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Lua Cheia e Eclipse Lunar em Aquário – Liberte-se do Passado e Olhe para o Futuro!

Birth Chart Painting – Reprodução

A Lua Cheia que ocorre a 15°25’ de Aquário nesta segunda, dia sete de agosto, é também um Eclipse Parcial da Lua, eclipse que precede o Eclipse Total do Sol acontecendo no dia 21 de agosto. O eclipse se dá às 15h11min no horário de Brasília e às 18h11min no horário de Lisboa. A duração total do eclipse é de cinco horas (o penumbral dura cinco horas e o umbral, mais denso, dura 01h55min), e seus efeitos perduram por cinco meses. Este eclipse é o indivíduo 61 – de um total de 82 – da Série Saros 119, iniciada em 14 de outubro do ano de 935 e que termina em 25 de março de 2396. Esta série é antiga, dura um total de 1460 anos e está se encaminhando para o fim, tendo percorrido já três quartos da sua “vida”. Todos os eclipses desta série acontecem no Nodo Sul (1), apontando para precisão de nos conscientizarmos dos padrões emocionais do passado que ainda nos atrapalham na vida presente.

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Eclipses são lunações super-potentes, porque ocorrem sempre na Lua Nova ou Lua cheia e intensificam, e muito, as energias e temas da lunação. Sinalizam o fim de um ciclo e o início de outro, trazendo muitos assuntos a um estado crítico que demanda resolução imediata, especialmente no caso dos eclipses lunares, que ocorrem na Lua Cheia, e que trazem a sensação de um momento crítico nas relações e assuntos que andavam se arrastando anteriormente. Para entender melhor o que são eclipses, leia este artigo.

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Para “sentirmos” como será este eclipse de amanhã, analisemos primeiro o mapa natal da Série Saros 119, levantado para Brasília – a SS 119 nasceu, na verdade, no Polo Sul, mas levanta-se o mapa para a cidade em que se deseja perceber seu ‘impacto’. A série começa com o eclipse ocorrendo no eixo Áries-Libra, um eixo que fala de relacionamentos, com o Sol estando em queda em Libra e a Lua estando no briguento signo de Áries – aqui fala-se, de imediato, da necessidade de mediar as necessidades pessoais, a individualidade, com as necessidades e os quereres dos outros; busca de equilíbrio e necessidade de ser independente e ter autonomia, mesmo dentro das relações afetivas.

Série Saros Lunar 119 – 14 de outubro de 935, 15h25min (horário de Brasília).

O mapa traz muitas  configurações interessantes, algumas delas similares às que vemos “dançando” nos céus atuais: Saturno está em conjunção a Quíron no signo de Peixes (atualmente temos uma quadratura entre Saturno em Sagitário e Quíron em Peixes, que traz temas semelhantes); Júpiter está em Leão em quadratura a Urano em Touro e estes dois planetas ficam em oposição no eixo Áries-Libra até outubro – também é digno de nota que o eclipse desta segunda cai em oposição ao Júpiter e em trígono ao Mercúrio do mapa natal da série; Marte se afasta de conjunção a Plutão, mas está prestes a ficar retrógrado em Câncer, sua queda, além de estar Fora de Limites; e também há um Grande Trígono em Água, envolvendo Vênus em Escorpião – signo de seu detrimento – Saturno e Quíron em Peixes e Marte/Plutão em Câncer. Por tudo isso, podemos dizer que esta série tem como tema básico os relacionamentos, enfatizando o tema primordial de toda Lua Cheia.

Medusa – Reprodução

O feminino está bem zangado neste mapa, com ambos os seus significadores, Lua e Vênus, sendo regidos por Marte e o próprio Marte estando em Câncer – Lua e Marte estão em recepção mútua. Há uma sensação de raiva reprimida e de dor e sofrimento herdados dos ancestrais. O feminino foi violado, mutilado e está intoxicado de raiva e dor, como Medusa, precisando ser resgatado e liberado. Vênus, em Grande Trígono de Água com Saturno e Quíron em Peixes e ainda com Marte e Plutão, sugere a necessidade de se purgar, depurar essa fúria, esse ódio, além de purgar e curar toda a dor e sensação de limitações e fracassos nas relações; há muito pus a ser extraído e vai doer, mas é necessário fazer esse expurgo, do contrário a ferida só irá piorar e apodrecer; é necessário assumir nossas dores e queixas, reconhecê-las e deixa-las ir, abrir mão delas, em nome de um futuro mais leve; é necessário se transformar a forma de viver as relações, de sair das respostas e soluções fáceis do “preto ou branco”, para se perceber que no espectro das relações humanas cabem milhares e milhares, milhões, de nuances e tonalidades diferentes. Mercúrio está conjunto ao Nodo Norte, em Libra e sugere que tenhamos um mínimo de distanciamento racional de todo o drama aquático, se for para conseguirmos tirar proveito e aprendizados de todas as experiências dolorosas. Todos estes são temas que ficam salientados nas próximas duas semanas, particularmente para indivíduos com ângulos ou planetas entre os graus 10 e 20 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário).

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Nos Pontos Médios Plutão faz quadratura ao PM entre a Lua e Saturno e oposição ao PM entre Sol e Saturno – é preciso quebrar as amarras, as limitações e inibições e também abrir mão do controle rígido, seja emocional ou racional; Ebertin (2) diz da “necessidade de depender apenas de si mesmo, de crescer e amadurecer usando a força e fazendo-se sozinho… Sofrimento orgânico e sentimentos de depressão… Separação da mãe ou da esposa”. O Nodo Norte faz quincôncio ao PM entre Marte e Saturno e Marte e Quíron – para crescermos e amadurecermos, teremos que enfrentar nossos medos e pavores, fraquezas e fracassos, vitimismos e desejos de salvação. E ainda: Lilith está conjunta ao PM entre Vênus e Júpiter, os dois benéficos – eu diria que, para podermos aproveitar o melhor da vida, suas alegrias e benesses maiores, precisamos lidar com nossa sombra e infernos pessoais, nossas dubiedades e selvageria. Como diz Jung, “qualquer árvore que queira tocar os céus, precisa ter raízes tão profundas a ponto de alcançar os infernos”. Esse é o recado de Lilith na SS 119.

Em resumo, esta série fala de um Ponto de Mutação muito importante nas relações afetivas, uma transformação que vem do enfrentamento das obscuridades, de conseguir erguer-se do lodo, depois de muito tempo chapinhando nele. Aprendizados!

Dados técnicos e caminho do eclipse de 07 de agosto -fonte: site da Nasa

Agora olhemos para o mapa da lunação de amanhã: a Lua Cheia/Eclipse ocorrem no eixo Leão-Aquário, um eixo que trata da polaridade indivíduo versus grupo, de se sentir especial em contraponto a sentir-se comum e anônimo na multidão; de fazer de si mesmo uma Obra Prima Individual que sirva ao coletivo, sem permitir que esse coletivo nos diga o que devemos ser ou fazer. Aquário é o signo da experimentação, de ousar ser diferente, excêntrico, signo de inovação; é o signo da fraternidade e de se sentir inserido na grande comunidade humana, buscando fazer a diferença. Também é um signo de rebeldia, de surpresas e coisas inesperadas.

A Lua é eclipsada pela Terra, isso significa que recebe a sombra da Terra sobre si. Como a Lua representa as emoções instintivas, sentimentos, necessidades emocionais, compulsões e instintos mais básicos, ao ser eclipsada, temos conteúdos básicos e sombrios emergindo à consciência e ficando mais claros e nítidos à nossa percepção, portanto, o eclipse possibilita muitas “iluminações” sobre nossos impulsos, nossas pulsões e compulsões inconscientes e conseguimos nos enxergar a nós mesmos com mais maturidade, talvez a ponto de nos assombrarmos com aquilo que descobrimos, que estava bem à nossa frente, mas não víamos, por estamos por demais envolvidos e identificados com tais assuntos. Este estado de “assombramento”, entretanto, não deve nos paralisar, mas sim propiciar consciência e mais sabedoria emocional e relacional.

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Além de se opor ao Sol, a Lua também se opõe a Marte, que estão conjuntos em Leão e, em Aquário, a Lua nos pede desapego das identificações egoicas, de nos desprendermos das expectativas individuais para focarmos nas necessidades do grupo e no todo; pede-nos uma visão racional, objetiva e lúcida das situações em que estamos envolvidos, lucidez nas crises que porventura nos atingirem – o pior que podemos fazer é entrar em pânico e nos desesperar. Sugere que as brigas sejam travadas de maneira justa e ética e que a honra individual também esteja a serviço do grupo.

Lua Cheia e Eclipse Lunar Parcial em Aquário – Brasília, 07 de agosto de 2017, 15h11min.

Vênus também se destaca neste mapa, sendo parte de um amplo Retângulo Místico, fazendo uma oposição dilatada a Plutão, sextil a Mercúrio e trígono a Netuno, que também estão em oposição e isso sugere que ainda é preciso cautela com as ilusões que criamos nas nossas relações, que precisamos, mais uma vez, transformar nossos apegos, soltar as dores que carregamos por aí como se fossem bichinho de estimação e que nos impedem de ver as novas possibilidades; é necessário viver as relações de maneira libertária e inovadora, sem apegos, sem seguir os modelos falidos das relações emboloradas.

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A Lua está no Ponto Médio entre Netuno e Plutão e Plutão está no Ponto Médio entre a Lua e Saturno – uma das repetições de temas da Série Saros 119. Além disso, o Sol faz quincôncios a Netuno (separativo) e a Plutão (aplicativo), virando foco de um amplo Yod. O coração e a consciência (Sol em Leão) precisam lidar com o peso da Sombra, da necessidade de transformar (Plutão) os conteúdos inconscientes (Lua) de maneira compassiva, com sensibilidade, com imaginação (Netuno). A Lua, representando nossa realidade emocional, nos diz que precisamos ser o elo entre a imaginação, a magia, tudo o que é elusivo e incompreensível para nós, e aqueles nossos conteúdos mais densos, a força de transformação e transmutação alquímica, de modo que tal realidade emocional seja purificada e reciclada e se torne mais leve de ser vivenciada. Como PM entre Lua e Saturno, Plutão sugere, mais uma vez, que se observe e quebre a necessidade de controle, que se transforme a usura emocional em generosa partilha que toca profundamente a alma do outro e que nos permite viver mais plenamente.

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Saturno, co-regente da Lua Cheia, que no mapa natal da SS 119 está conjunto a Quíron, atualmente faz quadratura a este, além de também se afastar de uma ampla quadratura a Netuno, e traz presente o tema do medo do fracasso, das feridas antigas e ancestrais, difíceis de sanar, que doem e incomodam, mas que também nos ensinam muito sobre nós mesmos e a natureza do humano. Essa ferida tem a ver também com uma crise de fé na compaixão e conectividade humanas, uma crise de fé na nossa capacidade de nos redimirmos de todas essas mazelas. Mas essa crise de fé aponta para a imprescindibilidade de tentarmos e insistirmos, de darmos um voto de confiança à centelha divina em nós e de insistirmos em tornar o sonho visível, concretizável.

Ivan quaroni – Reprodução

O outro co-regente do eclipse, Urano, trafega Áries e tem como único aspecto um trígono que recebe de Saturno, possibilitando o diálogo entre o velho e o novo, diálogo, que é mediado por Quíron, que é “a ponte entre o passado (Saturno) e o futuro (Urano)” (Jude Cowell) (3). Mas Urano também tem estado numa dança louca e caótica com Júpiter e, apesar de o aspecto não estar em orbe neste mapa, logo Júpiter fará oposição a Urano novamente, sinalizando rupturas nos sistemas judiciários, nas instituições religiosas, acadêmicas e na própria instituição “sagrada” do “santo matrimônio”, já que Júpiter está em Libra, signo das relações instituídas e reconhecidas – sim, mudanças de paradigmas no que tange a esses sistemas e às relações. Urano sugere que nos liberemos do passado pesado, dos ranços, das expectativas, do desejo ou tendência de viver relações “certinhas” e controladas, por medo da entrega real e verdadeira; Urano convida a nos desatrelarmos das lembranças de sofrimento, que soltemos recordações e deixemos no passado (Saturno) as histórias passadas e amargosas, usando as dores e sentimentos pesados (Quíron) para pavimentar o chão do caminho que nos levará a esse futuro mais promissor (Urano + Lua Aquário).

Sheppardarts – On Deviantart – Reprodução

Aquário, sendo um signo de Ar, racional e objetivo, me lembra a outra ponta do mito de Medusa, mencionado acima em referência a Vênus em Escorpião: a deusa Atena, a Deusa da Estratégia e do Pensamento Racional. No mito, Medusa, que era uma mulher jovem e belíssima, foi estuprada pelo deus Poseidon dentro do templo de Atena, que ficou profundamente ultrajada com tal ocorrido; outras versões do mito dizem que não houve estupro e que Medusa manteve relações consensuais com Poseidon. Como Atena era a Filha do Pai, tendo nascido já adulta da cabeça de Zeus, ela se vinga apenas de Medusa – e ela também não iria incorrer na ira de Poseidon! – pela profanação de seu tempo. Como punição, ela transforma Medusa num monstro serpentino, cujos cabelos eram serpentes; os dentes eram protuberantes e a língua bifurcada; mas o pior era o olhar petrificante, que tornava em pedra qualquer vivente que tivesse a má sorte de olhar para ela. Liz Greene (4) diz que o olhar que petrifica é o ultraje do feminino violado, seja o ultraje de Medusa, seja o ultraje de Atena. Medusa representa a paixão incontida e descontrolada, que se entrega em qualquer lugar, sem observar as regras conscientes da razão; as paixões viscerais e instintivas; já Atena representa a racionalidade, a capacidade de conter tais pulsões, porque talvez sejam destrutivas e porque precisam ser vividas com um mínimo de regra; e Atena também representa a capacidade de sermos objetivos e lúcidos nas nossas relações, algo que está bastante enfatizado nesta Lua Cheia e Eclipse em Aquário. Medusa e o feminino zangado e violado precisam ser redimidos e ser integrados, junto com Atena, afinal, as duas, Medusa e Atena, são dois extremos da mesma polaridade: a razão (Atena) e a paixão irracional (Medusa), duas figuras que estão presentes em todos nós e que são arquétipos importantes do feminino, sombrio ou luminoso. Na Lua Cheia de Aquário precisamos nos alinhar com Atena para podermos viver nossas relações de modo mais lúcido e inteligente e menos doentio.

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Por fim, ainda precisamos olhar a última vez que um eclipse da SS 119 aconteceu, porque isso nos dá pistas dos temas que são ativados no nosso mapa – no eixo de casas em que você tem o grau 15° de Aquário/Leão (veja o artigo geral sobre eclipses, cujo link está no segundo parágrafo deste artigo, para saber os significados dos eclipses por casa). O último eclipse da SS 119 ocorreu em 28 de julho de 1999, a 04°57’ de Aquário – você lembra como estava sua vida nesta época?

E ainda olhamos a última vez em que houve um eclipse no grau 16 (15°00’ a 15°59’) de Aquário, porque ele tocou os mesmos planetas e ângulos e certamente os mesmos temas serão acionados, possivelmente em roupagens diferentes, mas ainda assim, serão os mesmos. Quando foi isso? Isso se deu em sete de agosto de 1998 (08/08/1998). Vale a pena olhar para esse período também, para nos prepararmos para novos aprendizados e liberações nesta área de vida. Tanto os assuntos de 1998 quanto os de 199 podem voltar para serem revistos de alguma forma, portanto, fique atento!

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Luas Cheias também sinalizam tempo de colheita e a qualidade da colheita depende daquilo que plantamos e de como cuidamos da plantação ao longo do tempo. Como Aquário é um signo associado a amizades e relações sociais, é possível que tenhamos algumas ‘crises’ ou mudanças e liberações importantes nesta esfera também. Como estão nossas amizades? São fortes, verdadeiras, são equilibradas? Ou são relações de uso e abuso? São relações que mantemos por comodidade, mesmo percebendo que as afinidades já não se mantêm? Se houver questões mal resolvidas e “penduradas” com amigos, tais questões podem vir à tona para serem endereçadas e clareadas de vez!

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Em resumo, a Lua Cheia e Eclipse Lunar em Aquário desta segunda nos convida a nos liberar do passado, a deixar para trás as histórias de dor e fracassos; a celebrar essa liberação e nos abrir a amores novos, sejam os de carne e osso, sejam os amores mais abstratos – inclusive um amor renovado por nós mesmos! Convida a abrir mão dos dramas e a apostar na objetividade, celebrando o tiquinho de lucidez que ainda tenhamos neste mundo louco e também, é claro, a celebrar nossas amizades, que, além da família, são os laços que nos sustentam!

E ainda, períodos de eclipses costumam trazer tensões, incertezas, instabilidades. Convém fazer exercícios de aterramento, meditação, yoga, ou o que funcionar para você. É aconselhável evitar decisões drásticas ou agir por impulso, porque as emoções estão mais afloradas e há propensão a maior imprevisibilidade e caos nas situações em geral – nada para nos deixar em pânico! Lembre-se, todo ano temos pelo menos quatro eclipses e temos sobrevivido até aqui, portanto, centramento e serenidade fazem toda a diferença!

Feliz Lua Cheia para você! Aproveite e termine o que tem que terminar, finalize os ciclos, deixe o passado no passado e olhe para o futuro!

 

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Birth Chart Painting – Reprodução

 

 

 

 

 

 

(1) Site da Nasa: https://eclipse.gsfc.nasa.gov/LEsaros/LEsaros119.html

(2) Reinhol Ebertin – The combination of Stellar Influences

(3) Jude cowell -https://judecowellastrology.blogspot.com.br/

(4) Liz Greene – the Astrology of Fate

A Semana Astrológica – A imperfeição nossa de cada dia

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Semana de 13 a 19 de março – Semana de enfrentamento de limitações e dificuldades, mas com um grande potencial de cura, que reverbera a partir da Lua Cheia ocorrida no domingo, desdobrando-se por toda a semana. Em termos práticos a Lua Cheia sinaliza uma semana de expansão.

Odilon Redon – Reprodução

O Sol completa sua última semana do ciclo de Peixes e do ciclo astrológico anual – ingressa em Áries no dia 20, segunda-feira da semana que vem – sinalizando um período de finalizações no que tange ao ciclo anual. Por estes dias o Sol entabula conversações difíceis e sofridas, mas que no final das contas, podem ser fortalecedoras do caráter e dos propósitos. O Sol faz conjunção a Quíron e quadratura a Saturno, dinamizando a atual quadratura cíclica entre esses dois “planetas” pesadões e significadores de sombra, dificuldades, inseguranças e inadequações. Já dá para ver que a semana traz desafios, certo? A diferença básica entre Saturno e Quíron é que as inseguranças e inadequações representadas por Saturno são passíveis de serem superadas, com esforço consciente, trabalho, empenho, tempo… Somos tão inseguros naquela área que trabalhamos muito, ao nível da super-compensação, e não só as superamos, como nos tornamos mestre naquela área. Já com Quíron não há “superação” possível, porque Quíron representa aquilo que não pode ser consertado, nem com todo o esforço do mundo… Quíron é necessário para que o ser humano se mantenha humilde, para que perceba que estando nesta terra e nesta realidade de limitações, limitado é. Com Quíron aprendemos que há coisas que não superamos e que temos que aceitar e isso nos irmana aos outros humanos, porque todos temos Quíron em algum lugar. Nesta semana nos damos conta, intensamente, da diferença entres essas inadequações e inseguranças diversas: as solucionáveis e aquelas insuperáveis. E se por um lado isso pode ser doloroso de encarar, por outro, traz a maturidade da aceitação desses limites. Quíron e Saturno sempre me trazem presente a Oração da Serenidade, que já mencionei várias vezes aqui: “concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para distinguir entre uma e outra”. Basicamente é esse o tom da semana, com o Sol, que representa a consciência e o centro do eu, tendo essas conversas duras e desagradáveis.

Reprodução – Desconheço o autor

Mas Quíron também fala de cura, de empatia, de sabedoria… então a semana é propícia a isso também. O interessante é que O Sol primeiro faz conjunção a Quíron e nos tornamos agudamente conscientes das nossas aflições, úlceras, feridas, das vergonhas e dificuldades… E nos solidarizamos com outros, porque vemos neles, de formas diferentes, o sofrimento que também é nosso. Três dias depois, na sexta-feira, o Sol se depara com o julgamento de Saturno, que pode nos deixar cabisbaixos, com o peso do mundo sobre os ombros, nos sentindo julgados e meio soterrados pelo peso da vida… Mas Saturno, vindo logo depois de Quíron, ajuda a dar esse choque de realidade, que nos obriga a sair da autocomiseração e perceber as limitações que podemos e devemos superar… Assim, Saturno, num primeiro momento parece jogar a pá de terra sobre o cavalo que caiu no poço, até nos darmos conta que aquela terra caindo na nossa cabeça será o meio para nos elevarmos e sairmos do buraco – sim, é possível sair do buraco, desde que olhemos para cima e não fiquemos chafurdando na lama da autopiedade. Além do mais,  nossas imperfeições, somadas às nossas qualidades, é que nos fazem únicos, é o que nos faz o que somos.  Como diz Joseph Campbell,“a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através das suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida é que são apreciáveis (…) As crianças não são adoráveis porque estão caindo a todo instante e porque têm o corpo pequeno e a cabeça muito grande? A perfeição seria algo tedioso demais, seria desumano. O umbilical, a humanidade, aquilo que se faz humano e não sobrenatural e imortal – isso é adorável! É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade em amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz que desperta nosso amor”.

Docto Ojiplastico – Reprodução

Mercúrio ingressa em Áries já na segunda-feira, mudando o tom dos pensamentos, comunicações, viagens… De um modo sensível, sonhador e imaginativo, passamos para uma abordagem mais direta, mais ágil e certeira. Mercúrio fará conjunção a Vênus, possibilitando que a mente tenha acesso mais direto às elucubrações íntimas e de cunho afetivo representadas pela retrogradação de Vênus. Como Marte está em Touro, temos a impulsividade da língua medianamente controlada, mas não temos paciência nem tolerância com o que se considera coisas sem sentido e sem cunho prático e aplicável. A mente está mais ágil, mas a ação ainda precisa de mais deliberação. Marte, aliás, está sem aspectos por vários dias, apenas recebendo os contatos da Lua. Isso demanda cautela porque planetas sem aspecto se manifestam de forma extremada, ou seja, ora estamos plácidos e tranquilos, para daqui a pouco entrarmos numa explosão de atividades frenéticas. Marte sem aspecto tende a ficar mais inconsciente e nossas ações são mais instintivas – cautela também com explosões de raiva.

Reprodução – Desconheço o Autor/a

Vênus segue no seu curso de retrogradação, em Áries. Esse é um chamado para prestarmos mais atenção a nós mesmos e nossas necessidades pessoais e individuais. Como lembra Frank Clifford, astrólogo inglês com quem tive algumas aulas, ‘retrogradação’ significa ‘segunda chance’ – daí essa volta ao passado. Então, diz ele, é o caso de revisitarmos áreas da nossa vida para fortalece-las e organizá-las melhor. Clifford nos lembra ainda de fazer algumas perguntas: “onde, na sua vida, você precisa ser mais corajosa/o e independente? Em outras palavras, cuide de você mesmo, antes de cuidar de qualquer outra pessoa. Reconecte-se com o centro de QUEM VOCÊ É (seja auto-centrado). É um bom momento de parar de jogar os joguinhos relacionais e seguir seu próprio caminho, e não ser uma versão falsa de você mesmo porque você acha que vai agradar aos outros. Neste ciclo, há chance de recuar e lidar com todas aquelas situações nos relacionamentos em que você se sentiu vitimizado, usado, negligenciado, ignorado ou desvalorizado. E de reconhecer a SUA parte nisso tudo. Uma forma de afirmar suas qualidades positivas é fazer um diário e listar uma coisa boa, todos os dias, que você sabe que faz muito bem”. Assim é a retrogradação de Vênus em Áries: precisamos reavaliar e focar em nós mesmos: enfatizando as boas qualidades e encarando com honestidade onde também precisamos melhorar. O Sol faz esses contatos tensos, mas Vênus retrógrada nos lembra que, a despeito de todas as imperfeições, precisamos nos amar porque só quando nos amamos realmente podemos melhorar. Como diz a frase do Mandela, “não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados”! Vênus retrógrada também nos faz rever decisões tomadas acerca das áreas onde temos os signos de touro e Libra, que são regidos por Vênus. Talvez fizemos escolhas e tomamos decisões e agora voltamos atrás e reavaliamos. Está correto. É a segunda chance!

Lua disseminadora – Desconheço o Autor/a – Reprodução

A Semana traz o tom da Lua Cheia, ocorrida no domingo, dia 12, em Virgem. Na segunda e terça a Lua se equilibra em Libra, torna-se Disseminadora em Escorpião, catequética em Sagitário, fechando a semana neste signo. A Lua oficializa o Quarto Minguante somente na segunda-feira, dia 20, a partir de Capricórnio, pouco depois de o Sol ingressar em Áries

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SEGUNDA-FEIRA, 13 de março – A Lua, Cheia em Virgem, abriu o dia vazia/fora de curso. Ficou vazia depois da quadratura a Saturno, ainda ontem. Ingressou em Libra às 02h29min e logo se indispõe com Marte em Touro. Fecha a noite em oposição a Vênus retrógrada em Áries, sua dispositora. Mercúrio ingressa em Áries às 18h08min. A despeito de algumas incongruências matinais, a segunda-feira está dinâmica, o que traz ânimo e nos faz ir para a vida estabelecer contatos, travar interações, ver gente e interagir com o mundo social. É um dia de buscar equilíbrio, de ativar as relações e rever posicionamentos. Se temos estado exageradamente centrados no outro, precisamos recuar um pouco e cuidar melhor de nós mesmos e de nossos interesses. Se for o contrário, se andamos ultimamente auto-centrados excessivamente, agora podemos nos mover na direção contrária e olhar e ver os outros perto de nós. Isso porque a Lua está em Libra, o signo da alteridade, das escolhas, da busca de harmonia e equilíbrio. Mas Vênus, que rege essa Lua Libriana, está em Áries, retrógrada, em recepção mútua com Marte em Touro com quem a Lua se indispôs logo cedo. Então, nada é o que parece de cara. É preciso um segundo olhar, uma segunda análise para achar o verdadeiro equilíbrio, a verdadeira harmonia. É um momento de nos posicionarmos mais francamente, mais lucidamente dentro das relações; de acatarmos um certo isolamento com algo saudável e não como dor ou ostracismo; de incluirmos o outro sim, mas não – nunca – às custas do nosso amor próprio; e para isso precisamos estar muito límpidos a respeito dos nossos valores, para fazer as escolhas sem medo, sem dor, mesmo que algumas dessas escolhas sejam um pouco desagradáveis. Precisamos uns dos outros, mas também precisamos respeitar nossos limites pessoais, assim como os limites alheios. Assim, as relações ficam mais respeitosas e equilibradas. Em termos práticos, o dia está bem animado e propício a todo o tipo de interação. A rever acordos, a reestudar negociações anteriores e a ponderar um pouco mais nas parcerias propostas.

Reprodução – Desconheço o autor/a

TERÇA-FEIRA, 14 de março – O Sol hoje está em conjunção exata a Quíron. A Lua Libriana abre o dia em oposição à dona da casa, Vênus, que está retrógrada em Áries. A Lua também se indispõe com Netuno e entra num embate ferrenho com Plutão e depois Urano, enquanto se alia a Júpiter, por conjunção. O dia traz influências que nos fazem sentir meio que em carne viva, sensação de acanhamento ou de dor aguda mesmo. Talvez nada tenha acontecido para suscitar tais sentimentos, talvez sejam apenas lembranças, ou o jeito que acordamos, mas o fato é que nos sentimos meio aguados, desacorssoados, como se nada fizesse muito sentido… Uma vontade de não ligar mais para nada… Nesse estado de espírito podemos ficar defensivos e reativos ao menor sinal externo de desequilíbrio – já que desequilibrados estamos nós – acreditando que é nossa responsabilidade, oferecendo-nos talvez como bode expiatório, talvez até nos expondo a invasões, maus tratos, sem nos dar conta… É possível que seja o oposto também, suscetíveis e reativos como estamos, podemos partir para o ataque como melhor tática de defesa, mesmo sem motivos claros de que estamos sob ameaça. Autoestima lá embaixo, talvez ainda tentemos agradar como forma de ganhar um afago, só para nos deparar com o que entendemos como frieza, pressa, rejeição, “sai pra lá”, o que pode ferir ainda mais nossos brios.

Talvez ainda seja melhor parar um pouco, olhar para dentro – e não para fora – e verificar o que tirou nosso equilíbrio, o que despertou nossas inseguranças de forma tão contundente… Chorar, se for o caso; admitir a dor, se ela se faz presente; não ter vergonha das próprias fraquezas, porque elas apenas nos fazem humanos… E oferecer a si mesmo, aquele amor incondicional que esperamos do outro, continuamente a nos desapontar – relação lateral não é de amor incondicional! Então, pegue-se no colo, dê-se um abraço, beije-se, acaricie-se, acarinhe-se, acalente-se, nine-se, embale-se… Dê a si mesmo todo o amor de que precise e de que está tão carente; dê a si próprio a validação e o apoio que você espera do outro. Olhe para suas fraquezas. Encare-as. Elas são parte de você, assim como os talentos, habilidades e força… E tais fraquezas têm uma razão de ser, têm alguma utilidade, mesmo que isso não seja claro… E, ao abraça-las, podemos aos poucos tentar melhorá-las, pelo amor, com amor. E, ao abrir essas comportas, podemos descobrir que temos um amor maior do que jamais imaginamos e podemos oferece-lo aos outros e – incrível – quando menos esperamos, estaremos sendo amados de volta… E assim se dá a cura, quando nos perdoamos, nos aceitamos e nos amamos, com todas as nossas idiossincrasias… Curamos a nós e curamos ao outro, porque se damos conta de nos aceitar, nosso coração se alarga e se expande, e acolhe também o outro. O dia pede paciência uns com os outros. Estamos todos meio sensíveis e doendo em algum lugar e não é partindo para a briga que vamos provar que somos melhores do que nos sentimos realmente. Podemos nos fazer respeitar, se necessário, mas podemos também nos recolher e deixar tudo passar, observando qual a nossa parte e responsabilidade nas dificuldades que encontramos, comprometendo-nos em mudar o que for possível ser mudado.

Brooke Shaden Photography – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 15 de março – O Sol ainda está conjunto a Quíron e vai se afastando lentamente, enquanto se aproxima da quadratura a Saturno. De Libra a Lua faz sextil a Saturno e fica vazia às 07h07min. Ingressa em Escorpião às 12h11min, de onde logo faz oposição ao seu dispositor, Marte, que está em Touro. O dia começa reflexivo e um tanto austero – refletimos sobre como trazer mais equilíbrio às nossas relações, como nos responsabilizar por nosso bem estar, ao invés de esperar isso de outros. Como encontrar a medida certa entre o dar e o receber nos relacionamentos, sem ficar devendo nem cobrando as outras pessoas. À tarde o clima muda radicalmente. A introspecção continua, mas agora por outros motivos: estamos um tanto receosos, defensivos e ciumentos de nossos pensamentos e emoções e recebemos como ameaça qualquer movimento que pareça proximidade demasiada. Há tendência a azia emocional e as relações podem ficar um tanto azedas e sujeitas a farpas, sarcasmo, ironias finas, isso quando não despencar para atritos mais sérios porque a defensividade e o desejo de nos afirmar estão veementes e podem nos fazer reagir de forma exagerada às situações… Sarcasmo é técnica de defesa também, mas além de demarcar território e diminuir o outro, cria feridas e afastamentos, portanto, vale se questionar onde queremos chegar com tudo isso e se de fato estamos sob qualquer ameaça, porque isso também é discutível. Por outro lado, se conseguirmos dosar nossa energia na medida certa, essa influência melhora a execução de tarefas que se mostrem complicadas e que demandam controle, concentração e alto gasto energético.

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QUINTA-FEIRA, 16 de março – A Lua, na fase cheia em Escorpião, faz trígono a Netuno em Peixes e quincúncio a Vênus Rx em Áries. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura ao Sol entrando na fase Disseminadora. Fecha a noite em harmonia a Plutão, aspecto exato amanhã. O Sol já está bem próximo da quadratura a Saturno. Sensibilidade e emoções intensas colorem o dia, assim como uma potente capacidade de intuir o rumo das situações e também o que os outros estão sentindo, que pode ser instrumental para melhorarmos as interações ou mesmo para manipularmos pessoas – depende da integridade da nossa alma e dos nossos intentos. Esse poder emocional pode nos aproximar das outras pessoas e nos permitir penetrar em suas defesas, mas isso deve ser feito de forma respeitosa e nobre, caso contrário, podemos nos tornar invasivos e causar mais dano do que ajuda ou reparação. Não podemos esquecer que inseguranças estão afloradas e muitas feridas estão abertas, portanto, se não temos algo realmente bom para oferecer, se nossas intenções são menos do que honestas, fazemos melhor se ficamos quietos e cuidamos de nossas próprias questões. De toda forma, há grande potencial de cura e de compreendermos ao outro e a nós mesmos um pouco mais profundamente e, bem conduzidas, tais influências podem, de fato, ajudar a aprofundar o entendimento de nossas dinâmicas internas e mesmo das dinâmicas relacionais. A Lua fica disseminadora em Escorpião, sugerindo que a mensagem que precisamos levar adiante precisa ser verdadeira, apaixonada e profunda. Os aprendizados que vivenciamos até aqui são repassados como catalizadores de transformação na vida de outros, com sensibilidade e autenticidade.

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SEXTA-FEIRA, 17 de março – O Sol Pisciano está em quadratura exata a Saturno em Sagitário, enquanto ainda se afasta da conjunção a Quíron. A Lua Escorpiana e disseminadora se afina com Plutão, seu regente moderno, enquanto se desentende com Urano e se harmoniza com Quíron e com o Sol, ficando vazia depois do contato ao Sol, às 18h58min. Ingressa em Sagitário à 00h00min do sábado. O dia está pesado, turvo e um tanto sombrio. Nosso anseio seria desaparecer para lugares inóspitos, talvez, ou para lugares onde não tivéssemos que lidar com tantas agruras e dificuldades mundanas, com tantos problemas cotidianos que parecem derrubar nosso entusiasmo e massacrar nossos sonhos e aspirações mais elevadas. É como uma dor fina, indefinível, que tira o fôlego em alguns momentos e que nos lembra de nossa mortalidade e finitude, nossas deficiências ou insuficiências, ou como um peso amarrado a nós, dificultando o caminhar. Circunstâncias ou outras pessoas, particularmente acima de nós – pais, chefias, autoridades – parecem exigir mais do que somos capazes de dar. Até mesmo a energia e vitalidade física podem estar depauperadas, de modo que nos sentimos fracos ou lentos nos nossos afazeres e compromissos. Podemos também nos sentir cobrados ou criticados, de forma implícita, e isso torna tudo um pouco pior…

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Mas antes de deduzirmos ‘verdades’ a partir das aparências, vale checar se estamos certos sobre tais deduções, para não vermos fantasmas e perseguição onde não existem e para não aumentarmos o tamanho dos problemas desnecessariamente. É um bom dia para olharmos para nossas falhas sim, não para nos desanimar ou derrubar, mas para melhorarmos. Sobretudo, com o Sol em Peixes, somos convidados a avaliar se nosso senso de identidade é sólido e seguro o bastante, se sabemos quem somos e do que somos feitos, para além de autoimagens pueris e fantasiosas. O dia pede um exame sóbrio de nossas capacidades e, ao identificarmos falhas, agir para corrigi-las, sem grandes dramas, sem chibatas ou autoflagelação desnecessária. Particularmente, é importante perceber que há ótimas oportunidades de nos curarmos a partir do olhar compassivo e empático para as próprias limitações, comprometendo-se a superá-las. A noite traz horas calmas e uma introversão providencial que nos ajuda a digerir todas essas informações, insights e percepções, propiciando também que sincronizemos os propósitos conscientes de crescimento e transcendência com a necessárias transformação dos comportamentos e hábitos que impedem nossa excelência.

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SÁBADO, 18 de março – A Lua ingressa em Sagitário à 00h00min, cravado. Faz quincúncio a Marte em Touro, trígono a Mercúrio e a Vênus Rx em Áries e fecha a noite em quadratura a Netuno. Mercúrio e Vênus estão em conjunção partil hoje. A noite traz alguns desconfortos durante o sono. O dia, porém, nasce mais animado e otimista, porque estamos imbuídos de uma nova força, nascida das resoluções da noite anterior e do comprometimento que fizemos com a mudança pessoal. Podemos rever alguns valores e analisá-los de forma mais direta e menos sentimental, verificando o que é necessário para nos valorizarmos mais, a despeito das falhas humanas que carregamos. Ainda estamos muito conscientes de tais falhas, mas conseguimos perceber nelas algum sentido, além de nos animarmos a prosseguir pela estrada, usando as pedras que surgirem para pavimentar o caminho, ao invés de permitir que nos bloqueiem a vontade ou os objetivos. A comunicação está ágil, mas animada e sociável, trazendo bom humor às interações e espirituosidade. À noite o clima está um tanto confuso e nebuloso, levando a mal-entendidos nas interações. Cautela com álcool e drogas porque há tendência a exageros e a enfiar o pé na jaca.

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DOMINGO, 19 de março – A aventureira Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno na primeira hora do dia. Durante o dia se harmoniza com seu regente, Júpiter em Libra e com Urano em Áries e fecha a semana em conjunção não exata a Saturno. A balada de sábado para domingo pede cautela porque a Lua Sagitariana já aponta para excessos e a quadratura a Netuno aumenta a propensão à falta de limites – portanto, moderação é a chave para a boa diversão hoje. Já o dia de domingo está mais auspicioso e feliz, depois do peso que vivenciamos durante a semana, conseguimos ter uma perspectiva mais filosófica de tudo: dos problemas, da nossa caminhada, das possibilidades, da vida. Um otimismo incipiente pode favorecer o clima do domingo, que por sua vez, fica propício a atividades ao ar livre, aventuras no campo, encontros festivos com amigos. Não podemos nunca perder a esperança e a perspectiva de porque estamos aqui, nesta terra, neste tempo e neste lugar! E essa perspectiva, esse sentido, não precisa ser mirabolante ou grandiloquente. Como diz Joseph Campbell: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos”. Ele também diz: estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivos é o que realmente conta”. E hoje é um desses dias, em que nos sentimos muito vivos, felizes existir, por ser, por estar, por viver, entendendo que o sentido da vida é a vida em si mesma!

Uma ótima semana para você! Que seja de serenidade, empatia, crescimento e cura!

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Lua Cheia em Virgem – Curando a Natureza Selvagem

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Perdão. Cura. Limpeza. Eliminação. Regeneração. Nutrição. Corpo. Organização. Serviço. Ajuda.

A Lua Cheia deste ciclo aconteceu neste domingo, 12 de março, no grau 22°13 do signo de Virgem, às 11h55min no horário de Brasília e às 14h55min no horário de Lisboa. Essa é uma Lua Cheia que vem falar de cura, limpezas físicas, psíquicas e energéticas, regeneração, serviço, perdão. De verificarmos que área da nossa vida precisa de mais organização, ordem, método e controle. Onde podemos ser mais criativos e prestativos.

Lua Cheia em Virgem – Brasília, 12 de março de 2017, 11h55min.

Além da oposição ao Sol, a Lua também se opõe a Quíron, e a Mercúrio, seu dispositor, que está no grau 27° de Peixes. A Lua ainda faz um quincúncio próximo a Urano em Áries, se afasta de um trígono a Plutão em Capricórnio e faz quadratura aplicativa a Saturno em Sagitário. É uma Lua deveras dinâmica e “ocupada”, cheia de afazeres e atribuições, que nos convida a ordenar e organizar o caos da mente criativa, a estruturar a manifestação dos infinitos potenciais da nossa imaginação ilimitada.

Do Buzzfeed – Reprodução

O ciclo presente nos convida a trabalhar os arquétipos e temas Piscianos, como simbolizados pelo trânsito do Sol neste signo. A Lua cheia em Virgem vem fazer o contraponto de que, a despeito da busca pela transcendência representada por Peixes, não podemos esquecer que ainda estamos encarnados nesta vida, no aqui e agora e que ainda temos coisas práticas a fazer; que é no dia a dia, a partir das pequenas coisas que a transformação e os resultados de tal transcendência se mostram. Contudo Mercúrio, regente da Lua Cheia, está também em Peixes e alerta que não podemos nos fixar somente nas racionalizações frias de Virgem, com seu espírito crítico, organizador e discriminante, que tenta a tudo enquadrar, classificar e entender racionalmente. É preciso confiar também no invisível, no não explicável, não mensurável, não palpável. Há coisas que ocorrem na esfera do invisível e do imaterial que são tão reais quanto aquelas outras que podemos ver e tocar. Assim, a proposta é basearmos nossa atuação concreta no mundo na fé e nos valores imateriais, na percepção não sensorial de que “há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”.

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A oposição Lua-Mercúrio também nos lembra que muitas das doenças que desenvolvemos, nascem dos conflitos internos, da não aceitação das nossas próprias contradições, da dificuldade de observar nosso ritmo interno e orgânico e respeitá-lo. Fala de como os pensamentos podem ser venenosos. Como diz o iogue indiano,  Sadhguru, se sua mão de repente agredir você, dando-lhe um soco no rosto, batendo e machucando você, definitivamente você está doente! Então, diz ele, se seus pensamentos e emoções estão constantemente cutucando você, sufocando e torturando você, todos os dias, você não está doente também? Então, este estado de pensamentos tóxicos leva às doenças, emocionais e físicas. É preciso pois, ficar atentos aos conflitos mentais, aos pensamentos insidiosos e tóxicos, que nos torturam e deixam doentes, mental, anímica e fisicamente. Cuidar da mente e também do corpo, como diz aquela frase em latim: mens sana in corpore sano.

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Essa toxicidade mental e anímica é potencializada pela quadratura que a Lua e Mercúrio fazem a Saturno, que é foco de uma T-Square, o que nos diz que precisamos vigiar a culpa – provavelmente o pior torturador da alma – e seus efeitos sobre a psique, o corpo, o bem-estar e o quanto ela impacta negativamente na nossa serenidade e alegria de viver. Liberarmo-nos da culpa é passo essencial para chegarmos à cura. Jesus, sempre que curava alguém, primeiro perguntava se a pessoa tinha fé. Em seguida ele dizia “teus pecados são perdoados” e concluía: “Vai em paz. Tua fé te salvou”. Quando nos sentimos culpados por alguma coisa, nos tornamos algozes de nós mesmos e então nos sabotamos de várias maneiras, porque não nos sentimos autorizados a usufruir das coisas boas, não nos sentimos merecedores do “Reino de Deus” e suas infinitas benesses e seu infinito amor e misericórdia. A culpa nos faz querer nos esconder “das vistas de Deus”, que é o mesmo que se esconder do Self, do Eu Superior. E então a culpa nos leva a desenvolver inúmeros problemas, de saúde, materiais, e qualquer outro com que a autossabotagem possa nos “premiar”. Ao pronunciar tais palavras, Jesus deixa claro como a serenidade interior é fundamental para o processo de cura; como o auto perdão é crucial para nos liberarmos da doença ou de quaisquer outros processos destrutivos. Porque o perdão nos faz sentir novos, limpos e puros, novamente merecedores do “amor e misericórdia de Deus”. E o mesmo vale para aqueles que não creem, com a diferença de que com o perdão se sentem novamente merecedores do amor/respeito/cuidados daquele outro que acharam que ofenderam de alguma maneira – porque embora não achem que ofenderam a “Deus”, já que não creem, infringiram a ética humana. Com o perdão, sentimo-nos novamente merecedores de participar da comunidade humana, em pé de igualdade, porque já não somos párias excluídos, criaturas abjetas ou vis, indignas do amor do outro e até do nosso próprio amor. Assim, o perdão cura e obviamente que aqui não estamos falando, necessariamente, do conceito cristão de pecado, mas de toda a infração ou delito que a alma sente que cometeu, que a tornou “impura” aos seus próprios olhos e aos olhos daqueles que lhe são importantes. Então, é preciso exercer o perdão, primeiramente para conosco mesmos e mesmo quando achamos que temos que perdoar ao outro, precisamos antes perdoar a nós mesmos, por nos termos colocado vulneráveis a ponto de nos permitirmos ferir pelo outro – muitas vezes, é mais difícil perdoar a si próprio do que ao outro.

Culpa

Culpa, como já falei em outros textos, é muito diferente de remorso. O remorso é o sentimento de quem está consciente que magoou o outro, mas está disposto a reparar o dano. No remorso, nos responsabilizamos pelos nossos feitos e não tentamos nos justificar ou apresentar desculpas esfarrapadas. O remorso é maduro, a culpa é infantil. No remoroso temos vergonha, porque nos damos conta de que erramos; estamos arrependidos, mas comprometidos a mudar, a melhorar. E tal comprometimento elimina a tortura da culpa e da auto-flagelação. Às vezes sentimos os dois sentimentos juntos: culpa e remorso; às vezes sentimos somente o remorso e às vezes, somente a culpa. O problema da culpa é que apesar de nos torturar, ela não leva a mudança nenhuma, é um tipo de masturbação perversa, em que nos autoflagelamos e torturamos, derivando um tipo de gozo narcisístico ao contrário: “olha como eu sou terrível!, olha como sou mau!”, mas de fato nada fazemos para remediar nosso “crime/pecado” ou para mudar nossa atitude. Uma frase de Oscar Wilde retrata bem a dinâmica circular da culpa. Ele diz que “a culpa é o preço que pagamos, de bom grado, por algo que faríamos de qualquer jeito”. E segundo ele, isso nos isenta do julgamento alheio, porque “quando culpamos a nós mesmos, sentimos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo”, o que novamente enfatiza como o remorso é diferente da culpa. A Lua Cheia de Virgem nos convida, pois, a abrir mão das culpas compulsivas e narcisistas, a nos abrir  ao auto-perdão, para que possamos nos sentir merecedores da cura, do amor e das infinitas benesses da vida e do universo.

Rachel Levit – Reprodução

A Lua se opõe a Quíron enquanto culmina este ciclo. Quíron é um asteroide que simboliza nossas feridas, velhas e novas, que simboliza o lado obscuro e sem conserto da natureza humana, inadequações e vulnerabilidades. E para alcançarmos as dádivas da cura, precisamos primeira enfrentar essas fragilidades e inadequações, as inseguranças mais profundas, os conceitos evasivos e a falta de comprometimento conosco mesmos, além da destrutividade em potencial que espreita a mente e o coração, minando a autoconfiança, a segurança em si mesmo, a aposta no próprio poder e capacidade. Essa lunação nos deixa, então, em carne viva e é preciso cautela porque a via de escape para muitos será a ajuda indiscriminada ao outro, para fugir da própria dor e do próprio desespero. Para outros, esse escape pode se dar pelas tentativas de controle do entorno, qualquer coisa que faça passar a ansiedade e o desconforto com o corpo e os sentimentos… mas nada disso funciona por muito tempo e só conseguimos superar quando acalmamos a ansiedade e aninhamos em nosso coração as dores não admitidas, os medos não expressos do caos, do amanhã, da nossa própria irracionalidade. Mas Quíron também representa um manancial de imensa sabedoria e compaixão; representa onde precisamos aceitar essas inadequações para chegar à serenidade da cura; significa onde podemos ensinar a outros, movidos pela empatia que nosso próprio sofrimento nos obrigou a desenvolver; e é um símbolo potente de cura e inclusão. Então a Lua pede que reconheçamos todas essas dificuldades e demos um lugar para elas em nosso coração; sugere um período potente de limpeza psíquica e energética.

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E sim, a Lua Cheia também traz um tempo propício a nos doarmos e nos dispormos ao serviço ao outro, de coração aberto e humilde. Contudo, essa ajuda precisa ser feita de forma muito respeitosa e delicada; tem que ser genuína e não mera fuga da própria dor, como já dissemos acima. é legítimo que nossa dor nos leve a ajudar o outro, mas isso precisa ser feito conscientemente. A Lua em Virgem tem grande necessidade de se sentir útil e prestativa, de ajudar e resolver os problemas alheios. Mas se tal ajuda não foi pedida e nem aceita claramente, corremos o risco de ser invasivos, desrespeitosos e, de quebra, de ainda coletarmos para nós, problemas que não são nossos e que podem, de fato, nos prejudicar e bloquear o nosso crescimento pessoal em várias esferas, além de potencialmente nos adoecer. Considerando que Vênus está retrógrada em Áries, precisamos nos lembrar que, antes de cuidar do bem estar do outro, precisamos primeiro cuidar do nosso próprio bem estar, precisamos nos certificar de que estamos bem, até porque só podemos cuidar do outro se nós mesmos estivermos inteiros.

Naoto Hitori – Reprodução

E nessa ajuda precisamos olhar para o outro como sendo capaz e tendo o poder de curar-se sozinho, sendo nós apenas uma ferramenta, um meio que propicie que o outro entre em contato com os recursos de que ele já dispõe em si mesmo, mas dos quais estava desconectado por razões diversas. Então, para que a ajuda seja efetiva, é preciso que acreditemos e confiemos que o outro é capaz de se cuidar e de resolver os próprios problemas, que o outro dá conta de conduzir a própria vida, do seu jeito e nós seremos apenas apoio e suporte, quando ele precisar. Não podemos nos arvorar de “salvadores”. Podemos e devemos nos ajudar mutuamente, mas cada um só dá conta de salvar a si mesmo. Portanto, é preciso “empoderar” esse outro que tanto queremos ajudar, olhando para ele e vendo seus melhores potenciais, reconhecendo que ele já tem todos os recursos de que precisa dentro de si. Assim, a relação com o outro fica equilibrada, não se torna uma relação de poder em que eu sou mais forte e melhor e o outro é fraco e depende de mim para ser. Podemos então nos conscientizar dos momentos em que fomos invasivos ao tentar “ajudar” a outros. Podemos nos liberar dos fardos alheios que carregamos desnecessariamente, mas que nos trazem o gozo equivocado de que estamos “ajudando”, mesmo que o outro não tenha pedido essa ajuda. E poderemos então amar com mais leveza e com mais respeito.

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A Lua também faz trígono a Plutão, indicando o grande poder que temos à nossa disposição. Poder de eliminação do lixo e do entulho emocional que talvez ainda carreguemos; de calcinar essas culpas e pensamentos torturantes que nos fazem sentir inferiores e não merecedores da abundância do universo; poder de extinguir ou transformar os comportamentos e hábitos doentios, tanto em nível físico, quanto mental e psíquico; poder nos regenerar, de renascer e de nos tornarmos mais fortalecidos e inteiros.

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O símbolo Sabiano do grau 23 de Virgem (22°13’) traz uma imagem que desdobra esses temas em outros níveis: “Um domador de Leões corre sem medo para o centro da arena do circo”. Um domador de leões ou de quaisquer outros animais selvagens é alguém que precisa estar em contato profundo com sua própria natureza instintiva, para poder se conectar verdadeiramente com o animal selvagem, seduzindo-o e convencendo-a a confiar nele e a dar o melhor de si, obedecendo-lhe o comando. Mas há domadores e domadores. Há os domadores que domam a partir da violência e do medo; batem e machucam o animal, para quebrantar-lhe o espírito, a ponto de ele não mais confiar na sua própria força e simplesmente desistir de resistir e de se rebelar contra o jugo. É domar pela tortura, pela violência, que, em última instância, não é domar verdadeiramente, é dominar com ferramentas de dor e de medo. Há outros domadores, porém, que trabalham com sutileza e maestria, conhecendo e se acercando da natureza selvagem com respeito, cuidado, sutileza. Busca conhecer o animal que doma, mas principalmente, se deixa conhecer por ele, de modo que o animal entenda que nada há a temer. Mais do que domadores, são “encantadores” da natureza selvagem e instintiva e seu sucesso está diretamente relacionado ao respeito com que se relacionam com o animal, não subestimando-o, mas antes dando-lhe o direito de ser e de preservar seu instinto e espírito altivo e nobre, inerente a toda criatura e espécie. Assim, não se estabelece uma relação de domínio sobre a natureza instintiva, mas antes, é uma relação de colaboração, uma parceria baseada na confiança.

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Este símbolo deixa claro onde nascem muitos dos nossos problemas: da relação equivocada que às vezes estabelecemos com nossa natureza instintiva e selvagem, buscando domesticá-la e domá-la pela violência, pelo jugo, pelo menosprezo às suas qualidades naturais e selvagens… Assim fazemos com nosso corpo, com os instintos, por serem desconfortáveis, indomáveis, selvagens… Uma outra representação de Quíron. O símbolo nos diz que não devemos temer os instintos e nossa natureza selvagem, mesmo que nossa razão teime em desconfiar deles e queira lhe impor seu jugo racional. Precisamos, na verdade, ganhar a confiança dessa natureza selvagem, respeitar-lhes a força, o vigor, sua qualidade selvagem; ganhar-lhe a confiança, respeitando-a, seduzindo-a no melhor sentido, construindo uma relação de colaboração, de sincronia, de conciliação, de ajuda mútua, de integração e integridade. Quando conseguirmos olhar para o corpo e seus processos dessa maneira, assim como para nossos instintos e natureza selvagem, já não precisaremos nos sentir à mercê deles e das doenças que ás vezes se manifestam como a puxar o tapete de debaixo dos nossos pés.

Arcano 11 do Tarô – A força

Este símbolo é parecido com o símbolo do grau 23 de Leão, onde aconteceu a Lua cheia e Eclipse Lunar de Leão, em fevereiro. Trazia presente a habilidade de uma amazona cavalgando sem sela, o cavalo sendo símbolo da libido e também da natureza instintiva. Eu associava aquele símbolo, em fevereiro, ao Arcano XI do Tarô, A Força e creio que o simbolo da Lua Cheia de hoje traz um tema parecido. Essa repetição vem nos dizer o quanto é importante prestarmos atenção a essa natureza e fazermos as pazes com ela. é um tema que continua a exigir reflexão e elaboração da nossa parte.

Reprodução – Desconheço o autor

Esta é uma Lua Cheia para nos conscientizarmos profundamente, de como temos lidado com o corpo, esse templo sagrado da alma, da consciência e do espírito; como temos cuidado ou deixado de cuidar dele; como temos cuidado de nossa nutrição física e emocional; de como temos lidado com os pensamentos tóxicos e o quanto temos permitido que conduzam nossas decisões, nosso amor próprio, nossa vida. É tempo de melhorar a relação com o corpo e a mente, mas também com a nossa natureza selvagem, que tem estado há muito tempo sob o jugo do medo e da nossa própria incompreensão. É tempo de abrir mão de mágoas e dores; de perdoar a si e ao outro; porque é do perdão e da liberação das culpas rançosas, da autoaceitação amorosa que vem a cura para o corpo, porque o corpo é curado com consequência da cura da alma.

O que podemos fazer, em termos práticos, para ter acesso a esse potencial de cura profunda?

  • Identificar e eliminar os pensamentos tóxicos e torturantes que minam nossa autoestima e senso de valor e amor próprio;
  • Identificar e se comprometer com a eliminação de maus hábitos cotidianos que minam nossa vitalidade e nossa saúde, sejam esses hábitos alimentares, de sono, de palavras (já percebeu como minamos a nós mesmos com discursos autodepreciadores?), rotinas caóticas, bagunça generalizada na casa que nos faz sentir perdidos no caos internamente;
  • Identificar onde precisamos estabelecer uma melhor organização, um melhor sentido de ordem na nossa vida, de modo a termos mais serenidade e menos preocupações tolas;
  • Identificar que alimentos, hábitos e costumes são mais saudáveis e trazem alegria à nossa alma, à nossa vida; o que repõe nossa vitalidade e energia; que pequenas coisas podemos alterar/adotar na nossa rotina, que nos tragam mais qualidade de vida, que sejam mais respeitosos e amorosos para com nossa saúde, nosso corpo e nossa alma;
  • identificar as situações em que somos invasivos na ajuda ao outro e tentar ser mais suaves e leves, esperando o outro pedir a ajuda, antes de impô-la a ele
  • … Acrescente aqui outras atitudes que você ache que vai melhorar seu dia a dia e trazer mais paz, cura, amor e serenidade para sua vida!

Então, perdoe-se! Libere-se da toxicidade de pensamentos culposos. Elimine os hábitos perniciosos que refletem o desamor e o ódio a você mesmo! Perdoe-se. Ame-se. Cure-se! Celebre sua natureza selvagem e seu corpo sagrado, morada provisória mas sagrada da alma eterna!

Uma ótima Lua Cheia para você!

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2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

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Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

Magritte – Reprodução

Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

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Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

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Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

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Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

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Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

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Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

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Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

A Semana Astrológica – Tempo de regeneração

Semana de 06 a 12 de março – Semana de Quarto Crescente, que convida a refinar nossa ação e nossos esforços, para que a colheita seja tão favorável quanto a promessa. É tempo de regeneração e de avanço!

Vênus ficou retrógrada em Áries implicando uma mudança grande e necessidade de revisão das relações e parcerias e na forma como vivenciamos nossa autoestima, nossos valores, como gerenciamos nossos recursos e como expressamos nossos afetos. Os próximos 41 dias trarão vivências, sentimentos e percepções acerca de como vivemos todas essas áreas de vida, permitindo que façamos as mudanças necessárias. Muitos atritos podem começar pela percepção de que há grande divergência de valores entre as pessoas, o que afeta o relacionamento e o sentimento de confiança e de respeito. Outra coisa que pode acontecer é nos deparar com o passado batendo à nossa porta, particularmente situações ocorridas há cerca de oito anos, de 06/03 a 1717/04 de 2009 ou mesmo mais distante, março/abril de 2001! Outras situações podem estar relacionadas a acontecimentos que ocorreram entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, quando Vênus ficou retrógrada em Capricórnio, retrogradando até o grau 13 do signo da Cabra, e agora Vênus entrou em retrogradação no grau 13° de Áries, quadratura exata àquele ponto estacionário de 31 de janeiro de 2014. É possível ressurgirem pessoas do passado, amores antigos ou apenas “crushes” não vividos, mas que nos obrigam a repensar muitas coisas, talvez até rever alguns valores, questionar algumas posturas… A sessão flashback pode nos fazer desencanar de vez das experiências não vividas, ou pode criar imbróglios na situação atual, levando a reflexões profundas. Mas é necessário ter muita prudência antes de se jogar de cabeça no passado – talvez não seja mesmo para reviver nada, apenas para nos fazer questionar nossos valores, fazer contrapontos entre o que foi e o que é… É possível que estejamos mais sensíveis e suscetíveis, portanto, é bom não levarmos tudo tão para o pessoal e nem ficarmos tão melindrados. Ser gentis conosco mesmos e com os outros pode aliviar a sensação de fardo e de incompreensão – vale lembrar que todo mundo tem suas feridas, suas carências e dúvidas acerca de si mesmo. Arianos em geral e particularmente quem tem Vênus em Áries, são mais afetados por esta retrogradação de Vênus.

Reprodução

O Sol recebe a conjunção Superior de Mercúrio já na segunda-feira, sinalizando o ponto alto de mais um ciclo das ideias e conceitos, da comunicação e dos pensamentos. Das 13h50min da segunda-feira às 05h08min da terça Mercúrio e sol estão em conjunção Cazimi, horas de insights novos e ideias ainda não aventadas. É como o porta-voz que chega para a autoridade para receber as instruções e objetivos para os próximos meses. Essa conjunção acontece entre os graus 16 e 17 de Peixes e pode ser muito positiva para quem tem planetas nesses gaus.

Alisha Lee Jeffers – Reprodução

Depois dessa conjunção Mercúrio dispara à frente do Sol, cumprindo a segunda metade do seu ciclo, até a próxima retrogradação que vai de nove de abril a três de maio. Mercúrio e Sol farão nesta semana sextil a Plutão e quincôncio a Júpiter, primeiro Mercúrio, depois o Sol. Ganhamos mais força e potência para correr atrás de nossos sonhos, propósitos e planos e podemos nos comprometer com eles de forma mais determinada. Contudo, mais para o fim da semana é preciso se acautelar com as as inseguranças que porventura nos aflijam e que nos fazem ir na direção oposta: tentar provar algo a todo custo, à revelia de nós mesmos e daquilo que vale a pena. Ter uma noção clara dos nossos limites pode ser bastante útil na hora que nos faltar o senso apropriado de proporção e de esforço que algo requer.

Almagnus – reprodução

Mercúrio ainda faz conjunção a Kíron e quadratura a Saturno, aspectos que o Sol fará somente na semana que vem. Mercúrio emaranhado com esses dois caras “da pesada” sugere que do meio da semana em diante há propensão a pensamentos sombrios, inseguranças, ansiedades, preocupações e pensamentos de menos-valia, que podem ficar ressaltados devido á retrogradação de Vênus, que já salienta esse tema. Mercúrio-Kíron pode nos ajudar a nos sintonizar mais com o sofrimento alheio, porque estamos muito cientes de nossas próprias dificuldades… a mente precisa lidar com as limitações do corpo e aceita-las. Já as inseguranças representadas por Saturno podem, na verdade, funcionar como um providencial choque de realidade para os sonhos maravilhosos e planos mágicos desse Mercúrio caleidoscópico. No sentido mais negativo, podemos ser presas de pessimismo, duvidar de nossas ideias, nos comunicar de forma vacilante, o que compremente o conteúdo da nossa mensagem… Mas, podemos também conter a nuvem de pessimismo e usar o choque de realidade para passar nossos sonhos pelo crivo da utilidade e da factibilidade. As utopias e teorias fantásticas são vistas com mais seriedade e prudência e de repente podemos ordenar melhor nossos pensamentos e discurso e a partir daí, estruturar melhor também os nossos planos.

Vênus e Marte, de Boticelli – Reprodução

Marte sai do campo de guerra Ariano e adentra os prados verdejantes e plácidos de Touro, permitindo-se talvez descansar e usufruir de alguns prazeres, depois das duras e grandes batalhas travadas recentemente. Contudo, nem tudo são flores, porque Vênus, regente de Touro está retrógrada em Áries, como já sabemos. Por um lado, o fato de estarem um no signo do outro ajuda, porque esta relação chamada Recepção Mútua diminui um pouco as debilidades inerentes ao fato de estarem em signos que não são favoráveis a eles, porque é como você ser obrigado a ocupar a casa do seu inimigo meio contra a vontade, mas se o outro também tem que morar numa casa que é sua, a situação fica mais equilibrada e igual, então, ao invés de brigar, talvez façamos alguma aliança, porque um depende do outro para funcionar adequadamente. Mas ainda precisamos lembrar que Vênus retrógrada está com sua ação de conciliadora e agregadora alterada. E lembrando da descrição clássica desse posicionamento, se por um lado, Marte em touro é mais ponderado, mais deliberado e calmo, por outro, às vezes podemos perder o timing das coisas, podemos nos apegar em demasia e podemos até ser preguiçosos, dependendo de outros fatores… Além disso, na hora de expressar nossos desejos e o instinto agressivo, podemos nos sentir bloqueados e passar a “engarrafar” a agressividade, algo que no longo prazo pode nos fazer implodir. Com Marte em Touro há maior cautela na ação; analisamos mais antes de tomar as atitudes; estamos mais conectados com o corpo e com nossos sentidos e estamos empenhados em construir algo durável. É um posicionamento de grande estamina e força. Mas o fato de Vênus estar retrógrada nos alerta que este marte continua explosivo, só não está mais tão direto quanto estava em Áries, o que de certa forma, torna o cenário mais perigoso em certas situações.

The Ultra Linx – Reprodução

A Lua entrou na fase do quarto Crescente no domingo, dia cinco, em Gêmeos. Começa a semana ainda em Gêmeos. Empodera-se m Câncer e entra na fase Corcunda já em Leão, na quarta-feira. Será Cheia no domingo, dia 12, a 22°13’ de Virgem, às 11h54min, culminando o ciclo Pisciano. Na sua caminhada pelo zodíaco ela faz aspectos diversos com todos os demais corpos celestes.

Reprodução – Desconheço o autor

SEGUNDA-FEIRA, 06 de março – A Lua Geminiana está em quadratura a Kíron na virada da segunda e também se opõe a Saturno em Sagitário ao raiar do dia, harmonizando-se com Marte logo depois – Marte, que acabou de fazer sextil a Saturno, horas antes. A Lua fica fora de curso depois da conversa com Marte, às 05h23min e ingressa em Câncer às 09h55min, onde fica muitas horas a portas fechadas digerindo seus conteúdos. A noite pode trazer um sono conturbado e pesado e a manhã começa meio arrastada, cheia de ideias e falatórios, mas com uma ação desprovida de prop´sotio, portanto, é bom maneirar no entusiasmo logo cedo e começar contendo as falas desnecessárias e focando nos planos, pondo agendas em ordem e alinhando processos. Pelo meio da manhã o ímpeto muda e nos sintonizamos com os propósitos que antes eram difíceis de acessar. Sentimentos refinados, colocamos o coração nas nossas ações e nos empenhamos em dar nosso melhor, cuidando, protegendo e nutrindo nossos objetivos e também as pessoas envolvidas neles. O dia está, pois, favorável a nos dedicarmos a coisas caras ao nosso coração, a nos devotar a algo que venha a nutrir nossa alma e nos alimentar de novo entusiasmo. As sensibilidades estão afloradas, mas isso pode ser usado em nosso favor, de modo que podemos ficar mais observadores, mais perspicazes emocionalmente, algo que pode nos ajudar a nos aproximar dos outros com mais verdade e naturalidade, solidarizando-nos e oferecendo apoio e ajuda, se isso se fizer necessário, ou também buscando o suporte de que tanto precisamos – aluns podem preferir se enfiar em suas tocas e se concentrarem nas suas tarefas… contato que não sejam motivados por alguma birra inexplicável, também está tudo bem!

Almagnus – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 07 de março – De Câncer a Lua se afina com Netuno em Peixes, mas faz quadratura a Vênus retrógrada em Áries, oposição a Plutão em Capricórnio, quadratura a Júpiter em Libra e a Urano em Áries, formando, é claro, uma Grande Cruz Cardinal incendiária, que dinamiza e põe fogo no dia e na noite, embora o aspecto a Urano só fique exato no dia seguinte. Como ajuda, a Lua faz trígonos ao Sol, a Mercúrio e a Kíron. Mercúrio está em sextil a Plutão. Um dia para lá de dinâmico e movimentado, cheio de atividades febris que não nos dão trégua e que, a despeito das muitas pressões, também trazem à tona o nosso melhor: nossa capacidade de enfrentar nossos medos junto com a necessidade de lidar com os problemas de forma direta. Por mais que nos sintamos frágeis e quebradiços, há coisas demais acontecendo ao redor, de modo que precisamos ser resilientes e, a despeito das nuvens sombrias lá fora, ainda precisamos regar o que é preciosos aqui dentro. Necessidades pessoais e emocionais precisam ser equilibradas com demandas mundanas; afetos precisam ser equilibrados com a necessidade de independência e autonomia; vinculação, balanceada com a liberdade; carências emocionais resolvidas por nós mesmos, porque talvez outros não estejam disponíveis para nos dar colo – ou talvez não queiram. O fato é que o dia demanda muita maturidade, equilíbrio, compostura e sobriedade para não afundarmos nos dramas emocionais ou nas crises eventuais que possam ocorrer. É o caso de ninar o bebezão dentro de nós enquanto respiramos e sorrimos serenamente para o interlocutor à frente, enquanto gostaríamos, talvez de mandá-lo às favas. Mas o dia traz também a capacidade de vermos além dos nossos próprios problemas – mesquinhos ou não – e perceber, de novo e mais uma vez, que todos têm seus dilemas e crises e jogar nossas frustrações no outro não só não vai resolver, obviamente vai piorar tudo. E pode ser que haja situações em que podemos oferecer esse olhar compreensivo e amoroso, que acolhe e ampara. Em outras, talvez tenhamos que ser duros e enfáticos, para não permitir abusos, manipulação ou mesmo intimidação contra nós. O pulo do gato é saber distinguir entre uma situação e outra: o que precisa de cuidado e nutrição e o que demanda atitude drástica, o que merece adubo e o que precisa de poda – e quando entendemos isso, embora as tarefas continuem inúmeras e muito absorventes, elas já não precisam nos oprimir, antes poderão nos dar prazer! Ah! E claro, pode ser que nós é que incorramos nessas atitudes abusivas e precisemos ser colocados no nosso “devido lugar”.

Tae Lee – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 08 de março – A Lua Canceriana formaliza a quadratura a Urano na primeira hora do dia, depois também faz trígono a Kíron, quincúncio a Saturno, sesqui-quadratura a Netuno e quadratura a Marte, ficando vazia depois desse contato, às 10h08min. Ingressa em Leão às 13h46min, de onde faz sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Corcunda. Mercúrio está em sextil exato a Plutão. É Dia Internacional da Mulher e a Lua, super feminina e empoderada em Câncer, trava uma briga feia contra os grilhões de imposições e cerceamentos. A Cruz Cardinal formada ontem permanece armada por várias horas no início do dia de hoje e ainda reverbera, de forma que o dia começa bastante tenso, em ponto de bala ou de caldeira. Masculino e Feminino digladiam em vários níveis, que não precisam chegar às vias de fato, mas podem suscitar conscientização em várias frentes. A Lua está espremida nessa Grande Cruz, além de ainda fazer outros contatos com outros planetas tensos, bastante simbólico para a situação da mulher ao longo das eras, mas principalmente agora, quando ela ainda se sente oprimida pelas diversas cobranças sociais – e dela mesma – de ser a mulher perfeita: mãe maravilhosa, profissional excelente, amante fantástica, amiga presente, ativista consciente, descolada, malhada, jovem, bem-sucedida, transbordando felicidade e realização suprema pelos poros. #SóqueNão. As cobranças podem vir de fora, mas são autorizadas dentro de nós, porque no fundo ainda precisamos resolver muito das culpas, inseguranças e medos ancestrais que carregamos, herdados das nossas mães e avós e toda as outras que vieram antes. A emancipação começa dentro, ao lidarmos com nossas inseguranças e carências, ao lembrarmos que somos humanas, antes mesmo de sermos mulheres. Ao nos recusarmos a atender a todas essas exigências, quando elas não fazem sentido para nós, realmente. Uma coisa é querermos melhorar sempre, é buscarmos crescer e ser melhores pessoas. Outra coisa é essa corrida desenfreada, essa exaustão na busca de padrões que não nos dizem nada e só nos deixam infelizes. Repensar padrões e rebentar com aquilo que não faz dançar o nosso coração. Em termos mais práticos, o dia pede sobriedade porque a maré está cheia, transbordante e podemos nos afogar se não soubermos fluir – dito de outra forma, as caldeiras estão ferventes e podemos sair queimados. Há muita pressão e situações que demandem atitudes imediatas e talvez um tanto drásticas para serem realmente resolvidas. Ser honesto com os próprios sentimentos e expectativas criadas em relação a outros é essencial para lidarmos com as possíveis frustrações do dia, porque não conseguimos tudo o que queremos e precisamos lidar com isso – mas não, o mundo não vai acabar por causa disso também. Podemos nos deparar com situações diversas de dramas, crises, tantruns e infantilidades – nossos ou de outros. Respirar fundo, tentar manter a calma e buscar se distanciar um pouco da situação pode ajudar a distinguir o que é uma crise verdadeira e o que é apenas mimimi, a ver as coisas com mais clareza para saber qual a melhor atitude no momento.

Shiori Matsumoto – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 09 de março – o Sol Pisciano está em sextil pleno a Plutão em Capricórnio e Mercúrio em quincúncio exato a Júpiter. O Sol também se aproxima de conjunção a Kíron, enquanto ainda se afasta da conjunção a Netuno. Enquanto isso, a Lua Leonina faz sesqui-quadraturas a Saturno e a Kíron, que estão em quadratura entre si e a Lua vira foco de um Martelo. A soberana Lua ainda faz quincúncio a Netuno e trígono a Vênus Rx em Áries, quincúncio a Plutão e ao Sol, que estão harmonizados e assim ela vira foco de um Yod-Dedo de Deus. Marte ingressa em Touro às 21h34min. O dia traz a oportunidade de renovarmos nosso poder e a maneira como o expressamos, entrando em contato com partes profundas de nós que nos abastecem de nova vitalidade e nova confiança em nossas capacidades. A despeito disso, as emoções e sentimentos estão sob pressão, de maneiras diversas ao longo do dia. Percepções conscientes e influências inconscientes nos deixam desconfortáveis e talvez tirem a espontaneidade e a desenvoltura da criança dentro de nós, de modo que trabalhamos e nos movemos pelo mundo com a sensação de algo desencaixado e fora de lugar, embora não saibamos direito o que pode ser ou como encaixar esse “algo”. Se conseguimos aceitar que o desencaixe também pode ser criativo e que não precisamos estar sempre alinhados para funcionar, talvez possamos transformar o desconforto em estímulo que nos impulsiona a criar, a modificar atitudes, a ficar abertos às mensagens subliminares e.. voilá, quando menos esperamos, identificamos a origem do incômodo: o medo da nossa própria força, o medo de exercê-la em demasia ou de suprimi-la, o medo de não sermos plenamente aceitos e apreciados se nos mostrarmos com nossas idiossincrasias. E podemos aprender que a força e o poder não precisam ser brutos e nem contraditórios. E que há mesmo um poder que nasce da gentileza, uma gentileza que nasce da força e da solidariedade, uma força que nos regenera e nos anima a seguir em frente, a despeito de todos os desafios e dificuldades.

Reprodução – Desconheço o autor

SEXTA-FEIRA, 10 de março – O quincúncio Lua-Sol fica exato na madrugada. A Lua segue adiante e faz sextil a Júpiter, quincúncio a Mercúrio e Kíron, que estão hoje em conjunção partil. Temos um Grande Trígono de Fogo formado por Lua em Leão, Saturno em Sagitário e Urano em Áries por toda a manhã e começo da tarde. A Lua fica vazia às 14h06min depois do trígono a Saturno e ingressa em Virgem somente às 19h08min, fazendo logo um trígono a Marte, conjunção ao Nodo Norte e quadratura a Lilith. Temos alguns desafios interessantes hoje, dentre eles, a integração de partes obscuras de nós mesmos, assim como de sentimentos viscerais e desgovernados… Como essas influências ficam ativas na madrugada, é possível que as vivenciemos através dos sonhos. De manhã, o resultado é que talvez nos sintamos mais confiantes e serenos e aptos a enfrentar as eventuais agulhadas de insegurança que apareçam com menos ansiedade e mais tranquilidade. O resto do dia traz possibilidades de fazer brilhar nossa originalidade e criatividade de forma também segura, unindo ideias e mundos que antes pareciam difíceis de conciliar. Isso pode nos trazer também uma alegria genuína de quem consegue expressar os dons do coração com maestria, aceitando eventuais imperfeições, porque são inerentes à humanidade. E assim o dia pode ficar alegre, criativo e bastante produtivo, se soubermos tirar proveito! A Lua fica vazia depois de Saturno e a criança dentro de nós pode tirar algumas horas para refletir e fazer as pazes com o Pai, o Velho, que não precisa ser carrasco e talvez até nos surpreenda com algumas histórias de outros tempos, outras eras… À noite nos alinhamos e centramos com nossos rituais e nos conectamos mais profundamente com os desejos e com a forma de ir atrás deles, organizadamente.

SÁBADO, 11 de março – O Sol Pisciano faz quincúncio exato a Júpiter em Libra. Vênus retrógrada em Áries recebe quincúncio da Lua Virginiana, que também se opõe a Netuno em Peixes. A sensação de desencaixe do outro dia talvez volte hoje, por motivos diferentes. Há muito entusiasmo consciente, embora haja também dificuldade de controlar esse entusiasmo, em ter moderação ou em expressá-lo de forma regular, de modo que ele vai e vem e nos deixa um tanto ansiosos, talvez confusos, ponderando sobre estratégias de controle dos nossos humores, do júbilo pelos nossos objetivos e das nossas emoções e sentimentos vacilantes e incompreensíveis. Se falhamos em manter nossa motivação em alta, somos presas de auto-criticismo, que talvez piore um pouco as coisas e entramo num círculo vicioso difícil de parar. E o corpo sofre com tudo isso. Antes de mais nada precisamos parar e verificar o que nos escapa, porque estamos nos esforçando tanto para servir ou agradar a outros, quando nós mesmos estamos fora de sincronia… aliás quem causa o quê? Estamos fora de sincronia porque nos esforçamos demais ou nos esforçamos demais porque estamos fora de sincronia? Não importa, mas é preciso fazer algo diferente para sair do círculo vicioso e para isso precisamos parar e observar a nós mesmos e a nossos processos, de forma justa, porém sem julgamentos.

Shiori Matsumoto – Reprodução

DOMINGO, 12 de março – De virgem a Lua faz trígono a Plutão em Capricórnio e oposição ao Sol, culminando o ciclo na Lua Cheia de Virgem, a 22°13 deste signo. A Lua Cheia ocorre em oposição a Kíron e quadratura a Mercúrio e a Saturno, que é foco de uma T-Square Mutável. Mercúrio está em quadratura exata a Saturno. A Lua fica vazia às 21h26, depois da quadratura a Saturno. Uma Lua Cheia de cura e regeneração celebra a culminação do ciclo Pisciano. Mas para alcançarmos as dádivas da cura, precisamos primeira enfrentar nossa fragilidade, nossas inadequações e inseguranças mais profundas, nossos conceitos evasivos e nossa falta de comprometimento conosco mesmos, além da destrutividade em potencial que espreita a mente e o coração, minando a autoconfiança, a segurança em si mesmo, a aposta no próprio poder e capacidade. Essa lunação nos deixa, então, em carne viva e é preciso cautela porque a via de escape para muitos será a ajuda indiscriminada ao outro, para fugir da própria dor e do próprio desespero. Para outros, esse escape pode se dar pelas tentativas de controle do entorno, qualquer coisa que faça passar a ansiedade e o desconforto com o corpo e os sentimentos… mas nada disso funciona por muito tempo e só conseguimos superar quando acalmamos a ansiedade e aninhamos em nosso coração as dores não admitidas, os medos não expressos do caos, do amanhã, da nossa própria irracionalidade. Um mergulho nas motivações inconscientes se faz necessário. Esse é o caminho e ele não se faz num dia só, mas começar e manter o ritmo, eis o que é importante. Mais sobre a Lua Cheia durante a semana.

Uma ótima semana, de luz e esperança para todos!

Alexander Bell on flickr – Reproduão
Alisha Lee Jeffers – Reprodução

Lua Nova e Eclipse Solar em Peixes – Um tsunami de emoções

Birth Chart Painting – Reprodução

Um novo ciclo lunar começa neste domingo, dia 26 de fevereiro, às 11h59min (14h59min no horário de Lisboa) com a Lua Nova a 08°12’ de Peixes. Esta Lua Nova também é um Eclipse Anular (Total) do Sol e ocorre em conjunção próxima a Netuno, regente moderno do signo de Peixes, mas os três, Lua, Sol e Netuno não fazem aspectos maiores a outros planetas, de modo que formam uma isolada e poderosa tríade que representa emoções e sentimentos tsunâmicos. Tal força e poder é ainda mais contundente quando lembramos que temos cinco corpos celestes em Água, em Peixes e apenas Júpiter no elemento Ar – Júpiter, que aliás é o dispositor tradicional da Lua Nova/Peixes. Além disso, há falta de Terra, já que também só há um planeta neste elemento: Plutão. Então temos um céu em que predominam Água e Fogo, trazendo um realce forte à natureza instintiva, sugerindo uma qualidade selvagem, impetuosa, intensa, visceral e bastante irracional. Essa ênfase em Água aponta para uma imensa sensibilidade, muita abertura psíquica, empatia, compaixão, cura, sentimentos viscerais, mediunidade e emoções à flor da pele. Negativamente, temos um cenário de escapismos, carências, inseguranças, incertezas, suscetibilidades, impressionabilidade, medos irracionais e difíceis de se expressar, irrealidade, sensacionalismo, tempestades emocionais… Tudo intensificado pelo Fogo. Os dois elementos que faltam, Ar e Terra, são os elementos associados com a objetividade, racionalidade, pragmatismo e realismo, de modo que essas qualidades ficam um tanto inacessíveis à consciência por estes dias, demandando de nós muita serenidade para navegar as grandes ondas de turbulências oceânicas do período.

Eclipse Total do Sol Março/2016, visto da Indonésia – Desconheço o autor da imagem

Eclipses normalmente são vistos como nefastos, mas não necessariamente são assim. Depende muito da natureza do eclipse em si, da Série Saros a que pertence e dos aspectos que faz no mapa individual. Na Astrologia Mundana sim, geralmente representam uma intensificação nos assuntos econômicos, políticos e sociais em geral, podendo representar cataclismos naturais, particularmente nas áreas geográficas em que ocorre o seu ápice, onde é visível. Este eclipse será parcialmente visível no Brasil, o que indica que sentiremos seus efeitos, parcialmente. Veja na imagem abaixo o caminho percorrido pelo eclipse. Leia mais sobre a natureza dos eclipses.

Caminho percorrido pelo eclipse. As partes mais escuras representam os locais em que o eclipse será visto na sua totalidade.

Com a Lua se renovando em Peixes numa lunação que também é eclipse, a vida nos convida a finalizar processos relacionados ao ano astrológico que finda com este ciclo. Mas também convida a lançar nossas intenções para uma vida de mais gentileza, de mais desprendimento e suavidade, de acreditar mais nos nossos sonhos, de incluir o elemento mágico e a fantasia na vida, enriquecendo nossa criatividade. Convida a diminuir as barreiras que nos separam do nosso irmão ali do lado, a derrubar os muros e os ismos, os rótulos e classificações, porque no fim, quando tudo termina, eles não servem mesmo para nada, são a verdadeira ilusão de uma dimensão que acreditamos que seja real, mas que está apenas testando se sabemos realmente discernir quem somos, de onde viemos e para onde vamos.

Xo-Billie.Deviantart – Reprodução

Em Peixes somos instados a incluir aquela parte de nós que é caótica e louca, que é irremediavelmente desconectada do mundo chamado “real”, aquele lado sonhador que parece não fazer muito sentido, mas que nos alimenta, inspira e nos empurra pelos dias afora, enquanto cuidamos do cotidiano cinza… A Lua Nova nos convida a uma vida de gentileza e inclusão, porque quando incluímos o que estava excluído, curamos, pelo reconhecimento! Entretanto, o eclipse ocorre em conjunção ao Nodo Sul, um ponto de regressão, de passado, de desgaste e acomodação, então, também há um forte impulso de manifestação das qualidades negativas de Peixes. E como já dito acima, Lua, Sol e Netuno estão fundidos num abraço urobórico onde nada é distinguível ou separável. As qualidades da Lua e Sol em Peixes são potencializadas muitas vezes pela conjunção a Netuno, aquele que diminui as barreiras e dissolve o senso de ego, de eu, de separatividade. Então é preciso cautela com os escapismos, com as ilusões, com os anseios por sermos salvos por outros que não nós mesmos; é preciso vigiar o desejo de não-ser, que pode levar a impulsos destrutivos de auto-dissolvição, seja por álcool, drogas, fanatismos, desejos de se perder no outro, renúncia da própria responsabilidade… Enfim, há o risco de entrarmos numa bolha de fantasias douradas e nos negarmos a ver a realidade diante de nós… E olha que essa lunação tá acontecendo bem no meio do Carnaval aqui no Brasil…

Série Saros 140 – 16 de abril de 1512, 06h22 GMT

A Série Saros 140, à qual pertence este eclipse, que é o evento número 29 de um total de 71, é uma série que traz um tom até bastante positivo. Bernadette Brady, astróloga inglesa especialista em eclipses, diz que “esta é uma família de eclipses que traz consigo um elemento de surpresas agradáveis. Felicidade repentina, um evento afortunado, um golpe de sorte, uma conquista de sorte. Os eventos que ocorrem podem mudar positivamente a vida da pessoa” (1). Ela diz isso porque no mapa natal da Série, que iniciou em 12 de abril de 1512, no Polo Sul, Sol e Lua fazem conjunção em Touro e a regente de Touro, Vênus, chamada a Pequena Benéfica, está em conjunção a Júpiter – o Grande Benéfico – em Peixes, signo de sua exaltação. No Ponto Médio entre a Lua Nova e a conjunção Vênus-Júpiter, está Urano, a 15° de Áries – Urano é o planeta das surpresas e das coisas inesperadas, que neste caso são consideradas agradáveis devido à natureza dos planetas envolvidos, Vênus e Júpiter. Assim, esta é uma família de eclipses que não é particularmente tensa ao tocar mapas individuais com aspectos positivos. Contudo, eclipses ocorrendo em quadratura ou oposição a planetas natais geralmente são tensos e representam desafios na área da casa natal e dos planetas envolvidos, assim como na/s casa/s regida/s pelo/s planeta/s.

Lua Nova e Eclipse Anular do Sol em Peixes – Brasília, 26 de fevereiro de 2017, 11h59min

Assim, se olharmos apenas a Série Saros 140 e a configuração do eclipse em si, poderíamos dizer que este é um eclipse de gentileza e bons augúrios. Entretanto, o mapa do eclipse traz algumas configurações bastante tensas, que não podem ser ignoradas porque envolvem o regente tradicional de Peixes, Júpiter, que trafega atualmente o signo de Libra. Júpiter está em oposição a Urano, o ponto alto de um ciclo que começou em 2010, no grau zero de Áries. Além disso, Júpiter também está em quadratura a Plutão, formando uma configuração de Cruz T ou T-Square Cardinal por boa parte do ano. E não podemos esquecer que Júpiter é o único planeta em Ar, é o líder de uma formação Tigela e ainda está retrógrado! Então, Júpiter tem um destaque muito importante nesse eclipse! O problema é que essa configuração é bastante tensa, tanto pela sua natureza quanto pelos planetas envolvidos. Júpiter em oposição a Urano pode se manifestar de forma muito criativa, trazendo oportunidades de nos liberarmos de coisas que nos limitam e nos seguram, inclusive crenças limitantes, mas, como o impulso de liberação é grande por demais e a própria energia envolvida é intensa e, sendo Urano um planeta imprevisível, pode também se manifestar de forma caótica, crítica e mesmo destrutiva.

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A presença de Plutão em Capricórnio na configuração sugere que a energia liberada deve provocar transformações profundas e cruciais, mesmo que a princípio haja uma demolição completa daquilo que é conhecido, das estruturas que sustentam nossa realidade. Como se não bastasse, Marte ativa e atiça esta configuração por aproximadamente duas semanas (de 15 de fevereiro até 03 de março, mais ou menos) e está em conjunção exata a Urano horas depois do eclipse, tornando plena a oposição a Júpiter já no dia seguinte. Marte adiciona mais impulso, energia, fogo e traz tudo para o plano pessoal… Marte é o planeta da vontade e agressividade, e quando se envolve nessa formação, torna-se o gatilho que dispara a situação que já estava armada. A presença de Marte nessa configuração também sugere uma vontade férrea, uma competitividade e desejo de ganhar a qualquer custo, alimentado por uma estamina fenomenal, mas que requer cautela devido à forte impulsividade, intenso egoísmo e imediatismo e muita inquietação e ansiedade, devido ao contato com Urano. Então, podemos dizer que sim, este eclipse tem um forte elemento de surpresa, de acontecimentos inesperados, mas nem todas as surpresas são assim tão agradáveis, sendo algumas delas até bastante ásperas e chocantes. De toda forma, o convite é claro: aproveitar a forte onda de liberação e deixar o tsunami levar o que não precisamos mais. Às vezes, quando não nos damos conta de nosso anseio por liberdade e independência, inconscientemente convocamos a outros para atuá-lo por nós, portanto, se o outro termina um relacionamento, ou se o chefe nos demite ou quaisquer outras situações parecidas, o melhor que fazemos é verificar se nós mesmos já não estávamos insatisfeitos com a situação.

Reprodução

Uma Lua Nova sempre simboliza o fim de um ciclo e o começo de outro. Uma Lua Nova “normal” finaliza um ciclo lunar de aproximadamente 29 dias. Mas uma lunação que também é eclipse finaliza ciclos mais longos, às vezes de até 18 anos! Podemos, pois aproveitar e simbolizar a finalização e encerramento de tudo o que não queremos mais na nossa vida, naquela área de vida em que o eclipse cai no mapa natal, para começar um ciclo mais construtivo e criativo. No caso, é preciso abrir mão dos comportamentos erráticos, irresponsáveis, acomodados, alienados, os anseios de que outros resolvem nossos problemas, as fantasias de que tais problemas se resolvam sem esforço, os desejos regressivos de escapar da realidade… Você entendeu o tom!

Visibilidade do eclipse de 26 de fevereiro de 2017 – Nasa – Reprodução

O Símbolo Sabiano para o grau 9 de Peixes (08°12’) traz uma imagem de dinamismo e competição, que ressalta a qualidade Marciana do mapa do eclipse: “Um jóquei estimula seu cavalo com a intenção de se distanciar de seus rivais”. Dane Rudhyar, autor do livro Uma Mandala Astrológica (2), que analisa os Símbolos Sabianos, nos lembra que este símbolo faz parte do Segundo Hemiciclo, que trata do processo de coletivização. O signo de Peixes é parte do ato relativo à Capitalização. Ele nota que o tom principal deste símbolo é a “intensa mobilização de energia e habilidade na busca pelo sucesso em qualquer performance social afetada pelo espírito competitivo”. Este símbolo, diz ele, indica a necessidade de concentrar todo o seu ser em direção à realização rápida de qualquer que seja o objetivo no qual você esteja empenhado. O que nos leva ao ponto do discernimento: com tais configurações ativas, este símbolo nos estimula a dar tudo de nós na realização dos objetivos, o que sugere estimular ainda mais a este Marte descabeçado… Apostar todas as fichas… E a cautela? Às favas com a cautela? Confesso que deu um nó na minha cabeça…

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Contudo, Linda Hill (3) traz uma luz: “A corrida começou e talvez você sinta que está perto do fim, mas não há garantias de vitória. Embora seja hora de extrair toda a energia possível, certifique-se de que você não a gaste rápido demais correndo o risco de chegar a lugar nenhum ou de não realizar algo de valor duradouro”. Temos aqui enfatizados os temas da competitividade, como já está claro, além das ambições desmesuradas, dos desejos agressivos, desejos de melhoramento, exaltação – vale lembrar que o cavalo é um símbolo de Júpiter e da força instintiva, o que nos remete, novamente, à força deste planeta neste ciclo e à necessidade de dominar nossa natureza selvagem e instintiva, para que ela não venha em nosso detrimento, mas funcione a nosso favor. Como pontos negativos Linda Hill aponta para a possibilidade de sermos ambiciosos demais (Marte-Plutão), de galoparmos a toda velocidade prematuramente, de adotarmos medidas implacáveis querendo ganhar a qualquer custo e de nos precipitarmos horrivelmente, pondo tudo a perder… E aí temos uma repetição dos temas de Marte/Urano x Júpiter x Plutão. O fato é que o Símbolo Sabiano ressalta a qualidade Marciana deste mapa: ação, decisão, atitude e… Precipitação, temeridade, agressividade. E por isso mesmo demanda de nós mais cabeça fria e ponderação para definir em que direção nós vamos, onde iremos apostar nossas fichas e investir todas as nossas energias, para nem queimarmos a largada, nem nos perdermos das raias que nos levarão à vitória. De certa forma, o Símbolo Sabiano traz um tom positivo à configuração de Marte/Urano x Júpiter x Plutão SE soubermos tirar proveito dela… Do contrário, podemos meter os pés pelas mãos e ser a causa de nossa própria queda.

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Para você ter ideia de como esse eclipse pode se manifestar na sua vida, primeiro verifique a casa do mapa natal onde ele acontece, ou seja a casa em que você tem o signo de Peixes; depois veja se faz aspectos com algum planeta ou ângulo do seu mapa – somente aspectos maiores: conjunção, quadratura, oposição e trígono (o sextil é menos perceptível), orbe de cerca de cinco graus, ou seja, planetas entre os graus 3 e 13 dos signos Mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), ou signos de Água para o trígono (Câncer e Escorpião). Vale a pena também fazer uma retrospectiva sobre a sua vida no período de 16 de fevereiro de 1999, que foi a última vez em que houve um eclipse da Série Saros 140 (naquele ano o eclipse ocorreu a 27° de Aquário), e 26 de fevereiro de 1998, que foi a última vez que houve um eclipse total do Sol próximo a esse grau em Peixes (no caso, o eclipse ocorreu a 07°55’). Outro detalhe importante a se notar, é que já tem algum tempo que os eclipses vêm ocorrendo no eixo Virgem-Peixes, portanto, o eixo de casas onde esse par de signos cai no seu mapa natal está sendo ativado desde abril de 2015 e Virgem-Peixes vem se alternando com o eixo Áries-Libra. Este eclipse terá duração total de duas horas e 59 minutos, o que significa que seus efeitos perdurarão por cerca de três anos, perdendo força conforme outros eclipses forem acontecendo, porque o eclipse de mais influência é sempre o mais recente.

Agende uma consulta comigo e veja como este e os demais eclipses do ano afetam o seu mapa natal, que mudanças podem simbolizar e em que área de vida: psicologica.astrologia@gmail.com 

Em termos práticos e mundanos, como já disse acima, eclipses sinalizam tempos intensos em que as emoções ficam mais afloradas e nosso controle está discutível, portanto, demanda cautela e auto-observação para não agirmos ou reagirmos de forma excessivamente instintiva – no eclipse solar a consciência (o Sol) é eclipsada e os instintos ficam mais ressaltados. No mapa levantado para Brasília, Lua e Sol caem na casa 10 do mapa, sugerindo mudanças importantes no governo, com Mercúrio, já em Peixes, conjunto ao MC, indicando que notícias um tanto nebulosas ganharão grande destaque e terão grande influência nas decisões tomadas – quantas decisões escusas serão tomadas enquanto muitos estão entorpecidos pelo frenesi do carnaval?

Giovanni Allievi – Reprodução

Concluindo, o período sugere acontecimentos imprevisíveis, emoções e sentimentos tsunâmicos, que exigem de nós muita maturidade e centramento. É tempo de nos sintonizarmos com nosso eu mais profundo, aquele que está livre das ordens e prioridades mundanas e está focado nas necessidades da alma e na evolução da consciência; a partir daí, renovarmos nossas intenções de vivermos uma vida de mais gentileza e empatia. Ficar atentos porque o ciclo vai demandar sintonia fina para ponderar e ter clareza sobre qual a melhor atitude a tomar: se nossos intentos demandam espera cautelosa ou se devemos apostar tudo e acelerar na busca da vitória, sabendo que a competição será acirrada.

Para acalmar e serenar o coração e canalizar as influências do eclipse de forma mais positiva, recomenda-se exercícios de ancoramento e meditação. Isso pode ser melhorado com os cristais ágata, ágata de fogo, ametista, aragonita, olho de gato, galena, jaspe vermelho, ou outra pedra com que você já esteja acostumada/o e que lhe transmita confiança e segurança. Verifique as influências do eclipse de forma mais detalhada ao fim do artigo geral sobre eclipses, que você encontra neste link: http://mariaeunicesousa.com/2015/09/13/da-natureza-ciclos-e-efeitos-dos-eclipses/, influências que você pode ver de forma resumida na tabela abaixo.

Um feliz eclipse para você e um ótimo ciclo para todos nós!

Birth Chart Painting – Reprodução

(1) Brady, Bernadette – The eagle and the lark – Predictive Astrology  – Weiser Books

(2) Rudhyar, Dane – An Astrological Mandala

(3) Hill, Linda – 360 Degrees of Wisdon

A Semana Astrológica – Em Pé de Guerra

Eclipse Total do Sol Março/2016, visto da Indonésia – Desconheço o autor da imagem

… ou Combatendo o Bom Combate!

Semana de 20 a 26 de fevereiro – Semana de muitas tensões e extrema beligerância, que pede muito sangue frio e tolerância. O Minguante propicia as eliminações, reavaliações e projeções para o próximo ciclo.

Começamos uma semana cheia de novidades, de muita ação, mas também de tensão extrema! Uma semana explosiva, que vai demandar muita cabeça fria, flexibilidade, tolerância, e muito espírito de “paz e amor” se for para não nos envolvermos em confusões – e até violência – desnecessárias.

Birth Chart Painting – Reprodução

O Sol, já em Peixes, vai navegando calmamente em direção a Netuno… Até encontrá-lo, não faz aspectos com mais ninguém, apenas recebe os eventuais aspectos lunares… A Lua Nova e Eclipse Total do Sol, aliás, acontece em conjunção com o Senhor dos Mares, e os três, Lua, Sol e Netuno estão fundidos entre si e sem fazer aspectos a outros planetas. Isso sugeriria um período de gentileza, de sensibilidade, de cura e muita criatividade, no sentido mais positivo… Olhando pelo outro lado, pode haver propensão a escapismos, alienação, teimosia em não se encarar a realidade. Este eclipse faz parte da Série Saros 140, que é uma família de eclipses até positiva, que fala de boas surpresas, de golpes de sorte, de eventos afortunados… Contudo, eclipses sempre trazem em si uma qualidade selvagem e imprevisível, as coisas ficam muito intensificadas e podem sair de controle na área de vida representada pela casa do mapa natal em que eles acontecem – e controle é o que parece mais difícil de se ter por estes dias. E no caso deste eclipse em específico, o problema maior é o fato de seu dispositor tradicional estar engalfinhado numa luta estrepitosa com Urano, Marte e Plutão, aumentando a possibilidade de eventos inesperados, humores ácidos, belicosidade e intolerância, que podem facilmente descambar para a violência, caso os envolvidos se deixem levar pela impulsividade e a intransigência.

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Tudo isso porque Marte, o planeta da vontade e da assertividade, vem jogar lenha na fogueira dessa configuração, ou funcionar como estopim de um cenário já bastante hostil. Marte faz primeiro quadratura a Plutão em Capricórnio, depois conjunção a Urano e em seguida oposição a Júpiter, botando todo mundo em pé de guerra. E vale se perguntar: por que EU, individualmente, estou neste clima belicoso? Preciso mesmo entrar “nessa onda” de hostilidade? Com que cabeça estou pensando, com a minha ou com a da massa? – e neste caso, nem há “cabeça” pensante! Auto-observação e atenção permanente no presente são vitais!

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Por que tudo isso? Marte em Áries já é um amante dos riscos, um guerreiro sanguinário que desafia o perigo só pelo gosto de fazê-lo, chegando mesmo a ser temerário – é o Deus Ares interessado somente em guerra! A conjunção a Urano aumenta exponencialmente essa qualidade temerária, a impaciência e a intolerância, chegando ao ponto do extremismo, agregando ainda a rebeldia e o radicalismo, algo que é ampliado, amplificado, multiplicado muitas vezes pela oposição a Júpiter, que ainda adiciona, ímpeto e fervor ideológico e religioso e joga mais combustível num incêndio já descontrolado… Por fim, Plutão intensifica, adiciona conflitos de poder e torna tudo questão de vida ou morte – ou pelo menos é assim que as pessoas tendem a sentir quando se trata de aspectos tensos entre Marte e Plutão. Outra coisa que torna tudo isso ainda mais volátil é o fato de termos muito Fogo ativado por toda a semana – imagine então na semana que vem, quando a Lua em Áries fizer conjunção a Marte e a Urano! –  somente Plutão em Terra (Capricórnio) e pouco Ar, com apenas Mercúrio e Júpiter neste elemento e a Lua entre quinta e sábado – Mercúrio, aliás, será crucial para nos ajudar a manter a racionalidade nesses tempos intempestivos de instintos enlouquecidos.

Padrão de Mapa Tigela

Também é interessante de se notar que atualmente temos no céu uma configuração de tigela, com todos os planetas compreendidos em 180 graus do cinturão zodiacal, tigela que tem como líder, Júpiter, o planeta da Boa Sorte, mas também dos exageros e excessos, do fanatismo e irresponsabilidade. Na outra ponta da tigela está Urano. Isso cria ênfase e foco na área dessa “tigela”, que vai de Libra a Áries, e também sugere muita subjetividade, a objetividade da leitura do mundo ficando um pouco comprometida – cada um vê os problemas sociais e coletivos (todos os signos de Libra a Áries) a partir de uma visão afunilada e muito pessoal, faltando, talvez, a perspectiva histórica e mais desapegada das coisas. Portanto, é preciso manter a cabeça fria e no seu devido lugar – e olhe que Marte e Áries regem a cabeça! – e ainda fincar os pés no chão, para não dar cabeçadas por aí, literal ou figurativamente, e para poder utilizar essas influências explosivas de maneira positiva, para nos posicionar de maneira assertiva e firme sobre coisas com as quais talvez não tenhamos conseguido lidar até aqui, talvez por insegurança ou incerteza… Positivamente essa configuração representa um momento de romper definitivamente com aquilo que nos impede de avançar rumo aos nosso objetivos, mas tendo essa percepção de que tais impedimentos começam em nós mesmos e apenas reverberam no exterior. Há muito dinamismo e energia que podem ser utilizados para muitas realizações, SE conseguirmos lidar com isso de forma adulta e ajuizada.

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Entretanto, para utilizar essas configurações construtivamente, é preciso muita atenção porque essas influências são extremamente voláteis e de difícil controle, demandando que as emoções estejam sob contenção madura e responsável – esta é uma semana em que temos que ser muito racionais e relevar muitas coisas e muitas pequenas irritações. O clima é de guerra, mas nós podemos escolher SE queremos estar em guerra; podemos escolher também quais guerras valem a pena se lutar. Por outro lado, se, em alguma situação nos percebermos sem alternativas a não ser entrar na briga, é essencial ter clareza das nossas motivações para nos envolvermos no conflito. Contra o quê estamos guerreando? Por que? As batalhas egoicas estão fadadas a serem perdidas de maneira bastante destrutiva e até humilhante, mas há outras que podem trazer ganhos substanciais. Podemos combater o bom combate, mas para isso é preciso ter integridade e firmeza de caráter, para primeiro empreender o confronto consigo mesmo: combater, dentro de nós, o dragão da intolerância, o monstro do egoísmo cru e bruto, combater o ogro da irracionalidade, a deturpação de fatos para justificar nossos interesses mesquinhos, combater o ethos de “os fins justificam os meios” – antes de acusar aos outros de todos esses “pecados”… Então, há a guerra boa e frutífera e é aquela combatida contra nossos próprios demônios interiores e essa é uma oportunidade formidável para empreendermos esse combate!

Vebston Rose – Tumblr – Reprodução

Em termos práticos, essa configuração pode representar conflitos violentos, desde os banais, como brigas de trânsito, àqueles motivados por ideologias e crenças; simboliza também acidentes que ocorrem por impulsividade, precipitação e frustrações mal resolvidas; pode significar incêndios que saem de controle; conflitos sociais em que a consciência individual deixa de existir porque desaparece no meio da massa, é suplantada pelo fervor coletivo, algo que pode ser muito, muito perigoso – cuidado com as aglomerações! Devido ao eclipse e aos planetas envolvidos, Marte pode ser o gatilho para “acidentes” com grande número de vítimas ou mesmo cataclismos naturais. Considerando o cenário político e social atual no Brasil e no mundo, essa configuração Júpiter-Urano-Plutão representa um barril de pólvora e Marte é o estopim que dá início à explosão – e com o Carnaval acontecendo bem no ápice de tudo isso, é preciso escolher os programas carnavalescos com muita sabedoria e de preferência maneirar no álcool e na ingestão de substâncias em geral! Portanto, quem puder evitar se envolver em discussões, disputas e conflitos desnecessários, faz muito bem. Evitar propagar o clima belicoso, as “más notícias” ou inverdades por aí também é aconselhável porque com tanta irracionalidade no ar, tudo é motivo para começar uma briga. Precisamos nos responsabilizar pela atmosfera que criamos ao nosso redor, onde estamos e aonde formos. Não podemos “pagar” de ingênuos e inocentes, se não nos responsabilizamos por nossos pensamentos, palavras, atitudes, omissões e emanações energéticas. Para nos ajudar a manter a cabeça fria neste período, é recomendável muita meditação – que pode ser ativa, para movimentar o corpo – exercícios de ancoragem e enraizamento, respiração, e muita, muita paciência e tolerância em todas as interações.

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Vênus já está muito desacelerada, a cerca de apenas três graus do seu ponto estacionário. Assiste à briga cardinal de longe, mas antes de entrar nessa luta, ela recua. Mas isso não quer dizer que, a seu modo, não coloque também lenha nessa fogueira. Isso porque vai travar uma outra luta, de outro cunho, em outra dimensão. Ao ficar retrógrada, Vênus desce ao Mundo Inferior, onde fará a Conjunção Inferior ao Sol, ficando entre o Sol e a Terra. Para os antigos povos meso-américos, Maias e Astecas, que acompanhavam muito de perto o trânsito de Vênus em todas as suas fases, essa era uma época bastante temerária, em que eles se preparavam para as guerras, porque a partir da retrogradação e depois que começar a surgir no Leste como Estrela da manhã, nascendo antes do Sol, Vênus, planeta da conciliação e da diplomacia, assume seu lado de guerreira sanguinária, especialmente estando em Áries – portanto, é mais um dado que inspira cuidados nestes tempos inflamáveis.

Rafael Olbinski – Reprodução

Quando Vênus entra em retrogradação é tempo rever e reavaliar nossos valores, nossos afetos e relações, nossa autoestima, a gestão dos nossos recursos, materiais e imateriais. Neste período, é recomendável que se evite fazer investimentos de grande porte, como abrir novos negócios – especialmente se forem em área relacionada à estética, arte, beleza, etc – a possibilidade de prejuízos é grande. Também não é um período favorável para cirurgias estéticas ou outras intervenções de grande impacto na aparência física, como mudanças radicais no corte ou cor do cabelo – talvez nada de trágico ocorra, mas há propensão a desapontamentos e e frustrações com os resultados, às vezes difíceis de serem revertidos. Vênus ficará retrógrada de 04 de março a 16 de abril.

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Mercúrio está bastante ativo nestes dias e, como já disse, será crucial para nos ajudar a manter a cabeça no lugar, até entrar em Peixes. Tem conversas afinadas com seus dois dispositores, Urano e Saturno, além de também se harmonizar com Júpiter. Isso, além de trazer fluidez às comunicações, talvez nos ajude bastante e traga um mínimo de frieza e objetividade nos dias mais voláteis que temos pela frente – afinal, combater fogo com fogo só criará um incêndio de grandes proporções, em compensação, se mantivermos a mente em ordem, o fogo poderá ser controlado. Entretanto, Mercúrio ingressa em Peixes no dia 25, sábado, e já não conseguimos ter tanta clareza e distanciamento, pelo contrário, ficamos um tanto confusos, desconcertados, talvez até vacilando em algum momento capital. Por outro lado, Mercúrio em Peixes talvez agregue um pouco de gentileza e empatia a esse clima agressivo da semana.

Claudia Fernety – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Minguante em Sagitário. Torna-se Balsâmica em Capricórnio na quarta-feira, desapega-se dos restos do ciclo em Aquário e finalmente se renova no domingo, dia 26, na Lua Nova e Eclipse Total do Sol em Peixes.

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SEGUNDA-FEIRA, 20 de fevereiro – A Lua está minguante em Sagitário e tem uma conversa cerebral com Mercúrio em Aquário e bate um papo ainda mais “cabeça” com Marte em Áries e depois com Urano. A Lua também quadra Kíron, se rejubila com seu regente Júpiter e faz conjunção a Saturno, ficando vazia depois deste aspecto, às 20h39min. Mercúrio está em sextil exato a Urano. Marte está já muito próximo da quadratura a Plutão. Começamos uma semana bastante tensa com influências que nos ajudam a olhar longe e a projetar as inúmeras possibilidades diante de nós. É tempo de ponderar tais possibilidades com muita sabedoria, antecipando possíveis desfechos para não nos surpreendermos com resultados desagradáveis por falta de “assuntar” o próprio coração e intuição. A intuição, aliás, está bem aguçada hoje e quem for esperto tirará alguns minutos para sondar a própria alma e essa intuição que se oferece tão generosamente. Já podemos antever a fúria desse Marte e seus planos belicosos para os próximos dias e podemos respirar fundo e nos encher de coragem e vigor, mas lembrando de botar o pé no chão, porque existe sim, muita audácia, destemor, e até entusiasmo para uma boa briga, mas esse ímpeto está um tanto descontrolado e carece de bom senso e o resultado da briga fica muito imprevisível, de modo que temos sim, muito a perder. Assim, o dia traz a oportunidade de irmos nos desfazendo das crenças opiniosas, dos fervores apaixonados que não nos deixam enxergar um palmo adiante do nariz e das certezas absolutas; especialmente, nos desapegar dos sofrimentos, do medo de perder ou de quaisquer outros medos, que paradoxalmente nos deixam mais suscetíveis – de modo que possamos estar mais leves e menos apegados ao que quer que seja, especialmente, desapegados da expectativa de resultados. De modo mais prático, o dia está dinâmico e animado, com muita energia de realização, mas também de diversão, de maneira que podemos nos entregar a tarefas que exigem concentração e comprometimento com alegria e entusiasmo.

TERÇA-FEIRA, 21 de fevereiro – Mercúrio ainda está em sextil exato a Urano. A Lua está fora de curso em Sagitário nas primeiras horas do dia, ingressando em Capricórnio às 04h08min, de onde conversa harmoniosamente com o Sol Pisciano, que está em conjunção ao Nodo Sul. A Lua fecha a noite em sextil a Netuno e quadratura a Vênus, aspectos não exatos. O dia traz boas chances de trabalharmos de maneira focada, continuando a traçar nossas estratégias de longo prazo, reavaliando e descartando as estratégias antigas que já não estão funcionando mais, assim como as ferramentas, ou projetos e ideias que se revelaram não proveitosos ou que não estejam saindo como imaginávamos. É recomendável que sejamos realistas e práticos quanto a isso, que encaremos tais descartes sem apegos e sem ilusões de que “ainda poderia dar certo se apenas…”. O Sol conjunto ao Nodo Sul alerta para a tendência de nos apegarmos a essas fantasias tolas e perdermos tempo e energia devaneando sobre elas, ao invés de focarmos nas formas práticas e concisas de prestar serviço e ajuda. Positivamente, essa conjunção do Sol ao Nodo Sul ilumina os padrões escapistas, fantasiosos ou vitimistas aos quais talvez ainda estejamos atrelados, propiciando a consciência necessária para nos movermos na direção de maior autossuficiência e responsabilidade por nossos processos. A Lua no signo da Cabra traz bom senso e pé no chão, um bom senso que é temperado pela amorosidade de Peixes. Contudo, com a Lua no frio Capricórnio e Marte emaranhado nesta configuração bélica, ainda precisamos cuidar da propensão ao humor mordaz e sarcástico, o que pode fomentar a atmosfera hostil e melindrosa – o dispositor da Lua, Saturno, segue em quadratura a Kíron – que em nada contribui com nossos intentos maiores. Antes de dar aquela “patada”, respirar e pensar duas vezes, contar até 10, até 100…

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QUARTA-FEIRA, 22 de fevereiro – Marte em Áries está em quadratura exata a Plutão em Capricórnio e muito perto da conjunção a Urano e da oposição a Júpiter. A Lua une armas com Plutão e aumenta a tensão na briga com Marte-Urano e Júpiter. Antes ela se afina com Netuno, mas briga com Vênus. A Lua também faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. Um dos dias mais tensos do período, quem sabe até do ano, começa por uma dificuldade grande em expressar o que estamos sentindo de maneira efetiva e essa confusão interna já aumenta o mau humor, que vai escalando com a impaciência, a irritabilidade e o alto grau de intolerância.  Há fortes interesse egoicos em jogo e o desejo de vencer a qualquer preço, custe o que custar, enquanto o “outro lado” também tem tanto ímpeto de ganhar quanto nós mesmos, dessa forma, temos uma conflagração de muita competitividade que pode chegar a disputas bastante irracionais e conflitos de poder, já que não temos nenhum desprendimento e tudo é visto como uma questão de vida ou morte em que os interesses e a própria vida estão ameaçados. A besta selvagem irrompe dentro de nós, mas as forças oponentes são formidáveis e mesmo os “desavisados” podem ser pegos no meio do “tiroteio”. Se por um lado essas influências, de fato, nos incitam à briga, por outro, é bom termos bastante clareza do porquê e pelo quê estamos brigando e de preferência, se temos que brigar, que seja por interesses maiores do que o nosso umbigo, pelo grupo e não apenas pelos nossos interesses egoístas, porque neste caso, é mais provável que percamos de maneira irrevogável, já que as forças contra as quais lutamos são muito poderosas. De qualquer maneira, é necessário todo o autocontrole de que pudermos dispor, se for para lidarmos com tais influências de forma positiva e construtiva. Autocontrole, cabeça fria, paciência, tolerância e sobretudo, alto grau de integridade para sabermos que o “inimigo” que combatemos lá fora é apenas reflexo das forças sombrias que reinam aqui dentro. Esses trânsitos demandam que canalizemos a força, a raiva e a energia intensa em trabalhos construtivos onde possamos jogar toda essa energia beligerante – trabalho árduo e focado em algo que favoreça ao todo. De maneira mais prática, o dia está carregado de muita tensão e animosidade e convém termos muita cautela em todas as interações, mesmo no trânsito, com estranhos, por exemplo; convém evitarmos também nos colocarmos em situações de risco desnecessário, como ficar altas horas em regiões que não conhecemos ou empreender atividades perigosas que não se domina – grande propensão a acidentes. A Lua fica Balsâmica na conjunção a Plutão e nos convida a abrir mão da sede de domínio sobre o outro, priorizando o domínio sobre nós mesmos e nossas emoções e sentimentos intensos; a perceber nossas fraquezas morais, ao invés de simplesmente imputá-las a outros… destruir as estruturas de poder que escravizam o ser humano, em lugar de humanizá-lo… Somente a partir disso poderemos olhar para o futuro e prospectar um amanhã de mais justiça e ética… Do contrário, o futuro poderá ser bastante sombrio…

Reprodução – Desconheço o autor

QUINTA-FEIRA, 23 de fevereiro – De Capricórnio a Lua completa a quadratura a Júpiter em Libra, ficando vazia logo depois, à 00h25min, ingressando em Aquário somente às 14h18min, ficando isolada por muitas horas. Mercúrio está em sextil ao seu outro dispositor, Saturno e ainda em sextil a Urano e trígono a Júpiter. Marte segue marchando para juntar forças a Urano, contra Júpiter e Plutão. Mercúrio e Saturno hoje funcionam como dois mediadores importantes no clima de guerra atual e sugerem que devemos nos ater à verdade, mas sabendo que existem muitas verdades e nenhuma delas é absoluta. Mercúrio-Saturno também trazem alguma ponderação, bom senso e entram na briga entre Júpiter e Marte-Urano com o providencial “deixa disso, vamos conversar!”. Quando não não há bom senso, qualquer rasgo de equilíbrio e ponderação pode fazer algum milagre e é nisso que precisamos nos segurar e ancorar: buscar equilíbrio e sensatez para não espiralar nesse clima hostil que nos cerca… Ponderar nos nossos excessos, enfrentar nossa voracidade por poder, controle e domínio sobre os outros e sobre o ambiente… Aonde nos levará tudo isso? Certamente que já podemos intuir e olhar ao longe para saber que corremos o risco de ser soterrados sob os escombros da nossa própria arrogância, irracionalidade e insensatez e mais tarde não poderemos alegar que “não sabíamos” onde estávamos nos metendo… Será mesmo que os fins justificam os meios? Será que as perdas e danos serão mesmo compensados pelos ganhos? Haverá ganhos, porventura? Em terra de olho por olho, todos acabam por ficar cegos e cega está a razão quando enveredamos por este caminho. A tarde talvez o mau humor e o azedume arrefeçam um pouco porque conseguimos olhar a tudo com uma certa indiferença, a ponto de coisas que antes nos tiravam do sério agora já não nos interessam tanto. Podemos tirar essas horas de isolamento para acalmar os ânimos vertiginosos dos últimos dias, acalmar a mente e o coração e ter uma perspectiva mais fria e isenta de envolvimentos pessoais e subjetivos.

Zero1122 – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 24 de fevereiro – Marte está ombro a ombro com Urano e em oposição, também próxima a Júpiter, enquanto se afasta da quadratura a Plutão. De Aquário a Lua se entende com Vênus em Áries e fecha a noite em harmonia com Marte-Urano, aspectos não exatos. A Lua Aquariana soma forças a Mercúrio – embora não faça aspecto a ele hoje – e vem nos ajudar a ter um pouco mais distanciamento nestes dias em que todos estão de cabeça quente, comprando brigas à toa. Hoje, ter esse distanciamento emocional pode salvar o dia, o humor, as relações e talvez até coisas maiores e mais importantes. Temos alguma clareza para olhar para o futuro e prever alguns desfechos das situações em que nos encontramos, de forma que podemos tomar as atitudes mais adequadas com clareza e objetividade, se conseguirmos manter os instintos e a irracionalidade sob controle, de modo a arrefecer um pouco os ânimos exaltados ao nosso redor. Se estivermos dispostos a nos observar de forma fria e objetiva, podemos entender porque nos incendiamos em certos momentos, o que ativa nossos gatilhos emocionais, a ponto de nos tirar do eixo e de nos tornar tão reativos e desequilibrados. Essa percepção pode nos levar a admitir muitas falhas, esse lado menos nobre e mais feral da nossa natureza, aceitando e iluminando-o, para humanizá-lo, a ponto de não nos amedrontar tanto. A despeito de tudo isso, o clima continua hostil no mundo exterior e segue desafiando nossa serenidade e autocontrole. Atenção total com os gatilhos!

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SÁBADO, 25 de fevereiro – A Lua Balsâmica Aquariana se afina com Marte e Urano e depois também com Saturno, ficando fora de curso depois desta conversa, às 15h12min. Ingressa em Peixes às 21h25min e logo faz conjunção a Mercúrio, que ingressa neste signo um pouco antes, às 20h08min. Nesta semana intempestiva de contendas e discórdias inúmeras, tivemos e continuamos a ter a oportunidade de combater a insensatez, os ódios e a agressividade destrutiva dentro de nós – somente assim podemos combatê-los fora de nós, porque só conseguimos combater lá fora o que já vencemos aqui dentro. E hoje, mais uma vez, temos possibilidade de dialogar com esse nosso lado impetuoso, feroz e impulsivo de maneira desapegada, procurando entender suas motivações mais profundas. E, se por um lado podemos ser “animados” por tal ímpeto, por outro, podemos também ter efeito calmante sobre esta pequena besta selvagem, tentando conduzi-la e domá-la minimamente, argumentando com ela e mostrando que há outras maneiras menos selvagens de se buscar e se conquistar o que se quer. Temos uma pequena trégua que nos permite equilibrar a necessidade de autoafirmação que tem estado imperiosa, com a as obrigações e deveres – contra os quais temos nos rebelado recentemente – de maneira menos dramática e menos intensa, com um senso mais acurado de concepção e perspectiva. À noite o clima muda radicalmente e ficamos mais impressionáveis e sensíveis, agudamente mais sensíveis, talvez até tendo pressentimentos indefiníveis, que nos deixam um tanto desassossegados, querendo correr para as montanhas, intuindo o tsunami. Sim, há sensação de tsunami emocional prestes a acontecer e os alarmes, longe de nos deixar em pânico, devem apenas nos ajudar a nos preparar para deixar que as grandes águas levem tudo de que não precisamos mais, que nos banhem e nos purifiquem nossas empresas egoicas, para que elas beneficiem também a outros, para que sejam mais  inclusivas e amorosas; para que percebamos como são efêmeras e irreais as ilusões de poder terreno pelo qual brigamos e nos desgastamos tanto… É inútil, é fútil e já nem entendemos direito porque começamos a tal guerra… Se chegamos a tal ponto, que bom! Estamos prontos a abrir mão do controle e do poder… Se ainda insistimos… Vamos para mais um round de batidas de cabeça, até que uma hora tenhamos a prendido, mesmo a duras penas… Se a cabeça é dura, que aguente as pancadas!

Reprodução – Intervenção: Maria Eunice Sousa

DOMINGO, 26 de fevereiro – Temos a Lua Nova e Eclipse Total do Sol ocorrendo às 11h59min d manhã, a 08°12’ de Peixes – a Lua Nova ocorre em conjunção a Netuno e ao Nodo Sul. Como se não bastasse, Marte está em conjunção partil a Urano e em oposição quase exata a Júpiter. A Lua fecha a noite em sextil a Plutão. A Lua Nova e Eclipse solar ocorrem em conjunção próxima a Netuno e afastando-se de conjunção a Mercúrio (ampla) e estes são os únicos aspectos que Lua e Sol fazem. A Lua Nova Nova convida a lançar ou refazer nossas intenções para o novo ciclo, o ciclo de Peixes, da amorosidade, altruísmo e gentileza. Convida a finalizar processos, já que estamos no ultimo ciclo do ano astrológico, para que possamos iniciar o novo ano desobrigados e leves das pendências inacabadas e de eventuais esqueletos que não tenhamos enterrado devidamente. Por si só, a Lua Nova sugere um tempo de perdão e inclusão, de redenção e cura, da empatia que salva e humaniza, diminuindo as barreiras e os limites humanos. Seria uma Lua Nova gentil e benéfica, não fosse pela configuração em que seu regente tradicional, Júpiter, está emaranhado: como já sabemos, Júpiter está numa dança feroz com Urano e Plutão e justamente hoje, Marte tira o pino da granada que joga tudo pelos ares, ao fazer conjunção partil, exata, a Urano poucas horas depois da Lua Nova/Eclipse e fazer a oposição exata a Júpiter cerca de 24 horas depois da Lua Nova. Tudo isso nos diz que o domingo traz influências muito contraditórias, confusas e indistintas, que podem causar muita ansiedade, comportamentos irracionais, reações imprevisíveis e intensificar soberbamente os ânimos… Cuidado quem for cair na folia no sábado e domingo de Carnaval!! O domingo pede, pois, muita calma, reclusão, retiro, meditação e serenidade. É fundamental manter-se centrado, ficar na sua e não entrar nas ondas de medo e ansiedade que por acaso percebermos. Respirar, confiar, vibrar amor e paz, é o melhor que temos para o dia. O eclipse será visível em boa parte do Brasil, regiões sul, sudeste, parte do Centro-Oeste e parte do Nordeste, o que indica que essas regiões e seus habitantes serão, definitivamente, afetados! Texto sobre o eclipse ao longo da semana!

Uma semana de muita serenidade para você!