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Lua Nova e Eclipse Solar em Aquário – Uma Explosão de Novas Ideias

Birth Chart Painting – Reprodução

Hoje, 15 de fevereiro de 2018, tivemos o segundo e último eclipse da primeira temporada de eclipses do ano,  ocorrendo a 27°07′ de Aquário, às 19h05min no horário de Brasília e 21h05min no horário de Lisboa. O outro eclipse foi um Eclipse Total da Lua, em Leão, ocorrido no dia 31 de janeiro, sobre o qual você pode saber mais aqui. É o início do ciclo de Aquário, portanto, é momento de semeadura, de lançar intenções, de começar novos projetos e o que não falta é ideia e atitude!

Este eclipse pertence à Série Saros Solar 150, uma série bastante jovem, que começou em 24 de agosto de 1729. O eclipse de hoje é apenas o membro 17 desta série, de um total de 71 eventos. A série nasceu no Polo Sul e gradativamente se desloca para o Norte – portanto, todos os eclipses desta série ocorrem junto ao Nodo Sul – Entenda melhor o que são eclipses, como funcionam, o que significam e como são suas dinâmicas!

Série Saros 150 – Polo Sul, 24 de agosto de 1729, 14h04min (GMT)

No mapa natal desta série a Lua é Nova a 1°15′ de Virgem. Marte faz conjunção a Júpiter em Câncer e Mercúrio faz conjunção ao Nodo Sul em Leão, sendo ambos, Mercúrio e Nodo Sul, Ponto Médio entre a Lua Nova e a conjunção Marte-Júpiter. A Dra. Bernadette Brady, estudiosa de eclipses, diz dessa família de eclipses que “está relacionada a ideias e à sua expressão entusiasmada. Se este eclipse afeta seu mapa, você será inundada/o por ideias e opções. Parece haver um elemento de urgência e precipitação, mas se você seguir as novas ideias, elas terão um resultado positivo”.

A Lua Nova em Virgem também se opõe a Saturno em Peixes – é necessário uma dose perfeita de centramento e contenção, equilibrada com a capacidade de fluir com o ritmo da intuição e da imaginação para aproveitarmos essas ideias e oportunidades, sem nos deixar afundar no caos e no desperdício das incertezas e das dúvidas sobre nossas próprias capacidades. Essa oposição também fala de um potencial de caos e da dificuldade concreta de lidarmos com as coisas que fogem do controle – mas a melhor forma de lidar com isso é exatamente fluindo com os acontecimentos, desistir de controlar o externo, permanecendo ancorado internamente.

Lua Nova e Eclipse Solar em Aquário – Brasília, 15 de fevereiro de 2018, 19h05min.

Já no mapa da Lua Nova e Eclipse Solar em Aquário que ocorre hoje, a Lua Nova se separa da conjunção a Mercúrio – olha o danado aí de novo! Está em todas!! – faz sextil a Urano em Áries e quadratura a Júpiter em Escorpião. Todos os aspectos são separativos  maior potencial de serem assimilados. O mapa deste eclipse está bem alinhado com os temas da Série Saros à qual ele pertence e amplifica e expande o tema da abundância de novas ideias, das inovações e principalmente da liberação do velho, da capacidade de olhar para o futuro e abrir os braços para acolhê-lo, ou melhor, partir em busca de sua execução. Isso porque Aquário é um signo de Ar, é mental, cerebral, criativo e inventivo e a ênfase que Mercúrio recebe no mapa multiplica todas essas qualidades.

Ponto de atenção: Urano está em oposição ao Ponto Médio entre Saturno e o Nodo Norte. Esse aspecto sugere um aumento acentuado na urgência por liberdade/liberação, rebeldia extrema e uma incapacidade em ouvir a vontade de outros. Como é uma oposição a fricção é maior e mais extrema e brigamos para nos liberar a qualquer custo, mesmo que seja bastante alto! Se não estamos cientes desse desejo de libertação (de nossas próprias crenças, visões, expectativas, ilusões, desejos de controle, relações, atitudes ou o que quer que nos limite), podemos agir de forma tresloucada ou invocar eventos que nos façam romper com o que está nos limitando. Com Urano enfatizado assim, também aumenta a propensão a imprevistos, eventos inesperados, surpresas – sejam elas boas ou más!

Outro ponto importante: O Nodo Norte trafega atualmente pelo signo de Leão e no mapa do eclipse de hoje faz conjunção exata ao Nodo Sul da Série Saros – ou seja, temos um Retorno Nodal Reverso ocorrendo no mapa da Série, que ocorre a cada 18 anos aproximadamente. Para nós, é uma oportunidade de identificarmos a diferença entre nosso caminho de evolução e o caminho de acomodação; de percebermos os padrões que nos prendem ao passado e como tirar proveito deles, como usá-los como ferramentas que são e não como empecilhos. Vale notar que a Série Saros 150 traz o Nodo Norte em Aquário e o Sul em Leão, a ênfase é na comunidade e não no indivíduo; ao contrário do trânsito atual, em que O Norte está em Leão e o Sul em Aquário, aqui é o indivíduo que se destaca e deve ouvir primeiro sua própria voz, ao invés de seguir com a manda. Olhando o cruzamento desses dois posicionamentos no eclipse de hoje, como o indivíduo pode manifestar seus dons únicos e especiais, sua criatividade singular, servindo ao coletivo sem incorrer na hubris, na arrogância de se achar melhor, acima de tudo e de todos? Esse é um dos desafios desse eclipse: como manifestar e concretizar todas essas ideias inovadoras para o bem comum, sem se perder no anonimato, sem se tornar escravo da opinião coletiva.

Mapa Natal do Rio de Janeiro: Rio, 1° de março de 1565, 11h49min.

Pessoas e entidades com planetas e ângulos entre os graus 22 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) e o grau 2 dos signos mutáveis sentem mais fortemente os efeitos deste eclipse. Um exemplo é a cidade do Rio de Janeiro, que passou por um vendaval violento ontem de efeitos catastróficos, um temporal com efeitos de tsunami, como descrito por alguns moradores. No mapa natal do Rio, vemos que há um stellium em Peixes, ao redor do MC e esse stellium é foco de uma T-Square, pois esses planetas fazem quadratura a Netuno no ASC em Gêmeos e a Urano no DC em Sagitário – é simplesmente fascinante esse mapa do Rio, como fascinante é a cidade!

Anel do centro: mapa natal do rio de Janeiro; anel externo: mapa natal da Série Saros 150

Quando comparamos o mapa do Rio de Janeiro com o mapa da Série Saros 150, vemos como o Rio é afetado por esta série.  A primeira coisa que chama a atenção é que o Saturno do mapa da SS 150 faz conjunção próxima à Lua natal do Rio e ativa de forma intensa essa T-Square Natal mutável. Saturno em Peixes faz quadratura a Netuno e a Urano natais do Rio – uma oposição Urano-Netuno no eixo Gêmeos-Sagitário, ativada por um Saturno Pisciano é a própria ilustração do caos! Peixes e Netuno são significadores de inundações e aguaceiros quando ativados negativamente. Outro dado digno de nota é que a conjunção Mercúrio-Nodo Sul também ativam o Saturno natal no mapa do Rio, além do próprio MC – então, é um período desafiador, frustrante, de provações. e ainda, a Lua Nova (Sol e Lua) fazem conjunção a Júpiter em Virgem e também fazem quadratura a Netuno e oposição à Lua em Peixes… São muitos gatilhos acionados e o caos realmente se instalou na cidade com esse vendaval catastrófico e, além de desabamentos, inundações, desmoronamentos, infelizmente pessoas morreram! Uma tragédia maior numa cidade que já enfrenta muitas tragédias cotidianas!

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E por fim, vamos ver que imagem nos traz o Símbolo Sabiano do grau 28 de Aquário (27°07′): “Uma árvore derrubada e serrada para garantir o fornecimento de madeira o inverno”. Este símbolo nos fala sobre como usarmos os recursos sabiamente, sem desperdícios. Dane Rudhyar, astrólogo americano já falecido, nos lembra que o símbolo “remete à vida natural e à capacidade de nos prepararmos para o futuro, usando tanto nossa força física quanto nossa engenhosidade e recursos intelectuais”. O tema básico desse símbolo , segundo ele, é “conhecimento e habilidades usados no seu ambiente natural para a satisfação de necessidades básicas do ser humano”. Aqui também está presente a ideia da sobrevivência, a nossa capacidade de fazer o que é preciso para continuar a vida. Habilidade e capacidade de sobrevivência – como estão as suas? Uma árvore também é um ser vivente, é parte desse planeta e neste caso, é derrubada para que pessoas sobrevivam ao inverno – alguém se sacrifica para que outros se beneficiem. Algo que precisamos ter em mente sempre ao administrar nossos recursos, para que os usemos sabiamente: que sacrifícios foram feitos, por nós mesmos ou por outros, para que estivéssemos e chegássemos onde chegamos, para termos tudo o que temos? É bom levarmos isso em conta para valorizarmos ainda mais nossas oportunidades e recursos!

A última vez que houve um eclipse ocorrendo no mesmo grau 27 de Aquário foi em 16 de fevereiro de 1999 e a última ocorrência de um eclipse da Série Saros 150 foi em 5 de fevereiro do ano 2000, a 16 de Aquário. Você lembra onde estava? O que estava fazendo ou que estava acontecendo na sua vida nesses períodos? Se seu mapa natal recebe aspectos dos eclipses atualmente ativos, certamente coisas importantes ocorreram e ocorrem agora! Mas, se você quiser saber realmente sobre como este eclipse e os demais eclipses deste ano afetam o seu mapa e o que significam na sua vida, venha fazer uma consulta comigo! Além dos eclipses, vamos olhar tudo o mais que está sendo movimentado no seu mapa natal, com as perspectivas e tendências para até um ano! Mande uma mensagem para psicológica.astrologia@gmail.com Com certeza, será um prazer atender você! 😀

Concluindo, o eclipse de hoje nos fala de uma explosão entusiasmada de novas ideias, de inovações e de começos engenhosos, esperando para acontecer, caso tomemos as atitudes que precisamos tomar – nada mau para o início de um novo ciclo, heim?! Também há grande ímpeto de liberação e libertação, que pode se manifestar de forma destrutiva, se não nos conscientizarmos do que é que precisamos nos liberar. Por fim, eclipses têm essa qualidade de intensificar mais as coisas e pode significar muitas surpresas, eventos inesperados, situações chocantes – tudo por causa de Urano e da própria energia do signo de Aquário! Aproveite e libere-se!

Um ótimo novo ciclo para você!

Quem quiser uma versão condensada de tudo isso, eu fiz um vídeo ao vivo na página do Facebook, que depois coloquei no Youtube – está bem amador: não tenho tripé, não tenho nenhum equipamento (anotado para providenciar), mas tem a informação essencial. Aqui está:

Lua Nova em Sagitário – Moldando a realidade

Blossonfab.tumblr – Reprodução

Começamos mais um ciclo lunar nesta segunda, dia 18 de dezembro, às 04h40min no horário de Brasília e às 06h40min no horário de Lisboa. A Lua se renova a 26°31’ de Sagitário, separando-se de uma conjunção a Vênus e estando, Lua e Sol, também em trígono a Urano e em quadratura a Quíron. Mas, mais importante é a conjunção a Saturno, dois dias antes de este ingressar em Capricórnio, o que nos diz que essa lunação vem enfatizar o trânsito de Saturno por Sagitário! É como se, depois de três anos neste signo, ainda temos a chance de finalizar qualquer coisa que tenha ficado pendente a este respeito. Mesmo Saturno ingressando em Capricórnio no dia 20, ainda teremos algumas reverberações de Saturno em Sagitário até que se finde este ciclo da lunação de hoje.

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O ciclo de Sagitário é o período do ano de nos projetarmos no futuro, qual lança ou flecha arremessada muito longe, no espaço a perder de vista, mas num alvo que enxergamos com nossa imaginação e com nossa fé! É o período de ampliarmos nossas possibilidades, nossa percepção da realidade, de buscarmos nos expandir, material e filosoficamente. O trígono a Urano ressalta esse impulso para o futuro, entretanto, a conjunção a Saturno indica que precisamos olhar para este futuro com muito realismo, pragmatismo, pé no chão. Não dá para apostar alto demais sem medir as consequências; não dá para sermos ingênuos – não podemos nos dar a esse luxo! Não dá para fingir que não vemos as dificuldades e limitações que estão diante de nós! Não. Ainda assim, precisamos olhar para o futuro e acreditar que podemos aspirar a melhorias, desde que estejamos dispostos a assumir nossa responsabilidade e a trabalhar muito e conscientemente por tais melhorias! Precisamos ter fé e esperança, mas também precisamos trabalhar duro, e muito!

O grau 26° de Sagitário também é chamado o Centro da Galáxia, seria o “Sol” do nosso Sol, o coração do Sistema Solar! Uma lunação neste grau sugere que precisamos estar mais conscientes, atentos e despertos do que nunca, para nossos propósitos como indivíduos, como também para os propósitos da espécie humana, da vida na Terra. Isso aumenta nossa responsabilidade, não só no âmbito individual, mas também quanto à contribuição humana que damos no lugar em que estamos, naquilo que fazemos, no dia a dia e no longo termo. Qual a contribuição que damos? Aumentamos o peso ou trazemos leveza?

Lua Nova em Sagitário – Brasília, 18 de dezembro, 04h40min

Olhando este mapa mais de perto, além do que já foi dito sobre os aspectos que a Lua Nova faz, vemos que temos seis corpos celestes em Fogo: Urano em Áries e Mercúrio, Vênus, Sol, Lua e Saturno, todos em Sagitário. Apenas Plutão em Terra! Muitas aspirações, muito otimismo e idealismo, mas como vamos concretizar tais aspirações? Temos as condições necessárias? Em alguns casos ou situações, pode ser que resvalemos no oposto da polaridade, e nos tornemos céticos, duros, desconfiados da vida e de suas possibilidades, com medo do que nos espera ao virar da esquina… Um único planeta num elemento, muitas vezes, pode se manifestar com muita força, como mecanismo de compensação.

Também não há Ar neste mapa. Há três planetas em Água, o elemento oposto: Marte, Júpiter e Netuno, mais o asteroide Quíron. Então, não há objetividade para analisarmos e julgarmos as coisas adequadamente, vamos de um extremo a outro, sem conseguir achar o caminho do meio. Um mapa/céu composto de Fogo e Água nos diz há excesso de subjetividade, um olhar unilateral para as coisas, uma falta de imparcialidade. Pode ser então um ciclo em que estamos meio cegos pelas nossas paixões, pelas nossas convicções e crenças, o que requer cautela porque vemos tudo colorido pelas nossas próprias cores, e não como as coisas são realmente, com suas cores reais. Mais uma vez, a presença forte de Saturno aponta para a necessidade de realismo e atenção aos limites. Há que se ter cautela com a expressão de opiniões apaixonadas – característica do trânsito de Saturno por Sagitário e que nestas últimas semanas poderão ficar ainda exacerbadas. Não precisamos ter uma opinião sobre tudo, nem temos que expressá-la aos quatro cantos do mundo via redes sociais! Quem disse que o falamos sobre A ou B é tão notável? E de opinião, logo emitimos um julgamento, uma condenação, às vezes sem nem mesmo estar cientes de todos os fatos e detalhes… Precisamos ter mais humildade! Não somos tão importantes assim! Possivelmente o trânsito de Saturno por Capricórnio nos faça cair mais na “real”, dos exageros que andamos cometendo, em nome de expressar aquilo em que “acreditamos”.

Júpiter, regente da Lua Nova, está atualmente em Escorpião, simbolizando que muitos “podres” que ficaram escondidos por muito tempo agora chegam ao conhecimento público, são discutidos e abordados, para que a própria hipocrisia social seja enfrentada.  embora de uma forma diferente, Júpiter em Escorpião sugere algo parecido ao texto de Saturno em Sagitário: a verdade precisa ser vista, resgatada, purgada, ou nossos ideias cairão por terra, frágeis e ocos!

Além disso, precisamos nos dar conta de que estamos num tempo de transição, no limiar de algo novo, ainda obscuro e incógnito; estamos saindo de um mundo e uma realidade que conhecíamos, entrando num mundo e tempo desconhecidos e períodos de transição são sempre estressantes, porque trazem muita insegurança, muita incerteza, medo! Havemos de nos dar conta do que precisamos fazer, por nós mesmos, e vigiar para não cair presas do medo coletivo. Michael Lutin diz que Saturn representa a ansiedade atual presente na mente da massa e agora Saturno está, ele mesmo, em transição… Nossos medos se modificam junto, mas não podemos deixar que nos dominem e levem a melhor de nós. É necessário nos conscientizarmos sobre eles, para que não rejam nossa vida e nossas decisões. É necessário mantermos e preservarmos o senso de individualidade, num momento em que a massa está sintonizada com o medo, o terror, a rigidez, a intolerância. Num momento em que o discurso se tornou vazio e o falatório opinioso, ensurdecedor, é necessário calar, silenciar, para achar nossa própria voz interna e escutar o que ela tem a nos dizer. Seguir o ritmo to tambor interno, o coração, para nos preservar de batidas ilusórias que nos levarão ao precipício.

Este céu também traz uma forte concentração de planetas num espaço que compreende cerca de 170 graus, entre os signos de Escorpião e Áries, uma formação de Tigela, com Marte na liderança. Esse padrão e o fato de ser liderado por Marte, por um lado, aumenta a subjetividade e a “cegueira” intelectual, a paixão por nossas convicções o que pede mais atenção; positivamente sugere muita determinação e vontade de realizar os objetivos, sejam eles quais forem!

Neste mapa, Sol e Lua fizeram conjunção a Vênus, a beleza, o prazer, a harmonia, a leveza. Logo depois se depararam com o desprazer e a dor representados por Quíron; a percepção de que, mesmo as situações mais prazerosas e felizes às vezes não são suficientes para nos fazer esquecer das nossas chagas e feridas; tiveram ainda um encontro fortuito com Urano, aspirações de mudanças, frescor, novidades; por fim, Sol e Lua encontram, intimamente, a Saturno e precisam – precisamos – fazer um contraponto, uma síntese bastante realista entre – Vênus,  Quíron e Urano entre o prazer, a dor e a elaboração intelectual disso; a leveza e o peso de viver, de estarmos vivos, no aqui e agora, embora aspirando ao futuro e a novas possibilidades.

Portanto, apesar de Saturno entrar em Capricórnio no dia 20, depois de amanhã, muitos temas e assuntos relativos a Saturno em Sagitário ainda estarão repercutindo e ressoando até o dia 16 de janeiro, data da próxima Lua Nova. Que temas são estes? Leis, juízes, magistrados, relações internacionais, imigração, fé, religiões, espiritualidade, filosofias, educação, vida acadêmica, universidades, conhecimento erudito… Tudo o que foi auditado recentemente e no último minuto, ainda sobra uma lauda para escrever, uma questão para pontuar, um último puxão de orelha a dar ou a tomar.

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O Símbolo Sabiano para o grau 27° (26°31’) de Sagitário traz uma imagem maravilhosa: “Um Escultor fazendo seu trabalho”. O tom principal deste símbolo, de acordo com Dane Rudhyar, é a capacidade de projetar uma visão e dar forma à matéria. Analisando este símbolo, Rudhyar nos diz que “nesse estágio, vemos o indivíduo expressar sua individualidade única. Ele tira os materiais do seu ambiente sócio-geográfico e os molda para que revelem a outras pessoas algo da sua vida interior e de seu propósito”.

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Sagitário é um dos signos relacionados à figura do Puer Aeternus, a criança eterna, divina, cheia de potenciais criativos e luminosos. Sua versão moderna é o Peter Pan. Ocorre que Puer tem muita dificuldade de realizar esses potenciais criativos, porque luta com os limites impostos pela realidade, pela encarnação. Enquanto está elaborando, imaginando, suas ideias são brilhantes e perfeitas, mas, uma vez concretizadas, por mais que seja uma obra-prima, não será perfeita, porque é da natureza da realidade e da matéria serem imperfeitas, e a concretização de qualquer coisa se dá através da matéria, então, toda realização, é necessariamente imperfeita. Esse é o desafio do artista e de qualquer um que queira realizar qualquer coisa: lidar com a imperfeição, lidar com o desapontamento de ver seu feito e sua obra não fazerem jus à integridade e ao primor da imaginação e, ainda assim, ele precisa moldar a matéria e realizar sua obra. O Puer precisa crescer e integrar o Senex, o Velho arquetípico, o outro lado da polaridade: é preciso crescer e amadurecer, sem se tornar cínico, descrente, insípido, seco. É preciso amadurecer, mantendo a graça do encantamento, mesmo nos períodos incertos, difíceis, tenebrosos, de terror e dureza.

Sagitário – Owalda Grigas – Reprodução

Nestes últimos anos fomos confrontados com o desmoronamento de muitas das nossas crenças e esperanças, aquelas crenças vazias, aquelas esperanças ilusórias… Muitas não passaram no teste de realidade de Saturno, algumas se provaram verdadeiras e confiáveis. O mundo mudou e está mudando cada vez mais rápido, de modo que o futuro que aconteceria amanhã, já bate na nossa porta hoje, tão vertiginoso é o ritmo das mudanças… Isso é assustador, especialmente porque muitas máscaras caíram e continuam a cair. Contudo, mesmo diante dessa instabilidade, é preciso reavaliar nossos recursos com olhar crítico, rever o curso da nossa jornada, checar a bússola e retomar o caminho, seja o caminho antigo ou um novo, numa mesma direção ou noutra, completamente diferente. Apontar a flecha para o alto, mirar nosso alvo, intuitivamente, mas também objetivamente, sem tirar os pés do chão – só conseguiremos mirar alto e atingir nosso alvo, se estivermos devidamente ancorados, solidamente, na realidade. Realisticamente, apostar feito o artista, que sabe que a matéria não fará jus à sua ideia criativa, e ainda assim, transpor a imaginação para tal matéria limitada e regozijar-se com os resultados. Para dar forma à imaginação, é preciso abrir mão dos ideais de perfeição.

Como diz Rudhyar, “O ‘escultor’ representa o homem como uma intenção individual criativa de deixar sua marca na sociedade. Este é um símbolo da capacidade do homem de transformar a matéria-prima de acordo com sua visão pessoal – assim, é um símbolo de auto-projeção num trabalho ou obra”. E se a matéria é a realidade, estamos falando de moldar nossa realidade, de estar conscientes da realidade que criamos – não estou falando da lenga-lenga da auto-ajuda, mas dos nossos pensamentos, ações e atitudes diários, dos hábitos que não nos damos conta que moldam nossa vida. Como moldamos essa realidade? Estamos conscientes disso?  Este símbolo ilustra perfeitamente os temas dessa lunação, acontecendo em conjunção a Saturno! Precisamos nos responsabilizar pela nossa visão, pelo sonho! A Criança Eterna precisa crescer, enfrentar a realidade, sem se deixar amargar ou paralisar pelo seu peso! A despeito de toda a descrença, dentro e fora de nós, ainda precisamos acreditar na obra criativa que queremos realizar e crer que ela fará diferença, apesar de tudo, ou talvez, por causa de tudo que temos visto acontecer. Insistir na obra criativa, insistir em se melhorar, mesmo com o mundo desmoronando ao redor. Quanto mais enlouquece o mundo, mais sãos e conscientes precisamos estar!

Feliz Novo Ciclo para você!

Johfra Bosschart – Reprodução
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Lua Cheia e Eclipse Lunar em Aquário – Liberte-se do Passado e Olhe para o Futuro!

Birth Chart Painting – Reprodução

A Lua Cheia que ocorre a 15°25’ de Aquário nesta segunda, dia sete de agosto, é também um Eclipse Parcial da Lua, eclipse que precede o Eclipse Total do Sol acontecendo no dia 21 de agosto. O eclipse se dá às 15h11min no horário de Brasília e às 18h11min no horário de Lisboa. A duração total do eclipse é de cinco horas (o penumbral dura cinco horas e o umbral, mais denso, dura 01h55min), e seus efeitos perduram por cinco meses. Este eclipse é o indivíduo 61 – de um total de 82 – da Série Saros 119, iniciada em 14 de outubro do ano de 935 e que termina em 25 de março de 2396. Esta série é antiga, dura um total de 1460 anos e está se encaminhando para o fim, tendo percorrido já três quartos da sua “vida”. Todos os eclipses desta série acontecem no Nodo Sul (1), apontando para precisão de nos conscientizarmos dos padrões emocionais do passado que ainda nos atrapalham na vida presente.

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Eclipses são lunações super-potentes, porque ocorrem sempre na Lua Nova ou Lua cheia e intensificam, e muito, as energias e temas da lunação. Sinalizam o fim de um ciclo e o início de outro, trazendo muitos assuntos a um estado crítico que demanda resolução imediata, especialmente no caso dos eclipses lunares, que ocorrem na Lua Cheia, e que trazem a sensação de um momento crítico nas relações e assuntos que andavam se arrastando anteriormente. Para entender melhor o que são eclipses, leia este artigo.

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Para “sentirmos” como será este eclipse de amanhã, analisemos primeiro o mapa natal da Série Saros 119, levantado para Brasília – a SS 119 nasceu, na verdade, no Polo Sul, mas levanta-se o mapa para a cidade em que se deseja perceber seu ‘impacto’. A série começa com o eclipse ocorrendo no eixo Áries-Libra, um eixo que fala de relacionamentos, com o Sol estando em queda em Libra e a Lua estando no briguento signo de Áries – aqui fala-se, de imediato, da necessidade de mediar as necessidades pessoais, a individualidade, com as necessidades e os quereres dos outros; busca de equilíbrio e necessidade de ser independente e ter autonomia, mesmo dentro das relações afetivas.

Série Saros Lunar 119 – 14 de outubro de 935, 15h25min (horário de Brasília).

O mapa traz muitas  configurações interessantes, algumas delas similares às que vemos “dançando” nos céus atuais: Saturno está em conjunção a Quíron no signo de Peixes (atualmente temos uma quadratura entre Saturno em Sagitário e Quíron em Peixes, que traz temas semelhantes); Júpiter está em Leão em quadratura a Urano em Touro e estes dois planetas ficam em oposição no eixo Áries-Libra até outubro – também é digno de nota que o eclipse desta segunda cai em oposição ao Júpiter e em trígono ao Mercúrio do mapa natal da série; Marte se afasta de conjunção a Plutão, mas está prestes a ficar retrógrado em Câncer, sua queda, além de estar Fora de Limites; e também há um Grande Trígono em Água, envolvendo Vênus em Escorpião – signo de seu detrimento – Saturno e Quíron em Peixes e Marte/Plutão em Câncer. Por tudo isso, podemos dizer que esta série tem como tema básico os relacionamentos, enfatizando o tema primordial de toda Lua Cheia.

Medusa – Reprodução

O feminino está bem zangado neste mapa, com ambos os seus significadores, Lua e Vênus, sendo regidos por Marte e o próprio Marte estando em Câncer – Lua e Marte estão em recepção mútua. Há uma sensação de raiva reprimida e de dor e sofrimento herdados dos ancestrais. O feminino foi violado, mutilado e está intoxicado de raiva e dor, como Medusa, precisando ser resgatado e liberado. Vênus, em Grande Trígono de Água com Saturno e Quíron em Peixes e ainda com Marte e Plutão, sugere a necessidade de se purgar, depurar essa fúria, esse ódio, além de purgar e curar toda a dor e sensação de limitações e fracassos nas relações; há muito pus a ser extraído e vai doer, mas é necessário fazer esse expurgo, do contrário a ferida só irá piorar e apodrecer; é necessário assumir nossas dores e queixas, reconhecê-las e deixa-las ir, abrir mão delas, em nome de um futuro mais leve; é necessário se transformar a forma de viver as relações, de sair das respostas e soluções fáceis do “preto ou branco”, para se perceber que no espectro das relações humanas cabem milhares e milhares, milhões, de nuances e tonalidades diferentes. Mercúrio está conjunto ao Nodo Norte, em Libra e sugere que tenhamos um mínimo de distanciamento racional de todo o drama aquático, se for para conseguirmos tirar proveito e aprendizados de todas as experiências dolorosas. Todos estes são temas que ficam salientados nas próximas duas semanas, particularmente para indivíduos com ângulos ou planetas entre os graus 10 e 20 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário).

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Nos Pontos Médios Plutão faz quadratura ao PM entre a Lua e Saturno e oposição ao PM entre Sol e Saturno – é preciso quebrar as amarras, as limitações e inibições e também abrir mão do controle rígido, seja emocional ou racional; Ebertin (2) diz da “necessidade de depender apenas de si mesmo, de crescer e amadurecer usando a força e fazendo-se sozinho… Sofrimento orgânico e sentimentos de depressão… Separação da mãe ou da esposa”. O Nodo Norte faz quincôncio ao PM entre Marte e Saturno e Marte e Quíron – para crescermos e amadurecermos, teremos que enfrentar nossos medos e pavores, fraquezas e fracassos, vitimismos e desejos de salvação. E ainda: Lilith está conjunta ao PM entre Vênus e Júpiter, os dois benéficos – eu diria que, para podermos aproveitar o melhor da vida, suas alegrias e benesses maiores, precisamos lidar com nossa sombra e infernos pessoais, nossas dubiedades e selvageria. Como diz Jung, “qualquer árvore que queira tocar os céus, precisa ter raízes tão profundas a ponto de alcançar os infernos”. Esse é o recado de Lilith na SS 119.

Em resumo, esta série fala de um Ponto de Mutação muito importante nas relações afetivas, uma transformação que vem do enfrentamento das obscuridades, de conseguir erguer-se do lodo, depois de muito tempo chapinhando nele. Aprendizados!

Dados técnicos e caminho do eclipse de 07 de agosto -fonte: site da Nasa

Agora olhemos para o mapa da lunação de amanhã: a Lua Cheia/Eclipse ocorrem no eixo Leão-Aquário, um eixo que trata da polaridade indivíduo versus grupo, de se sentir especial em contraponto a sentir-se comum e anônimo na multidão; de fazer de si mesmo uma Obra Prima Individual que sirva ao coletivo, sem permitir que esse coletivo nos diga o que devemos ser ou fazer. Aquário é o signo da experimentação, de ousar ser diferente, excêntrico, signo de inovação; é o signo da fraternidade e de se sentir inserido na grande comunidade humana, buscando fazer a diferença. Também é um signo de rebeldia, de surpresas e coisas inesperadas.

A Lua é eclipsada pela Terra, isso significa que recebe a sombra da Terra sobre si. Como a Lua representa as emoções instintivas, sentimentos, necessidades emocionais, compulsões e instintos mais básicos, ao ser eclipsada, temos conteúdos básicos e sombrios emergindo à consciência e ficando mais claros e nítidos à nossa percepção, portanto, o eclipse possibilita muitas “iluminações” sobre nossos impulsos, nossas pulsões e compulsões inconscientes e conseguimos nos enxergar a nós mesmos com mais maturidade, talvez a ponto de nos assombrarmos com aquilo que descobrimos, que estava bem à nossa frente, mas não víamos, por estamos por demais envolvidos e identificados com tais assuntos. Este estado de “assombramento”, entretanto, não deve nos paralisar, mas sim propiciar consciência e mais sabedoria emocional e relacional.

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Além de se opor ao Sol, a Lua também se opõe a Marte, que estão conjuntos em Leão e, em Aquário, a Lua nos pede desapego das identificações egoicas, de nos desprendermos das expectativas individuais para focarmos nas necessidades do grupo e no todo; pede-nos uma visão racional, objetiva e lúcida das situações em que estamos envolvidos, lucidez nas crises que porventura nos atingirem – o pior que podemos fazer é entrar em pânico e nos desesperar. Sugere que as brigas sejam travadas de maneira justa e ética e que a honra individual também esteja a serviço do grupo.

Lua Cheia e Eclipse Lunar Parcial em Aquário – Brasília, 07 de agosto de 2017, 15h11min.

Vênus também se destaca neste mapa, sendo parte de um amplo Retângulo Místico, fazendo uma oposição dilatada a Plutão, sextil a Mercúrio e trígono a Netuno, que também estão em oposição e isso sugere que ainda é preciso cautela com as ilusões que criamos nas nossas relações, que precisamos, mais uma vez, transformar nossos apegos, soltar as dores que carregamos por aí como se fossem bichinho de estimação e que nos impedem de ver as novas possibilidades; é necessário viver as relações de maneira libertária e inovadora, sem apegos, sem seguir os modelos falidos das relações emboloradas.

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A Lua está no Ponto Médio entre Netuno e Plutão e Plutão está no Ponto Médio entre a Lua e Saturno – uma das repetições de temas da Série Saros 119. Além disso, o Sol faz quincôncios a Netuno (separativo) e a Plutão (aplicativo), virando foco de um amplo Yod. O coração e a consciência (Sol em Leão) precisam lidar com o peso da Sombra, da necessidade de transformar (Plutão) os conteúdos inconscientes (Lua) de maneira compassiva, com sensibilidade, com imaginação (Netuno). A Lua, representando nossa realidade emocional, nos diz que precisamos ser o elo entre a imaginação, a magia, tudo o que é elusivo e incompreensível para nós, e aqueles nossos conteúdos mais densos, a força de transformação e transmutação alquímica, de modo que tal realidade emocional seja purificada e reciclada e se torne mais leve de ser vivenciada. Como PM entre Lua e Saturno, Plutão sugere, mais uma vez, que se observe e quebre a necessidade de controle, que se transforme a usura emocional em generosa partilha que toca profundamente a alma do outro e que nos permite viver mais plenamente.

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Saturno, co-regente da Lua Cheia, que no mapa natal da SS 119 está conjunto a Quíron, atualmente faz quadratura a este, além de também se afastar de uma ampla quadratura a Netuno, e traz presente o tema do medo do fracasso, das feridas antigas e ancestrais, difíceis de sanar, que doem e incomodam, mas que também nos ensinam muito sobre nós mesmos e a natureza do humano. Essa ferida tem a ver também com uma crise de fé na compaixão e conectividade humanas, uma crise de fé na nossa capacidade de nos redimirmos de todas essas mazelas. Mas essa crise de fé aponta para a imprescindibilidade de tentarmos e insistirmos, de darmos um voto de confiança à centelha divina em nós e de insistirmos em tornar o sonho visível, concretizável.

Ivan quaroni – Reprodução

O outro co-regente do eclipse, Urano, trafega Áries e tem como único aspecto um trígono que recebe de Saturno, possibilitando o diálogo entre o velho e o novo, diálogo, que é mediado por Quíron, que é “a ponte entre o passado (Saturno) e o futuro (Urano)” (Jude Cowell) (3). Mas Urano também tem estado numa dança louca e caótica com Júpiter e, apesar de o aspecto não estar em orbe neste mapa, logo Júpiter fará oposição a Urano novamente, sinalizando rupturas nos sistemas judiciários, nas instituições religiosas, acadêmicas e na própria instituição “sagrada” do “santo matrimônio”, já que Júpiter está em Libra, signo das relações instituídas e reconhecidas – sim, mudanças de paradigmas no que tange a esses sistemas e às relações. Urano sugere que nos liberemos do passado pesado, dos ranços, das expectativas, do desejo ou tendência de viver relações “certinhas” e controladas, por medo da entrega real e verdadeira; Urano convida a nos desatrelarmos das lembranças de sofrimento, que soltemos recordações e deixemos no passado (Saturno) as histórias passadas e amargosas, usando as dores e sentimentos pesados (Quíron) para pavimentar o chão do caminho que nos levará a esse futuro mais promissor (Urano + Lua Aquário).

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Aquário, sendo um signo de Ar, racional e objetivo, me lembra a outra ponta do mito de Medusa, mencionado acima em referência a Vênus em Escorpião: a deusa Atena, a Deusa da Estratégia e do Pensamento Racional. No mito, Medusa, que era uma mulher jovem e belíssima, foi estuprada pelo deus Poseidon dentro do templo de Atena, que ficou profundamente ultrajada com tal ocorrido; outras versões do mito dizem que não houve estupro e que Medusa manteve relações consensuais com Poseidon. Como Atena era a Filha do Pai, tendo nascido já adulta da cabeça de Zeus, ela se vinga apenas de Medusa – e ela também não iria incorrer na ira de Poseidon! – pela profanação de seu tempo. Como punição, ela transforma Medusa num monstro serpentino, cujos cabelos eram serpentes; os dentes eram protuberantes e a língua bifurcada; mas o pior era o olhar petrificante, que tornava em pedra qualquer vivente que tivesse a má sorte de olhar para ela. Liz Greene (4) diz que o olhar que petrifica é o ultraje do feminino violado, seja o ultraje de Medusa, seja o ultraje de Atena. Medusa representa a paixão incontida e descontrolada, que se entrega em qualquer lugar, sem observar as regras conscientes da razão; as paixões viscerais e instintivas; já Atena representa a racionalidade, a capacidade de conter tais pulsões, porque talvez sejam destrutivas e porque precisam ser vividas com um mínimo de regra; e Atena também representa a capacidade de sermos objetivos e lúcidos nas nossas relações, algo que está bastante enfatizado nesta Lua Cheia e Eclipse em Aquário. Medusa e o feminino zangado e violado precisam ser redimidos e ser integrados, junto com Atena, afinal, as duas, Medusa e Atena, são dois extremos da mesma polaridade: a razão (Atena) e a paixão irracional (Medusa), duas figuras que estão presentes em todos nós e que são arquétipos importantes do feminino, sombrio ou luminoso. Na Lua Cheia de Aquário precisamos nos alinhar com Atena para podermos viver nossas relações de modo mais lúcido e inteligente e menos doentio.

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Por fim, ainda precisamos olhar a última vez que um eclipse da SS 119 aconteceu, porque isso nos dá pistas dos temas que são ativados no nosso mapa – no eixo de casas em que você tem o grau 15° de Aquário/Leão (veja o artigo geral sobre eclipses, cujo link está no segundo parágrafo deste artigo, para saber os significados dos eclipses por casa). O último eclipse da SS 119 ocorreu em 28 de julho de 1999, a 04°57’ de Aquário – você lembra como estava sua vida nesta época?

E ainda olhamos a última vez em que houve um eclipse no grau 16 (15°00’ a 15°59’) de Aquário, porque ele tocou os mesmos planetas e ângulos e certamente os mesmos temas serão acionados, possivelmente em roupagens diferentes, mas ainda assim, serão os mesmos. Quando foi isso? Isso se deu em sete de agosto de 1998 (08/08/1998). Vale a pena olhar para esse período também, para nos prepararmos para novos aprendizados e liberações nesta área de vida. Tanto os assuntos de 1998 quanto os de 199 podem voltar para serem revistos de alguma forma, portanto, fique atento!

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Luas Cheias também sinalizam tempo de colheita e a qualidade da colheita depende daquilo que plantamos e de como cuidamos da plantação ao longo do tempo. Como Aquário é um signo associado a amizades e relações sociais, é possível que tenhamos algumas ‘crises’ ou mudanças e liberações importantes nesta esfera também. Como estão nossas amizades? São fortes, verdadeiras, são equilibradas? Ou são relações de uso e abuso? São relações que mantemos por comodidade, mesmo percebendo que as afinidades já não se mantêm? Se houver questões mal resolvidas e “penduradas” com amigos, tais questões podem vir à tona para serem endereçadas e clareadas de vez!

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Em resumo, a Lua Cheia e Eclipse Lunar em Aquário desta segunda nos convida a nos liberar do passado, a deixar para trás as histórias de dor e fracassos; a celebrar essa liberação e nos abrir a amores novos, sejam os de carne e osso, sejam os amores mais abstratos – inclusive um amor renovado por nós mesmos! Convida a abrir mão dos dramas e a apostar na objetividade, celebrando o tiquinho de lucidez que ainda tenhamos neste mundo louco e também, é claro, a celebrar nossas amizades, que, além da família, são os laços que nos sustentam!

E ainda, períodos de eclipses costumam trazer tensões, incertezas, instabilidades. Convém fazer exercícios de aterramento, meditação, yoga, ou o que funcionar para você. É aconselhável evitar decisões drásticas ou agir por impulso, porque as emoções estão mais afloradas e há propensão a maior imprevisibilidade e caos nas situações em geral – nada para nos deixar em pânico! Lembre-se, todo ano temos pelo menos quatro eclipses e temos sobrevivido até aqui, portanto, centramento e serenidade fazem toda a diferença!

Feliz Lua Cheia para você! Aproveite e termine o que tem que terminar, finalize os ciclos, deixe o passado no passado e olhe para o futuro!

 

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(1) Site da Nasa: https://eclipse.gsfc.nasa.gov/LEsaros/LEsaros119.html

(2) Reinhol Ebertin – The combination of Stellar Influences

(3) Jude cowell -https://judecowellastrology.blogspot.com.br/

(4) Liz Greene – the Astrology of Fate

A Semana Astrológica – Nosso pior inimigo

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Semana de 12 a 18 de junho – Semana de Lua Minguante, que sinaliza tempo de limpeza, encerramentos e avaliações. Há também uma sensação de peso , insegurança e decepção conosco mesmos e nossa ingenuidade. 

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Começamos uma semana de Lua Disseminadora e posteriormente, Minguante, que traz também o Sol Geminiano em oposição a Saturno – ai, ai, ai, lá vamos nós de novo para o confronto com o Mestre do Tempo! Mas depois de encarar o Velho, sacudimos a poeira e nos deparamos com o novo e oportunidades de usar os revezes como escada para nossa melhoria. O Sol fecha a semana em quadratura não exata a Quíron, então, esta semana traz alguns desafios à nossa autoconfiança, vitalidade, resiliência e força de vontade. Bater de frente e espernear não vai resolver. Se o Senhor do Tempo diz que é melhor esperar, não ganhamos nada em tentar burlar suas leis. Esperemos e contenhamos nossa frustração – ela tem muito a nos ensinar! E uma lição que precisamos relembrar é que, muitas vezes, nós somos nosso pior inimigo, quando nos deixamos abater pelo negativismo e pela auto-dúvida. O fim de semana está especialmente sensível, porque a Lua ao trafegar por Peixes, potencializa a retrogradação de Netuno e a oposição Sol-Saturno, condição em que fica minguante no sábado. Já o domingo traz propensão a conflitos e embates.

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Mercúrio vem atrás do Sol, transformando em conceitos todas as experiências vivenciadas por este Sol e por ele mesmo. Nesta semana Mercúrio faz trígono a Júpiter, quadratura a Netuno, quincôncio a Plutão e também se opõe a Saturno, de modo que nossa mente oscila bastante entre o entusiasmo desmesurado e irrealista e as dúvidas subsequentes; posterior aos exageros vem a consciência de que talvez tenhamos metido os pés pelas mãos e agora temos que arcar com as consequências do que dissemos sem pensar. Saturno demanda que definamos mais claramente nossa forma de pensar e nos comunicar, que sejamos mais responsáveis e menos relapsos na comunicação e nos aprendizados, estudos e também ao lidar com leituras, escritos, papeis em geral. Talvez tenhamos alguns dias de muito pessimismo, em que tememos que nada vai dar certo e isso pode nos deixar um tanto deprimidos. Contudo, se conseguirmos controlar essa negatividade, podemos usar esse momento para averiguar com realismo as situações diversas em que nos encontramos, de modo a perceber o que está ou não funcionando, para fazer as devidas correções. Positivamente, são dias favoráveis para pesquisas e atividades mentais que requeiram disciplina, concentração e seriedade.

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Vênus anda se refazendo no conforto de Touro. Está ultra sensual e muito conectada com os prazeres e deleites simples da vida, algo que favorece bem o Dia dos Namorados na segunda-feira. Mas pelo meio da semana ela lida com alguma insegurança, bem inconsciente, um tipo de dúvida latente sobre se não seria melhor pegar a estrada numa nova aventura, ao invés de focar tanto na segurança e confortos de uma vida “estável”. Vênus faz sesqui-quadratura a Saturno e fecha a semana em quincôncio bem próximo a Júpiter.

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Netuno estaciona a 14°15’ de Peixes na quinta-feira, para entrar em movimento retrógrado na sexta. Erin Sullivan diz que Netuno, quando retrógrado, “nos convida a retornar ao útero, ao estado de incubação e no fim, renascer”. Como sabemos, a retrogradação de qualquer planeta sinaliza um tempo de revisão dos seus assuntos e temas. Netuno rege nossos sonhos e fantasias, os anseios de fusão com o Divino, através do outro ou de experiências transcendentais; os estados de encantamento em que desejamos nos perder e diluir no outro, aniquilando o senso de separatividade. Netuno representa a busca pela experiência da unidade, da comunhão com a vida como um todo, daí sua associação com a espiritualidade e o misticismo. Mas ele também simboliza os engôdos, os anseios enganosos, a diluição do ego através de decisões equivocadas, que pareciam perfeitas no momento em questão; está ligado aos medos irreais, às epidemias, aos estados de caos, dissolução e subversão.

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Este ciclo de retrogradação ganha ênfase porque a Lua estará em conjunção exata a Netuno dia em que ele entrar em retrogradação, de modo que seus temas saem da esfera do meramente coletivo, para o pessoal – sentimos essa movimentação de maneira indiscutível, como uma vulnerabilidade mais acentuada, um anseio mais pungente por salvação e redenção. Assim, até 22 de novembro estaremos fazendo uma profunda revisão dos nossos sonhos e fantasias, dessa busca por unidade. É um momento de “cair na real” a respeito de ilusões que viemos alimentando nos últimos meses e perceber por que nos deixamos enganar. Talvez nos sintamos nus e vulneráveis, mas isso é necessário para nos livrarmos do senso de onipotência com que o ego possa ter se identificado na busca desenfreada e cega por tais ilusões, seja de poder, de sucesso, fama, engrandecimento pessoal, apaixonamento e encantamento por um outro ou por qualquer outra ideia ou projeto com o qual tenhamos nos envolvido sem enxergar sua realidade. Qualquer desapontamento não deve ser visto como um fracasso pessoal ou punição dos deuses, mas apenas um desnudar das ilusões, essencial ao nosso processo de crescimento. Os planetas exteriores, de maneiras diferentes, vão tirar de nós tudo aquilo que esteja atrapalhando nosso desenvolvimento, a evolução da alma. No caso de Netuno, isso ocorre de forma sutil, lenta, quase imperceptível e geralmente estamos tão encantados com o processo todo, que só nos damos conta da “esparrela” em que caímos, quando já é tarde demais para voltar atrás. E não adianta chorar e se lamentar, porque no fundo, a alma e o inconsciente, de certa maneira, conspiraram contra o ego, ou seja, inconscientemente, nós mesmos criamos o cenário e o enredo de perdas, fracassos, desilusão pelo qual navegamos presentemente – compactuamos, fomos ao encontro e nos tornamos “cúmplices” daquele/s que nos enganou/enganaram. Por mais doloroso que seja para o ego soltar e se desapegar de tais coisas com as quais estávamos identificados – posses, propriedades, opiniões, imagem, emprego, relacionamentos, etc – eles serão levados para que percebamos que nossa existência não depende disso, que somos muito mais do que tais identificações ilusórias, por mais penoso que seja a experiência toda. Com Netuno retrógrado as ilusões talvez se tornem mais claras, especialmente se Netuno está fazendo contatos a planetas no mapa natal e se o aspecto já ficou exato com Netuno direto. Soltar e se desapegar, ao invés de resistir – é o melhor que podemos fazer.

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A Lua abre a semana na fase Cheia em Capricórnio. Torna-se Disseminadora em Aquário na terça-feira e entra na fase Minguante a partir de Peixes, no sábado. Fecha a semana já em Áries, digladiando-se com Marte, Júpiter e Plutão.

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SEGUNDA-FEIRA, 12 de junho – A Lua está na fase cheia, em Capricórnio. Hoje faz conjunção a Plutão, quincôncio ao Sol, sesqui-quadratura a Mercúrio, sextil a Quíron e quadratura a Urano, ficando vazia depois da briga com Urano, às 14h47min. Ingressa em Aquário às 19h45min e fecha a noite em quadratura a Vênus em Touro. O dia dos Namorados está um tanto tempestuoso, com uma Lua nada romântica. Pelo contrário, o clima está meio pesado e sisudo e, mais do que isso, com a conjunção a Plutão – aspecto que a Lua faz todo mês e que sinaliza um momento denso de entrar em contato com nossa sombra, desejos de poder, de controle e, em última instância, necessidade de transformação – precisamos lidar com emoções sombrias e intensas que emergem do inconsciente. O dia fica então colorido por fortes contradições: desejos de nos comprometer seriamente, versus o impulso de preservar a autonomia, o movimento e a liberdade pessoal. Talvez não nos sintamos particularmente românticos no dia de hoje, porque nos deparamos com algumas verdades dolorosas a respeito de nós mesmos, nossas necessidades e algumas discrepâncias na relação com o outro; talvez não percebamos, mas é possível que estejamos muito exigentes e coloquemos sobre o outro altas cobranças, ciúmes, tentativas de controle e, claro, tudo isso pode gerar muitas tensões e até azedume nas relações. Por outro lado, se formos capazes de ser honestos e confrontarmos nossas carências infantis, percebendo que elas são exatamente isso, carências infantis, e que o outro não é responsável por resolvê-las, temos chance de crescer mais um pouco e, ao invés de crise, podemos aprofundar essa relação, aumentar a cumplicidade com o outro, respeitando sua individualidade e independência sem nos sentir ameaçados por isso. Vale a pena fazer um exame cuidadoso se há uma crise real em curso, ou se são apenas nossas inseguranças que estão exacerbadas hoje. À noite a Lua está em Aquário e sinaliza que as celebrações românticas sejam inovadoras, diferentes; que se busque surpreender o outro com uma nova faceta de nós mesmos e que também nos deixemos surpreender, pondo de lado preconceitos, rótulos e abrindo-nos à experimentação. Repetir o enredo dos anos anteriores é receita de confusão! Ouse, faça algo diferente, saia da mesmice, fuja dos estereótipos e dos scripts ensaiados! Não existe um único modelo ou formato de amor e de relação, cada pessoa tem um jeito único e especial de amar. Portanto, não almeje ser ou ter uma relação “perfeita” ou igual à do Fulano ou do Beltrano! Respeite a sua natureza e a natureza do outro e assim, a relação também será única e as diferenças, ao invés de serem um problema, enriquecerão as trocas afetivas.

reprodução – desconheço o autor

TERÇA-FEIRA, 13 de junho – Mercúrio está em trígono pleno a Júpiter. De Aquário a Lua faz quadratura à Vênus Taurina, quincôncio a Marte em Câncer e entra na fase Disseminadora ao fazer sesqui-quadratura ao Sol Geminiano. A Lua ainda faz trígono a Júpiter em Libra e, como Mercúrio também está em trígono a Júpiter, temos formado um Grande Trígono em Ar. Saturno vai se aproximando da oposição ao Sol. A despeito do peso que andamos sentindo, o dia traz um pouco de leveza, que nos ajuda a espairecer e a nos motivar um pouco para enfrentar os desafios que já vislumbramos ali à frente. É como se tivéssemos a chance de um descanso, uma pequena trégua em que podemos relaxar, antes de voltar às armas. Os pensamentos ganham asas e temos a coragem de expressá-los mais abertamente; também vamos em busca de novos contatos e relações, aspirando encontrar, talvez, respostas para nossas dúvidas e indagações filosóficas, ou simplesmente oportunidades de ampliar um pouco nossas possibilidades e alternativas. É um bom dia para ler sobre novos assuntos ou autores, comunicar-se, escrever sobre nossos questionamentos, sair um pouco da rotina, inspirar novos ares ou, simplesmente, relaxar um pouco, sem culpas ou cobranças, como uma maneira de aliviar a pressão, mesmo sabendo que logo devemos retomar a caminhada. Assim, aproveitemos porque “o segredo do êxito está em preparar-se para aproveitar a ocasião, quando ela se apresenta”.

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 14 de junho – A Lua, Disseminadora em Aquário, abre o dia ainda em formação de Grande Trígono com Mercúrio e Júpiter, durante a madrugada. Durante o dia faz trígono ao Sol e sextil a Saturno. O Sol está em oposição próxima a Saturno e a Lua hoje media esse embate. Saturno e Urano estão em trígono entre si e Júpiter em quincôncio a Netuno. Muitos dos desafios que aparecem no caminho tornam-se em oportunidades se forem vistos com olhos inovadores e com a dose adequada de criatividade – esta é uma maneira de vermos nossas dificuldades, que hoje já se mostram bastante duras. Mas não devemos deixar que nos soterrem debaixo de seu peso. O dia oferece possibilidades de olharmos nossos problemas e limitações com muita lucidez e distanciamento, sem nos identificarmos demais com eles, de modo a conseguirmos soluções inusitadas e diferentes daquelas já tentadas no passado. E mesmo que nos sintamos “castrados”, sabemos que precisamos, de alguma forma, “castrar” realmente os excessos, para podermos focar naquilo que realmente vale a pena. É necessário filtrarmos nossas aspirações de futuro, priorizando e disseminando aquelas que são de fato, realizáveis, mesmo que tenhamos que esperar um pouco para executá-las. Nesse meio tempo, podemos fortalecer nossa rede de contatos, podemos nos preparar melhor e ganhar consistência quanto à informação e conhecimento necessários à realização dos objetivos!

Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 15 de junho – O Sol Geminiano está em oposição plena a Saturno em Sagitário. A Lua Aquariana se harmoniza com seu dispositor moderno, Urano e fica fora de curso logo depois, à 01h40min. Ingressa em Peixes às 06h18min, de onde se afina com Vênus em Touro, harmonizando-se também com Marte em Câncer, regido por ela. Netuno estaciona às 07h09min para dar marcha à ré, amanhã. As enganações e ilusões a que nos expomos recentemente nos são atiradas na cara, pois agora enxergamos a realidade mais limpidamente e possivelmente nos damos conta de que andamos ignorando alguns dos nossos limites, por estarmos demasiados fascinados com expectativas que agora se revelam vazias. Além disso, também precisamos lidar com os limites impostos por outros – chefias, autoridades, figuras acima de nós – ou mesmo por nossas circunstâncias, num momento em que nos sentimos particularmente vulneráveis e sensíveis, espremidos entre obrigações, deveres e aquilo que realmente gostaríamos de estar fazendo e vivendo. Entretanto, por mais que nos sintamos pressionados, desmotivados e isolados, não é o caso de entregarmos os pontos e desistirmos da luta. Mais uma vez, trata-se de um teste à firmeza e consistência da nossa vontade e dos nossos propósitos; uma prova sobre se já conseguimos o equilíbrio adequado entre as obrigações sociais e profissionais e o compromisso conosco mesmos e nossa consciência; de sermos leais a nós mesmos, a despeito das negativas e recusas que ouvimos mundo afora. Fisicamente, talvez nos sintamos muito cansados, exaustos, até, com uma desconfortável sensação de sermos mais mais velhos e “gastos” do que realmente somos. Tal sentimento aumenta a impressão de peso, derrota e isolamento. Contudo, não precisamos nos sentir vitimizados ou alienados, ao contrário, podemos aproveitar esse período para trabalhar a nós mesmos e às nossas inseguranças e inadequações que, diferentemente do que pensamos, não estão assim tão visíveis e evidentes para o mundo como estão para nós. E se de fato, são evidentes para nós, aproveitemos a chance de burilarmos e refinarmos esse diamante bruto que somos nós.

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SEXTA-FEIRA, 16 de junho – Netuno entra em retrogradação hoje e só volta ao movimento direto em 22 de novembro. A condição estacionário-retrógrado de Netuno é potencializada pela conjunção da Lua, que também faz quincôncio a Júpiter em Libra, sextil a Plutão e quadratura a Mercúrio em Gêmeos, que hoje também está em quincôncio pleno a Plutão. O Sol segue em oposição a Saturno, começando a se afastar. O dia traz o tom da vulnerabilidade. Uma sensibilidade extremada, que nos permite descerrar as cortinas que separam mundos, dimensões e as diferentes “realidades”. Nostalgia, anseios profundos, contradizem a consciência que quer permanecer fincada na racionalidade. Mas ao insistir nisso, perdemos a possibilidade de dialogar em diferentes linguagens e ampliar a percepção, para que possamos ir além daquilo que os olhos físicos podem alcançar. Sentimo-nos presos por um torpor, um cansaço físico que reverbera do langor que começa na alma, como uma pré-embriaguez, em que ainda estamos parcialmente conscientes, mas oscilantes, misturando estações, tentando fugir da realidade com seus tons de cinza escuro, buscando as cores caleidoscópicas das esferas mágicas e sobrenaturais. Mais do que sensíveis, estamos sensitivos e captamos influências extra-sensoriais. Contudo, embora a intuição esteja especialmente aguçada hoje, vale a pena deixá-la assentar antes de tomar atitudes práticas, porque as percepções entre realidade e fantasia estão por demais borradas e misturadas e podemos confundir intuição com desejo ou anseios impossíveis. Se não está propício para lidar com coisas e situações práticas e que demandem lucidez, por outro lado, o dia favorece as atividades artísticas e criativas em geral, exatamente por causa da sensibilidade e imaginação super afloradas e na arte, sim, tudo é possível e podemos, de fato, soltar as rédeas da nossa imaginação, da percepção mágica e extra-sensorial e expressar a beleza e o sublime que se derrama de nossa alma.

Igor Morski – Reprodução

SÁBADO, 17 de junho – De Peixes a Lua faz quadratura a Saturno em Sagitário e depois ao Sol em Gêmeos, entrando na fase Minguante – a Lua vira foco de uma T-Square Mutável, que tem por base a difícil oposição Sol-Saturno. A Lua fica vazia depois da quadratura ao Sol, às 07h33min e ingressa em Áries somente às 13h55min. O dia está melindroso e modorrento. Há um forte conflito entre a razão e o sentimento; entre o sonho e a realidade. Dores e indisposição física nos fazem sentir pesadões, como se o corpo fosse mais uma prisão e não um invólucro sagrado da alma. A indisposição física tem origens mais profundas: nasce da indisposição emocional, por sua vez advinda dos muitos embates recentes com nossas inseguranças, temores, desesperança e vacilações. Nesse estado de prostração, nem queremos sair da cama, imagine então, de casa! Quem puder, faz bem, se de fato tirar algumas horas para refletir mais profundamente sobre tal prostração, sobre as inseguranças e desejos de evasão do mundo. O Minguante nos pede que abramos mão do desejo de que outros cuidem e se responsabilizem por nós ou por nosso bem-estar; deixar ir os escapismos, as fugas da realidade, a busca inconsequente e autodestrutiva por auto-dissolvição; abrir mão dos delírios e vontade de que tudo se resolva magicamente, sem que precisemos nos esforçar pelas melhorias; e aceitar a realidade tal como se apresenta, para poder transformá-la ali na frente. Eliminar os vícios e propor-se a uma limpeza real na alma e no coração, para que possamos deixar o terreno limpo e fertilizado para a plantação de novos sonhos e projetos, passíveis de serem realizados concretamente e não apenas falácias aventadas para ganharmos tempo diante de nós mesmos. Em termos práticos a manhã pede que peguemos leve, porque há tendência a contratempos, imprevistos e desperdícios. À tarde ficamos mais animados porque sentimos nossa energia medianamente revigorada e estamos aptos a realizar as atividades que porventura tenham ficado em standby pela manhã!

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

DOMINGO, 18 de junho – O Sol Geminiano está em sextil exato a Urano em Áries. A Lua está em Áries e faz quadratura a Marte em Câncer – ambos estão em recepção mútua, um morando na casa do outro. A Lua ainda faz oposição a Júpiter em Libra e quadratura a Plutão em Capricórnio e temos então formado uma ampla Grande Cruz Cardinal. Depois de alguns dias de modorra, inseguranças, melindres e choradeiras, o domingo traz uma disposição completamente diferente: tem muito dinamismo, atividades, movimentação e também belicosidade no ar. Queremos e tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo e acabamos criando algumas confusões, devido à inabilidade de ouvir o outro e de negociar. Queremos o que queremos e queremos AGORA! Não importa se não depende do outro, porque, feito criança birrenta, estamos surdos e alheios à razão e aos argumentos do bom senso. Meu nome é umbigo e eu esqueço até que o umbigo tá grudado num corpo. O outro problema é que no nosso entusiasmo e impaciência, não percebemos que aquilo que é bom para nós não necessariamente agrada ao outro e vamos em frente, impondo nossa vontade alegremente, como se soubéssemos o que é melhor para todos, criando antipatias, algumas confusões e conflitos de vontades. Se pararmos um pouco e conseguirmos olhar para os lados, perceberemos que podemos conciliar as várias atividades e vontades, desde que cada lado esteja disposto a ceder um pouco, do contrário, azedaremos o domingo, as brincadeiras e a possibilidade de descanso e da boa convivência. Viva e deixe viver pode ser um bom lema para o dia, respeitando a diversidade de opinião e de desejos uns dos outros. Em termos práticos, o dia pede cautela, porque estamos muito impacientes e impulsivos e imprudentes e nesse estamos podemos nos expor a acidentes e conflitos perfeitamente evitáveis e dispensáveis!

Desejo a você uma ótima e serena semana!

Nota: pessoal, fiquei duas semanas sem publicar o texto da Semana Astrológica. Desculpem, mas estava impraticável! Precisei fazer uma reforma em casa, que era para durar duas semanas e virou um mês – e eu morando junto com a reforma! As duas últimas semanas foram as mais difíceis, porque estava acabando e eu fiquei quase que completamente em função da obra, indo a todo momento comprar algo que faltou. Cheguei a ir na loja para comprar 4 parafusos – literalmente! – quem já passou por reforma sabe como é! Você pergunta para o pedreiro a cada vez que vai na loja de material de construção: “falta mais alguma coisa?” – “Não, agora é só isso mesmo!”- Daí, você mal entra em casa e tem que sair de novo (rsrsrsrs). Depois vem a faxina e colocar tudo no lugar – outra parte exaustiva – até hoje tem um canto da sala com montes de coisas empilhadas! No meio de tudo isso, ainda estava fazendo um curso de Florais… Enfim, a reforma ficou ótima. Reformei minha cozinha, que era algo que eu queria fazer há muitos anos e ficava hesitando. Mas a reforma do exterior só ocorre como consequência da reforma e renovação interior! Estou bem feliz com o resultado! Agradecida pela compreensão!

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Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

 

Lua Cheia em Sagitário – Além do Arco-íris

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O ciclo de Gêmeos culmina na Lua Cheia de Sagitário, que acontece nesta sexta-feira, dia 09 de junho, às 09h10min no horário de Brasília e às 13h10min no horário de Lisboa. A Lua atinge seu apogeu de reflexão da luz do Sol no grau 18°53’ de Sagitário – tecnicamente, grau 19. Essa lunação se dá em quadratura separativa a Netuno em Peixes – que é foco de uma T-Square Mutável, já que recebe as quadraturas de Sol e Lua – conjunção ampla a Saturno e trígono mais amplo ainda – quase dez graus – a Urano em Áries.

É uma Lua que traz um tom agridoce. Explico: uma Lua Cheia em Sagitário sinaliza um tempo de celebração, de revigorar nossa fé, alegria, entusiasmo e confiança na vida e no futuro! O espírito está elevado e a inspiração, mais elevada ainda! É uma lunação marcada pelo bom humor e tem nuances de festa, diversão, aventura! Sagitário é também um signo d expansão seja em termos materiais, quanto intelectuais ou espirituais. Gêmeos-Sagitário formam o eixo do conhecimento, em que um é o conhecimento prático e funcional – a mente – e o outro é o conhecimento do espírito – a intuição.

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Além disso, temos Vênus em Touro – majestosa em sua casa luxuosamente simples e confortável – em harmonia com Marte em Câncer, nem tão majestoso assim, já que está num signo desconfortável para ele, mas mesmo assim, muito romântico e protetor! Esse aspecto entre os dois traz, além da possibilidade de harmonia entre os sexos e nos relacionamentos, a capacidade de desfrutarmos dos prazeres e deleites da vida e algum enraizamento, já que Vênus está em Touro. aumenta a capacidade para o prazer, o gozo e alegria!

Arcano XX do Tarô – O Julgamento

Outro ponto que realça a qualidade otimista e exagerada dessa Lua Cheia, é o fato de Júpiter estar estacionário, preparando-se para voltar ao movimento direto em Libra. Isso faz com que os assuntos e temas da lunação de Sagitário sejam catapultados a outras alturas! Os temas da justiça, das leis e dos juízes se tornam muito salientados e sensíveis – tudo parece ocorrer em câmera lenta e todo acontecimento ganha proporções gigantescas – para o melhor ou para o pior! Pessoalmente precisamos cuidar com os exageros. Já em termos coletivos, o Julgamento está em curso e nada escapa aos olhos da justiça – quem se safar da justiça humana, confrontará a divina – em dobro!

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Entretanto, além dos aspectos que a Lua faz a Netuno e a Saturno, o Sol Geminiano está em quincôncio pleno a Plutão em Capricórnio – e a Lua faz um semi-sextil a ele. Portanto, essa é uma Lua que precisa conciliar sonhos, ideais, fantasias com a realidade; harmonizar sombra e luz, consciente e inconsciente. Como se exaltar e se regozijar, sem perder a noção, sem nos deixarmos levar pelo exagero, por delírios ou devaneios sem fundamento?

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O desafio é como que nos motivamos e nos animamos a buscar nossos sonhos, como miramos no alvo, certificando-nos que estes sonhos são mais do que ilusões ou quimeras; como vivemos a realidade, com toda a sua dureza, sem nos endurecer, sem perder nossa capacidade de esperançar, de acreditar, tanto em nós mesmos como na boa fé do outro ser humano; como, a despeito de todas as decepções e fracassos passados, não perdemos a fé no elemento humano e na sua evolução. Como mantemos a inocência das crianças, depois de termos visto tantas atrocidades e vilanias; como insistimos em nos melhorar, quando ao nosso redor tudo parece se deteriorar; como insistimos em ser bons, em viver na bondade e na generosidade de espírito, se tantas vezes sofremos os efeitos do mal e da mesquinharia – dentro e fora de nós. É a vitória da fé, da confiança, da esperança de que tudo tem um sentido maior, mesmo que nossa pequena compreensão humana não consiga abarcar ou alcançar. Nós geralmente medimos a vida e o mundo dentro da nossa própria perspectiva limitada e esquecemos que a vida, o mundo, o universo, vão muito além de uma mera vida humana e, dentro dessa perspectiva, tudo está certo, tudo está como deveria estar. Nisso precisamos confiar.

Charles Paul Landon – Icarus and Dedalus – reprodução

Essa Lua Cheia me lembra o mito de Ícaro, para que não conhece ou não lembra, vou contar resumidamente esse mito (1). Ícaro era filho de Dédalos, que construiu o labirinto do Minotauro, com a ajuda de seu filho, a pedido do Rei Minos – você pode ler um pouco dessa história o texto sobre o signo de Touro. Quando Minos soube que Teseu matou o Minotauro e conseguiu sair do labirinto, prendeu Dédalos e Ícaro no labirinto, em Creta. Sabendo que Minos controlava tanto o mar quanto a terra, Dédalos, que era um grande e habilidoso artesão, fez para si e para Ícaro asas que juntavam penas de várias aves, fixadas com cera, para que assim, pudessem fugir do labirinto e de Creta. Antes de alçar voo, Dédalus alertou a Ícaro que não voasse alto demais, pois o calor do sol poderia derreter a cera e descolar as asas; também não deveriam voar muito baixo, pois a umidade do mar poderia também desmanchar o artefato. Assim, alçaram voo em direção à liberdade. Porem, Ícaro ficou encantando com o fulgor do Sol e seguiu em sua direção, sentindo-se como um deus. Esqueceu-se dos conselhos de seu pai e voou alto, alto demais, deslumbrado que estava com o Sol. Logo a cera de suas asas começou a derreter e ele caiu e morreu no mar que posteriormente foi nomeado em sua homenagem: Mar Icário. Dédalos, ao não ver mais o filho, preocupou-se e chamou-o muitas vezes, mas já era tarde. Viu apenas as penas flutuando sobre as ondas. Mesmo assim, Dédalos conseguiu chegar à Sicília e lá enterrou o corpo do filho.

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Como sabemos, Sagitário é um signo das alturas, das infinitas possibilidades. É o signo do Puer Aeternus, o arquétipo da Criança Divina, modernamente conhecida como Peter Pan. Ícaro é mais uma faceta desse arquétipo. As asas simbolizam a criatividade, a liberdade e a capacidade de voar acima dos nossos limites terrenos, representado pelo labirinto e pela ilha – lembra da expressão asas da liberdade, asas da imaginação? Mas os problemas começam quando nos empolgamos demais e esquecemos que tais limites continuam valendo, que não podemos ser arrogantes e achar que somos deuses, voar alto demais. Esse é um tema básico para quem tem Sagitário forte no mapa: as grandes aspirações, o alçar grandes alturas e depois se ver em queda livre, vertiginosamente, porque esquece-se os limites básicos, as regras do voo – mesmo os pássaros obedecem regras de voo, porque sem elas, o voo é sempre desastroso! E esse é o desafio de Sagitário e de todos nós nas próximas semanas: alçar o voo sem esquecer das regras básicas, sem incorrer na arrogância de achar que viramos deuses e agora podemos tudo, inclusive chegar ao sol, chegar a ser Deus, em carne e osso.

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O outro desafio é celebrar, apesar das decepções e desapontamentos. Celebrar – não como no ditado “como se não houvesse amanhã”, ao contrário, exatamente pensando no amanhã, que pode ser melhor, porque vamos nos esforçar para crescer e melhorar; perceber as pequenas vitórias ao longo da caminhada e se regozijar por elas; encarar a realidade, crescer com ela, sem perder o espírito-criança, genuíno e inocente, mas nunca ingênuo!

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Como Saturno está forte neste mapa, a Lua Cheia joga luz e realça, mais uma vez seu trânsito por Sagitário. E aqui precisamos ter um cuidado: o de não incorrermos nas cobranças excessivamente duras conosco mesmos ou com outros – Saturno -e o Senex, o outro lado do Puer, o Velho. Também precisamos cuidar para não nos prostrarmos diante de algumas decepções, perdas, dificuldades… Já falei em outros textos que signos Mutáveis – especialmente Gêmeos e Sagitário andam enfrentando a maior barra nos últimos dois anos, devido aos desafios de Saturno e isso representa um momento de crescimento e não de derrota. E vai passar – lembre-se disso!

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Por outro lado, como a Lua está aplicando a Saturno, precisamos nos preparar para lidar com cobranças de promessas que andamos fazendo sem pensar e agora precisamos entregar o prometido – nos próximos dias ou meses! Quem quer que tenha se comprometido demais, sem planejar adequadamente, seja em termos financeiros, energéticos, de tarefas ou de tempo, agora terá que fazer malabarismos para cumprir o que prometeu, ou simplesmente deixar de cumprir e arcar com as consequências – mesmo assim, isso ainda é parte do aprendizado e não convém autoflagelar-se.

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Pelicanos, perturbados pelo comportamento e resíduos dos humanos, procuram áreas mais seguras para criar seus filhotes”. Este é o Símbolo Sabiano para o grau 19 de Sagitário, que nos remete a questões muito maiores que os pessoais ou locais – remete-nos aos problemas universais que o humano contemporâneo enfrenta, problemas criados por ele mesmo. Não precisamos elucubrar muito a respeito dessa imagem, porque ela fala por si só: questões ambientais e como estamos cavando nossa própria cova, além de enterrarmos junto centenas, talvez milhares de espécies que sofrem as consequências da atuação danosa do ser humano sobre o planeta.

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Além de apontar para a questão real do excesso de lixo e descartes produzidos pelos indivíduos e sociedades modernas, consequências do consumo exagerado e vazio, também alude ao lixo cultural, aos excessos produzidos na indústria do entretenimento que, ao invés de alimentar nossa alma e fomentar nossos sonhos, apenas os pulveriza e os barateia, pois tudo se torna comercializável, rentável, mesmo o mais íntimo e precioso dos sonhos. Pelicanos são conhecidos pelo extremo cuidado que têm com suas crias e famílias. Diz-se que em situações radicais eles chegam a alimentar os filhotes com a própria carne e sangue. Não se sabe se isso é lenda ou verdade, mesmo assim, de acordo com Dane Rudhyar (2), remonta à ideia de urgência: “nossa sociedade tecnológica polui não apenas o ambiente global, mas também a mente e as respostas emocionais das novas gerações. A busca por novos modos de vida é vista por muitas pessoas como um imperativo”, diz ele.

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Então, este é mais um desafio: como continuamos a crescer e a nos desenvolver como indivíduos, sociedades e, em última instância, como espécie, sem ser uma ameaça às outras espécies e ao próprio planeta e ainda sem comprometer o conhecimento, a formação e o futuro cultural das novas gerações, por causa do lixo imediatista produzido aos borbotões pela indústria da “felicidade fácil e comprável” no shopping center – ou em qualquer outro lugar que acreditemos que podemos comprar satisfação verdadeira.

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Diante de tudo isso, eu insisto: temos muito a celebrar e a aspirar! É incontestável que temos dificuldades, mas elas estão aí para nos testar. Elas nos testam a amadurecer e continuar a crescer; elas nos desafiam a dar nosso melhor e não perder a confiança em nós mesmos, no elemento humano, na vida; elas nos desafiam a aspirar às grandes alturas, a sair dos labirintos criados pelo medo, pelos abusos de poder, pela estreiteza de pensamento e de espírito; e, ainda assim, lembrar de nossa mortalidade, para não queimarmos feito mariposas na chama da luz fulgurante e nem derretermos a cera que nos permite voar. Sim, muito temos a celebrar! E a confiar! Fincamos os pés na terra para alçar nosso voo, lembrando que precisamos ter clareza que em algum momento precisaremos pousar.

Para terminar, essa Lua Cheia me lembra aquela canção tradicional, imortalizada na voz de Judy Garland – e que me foi lembrada hoje por uma amiga: “Over the Rainbow” – Além do Arco-íris. A canção é trilha do filme o Mágico de Oz, de 1939. Foi escrita por Harold Arlen and Yip Harburg e aparece no momento em que Dorothy sonha e anseia por escapar da melancolia e das dificuldades que vive em sua realidade, no Kansas. Além do sentido que tem no filme, a canção tinha o intuito de elevar o espírito dos americanos, que ainda lutavam para se recuperar da Grande Depressão de 1929. De fato, Dorothy, conversando com seu cão, Toto, fala que “não se pode chegar a este lugar por trem ou barco, é um lugar muito, muito além… Atrás da Lua, além da chuva… Um lugar onde não há nenhum problema”. Eu diria que este lugar só existe no nosso refúgio particular, na nossa própria alma, quando estamos em paz. E, embora sejam raros tais momentos de paz, eles são possíveis e muitas vezes independem de circunstâncias exteriores. Trago esta canção aqui para elevar nosso espírito e lembrar que além do arco-íris existe um lugar mágico e este lugar não está lá fora. O arco-íris está dentro de nós e o que encontramos além dele, é peculiar e singular para cada um, porque é a nossa Terra do Nunca particular, nosso paraíso pessoal, para onde podemos ir sempre, para nos refazer, para celebrar. Não necessariamente para fugir, mas para buscar uma trégua, um momento de refazimento da luz e da esperança, o revigorar do entusiasmo e da fé!

Abaixo, a letra da canção, em tradução livre:

Além do arco-íris

Em algum lugar, além do arco-íris, bem no alto
Há uma terra sobre a qual eu ouvi uma vez em uma canção de ninar.
Em algum lugar, além do arco-íris, os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar,
realmente tornam-se realidade

Algum dia eu pedirei a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estarão muito atrás de mim
Onde os problemas derretem-se como balas de limão
Muito acima dos topos das chaminés
É onde você me encontrará

Em algum lugar além do arco-íris, pássaros azuis voam
Pássaros voam além do arco-íris
Porque então, por que não posso eu?
Se pequenos pássaros felizes voam
Além do arco-íris
Porque, oh porque não posso eu?

Feliz Lua cheia para você! Que haja motivos para celebrar – e sempre há! Brindemos a isso!

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(1) APOLLODORUS – The Library of Greek Mythology

(2) RUDHYAR, Dane – An Astrological Mandala

A Semana Astrológica – A solidariedade nossa de cada dia

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Mihai Christie – Reprodução

Semana de 31 de outubro a 06 de novembro – semana de muita sensibilidade, renovação e de se imbuir de energia e vigor para ir em busca da realização dos propósitos!

Inauguramos o ciclo de Escorpião neste domingo, com a Lua Nova de Escorpião. Um ciclo que propõe eliminações, reciclagens e a regeneração – bem que estamos precisando! Uma Lua Nova que também fala de segredos e de revelações. E como começamos também um mês novinho em folha, ao final do texto veja principais acontecimentos de novembro.

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E a semana já começa fortíssima, com a celebração do Halloween, a Noite de Todos os Santos, o festival de Samhain no Hemisfério Norte e de Beltane no Hemisfério Sul, de acordo com a Roda do Ano do calendário pagão. Atualmente o Halloween é visto apenas como uma data comercial americana, mas é muito mais que isso. Os americanos apenas se apropriaram dessa festa, que tem origem Celta e que compreendia um tríduo de ia de 31 de outubro a 2 de novembro. Um tempo mágico, sagrado, em que se dizia que os mortos podiam andar entre os vivos. Para entender a origem e a importância desse festival, leia sobre a origem do Halloween.

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O Sol se engaja numa conversa transcendental com Netuno em Peixes, colorindo a semana de muita sensibilidade, criatividade e altruísmo e nos pergunta como temos vivido expressado nossa empatia  – será que ao menos temos isso? Empatia é diferente e piedade, a piedade sente dó e pena, a empatia faz você sentir junto, ser solidários e buscar ajudar o outro de alguma forma. Como vivemos isso no dia a dia? O Sol fecha o período já em conversa com seu dispositor moderno, Plutão, imprimindo mais força e intensidade à nossa presença e objetivos. Mercúrio está bem industrioso e ocupado nesses dias: faz sextil a Plutão, aumentando seu poder de penetração e perspicácia, além do poder da palavra e o poder mental. Depois disso ele faz trígono a Quíron e quincunce a Urano (este último aspecto fica exato na semana que vem), o que indica maior empatia em nosso discurso e comunicação, mas, ao mesmo tempo, uma dificuldade de conciliar o impulso da ação com o desejo de contenção.

John Holcroft - Reprodução
John Holcroft – Reprodução

Vênus, a Pequena Notável, segue em recepção mútua a Júpiter – um mora na casa do outro, atualmente – mas nesta semana, depois de ter encontrado com Saturno, depara-se com Quíron e nossa autoestima tem outro baque. Feridas podem ser reabertas, mas podemos também aproveitar a oportunidade para saná-las de vez. Como Vênus é um planeta terroso, que tem a ver, até certo ponto com a materialidade, visto que rege Touro e representa recursos, quando em Sagitário e em contato com Quíron, sinaliza um período em que podemos ter grandes dificuldades com o corpo, com nossas sensações e com o fato básico de estarmos nesta encarnação cheia de percalços e limitações. Podemos ser atraídos por indivíduos que personificam o arquétipo do fragilizado, do doente ou ou que tenha alguma dificuldade física e ainda, podemos ser atraídos pelos curadores. Negativamente podemos nos envolver repetidamente com pessoas que parecem mais vulneráveis do que nós – talvez elas carregam por nós a fragilidade que não damos conta de admitir que temos, e vice-versa. Depois Vênus se refaz desse embate e sai filosofando, buscando um sentido para tudo isso. Depara-se com Urano e resolve que vai reformar o Bem-amado. Esse contato traz um sopro de novidade e leveza para as relações, depois de duas semanas bem carregadas e tensas. Novidade, aventura, liberdade e independência temperam as relações, que ganham mais modernidade e um tom de experimentação. Outro dado interessante é que Vênus está Fora dos Limites do Sol desde o dia 26, condição em que fica até a primeira semana de dezembro. Um planeta, quando Fora de Limites, tem uma qualidade selvagem, indomável e imprevisível – não se sabe direito o que esperar – ainda mais em contato com Urano!

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Marte sobe as últimas escarpas da montanha íngreme de Capricórnio e depois do conflito com Urano em Áries, não faz mais nenhum aspecto maior com outros planetas, apenas recebendo os trânsitos da Lua. Marte também já voltou aos limites do Sol nas declinações – está bem mais comportado e disciplinado, como Mestre Saturno gosta! Ingressará em Aquário na semana que vem.

Catrin Welz-Stein - reprodução
Catrin Welz-Stein – reprodução

A Lua abre a semana na fase Nova em Escorpião. Entra na fase Semi-Crescente ou Côncava já em Sagitário. Ganha ímpeto em Capricórnio e fecha a semana em Aquário. Formaliza o Quarto Crescente na segunda, dia 07 de novembro.

Tirado de Blackleatherbelt.tumblr - Reprodução
Tirado de Blackleatherbelt.tumblr – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 31 de outubro – A Lua está renovada em Escorpião e se harmoniza com Plutão em Capricórnio. Faz conjunção a Lilith, se afina com Quíron mas se indispõe com Urano. Fecha a noite harmonizada com Marte. O Sol está em trígono a Netuno, exato amanhã. A semana começa intensamente, com energias densas, mas poderosas à nossa disposição. Um novo ímpeto e novo impulso percorrem nossas veias, impregnando o dia de disposição e vigor, deixando-nos dispostos a atacar qualquer situação que surja no caminho com destemor e galhardia. Não é que não haja dificuldades, mas não nos dobramos a elas, pelo contrário, talvez elas nos façam mais ousados porque o desafio nos incita a provar para nós mesmos que conseguimos superar mais esse limite, o nosso limite! Também há muita sensibilidade, profundeza de sentimentos e a intuição está super aguçada, de modo que vale prestar atenção a ela. Por outro lado, dado os resultados das eleições, muitos podem estar celebrando e outros tanto podem estar lastimando e a energia de Escorpião, quando operando negativamente, vai pela via do cinismo como mecanismo de defesa. Para onde estamos indo mesmo? Não importa, todos nos encontraremos no juízo final. É, o humor pode estar um tanto sardônico e circunspecto, mas ainda assim, a energia flui e depende de nós como canalizá-la criativamente e positivamente. A Lua está Nova, mas ainda não é hora de começar nada, visto que ela estpa escura e ainda muito instintiva. É hora de planejar e ter firmeza nas intenções – os novos começos são recomendados no terceiro dia da Lua Nova, quando ela aparece como um anel fino no céu.

Reprodução de Google+
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TERÇA-FEIRA, 1° de novembro – O Sol está em trígono exato a Netuno hoje. De Escorpião a Lua se afina com Marte, aspecto depois do qual fica fora de curso, à 00h44min. Fica muitas horas sem contatos, até entrar em Sagitário às 12h43min, onde continua sem muita conversa, apenas se aproximando da quadratura a Netuno. A imensa sensibilidade que experimentamos hoje está contida em nós mesmos. É como se nos déssemos conta do universo vasto em nós e que se irradia para os outros e o mundo ao redor, formando uma teia viva e luxuriante de vidas, experiências, sentimentos, intenções… Contudo, a manhã não favorece a expressão direta de tudo isso, antes, convida-nos a meditar e refletir sobre como podemos aplicar tal sensibilidade em nossos propósitos, para além de objetivos individuais, em algo que abarque a vida, o mundo e a melhoria do humano. Um anseio por um mundo menos sórdido nos faz matutar sobre nossa própria responsabilidade no mundo que nós também ajudamos a engendrar, dia a dia, com nossas ações, posturas, pensamentos e vibrações… O que podemos fazer para alterar esse estado de coisas? Sentimo-nos caminhando para um abismo e não conseguimos fazer muito, há uma sensação de inevitabilidade… Mas, da mesma forma, acena para nós, sempre, a possibilidade da redenção, num pequeno gesto, numa ajuda tímida ou mais decidida… Sempre podemos mudar, se não nos dobramos à desesperança. À tarde o clima muda um pouco e fica menos contido, mais espontâneo, mais expansivo e saímos para o mundo mais animados e visionando como colocar incluir toda essa sensibilidade nos planos grandiosos de futuro que desenhamos. Em termos práticos, a manhã pede rotina, já a tarde está mais propícia a explorações e à busca de novidades.

inspirationlane-tumblrQUARTA-FEIRA, 2 de novembro – A Lua faz quadratura a Netuno, sextil a Júpiter, seu dispositor, e conjunção a Saturno. Fecha a noite conjunta a Vênus, aspecto exato amanhã. Mercúrio vai se aproximando do sextil a Plutão enquanto Vênus se afasta de Saturno. Dia propenso a exageros e escorregões diversos, seja nas atitudes ou no excesso de franqueza. A princípio, temos um entusiasmo contagiante, mas oscilamos muito e talvez em seguida fiquemos meio incertos de nós mesmos… a dúvida, que vemos como inimiga, talvez nos empurre na direção da supercompensação e possivelmente tornamo-nos super enfáticos e até mesmo moralistas. Nesse clima de insegurança, uma imensa nostalgia toma conta de nós, talvez porque seja Dia dos Mortos, talvez pelo feriado, o certo é que estamos assim meio… “coisados”, uma hora cá, outra lá do outro lado do mundo, sonhando com outras paragens, outras paisagens, outras dimensões. Lembramos que não somos deste mundo e sentimos saudades de casa… quando será a nossa hora? Filosofamos e tecemos conjecturas, mas o certo é que o Dia dos Mortos existe não só para nos lembrarmos dos nossos mortos queridos, mas para nos lembrar da morte em si mesma, que somos finitos e mortais e que o melhor legado que podemos deixar é uma vida bem vivida… O dia fica assim, propício a filosofar, a discutir o sentido das coisas, da vida, da morte, da caminhada e dos passos que deixamos por aqui… alguma tristeza e nostalgia que se apresentem devem ser abraçadas e integradas. Elas também fazem parte, assim como aqueles que se foram já fizeram um dia. Possivelmente a Lua já começa a aparecer no céu hoje. Conta uma lenda árabe, que o que quer que você esteja fazendo quando vir a Lua pela primeira vez naquele ciclo, é a coisa certa para você fazer!

Martin Stranka - Reprodução
Martin Stranka – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 3 de novembro – Mercúrio está em conversa íntima com Plutão enquanto a Lua faz conjunção a Vênus em Sagitário. De manhã cedinho a Lua peleja com Quíron e depois se entrosa com Urano, ficando vazia depois desse entrosamento, às 08h37min. Fica o resto do dia vazia, mas ainda faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Semi-Crescente. Apesar de precisarmos mostrar serviço, o dia está inconstante, com a energia fluindo irregularmente. Tudo bem, podemos nos desdobrar, só não podemos é abraçar o mundo com as pernas ou prometer demais e acabar não cumprindo. Além de tudo, a energia física é algo que também oscila, vai e vem, conforme nosso humor e nossa atenção viajadora. Estamos desconectados da alma, de forma que perdemos o fio da meada e talvez tenhamos que refazer algumas coisas. Porque apresar de precisar mostrar serviço, nosso anseio é de soltura e largueza, amplidão de espaço e pensamento, portanto, compromissos muito rígidos hoje serão asfixiantes. Como sempre, com a Lua vazia, a objetividade é pouca ou nenhuma, por isso, o ideal é não tratar de coisas muito sérias hoje, deixando as grandes decisões para outro dia. Por outro lado, a mente está focada e capaz de revelar questões inconscientes e trazer verdades à tona, a respeito de nós mesmos, nossos sentimentos e motivações, como também de situações lá fora.

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Adam Martinakis – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 4 de novembro – A Lua ingressa em Capricórnio à 01h06min e fica algumas horas bastante soturna e concentrada, sem dar moral ou conversa para ninguém. Pelo fim da manhã vai estabelecendo uma afinidade com Netuno, contato certo à noite. A Lua fecha a noite em quadratura a Júpiter. Vênus tem o conflito com Quíron plenificado hoje. Hoje recuperamos o tempo aparentemente “perdido” ontem: arregaçamos as mangas e nos concentramos no trabalho, corpo, alma e coração – e ai de quem vier nos interromper com coisas pequenas! O dia está assim, propício ao trabalho disciplinado, perseverante e focado, estruturando, sistematizando e organizando a vida. Entretanto, apesar de toda a diligência e foco, talvez usemos o trabalho para nos dispersar de questões que doem na alma, agudamente… Um senso de inadequação, de cristal trincado, que não será consertado, não importa o que façamos. Todo o foco no trabalho não é suficiente para nos distrair da desarmonia relacional que intuímos ao redor e que nos faz tomar partido, porque compramos a dor do outro, numa empatia que nasce da nossa própria dificuldade em lidar com certas injustiças da vida… Por que a vida é como é? A cabra não discute com isso, é o que é e pronto! Mas lá no fundo esse pragmatismo incomoda e lutamos para encontrar um sentido que explique, justifique, esse espinho que dói no outro e dói em mim; os cristais trincados, o defeito irremediável, o coração partido, a questão insolúvel, a resposta que jamais teremos… É inútil e por mais que lutemos, às vezes é em vão. Nem sempre encontramos sentido para certas coisas incompreensíveis que acontecem a nós ou ao nosso redor. Mas ainda podemos usar nossa grande sabedoria e iluminar a situação de outros, quando saímos de nossa própria dor e do nosso pequeno umbigo, vemos que há dores maiores que a nossa e, mesmo que não sejam maiores, é um humano que sangra e eu me irmano nele, A solidariedade pode ser bálsamo, que cura e aproxima, se ousarmos deixar alguém chegar mais perto.

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SÁBADO, 5 de novembro – Vênus tem uma conversa super animada com Urano, aspecto exato hoje. Dona Lua faz conjunção a Plutão e, consequente, também se afina com o Sol, que está muito perto do sextil ao Senhor do Mundo Inferior. Depois a Lua tem uma conversa à boca pequena com Mercúrio. Dores, para quê vos quero? Para serem transformadas em experiência e sabedoria! Pragmatismo e resiliência dão o tom do dia, que nos ajuda a dar uma guinada e enxergar nossos pequenos problemas com outros olhos. Mais serenos e confiantes, mergulhamos fundo em nós mesmos em busca de nossos melhores recursos e voltamos refeitos e regenerados, depois de confrontar nossos humores sombrios e os espinhos fincados na carne que porventura ainda nos incomodem. O que não me mata, me fortalece! E me agrega bagagem e vivência. O realismo e resiliência são temperados com um desejo de mudança, de reformar esses aspectos menos nobres e trôpegos que carregamos em nós ou que vemos no nosso entorno. Ainda estamos bem cientes de nossas dores e feridas, mas não queremos nos debruçar sobre elas – pelo contrário, queremos extirpá-las – quem sabe colocando um coração biônico no lugar? Sim, uma onda de desapego e desprendimento vem em nosso socorro, de modo que conseguimos ver as coisas de outra perspectiva, mais distanciada, fria e objetiva.

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DOMINGO, 6 de novembro – Mercúrio está em trígono pleno a Quíron e em quincunce, não exato, a Urano. A Lua Capricorniana faz conjunção a Marte e fica fora de curso depois, às 07h57min. Ingressa em Aquário às 11h56min, de onde fecha o dia e a semana em harmonia com Júpiter. O dia traz possibilidades de comunicação mais sensível, embora com rompantes de desassossego e impaciência com os melindres alheios. Podemos emprestar nossos ouvidos a quem precisa de um confidente confiável e atencioso e talvez curar alguém da alienação humana que tanto grassa por aí… Ao parar e dar atenção, ouvir e escutar o outro, ele deixa de ser só mais um; e, ao acolher seu sofrimento, eu também dou maior sentido às minhas próprias aflições. A manhã de domingo está favorável à rotina domingueira, qualquer que seja a nossa. Já de meio-dia à tarde estão favorecidos os encontros com amigos, as atividades diferentes, a saída – total – da rotina e do comum. Qualquer que seja seu programa de domingo, faça algo diferente e inusitado hoje, de preferência ao ar livre, em boa companhia, com boa comida e um papo melhor ainda. Certamente sua semana começará com o pé direito depois disso – e melhor, sem a habitual lombra de domingo!

Uma linda semana para você! Que seja Iluminada e serena!

NOVEMBRO:

09 – Marte ingressa em Aquário

10 – Saturno faz semi-sextil a Plutão

12 – Mercúrio ingressa em Sagitário

12 – Vênus ingressa em Capricórnio

14 – Lua Cheia em Touro

20 – Netuno retorna ao movimento direto

21 – O Sol ingressa em Sagitário

24 – Júpiter faz quadratura a Plutão

25 Vênus faz conjunção a Plutão

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