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A Semana Astrológica – Do que você tem medo?

Semana estendida de 30 de junho a 09 de julho

Não consegui publicar a semana corrente na data certa, então, aproveito e já publico o período estendido até a semana que vem – estou em viagem, no interior do Maranhão, com acesso limitado à internet – por isso também o post sai com imagens limitadas.

Este período está bastante catártico, com crises atuais ressuscitando dores e mágoas antigas e que podem tanto nos endurecer e amargar um pouco mais, ou nos libertar dos ranços e bolores emocionais para uma vida mais doce e serena. Nossos medos também ficam aflorados e nos fazem questionar o que é realmente essencial para nós.  Estou falando dos trânsitos correntes do Sol, Marte e Mercúrio por Câncer, todos em confronto com Plutão em Capricórnio crises que atingem seu apogeu na Lua Cheia de Capricórnio que ocorre no dia 09 de julho, domingo da semana que vem.

Marte, já neste fim de semana, enfrenta o poder de Plutão e como Plutão é a oitava mais elevada de Marte, é sempre formidável um embate entre os dois, representando momentos de grave tensão, propensão à violência, tanto nas relações pessoais, quanto nas interações impessoais e sociais. Há conflitos de poder, tentativas de controle e as consequentes insurreições, que tendem a derrocar em agressividade explícita e física, caso não se consiga contornar as beligerâncias. Se não estamos cientes de nossa própria agressividade não expressa e preferimos nos identificar com a ovelha mansa e dócil, podemos cair direto nas garras de lobos famintos, que ficarão felizes em nos dar uma lição de sobrevivência e de até onde está disposto a ir quando isto está em jogo. Marte-Plutão sempre nos questionam como temos usado nosso poder, se o usamos sabiamente, sem desculpas, ou se o delegamos a outros, por medo de suas implicações, por medo de nos rendermos a ele; também nos incita a olhar se não abusamos desse mesmo poder, intimidando, agredindo, violando a outros ou a seus recursos, por não entendermos que devamos respeitar os limites alheios. Tudo isso, dependendo do quanto temos trabalhado nossa sombra e essas questões dentro de nós. Marte também faz quincôncio a Saturno, sugerindo inseguranças recalcitrantes que voltam a nos afligir e que vão demandar autocompaixão e tolerância conosco mesmos.

Antes de Marte, Mercúrio fez o mesmo percurso, digladiando nos mesmo desafios, fazendo primeiro quadratura a Júpiter e depois oposição a Plutão, de modo que de quinta a domingo desta semana, as coisas ficam deveras tensas e carregadas. Estouros podem ocorrer e os canos que jaziam entupidos de muitos detritos antigos, sangram agora, alagando os arredores com nossa raiva antes represada, que agora jorra aos borbotões, espantando a muitos, inclusive a nós mesmos. Tais inundações da raiva não ocorreriam, se mantivéssemos nossos canos limpos de tais resíduos. Como fazer isso? É um exercício permanente, diário, de se vigiar, de gerenciar a própria raiva, irritação e frustrações, de saber colocar e respeitar os próprios limites, de saber dizer não quando se quer e se precisa dizer não, de saber ser honesto consigo e com o outro, ao invés de engolir os impropérios e mariná-los para depois. Não, não é o caso de explodir todos os dias e proferir os impropérios, mas pelos menos de reconhecer quando se sente invadido, quando não se está satisfeito e pontuar isso, de forma firme e adequada – assim, não será necessário explodir ou implodir mais à frente, quando o copo encher ou quando os canos entupirem. A nosso favor temos o fato de Marte já ter voltado aos limites do Sol, estando menos selvagem e descontrolado. Mercúrio, por outro lado ainda está nessa condição até dia 01/07, requerendo cautela, porque as línguas ficam mais do que ferinas, potencialmente letais.

Na semana que vem o Sol fará os mesmos movimentos. Faz quadratura a Júpiter (05/07) e depois oposição a Plutão (09/07) e é a vez de a consciência ser inundada pelos conteúdos sombrios do inconsciente, nossas dependências infantis, desejos de onipotência e controle através de artimanhas sutis, mas muito efetivas. Precisamos mesmo recorrer a tais artimanhas? É mais um momento de confronto com nosso senso de (im)potência. No mundo exterior isso se manifesta como conflitos intensos de  busca de domínio sobre terceiros, já que talvez não conseguimos dominar nossas próprias inseguranças internas. O desejo de controle geralmente nasce da insegurança profunda, do medo de ser controlado e de ficar à mercê do que quer que seja: pessoas, situações, eventos, então, predomina a máxima: antes ele do que eu, e para não me sentir dominado e controlado, eu controlo e domino. Estes são dias ótimos para perscrutarmos nossa alma e verificarmos quando controlamos e quando nos sentimos controlados e como agimos ou reagimos diante disso. O Sol também fará trígono a Netuno, o que provavelmente nos ajuda a lidar com todos esses dilemas com mais serenidade e auto compreensão – se não temos compaixão por nós mesmos, quem terá?

Depois de ter feito a Conjunção Superior ao Sol e de lidar com todos esses desafios, Mercúrio deixa as águas de Câncer e ingressa em Leão e começa a se afastar do Sol, preparando-se para seu próximo ciclo de retrogradação, que começa em 12 de agosto, em Virgem. Em Leão Mercúrio se comunica de forma magnânima, mas também dramática! Há um grande interesse nas artes em geral e o auto interesse também é acentuado. Caso não esteja aflito, há o entusiasmo e a alegria de um coração jovem, coisa que é reconhecida pelas crianças, com quem costuma de relacionar bem. Mercúrio fica em Leão de 5 a 25 de julho, quando então ingressa em Virgem.

Quem também muda de cenário é Vênus, que sai dos campos bucólicos de Touro e torna-se mais urbana e sofisticada em Gêmeos. Nesta semana que termina Vênus fez quincôncio a Saturno, movimento que pode ter significado alguns estremecimentos nas relações em geral, motivados por inseguranças ou incompatibilidades de valores e interesses. Talvez o posterior sextil a Quíron nos ajude a ter mais compreensão das dificuldades alheias, assim como das nossas próprias, o que pode nos ajudar a encontrar algum caminho de conciliação. Vênus entra em Gêmeos no dia quatro de julho, onde fica até o dia 31, quando ingressa em Câncer.

Quíron estaciona na sexta, dia 30, para entrar em retrogradação no sábado. Esse movimento de Quíron nos convida a reavaliarmos como temos lidado com o tema das feridas incuráveis na nossa vida, da bisca ou oferta de ajuda e a cura proveniente de tal atitude. Quíron fica retrógrado de 1° de julho até 06 de dezembro e como Saturno volta ao movimento direto em agosto, os dois ainda se batem uma vez mais na quadratura atualmente em curso. Este é um aspecto bastante difícil e quem sente de forma mais contundente e pesada são os signos mutáveis, particularmente Gêmeos e Sagitário, mas também Virgem e Peixes. Nos próximos meses estaremos refletindo sobre nossas fragilidades sem conserto, nossa tendência ao vitimismo ou à amargura, nossa abnegação e a busca do bálsamo da cura, através da ajuda ao outro.

E, finalmente, nos próximos dias também vemos ocorrer o terceiro e último quincôncio de Júpiter a Netuno, precisamente na virada de terça (dia 04) para quarta. Expectativas exageradas, seguidas de experiências de desencanto são sugeridas por este aspecto, particularmente no que tange a figuras eclesiásticas e religiosas em geral, como também em relação a juízes e e a leis. Engodos podem se dar, sob o disfarce da benevolência aos oprimidos e desvalidos; há dificuldade em ater-se aos limites, sejam os pessoais ou sociais; há propensão aos exageros no otimismo, nos planos de crescimento, na busca por melhoria. Se conseguimos controlar tais rasgos doudivanas, podemos tirar proveito de um aumento da criatividade, mas é preciso ter muito pé no chão para não nos deixarmos levar por planos mirabolantes que talvez deem em nada! Cautela, mais uma vez, como promessas feitas ou ouvidas – elas podem nos levar à nau dos insensatos, que está fada a naufragar. Esse último quincôncio entre Júpiter e Netuno ocorre com a Lua vazia, em Escorpião, sugerindo que é ainda mais difícil ter clareza de nossas expectativas fantasiosas, e que não devemos mesmo nos apegar a elas, pois nada está determinado ou preciso e os resultados tendem a nos surpreender, a sair muito diferentes da nossa esperança – provavelmente de forma negativa.

A Lua fecha esta semana em Escorpião, na fase Crescente. Fica Corcunda ainda em Escorpião na terça-feira, dia quatro. Engorda e arredonda-se mais um pouco em Sagitário e, plenamente prenhe, dá à luz em Capricórnio, no apogeu do ciclo, no domingo, dia nove de julho. Nesta jornada cheia de altos e baixos, a Lua conversa, sussurra, briga e interage de formas diversas com todos os demais planetas, sinalizando as mudanças de humores aqui na Terra.

SEXTA-FEIRA, 30 de junho – Vazia em Virgem, a Lua faz oposição a Quíron. Ingressa em Libra às 03h02min, de onde entra na fase Crescente, às 20h52min. Quíron estaciona às 03h10min. Dia de focar no equilíbrio, na harmonia e na civilidade, sem deixar de ser assertivos quando se fizer necessário. A Lua fica Crescente em Libra, em quadratura ao Sol em Câncer e sinaliza que para avançarmos na direção da maturidade, é preciso deixar muita coisa para trás. Para se formar uma nova família, ser parte de um casal (Libra), é preciso deixar para trás a família de origem e o passado (Câncer) para poder olhar para o futuro e fundar o novo núcleo. Libra também convida a viver as relações de forma equilibrada, como é o caso das relações laterais. Já não nos relacionamos nas bases da hierarquia e da dependência das relações parentais, mas de igual para igual, em que as pessoas envolvidas da relação têm obrigações e direitos iguais dentro do arranjo, precisam dar e receber igualmente, para que a parceria se sustente e tenha futuro.

SÁBADO, 1° de julho – Quíron entra em movimento retrógrado na madrugada. A Lua Libriana, já na fase Crescente, faz conjunção a Júpiter, quincôncio a Netuno em Peixes, quadratura a Plutão em Capricórnio e a Marte e Mercúrio em Câncer, formando uma poderosa T-Square, da qual ela mesma é o foco, junto com Júpiter. A Lua faz ainda sextil a Saturno. A princípio o dia começa com otimismo e nos sentimos magnânimos, expansivos e generosos, querendo a companhia de outras pessoas para socializar e interagir. Mas conforme as horas passam, a propensão à indecisão aumenta grandemente, porque sentimentos, pensamentos, atitudes e necessidades estão todos em contradição e assim nos sentimos extremamente irritadiços e intolerantes, com o estopim curto, devido à frustração conosco mesmos, por não conseguirmos nos alinhar internamente. As explosões trazem o alívio catártico, mas por outro lado, deixam-nos sentindo vexados e constrangidos por não conseguirmos conter nosso mau humor e insatisfação. Antes de mais nada precisamos reconhecer essas contradições interiores e admitir que precisamos fazer algumas escolhas chatas, abrindo mão de algo que gostaríamos, em favor de algo mais importante, do qual precisamos – precisar sempre é mais forte que querer! Delegar a escolha e a decisão para outros é o pior que podemos fazer hoje, porque o resultado final pode ser desastroso, tanto porque não nos agradará, quando porque poderá piorar os atritos já existentes. Sejamos honestos e banquemos nossas decisões, porque somente nós podemos ser responsáveis se elas se revelarem acertadas ou equivocadas. Entregar nosso poder ao outro, pode não só diminuir nosso respeito próprio, como nos colocar em situações arriscadas de vulnerabilidade diante de pessoas que talvez não devêssemos confiar tanto assim. Para ter a paz e o equilíbrio que tanto buscamos, precisamos abrir mão da imagem de imparcialidade que gostamos de cultivar. É preciso tomar partido, é preciso escolher, é preciso assumir os próprios desejos e necessidades, é preciso assumir o próprio poder. A não ser que queiramos ser apenas uma sombra de nós mesmos!

DOMINGO, 2 de julho – Marte está em oposição exata a Plutão e Mercúrio está em quincôncio pleno a Saturno! Por seu turno, a Lua faz quincôncio à sua senhoria, Vênus em Touro, e também a Quíron, virando foco de um Yod-Dedo de Deus, já que Vênus está em sextil a Quíron. A Lua Libriana ainda se opõe a Urano em Áries, ficando vazia depois desta briga, às 09h18min. Ingressa em Escorpião às 13h em ponto, onde se retrai para se recuperar de todos esses embates. O domingo está cáustico, violento, propenso a chuvas, trovoadas, tempestades e furacões, acionados por energias que foram represadas e reprimidas e que agora borbulham, fazendo ferver o sangue, levando as pessoas a agirem no calor do momento e na impulsividade. Marte é o instinto de sobrevivência individual, é o impulso da agressividade que, em si mesmo, é neutro e pode e deve ser usado de forma positiva, ajudando-nos a ser assertivos e a brigar por nossos objetivos. Mas Marte em Câncer não direciona bem essa agressividade – já tentaram mover uma faca na água? E a agressividade tende a ser expressa de forma indireta, isso quando não fica fervendo por dentro, engarrafada. Plutão é o instinto de sobrevivência da espécie, o poder e o controle, o princípio da destruição de tudo que vai contra a essência da psique, a demolição de tudo o que é falso, errado, fajuto, disfarçado, para que o conteúdo possa ser transformado. Assim, um confronto entre Marte e Plutão, neste eixo Câncer-Capricórnio, obrigando o individuo a lidar com suas queixas pueris, com aquilo do que vem fugindo, esgueirando-se pelas esquinas de si mesmo. Mas chega uma hora que não esquinas suficientes para nos escondermos de nós mesmos, nossa raiva, nossa birra, expectativas frustradas, fugas da própria sede de poder. É encarar a sombra que se projeta da outra rua e preparar-nos para o confronto necessário. Se insistimos em fugir, vamos encontrar o bicho-papão em formas menos prosaicas e mais violentas e sujas. O palco principal dessas tempestades são as relações afetivas e a família, principalmente, mas podem ocorrer também em outros cenários. Portanto, fiquemos de sobreaviso e vigiemos nossa própria reatividade, nossa raiva encalacrada – e todos nós temos algum resquício dela dentro de nós – porque ela pode explodir hoje, atiçada por alguma coisa boba, alguma ameaça – talvez até infundada – ao nosso ego e à sobrevivência! Até onde somos capazes de ir quando estamos acuados, verdadeiramente? E o que tem o poder de nos acuar? O que nos faz borrar as calças? Será que nos conhecemos tão bem? O problema é que muitas vezes, confundimos as coisas e nos sentimos tão inseguros que nos sentimos acuados por coisas menores e então explodimos na hora errada, com as pessoas erradas. Para evitar que tais energias se expressem através de nós de forma destrutiva, o ideal é nos confrontarmos de uma vez, encontrarmos formas de extravasar nossa raiva, nossa frustração, de maneira construtiva e positiva, assim, não precisaremos despejá-la sobre aqueles que nada têm a ver com nossas dificuldades.

SEGUNDA-FEIRA, 3 de julho – De Escorpião a Lua faz trígono ao Sol e a Netuno, formando um Grande Trígono em Água por todo o dia, que à noite vira uma Pipa, com Plutão de foco. Vênus está em sextil a Quíron, aspecto exato, enquanto Marte começa a se afastar da oposição a Plutão. Lua e Marte estão em recepção mútua. O dia traz um manancial imenso de sensibilidade e emotividade, que nos puxa para as profundezas de nós mesmos e de nossos sentimentos mais viscerais e misteriosos. Tal profundidade propicia a elaboração e depuração das explosões e conflitos recentes, favorecendo também que nos conheçamos um pouco mais. No mundo exterior, também nos sentimos mais conectados com os outros e mesmo inclinados a ser um pouquinho – só um pouquinho – mais tolerantes em relação àquilo que parece desajustado e fora de ordem – Netuno propicia essa compreensão, essa inclusão do todo, mesmo daquilo que parece trôpego e estranho e então, julgamos menos. Em termos práticos, o dia pede mais introspecção, um voltar-se para si mesmo. As investigações densas, sejam internas ou externas, também ficam favorecidas pela energia penetrante de Escorpião e as situações têm mais chances de serem transformadas positivamente.

TERÇA-FEIRA, 4 de julho – Mercúrio está em quadratura exata a Urano. De Escorpião a Lua se harmoniza, de formas diferentes, com seus dois dispositores, Marte e Plutão – aliás, Lua e Marte estão em recepção mútua. A Lua faz ainda quincôncio a Urano e trígono a seu regido Mercúrio e a Quíron em Peixes, formando outro Grande Trígono em Água. Fica vazia depois da conversa com Mercúrio, às 21h36min. A Lua ainda faz sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Corcunda. Vênus ingressa em Gêmeos às 20h12min e Júpiter vira a noite em quincôncio exato a Netuno. A despeito de termos hoje pensamentos e sentimentos alinhados e de conseguirmos ser suficientemente assertivos e motivados a lutar por nossos interesses, há dentro de nós um alvoroço, um desejo intenso de mudanças e novidade, que nos empurra na direção de coisas e situações extravagantes, que nos permitam sair do lugar comum, do previsível. A intensidade emocional fica maior e mais pujante e nos vemos agindo impulsivamente, na busca por emoção e estímulo. É essencial perceber que os estímulos não estão necessariamente lá fora. Antes, precisamos analisar as alterações que devem ser feitas nos nossos pensamentos, visões, planos, formas de pensar e, consequentemente, no nosso cotidiano, onde tudo isso tem efeito e é vivenciado. Felizmente, temos suficiente sustentação emocional e estamina interior para perceber todas essas nuances e adotar as atitudes cabíveis, se realmente quisermos. Do contrário, se insistirmos em modificar apenas o ambiente imediato, achando que o problema reside aí, podemos nos deparar com situações conturbadas que perturbam nossa rotina de forma irritante e contraproducente. De todo modo, é sempre bom permanecer flexíveis e abertos aos imprevistos, porque hoje eles são o recheio do dia – e têm muito a nos ensinar!

QUARTA-FEIRA, 5 de julho – Júpiter está em quincôncio pleno a Netuno nas primeiras horas da madrugada de terça para quarta – o aspecto partil dura cinco horas e meia. O Sol estimula e potencializa este atrito, pois está em aspecto a esses dois planetas, fazendo quadratura a Júpiter e trígono a Netuno. A Lua entra o dia vazia em Escorpião e ingressa em Sagitário à 01h08min, de onde logo se opõe à Vênus Geminiana. Mercúrio hoje faz trígono a Quíron e ingressa em Leão às 20h20min. Achar o equilíbrio necessário entre nossos anseios e a realidade é um dos desafios do período; outro desafio é perceber quando podemos e devemos ajudar e quando devemos respeitar os limites nossos e do outro – nem sempre podemos fazer tudo, por mais que queiramos! O dia pede cautela com as expectativas não racionais acerca do futuro e de figuras que admiramos e em quem projetamos nossas esperanças. Talvez estejamos excessivamente otimistas e idealistas, de modo que não enxergamos direito até onde podemos ir, podendo nos exceder nos nossos cuidados ou cobranças e expectativas em relação a outros. Para isso, precisaremos exercer uma grande dose de autodisciplina e autocontrole, para não perdermos as estribeiras e o prumo do que que quer que estejamos realizando. Há o risco de nos sentirmos super-poderosos e tentar dar o passo maior que a perna, para perceber o erro apenas quando é tarde demais. Portanto, usemos o otimismo para nos animar e motivar, mas mantenhamos em cheque a disciplina e o bom senso!

QUINTA-FEIRA, 6 de julho – O Sol está em trígono a Netuno e quadratura a Júpiter, ambos os aspectos exatos hoje! Por sua vez, a Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno, sextil a Júpiter e quincôncio ao Sol e potencializa este corrente aspecto entre Sol-Júpiter-Netuno, ao conversar com todos eles. A Lua faz também conjunção a Lilith, quincôncio a seu regido, Marte e conjunção a Saturno. Embora isso não seja uma configuração astrológica formal, temos hoje uma imagem bem interessante formada nos céus, mostrando um trapézio que tem o sextil por base e o trígono no topo – ou vice-versa; as quadraturas são as laterais e os quincôncios se cruzam ao meio, destes dois aspectos criando tensão e o trígono e o sextil conciliando. O que tudo isso quer dizer? É dia de nos conscientizarmos de nossos idealismos ingênuos, de nossas crendices tolas e otimismos vazios, que não vão nos levar a nada, a não ser a decepções. Falta-nos terra para exercer nossa compaixão adequadamente, realisticamente, assim como nos falta terra e bom senso para olhar para o futuro com fé, mas também com pragmatismo. O dia fica como uma faca de dois gumes: podemos nos perder num oba-oba de esperanças vãs e auspícios infundados; ou podemos agarrar a oportunidade de nos observar mais de perto e perceber por que precisamos tanto “acreditar” em certas “verdades” fantasiosas, por que nos deixamos seduzir pelas palavras doces que escondem intenções amargas. Assim, essa oportunidade pode ser também de nos abrirmos para novas visões, para o entusiasmo bem fundamentado e sem os vícios do imediatismo e das soluções fáceis, apelativas e mágicas que são tão comuns ao nosso tempo. Saturno hoje vem sem a âncora que nos faz assentar devidamente o coração, a intuição, a alma, e nos faz ponderar com vagar, sabedoria e quem sabe até, com graça, sobre nossas reais possibilidades, julgando-as com a justa medida, nem pessimista nem otimista, apenas vendo-as pelo que realmente são: possibilidades, que podem ser concretizadas, dependendo do nosso esforço, empenho e comprometimento e não apenas de truques fantásticos para iludir aqueles que não querem pagar o preço da conquista real e verdadeira. Todos esses aspectos também estimulam a criatividade e os dons artísticos, favorecendo a todas as atividades nessa área. Também ficam potencializados nosso altruísmo e empatia, mas aqui há que se ter cautela para se ter certeza de que o outro realmente quer – e precisa – da nossa ajuda, do contrário, podemos ser invasivos e desrespeitosos ou simplesmente ser vítimas da má fé alheia.

SEXTA-FEIRA, 7 de julho – Vênus está em sesqui-quadratura a Plutão. De Sagitário, a Lua se harmoniza com Urano e fica vazia logo depois, às 10h14min. Faz ainda quadratura a Quíron e ingressa em Capricórnio às 13h45min, de onde faz quincôncio a Vênus em Gêmeos e a Mercúrio em Leão, que estão em sextil pleno hoje – assim, a Lua vira foco de um Yod. A manhã tem um tom agridoce, de busca de liberdade e uma aguda consciência das nossas restrições e impedimentos. Mas isso não deve nos baquear, mas sim ser motivo de reflexão que nos serena e acalma, por nos entendermos humanos, de alma infinita num invólucro limitado – se não entendemos e aceitamos isso, o tom pode ser de amargor e ressentimento, contra a própria vida ou, para os muito inconscientes, contra os incautos que porventura cruzarem seu caminho hoje. A tarde traz dilemas diferentes, mas que ressoam e aprofundam os conflitos da manhã: há apelos lá fora, que nos instigam a brincar, nos soltar, divertir, como se não houvesse amanhã, como se não houvesse problemas ou mesmo a pilha de trabalho à nossa frente. Mas o velho ranzinza dentro de nós se recusa a atender aos convites da leveza – ou talvez seja o “velhos ranzinza” fora de nós, na pessoa do chefe ou quem quer que seja – e prefere pregar contra eles, ressentidamente, julgando imorais àqueles que não seguem a cartilha da dureza e da contenção. Tudo bem se queremos nos negar certos prazeres para provar algo a nós mesmos – problema nosso! – mas, querer interferir nas escolhas de outros ou ser seu exemplo, é outra história, bem diferente! Assim, a tarde e anoite pedem contenção, autossuficiência, trabalho, disciplina, mas não precisamos levar tudo a ferro e fogo, ou podemos nos tornar doentes! Também deixemos que cada um faça o que for adequado para si, afinal não precisamos carregar o peso – mais esse! – de ser os juízes do mundo!

SÁBADO, 8 de julho – A Lua Capricorniana, Corcunda, faz sextil a Netuno e quadratura a Júpiter e prepara-se para ser Cheia, nos primeiros minutos da madrugada de domingo. Temos a sensação de expectativa, de algo grande, prestes a acontecer – ou explodir! – e isso nos deixa um tanto inquietos e, para nos precaver, recorremos ao bom e velho controle, mecanismo de defesa por excelência! E assim, nos armamos de argumentos para nos defender das pequenas alegrias ao nosso redor e quando vemos, deixamos de aproveitar boas oportunidades de convivência e de festejar com outros, pelo medo de relaxarmos em demasia e pela preocupação com “obrigações e deveres”, com a ordem com o que é “adequado”. Talvez tenhamos mesmo que escolher com qual “culpa” ficamos: a culpa de “gazear” obrigações e perambular por aí; ou a culpa de não nos permitir gozar os prazeres que nos cabem e que se nos apresentam – por amor a algo que julgamos mais importante: trabalho, carreira, deveres, etc. De qualquer forma, podemos nos render às alegrias simples e buscar o equilíbrio entre a estrita disciplina e as pequenas indulgências que tornam um dia mais prazeroso e agradável. O fim da tarde e à noite trazem desconfortos e contradições entre as emoções – que vão escalando e se intensificando proporcionalmente à tentativa que fazemos de controlá-las – e os desejos e intenções do ego. Essas discordâncias ficam mais evidentes nas relações entre o masculino e o feminino, que são as forças em desacordo e se acumulam, atingindo o ápice na madrugada, possivelmente com algumas crises e conflitos que demandam resolução imediata! Mas por mais imediatas que sejam as soluções, seus efeitos são duradouros e as decisões não devem ser tomadas de forma impulsiva ou precipitada, por mais instigados que nos sintamos. A tentação de detonar o estopim e implodir tudo é grande, mas é preciso pensar, sentir e agir com calma, com alma, com brandura, com amor, qualquer que seja a decisão difícil que se tenha que tomar!

DOMINGO, 9 de julho – De Capricórnio, Lua atinge o apogeu do ciclo à 00h07min da madrugada de domingo (04h007min no horário de Lisboa), ao opor-se ao Sol Canceriano. A Lua Cheia se dá numa configuração bastante tensa, conjunta a Plutão – que recebe também a oposição do Sol – e em oposição a Marte e quadratura a Júpiter. À noite a Lua ainda faz quadratura a Urano em Áries e fica vazia às 22h14min. Também faz sextil a Quíron em Peixes. Marte está em quincôncio exato a Saturno. O ciclo de Câncer vem nos lembrar que somos seres dependentes uns dos outros, já que nascemos completamente vulneráveis e indefesos, totalmente dependentes de uma mãe – e de um pai e família – para o sucesso da grande empreitada que e nossa vida. Assim, o arquétipo da mãe está fortemente presente neste signo, assim como a presença da família e a ideia de um passado e uma ancestralidade. Câncer também é a nutrição, física e emocional e os laços que construímos ao longo da nossa jornada vida afora. Contudo, muitas vezes delongamos a dependência dos pais – e dos pais postiços, vistos na figura de parceiros, chefes, amigos, e até filhos – por mais tempo do que o necessário e do que deveríamos, desenvolvendo dependências e comportamentos que atrapalham nosso pleno desenvolvimento como adultos autônomos no mundo exterior e também na nossa subjetividade. Para nos darmos conta de tais anomalias, vivenciamos a Lua Cheia em Capricórnio, que nos lembra que, a despeito das interdependências necessárias à nutrição emocional de todos nós, não devemos delegar a outros aquilo que é atribuição nossa no processo de nossa sobrevivência e ocupação de nosso lugar no mundo, o mundo de Saturno, que não afaga nem alisa, mas que nos obriga a ser adultos e responsáveis.

Se Câncer é o signo da Mãe, que protege, cuida e mantém infantil, Capricórnio é a esfera do Pai, que nos obriga a amadurecer, a encarar o mundo com suas obrigações e responsabilidades, individuais e sociais e a fazer de nós alguém mais, além do “filhinho da mamãe”. Essa Lua Cheia torna esse confronto mais do que agudo, porque traz presente a necessidade de nos libertarmos dos emaranhamentos familiares e até ancestrais, que nos conduzem nesses enredos de relacionamentos destrutivos, cheios de cobranças, culpas, lealdades negativas e manipulações. É tempo de crescer, de assumir nosso próprio poder, e não relegá-lo a outros, pode receio de perdermos seu amor e proteção. Já passamos da fase de equiparar o amor da mamãe com sobrevivência e agora, se nos indispusermos com alguém, se perdermos o afeto do outro, mesmo que soframos, não corremos mais o risco do aniquilamento e é esse medo que precisamos enfrentar se queremos nos livrar das dependências mórbidas que nos paralisam e nos impedem de sermos nós mesmos e assumirmos nossos próprios desejos sem medo de ferir os brios de quem quer que seja. Esta é uma lunação bastante desafiadora, que nos obriga a lidar com nossas carências e inseguranças de cara limpa, sem disfarces, sem desculpas. Tanto mais que é a lunação que precede a próxima temporada de eclipses e que nos pede crescimento e enfrentamento da realidade.

Uma ótima semana para você, onde você estiver! 

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A Semana Astrológica – O Poder e a Justiça

Ming-Fukuku3 - Reprodução
Ming-Fukuku3 – Reprodução

Semana de 21 a 27 de novembro – Tempo mudanças poderosas… De desapegar, de soltar, de deixar ir… Análises e avaliações estão favorecidas. 

O Sol ingressa em Sagitário, diminuindo o peso das últimas semanas, carregadas da energia densa de Escorpião – ainda bem que é só um mês, né? Ufa!! Em Sagitário ele vai ter que lidar com Netuno e depois Saturno, mas isso é daqui a alguns dias, por enquanto, ainda não, podemos nos divertir nos campos abertos e na fanfarra do Arqueiro!

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Quem já lida com esses caras difíceis nesta semana é Mercúrio, que fez quadratura a Netuno dias atrás e que agora faz conjunção a Saturno. Esse contato, aliás, pode ser na verdade, muito bom, porque coloca um pouco de disciplina e contenção num Mercúrio que vê demais, escuta demais e quer tudo ao mesmo tempo agora. Saturno vem numa boa hora para trazer um pouco de prumo e sobriedade. Depois disso é a vez de Mercúrio lembrar das limitações humanas, das nossas mazelas mais chatinhas e intransponíveis, representadas por Quíron, com quem ele se engalfinha no sábado. No mesmo dia Mercúrio trava um papo super cabeça e animado com Urano, o que ajuda a desanuviar o peso e a olhar novamente para o futuro com mais esperança e expectativa!

Desconheço o autor - Reprodução
Desconheço o autor – Reprodução

Vênus em Capricórnio, por outro lado, encontra-se com Plutão e enfatiza ainda mais a a quadratura JÚPITER-PLUTÃO, que fica exata nesta semana. Uma Vênus que já está impulsionada pelo poder, eleva isso à décima potência, e quer mais. E mais! Nas relações percebe-se um grande impulso de transformação, de tentar ir além do que já se conquistou, de estreitar ainda mais as alianças… O problema é que às vezes um quer esse comprometimento e o outro não, o outro quer sair voando pela janela… Ficamos espremidos nos extremos e extremistas estamos: ou é tudo ou é nada!  Temos muito a dar e damos tudo, mas em troca, também demandamos nada menos que isso. Para adicionar mais uma pitada de intriga, Vênus-Plutão agrega ciúme, controle e conflitos de poder e, se por um lado isso pode esquentar as relações e aumentar a paixão, por outro pode, de fato, representar problemas. O lado positivo é que há oportunidade de vasculhar as profundezas da relação para checar se tudo está bem e caso não esteja, de confrontar os problemas e resolvê-los a contento, de confrontar a realidade dessa relação e, potencialmente, transformá-la. Entretanto, com Urano envolvido (Vênus também está em quadratura a Urano, aspecto exato semana que vem), tudo pode acontecer, inclusive rupturas. Receio não tenhamos, porque Urano só nos livra daquilo que não precisamos mais!

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E de fato, o aspecto maior que causa grande impacto na semana é a quadratura Júpiter-Plutão. Um aspecto que vai acontecer por três vezes, devido à retrogradação de Júpiter. O primeiro evento ocorre dia 24 de novembro; o segundo no dia 30 de março, com Júpiter retrógrado; e o terceiro 04 de agosto, com ele novamente direto. Este é um ciclo de cerca de 12,5 anos e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso, grandes fortunas e é um sinônimo para a plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Como Júpiter também rege a sorte e Plutão nos lembra de ambição, a combinação também está relacionada a ambição desmedida e à compulsão no jogo e compulsão e obsessão pelo poder e por ganhar dinheiro “fácil”. Em termos pessoais, no mapa natal, sugere grande sede de poder e também grande impulso realizador, que precisa ser usado com muita responsabilidade, para que tais realizações sejam positivas. Sue Tompkins, astróloga inglesa, diz que essa combinação também está associada a lutas de poder, reciclagem, grupos underground sendo enfatizados de alguma forma e à mineração – considerando-se que Vênus está envolvida na presente configuração, em Capricórnio (pedras), podemos esperar notícias envolvendo mineradoras mundo afora; podem ser notícias de descobertas de novas jazidas ou, ao contrário, o abuso de poder na exploração de minerais. No início do mês já houve um conflito grave entre índios e garimpeiros em terras Yanomami em Roraima, que resultou na morte de seis garimpeiros.

Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, lembro que foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani. Neste mesmo período o Papa Bento XVI anunciou um consistório. Ainda neste ano, mesmo fora da orbe da conjunção, houve aquela grande crise nos aeroportos e na avição brasileira, houve o lançamento do primeiro iPhone e do Google Street View e houve abolição da pena de morte na França, entre outras coisas. Pesquise você também e veja os fatos marcantes.

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Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média? No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições – tudo isso e o que é que temos na pauta atual? PEC 241! É um pouco complicado fazer prognósticos de como essa quadratura se manifestará. Só porque Júpiter é um signo de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não representa problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça, justiça sendo feito no âmbito do poder.

De modo mais geral, Júpiter-Plutão são associados com essas expressões-chave: imenso poder, o poder da justiça, a justiça do poder, a justiça dos ricos, expansão do poder, o poder da boa sorte, aumento de controle, aumento de riqueza, descobertas minerais, poder religioso, transformação espiritual, Deus como todo-Poderoso, busca espiritual, auto-melhoramento, sede insaciável de poder, regeneração da abundância, expansivo e profundo… Tudo isso estimulado por Marte, que se aproxima para fazer trígono a Júpiter na semana que vem. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário! Saturno em Sagitário também está fazendo uma revisão geral nessa área, revisão que agora ganha maior ênfase com essa quadratura Júpiter-Plutão, já que Júpiter rege Sagitário e é o regente atual de Saturno e, claro, Plutão não vai alisar niguém!

Borzui - Reprodução
Borzui – Reprodução

A Lua abre a semana ficando minguante já na segunda-feira, a partir de Leão. Joga tudo o que é inútil fora quando em Virgem e se equilibra em Libra, ficando Balsâmica e fechando a semana em Escorpião. A Lua será nova em Sagitário no dia 29 de novembro, às 10h17min no horário de Brasília, a 07°42’ de Sagitário.

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SEGUNDA-FEIRA, 21 de novembro – De Leão a Lua faz quadratura ao Sol no último grau de Escorpião, entrando na fase Minguante. Ingressa em Virgem às 07h34min de onde se indispõe com Plutão. O Sol ingressa em Sagitário às 19h23min no horário de Brasília e às 21h23min no horário de Lisboa. A Lua fecha a noite já em oposição a Netuno. A semana começa com a Lua ficando minguante, em Leão, pedindo que deixemos para trás algumas vaidades, a necessidade de aprovação dos outros em favor da auto-aprovação, a compulsão por ser visto em favor de um modo de vida mais privado e não dependente de plateia. Deixar ir o orgulho, os medos e receios infantis, a falta de espontaneidade nas relações. Com a Lua em Virgem o dia fica industrioso e bastante favorável ao trabalho, ideal para se começar a semana com o pé direito, com disposição e diligência. O Sol ingressa em Sagitário e também muda o tom central da atmosfera, que fica mais leve e animada. Ficamos um pouco mais otimistas e fazemos planos para o futuro, agora que temos uma visão de maior alcance e amplitude. Aberta a temporada de ampliar a visão, de expandir a mente e a consciência, de rever as crenças, de aprimorar conhecimentos, ir além dos limites pre-concebidos, sejam literais ou figurados! A noite traz um tom um tanto nostálgico, mas favorável ao sono.

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TERÇA-FEIRA, 22 de novembro – A Lua Minguante Virginiana se opõe a Netuno em Peixes e ao Nodo Sul. Irrita-se muito com Marte, briga com Mercúrio e se harmoniza com Vênus e Plutão, que já estão bem próximos. A Lua também faz quadratura a Saturno, tornando este foco de uma T-Square mutável, já que ainda se opõe a Netuno. A Lua fica vazia depois da quadratura a Saturno, às 15h43min, mas ainda confronta Quíron em Peixes. Mercúrio está em harmonia com Júpiter, seu dispositor. A chave para que o dia flua tranquilo é nos mantermos afinados com vibrações elevadas, vigiarmos o pessimismo e a insegurança e a tendência a criticar de forma dura pessoas ou situações que não conhecemos e que mesmo se conhecêssemos, não necessariamente faríamos melhor. Todo mundo tem suas limitações, inclusive nós e sempre é bom lembrar disso antes de julgar e criticar, antes de simplesmente abrir a boca para emitir opiniões que talvez nem foram pedidas. Apesar de termos nossa própria opinião em grande conta, como se soubéssemos o que é melhor para todos, isso não necessariamente é verdade; o que é válido para mim não necessariamente o é para terceiros e isso não é empecilho para a convivência, quando se tem respeito pelos preceitos e crenças alheios. Afinal de contas, conviver com quem só concorda com a gente é muito chato e muito estreito e nos torna intolerantes e fanáticos. A noite traz uma propensão a imprevistos e situações caóticas, que pedem flexibilidade e compreensão e entendimento, inclusive para conosco mesmos.

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QUARTA-FEIRA, 23 de novembro – A Lua está fora de curso em Virgem por todo o dia. Encontra disparidades em Urano e desconfortos vindo de Marte, mas depois fica bastante isolada. Ingressa em Libra somente às 17h42min, de onde se harmoniza com o Sol Sagitariano. Mercúrio está em conjunção a Saturno. Um dia bastante atípico em que nossa industriosidade e “vontade de fazer” cai numa espécie de vácuo porque as coisas parecem estar desconectadas e até mesmo questionamos se deveríamos fazer o que estamos fazendo… Culpa por não fazer, culpa por fazer, culpa por não querer fazer… Que sinuca! O dia está favorável mais a ser do que a fazer e isso é mesmo complicado para Virgem, que adora se ocupar! Ocupemo-nos, então, de nossa subjetividade, do fazer interior, do olhar para dentro e apenas contemplar, sem compromisso de resolver nada, de consertar nada… Apenas ser e deixar ser, deixar que o dia seja… Observar, desapegadamente, mesmo quando os imprevistos ameaçarem nos tirar do sério. Assim, o dia está favorável para pegar leve, deixar preocupações maiores de lado e seguir um roteiro que esteja aberto a mudanças e imprevistos.

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QUINTA-FEIRA, 24 de novembro – Júpiter está em quadratura plena a Plutão, que também recebe a conjunção de Vênus. A Lua Libriana conversa harmoniosamente com Marte em Aquário, mas se irrita com a ausência de Netuno. A Lua fecha a noite já próxima de conjunção a Júpiter e quadratura a Vênus. Considerando que Saturno transita Sagitário atualmente e Júpiter, regente de Sagitário, faz quadratura a Plutão, o Sehor da Morte e da Transformação, podemos dizer, mais do que nunca: a justiça tarda, mas não falha! Quem andou burlando regras indiscriminadamente, chutando o balde da ética e da boa vontade, pilhando e enganando… O castigo está vindo a cavalo! Especialmente indivíduos e entidades que tenham planetas entre os graus 10 e 20 dos signos Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio). Em nível mais pessoal, temos poderosas oportunidades de transformarmos nossa visão de mundo, nossas crenças envelhecidas, nossas perspectivas estreitas e ir mais fundo e mais além, derrubando muros e impedimentos, mobilizando recursos que estiveram sempre à nossa disposição, mas que só agora conseguimos acessar. O que precisamos fazer é estar atentos a nós mesmos, a nossos isights e intuições, ao nosso entorno. As oportunidades estão aí, mas muitos as verão como crises ou problemas intransponíveis. Um problema sempre traz no seu bojo a solução e a chance de crescermos – depende de como vemos as coisas. O dia favorece que vejamos os problemas e situações sob ângulos diversos e variados, de modo que podemos fazer melhores escolhas. Talvez até identifiquemos situações sobre as quais ainda não conseguimos agir conforme gostaríamos, mas a hora chegará em que nos será dado oportunidades e ferramentas. Estejamos atentos. As relações estão bastante esquentadas e propensas a convulsões. Momento de se estar completamente presente nessa relação.

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SEXTA-FEIRA, 25 de novembro – Vênus está em conjunção plena a Plutão e quadratura exata a Júpiter. A Lua faz conjunção a Júpiter, mas quadra Vênus-Plutão.  Dona Lua ainda se afina com Saturno e Mercúrio, mas se desarmoniza com Quíron e se opõe a Urano. Ficando vazia depois deste contato, às 11h53min. A Lua faz semi-quadratura ao Sol e entra na fase Balsâmica. A expressão dos afetos está intensificada, exacerbada. Os sentimentos são intensos e ampliados, mas há conflitos internos porque ao mesmo tempo em que queremos uma entrega completa e indubitável, por outro lado podemos nos sentir sufocados e querer preservar nosso espaço individual. Se não estamos cientes dessas discrepâncias internas e não as conciliamos em nós, podemos vê-las refletidas em desentendimentos no relacionamento. O período oferece chances de parceiros aprofundarem o conhecimento mutuo, de estreitarem a intimidade e a cumplicidade, mas se houver desconfiança, ciúmes e tentativa de controle, o tiro pode sair pela culatra e o parceiro que se sente controlado pode escapar por entre os dedos. Confiança mútua e preservação da individualidade são essenciais para que o trânsito se manifeste da forma mais positiva. Em termos práticos e mais mundanos, Essas influênias requerem cautela nos investimentos: há ótimas oportunidades surgindo, mas é necessário checarmos os códigos éticos envolvidos, porque se nossa ambição for desmedida a ponto de querermos passar por cima de outros, a resistência encontrada será igualmente formidável, portanto, escrúpulo e ética são também essenciais. Essa conjuntura astral também nos propicia uma transformação nos valores, na autoestima, de modo que podemos ser mais realistas e autênticos a respeito de nós mesmos, de como nos vemos e de como nos colocamos diante dos outros e isso, definitivamente, altera a qualidade das nossas relações. Para melhor!

Odilon Redon - Reprodução
Odilon Redon – Reprodução

SÁBADO, 26 de novembro – A Lua está Balsâmica e inaugura o dia fora de curso em Libra. Ingressa em Escorpião às 06h02min, onde ficará muitas horas sem fazer contato com ninguém. Vênus segue conjunta a Plutão e quadrando Júpiter, que também está em quadratura a Plutão. Mercúrio faz quadratura a Quíron e trígono a Urano, aspectos exatos hoje. É dia de reclusão e solitude. De limpezas e depurações, de deixar ir as ilusões, a necessidade de controle. Dia de perscrutar a alma profundamente, sem receio de suas sombras e humores, sem receio dos sentimentos mais bravios e densos. A Lua Balsâmica é a Lua Negra, a Lua das Feiticeiras, de Hécate e nos convida ao confronto com o velho, o que acabou, os restolhos de um ciclo e o consequente descarte. Depois de tais descartes, estamos aptos a olhar para o futuro, que é a função da fase Balsâmica, olhar no olho do futuro e profetizar o que ele nos traz ou suas inúmeras possibilidades, assim como aquelas que mais nos apetecem. Mercúrio em contato com Urano torna essa influência ainda mais proeminente: já não nos importamos com o que foi; o passado fica no passado porque lá éo seu lugar. Agora olhamos para o futuro, com mais esperança, espírito reformador, dispostos a largar todos esses restolhos que só atravancam a vida, que só nos impedem de prosseguir. O dia favorece esse mergulho profundo em si mesmo e nas questões mais cruciais, favorece que estejamos inteiramente em nós mesmos, para divisarmos os anseios do coração e da mente mais elevada e nessa direção lançarmos nossa flecha certeira!

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DOMINGO, 27 de novembro – A Lua Escorpiônica estabelece uma conversa sensível e profunda com Netuno. Depois ela briga com Marte, seu dispositor tradicional. Se reanima no contato com Plutão (o outro dispositor) e Vênus, se desentende com Urano e fecha o dia numa conversa empática com Quíron. O Sol está em sesqui-quadratura a Urano. O dia está intenso e ultra passional – bom para os amantes! Quem puder que estique o amor e adie a hora de levantar! Mas a mesma energia que simboliza essa intensidade pode significar conflitos, caso a paixão e o dinamismo não sejam bem canalizados. Assim, o dia pede que nos engagemos em atividades que despertem nossa paixão, nossa criatividade, nosso empenho e desejo de ir até o fim em alguma coisa. Precisamos de algo a que possamos nos entregar de corpo e alma e se não achamos nada tão empolgante, podemos ficar meio frustrados, meio indóceis e caçar confusão com as paredes. As trocas íntimas estão favorecidas, as superficialidades, definitivamente, não. Mesmo encontros com amigos precisam ser mais intimistas e levar a conversas complexas acerca dos mistérios da vida ou do âmago das questões. Frivolidades, não, por favor! A noite está muito nostálgica e sensível e pode nos deixar um tanto tristes, aumentando um pouco o blues do fim de domingo… Mas nada que um bom filme ou a companhia certa – mesmo que seja somente a sua própria – não possam resolver!

Uma ótima semana para você!

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