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A Semana Astrológica – Materializando Intenções

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Semana de 24 a 30 de abril

Semana de recomeço, de inaugurar novos sonhos e plantar sementes que frutificarão substância, solidez e estabilidade.

O Sol ingressou em Touro e fica vários dias sem fazer maiores aspectos a outros planetas, sinalizando talvez alguma dificuldade em nos sintonizarmos com nossos propósitos e oscilações no entusiasmo com que nos empenhamos em realizar tais propósitos, ora muito certos e determinados, ao ponto do extremismo, ora duvidosos, sem saber direito para onde estamos indo. É nesse clima que ocorre a Lua Nova em Touro, já na quarta-feira, sinalizando o começo de um novo ciclo e o tempo ideal para cuidarmos da segurança material, do conforto físico e da nossa relação com o mundo sensorial, o mundo da matéria. É tempo de renovar intenções e, mais do que isso, de trabalhar para materializar tais intenções!

Reprodução – Desconheço autor

Mercúrio, retrógrado em Áries, telefona novamente para Saturno em Sagitário, para falarem de assuntos já tratados anteriormente e que agora precisam ser revistos e repensados. Mercúrio se junta novamente a Urano e revisa a necessidade e factibilidade dos planos e ideias incitados pelo desejo de mudança. Quando Mercúrio voltar ao movimento direto, no inicio de maio, realizar esses dois aspectos mais uma vez e é quando essas ideias se mostrarão mais consistentes, a mente estando aberta a apta a integrar as novidades às regras necessárias para manifestá-las no mundo.

Delaware Art – reprodução

Vênus ingressa novamente em Áries e lentamente vai retomando sua velocidade, recuperando inspirações, iluminações e lampejos fugazes captados desde fevereiro último acerca das relações, parcerias, amor próprio e nossa relação com a materialidade da vida. Essa ascensão completa durará muitos meses – até que ela faça a Conjunção Superior ao Sol, em janeiro de 2018. Agora Vênus vai assentando todos os insights tidos e recebidos na retrogradação e começando a implantar as mudanças elaboradas durante essa fase.

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Marte segue em Gêmeos, sinalizando semanas de muita agilidade, presença de espírito e prontidão na ação, mas também dispersão de energia, por querer e tentar fazer coisas demais ao mesmo tempo, talvez até distraindo-se com coisas menores pelo caminho, ao invés de focar no que é importante. Esta semana ele faz sesqui-quadratura a Plutão, e isso simboliza uma possível dificuldade de assumir nosso poder e de nos comprometermos com as mudanças que desejamos fazer em nós e nossa vida. Como resultado, talvez nos sabotamos e nos entregamos ao inimigo, ao invés de assumir nossa força e nossos desejos de forma limpa e direta. Só não vale culpar os outros pelos equívocos que nós mesmos cometemos por desleixo e preguiça de irmos mais fundo na nossa busca! Auto-vigilância propicia consciência e ao invés de darmos rasteira em nós mesmos, aprendemos mais um pouco.

Adam Martinakis – Reprodução

Saturno faz quadratura a Quíron, a segunda de uma série de três, sendo a última em novembro deste ano. Dois planetas pesadões, que representam limitações, dissabores, mazelas e inadequações, travando essa “conversa” para lá de difícil, para não dizer briga mesmo, indicam que está é uma semana que traz para a linha de frente a necessidade de lidar com nossas limitações, pessoais e coletivas, cada um com as suas. Este peso é sentido mais agudamente no fim de semana, já que a quadratura fica exata no domingo e pede que tenhamos paciência e compaixão, uns com os outros, assim como conosco mesmos. Talvez sejamos confrontados com decepções, notícias negativas delicadas sobre a saúde física ou moral dos nossos modelos espirituais ou intelectuais. Ou, num âmbito mais pessoal, lidamos com impossibilidades e impedimentos difíceis de sanar, que exigirão serenidade para aceitarmos a nós mesmos e aos outros, em nossas grandes limitações. Leia mais sobre Saturno—Quíron no texto sobre 2017.

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A semana começa com a Lua inda Balsâmica, em Áries. A Lua se renova em Touro, na quarta-feira e entra na fase Semi-Crescente já em Gêmeos. Fecha o domingo em Câncer, colorindo o dia de sentimentos densos e profundos. Nas sua trajetória ela conversa com todos os demais astros celestes, serena ou intempestivamente.

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SEGUNDA-FEIRA, 24 de abril – Mercúrio retrógrado em Áries está novamente em trígono a Saturno em Sagitário, que também está retrógrado. A Lua, Ariana e Balsâmica, se harmoniza com Marte em Gêmeos e fecha a noite em oposição a Júpiter em Libra. É dia de termos mais clareza a respeito de tarefas que deixamos de cumprir lá atrás e que agora voltam à nossa porta para que possamos terminá-las, lidar com elas adequadamente. Não há tempo ou espaço para culpas ou lamentações, não é esse o objetivo, mas sim, o resolver efetivo da situação. Assim, o dia traz uma influência forte de resolução de problemas, de finalizar coisas pendentes, de terminar tudo o que esteja “pendurado” e criando bloqueios, sejam esses bloqueios concretos ou energéticos. Outra coisa positiva é que toda essa energia de ação e resolução está bem concentrada pela maior parte do dia, de modo que se estivermos atentos, poderemos de fato utilizá-la de maneira focada, diligente, ágil e engenhosa. Não dá para perder tempo pensando “e se…”, porque se piscamos, a chance já foi! À noite já não temos tanto foco assim. A despeito do otimismo e entusiasmo, talvez tentamos abocanhar mais do que conseguimos mastigar, ou seja, há propensão a excessos e o senso de proporção fica prejudicado, levando talvez começarmos mais coisas do que conseguimos terminar ou à pura dispersão e preguiça.

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TERÇA-FEIRA, 25 de abril – De Áries a Lua se opõe a Júpiter em Libra, enquanto quadra a Plutão, fazendo conjunção mais tarde com Eris, Urano e Mercúrio. A Lua ainda faz trígono a Saturno e fica vazia depois desse aspecto, às 17h54min. Ingressa em Touro às 22h57min e fica várias horas sem maiores contatos. O regente da Lua Ariana está em Gêmeos, fazendo sesqui-quadraturas a Júpiter e a Plutão. A energia Ariana colore o dia de pressa, impulso e agilidade, feito um furacão que vai varrendo tudo por onde passa. Tem muita energia “fazedoura”, que nos ajuda a resolver coisas, finalizar processos e deixar tudo pronto para o próximo ciclo. Mas essa energia também é muito volátil e, ao invés de propiciar soluções, pode propiciar conflitos, caso estejamos muito desavisados e inconscientes de nós mesmos, especialmente porque também há períodos de rebeldia e possibilidade de imprevistos. Agir no automático não é a melhor pedida para o dia, ou podemos quebrar muitas cabeças por aí, a de outros e até a nossa própria, figurativa ou literalmente. Como é volátil, a energia se modifica constantemente, na direção, no impulso, na força, na desenvoltura e para controla-la e tirar bom proveito dela, é preciso estarmos centrados e termos clareza das nossas prioridades, buscando permanecer lúcidos e focados – do contrário, podemos nos dispersar em muitas direções e não fazer nada de efetivo com tudo isso, e pior: ainda nos indispor com o ambiente e com outros que estejam mais objetivos e seguros de si. Assim, a pedida é já começar o dia elencando as coisas importantes, mas deixando espaço para o imponderável, porque as coisas podem mudar e precisamos ser flexíveis e fluir com os acontecimentos.

Reprodução – Desconheço o Autor

QUARTA-FEIRA, 26 de abril – A Lua faz conjunção ao Sol às 09h16min, a 06°271, inaugurando um novo ciclo lunar. Mais tarde ela entra em cooperação com Netuno em Peixes, mas se desentende com Júpiter em Libra, formando um Yod-Dedo de Deus, já que Júpiter também começa a fazer quincúncio a Netuno. A Lua inaugura um novo ciclo lunar e um período de focar mais na materialidade da vida, em buscar concretizar e solidificar nossos objetivos. É tempo de nos tornarmos mais tangíveis no mundo, dando mais valor a nós mesmos, focando em materializar nossos desejos, em adquirir substancia, estabilidade, segurança. Sol e Lua estão isolados nesta lunação, não fazem contato com outros planetas, algo que dá mais ênfase aos temas de Touro e sugere um ciclo em que a busca pelos objetivos materiais é feita de forma muito obstinada, talvez até obsessiva. Focamos tanto no que queremos e buscamos, que vemos em túnel, alheios a tudo o mais que possa nos distrair. Se por um lado isso é ótimo porque favorece a determinação, por outro, leva a extremismos, teimosia, unilateralismos, em que nos recusamos a levar em conta outras opiniões e visões, mesmo quando nosso equivoco é evidente. Nesses casos, nos recusamos a dar o braço a torcer e a sensatez dá lugar ao capricho infantil e ao endurecimento da mente e do coração. A regente de Touro, Vênus, poderia suavizar essa “dureza”, visto que está em Peixes. Mas nem tanto, porque Vênus está no último grau de Peixes, um grau crítico; está se separando da conjunção a Quíron e da quadratura a Saturno e ainda em movimento muito lento, recuperando-se da retrogradação, em cuja zona ela ainda trafega. Essa posição de Vênus sugere que a determinação, por mais obstinada que seja, vem e vai, oscila, ora estamos totalmente empenhados, até de forma cega e ora não temos mais certeza do que realmente queremos, então, em lugar de suaves, ficamos “frouxos”, relapsos e inseguros. Portanto, esses são dados que precisamos vigiar ao longo das próximas semanas. Pelo resto do dia a oscilação do entusiasmo se faz mais presente e balançamos entre a sensatez e o exagero, entre um pragmatismo econômico e um idealismo inantigivel. Ter um mínimo de desapego com as ideias e impulsos que nos ocorrerem pode ser um bom começo, assim, podemos dar tempo para tais ideias e palpites se assentarem e serem analisadas com mais tranquilidade nos próximos dias.

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QUINTA-FEIRA, 27 de abril – A Lua completa a quincúncio a Júpiter, enquanto faz trígono a Plutão e sextil a Quíron e a Vênus, ficando fora de curso depois da conversa com Vênus, às 22h20min. Ingressa em Gêmeos às 22h39min. Marte está em sesqui-quadratura plena a Plutão e Mercúrio vira o dia já em conjunção a Urano. O dia está langoroso, lento e ainda sujeito às oscilações de humor e de entusiasmo que experimentamos ontem. Apesar de sentirmos que há muita força latente, muita estamina, demoramos a engrenar, a sair do casulo e nos jogar nas atividades que nos aguardam. É como se precisássemos ter certeza de que os esforços são realmente válidos, antes de nos movermos e nos comprometermos com eles. Essa hesitação pode nos custar muito: perda de tempo e até de boas oportunidades, portanto, é importante ficarmos atentos e sermos honestos quanto a essa inatividade ou demora na ação: isso é mesmo motivado por um questionamento legítimo ou é apenas a velha e conhecida preguiça? É uma ponderação necessária ou mera procrastinação? Se conseguirmos proceder com o confronto honesto desses lapsos, podemos acessar um grande manancial de força, estamina, desenvoltura e determinação, que nos colocará no caminho certo da realização.

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SEXTA-FEIRA, 28 de abril – Mercúrio está em conjunção partil a Urano por algumas horas. Em Gêmeos, a Lua Nova faz conjunção a Marte e mais tarde faz quadratura a Netuno em Peixes e trígono a Júpiter. Vênus ingressa em Áries às 10h14min. Ideias inovadoras, algumas impraticáveis, pululam e borbulham na mente incendiária hoje. Muitas dessas ideias e palpites são, na verdade, reaparições, tendo sido visionadas pela primeira vez lá pelo fim de março. Agora nós as revisitamos, talvez – apenas talvez – com um pouco mais de sobriedade, analisando com mais vagar, nem adotando e nem descartando de vez. Lá pelos dias nove ou dez de maio é que teremos mais clareza sobre quias ideias são aproveitáveis e quais são apenas aspirações ainda avançadas demais para conseguirmos concretizá-las a contento. De modo geral o dia pede quebra na rotina, independência de decisão, movimento e atitude; pede que façamos algo diferente, inusitado, insólito, que tenhamos coragem de abrir mão de mais alguns conceitos que já não condizem com o nosso tempo e com aquilo que somos hoje, com nossos planos e projetos de futuro. Às vezes, não há problema nenhum com esses conceitos em si mesmos, eles apenas não se alinham mais com nossas buscas. Identificamos que mudamos, que hoje queremos coisas diferentes do que queríamos ontem, na semana passada, no ano passado, mas às vezes não percebemos que continuamos a emitir conceitos e a nos comunicar da mesma forma de outrora e isso gera um descompasso, que pode ser corrigido. O dia oferece a possibilidade dessas correções. Em termos práticos, o dia pede bastante centramento, para que não dispersemos energia, a começar pelos excessos verborrágicos, pelas palavras soltas, jogadas a esmo, ao vento e que ao invés de clarificar, podem confundir o interlocutor e até a nós mesmos. A imaginação está bastante aguçada, mas é necessário um mínimo de foco para usarmos isso de forma positiva, do contrário, perdemos as horas a devanear sonhos impossíveis, ficando desapontados depois no confronto com a realidade, a começar com o desperdício do tempo e das oportunidades.

Federica Bordoni – Reprodução

SÁBADO, 29 de abril – A Lua Geminiana faz quincúncio a Plutão em Capricórnio e sextil ao seu dispositor, Mercúrio e a Urano, ambos no fim de Áries. A Lua forma uma T-Square Mutável ao se opor a Saturno e quadrar a Quíron, que é foco da T-Square e ao fazer isso, a Lua ativa a quadratura Saturno-Quíron, que fica exata de novo amanhã. A Lua ainda faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Semi-Crescente. Fica vazia depois do embate com Saturno, às 18h29min. Ingressa em Câncer às 22h48min, de onde fecha a noite em quadratura à Vênus Ariana. Esse é um dia pesado e caótico, que pode ficar bem complicado, mas com alguma chance de ser produtivo, dependendo de como usemos as influências. Há propensão a queremos correr mundo, a pularmos de galho em galho, fugindo de obrigações, flanando por aí a esmo, queremos novidades, estímulos, movimento, animação e até provocando a outras almas menos inquietas – mas no fundo estamos fugindo é de nós mesmos e de nossas inseguranças, inadequações e aflições. Mas essa criança irrequieta e peralta em que nos tornamos se depara com um pai/professor/chefe que lhe desaprova frontalmente, fazendo-a sentir-se mais inadequada, deslocada, perdendo a espontaneidade, como quando somos descobertos a fazer algum mal-feito e no final, somos relembrados de outras inconveniências, desgostos e desalentos nossos, que nos deixam ainda mais para baixo, descendo a ladeira da inconsistência, melancolia e desânimo. É duro conciliar o desejo por novidade e soltura, com essas obrigações e deveres esperados de nós, especialmente, conciliar o espírito grandiloquente com as limitações terrenas; mas como diz o poeta, disciplina é liberdade e talvez o problema maior é que nos deparamos com a conta – alta – da fuga de compromissos e de confrontos anteriormente adiados: não fizemos na hora devida e agora eles se apresentam mais pesados. A despeito da dureza, do julgamento e do mau humor, o dia oferece chances de amadurecermos um pouco mais e de lidarmos melhor que esse Peter Pan irresponsável que tem dentro de nós, negociando com ele, buscando uma conciliação com o Velho que dá as ordens e cobra seu cumprimento; a Velha Realidade, as limitações do tempo e da condição de humanidade que todos carregamos. Tudo tem seu tempo e lugar debaixo do Sol e os problemas começam quando estamos fora de sintonia com esse tempo e o lugar certo das coisas. Hoje é dia de focar primeiro no dever, de confrontar alguns demônios; depois podemos pensar em lazer, se tivermos serenidade para lembrar que tudo passa, do contrário, podemos ter problemas. É possível que, devido ao tom pesado do dia, acabemos por resvalar em dissociações, em nos alienar dos sentimentos densos e neste caso, podemos encontrar tudo isso nas situações externas, que ainda assim, podem, no mínimo, ensinar muito a respeito de nós mesmo.

Federica Bordoni – Reprodução

DOMINGO, 30 de abril – Saturno em Sagitário está em quadratura plena a Quíron em Peixes. A Lua Canceriana completa a quadratura a Vênus, enquanto se afina com o Sol Taurino e faz trígono a Netuno em Peixes. Dona Lua faz ainda quadratura a Júpiter e fecha a noite em oposição não exata a Plutão. Emoções e sentimentos densos estão no cardápio do dia e se ontem talvez tenhamos conseguido nos dissociar de muito desse peso, hoje não temos alternativa e afundamos nele com toda a força e intensidade das nossas emoções tempestuosas. O clima fica choroso até amanhã e é necessário apelar para nossa resiliência para não afundarmos na melancolia e nos dramas emocionais paralisantes. Em lugar de nos abatermos com esse peso, podemos nos permitir sentir, talvez até chorar, mas não nos identificarmos demasiadamente com ele, porque não somos só isso, não somos só defeito, só imperfeição, só dor ou só frustração. Também temos tantas belas qualidades, sensibilidades que nos permitem sentir a dor, mas também o amor, o prazer, a beleza, o lado sublime da vida. Se aceitamos um, também precisamos integrar ao outro. Às vezes só queremos ver as coisas luminosas e positivas e ignoramos nossa sombra, não queremos lidar com ela e com o lado menos nobre de nós mesmos. Mas o contrário também é verdadeiro em muitos casos: há períodos em que só enxergamos nossas mazelas, as imperfeições e problemas, o desamor e a aflição que nos pressionam, inclusive dentro de nós mesmos. Nessas horas, também precisamos achar um equilíbrio e procurar pela luz dentro de nós, olhar para nossa face mais bela, elevada e majestosa – e todos nós temos isso, nem que seja em potencial – pela nossa nobreza, pela vastidão da generosidade do nosso coração, pela força do amor que nutrimos por outros que nos são importantes, pelos gestos desinteressados de ajuda a outros… Sim, a melaconlia pode ser bela e alimentar a criatividade e a arte, mas não podemos os deixar sucumbir sob seu peso; podemos abraçá-la, acolhê-la, como parte legítima da vida, mas precisamos trazer presente, do outro lado do nosso abraço, a nossa alegria, nosso amor, a nossa faceta mais magnífica, ainda que ela fique apenas de assistente naquele momento… mas ela precisa estar lá, a nos apoiar, de prontidão para não nos deixar sucumbir. Em termos mais práticos o dia está bem sensível e um tanto melindroso, propiciando trocas emocionais profundas, que devem ser, contudo, feitas de forma cuidadosa e respeitosa, para que não tornemos as feridas ainda mais dolorosas do que já são. Há uma boa dose de serenidade que pode ajudar a conter essa emotividade e aceita-la como parte do que somos.

Uma ótima semana para você! que seja de luz e serenidade!

A Semana Astrológica – Perdoar e liberar-se

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Semana de 17 a 23 de abril – Semana de encarar realidades, não para lamentar, mas para crescer. Revisões, reciclagens encerramentos de pendências e eliminações também estão no menu. 

Esta semana é marcada pelo quarto Minguante, que ocorre novamente na quadratura Capricórnio-Áries, a exemplo do mês passado (20 de março, grau Zero de Áries). Isso sugere que precisamos aprender algo muito profundo acerca dos temas dessa quadratura, mudar as fórmulas, abrir mão da rigidez, perceber a beleza do novo e o que ele pode nos acrescentar, ao invés de ter medo da novidade.

Também temos várias movimentações ocorrendo nos céus, algumas delas tensas, mas outras bastante positivas. De modo geral, o princípio da realidade, Saturno, está bastante enfatizado, já que ele recebe vários aspectos, de planetas diferentes. Para começar, o Sol faz trígono a este Saturno, já na segunda-feira, sinalizando a oportunidade de integrarmos um senso de responsabilidade e paciência ao intrépido e impulsivo sol Ariano. Alguns dias depois o Sol ingressa em Touro, inaugurando um período de buscar mais estabilidade e de desfrutar sem culpa dos prazeres sensoriais, os prazeres do corpo.

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Outro que conversa com Saturno é Marte, mas desta vez a conversa é mais tensa e sugere algumas discrepâncias entre nossos desejos de realização e a realização de fato. Talvez algumas de nossas crenças arraigadas interfiram na nossa prosperidade, na efetivação e manifestação de nossos desejos e até de nossa individuação. Então, é necessário parar e avaliar onde começa essa incongruência e, se necessário, desconstruir essas crenças paralisantes, conciliando planos com realidade, mas sem nos deixar alquebrar por ela. Marte também muda de signo nesta semana. Ingressa em Gêmeos na sexta-feira e logo ganhamos mais versatilidade, desenvoltura e engenhosidade na forma como lutamos para conquistar nossos objetivos. A competitividade é vivenciada na comunicação verbal e nos vemos usando palavras como armas, quando é necessário. A atividade mental também fica mais estimulada, particularmente porque com Mercúrio volta a Áries na quinta-feira, e os dois, Mercúrio e Marte ficam em recepção mútua, algo que pode minimizar os efeitos mais pesados da retrogradação mercurial, mas pode também criar alguns problemas devido à impulsividade, que talvez fique mais aflorada.

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Antes de voltar a Áries, porém, Mercúrio faz a Conjunção Inferior ao Sol, ainda em Touro, ficando Cazimi por algumas horas, voltando a Áries ao final do mesmo dia. Ao retroceder a Áries, Mercúrio nos convida a rever se nossa comunicação é assertiva e direta o bastante e, a exemplo da retrogradação de Vênus, sugere que reavaliemos como nos colocamos diante dos outros, se temos nos afirmado corretamente ou se há desequilíbrios, seja porque somos bruscos/diretos/dominadores demais ou porque temos receio de dizer o que realmente pensamos e queremos. O processo mental é mais rápido com Mercúrio em Áries, mas há que se ter cautela, porque podemos tomar decisões erradas, levados por impulsos e poderemos nos arrepender mais tarde, particularmente porque Marte estará em Gêmeos, signo regido por Mercúrio, como já dito acima.

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Mas o peso maior da semana fica mesmo por conta da última quadratura de Vênus a Saturno. Vênus já está direta, ainda em Peixes e cumpre a última parte do aprendizado compreendido pela retrogradação, que foi mais densa devido a Saturno e a Quíron. Agora ela começa seu retorno do Mundo Inferior e faz os mesmos aspectos novamente, o que torna tudo menos difícil, porque já enfrentou isso antes, já sabe do que se trata. A dor já não é tão intensa e agora há mais sabedoria. Estamos aptos a olhar para trás e ver as situações com outros olhos, mais descansados, talvez mais serenos. Agora é a hora da liberação: liberação da dor, do ressentimento, das mágoas, do passado e do nosso apego a tudo isso, inclusive às pessoas com quem dividimos tais experiências.

A Lua abre a semana na fase Disseminadora e fica Minguante em Capricórnio. Passeia por Aquário e torna-se Balsâmica em Peixes, fechando o domingo já em Áries. A Lua será nova no dia 26 de abril, às 09h16min de Brasília (13h16min no horário de Lisboa), a 06°27′ de Touro.

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SEGUNDA-FEIRA, 17 de abril – O Sol Ariano está em trígono pleno a Saturno em Sagitário e em semi-sextil a seu dispositor, Marte em Touro, que por sua vez, está hoje hoje está em quincúncio pleno a Saturno – que recebe a quadratura de Vênus novamente, exata na sexta-feira. Marte entrou o dia ainda em sextil exato (por minutos) a Vênus. A Lua abre a semana ainda na fase Disseminadora, em Capricórnio, onde fica Minguante amanhã. Hoje ela fez trígono a Mercúrio retrógrado em Touro e faz também sextil a Netuno em Peixes, sesqui-quadratura a Marte e fecha a noite já próxima da quadratura a Júpiter em Libra. A despeito das muitas tarefas e obrigações que temos para o dia e semana e das quais estamos perfeitamente cientes, temos certa dificuldade em “engrenar” o dia porque há uma tendência a postergar assuntos, como se precisássemos estar muito certos a respeito deles, ou como se precisássemos terminar outras coisas antes, que estavam pendentes e inacabadas. Ao mesmo tempo em que não conseguimos acelerar e fazer “diferente”, sentimo-nos cobrados, seja por nós mesmos ou por outros, o que traz uma sensação de insegurança, que nos faz duvidar de nós mesmos e nossas capacidades. Se temos dificuldade em lidar com tais conflitos abertamente, podemos simplesmente resvalar na preguiça, no sono, como forma de fugir do conflito ou talvez como maneira de responder à cobrança: com autossabotagem. O fato é que há uma sensação de peso, de excesso de obrigações, de vida arrastada, o que vai demandar muita energia e tempo até para começar a organizar e estruturar tudo o que temos que fazer e providenciar. E dá-lhe cobrança! E dá-lhe preguiça e desânimo. Mas é fato que há obrigações e não dá para discutir contra elas – o jeito mesmo é arregaçar as mangas o quanto antes e buscar recuperar o tempo “perdido”, porque tempo aqui, é ouro. Subjacente a tudo isso, jaz um grande manancial de força e resiliência, a grande experiência de quem já passou por coisas piores e superou e de quem pode agora usar tal experiência para avaliar qual o melhor caminho, a melhor solução, a melhor tática para lidar não só com nossos próprios conflitos, mas também com as dissonâncias que vemos ao nosso redor. Para acender o nosso fogo e essa força interiores, precisamos re-lembrar de nossos propósitos maiores, que estão acima de quaisquer dúvidas ou inseguranças, receios ou preguiças, e mesmo acima de qualquer desânimo, se assim quisermos, se assim RE-lembrarmos.

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TERÇA-FEIRA, 18 de abril – De Capricórnio a Lua faz quadratura a Júpiter em Libra, depois conjunção a Plutão e quadratura a Urano em Áries, formando uma T-Square Cardinal. O Sol segue se afastando do trígono a Saturno enquanto se despede de Áries e se prepara para entrar em Touro. Vênus, ainda muito lenta, segue em direção à última quadratura a Saturno. O dia tem muita inspiração, desejo de mudar o que não está funcionando, percepções de que as crises trazem muitas oportunidades e não apenas desassossego. Mas tudo isso tem efeito positivo apenas se nos responsabilizamos pela nossa própria mudança, se nos comprometemos com aquilo que nós podemos fazer, ainda que seja pouca coisa – já é um passo. A outra opção é olhar para o mundo e lamentar que tudo está de mal a pior, que não entendemos porque tudo está degringolando, porque “os outros” são tão fundamentalistas e violentos, tão rebeldes e iconoclastas, tão irresponsáveis e inconsequentes, tão subversivos e desordeiros, tão… o que quer que seja nossa reclamação acerca do mundo e dos outros. Precisamos abrir nossa mente, nosso coração e consciência e pelo menos cogitar que cada um tem suas razões para estar onde estar, qualquer que seja o lugar de aprendizado que cada um ocupa no momento, luminoso ou sombrio, leve ou pesado. Não cabe a nós julgar ao outro, mas apenas especular o que nós mesmos faríamos se estivéssemos no lugar dele? Será que faríamos escolhas muito melhores? Será que nosso desempenho não seria ainda pior? Apontar o dedo para quem quer seja ainda nos deixa presos à ilusão e ainda perpetua o jogo da vítima, que aponta “culpados”, mas não lida com responsabilidades. Apenas no responsabilizar pela nossa parte e buscar transformá-la, vai resolver alguma coisa. Só transformamos a nós mesmos, e isso já é muito – o resto vem como reverberação do efeito que temos no mundo. Em termos práticos o dia traz muita energia de realização, estamina física e emocional para atacar diversos problemas e crises, se tivermos espírito de cooperação e de solução. Do contrário, podemos piorar os problemas ao ficar simplesmente buscando “culpados”. Todos somos responsáveis. Todos!

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QUARTA-FEIRA, 19 de abril – Ainda em Capricórnio, a Lua se harmoniza com Quíron e com Vênus em Peixes e também faz trígono com Marte. Formaliza o quarto Minguante ao fazer quadratura ao Sol em Áries, a segunda Lua Minguante consecutiva a ocorrer nesta quadratura. A Lua fica vazia depois deste contato, às 06h57min e ingressa em Aquário às 07h52, de onde logo quadra Mercúrio. O Sol ingressa em Touro às 18h27min e Plutão estaciona às 08h48min – fica retrógrado amanhã. A Lua fica minguante novamente na quadratura Capricórnio-Áries, indicando uma ênfase extra sobre o tema do velho (Capricórnio) e do novo (Áries), da tradição, da convenção e da cautela do Velho Rei versus o pioneirismo e a audácia do Filho, o jovem, que vem implantar novas formas de governar e de manifestar a vida no mundo. Começamos o período de limpezas, finalizações, encerramentos do ciclo. É hora de avaliar nossas ações, o que realizamos e o que ficou para trás; é hora também de reciclar ou de descartar de vez aquilo que não está funcionando; sobretudo, é necessário uma limpeza profunda nas atitudes sociais, no papel que desempenhamos no mundo lá fora; como vivemos nosso papel mundano, como assumimos – ou não – nossas responsabilidades. Abrir mão da tradição árida, da convenção sem sentido, das regras vazias, do utilitarismo do homem e dar lugar a formas mais livres e menos engessadas de fazer as coisas. O questionamento sobre as convenções sociais fica realmente salientado com esse Minguante ocorrendo novamente no signo da Cabra. Capricónio rege os joelhos, um simbolismo da humildade, que nos lembra que precisamos ceder e nos render, soltar o controle e a rédea curta das situações; render-nos diante da nossa impotência, do desconhecido, desistir de saber tudo, resolver tudo, controlar tudo. Permitirmo-nos errar e aprender com esses erros, feito o bebê que se diverte a cada nova queda na tentativa de aprender a andar, ao invés de chorar, humilhado. Abrir mão do ego e do orgulho, porque é somente o ego que se sente humilhado quando falha ou quando tem que se dobrar – a alma se diverte com o aprendizado, a alma não tem investimentos no orgulho. Então, precisamos nos perguntar qual a faxina que precisamos fazer no nosso ego hoje; a quem ou ao quê precisamos nos dobrar e nos render; o que precisamos deixar ir para abrir espaço para novas esperanças, novas atitudes e possibilidades… A casa onde temos Capricórnio pode nos dar muitas pistas sobre isso. Abrir mão da rigidez e das opiniões formadas e inflexíveis, aliás, é o grande desafio do dia. Há muita teimosia no ar, a ponto de em certas situações agirmos – ou vermos outros agindo – feito mulas empacadas, que não se dão conta do ridículo da situações, de tão apegados que estamos às nossas opiniões e conceitos mentais, que novamente, não passam de ilusão. Desapegar-se dos preconceitos e das ideias estreitas também está mais que favorecido!

O Sol ingressa em Touro, inaugurando um período de buscar mais estabilidade e segurança material, de nos perguntarmos que obra estamos construindo de nós mesmos: está sólida o bastante? Tem sustentação? Qual o valor dessa obra? De onde derivamos nosso senso de valor? É tempo também de desfrutar sem culpa dos prazeres sensoriais, os prazeres do corpo, de relaxarmos e de buscarmos uma vida mais confortável e tranquila, de buscarmos uma vida mais simples e natural.

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QUINTA-FEIRA, 20 de abril – Mercúrio faz a Conjunção Inferior ao Sol ainda em Touro e ingressa em Áries às 14h37min. A Lua Aquariana faz trígono a Júpiter e fecha o dia em harmonia com Urano, seu regente moderno. Vênus está muito perto da quadratura plena a Saturno. Plutão entra em retrogradação às 08h48min. O dia traz rasgos de leveza que ajudam a equilibrar o peso que andamos carregando ultimamente. Apesar dos pesares, conseguimos perceber a justa razão para estarmos onde estamos, envolvidos nos dilemas que nos afligem. Talvez até consigamos olhar para nós mesmos, para o outro e toda a situação com alguma benevolência e esperança e nos sintonizar com novas e mais elevadas aspirações e se assim nos predispomos, nos abrimos à cura. A conjunção Mercúrio-Sol começa uma nova fase no que tange a comunicação, as ideias, os conceitos… A mente sincroniza-se com os propósitos mais profundos e maiores da consciência. Mercúrio retorna a Áries, convidando-nos a revisar nossa brusquidão, a fala impulsiva que atropela o outro, a escuta impaciente, os pensamentos atrapalhados e imponderados. Plutão entra em retrogradação também convidando a revisões, acerca do uso – ou abuso – de poder, dos conteúdos secretos revelados nos últimos meses e também dos nossos processos pessoais e coletivos de transformação.

 

Homem e Mulher, esculturas de Tamara Kvesitadze. Localizadas na cidade costeira de Batumi, na Geórgia, as duas figuras representam um menino muçulmano, Ali, e uma princesa georgiana, Nino, separados tragicamente pela invasão da Rússia Soviética. Personagens retiradas de um romance de 1937 do autor Azerbaijão Kurban Said. se quiserem saber mais da escultura, vale a pena pesquisar! – Desconheço o autor da filmagem – Reprodução.

SEXTA-FEIRA – 21 de abril – Marte ingressa em Gêmeos às 07h32min e agora temos Mercúrio e Marte em recepção mútua. Vênus completa a última – de uma série de três – quadratura a Saturno hoje. A Lua se harmoniza com Urano e com Mercúrio, ficando vazia depois deste contato, às 15h24min. Ingressa em Peixes às 16h43min de onde logo se afina com o Sol Taurino, mas faz quadratura a Marte, já em Gêmeos. Amadurecer leva tempo. Desarmar-se e confiar leva tempo. Amar leva tempo. Perdoar leva tempo. Tudo o que é importante e vale a pena costuma levar tempo – salvo raras exceções. Por esses dias isso parece estar mais nítido para nós e, a despeito do peso e do receio, talvez até aceitemos, porque estamos cansados de discutir, de discordar, de ir contra a maré, ou simplesmente começa a fazer sentido.

Num tempo de “amores líquidos”, em que tudo é “consumido” feito Fast-food, inclusive pessoas e relações, realmente se sente deslocada a alma que ama com vagar, que vai se desarmando aos poucos, que vai se abrindo e desabrochando lentamente. Porque tirar a roupa é fácil, já desnudar a alma e o coração para se deixar ver e conhecer pelo outro, isso demanda muito tempo e coragem. É para os valentes, que sabem que podem se machucar muito no processo, mas ainda assim resolvem correr o risco. Mas a vivência e a maturidade nos ensinam e quem tiver um mínimo de sabedoria, saberá que mesmo a pior das mágoas, a mais amarga das dores nos ensinou alguma coisa. Hoje estamos mais cientes desse aprendizado, acerca do outro, mas principalmente, acerca de nós mesmos. Boa parte do dia temos um distanciamento que ajuda a nos abstrair um pouco da dor e desapegar-os do sofrimento. Mas, pelo fim da tarde, a alma se sensibiliza e sente tudo em cheio, como um tsunami que nos engolfa e que mistura memórias do passado com acontecimentos presentes, tornando a noite pesada e melindrosa, na melhor das hipóteses, nostálgica. Contudo, a oportunidade nos é dada de reviver tudo, para perdoar, porque se insistimos em res-sentir, ficamos fadados à repetição atroz do sofrimento desnecessário e sem sentido. Assim, podemos ter compaixão por nós mesmos – diferente de autopiedade – e finalmente deixar ir todas essas mágoas, esse passado de ressentimentos, rejeições e medos e nos comprometer conosco mesmos pela mudança e por um futuro diferente. Como? Procurando terapia, se for o caso; desenvolvendo mais amor e carinho por si mesmo; perdoando ao outro e a nós mesmos. Porque somente liberando as culpas, mágoas e o próprio passado, ficamos disponíveis para viver coisas novas, belas e saudáveis.

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SÁBADO, 22 de abril – A Lua Minguante Pisciana faz conjunção a Netuno e quincúncio a Júpiter em Libra. Vênus começa a se afastar da quadratura a Saturno. O dia traz reminiscências doces e saudosistas, algumas talvez mais pesadas e tristes, mas tudo isso colore o sábado de nostalgia e talvez até uma sensação de irrealidade, como se estivéssemos em outra esfera, outra dimensão. Há muita sensibilidade, que pede paciência conosco mesmos e com outros. Uma tendência forte aos devaneios e a perder-se em fantasias, realizáveis ou não, mas nem estamos preocupados com isso, pois queremos mesmo é escapar da rotina insossa e meio árida, no mundo da imaginação, que está particularmente fecunda, favorecendo a artistas e criativos em geral. Podemos traduzir nosso estado de alma, seja ele sublime ou carregado, nos veículos criativos que estiverem à mão. A Lua está minguante, em Peixes, último signo do Zodíaco, que enfatiza o fim do ciclo, sugerindo que realmente finalizemos os processos, que nos lavemos e purifiquemos, seja com água, seja com lágrimas, o importante é deixarmos ir no líquido translúcido as horas agoniadas, os momentos de desamparo, os minutos de desespero e dar boas vindas ao silêncio, curando-nos a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor.

Bruno Bruni – 1935 – Reprodução

DOMINGO, 23 de abril – A Lua Pisciana se alinha com Plutão e faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. Depois faz conjunção a Quíron e a Vênus, brigando em seguida com Saturno e ficando vazia depois da união a Vênus, às 18h36min. A Lua ingressa em Áries às 21h33min e fecha a noite em harmonia ao seu dispositor, Marte, que está em Gêmeos. Novamente um dia delicado, de tom e sabor agridoce, que pede gentileza e delicadeza nos gestos, interações e trocas, visto estarmos todos sensíveis, emotivos e demasiadamente receptivos às influências exteriores e aos humores instáveis. Digerimos e elaboramos as últimas semanas, no que nos ensinaram, no que deixamos para trás, no que nos dispusemos a aprender. Agora talvez vejamos com mais nitidez o mar interno e revoltoso, embora lá fora tudo pareça plácido e sereno. Mais um dia, mais uma chance de soltar os restolhos do ciclo, os resíduos e detritos que porventura tenham ficado de todas as finalizações que procedemos recentemente. Em termos práticos, o dia está favorável à solitude ou a programas calmos e serenos, com companhias nas quais confiemos e que estejam na mesma sintonia, já que atritos podem surgir devido à diferença de vibração e interesses. Atividades em que exerçamos nosso altruísmo e empatia pelos problemas e sofrimento alheios estão favorecidas e trazem a chance de fazermos algo de efetivo e concreto, ao invés de simplesmente ficarmos assolados por emoções densas que não sabemos como canalizar.

Ótimos dias para você! Que sejam de luz e serenidade!

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A Semana Astrológica – Coração Sangrando

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Semana de 03 a 09 de abril

Semana de crescer e investir no que foi semeado na Lua Nova, nos projetos do ciclo e do ano – essa plantação não vai crescer sozinha, sem cuidados! Mas começa também um período de revisões importantes.

Esta é outra semana que começa “fervente”, mas que vai ficando melindrosa e delicada conforme os dias vão se desdobrando. A fervura se dá devido aos contatos feitos pelo Sol Ariano, primeiro na oposição a Júpiter, depois quadratura a Plutão e ainda fecha a semana conjunto a Urano, conjunção exata na semana que vem, já a suscetibilidade vem da quadratura que Vênus retrógrada fará a Saturno e da conjunção a Quíron.

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O Sol faz esses aspectos tensos a esses planetas quatro vezes ao ano, de ângulos diferentes. Às vezes se alia a Urano, como agora, em janeiro se aliou a Plutão, em outubro se uniu a Júpiter… tudo isso simbolizando a necessidade constante de nos reinventarmos, de mantermos em cheque nossa insatisfação com nossa vida em geral, mas principalmente conosco mesmos. Também questiona a quantas anda nossa integridade e nosso comprometimento com a verdade. Se não estamos cientes dessas questões, experimentamos tais movimentos/aspectos como tensões provenientes do mundo exterior, que desestruturam e desestabilizam nossas vidas arrumadinhas. Mundanamente, representa as ebulições sociais e coletivas, que repercutem na vida de cada um, individualmente. Portanto, esta é uma semana que traz algumas convulsões e ebulições, individuais e sociais. Como se não bastasse, Marte, regente do Sol, também faz contatos com dois desses planetas: faz quincúncio a Júpiter indicando uma oscilação no nosso entusiasmo, no otimismo e a tendência de nos alternarmos entre um ceticismo inflexível e arroubos pouco práticos. O que nos cabe é achar o caminho do meio e tentar conciliar esses dois extremos: temperar nossa ação e afirmação com uma motivação que nos eleve e que equilibre toda essa busca pela estabilidade. Nem só de bom senso é feita a ação correta. Excesso de bom senso mata a criatividade. Já o aspecto a Plutão sugere um aumento de força, determinação e adiciona longevidade à nossa energia, de modo que o esforço fica mais concentrado e efetivo. O que precisamos mesmo é dosar e equilibrar entusiasmo com bom senso.

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O bom senso, aliás, entra em revisão, junto com o que entendemos por estabilidade e segurança. Mercúrio estaciona no sábado para entrar em retrogradação no domingo, a 04°50’ de Touro e só volta ao movimento direto no dia três de maio. Se, com Mercúrio retrógrado, as coisas tendem a ficar mais lentas, sendo essa retrogradação em Touro, tudo paralisa e estaciona… tudo se delibera e pode haver maior hesitação na tomada de decisões. Pode haver também tendência a extremos: rasgos de extrema inflexibilidade alternados com momentos de caos completo – a resistência à mudança fica acentuada, mas pode piorar tudo – o ideal é soltarmos, porque afinal, não controlamos nada mesmo, por mais que queiramos acreditar que sim. Ao ficar retrógrado em Touro Mercúrio propõe uma revisão na forma como pensamos a estabilidade e a segurança material; como nossos conceitos acerca de habilidades, talentos, afetam nosso senso de valor; sugere uma reavaliação na forma como a mente se relaciona com o corpo e todos os seus sentidos. É hora também de revisar aquelas ideias rígidas, inflexíveis sobre como o mundo deve funcionar ou sobre o que é ou não verdade, sobre o que é ou não real… Ver para crer? Convenhamos, é uma forma limitada de pensar a vida, afinal, você não vê seus próprios pensamentos e eles existem, certo? Mercúrio retrogradará até Áries e aqui a conversa é outra: rever e revisar a forma egocêntrica de nos comunicarmos, a grosseria disfarçada de honestidade e atitude, os planejamentos relapsos – ou mesmo falta completa de planejamento – mascarados de agilidade ou criatividade. Em termos práticos, quando Mercúrio está retrógrado há tendência a mudanças de planos sem aviso prévio, a atrasos e imprevistos nas locomoções e sugere-se evitar assinaturas de contratos e acordos, compra/venda de valor expressivo, cirurgias. Por outro lado, é um ótimo período para se revisar escritos, estudos, projetos, planejamentos, e tudo que o que se tenha executado/realizado nos últimos três meses.

Retrogradação – quero incluir uma nota geral sobre o movimento retrógrado. A despeito das previsões tenebrosas acerca da retrogradação, este período representa uma pausa necessária para todos, planetas, pessoas e assuntos envolvidos. Imagine, por exemplo, que você está escrevendo um artigo ou uma tese/monografia ou mesmo um simples e-mail. Antes de dar a tarefa por terminada e enviar/entregar ao destino final, você vai parar e fazer uma revisão das ideias apresentadas no documento, da ortografia, das regras ABNT, e às vezes, até da necessidade em si de estar fazendo tal coisa, certo? Ninguém é maluco de enviar sem fazer essa revisão – ou se é, já deve ter se metido em várias enrascadas como consequência. Outro exemplo simples: todos nós precisamos de férias periódicas e anualmente tiramos um tempo – ou pelo menos deveríamos – para descansar mais efetivamente, para relaxar e mudar de ares. Entramos em standby. Outro exemplo tão simples quanto: o carro, veículos e máquinas em geral precisam de revisões periódicas para fazer regulagens, trocas de peças, ajustes, etc. Então, podemos ver a retrogradação dessa forma: um período em que os assuntos regidos por aquele planeta entram em standby porque precisam ser revisados, checados, reavaliados, regulados. Portanto, não vamos ver a retrogradação como uma catástrofe ou um desastre terrível do qual não podemos fugir. Não. Podemos até experimentar dificuldades, quando insistimos em manter tudo como estava, como se tudo seguisse o curso normal, quando na verdade, estamos em marcha à ré, mas se formos flexíveis e estivermos abertos ao que a vida nos traz, podemos nos deparar com boas oportunidades e entender melhor como nós mesmos funcionamos. Portanto, retrogradação é oportunidade e não desastre. Vamos nos alinhar com a energia e fazer o que a retrogradação daquele planeta propõe. Certo?

The Heartache – Christian Schloe – Reprodução

Vênus continua retrógrada ainda por duas semanas e regressou a Peixes neste domingo, dia dois, de onde fará quadratura a Saturno e conjunção a Quíron – a conjunção a Quíron não ficará exata, mas ainda assim será potente, visto que Vênus estaciona nessa conjunção, de menos de um grau, no dia 14. Portanto, pelas próximas quatro semanas as relações ficam na berlinda triplamente: pelo fato de Vênus continuar retrógrada – e mesmo depois do dia 15 ainda estará na zona de retrogradação – pela quadratura a Saturno e pela conjunção a Quíron, o que significa um mês bem doído em que rancores e rejeições do passado podem voltar para nos assombrar e podem mesmo atrapalhar relações atuais, caso não saibamos separar as “estações” e as feridas e cicatrizes. Vênus-Saturno traz à tona questões de confiança ou quebra de, incertezas e dúvidas sobre se podemos nos abrir e nos entregar realmente nas relações, se seremos desapontados ou rejeitados – e aqui precisamos reconhecer quando nossas expectativas são altas demais. Como diz Adriana Vasconcelos, “felicidade é quando a gente sente que pode se ‘desarmar’ e confiar nas pessoas sem medo de ser ferida” – essa felicidade, nesse momento, parece fora do nosso alcance, porque simplesmente não conseguimos nos desarmar. Positivamente, podemos ter vislumbres das repetições de padrões na vida afetiva e podemos, para variar, nos responsabilizar pelos altos e baixos e estragos que acontecem conosco, ao invés de simplesmente reclamar de “dedo-podre” atribuindo à/ao fulana/o a culpa por dores, coração partido, rejeições, mágoas e o que quer que seja que nos impede de ser/estar felizes conosco mesmos e com nossos pares. Bancar a vítima é muito démodé e não nos levará a nenhum progresso. É mais salubre olhar para si mesmo e para as próprias inseguranças e se perguntar por quê continuamos a nos envolver com o mesmo tipo de pessoa, travestida em corpos/cores/roupagens diferentes. O que há em comum nessa repetição do padrão? O que é que sempre se repete: nossa presença no enredo, o que significa que o problema somos nós, até porque, como já sabemos só conseguimos mudar a nós e não ao outro. Por que insistimos em nos enganchar nos desvalidos da vida? Por que essa vocação para “salvar” alguém, ainda mais quem não quer e não pediu para ser salvo? Por que nos colocamos na situação exata que temíamos, ou seja, de rejeição e abandono? Porque talvez tenhamos aprendido, lá na infância um modelo deturpado de amor, mas esse modelo pode ser desconstruído e em seu lugar podemos elaborar um modelo mais saudável de amor, mas antes é preciso sermos honestos quanto à nossa responsabilidade em tudo isso e não bancar os coitadinhos ingênuos.

John Holcroft – Reprodução

Essa quadratura que Saturno recebe de Vênus é ainda mais melindrosa porque ambos os planetas estarão retrógrados, visto que Saturno também entra em retrogradação nesta semana, na quinta-feira, o que sugere que a revisão dos assuntos implicados é ainda mais necessária. Também é importante o fato de que tal quadratura ficará ativa por praticamente todo o mês de abril, porque Vênus vai estacionar em conjunção a Quíron e em quadratura a Saturno e depois empreenderá o longo caminho de volta, fazendo o mesmo aspecto três vezes – ou seja, o mês de abril está deveras melindroso para os relacionamentos e também para a autoestima e para os investimentos financeiros. Mas é um bom momento para desmanchar, desfazer padrões, romper com modelos antigos de viver as relações, mesmo os mais destrutivos – porque não conseguimos superar nossas carências, os padrões aprendidos na infância ou juventude, a tendência a equalizar relacionamento com sofrimento. O período pode ser bastante doloroso, mas também rico em insights, entendimento sobre nossos processos íntimos, sobre como construímos nossa autoestima – ou falta de – e o impacto que isso tem nas nossas parcerias. Sendo Vênus um planeta feminino, este movimento sugere repensar como o feminino se define e é definido na nossa sociedade e sugere a fragilidade desse feminino, a dureza com que ele se depara no mundo.

Catrin Welz-Stein – Reprodução

A Lua inaugura a semana entrando na fase do Quarto Crescente, já na segunda-feira, empoderada em Câncer. Assume brilho fulgurante em Leão e entra na fase Corcunda em Virgem, na sexta-feira. Fecha a semana já em Libra, acentuando a parada de Mercúrio ao fazer aspecto a ele no domingo. Na sua caminhada celeste ela faz vários aspectos, harmoniosos ou tensos a todos os demais corpos celestes, simbolizando as alterações diárias dos humores, das emoções, dos interesses no mundo. A Lua será Cheia na terça-feira, dia 11, às 03h07min, a 21°32’ de Libra, em conjunção a Júpiter, oposição ao Sol, Urano e Eris e quadratura a Plutão – uma Lua Cheia realmente crítica e explosiva!

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SEGUNDA-FEIRA, 03 de abril

A Lua está em Câncer e faz trígono a Netuno em Peixes e mais tarde faz quadratura ao Sol Ariano, entrando na fase do Quarto Crescente. A Lua ainda faz quadratura a Júpiter e se opõe a Plutão (aspecto exato amanhã) e, devido à quadratura ao Sol, forma uma Grande Cruz Cardinal. A única ajuda vem do sextil a Marte em Touro. A segunda-feira começa com a corda toda, trazendo oportunidades disfarçadas de desafios e obstáculos. Queremos cuidar e nutrir nossos projetos, mas receamos fazê-lo de forma direta, porque não queremos despertar curiosidade ou mesmo competição quanto àquilo que estamos planejando e construindo. Mas, a despeito de nossa independência e autonomia, diretividade e honestidade, precisamos também agregar sensibilidade e colocar nossos sentimentos a serviço de tais projetos. Mesmo com toda a nossa coragem e vigor, ainda precisamos nos lembrar de nossas origens, precisamos levar em conta tudo o que nos nutriu até aqui, sejam pessoas ou recursos – sim, precisamos honrar nossos sentimentos e nosso passado, se for para ver nossos projetos prosperarem e frutificaram lá na frente e lembrar de agradecer, sempre. Assim, o dia ganha um tom apaixonado e arrebatado, que nos impele de forma entusiasmada ao trabalho, a fazer os ajustes necessários no que quer que estejamos envolvidos e que requeira regulagem. Como uma máquina impulsionada a todo vapor, ganhamos ímpeto e ânimo, porque já conseguimos vislumbrar os resultados que queremos alcançar. Sabemos que para conseguir tais resultados, teremos que nos empenhar muito agora, mas não nos fazemos de rogados e nos atiramos ás tarefas com gosto e paixão – o único problema é que talvez toda essa paixão e vigor batam de frente com a paixão do outro, que parece estar estar indo na direção contrária, o que pode significar atritos e faíscas. À noite esse clima fica mais fumegante e talvez precisemos lidar com conflitos também dentro de casa, com familiares ou pessoas próximas, que nos cobram uma atenção que talvez tenhamos suprimido porque estávamos ocupados com outras coisas com nossos objetivos individuais. Em lugar de dar desculpas fáceis ou sair pela tangente, é melhor encarar o conflito de vez e ser honestos sobre as próprias prioridades e tudo o que está em jogo. Recorrer a chantagens e à clássica “faço isso por vocês” pode ser um escape fácil, mas traiçoeiro, porque talvez não seja completamente honesto e assim, é possível que nos “entreguemos” num momento de descuido, o que fará o outro se sentir traído e manipulado. Visto que os dias estão melindrosos e as sensibilidades afloradas, o ideal é acalmarmos as emoções tempestuosas e tentarmos chegar a um consenso, ao invés de simplesmente revidar de forma rasteira. Colocar-se no lugar do outro ajuda a sair da nossa perspectiva afunilada, a enxergar o conflito de outro ângulo, facilitando uma conciliação. O ideal é ter clareza da diferença entre o que queremos e o que precisamos – isso faz toda a diferença!

Reprodução – Desconheço o autor

TERÇA-FEIRA, 04 de abril – Marte está em quincúncio exato a Júpiter na virada para quarta-feira. De Câncer a Lua completa a oposição a Plutão em Capricórnio, quadratura a Urano em Áries, trígono a Quíron, quincúncio a Saturno e trígono também a Vênus retrógrada, aspecto depois do qual fica fora de curso, às 17h47min. Ingressa em Leão às 19h14min e fecha a noite em quadratura Mercúrio em Touro. A madrugada está tempestuosa e finda numa manhã tensa e elétrica, em que acordamos cheios de gás, mas também irritadiços, dando choques a torto e a direito, de modo que o dia fica carregado de instabilidade, nervosismo e oscilações de humor, inconstância na liberação da energia e flutuação no entusiasmo. Sentimos uma grande pressão, interna e externa, para “dar conta” de todas as tarefas e, embora tenhamos nosso próprio investimento na dinâmica do dia, também nos ressentimos com tantas cobranças e pressões, o que pode nos deixar meio azedos ou amargos. À tarde o mau humor pode virar melancolia e abatimento, porque nos sentimos mais vulneráveis, sensíveis, como se fôssemos nos desmanchar a qualquer momento. Além de nossas próprias inseguranças, captamos as vibrações de infortúnios alheios, e talvez isso nos faça sentir impotentes. Contudo, também podemos nos sintonizar com vibrações mais elevadas, porque elas também estão disponíveis: ternura, gentileza, bondade, compaixão e mesmo as percepções de dor podem ser utilizadas para colocar as coisas em perspectiva: primeiro, sabemos que nossos problemas, embora importantes para nós, não são os únicos nem os piores do mundo; segundo, ao nos voltarmos para os outros, de bom coração, podemos melhorar a atmosfera para todos, inclusive para nós mesmos. Como diz Jung, “do mesmo modo que aquele que fere o outro fere a si próprio, aquele que cura o outro, cura a si mesmo” e, por que não dizer, aquele que cuida, protege, nutre, afaga, se compadece… Quando estamos afundados e afogados nos nossos próprios problemas, sejam eles pequenos ou grandes, sempre pode ajudar olhar para o outro e ver que estamos todos no mesmo barco, com dores diferentes, mas ainda assim, todos têm suas dores e o melhor que fazemos é nos apoiar mutuamente, ao invés de nos desgastarmos nos dramas excessivos ou crises desnecessárias. E, se for para reagir, reaja com amor!

Catrin Welz-Stein – reprodução

QUARTA-FEIRA, 05 de abril – Saturno estaciona às 02h06min em Sagitário. Marte segue em quincúncio exato a Júpiter ainda na primeira hora do dia. A Lua plenifica a quadratura a Mercúrio e faz quincúncio a Netuno. Mais tarde faz sesqui-quadraturas a Quíron e Vênus em Peixes e a Saturno em Sagitário, virando foco de um Martelo. Fecha a noite em trígono ao Sol. Marte está em trígono quase exato a Plutão, que também recebe a quadratura próxima do Sol. A madrugada traz incongruências entre corpo e mente, que podem se traduzir em inquietude ou pensamentos obsessivos, atrapalhando o sono. Como resultado, a manhã começa um pouco atrapalhada, com imprevistos perturbando o andamento natural das coisas, incertezas inconscientes pinçando nervos expostos das nossas inadequações, que hoje parecem dar pistas de suas origens. Ao mesmo tempo que pode haver momentos desconcertantes conosco mesmos, podemos também ter aqueles momentos mágicos de “A-há! – então é isso!”, que nos clarificam muitas questões inconscientes, levando talvez a uma maior integração desses traços sombrios de nós mesmos. Contudo, ainda há grande reatividade no ar, especialmente à noite, quando o humor volta a ficar carregado e as reações, cortantes. Por isso, precisamos manter em cheque as emoções desencontradas e conflitantes, para que gerem energia de iluminação e não de conflito no mundo exterior, porque ainda que precisemos nos posicionar firmemente sobre algo, ainda podemos fazê-lo de forma amistosa e, de novo, se for para reagir, reaja com amor!

Katie Grinnan – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 06 de abril – Marte está em trígono partil a Plutão. A Lua faz trígono ao Sol, sextil a Júpiter, quincúncio a Plutão, quadratura a Marte e trígono a Urano e a Saturno, formando um Grande Trígono de Fogo. Fica vazia depois do trígono a Saturno, às 21h17min. Saturno entra em movimento retrógrado às 02h06min. O Sol está muito próximo da oposição a Júpiter. Estamos um tanto irritados pela manhã e, embora ao longo do dia o humor melhore, estamos cientes de que há questões importantes a serem endereçadas e tratadas, questões que estão aflorando à superfície da consciência e que certamente nos obrigarão a novas mudanças em nossas posturas, códigos morais e atitudes concretas. A despeito de nos darmos conta do desconforto, porém, também estamos dispostos a fazer o que for necessário para confrontar tais questões e a ir fundo nessa auto-investigação. Isso porque, embora haja o desconforto, também há a percepção da possibilidade de melhorias, de conseguirmos superar bloqueios e entraves, se formos honestos o bastante conosco mesmos e se estivermos dispostos a abrir mão da rigidez e dos nossos pré-conceitos. Saturno entra em retrogradação e nos convida a fazer uma revisão do trabalho que empreendemos nos últimos meses – desde agosto/16 – no sentido de nos definirmos como indivíduos e de nos realizarmos concretamente no mundo tangível.

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SEXTA-FEIRA, 07 de abril – O Sol está em oposição exata a Júpiter e muito próximo da quadratura a Plutão. A Lua abre o dia vazia em Leão, mas ingressa em Virgem à 01h20min, de onde se harmoniza com Mercúrio em Touro. A Lua também faz sesqui-quadraturas ao Sol (entra na fase Corcunda) e a Plutão, virando foco de um Martelo e ainda segue a fazer outra sesqui-quadratura a Urano e fecha a noite em oposição a Netuno. Vênus está em quadratura a Saturno, aspecto quase exato. Na superfície, estamos hoje entusiasmados e animados, com a confiança e otimismo de que nada pode dar errado, exceto que, sim, muita coisa pode sair errado, especialmente se ignorarmos detalhes importantes e nos inflarmos de nossa própria importância, achando que somente nossos desejos – extremamente imediatistas – são justos e apropriados. Temos, de fato, muita força e recursos em nossas mãos, com os quais podemos transformar muitas coisas, mas se não começarmos por dentro, por nós mesmos, pouco adianta e nada conseguiremos mudar no entorno, muito menos nos outros, especialmente se tentarmos impor nossas visões e nossa vontade a quem quer que seja. É preciso vigiar a tendência aos exageros, à inflação do ego, às bravatas. Também há uma sensação de cisão interna, em que conscientemente temos essa autoconfiança, até desmesurada, mas, subjacente à superfície, há dúvidas e ansiedades que podem se manifestar de duas formas: ou colocam um freio e equilibram os excessos; ou os alimentam porque a insegurança pode nos tornar ainda mais afoitos e aflitos por auto-compensação e por provar que tudo está bem, quando talvez não esteja – mecanismo de camuflagem. De uma forma ou de outra, ficamos tensos e nos expressamos de forma desajeitada, como a esperar o momento que nossa máscara bonachona cairá e revelará nosso lado desgracioso, desastrado e inepto.

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SÁBADO, 08 de abril – O Sol está em quadratura plena a Plutão e Vênus em quadratura a Saturno, aspecto também pleno. Por seu turno, a Lua se opõe a Netuno, faz quincúncio ao Sol e trígono a Plutão e a Marte, formando um Grande Trígono de Terra. Fecha a noite em oposição a Quíron. Mercúrio estaciona às 20h15min, para entrar em retrogradação amanhã. Nossa individualidade e objetivos conscientes hoje se deparam com forças potentes que, a princípio, parecem se opor a nós e a nossos quereres. Na verdade, passamos por mais uma prova, que vem testar o quanto conhecemos a nós mesmos e às nossas facetas secretas e sombrias, que hoje podem se revelar um pouco mais através dos conflitos com os poderes que parecem contrários àquilo que somos e buscamos, assim como através de inseguranças que afloram à superfície da consciência. Se nos identificamos apenas o lado mais luminoso e grandiloquente, o entusiasmo e a generosidade dos grandes espíritos, podemos nos enganchar em dificuldades com figuras “tenebrosas” que se interpõem em nosso caminho e nos obrigam a lidar com nossa própria escuridão, desejos de poder e controle, emoções virulentas e abissais, que talvez mascarem o medo profundo de rejeição e abandono. Contudo, para que já está mais acostumado aos confrontos com essas forças, o dia se apresenta como mais uma oportunidade de integrarmos esses traços ditos menos nobres e enriquecermos nossa experiência e maturidade – o regente do sol, que quadra Plutão, é Marte, que faz um aspecto harmonioso ao mesmo Plutão, possibilitando um diálogo promissor e uma ponte entre o Sol e Plutão, de modo que o confronto talvez não precise ser negativo. De qualquer forma, por mais oportunidades que possa trazer, é fato que o dia está pesado, carregado de conteúdos tóxicos, inseguranças, vulnerabilidade, desconfiança, dúvidas e medos. É necessário uma parada básica para olharmos os nossos melindres, as dúvidas e incertezas que são nossos, a despeito de acharmos que nascem das interações com outros – não, as interações com outros apenas trazem à tona algo que já existe em nós. Recomenda-se cautela em todas as interações, especialmente aquelas com pessoas mais próximas e nas relações afetivas, visto que estamos todos muito defensivos, vulneráveis e quebradiços, podendo tanto ofender quanto nos sentir ofendidos inadvertidamente. Por outro lado, a Lua oferece uma boa contenção e sustentação emocional e se conseguimos conter nossos ímpetos mais selvagens e as reações mais primitivas e defensivas, também revigoramos nossa força interior, que nos capacita a olhar para tudo sem medrar, aceitando e transmutando tais poderes sombrios em recursos de conscientização e crescimento. De qualquer forma, tirar um tempo para si, para refletir sobre os afetos – ou desafetos – pode ser uma boa pedida. Talvez seja bastante inteligente refletir bastante nesses dias mais carregados, antes de tomar decisões difíceis ou mesmo antes de enfrentar situações  mais delicadas.

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DOMINGO, 09 de abril – A Lua Virginiana se opõe a Quíron e a Vênus em Peixes e também quadra Saturno, ficando fora de curso logo depois, às 05h23min. Ingressa em Libra às 09h35min e logo se desentende com Mercúrio e, de forma diferente, também com Marte. Mercúrio entra em retrogradação às 20h15min. Vênus fecha a semana em conjunção a Quíron e o Sol segue se separando da quadratura a Plutão, enquanto ruma para a conjunção a Urano. O domingo está deveras penoso e complicado. Feridas expostas, exigindo limpeza e purgação, doem excruciantemente e parecem não dar trégua para nosso coração combalido. Mas, embora estejamos ultra suscetíveis e espinhosos, defensivos e sorumbáticos, há grande oportunidade de cura, de perdão, de serenar e sanar tais feridas pela percepção de que não precisamos ser vítimas de nada nem de ninguém, muito menos de nós mesmos. A questão principal aqui tem a ver com confiança, tanto a confiança em nós mesmos e no nosso valor, quanto a confiança na integridade e no amor do outro. E se estamos muito inseguros, a tendência é nos precavermos por mecanismos de controle, tentando controlar o outro ou às circunstâncias, algo que pode tornar tudo mais difícil e até precipitar a crise que estava ameaçando eclodir. É fundamental não resvalar em pensamentos sombrios de menos-valia, nem se colocar para baixo, vigiando pensamentos negativos que só piorarão o humor e tudo o mais. Fazer um balanço maduro da situação, tendo serenidade e empatia para consigo mesmo, assim como para com o outro, que provavelmente está tão sensível e vulnerável quanto nós. Encarar a realidade da situação e por mais difícil e dolorosa que ela seja, não sucumbir diante dela – se há despedidas para acontecer, se há lutos para se sofrer, se algo morreu realmente e não tem recuperação, o luto é necessário, mas ainda pode ser vivenciado com dignidade e não precisamos depauperar nosso amor próprio ainda mais. Com o tempo e a compaixão, tanto nossa quanto de amigos e aqueles que nos querem bem, sempre podemos nos lembrar de quem somos, sempre podemos nos lembrar da nossa luz a brilhar fulgurante, apesar dos momentos difíceis pelos quais estejamos passando. E o amor, o amor sempre estará lá, dentro de nós, só precisamos nos lembra de onde o guardamos.

Uma ótima e serena semana para você! Que traga paz e luz!

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The Heartache – Christian Schloe – Reprodução

A Semana Astrológica – De Cabeça Quente!

Semana de 20 a 26 de março – Semana de muitas tensões, impaciência e irritação, mas também de reformas na nossa forma de pensar o mundo. O período é propício para avaliações, finalizações, eliminações e limpezas, como simbolizado pelo Quarto Minguante

O ponto alto da semana é o Ano Novo Astrológico acontecendo na segunda-feira, seguido pela oficialização do quarto Minguante, ocorrendo na quadratura Capricórnio-Áries. O mapa de ingressão traz uma forte energia Ariana colocada na casa 12, a casa da subversão e das coisas ocultas… Urano está em Áries no Ascendente e, junto com outros indicadores, sugere um ano revolucionário. Contudo, marte, regente do Ascendente e de todos esses planetas Arianos está em touro, sem aspectos… Essa revolução deve acontecer a passo de tartaruga, de forma meio preguiçosa, meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque urano e Marte estão na casa 1. Sobre o mapa de ingressão e o que isso simboliza para o ano, você pode ler no artigo sobre 2017.

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Nesta semana também temos a Conjunção Inferior de Vênus retrógrada com o Sol. Vênus fica Cazimi (conjunção de até 17 minutos aplicando e depois se separando do Sol) de 02h59min até 11h39min do sábado, 25. A Conjunção Inferior é o ponto alto do ciclo de retrogradação e marca a grande transição de Vênus de Estrela Vespertina para Estrela Matutina, além da mudança psicológica principal na disposição do planeta – se antes ela estava à frente do sol, faceira e formosa, charmosa e diplomática, agora ela vai para a retaguarda e torna-se agressiva, independente e libertária no seu modo de expressão.

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Mercúrio atualmente trafega Áries, na fase Epimeteu, que começou na última conjunção superior ao sol, no dia sete de março. Esta é uma fase de colher resultados das novas ideias adicionadas após a última retrogradação, ocorrida em janeiro. Daqui a pouco Mercúrio ficará retrógrado novamente, iniciando um novo ciclo e entrando na fase Prometeu, a fase de plantar novas ideias e conceitos. Ele está particularmente ativo por estes dias, agitando a T-Square Cardinal Júpiter-Urano-Plutão. Mercúrio faz quadratura a Plutão, oposição a Júpiter e conjunção a Urano, movimentando ainda mais a mídia e os meios de comunicação, trazendo notícias bombásticas e botando fogo no poder. As interações em geral ficam propensas a muita tensão e discussões acaloradas, porque todos estão de “cabeça quente” e com a língua solta e letal. A mente também está rápida e letal e aí está o problema: tudo é rápido demais e tendemos a tirar conclusões precipitadas e a falar sem pensar direito nas consequências. O tráfego nas estradas, rodovias e mesmo nas cidades fica sujeito a contratempos, imprevistos e há maior propensão a acidentes, portanto, cautela! Em termos mais simbólicos, como mercúrio representa a mente e as ideias, ao fazer contatos tensos a Júpiter, Urano e Plutão, sugere um período de revolucionar nossos conceitos, de transformar nossas ideias e interações e de alargar nossos horizontes e visões, que talvez tenham ficado novamente muito estreitos e previsíveis. De toda forma, ter Mercúrio espremido nesta configuração tensa na semana em que se vota a terceirização do trabalho e a Reforma da Previdência, não é muito animador!

Marte se aproxima de um aspecto harmonioso a Netuno, exato na semana que vem – o que pode deixa-lo mais sensível, mas ao mesmo tempo mais hesitante. Júpiter também já está muito próximo da segunda quadratura a Plutão, exata no dia 30 de março.

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A Lua começa a semana na fase Disseminadora em Sagitário, mas entra na fase Minguante a partir de Capricórnio na segunda-feira, horas depois de o Sol entrar em Áries. Fica Balsâmica em Aquário e fecha a semana já em Peixes. Será Nova no dia 28 de março a 07° de Áries.

SEGUNDA-FEIRA, 20 de março – O Sol ingressa em Áries às 07h28min (10h28min em Lisboa), inaugurando o novo ciclo anual e marcando o Equinócio do Outono no Hemisfério Sul e da Primavera no Hemisfério Norte. Em Sagitário a Lua faz conjunção a Saturno e fica fora de curso logo depois, às 07h38min, apenas 10 minutos depois da ingressão do Sol – quase que a ingressão se dava com a Lua fora de curso!!! A Lua ingressa em Capricórnio às 12h31min e oficializa o Quarto Minguante às 12h57min. Fecha a noite em trígono não exato a Marte em Touro. A segunda-feira começa a todo vapor, com Equinócio de Outono e virada de ciclo! Mas é muito interessante que a Lua faça conjunção a Saturno poucos minutos depois da ingressão ao Sol, sugerindo que esse ano/ciclo já começa com um brutal confronto com a realidade. Confronto que estaremos digerindo por toda a manhã, com a Lua vazia depois dessa conjunção a Saturno, até que a Lua entre em Capricórnio, signo das realidades duras e secas, o que potencializa esse confronto e as qualidades Saturninas. Algo bem adequado para este ciclo anual e o outro mais longo de 36 anos que começa hoje, regidos por Saturno. Nada é por acaso ou por coincidência e a Lua dá o tom e o alerta. Mas ser realista e responsável não quer dizer ser cínico e pessimista! E isso nos leva a um paradoxo interessante, porque logo depois de virarmos o ciclo e o ano astrológico, a Lua entra na fase Minguante, a fase dos términos, a partir de Capricórnio. Por um lado, é um novo começo, é a alvorada de um novo tempo, de novas oportunidades de fazermos tudo diferente, de chances de construirmos algo fresco e inédito. Mas a Lua Minguante em Capricórnio nos alerta que não adianta nada começarmos o ano novo com atitudes velhas e rígidas; que precisamos abrir mão dos ceticismos, do mau humor crônico, da falta de fé, da rigidez de postura, do apego ao poder, às aparências e ao status, colocados acima de outros valores de maior consistência. O velho (Capricórnio) precisa abrir mão da falta de fé e do pessimismo e confiar na ousadia e na audácia do novo, da juventude (Áries); o poder precisa ser passado adiante para se renovar e se abastecer de nova energia e novo entusiasmo. A Lua minguante na quadratura Capricórnio-Áries, simboliza que, a despeito desse enfrentamento das duras realidades, não podemos perder a fé no novo, na energia da renovação, nos recomeços, mesmo que tudo pareça uma terra devastada e estéril, mesmo que a esperança seja duvidosa… Vale esperançar e lutar por dias melhores, por uma vida melhor, por um EU melhor… O novo não se faz sozinho, é co-criado, co-construído, e mesmo quando o novo vem à nossa revelia, patrola àqueles que não se adaptarem e não se adequarem! Detalhe: a Lua fica minguante nessa quadratura Capricórnio-Áries DUAS VEZES seguidas, a primeira nesta segunda, no grau zero e no minguante do próximo ciclo lunar, no grau 29, no dia 19/04 – o primeiro e o último graus de Áries-Capricórnio, dois graus críticos – quer maior ênfase do que isso sobre esses temas? Este é um ano de levante, de virarmos a mesa, tanto pessoal, quanto coletivamente – se conseguirmos vencer nossa letargia, nosso comodismo, nosso medo de perder confortos e “privilégios” (Marte em Touro). Sobretudo, não podemos duvidar de nós mesmos, de nossa capacidade individual de mudar e dar o primeiro, o segundo e quantos passos forem necessários. Mas essa quadratura Capricórnio-Áries e a Lua também alertam: é preciso se responsabilizar, porque nada acontecerá sem nos envolvermos diretamente, sem nossa participação pessoal no social e no coletivo! E Ano Novo é dia de celebrar, de dar graças, de lançar intenções! Quais são seus motivos para agradecer (todos temos muitos, a despeito das atuais vicissitudes)? O que você tem a celebrar e a esperançar? Quais são suas intenções? Bem vindo, ano Novo! Que tenhamos nós a coragem e a ousadia de ser novos também! OBS: Para ver o texto completo sobre a Ingressão do Sol, leia o artigo sobre 2017.

Sandra yagi – reprodução

TERÇA-FEIRA, 21 de março – De Capricórnio a Lua faz trígono a Marte em Touro e depois sextil a Netuno. Também faz quadratura a Vênus e a Mercúrio em Áries e fecha o dia em conjunção próxima a Plutão. Um novo ano e ciclo começaram e nós começamos o dia arregaçando as mangas e dispostos a resolver pendências, finalizar processos e zerar situações. Há uma boa dose de disciplina e perseverança, além do senso de responsabilidade e dever. Contudo, há também alguns conflitos internos que podem reverberar nas interações: algumas divergências entre as ideias e os instintos ou intuições; e o senso de dever e disciplina pode ser desafiado pelo anseio por independência e soltura… a mente está rebelde e indócil e ameça botar tudo abaixo… conflitos que podem ser vivenciados através das relações, pessoais ou profissionais, onde a divergência de opiniões e de ideias pode levar a contendas sérias, caso não se priorize o diálogo maduro e desapaixonado – coisa difícil com esse Mercúrio incendiário atual! Os humores estão ácidos, mordazes e antes de deixar rolar a granada e mandar tudo pelos ares, vale respirar fundo, contar até 100 e refletir sobre o que está em jogo. Às vezes é necessário nos posicionarmos com firmeza, ser honestos e dizer o que tem que ser dito, mas isso não quer dizer que temos que implodir tudo no processo, destruir o outro com palavras que aniquilam ao invés de esclarecer problemas e melhorar as trocas humanas – a não ser que seja para voltarmos à era dos trogloditas! O dia pede ponderação, tolerância e serenidade para olharmos para dentro e nos perguntarmos o que outro está carregando que é nosso e que nos enraivece ou incomoda tanto. Um pouco de humildade também se faz essencial para nos lembrarmos que a despeito de termos a nós mesmos em alta conta, não sabemos tudo e nem estamos sempre “certos” e ainda, duas ou mais pessoas podem discordar e todas estarem certas, a seu modo. Às vezes tudo é uma questão de ponto de vista, do ângulo a partir do qual se olha uma determinada situação.Em tempos irrefletidos e tempestuosos como estes, antes de acender o estopim que detona tudo, vale acalmar a mente e o coração, por alguns minutos, com o mantra do Ho’oponopono. Sempre que nos depararmos com situações desafiadores que ameaçam nos tirar do eixo, especialmente quando envolver a outras pessoas (sempre), lembrar que, se a vida nos trouxe tal situação, é porque estamos diretamente envolvidos naquilo, mesmo que não queiramos admitir. Responsabilizar-se é o primeiro passo para lidar com o problema de forma efetiva. Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Sou grata/o.

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QUARTA-FEIRA, 22 de março – A T-Square Júpiter-Urano-Plutão está super ativada hoje: Mercúrio está em quadratura a Plutão e como a Lua está conjunta a Plutão, também faz quadratura a Mercúrio. A Lua ainda faz quadraturas a Júpiter em Libra e a Urano em Áries, ficando vazia depois do aspecto tenso a Urano, às 10h22min. Depois disso ainda se afina com Quíron, mas só ingressa em Aquário às 23h29min. A mente hoje está tal qual um ringue de luta livre – ou, porque não dizer, MMA! – e como tal, ficam também a comunicação em geral e as interações. Todo mundo esquentado e de língua cheia de farpas, cortante – vale ficar atento para não não cravar os dentes na própria língua, na pressa de “vencer” o outro no discurso! Pressa é o que mais temos na mente e na fala e é a pressa que pode botar tudo a perder, inclusive relações, parcerias, negociações, e por aí afora. A afobação é inimiga da verdade e da justiça, portanto, antes de julgar, esbravejar, criticar, “quebrar o pau”, seria melhor esperar um pouco, acalmar essa mente piromaníaca e averiguar todos os fatos, aguardar que a história seja completamente revelada. Lá na frente podemos nos surpreender ao descobrir que o ‘mocinho” pode virar vilão e os vilões se revelam os justiceiros, talvez – não, não é novela, é a vida mesmo! Esta semana demanda cautela nas falas e nos silêncios. Na dúvida, é melhor calar do que ter que engolir as próprias palavras depois ou pior, pagar um preço alto – que em alguns casos pode até ser monetário – por não ter conseguido manter a língua dentro da boca antes de saber de todas as informações – vale também para tudo o que compartilhamos e divulgamos em redes sociais. Mercúrio em Áries costuma ser precipitado – a mente ferve e borbulha os pensamentos para fora em forma de impropérios, conclusões impulsivas das quais podemos nos arrepender depois. Estando em contato com Júpiter-Urano, essa precipitação fica potencializada. Para além desses “efeitos” externos nas interações, esse Mercúrio requer que passemos a limpo novamente as ideias envelhecidas para ver se ainda servem para alguma coisa. Confrontar os resultados que colhemos agora com as expectativas que tínhamos muitas semanas atrás, confrontar as novas e frescas ideias com os conceitos com os quais estamos identificados. Em termos práticos, o dia começa fervendo de atividades, trabalho, problemas e conflitos, mas pelo meio da manhã as coisas podem ficar meio travadas e sujeitas a muitos imprevistos e guinadas radicais nos acontecimentos, que podem nos enervar e nos tirar do eixo, caso não tenhamos flexibilidade e não estejamos abertos à improvisação. A Lua fica vazia praticamente o dia todo, depois de contato tenso a Urano sugerindo esses contratempos, irritação, situações críticas e completamente inesperadas e o mínimo que podemos fazer para não pirar com a falta de controle e abrir mão do dito cujo e fluir com os acontecimentos, para variar. Aproveitar as horas vazias para resolver pendências, desengavetar coisas inacabadas, fazer uma limpezar báscia nos papeis e organizar tarefas, agenda, compromissos, reavalaiar prazos e compromissos.

Plácido – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 23 de março – Mercúrio está em quadratura exata a Plutão. De Aquário a Lua se harmoniza com o Sol e Vênus em Áries, mas briga feio com Marte em Touro.  A noite traz uma trégua pelo sono e os sonhos nos permitem acalmar o coração e talvez tragam mensagens. Durante o dia o clima esquenta novamente: sentimentos e sensações estão em contradição profunda com a vontade e isso talvez até se manifeste em indisposição, dores de cabeça, irritação… irritação, aliás, é o prato principal do dia, como sugerem essas várias influências. Há muita inflexibilidade e teimosia no ar e nos encastelamos em nossas opiniões e posições, preparando-nos para o cabo de guerra, detratando aqueles que agem, se comportam ou pensam diferentemente de nós – ou sentimos isso na via contrária. Intolerância, impaciência, temperamento explosivo também não ajudam e talvez tentemos impor nossas ideias e visões sobre outros a qualquer custo, sem nos questionarmos sequer se o outro se importa com o assunto em questão. Por outro lado, talvez sejamos nós que nos sentimos amordaçados ou coagidos a tomar um determinado rumo que não tomaríamos de outra forma. Predomina um clima de crise iminente, que pode escalar de forma desproporcional ao tamanho dos acontecimentos reais ou à importância dos fatos e isso nos deixa ansiosos, nervosos, como um fio desencapado dando choques a torto e a direito e, como se não bastasse, talvez tenhamos pensamentos obsessivos, medos irracionais ou paranoias infundadas. Em primeiro lugar, vale voltar-se para dentro e buscar centramento. Se não estamos nesse clima, não há porquê embarcar na onda da ansiedade de outros; segundo, se de fato nos sentimos irritados, destemperados e a ponto de “chutar o pau da barraca” verbal ou até fisicamente, antes de qualquer ação precipitada, podemos antes nos afastar do ponto zero do conflito e ir lá fora respirar outros ares, acalmar a cabeça, distanciar-nos temporariamente para nos desapegar das nossas opiniões e não levar tudo tão para o pessoal. De cabeça mais fria, talvez vejamos as coisas de outra perspectiva. É fundamental não agir precipitadamente porque podemos nos arrepender muito depois; conter os impulsos, pesá-los uma vez, duas, quantas vezes se fizer necessário, porque a mente está a mil por hora, mas não está raciocinando direito. Em termos práticos e mundanos, é possível termos mais notícias bombásticas, revelações escabrosas ou censura de conteúdos sensíveis nos meios de comunicação, além de bate-bocas exaltados e talvez até rupturas de amizades e relações por causa da intolerância e dos discursos inflamados. Sobretudo, o indivíduo (Áries) se sente amordaçado, oprimido por leis e regras que não funcionam a seu favor, mas, ao invés de rebelar-se contra o quê/quem de fato cria o problema, este indivíduo pode voltar-se para seu entorno imediato e descontar sua frustração e impotência nos receptáculos errados – vale se rebelar, mas se rebelar contra as coisas certas e não indiscriminadamente contra tudo e contra todos – a rebelião interna é a mais preciosa, rebelião. A pergunta essencial é: o que precisamos transformar na nossa forma de pensar as sociedades, o mundo e a nossa presença neste mundo? É preciso transformar o pensamento individual de muitos indivíduos, até que se atinja massa crítica suficiente para transformar as sociedades. Como a mente fervilhando, acelerada e fora de órbita desse jeito, ajuda muito botar o pé no chão (literalmente) e voltar à terra e à realidade, podemos visualizar que toda essa irritação e nervosismo são aterrados na terra e transmutados, voltando a nós como calma e serenidade. E se nós nos sentimos mais tranquilos e centrados, podemos emanar essa tranquilidade para outros, para o mundo, porque o mundo está precisando!

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SEXTA-FEIRA, 24 de março – Mercúrio em Áries está em oposição plena a Júpiter em Libra. De Aquário, a Lua se harmoniza com seu dispositor moderno, Urano, e com Mercúrio e fecha a noite em sextil ao dispositor tradicional, Saturno, aspecto exato amanhã. A Lua também faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. A semana vai se fechando de forma meio tempestuosa. Depois de todas as tempestades mentais da semana, abrimos a janela, olhamos para fora e vemos que o tempo continua carregado e elétrico, raios podendo cair a qualquer momento na cabeça de alguém. A intolerância, irritação e impulsividade continuam, assim como a frenética atividade mental e as posturas exaltadas, algumas delas sendo fanfarronice de quem gosta de flertar com o perigo… Mas a gente sabe, quem brinca com fogo, pode acabar queimado! Especialmente porque a arrogância nos impede de ver o buraco ou a pedra bem diante de nós, na qual talvez iremos tropeçar. Mais uma vez o dia pede que contenhamos a irritação e a impaciência, nossos arroubos mentais, as ideias fanfarronas, os exageros, o tom catequético, os fanatismos, a imposição de ideias sobre outros, a precipitação e busquemos um mínimo de moderação na fala e na ação – é isso ou podemos nos encontrar, inesperadamente, envolvidos em situações que mais parecem rinhas de galo, em que um lado tenta se impor ao outro cegamente. Com Mercúrio em Áries, tudo é tão vertiginoso que talvez esqueçamos de respirar adequadamente e se não cuidamos, logo temos um ataque apoplético, constipados com os excessos mentais, constipados de nós mesmos e nossas ideias grandiosas. A fase Minguante-Balsâmica sugere que nos desapeguemos desses excessos e que eliminemos conceitos que não nos servem mais. Pelo contrário, a Lua fica Balsâmica em Aquário e pede distanciamento das paixões inflamadas; desapego das opiniões, porque elas são apenas isso: opiniões que podem ser mudadas a qualquer momento; e a Lua Balsâmica pede recolhimento e silêncio, para conseguirmos olhar para o futuro adequadamente, sem os ruídos exteriores e sem o vozerio interno. Calma-mente! Calmamente, acalme a mente! E claro, esses dias também pedem cautela no trânsito porque estamos afobados e arrogantes, achando que podemos tudo; também pede respeito e cuidado nas interações em geral, para evitarmos tensões e conflitos desnecessários.

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SÁBADO, 25 de março – Hoje temos a Conjunção Inferior de Vênus ao Sol – a conjunção Cazimi ocorrendo de 02h59min até 11h39min. A Lua Aquariana faz sextil a Saturno em Sagitário e fica fora de curso às 02h52min, depois deste aspecto. Ingressa em Peixes às 07h07min. Mercúrio vai se afastando da oposição a Júpiter e da quadratura a Plutão e se aproxima da conjunção a Urano. Dia introspectivo, de reserva e solitude e é exatamente o que precisamos depois da semana tensa e cheia que tivemos. Ainda estamos digerindo e processando os acontecimentos e esse tempo de sossego vem bem a calhar. Vênus faz a Conjunção Inferior ao Sol e, a partir daqui, começará a ficar para trás do Sol, nascendo, porém à frente dele um pouco antes do amanhecer. Este é o ponto alto do ciclo de retrogradação e as coisas que viemos ruminando e processando até aqui talvez já fiquem um pouco mais claras. Começamos uma fase nova para nossa autoestima, para nossos valores e para nossas relações. O período de introversão ainda se alonga até meados de abril, mas aos poucos a confusão vai cedendo lugar à clareza e descobrimos o que queremos e desejamos com mais limpidez e lucidez. Começa também uma nova fase de ação, a partir de todas as reflexões ocorridas durante esta retrogradação. Em termos práticos, o dia sugere um retiro para podermos nos refazer e regenerar, além de planejar o próximo ciclo, à luz de todos os insights e iluminações propiciados por Vênus e Mercúrio.

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DOMINGO, 26 de março – Mercúrio está em conjunção plena a Urano. De Peixes a Lua se harmoniza com Marte em Touro e depois se funde a Netuno. Durante o dia troca afinidades com Plutão em Capricórnio, se desentende com Júpiter em Libra e fecha a noite já em conjunção a Quíron. O domingo traz influências contraditórias: mentalmente estamos elétricos, inquietos, com tanta energia que podemos até sair dando choques por aí… contudo, o corpo não acompanha, porque o corpo e a alma querem sossego, porque também estamos sensíveis e um tanto vulneráveis. Talvez possamos unir a grande sensibilidade com a extrema inquietude e a profusão de ideias inéditas e excêntricas e aplica-las a alguma linguagem ou veículo concreto, como forma de manifestar a criatividade que pulula dentro de nós feito bola de ping-pong, ou como maneira de tentar capturar os muitos insights magníficos que eclodem na cabeça. A mente está ágil, até demais… é como uma descarga extra de mil volts e se não administrarmos direito toda essa carga, podemos sucumbir sob tanta energia e empolgação e entrar em algum tipo de colapso. O ideal seria alterarmos um pouco a rotina, porque se tentarmos levar um dia normal como qualquer outro podemos ficar incomumente inquietos e frustrados, azedando o dia e nos deixando de mau humor. As atividades criativas ficam particularmente favorecidas, embora, como já dito acima, talvez seja meio difícil achar uma linguagem que permita conciliar as contradições internas que sentimos tão agudamente hoje. As ideias que tivermos, vale a pena serem anotadas. Talvez nem todas se provem válidas lá na frente, mas algumas podem ser verdadeiras preciosidades. Nos deslocamentos em geral, é necessário muita cautela devido à impaciência e precipitação, que podem levar a erros de julgamento e talvez, acidentes. Lua-Netuno não combina muito Mercúrio-Urano – é como esquecer o secador de cabelos na borda da banheira cheia de água… Já sabe o que vai dar! Mas o choque pode nos alertar e nos acordar para essas novas possibilidades de expressão criativa, para formas inusitadas de comunicação e de elaboração das ideias.

Uma ótima semana para você!

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A Semana Astrológica – A imperfeição nossa de cada dia

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Semana de 13 a 19 de março – Semana de enfrentamento de limitações e dificuldades, mas com um grande potencial de cura, que reverbera a partir da Lua Cheia ocorrida no domingo, desdobrando-se por toda a semana. Em termos práticos a Lua Cheia sinaliza uma semana de expansão.

Odilon Redon – Reprodução

O Sol completa sua última semana do ciclo de Peixes e do ciclo astrológico anual – ingressa em Áries no dia 20, segunda-feira da semana que vem – sinalizando um período de finalizações no que tange ao ciclo anual. Por estes dias o Sol entabula conversações difíceis e sofridas, mas que no final das contas, podem ser fortalecedoras do caráter e dos propósitos. O Sol faz conjunção a Quíron e quadratura a Saturno, dinamizando a atual quadratura cíclica entre esses dois “planetas” pesadões e significadores de sombra, dificuldades, inseguranças e inadequações. Já dá para ver que a semana traz desafios, certo? A diferença básica entre Saturno e Quíron é que as inseguranças e inadequações representadas por Saturno são passíveis de serem superadas, com esforço consciente, trabalho, empenho, tempo… Somos tão inseguros naquela área que trabalhamos muito, ao nível da super-compensação, e não só as superamos, como nos tornamos mestre naquela área. Já com Quíron não há “superação” possível, porque Quíron representa aquilo que não pode ser consertado, nem com todo o esforço do mundo… Quíron é necessário para que o ser humano se mantenha humilde, para que perceba que estando nesta terra e nesta realidade de limitações, limitado é. Com Quíron aprendemos que há coisas que não superamos e que temos que aceitar e isso nos irmana aos outros humanos, porque todos temos Quíron em algum lugar. Nesta semana nos damos conta, intensamente, da diferença entres essas inadequações e inseguranças diversas: as solucionáveis e aquelas insuperáveis. E se por um lado isso pode ser doloroso de encarar, por outro, traz a maturidade da aceitação desses limites. Quíron e Saturno sempre me trazem presente a Oração da Serenidade, que já mencionei várias vezes aqui: “concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar; coragem para modificar aquelas que posso; e sabedoria para distinguir entre uma e outra”. Basicamente é esse o tom da semana, com o Sol, que representa a consciência e o centro do eu, tendo essas conversas duras e desagradáveis.

Reprodução – Desconheço o autor

Mas Quíron também fala de cura, de empatia, de sabedoria… então a semana é propícia a isso também. O interessante é que O Sol primeiro faz conjunção a Quíron e nos tornamos agudamente conscientes das nossas aflições, úlceras, feridas, das vergonhas e dificuldades… E nos solidarizamos com outros, porque vemos neles, de formas diferentes, o sofrimento que também é nosso. Três dias depois, na sexta-feira, o Sol se depara com o julgamento de Saturno, que pode nos deixar cabisbaixos, com o peso do mundo sobre os ombros, nos sentindo julgados e meio soterrados pelo peso da vida… Mas Saturno, vindo logo depois de Quíron, ajuda a dar esse choque de realidade, que nos obriga a sair da autocomiseração e perceber as limitações que podemos e devemos superar… Assim, Saturno, num primeiro momento parece jogar a pá de terra sobre o cavalo que caiu no poço, até nos darmos conta que aquela terra caindo na nossa cabeça será o meio para nos elevarmos e sairmos do buraco – sim, é possível sair do buraco, desde que olhemos para cima e não fiquemos chafurdando na lama da autopiedade. Além do mais,  nossas imperfeições, somadas às nossas qualidades, é que nos fazem únicos, é o que nos faz o que somos.  Como diz Joseph Campbell,“a única maneira de você descrever verdadeiramente um ser humano é através das suas imperfeições. O ser humano perfeito é desinteressante. As imperfeições da vida é que são apreciáveis (…) As crianças não são adoráveis porque estão caindo a todo instante e porque têm o corpo pequeno e a cabeça muito grande? A perfeição seria algo tedioso demais, seria desumano. O umbilical, a humanidade, aquilo que se faz humano e não sobrenatural e imortal – isso é adorável! É por essa razão que algumas pessoas têm dificuldade em amar a Deus; nele não há imperfeição alguma. Você pode sentir reverência, mas isso não é amor. É o Cristo na cruz que desperta nosso amor”.

Docto Ojiplastico – Reprodução

Mercúrio ingressa em Áries já na segunda-feira, mudando o tom dos pensamentos, comunicações, viagens… De um modo sensível, sonhador e imaginativo, passamos para uma abordagem mais direta, mais ágil e certeira. Mercúrio fará conjunção a Vênus, possibilitando que a mente tenha acesso mais direto às elucubrações íntimas e de cunho afetivo representadas pela retrogradação de Vênus. Como Marte está em Touro, temos a impulsividade da língua medianamente controlada, mas não temos paciência nem tolerância com o que se considera coisas sem sentido e sem cunho prático e aplicável. A mente está mais ágil, mas a ação ainda precisa de mais deliberação. Marte, aliás, está sem aspectos por vários dias, apenas recebendo os contatos da Lua. Isso demanda cautela porque planetas sem aspecto se manifestam de forma extremada, ou seja, ora estamos plácidos e tranquilos, para daqui a pouco entrarmos numa explosão de atividades frenéticas. Marte sem aspecto tende a ficar mais inconsciente e nossas ações são mais instintivas – cautela também com explosões de raiva.

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Vênus segue no seu curso de retrogradação, em Áries. Esse é um chamado para prestarmos mais atenção a nós mesmos e nossas necessidades pessoais e individuais. Como lembra Frank Clifford, astrólogo inglês com quem tive algumas aulas, ‘retrogradação’ significa ‘segunda chance’ – daí essa volta ao passado. Então, diz ele, é o caso de revisitarmos áreas da nossa vida para fortalece-las e organizá-las melhor. Clifford nos lembra ainda de fazer algumas perguntas: “onde, na sua vida, você precisa ser mais corajosa/o e independente? Em outras palavras, cuide de você mesmo, antes de cuidar de qualquer outra pessoa. Reconecte-se com o centro de QUEM VOCÊ É (seja auto-centrado). É um bom momento de parar de jogar os joguinhos relacionais e seguir seu próprio caminho, e não ser uma versão falsa de você mesmo porque você acha que vai agradar aos outros. Neste ciclo, há chance de recuar e lidar com todas aquelas situações nos relacionamentos em que você se sentiu vitimizado, usado, negligenciado, ignorado ou desvalorizado. E de reconhecer a SUA parte nisso tudo. Uma forma de afirmar suas qualidades positivas é fazer um diário e listar uma coisa boa, todos os dias, que você sabe que faz muito bem”. Assim é a retrogradação de Vênus em Áries: precisamos reavaliar e focar em nós mesmos: enfatizando as boas qualidades e encarando com honestidade onde também precisamos melhorar. O Sol faz esses contatos tensos, mas Vênus retrógrada nos lembra que, a despeito de todas as imperfeições, precisamos nos amar porque só quando nos amamos realmente podemos melhorar. Como diz a frase do Mandela, “não somos amados porque somos bons, somos bons porque somos amados”! Vênus retrógrada também nos faz rever decisões tomadas acerca das áreas onde temos os signos de touro e Libra, que são regidos por Vênus. Talvez fizemos escolhas e tomamos decisões e agora voltamos atrás e reavaliamos. Está correto. É a segunda chance!

Lua disseminadora – Desconheço o Autor/a – Reprodução

A Semana traz o tom da Lua Cheia, ocorrida no domingo, dia 12, em Virgem. Na segunda e terça a Lua se equilibra em Libra, torna-se Disseminadora em Escorpião, catequética em Sagitário, fechando a semana neste signo. A Lua oficializa o Quarto Minguante somente na segunda-feira, dia 20, a partir de Capricórnio, pouco depois de o Sol ingressar em Áries

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SEGUNDA-FEIRA, 13 de março – A Lua, Cheia em Virgem, abriu o dia vazia/fora de curso. Ficou vazia depois da quadratura a Saturno, ainda ontem. Ingressou em Libra às 02h29min e logo se indispõe com Marte em Touro. Fecha a noite em oposição a Vênus retrógrada em Áries, sua dispositora. Mercúrio ingressa em Áries às 18h08min. A despeito de algumas incongruências matinais, a segunda-feira está dinâmica, o que traz ânimo e nos faz ir para a vida estabelecer contatos, travar interações, ver gente e interagir com o mundo social. É um dia de buscar equilíbrio, de ativar as relações e rever posicionamentos. Se temos estado exageradamente centrados no outro, precisamos recuar um pouco e cuidar melhor de nós mesmos e de nossos interesses. Se for o contrário, se andamos ultimamente auto-centrados excessivamente, agora podemos nos mover na direção contrária e olhar e ver os outros perto de nós. Isso porque a Lua está em Libra, o signo da alteridade, das escolhas, da busca de harmonia e equilíbrio. Mas Vênus, que rege essa Lua Libriana, está em Áries, retrógrada, em recepção mútua com Marte em Touro com quem a Lua se indispôs logo cedo. Então, nada é o que parece de cara. É preciso um segundo olhar, uma segunda análise para achar o verdadeiro equilíbrio, a verdadeira harmonia. É um momento de nos posicionarmos mais francamente, mais lucidamente dentro das relações; de acatarmos um certo isolamento com algo saudável e não como dor ou ostracismo; de incluirmos o outro sim, mas não – nunca – às custas do nosso amor próprio; e para isso precisamos estar muito límpidos a respeito dos nossos valores, para fazer as escolhas sem medo, sem dor, mesmo que algumas dessas escolhas sejam um pouco desagradáveis. Precisamos uns dos outros, mas também precisamos respeitar nossos limites pessoais, assim como os limites alheios. Assim, as relações ficam mais respeitosas e equilibradas. Em termos práticos, o dia está bem animado e propício a todo o tipo de interação. A rever acordos, a reestudar negociações anteriores e a ponderar um pouco mais nas parcerias propostas.

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TERÇA-FEIRA, 14 de março – O Sol hoje está em conjunção exata a Quíron. A Lua Libriana abre o dia em oposição à dona da casa, Vênus, que está retrógrada em Áries. A Lua também se indispõe com Netuno e entra num embate ferrenho com Plutão e depois Urano, enquanto se alia a Júpiter, por conjunção. O dia traz influências que nos fazem sentir meio que em carne viva, sensação de acanhamento ou de dor aguda mesmo. Talvez nada tenha acontecido para suscitar tais sentimentos, talvez sejam apenas lembranças, ou o jeito que acordamos, mas o fato é que nos sentimos meio aguados, desacorssoados, como se nada fizesse muito sentido… Uma vontade de não ligar mais para nada… Nesse estado de espírito podemos ficar defensivos e reativos ao menor sinal externo de desequilíbrio – já que desequilibrados estamos nós – acreditando que é nossa responsabilidade, oferecendo-nos talvez como bode expiatório, talvez até nos expondo a invasões, maus tratos, sem nos dar conta… É possível que seja o oposto também, suscetíveis e reativos como estamos, podemos partir para o ataque como melhor tática de defesa, mesmo sem motivos claros de que estamos sob ameaça. Autoestima lá embaixo, talvez ainda tentemos agradar como forma de ganhar um afago, só para nos deparar com o que entendemos como frieza, pressa, rejeição, “sai pra lá”, o que pode ferir ainda mais nossos brios.

Talvez ainda seja melhor parar um pouco, olhar para dentro – e não para fora – e verificar o que tirou nosso equilíbrio, o que despertou nossas inseguranças de forma tão contundente… Chorar, se for o caso; admitir a dor, se ela se faz presente; não ter vergonha das próprias fraquezas, porque elas apenas nos fazem humanos… E oferecer a si mesmo, aquele amor incondicional que esperamos do outro, continuamente a nos desapontar – relação lateral não é de amor incondicional! Então, pegue-se no colo, dê-se um abraço, beije-se, acaricie-se, acarinhe-se, acalente-se, nine-se, embale-se… Dê a si mesmo todo o amor de que precise e de que está tão carente; dê a si próprio a validação e o apoio que você espera do outro. Olhe para suas fraquezas. Encare-as. Elas são parte de você, assim como os talentos, habilidades e força… E tais fraquezas têm uma razão de ser, têm alguma utilidade, mesmo que isso não seja claro… E, ao abraça-las, podemos aos poucos tentar melhorá-las, pelo amor, com amor. E, ao abrir essas comportas, podemos descobrir que temos um amor maior do que jamais imaginamos e podemos oferece-lo aos outros e – incrível – quando menos esperamos, estaremos sendo amados de volta… E assim se dá a cura, quando nos perdoamos, nos aceitamos e nos amamos, com todas as nossas idiossincrasias… Curamos a nós e curamos ao outro, porque se damos conta de nos aceitar, nosso coração se alarga e se expande, e acolhe também o outro. O dia pede paciência uns com os outros. Estamos todos meio sensíveis e doendo em algum lugar e não é partindo para a briga que vamos provar que somos melhores do que nos sentimos realmente. Podemos nos fazer respeitar, se necessário, mas podemos também nos recolher e deixar tudo passar, observando qual a nossa parte e responsabilidade nas dificuldades que encontramos, comprometendo-nos em mudar o que for possível ser mudado.

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QUARTA-FEIRA, 15 de março – O Sol ainda está conjunto a Quíron e vai se afastando lentamente, enquanto se aproxima da quadratura a Saturno. De Libra a Lua faz sextil a Saturno e fica vazia às 07h07min. Ingressa em Escorpião às 12h11min, de onde logo faz oposição ao seu dispositor, Marte, que está em Touro. O dia começa reflexivo e um tanto austero – refletimos sobre como trazer mais equilíbrio às nossas relações, como nos responsabilizar por nosso bem estar, ao invés de esperar isso de outros. Como encontrar a medida certa entre o dar e o receber nos relacionamentos, sem ficar devendo nem cobrando as outras pessoas. À tarde o clima muda radicalmente. A introspecção continua, mas agora por outros motivos: estamos um tanto receosos, defensivos e ciumentos de nossos pensamentos e emoções e recebemos como ameaça qualquer movimento que pareça proximidade demasiada. Há tendência a azia emocional e as relações podem ficar um tanto azedas e sujeitas a farpas, sarcasmo, ironias finas, isso quando não despencar para atritos mais sérios porque a defensividade e o desejo de nos afirmar estão veementes e podem nos fazer reagir de forma exagerada às situações… Sarcasmo é técnica de defesa também, mas além de demarcar território e diminuir o outro, cria feridas e afastamentos, portanto, vale se questionar onde queremos chegar com tudo isso e se de fato estamos sob qualquer ameaça, porque isso também é discutível. Por outro lado, se conseguirmos dosar nossa energia na medida certa, essa influência melhora a execução de tarefas que se mostrem complicadas e que demandam controle, concentração e alto gasto energético.

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QUINTA-FEIRA, 16 de março – A Lua, na fase cheia em Escorpião, faz trígono a Netuno em Peixes e quincúncio a Vênus Rx em Áries. Mais tarde a Lua faz sesqui-quadratura ao Sol entrando na fase Disseminadora. Fecha a noite em harmonia a Plutão, aspecto exato amanhã. O Sol já está bem próximo da quadratura a Saturno. Sensibilidade e emoções intensas colorem o dia, assim como uma potente capacidade de intuir o rumo das situações e também o que os outros estão sentindo, que pode ser instrumental para melhorarmos as interações ou mesmo para manipularmos pessoas – depende da integridade da nossa alma e dos nossos intentos. Esse poder emocional pode nos aproximar das outras pessoas e nos permitir penetrar em suas defesas, mas isso deve ser feito de forma respeitosa e nobre, caso contrário, podemos nos tornar invasivos e causar mais dano do que ajuda ou reparação. Não podemos esquecer que inseguranças estão afloradas e muitas feridas estão abertas, portanto, se não temos algo realmente bom para oferecer, se nossas intenções são menos do que honestas, fazemos melhor se ficamos quietos e cuidamos de nossas próprias questões. De toda forma, há grande potencial de cura e de compreendermos ao outro e a nós mesmos um pouco mais profundamente e, bem conduzidas, tais influências podem, de fato, ajudar a aprofundar o entendimento de nossas dinâmicas internas e mesmo das dinâmicas relacionais. A Lua fica disseminadora em Escorpião, sugerindo que a mensagem que precisamos levar adiante precisa ser verdadeira, apaixonada e profunda. Os aprendizados que vivenciamos até aqui são repassados como catalizadores de transformação na vida de outros, com sensibilidade e autenticidade.

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SEXTA-FEIRA, 17 de março – O Sol Pisciano está em quadratura exata a Saturno em Sagitário, enquanto ainda se afasta da conjunção a Quíron. A Lua Escorpiana e disseminadora se afina com Plutão, seu regente moderno, enquanto se desentende com Urano e se harmoniza com Quíron e com o Sol, ficando vazia depois do contato ao Sol, às 18h58min. Ingressa em Sagitário à 00h00min do sábado. O dia está pesado, turvo e um tanto sombrio. Nosso anseio seria desaparecer para lugares inóspitos, talvez, ou para lugares onde não tivéssemos que lidar com tantas agruras e dificuldades mundanas, com tantos problemas cotidianos que parecem derrubar nosso entusiasmo e massacrar nossos sonhos e aspirações mais elevadas. É como uma dor fina, indefinível, que tira o fôlego em alguns momentos e que nos lembra de nossa mortalidade e finitude, nossas deficiências ou insuficiências, ou como um peso amarrado a nós, dificultando o caminhar. Circunstâncias ou outras pessoas, particularmente acima de nós – pais, chefias, autoridades – parecem exigir mais do que somos capazes de dar. Até mesmo a energia e vitalidade física podem estar depauperadas, de modo que nos sentimos fracos ou lentos nos nossos afazeres e compromissos. Podemos também nos sentir cobrados ou criticados, de forma implícita, e isso torna tudo um pouco pior…

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Mas antes de deduzirmos ‘verdades’ a partir das aparências, vale checar se estamos certos sobre tais deduções, para não vermos fantasmas e perseguição onde não existem e para não aumentarmos o tamanho dos problemas desnecessariamente. É um bom dia para olharmos para nossas falhas sim, não para nos desanimar ou derrubar, mas para melhorarmos. Sobretudo, com o Sol em Peixes, somos convidados a avaliar se nosso senso de identidade é sólido e seguro o bastante, se sabemos quem somos e do que somos feitos, para além de autoimagens pueris e fantasiosas. O dia pede um exame sóbrio de nossas capacidades e, ao identificarmos falhas, agir para corrigi-las, sem grandes dramas, sem chibatas ou autoflagelação desnecessária. Particularmente, é importante perceber que há ótimas oportunidades de nos curarmos a partir do olhar compassivo e empático para as próprias limitações, comprometendo-se a superá-las. A noite traz horas calmas e uma introversão providencial que nos ajuda a digerir todas essas informações, insights e percepções, propiciando também que sincronizemos os propósitos conscientes de crescimento e transcendência com a necessárias transformação dos comportamentos e hábitos que impedem nossa excelência.

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SÁBADO, 18 de março – A Lua ingressa em Sagitário à 00h00min, cravado. Faz quincúncio a Marte em Touro, trígono a Mercúrio e a Vênus Rx em Áries e fecha a noite em quadratura a Netuno. Mercúrio e Vênus estão em conjunção partil hoje. A noite traz alguns desconfortos durante o sono. O dia, porém, nasce mais animado e otimista, porque estamos imbuídos de uma nova força, nascida das resoluções da noite anterior e do comprometimento que fizemos com a mudança pessoal. Podemos rever alguns valores e analisá-los de forma mais direta e menos sentimental, verificando o que é necessário para nos valorizarmos mais, a despeito das falhas humanas que carregamos. Ainda estamos muito conscientes de tais falhas, mas conseguimos perceber nelas algum sentido, além de nos animarmos a prosseguir pela estrada, usando as pedras que surgirem para pavimentar o caminho, ao invés de permitir que nos bloqueiem a vontade ou os objetivos. A comunicação está ágil, mas animada e sociável, trazendo bom humor às interações e espirituosidade. À noite o clima está um tanto confuso e nebuloso, levando a mal-entendidos nas interações. Cautela com álcool e drogas porque há tendência a exageros e a enfiar o pé na jaca.

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DOMINGO, 19 de março – A aventureira Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno na primeira hora do dia. Durante o dia se harmoniza com seu regente, Júpiter em Libra e com Urano em Áries e fecha a semana em conjunção não exata a Saturno. A balada de sábado para domingo pede cautela porque a Lua Sagitariana já aponta para excessos e a quadratura a Netuno aumenta a propensão à falta de limites – portanto, moderação é a chave para a boa diversão hoje. Já o dia de domingo está mais auspicioso e feliz, depois do peso que vivenciamos durante a semana, conseguimos ter uma perspectiva mais filosófica de tudo: dos problemas, da nossa caminhada, das possibilidades, da vida. Um otimismo incipiente pode favorecer o clima do domingo, que por sua vez, fica propício a atividades ao ar livre, aventuras no campo, encontros festivos com amigos. Não podemos nunca perder a esperança e a perspectiva de porque estamos aqui, nesta terra, neste tempo e neste lugar! E essa perspectiva, esse sentido, não precisa ser mirabolante ou grandiloquente. Como diz Joseph Campbell: “Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivos, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e de nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivos. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar, dentro de nós mesmos”. Ele também diz: estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivos é o que realmente conta”. E hoje é um desses dias, em que nos sentimos muito vivos, felizes existir, por ser, por estar, por viver, entendendo que o sentido da vida é a vida em si mesma!

Uma ótima semana para você! Que seja de serenidade, empatia, crescimento e cura!

Reprodução – Desconheço o Autor/a

2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

Veja o que Júpiter-Urano-Plutão estão “aprontando” no seu mapa natal! Agende uma consulta comigo através do e-mail: psicologica.astrologia@gmail.com

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

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Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

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Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

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Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

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Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

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Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

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Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

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Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

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Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

A Semana Astrológica – Um pouco mais de paciência…

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Semana de 16 a 22 de janeiro – A Lua Minguante dá o tom da semana, indicando dias de reflexão, avaliações, limpezas e finalizações de processos. Mas há também desafios e entraves.

Esta semana começou melindrosa e segue com muita sensibilidade e abertura psíquica, simbolizadas pelos planetas interiores trafegando Peixes (Vênus e Marte) fazendo contatos com Quíron, expondo muitas de nossas fragilidades, um movimento que pode ser doloroso e melindroso por um lado, mas que por outro, pode nos ajudar também a enfrentar nossas vulnerabilidades, oferecendo a chance de nos reconciliarmos com elas, tornando-nos, como consequência, mais compassivos e empáticos no trato com as outras pessoas com quem convivemos. Para quem está muito inconsciente dos próprios processos e feridas internas, tais configurações podem dificultar as relações e abrir novas lesões emocionais.

Desconheço o autor - Reprodução

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Tal suscetibilidade é potencializada porque Marte também faz quadratura a Saturno, indicando um período em que precisamos cair na real acerca de alguns desejos por demais fantasiosos, com pouca ou nenhuma possibilidade de se realizarem. Andamos tentando abocanhar demais em nossa voracidade e, de repente, nos encontramos presos numa rede para a qual talvez tenhamos nadado inadvertidamente; ou então andávamos sonhando com um mar de grandes conquistas e vitórias, quando na verdade, nosso barco é frágil por demais para encarar a tempestade e o muro de ondas poderosas, que podem nos fazer naufragar, a nós e à nossa vontade.  Em termos práticos, este movimento sugere bloqueios, dificuldades e atrasos na realização da nossa vontade, particularmente no que tange às atividades criativas – artistas, por exemplo, podem se sentir bloqueados e travados na execução de suas ideias e elaborações.

Brooke Shaden Photography - Reprodução

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Esses bloqueios levam a possíveis frustrações e sensação de se estar atolado na lama, uma sensação potencializada pelo desânimo e falta de energia que pode se manifestar em alguns dias. Sempre que Saturno está ativo dessa forma, precisamos lembrar de respeitar o tempo, seja o cronológico, seja o histórico ou o psicológico e pessoal… O tempo da alma não pode ser medido por relógios, não é contado em dias ou minutos e, às vezes, estamos tão imersos em nossos compromissos e objetivos mundanos, que nos esquecemos dessa verdade sutil, mas contundente. Assim, os atrasos ou bloqueios que porventura enfrentemos, vêm apenas nos lembrar que a vida e o tempo são mais sábios; que talvez tenhamos esquecido algum detalhe importante; que certas coisas precisam ir devagar, precisam de vagar e paciência.

Desconheço o Autor - Reprodução

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Paciência é artigo de primeira necessidade por esses dias e, embora a canção nos lembre que a vida não para, ela igualmente nos lembra que a vida é tão rara! (Lenine) e, mais frequentemente do que gostaríamos, nós nos esquecemos disso também. Assim, os atrasos talvez sejam simplesmente o universo dizendo: “Calma! É devagar que a vida vai dando certo!” – filosofia de imã de geladeira – portanto, podemos bem aproveitar os entraves para apreciar melhor aquelas coisas que normalmente nos passam despercebidas e para nos reconectar com o nosso tempo interno, esse tempo da alma, que foi quem, em última instância “causou” o tal bloqueio, para que tívessemos uma desculpa “nobre” para desacelerar – quem for esperto, agarrará essa oportunidade; quem não for, insistirá e poderá dar com os cavalos ou os burros n’água lá na frente e se expor a mais dificuldades e, quem sabe até, a acidentes! O acidente sempre vem nos alertar que deixamos de respeitar algum sinal da nossa alma – às vezes, vários – sobre alguma atitude ou situação às quais precisávamos prestar atenção. Como Marte também está em quincúncio a Júpiter, essa propensão a acidentes aumenta, pela natureza dos planetas e do aspecto, que adicionam precipitação, afobação, excesso de confiança, dificuldade de medir as consequências e falta de senso de proporção. Portanto, um pouco mais de paciência e cautela, cuidado e compaixão consigo mesmo, são essenciais nesta semana. OBS: Indivíduos com planetas ou ângulos natais entre os graus 18 e 28 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentem mais fortemente o efeito dessas configurações.

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Saturno, o Senhor do Tempo, por sua vez, também está ativando sobremaneira a Quíron e, sendo este um trânsito lento e mais pesado, tendemos a senti-lo mais fortemente quando os planetas mais rápidos o enfatizam dessa forma, daí o aumento na suscetibilidade e nos melindres.

Mercúrio, trafegando a zona de retrogradação em Capricórnio, também faz um contato com Netuno, adicionando água a um copo que já estava transbordando. Mas Mercúrio e Sol em Capricórnio ajudam com alguma contenção na administração de tantos sentimentos e fragilidades – na verdade, os planetas em Peixes tornam o Sol e o Mercúrio Capricornianos mais humanos e compassivos.

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O Sol ingressa em Aquário na quinta, dia 19. De propósitos conservadores e orientação tradicionalista, o Sol muda para uma vibração inovadora, futurista e rebelde. É tempo de roubar mais alguns segredos da Natureza, de roubar o Fogo dos Deuses, de experimentar, para aspirar a novos futuros e outras possibilidades, que não aquelas que já não animam nem entusiasmam nosso coração e o espírito arrojado e reformador. O Sol em Aquário aponta para um período de novas perspectivas; de deixar para trás as ideias estreitas, a estagnação, o medo do novo e a busca excessiva por poder e aceitação social; de quebrar regras, particularmente aquelas que parecem sem sentido ou ultrapassadas; de nos importarmos mais com a comunidade humana e as questões coletivas; de termos uma perspectiva mais objetiva e desapegada dos nossos problemas pessoais e lembrarmos que muitos deles são universais, portanto, não podemos buscar soluções somente para nós e nosso pequeno núcleo, antes precisamos ter maior consciência de grupo, maior fraternidade. Entram em foco os valores da liberdade, igualdade e fraternidade, além haver maior ênfase sobre os avanços tecnológicos e científicos. O sol ingressa em Aquário na quinta, 19, às 19h24min no horário de Brasília e às 21h24min no horário de Lisboa. O sol fica em Aquário até o dia 18 de fevereiro, quando ingressa em Peixes.

Dani Lopez - Reprodução

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Vênus segue sonhadora e etérea pelo signo de Peixes, tornando-se mais visceral e passional nestes dias, devido a um contato harmônico com Plutão. Isso favorece a intimidade e a cumplicidade entre os casais. De forma mais prática, esse contato traz alguma sagacidade à crédula Vênus Pisciana, de modo que temos melhor feeling para lidar com os negócios, investimentos e administração financeira.

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A Lua abre a semana em Virgem, na fase Cheia-Disseminadora. Entra na fase Minguante em Escorpião, fazendo quadratura ao Sol, já em Aquário, na quinta-feira. Fecha a semana em Sagitário, tornando o domingo mais animado, dinâmico e otimista. Na sua viagem de encontro ao Sol e a um novo ciclo, ela conversa com todos os demais corpos celestes, harmônica ou belicosamente, simbolizando nossas mudanças de ânimo, humores e interesses. A Lua será Nova a 08°15′ de Aquário, no dia 27 de janeiro, às 22h08min no horário de Brasília e à 00h08min no horário de Lisboa.

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SEGUNDA-FEIRA, 16 de janeiro – Marte está em conjunção plena a Quíron hoje. A Lua está na fase Disseminadora, trafegando o signo de Virgem. Na madrugada faz oposição a Vênus em Peixes. Durante o dia faz trígono a Plutão em Capricórnio, quincúncio a Urano e potencializa a conjunção Marte-Quíron ao fazer oposição a ela e quadratura a Saturno, formando uma T-Square Mutável, da qual Saturno é o foco. A Lua fecha a noite em trígono ao Sol, exato amanhã – Segunda-feira típica, que começa com a corda toda, cheia de obrigações e afazeres, tarefas e compromissos, com os quais não discutimos porque estamos cientes que seria em vão e também porque estamos cheios de energia, que precisa ser devidamente canalizada – embora lá no fundo incongruências possam surgir no fluir dessa rotina. Pelo fim da manhã o clima vai ficando tenso e volátil, devido a inseguranças que começam a minar o humor e a tranquilidade, deixando-nos suscetíveis e irritáveis e nos sentimos, então, andando numa corda bamba de situações espinhosas. Criticismo – interno ou externo – dúvidas e incertezas acerca de projetos e decisões comprometem a efetividade dos mesmos e podemos até pôr tudo a perder, numa atitude equivocada e intempestiva, da qual nos arrependeremos depois. Talvez, tentando consertar ou contornar as tais situações espinhosas, criemos algum constrangimento para nós ou para outros, o que nos deixa envergonhados, seja por nos sentirmos expostos, seja por nos sentirmos mesquinhos ou um tanto vis nas táticas que usamos para atingi-los – a sensação de insegurança e exposição leva a uma defensividade afiada. Ocorre que o dia traz uma percepção muita aguda de nossas frustrações, bloqueios e inadequações, especialmente frustrações antigas que são acordadas por alguma situação nova, de forma desavisada e nos faz sentir vulneráveis, como se fôssemos tropeçar, a qualquer momento, nos nosso próprios espinhos internos. Entretanto, embora o dia traga esse potencial de ferir ou ser feridos, de nos expor a situações embaraçosas inadvertidamente, também traz um enorme potencial de identificarmos como se manifestam e se desdobram nossas inseguranças mais profundas, propiciando um novo entendimento e compreensão acerca da nossa natureza e nosso lado mais instintivo e, consequentemente, de aceitarmos essa nossa faceta mais frágil e trôpega e nos reconciliarmos com ela. Para isso, é preciso estarmos atentos à defensividade cega, que apenas reage, possivelmente com golpes baixos, às mínimas sensações de “ameaça”, especialmente àquelas mais infundadas. Se nos mantivermos conscientes de nossos processos, poderemos usar as influências do dia de forma criativa e positiva, buscando entendimento e aceitação, ao invés de criarmos alienação e mágoas nas relações – nossa vulnerabilidade, se admitida para nós mesmos honestamente, pode ser um meio de nos aproximar, ao invés de nos afastar das outras pessoas. Contudo, nos momentos de fragilidade mais aguda, talvez valha a pena nos retirarmos temporariamente para nos recompor e analisar a situação com frieza e distanciamento, sem ter que levar tudo para o lado pessoal. No final, adequadmente canalizados, todos os aparentes “revezes” podem resultar em crescimento e maturidade, tanto internamente, quanto nas nossas interações.

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TERÇA FEIRA, 17 de janeiro – A Lua abre o dia em Virgem, em trígono ao Sol em Capricórnio, ficando vazia depois deste aspecto, às 04h12min. Ingressa em Libra às 09h16min, de onde faz quadratura a Mercúrio em Capricórnio. Marte segue conjunto a Quíron e já muito próximo ao quincúncio a Júpiter. Vênus se aproxima do sextil a Plutão. O dia começa de maneira tranquila, enquanto recorremos aos nossos rituais matinais para nos colocarmos no eixo, para resgatarmos um sentido de ordem e organização do nosso ritmo interno e da nossa agenda mundana. Mais, tarde, a Lua ingressa em Libra, sinalizando um período de buscar mais equilíbrio nas relações, na gestão da nossa energia, na atenção que damos a nós mesmos e aos outros… Pelo meio da tarde esse equilíbrio é quebrado por desavenças e contradições entre nossas necessidades por harmonia, beleza e simetria versus alguns ditames externos que cobram praticidade, economia e sobriedade. Esse conflito pode ser expresso externamente e atrapalhar a comunicação entre as pessoas, particularmente no ambiente de trabalho ou mesmo nas relações e parcerias. É importante usarmos de honestidade, mesmo que que não queiramos ferir os brios de ninguém, porque se fingirmos que está tudo bem, quando deveríamos falar, podemos sentir como se nos boicotássemos a nós mesmos e isso fatalmente comprometerá a autoestima e o senso de equilíbrio, tão caro para nós. Apelar para o sarcasmo ou indiretas, além de ser não muito honesto, pode até piorar a situação e a atmosfera geral e aumentar um conflito que não precisa ser tão sério, caso saibamos conter nossas suscetibilidades, defensividade, irritação, senso de autoimportância e receio das opiniões alheias. É possível também experimentarmos uma certa indecisão em relação a compromissos ou outras escolhas que precisemos fazer, porque a cabeça quer uma coisa e o coração precisa de outra e a função do ego é achar o equilíbrio entre os dois, fazer a afinação adequada, a sintonia fina entre essas duas funções importantes. Se, por um lado, precisamos conter um bocado do idealismo exacerbado que nos acomete por esses dias, por outro, também precisamos temperar nossas ideias e propósitos com uma boa dose de beleza e sensibilidade. Em caso de indecisão, a dica é sempre voltar aos nossos valores básicos pessoais, aqueles que fundamentam nossa ação e nossa atitude. Os valores atualmente são de primar pela bondade, a empatia, a beleza e as opções mais criativas, para temperar a necessidade de funcionalidade e economia!

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QUARTA-FEIRA, 18 de janeiro – Marte está em quincúncio exato a Júpiter hoje, enquanto se afasta da conjunção a Quíron e se aproxima da quadratura a Saturno. A Lua Libriana também faz quincúncios a Netuno e a Vênus em Peixes, enquanto briga ainda mais feio com Plutão em Capricórnio e fecha a noite em contatos beligerantes a Urano e a Quíron, mas em conjunção a Júpiter, formando um belíssimo par na madrugada, no horizonte Leste. Marte e Quíron também estão em quincúncio a Júpiter. O dia traz tensões e incongruências complicadas de sanar, porque há uma grande dificuldade na distribuição da nossa energia, uma vontade que oscila demasiado, ora querendo algo com intensidade, ora perdendo o ânimo completamente, para não falar da sensação de inadequação, insegurança e até impotência, que talvez aflija a muitos. Necessitamos tanto de harmonia e prumo e, no entanto, o senso de proporção está capenga, a sensibilidade exacerbada e nós nem sabemos direito o porquê de estarmos tão espinhosos. Temos aquela sensação, um pressentimento de algo fora do lugar, algo errado, embora não saibamos definir exatamente o quê. Há uma forte tendência a comportamentos impulsivos – e compulsivos – o que acende um alerta vermelho para o risco de acidentes causados por imprudência e frustrações mal resolvidas, portanto, faremos bem se contivermos atitudes intempestivas e irrefletidas. Antes de qualquer coisa, é preciso parar e olhar no espelho com seriedade e integridade e admitir para si os próprios sentimentos tumultuados, quaisquer que sejam eles: medo, vergonha, culpa, raiva, frustração, tristeza ou qualquer outro. Porque, se não empreendemos esse confronto conosco mesmos, iremos “transpirar” esses sentimentos e sensações, contaminando as interações e talvez entrando em conflito com pessoas próximas, conhecidas, ou até com estranhos e os resultados serão, possivelmente, mais desagradáveis. Assim, antes de seguir no percurso, talvez tenhamos que parar e retirar a pedra do sapato, o espinho ou o prego enfiado no pé, a dilacerar a carne e a comprometer nosso avanço. A parte boa é que, quando precedemos com esse confronto interno, podemos nos surpreender e descobrir que as coisas são bem mais simples do que pareciam a princípio – a maior parte das vezes nós exageramos muito o tamanho dos problemas e hoje, definitivamente, é um dia propenso a exageros. Às vezes, as coisas PARECEM mais difíceis do que realmente são, porque, da mesma forma que fantasiamos com maravilhas, também fantasiamos com coisas terríveis que, felizmente, só acontecem na nossa imaginação. Por mais que os problemas sejam sérios, talvez se tornaram maiores porque adiamos esse confronto, adiamos a resolução e a decisão necessárias. De qualquer forma, devido à falta de clareza que colore os dias, se não temos certeza de qual atitude adotar, talvez seja melhor mesmo esperar um pouco, pesar todas as alternativas e, quando nos sentirmos mais seguros e livres, fazer o movimento adequado. Descartes diria:”Deve-se evitar toda precipitação e todo o preconceito ao se analisar um assunto e só ter por verdadeiro o que for claro e distinto”.

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QUINTA-FEIRA, 19 de janeiro – Marte em Peixes está em quadratura plena a Saturno em Sagitário. A Lua torna exata a oposição a Urano em Áries e os quincúncios a Quíron e a Marte. A Lua também faz conjunção a Júpiter e sextil a Saturno, ficando fora de curso depois deste aspecto, às 06h57min. O SOL ingressa em AQUÁRIO às 19h24min e logo recebe quadratura da Lua, que ingressa em Escorpião às 20h10, entrando na fase MINGUANTE – A madrugada fica tumultuada, tingida de inquietude e ansiedades que talvez perturbem o sono. Assim, é possível que a manhã comece meio densa, mas precisamos sacudir a ansiedade, fincar os pés no chão e unir as partes, dentro de nós, que parecem desconjuntadas – e nem precisamos nos apressar porque temos o dia inteiro para isso! A Lua está vazia por todo o dia, depois de ter se harmonizado com Saturno, propiciando muitas horas de reflexão sobre os usos que temos dado para o nosso tempo, se há equilíbrio nesse uso, se há cooperação ou resistência com o fluxo da vida. A brandura das horas vazias se faz necessária para abrandarmos a irritação e a impaciência geradas pelos estorvos,  imprevistos e possíveis obstruções à realização dos planos, que porventura experimentemos durante o dia ou na semana. Sentimo-nos, talvez, como o grande peixe se debatendo na rede do pescador. Mas o que não tem remédio, remediado está, diz o ditado. É como aquele outro trocadilho/ditado antigo: você só precisa se preocupar com uma coisa. Ou você tem problema ou não tem problema. Se não tem problema, ótimo, não tem problema. Se tem problema, precisa saber se o problema tem solução. Se o problema tem solução, por definição, não é um   problema; se não tem solução, também não, porque não há o que se fazer! Sim, às vezes precisamos pensar simples e objetivamente! E ter paciência, muita paciência!

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É interessante notar que a Lua “pula” um signo na sequência em que o Quarto Minguante vinha acontecendo. O último que tivemos, em dezembro, ocorreu na quadratura Virgem (Lua) Sagitário (Sol). Agora, a sequência natural seria Libra-Capricórnio, mas isso não ocorre… Talvez porque esse par de signos tenha em comum o apreço pela civilidade, pelos códigos sociais, pelo que é adequado e apropriado socialmente… Será que estamos num momento em que já processamos e assimilamos os questionamentos e a fricção inerentes a esse ângulo? O fato é que pulamos direto para o ângulo Escorpião-Aquário e ocorrendo aqui, o Quarto Minguante simboliza a necessidade de abandonar o desejo da posse emocional, em nome de maior confiança mútua e do desapego; abandonar o desejo de controle que tanto enrijece a vida, estagna os sentimentos e interações; liberar-se da desconfiança e a paranoia que tanto previnem encontros que poderiam tornar a vida mais leve; abrir mão da insistência em permanecer no nível meramente instintivo, ao invés buscarmos a integração com a mente e valores mais elevados; sobretudo, eliminar os sentimentos estagnados e tóxicos, as culpas, ressentimentos, rancores e vinganças, há muito prescritos, mas que insistimos em renovar na caderneta da amargura, que cultivamos e acarinhamos como preciosidades e que tornam putrefatos o coração e a alma, tornando-nos cínicos e amargos e contaminando assim, todas as nossas relações. Verifique você, o que mais precisa eliminar da sua vida, de acordo com a casa do mapa em que o minguante ocorre.

Brooke Shaden Photography - Reprodução

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SEXTA-FEIRA, 20 de janeiro – É dia de Vênus e ela hoje está em destaque, travando uma conversa intensa com Plutão em Capricórnio. A Lua está minguante em Escorpião e se harmoniza com Mercúrio e mais tarde, com Netuno. A influência do dia tem um duplo tom de Escorpião, pelo trânsito da Lua e pelo aspecto Vênus-Plutão. Estando os dois “planetas” femininos tão passionais e intensificados, mulheres, particularmente, podem se sentir mais vigorosas e cheias de estamina, seja física, emocional ou mesmo sexual. Por outro lado, Marte, o planeta masculino, não está em grande forma, navegando por Peixes, signo que não lhe é particularmente favorável, e em quadratura a Saturno. A energia masculina está meio em baixa e talvez isso crie algum descompasso nas relações íntimas, se os parceiros não tiverem empatia e compreensão quantos aos dilemas um do outro. A Lua também é regida por Marte, que está nesse estado um tanto melindroso, o que nos deixa potencialmente mais defensivos quanto às nossas emoções e sentimentos, tendendo a uma maior reserva e ciúme da nossa subjetividade. Ciúmes e sentimentos de posse, aliás, também estão no menu do dia! Olhando de forma mais positiva, a Lua de Escorpião favorece a digestão e processamento emocionais das dificuldades que por acaso tenhamos vivenciado durante a semana e favorece ainda a depuração, incineração e eliminação dos restolhos tóxicos remanescentes dos embates, especialmente por estar na fase minguante, a fase das finalizações. Há coisas que talvez seja melhor deixar minguar morrer, do que insistir na espera.

Danielle Richard - Reprodução

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SÁBADO, 21 de janeiro – De Escorpião a Lua se harmoniza com Plutão em Capricórnio e com Vênus em Peixes. À tarde, ela se irrita com Urano, mas também se engaja em conversas sensíveis com Quíron e com seu dispositor, Marte, ambos em Peixes e fica vazia depois do contato com Marte, às 23h25min. Depois da semana carregada, merecemos um bom descanso, um retiro providencial, uma solitude – coisas nos permitam nos refazer e regenerar. O dia está mais que propício a isso e seremos tolos se não aproveitarmos a oportunidade para tal. Embora o Sol esteja no gregário e ultra sociável Aquário, as companhias precisam ser escolhidas a dedo – se é que queremos companhia! –  porque os contatos são intensificados e tudo o que não for genuíno e profundo, nos deixará com a sensação de termos sido lesados nas nossas aspirações – e a responsabilidade terá sido unicamente nossa! No balanço da semana que passou, compreedemos que, a despeito de algumas insatisfações e insucessos, estamos vivos e operantes e logo, logo, também estaremos mais fortalecidos e resilientes – é só o tempo de as feridas cicatrizarem! Em termos práticos o dia pede atividades às quais nos entreguemos com paixão e vigor; e que toquem as profundezas da nossa alma, transformando qualquer cinismo ou amargor, em serena sabedoria

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DOMINGO, 22 de janeiro – A Lua inaugura o dia vazia em Escorpião. Ingressa em Sagitário às 08h45min e logo se harmoniza com o Sol, através de um sextil. Há incongruências no contato com Urano e ela fecha a noite em quadratura não exata a Netuno, que também está recebendo a visita de Mercúrio, aspecto exato na semana que vem. O domingo nos brinda com um astral mais leve e animado do que tivemos em todos os dias anteriores… É dia de arrumar a mochila e dar uma de andarilho, descobrindo novas paragens, caminhos diferentes, aventuras empolgantes… tudo de forma bem descompromissada. Queremos estar livres, leves e soltos e mesmo que o entusiasmo esteja relativamente contido pelo minguante, há promessa de diversão, alegria e horas ditosas, seja na companhia dos amigos de sempre, sejam propiciadas por encontros e situações fortuitos. Serendipidade, aquela palavra que vem do inglês, serendipity, cabe bem aqui e traduz o dia de hoje! Estejamos abertos! Atividades em locais amplos e espaços abertos e que nos coloquem em contato com a natureza são recomendados.

Uma ótima e serena semana para você!

Deixo você com a música linda de um dos meus artistas preferidos:

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para…

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara…

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Pessoas lindas e queridas, uma rápida atualização sobre meu laptop: de acordo com o técnico, a placa-mãe é passível de reparo, mas ele precisaria ficar com a máquina pelo menso 10 dias, na bancada, ininterruptamente, porque o problema é intermitente – ora aparece, ora não.  Aqui em Cuiabá não é possível alugar um laptop, então, em algum momento ao longo das próximas semanas, vou ficar sem computador por cerca de 10 dias, torcendo para que a coisa se resolva de forma definitiva! Antes disso, farei uma atualização rápida e deixarei avisado aqui! Grata pela compreensão!  🙂
https://www.youtube.com/watch?v=je-RTYbzoEk
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