de um casal, mesmo que estejamos protegidos no seio da família, no colo da mamãe, mesmo sejamos o presidente da empresa, o maioral do pedaço, tem coisas que ninguém pode fazer por nós! E nisso estamos sós e com isso precisamos lidar! Talvez ainda precisemos cortar algum cordão umbilical que arrastamos por aí, atrás de nós; o cordão umbilical das dependências de vínculos que já não fazem sentido na nossa vida; algum laço que ainda nos mantém cativos e dependentes dos provedores errados e que provavelmente estão a nos prevenir de construir laços mais maduros, autênticos, saudáveis.

Lwonard Weisga - Reprodução
Lwonard Weisga – Reprodução

Assim, a Lua de Câncer, que tanto precisa de laços e vínculos, hoje precisa proceder com algumas cisões, separações necessárias, nem que seja a separação de partes de nós que já não servem, que são por demais infantis, ou que morreram e que não nos demos ao trabalho de enterrar adequadamente. O bebê carente precisa entender que cresceu e que a mamãe já não está disponível e que agora ele precisa tomar conta de si mesmo, como adulto, se responsabilizar por todas as suas necessidades e desejos. Somente assim estaremos mais livres e maduros para viver os vínculos verdadeiros, aqueles que realmente nos abastecem de bons sentimentos e que significam boa nutrição; e então seremos capazes de conciliar nossas contradições e achar tempo e espaço para honrar os sentimentos e os profundos desejos da nossa alma e viver as relações mais serenamente, sem a necessidade dos dramas, das crises infindáveis, das manipulações, das cobranças e das inseguranças que tanto comprometem a realização plena das nossas relações. A despeito de toda essa dureza, temos a magia e o romantismo da conjunção Vênus-Netuno em Peixes, que funcionam como alento e que ajudam a sanar o coração das feridas e garantem que não nos endureçamos em demasia, nem nos tornemos amargos nos embates da vida! Feliz Lua Cheia para você!

Nota: pessoas com planetas ou ângulos entre os graus 17 a 27 dos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) sentem mais fortemente as influ~encias dessa lunação, de acordo com a natureza do planeta envolvido e da casa do mapa natal em que a lunação acontece.

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Lua Cheia em Câncer - Birth Chart Painting - Reprodução
Lua Cheia em Câncer – Birth Chart Painting – Reprodução

Lua Nova em Sagitário – Qual é o seu Plano B?

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Catrin Welz-Stein – Reprodução

Qual é o código para decifrar seus sonhos?

A Lua é nova nesta terça-feira, dia 29 de novembro, às 10h18min no horário de Brasília e às 12h18min no horário de Lisboa, inaugurando o ciclo de Sagitário, a fase do ano em que procuramos maior significado para nossas vidas, buscamos mais aventura e renovamos nosso otimismo. Nossos interesses se expandem e abrimos a mente para abraçar novas ideias e perspectivas. Neste período, também somos convidados a observar nossas crenças e nossa espiritualidade mais de perto; verificar se vivemos o que proclamamos, se cremos no que pregamos, se falamos o que cremos e se somos o que dizemos que somos – essa é uma paráfrase de uma citação de D. Pedro Casaldáliga, que no original diz o seguinte: “Ser o que se é, falar o que se crê, crer o que se prega, viver o que se proclama, até as últimas consequências” – será que podemos dizer isso de nós mesmos? O ciclo de Sagitário vem nos questionar isso… E caso identifiquemos que estamos fora dos trilhos, sempre podemos retomar o rumo certo. Certo? Hummm… Talvez.

Lua Nova em Sagitário - Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min
Lua Nova em Sagitário – Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min

O problema é que o rumo está deveras incerto neste ciclo. Ocorre que a Lua Nova se dá em quadratura bem próxima a Netuno em Peixes, o Mestre da Neblina, das Ilusões, das Incertezas… A Lua se renova a 07°42’ de Sagitário, a menos de dois graus da quadratura a Netuno, e a menos de meio grau da quadratura ao eixo nodal, o que nos sinaliza um ciclo um tanto confuso, de nevoeiros densos que atrapalham a visão de longo alcance do Arqueiro. Justamente num período em que precisamos de clareza para olhar para o futuro, depois de todas as tensões e dúvidas que vivenciamos ao longo dos últimos meses, sentimo-nos sem rumo, perdidos, sem saber direito para onde ir a partir daqui, sem saber se nossos sonhos são válidos ou se são apenas quimeras e ilusões douradas… A não ser pela conjunção hiper-ampla a Saturno (quase dez graus) que muitos nem considerariam, a quadratura a Netuno é o único aspecto que a Lua Nova faz, o que o torna muito importante e enfatizado. Então, sim, ainda temos muitas dúvidas à frente… A quadratura aos Nodos Lunares nos sugere que podemos tanto encontrar esse rumo alvissareiro, como podemos nos perder de vez, portanto, precisaremos sair com as lanternas acesas mesmo ao meio-dia…

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Como se não bastasse, este mapa traz uma assinatura de Fogo Mutável: há muito ímpeto, muitos projetos, entusiasmo exacerbado, mas pouco se realiza se não se puser os pés no chão; vamos de um projeto a outro, achando que o sentido está sempre ali, logo adiante. Temos muita energia mutável ativada nos céus (Sol, Lua, Saturno, Mercúrio, Netuno, Quíron) e somente temos Marte em signo fixo, em Aquário, então, há pouca consistência naquilo que buscamos realizar, dispersamo-nos em muitas direções, aumentando a sensação de estarmos perdidos; há dificuldade em ser constante e por vezes, vamos ao extremos oposto e nos fixamos numa ideia qualquer, só para provar que estamos certos, mesmo que aquilo seja uma tolice. É preciso cautela com as paixões e com os entusiasmos do tipo “fogo de palha” ou, pior ainda, com entusiasmos do tipo fogo-fátuo, que é mais fugidio ainda e se origina da decomposição daquilo que um dia foi vivo e válido, mas que hoje se decompõe!

Catrin Welz-Stein - Reprodução
Catrin Welz-Stein – Reprodução

Mais: no mapa levantado para Brasília Lua e Sol estão interceptados, ou seja, o signo de Sagitário está “preso” dentro da casa 11, estando Escorpião na cúspide da própria casa 11 e Capricórnio na cúspide da 12. Dessa maneira, Lua e Sol ficam presos e meio “sem saída” ou sem canal direto de expressão. Planetas interceptados ou signos interceptados são um tanto controversos e pouco se fala sobre o assunto. Normalmente não presto tanta atenção a signos interceptados numa interpretação de mapa, a não ser que haja planetas ali, mas no meu entender, quando um signo ou planeta está interceptado, a sensação é de que algo está guardado dentro de um quarto que foi construído sem portas ou janelas, sem aparentemente nenhuma via de acesso àquilo que está lá dentro; ou, dito de outra forma, talvez haja uma porta blindada que só se abre com uma chave especial ou um código de acesso, mas esse código não é fácil de decifrar. Ainda, como diz Rainer Maria Rilke num de seus poemas, “é como se fossem salas fechadas ou livros escritos numa língua muito diferente daquelas que conhecemos”. Então, sabemos que há algo ali, mas não acessamos tão facilmente nem diretamente, é um tanto inconsciente, permanece em estado de latência, meio indefinido, carecendo de clareza, até que seja ativado por trânsito ou progressão (no caso de mapas natais); é um quarto que pertence à casa, mas cuja comunicação com o resto dessa casa está comprometida. Dessa forma, o uso dos recursos e talentos representados pelos signos e planetas interceptados são “retardados”, por assim dizer, demoram a se expressar, porque levamos tempo até descobrir a via de acesso, ou até aprender a decifrar o código que nos permita acionar tais energias dentro de nós, o código que decifre os nossos sonhos relativos àquela área de vida! Mas é possível!

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

Assim, em se tratando do início de um ciclo em que deveríamos renovar nossa fé e esperança, essa interceptação, somada à quadratura a Netuno, sinaliza que talvez tenhamos dificuldade em tal renovação… Como ser otimista diante dos cenários sociais, políticos e econômicos atuais? Como ter esperança quando parece que tudo desanda e vai de mal a pior? Estamos tão desiludidos, sentimo-nos lesados, tantas vezes, repetidamente… Daí a grande dificuldade em acessar o otimismo que está lá, latente, dentro de nós, mas que é tão elusivo, como elusivo é Netuno, como elusivo é um signo interceptado… Saturno e Mercúrio também estão interceptados em Sagitário neste mapa e eu diria que simbolizam nossa grande desconfiança quanto às ideias de justiça, quanto ao cumprimento de tal justiça… Como fazer cumprir leis tão bonitas, se os infratores parecem escapar por entre os dedos, tal o número de artimanhas, engenhosamente elaboradas? Parecem estar além do nosso alcance, num quarto lacrado, em outra dimensão, divertindo-se às nossas custas – sim, você entendeu, estou falando dos nosso problemas políticos! Ou talvez se dê da forma contrária: nós nos sentimos presos num quarto, incomunicáveis, sem conseguir decifrar o código da porta eletrônica, ou talvez não haja portas, nem janelas, nem telhado, apenas escuridão… Como ganhamos acesso a esses recursos, dos quais precisamos tanto? Como encontrar a saída? Como nos reorientar e achar o rumo perdido? Como encontrar nosso Norte?

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A primeira pista é olhar para os aspectos que tais planetas fazem, porque eles são a primeira saída e canal primevo de expressão de tais energias, então, Netuno aqui não pode representar só problemas, precisa representar também soluções. E já que Netuno é subversivo e elusivo, enganoso e liso feito quiabo, precisamos usar isso a nosso favor; ao invés de ir pelas vias diretas, devemos buscar as alternativas não óbvias, usar a imaginação, recorrer à linguagem mágica para tentar entender os tais códigos e, ainda assim, permanecer atentos aos cantos das sereias enquanto estivermos navegando, estejam os mares bravios ou plácidos. Também precisamos acessar nossos sonhos! O que nos faz sonhar? Realmente? Com o que sonhamos atualmente? Ou nem nos permitimos mais? Se deixarmos que roubem nossos sonhos, eles terão vencido a guerra sem disparar nem uma bala, nem umazinha sequer! Mas é claro que precisamos discernir entre sonhos factíveis e meras quimeras… Será que conseguimos perceber a diferença no atual estado de coisas? A outra questão importante quando se trata de Netuno é ser humilde e saber que estamos à deriva e quando se está à deriva, o melhor, muitas vezes, é esperar, ser paciente, soltar-se e abrir mão de saber o que fazer, de saber a direção… Deixar-se conduzir, para variar. Aprender a flutuar, até que as ondas nos levem à praia. Usar como bússola o coração e a intuição, ao invés da cabeça e das vias lógicas.

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A outra pista é olhar para o planeta dispositor do signo/planetas interceptados, que no caso, é Júpiter! Júpiter está em Libra, na casa 9, sua casa natural (no mapa para Brasília), avançando para a oposição a Urano e afastando-se da quadratura a Plutão e ainda recebendo a quadratura separativa de sua regente, Vênus, que aliás, está em quadratura exata a Urano, quer dizer, mais idealismo, mais extremismo, mais rebeldia! Júpiter recebe, também um trígono de Marte, que ficará exato três dias depois da Lua Nova. Definitivamente, este não é um Júpiter preguiçoso, pelo contrário, é um Júpiter, mais que idealista, corajoso e bom de briga, iconoclasta, ambicioso na sua expansão, implacável nos seus métodos. Ele quer sua expansão a qualquer custo e vai correr os riscos! E os resultados se manifestarão de forma bem concreta e palpável, concreta como pedra, para o bem ou para o mal! Assim, para ter acesso ao Sol e à Lua – e também a Saturno e Mercúrio – precisamos ter uma atitude dinâmica e questionadora com relação àquilo que pregamos, com relação às nossas crenças; precisamos ser ambiciosos em nossos sonhos, mas ao mesmo tempo ser vigilantes quanto à nossa ética e integridade, para não fazermos vistas grossas ao nossos próprios “pequenos” deslizes, cometidos em nome de “um bem maior”, como costumamos dizer para nós mesmos à guisa de justificativa; a justiça é cega e assim deve ser, não pode ser caolha para favorecer a mim ou aos meus, ou a quem quer que seja, mas nessa configuração, um dos riscos é pensarmos que estamos acima do Bem e do Mal, que somos o próprio Deus onipotente, onipresente  onisciente e que podemos arbitrar conforme nos aprouver e não conforme a justiça de fato requer– soa familiar com aqueles congressistas que só legislam em causa própria? (Com Netuno tão influente neste ciclo, realmente precisamos ficar de olho nas votações desses projetos estapafúrdios que tramitam atualmente no congresso e casas legislativas… Se a gente piscar, o atestado da idiotia nacional será promulgado! Sim, brasileiro, o povo mais idiota do mundo, que elege legisladores e administradores que saqueiam os cofres da nação e só trabalham para se perpetuarem no poder, criando e aprovando leis que os protejam ad infinitum).

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E uma terceira pista, na verdade são duas – para quem tem planetas e signos interceptados no mapa natal, principalmente: a auto-observação nos momentos de distração, quando estamos a realizar atividades ligadas àquela casa e planeta/s em questão, porque quando estamos mais distraídos é quando revelamos nossa face mais genuína e espontânea. Não deixa de ser um paradoxo porque no momento em que nos damos conta do que fazemos, a atividade talvez deixe de ser espontânea, mas ainda podemos observar em retrocesso e anotar mentalmente qual era a nossa atitude de então. E, por último, fazer o oposto do sugerido acima, ou seja, buscar executar as atividades relacionadas ao signo/planetas/casas de forma bastante consciente, sendo ao mesmo tempo, observador e observado durante todo o processo e, ao final, fazer mais anotações, para então cruzar e comparar ambos os momentos, a atitude distraída e a atitude consciente, chegando aos pontos em comum. Daí então poderemos ter mais clareza de como o processo se dá para nós.

Mihai82000.Deviantart - Reprodução
Mihai82000.Deviantart – Reprodução

No caso do ciclo em questão, talvez precisemos fazer tudo ao contrário, já que não teremos tempo para observar o que está por vir, visto que já precisaremos estar prontos para o que der e vier: precisamos olhar em retrospecto e nos lembrar do que é que aciona nosso otimismo e nossa esperança; o que, no passado, nos levou a reencontrar nosso Norte quando estávamos perdidos; o que trouxe sentido quando tudo parecia vazio; o que deu um sentido de ordem, quanto tudo resvalava no caos; o que nos tornou humildes quando nos inflamos de arrogância e, ao contrário, o que nos deu confiança quando nos sentíamos por baixo. Em resumo, precisamos ter um “Plano B”, porque o “Plano A”, a princípio, está lacrado e inacessível num quarto sem portas ou janelas e sim, teremos acesso a isso mais à frente, mas enquanto esperamos a clareza, precisamos já ir trabalhando, mesmo que os rumos pareçam incertos e temerários… Qual é o seu Plano B? Se não tem, desenhe um! Alguma vez você já ousou por um Plano B em ação? Isso não deveria ser problema, visto que Sagitário sempre vê muitas possibilidades diante de si.

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O Símbolo Sabiano do grau 8 de Sagitário (07°42’) traz a seguinte imagem: “Nas profundezas da Terra novos elementos são formados”. Dane Rudhyar nos lembra que o tom central desse símbolo é “o fogo alquímico que tanto purifica quanto transforma a própria substância da vida interior do homem”. Ele nos lembra que, mesmo quando nada parece estar acontecendo na superfície, processos importantes ocorrem nas profundezas da Terra ou do Mar, da mesma forma, o ego consciente geralmente desconhece os processos alquímicos do inconsciente e só se dá conta deles quando uma mudança importante acontece, a ponto de não ser mais ignorada e então um novo nível de consciência e de resposta à vida é alcançado. Ele completa dizendo que o símbolo chama a nossa atenção para as mudanças internas, que se dão à revelia do ego e da vontade dita “pessoal”, como uma “gestação psíquica”, como um feto sendo gerado no ventre, independentemente da vontade ou do esforço consciente da mãe. Ele cresce e se desenvolve, e assim é, também com nossos processos e transmutações internos. Essa alquimia ocorre à nossa revelia mas, se estamos alinhados com ela, podemos facilitar o processo, ao invés de resistir a ele. Confiar e deixar fluir, mesmo quando nosso impulso seria tentar controlar, ansiosa-mente! Esperar. Agir pela in-ação. Calar na falação. Repousar no excesso de atividade. Amar as próprias dúvidas, mesmo com toda a ansiedade que elas nos trazem.

Arcano II do Tarô - A Sacerdotisa - Tarô de Nei Naiff
Arcano II do Tarô – A Sacerdotisa – Tarô de Nei Naiff

Uma imagem que representa bem este símbolo e a Lua Nova interceptada em quadratura a Netuno é a imagem da Sacerdotisa, o Arcano II do Tarô. Ela é enigmática e não vai revelar seus segredos a qualquer um, muito menos àqueles que não souberem fazer a pergunta certa – sim, aqui a pergunta é mais importante do que a resposta –  ou que forem levianos demais para não aguardarem o tempo certo da resposta. É preciso amar as perguntas, para ter acesso às respostas! É preciso ter timing, estar afinado com o tempo certo das coisas e não se afobar, não se precipitar… Sabe aquela frase, “quando não se sabe para onde ir, qualquer lugar serve”? Pois então, quando chegarmos lá nem poderemos reclamar porque entramos em ação antes de saber o que realmente queríamos ou para onde estávamos indo… Assim, o nosso Plano B precisa incluir uma certa espera, um ouvir da intuição, um decifrar as linguagens mágicas e não óbvias, aquelas linguagens que o ego e a mente consciente ignoram… Ler nas entrelinhas, naquilo que não é dito verbal ou diretamente, encontrar a chave, decifrar os códigos para ganhar acesso aos tesouros, às visões e venturas, no momento certo! Porque se precipitarmos o momento, a criança e mãe podem morrer, assim como nossas ideias e projetos fabulosos que, ao invés de prosperar e frutificar, se desintegrarão feito poeira no ar, diante dos nossos olhos, que se encherão de lágrimas de consternação.

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Em resumo, este é um ciclo delicado, em que precisamos ser pacientes conosco mesmos se porventura não soubermos para onde ir ou quando ir; em que precisamos aprender a esperar o momento certo de agir, em lugar de sair às cegas, arriscando-nos a cair no precipício; que precisamos descobrir a chave, decifrar os códigos sutis que nos darão acesso ao nosso otimismo e esperança latentes; que precisamos buscar alternativas – éticas – quando as vias diretas estiverem inacessíveis, ou seja, o “Plano B”; e em que precisamos trabalhar para que a justiça seja, de fato, aplicada, implacável e certeira; e claro, ficarmos vigilantes quanto a essa “justiça”, ou ela naufragará, será afogada por aqueles mesmos que prometeram defende-la e resgatá-la dos mares tempestuosos da corrupção.

E para meditar nessa Lua Nova, cheia de incertezas, dexo-vos com este poema de Rainer Maria Rilke, que já mencionei acima:

Tenha paciência com o não-resolvido, ame as perguntas!

“Se procurar amparo na Natureza,

no que é nela tão simples e pequeno que quase não se vê,

mas que inesperadamente pode tornar-se grande e incomensurável;

se alimentar esse amor pelo mais ínfimo e, se tentar,

humilde como um criado,

ganhar a confiança do que parece pobre,

tudo será para si mais fácil,

mais coeso e de algum modo mais conciliador,

talvez não no intelecto,

que recua atônito,

mas no mais íntimo da sua consciência,

do seu conhecimento e atenção.

Você é tão jovem ainda,

está diante de todos os inícios,

e por isso gostaria de lhe pedir, caro Senhor,

que tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração

e que tente amar as próprias perguntas

como se fossem salas fechadas

ou livros escritos numa língua muito diferente das que conhecemos.

Não procure agora respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver.

E tudo tem de ser vivido. Viva agora as perguntas.

Aos poucos, sem o notar,

talvez dê por si um dia,

num futuro distante,

a viver dentro da resposta.

Talvez traga em si a possibilidade de criar e de dar forma

e talvez venha a senti-la como uma forma de vida particularmente pura e bem-aventurada;

é esse o rumo que deverá tomar a sua educação;

mas aceite o que está por vir com grande confiança,

e se ele surgir apenas da sua vontade,

de uma qualquer necessidade interior,

deixe-o entrar dentro de si e não odeie nada.”

Rainer Maria Rilke, “Cartas a um Jovem Poeta”

plano-b

Um ótimo ciclo para você! Que nosso fogo seja consistente o bastante para fazer borbulhar nosso anseio de justiça! E que possamos viver nossas dúvidas e perguntas, sem ansiedade e sem deixar de viver, verdadeiramente!

Mihai Christie - Reprodução
Mihai Christie – Reprodução

A Semana Astrológica – Miragens à vista!

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Semana de 28 de novembro a 04 de dezembro – Dias de se renovar o otimismo, o entusiasmo e a fé na vida! De regenerar nossa coragem e esperança! Contudo, é preciso cautela com as miragens!

O ano está acabando e muitos dizem “ufa!” porque o ano foi mesmo uma paulada, da qual ainda estamos nos recuperando, meios zonzos e receosos de ser atingidos novamente. Vale adiantar que 2017 ainda traz muitos desafios (o texto está o forno), mas será sim, um pouco mais leve do que 2016. Aliás, 2016 é fechado com chave de ouro, porque dezembro, que está começando, traz alguns aspectos desafiadores e, ao mesmo tempo, muito estimulantes. Vamos dar uma olhada na agenda estelar de dezembro?

02 – Mercúrio ingressa em Capricórnio – onde ficará retrógrado

02 – Marte faz trígono a Júpiter

03 – Marte faz sextil a Saturno

07 – Vênus ingressa em Aquário

14 – Lua Cheia em Gêmeos

19 – Marte ingressa em Peixes

19 – Mercúrio entra em retrogradação a 15° de Capricórnio

21 – Solstício de Verão Hemisfério Sul (Inverno Hemisfério Norte) – O Sol ingressa em Capricórnio

25 – Saturno em trígono exato a Urano

26 – Júpiter em quadratura exata a Urano

29 – Urano volta ao movimento direto

29 – Lua Nova em Caprícórnio

Como se vê, Urano estará bastante ativado neste mês, representando possibilidades de mudanças importantes nas nossas perspectivas de futuro e nas revoluções pessoais ou coletivas. É um mês que fecha o ano com um otimismo sutil, face aos tempos tenebrosos que vivemos desde 2014…

Brooke Shaden Photography - reprodução
Brooke Shaden Photography – reprodução

Mas voltemos à presente semana! O Sol ingressou no signo do Arqueiro e por estes dias se embrulha em muitas ilusões, fantasias, visões mágicas e miragens, tudo isso representado pela quadratura a Netuno… Cuidado com propósitos ilusórios, com falsas promessas e, principalmente, com os auto-enganos. Netuno tem uma forte influência em toda a semana e no ciclo como um todo, porque a Lua será nova em Sagitário na terça-feira, tendo como único aspecto essa quadratura a Netuno: um ciclo para se olhar para o futuro, para apontar nossas flechas para o infinito, para reavivar nosso otimismo, mas em que precisamos navegar de olhos muito abertos, aprendendo a fluir e mergulhar, divisando redemoinhos e rebojos traiçoeiros, diferenciando desejos e objetivos válidos daqueles que são verdadeiras sumidouros de energia e recursos, ou seja, barcas furadas. Otimismo é um coisa, ingenuidade é outra bem diferente!

Kit Photos - Reprodução
Kit Photos – Reprodução

Mercúrio ingressa em Capricórnio na sexta-feira, dia 2, onde ficará retrógrado no dia 19 de dezembro. Retorna a Sagitário no dia 04 de janeiro e volta ao movimento direto no dia 08 do mesmo mês. Ingressa em Aquário em 07 de fevereiro. Em Capricórnio, Mercúrio sinaliza uma comunicação sóbria e circunspecta.  A mente trabalha de forma concentrada e se volta para as coisas práticas, para se ter segurança e estabilidade, além de desenvolver estratégias que nos permitam progredir no trabalho e conquistar status social. Mercúrio no signo da Cabra detesta o nonsense: a mente e a comunicação são programadas para serem realistas, diretas e decididas, não tem volteios, não tem “mas nem meio mas”. Logo que ingressar neste signo Mercúrio ficará bastante isolado por alguns dias, praticamente sem aspectos, o que sugere muita concentração e excessos nas análises mentais; podemos também nos expressar no extremos oposto: falando em demasia ou de forma muito dura e pessimista a respeito do que vemos e ouvimos. Mas esse “pessimismo” e excessso de realismo podem nos ser muito úteis e nos propiciar ancoragem num ciclo que tem muito para ser fantasioso e propenso a miragens e a planos mirabolantes sem muito lastro ou substância. Mercúrio nesta posição pode ajudar a manter a cabeça no lugar.

tirado de Highlike-Sten-lex - Reprodução
tirado de Highlike-Sten-lex – Reprodução

Vênus em Capricórnio, depois de amalgamar-se a Plutão e regenerar nossa paixão, defronta-se agora com os desafios de reaver sua individualidade na figura de Urano em Áries. Comprometemo-nos ou buscamos mais espaço, independência e liberdade? Relações muito rígidas e engessadas, seja pelo tempo ou pela falta de respeito à liberdade e à individualidade um do outro estão sujeitas a crises e conflitos… É preciso encarar as próprias dependências (especialmente financeiras ou materiais), a necessidade de controle, o autoritarismo nas relações e se permitir mais espaço, seja físico ou emocional… Relações que se sustentam somente por causa das aparências, dos costumes ou do status social também ficam na berlinda. Quem quiser ignorar esse chamado, que pague o preço depois!

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E de Marte recebemos ótimas notícias! O Planeta Vermelho, que está atualmente ultra idealista e revolucionário em Aquário, faz aspectos harmoniosos a Júpiter e a Saturno, seu dispositor tradicional. Júpiter, que aliás, fica em harmonia a Saturno, seu arqui-inimigo, por muitas semanas: desde meados de outubro até o fim de fevereiro; isso porque esse aspecto é ensaiado, mas não se efetiva ainda, devido à retrogradação de Júpiter, na primeira semana de fevereiro… É como a promessa de uma cooperação ou acordo em que os dois lados nunca conseguem se encontrar para conversar pessoalmente e ficam apenas trocando mensagens indiretas.  O aspecto, um sextil, e a consequente promessa de cooperação fica exato somente em 27/08/2017 mas, de qualquer forma, se faz sentir nestas semanas, mesmo que sutilmente, e sugere a possibilidade de voltarmos a crescer de maneira mais responsável, mesmo que timidamente. Marte funciona como um elo que aproxima os dois nesta semana, pois os três estão em harmonia: Marte faz trígono Júpiter e sextil a Saturno. Assim, nossa coragem e entusiasmo para executar e realizar os objetivos ganham reforços! Estamos mais otimistas e estimulados, sem, no entanto, meter os pés pelas mãos e sem tentar abraçar o mundo com as pernas. Estamos prontos para lutar por nossos ideiais, mas sem cabeça quente ou precipitação. O entusiasmo é bem temperado pela coerência e ainda temos um ótimo senso de timing! O grande idealismo também é mesclado com pragmatismo, de modo os exageros ficam contidos. É um otimismo e um idealismo bem pé no chão e, novamente, esses são ótimos aspectos com que contar no mês de Sagitário, pois as chances de exagerarmos e nos excedermos fica diminuída.

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Quíron volta ao movimento direto nesta semana. As feridas recentes já foram suficientemente lambidas e re-significadas. Agora procedemos com a aceitação efetiva e a cura, enquanto nos preparamos para lidar com outros limites e fragilidades. Aos poucos vamos desnudando nossos medos e vulnerabilidades no que tange à dissolução do ego, à resistência a nos soltar e deixar ir o sofrimento desnecessário. Para parar de sofrer, é preciso se desprender e desapegar do sofrimento. A dor é parte intrínseca da vida, mas não é a única parte, embora muitas vezes nos acostumemos demais com ela. Se olharmos por tempo suficiente, veremos que depois da chuva, pode haver o arco-íris!

N. C. Winters - Persistent Gaze - Bein Art Gallery - Reprodução
N. C. Winters – Persistent Gaze – Bein Art Gallery – Reprodução

Assim, gradativamente o céu vai se preparando para aspectos cíclicos formados entre Júpiter-Saturno – já mecionado acima – Júpiter-Urano (oposição) e Saturno-Urano (trígono), que se darão em dezembro, mas que também já são sentidos algumas semanas antes. Essas influências sugerem maior abertura nas oportunidades, assim como chances de nos reestruturarmos, progredirmos e avançarmos em direção ao novo, sem no entanto destruirmos aquilo que nos sustenta; temos também possibilidades ampliar nossa visão de mundo e despertar para cenários, alternativas e probabilidades que antes não enxergávamos… Contudo, Júpiter-Urano simbolizam muita inquietude e turbulência, especialmente no meio político e jurídico, mas também representam chances de ruptura com formas rançosas e viciadas de se fazer a justiça – um sopro de renovação, vendavais que podem ser turbulentos, mas que transformam a paisagem e obrigam a todos a se adaptar e inventar novas maneiras de crescer!

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Tirado de Blossonfab.tumblr – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Balsâmica, em Escorpião. Renova-se em Sagitário na terça-feira. Com sobriedade, entra na fase Semi-Crescente em Caprícórnio e fecha o domingo no inovador e sociável Aquário. Na sua jornada ela encontra com todos os demais corpos celestes e com eles trava interações harmônicas ou tensas, sinalizando nossos humores e alterações emocionais.

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SEGUNDA-FEIRA, 28 de novembro – A Lua abre o dia e a semana na fase Balsâmica, fora de curso, em Escorpião e fica nessa condição por todo o dia, ingressando em Sagitário somente às 18h46min. Ainda em Escorpião ela se harmoniza com Quíron e se desentende com Urano (esses aspectos não contam no curso normal da Lua, porque quincunce é aspecto menor e Quíron é asteroide). Vênus em Capricórnio está em quadratura a Urano em Áries e em harmonia com Quíron em Peixes, aspectos exatos amanhã. O dia e a semana começam meio arrastados. Estamos em standby, em compasso de espera e, mesmo tendo muitas demandas e obrigações a cumprir, intuímos que talvez seja melhor mesmo esperar que o tempo clareie e se faça mais nítido. A Lua está escura como breu, reclusa em sua caverna, incomunicável. Está invisível no céu, obscurecida pelo Sol, assim como fica obscurecida nossa objetividade. Dessa forma, ganhamos mais se nos sintonizamos com esse ritmo balsâmico de ser e meditamos sobre as coisas que estão por vir, abrindo espaço, jogando todos os entulhos fora, liberando a escrivaninha, as gavetas, os armários, o coração e a mente de tudo que não serve mais, de tudo que apenas atravanca o livre fluir das energias e das intenções. Limpeza e depuração. Afinal, como podemos segurar as novas oportunidades que estão por vir no amanhã, se nossas mãos estão ocupadas com o liso de ontem ou de muito tempo atrás? Em termos práticos, o dia pede rotina e repouso das expectativas fazedouras. É melhor sentir o clima, sentir a atmosfera antes de se lançar a qualquer empreitada desavisadamente…

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Mihai82000.Deviantart – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 29 de novembro – Vênus torna plena a quadratura a Urano e o sextil a Quíron. A Lua se renova em Sagitário, em quadratura a Netuno, o que pede cautela na forma como vamos realizar nossos propósitos e objetivos neste ciclo. É hora de renovar o otimismo e a fé e se abrir a novas possibilidades de futuro, mas, ao mesmo tempo, não podemos descuidar do bom senso, porque muitas oportunidades de ouro que sugem, podem ser, na verdade, apenas armadilhas para nossa imensa credulidade. Um novo ciclo começa, o ciclo de Sagitário, o momento do ano em que somos convidados a olhar para o futuro cheios de esperança, entusiasmo e alegria! Um período de nos tornarmos mais aventureiros, de correr riscos e nos lançar a novas estradas, a ultrapassar limites que antes nem sabíamos que existiam, ou que não conseguíamos a coragem necessária para transpor. É momento também de rever nossas crenças, nosso senso de ética e de justiça e examinar como estamos exercendo esses valores no mundo – são valores reais e vividos realmente no dia a dia ou são apenas enfeites de um discurso vazio e hipócrita? No que realmente acreditamos, o que mobiliza nossa fé e nosso entusiasmo? A Lua Nova se dá em aspecto tenso a Netuno, requerendo cautela no lançamento das nossas novas intenções, nas sementes que desejamos plantar no novo ciclo. Hámuitas dúvidas, receios, inseguranças… Será que daremos conta? Será que ousaremos correr atrás de nossos sonhos? Serão sonhos válidos? É preciso cuidar para não confundirmos projetos realizáveis com meras miragens, ilusões e fantasias plantados em nosso coração, seja por outros ou por nós mesmos. Excessos de otimismo podem se provar enganadores e problemáticos mais à frente. Extremismos de pensamento, fala ou atitude também precisam ser vigiados, já que Júpiter, regente da Lua Nova, está em quadratura a Plutão e oposição a Urano. A Lua Nova também torna agudas as crises relacionais, simbolizadas pela quadratura Vênus-Urano. Nossas dependências estão na berlinda, assim como relações baseadas puramente nas convenções. Quem somos, quando estamos sós, quando não somos parte de um casal? Ainda temos clareza disso ou nos perdemos no outro, esperando que ele suprisse nosso senso de valor próprio e sanasse nossa solidão crônica?

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QUARTA-FEIRA, 30 de novembro – O Sol Sagitariano está em quadratura a Netuno em Peixes. Em Sagitário a Lua faz conjunção a Saturno e, para equilibrar, ela se harmoniza e se estimula com Júpiter, o dispositor dos dois. Dona Lua ainda conversa, animada e sociável, com Marte em Aquário e fica elétrica no contato com Urano em Áries, mas briga com Quíron, que estaciona às 07h53min, a 20°40’ de Peixes, para voltar ao movimento direto amanhã. O dia traz uma carga nostálgica e meio pesada, uma sensação de letargia e incerteza qe nos faz questionar se estamos no lugar certo, fazendo a coisa certa… Questionar até mesmo sobre quem somos e o que queremos. Sentimo-nos desencorajados e duvisodos, meio tristonhos e talvez até fúteis, com uma sensação de que tudo é muito inútil, tudo é muito fútil na escala maior das coisas e da vida… Quem somos nós, afinal, para querer aspirar a grandes alturas e projetos vultosos? Precisamos pegar leve conosco mesmos e lembrar que nada dura para sempre. Respeitar a letargia e não nos cobrar em demasia. Não levar tudo tão a sério nem mesmo aquela proposta que parece maravilhosa, tanto quanto duvidosa… Lembrar que tudo passa e que nosso humor e disposição podem estar diferentes amanhã é um grande bálsamo e nos dá um senso de perspectiva. Miragens existem e também precisam ser colocadas em perspectiva, tanto as miragens positivas quanto aquelas que nos fazem ver demônios que não existem ou que fazem parecer que nossos problemas são mais medonhos do que realmente são… Ao invés de nos quedar depressivos e sorumbáticos, podemos usar os devaneios – não tão tolos – para investigar o que nos faz sonhar, realmente e, mesmo que tais sonhos e devaneios não sejam, de todo, realizáveis, ainda podem nos fornecer pistar sobre o que nos faz ir além, o que nos faz percorrer mais uma milhar, a despeito do cansaço, da dificuldade, da dúvida… O que nos faz sonhar? O que nos leva adiante? O que nos faz acreditar? Serão sonhos palpáveis ou apenas quimeras? E, em sendo apenas quimeras, em que nos ajudam a descobrir mais sobre nós mesmos e sobre a substância de que somos feitos? Mesmo nossos devaneios mais tolos não podem ser desprezados como inúteis. Eles revelam muito de quem somos e do que realmente desejamos quando estamos distraídos.

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QUINTA-FEIRA, 1° de dezembro A Lua Sagitariana faz conjunção a Mercúrio e fica vazia depois deste contato, às 02h09min. Ingressa em Capricórnio às 06h53min, onde fica muitas horas isolada, sem conversar com ninguém, começando a acenar a Netuno apenas no fim do dia. – Marte em Aquário está em trígono a Júpiter em Libra, aspecto exato amanhã. O dia está ótimo para nos concentrarmos no trabalho, com toda a nossa estamina física e emocional, com o nosso vigor e disposição, sem nos dar tempo ou espaço para distrações e ou perdas de tempo. Depois dos últimos dias de dispersão e sonhos, é como se nos sentíssemos obrigados a recuperar o tempo perdido, a dar de nós tudo o que temos e mais um pouco porque nos lembramos que “sonhos não se materializam, a menos que nós mesmos o trabalhemos nisso”. A concentração é máxima, o a disciplina está no ponto e a persistência muito afiada, de modo que sim, podemos trabalhar, produzir e concentrar nossos impulsos de forma muito prática e objetiva, já divisando como nos aplicar concretamente naquilo que desejamos realizar mais à frente. Os sonhos e visões nascidos do fogo ousado de Sagitário agora começam a tomar forma e se manifestar de forma muito concreta e palpável nas terras rochosas da nossa vontade e determinação. E não permitiremos que nada nem ninguém nos desviem de tais objetivos! Então, podemos nos concentrar de corpo e alma, sangue, músculos e, principalmente, ossos e articulações, naquilo que queremos e buscamos. Primeiro o dever, depois o prazer! Primeiro o trabalho, depois a diversão e a curtição! Mas, não se engane, trabalhamos duro, mas quando paramos para celebrar, celebramos e festejamos mais decidiamente ainda! Aproveite o dia para avançar em tudo o que você achava que estava parado, enganchado, travado ou atrasado! Arregace as mangas e ao diabo com as desculpas esfarrapadas! Trabalhe! Resistência, vigor e entusiasmo não faltarão!

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SEXTA-FEIRA, 2 de dezembro – Marte em Aquário está em trígono partil (exato) a Júpiter em Libra, que também recebe a quadratura da Lua Capricorniana. A Lua, depois de se suavizar no contato com Netuno em Peixes, empodera-se na conjunção com Plutão e, claro, na quadratura com Júpiter. Mercúrio ingressa em Capricórnio às 19h19min. O dia está, decididamente, sujeito a convulsões, pequenas crises e distúrbios, mas todas essas situações são encaradas como desafios estimulantes e até excitantes, que nos fazem dar o melhor de nós, que buscamos provar nossos próprios limites, não para outros, mas para nós mesmos! Estímulo, otimismo, ousadia e uma saudável inquietude são temperados com a cautela necessária, de modo que ponderamos e nos percebemos capazes de tomar boas decisões, mesmo quando a impaciência ameaça roubar o melhor de nós. Os desafios, longe de nos deprimir ou desanimar, parecem trazer mais impulso e inspiração e nos sentimos particularmente poderosos, vigorosos e capazes de enfrentar o que quer que venha pela frente. E, o que é melhor, não o fazemos somente por nós mesmos e nossos objetivos egoístas. Não, buscamos a melhoria para todos, estamos interessados no que é melhor para o grupo, num crescimento que seja constante, sustentável e perene, porque percebemos que tudo é melhor quando todos estão bem e prosperando. Assim, trabalhamos com resolução, determinação, graça e vigor e nos preparamos para o que der e vier, seja individualmente, seja em equipe. Quem puder, faça seu melhor para não desperdiçar um minuto que seja dessa energia positiva e auspiciosa, uma energia que une inspiração, transpiração e concretização – decididamente, uma fórmula de sucesso, o que quer que sucesso signifique para você!

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SÁBADO, 3 de dezembro – É dia de Saturno e hoje ele recebe um contato favorável de Marte, que atualmente é regido por ele. A Lua está em quadratura a Urano em Áries, mas faz conjunção a Vênus, ficando vazia logo depois, às 08h18min. Já vazia, ela faz uma semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Semi-Crescente. Ingressa em Aquário às 17h44min. Um dia para alinhar nossos impulsos mais idealistas e positivos com nossa maior resiliência, disciplina e perseverança. Mesmo que haja impulsos contrários, rebeldes e anárquicos nos desafiando a domar, dentro de nós o potro selvagem que corcoveia indócil, sabemos que tal potro, mais do que problemas, pode incendiar nossa paixão, ardor e nossas melhores intuições, indicando o caminho certo a seguir e as manobras certas a fazer, conforme as curvas do caminhos vão surgindo. Agora ganhamos um novo impulso sim e, mesmo que tenhamos que esperar pelo momento certo de agir, sabemos que quando ele chegar, estaremos prontos, com tudo o que nos será requerido e exigido de nós. E daremos tudo e mais um pouco, sem reclamar, porque estamos dispostos a pagar o preço por algo que é precioso e que somente se revelará inteiramente bem mais à frente, embora já o tenhamos conhecido nitidamente, em nossa mente, coração e alma… É questão de esperar, pacientemente, por um encontro que já é nosso, que sempre foi – e pelo qual trabalhamos e esperamos pacientemente!

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DOMINGO 4 de dezembro – De Aquário a Lua se harmoniza com o Sol Sagitariano e mais tarde com Júpiter em Libra, fechando a noite e a semana em conjunção a Marte, que segue se afastando dos aspectos positivos a Júpiter e a Saturno. O domingo traz tudo o que se podia querer de um domingo perfeito: energia positiva, sociável, alegre e festiva. Necessidades, desejos e intenções se afinam adequadamente e podemos simplesmente relaxar e ser felizes dentro de nossas possibilidades, sejam elas suntuosas ou modestas. Estamos satisfeitos com o que temos e mesmo quando não estamos, aceitamos e vamos em busca da melhoria, onde quer que ela esteja, sem brigar, sem reclamar, apenas aproveitando as chances que o destino e a vida nos trazem, agradecidos. É um dia propício para estar em família, com amigos, ou aventurando-se, experimentado e fazendo coisas diferentes e fora do “normal”; para ficar a sós, para estar no campo, para fazer o que nos dá vontade e o que nos dá prazer, sem nos preocupar com cobranças, obrigações, explicações. É dia para experimentar a leveza, em toda a sua plenitude, em todos os seus melhores auspícios, sem nos importar com o que o amanhã nos trará, embora acreditemos firmente que o amanhã também é venturoso e feliz! Assim, não nos perguntemos que hora a noite cairá – aproveitemos a luz e o calor do sol, o canto dos passarinhos, a companhia agradável dos que nos cercam, enquanto estamos vivos. Sejamos felizes. Hoje. Agora. O amanhã cuidará de si mesmo e virá conforme o destino nos aprouver. E ele nos favorecerá. Assim cremos!

Uma linda e auspiciosa semana e um excelente novo ciclo para você!

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