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A Semana Astrológica – A imperfeição nossa de cada dia

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Semana de 13 a 19 de março – Semana de enfrentamento de limitações e dificuldades, mas com um grande potencial de cura, que reverbera a partir da Lua Cheia ocorrida no domingo, desdobrando-se por toda a semana. Em termos práticos a Lua Cheia sinaliza uma semana de expansão.

Odilon Redon – Reprodução

O Sol completa sua última semana do ciclo de Peixes e do ciclo astrológico anual – ingressa em Áries no dia 20, segunda-feira da semana que vem – sinalizando um período de finalizações no que tange ao ciclo anual. Por estes dias o Sol entabula conversações difíceis e sofridas, mas que no final das contas, podem ser fortalecedoras do caráter e dos propósitos. O Sol faz conjunção a Quíron e quadratura a Saturno, dinamizando a atual quadratura cíclica entre esses dois “planetas” pesadões e significadores de sombra, dificuldades, inseguranças e inadequações. Já dá para ver que a semana traz desafios, certo? A diferença básica entre Saturno e Quíron é que as inseguranças e inadequações representadas por Saturno são passíveis de serem superadas, com esforço consciente, trabalho, empenho, tempo… Somos tão inseguros naquela área que trabalhamos muito, ao nível da super-compensação, e não só as superamos, como nos tornamos mestre naquela área. Já com Quíron não há “superação” possível, porque Quíron representa aquilo que não pode ser consertado, nem com todo o esforço do mundo… Quíron é necessário para que o ser humano se mantenha humilde, para que perceba que estando nesta terra e nesta realidade de limitações, limitado é. Com Quíron aprendemos que há coisas que não superamos e que temos que aceitar e isso nos irmana aos outros humanos, porque todos temos Quíron em algum lugar. Nesta semana nos damos conta, intensamente, da diferença entres essas inadequações e inseguranças diversas: as solucionáveis e aquelas insuperáveis. E se por um lado isso pode ser doloroso de encarar, por outro, traz a maturidade da aceitação desses limites. Quíron e Saturno sempre me trazem presente a Oração da Serenidade, que já mencionei várias vezes aqui: “concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para distinguir entre uma e outra”. Basicamente é esse o tom da semana, com o Sol, que representa a consciência e o centro do eu, tendo essas conversas duras e desagradáveis.

Reprodução – Desconheço o autor

Mas Quíron também fala de cura, de empatia, de sabedoria… então a semana é propícia a isso também. O interessante é que O Sol primeiro faz conjunção a Quíron e nos tornamos agudamente conscientes das nossas aflições, úlceras, feridas, das vergonhas e dificuldades… E nos solidarizamos com outros, porque vemos neles, de formas diferentes, o sofrimento que também é nosso. Três dias depois, na sexta-feira, o Sol se depara com o julgamento de Saturno, que pode nos deixar cabisbaixos, com o peso do mundo sobre os ombros, nos sentindo julgados e meio soterrados pelo peso da vida… Mas Saturno, vindo logo depois de Quíron, ajuda a dar esse choque de realidade, que nos obriga a sair da autocomiseração e perceber as limitações que podemos e devemos superar… Assim, Saturno, num primeiro momento parece jogar a pá de terra sobre o cavalo que caiu no poço, até nos darmos conta que aquela terra caindo na nossa cabeça será o meio para nos elevarmos e sairmos do buraco – sim, é possível sair do buraco, desde que olhemos para cima e não fiquemos chafurdando na lama da autopiedade. Além do mais,  nossas imperfeições, somadas às nossas qualidades, é que nos fazem únicos, é o que nos faz o que somos.  Como diz Joseph Campbell,“a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através das suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida é que são apreciáveis (…) As crianças não são adoráveis porque estão caindo a todo instante e porque têm o corpo pequeno e a cabeça muito grande? A perfeição seria algo tedioso demais, seria desumano. O umbilical, a humanidade, aquilo que se faz humano e não sobrenatural e imortal – isso é adorável! É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade em amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz que desperta nosso amor”.

Docto Ojiplastico – Reprodução

Mercúrio ingressa em Áries já na segunda-feira, mudando o tom dos pensamentos, comunicações, viagens… De um modo sensível, sonhador e imaginativo, passamos para uma abordagem mais direta, mais ágil e certeira. Mercúrio fará conjunção a Vênus, possibilitando que a mente tenha acesso mais direto às elucubrações íntimas e de cunho afetivo representadas pela retrogradação de Vênus. Como Marte está em Touro, temos a impulsividade da língua medianamente controlada, mas não temos paciência nem tolerância com o que se considera coisas sem sentido e sem cunho prático e aplicável. A mente está mais ágil, mas a ação ainda precisa de mais deliberação. Marte, aliás, está sem aspectos por vários dias, apenas recebendo os contatos da Lua. Isso demanda cautela porque planetas sem aspecto se manifestam de forma extremada, ou seja, ora estamos plácidos e tranquilos, para daqui a pouco entrarmos numa explosão de atividades frenéticas. Marte sem aspecto tende a ficar mais inconsciente e nossas ações são mais instintivas – cautela também com explosões de raiva.

Reprodução – Desconheço o Autor/a

Vênus segue no seu curso de retrogradação, em Áries. Esse é um chamado para prestarmos mais atenção a nós mesmos e nossas necessidades pessoais e individuais. Como lembra Frank Clifford, astrólogo inglês com quem tive algumas aulas, ‘retrogradação’ significa ‘segunda chance’ – daí essa volta ao passado. Então, diz ele, é o caso de revisitarmos áreas da nossa vida para fortalece-las e organizá-las melhor. Clifford nos lembra ainda de fazer algumas perguntas: “onde, na sua vida, você precisa ser mais corajosa/o e independente? Em outras palavras, cuide de você mesmo, antes de cuidar de qualquer outra pessoa. Reconecte-se com o centro de QUEM VOCÊ É (seja auto-centrado). É um bom momento de parar de jogar os joguinhos relacionais e seguir seu próprio caminho, e não ser uma versão falsa de você mesmo porque você acha que vai agradar aos outros. Neste ciclo, há chance de recuar e lidar com todas aquelas situações nos relacionamentos em que você se sentiu vitimizado, usado, negligenciado, ignorado ou desvalorizado. E de reconhecer a SUA parte nisso tudo. Uma forma de afirmar suas qualidades positivas é fazer um diário e listar uma coisa boa, todos os dias, que você sabe que faz muito bem”. Assim é a retrogradação de Vênus em Áries: precisamos reavaliar e focar em nós mesmos: enfatizando as boas qualidades e encarando com honestidade onde também precisamos melhorar. O Sol faz esses contatos tensos, mas Vênus retrógrada nos lembra que, a despeito de todas as imperfeições, precisamos nos amar porque só quando nos amamos realmente podemos melhorar. Como diz a frase do Mandela, “não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados”! Vênus retrógrada também nos faz rever decisões tomadas acerca das áreas onde temos os signos de touro e Libra, que são regidos por Vênus. Talvez fizemos escolhas e tomamos decisões e agora voltamos atrás e reavaliamos. Está correto. É a segunda chance!

Lua disseminadora – Desconheço o Autor/a – Reprodução

A Semana traz o tom da Lua Cheia, ocorrida no domingo, dia 12, em Virgem. Na segunda e terça a Lua se equilibra em Libra, torna-se Disseminadora em Escorpião, catequética em Sagitário, fechando a semana neste signo. A Lua oficializa o Quarto Minguante somente na segunda-feira, dia 20, a partir de Capricórnio, pouco depois de o Sol ingressar em Áries

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SEGUNDA-FEIRA, 13 de março – A Lua, Cheia em Virgem, abriu o dia vazia/fora de curso. Ficou vazia depois da quadratura a Saturno, ainda ontem. Ingressou em Libra às 02h29min e logo se indispõe com Marte em Touro. Fecha a noite em oposição a Vênus retrógrada em Áries, sua dispositora. Mercúrio ingressa em Áries às 18h08min. A despeito de algumas incongruências matinais, a segunda-feira está dinâmica, o que traz ânimo e nos faz ir para a vida estabelecer contatos, travar interações, ver gente e interagir com o mundo social. É um dia de buscar equilíbrio, de ativar as relações e rever posicionamentos. Se temos estado exageradamente centrados no outro, precisamos recuar um pouco e cuidar melhor de nós mesmos e de nossos interesses. Se for o contrário, se andamos ultimamente auto-centrados excessivamente, agora podemos nos mover na direção contrária e olhar e ver os outros perto de nós. Isso porque a Lua está em Libra, o signo da alteridade, das escolhas, da busca de harmonia e equilíbrio. Mas Vênus, que rege essa Lua Libriana, está em Áries, retrógrada, em recepção mútua com Marte em Touro com quem a Lua se indispôs logo cedo. Então, nada é o que parece de cara. É preciso um segundo olhar, uma segunda análise para achar o verdadeiro equilíbrio, a verdadeira harmonia. É um momento de nos posicionarmos mais francamente, mais lucidamente dentro das relações; de acatarmos um certo isolamento com algo saudável e não como dor ou ostracismo; de incluirmos o outro sim, mas não – nunca – às custas do nosso amor próprio; e para isso precisamos estar muito límpidos a respeito dos nossos valores, para fazer as escolhas sem medo, sem dor, mesmo que algumas dessas escolhas sejam um pouco desagradáveis. Precisamos uns dos outros, mas também precisamos respeitar nossos limites pessoais, assim como os limites alheios. Assim, as relações ficam mais respeitosas e equilibradas. Em termos práticos, o dia está bem animado e propício a todo o tipo de interação. A rever acordos, a reestudar negociações anteriores e a ponderar um pouco mais nas parcerias propostas.

Reprodução – Desconheço o autor/a

TERÇA-FEIRA, 14 de março – O Sol hoje está em conjunção exata a Quíron. A Lua Libriana abre o dia em oposição à dona da casa, Vênus, que está retrógrada em Áries. A Lua também se indispõe com Netuno e entra num embate ferrenho com Plutão e depois Urano, enquanto se alia a Júpiter, por conjunção. O dia traz influências que nos fazem sentir meio que em carne viva, sensação de acanhamento ou de dor aguda mesmo. Talvez nada tenha acontecido para suscitar tais sentimentos, talvez sejam apenas lembranças, ou o jeito que acordamos, mas o fato é que nos sentimos meio aguados, desacorssoados, como se nada fizesse muito sentido… Uma vontade de não ligar mais para nada… Nesse estado de espírito podemos ficar defensivos e reativos ao menor sinal externo de desequilíbrio – já que desequilibrados estamos nós – acreditando que é nossa responsabilidade, oferecendo-nos talvez como bode expiatório, talvez até nos expondo a invasões, maus tratos, sem nos dar conta… É possível que seja o oposto também, suscetíveis e reativos como estamos, podemos partir para o ataque como melhor tática de defesa, mesmo sem motivos claros de que estamos sob ameaça. Autoestima lá embaixo, talvez ainda tentemos agradar como forma de ganhar um afago, só para nos deparar com o que entendemos como frieza, pressa, rejeição, “sai pra lá”, o que pode ferir ainda mais nossos brios.

Talvez ainda seja melhor parar um pouco, olhar para dentro – e não para fora – e verificar o que tirou nosso equilíbrio, o que despertou nossas inseguranças de forma tão contundente… Chorar, se for o caso; admitir a dor, se ela se faz presente; não ter vergonha das próprias fraquezas, porque elas apenas nos fazem humanos… E oferecer a si mesmo, aquele amor incondicional que esperamos do outro, continuamente a nos desapontar – relação lateral não é de amor incondicional! Então, pegue-se no colo, dê-se um abraço, beije-se, acaricie-se, acarinhe-se, acalente-se, nine-se, embale-se… Dê a si mesmo todo o amor de que precise e de que está tão carente; dê a si próprio a validação e o apoio que você espera do outro. Olhe para suas fraquezas. Encare-as. Elas são parte de você, assim como os talentos, habilidades e força… E tais fraquezas têm uma razão de ser, têm alguma utilidade, mesmo que isso não seja claro… E, ao abraça-las, podemos aos poucos tentar melhorá-las, pelo amor, com amor. E, ao abrir essas comportas, podemos descobrir que temos um amor maior do que jamais imaginamos e podemos oferece-lo aos outros e – incrível – quando menos esperamos, estaremos sendo amados de volta… E assim se dá a cura, quando nos perdoamos, nos aceitamos e nos amamos, com todas as nossas idiossincrasias… Curamos a nós e curamos ao outro, porque se damos conta de nos aceitar, nosso coração se alarga e se expande, e acolhe também o outro. O dia pede paciência uns com os outros. Estamos todos meio sensíveis e doendo em algum lugar e não é partindo para a briga que vamos provar que somos melhores do que nos sentimos realmente. Podemos nos fazer respeitar, se necessário, mas podemos também nos recolher e deixar tudo passar, observando qual a nossa parte e responsabilidade nas dificuldades que encontramos, comprometendo-nos em mudar o que for possível ser mudado.

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QUARTA-FEIRA, 15 de março – O Sol ainda está conjunto a Quíron e vai se afastando lentamente, enquanto se aproxima da quadratura a Saturno. De Libra a Lua faz sextil a Saturno e fica vazia às 07h07min. Ingressa em Escorpião às 12h11min, de onde logo faz oposição ao seu dispositor, Marte, que está em Touro. O dia começa reflexivo e um tanto austero – refletimos sobre como trazer mais equilíbrio às nossas relações, como nos responsabilizar por nosso bem estar, ao invés de esperar isso de outros. Como encontrar a medida certa entre o dar e o receber nos relacionamentos, sem ficar devendo nem cobrando as outras pessoas. À tarde o clima muda radicalmente. A introspecção continua, mas agora por outros motivos: estamos um tanto receosos, defensivos e ciumentos de nossos pensamentos e emoções e recebemos como ameaça qualquer movimento que pareça proximidade demasiada. Há tendência a azia emocional e as relações podem ficar um tanto azedas e sujeitas a farpas, sarcasmo, ironias finas, isso quando não despencar para atritos mais sérios porque a defensividade e o desejo de nos afirmar estão veementes e podem nos fazer reagir de forma exagerada às situações… Sarcasmo é técnica de defesa também, mas além de demarcar território e diminuir o outro, cria feridas e afastamentos, portanto, vale se questionar onde queremos chegar com tudo isso e se de fato estamos sob qualquer ameaça, porque isso também é discutível. Por outro lado, se conseguirmos dosar nossa energia na medida certa, essa influência melhora a execução de tarefas que se mostrem complicadas e que demandam controle, concentração e alto gasto energético.

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QUINTA-FEIRA, 16 de março – A Lua, na fase cheia em Escorpião, faz trígono a Netuno em Peixes e quincúncio a Vênus Rx em Áries. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura ao Sol entrando na fase Disseminadora. Fecha a noite em harmonia a Plutão, aspecto exato amanhã. O Sol já está bem próximo da quadratura a Saturno. Sensibilidade e emoções intensas colorem o dia, assim como uma potente capacidade de intuir o rumo das situações e também o que os outros estão sentindo, que pode ser instrumental para melhorarmos as interações ou mesmo para manipularmos pessoas – depende da integridade da nossa alma e dos nossos intentos. Esse poder emocional pode nos aproximar das outras pessoas e nos permitir penetrar em suas defesas, mas isso deve ser feito de forma respeitosa e nobre, caso contrário, podemos nos tornar invasivos e causar mais dano do que ajuda ou reparação. Não podemos esquecer que inseguranças estão afloradas e muitas feridas estão abertas, portanto, se não temos algo realmente bom para oferecer, se nossas intenções são menos do que honestas, fazemos melhor se ficamos quietos e cuidamos de nossas próprias questões. De toda forma, há grande potencial de cura e de compreendermos ao outro e a nós mesmos um pouco mais profundamente e, bem conduzidas, tais influências podem, de fato, ajudar a aprofundar o entendimento de nossas dinâmicas internas e mesmo das dinâmicas relacionais. A Lua fica disseminadora em Escorpião, sugerindo que a mensagem que precisamos levar adiante precisa ser verdadeira, apaixonada e profunda. Os aprendizados que vivenciamos até aqui são repassados como catalizadores de transformação na vida de outros, com sensibilidade e autenticidade.

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SEXTA-FEIRA, 17 de março – O Sol Pisciano está em quadratura exata a Saturno em Sagitário, enquanto ainda se afasta da conjunção a Quíron. A Lua Escorpiana e disseminadora se afina com Plutão, seu regente moderno, enquanto se desentende com Urano e se harmoniza com Quíron e com o Sol, ficando vazia depois do contato ao Sol, às 18h58min. Ingressa em Sagitário à 00h00min do sábado. O dia está pesado, turvo e um tanto sombrio. Nosso anseio seria desaparecer para lugares inóspitos, talvez, ou para lugares onde não tivéssemos que lidar com tantas agruras e dificuldades mundanas, com tantos problemas cotidianos que parecem derrubar nosso entusiasmo e massacrar nossos sonhos e aspirações mais elevadas. É como uma dor fina, indefinível, que tira o fôlego em alguns momentos e que nos lembra de nossa mortalidade e finitude, nossas deficiências ou insuficiências, ou como um peso amarrado a nós, dificultando o caminhar. Circunstâncias ou outras pessoas, particularmente acima de nós – pais, chefias, autoridades – parecem exigir mais do que somos capazes de dar. Até mesmo a energia e vitalidade física podem estar depauperadas, de modo que nos sentimos fracos ou lentos nos nossos afazeres e compromissos. Podemos também nos sentir cobrados ou criticados, de forma implícita, e isso torna tudo um pouco pior…

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Mas antes de deduzirmos ‘verdades’ a partir das aparências, vale checar se estamos certos sobre tais deduções, para não vermos fantasmas e perseguição onde não existem e para não aumentarmos o tamanho dos problemas desnecessariamente. É um bom dia para olharmos para nossas falhas sim, não para nos desanimar ou derrubar, mas para melhorarmos. Sobretudo, com o Sol em Peixes, somos convidados a avaliar se nosso senso de identidade é sólido e seguro o bastante, se sabemos quem somos e do que somos feitos, para além de autoimagens pueris e fantasiosas. O dia pede um exame sóbrio de nossas capacidades e, ao identificarmos falhas, agir para corrigi-las, sem grandes dramas, sem chibatas ou autoflagelação desnecessária. Particularmente, é importante perceber que há ótimas oportunidades de nos curarmos a partir do olhar compassivo e empático para as próprias limitações, comprometendo-se a superá-las. A noite traz horas calmas e uma introversão providencial que nos ajuda a digerir todas essas informações, insights e percepções, propiciando também que sincronizemos os propósitos conscientes de crescimento e transcendência com a necessárias transformação dos comportamentos e hábitos que impedem nossa excelência.

John Casey – Reprodução

SÁBADO, 18 de março – A Lua ingressa em Sagitário à 00h00min, cravado. Faz quincúncio a Marte em Touro, trígono a Mercúrio e a Vênus Rx em Áries e fecha a noite em quadratura a Netuno. Mercúrio e Vênus estão em conjunção partil hoje. A noite traz alguns desconfortos durante o sono. O dia, porém, nasce mais animado e otimista, porque estamos imbuídos de uma nova força, nascida das resoluções da noite anterior e do comprometimento que fizemos com a mudança pessoal. Podemos rever alguns valores e analisá-los de forma mais direta e menos sentimental, verificando o que é necessário para nos valorizarmos mais, a despeito das falhas humanas que carregamos. Ainda estamos muito conscientes de tais falhas, mas conseguimos perceber nelas algum sentido, além de nos animarmos a prosseguir pela estrada, usando as pedras que surgirem para pavimentar o caminho, ao invés de permitir que nos bloqueiem a vontade ou os objetivos. A comunicação está ágil, mas animada e sociável, trazendo bom humor às interações e espirituosidade. À noite o clima está um tanto confuso e nebuloso, levando a mal-entendidos nas interações. Cautela com álcool e drogas porque há tendência a exageros e a enfiar o pé na jaca.

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DOMINGO, 19 de março – A aventureira Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno na primeira hora do dia. Durante o dia se harmoniza com seu regente, Júpiter em Libra e com Urano em Áries e fecha a semana em conjunção não exata a Saturno. A balada de sábado para domingo pede cautela porque a Lua Sagitariana já aponta para excessos e a quadratura a Netuno aumenta a propensão à falta de limites – portanto, moderação é a chave para a boa diversão hoje. Já o dia de domingo está mais auspicioso e feliz, depois do peso que vivenciamos durante a semana, conseguimos ter uma perspectiva mais filosófica de tudo: dos problemas, da nossa caminhada, das possibilidades, da vida. Um otimismo incipiente pode favorecer o clima do domingo, que por sua vez, fica propício a atividades ao ar livre, aventuras no campo, encontros festivos com amigos. Não podemos nunca perder a esperança e a perspectiva de porque estamos aqui, nesta terra, neste tempo e neste lugar! E essa perspectiva, esse sentido, não precisa ser mirabolante ou grandiloquente. Como diz Joseph Campbell: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos”. Ele também diz: estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivos é o que realmente conta”. E hoje é um desses dias, em que nos sentimos muito vivos, felizes existir, por ser, por estar, por viver, entendendo que o sentido da vida é a vida em si mesma!

Uma ótima semana para você! Que seja de serenidade, empatia, crescimento e cura!

Reprodução – Desconheço o Autor/a

2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

Veja o que Júpiter-Urano-Plutão estão “aprontando” no seu mapa natal! Agende uma consulta comigo através do e-mail: psicologica.astrologia@gmail.com

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

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Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

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Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

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Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

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Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

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Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

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Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

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Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

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Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

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Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

A Semana Astrológica – Respirar o amor, aspirando liberdade

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Semana de 12 a 18 de dezembro – Semana de expansão, colheita, frutificação e resultados… De aspirar à liberdade, de amar com leveza…

…tudo isso simbolizado pela fase cheia da Lua, que se consuma na terça-feira à noite, em Gêmeos. Mas outras influências sugerem um tempo de avançarmos e progredirmos, a despeito da contundente consciência de nossas fraquezas e receios; conciliar, com sabedoria, o peso que o reconhecimento de tais fraquezas e falhas nos traz, com a perspectiva de transformar algumas – ou muitas – delas, a partir, primeiramente, de sua respeitosa aceitação. Estou falando dos aspectos que o Sol faz nesta semana a Quíron e a Urano. Enquanto um nos confronta com nossas mazelas, o outro nos aponta maneiras de superá-las, se estivermos dispostos a nos desapegar do sofrimento e da posição de vítimas.

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Mercúrio está Fora dos Limites do Sol, selvagem e rebelde – o que é uma contradição com o disciplinado signo de Capricórnio – e se aproxima lentamente da conjunção a Plutão, conjunção que não chega a se completar porque Mercúrio fica retrógrado antes que isso aconteça, no dia 19, segunda-feira da semana que vem. Assim, ele passa a semana toda (e a próxima também) juntinho de Plutão, confabulando, cavando, sondando os segredos do poder, para revelá-los na hora certa, porque, para Capricórnio, informação é ouro e não deve ser usada levianamente. Tudo tem seu tempo e lugar e nada é dito ou feito com afoiteza, tudo é calculado estrategicamente, para ter o máximo impacto e o melhor dos resultados. Como diz Racine, “não há segredo que o tempo não revele” e é disso que Mercúrio está se inteirando com Plutão em Capricórnio. Esse Mercúrio vai dar o que falar nas próximas semanas!

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Vênus ingressou em Aquário e está isolada, sem conversar com ninguém, a não ser quando dona Lua passa para bater papo ou bater boca. Vênus em Aquário pede que olhemos as relações de maneira mais desprendida, mais solta e livre dos preconceitos e dependências; pede que vivamos as relações com mais honestidade e liberdade, sem ranços ou expectativas de que o outro vá tomar conta de nós e resolver nossos pequenos problemas. Como diz aquela canção, respirar o amor, aspirando liberdade! Estando isolada dessa maneira, Vênus sugere algumas dificuldades em termos clareza de nossos gostos e preferências; não temos muita certeza de nossos afetos ou de como expressá-los adequadamente, dando a impressão de sermos frios e inabordáveis, uma impressão que atrapalha a troca afetiva; outra possibilidade é que oscilemos nessa expressão dos afetos, estando extremamente afáveis e amorosos num momento e indiferentes e secos no momento seguinte, algo que confunde o outro e até a nós mesmos. Assim, é preciso estar atentos as essas oscilações antes de achar que existem problemas reais na relação. Marte segue pelo terceiro decanato de Aquário, preparando-se para entrar em Peixes – segunda, dia 19 – e também não faz aspectos neste período, apenas sugerindo experimentação e idealismo nas relações e na forma de nos afirmarmos no mundo.

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Saturno vai ganhando terreno e chegando cada vez mais perto do trígono a Urano e da quadratura a Quíron. O trígono a Urano, já falamos antes, pode ser bastante positivo e fala da possibilidade de casarmos o velho e o novo, tirando o melhor dos dois mundos, numa combinação que nos permite mudar sem precisar passar por graves crises ou grandes ansiedades . Estamos falando de mudanças planejadas e mudanças graduais; planos estratégicos de mudança; progredir de forma estruturada; avançar com cautela e responsabilidade, e assim por diante. É um tempo deveras favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). E quando a vida nos apresenta com mudanças imprevisíveis, nós conseguimos assimilá-las e digeri-las sem grandes traumas ou dificuldades, investindo no nosso desenvolvimento pessoal, sem que isso precise ir contra tudo e todos. Esses aspectos ocorrem três vezes, entre dezembro de 2016 e de 2017. O primeiro trígono Saturno-Urano se dá no dia 24 de dezembro de 2016; o segundo, no dia 19 de maio, com Saturno retrógrado; e o terceiro e último, em 11 de novembro de 2017, com Saturno direto e Urano retrógrado.

Daunhaus.Deviantart - Reprodução
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Já a quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e doi excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar. Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralizante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos!

Magritte - Reprodução
Magritte – Reprodução

A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema. Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para os meios acadêmicos ou da saúde. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

A exemplo do aspecto Saturno-Urano, a quadratura Saturno-Quíron se dá por três vezes entre 2016 e 2017. O primeiro evento ocorre já no dia 28 de dezembro de 2016; Saturno fica retrógrado e quadra Quíron de novo em 30 de abril; e, finalmente, já direto, Saturno quadra Quíron pela última vez em 2 de novembro de 2017.

Lua Disseminadora - Reprodução
Lua Disseminadora – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Corcunda, em Touro. Torna-se Cheia na terça-feira, em Gêmeos. Dignifica-se em Câncer e entra na fase Disseminadora em Leão, no sábado. Fecha a semana ingressando em Virgem, no domingo. Nessa caminhada cíclica ela conversa com todos os demais corpos celestes, ora delicada, ora tempestuosamente, simbolizando as mudanças diárias de humores na Terra.

Reprodução - Desconheço o autor
Reprodução – Desconheço o autor

SEGUNDA-FEIRA, 12 de dezembro – O Sol está em trígono a Urano e quadratura a Quíron, ambos os apsectos exatos hoje, enquanto se afasta da conjução a Saturno. A Lua abriu o dia e a semana em Touro, em quadratura a Marte em Aquário, ficando vazia depois, às 02h06min. Ainda se indispôs com Mercúrio em Capricórnio. Ingressou em Gêmeos às 10h42min, de onde tem contendas inconscientes com Plutão e Júpiter, que estão em quadratura. À tarde a Lua se harmoniza com Vênus e fecha a noite em quadratura a Netuno, exata amanhã. O dia traz influências que parecem contraditórias a princípio, mas que podem funcionar como compesação mútua. Lidamos com a sensação de desapontamento conosco mesmos, com aquilo que somos ou pensamos saber a respeito de nós. Talvez tenhamos tido revezes recentes que nos obrigaram a recuar nas expectativas ou projetos nos quais estamos engajados. A Luz solar da consciência é eclipsada temporariamente por influências insuspeitas vindas da obscuridade do inconsciente, aquela parte de nós com a qual não queremos ter nada a ver nem lidar, porque nos lembra do nosso lado manco, trôpego, inadequado. Aquela parte de nós que tem dificuldade de se enraizar na realidade, de lidar com esse mundo dito “real” de forma direta, por ser ele, doloroso por demais, imperfeito em demasia… E se admitimos que tal mundo e realidade são imperfeitos, nós, como parte disso tudo, imperfeitos somos – uma verdade difícil de engolir e conciliar com os sonhos dourados narcisistas que temos a respeito de nossa própria importância, talentos especiais e senso de grandeza. É como uma nuvem pesada e sombria a obscurecer a luz desse sol tão brilhante: falhas, medos, inseguranças, fraquezas e todas as questões mal resolvidas que ameaçam o brilho do nosso ego tão lustroso… Entretanto, não somos mais criacinhas indefesas para ficar paralizados pelas revelações do inconsciente sobre nossas incapacidades e lástimas. Temos alguma maturidade e resiliência que nos permitem acolher tais revelações com serenidade e humildade, sabendo que não somos nem piores nem melhores do que outros andantes humanoides desta terra, somos apenas diferentes em nossas idiossincrasias, que são muitas sim, mas humanas. Assim, tal serenidade pode nos trazer alento e a capacidade de diferenciar, a exemplo daquela oração de mesmo nome, quais são as falhas e problemas que podemos mudar e quais precisamos aceitar, porque não têm conserto possível. A mudança desses problemas que identificamos que temos o poder de alterar está favorecida por estes dias. Uma mudança criativa e benéfica, que nasce a partir de novos insights e ideias a respeito da maneira de nos conduzir, de nos movimentar e agir no mundo. Se estamos atentos, podemos visualizar com mais clareza o que podemos fazer para avançar e progredir nessas frentes passíveis de transformação e melhoria. A questão depende de estar dispostos a agarrar a oportunidade. Estamos? Em termos práticos, a segundona começou pesada e arrastada, demandando guindastes para arrancar pessoas de suas camas… Pelo meio da manhã a máquina finalmente engrenou – provavelmente lubrificada por muita cafeína – de modo que a tarde segue mais agilmente, com as ideias fluindo, os contatos e tarefas avançando e o dia transcorrendo muito ativo e bem humorado, caso consigamos lidar com aquelas influências inconscientes a contento. O perigo maior é de nos perdermos em socializações e conversas sem fim, elucubrações vazias, como meio de evitar pegar no pesado ou de fugir daquelas sensações incômodas e sombrias das quais falávamos no começo deste texto. Se administramos isso, o dia torna-se bastante produtivo.

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TERÇA-FEIRA, 13 de dezembro – De Gêmeos a Lua quadra Netuno em Peixes nas primeiras horas do dia. Faz quincunces a Mercúrio e a Plutão em Capricórnio, oposição a Saturno, quadratura a Quíron, sesqui-quaadratura a Vênus, sextil a Urano – Ufaaa!!! – tudo isso antes de se opor ao Sol Sagitariano e entrar na fase Cheia, às 22h05min no horário de Brasília (00h05min do dia 14/12 no horário de Lisboa). Essa é uma Lua Cheia super ocupada, falante e movimentada, o que sugere um dia igualmente agitado, cheio de atividades frenéticas, de vai-e-vem, conversas, ebulição mental, tráfego pesado nas cidades, mudanças repentinas de planos, bloqueios previstos ou imprevistos… Sim, a Lua Cheia precipita crises nas situações que vinham se arrastando. Só respirando muito e profundamente para organizar as emoções desencontradas no meio de tanta atividade. Não podemos correr o risco de, no meio de todo esse dinamismo e correria, nos perder de nós mesmos, de nossos propósitos e do nosso centro. Na encruzilhada, em caso de dúvida, estacione, respire fundo, acalme o coração e escute o que a alma precisa e busca! Assim teremos mais clareza de em qual esquina virar, qual caminho seguir, qual bifurcação tomar, quais palavras dizer, quais calar ou que mensagem comunicar. Se a cabeça e a mente souberem escutar a alma, não haverá espaço para confusão e saberemos como administrar, tanto a falta quanto o excesso, saberemos usar as palavras e o silêncio com maestria, recorrendo ao seu poder de elevar ou derrubar, de prender ou liberar… Como usamos o poder da palavra? Há que se ter sabedoria com as palavras hoje… É dia de celebrar a comunicação das ideias e dos sentimentos; de celebrar a vida e, mesmo que não haja grandes vitórias ou conquistas, podemos agradecer e celebrar as pequenas alegrias e a companhia daqueles que fazem parte da nossa vida diária; podemos celebrar pequenas mudanças no nosso ambiente imediato, que facilitam o fluir da vida; podemos agradecer o ar que respiramos! E se os desafios parecerem árduos por demais, respiremos o amor, a leveza e a beleza para dentro da alma e do espírito e expiremos para fora de nós, o peso e a desesperança. “Respirar o amor, aspirando liberdade”. A vida é desenhada e sonhada nas grandes visões, mas é nos detalhes pequenos do aqui e agora que ela se faz e se concretiza, em como exercemos a criatividade no dia a dia. Não temos certezas nem garantias acerca do futuro, mas temos a escolha e a responsabilidade de fazer do presente, do aqui e agora, o melhor que pudermos! E para isso precisamos estar plenamente conscientes, atentos e inteiros! Esse é o nosso desafio! Consciência e inteireza! Feliz Lua Cheia para você! Leia o artigo sobre a Lua Cheia de Gêmeos.

Ernesto Arrisueno - Reprodução
Ernesto Arrisueno – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 14 de dezembro – A Lua Geminiana se afina, toda harmoniosa e faceira, com o Marte Aquariano e fica fora de curso depois, às 03h59min, ingressando em Câncer às 10h09min, de onde instiga a frieza de Vênus em Aquário. Fecha a noite em contato favorável com Netuno. O dia começa com uma revisão tranquila e mental das nossas tarefas e o que elas vão requerer de nós. Repassamos nossos recursos, nossa vontade – ou falta de – de avançar e executar com determinação essas tarefas. Talvez tenhamos alguma nova ideia que facilite o desenvolvimento de tais atividades, mas o começo da manhã propicia muito mais a análise calma e desapegada do que a ação propriamente dita. Pelo fim da manhã a energia muda radicalmente. A inquietude mental dá lugar à necessidade de sossego e, ao invés de nos espalhar por aí, queremos segurança e conforto, um ambiente adequado para entrar em contato com necessidades emocionais que andaram sendo negligenciadas nos últimos dias. Os sentimentos ficam mais densos e profundos e a sensibilidade mais acurada, favorecendo a proximidade e a intimidade nos contatos, em contraponto à frivolidade e leveza recentes. A dificuldade fica por conta da inconstância e irregularidade das respostas emocionais, visto que ora nos sentimos afetuosos e doces, ora queremos distancia e a preservação de nosso espaço. Precisamos ter mais nítidas quais são as nossas motivações no dia, para não nos comprometermos com coisas que mais tarde poderão ser um peso ou uma chateação, tanto para nós quanto para os outros.

Reprodução - Desconheço o autor
Reprodução – Desconheço o autor

QUINTA-FEIRA, 15 de dezembro – A Lua está poderosa em sua casa Canceriana, sensibilidade ainda mais aguçada pelo contato harmonioso com Netuno em Peixes. Mais tarde ela trava embates com Mercúrio e Plutão em Capricórnio, com Júpiter em Libra e com Urano em Áries, formando uma Grande Cruz Cardinal, tendo ainda que lidar com as inseguranças de um contato irritante com Saturno. A Lua ainda faz trígono a Quíron e fica vazia depois da quadratura a Urano, às 19h38min. O dia está tempestuoso, carregado de sentimentos e emoções viscerais, que vão demandar equilíbrio e contenção extras para não afundarmos em dramas, sejam eles mesquinhos ou grandiosos. Situações que talvez comecem pequenas podem escalar e tornar-se desproporconais e quando vemos, já não há volta. Sentimo-nos pressionados e encurralados, com nossas necessidades ignoradas ou diminuídas pelo que percebemos como atitudes paternalistas e condescendentes, que nos fazem sentir incompreendidos, injustiçados, humilhados e infantis. Quanto mais tentamos consertar, maior fica o estrago, seja da situação ou do nosso estado emocional. As situações que ocorrem hoje parecem apertar “todos os nossos botões”, especialmente aqueles mais sensíveis, de modo que temos dificuldade de controlar nossas reações e em dado momento parece que somos meras marionetes sendo manipulados pela vontade ou poder de outros. Mas quem manipula quem? Quem detém o poder e o controle? Será que nossa frustração não vem exatamente de percebermos que nós mesmos falhamos na nossa tentativa de manipulação? E que talvez seja por isso mesmo que nos sentimos ridicularizados? Há várias maneiras de se exercer poder sobre outros. Algumas delas são diretas, honestas e limpas; outras são indiretas, subreptícias, desonestas e minam a confiança nas relações, assim como os afetos ou o respeito, sejam essas relações pessoais ou impessoais. Assim, ao invés de darmos chiliques e apelarmos para o drama, fazemos melhor se tentarmos entender a ebulição de sentimentos e conter as reações infantis, de quem se sente no direito de cobrar o que quer que seja de outros. O impulso natural seria nos amuar num canto para chamar a atenção ou fazer outros se sentirem culpados, mas o tiro sai pela culatra e tal atitude vem em nosso detrimento. Em vez disso, podemos nos responsabilizar por nossas reações, carências, oscilações e lidar com as crises com maturidade, dignidade e compostura. Podemos acolher e cuidar, oferecer compreensão, afago e consolo, dar a outros aquilo que gostaríamos de receber ou que achamos que estamos precisando. Nutrir as relações, ao invés de azedá-las. Como naquela oração, é dando que se recebe. Lembrar que todo mundo tem problema e todo mundo está travando suas próprias lutas, portanto, nossos problemas não nos dão o direito de ser grosseiros e mal educados ou de dar chiliques, no máximo podemos pedir ajuda, com respeito, honestidade e dignidade. Jogar o jogo com objetivo final de ganha-ganha e não de vencer o outro a qualquer custo. Em termos práticos, o dia traz vários dilemas que demandam algumas escolhas difíceis, que requerem conciliação ou renúncia. Ter noção clara dos próprios valores e prioridades ajuda a fazer as melhores escolhas. Como diz o Dalai Lama: “Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão dos próprios valores”.

Martin Stranka - Reprodução
Martin Stranka – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 16 de dezembro – Júpiter está a apenas 20 minutos (menos de um grau) do sextil a Saturno, um aspecto que não vai ficar exato antes de agosto de 2017, mas cuja influência sentimos sutilmente. A Lua inaugura o dia fora de curso em Câncer. Torna-se foco de um Yod ao fazer quincúncios ao Sol e a Marte. Ingressa em Leão às 11h15min, de onde se indispõe com Saturno. Depois do dia tempestuoso de ontem ainda estamos tentando restaurar nosso equilíbrio, mas a manhã traz novos conflitos e desafios, que podem comprometer essa restauração. As irritações se dão entre nossa sensibilidade e a alma mais feminina versus o lado mais objetivo, a vontade, o consciente – um antagonismo que pode mesmo se manifestar com pessoas, entre esses princípios feminino e masculino. Alguém tem que ceder, uma negociação é necessária, interna e externamente, se é para conseguirmos avançar com nossos projetos e atividades. Em função dessas incompatibilidades, os humores oscilam e variamos entre a irritação, o mutismo, a fragilidade e o mau humor escancarado. Contudo, é importante não levarmos demasiado a sério tais conflitos e oscilações e tentarmos encontrar um mínimo de estabilidade emocional para não estragarmos de vez o dia e as nossas relações – tudo é aprendizado e experiência! Ter compaixão por si mesmo e rir dos próprios dramas ajuda a colocar as coisas em perspectiva. Nem tudo precisa ser levado a ferro e fogo, não é o fim do mundo! Lembremos disso!

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SÁBADO, 17 de dezembro – A Lua entra na fase Disseminadora ao fazer sesqui-quadratura ao Sol Sagitariano. Antes porém, ela se opõe a Vênus e faz quincúncio a Netuno. A Lua ainda faz outros quincúncios a Mercúrio e a Plutão, trígono a Saturno e a Urano, formando um Grande Trígono de Fogo, que vira Pipa, devido ao sextil a Júpiter. Por fim a Lua se irrita com Quíron através de um quincúncio. O dia traz uma sensação de estarmos um tanto desconjuntados. Contudo, a despeito da sensação de cisão interna, o dia também traz boas oportunidades de diversão, de alegria e camaradagem. Se conseguimos aceitar nossas idionsicrasias e contradições internas, conseguimos aceitar também as “esquisitices” e excentricidades dos outros ao nosso redor e, aquilo que antes parecia estranho, torna-se na verdade, uma qualidade singular que torna meu amigo/a (e eu mesmo) único e especial para mim e para o mundo e o olhar de estranheza vira de encantamento. Os contatos hoje são intensos e cheios de vitalidade e energia. As pessoas com quem escolhemos estar são, de fato, caras e preciosas ao nosso coração e isso deve ser expresso com honestidade e simplicidade. Celebrar a amizade, a alegria, a vida! Com verdade, criatividade e generosidade e desprendimento. Deixar os rancores, rusgas e dissabores para lá, focar no que temos de melhor, focar no que o outro tem de melhor. Assim nos damos a chance de estreitar laços e ainda permitir ao outro ser o que ele é, sem expectativas ou cobranças, achando o ponto de equilíbrio para nós mesmos e para as relações. E com equilíbrio, podemos nos expandir e viver melhor!

Steven Hanks - Reprodução
Steven Hanks – Reprodução

DOMINGO, 18 de dezembro – Mercúrio estaciona a 15°02’ de Capricórnio, às 08h56min para ficar retrógrado de 19/12/2016 até 08/01/2017. A Lua Leonina se harmoniza com o Sol Sagitariano e, junto com Urano em Áries, formam um Grande Trígono de Fogo. Pelo meio da tarde a Lua briga com Marte em Aquário e fica vazia depois dessa briga, às 14h56min. Ingressa em Virgem às 15h52min e logo se desanima a partir de contatos com Mercúrio e Plutão. O dia traz energias livres, alegres e animadas na parte da manhã, que nos convidam a nos aventurar, a sair da casca e dos limits do previsível, a ousar manifestar nossa alegria e espontaneidade, rir até estourar, contar piadas bobas, tentar brincadeiras ou atividades inusitadas. Deixar nossa criança interior vir à tona e assumir o posto, espontânea, leve e feliz! Nesses momentos de distração e alegria, podemos nos surpreender com insights acerca de formas inovadoras de unir nossas necessidades com os desejos conscientes. À tarde o clima fica tenso e requer cautela nas mesma atividades arriscadas em que nos lançávamos pela manhã. Algo ou alguém nos irrita e tira do sério e nossa alegria e espontaneidade ficam sombreadas por discussões e altercações que azedam a brincadeira e a leveza de outrora. A criança tem uma ótima oportunidade de se observar e aprender a se conhecer a partir das próprias reações. Talvez as coisas que nos animavam antes agora nos irritam, mas é preciso perceber que talvez isso não tenha a ver com outros e sim, conosco mesmos e nossas alterações de humor e de interesses. Só porque nos cansamos, nos irritamos ou perdemos no jogo, não precisamos bancar  o dono da bola que acaba com o jogo levando a bola embora porque não gostou de alguma coisa que alguém fez ou disse. Se algo nos incomoda de verdade, devemos manifestar de forma direta e honesta e não através de jogos ou birras. Assim temos chances de crescer. Em termos práticos essas energias requerem cautelas porque ficamos mais impulsivos e propensos a acidentes. À noite preferimos algum resguardo e solitude, para meditar nos desgastes ou simplesmente nos refazer. A solitude pode sim, fazer bem, desde que não fiquemos remoendo os dissabores, julgando a outros ou a nós mesmos.

Uma ótima e positiva semana para você!

Tirado de Playbuzz - Reprodução
Tirado de Playbuzz – Reprodução

 

Steven Hanks - Reprodução
Steven Hanks – Reprodução

Lua Cheia em Gêmeos – Aceita que dói menos!

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O ano chega ao fim e o fechamos com chave de ouro, com uma Lua Cheia super ativa e cheia de estímulos, bem ao gosto de Gêmeos! A Lua será cheia nesta terça-feira, dia 13 de dezembro, às 22h05min no horário de Brasília e à 00h05min no horário de Lisboa, a 22°25’ do signo de Gêmeos, o primeiro signo de Ar. A Lua Cheia é sempre um momento de colheita e de celebrar essa colheita. Mas essa é uma celebração bastante sóbria e contida, austera e realista, em contradição à energia elusiva da Lua Nova. Mas vamos por partes, ao gosto de Gêmeos!

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Gêmeos, detalhista e imediatista, vem fazer o providencial contraponto às grandes visões futuristas de Sagitário, lembrando-nos que, se não nos atentarmos para os detalhes e o aqui e agora na feitura dos projetos, nenhuma visão jamais se realizará. Queremos nos expandir, ir além dos fatos prosaicos do dia a dia, queremos conhecer mais, saber mais, ultrapassar as fronteiras do conhecido, mas para isso precisamos dar um primeiro passo, sair das nossas vizinhanças, começar a ler aquele livro, nos matricular naquele curso, pegar o telefone e ligar para a agência de viagens para comprar a passagem para aquela viagem ao exterior… Sem Gêmeos, Sagitário fica perdido eternamente no futuro que nunca vai virar presente porque nunca se atentará para os detalhes imediatos necessários à sua execução. É uma polaridade que fala da dicotomia do Puer e do Senex que aqui está duplamente enfatizado na figura de Saturno; a Criança e o Velho; a brincadeira e a seriedade; a juventude e a maturidade/velhice; a inconsequência x a responsabilidade. Temas que ficam realçados para nós nestes dias.

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O mapa da Lua Cheia levantado para Brasília traz uma mistura proeminente de Ar e Fogo e muita mutabilidade, o que nos sugere muita atividade mental, uma busca enorme por estímulos, propensão à dispersão e uma avidez por estar no centro de tudo o que acontece, avidez por mudança, assim como ansiedade e diversidade de interesses. O Ar é o elemento da mente, das elaborações conceituais, da razão e do logos. Misturado ao Fogo, temos uma imagem de elevação, de inspiração e aspiração às grandes alturas. De ideias e conceitos abstratos muito elaborados e intelectualmente sofisticados. Isso dá a tônica das próximas duas semanas. A água e os sentimentos ficam meio embotados e damos prioridade ao pensamento.

Lua Cheia em Gêmeos - Brasília, 13 de dezembro de 2016, 22h05min
Lua Cheia em Gêmeos – Brasília, 13 de dezembro de 2016, 22h05min

Porém, mais do que isso, se a Lua Nova de Sagitário só fazia contato com Netuno, a Lua Cheia em Gêmeos está ocupadíssima, falando e se conectando com todo mundo, como um dínamo que ativa e movimenta todos os cantos do mapa, exceto Mercúrio-Plutão em Capricórnio, mas ainda assim, ela está ligada a Mercúrio por ser regida por ele. A Lua faz oposição à conjunção Sol-Saturno, faz quadratura a Quíron em Peixes, sextil a Urano em Áries e forma um Grande Trígono em Ar, com Júpiter em Libra e Marte em Aquário, Grande Trígono que dá origem a uma Pipa, da qual o foco é a conjunção Sol-Saturno em Sagitário. Isso indica que temos uma colheita de oportunidades sociais, de interagirmos amplamente tanto local, quanto num sentido mais amplo e global. A superficialidade do Grande Trígono é compensada pela oposição da Lua a Saturno, como foco da Pipa: não há espaço para coisas rasas aqui, os fatos precisam ser analisados, digeridos e aprofundados de maneira a embasar e ampliar um conhecimento mais consistente, interações mais coerentes, corretas e éticas. Saturno sugere ainda que tenhamos cautela nessas interações, que estejamos muito cientes de nossas conexões e que não sejamos levianos no que dizemos e com quem nos relacionamos.

Alfredo Araujo Santoyo - Reprodução
Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

A Lua participa de outras configurações e forma uma T-Square Mutável da qual Quíron é o foco. Talvez tenhamos que lidar com uma colheita que é menos do que perfeita, que nos lembra que algo foi avariado, estragado, irremediavelmente nas nossas aspirações da Lua Nova. Talvez sejamos – e certamente já estamos – confrontados com muitos dissabores e decepções nas nossas expectativas, tanto aquelas lá do início do ciclo, quanto algumas mais antigas, relativas ao ano que se fecha. Mas sempre que falamos de Quíron, falamos também da empatia, falamos de humildade e aceitação do nosso lado mais humano e falível. E falamos também de cura, que só vem depois dessa aceitação humilde. Assim, a Lua Cheia nos aponta para a necessidade da aceitação humilde dessas coisas que estão além do nosso controle pessoal; de reconhecer e assimilar nossas feridas, porque elas apenas nos lembram de nossa humanidade. Falando em bom português: aceita, que dói menos!

Lua Nova em Sagitário - Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min
Lua Nova em Sagitário – Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min

É interessante notar que este ciclo, iniciado com a Lua Nova de Sagitário, trazia a influência difusa mas perturbadora de Netuno, como já disse acima, como único aspecto feito pela Lua de então. Eu dizia no texto da Lua Nova dos riscos de nos iludirmos, da propensão à desilusão, além de outras coisas. Agora, a Lua Cheia acontece em oposição a Saturno e quadratura a Quíron, dois “caras” que sempre nos lembram de nossas inseguranças, limites, problemas, mazelas e falibilidade… É como se essa lunação viesse mesmo fechar com chave de ouro este ano tão triste, pesado e sombrio, um ano de grandes perdas, de muitos desmantelos, que foi marcado e colorido pela quadratura Saturno-Netuno, configuração que mesmo já estando distante, ainda tem seus temas relembrados pelas ilusões da Lua Nova (Netuno), desmontadas pelo realismo da Lua Cheia (Saturno). Esse foi um ano de muitos aprendizados e o maior deles foi acordar das ilusões, cair na real, ver sonhos e esperanças desfeitos diante dos nossos olhos. E este tema se repete no último ciclo do ano, com essa ênfase de Netuno na Lua Nova e o destaque de Saturno na Lua Cheia.

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Entretanto, esta ênfase em Ar e Fogo e na conjunção Sol-Saturno nos lembra, mais do que nunca que, a despeito de tudo o que vimos, ouvimos e vivemos de pesado e difícil neste ano, a vida continua. E que não podemos ficar soterrados sob os escombros de 2016. Precisamos usar tais escombros na reconstrução do futuro ali adiante, imbuídos de uma esperança realista, como já enfatizei em outros textos, de um otimismo muito pé-no-chão. Afinal, tudo o que passamos, tanto em nível pessoal quanto social e coletivo pode ter sido devastador, mas também nos trouxe maturidade. Falando especificamente do Brasil, estamos todos insatisfeitos, desolados, indignados e revoltados com a forma de se fazer política, com esse mar de lama em que temos visto os poderes da república chafurdando nos últimos meses e anos… Mas eu ainda acho que é melhor estarmos cientes de tudo isso do que vivermos naquela bolha ingênua de antes – pelo menos alguns viviam – quando não sabíamos de tudo o que se passava. Por mais desolador que seja, esse confronto com a verdade era necessário e inevitável. E isso não pode nos fazer perder a esperança de dias melhores, uma melhoria pela qual precisamos nos responsabilizar, em todos os níveis da nossa vivência, desde o nosso comportamento no dia a dia, nossas práticas profissionais e de cidadãos, nossa ética nessas práticas e relações e por aí afora.

Douglas Smith - Reprodução
Douglas Smith – Reprodução

Mercúrio, regente e dispositor da Lua Cheia, está em Capricórnio, conjunto a Plutão, prestes a entrar em retrogradação – dia 19 de dezembro – e atualmente Fora dos Limites do Sol nas declinações. Mercúrio e Plutão são os únicos pontos em Terra, o que lhes dá realce especial. É, este Mercúrio faz pensar! Todas as últimas retrogradações de Mercúrio se deram em contato próximo a Plutão, ou quando ele estava ficando retrógrado ou quando estava voltando ao movimento direto. Particularmente, na retrogradação de janeiro deste ano, Mercúrio voltou ao movimento direto a 14°55’ de Capricórnio em conjunção a Plutão. Agora, Mercúrio fica retrógrado a 15°07’ de Capricórnio, apenas a 12 minutos de distância do mesmo ponto e, mais uma vez, em conjunção a Plutão. Isso sugere que além da regular revisão mental simbolizada pelo movimento retrógrado de Mercúrio, estamos sendo chamados, de novo e de novo, repetidamente, a transformar nossa forma de pensar o mundo, a quebrar paradigmas conceituais, a modificar a maneira como absorvemos informações, a ter, mais do que nunca, senso crítico e honestidade na comunicação e processamento de ideias, fatos, informações. E nessa Lua Cheia estamos assoberbados de ideias e sentimentos difusos, ansiedades e inquietações.  Contudo, precisamos voltar ao básico, conter pré-ocupações e conjecturas irreais e ater-nos ao real. Mercúrio está Fora dos Limites do Sol Sagitariano; está em Capricórnio e conjunto a Plutão, virando a esquina da retrogradação… Uma retrogradação que vai causar rebuliço e trazer à tona revelações que continuam a detonar o poder estabelecido. Mercúrio Fora de Limites está se lixando para regras e controles, em Capricórnio, ele vai buscar deturpar ou questionar exatamente essas regras que se provarem vazias, hipócritas e sem sentido. Apesar da ênfase em Fogo e Ar, o espírito precisa se atentar aos limites da matéria, representada por Saturno e por Mercúrio-Plutão em Capricórnio.

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“Três bruguelos num ninho no alto de uma árvore” é o Símbolo Sabiano para o grau 23 de Gêmeos (22°25’). Um símbolo que nos reporta às qualidade do Ar. Dane Rudhyar nos diz que a nota chave deste símbolo é o “crescimento dos processos espiritualmente criativos, numa mente que finalmente está relativamente integrada”. Ele vai em frente e nos lembra que no simbolismo tradicional, as aves geralmente representam o mundo e as forças espirituais ou os aspectos mais elevados da mente humana. Os bruguelos, que são filhotes ainda sem plumas, referem-se a algo incipiente, “o início de um processo no que também poderíamos chamar de ‘câmara superior’ da consciência, onde o poder criador do espírito pode ser recebido e assimilado. Fecundado pelo espírito e apoiado por uma tradição cultural e vitalista profundamente enraizada, o homem pode gradualmente desenvolver uma personalidade integral”. É curioso notar ainda que os filhotes são três, o número da Trindade Divina, que se origina do Um. O Pai, o Filho e o Espírito, que na Doutrina cristã são três expressões diferentes da mesma pessoa, a Unidade.

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

Colocando a imagem deste símbolo com a análise que fazíamos da Lua Cheia, uma Lua Cheia de Ar-Fogo, a última Lua Cheia do ano e que, portanto, conclui as lunações de 2016, podemos dizer que todos os aprendizados que vivenciamos ao longo deste ano difícil foram etapas importantes na integração da nossa consciência incipiente de humanos em busca de evolução; um processo que está apenas no começo do despertamento, como filhotes que acabaram de nascer e carecem de plumas e de cuidados. Como diz Rudhyar, este é o início de uma integração relativa da consciência. Eu diria que tal integração tem a ver, principalmente, com o confronto dos reinos do espírito e da matéria, das esferas do real e do irreal, como simbolizados por Saturno-Netuno. Assim, longe de nos abater, tal desencanto e despertar para o real devem sim, ser motivo de celebração. Por mais dolorosas que tenham sido as lições, elas fazem parte de um processo de integração, despertamento e humanização – talvez estivéssemos por demais anestesiados no nosso egocentrismo narcisista, consumidores histéricos a olhar somente as próprias “necessidades”, ditadas por um mercado perverso, fabricante inveterado da ilusão da felicidade comprada. Sim, precisávamos de doses cavalares de realidade e cá estamos nós, sorvendo desse elixir amargo, mas necessário. Novamente: quando a gente aceita, encontra forças para lidar com o problema e mudar. Aceita, que dói menos!

Catrin Welz-Stein - Reprodução
Catrin Welz-Stein – Reprodução

Concluindo, a Lua Cheia de Gêmeos fecha a contento a temática mais importante do ano: o confronto do real, o despertar das ilusões, auto-criadas ou não, e a consequente integração desses conteúdos difíceis de assimilar. E lembrando o mote básico de Saturno em Sagitário: “A verdade te libertará, mas primeiro vai te desestabilizar”. O Sol em Sagitário nos fala para olhar o futuro com esperança e fé, mas a presença de Saturno tão enfatizada nessa Lua Cheia nos lembra que essa esperança não pode ser ingênua e tola. Vimos, ouvimos e vivenciamos demais e não podemos esquecer porque tudo isso está entranhado em nós; aliás, não devemos esquecer, para não cometer os mesmos erros lá na frente – eu digo sempre, se é para cometer erros, pelo menos que sejam erros novos! A Terra continua a girar – pelo menos por enquanto – e o mundo segue em frente! Enquanto há vida, há esperança! O Espírito continua a dar vida à matéria e, aos trancos e barrancos, a vida viceja em todo lugar! Celebremos isso!

Um ótima e realista Lua Cheia para você!

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Lua Nova em Sagitário – Qual é o seu Plano B?

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Catrin Welz-Stein – Reprodução

Qual é o código para decifrar seus sonhos?

A Lua é nova nesta terça-feira, dia 29 de novembro, às 10h18min no horário de Brasília e às 12h18min no horário de Lisboa, inaugurando o ciclo de Sagitário, a fase do ano em que procuramos maior significado para nossas vidas, buscamos mais aventura e renovamos nosso otimismo. Nossos interesses se expandem e abrimos a mente para abraçar novas ideias e perspectivas. Neste período, também somos convidados a observar nossas crenças e nossa espiritualidade mais de perto; verificar se vivemos o que proclamamos, se cremos no que pregamos, se falamos o que cremos e se somos o que dizemos que somos – essa é uma paráfrase de uma citação de D. Pedro Casaldáliga, que no original diz o seguinte: “Ser o que se é, falar o que se crê, crer o que se prega, viver o que se proclama, até as últimas consequências” – será que podemos dizer isso de nós mesmos? O ciclo de Sagitário vem nos questionar isso… E caso identifiquemos que estamos fora dos trilhos, sempre podemos retomar o rumo certo. Certo? Hummm… Talvez.

Lua Nova em Sagitário - Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min
Lua Nova em Sagitário – Brasília, 29 de novembro de 2016, 10h18min

O problema é que o rumo está deveras incerto neste ciclo. Ocorre que a Lua Nova se dá em quadratura bem próxima a Netuno em Peixes, o Mestre da Neblina, das Ilusões, das Incertezas… A Lua se renova a 07°42’ de Sagitário, a menos de dois graus da quadratura a Netuno, e a menos de meio grau da quadratura ao eixo nodal, o que nos sinaliza um ciclo um tanto confuso, de nevoeiros densos que atrapalham a visão de longo alcance do Arqueiro. Justamente num período em que precisamos de clareza para olhar para o futuro, depois de todas as tensões e dúvidas que vivenciamos ao longo dos últimos meses, sentimo-nos sem rumo, perdidos, sem saber direito para onde ir a partir daqui, sem saber se nossos sonhos são válidos ou se são apenas quimeras e ilusões douradas… A não ser pela conjunção hiper-ampla a Saturno (quase dez graus) que muitos nem considerariam, a quadratura a Netuno é o único aspecto que a Lua Nova faz, o que o torna muito importante e enfatizado. Então, sim, ainda temos muitas dúvidas à frente… A quadratura aos Nodos Lunares nos sugere que podemos tanto encontrar esse rumo alvissareiro, como podemos nos perder de vez, portanto, precisaremos sair com as lanternas acesas mesmo ao meio-dia…

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Como se não bastasse, este mapa traz uma assinatura de Fogo Mutável: há muito ímpeto, muitos projetos, entusiasmo exacerbado, mas pouco se realiza se não se puser os pés no chão; vamos de um projeto a outro, achando que o sentido está sempre ali, logo adiante. Temos muita energia mutável ativada nos céus (Sol, Lua, Saturno, Mercúrio, Netuno, Quíron) e somente temos Marte em signo fixo, em Aquário, então, há pouca consistência naquilo que buscamos realizar, dispersamo-nos em muitas direções, aumentando a sensação de estarmos perdidos; há dificuldade em ser constante e por vezes, vamos ao extremos oposto e nos fixamos numa ideia qualquer, só para provar que estamos certos, mesmo que aquilo seja uma tolice. É preciso cautela com as paixões e com os entusiasmos do tipo “fogo de palha” ou, pior ainda, com entusiasmos do tipo fogo-fátuo, que é mais fugidio ainda e se origina da decomposição daquilo que um dia foi vivo e válido, mas que hoje se decompõe!

Catrin Welz-Stein - Reprodução
Catrin Welz-Stein – Reprodução

Mais: no mapa levantado para Brasília Lua e Sol estão interceptados, ou seja, o signo de Sagitário está “preso” dentro da casa 11, estando Escorpião na cúspide da própria casa 11 e Capricórnio na cúspide da 12. Dessa maneira, Lua e Sol ficam presos e meio “sem saída” ou sem canal direto de expressão. Planetas interceptados ou signos interceptados são um tanto controversos e pouco se fala sobre o assunto. Normalmente não presto tanta atenção a signos interceptados numa interpretação de mapa, a não ser que haja planetas ali, mas no meu entender, quando um signo ou planeta está interceptado, a sensação é de que algo está guardado dentro de um quarto que foi construído sem portas ou janelas, sem aparentemente nenhuma via de acesso àquilo que está lá dentro; ou, dito de outra forma, talvez haja uma porta blindada que só se abre com uma chave especial ou um código de acesso, mas esse código não é fácil de decifrar. Ainda, como diz Rainer Maria Rilke num de seus poemas, “é como se fossem salas fechadas ou livros escritos numa língua muito diferente daquelas que conhecemos”. Então, sabemos que há algo ali, mas não acessamos tão facilmente nem diretamente, é um tanto inconsciente, permanece em estado de latência, meio indefinido, carecendo de clareza, até que seja ativado por trânsito ou progressão (no caso de mapas natais); é um quarto que pertence à casa, mas cuja comunicação com o resto dessa casa está comprometida. Dessa forma, o uso dos recursos e talentos representados pelos signos e planetas interceptados são “retardados”, por assim dizer, demoram a se expressar, porque levamos tempo até descobrir a via de acesso, ou até aprender a decifrar o código que nos permita acionar tais energias dentro de nós, o código que decifre os nossos sonhos relativos àquela área de vida! Mas é possível!

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

Assim, em se tratando do início de um ciclo em que deveríamos renovar nossa fé e esperança, essa interceptação, somada à quadratura a Netuno, sinaliza que talvez tenhamos dificuldade em tal renovação… Como ser otimista diante dos cenários sociais, políticos e econômicos atuais? Como ter esperança quando parece que tudo desanda e vai de mal a pior? Estamos tão desiludidos, sentimo-nos lesados, tantas vezes, repetidamente… Daí a grande dificuldade em acessar o otimismo que está lá, latente, dentro de nós, mas que é tão elusivo, como elusivo é Netuno, como elusivo é um signo interceptado… Saturno e Mercúrio também estão interceptados em Sagitário neste mapa e eu diria que simbolizam nossa grande desconfiança quanto às ideias de justiça, quanto ao cumprimento de tal justiça… Como fazer cumprir leis tão bonitas, se os infratores parecem escapar por entre os dedos, tal o número de artimanhas, engenhosamente elaboradas? Parecem estar além do nosso alcance, num quarto lacrado, em outra dimensão, divertindo-se às nossas custas – sim, você entendeu, estou falando dos nosso problemas políticos! Ou talvez se dê da forma contrária: nós nos sentimos presos num quarto, incomunicáveis, sem conseguir decifrar o código da porta eletrônica, ou talvez não haja portas, nem janelas, nem telhado, apenas escuridão… Como ganhamos acesso a esses recursos, dos quais precisamos tanto? Como encontrar a saída? Como nos reorientar e achar o rumo perdido? Como encontrar nosso Norte?

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A primeira pista é olhar para os aspectos que tais planetas fazem, porque eles são a primeira saída e canal primevo de expressão de tais energias, então, Netuno aqui não pode representar só problemas, precisa representar também soluções. E já que Netuno é subversivo e elusivo, enganoso e liso feito quiabo, precisamos usar isso a nosso favor; ao invés de ir pelas vias diretas, devemos buscar as alternativas não óbvias, usar a imaginação, recorrer à linguagem mágica para tentar entender os tais códigos e, ainda assim, permanecer atentos aos cantos das sereias enquanto estivermos navegando, estejam os mares bravios ou plácidos. Também precisamos acessar nossos sonhos! O que nos faz sonhar? Realmente? Com o que sonhamos atualmente? Ou nem nos permitimos mais? Se deixarmos que roubem nossos sonhos, eles terão vencido a guerra sem disparar nem uma bala, nem umazinha sequer! Mas é claro que precisamos discernir entre sonhos factíveis e meras quimeras… Será que conseguimos perceber a diferença no atual estado de coisas? A outra questão importante quando se trata de Netuno é ser humilde e saber que estamos à deriva e quando se está à deriva, o melhor, muitas vezes, é esperar, ser paciente, soltar-se e abrir mão de saber o que fazer, de saber a direção… Deixar-se conduzir, para variar. Aprender a flutuar, até que as ondas nos levem à praia. Usar como bússola o coração e a intuição, ao invés da cabeça e das vias lógicas.

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A outra pista é olhar para o planeta dispositor do signo/planetas interceptados, que no caso, é Júpiter! Júpiter está em Libra, na casa 9, sua casa natural (no mapa para Brasília), avançando para a oposição a Urano e afastando-se da quadratura a Plutão e ainda recebendo a quadratura separativa de sua regente, Vênus, que aliás, está em quadratura exata a Urano, quer dizer, mais idealismo, mais extremismo, mais rebeldia! Júpiter recebe, também um trígono de Marte, que ficará exato três dias depois da Lua Nova. Definitivamente, este não é um Júpiter preguiçoso, pelo contrário, é um Júpiter, mais que idealista, corajoso e bom de briga, iconoclasta, ambicioso na sua expansão, implacável nos seus métodos. Ele quer sua expansão a qualquer custo e vai correr os riscos! E os resultados se manifestarão de forma bem concreta e palpável, concreta como pedra, para o bem ou para o mal! Assim, para ter acesso ao Sol e à Lua – e também a Saturno e Mercúrio – precisamos ter uma atitude dinâmica e questionadora com relação àquilo que pregamos, com relação às nossas crenças; precisamos ser ambiciosos em nossos sonhos, mas ao mesmo tempo ser vigilantes quanto à nossa ética e integridade, para não fazermos vistas grossas ao nossos próprios “pequenos” deslizes, cometidos em nome de “um bem maior”, como costumamos dizer para nós mesmos à guisa de justificativa; a justiça é cega e assim deve ser, não pode ser caolha para favorecer a mim ou aos meus, ou a quem quer que seja, mas nessa configuração, um dos riscos é pensarmos que estamos acima do Bem e do Mal, que somos o próprio Deus onipotente, onipresente  onisciente e que podemos arbitrar conforme nos aprouver e não conforme a justiça de fato requer– soa familiar com aqueles congressistas que só legislam em causa própria? (Com Netuno tão influente neste ciclo, realmente precisamos ficar de olho nas votações desses projetos estapafúrdios que tramitam atualmente no congresso e casas legislativas… Se a gente piscar, o atestado da idiotia nacional será promulgado! Sim, brasileiro, o povo mais idiota do mundo, que elege legisladores e administradores que saqueiam os cofres da nação e só trabalham para se perpetuarem no poder, criando e aprovando leis que os protejam ad infinitum).

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E uma terceira pista, na verdade são duas – para quem tem planetas e signos interceptados no mapa natal, principalmente: a auto-observação nos momentos de distração, quando estamos a realizar atividades ligadas àquela casa e planeta/s em questão, porque quando estamos mais distraídos é quando revelamos nossa face mais genuína e espontânea. Não deixa de ser um paradoxo porque no momento em que nos damos conta do que fazemos, a atividade talvez deixe de ser espontânea, mas ainda podemos observar em retrocesso e anotar mentalmente qual era a nossa atitude de então. E, por último, fazer o oposto do sugerido acima, ou seja, buscar executar as atividades relacionadas ao signo/planetas/casas de forma bastante consciente, sendo ao mesmo tempo, observador e observado durante todo o processo e, ao final, fazer mais anotações, para então cruzar e comparar ambos os momentos, a atitude distraída e a atitude consciente, chegando aos pontos em comum. Daí então poderemos ter mais clareza de como o processo se dá para nós.

Mihai82000.Deviantart - Reprodução
Mihai82000.Deviantart – Reprodução

No caso do ciclo em questão, talvez precisemos fazer tudo ao contrário, já que não teremos tempo para observar o que está por vir, visto que já precisaremos estar prontos para o que der e vier: precisamos olhar em retrospecto e nos lembrar do que é que aciona nosso otimismo e nossa esperança; o que, no passado, nos levou a reencontrar nosso Norte quando estávamos perdidos; o que trouxe sentido quando tudo parecia vazio; o que deu um sentido de ordem, quanto tudo resvalava no caos; o que nos tornou humildes quando nos inflamos de arrogância e, ao contrário, o que nos deu confiança quando nos sentíamos por baixo. Em resumo, precisamos ter um “Plano B”, porque o “Plano A”, a princípio, está lacrado e inacessível num quarto sem portas ou janelas e sim, teremos acesso a isso mais à frente, mas enquanto esperamos a clareza, precisamos já ir trabalhando, mesmo que os rumos pareçam incertos e temerários… Qual é o seu Plano B? Se não tem, desenhe um! Alguma vez você já ousou por um Plano B em ação? Isso não deveria ser problema, visto que Sagitário sempre vê muitas possibilidades diante de si.

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O Símbolo Sabiano do grau 8 de Sagitário (07°42’) traz a seguinte imagem: “Nas profundezas da Terra novos elementos são formados”. Dane Rudhyar nos lembra que o tom central desse símbolo é “o fogo alquímico que tanto purifica quanto transforma a própria substância da vida interior do homem”. Ele nos lembra que, mesmo quando nada parece estar acontecendo na superfície, processos importantes ocorrem nas profundezas da Terra ou do Mar, da mesma forma, o ego consciente geralmente desconhece os processos alquímicos do inconsciente e só se dá conta deles quando uma mudança importante acontece, a ponto de não ser mais ignorada e então um novo nível de consciência e de resposta à vida é alcançado. Ele completa dizendo que o símbolo chama a nossa atenção para as mudanças internas, que se dão à revelia do ego e da vontade dita “pessoal”, como uma “gestação psíquica”, como um feto sendo gerado no ventre, independentemente da vontade ou do esforço consciente da mãe. Ele cresce e se desenvolve, e assim é, também com nossos processos e transmutações internos. Essa alquimia ocorre à nossa revelia mas, se estamos alinhados com ela, podemos facilitar o processo, ao invés de resistir a ele. Confiar e deixar fluir, mesmo quando nosso impulso seria tentar controlar, ansiosa-mente! Esperar. Agir pela in-ação. Calar na falação. Repousar no excesso de atividade. Amar as próprias dúvidas, mesmo com toda a ansiedade que elas nos trazem.

Arcano II do Tarô - A Sacerdotisa - Tarô de Nei Naiff
Arcano II do Tarô – A Sacerdotisa – Tarô de Nei Naiff

Uma imagem que representa bem este símbolo e a Lua Nova interceptada em quadratura a Netuno é a imagem da Sacerdotisa, o Arcano II do Tarô. Ela é enigmática e não vai revelar seus segredos a qualquer um, muito menos àqueles que não souberem fazer a pergunta certa – sim, aqui a pergunta é mais importante do que a resposta –  ou que forem levianos demais para não aguardarem o tempo certo da resposta. É preciso amar as perguntas, para ter acesso às respostas! É preciso ter timing, estar afinado com o tempo certo das coisas e não se afobar, não se precipitar… Sabe aquela frase, “quando não se sabe para onde ir, qualquer lugar serve”? Pois então, quando chegarmos lá nem poderemos reclamar porque entramos em ação antes de saber o que realmente queríamos ou para onde estávamos indo… Assim, o nosso Plano B precisa incluir uma certa espera, um ouvir da intuição, um decifrar as linguagens mágicas e não óbvias, aquelas linguagens que o ego e a mente consciente ignoram… Ler nas entrelinhas, naquilo que não é dito verbal ou diretamente, encontrar a chave, decifrar os códigos para ganhar acesso aos tesouros, às visões e venturas, no momento certo! Porque se precipitarmos o momento, a criança e mãe podem morrer, assim como nossas ideias e projetos fabulosos que, ao invés de prosperar e frutificar, se desintegrarão feito poeira no ar, diante dos nossos olhos, que se encherão de lágrimas de consternação.

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Em resumo, este é um ciclo delicado, em que precisamos ser pacientes conosco mesmos se porventura não soubermos para onde ir ou quando ir; em que precisamos aprender a esperar o momento certo de agir, em lugar de sair às cegas, arriscando-nos a cair no precipício; que precisamos descobrir a chave, decifrar os códigos sutis que nos darão acesso ao nosso otimismo e esperança latentes; que precisamos buscar alternativas – éticas – quando as vias diretas estiverem inacessíveis, ou seja, o “Plano B”; e em que precisamos trabalhar para que a justiça seja, de fato, aplicada, implacável e certeira; e claro, ficarmos vigilantes quanto a essa “justiça”, ou ela naufragará, será afogada por aqueles mesmos que prometeram defende-la e resgatá-la dos mares tempestuosos da corrupção.

E para meditar nessa Lua Nova, cheia de incertezas, dexo-vos com este poema de Rainer Maria Rilke, que já mencionei acima:

Tenha paciência com o não-resolvido, ame as perguntas!

“Se procurar amparo na Natureza,

no que é nela tão simples e pequeno que quase não se vê,

mas que inesperadamente pode tornar-se grande e incomensurável;

se alimentar esse amor pelo mais ínfimo e, se tentar,

humilde como um criado,

ganhar a confiança do que parece pobre,

tudo será para si mais fácil,

mais coeso e de algum modo mais conciliador,

talvez não no intelecto,

que recua atônito,

mas no mais íntimo da sua consciência,

do seu conhecimento e atenção.

Você é tão jovem ainda,

está diante de todos os inícios,

e por isso gostaria de lhe pedir, caro Senhor,

que tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração

e que tente amar as próprias perguntas

como se fossem salas fechadas

ou livros escritos numa língua muito diferente das que conhecemos.

Não procure agora respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver.

E tudo tem de ser vivido. Viva agora as perguntas.

Aos poucos, sem o notar,

talvez dê por si um dia,

num futuro distante,

a viver dentro da resposta.

Talvez traga em si a possibilidade de criar e de dar forma

e talvez venha a senti-la como uma forma de vida particularmente pura e bem-aventurada;

é esse o rumo que deverá tomar a sua educação;

mas aceite o que está por vir com grande confiança,

e se ele surgir apenas da sua vontade,

de uma qualquer necessidade interior,

deixe-o entrar dentro de si e não odeie nada.”

Rainer Maria Rilke, “Cartas a um Jovem Poeta”

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Um ótimo ciclo para você! Que nosso fogo seja consistente o bastante para fazer borbulhar nosso anseio de justiça! E que possamos viver nossas dúvidas e perguntas, sem ansiedade e sem deixar de viver, verdadeiramente!

Mihai Christie - Reprodução
Mihai Christie – Reprodução

A Semana Astrológica – Miragens à vista!

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Semana de 28 de novembro a 04 de dezembro – Dias de se renovar o otimismo, o entusiasmo e a fé na vida! De regenerar nossa coragem e esperança! Contudo, é preciso cautela com as miragens!

O ano está acabando e muitos dizem “ufa!” porque o ano foi mesmo uma paulada, da qual ainda estamos nos recuperando, meios zonzos e receosos de ser atingidos novamente. Vale adiantar que 2017 ainda traz muitos desafios (o texto está o forno), mas será sim, um pouco mais leve do que 2016. Aliás, 2016 é fechado com chave de ouro, porque dezembro, que está começando, traz alguns aspectos desafiadores e, ao mesmo tempo, muito estimulantes. Vamos dar uma olhada na agenda estelar de dezembro?

02 – Mercúrio ingressa em Capricórnio – onde ficará retrógrado

02 – Marte faz trígono a Júpiter

03 – Marte faz sextil a Saturno

07 – Vênus ingressa em Aquário

14 – Lua Cheia em Gêmeos

19 – Marte ingressa em Peixes

19 – Mercúrio entra em retrogradação a 15° de Capricórnio

21 – Solstício de Verão Hemisfério Sul (Inverno Hemisfério Norte) – O Sol ingressa em Capricórnio

25 – Saturno em trígono exato a Urano

26 – Júpiter em quadratura exata a Urano

29 – Urano volta ao movimento direto

29 – Lua Nova em Caprícórnio

Como se vê, Urano estará bastante ativado neste mês, representando possibilidades de mudanças importantes nas nossas perspectivas de futuro e nas revoluções pessoais ou coletivas. É um mês que fecha o ano com um otimismo sutil, face aos tempos tenebrosos que vivemos desde 2014…

Brooke Shaden Photography - reprodução
Brooke Shaden Photography – reprodução

Mas voltemos à presente semana! O Sol ingressou no signo do Arqueiro e por estes dias se embrulha em muitas ilusões, fantasias, visões mágicas e miragens, tudo isso representado pela quadratura a Netuno… Cuidado com propósitos ilusórios, com falsas promessas e, principalmente, com os auto-enganos. Netuno tem uma forte influência em toda a semana e no ciclo como um todo, porque a Lua será nova em Sagitário na terça-feira, tendo como único aspecto essa quadratura a Netuno: um ciclo para se olhar para o futuro, para apontar nossas flechas para o infinito, para reavivar nosso otimismo, mas em que precisamos navegar de olhos muito abertos, aprendendo a fluir e mergulhar, divisando redemoinhos e rebojos traiçoeiros, diferenciando desejos e objetivos válidos daqueles que são verdadeiras sumidouros de energia e recursos, ou seja, barcas furadas. Otimismo é um coisa, ingenuidade é outra bem diferente!

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Kit Photos – Reprodução

Mercúrio ingressa em Capricórnio na sexta-feira, dia 2, onde ficará retrógrado no dia 19 de dezembro. Retorna a Sagitário no dia 04 de janeiro e volta ao movimento direto no dia 08 do mesmo mês. Ingressa em Aquário em 07 de fevereiro. Em Capricórnio, Mercúrio sinaliza uma comunicação sóbria e circunspecta.  A mente trabalha de forma concentrada e se volta para as coisas práticas, para se ter segurança e estabilidade, além de desenvolver estratégias que nos permitam progredir no trabalho e conquistar status social. Mercúrio no signo da Cabra detesta o nonsense: a mente e a comunicação são programadas para serem realistas, diretas e decididas, não tem volteios, não tem “mas nem meio mas”. Logo que ingressar neste signo Mercúrio ficará bastante isolado por alguns dias, praticamente sem aspectos, o que sugere muita concentração e excessos nas análises mentais; podemos também nos expressar no extremos oposto: falando em demasia ou de forma muito dura e pessimista a respeito do que vemos e ouvimos. Mas esse “pessimismo” e excessso de realismo podem nos ser muito úteis e nos propiciar ancoragem num ciclo que tem muito para ser fantasioso e propenso a miragens e a planos mirabolantes sem muito lastro ou substância. Mercúrio nesta posição pode ajudar a manter a cabeça no lugar.

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tirado de Highlike-Sten-lex – Reprodução

Vênus em Capricórnio, depois de amalgamar-se a Plutão e regenerar nossa paixão, defronta-se agora com os desafios de reaver sua individualidade na figura de Urano em Áries. Comprometemo-nos ou buscamos mais espaço, independência e liberdade? Relações muito rígidas e engessadas, seja pelo tempo ou pela falta de respeito à liberdade e à individualidade um do outro estão sujeitas a crises e conflitos… É preciso encarar as próprias dependências (especialmente financeiras ou materiais), a necessidade de controle, o autoritarismo nas relações e se permitir mais espaço, seja físico ou emocional… Relações que se sustentam somente por causa das aparências, dos costumes ou do status social também ficam na berlinda. Quem quiser ignorar esse chamado, que pague o preço depois!

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E de Marte recebemos ótimas notícias! O Planeta Vermelho, que está atualmente ultra idealista e revolucionário em Aquário, faz aspectos harmoniosos a Júpiter e a Saturno, seu dispositor tradicional. Júpiter, que aliás, fica em harmonia a Saturno, seu arqui-inimigo, por muitas semanas: desde meados de outubro até o fim de fevereiro; isso porque esse aspecto é ensaiado, mas não se efetiva ainda, devido à retrogradação de Júpiter, na primeira semana de fevereiro… É como a promessa de uma cooperação ou acordo em que os dois lados nunca conseguem se encontrar para conversar pessoalmente e ficam apenas trocando mensagens indiretas.  O aspecto, um sextil, e a consequente promessa de cooperação fica exato somente em 27/08/2017 mas, de qualquer forma, se faz sentir nestas semanas, mesmo que sutilmente, e sugere a possibilidade de voltarmos a crescer de maneira mais responsável, mesmo que timidamente. Marte funciona como um elo que aproxima os dois nesta semana, pois os três estão em harmonia: Marte faz trígono Júpiter e sextil a Saturno. Assim, nossa coragem e entusiasmo para executar e realizar os objetivos ganham reforços! Estamos mais otimistas e estimulados, sem, no entanto, meter os pés pelas mãos e sem tentar abraçar o mundo com as pernas. Estamos prontos para lutar por nossos ideiais, mas sem cabeça quente ou precipitação. O entusiasmo é bem temperado pela coerência e ainda temos um ótimo senso de timing! O grande idealismo também é mesclado com pragmatismo, de modo os exageros ficam contidos. É um otimismo e um idealismo bem pé no chão e, novamente, esses são ótimos aspectos com que contar no mês de Sagitário, pois as chances de exagerarmos e nos excedermos fica diminuída.

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Quíron volta ao movimento direto nesta semana. As feridas recentes já foram suficientemente lambidas e re-significadas. Agora procedemos com a aceitação efetiva e a cura, enquanto nos preparamos para lidar com outros limites e fragilidades. Aos poucos vamos desnudando nossos medos e vulnerabilidades no que tange à dissolução do ego, à resistência a nos soltar e deixar ir o sofrimento desnecessário. Para parar de sofrer, é preciso se desprender e desapegar do sofrimento. A dor é parte intrínseca da vida, mas não é a única parte, embora muitas vezes nos acostumemos demais com ela. Se olharmos por tempo suficiente, veremos que depois da chuva, pode haver o arco-íris!

N. C. Winters - Persistent Gaze - Bein Art Gallery - Reprodução
N. C. Winters – Persistent Gaze – Bein Art Gallery – Reprodução

Assim, gradativamente o céu vai se preparando para aspectos cíclicos formados entre Júpiter-Saturno – já mecionado acima – Júpiter-Urano (oposição) e Saturno-Urano (trígono), que se darão em dezembro, mas que também já são sentidos algumas semanas antes. Essas influências sugerem maior abertura nas oportunidades, assim como chances de nos reestruturarmos, progredirmos e avançarmos em direção ao novo, sem no entanto destruirmos aquilo que nos sustenta; temos também possibilidades ampliar nossa visão de mundo e despertar para cenários, alternativas e probabilidades que antes não enxergávamos… Contudo, Júpiter-Urano simbolizam muita inquietude e turbulência, especialmente no meio político e jurídico, mas também representam chances de ruptura com formas rançosas e viciadas de se fazer a justiça – um sopro de renovação, vendavais que podem ser turbulentos, mas que transformam a paisagem e obrigam a todos a se adaptar e inventar novas maneiras de crescer!

Tirado de Blossonfab.tumblr - Reprodução
Tirado de Blossonfab.tumblr – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Balsâmica, em Escorpião. Renova-se em Sagitário na terça-feira. Com sobriedade, entra na fase Semi-Crescente em Caprícórnio e fecha o domingo no inovador e sociável Aquário. Na sua jornada ela encontra com todos os demais corpos celestes e com eles trava interações harmônicas ou tensas, sinalizando nossos humores e alterações emocionais.

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Brooke Shaden Photography – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 28 de novembro – A Lua abre o dia e a semana na fase Balsâmica, fora de curso, em Escorpião e fica nessa condição por todo o dia, ingressando em Sagitário somente às 18h46min. Ainda em Escorpião ela se harmoniza com Quíron e se desentende com Urano (esses aspectos não contam no curso normal da Lua, porque quincunce é aspecto menor e Quíron é asteroide). Vênus em Capricórnio está em quadratura a Urano em Áries e em harmonia com Quíron em Peixes, aspectos exatos amanhã. O dia e a semana começam meio arrastados. Estamos em standby, em compasso de espera e, mesmo tendo muitas demandas e obrigações a cumprir, intuímos que talvez seja melhor mesmo esperar que o tempo clareie e se faça mais nítido. A Lua está escura como breu, reclusa em sua caverna, incomunicável. Está invisível no céu, obscurecida pelo Sol, assim como fica obscurecida nossa objetividade. Dessa forma, ganhamos mais se nos sintonizamos com esse ritmo balsâmico de ser e meditamos sobre as coisas que estão por vir, abrindo espaço, jogando todos os entulhos fora, liberando a escrivaninha, as gavetas, os armários, o coração e a mente de tudo que não serve mais, de tudo que apenas atravanca o livre fluir das energias e das intenções. Limpeza e depuração. Afinal, como podemos segurar as novas oportunidades que estão por vir no amanhã, se nossas mãos estão ocupadas com o liso de ontem ou de muito tempo atrás? Em termos práticos, o dia pede rotina e repouso das expectativas fazedouras. É melhor sentir o clima, sentir a atmosfera antes de se lançar a qualquer empreitada desavisadamente…

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Mihai82000.Deviantart – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 29 de novembro – Vênus torna plena a quadratura a Urano e o sextil a Quíron. A Lua se renova em Sagitário, em quadratura a Netuno, o que pede cautela na forma como vamos realizar nossos propósitos e objetivos neste ciclo. É hora de renovar o otimismo e a fé e se abrir a novas possibilidades de futuro, mas, ao mesmo tempo, não podemos descuidar do bom senso, porque muitas oportunidades de ouro que sugem, podem ser, na verdade, apenas armadilhas para nossa imensa credulidade. Um novo ciclo começa, o ciclo de Sagitário, o momento do ano em que somos convidados a olhar para o futuro cheios de esperança, entusiasmo e alegria! Um período de nos tornarmos mais aventureiros, de correr riscos e nos lançar a novas estradas, a ultrapassar limites que antes nem sabíamos que existiam, ou que não conseguíamos a coragem necessária para transpor. É momento também de rever nossas crenças, nosso senso de ética e de justiça e examinar como estamos exercendo esses valores no mundo – são valores reais e vividos realmente no dia a dia ou são apenas enfeites de um discurso vazio e hipócrita? No que realmente acreditamos, o que mobiliza nossa fé e nosso entusiasmo? A Lua Nova se dá em aspecto tenso a Netuno, requerendo cautela no lançamento das nossas novas intenções, nas sementes que desejamos plantar no novo ciclo. Hámuitas dúvidas, receios, inseguranças… Será que daremos conta? Será que ousaremos correr atrás de nossos sonhos? Serão sonhos válidos? É preciso cuidar para não confundirmos projetos realizáveis com meras miragens, ilusões e fantasias plantados em nosso coração, seja por outros ou por nós mesmos. Excessos de otimismo podem se provar enganadores e problemáticos mais à frente. Extremismos de pensamento, fala ou atitude também precisam ser vigiados, já que Júpiter, regente da Lua Nova, está em quadratura a Plutão e oposição a Urano. A Lua Nova também torna agudas as crises relacionais, simbolizadas pela quadratura Vênus-Urano. Nossas dependências estão na berlinda, assim como relações baseadas puramente nas convenções. Quem somos, quando estamos sós, quando não somos parte de um casal? Ainda temos clareza disso ou nos perdemos no outro, esperando que ele suprisse nosso senso de valor próprio e sanasse nossa solidão crônica?

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QUARTA-FEIRA, 30 de novembro – O Sol Sagitariano está em quadratura a Netuno em Peixes. Em Sagitário a Lua faz conjunção a Saturno e, para equilibrar, ela se harmoniza e se estimula com Júpiter, o dispositor dos dois. Dona Lua ainda conversa, animada e sociável, com Marte em Aquário e fica elétrica no contato com Urano em Áries, mas briga com Quíron, que estaciona às 07h53min, a 20°40’ de Peixes, para voltar ao movimento direto amanhã. O dia traz uma carga nostálgica e meio pesada, uma sensação de letargia e incerteza qe nos faz questionar se estamos no lugar certo, fazendo a coisa certa… Questionar até mesmo sobre quem somos e o que queremos. Sentimo-nos desencorajados e duvisodos, meio tristonhos e talvez até fúteis, com uma sensação de que tudo é muito inútil, tudo é muito fútil na escala maior das coisas e da vida… Quem somos nós, afinal, para querer aspirar a grandes alturas e projetos vultosos? Precisamos pegar leve conosco mesmos e lembrar que nada dura para sempre. Respeitar a letargia e não nos cobrar em demasia. Não levar tudo tão a sério nem mesmo aquela proposta que parece maravilhosa, tanto quanto duvidosa… Lembrar que tudo passa e que nosso humor e disposição podem estar diferentes amanhã é um grande bálsamo e nos dá um senso de perspectiva. Miragens existem e também precisam ser colocadas em perspectiva, tanto as miragens positivas quanto aquelas que nos fazem ver demônios que não existem ou que fazem parecer que nossos problemas são mais medonhos do que realmente são… Ao invés de nos quedar depressivos e sorumbáticos, podemos usar os devaneios – não tão tolos – para investigar o que nos faz sonhar, realmente e, mesmo que tais sonhos e devaneios não sejam, de todo, realizáveis, ainda podem nos fornecer pistar sobre o que nos faz ir além, o que nos faz percorrer mais uma milhar, a despeito do cansaço, da dificuldade, da dúvida… O que nos faz sonhar? O que nos leva adiante? O que nos faz acreditar? Serão sonhos palpáveis ou apenas quimeras? E, em sendo apenas quimeras, em que nos ajudam a descobrir mais sobre nós mesmos e sobre a substância de que somos feitos? Mesmo nossos devaneios mais tolos não podem ser desprezados como inúteis. Eles revelam muito de quem somos e do que realmente desejamos quando estamos distraídos.

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QUINTA-FEIRA, 1° de dezembro A Lua Sagitariana faz conjunção a Mercúrio e fica vazia depois deste contato, às 02h09min. Ingressa em Capricórnio às 06h53min, onde fica muitas horas isolada, sem conversar com ninguém, começando a acenar a Netuno apenas no fim do dia. – Marte em Aquário está em trígono a Júpiter em Libra, aspecto exato amanhã. O dia está ótimo para nos concentrarmos no trabalho, com toda a nossa estamina física e emocional, com o nosso vigor e disposição, sem nos dar tempo ou espaço para distrações e ou perdas de tempo. Depois dos últimos dias de dispersão e sonhos, é como se nos sentíssemos obrigados a recuperar o tempo perdido, a dar de nós tudo o que temos e mais um pouco porque nos lembramos que “sonhos não se materializam, a menos que nós mesmos o trabalhemos nisso”. A concentração é máxima, o a disciplina está no ponto e a persistência muito afiada, de modo que sim, podemos trabalhar, produzir e concentrar nossos impulsos de forma muito prática e objetiva, já divisando como nos aplicar concretamente naquilo que desejamos realizar mais à frente. Os sonhos e visões nascidos do fogo ousado de Sagitário agora começam a tomar forma e se manifestar de forma muito concreta e palpável nas terras rochosas da nossa vontade e determinação. E não permitiremos que nada nem ninguém nos desviem de tais objetivos! Então, podemos nos concentrar de corpo e alma, sangue, músculos e, principalmente, ossos e articulações, naquilo que queremos e buscamos. Primeiro o dever, depois o prazer! Primeiro o trabalho, depois a diversão e a curtição! Mas, não se engane, trabalhamos duro, mas quando paramos para celebrar, celebramos e festejamos mais decidiamente ainda! Aproveite o dia para avançar em tudo o que você achava que estava parado, enganchado, travado ou atrasado! Arregace as mangas e ao diabo com as desculpas esfarrapadas! Trabalhe! Resistência, vigor e entusiasmo não faltarão!

Furstset - Reprodução
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SEXTA-FEIRA, 2 de dezembro – Marte em Aquário está em trígono partil (exato) a Júpiter em Libra, que também recebe a quadratura da Lua Capricorniana. A Lua, depois de se suavizar no contato com Netuno em Peixes, empodera-se na conjunção com Plutão e, claro, na quadratura com Júpiter. Mercúrio ingressa em Capricórnio às 19h19min. O dia está, decididamente, sujeito a convulsões, pequenas crises e distúrbios, mas todas essas situações são encaradas como desafios estimulantes e até excitantes, que nos fazem dar o melhor de nós, que buscamos provar nossos próprios limites, não para outros, mas para nós mesmos! Estímulo, otimismo, ousadia e uma saudável inquietude são temperados com a cautela necessária, de modo que ponderamos e nos percebemos capazes de tomar boas decisões, mesmo quando a impaciência ameaça roubar o melhor de nós. Os desafios, longe de nos deprimir ou desanimar, parecem trazer mais impulso e inspiração e nos sentimos particularmente poderosos, vigorosos e capazes de enfrentar o que quer que venha pela frente. E, o que é melhor, não o fazemos somente por nós mesmos e nossos objetivos egoístas. Não, buscamos a melhoria para todos, estamos interessados no que é melhor para o grupo, num crescimento que seja constante, sustentável e perene, porque percebemos que tudo é melhor quando todos estão bem e prosperando. Assim, trabalhamos com resolução, determinação, graça e vigor e nos preparamos para o que der e vier, seja individualmente, seja em equipe. Quem puder, faça seu melhor para não desperdiçar um minuto que seja dessa energia positiva e auspiciosa, uma energia que une inspiração, transpiração e concretização – decididamente, uma fórmula de sucesso, o que quer que sucesso signifique para você!

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SÁBADO, 3 de dezembro – É dia de Saturno e hoje ele recebe um contato favorável de Marte, que atualmente é regido por ele. A Lua está em quadratura a Urano em Áries, mas faz conjunção a Vênus, ficando vazia logo depois, às 08h18min. Já vazia, ela faz uma semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Semi-Crescente. Ingressa em Aquário às 17h44min. Um dia para alinhar nossos impulsos mais idealistas e positivos com nossa maior resiliência, disciplina e perseverança. Mesmo que haja impulsos contrários, rebeldes e anárquicos nos desafiando a domar, dentro de nós o potro selvagem que corcoveia indócil, sabemos que tal potro, mais do que problemas, pode incendiar nossa paixão, ardor e nossas melhores intuições, indicando o caminho certo a seguir e as manobras certas a fazer, conforme as curvas do caminhos vão surgindo. Agora ganhamos um novo impulso sim e, mesmo que tenhamos que esperar pelo momento certo de agir, sabemos que quando ele chegar, estaremos prontos, com tudo o que nos será requerido e exigido de nós. E daremos tudo e mais um pouco, sem reclamar, porque estamos dispostos a pagar o preço por algo que é precioso e que somente se revelará inteiramente bem mais à frente, embora já o tenhamos conhecido nitidamente, em nossa mente, coração e alma… É questão de esperar, pacientemente, por um encontro que já é nosso, que sempre foi – e pelo qual trabalhamos e esperamos pacientemente!

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DOMINGO 4 de dezembro – De Aquário a Lua se harmoniza com o Sol Sagitariano e mais tarde com Júpiter em Libra, fechando a noite e a semana em conjunção a Marte, que segue se afastando dos aspectos positivos a Júpiter e a Saturno. O domingo traz tudo o que se podia querer de um domingo perfeito: energia positiva, sociável, alegre e festiva. Necessidades, desejos e intenções se afinam adequadamente e podemos simplesmente relaxar e ser felizes dentro de nossas possibilidades, sejam elas suntuosas ou modestas. Estamos satisfeitos com o que temos e mesmo quando não estamos, aceitamos e vamos em busca da melhoria, onde quer que ela esteja, sem brigar, sem reclamar, apenas aproveitando as chances que o destino e a vida nos trazem, agradecidos. É um dia propício para estar em família, com amigos, ou aventurando-se, experimentado e fazendo coisas diferentes e fora do “normal”; para ficar a sós, para estar no campo, para fazer o que nos dá vontade e o que nos dá prazer, sem nos preocupar com cobranças, obrigações, explicações. É dia para experimentar a leveza, em toda a sua plenitude, em todos os seus melhores auspícios, sem nos importar com o que o amanhã nos trará, embora acreditemos firmente que o amanhã também é venturoso e feliz! Assim, não nos perguntemos que hora a noite cairá – aproveitemos a luz e o calor do sol, o canto dos passarinhos, a companhia agradável dos que nos cercam, enquanto estamos vivos. Sejamos felizes. Hoje. Agora. O amanhã cuidará de si mesmo e virá conforme o destino nos aprouver. E ele nos favorecerá. Assim cremos!

Uma linda e auspiciosa semana e um excelente novo ciclo para você!

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Lua Nova em Libra – Tempo de Equilíbrio

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A Lua foi Nova nesta sexta-feira, dia 30 de setembro, às 21h11min no horário de Brasília (à 01h11min de 01/10 no horário de Lisboa), a 08°14’ de Libra, abrindo o ciclo que enfatiza as parcerias e relacionamentos, a necessidade de buscarmos equilíbrio e justiça em nossas interações com o mundo. É hora de renovar nossas intenções no que tange aos relacionamentos importantes da nossa vida.

Libra é o signo onde o eu se depara com o outro fora de si, com o não-eu. Signo extremamente civilizado, cujo símbolo é uma balança, o único signo do zodíaco cujo símbolo é um objeto inanimado e não uma criatura viva, algo que diz muito da natureza impessoal e emocionalmente distanciada do signo. Sim, essencialmente é um signo de relacionamentos, mas não do ponto de vista dos vínculos emocionais, mas sim do ponto de vista de trocas entre iguais, de afinidades sociais e intelectuais – ele representa a necessidade do ser humano de se associar, seja de forma íntima como no casamento, seja de forma social ou profissional, como nas associações de negócios. Está relacionado com a natureza gregária do ser humano, o impulso para ser casal, para formar o par.

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Libra é um signo que vem aprender a escolher e assumir as consequências de suas escolhas. A balança representa a necessidade de equilíbrio, de conciliação entre o eu e o não-eu. Assim, temos pela frente um ciclo de escolhas, e sendo Libra um signo de Ar Cardinal, significa escolher a ação efetiva que construa ou melhore as relações.

Lua Nova em Libra - 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.
Lua Nova em Libra – 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.

O mapa da Lua Nova traz Sol e Lua se afastando de uma conjunção a Júpiter, mas, embora separativa, essa conjunção ainda é próxima e potente e sugere que Júpiter colore grandemente o ciclo que se inicia. Sendo Júpiter um planeta relacionado à justiça e às leis em geral, temos um período em que esses temas serão bastante destacados. Júpiter também é um planeta de expansão, crescimento, otimismo, vivacidade e certamente essas qualidades se farão sentir nas próximas semanas. Refazemos nossa disposição, voltamos a ter esperança e a nos entusiasmar com novos projetos e com as perspectivas de futuro. Certamente é um ciclo bastante positivo e bem diferente dos ciclos lunares anteriores. Na verdade, precisamos até ter ponderação para não irmos para o extremo oposto, e nos tornarmos excessivamente otimistas e até um tanto arrogantes. Outra coisa importante quando temos Júpiter numa configuração, é a perspectiva mais ampla e abrangente das coisas; a possibilidade de nos conectarmos com a mente superior, com conceitos mais elevados e filosóficos. Júpiter em Libra, aliás, vem favorecer o mundo das artes em geral, com todos os seus conceitos abstratos e que desafiam o senso comum.

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Sol e Lua também estão em harmonia com Saturno em Sagitário e em atrito com Netuno em Peixes. O aspecto a Netuno requer observação da nossa parte, pois indica grande possibilidade – visto que o aspecto está muito próximo – de nos desequilibrarmos devido a ideias impraticáveis, por demais abstratas ou sonhadoras e embora o contato também indique muita criatividade e inspiração, é preciso pé no chão para filtrar essas inspirações e verificar se são realmente válidas. Nesse sentido, buscamos a cooperação de Saturno, para nos manter firmes e realistas. Saturno, aliás, é peça muito importante aqui – aliás, sempre – porque num ciclo extremamente Jupiteriano, com essa influência capciosa de Netuno, necessitamos mesmo de cabeça fria, objetividade, realismo. O fato de Saturno estar em Sagitário possivelmente nos ajude a frear o entusiasmo excessivo, trazendo algum comedimento e ponderação.

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Vênus, a regente da Lua Nova, trafega atualmente Escorpião, signo de seu detrimento. Como aspecto maior ela conversa apenas com Netuno em Peixes, um contato que aumenta a sensibilidade Escorpiônica, ao mesmo tempo em que suaviza o cinismo e diminui a extrema reserva. Esse posicionamento indica um ciclo de relações apaixonadas e apaixonantes, buscamos relacionamentos e parcerias com iguais, mas aqui queremos mais do que a afinidade e a troca civilizada, queremos paixão e comprometimento. As parcerias ficam mais passionais e comprometidas, sejam as amorosas, sejam as de negócios.

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Mas além dos aspectos e conexões que a Lua (e o Sol) fazem, há ainda uma influência forte, não necessariamente perceptível à primeira vista: a Lua Nova se dá em quadratura ao Ponto Médio entre Marte e Plutão, que estarão conjuntos em 19 de outubro. E mais: o Sol (e a Lua) estão em quadratura a Plutão esse aspecto entre o Sol e Plutão fica exato na próxima semana. Isso tudo adiciona força, magnetismo, e capacidade de lidar com a verdade e com as crises, o que vem trazer, sinceridade, vigor e profundidade à sutileza e equilibrar a tendência à futilidade e afetação de Libra. A quadratura ao Ponto Médio também indica a capacidade de lidar com crises, estamina emocional e física, além da possibilidade de muitos confrontos raivosos que, apensar da tensão, podem trazer soluções verdadeiras, enfrentamento da verdade e maior autenticidade nas relações. O risco é estarmos muito inconscientes da raiva não expressa e isso se manifestar como envolvimento em situações violentas diversas.

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Em resumo, para ganharmos acesso às promessas de expansão e concretizarmos essas promessas, precisamos lidar algumas verdades desconfortáveis, difíceis para Libra digerir; precisamos assumir nossas ambições e ir em busca delas, determinadamente; inclusive nossas ambições no campo das relações – não dá mais para ficar em cima do muro despetalando flores de mal-me-quer/bem-me-quer – ou ata ou desata! É preciso ter clareza do que se quer, fazer as escolhas e devidas e ir em busca desses desejos e objetivos, quaisquer que sejam eles!

magritte-33O Símbolo Sabiano do grau 9 de Libra (08°14’) traz uma imagem significativa: “três velhos mestres se demoram numa sala especial numa galeria de arte – às vezes eles parecem conversar entre si”. Lynda Hill, astróloga australiana e estudiosa dos Símbolos Sabianos, analisando este símbolo, nos lembra que um dos temas principais é a comunicação, que se dá num nível completamente diferente daquele a que estamos acostumados. Pode ser a comunicação não verbal, subliminar, mas que tem a ver com mensagens sutis e de valor inestimável. E ela afirma: “Este símbolo é sobre falar com outras pessoas a respeito de conceitos abstratos num nível mais elevado. O bate-papo cotidiano que não se aprofunda ou explora a beleza da vida pode se tornar sem sentido e mundano. Aprofundar-se nas próprias situações. Encontrar soluções a partir das pistas dadas pelas diferentes partes da personalidade e da psique sobre o que você deveria estar fazendo ou onde você deveria estar. Foco na quietude, tempos de introspecção quando pessoas não estão ao redor para distrai-lo. A solução talvez esteja em equilibrar os três agentes: espiritual, físico e mental”. Assim, este símbolo enfatiza a presença de Júpiter no mapa da Lua Nova e aponta para a necessidade de nos atentarmos para verdades mais elevadas, em contraponto aos fatos do dia a dia. Desafia-nos também, a encontrar soluções que sejam mais autênticas e condizentes com nossa natureza e realidade, equilibrando as várias instâncias da nossa experiência humana: a dimensão física, mental e espiritual.

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Assim, o ciclo traz muitas possibilidades de crescimento e expansão, permeados de algumas tensões que vem liberar soluções drásticas, mas efetivas! O confronto, apenas parece ser com o outro, mas no fundo, é conosco mesmos e nossas próprias dificuldades. E sempre vale lembrar: para o outro, eu também sou um “outro”, eu sou espelho e reflito seus dilemas, portanto, estamos todos no mesmo barco e, aparte o excesso de civilidade que às vezes Libra usa para evitar os confrontos, a gentileza é mais necessária do que nunca nas relações. E às vezes, gentileza de verdade é dizer a verdade quando ela é necessária, de maneira doce e serena!

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Um ótimo ciclo para você! Que venha cheio de expansão com equilíbrio!

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Andy Goldswhorthy – Reprodução
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