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2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

Daunhaus.Deviantart – Reprodução

Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

Magritte – Reprodução

Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

Salvador Dali – Reprodução

Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

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Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

Pixabay.com – Reprodução

Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

Shutterstock – Reprodução

Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

Shutterstock – Reprodução

Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

Shutterstock – Reprodução

Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

Descubra isso e muito mais agendando uma consulta: psicologica.astrologia@gmail.com

 

Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

Lua Nova em Aquário – Qual revolução você precisa fazer na sua vida?

Catrin Welz-Stein – Reprodução

A Lua é Nova a 08°15’ de Aquário nesta sexta-feira, dia 27 de janeiro, às 22h07min no horário de Brasília e à 00h07min do dia 28 no horário de Lisboa. A Lua Nova é o período de se renovar intenções e objetivos e de focar nos assuntos relacionados com o signo e com a casa do mapa natal em que ela acontece. Em Aquário a Lua convida a renovar os laços de amizade, a expandir nossa rede de relações sociais, a melhorar nossa atuação na comunidade de que fazemos parte, buscando um mundo melhor para todos porque afinal, Aquário é o signo das causas humanitárias. Sobretudo, é o período do ano em que devemos desafiar a mentalidade tacanha, identificada em nós ou nos outros; rebelar-nos contra as regras que só existem para manter o status quo, para nos manter no nosso “devido lugar” longe das posições em que poderíamos provocar mudanças reais e reformas necessárias. A ir além daquilo que é esperado de nós, a não nos conformarmos com a situação “porque sempre foi assim”.

Heinrich Fueger – Prometeu rouba o fogo dos Deuses – Reprodução

Aquário é o signo que nos convoca a “roubar o fogo dos deuses”, a exemplo de um dos mitos mais importantes deste signo, o mito de Prometeu. Neste mito, o titã Prometeu cria a humanidade a partir do barro e da água, à semelhança dos deuses (mito similar ao judaico). Prometeu, cujo nome significa “aquele que prevê o futuro”, ou o “previdente”, enxergava além e já havia previsto o resultado da luta entre Zeus e seu pai, Cronos e ficou do lado de Zeus, inclusivamente ajudando-o no nascimento de Atena, que nasceu adulta, direto da cabeça de Zeus e, por causa dessa ajuda, ensinou a Prometeu a arquitetura, matemática, astronomia, navegação, medicina, etc… Artes e conhecimentos que ele passou para a humanidade, por isso ele é tido como o daemon do impulso cultural. O homem não podia ver nada com clareza, não percebia os ciclos da natureza, portanto, não conseguia tirar proveito deles com a agricultura, por exemplo; ele também não sabia como criar animais e não enxergava um palmo diante do nariz no sentido de se projetar no futuro. “Então, aqui está a verdade em uma palavra: toda habilidade e ciência humana é um dom de Prometeu”. E Aquário é o signo que representa esse impulso cultural, civilizatório, tecnológico. E representa, também, o impulso para a consciência, oposta à inconsciência e instintividade dos ritmos orgânicos.

Reprodução

No mito, Prometeu também deseja dar o fogo à humanidade, mas Zeus o propibe de fazê-lo, porque já estava muito enciumado de todo o conhecimento que Prometeu havia dado ao homem. Prometeu faz ouvido de mercador à ordem de Zeus e se rebela. Entrando no templo na calada da noite, ele rouba o fogo e o dá aos humanos. Esse ato traz presente uma das principais características de Aquário: a rebeldia, a recusa em se sujeitar a normas que não fazem sentido ou que já estão ultrapassadas. O fogo dos deuses corresponde à centelha divina, aquilo que faz com o homem se perceba como mais que um mero animal, como tendo um espírito imortal e uma visão que pode enxergar o futuro e, a partir disso se planejar e se precaver. O fogo dos deuses também representa os segredos da natureza e Aquário está constantemente roubando os segredos da natureza, através das pesquisas científicas e tecnológicas e do desejo de reformar o mundo e a humanidade.

Lua Nova em Aquário – Brasília, 27 de janeiro de 2017, 22h07min

Neste mapa, Lua e Sol não fazem aspectos maiores a outros planetas, ou seja, estão bastante isolados, formando um “dueto”, só conversam entre si, o que enfatiza as qualidades do signo, tornando-os até um tanto extremistas. O símbolo Sabiano para o grau 09 (08°15’) de Aquário traz a seguinte imagem: “Uma bandeira que se transforma numa águia”. Dane Rudhyar, o precursor do que nós chamamos hoje Astrologia Psicológica, ao analisar este símbolo, nos diz que “o que está implicado aqui é a revitalização de um símbolo poderoso, sua encarnação numa realidade viva, ou seja, numa pessoa capaz de voar, em consciência, para a dimensão espiritual mais elevada. Ao arquétipo são dadas asas e substância viva. A imagem se tornou um poder”. Ele acrescenta que o que o símbolo sugere, é que “ver” este novo arquétipo vai além de meramente percebê-lo os novos padrões de valores com a mente. O vidente deve se tornar o fazedor, ver, compreender não é suficiente, é necessário agir. Não adianta ter acesso ao conhecimento, à verdade, se não permitimos que ela nos transforme, se não agimos em cima daquilo que vemos e compreendemos. E aqui, nos damos conta de que não é suficiente termos a visão Aquariana, se com ela nada fizermos para mudar algo, para reformar concretamente nossa realidade. Não basta roubar o Fogo dos Deuses para desperdiça-lo, para quê ter acesso ao conhecimento se nada transformamos? Somente para alimentar nossa vaidade e orgulho? Para nos colocarmos como mais superiores ainda aos reles anônimos (pecado-mor de Aquário)?  Então, algo precisa ser feito a partir do conhecimento, da iluminação. O quê?

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O Símbolo Sabiano enfatiza a qualidade extremista da Lua Nova, ocorrendo sem aspectos a outros planetas, um realce extra das qualidades de Aquário mais puras. A Lua Nova nos urge a roubar, nós mesmos, o Fogo dos Deuses, naquelas áreas da nossa vida que estão estagnadas, onde perdemos a visão, onde sucumbimos à previsibilidade e à monotonia e perdemos o ímpeto e o estímulo pelo novo dia, pelo futuro… Aquela área onde estamos acomodados, repetindo o mesmo enredo, todo dia, toda semana, entra mês, sai mês, entra ano, sai ano… E além de meditar para ganhar acesso à Visão, precisamos agir a partir dela. Onde, em nossa vida e vivência, precisamos “voar em consciência para a dimensão mais elevada”? Onde é que precisamos nos rebelar? Onde precisamos ser mais independentes, mais livres, revolucionários? Onde precisamos mudar radicalmente?

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É interessante que temos ajuda! Aquário é regido por dois planetas antagônicos, Saturno e Urano. Como sabemos, no mito Urano é suplantado por seu filho Cronos-Saturno. Depois de castrar seu pai, Urano, Cronos assume o seu lugar como regente dos deuses. Assim, Cronos-Saturno suplantou Urano, embora, na Astrologia diz-se o contrário, é o Novo (Urano) que suplanta o Velho (Saturno) e hierarquicamente, Urano é mais forte do que Saturno, pois é um poder que está além da consciência humana. Então, Saturno e Urano representam forças inimigas e opostas. Entretanto, atualmente essas forças aparentemente incompatíveis estão em harmonia. Saturno, trafegando Sagitário até o fim de 2017, está correntemente em trígono – aspecto harmonioso – a Urano, indicando um período em que o velho anda de mãos dadas com o novo, e vai lhe ensinando tudo o que há para saber, enquanto vai lhe cedendo o lugar, amigavelmente – claro, nem tanto, porque, embora haja harmonia, inimigos, mesmo de armas depostas, ainda são inimigos e essa conversa, por mais amigável que seja, ainda requer muita conciliação entre os dois princípios. De qualquer forma, o importante é que os dois dispositores da Lua Nova estão em trégua e isso nos diz que, em termos de circunstâncias, talvez tenhamos mais facilidade de fazer a migração da nossa condição atual para aquela que desejamos, de maneira gradual e planejada.

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Outra coisa interessante é que exatamente hoje, Vênus em Peixes faz uma quadratura a Saturno em Sagitário. Esse aspecto, em linhas gerais, sugere crises e testes pelos quais passam aas relações afetivas e pede cautela na gestão dos recursos e investimentos, pede que sejamos austeros. Hierarquicamente, Saturno está acima e é mais forte do que Vênus. Contudo, isso não quer dizer que Vênus também não possa ter efeito sobre a rigidez do Velho Saturno. Saturno vem equilibrar o idealismo e credulidade da Vênus Pisciana, tornando-a mais realista e ponderada; mas Vênus também suaviza a dureza de Saturno, tornando-o menos frio e um pouquinho mais afável. Quando projetamos isso para o ciclo, antevemos que é possível que seja um ciclo um pouco tortuoso para as relações, que enfrentarão testes de maturidade, independência e desapego mas, por outro lado, o contato de Vênus a um dos regentes da Lua Nova pode diminuir, mesmo que sutilmente, o distanciamento e a indiferença características de Aquário. Além de, em termos mais gerais, sugerir que agreguemos os princípios de Vênus em Peixes à essa ação radical que precisamos empreender: benevolência, inclusão, altruísmo, sensibilidade, criatividade, imaginação!

Mas não nos enganemos: a Lua sem aspectos alerta que ainda precisamos tomar a decisão radical, é necessário e urgente dar a arrancada, dar o primeiro passo, decidir! E agir!

Desejo uma ótima Lua Nova para você, cheia do radicalismo saudável e necessário para nos arrancar do marasmo que anda estagnando a vida. Que você tenha a clareza e a consciência que dá acesso à visão e, a partir da visão, que faça a revolução que precisa fazer, qualquer que seja ela!

A Liberdade guiando o povo – Delacroix – Reprodução

 

 

 

Urano-Plutão: que revolução precisa acontecer na sua vida?

magritte the universe unmasked
René Magritte – O Universo Desmascarado – Reprodução

Mudanças abissais têm acontecido no mundo desde 2008, quando Plutão ingressou em Capricórnio; depois Urano entrou em Áries em 2010 e Netuno em Peixes em 2011/12. Os três planetas mais lentos do nosso sistema solar representam forças coletivas e raramente se movem de um signo a outro ao mesmo tempo, ou pelo menos, em tão pouco tempo entre uma ingressão e outra. Assim, só a mudança de signo destes “cachorros grandes” já significaria alterações grandiosas no foco da atenção coletiva e no zeitgeist, o espírito dos tempos. Não bastasse isso, ainda temos a quadratura Urano-Plutão, que começou a operar desde 2010, embora só tenha ficado plena pela primeira vez em 24 de junho de 2012.

salai boli last days industrial revolu
Salai Boli – Últios dias da revolução industrial Reprodução

De 2010 até meados de 2016, vivenciamos tempos extremos, com profundas mudanças no âmbito coletivo, que impactam diretamente na vida do indivíduo, tanto em termos práticos quanto na mudança de consciência. Por todos os lugares as pessoas sentem o cheiro de mudança no ar, a tensão se acumulando, com ocasionais explosões que liberam grande quantidade de energia, mas que não resolvem o conflito permanentemente – muitas batalhas foram e ainda serão travadas até que essa guerra chegue ao fim. Essas ocasionais explosões ocorrem exatamente quando os “Cachorros Grandes” têm o aspecto exato ou quando recebem ajuda adicional na batalha, como é o caso de conjunções dos planetas pessoais, como Marte está agora conjunto a Urano e quadrando Plutão. A cada novo confronto, mais um pouco de consciência é adquirida, mais um palmo de terreno é ganho. E agora acontece o último round dessa luta, embora ainda sintamos seus efeitos por todo o resto do ano de 2015, especialmente porque a quadratura entre eles está quase exata no mapa de ingressão em Áries, do dia 20 de março. Mas o que representa esse confronto?
Quando estão em aspecto, Urano e Plutão representam duas forças extremamente poderosas colocadas juntas.

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Reprodução de Google Imagens

De um lado do ringue temos Plutão em Capricórnio, que neste fim de semana ganhou o reforço da Lua: morte e demolição das estruturas rígidas e capengas, obsoletas, especialmente na área das instituições “sólidas” da sociedade, como bancos, governos, representações de poder e mais todos os sistemas financeiros e políticos do mundo; morte, literal ou simbólica, de figuras patriarcais e de autoridade; “conflitos de poder internos e externos e esforço para trazer tudo o que está escondido à superfície” (1), na revelação de segredos familiares e coletivos antigos e muito bem guardados; transformação radical nos modelos familiares e na forma como as famílias se formam; instinto de sobrevivência extraordinário (da espécie) e a toda prova; poder absoluto de transformação, espírito indômito, quebra de tabus sociais, resiliência, resistência, disciplina, controle, auto-suficiência, ambição, autonomia e demolição completa do status quo, só pra citar alguns predicados. No outro canto do ringue, Urano em Áries, que ganha a aliança de Marte por estes dias, “enfatiza a individualidade e produz avanços repentinos e explosões” (1). É inquieto, imprevisível, temperamento raivoso, explosivo, zangado mesmo, vontade de aço, mudanças constantes de humor, necessidade de independência e auto-suficiência, intransigência, mudanças radicais e inesperadas, rebeldia, desobediência civil, revolução… Há grande instabilidade pessoal e coletiva e sentimos que andamos na corda bamba, ou mesmo que estamos à mercê de forças maiores que nós, daí a grande apreensão diante do futuro.

Imutável DEstino - Capucine
Capucine Piccicarolli – Imutável Destino – Reprodução

Pois bem, dos dois lados do ringue temos oponentes igualmente formidáveis, difícil dizer quem ganha essa batalha, que dirá dizer quem ganha a guerra… Estes dois juntos “não são fáceis de segurar e tendem a levar as coisas aos limites extremos. Plutão e Urano podem criar atos abruptos e explosivos de violência ou tensão intensa que nos afeta profundamente, brotando das profundezas da psique coletiva (…) Quando juntos, tensão e estresse são invitáveis, porque Plutão, que intensifica tudo o que toca, é ativado pela inquietação, tensão e impulsividade de Urano” (1) Mais difícil ainda é dizer de que lado a gente fica – na verdade não fica, somos partidos ao meio, demolidos no processo – mas o que precisa ficar claro é que eles vêm demolir e desintegrar o que está errado e torto, o que não funciona mais, o que não percebemos que é fajuto e está podre – tudo isso para que seja reconstruído de forma mais autêntica e sólida. É um despertar para verdades inconvenientes, para que se possa transformar a realidade.

Escombros
Reprodução

A batalha entre Áries e Capricórnio simboliza o eterno embate entre o indivíduo e o sistema, a novidade e a tradição, o jovem e o velho, o filho e o pai… Conflitos de gerações, ou seja, uma batalha tão antiga quanto o mundo. Temos assistido esse embate se manifestando de forma tão literal nos últimos tempos que às vezes a palavra símbolo perde o sentido. Primavera Árabe, Tumultos Londrinos, Revoltas Gregas, Italianas, Espanholas, Mexicanas, Venezuelanas… E até no Brasil tivemos as manifestações de 2013 e agora as manifestações em 2015. Indivíduos (Áries) no mundo inteiro que estão cansados de simplesmente engolir ideologias e aceitar calados que suas liberdades individuais sejam cerceadas, que seus destinos sejam manipulados como o de peões num tabuleiro de xadrez (Capricórnio). Indivíduos (Áries) revoltados, zangados, de espíritos guerreiros e indômitos, dispostos a tudo, a matar ou morrer (Urano), lutando contra regimes totalitários, ditaduras, opressão, contra as formas de poder impositivas ou corruptas, que coisificam e sistematizam o humano em números e estatísticas a serviço do enriquecimento e permanência no poder de uns poucos (Capricórnio). Indivíduos (Áries) insatisfeitos com as sociedades (Capricórnio) em que vivem, mas que precisam se dar conta de que o despertamente tem que acontecer em nível individual também. Isso sem falar nos cataclismos e desastres naturais mundo afora, tragédias aéreas diversas, conflitos bélicos pipocando ou recrudescendo em todo lugar, a ponto de voltarmos a nos sentir ameaçados por uma guerra nuclear de proporções globais. Por outro lado, ainda há muita manipulação midiática e uso e abuso de muitos destes movimentos, assim como estamos vendo crescer e ganhar força vários movimentos extremistas, ditatoriais e totalitários, como é o caso das facções extremistas do Islamismo. Tanta contradição na expressão da energia ocorre exatamente porque Urano é imprevisível na sua ação: não se sabe o quê, nem como nem quando vai acontecer. Com Urano normalmente se diz: “espere o inesperado”. Mas o inesperado aqui não é o oposto do esperado, mas sim algo que sequer se havia cogitado!

mundo bagunçado
Reprodução

Você já leu/ouviu isso antes? Estou me repetindo? Provavelmente. Como este conflito se desenrola por anos, muito já se falou sobre ele e suas implicações e eu já falei dessa quadratura várias vezes por aqui. Plutão e Urano representam forças do inconsciente coletivo em ação, movimentos e mudanças sociais profundos, transformações nos ciclos da natureza, nos ciclos da vida e da evolução humana na terra. Sim, você não está louco, o chão tem tremido sob seus pés nos últimos tempos, ameaçando abrir-se numa cratera gigantesca que sugará a tudo e a todos… Não, não precisa ser literal, o mundo não precisa acabar literalmente para sentirmos que uma espécie de morte aconteceu e está acontecendo, que algumas transformações tão necessárias para o planeta e para a civilização humana na terra ocorrerão à revelia de nossas vontades, apesar do ser humano, ou mesmo, por causa dele. Evolução ou Morte. Vácuo. Revolução.

Magritte-The Pleasure Principle Portrait of Edward James 1937
René Magritte – Retrato de Edward Jones 1937 – Reprodução

Colocando os dois juntos, Urano e Plutão, e ainda adicionando Marte, temos transformação (Plutão) radical (Urano), que se manifesta como extremismo, intransigência, violência, mudanças drásticas, quebra de tabus, resiliência extraordinária e ambição sem limites; Temos ainda um despertar para novas formas de existência, individual e coletiva, um despertar da consciência, seja pelo amor ou pela dor.

E como lidamos com essas energias tão poderosas na nossa vida pessoal? O que fazer quando tudo parece se desintegrar à nossa volta? O que restará depois dessa demolição, dessa morte? Quando se dá o renascimento? Primeiro é necessário um exame honesto da própria vida para se perceber onde estamos estagnados, onde estamos presos a sistemas rígidos de existência, onde nos tornamos excessivamente dependentes, vivendo meias vidas para satisfazer a expectativas alheias ou até mesmo nossas. Então, feita essa análise, ao invés de resistir, o melhor que fazemos é contribuir com o processo de desintegração, deixando que os deuses façam seu trabalho, mesmo que seja doloroso, muito doloroso.

strawberry collage
Strawberry.tumblr – Reprodução

E para isso, precisamos fazer algumas perguntas impertinentes, inconvenientes: onde, na sua vida, precisa acontecer uma verdadeira revolução? Em que área precisa haver uma transformação radical? Em que setor precisa mudar radicalmente de atitude, quebrar padrões e paradigmas? Onde precisa questionar os modelos antigos? Para que verdades duras precisa acordar de uma vez por todas? Que estruturas impedem o seu crescimento e precisam ser demolidas definitivamente? Onde precisa acontecer uma morte e um posterior renascimento? Que idéias, conceitos e imagens você tem de você mesmo, das quais precisa se desidentificar (urgentemente) para ver além delas e deixar surgir a pessoa que você verdadeiramente é? Você sequer tem coragem de ousar descobrir quem verdadeiramente é? Você realmente tem coragem de ser totalmente livre? Você realmente dá conta de abraçar a liberdade que tanto diz querer?

Dali1Mas principalmente, você tem coragem de suportar o vazio e a incerteza de perder ou abrir mão de tais identificações? Quando se trata dessas forças e a forma como operam, a princípio ficamos completamente perdidos, estamos presos no vácuo, na escuridão da morte, naqueles três dias no túmulo, aguardando o momento da ressurreição. Mas esse período pode ser longo e angustiante e não sabemos o que nos aguarda à frente. Então há ansiedade, dor, incompreensão, desespero. É preciso, pois, aprender a tolerar, a suportar esse tempo de angústia e incerteza e confiar que algum dia as coisas farão sentido novamente, por mais que no momento tudo pareça estraçalhado e irrecuperável. É preciso suportar o vácuo, o vazio. É preciso ser capaz de olhar para si e viver sem as muletas que nos davam falsa sustentação: o cargo na empresa, o emprego, a profissão ou a carreira, o carro do ano, o relacionamento, o status, a conta no banco, a aparência bonita, a casa ideal, a saúde de ferro… O que quer que tenhamos usado até aqui pra nos identificar e nos dar um senso de quem somos e do valor que temos. Quando se tira tudo isso, o que é que fica? Conseguimos ainda saber o quê ou quem somos? Somos capazes de trafegar no escuro por um tempo e permitir o vazio sem sair buscando novas identificações sofregamente? Conseguimos mesmo suportar e sustentar quem somos de verdade, sem os disfarces e máscaras sociais? Conseguimos admitir que estávamos infelizes, insatisfeitos, vazios, inautênticos? Conseguimos recomeçar do zero?

gun legler
Gun Legler – Reprodução

São muitas e muitas perguntas que pululam pela mente e talvez nem seja tão importante assim respondê-las. Importante mesmo é ter coragem de perguntar e se permitir ficar sem respostas prontas e certas por um tempo. Permitir-se ser trabalhado pelos deuses, pela vida, como as uvas que confiam no vinhateiro que as pisa para transformá-las em vinho, como no poema de Rumi. Ou, como diria o Joseph Campbell, “Precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para podermos viver a vida que nos espera. A pele velha tem que cair para que uma nova possa nascer” – este é o espírito de Urano-Plutão.

URANO – PLUTÃO trafegando nas casas do Mapa Natal

Pessoas que têm planetas, especialmente os planetas pessoais e sociais (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) entre os graus 12 e 20 dos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) são mais afetados por esta quadratura (quem tem planetas no primeiro decanato destes signos já foi trabalhado entre 2010 e 2014). Mas, de outra forma, para ajudá-lo a identificar a área de vida que passa por essas transformações radicais na vida pessoal, onde precisa haver quebra de paradigmas e mudanças radicais, relaciono abaixo os temas trabalhados dependendo das casas ativadas por essa quadratura no mapa. Não tenho pretensão de esgotar os temas, isso são apenas linhas gerais. Se você não conhece seu mapa, clique aqui e insira seus dados de nascimento pra descobrir. Verifique onde você tem os signos de Áries e Capricórnio. É lá que a ação acontece, o palco em que cenários, falas, atitudes e enredos precisam ser mudados. Drasticamente. Se não nos damos conta da mudança que precisa ocorrer, ela vai acontecer à nossa revelia (essa interpretação dos temas das casas é baseada em Howard Sasportas – (2))

Break Through From Your Mold by Zenos Frudakis, Philadelphia, Pennsylvania, USA
Break Through From Your Mold by Zenos Frudakis, Philadelphia, Pennsylvania, USA – Reprodução

As Casas Angulares (1, 4, 7 e 10) são casas que geram energia, as casas onde estas forças são sentidas de forma mais inequívoca, porque são casas dinâmicas, de ação, associadas com os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) e envolvem a própria existência do individuo e sua sustentação física neste mundo, aquilo que lhe permite estar encarnado: seu corpo e identidade (1) sua família de origem, suas raízes, sua casa e seu lar (4); seu casamento e parcerias afetivas ou de negócios (7) e seu lugar no mundo em larga escala, seu papel social, sua carreira e vocação, seu destino (10).

dramaoo
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Casa 1 e casa 4 – confrontos entre os interesses individuais e os familiares; problemas e conflitos de autoridade com o pai ou outros membros da família; transformação na relação com o pai; lembranças esquecidas da memória familiar afloram e causam alterações nas relações familiares; sentir-se amarrado, tolhido pelas tradições ou responsabilidades e obrigações familiares; necessidade de romper o cordão umbilical e qualquer coisa que reprima a individualidade e trilhar o próprio caminho, sozinho; cometer os próprios erros, tornar-se mais independente e ter mais autonomia, sem no entanto romper com os laços afetivos. Libertar-se das restrições sem fugir das responsabilidades necessárias. Problemas podem envolver questões relativas a propriedades e à casa onde se mora, como vendas, mudanças de residências, reformas, etc, acontecimentos que têm reverberações mais profundas do que meras transações comerciais ou alterações físicas.

balanã
Reprodução

Casa 4 e 7: Aqui o conflito é entre o clã de origem e as parcerias que firmamos na vida. A família e as suas tradições e a vida doméstica podem estar interferindo na relação conjugal ou nas parcerias de trabalho. E vice-versa. A necessidade de favorecer a vida subjetiva e privada também pode estar sob grande pressão quando se está numa relação afetiva que demanda toda atenção e tempo de que dispomos. Será que nos casamos com uma versão mais jovem de nossa mãe/pai e não tínhamos percebido? Será que o relacionamento afetivo é uma repetição dos dramas vividos por nossos pais? Será que as bases desse relacionamento são realmente sólidas? Nossos relacionamentos atendem às necessidades de nossa alma, de afeto e outras trocas? Por que mesmo estamos juntos? Ainda temos afeto genuíno ou somente nos acostumamos um com o outro?

Angry Man And Woman
Reprodução

Casa 7 e 10: o motivo do estresse e da pressão é o relacionamento afetivo/parceria profissional versus carreira e imagem pública. Como dividimos nosso tempo, energia, atenção entre essas duas esferas de vida tão importantes? Será que mantemos um relacionamento por causa de aparências sociais e das convenções? Será que a relação é apenas de interesse? Por outro lado, o parceiro pode estar extremamente insatisfeito de ser sempre relegado a segundo plano em nome de nossa ambição e da nossa busca por proeminência. Somos obrigados a fazer escolhas difíceis entre estas duas áreas de vida e algumas delas talvez se dêem a despeito do que queremos. A carreira, a imagem social de repente destoam da vida intima – como negociamos isso? É preciso ter coragem de reinventar-se nestas duas áreas, reinventar o casamento ou ele sucumbirá; reinventar-se profissionalmente tendo coragem de assumir o tamanho de nossa ambição ou nosso desejo de liberdade.

Casa 10 e 1: até que ponto abrimos mão de nossa individualidade em nome de nossas ambições profissionais? Até que ponto suprimimos o que realmente desejamos para nos encaixar, para ser bem sucedidos e aceitos socialmente? Será que criamos uma persona profissional fake e passamos a viver somente a partir dela, ignorando o ser humano por trás da persona? Aqui Urano-Plutão exigem uma morte irrevogável de uma forma de existência que inclui nossa expressão individual assim como a forma como nos projetamos no mundo. Nas casas angulares o processo pode ser muito mais doloroso e difícil de se conciliar. Reinvenção completa e absoluta de quem somos e de como vivemos no mundo. Isso inclui carreira, expressão pessoal, aparência física, saúde, status social, posição financeira, etc. Transformação na forma como se vê a mãe e na relação com ela.

Casas sucedentes (2, 5, 8 e 11) – são casas de concentração de energia, onde é difícil lidar com estas forças de mudança porque a energia aqui é naturalmente fixa (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) e tende a resistir a mudanças.

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Auto retrato do Artista – Modern Metropolis – Reprodução

Casa 2 e casa 5: o que está em conflito aqui são nossos valores e a forma como nos expressamos na vida; podemos ter despesas extras e imprevistas com os filhos, que podem se tornar fonte de dor de cabeça – a relação com os filhos precisa ser completamente transformada para ser mais autentica e honesta; podemos nos descobrir falidos financeiramente porque levamos um estilo de vida perdulário que não se sustentava e agora precisamos prestar contas; podemos ser desafiados a nos desapegar de posses em nome de uma vivencia mais espontânea e livre – até que ponto nossa expressão criativa está tolhida pela necessidade de segurança financeira e material? Podemos ser instados a ser mais livres e artísticos e menos literais e rígidos nos nossos valores; ou talvez relacionamentos (a casa 5 também trata de relacionamentos) sexuais passem por desafios que se originam de conflito de valores; o artista pode descobrir que precisa ser prático se quiser sobreviver e prosperar, precisa reinventar completamente a forma como expressa e gere sua arte.

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Brigitte Niedermair – Don’t forget me – Reprodução

Casa 5 e 8: novamente conflitos de valores estão em cheque, mas desta vez envolve os valores dos outros, especialmente dos parceiros íntimos; conflitos de heranças com filhos ou outros herdeiros; no plano mais sutil, nosso senso de ser especial está desafiado por forças sombrias que descobrimos dentro de nós; depressão pode ser uma manifestação, pois a alegria parece ser repentinamente suprimida e a vida parece perder a graça; descobrimos que muitas de nossas relações são baseadas em complexos inconscientes; conflitos sexuais e perda de potência podem ser uma expressão; novamente há conflitos com os filhos ou com o parceiro por causa dos filhos; tabus sexuais podem eclodir e exigir que se lide com eles; a criatividade pessoal pode ser desafiada e ficar bloqueada até que se lide com os esqueletos presos no inconsciente.

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Max Gasparini – Reprodução

Casa 8 e 11: nossa visão e ideal de sociedade perfeita de repente é confrontada com aspectos sombrios e inconscientes que nem sabíamos que existiam, seja em nós mesmos, seja em facetas de pessoas intimas que de repente parece que não conhecemos mais; nosso valores sexuais ou tabus e preconceitos podem ser fonte de rupturas com amigos ou outras relações sociais ou mesmo amizades podem ser finalizadas por causa de envolvimentos sexuais; complexos sexuais podem minar nossas esperanças de futuro e nos obrigar a lidar com eles para podermos voltar a sonhar; heranças materiais ou genéticas podem ter impacto decisivo na forma como sonhamos e projetamos a vida, tornando-a mais sombria ou mais luminosa; de qualquer forma, é preciso confrontar a própria sombra e instintos auto-destrutivos para conseguir olhar com otimismo para o futuro novamente.

Casa 11 e 2 – nossos ideais aqui são confrontados por questões muito práticas e literais; rupturas podem ocorrer devido a empréstimos ou negociações financeiras com amigos; da mesma forma, amigos saem de nossa vida devido a conflitos irreconciliáveis nos valores; quando vamos finalmente adotar as medidas práticas e cabíveis para realizar nossas grandes esperanças? Afinal, somos homens ou ratos? Quando iremos finalmente por em prática aqueles sonhos que começam com “um dia eu gostaria de…”; podemos perder todos os bens materiais, para ter que descobrir o que de fato nos sustenta, quais são nosso ideais e valores verdadeiros.

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Salvador Dali – Reprodução

Casas Cadentes (3, 6, 9 e 12) – As casas cadentes encerram processos e histórias, são menos ativas e mais fluidas e mutáveis, associadas aos signos Mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes). Elas distribuem e reorganizam a energia, assim, a quadratura nestas casas será sentida com impacto muito mais mental, a não ser que faça aspectos com planetas nestas casas. Algumas de suas mudanças serão cozinhadas em fogo lento, sendo manifestadas ou percebidas mais claramente apenas quando os planetas Urano e Plutão cruzarem os ângulos seguintes, adentrando as casas angulares.

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Reprodução

Casa 3 e 6: a transformação que precisa ocorrer tem a ver, principalmente com os processos mentais e a forma como eles influenciam nosso cotidiano e nossos hábitos; podemos nos sentir mentalmente exauridos, sob uma pressão que não sabemos direito de onde vem, ou que é claramente identificada com o trabalho ou estudos e produção intelectual; mudanças significativas na forma como nos comunicamos e processamos informações no trabalho; a saúde pode sofrer com os excessos mentais ou descuidos impostos sobre o corpo; o sono pode ficar irregular e podemos sentir a existência ameaçada por causa de algum problema de saúde; é preciso rever as atitudes mentais que geraram a condição na saúde; atitudes mentais rígidas podem também ser fonte de conflito com colegas de trabalho ou mesmo chefias; a mobilidade física pode ficar temporariamente bloqueada para que se perceba o ritmo frenético que se vive, a insanidade da correria ou os problemas que a inatividade pode causar; viagens domésticas e deslocamentos em geral ficam sujeitos a muitos imprevistos demandando jogo de cintura permanente; o dia a dia fica especialmente afetado e sujeito a muitos contratempos e é melhor encarar tudo com flexibilidade, sem criar resistência, disposto a se aprender com o novo; ótima oportunidade de se livrar de maus hábitos, de vícios e comportamentos destrutivos na área da saúde e da gestão do corpo.

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Reprodução

Casa 6 e 9: nossa perspectiva de vida e nossas crenças podem entrar em conflito com o ganha-pão. A pressão é sentida por nos sentir mercenários por esta num emprego que apenas supre a sobrevivência mas nos faz sentir vazios e insatisfeitos; ou podemos ter crises de fé porque nosso cotidiano é insosso e vazio; ou nossa fé é desafiada por questões sérias de saúde; nossas crenças podem interferir no trabalho e na forma como organizamos a vida; somos desafiados a trazer nossa espiritualidade para a vivencia cotidiana e prática; somos confrontados em nossa hipocrisia; viagens internacionais podem propiciar avanços formidáveis no trabalho, mas também podem significar impactos na saúde; da mesma forma, contatos com estrangeiros nos obrigam a rever nossos conceitos e a forma como vemos o mundo, nos obrigando a questionar preconceitos e a nos desapegar de idéias e ideais antigos que norteavam o funcionamento do nosso dia a dia.

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Andreu Martro – Reprodução

Casa 9 e 12: aqui forças inconscientes são despertas e causam uma transformação profunda na forma como olhamos para a vida, na nossa filosofia e nas nossas crenças; o passado vem nos visitar e desenterrar alguns assuntos mal acabados para que possamos voltar a nos expandir e crescer longe dos conceitos rígidos que criamos para nós; quebra de paradigmas e tabus na área acadêmica, na espiritualidade, talvez mudança de religião ou de filosofia espiritual; despertar para o todo; despertar espiritual; busca de expandir as fronteiras da mente; busca por respostas e questionamentos que antes nunca nos haviam ocorrido; anseio por viajar para outros países, descortinar fronteiras geográficas, sociais, de costumes, ou espirituais; confronto entre o visível e o invisível; entre o que nos sustenta, nossa fé e aquilo de que duvidamos, aquilo que tememos nas profundezas da nossa psique; medo de ter medo; medo de mudar de forma inexorável e não se reconhecer mais; medo de enlouquecer; de perder o juízo, o controle; medo de se destruir; é preciso relaxar e abrir mão do controle.

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Brooke Shaden – Reprodução

Casa 12 e 3: Novamente os processos mentais são o cenário onde a grande ação se desenrola porque a casa 12 é a mente inconsciente e a 3 é a mente consciente; forças inconscientes são muito potentes e trazem à tona muitos segredos e revelações, especialmente no que tange a questões familiares envolvendo irmãos, parentes ou vizinhos; o passado vem nos revisitar para que lidemos com coisas mal resolvidas lá atrás; pessoas surgem depois de muitos anos sem contato; fantasmas vêm cobrar suas contas e nos obrigar a ir atrás de seus corpos para lhes dar um enterro decente; podemos perceber como complexos familiares impactam na forma como conduzimos nossa vida e nas escolhas que fazemos; nosso ambiente imediato fica sujeito a muitos altos e baixos, a pressões e estresses imprevistos; e percebemos que muito do caos que se instala ao nosso redor é resultado do caos que impera em nossa mente, da mistura daquilo que dominamos, a mente racional, com aquilo que ora ou outra nos pega de surpresa; “acreditamos no que ouvimos ou vemos ou apenas no que percebemos intuitivamente?”. É preciso não se impor um ambiente organizado e não entrar em pânico se eventuais períodos de extrema desordem se instalarem ao seu redor; o ambiente se desordena para ser reordenado, assim como nossa mente e os processos de interface entre consciente e inconsciente. O sono também fica muito irregular e talvez haja períodos de grande inquietude mental, que se não for bem administrado, pode levar a um esgotamento nervoso.

A última quadratura plena acontece nesta segunda, dia 16 de março de 2015. Porém, Urano e Plutão continuam sua dança ainda por muitos meses, adentrando 2016, embora gradativamente se afastando da exatidão do aspecto. Em dezembro deste ano, próximo ao Natal eles ainda estarão a um grau de distancia da quadratura plena, o que será sentido de forma inquestionável. Então, ainda temos muitos meses para trabalhar essas questões e ser trabalhados por elas. Mas ao invés de temer essas energias e trincar os dentes, o que podemos fazer de melhor é dar as boas vindas a elas, por mais amedrontados que estejamos e aproveitar a oportunidade para recriar uma vida inteiramente nova na área que em que os planetas estiverem trafegando, aproveitar para nos reinventar e nos recriar, criar a vida que sempre almejamos. Deixemos os deuses fazerem seu trabalho e submetamo-nos à sua vontade!

Grapes_02_pushkin - Cópia (2)
Poema de Rumi – As uvas do meu corpo

(1) HAMAKER-ZONDAG, Karen – Aspects and Personality – Weiser Books

(2) SASPORTAS, Howard – As Doze Casas – Pensamento

Outras fontes:

GREENE – Liz, A dinamica do Inconsciente
TOMPKINS, Sue – the Astrologers handbook

A Semana Astrológica: terremotos e erupções à frente!

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Zodiac Arts – Lua Disseminadora em Halawa, Havaí – reprodução

Semana de 9 a 15 de março

Semana de véspera, de momentum, em que nos preparamos para a guerra. A última quadratura exata entre Urano e Plutão ocorre na próxima segunda-feira, dia 16, mas nesta semana temos Marte já precipitando o conflito, ao fazer conjunção a Urano e quadrar Plutão. E é interessante que essa quadratura, a última de sete, ocorra exatamente durante a Lua Minguante, sinalizando que é tempo de finalizar realmente o que não foi feito até aqui. É agora ou nunca!

Há grande expectativa e a tensão cresce e se alastra pelas veias do corpo, pelos becos da mente, pelos recantos da alma, assim como toma conta da alma coletiva. Mas essa é uma guerra de fato? Não. A guerra ocorre dentro de nós e apenas se não nos damos conta do que precisa ser feito, mudado, transformado é que ela se manifestará lá fora, de forma bem dolorosa, nos obrigando a tomar as atitudes que já deveríamos ter tomado. Toda essa tensão nos torna tesos, rígidos e propensos a sustos e em tal estado de espírito compramos brigas desnecessárias, tornamo-nos desatentos e expomo-nos a acidentes ou à ira alheia. Marte nessa configuração com Urano e Plutão demanda muito cuidado para não nos tornarmos vítima de acidentes trágicos ou da fúria e violência insanas e descontroladas, seja a nossa própria ou a de outros, porque o estopim está curto, a paciência é inexistente e o calor derrete o resto de bom senso que ainda existe. Ódio, ira, extremismo e falta de limites podem descambar em violência fácil, fácil. Todo cuidado é pouco. Atos impensados e precipitação podem ser letais.

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Borzui.tumblr.com – Reprodução

Marte é um planeta pessoal e quando se mistura nessa briga traz para o plano individual a necessidade de transformação por uma vida mais autêntica, que impera no coletivo. Quem vem primeiro, a necessidade de mudança na alma coletiva ou na vida individual? É algo tão indistinto que não dá pra separar: se a alma coletiva está doente, é porque o indivíduo precisa de socorro e Marte coloca essa discussão na linha de frente nesta semana, discutindo ainda como nos expandimos, de onde tiramos confiança ao fazer aspecto também com Júpiter. A pergunta crucial que precisa ser feita é: você está satisfeito com a vida que leva? Ela representa aquilo que você é, ou é só um arremedo para satisfazer as expectativas da família, do parceiro, da sociedade? Você honra a você mesmo e àqueles que ama com a vida que leva?

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Liz Houston – Sonho persistente numa realidade quebrada – Reprodução

E quando mais se precisa de estabilidade e firmeza para lidar com estes solavancos, ou melhor, abalos sísmicos, Saturno, o significador da estabilidade por excelência torna-se retrógrado, ou seja, tudo o que não teremos nos próximos meses é estabilidade. Saturno entra em retrogradação na sexta-feira, 13, dizendo que é hora de deixar que as estruturas capengas sejam mesmo sacudidas, especialmente as estruturas da nossa fé, das nossas visões e perspectivas equivocadas de vida. Esse movimento de Saturno é ainda mais crucial quando lembramos que Saturno rege Capricórnio, onde Plutão atualmente desenterra esqueletos sociais e coletivos e onde demole as estruturas de poder obsoletas. Também entram nessa dança as estruturas políticas, sociais e religiosas que sustentam a vida coletiva. O que restará depois da demolição? O tempo dirá!

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Rafael Olbinski – Artista Polonês – Reprodução

Além de Marte, Urano e Plutão protagonizando a grande ação do semestre, quiçá do ano, temos ainda Mercúrio ingressando em Peixes na sexta-feira, sinalizando que a mente se torna menos clara e mais imaginativa, seus processos se dando de forma mais sutil e indireta.

O mundo está prestes a ser sacudido de ponta a ponta e não temos nem clareza de idéias nem estabilidade. O que fazer? Como agir? Ter cautela, muita cautela. Ter paciência, respirar fundo, meditar, tentar manter-se centrado para não atuar desvairadamente essas energias explosivas e caóticas e nem ser atuado por elas, tornando-se vítima incauta de sua manifestação. Porque controle é tudo o que não temos e quanto mais acharmos que podemos conduzir essas forças, mais temerosamente equivocados estaremos, sendo jogados para cá e para lá feito marionetes. Soltar, entregar-se ao processo confiando que o universo sabe melhor. E tentar agir com um mínimo de bom senso.

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René Magrittte – O Homem do Mar – Reprodução

A Lua viaja pela fase Cheia-Disseminadora nesta semana, tornando-se minguante na sexta-feira. Trafega pelos signos de Libra, Escorpião, Sagitário e no fim de semana, ao adentrar Capricórnio, adiciona ainda mais combustível a Marte-Urano-Plutão.

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Ulfhednar, guerreiro travestido de lobo, da mitologia nórdica, correspondente ao lobisomem, mas de atuação benéfica, visto como o “Cachorro de Deus”. Imagem tirada de eldrakkar.blogspot.com – Reprodução

Na SEGUNDA-FEIRA temos uma Lua xamânica em Escorpião, tornando-se disseminadora de verdades bem dolorosas como um soco no estômago, ou no meio da cara. Acessamos conteúdos que antes eram secretos ou muito bem guardados e, trazendo-os à tona, à luz da consciência, percebemos que devem ser revelados e divulgados para que outros sejam beneficiados e curados com a dádiva da verdade transformadora. Qual é a verdade que se faz nítida à nossa frente hoje, como um soco no estômago ou no meio do nariz? Que ações e atitudes serão tomadas a partir de seu entendimento e absorção? Que peles e vestimentas gastas e rôtas precisam ser rasgadas para dar lugar à pele que suporta a busca do que realmente queremos? É preciso trazer à superfície o lobo guerreiro que trazemos guardado em nós, com toda a sua coragem e ferocidade, para empreender as batalhas que urgem ser combatidas, contra a mentira e as formas fraudulentas de existência. Mas para isso, é preciso ser brutalmente honesto consigo mesmo e ter coragem de olhar a verdade no olho, distinguindo-a das muitas ilusões criadas pra nos confundir. Será que temos essa coragem?

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Arduinna, a Deusa Gaulesa da Floresta – jedijack-his-story – blogspot – Reprodução

A Lua Escorpiônica quadra Júpiter em Leão na TERÇA-FEIRA. Júpiter recebe o apoio de Marte que faz um trígono a ele. A Lua faz ainda trígono a Quíron em Peixes, sextil a Plutão e quincunces a Marte e a Urano em Áries, que já estão feito metais fundidos um ao outro, como se fossem um só. Um dia para alimentar a própria fé e confiança, para perceber que enquanto há vida, enquanto há sobreviventes, há esperança e a verdade, ao invés de nos abater, deve ser usada como combustível que alimenta nosso fogo e resiliência. Dia favorável para observar e cuidar que nosso senso de justiça não seja acionado de forma indevida, para termos clareza e lucidez das batalhas que vamos lutar. São válidas? São necessárias? São baseadas na verdade e no anseio verdadeiro por justiça? Dia para calmamente se resguardar e meditar no aqui e agora, não só porque é parte da existência, mas porque é o único tempo que realmente temos. O futuro chega aos poucos, segundo a segundo, ele vai se fazendo, é um constante vir a ser, e nunca está pronto. O tempo vai se desdobrando e hoje é dia de meditar, calar, preparar o coração para os desafios que nos aguardam logo ali.

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Camisa de força – Killtheinside.tumblr.com – Reprodução

A terra treme sob nossos pés na QUARTA-FEIRA. Será um terremoto? Serão os tambores de guerra ribombando lá fora? Ou serão apenas as batidas do nosso coração selvagem que reverberam em nossos ouvidos, urgindo-nos à ação pessoal transformadora, a burilar e forjar nossa vontade no fogo da liberdade e da honestidade crua? Marte está em quadratura plena a Plutão e conjunto a Urano. A Lua fazendo sesqui-quadraturas a Marte-Urano torna tudo mais imediato, tudo sentido no corpo de forma obvia e manifesta. A Lua ainda quadra Mercúrio e se ontem estávamos quietos e calados, hoje colocamos a boca no trombone para gritar nossa insatisfação, nossa rebeldia, nossa urgência por mudança. O impulso por arrebentar a camisa de força é máximo, mas é preciso lembrar da verdade mais desconfortável de todas: a camisa de força foi vestida voluntariamente, ninguém a colocou em nós. Estrebuchamos e reclamamos a plenos pulmões contra outros, contra o mundo, mas não esqueçamos, somos nós que criamos as amarras e os monstros com os quais lutamos. Sim, eles estão dentro de nós e os lá de fora são apenas reverberações dos tiranos interiores. Eles são, em última instância, feitos dos mesmo átomos das nossas células, do mesmo tecido do nosso corpo, do mesmo éter da nossa alma, alimentados por nós, com nossos pensamentos, nossos atos, atitudes, com nossa honestidade ou falta de, afinal, a anima mundi, a alma do mundo é costurada a partir da anima singulis, a alma individual. Então, não nos iludamos, o monstro lá fora é parte de mim, é parte da minha psique doente que precisa de cura e restauração.

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Killtheinside.tumblr.com – Reprodução

QUINTA-FEIRA, a Lua faz conjunção a Saturno, que está quase parado em Sagitário, os dois desafinados com Netuno. A Lua ainda se alinha a Urano e Marte pelo fim da noite, aspecto que fica pleno só na madrugada. Mercúrio se despede de Aquário, trafegando seus últimos minutos. Depois dos excessos do dia anterior, das trocas febris e arrojadas, estamos cansados e buscamos uma parada para respirar. Ficamos confusos sobre o próximo passo. Será que estamos certos? Será que nossas motivações são claras o bastante? Será que estamos de posse da informação essencial? Ou será que estamos sendo levados e manipulados por forças que desconhecemos e que nem mesmo nos damos conta de onde vêm? Um mínimo de humildade se faz necessário para questionarmos nossa posição. Sempre há o risco de estarmos equivocados e, em nossa rigidez e unilateralismo, fazermos ouvidos moucos para outras possibilidades, que, quem sabe, podem estar tão corretas quanto aquelas cogitadas por nós, a despeito de nossa desconfiança. Vigiai e orai! Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia, e isso se aplica a todos os âmbitos da nossa vida, tanto espiritual quanto mundana, social, cultural e política.

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Borzui.tumblr.com – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 13! Energeticamente um dia tido como poderoso. Mercúrio ingressa no signo da magia, Peixes, às 00h52min, e a mente tem seu modus operandi alterado: mais sutileza e imaginação, por favor! Nada é reto ou direto, tudo é curvilíneo, fluido, cheio de nuances e sobre tons, por isso, duvide de tudo o que vê e ouve, confie coostuffdirectoryna intuição, porque as faculdades racionais estão alteradas. Como se não bastasse, Saturno estaciona a 4°55’ de Sagitário às 12h03min. Fincamos os pés no chão com uma freada brusca, porque é hora de revisitar nossas crenças e percepções da realidade – tudo fica instável, para percebermos as coisas fora do lugar e decidir se elas fazem sentido com a realidade que queremos daqui para a frente. A Lua Sagitariana se anima, entusiasmada com seu regente Júpiter em Leão e com Urano e Marte, formando um belíssimo Grande Trígono em fogo. Todavia, ela se desentende de forma ruidosa com Quíron e o Sol em Peixes, tornando-se Minguante às 14h48min. Sentimo-nos como super-heróis salvando o mundo do mal e dos monstros que ameaçam destruí-lo. Estamos insuflados de um otimismo exacerbado que desconhece limites e cautelas. Impulsos de coragem e destemor nos fazem sentir invencíveis e é aí que mora o perigo porque nos tornamos ingênuos e crédulos, achando que sabemos e podemos tudo, fechando os olhos para outras verdades que não aquelas nas quais resolvemos acreditar, ou ainda nos expondo a riscos tolos e até previsíveis, que podem desandar em situações graves e fora de controle. Desapegar-se e desidentificar-se de opiniões e conceitos pode ajudar a tirar melhor proveito dessa energia. Atenção, cautela e bom senso são imprescindíveis!

The pattern of your dreams by Andrew Ferez
Andrew Ferez – O padrão dos seus sonhos – Reprodução

Combustão está no menu do fim de semana, com a Lua adentrando as montanhas Capricornianas e ficando em detrimento no SÁBADO. Na madrugada de sábado para DOMINGO as coisas podem mesmo fugir de controle porque a Lua faz um par explosivo com Plutão contra o par igualmente explosivo e extremista formado por Marte-Urano em Áries. A Lua ainda faz sextil a Quíron e ao Sol em Peixes e também quincunce a Júpiter. Pelas barbas do profeta Saturno, que fica retrógrado em Sagitário, ache uma árvore, abrace-a e tente aterrar-se e ancorar-se porque toda contenção e cabeça fria a que pudermos recorrer serão poucos para conciliar a energia de convulsão que se manifesta em nós e no mundo. É preciso estar muito centrado para não se deixar arrastar pela força coletiva e virar uma massa disforme e sem vontade, sendo atuado e virando apenas uma partícula da turba descontrolada pelas veias das cidades, porque diante de uma energia coletiva tão poderosa o indivíduo facilmente deixa de existir, atuando cegamente a partir de uma possessão. Sabemos mesmo pelo quê ou contra o quê estamos lutando? Sabemos mesmo toda a verdade? Podemos dizer, com absoluta certeza, que não estamos sendo usados como massa de manobra, por este ou aquele grupo? Qualquer que seja nosso protesto, nossa causa, ou lado, armemo-nos de cautela para não sermos esmagado pela energia incontrolável com a qual estamos lidando. Ela é volátil, irracional, inconstante, extremista e de resultados e manifestação imprevisíveis. Se não tomarmos cuidado, podemos destruir, junto com os monstros que combatemos, também o mundo e a casa em que eles vivem, casa que também é nossa e que não é responsável pelos desmandos a que foi submetida, quaisquer que sejam estes “monstros”, de onde quer que tenham surgido.

É uma semana para empreender as mudanças que foram identificadas como necessárias até aqui, mas se não cuidamos, destruiremos com nosso furor até mesmo aquilo que nos sustenta a existência. Uma semana para vigiar e orar. Muito!

Tranformação necessária, paz, serenidade e equilíbrio para você!

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Eugenia Loli – Colagens surreais – Reprodução