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A Semana Astrológica – Nosso pior inimigo

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Semana de 12 a 18 de junho – Semana de Lua Minguante, que sinaliza tempo de limpeza, encerramentos e avaliações. Há também uma sensação de peso , insegurança e decepção conosco mesmos e nossa ingenuidade. 

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Começamos uma semana de Lua Disseminadora e posteriormente, Minguante, que traz também o Sol Geminiano em oposição a Saturno – ai, ai, ai, lá vamos nós de novo para o confronto com o Mestre do Tempo! Mas depois de encarar o Velho, sacudimos a poeira e nos deparamos com o novo e oportunidades de usar os revezes como escada para nossa melhoria. O Sol fecha a semana em quadratura não exata a Quíron, então, esta semana traz alguns desafios à nossa autoconfiança, vitalidade, resiliência e força de vontade. Bater de frente e espernear não vai resolver. Se o Senhor do Tempo diz que é melhor esperar, não ganhamos nada em tentar burlar suas leis. Esperemos e contenhamos nossa frustração – ela tem muito a nos ensinar! E uma lição que precisamos relembrar é que, muitas vezes, nós somos nosso pior inimigo, quando nos deixamos abater pelo negativismo e pela auto-dúvida. O fim de semana está especialmente sensível, porque a Lua ao trafegar por Peixes, potencializa a retrogradação de Netuno e a oposição Sol-Saturno, condição em que fica minguante no sábado. Já o domingo traz propensão a conflitos e embates.

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Mercúrio vem atrás do Sol, transformando em conceitos todas as experiências vivenciadas por este Sol e por ele mesmo. Nesta semana Mercúrio faz trígono a Júpiter, quadratura a Netuno, quincôncio a Plutão e também se opõe a Saturno, de modo que nossa mente oscila bastante entre o entusiasmo desmesurado e irrealista e as dúvidas subsequentes; posterior aos exageros vem a consciência de que talvez tenhamos metido os pés pelas mãos e agora temos que arcar com as consequências do que dissemos sem pensar. Saturno demanda que definamos mais claramente nossa forma de pensar e nos comunicar, que sejamos mais responsáveis e menos relapsos na comunicação e nos aprendizados, estudos e também ao lidar com leituras, escritos, papeis em geral. Talvez tenhamos alguns dias de muito pessimismo, em que tememos que nada vai dar certo e isso pode nos deixar um tanto deprimidos. Contudo, se conseguirmos controlar essa negatividade, podemos usar esse momento para averiguar com realismo as situações diversas em que nos encontramos, de modo a perceber o que está ou não funcionando, para fazer as devidas correções. Positivamente, são dias favoráveis para pesquisas e atividades mentais que requeiram disciplina, concentração e seriedade.

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Vênus anda se refazendo no conforto de Touro. Está ultra sensual e muito conectada com os prazeres e deleites simples da vida, algo que favorece bem o Dia dos Namorados na segunda-feira. Mas pelo meio da semana ela lida com alguma insegurança, bem inconsciente, um tipo de dúvida latente sobre se não seria melhor pegar a estrada numa nova aventura, ao invés de focar tanto na segurança e confortos de uma vida “estável”. Vênus faz sesqui-quadratura a Saturno e fecha a semana em quincôncio bem próximo a Júpiter.

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Netuno estaciona a 14°15’ de Peixes na quinta-feira, para entrar em movimento retrógrado na sexta. Erin Sullivan diz que Netuno, quando retrógrado, “nos convida a retornar ao útero, ao estado de incubação e no fim, renascer”. Como sabemos, a retrogradação de qualquer planeta sinaliza um tempo de revisão dos seus assuntos e temas. Netuno rege nossos sonhos e fantasias, os anseios de fusão com o Divino, através do outro ou de experiências transcendentais; os estados de encantamento em que desejamos nos perder e diluir no outro, aniquilando o senso de separatividade. Netuno representa a busca pela experiência da unidade, da comunhão com a vida como um todo, daí sua associação com a espiritualidade e o misticismo. Mas ele também simboliza os engôdos, os anseios enganosos, a diluição do ego através de decisões equivocadas, que pareciam perfeitas no momento em questão; está ligado aos medos irreais, às epidemias, aos estados de caos, dissolução e subversão.

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Este ciclo de retrogradação ganha ênfase porque a Lua estará em conjunção exata a Netuno dia em que ele entrar em retrogradação, de modo que seus temas saem da esfera do meramente coletivo, para o pessoal – sentimos essa movimentação de maneira indiscutível, como uma vulnerabilidade mais acentuada, um anseio mais pungente por salvação e redenção. Assim, até 22 de novembro estaremos fazendo uma profunda revisão dos nossos sonhos e fantasias, dessa busca por unidade. É um momento de “cair na real” a respeito de ilusões que viemos alimentando nos últimos meses e perceber por que nos deixamos enganar. Talvez nos sintamos nus e vulneráveis, mas isso é necessário para nos livrarmos do senso de onipotência com que o ego possa ter se identificado na busca desenfreada e cega por tais ilusões, seja de poder, de sucesso, fama, engrandecimento pessoal, apaixonamento e encantamento por um outro ou por qualquer outra ideia ou projeto com o qual tenhamos nos envolvido sem enxergar sua realidade. Qualquer desapontamento não deve ser visto como um fracasso pessoal ou punição dos deuses, mas apenas um desnudar das ilusões, essencial ao nosso processo de crescimento. Os planetas exteriores, de maneiras diferentes, vão tirar de nós tudo aquilo que esteja atrapalhando nosso desenvolvimento, a evolução da alma. No caso de Netuno, isso ocorre de forma sutil, lenta, quase imperceptível e geralmente estamos tão encantados com o processo todo, que só nos damos conta da “esparrela” em que caímos, quando já é tarde demais para voltar atrás. E não adianta chorar e se lamentar, porque no fundo, a alma e o inconsciente, de certa maneira, conspiraram contra o ego, ou seja, inconscientemente, nós mesmos criamos o cenário e o enredo de perdas, fracassos, desilusão pelo qual navegamos presentemente – compactuamos, fomos ao encontro e nos tornamos “cúmplices” daquele/s que nos enganou/enganaram. Por mais doloroso que seja para o ego soltar e se desapegar de tais coisas com as quais estávamos identificados – posses, propriedades, opiniões, imagem, emprego, relacionamentos, etc – eles serão levados para que percebamos que nossa existência não depende disso, que somos muito mais do que tais identificações ilusórias, por mais penoso que seja a experiência toda. Com Netuno retrógrado as ilusões talvez se tornem mais claras, especialmente se Netuno está fazendo contatos a planetas no mapa natal e se o aspecto já ficou exato com Netuno direto. Soltar e se desapegar, ao invés de resistir – é o melhor que podemos fazer.

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A Lua abre a semana na fase Cheia em Capricórnio. Torna-se Disseminadora em Aquário na terça-feira e entra na fase Minguante a partir de Peixes, no sábado. Fecha a semana já em Áries, digladiando-se com Marte, Júpiter e Plutão.

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SEGUNDA-FEIRA, 12 de junho – A Lua está na fase cheia, em Capricórnio. Hoje faz conjunção a Plutão, quincôncio ao Sol, sesqui-quadratura a Mercúrio, sextil a Quíron e quadratura a Urano, ficando vazia depois da briga com Urano, às 14h47min. Ingressa em Aquário às 19h45min e fecha a noite em quadratura a Vênus em Touro. O dia dos Namorados está um tanto tempestuoso, com uma Lua nada romântica. Pelo contrário, o clima está meio pesado e sisudo e, mais do que isso, com a conjunção a Plutão – aspecto que a Lua faz todo mês e que sinaliza um momento denso de entrar em contato com nossa sombra, desejos de poder, de controle e, em última instância, necessidade de transformação – precisamos lidar com emoções sombrias e intensas que emergem do inconsciente. O dia fica então colorido por fortes contradições: desejos de nos comprometer seriamente, versus o impulso de preservar a autonomia, o movimento e a liberdade pessoal. Talvez não nos sintamos particularmente românticos no dia de hoje, porque nos deparamos com algumas verdades dolorosas a respeito de nós mesmos, nossas necessidades e algumas discrepâncias na relação com o outro; talvez não percebamos, mas é possível que estejamos muito exigentes e coloquemos sobre o outro altas cobranças, ciúmes, tentativas de controle e, claro, tudo isso pode gerar muitas tensões e até azedume nas relações. Por outro lado, se formos capazes de ser honestos e confrontarmos nossas carências infantis, percebendo que elas são exatamente isso, carências infantis, e que o outro não é responsável por resolvê-las, temos chance de crescer mais um pouco e, ao invés de crise, podemos aprofundar essa relação, aumentar a cumplicidade com o outro, respeitando sua individualidade e independência sem nos sentir ameaçados por isso. Vale a pena fazer um exame cuidadoso se há uma crise real em curso, ou se são apenas nossas inseguranças que estão exacerbadas hoje. À noite a Lua está em Aquário e sinaliza que as celebrações românticas sejam inovadoras, diferentes; que se busque surpreender o outro com uma nova faceta de nós mesmos e que também nos deixemos surpreender, pondo de lado preconceitos, rótulos e abrindo-nos à experimentação. Repetir o enredo dos anos anteriores é receita de confusão! Ouse, faça algo diferente, saia da mesmice, fuja dos estereótipos e dos scripts ensaiados! Não existe um único modelo ou formato de amor e de relação, cada pessoa tem um jeito único e especial de amar. Portanto, não almeje ser ou ter uma relação “perfeita” ou igual à do Fulano ou do Beltrano! Respeite a sua natureza e a natureza do outro e assim, a relação também será única e as diferenças, ao invés de serem um problema, enriquecerão as trocas afetivas.

reprodução – desconheço o autor

TERÇA-FEIRA, 13 de junho – Mercúrio está em trígono pleno a Júpiter. De Aquário a Lua faz quadratura à Vênus Taurina, quincôncio a Marte em Câncer e entra na fase Disseminadora ao fazer sesqui-quadratura ao Sol Geminiano. A Lua ainda faz trígono a Júpiter em Libra e, como Mercúrio também está em trígono a Júpiter, temos formado um Grande Trígono em Ar. Saturno vai se aproximando da oposição ao Sol. A despeito do peso que andamos sentindo, o dia traz um pouco de leveza, que nos ajuda a espairecer e a nos motivar um pouco para enfrentar os desafios que já vislumbramos ali à frente. É como se tivéssemos a chance de um descanso, uma pequena trégua em que podemos relaxar, antes de voltar às armas. Os pensamentos ganham asas e temos a coragem de expressá-los mais abertamente; também vamos em busca de novos contatos e relações, aspirando encontrar, talvez, respostas para nossas dúvidas e indagações filosóficas, ou simplesmente oportunidades de ampliar um pouco nossas possibilidades e alternativas. É um bom dia para ler sobre novos assuntos ou autores, comunicar-se, escrever sobre nossos questionamentos, sair um pouco da rotina, inspirar novos ares ou, simplesmente, relaxar um pouco, sem culpas ou cobranças, como uma maneira de aliviar a pressão, mesmo sabendo que logo devemos retomar a caminhada. Assim, aproveitemos porque “o segredo do êxito está em preparar-se para aproveitar a ocasião, quando ela se apresenta”.

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 14 de junho – A Lua, Disseminadora em Aquário, abre o dia ainda em formação de Grande Trígono com Mercúrio e Júpiter, durante a madrugada. Durante o dia faz trígono ao Sol e sextil a Saturno. O Sol está em oposição próxima a Saturno e a Lua hoje media esse embate. Saturno e Urano estão em trígono entre si e Júpiter em quincôncio a Netuno. Muitos dos desafios que aparecem no caminho tornam-se em oportunidades se forem vistos com olhos inovadores e com a dose adequada de criatividade – esta é uma maneira de vermos nossas dificuldades, que hoje já se mostram bastante duras. Mas não devemos deixar que nos soterrem debaixo de seu peso. O dia oferece possibilidades de olharmos nossos problemas e limitações com muita lucidez e distanciamento, sem nos identificarmos demais com eles, de modo a conseguirmos soluções inusitadas e diferentes daquelas já tentadas no passado. E mesmo que nos sintamos “castrados”, sabemos que precisamos, de alguma forma, “castrar” realmente os excessos, para podermos focar naquilo que realmente vale a pena. É necessário filtrarmos nossas aspirações de futuro, priorizando e disseminando aquelas que são de fato, realizáveis, mesmo que tenhamos que esperar um pouco para executá-las. Nesse meio tempo, podemos fortalecer nossa rede de contatos, podemos nos preparar melhor e ganhar consistência quanto à informação e conhecimento necessários à realização dos objetivos!

Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 15 de junho – O Sol Geminiano está em oposição plena a Saturno em Sagitário. A Lua Aquariana se harmoniza com seu dispositor moderno, Urano e fica fora de curso logo depois, à 01h40min. Ingressa em Peixes às 06h18min, de onde se afina com Vênus em Touro, harmonizando-se também com Marte em Câncer, regido por ela. Netuno estaciona às 07h09min para dar marcha à ré, amanhã. As enganações e ilusões a que nos expomos recentemente nos são atiradas na cara, pois agora enxergamos a realidade mais limpidamente e possivelmente nos damos conta de que andamos ignorando alguns dos nossos limites, por estarmos demasiados fascinados com expectativas que agora se revelam vazias. Além disso, também precisamos lidar com os limites impostos por outros – chefias, autoridades, figuras acima de nós – ou mesmo por nossas circunstâncias, num momento em que nos sentimos particularmente vulneráveis e sensíveis, espremidos entre obrigações, deveres e aquilo que realmente gostaríamos de estar fazendo e vivendo. Entretanto, por mais que nos sintamos pressionados, desmotivados e isolados, não é o caso de entregarmos os pontos e desistirmos da luta. Mais uma vez, trata-se de um teste à firmeza e consistência da nossa vontade e dos nossos propósitos; uma prova sobre se já conseguimos o equilíbrio adequado entre as obrigações sociais e profissionais e o compromisso conosco mesmos e nossa consciência; de sermos leais a nós mesmos, a despeito das negativas e recusas que ouvimos mundo afora. Fisicamente, talvez nos sintamos muito cansados, exaustos, até, com uma desconfortável sensação de sermos mais mais velhos e “gastos” do que realmente somos. Tal sentimento aumenta a impressão de peso, derrota e isolamento. Contudo, não precisamos nos sentir vitimizados ou alienados, ao contrário, podemos aproveitar esse período para trabalhar a nós mesmos e às nossas inseguranças e inadequações que, diferentemente do que pensamos, não estão assim tão visíveis e evidentes para o mundo como estão para nós. E se de fato, são evidentes para nós, aproveitemos a chance de burilarmos e refinarmos esse diamante bruto que somos nós.

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SEXTA-FEIRA, 16 de junho – Netuno entra em retrogradação hoje e só volta ao movimento direto em 22 de novembro. A condição estacionário-retrógrado de Netuno é potencializada pela conjunção da Lua, que também faz quincôncio a Júpiter em Libra, sextil a Plutão e quadratura a Mercúrio em Gêmeos, que hoje também está em quincôncio pleno a Plutão. O Sol segue em oposição a Saturno, começando a se afastar. O dia traz o tom da vulnerabilidade. Uma sensibilidade extremada, que nos permite descerrar as cortinas que separam mundos, dimensões e as diferentes “realidades”. Nostalgia, anseios profundos, contradizem a consciência que quer permanecer fincada na racionalidade. Mas ao insistir nisso, perdemos a possibilidade de dialogar em diferentes linguagens e ampliar a percepção, para que possamos ir além daquilo que os olhos físicos podem alcançar. Sentimo-nos presos por um torpor, um cansaço físico que reverbera do langor que começa na alma, como uma pré-embriaguez, em que ainda estamos parcialmente conscientes, mas oscilantes, misturando estações, tentando fugir da realidade com seus tons de cinza escuro, buscando as cores caleidoscópicas das esferas mágicas e sobrenaturais. Mais do que sensíveis, estamos sensitivos e captamos influências extra-sensoriais. Contudo, embora a intuição esteja especialmente aguçada hoje, vale a pena deixá-la assentar antes de tomar atitudes práticas, porque as percepções entre realidade e fantasia estão por demais borradas e misturadas e podemos confundir intuição com desejo ou anseios impossíveis. Se não está propício para lidar com coisas e situações práticas e que demandem lucidez, por outro lado, o dia favorece as atividades artísticas e criativas em geral, exatamente por causa da sensibilidade e imaginação super afloradas e na arte, sim, tudo é possível e podemos, de fato, soltar as rédeas da nossa imaginação, da percepção mágica e extra-sensorial e expressar a beleza e o sublime que se derrama de nossa alma.

Igor Morski – Reprodução

SÁBADO, 17 de junho – De Peixes a Lua faz quadratura a Saturno em Sagitário e depois ao Sol em Gêmeos, entrando na fase Minguante – a Lua vira foco de uma T-Square Mutável, que tem por base a difícil oposição Sol-Saturno. A Lua fica vazia depois da quadratura ao Sol, às 07h33min e ingressa em Áries somente às 13h55min. O dia está melindroso e modorrento. Há um forte conflito entre a razão e o sentimento; entre o sonho e a realidade. Dores e indisposição física nos fazem sentir pesadões, como se o corpo fosse mais uma prisão e não um invólucro sagrado da alma. A indisposição física tem origens mais profundas: nasce da indisposição emocional, por sua vez advinda dos muitos embates recentes com nossas inseguranças, temores, desesperança e vacilações. Nesse estado de prostração, nem queremos sair da cama, imagine então, de casa! Quem puder, faz bem, se de fato tirar algumas horas para refletir mais profundamente sobre tal prostração, sobre as inseguranças e desejos de evasão do mundo. O Minguante nos pede que abramos mão do desejo de que outros cuidem e se responsabilizem por nós ou por nosso bem-estar; deixar ir os escapismos, as fugas da realidade, a busca inconsequente e autodestrutiva por auto-dissolvição; abrir mão dos delírios e vontade de que tudo se resolva magicamente, sem que precisemos nos esforçar pelas melhorias; e aceitar a realidade tal como se apresenta, para poder transformá-la ali na frente. Eliminar os vícios e propor-se a uma limpeza real na alma e no coração, para que possamos deixar o terreno limpo e fertilizado para a plantação de novos sonhos e projetos, passíveis de serem realizados concretamente e não apenas falácias aventadas para ganharmos tempo diante de nós mesmos. Em termos práticos a manhã pede que peguemos leve, porque há tendência a contratempos, imprevistos e desperdícios. À tarde ficamos mais animados porque sentimos nossa energia medianamente revigorada e estamos aptos a realizar as atividades que porventura tenham ficado em standby pela manhã!

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

DOMINGO, 18 de junho – O Sol Geminiano está em sextil exato a Urano em Áries. A Lua está em Áries e faz quadratura a Marte em Câncer – ambos estão em recepção mútua, um morando na casa do outro. A Lua ainda faz oposição a Júpiter em Libra e quadratura a Plutão em Capricórnio e temos então formado uma ampla Grande Cruz Cardinal. Depois de alguns dias de modorra, inseguranças, melindres e choradeiras, o domingo traz uma disposição completamente diferente: tem muito dinamismo, atividades, movimentação e também belicosidade no ar. Queremos e tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo e acabamos criando algumas confusões, devido à inabilidade de ouvir o outro e de negociar. Queremos o que queremos e queremos AGORA! Não importa se não depende do outro, porque, feito criança birrenta, estamos surdos e alheios à razão e aos argumentos do bom senso. Meu nome é umbigo e eu esqueço até que o umbigo tá grudado num corpo. O outro problema é que no nosso entusiasmo e impaciência, não percebemos que aquilo que é bom para nós não necessariamente agrada ao outro e vamos em frente, impondo nossa vontade alegremente, como se soubéssemos o que é melhor para todos, criando antipatias, algumas confusões e conflitos de vontades. Se pararmos um pouco e conseguirmos olhar para os lados, perceberemos que podemos conciliar as várias atividades e vontades, desde que cada lado esteja disposto a ceder um pouco, do contrário, azedaremos o domingo, as brincadeiras e a possibilidade de descanso e da boa convivência. Viva e deixe viver pode ser um bom lema para o dia, respeitando a diversidade de opinião e de desejos uns dos outros. Em termos práticos, o dia pede cautela, porque estamos muito impacientes e impulsivos e imprudentes e nesse estamos podemos nos expor a acidentes e conflitos perfeitamente evitáveis e dispensáveis!

Desejo a você uma ótima e serena semana!

Nota: pessoal, fiquei duas semanas sem publicar o texto da Semana Astrológica. Desculpem, mas estava impraticável! Precisei fazer uma reforma em casa, que era para durar duas semanas e virou um mês – e eu morando junto com a reforma! As duas últimas semanas foram as mais difíceis, porque estava acabando e eu fiquei quase que completamente em função da obra, indo a todo momento comprar algo que faltou. Cheguei a ir na loja para comprar 4 parafusos – literalmente! – quem já passou por reforma sabe como é! Você pergunta para o pedreiro a cada vez que vai na loja de material de construção: “falta mais alguma coisa?” – “Não, agora é só isso mesmo!”- Daí, você mal entra em casa e tem que sair de novo (rsrsrsrs). Depois vem a faxina e colocar tudo no lugar – outra parte exaustiva – até hoje tem um canto da sala com montes de coisas empilhadas! No meio de tudo isso, ainda estava fazendo um curso de Florais… Enfim, a reforma ficou ótima. Reformei minha cozinha, que era algo que eu queria fazer há muitos anos e ficava hesitando. Mas a reforma do exterior só ocorre como consequência da reforma e renovação interior! Estou bem feliz com o resultado! Agradecida pela compreensão!

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Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

 

Lua Cheia em Sagitário – Além do Arco-íris

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O ciclo de Gêmeos culmina na Lua Cheia de Sagitário, que acontece nesta sexta-feira, dia 09 de junho, às 09h10min no horário de Brasília e às 13h10min no horário de Lisboa. A Lua atinge seu apogeu de reflexão da luz do Sol no grau 18°53’ de Sagitário – tecnicamente, grau 19. Essa lunação se dá em quadratura separativa a Netuno em Peixes – que é foco de uma T-Square Mutável, já que recebe as quadraturas de Sol e Lua – conjunção ampla a Saturno e trígono mais amplo ainda – quase dez graus – a Urano em Áries.

É uma Lua que traz um tom agridoce. Explico: uma Lua Cheia em Sagitário sinaliza um tempo de celebração, de revigorar nossa fé, alegria, entusiasmo e confiança na vida e no futuro! O espírito está elevado e a inspiração, mais elevada ainda! É uma lunação marcada pelo bom humor e tem nuances de festa, diversão, aventura! Sagitário é também um signo d expansão seja em termos materiais, quanto intelectuais ou espirituais. Gêmeos-Sagitário formam o eixo do conhecimento, em que um é o conhecimento prático e funcional – a mente – e o outro é o conhecimento do espírito – a intuição.

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Além disso, temos Vênus em Touro – majestosa em sua casa luxuosamente simples e confortável – em harmonia com Marte em Câncer, nem tão majestoso assim, já que está num signo desconfortável para ele, mas mesmo assim, muito romântico e protetor! Esse aspecto entre os dois traz, além da possibilidade de harmonia entre os sexos e nos relacionamentos, a capacidade de desfrutarmos dos prazeres e deleites da vida e algum enraizamento, já que Vênus está em Touro. aumenta a capacidade para o prazer, o gozo e alegria!

Arcano XX do Tarô – O Julgamento

Outro ponto que realça a qualidade otimista e exagerada dessa Lua Cheia, é o fato de Júpiter estar estacionário, preparando-se para voltar ao movimento direto em Libra. Isso faz com que os assuntos e temas da lunação de Sagitário sejam catapultados a outras alturas! Os temas da justiça, das leis e dos juízes se tornam muito salientados e sensíveis – tudo parece ocorrer em câmera lenta e todo acontecimento ganha proporções gigantescas – para o melhor ou para o pior! Pessoalmente precisamos cuidar com os exageros. Já em termos coletivos, o Julgamento está em curso e nada escapa aos olhos da justiça – quem se safar da justiça humana, confrontará a divina – em dobro!

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Entretanto, além dos aspectos que a Lua faz a Netuno e a Saturno, o Sol Geminiano está em quincôncio pleno a Plutão em Capricórnio – e a Lua faz um semi-sextil a ele. Portanto, essa é uma Lua que precisa conciliar sonhos, ideais, fantasias com a realidade; harmonizar sombra e luz, consciente e inconsciente. Como se exaltar e se regozijar, sem perder a noção, sem nos deixarmos levar pelo exagero, por delírios ou devaneios sem fundamento?

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O desafio é como que nos motivamos e nos animamos a buscar nossos sonhos, como miramos no alvo, certificando-nos que estes sonhos são mais do que ilusões ou quimeras; como vivemos a realidade, com toda a sua dureza, sem nos endurecer, sem perder nossa capacidade de esperançar, de acreditar, tanto em nós mesmos como na boa fé do outro ser humano; como, a despeito de todas as decepções e fracassos passados, não perdemos a fé no elemento humano e na sua evolução. Como mantemos a inocência das crianças, depois de termos visto tantas atrocidades e vilanias; como insistimos em nos melhorar, quando ao nosso redor tudo parece se deteriorar; como insistimos em ser bons, em viver na bondade e na generosidade de espírito, se tantas vezes sofremos os efeitos do mal e da mesquinharia – dentro e fora de nós. É a vitória da fé, da confiança, da esperança de que tudo tem um sentido maior, mesmo que nossa pequena compreensão humana não consiga abarcar ou alcançar. Nós geralmente medimos a vida e o mundo dentro da nossa própria perspectiva limitada e esquecemos que a vida, o mundo, o universo, vão muito além de uma mera vida humana e, dentro dessa perspectiva, tudo está certo, tudo está como deveria estar. Nisso precisamos confiar.

Charles Paul Landon – Icarus and Dedalus – reprodução

Essa Lua Cheia me lembra o mito de Ícaro, para que não conhece ou não lembra, vou contar resumidamente esse mito (1). Ícaro era filho de Dédalos, que construiu o labirinto do Minotauro, com a ajuda de seu filho, a pedido do Rei Minos – você pode ler um pouco dessa história o texto sobre o signo de Touro. Quando Minos soube que Teseu matou o Minotauro e conseguiu sair do labirinto, prendeu Dédalos e Ícaro no labirinto, em Creta. Sabendo que Minos controlava tanto o mar quanto a terra, Dédalos, que era um grande e habilidoso artesão, fez para si e para Ícaro asas que juntavam penas de várias aves, fixadas com cera, para que assim, pudessem fugir do labirinto e de Creta. Antes de alçar voo, Dédalus alertou a Ícaro que não voasse alto demais, pois o calor do sol poderia derreter a cera e descolar as asas; também não deveriam voar muito baixo, pois a umidade do mar poderia também desmanchar o artefato. Assim, alçaram voo em direção à liberdade. Porem, Ícaro ficou encantando com o fulgor do Sol e seguiu em sua direção, sentindo-se como um deus. Esqueceu-se dos conselhos de seu pai e voou alto, alto demais, deslumbrado que estava com o Sol. Logo a cera de suas asas começou a derreter e ele caiu e morreu no mar que posteriormente foi nomeado em sua homenagem: Mar Icário. Dédalos, ao não ver mais o filho, preocupou-se e chamou-o muitas vezes, mas já era tarde. Viu apenas as penas flutuando sobre as ondas. Mesmo assim, Dédalos conseguiu chegar à Sicília e lá enterrou o corpo do filho.

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Como sabemos, Sagitário é um signo das alturas, das infinitas possibilidades. É o signo do Puer Aeternus, o arquétipo da Criança Divina, modernamente conhecida como Peter Pan. Ícaro é mais uma faceta desse arquétipo. As asas simbolizam a criatividade, a liberdade e a capacidade de voar acima dos nossos limites terrenos, representado pelo labirinto e pela ilha – lembra da expressão asas da liberdade, asas da imaginação? Mas os problemas começam quando nos empolgamos demais e esquecemos que tais limites continuam valendo, que não podemos ser arrogantes e achar que somos deuses, voar alto demais. Esse é um tema básico para quem tem Sagitário forte no mapa: as grandes aspirações, o alçar grandes alturas e depois se ver em queda livre, vertiginosamente, porque esquece-se os limites básicos, as regras do voo – mesmo os pássaros obedecem regras de voo, porque sem elas, o voo é sempre desastroso! E esse é o desafio de Sagitário e de todos nós nas próximas semanas: alçar o voo sem esquecer das regras básicas, sem incorrer na arrogância de achar que viramos deuses e agora podemos tudo, inclusive chegar ao sol, chegar a ser Deus, em carne e osso.

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O outro desafio é celebrar, apesar das decepções e desapontamentos. Celebrar – não como no ditado “como se não houvesse amanhã”, ao contrário, exatamente pensando no amanhã, que pode ser melhor, porque vamos nos esforçar para crescer e melhorar; perceber as pequenas vitórias ao longo da caminhada e se regozijar por elas; encarar a realidade, crescer com ela, sem perder o espírito-criança, genuíno e inocente, mas nunca ingênuo!

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Como Saturno está forte neste mapa, a Lua Cheia joga luz e realça, mais uma vez seu trânsito por Sagitário. E aqui precisamos ter um cuidado: o de não incorrermos nas cobranças excessivamente duras conosco mesmos ou com outros – Saturno -e o Senex, o outro lado do Puer, o Velho. Também precisamos cuidar para não nos prostrarmos diante de algumas decepções, perdas, dificuldades… Já falei em outros textos que signos Mutáveis – especialmente Gêmeos e Sagitário andam enfrentando a maior barra nos últimos dois anos, devido aos desafios de Saturno e isso representa um momento de crescimento e não de derrota. E vai passar – lembre-se disso!

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Por outro lado, como a Lua está aplicando a Saturno, precisamos nos preparar para lidar com cobranças de promessas que andamos fazendo sem pensar e agora precisamos entregar o prometido – nos próximos dias ou meses! Quem quer que tenha se comprometido demais, sem planejar adequadamente, seja em termos financeiros, energéticos, de tarefas ou de tempo, agora terá que fazer malabarismos para cumprir o que prometeu, ou simplesmente deixar de cumprir e arcar com as consequências – mesmo assim, isso ainda é parte do aprendizado e não convém autoflagelar-se.

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Pelicanos, perturbados pelo comportamento e resíduos dos humanos, procuram áreas mais seguras para criar seus filhotes”. Este é o Símbolo Sabiano para o grau 19 de Sagitário, que nos remete a questões muito maiores que os pessoais ou locais – remete-nos aos problemas universais que o humano contemporâneo enfrenta, problemas criados por ele mesmo. Não precisamos elucubrar muito a respeito dessa imagem, porque ela fala por si só: questões ambientais e como estamos cavando nossa própria cova, além de enterrarmos junto centenas, talvez milhares de espécies que sofrem as consequências da atuação danosa do ser humano sobre o planeta.

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Além de apontar para a questão real do excesso de lixo e descartes produzidos pelos indivíduos e sociedades modernas, consequências do consumo exagerado e vazio, também alude ao lixo cultural, aos excessos produzidos na indústria do entretenimento que, ao invés de alimentar nossa alma e fomentar nossos sonhos, apenas os pulveriza e os barateia, pois tudo se torna comercializável, rentável, mesmo o mais íntimo e precioso dos sonhos. Pelicanos são conhecidos pelo extremo cuidado que têm com suas crias e famílias. Diz-se que em situações radicais eles chegam a alimentar os filhotes com a própria carne e sangue. Não se sabe se isso é lenda ou verdade, mesmo assim, de acordo com Dane Rudhyar (2), remonta à ideia de urgência: “nossa sociedade tecnológica polui não apenas o ambiente global, mas também a mente e as respostas emocionais das novas gerações. A busca por novos modos de vida é vista por muitas pessoas como um imperativo”, diz ele.

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Então, este é mais um desafio: como continuamos a crescer e a nos desenvolver como indivíduos, sociedades e, em última instância, como espécie, sem ser uma ameaça às outras espécies e ao próprio planeta e ainda sem comprometer o conhecimento, a formação e o futuro cultural das novas gerações, por causa do lixo imediatista produzido aos borbotões pela indústria da “felicidade fácil e comprável” no shopping center – ou em qualquer outro lugar que acreditemos que podemos comprar satisfação verdadeira.

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Diante de tudo isso, eu insisto: temos muito a celebrar e a aspirar! É incontestável que temos dificuldades, mas elas estão aí para nos testar. Elas nos testam a amadurecer e continuar a crescer; elas nos desafiam a dar nosso melhor e não perder a confiança em nós mesmos, no elemento humano, na vida; elas nos desafiam a aspirar às grandes alturas, a sair dos labirintos criados pelo medo, pelos abusos de poder, pela estreiteza de pensamento e de espírito; e, ainda assim, lembrar de nossa mortalidade, para não queimarmos feito mariposas na chama da luz fulgurante e nem derretermos a cera que nos permite voar. Sim, muito temos a celebrar! E a confiar! Fincamos os pés na terra para alçar nosso voo, lembrando que precisamos ter clareza que em algum momento precisaremos pousar.

Para terminar, essa Lua Cheia me lembra aquela canção tradicional, imortalizada na voz de Judy Garland – e que me foi lembrada hoje por uma amiga: “Over the Rainbow” – Além do Arco-íris. A canção é trilha do filme o Mágico de Oz, de 1939. Foi escrita por Harold Arlen and Yip Harburg e aparece no momento em que Dorothy sonha e anseia por escapar da melancolia e das dificuldades que vive em sua realidade, no Kansas. Além do sentido que tem no filme, a canção tinha o intuito de elevar o espírito dos americanos, que ainda lutavam para se recuperar da Grande Depressão de 1929. De fato, Dorothy, conversando com seu cão, Toto, fala que “não se pode chegar a este lugar por trem ou barco, é um lugar muito, muito além… Atrás da Lua, além da chuva… Um lugar onde não há nenhum problema”. Eu diria que este lugar só existe no nosso refúgio particular, na nossa própria alma, quando estamos em paz. E, embora sejam raros tais momentos de paz, eles são possíveis e muitas vezes independem de circunstâncias exteriores. Trago esta canção aqui para elevar nosso espírito e lembrar que além do arco-íris existe um lugar mágico e este lugar não está lá fora. O arco-íris está dentro de nós e o que encontramos além dele, é peculiar e singular para cada um, porque é a nossa Terra do Nunca particular, nosso paraíso pessoal, para onde podemos ir sempre, para nos refazer, para celebrar. Não necessariamente para fugir, mas para buscar uma trégua, um momento de refazimento da luz e da esperança, o revigorar do entusiasmo e da fé!

Abaixo, a letra da canção, em tradução livre:

Além do arco-íris

Em algum lugar, além do arco-íris, bem no alto
Há uma terra sobre a qual eu ouvi uma vez em uma canção de ninar.
Em algum lugar, além do arco-íris, os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar,
realmente tornam-se realidade

Algum dia eu pedirei a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estarão muito atrás de mim
Onde os problemas derretem-se como balas de limão
Muito acima dos topos das chaminés
É onde você me encontrará

Em algum lugar além do arco-íris, pássaros azuis voam
Pássaros voam além do arco-íris
Porque então, por que não posso eu?
Se pequenos pássaros felizes voam
Além do arco-íris
Porque, oh porque não posso eu?

Feliz Lua cheia para você! Que haja motivos para celebrar – e sempre há! Brindemos a isso!

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(1) APOLLODORUS – The Library of Greek Mythology

(2) RUDHYAR, Dane – An Astrological Mandala

A Semana Astrológica – A solidariedade nossa de cada dia

Mihai Christie - Reprodução
Mihai Christie – Reprodução

Semana de 31 de outubro a 06 de novembro – semana de muita sensibilidade, renovação e de se imbuir de energia e vigor para ir em busca da realização dos propósitos!

Inauguramos o ciclo de Escorpião neste domingo, com a Lua Nova de Escorpião. Um ciclo que propõe eliminações, reciclagens e a regeneração – bem que estamos precisando! Uma Lua Nova que também fala de segredos e de revelações. E como começamos também um mês novinho em folha, ao final do texto veja principais acontecimentos de novembro.

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E a semana já começa fortíssima, com a celebração do Halloween, a Noite de Todos os Santos, o festival de Samhain no Hemisfério Norte e de Beltane no Hemisfério Sul, de acordo com a Roda do Ano do calendário pagão. Atualmente o Halloween é visto apenas como uma data comercial americana, mas é muito mais que isso. Os americanos apenas se apropriaram dessa festa, que tem origem Celta e que compreendia um tríduo de ia de 31 de outubro a 2 de novembro. Um tempo mágico, sagrado, em que se dizia que os mortos podiam andar entre os vivos. Para entender a origem e a importância desse festival, leia sobre a origem do Halloween.

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O Sol se engaja numa conversa transcendental com Netuno em Peixes, colorindo a semana de muita sensibilidade, criatividade e altruísmo e nos pergunta como temos vivido expressado nossa empatia  – será que ao menos temos isso? Empatia é diferente e piedade, a piedade sente dó e pena, a empatia faz você sentir junto, ser solidários e buscar ajudar o outro de alguma forma. Como vivemos isso no dia a dia? O Sol fecha o período já em conversa com seu dispositor moderno, Plutão, imprimindo mais força e intensidade à nossa presença e objetivos. Mercúrio está bem industrioso e ocupado nesses dias: faz sextil a Plutão, aumentando seu poder de penetração e perspicácia, além do poder da palavra e o poder mental. Depois disso ele faz trígono a Quíron e quincunce a Urano (este último aspecto fica exato na semana que vem), o que indica maior empatia em nosso discurso e comunicação, mas, ao mesmo tempo, uma dificuldade de conciliar o impulso da ação com o desejo de contenção.

John Holcroft - Reprodução
John Holcroft – Reprodução

Vênus, a Pequena Notável, segue em recepção mútua a Júpiter – um mora na casa do outro, atualmente – mas nesta semana, depois de ter encontrado com Saturno, depara-se com Quíron e nossa autoestima tem outro baque. Feridas podem ser reabertas, mas podemos também aproveitar a oportunidade para saná-las de vez. Como Vênus é um planeta terroso, que tem a ver, até certo ponto com a materialidade, visto que rege Touro e representa recursos, quando em Sagitário e em contato com Quíron, sinaliza um período em que podemos ter grandes dificuldades com o corpo, com nossas sensações e com o fato básico de estarmos nesta encarnação cheia de percalços e limitações. Podemos ser atraídos por indivíduos que personificam o arquétipo do fragilizado, do doente ou ou que tenha alguma dificuldade física e ainda, podemos ser atraídos pelos curadores. Negativamente podemos nos envolver repetidamente com pessoas que parecem mais vulneráveis do que nós – talvez elas carregam por nós a fragilidade que não damos conta de admitir que temos, e vice-versa. Depois Vênus se refaz desse embate e sai filosofando, buscando um sentido para tudo isso. Depara-se com Urano e resolve que vai reformar o Bem-amado. Esse contato traz um sopro de novidade e leveza para as relações, depois de duas semanas bem carregadas e tensas. Novidade, aventura, liberdade e independência temperam as relações, que ganham mais modernidade e um tom de experimentação. Outro dado interessante é que Vênus está Fora dos Limites do Sol desde o dia 26, condição em que fica até a primeira semana de dezembro. Um planeta, quando Fora de Limites, tem uma qualidade selvagem, indomável e imprevisível – não se sabe direito o que esperar – ainda mais em contato com Urano!

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Marte sobe as últimas escarpas da montanha íngreme de Capricórnio e depois do conflito com Urano em Áries, não faz mais nenhum aspecto maior com outros planetas, apenas recebendo os trânsitos da Lua. Marte também já voltou aos limites do Sol nas declinações – está bem mais comportado e disciplinado, como Mestre Saturno gosta! Ingressará em Aquário na semana que vem.

Catrin Welz-Stein - reprodução
Catrin Welz-Stein – reprodução

A Lua abre a semana na fase Nova em Escorpião. Entra na fase Semi-Crescente ou Côncava já em Sagitário. Ganha ímpeto em Capricórnio e fecha a semana em Aquário. Formaliza o Quarto Crescente na segunda, dia 07 de novembro.

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Tirado de Blackleatherbelt.tumblr – Reprodução

SEGUNDA-FEIRA, 31 de outubro – A Lua está renovada em Escorpião e se harmoniza com Plutão em Capricórnio. Faz conjunção a Lilith, se afina com Quíron mas se indispõe com Urano. Fecha a noite harmonizada com Marte. O Sol está em trígono a Netuno, exato amanhã. A semana começa intensamente, com energias densas, mas poderosas à nossa disposição. Um novo ímpeto e novo impulso percorrem nossas veias, impregnando o dia de disposição e vigor, deixando-nos dispostos a atacar qualquer situação que surja no caminho com destemor e galhardia. Não é que não haja dificuldades, mas não nos dobramos a elas, pelo contrário, talvez elas nos façam mais ousados porque o desafio nos incita a provar para nós mesmos que conseguimos superar mais esse limite, o nosso limite! Também há muita sensibilidade, profundeza de sentimentos e a intuição está super aguçada, de modo que vale prestar atenção a ela. Por outro lado, dado os resultados das eleições, muitos podem estar celebrando e outros tanto podem estar lastimando e a energia de Escorpião, quando operando negativamente, vai pela via do cinismo como mecanismo de defesa. Para onde estamos indo mesmo? Não importa, todos nos encontraremos no juízo final. É, o humor pode estar um tanto sardônico e circunspecto, mas ainda assim, a energia flui e depende de nós como canalizá-la criativamente e positivamente. A Lua está Nova, mas ainda não é hora de começar nada, visto que ela estpa escura e ainda muito instintiva. É hora de planejar e ter firmeza nas intenções – os novos começos são recomendados no terceiro dia da Lua Nova, quando ela aparece como um anel fino no céu.

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TERÇA-FEIRA, 1° de novembro – O Sol está em trígono exato a Netuno hoje. De Escorpião a Lua se afina com Marte, aspecto depois do qual fica fora de curso, à 00h44min. Fica muitas horas sem contatos, até entrar em Sagitário às 12h43min, onde continua sem muita conversa, apenas se aproximando da quadratura a Netuno. A imensa sensibilidade que experimentamos hoje está contida em nós mesmos. É como se nos déssemos conta do universo vasto em nós e que se irradia para os outros e o mundo ao redor, formando uma teia viva e luxuriante de vidas, experiências, sentimentos, intenções… Contudo, a manhã não favorece a expressão direta de tudo isso, antes, convida-nos a meditar e refletir sobre como podemos aplicar tal sensibilidade em nossos propósitos, para além de objetivos individuais, em algo que abarque a vida, o mundo e a melhoria do humano. Um anseio por um mundo menos sórdido nos faz matutar sobre nossa própria responsabilidade no mundo que nós também ajudamos a engendrar, dia a dia, com nossas ações, posturas, pensamentos e vibrações… O que podemos fazer para alterar esse estado de coisas? Sentimo-nos caminhando para um abismo e não conseguimos fazer muito, há uma sensação de inevitabilidade… Mas, da mesma forma, acena para nós, sempre, a possibilidade da redenção, num pequeno gesto, numa ajuda tímida ou mais decidida… Sempre podemos mudar, se não nos dobramos à desesperança. À tarde o clima muda um pouco e fica menos contido, mais espontâneo, mais expansivo e saímos para o mundo mais animados e visionando como colocar incluir toda essa sensibilidade nos planos grandiosos de futuro que desenhamos. Em termos práticos, a manhã pede rotina, já a tarde está mais propícia a explorações e à busca de novidades.

inspirationlane-tumblrQUARTA-FEIRA, 2 de novembro – A Lua faz quadratura a Netuno, sextil a Júpiter, seu dispositor, e conjunção a Saturno. Fecha a noite conjunta a Vênus, aspecto exato amanhã. Mercúrio vai se aproximando do sextil a Plutão enquanto Vênus se afasta de Saturno. Dia propenso a exageros e escorregões diversos, seja nas atitudes ou no excesso de franqueza. A princípio, temos um entusiasmo contagiante, mas oscilamos muito e talvez em seguida fiquemos meio incertos de nós mesmos… a dúvida, que vemos como inimiga, talvez nos empurre na direção da supercompensação e possivelmente tornamo-nos super enfáticos e até mesmo moralistas. Nesse clima de insegurança, uma imensa nostalgia toma conta de nós, talvez porque seja Dia dos Mortos, talvez pelo feriado, o certo é que estamos assim meio… “coisados”, uma hora cá, outra lá do outro lado do mundo, sonhando com outras paragens, outras paisagens, outras dimensões. Lembramos que não somos deste mundo e sentimos saudades de casa… quando será a nossa hora? Filosofamos e tecemos conjecturas, mas o certo é que o Dia dos Mortos existe não só para nos lembrarmos dos nossos mortos queridos, mas para nos lembrar da morte em si mesma, que somos finitos e mortais e que o melhor legado que podemos deixar é uma vida bem vivida… O dia fica assim, propício a filosofar, a discutir o sentido das coisas, da vida, da morte, da caminhada e dos passos que deixamos por aqui… alguma tristeza e nostalgia que se apresentem devem ser abraçadas e integradas. Elas também fazem parte, assim como aqueles que se foram já fizeram um dia. Possivelmente a Lua já começa a aparecer no céu hoje. Conta uma lenda árabe, que o que quer que você esteja fazendo quando vir a Lua pela primeira vez naquele ciclo, é a coisa certa para você fazer!

Martin Stranka - Reprodução
Martin Stranka – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 3 de novembro – Mercúrio está em conversa íntima com Plutão enquanto a Lua faz conjunção a Vênus em Sagitário. De manhã cedinho a Lua peleja com Quíron e depois se entrosa com Urano, ficando vazia depois desse entrosamento, às 08h37min. Fica o resto do dia vazia, mas ainda faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Semi-Crescente. Apesar de precisarmos mostrar serviço, o dia está inconstante, com a energia fluindo irregularmente. Tudo bem, podemos nos desdobrar, só não podemos é abraçar o mundo com as pernas ou prometer demais e acabar não cumprindo. Além de tudo, a energia física é algo que também oscila, vai e vem, conforme nosso humor e nossa atenção viajadora. Estamos desconectados da alma, de forma que perdemos o fio da meada e talvez tenhamos que refazer algumas coisas. Porque apresar de precisar mostrar serviço, nosso anseio é de soltura e largueza, amplidão de espaço e pensamento, portanto, compromissos muito rígidos hoje serão asfixiantes. Como sempre, com a Lua vazia, a objetividade é pouca ou nenhuma, por isso, o ideal é não tratar de coisas muito sérias hoje, deixando as grandes decisões para outro dia. Por outro lado, a mente está focada e capaz de revelar questões inconscientes e trazer verdades à tona, a respeito de nós mesmos, nossos sentimentos e motivações, como também de situações lá fora.

Adam Martinakis - Reprodução
Adam Martinakis – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 4 de novembro – A Lua ingressa em Capricórnio à 01h06min e fica algumas horas bastante soturna e concentrada, sem dar moral ou conversa para ninguém. Pelo fim da manhã vai estabelecendo uma afinidade com Netuno, contato certo à noite. A Lua fecha a noite em quadratura a Júpiter. Vênus tem o conflito com Quíron plenificado hoje. Hoje recuperamos o tempo aparentemente “perdido” ontem: arregaçamos as mangas e nos concentramos no trabalho, corpo, alma e coração – e ai de quem vier nos interromper com coisas pequenas! O dia está assim, propício ao trabalho disciplinado, perseverante e focado, estruturando, sistematizando e organizando a vida. Entretanto, apesar de toda a diligência e foco, talvez usemos o trabalho para nos dispersar de questões que doem na alma, agudamente… Um senso de inadequação, de cristal trincado, que não será consertado, não importa o que façamos. Todo o foco no trabalho não é suficiente para nos distrair da desarmonia relacional que intuímos ao redor e que nos faz tomar partido, porque compramos a dor do outro, numa empatia que nasce da nossa própria dificuldade em lidar com certas injustiças da vida… Por que a vida é como é? A cabra não discute com isso, é o que é e pronto! Mas lá no fundo esse pragmatismo incomoda e lutamos para encontrar um sentido que explique, justifique, esse espinho que dói no outro e dói em mim; os cristais trincados, o defeito irremediável, o coração partido, a questão insolúvel, a resposta que jamais teremos… É inútil e por mais que lutemos, às vezes é em vão. Nem sempre encontramos sentido para certas coisas incompreensíveis que acontecem a nós ou ao nosso redor. Mas ainda podemos usar nossa grande sabedoria e iluminar a situação de outros, quando saímos de nossa própria dor e do nosso pequeno umbigo, vemos que há dores maiores que a nossa e, mesmo que não sejam maiores, é um humano que sangra e eu me irmano nele, A solidariedade pode ser bálsamo, que cura e aproxima, se ousarmos deixar alguém chegar mais perto.

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SÁBADO, 5 de novembro – Vênus tem uma conversa super animada com Urano, aspecto exato hoje. Dona Lua faz conjunção a Plutão e, consequente, também se afina com o Sol, que está muito perto do sextil ao Senhor do Mundo Inferior. Depois a Lua tem uma conversa à boca pequena com Mercúrio. Dores, para quê vos quero? Para serem transformadas em experiência e sabedoria! Pragmatismo e resiliência dão o tom do dia, que nos ajuda a dar uma guinada e enxergar nossos pequenos problemas com outros olhos. Mais serenos e confiantes, mergulhamos fundo em nós mesmos em busca de nossos melhores recursos e voltamos refeitos e regenerados, depois de confrontar nossos humores sombrios e os espinhos fincados na carne que porventura ainda nos incomodem. O que não me mata, me fortalece! E me agrega bagagem e vivência. O realismo e resiliência são temperados com um desejo de mudança, de reformar esses aspectos menos nobres e trôpegos que carregamos em nós ou que vemos no nosso entorno. Ainda estamos bem cientes de nossas dores e feridas, mas não queremos nos debruçar sobre elas – pelo contrário, queremos extirpá-las – quem sabe colocando um coração biônico no lugar? Sim, uma onda de desapego e desprendimento vem em nosso socorro, de modo que conseguimos ver as coisas de outra perspectiva, mais distanciada, fria e objetiva.

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DOMINGO, 6 de novembro – Mercúrio está em trígono pleno a Quíron e em quincunce, não exato, a Urano. A Lua Capricorniana faz conjunção a Marte e fica fora de curso depois, às 07h57min. Ingressa em Aquário às 11h56min, de onde fecha o dia e a semana em harmonia com Júpiter. O dia traz possibilidades de comunicação mais sensível, embora com rompantes de desassossego e impaciência com os melindres alheios. Podemos emprestar nossos ouvidos a quem precisa de um confidente confiável e atencioso e talvez curar alguém da alienação humana que tanto grassa por aí… Ao parar e dar atenção, ouvir e escutar o outro, ele deixa de ser só mais um; e, ao acolher seu sofrimento, eu também dou maior sentido às minhas próprias aflições. A manhã de domingo está favorável à rotina domingueira, qualquer que seja a nossa. Já de meio-dia à tarde estão favorecidos os encontros com amigos, as atividades diferentes, a saída – total – da rotina e do comum. Qualquer que seja seu programa de domingo, faça algo diferente e inusitado hoje, de preferência ao ar livre, em boa companhia, com boa comida e um papo melhor ainda. Certamente sua semana começará com o pé direito depois disso – e melhor, sem a habitual lombra de domingo!

Uma linda semana para você! Que seja Iluminada e serena!

NOVEMBRO:

09 – Marte ingressa em Aquário

10 – Saturno faz semi-sextil a Plutão

12 – Mercúrio ingressa em Sagitário

12 – Vênus ingressa em Capricórnio

14 – Lua Cheia em Touro

20 – Netuno retorna ao movimento direto

21 – O Sol ingressa em Sagitário

24 – Júpiter faz quadratura a Plutão

25 Vênus faz conjunção a Plutão

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Lua Nova em Libra – Tempo de Equilíbrio

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A Lua foi Nova nesta sexta-feira, dia 30 de setembro, às 21h11min no horário de Brasília (à 01h11min de 01/10 no horário de Lisboa), a 08°14’ de Libra, abrindo o ciclo que enfatiza as parcerias e relacionamentos, a necessidade de buscarmos equilíbrio e justiça em nossas interações com o mundo. É hora de renovar nossas intenções no que tange aos relacionamentos importantes da nossa vida.

Libra é o signo onde o eu se depara com o outro fora de si, com o não-eu. Signo extremamente civilizado, cujo símbolo é uma balança, o único signo do zodíaco cujo símbolo é um objeto inanimado e não uma criatura viva, algo que diz muito da natureza impessoal e emocionalmente distanciada do signo. Sim, essencialmente é um signo de relacionamentos, mas não do ponto de vista dos vínculos emocionais, mas sim do ponto de vista de trocas entre iguais, de afinidades sociais e intelectuais – ele representa a necessidade do ser humano de se associar, seja de forma íntima como no casamento, seja de forma social ou profissional, como nas associações de negócios. Está relacionado com a natureza gregária do ser humano, o impulso para ser casal, para formar o par.

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Libra é um signo que vem aprender a escolher e assumir as consequências de suas escolhas. A balança representa a necessidade de equilíbrio, de conciliação entre o eu e o não-eu. Assim, temos pela frente um ciclo de escolhas, e sendo Libra um signo de Ar Cardinal, significa escolher a ação efetiva que construa ou melhore as relações.

Lua Nova em Libra - 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.
Lua Nova em Libra – 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.

O mapa da Lua Nova traz Sol e Lua se afastando de uma conjunção a Júpiter, mas, embora separativa, essa conjunção ainda é próxima e potente e sugere que Júpiter colore grandemente o ciclo que se inicia. Sendo Júpiter um planeta relacionado à justiça e às leis em geral, temos um período em que esses temas serão bastante destacados. Júpiter também é um planeta de expansão, crescimento, otimismo, vivacidade e certamente essas qualidades se farão sentir nas próximas semanas. Refazemos nossa disposição, voltamos a ter esperança e a nos entusiasmar com novos projetos e com as perspectivas de futuro. Certamente é um ciclo bastante positivo e bem diferente dos ciclos lunares anteriores. Na verdade, precisamos até ter ponderação para não irmos para o extremo oposto, e nos tornarmos excessivamente otimistas e até um tanto arrogantes. Outra coisa importante quando temos Júpiter numa configuração, é a perspectiva mais ampla e abrangente das coisas; a possibilidade de nos conectarmos com a mente superior, com conceitos mais elevados e filosóficos. Júpiter em Libra, aliás, vem favorecer o mundo das artes em geral, com todos os seus conceitos abstratos e que desafiam o senso comum.

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Sol e Lua também estão em harmonia com Saturno em Sagitário e em atrito com Netuno em Peixes. O aspecto a Netuno requer observação da nossa parte, pois indica grande possibilidade – visto que o aspecto está muito próximo – de nos desequilibrarmos devido a ideias impraticáveis, por demais abstratas ou sonhadoras e embora o contato também indique muita criatividade e inspiração, é preciso pé no chão para filtrar essas inspirações e verificar se são realmente válidas. Nesse sentido, buscamos a cooperação de Saturno, para nos manter firmes e realistas. Saturno, aliás, é peça muito importante aqui – aliás, sempre – porque num ciclo extremamente Jupiteriano, com essa influência capciosa de Netuno, necessitamos mesmo de cabeça fria, objetividade, realismo. O fato de Saturno estar em Sagitário possivelmente nos ajude a frear o entusiasmo excessivo, trazendo algum comedimento e ponderação.

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Vênus, a regente da Lua Nova, trafega atualmente Escorpião, signo de seu detrimento. Como aspecto maior ela conversa apenas com Netuno em Peixes, um contato que aumenta a sensibilidade Escorpiônica, ao mesmo tempo em que suaviza o cinismo e diminui a extrema reserva. Esse posicionamento indica um ciclo de relações apaixonadas e apaixonantes, buscamos relacionamentos e parcerias com iguais, mas aqui queremos mais do que a afinidade e a troca civilizada, queremos paixão e comprometimento. As parcerias ficam mais passionais e comprometidas, sejam as amorosas, sejam as de negócios.

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Mas além dos aspectos e conexões que a Lua (e o Sol) fazem, há ainda uma influência forte, não necessariamente perceptível à primeira vista: a Lua Nova se dá em quadratura ao Ponto Médio entre Marte e Plutão, que estarão conjuntos em 19 de outubro. E mais: o Sol (e a Lua) estão em quadratura a Plutão esse aspecto entre o Sol e Plutão fica exato na próxima semana. Isso tudo adiciona força, magnetismo, e capacidade de lidar com a verdade e com as crises, o que vem trazer, sinceridade, vigor e profundidade à sutileza e equilibrar a tendência à futilidade e afetação de Libra. A quadratura ao Ponto Médio também indica a capacidade de lidar com crises, estamina emocional e física, além da possibilidade de muitos confrontos raivosos que, apensar da tensão, podem trazer soluções verdadeiras, enfrentamento da verdade e maior autenticidade nas relações. O risco é estarmos muito inconscientes da raiva não expressa e isso se manifestar como envolvimento em situações violentas diversas.

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Em resumo, para ganharmos acesso às promessas de expansão e concretizarmos essas promessas, precisamos lidar algumas verdades desconfortáveis, difíceis para Libra digerir; precisamos assumir nossas ambições e ir em busca delas, determinadamente; inclusive nossas ambições no campo das relações – não dá mais para ficar em cima do muro despetalando flores de mal-me-quer/bem-me-quer – ou ata ou desata! É preciso ter clareza do que se quer, fazer as escolhas e devidas e ir em busca desses desejos e objetivos, quaisquer que sejam eles!

magritte-33O Símbolo Sabiano do grau 9 de Libra (08°14’) traz uma imagem significativa: “três velhos mestres se demoram numa sala especial numa galeria de arte – às vezes eles parecem conversar entre si”. Lynda Hill, astróloga australiana e estudiosa dos Símbolos Sabianos, analisando este símbolo, nos lembra que um dos temas principais é a comunicação, que se dá num nível completamente diferente daquele a que estamos acostumados. Pode ser a comunicação não verbal, subliminar, mas que tem a ver com mensagens sutis e de valor inestimável. E ela afirma: “Este símbolo é sobre falar com outras pessoas a respeito de conceitos abstratos num nível mais elevado. O bate-papo cotidiano que não se aprofunda ou explora a beleza da vida pode se tornar sem sentido e mundano. Aprofundar-se nas próprias situações. Encontrar soluções a partir das pistas dadas pelas diferentes partes da personalidade e da psique sobre o que você deveria estar fazendo ou onde você deveria estar. Foco na quietude, tempos de introspecção quando pessoas não estão ao redor para distrai-lo. A solução talvez esteja em equilibrar os três agentes: espiritual, físico e mental”. Assim, este símbolo enfatiza a presença de Júpiter no mapa da Lua Nova e aponta para a necessidade de nos atentarmos para verdades mais elevadas, em contraponto aos fatos do dia a dia. Desafia-nos também, a encontrar soluções que sejam mais autênticas e condizentes com nossa natureza e realidade, equilibrando as várias instâncias da nossa experiência humana: a dimensão física, mental e espiritual.

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Assim, o ciclo traz muitas possibilidades de crescimento e expansão, permeados de algumas tensões que vem liberar soluções drásticas, mas efetivas! O confronto, apenas parece ser com o outro, mas no fundo, é conosco mesmos e nossas próprias dificuldades. E sempre vale lembrar: para o outro, eu também sou um “outro”, eu sou espelho e reflito seus dilemas, portanto, estamos todos no mesmo barco e, aparte o excesso de civilidade que às vezes Libra usa para evitar os confrontos, a gentileza é mais necessária do que nunca nas relações. E às vezes, gentileza de verdade é dizer a verdade quando ela é necessária, de maneira doce e serena!

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Um ótimo ciclo para você! Que venha cheio de expansão com equilíbrio!

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Andy Goldswhorthy – Reprodução
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A Semana Astrológica – Você é grafite ou diamante?

 Halawa heights, Hawaii - Desconheço o autor - Reprodução
Halawa heights, Hawaii – Desconheço o autor – Reprodução

Semana de 22 a 28 de agosto – Semana de alta pressão e extraordinária tensão, mas também de formidáveis oportunidades de sincronizarmos nosso tempo pessoal com o universal. O período é propício a análises, avaliações, encerramentos, descartes e limpezas físicas e energéticas e de visualização do futuro.

Jules Breton - Reprodução
Jules Breton – Reprodução

Movimentos importantes ocorrem nestes dias. O primeiro deles é a ingressão do Sol em Virgem na segunda-feira, inaugurando o período de sermos mais precisos, acurados, de refinarmos nossa técnica e método; de purificarmos nossos propósitos, de modo que reflitam os anseios mais profundos de nossa alma. Tempo também de trabalhar a integridade interior, o senso de inteireza e de autossuficiência. Virgem é o signo do trabalho, do ofício que nos permite não só ganhar a sobrevivência, mas colocar nossos dons a serviço do outro, a serviço do todo. Mas o trabalho, quando não tem esse sentido do sacrifício, ou ofício tornado sagrado, pode se tornar escravidão ou sacrifício involuntário e doloroso. Virgem sabe bem o que é usar o trabalho para fugir de questões cruciais, para fugir de si mesmo e dos próprios dilemas. Parece que Nietzche falava diretamente a essa Virgem negativa quando disse “todos vós, que amais o trabalho desenfreado, o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois” – Nietzche, em Assim falou Zaratustra.

Jules Breton - Reprodução
Jules Breton – Reprodução

O trabalho enobrece o homem, diz aquele antigo provérbio, mas nobre também é a desculpa do trabalho, quando o usamos para mascarar nossos problemas familiares, emocionais, quando o usamos para nos defender do mundo. E numa semana em que temos toda essa energia Virginiana ativada (Sol, Vênus, Mercúrio, Júpiter), somada à conjunção Marte-Saturno em Sagitário, vale também lembrar Fernando Pessoa: “não é o trabalho, mas o saber trabalhar, que é o segredo do êxito no trabalho. Saber trabalhar quer dizer: não fazer um esforço inútil, persistir no esforço até ao fim e saber reconstruir uma orientação quando se verificou que ela era, ou se tornou, errada”. É isso ou podemos nos encontrar frustrados e doentes em algum momento, por não saber discernir entre o trabalho que liberta e aquele que escraviza, entre a hora de esperar, a hora de desistir e a hora de continuar.

Jules Breton - Reprodução
Jules Breton – Reprodução

Temos atualmente Sol, Vênus, Mercúrio, Júpiter em Virgem; Plutão em Capricórnio; e ainda a Lua trafegando Touro por cerca de três dias – ou seja, uma quantidade massiva de Terra ativada nos céus, incitando-nos a sermos práticos, a buscar e focar na segurança, nas coisas palpáveis, no que podemos ver e tocar. Estabilidade e previsibilidade tornam-se coisas de suma importância e isso pode nos levar ao comportamento de retranca, em que evitamos a mudança por medo de comprometer a estabilidade, pelo mero medo de mudar. Também há pouca energia cardinal e fixa, sendo preponderante a energia mutável, o que pode nos deixar dispersos, ocupados com coisas menores, com detalhes, perdendo a perspectiva maior das coisas. Ou, podemos simplesmente procrastinar e enrolar e nisso perdemos um tempo precioso. Portanto, precisamos ficar vigilantes quanto às nossas justificativas para fazer – ou não fazer – o que fazemos. O tempo é precioso e o elemento Terra sabe disso, mas nesta semana pode se perder nos detalhes – não podemos nos dar a esse luxo, porque a determinação a que podemos recorrer precisa e deve ser usada para coisas maiores, sob pena de nos desgastarmos e perdermos o fio da nossa meada.  Além da forte energia de Terra ativada nos céus, não há nada nos signos de Ar, a não ser quando a Lua trafegar o signo de Gêmeos (quarta a sexta). Se, por um lado isso traz pragmatismo, senso acurado de realismo, pé no chão como já enfatizamos acima, por outro, adiciona peso e talvez pessimismo, principalmente por causa dos aspectos que os planetas Virginianos fazem a Saturno e a Netuno. Portanto, precisamos vigiar as lentes através das quais olhamos para a vida, para que não sejam sombrias demais e nem sejam um caleidoscópio desvairado que perturba o julgamento apropriado das coisas.

conflito internoMarte faz conjunção a Saturno em Sagitário (aspecto partil na quarta-feira) e quadratura a Netuno em Peixes (aspecto exato na sexta), enfatizando o fechamento dessa configuração, que se dará daqui a algumas semanas e precedendo a segunda temporada de eclipses do ano. Marte simboliza nossa vontade, a força realizadora individual, nossas ambições pessoais e o princípio de auto-afirmação, da agressividade no seu sentido mais neutro, da agressividade necessária à sobrevivência. Quando em contato com dois planetas tão contraditórios entre si, representa um tempo em que nós nos percebemos muito contraditórios em nossos desejos, vontade e no nosso modus operandi: “Quero, mas não quero… Será que quero? Talvez não queira… Quero, com toda a força de cada gota do sangue que circula em minhas veias… ah! Mas será que vale a pena, será que consigo?” Esse diálogo interno segue, ora nos enchendo de resiliência, ora minando a autoconfiança e se não estamos perfeitamente cientes dos nossos processos internos, de toda essa oscilação, temos a sensação de que é o mundo que nos bloqueia e obstrui. No meio disso tudo, a consciência precisa discernir e identificar o essencial: há um tempo para tudo. Qual é o meu tempo? Será que ele está alinhado com o tempo da vida e do universo? Como transferir um ideal etéreo, excelso e intangível para o plano do tangível-temporal? Pode ser muito frustrante lidar com as limitações que o real impõe aos nossos anseios pelo sublime… Mas a nossa tarefa é achar meios de conciliá-los.

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Marte, ao fazer contato com essa quadratura Saturno-Netuno, e que estão num embate colossal atualmente, representado pela quadratura cíclica minguante Saturno-Netuno, traz para o plano pessoal e individual os efeitos dessa configuração, tornando a sensação de desamparo e desilusão lancinantes em alguns momentos; a sensação do peso do mundo a nos alquebrar e esmagar. Mas também significa que temos o compromisso pessoal e intransferível de tentar mudar aquilo que nos desilude e abate tanto, seja em nós mesmos e no mundo ao nosso redor. Se identificamos que estamos muito infelizes na situação em que nos encontramos, temos que fazer algo para mudar, ao invés de reclamar. Se nos vemos impossibilitados de mudar a situação, mudamos a nós mesmos, à nossa postura e atitude, ou a forma como enxergamos a situação toda. É isso que Urano nos responde ao ser cutucado por Marte através dessa sesqui-quadratura: a verdadeira reforma acontece de dentro para fora e é centrada no indivíduo! Claro, podemos nos fazer de sonsos e simplesmente continuar a reclamar, até que a bomba caia na nossa cabeça – quem sabe assim a gente acorda!

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Com essa configuração Marte-Saturno-Netuno ficando exata por toda a semana, sentimos dificuldade de expressar nossa energia e vontade de forma satisfatória, porque parece que sempre há algo a nos bloquear e impedir. Queremos avançar e realizar, mas lidamos com toda a sorte de coisas nos segurando e atrasando. Obviamente isso dá nos nervos e gera muita irritação, intolerância, frustração, impaciência azedando o humor e deixando-nos predispostos a embates e a rebater as menores bobagens com grande agressividade, especialmente porque Marte está, atualmente, Fora de Limites por declinação, ou seja, está mais selvagem e descontrolado do que nunca, demandando ainda mais cabeça fria da nossa parte. Só que essa besta selvagem, ao pular os muros da prisão que o cerceava, descobre lá fora um domador intransigente – o que é mais forte, a besta selvagem ou o domador? Nessa briga, Saturno sempre leva a melhor, é questão de hierarquia e o fato de Marte estar Fora de Limites apenas adiciona mais tensão, portanto, cautela para não sair batendo a cabeça nas paredes por aí! Marte-Saturno é um contato que sugere tamanha frustração, que sentimos o impulso de bater a cabeça na parede. Outra analogia geralmente utilizada para este contato é a sensação de se dirigir com o freio de mão puxado. Marte em contato tenso com Saturno também aponta para o perigo de acidentes, especialmente aqueles causados por falta de atenção e de irritação e frustração. A propensão a discussões e agressividade também fica bastante acentuada, portanto, é preciso cautela em tudo o que fazemos, principalmente no trânsito. Atividades físicas que não envolvam grandes riscos podem funcionar como escape para toda essa energia represada. Pessoas hipertensas ou que têm problemas cardíacos também precisam ficar atentas à sua medicação, porque Marte rege o sangue e Saturno tende a enrijecer e comprimir as artérias.

Lissy Elle Larichia - Reprodução
Lissy Elle Larichia – Reprodução

A adição de Netuno piora um pouco o quadro. Mas Marte-Saturno também traz as qualidades da determinação, da persistência e da resiliência, somadas à disciplina e ao esforço concentrado e estratégico e o que nós precisamos fazer é ficar atentos a nós mesmos para nos afinarmos com a expressão mais elevada dessas influências. Para isso, precisamos olhar para dentro e ver qual é a ferida aberta da vez e, se estivermos afinados, perceberemos que não é o mundo que nos bloqueia, mas a nossa própria insegurança e ambivalência que invoca as obstruções externas; visto de outra forma, talvez estejamos fora de sincronia com o tempo certo das coisas e a vida vem e nos diz: “Calma! É devagar que as coisas vão dando certo. Confie em mim, no meu tempo e jeito é melhor!” Assim, precisamos lidar e sanar essas frustrações, ao invés de culpar os outros por nossos próprios dissabores; sintonizar com nossas maiores ambições e insistir nelas, aguardando o tempo certo de agir; todas as travas e obstáculos servirão para forjar nossa vontade. Os atrasos e barreiras aparentes oferecem oportunidade de nos organizarmos melhor, de trabalharmos com mais disciplina, sem deixar espaço para equívocos – dessa forma, o sucesso será garantido, a despeito dos embaraços e obstruções.

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Como que para equilibrar toda essa frustração, temos Júpiter também super ativado nos céus da semana. Prestes a deixar o signo de Virgem (ingressa em Libra no dia nove de setembro), Júpiter recebe as conjunções de Vênus e Mercúrio – três vezes, no caso de Mercúrio, devido à retrogradação. Esses movimentos vêm nos estimular e animar a seguir em frente, a despeito de todas as dificuldades, obstáculos e frustrações e da aridez do ambiente em que nos encontramos. É como o papai acenando de braços abertos lá na frente para a criancinha que está aprendendo a andar e sai trôpega, cai aqui, cai acolá, feliz, ansiosa, amedrontada, mas insistindo, porque afinal, tem um prêmio ali na frente: o papai a me aplaudir e a euforia gerada pelo próprio senso de realização e conquista que esses pequenos passos significam. Então, Júpiter vem equilibrar o pessimismo e a descrença. A oposição a Quíron sugere que temos que lidar com limitações incontornáveis, que desafiam essa fé, mas ainda assim, não precisamos ficar amargos e azedos; antes, nos humanizamos e atribuímos significado a essas limitações, que no fundo, também são parte daquilo que somos, são parte dos aprendizados que viemos vivenciar nesta dimensão e nesta vida que nos foi dada.

Jason Levesque - Reprodução
Jason Levesque – Reprodução

Vênus, que é extremamente reservada e seletiva em Virgem, torna-se mais leve e espontânea nesse contato com Júpiter. Contudo, Vênus também faz quincunce a Urano em Áries e oposição a Quíron em Peixes. Esses contatos sugerem um período em que nos percebemos mais generosos e magnânimos nas nossas relações, mas há um tom agridoce colorindo os afetos: apesar de toda a minha generosidade, eu ainda preciso lidar com as fragilidades e imperfeições do outro diante de mim e isso é doloroso duplamente, porque me lembra da minha limitação na ajuda que ofereço – eu não posso ajudar quem não quer ser ajudado – e me lembra também das minhas próprias limitações e fragilidades. A autoestima fica comprometida porque temos afloradas algumas inseguranças antigas e a dúvida primal que nos faz questionar se somos dignos de ser amados a despeito desse nosso lado torto e sem conserto. Se não conseguimos entrar em contato com nossa própria dor e inadequação, atraímos pessoas que parecem frágeis e quebradiças, que precisam ser resgatadas e nós imediatamente assumimos o encargo de resgatar e curar essa alma ferida, às vezes sem perguntar se ela quer ser resgatada. Já sabemos o desfecho possível desse enredo: tentamos impor ao outro nossos métodos de salvação, com a melhor das intenções; apaixonamo-nos pela possibilidade do resgate e do que isso fará por nós e talvez nos desapontemos quando o outro se recusar a ser resgatado, ou até mesmo, quando o outro se negar a admitir que tem um problema e precisa de ajuda. Podemos magoar e ser magoados dolorosamente, quando só queríamos cuidar. A regra de ouro da ajuda é respeitar a vontade e o limite do outro, confirmar se ele quer nossa atenção e amparo – só assim nossos préstimos poderão ser salutares e curadores, do contrário, só criaremos mágoas, para nós e para os outros. Aceitar nossos limites se faz mais que necessário nesta semana. Muitas vezes, achar alguém que parece mais frágil do que nós nos faz sentir fortes e, se de fato precisamos ser gratos pelos privilégios que temos, há que se vigiar o investimento que se faz na relação de poder que se estabelece entre o aparentemente fraco e o pretensamente forte. Quem ajuda quem? Quem precisa ser resgatado, realmente?

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LifeIsTooShort – Reprodução

A semana começa com a Lua ainda na fase Cheia/Disseminadora em Áries, mas ficando Minguante na quinta-feira em Gêmeos, o que sinaliza um  período de finalizações e revisões do que foi realizado no período e também do quanto nos perdemos nos meandros das muitas ideias e detalhes que povoam nossa mente. A Lua encerra o período ficando Balsâmica em Câncer, no domingo. Na sua jornada cíclica, ela se relaciona com todos os demais corpos celestes, seja de forma sensível, harmoniosa, conciliadora, cooperativa ou de maneira desastrada, zangada, manipuladora, beligerante, incoerente, frustrada… Refletindo a gangorra dos nossos sentimentos e emoções. Nota: Ainda é possível ver o alinhamento planetário após o por do Sol: Vênus, Júpiter, Mercúrio bem próximos e logo acima, mais no alto do céu, Marte e Saturno. Vale a pena olhar o céu da boca da noite por estes dias!

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SEGUNDA-FEIRA, 22 de agosto – O Sol ingressa em Virgem hoje, às 13h31min. A Lua Ariana fez conjunção a Urano, quincunces a Vênus, Júpiter e Mercúrio em Virgem. Ficou vazia às 8h50min e ingressa em Touro somente às 18h20min, de onde fará trígono ao Sol já em Virgem. Mercúrio está em conjunção plena a Júpiter hoje. Embora haja grande impulso para a ação e a iniciativa, o dia está mais propício a dar cabo às coisas inacabadas que a energia Ariana deixou por finalizar na sua pressa e impaciência. A Lua fica vazia por todo o dia, sugerindo que peguemos leve com os “que fazer”, porque não há objetividade suficiente para começarmos coisas ou irmos atrás de resoluções e definições, principalmente porque não há nenhum planeta em Ar no dia de hoje. Se insistimos, podemos apenas nos irritar e nos deparar com situações inesperadas que talvez nos façam perder tempo e recursos e percebemos que erramos na decisão e na medida das coisas, de modo que somos obrigados a prender do jeito mais difícil. Com essa tripla conjunção Vênus-Mercúrio-Júpiter em Virgem, fazemos melhor se tiramos o dia para vivenciar o amor pelo conhecimento de alguma forma, que pode expandir as fronteiras da nossa mente e também nossas perspectivas. Podemos também colocar algumas ideias e planos no papel para que possamos elaborá-las melhor, analisando seus aspectos mais positivos e luminosos e também suas inadequações, percebendo que as inadequações das ideias não são necessariamente inadequações nossas, portanto, não precisamos ficar inseguros e defensivos.

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Photobox – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 23 de setembro – A Lua está em Touro e faz sesqui-quadratura a Vênus, sextil a Netuno e quincunces a Marte e Saturno, que estão em conjunção quase exata, em Sagitário. A Lua ainda faz sesqui-quadratura a Mercúrio e Júpiter e depois forma um Grande Trígono de Terra com Vênus e Plutão. Mercúrio já está bem desacelerado e prepara-se para sua retrogradação, que começa na semana que vem. Vênus está próxima da oposição exata a Quíron. O dia se desenrola então, com um vagar e uma preguiça paralisantes, e que, se não percebermos a tempo, podem nos cobrar um preço alto depois. Ao mesmo tempo que temos um grande impulso de realização, o impulso igualmente forte pela inercia de faz presente, de modo que é necessário muito força de vontade para irmos a campo, para entrar em ação. Somado ao excesso de cautela e à hesitação, podemos perder oportunidades, porque não levantamos a tempo ou porque não nos esforçamos o suficiente… E o pior: nosso lapso gera uma grande irritação, culpa e auto-rejeição, de modo que podemos ficar de maus bofes pela falta de gerenciamento do tempo e dos recursos. O fim do dia traz maior possibilidade de mudarmos a vibração e nos afinarmos com o que precisa ser modificado, de modo que nos engajamos com as atividades com maior disposição e determinação. É preciso vigilância, ou viramos pedra de sal!

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QUARTA-FEIRA, 24 de agosto – Marte faz a conjunção partil a Saturno, culminado uma tensão que vem se acumulando há várias semanas. Vênus está em oposição, também partil, a Quíron em Peixes. A Lua Taurina faz sextil a Quíron e trígono a Vênus, Júpiter e Mercúrio em Virgem, ficando vazia às 16h38min, depois do contato a Mercúrio. Ingressa em Gêmeos às 20h40min. Toda a Terra ativada vem nos dar suporte e ancoragem no dia de hoje, de modo que conseguimos contenção e firmeza para lidar com os desafios vários que o dia e o período nos trazem: insegurança, medo, fragilidade, somados a grande tensão, pressão elevadíssima e muita frustração – até em termos literais a Terra pode nos ajudar: se sentirmos que estamos prestes a explodir ou implodir sob toda a pressão, uma caminhada de pés descalços pela terra pode deveras nos ajudar! O dia traz a chance de observarmos nossas frustrações bem de perto e de percebermos quais são os gatilhos que acionam nossa ira e cólera. A forte energia corre por nossas veias feito lava incandescente de vulcão, mas tanta cólera pode ser usada e canalizada para fins benéficos, se conseguirmos parar na fração de segundos que precede a grande explosão, mobilizando a mesma energia de forma estratégica e astuta, ao invés de ficar à mercê dela e da nossa raiva infantil e destrutiva.

Almagnus - Reprodução
Almagnus – Reprodução

Como não há nenhuma Ar ativado, não há objetividade, clareza ou distanciamento e levamos tudo para o pessoal, enfurecendo-nos mais facilmente, assim, é essencial respirar, e respirar, e respirar de novo, profunda e pausadamente. A respiração oxigena o sangue e os glóbulos vermelhos e, consequentemente, todo o organismo, procedendo com a limpeza do gás carbônico que envenena o corpo e a mente, além de propiciar esse distanciamento e reflexão mínimos antes da ação. Por falar em carbono, este elemento origina dois minerais muito diferentes, tanto em uso quanto em valor: o grafite e o diamante. A diferença fundamental entre o grafite e o diamante está diretamente ligada à pressão e ao calor a que os minerais foram expostos. O diamante se forma em condições de de altíssima pressão e calor, a partir do magma no interior da Terra: camadas e camadas de magma depositadas umas sobre as outras ao longo de séculos e milênios, que resultam nessa pedra preciosíssima, símbolo de resistência, beleza e luxo. No diamante, os átomos são extremamente condensados, no grafite eles são frouxos, já que foram expostos a muito menos pressão e calor. Assim é Marte quando misturado a Saturno e a Netuno: podemos virar grafite, que tem suas qualidades e usos ou podemos virar diamante, que tem outras qualidades, além de valor mais elevado – tudo depende de quanta pressão nós aguentamos. Então, quando pensarmos em toda a pressão e tensão que estamos experienciando e aguentando, em lugar de reclamar, lembremos que estamos expostos a uma pressão que pode nos tornar diamantes: pedras preciosas, resistentes, de valor inestimável. Tornar a dificuldade em aprendizado, tornar a fragilidade em fortaleza: burilemos o diamante que somos nós! Conseguimos aguentar a pressão sem sucumbir a ela?

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QUINTA-FEIRA, 25 de agosto – A Lua Geminiana fica minguante ao fazer quadratura ao Sol Virginiano. Mas, uma vez que o Sol já está em orbe de oposição a Netuno e de quadratura a Marte-Saturno, temos formada uma ampla Grande Cruz Mutável, pois Dona Lua se opõe quadra Netuno e se opõe a Marte-Saturno. A Lua ainda faz quincunce a Plutão e Vênus faz outro quincunce a Urano, enquanto ainda se afasta da oposição a Quíron. Marte está a menos de um grau da quadratura a Netuno. A Lua vem adicionar mais turbulência à tempestade Marte-Saturno, criando um circuito fechado, sem saída, em que ou lidamos ou lidamos com qualquer que seja a crise em que nos percebemos. É um beco sem saída e só nos resta enfrentar aquilo que nos amedronta – a parte boa é que podemos descobrir que nossos medos faziam o bicho parecer maior e mais feio do que de fato é! O dia traz, pois, grande conflito entre nossa natureza interna e as necessidades emocionais, de modo que temos dificuldade em expressar o que realmente queremos, porque nem nós temos clareza disso. Como se não bastasse, sentimo-nos abandonados, negligenciados e isolados, o que resulta num humor depressivo, que oscila vertiginosamente na tentativa de provar a nós mesmos que estamos bem – montanha russa é pouco para descrever tantos altos e baixos.

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As interações estão contaminadas de insegurança, equívocos, confusões, irritação, defensividade, senso de menos-valia, verborragias e ansiedade – receita de desastre! Assim, antes de sairmos para o mundo, hoje faz-se mais que essencial termos clareza de quem somos e do queremos, além das possíveis ambiguidades inerentes a isso; termos ciência de nossas dificuldades e inseguranças, para não imputá-las aos outros; acharmos nosso centro; para não ficarmos paralisados nas encruzilhadas e armadilhas mentais que dispersam energia e tempo. Também precisamos checar nossas sensibilidades, para que elas estejam a nosso favor, e não contra nós. É difícil, mas é possível e a respiração adequada ajuda a manter um mínimo de salubridade mental e emocional e nos auxilia, de modo que não espiralamos no caos, especialmente quando nos deparamos com toda a sorte de imprevistos que nos tiram do eixo ainda mais. Manter as coisas em perspectivas também é fundamental: perceber a transitoriedade da vida e das coisas faz com que percebamos o que é essencial e o que é supérfluo. A Lua ficando minguante na quadratura Gêmeos-Virgem oferece a chance de nos livrarmos do excesso de pensamentos, opiniões e conceitos que assoberbam e atrapalham nossa realização; como anda nossa comunicação, nossos estudos e a forma como mudamos nossos conceitos; ajuda na filtragem que separa a borra do líquido precioso; o detrito inútil, da quintessência primordial. Livremo-nos dos excessos mentais, dos detalhes insignificantes e fiquemos com a substância nuclear – o que é isso? Só você pode saber!

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SEXTA-FEIRA, 26 de agosto – Marte finaliza sua Via Sacra hoje ao fazer a famigerada quadratura a Netuno, exata hoje, que tanto tem doído e frustrado nossos desejos. A Lua está minguante em Gêmeos e faz quadratura a Vênus, Júpiter e Mercúrio em Virgem e a Quíron em Peixes, formando uma Cruz T bem chatinha e difícil de lidar. A única ajuda vem um tímido sextil a Urano, que realmente não é páreo para tanto caos. A Lua fica vazia às 21h32min, depois da quadratura a Mercúrio. Excessos mentais, verbais e emocionais tornam o dia um turbilhão, um furacão. Temos pouca qualidade cardinal e nada em signos fixos, quase tudo é mutável, então, estamos soltos, largados, sem nada onde nos agarrar, a não ser nossa própria substância e sanidade, que é posta à prova repetidamente. Cabeça, corpo e coração estão em descompasso e isso nos torna super indecisos sobre os rumos a tomar; os afetos também oscilam, trazendo mais discrepâncias; estamos mais que suscetíveis emocionalmente, reagindo desmesuradamente à menor brincadeira, porque nos sentimos incompreendidos e rechaçados. Nesse cenário, o caminho de menor resistência, o mais tentador, é simplesmente não fazer nada e tentar enfiar a cabeça na areia para fugir do mundo, tal é o desânimo e a confusão. Contudo, se por um lado poderia ser aconselhável esperar o turbilhão passar, por outro, nem sempre podemos nos dar a tal luxo e temos que resolver as coisas na hora.

Mihai Christe - reprodução
Mihai Christe – reprodução

Antes de tudo, uma dose enorme de humildade para percebermos que não damos conta de tudo e que nosso desejo de onipotência é apenas fuga da insegurança colossal que nos acomete. Segundo, eleger nossas prioridades, buscar a conciliação nos conflitos internos e externos, até que possamos nos elevar acima do caos aparente e da dor aguda emocional. O tempo todo respirando de forma consciente, contendo a defensividade, mantendo em cheque a reatividade e buscando nos afinar com a sensibilidade que aproxima ao invés de afastar; com a compaixão e solidariedade que nos fazem ver que estamos todos no mesmo barco, então, o outro já não é um inimigo, mas um parceiro; e ainda, com a grande imaginação que, em lugar de devaneios irrealizáveis, pode fornecer as chaves não óbvias que finalmente abrem a porta que esteve o tempo todo ali, mas que não víamos, porque estávamos perdidos demais olhando para nosso próprio umbigo e pequenos problemas. Se nada disso funcionar, ainda vale lembrar: isso também vai passar!

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

SÁBADO, 27 de agosto – A Lua ingressa em Câncer, seu domicílio, à 00h07min, de onde se afina com o Sol em Virgem. Depois disso a Lua entra numa sensível e amorosa sincronia com Netuno em Peixes, mas cutuca, irritantemente, a Marte e a Saturno em Sagitário. Fecha a noite em oposição não exata a Plutão em Capricórnio. Vênus faz conjunção plena a Júpiter. Aos poucos vamos conseguindo assimilar e processar as crises que experimentamos nos últimos dias, ganhando acesso a um maior entendimento de nós mesmos e de nossas emoções. Hoje elas parecem fazer mais sentido e talvez nos perguntemos porque agimos como agimos. Mas, como diz o ditado, não adianta chorar sobre o leite derramado! O que nos resta agora é limpar o fogão e procurar outro leite ou substituto que o valha! Assim, o dia traz uma vibração sensível e delicada, que expõe a vulnerabilidade emocional, ao mesmo tempo em que nos permite digerir o turbilhão da semana. Mesmo assim, ou, talvez exatamente por isso, há que se ter cautela porque ainda há muita tensão e irritabilidade que se prolonga na atmosfera, deixando-nos predispostos a alguns rompantes que ocorrem repentina e inesperadamente, deixando o clima carregado e turvo. É necessário nos acalmarmos e desacelerarmos a mente e o coração, para que possamos nos sintonizar com a intuição mais acurada, permitindo que a cura interna possa se dar. Resguardo e solitude podem ser profundamente curadores e regeneradores, assim como aquela comidinha que traz conforto e que aquece o coração. Fica a dica!

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DOMINGO, 28 de agosto – A Lua Canceriana e Minguante faz oposição a Plutão em Capricórnio e semi-quadratura ao Sol em Virgem, entrando na fase Balsâmica. A Lua faz ainda sesqui-quadraturas a Marte e Saturno e também a Netuno, virando foco de um Martelo de Thor por várias horas. Faz trígono a Quíron e quadratura a Urano, fechando a noite em sextil a Júpiter, Vênus e Mercúrio em Virgem. O dia traz uma atmosfera tensa e dramática e, embora sejam de natureza diferente, traz também novas crises e conflitos, com os quais precisamos lidar. Sentimo-nos ameaçados por nossas próprias emoções contraditórias e, se inconscientes por demais, podemos projetá-las sobre os outros das nossas relações, antecipando abandono, rejeição e ódio, que nada mais são do que reflexo do que sentimos em relação a nós mesmos. Isso nos faz agir de maneira errática, extremista, manipuladora e infantil, de modo que podemos criar exatamente as situações que tentamos evitar. Entretanto, também podemos nos afinar com o espectro mais positivo e criativo de todas essas influências, permitindo que o lado maternal e cuidador, saudável e maduro venha à tona, curando e aliviando dores e sofrimentos, não só os nossos, mas dos outros também. Podemos, ao invés de manipular, usar de honestidade emocional para falar abertamente sobre como nos sentimos, aprofundando vínculos e laços, em lugar de afastar as pessoas. Usar nossa amorosidade e generosidade para construir relações mais transparentes e genuínas, que sejam, de fato nutritivas e viçosas, maduras e sãs e não artificiais ou baseadas em dependências opressoras.

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E, ao chegarmos ao final desta semana extraordinariamente desafiadora, perceberemos algo ainda mais extraordinário: sobrevivemos! E nos damos conta de que somos mais fortes e resilientes do que imaginávamos! Portanto, é com isso que precisamos nos sintonizar: com nossa fortaleza e capacidade de lidar com a vida do jeito que ela se apresenta, com seus altos e baixos, seus desafios e oportunidades, sem nos apegarmos excessivamente nem a um nem a outro. E talvez, o principal aprendizado de todos seja esse: TUDO PASSA! “E todos estes que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão. eu passarinho!” (Mário Quintana)

Linda semana para você! Que seja serena e cheia de c-alma!

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Lua Nova e Eclipse Total do Sol em Peixes – Hay que endurecerse…

Aysem Aksoy - birth Chart Painting - Reprodução
Aysem Aksoy – birth Chart Painting – Reprodução

A Lua é nova hoje, numa lunação que é também um Eclipse Total do Sol, a 18°56 de Peixes, às 22h54min de Brasília e à 01h54min da madrugada de nove de março para Lisboa.

Eclipses são fenômenos que ocorrem em duas temporadas ao ano, geralmente seis meses distantes uma da outra, pois ocorrem quando as lunações se dão próximas aos Nodos Lunares. Eclipses são, pois, lunações super potentes, que acionam de maneira dramática e crítica as energias que vinham se acumulando já há algum tempo. Marcam encerramentos de ciclos, rupturas com o passado que propiciam abertura e novos começos. Eclipses não ocorrem isoladamente, eles pertencem a séries, as Séries Saros. Para entender melhor as Séries Saros, as dinâmicas e ciclos dos eclipses, leia este artigo.

eclipse mapa mundiEste eclipse não será visível nas Américas, nem na Europa, apenas no Pacífico, partes da Ásia e da Oceania. Terá duração de cinco horas e 15 minutos, o que significa que seus efeitos perdurarão por cinco anos e três meses, tanto em termos mundanos como na esfera individual, os efeitos mais agudos sendo sentidos nos próximos seis meses, até que o próximo eclipse solar ocorra – o eclipse mais recente sempre será sentido mais intensamente. Eclipses do Sol tendem a favorecer ao feminino e às mulheres, visto que a luz solar, que representa o masculino, é eclipsada. Assim, é possível que tenhamos notícias de figuras masculinas importantes e poderosas enfrentando muitos problemas, talvez mortes no mundo das artes, do cinema e também do universo espiritual e religioso.

Dados técnicos do eclipse de 08 de março, ilustração do site da NASA.
Dados técnicos do eclipse de 08 de março (09 de março GMT) – ilustração do site da NASA – Reprodução

Eclipses solares simbolizam um bloqueio na consciência e um período em que estamos mais instintivos, irracionais, as emoções estando mais afloradas, portanto, convém criarmos canais e meios de contenção para toda a irracionalidade; exercícios de ancoragem e enraizamento, meditação e centramento podem ajudar. Indivíduos com planetas ou ângulos entre os graus 13 e 23 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentem mais intensamente os efeitos deste eclipse. Em termos mundanos, seu impacto é sentido mais fortemente nas áreas em que é visível e eclipses também estão associados a cataclismos e desastres naturais, especialmente em Peixes, o signo das Grandes Águas, o que pode representar tsunamis e terremotos nos próximos meses, especialmente na região de sua visibilidade.

Série Saros 130, 20 de agosto de 1.096, 18h24min GMT.
Série Saros 130, 20 de agosto de 1.096, 18h24min GMT.

O eclipse de hoje pertence à Série Saros 130 na nomenclatura da Nasa (1). O primeiro evento desta série ocorreu em 20 de agosto de 1.096, às 18h35min e o último ocorrerá em 25 de outubro de 2.394. É importante olharmos o mapa do primeiro eclipse porque ele define quais são os temas da série inteira. Neste primeiro mapa vemos Sol e Lua em Virgem, numa conjunção super ampla, mas aplicativa a Saturno; Vênus faz quincunce a Júpiter e os Nodos estão no Ponto Médio entre a Lua Nova e Netuno e também são o Ponto Médio entre Saturno e Vênus. Falando sobre esta série, Bernadette Brady (2), astróloga inglesa estudiosa de eclipses, diz que ela se relaciona com “finalizações e separações. Assim, quando afeta um mapa pessoal, o indivíduo terá que lidar com uma separação. Essa separação pode ser qualquer coisa, desde um amigo viajando para o estrangeiro por longo tempo, a despedidas no fim de um relacionamento com alguém muito amado, o que pode trazer muita angústia e pesar. Contudo, a dor da separação é diminuída por novas situações que levam a resultados muito positivos”. Neste mesmo mapa, vemos que Vênus é ponto focal de uma T-Square, que nasce da oposição de Marte em Libra a Urano em Áries, estando Vênus em Câncer. Essa configuração enfatiza o tema do conflito e das separações no âmbito dos relacionamentos afetivos. Dessa forma, se eclipses já estão naturalmente associados a conclusões, a liberações e a deixar o passado para trás, esta série salienta sobremaneira este tema.

Eclipses 2016 - Copia
Eclipses de 08 e 23 de março – olhe o signo do seu ASCENDENTE!

Os eclipses de cada Série Saros ocorrem a cada 18 anos e cerca de 11 dias, geralmente 10 graus atrás do eclipse anterior. Assim, generalizando grosseiramente, eles vão ativar o mesmo eixo de casas por cerca de três ocorrências, cobrindo um total de 54 anos na vida de um indivíduo. Os últimos eclipses desta série aconteceram em 26 de fevereiro de 1998, a 07°54’ de Peixes; em 16 de fevereiro de 1980 a 26°50’ de Aquário e em 04 de fevereiro de 1962 (05 de fevereiro em Lisboa), a 15°42 de Aquário. Vale a pena olharmos o que acontecia em nossa vida nesses períodos, que assuntos mobilizavam nossa atenção, para termos pistas dos desdobramentos e significados do eclipse de hoje para nós, individualmente. Para saber a área de vida específica afetada, veja em que casa do mapa natal você tem o signo de Peixes e, no caso dos eclipses anteriores desta série, também onde tem Aquário. Os temas serão os mesmos. Veja na tabela acima, a partir do signo do seu Ascendente, qual a área de vida ativada pelos eclipses de hoje e do dia 23 de março.

Lua Nova e Eclipse total do Sol em Peixes - Brasília, 08 de março, 22h54min.
Lua Nova e Eclipse total do Sol em Peixes – Brasília, 08 de março, 22h54min.

Olhando especificamente o mapa do eclipse de hoje, vemos que Sol e Lua estão enquadrados por Netuno e Quíron (a), um posicionamento que traz grande potencial de cura, compaixão, aceitação de nossas feridas e um consequente sentido de perdão e redenção e, ao mesmo tempo, uma consciência excruciante da dor que assola o mundo, das limitações humanas mais elementares e um gosto amargo de desapontamento profundo diante da impossibilidade da realização de nossos sonhos, ou mesmo do desgosto e consternação resultantes da constatação de que muitos desses sonhos não passavam de ilusões, não passíveis de concretização – sentimo-nos terrivelmente enganados e ludibriados. Esse sentimento de desilusão se repete e é salientado pela configuração dominante neste mapa, uma T-Square (b), formada pela ampla conjunção Netuno-Lua-Sol-Quíron, todos em oposição a Júpiter em Virgem, e novamente, todos eles, incluindo Júpiter, em quadratura a Saturno em Sagitário, que é foco da T-Square. Assim, este eclipse vem realçar e acionar de forma muito aguda, os temas da presente quadratura Saturno-Netuno, sobre a qual já escrevi anteriormente. Portanto, além do tema básico da Série Saros 130, que fala de finais e separações, este eclipse específico indica que tais separações se dão por causa de grandes decepções e desapontamentos, provenientes do enfrentamento da realidade, de verdades duras e amargas que, se são difíceis de engolir, são também instrumentais para nosso amadurecimento intelectual e emocional.

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Júpiter, um dos regentes da Lua Nova, está retrógrado em Virgem e acabou de receber a oposição do Sol e da Lua em Peixes, estando, ele mesmo, em oposição a Quíron. Precisamos encarar nossos excessos, o complexo do salvador, as promessas facilmente ditas e dificilmente cumpridas, nossa megalomania e senso de onipotência e arrogância, nossa inflação egoica que busca submeter a tudo e a todos sob nossos pés, inclusive a natureza e o organismo vivo que é o planeta. Todos eles fazem quadratura a Saturno em Sagitário, simbolizando, novamente esse enfrentamento da verdade, a acareação com as crenças rígidas que nos trouxeram ao presente sofrimento. Júpiter também faz quincunce a Urano e representa, novamente, nossa dificuldade em nos comprometer com as visões e sonhos que tivemos que, por falta de comprometimento, deixaram de ser sonhos para se tornarem fantasias vazias. Em nome da “liberdade e independência” – que podem muito bem ter sido um eufemismo para preguiça e desleixo – nos evadimos das tarefas básicas que permitiriam a realização de tais visões.

O outro regente da Lua Nova e do eclipse, Netuno, faz parte da já analisada configuração de T-Square (b) e recebe a quadratura minguante de Saturno, que fecha um ciclo de 35 anos entre estes dois planetas.

Kindra Nikole - Reprodução
Kindra Nikole – Reprodução

É interessante notar que a Lua Nova e o eclipse se dão em conjunção ao Nodo Sul, um ponto de desgaste, que remete ao passado e às qualidades mais primitivas do signo em questão. Isso indica que há riscos de ainda tentarmos escapar pela via mais fácil, de bancarmos as vítimas inocentes, os mártires injustiçados; de continuarmos tentando nos anestesiar para não ver a feiura e a sordidez que nós mesmos criamos e de resvalarmos, mais uma vez, no comportamento regressivo de esperar que um “salvador” venha nos livrar da encrenca em que nos metemos. Contudo, Saturno, como ponto focal dessa configuração não vai facilitar nossa vida e carrega esse mapa com um pesado tom de cobrança e responsabilidade. Como pudemos não nos responsabilizar por nossos próprios sonhos?? Como pudemos jogar tal responsabilidade sobre os ombros de terceiros e ainda esperar, ingenuamente, que tudo fosse dar certo? Como pudemos ser tão fracos e infantis a ponto de esperar que “viessem nos salvar”, que “tomassem conta de nós”? Acaso não somos capazes de cuidar de nós mesmos e nossos interesses? Assim, Saturno vem nos lembrar que, se queremos realmente crescer e mudar alguma coisa, precisamos assumir nossos quinhão de responsabilidade pelo atual estado de coisas, seja na esfera pessoal e relacional, seja no plano econômico, político, religioso, social e coletivo. Se queremos tapar o sol com a peneira, se queremos continuar a nos enganar, podemos até tentar, mas a conta vai ficar cada vez mais alta, até chegarmos ao ponto do esgarçamento e dissolução total e sem volta. Vamos continuar adiando este enfrentamento? Júpiter, conjunto ao Nodo Norte em Virgem, sugere que precisamos colocar ordem nesse grande caos, voltar ao básico, ser pragmáticos e nos ater aos fatos, sem, no entanto perder a fé e a esperança. A conjunção Júpiter-Nodo Norte também aparece no mapa inicial da Série Saros 130, só que desta vez, em Aquário – ponto que é ativado por Vênus no mapa de hoje – e reforça a necessidade de mantermos a fé, porque dos destroços surgirão coisas boas.

Banksy - Reprodução
Banksy – Reprodução

Repetindo, de certa forma, o tema do primeiro eclipse da Série, neste mapa de hoje o Nodo Sul está no Ponto Médio entre Vênus e Urano. Este posicionamento acentua o tema das rupturas e separações, principalmente afetivas. Tais separações, que fique claro, precisam realmente ocorrer porque as relações em questão não fazem sentido, já não nos trazem nada, não nos acrescentam como pessoas, não nos ajudam a ser melhores indivíduos. Já não temos função nenhuma na vida do outro, tampouco este outro tem papel relevante para nós. Assim, precisamos dizer adeus a este “outro” quem quer que ele seja: amante, namorado/a, amigo/a, emprego, situação, conforme a casa do mapa natal em que o eclipse cai. Deixar o passado para trás, liberar-se desse peso, deixar o que já está morto, morrer de vez, para poder olhar para a frente e abrir-se às novas pessoas e oportunidades que surgem em nosso caminho. Como diz aquele ditado, se ficamos olhando demais para trás e para aquilo que acabou ou nos deixou, deixamos de perceber as coisas novas diante de nós. Assim, o Nodo Sul no Ponto Médio entre Vênus e Urano traz uma mensagem peremptória: rompa de vez com o passado, pare de reclamar e olhe para o futuro!

Attachement - Peter Gric - Reprodução
Attachement – Peter Gric – Reprodução

Vênus também chama a atenção neste mapa porque é o único planeta em Ar, num mapa extremamente aquático, que traz, além do Sol e da Lua, mais três planetas em Peixes. Todos esses sentimentos mobilizados neste eclipse tornam-se avassaladores, pesados e ameaçam nos esmagar, nos engolfar e afogar sob sua densidade. Vênus nos diz que devemos buscar um mínimo de distanciamento de tais sentimentos e emoções, que devemos nos desidentificar um pouco de tudo isso, para conseguirmos respirar, desapegarmo-nos da dor e do sofrimento, para conseguir deixá-los ir, honrando-os adequadamente. Do contrário, se nos identificamos demasiadamente com esses sentimentos e sensações caóticos, com toda essa dor e sofrimento, podemos sucumbir e perder a chance preciosa de crescer e nos liberar desse passado que precisa ser deixado para trás.

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O Símbolo Sabiano do grau 19 de Peixes (18°56’) traz a seguinte imagem: “Um mestre ensinando seus discípulos”. Lyinda Hill (3), astróloga australiana, em seu livro sobre os Símbolos Sabianos, 360 graus de sabedoria,  analisa este símbolo e diz que ele trata da necessidade de nos colocarmos na posição do ‘estudante’, do ‘Discípulo’, ou do ‘professor’, o ‘Mestre’. Em situações diferentes nos percebemos sendo um ou outro. Ela diz:“você pode ser o professor ou o aluno, mas lembre-se que, frequentemente, é o professor quem aprende e o aluno quem ensina. Isto mostra a necessidade de levar o tempo necessário para transferir o alto conhecimento e a sabedoria. Também é um sinal de que é preciso ouvir sua própria alta sabedoria. Alguém que tenha algo importante para dizer, geralmente encontra um outro alguém disposto a ouvir. Parece que quando você precisa aprender algo, o mestre aparece”. Então, este símbolo fala da necessidade de ouvirmos o Mestre Interior e nessa mesma linha, eu me lembro do antigo axioma mágico: “Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece”, o que nos reporta ao posicionamento de Júpiter em Virgem, em conjunção ao Nodo Norte, que por sua vez, nos fala da possibilidade de encontros benéficos e auspiciosos, de encontrarmos a pessoa certa, na hora certa, que nos ajudará a enxergar o caminho com mais clareza.

“O Velho Sábio” - São mateus e o anjo, de Guido Reni - Reprodução
“O Velho Sábio” – São mateus e o anjo, de Guido Reni – Reprodução

Podemos associar este símbolo também ao Velho Saturno, que é tão importante neste mapa, como ponto focal da configuração em T ou T-Square (b). Saturno, em sua manifestação mais positiva é o Velho Sábio, a Voz da Experiência, o Grande Exator ou Cobrador, que vem tomar a lição de casa, que vem cobrar se fizemos nossas tarefas devidamente. Este Mestre é profundamente justo e é o primeiro a reconhecer quando mostramos excelência e quando somos conscienciosos com nossos compromissos e deveres; da mesma forma, ele é implacável quando fomos lenientes e preguiçosos, quando não nos esforçamos o bastante e nem nos responsabilizamos por tarefas e deveres que eram nossos e de mais ninguém. Assim, Saturno, o Mestre Interior, mais uma vez nos diz que é hora de amadurecermos e ouvirmos nossa verdade interna; de parar de choramingar e reclamar e tornarmo-nos resilientes e fortes, compassivos sim, mas também justos e realistas, inclusive conosco mesmos.

Photobox - Reprodução
Photobox – Reprodução

Este mapa do eclipse de hoje traz uma mescla de Saturno, Júpiter e Netuno, porque além de estarem os três envolvidos nessa T-Square espinhosa, Saturno é o ponto focal dessa configuração, Netuno é o Dispositor Final deste mapa e Júpiter é o seu Almuten, o Senhor do Mapa. Então, os temas dessa configuração se repetem interminavelmente e ficarão reverberando em nossas mentes, corações e vidas, até que os tenhamos assimilado completamente: encarar nossas desilusões e decepções, enfrentar a realidade, sem nos deixar endurecer por ela, sem perder a fé e a compaixão, permitindo que todo o processo nos amadureça sem nos amargar, tornando-nos maduros, porém serenos. Como dizia Che Guevara, “hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”.

Assim, permitamos que os fins acontecem devidamente, despeçamo-nos do que precisa ir; separemo-nos do que não nos serve mais, mesmo que doa, mesmo que nos enlutemos temporariamente com isso. Renovemos nossas intenções, renovemos a nós mesmos, permitamos que nossa vida e nossa alma sejam revitalizadas e abramo-nos às novas oportunidades e aos novos encontros, porque o Mestre está à nossa espera!

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a – Enquandramento é quando o planeta está ladeado por dois outros, independentemente da distância em graus, se estão em conjunção ou não, os dois planetas atuando como uma espécie de “moldura” para o planeta em questão.

b – T-Square ou Cruz T é uma configuração em que dois planetas em oposição fazem quadratura a um terceiro, que vira foco da configuração. T-Squares têm ação dinâmica que busca ação e resolução e a qualidade (Cardinal, Fixa ou Mutável) em que acontecem é essencial para se entender sua manifestação possível.

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(1) http://eclipse.gsfc.nasa.gov/SEsaros/SEsaros130.html

(2) Bernadette Brady, em The Eagle and the Lark – Weiser Books

(3) Lynda Hill, em 360 degrees of Wisdom, the Sabian Oracle

Aysem Aksoy - birth Chart Painting - Reprodução
Aysem Aksoy – birth Chart Painting – Reprodução

2016 – O Ano da Ressaca

depositphotos_2015 terminou, passou janeiro e já passou até o carnaval. Talvez, para muitos já nem faça muito sentido publicar um texto sobre o ano “novo” que já está pra lá de velho… Mas eu havia prometido e promessa é dívida! Comecei este texto ainda em dezembro. Então precisei parar por causa de outra demanda – outro texto astrológico sob encomenda – que tinha uma deadline super apertada. Depois surgiram questões familiares de última hora,  veio a Zika… Enfim, o fato é que só agora consigo tempo e energia para retomar o “textão” sobre 2016 e já que estamos abrindo ciclo de Aquário, aquele que olha para o futuro, nada melhor do que olhar o futuro com algumas pistas dos desafios e oportunidades escondidos nas dobras do tempo! E afinal de contas, como diz o ditado, o ano só começa, no Brasil, depois do carnaval. Então, vamos começar o ano! Eis o texto!

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“Como será o amanhã? Responda quem puder. O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser”, diz um samba enredo de muitas eras atrás. A Astrologia busca responder a alguns destes questionamentos, não profetizando um destino pré-determinado, mas traçando as perspectivas e apontando as tendências para que possamos nos preparar e tirar o melhor proveito dos panoramas e contingências que se descortinam à nossa frente; para que possamos nos conscientizar, mudar de atitude quando for o caso, para ir ao encontro do que a vida demanda de nós.

Significadores

Então, quais são as tendências para 2016? O que nos espera? Como nos preparar? De modo geral, temos um ano bastante desafiador à frente, que exigirá de nós o máximo de nossa fé e resiliência. E para apontar as perspectivas deste ano, vamos analisar, separadamente, a regência do ano, que neste caso é do Sol; as atuais configurações dos planetas lentos de Júpiter a Plutão; o mapa de Ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano astrológico se inicia; e os eclipses. A partir destes dados teremos uma visão mais clara da dinâmica do ano.

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2016 – Regido pelo Sol – um novo ciclo que começa

coração floriso desconheço autor
Desconheço o autor – Reprodução

2016 é regido pelo Rei Sol, o Senhor e centro do nosso sistema. Uma vez que o Sol é o grande doador de luz e de calor para o planeta, já podemos dizer, de imediato, que teremos outro ano de muito calor e de temperaturas acima da média. Mas para além dessas obviedades, um ano regido pelo Sol é um ano para seguirmos nosso coração, com coragem, determinação e alegria; para ousarmos ser nós mesmos, com nossas cores mais verdadeiras, assumindo nossa identidade especial, ao invés de querer ser igual a todo mundo, em lugar de querer nos encaixar nas normas e regras que achatam a tudo e a todos. Um ano regido pelo Sol é um ano de vitalidade, visto que o Sol representa isso na Astrologia e isso ajuda sim, a diminuir a desesperança e o marasmo representados por Saturno-Netuno. É um ano de buscar nos expressar mais criativamente, favorecendo nossa singularidade e aquilo que temos de mais invulgar, portanto, o Sol também sugere que sejamos criativos, que busquemos realizar nossos potenciais verdadeiramente, que paremos de reclamar e de pensar “e se” para pensarmos em “quando”, para nos lançarmos em novos caminhos criativos que nos levem a manifestar nossas melhores qualidades. É um ano para focar em si mesmo e nos próprios objetivos pessoais, cuidando, é claro, de não resvalarmos no egoísmo puro e exacerbado.

Alex Grey - Reprodução
Alex Grey – Reprodução

O Sol, sendo o centro do nosso sistema, simboliza o centro da personalidade, o cerne da nossa consciência. Isso significa que 2016 é um ano para trabalharmos em direção a um aumento da consciência, tanto em termos individuais quanto coletivos. É possível que haja um despertar para nosso papel individual no plano maior das coisas; uma percepção maior de nosso papel de pequenas células no grande tecido da vida e do mundo como ele é. E, alcançando esse nível mais elevado de consciência e afinando-nos com as qualidades mais positivas do Sol talvez sejamos capazes de ser mais generosos. Pesquisas na área da Física Quântica têm demonstrado que sim, cada indivíduo influencia o todo e cada ação individual, por menor que seja, repercute no tecido de todo o sistema, portanto, não podemos nunca duvidar do poder da nossa ação consciente, quando ganhamos consciência, o todo se expande. Sendo o centro do sistema, um ano regido pelo Sol também significa o início de um novo ciclo. Como o Sol rege o signo de Leão, este ano favorece especialmente aos Leoninos.

Saturno e Netuno – O Ogro e o Louco

Muitos dos desafios de 2016 são simbolizados por uma quadratura que fica ativa durante praticamente todo o ano, entre Saturno e Netuno, dois planetas cujo ciclo simboliza grandes mudanças sociais e coletivas, especialmente nos âmbitos político, econômico e espiritual. Esta é uma quadratura minguante, a última de um ciclo que começou em 1989/90, portanto, seus temas reverberam dos acontecimentos que tomavam lugar naqueles anos. Você lembra o que estava acontecendo entre 1989 e 1990 em termos sociais e políticos? E na sua vida pessoal? Saturno representa todos os tipos de estruturas: políticas, econômicas, sociais, espirituais; representa o status quo, a tradição, o conservadorismo, os sistemas estabelecidos; representa  a necessidade de segurança, de ordem, de regras; Saturno representa ainda o princípio da realidade com todos os seus limites e barreiras, entre muitas outras coisas. Já Netuno simboliza a dissolução e fragmentação de tudo aquilo que Saturno defende: uma fragmentação literal e figurativa dos sistemas de poder econômico, político, social, espiritual; a desconstrução de tudo o que está posto, de forma insidiosa e quase imperceptível, mas definitiva e irrevogável.

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Enquanto Saturno representa a realidade, Netuno representa a ilusão e a fantasia, os escapismos vários que usamos para nos evadir da dureza da realidade, como álcool, drogas, religião, vícios em geral, visões fantasiosas; também representam mudanças significativas nas indústrias do cinema, da arte e da música. Assim, quando colocamos os dois juntos, percebemos que este é um ano de muitas desilusões, de nos defrontarmos com as ilusões que criamos ao longo dos últimos 25 anos, as mentiras nas quais resolvemos acreditar porque eram confortáveis. São dois planetas lentos e pesados e quando em aspecto tenso simbolizam um tempo pesado, de desesperança generalizada e depressão coletiva; o levantar dos véus que turvavam a visão da realidade tal qual ela é. Portanto, 2016 é um ano de se encarar a realidade e, se por um lado isso pode sim significar um ano pesado e sombrio, por outro, traz a promessa de vivermos com maior maturidade e responsabilidade, de pararmos de postergar os grandes problemas da humanidade, como as questões ambientais, para tomarmos providencias reais e efetivas no que tange a estes assuntos – é como diz aquela frase famosa, “o bom de se estar desiludido é que você está fora da ilusão e veio para a realidade” (Sri Sri Ravi Shankar). Este ciclo também está ligado à morte de figuras proeminentes nas indústrias do entretenimento, das artes e da música.

Quer saber em que casas do seu mapa natal esta configuração cai, quais áreas de vida são afetadas e qual a repercussão na sua vida pessoal? Agende uma consulta comigo: psicologica.astrologia@gmail.com

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Yuymei – on Deviantart – Reprodução

Outro fator muito importante nesta equação é que Júpiter, que trafega o signo de Virgem de agosto de 2015 a setembro de 2016, estará em oposição ampla a Netuno em Peixes e em quadratura a Saturno em Sagitário por boa parte do ano, formando uma configuração de Cruz Mutável e adensando os temas já mencionados. Os ciclos de Júpiter e Saturno também são muito importantes coletivamente porque falam de mudanças expressivas na economia, períodos de picos ou de declínio econômicos; indicam grandes mudanças nas leis, na administração pública e nos governos em geral. Neste caso, com Júpiter em quadratura a Saturno – e esta também é uma quadratura minguante, de fechamento de ciclo –  seremos confrontados com a expansão irresponsável que temos empreendido nas últimas décadas e a tendência é de retração econômica e de recessão, além de um cenário político bastante conturbado e caótico, devido à influência de Netuno. Sensação geral de grande ressaca, depois de muitos excessos e exageros! Júpiter expande e multiplica tudo o que toca, então podemos prever dois cenários possíveis: negativamente, pode haver um aumento nessa sensação de desilusão e desesperança simbolizados por Saturno-Netuno, porém, por outro lado, Júpiter pode fazer o contraponto e manter acesa a nossa fé e otimismo diante das dificuldades, embora aqui seja necessário cautela para não resvalarmos na tentação de dourar a pílula e fingir que está tudo bem, quando na verdade não está. É preciso ter muita lucidez e pragmatismo para mantermos o equilíbrio emocional, financeiro e mental ao longo de todo o ano, cuidando para nem cairmos no desespero nem na histeria. A partir de setembro Júpiter ingressa em Libra, um signo Cardinal, trazendo maior dinamismo e resoluções, porém, outros desafios representados pelos aspectos que Júpiter fará a Urano e Plutão.

coostuffdirectoryPor falar neles, a quadratura Urano-Plutão que tem estado ativa desde 2010 e que embora não fique mais exata, ainda continua muito próxima em alguns períodos do ano, será ativada pelo trânsito de Júpiter em Libra. Isso sugere que as transformações profundas e radicais ainda estão nas pautas coletiva, social e individual. Esta configuração também simboliza mudanças drásticas em termos globais e sociais, rupturas, crises e necessidade de transformação nos paradigmas vigentes sociais, tecnológicos, políticos e éticos. Mudanças climáticas como consequência da ação humana também estão implicadas aqui.

Paciência, muita paciência

Borzui - Reprodução
Borzui – Reprodução

Marte ficará retrógrado de 17 de abril a 29 de junho, entre os signos de Sagitário e Escorpião, pedindo que tenhamos muita paciência e jogo de cintura neste período, trabalhando a gestão de conflitos e da agressividade. Isso é especialmente válido para os Arianos e Escorpianos, regidos por Marte e também para os Sagitarianos, por onde trafegará este planeta no ciclo retrógrado. Essa retrogradação de Marte é acompanhada pelas retrogradações também de Mercúrio em Touro, de Saturno em Sagitário, de Netuno em Peixes e de Plutão em Capricórnio, portanto, propensão maior a atrasos e entraves no dia a dia – boa parte do céu estará em marcha a ré, tornando este um dos períodos mais críticos do ano! Os outros dois períodos também bastante tensos são as temporadas de eclipses, que ocorrem neste ano nos meses de março e setembro. Falamos dos eclipses mais abaixo.

Ingressão do Sol em Áries

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Ingressão do Sol em Áries – 20 de março de 2016, 01h30min, Brasília-DF

O Sol ingressa em Áries no dia 20 de março, à 01h30min, no horário de Brasília (04h30min no horário de Lisboa). No mapa levantado para o Distrito Federal, algo que chama a atenção imediatamente é Plutão em conjunção ao Ascendente em Capricórnio, em quadratura a Urano, que está em conjunção exata ao fundo do Céu, a base que sustenta a nação. Isso sugere um ano de transformações profundas, inesperadas, radicais, que deverão sacudir não somente as bases deste país, mas também a forma como nos percebemos, nossa identidade como povo. Terremotos políticos, tsunamis econômicos poderão trazer muita instabilidade, mas também poderão trazer muitas verdades à tona, desenterrando defuntos velhos que estavam escondidos, segredos de estado, maracutaias muito bem escamoteadas a emergirem dos escombros, propiciando uma grande limpeza e purificação da alma coletiva. Uma demolição dos modelos vigentes até então para que uma reconstrução possa ocorrer. Essa configuração também traz a oportunidade de assumirmos nossa responsabilidade individual pela grande sombra do país, de percebermos nossos pequenos pecados pessoais como parte essencial da trama do grande tecido que é a alma da nação, a identidade do país. Realmente, este país precisa se reinventar completamente, empoderando-se em sua criatividade e admitindo sua tendência regressiva na busca por salvadores milagreiros; encarando seus podres sem disfarces, mas também sem complexo de vira-latas – só poderemos nos ver de modo mais realista, que é o que pede um Ascendente em Capricórnio, quando admitirmos nossa sombra e igualmente nossa luz.

Desconheço o autor - Reprodução
Desconheço o autor – Reprodução

O regente deste Ascendente, Saturno, está a 16° de Sagitário, como foco de uma T-Square mutável dupla, ao fazer, quadraturas a Júpiter em Virgem de um lado e a Netuno e Quíron em Peixes de outro – configuração da qual já falamos acima. Mais do que nunca é preciso confrontar a realidade, abrir mão das fantasias infantis de que alguém virá nos salvar e colocar o país nos eixos “finalmente”. Não, ninguém virá nos salvar, nós é que precisamos dar o salto de consciência e maturidade política e social de uma vez por todas. Democracias saudáveis pressupõe responsabilidade, civilidade, cidadania e não líderes populistas e demagogos que se arvoram de salvadores da pátria. Saturno, foco dessa configuração, está na casa 11 do mapa, a casa das instituições sociais e políticas, do serviço civil, assim como dos sonhos coletivos de longo prazo, as ambições e ideais do país. Saturno aqui implica, diretamente, a necessidade de reavaliarmos quais são estes sonhos e ideais, de pararmos de fantasiar e passarmos a planejar nossos sonhos, se queremos vê-los realizados. Sim, transformar sonhos em metas com cronogramas e prazos de execução. Júpiter, um dos braços da T-Square está no portal entre as casas 8 e 9, mas voltando para a casa 8, visto que está retrógrado, implicando que nossa expansão e crescimento passa, necessariamente, por encararmos nossos equívocos legislativos, por revermos nossas leis, muitas delas bonitas mas inefetivas e ineficazes e por reavaliarmos leis que nunca saem do papel e que só servem para causar suspiros de frustração. Netuno, o outro braço da T-Square, está no fim da casa 2, conjunto a Vênus, sugerindo cautela e cuidado na gestão dos bens, commodities e valores em geral do país – isto também vale para o plano individual de quem mora no Brasil. Há grande risco de termos nosso patrimônio vendido a preço de banana de novo, porque “o que é meu é nosso”, mas o problema é que para o outro, o que é dele é só dele mesmo. Risco também de nos endividarmos mais ainda, individual e coletivamente, levados por fantasias e ilusões de que “as coisas vão melhorar”, o que usamos de forma irresponsável para justificar gastos e desmandos, especialmente porque Vênus e Netuno estão ambos em oposição a Júpiter na casa 8, a casa dos empréstimos, a casa do “dinheiro dos outros”, avisando que este NÃO é um ano favorável para se contrair empréstimos, nem em nível individual – a não ser que o mapa pessoal do sujeito diga o contrário – nem em termos de nação, portanto, não é uma boa hora para passar o chapéu e pedir ajuda porque o custo lá na frente pode ser alto demais  – por isso, cuidado, muito cuidado! Quem se vir obrigado a contrair empréstimos ou dívidas, faz bem em ler todas as minúncias e letras pequenas dos contratos assinados. É preciso muita sobriedade, muito pé no chão para se conseguir algum crescimento. Em suma, enquanto não despertarmos para o que somos como país, para nossos problemas reais e para nosso quinhão de responsabilidade pessoal nisso tudo, não transformaremos nada, continuaremos a chapinhar no lamaçal de relamações contra políticos, instituições, governos, partidos, impostos, etc. Em vão.

Christopher Ulrich - Reprodução
Christopher Ulrich – Reprodução

Este mapa tem uma formação de Locomotiva, liderada pela Lua em Leão. O povo é soberano e é a mola e o motor da mudança. É o povo que vai determinar o ritmo da transformação e precisará achar maneiras de inovar, de transformar, de progredir, de implementar o novo, sem destruir aquilo que ainda serve, que ainda é útil, que ainda funciona – aliás, um dos grande problemas dos governos no Brasil é desmantelar os programas do governo anterior, independentemente de terem funcionado ou não. Temos a oportunidade de agregar e conciliar o velho e o novo, visto que a Lua forma um Grande Trígono de Fogo com Saturno em Sagitário (o Velho) e Urano em Áries (O Novo). Mortalidade feminina e especialmente relacionada à reprodução será assunto de destaque neste ano, uma vez que a casa 8 rege a morte e a Lua rege as mulheres, além de reger o povo. É possível que haja aumento nas estatísticas de morte feminina, inclusive por problemas cardíacos – mulheres, cuidem-se!

Saturno ganha mais destaque ainda por estar no Ponto Médio (orbe de 4°44’ graus) entre o Sol (o país e seu presidente) e a Lua (o povo), indicando que todos precisamos ser realistas, povo e governo e que é preciso chegarmos a um consenso a respeito do que é possível e do que não é, com honestidade e lisura. Tanto o povo (Lua) quanto a presidente (o Sol) precisam ser realistas, responsáveis, corretos, disciplinados e maduros quanto aos ideais e sua consequente concretização. É isso ou o povo vai para um lado e o país para outro – caos generalizado.

Pawel Kuczynski - Reprodução
Pawel Kuczynski – Reprodução

O Sol, ponto central deste mapa – afinal é o mapa da  sua ingressão – está na casa 3, a casa das comunicações e telecomunicações, correios, do comércio, dos transportes, das estradas e rodovias, escolas, educação, liberdade de expressão, pronunciamentos oficiais e países vizinhos. Este Sol está um tanto isolado e faz apenas um trígono aplicativo a Marte em Sagitário, na casa 11 enquanto aguarda a conjunção de Mercúrio, que ainda está em Peixes. Isso sugere uma continuidade na dificuldade de comunicação entre a Presidente e seu povo. Ela consegue dialogar com alguns setores do governo, mas de modo geral segue bastante isolada. A imprensa continua tendo papel fundamental na ordem do dia, ditando o que é e o que não  é importante, talvez brilhando mais que a própria presidente. De toda forma, as comunicações e a educação ganham papel de destaque neste ano, assim como a importância da eficiência logística (rodovias, ferrovias, vias marítimas e aéreas) para o crescimento da economia e aqui há dois cenários possíveis: reestruturação da malha logística e do sistema educacional ou surgimento de greves diversas nestes setores mencionados. Contudo, mais uma vez Mercúrio está em Peixes, enquadrado por Quíron e pelo Sol. Mercúrio em Peixes é geralmente confuso na comunicação e tende a confundir alhos com bugalhos, somando-se à presença de Quíron, temos mais um ano em que a imprensa e a mídia deitam e rolam contando e divulgando apenas o que é do seu interesse – em muitas situações, contando mentiras deslavadas, com o intuito primeiro de confundir e enganar a opinião pública. Tsunamis de informações inúteis que desinformam ao invés de informar – um verdadeiro desserviço ao público.

Eclipses

Eclipses de Março

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O eixo nodal trafega de trás para frente e atualmente transita a polaridade Virgem (Nodo Norte) e Peixes (Nodo Sul). Assim, os eclipses neste ano caem primordialmente neste eixo de signos, com um eclipse lunar acontecendo ainda em Libra, o eixo anterior. Anualmente temos duas temporadas de eclipses. A primeira temporada neste ano é inaugurada por um Eclipse Total do Sol acontecendo a 18°56’ de Peixes, às 23h54min do dia oito de março (01h56min do dia nove no horário de Lisboa). Os eclipses não são eventos isolados. Eles pertencem a famílias, chamadas Séries Saros, que compreendem mais de 70 eventos, durando muitos séculos, milhares de anos. Estas famílias têm sua dinâmica própria e têm um mapa natal, o mapa do primeiro eclipse da família em questão, a partir do qual interpretamos quais os temas centrais de cada série. Eu escrevi um artigo bastante extenso e exclusivo sobre a dinâmica e a natureza dos eclipses. Você pode ler este artigo aqui. Este eclipse de oito de março pertence à Série Saros 130, uma família que começou em 20 de agosto de 1096 e, de acordo com a Dra. Bernadette Brady, astróloga inglesa estudiosa de eclipses, esta série fala de finalizações, conclusões e separações. Indivíduos com planetas entre os graus 13 e 24 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentirão mais fortemente estas influências. No mapa do eclipse atual, Sol e Lua estão em conjunção próxima a Quíron em Peixes, em oposição a Júpiter em Virgem e quadratura a Saturno, apontando muitas desilusões e verdades duras e difíceis de serem digeridas, mas ao mesmo o potencial de nos curarmos da tendência ao auto-engano. Este eclipse cai em oposição ao Ponto Médio entre o Sol e o Mercúrio natais do mapa da independência do Brasil, na casa 7, implicando possíveis imbróglios diplomáticos ou saias justas delicadas, que exigirão muita cautela na condução de sua elucidação. Caindo em oposição ao Sol natal do mapa do Brasil, tem implicâncias diretas sobre a presidente. O Sol é eclipsado, indicando diminuição de sua potência, vitalidade e visibilidade, em outras palavras, um possível enfraquecimento. Este eclipse não será visível no Brasil, apenas em partes da Austrália e Sudoeste da Ásia.

Tim Lukerman
Tim Lukerman

O Eclipse Total do Sol é seguido de um Eclipse Penumbral da Lua a 03°17’ de Libra, no dia 23 de março, que pertence à Série Saros 142, iniciada em 19 de setembro de 1709. Neste mapa do primeiro eclipse, ocorrido em 1709, a Lua Cheia faz quincunces a uma conjunção Urano-Plutão em Leão, sugerindo grande instabilidade e insegurança causada por inquietude social e mudanças coletivas. Há também uma conjunção Sol-Mercúrio, com Mercúrio fazendo quincunce exato a Netuno em Áries, indicando problemas na comunicação, engôdos e incertezas. No mesmo mapa Vênus e Marte estão em conjunção em Libra, em oposição a Netuno e todos em quadratura a Quíron em Capricórnio: incertezas e instabilidade também na economia. Pessoas com planetas entre os graus zero e 8 dos signos Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) sentem mais intensamente as influências deste eclipse lunar, que será visível apenas no Pacífico, em partes da Ásia e no Oeste das Américas.

Eclipses de setembro

ULC by yd84 - Reprodução
ULC by yd84 – Reprodução

A segunda temporada de eclipses do ano começa com o Eclipse Anular do Sol em 1° de setembro, a 09°21’ de Virgem. Este eclipse vem novamente ativar a quadratura Saturno-Netuno, pois ocorre em oposição de pouco mais de um grau a Netuno e os três, Sol, Lua e Netuno em quadratura a Saturno a 10 de Sagitário, com a adição de Marte em conjunção a Saturno, ambos focos da T-Square. Mais enfrentamentos duros da realidade, com desdobramentos políticos, civis, econômicos e também religiosos. A Dra. Brady, falando sobre esta Série de eclipses fala exatamente sobre isso, que “esta série trata de realismo, de botar os pés na terra. O indivíduo se torna consciente de uma situação antiga, percebendo-a como ela de fato é, em oposição ao que ele achava que era previamente.  Pode ser um período construtivo de encarar e lidar com a realidade”. Este é o potencial, se é difícil e amargo este remédio, ele contudo traz a cura: o fim das ilusões. Este eclipse cai mais uma vez no eixo das casas 1/7 do mapa natal do Brasil, com Saturno na casa 10, indicando que nossa imagem no mundo lá fora também pode ficar meio arranhada, o mundo vendo quem realmente somos, tanto para o pior quanto para o melhor. Pessoas com planetas natais entre os graus 04 e 14 dos signos Mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentem mais intensamente a potência deste eclipse, que será visível em partes da África, especialmente África Central e no Oceano Índico.

Kris Kuksi - Reprodução
Kris Kuksi – Reprodução

No dia 16 de setembro temos o último eclipse do ano, um Eclipse Penumbral da Lua, ocorrendo a 24°20’ de Peixes. Diferentemente dos anteriores, este eclipse não envolve Saturno-Netuno, apesar de ocorrer em Peixes. Mas forma uma T-Square, da qual Marte é novamente o foco, a 23 de Sagitário. Isso indica que questões legais, legislativas e espirituais serão o foco do período – manifestações apaixonadas de fé, fanatismo religioso, com verdadeiros “cruzados” modernos saindo às ruas dispostos a atos violentos para defender sua fé e isso é algo que vale para todo o mundo, não somente para o Brasil – aliás, as implicações dos eclipses são globais e o que vale para o Brasil é apenas a interpretação dos aspectos que faz aos planetas natais do mapa do país. Por falar nisso, o eclipse cai em oposição exata ao Mercúrio natal do Brasil, implicando novamente questões delicadas nas comunicações e na diplomacia. Antagonismos, beligerâncias, vitimismos e até mesmo explosões de violência são passíveis de acontecer. Este eclipse pertence à Série Saros 147, iniciada a dois de julho de 1890. No mapa de início da Série 147, Sol e Lua formam um dueto, quer dizer, só interagem um com outro e não conversam com mais ninguém no mapa, indicando extremismo e tendência a se perceber as coisas sob pontos de vistas unilaterais, o que dificulta a conciliação e as negociações. O eclipse será visível no Leste da África e da Europa, em toda a Ásia e parte da Austrália. Será parcialmente visível na costa do Sudeste e do Nordeste do Brasil.

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Então, já me perguntaram, afinal, 2016 está pior ou melhor do 2015? Eu diria nem pior e nem melhor, está diferente. 2014 e 2015 foram anos mais dinâmicos, dinamismo esse simbolizado pela quadratura Urano-Plutão em Áries e Capricórnio, dois signos cardinais, de ação e resolução. Então foram dois anos de muitas crises, mas também de decisões, de ação e de desenvoltura. Já 2016 é um ano de uma quadratura Saturno-Netuno, que traz sensação de confusão, falta de direção, falta de foco e muita letargia e apatia, então, pode ser sentido como mais difícil e mais pesado, porque temos a sensação de que tudo é muito lento e cansativo e temos dificuldade de divisar os resultados, que só ficarão mais claros bem mais à frente. Por outro lado, o fato de a quadratura Urano-Plutão já estar se desfazendo, diminui a pressão e a intensidade das coisas.

Concluindo, 2016 tende a ser um ano pesado, mas que traz muitas oportunidades de amadurecermos como pessoas, como nação e como espécie habitante deste planeta – o planeta certamente se fará ouvir de forma estridente. Ao mesmo tempo em que há este clima de desesperança, confusão e perda de rumo, também há a chance de vivermos de forma mais coerente com nossos recursos, mais alinhados com nossa fé – perseverar na fé é um desafio. Chamados seremos a separar o joio do trigo e a fantasia de sonho e a empreender os esforços necessários para tornar estes últimos realidade. Sem oba-oba, com os pés bem firmes no chão.  É um ano de ganharmos mais consciência, de nos responsabilizarmos por tudo o que emanamos no mundo, pelas nossas atitudes concretas e também pela nossa vibração, que certamente faz toda a diferença. É tempo de agirmos mais criativamente, a partir do coração e do centro da nossa coragem!

Quer saber quais os desafios e oportunidades de 2016 para você, especificamente? Agende uma consulta comigo: psicologica.astrologia@gmail.com

Saatchiart - Reprodução
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Abaixo segue um calendário com os eventos astrológicos mais importantes de 2016:

Datas e ciclos importantes:

Janeiro, 5 a 26 – Mercúrio retrógrado de 01° de Aquário a 14° de Capricórnio

Janeiro – todo o mês – conjunção de Júpiter ao Nodo Norte da Lua em Virgem

Fevereiro, 23 – Júpiter retrógrado em Virgem faz oposição a Quíron em Peixes

Março, 6 – Júpiter Rx em quincunce a Urano

Março, 8 – Eclipse total do Sol a 18° de Peixes

Março, 16 – Júpiter Retrógrado em trígono a Plutão

Março, 20 – Ingressão do sol em Áries – Equinócio do Outono no Hemisfério Sul e da Primavera no Hemisfério Norte – Ano Novo Astrológico

Março, 23 – Eclipse Penumbral da Lua a 03° de Libra

Março, 23 – Júpiter Rx faz quadratura exata a Saturno

Março, 25 – Saturno entra em retrogradação

Abril, 17 – Marte entra em retrogradação a 8° de Sagitário

Abril, 18 – Plutão entra em retrogradação a 17° de Capricórnio

Abril, 28 – Mercúrio entra em retrogradação a 23° de Touro – Haja paciência! Messsssmo!

Maio, 9 – Júpiter retorna ao movimento direto a  13°15 de Virgem

Maio, 22 – Mercúrio retornar ao movimento direto a 14° de Touro

Maio, 26 – Júpiter, direto, faz quadratura exata a Saturno

Junho, 13 – Netuno entra em movimento retrógrado

Junho, 18 – Saturno, retrógrado, faz quadratura exata a Netuno

Junho, 20 – Ingressão do sol em Câncer – Solstício de Inverso no Hemisfério Sul e de Verão no Norte

Junho, 26 – Júpiter, direto, faz trígono exato a Plutão

Junho, 29 – Marte volta ao movimento direto a 23° de Escorpião

Julho, 29 – Urano entra em movimento retrógrado a 24° de Áries

Agosto, 12 – Júpiter, direto, faz oposição a Quíron

Agosto, 13 – Júpiter faz quincunce exato a Urano

Agosto, 13 – Saturno retorna ao movimento direto a 09° de Sagitário – o primeiro decanato de Sagitário está livre de Saturno a partir de outubro

Agosto, 30 – Mercúrio entra em retrogradação a 29° de Virgem

Setembro, 1° – Eclipse Anular do Sol a 09° de Virgem

Setembro, 09 – Júpiter ingressa em Libra, às 08h19min no horário de Brasília

Setembro, 10 – Terceira e última quadratura exata de Saturno a Netuno

Setembro, 16 – Eclipse Penumbral da Lua a 24° de Peixes

Setembro, 22 – Mercúrio volta ao movimento direto a 14° de Virgem – em cima do Sol Natal do Brasil

Setembro, 22 – Ingressão do Sol em Libra – Equinócio da Primavera no Hemisfério Sul e do Outono no Hemisfério Norte

Setembro, 26 – Plutão retornar ao movimento direto a 14° de Capricórnio

Outubro, 23 – Júpiter em Libra faz quincunce a Netuno em Peixes

Novembro, 10 – Saturno faz semi-sextil a Plutão

Novembro, 20 – Netuno retorna ao movimento direto a 14° de Peixes

Novembro, 24 – Júpiter em Libra faz quadratura exata a Plutão

Dezembro, 19 – Mercúrio entra em retrogradação a 15° de Capricórnio

Dezembro, 21 – O Sol ingressa em Capricórnio – Solstício de Verão no Hemisfério Sul e de Inverno no Hemisfério Norte

Dezembro, 25 – Saturno faz trígono exato a Urano

Dezembro, 26 – Júpiter faz oposição a Urano

Dezembro, 29 – Urano retorna ao movimento direto.