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A Semana Astrológica – É de batalhas que se vive a vida

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Semana de 2 a 8 de outubro – Frutificação ou desafios nas relações, frutificação e desafios na vida!

É semana de Lua Cheia, em Áries, o signo do indivíduo, da saga do herói, da busca por autonomia, do enfrentamento das batalhas da vida, que muitas vezes, são bem solitárias, especialmente a batalha da individuação, que ninguém pode lutar por nós! Mas a Lua Cheia é o contraponto ao signo do Sol, no caso, Libra… Portanto, essa é uma semana de peso para nossas relações, principalmente porque Vênus, regente de Libra está em conjunção a Marte, regente de Áries! Eita!!! As relações pegam fogo – positiva ou negativamente! A culminação do ciclo iniciado em Virgem, no dia 20 de setembro – a necessidade de sermos úteis, de criarmos ordem no meio do caos, agora frutifica e o indivíduo age em cima desses ideais. Portanto, as promessas do ciclo agora se manifestam e dão frutos, e dão frutos a partir das relações, de como somos e como agimos dentro delas!

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Além da Lua Cheia, temos outros movimentos interessantes ocorrendo por esses dias: O Sol faz quincôncio a Netuno, indicando períodos de dúvidas a respeito de nossos ideais de civilidade, utopias difíceis de se realizarem e de serem conciliadas com a realidade presente, mas também nos fala que é em tempos mais sombrios que mais precisamos sonhar e esperançar.

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Temos novas e velhas informações sendo “descobertas”, saídas da escuridão para a luminosidade, modificando opiniões e conceitos, causando tumulto e espanto; notícias sobre assuntos tabus, temas que apaixonam as pessoas e as fazem se digladiar por essas paixões mentais e talvez obtusas; o conceito de beleza, estética, arte, sendo discutido e debatido apaixonadamente, às vezes, de forma bastante incoerente e com muita intolerância pela opinião de outros. Tudo isso simbolizado por Mercúrio Libra em desarmonia com Netuno e querela feia com Plutão. Mercúrio também faz conjunção ao Sol e fica Cazimi no domingo. Essa conjunção superior de Mercúrio ao Sol sinaliza o início da fase Epimeteu de Mercúrio, a hora de colher resultados das últimas alterações propiciadas pelas reflexões da fase de retrogradação recente, ocorrida entre Virgem e Leão, entre agosto e início de setembro.

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E como já dito, os dois regentes da lunação (eixo Áries-Libra – Marte-Vênus) sinalizam um período importante nos relacionamentos: o coração está inflamado e é tempo de avaliações e transformações nos nossos valores fundamentais, estéticos, pessoais, relacionais, assim como transformação na vontade e nas atitudes. Vênus faz trígono a Plutão e pede que transformemos nossos valores e a visão que temos de nós mesmos, a forma de expressar nossos afetos e, consequentemente, que transformemos a maneira de viver as relações, transformações que podem ser feitas harmoniosamente. Vênus também quadra Saturno e aqui já não há harmonia: situações de dor nos obrigam a lidar com nossas inseguranças, sentimentos de rejeição, abandono e solidão e também com nossos mecanismos de defesa, que afastam a outros, justamente aqueles que gostaríamos de atrair. É momento de verificar nossa falsa modéstia, nossa timidez e reserva que nos protegem daquilo pelo que tanto ansiamos. É tempo de confrontar o medo do ridículo, a constrição do conhecido, pelo pulo no escuro, o risco de abrir mão das certezas, de se sentir vulnerável, mas aberto ao crescimento. Vênus ainda fica alguns dias conjunta a Marte, seu amante arquetípico… Ao mesmo tempo que isso sinaliza um período de novas e estimulantes atrações – possivelmente o início de novas relações – tais atrações/relações são contidas, pois a conjunção ocorre em Virgem, um signo discreto e modesto e ainda em quadratura a Saturno – sabemos que nem tudo são flores e perfumes, que há limites que devem ser superados com maturidade para que a relação frutifique. Também há muita propensão a irritações e altercações nas relações, porque estamos divididos entre o impulso por nos render ao outro e nos entregar à relação e o impulso igualmente forte por independência e autonomia e se não temos ciência dessa ambivalência interna podemos criar atritos no relacionamento como forma de nos afirmarmos e nos sentirmos mais livres.  Positivamente, o aspecto a Saturno indica capacidade para o realismo, tendência a entrarmos nas histórias com o pé no chão, sem expectativas ilusórias.

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E ainda, dos movimentos e ciclos maiores, temos Urano em semi-quadratura (ângulo de 45 graus) a Netuno, o segundo aspecto (tivemos o semi-sextil, ângulo de 30 graus, em 2010) de um ciclo de 172 anos, que começou em 1993, em Capricórnio. Esta conjunção durou muitos anos, entre 1988 e 1995 – e teve a adição de Saturno entre 92 e 93 – embora só tenha ficado exata em 1993. Esses foram os anos em que o mundo mudou radicalmente: muros e países foram dissolvidos, sonhos foram fragmentados, assim como outras utopias foram sonhadas. A conjunção fala, basicamente da “idealização da mudança intelectual” (1). Agora olhamos para trás e algumas dessas utopias começam a ser questionadas. O que sonhamos lá atrás está se realizando ou se fragmentando? Faz algum sentido ou será que estamos vivendo um momento de desilusão? Será que a clareza e a racionalidade (Urano) começam a desafiar aquelas utopias sonhadas (Urano-Netuno) e agora percebemos que talvez tenhamos nos enganado, simplesmente porque ignoramos o potencial humano para a corrupção dos ideais maiores em favor do imediatismo e do favorecimento pessoal, em favor do amor ao poder? Ou talvez tenhamos ignorado que a vida é cíclica e independe da pequena vontade humana… O certo é que há uma sensação de espanto generalizada, e nos perguntamos como viemos parar aqui, o que deu errado naqueles planos tão belos… Mas sabemos que o que vemos hoje é a manifestação de uma tragédia anunciada, que vem sendo profetizada há muito por pensadores, místicos, cientistas e, mais recentemente, por qualquer pessoa minimamente informada e com algum miolo entre as orelhas. O resultado disso? O tempo dirá…

Eduardo Cambuí Figueiredo Júnior – Reprodução

E esta também é a última semana de Júpiter em Libra,  um trânsito que termina de forma estrepitosa, com Júpiter se opondo a Urano e em quincôncio a Netuno (semana passada), indicando um período em que nossa fé e crenças são colocadas em questionamento profundo, assim como a confiança nas leis e nosso otimismo em geral. Júpiter em Libra tinha promessas de maior equilíbrio, de mais justiça e bem estar social, mas não foi bem isso que vimos… Ocorre que esse trânsito a Urano, que ficou ativo durante quase todo o período de Júpiter em Libra, modifica tudo de maneiras imprevisíveis, então as coisas tendem a sair ao contrário das nossas expectativas… Daí vimos leis estapafúrdias, verdadeiros retrocessos, sendo aprovadas, como a votação de uma lei que aprova o ensino religioso nas escolas – detalhe: ensino religioso específico! Quem vai decidir QUAL religião será ensinada? Cadê a laicidade do estado? Por aí você já vê que nem todo trânsito de Júpiter é necessariamente “benéfico”. Na verdade, ao invés de representar um avanço, isso representa um retrocesso enorme, que ainda não temos condições de mensurar. Muitas dessas mudanças podem ser arbitrárias e ser impostas “goela abaixo” na maioria. Urano, o planeta libertário, pode simbolizar regimes tirânicos que impõem a sua visão como a única possível! Considerando-se que Júpiter também esteve em quincôncio a Quíron, há muitas dúvidas sobre decisões passadas no que tange à esfera espiritual e isso gera tensões e novas decisões que podem ser “capengas” e representar uma falha grave na educação e na condução dos assuntos espirituais no futuro. Júpiter ingressa em Escorpião no dia 10 de outubro.

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A Lua abriu a semana na fase Crescente, em Aquário. Entrou na fase Corcunda ainda em Aquário. Infla-se ainda mais em Peixes e por fim, fica plena em Áries, na Lua Cheia de Áries, na quinta-feira. Finda a semana já em Gêmeos, prestes a entrar na fase Disseminadora. Faz aspectos e trava conversas e com todos os demais corpos celestes, conversas que ora são tensas, ora são fluidas, simbolizando as mudanças de humores aqui na Terra.

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SEGUNDA-FEIRA, 2 de outubro – A Lua abriu o dia em Aquário e fez sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Corcunda. Fez ainda sextil a Urano e trígono a Júpiter, ficando vazia depois deste aspecto, às 08h14min. Ingressou em Peixes às 11h27min, de onde se desentende com Mercúrio. Marte começa a se afastar do trígono a Plutão, mas o aspecto ainda se faz sentir por alguns dias. Vênus fará o mesmo aspecto a Plutão amanhã. Depois de uma manhã sem muita objetividade – o que prejudica o andamento da segundona – entramos pela tarde muito sensíveis, meio tristes e melancólicos. Um humor que se altera devido às nuances pesarosas do dia – quantas notícias trágicas, terríveis! – e captamos dores e tristezas que nem são nossos, mas que se misturam aos nossos próprios problemas e nos fazem tentar evadir-nos, sem muito sucesso – afinal, é dia “útil” e precisamos “render”. A noite traz incongruências que adicionam irritação à melancolia, deixando-nos um pouco mais sorumbáticos e macambúzios. Uma sopinha leve, música calma, meditação, ou simplesmente ficar na sua pode ajudar a filtrar e a digerir todas essas emoções e sentimentos incontidos, derramados na atmosfera, embora invisíveis. A oração, seja qual for o seu deus, pode acalmar e permitir uma conexão profunda consigo mesmo e com a divindade, uma percepção da nossa pequenez diante da vastidão do mistério da vida, algo que pode ajudar a serenar a alma. Orar por aqueles que sofrem e que lhe tocaram a alma também pode ajudar a elevar a vibração nesse planeta que anda tão devastado de dor e medo.

Roberto Ferri, artista italiano – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 3 de outubro – Vênus está em trígono pleno a Plutão. Em Peixes a Lua faz quincôncio ao Sol Libriano, conjunção a Netuno, oposição a Vênus-Marte e quadratura (não exata) a Saturno, tornando este foco de uma T-Square mutável na virada de terça para quarta. Dias de intensidade emocional, em que os desejos são viscerais e comandam forte impulso de realização – mas a alma pergunta: realizar o quê, nesse caos emocional, individual e coletivo em que estamos? Dias em que experimentamos mais de perto o poder do inconsciente, mostrando-se no impulso por mais vivacidade, mais paixão e entrega à vida e àquilo com que estamos envolvidos – temos preguiça de “pegar leve”, porque ou agarramos as coisas de corpo e alma, ou nem mesmo as notamos. Há impulso também por mais controle e muitos poderão tirar proveito disso, manipulando as aspirações ingênuas e românticas de outros – inclusive da massa, carente de mitos e gurus. Para quem vem de períodos de desânimo, essa nova força é bem vinda e até nos prepara para os próximos embates – daqui a pouco Marte e Vênus confrontarão a Saturno – mas também podemos exagerar na dose ou na aplicação, talvez até como forma de compensação. Pode ser um bom momento para cavarmos dentro de nós em busca de auto sustentação, de transformar os processos internos, para que a realidade externa também se modifique e seja mais condizente com nossas aspirações; de salvar-nos a nós mesmos, em lugar de esperar que outros o façam, o que muitas vezes nos expõe à má fé alheia; de transformar nossos valores e, a partir deles, também transformar nossas atitudes no mundo: queremos mais amor e paz? Sejamos mais amor e paz, ao invés de reverberar a incompreensão, a crítica, a hostilidade, o julgamento leviano; queremos mais entendimento e compaixão? Sejamos isso para o outro, antes de revidar precipitadamente; queremos mais apoio e conciliação? Sejamos apoio, busquemos nós mesmos a conciliação. São horas também de prover por nós mesmos, a segurança, a força, a admiração e o respaldo de que tanto precisamos, sem esperar que circunstâncias ou outros forneçam isso para nós. Estando Vênus e Marte conjuntos, em aspecto a Plutão, temos também a chance de transformar nossas relações, de perceber seus altos e baixos, as dinâmicas de poder e controle, a fluidez – ou bloqueio – no afeto, o medo da entrega, o medo da vulnerabilidade, o medo de perder; as contradições internas entre entregar-se ou afirmar-se para preservar a própria vontade. E, ao olhar para tudo isso, podemos lidar com tais medos sem crises, apreendendo maneiras sutis de provocar as mudanças necessárias. O mundo se transformará quando um número suficiente de indivíduos tiver se transformado – é de dentro para fora, não é de fora para dentro! Daí o nosso compromisso e responsabilidade em visionar com clareza o mundo em que queremos viver e agir a partir dessa visão, até atingirmos massa crítica. A Lua em Peixes, conjunta a Netuno e depois oposta a Vênus-Marte colore o dia de muita sensibilidade e suscetibilidades – também há muitas irritações nascidas das contradições internas, da oscilação entre lutar ou fugir, conquistar ou desistir, obstinar ou ceder. Ideal mesmo é fazer uma salada dessas contradições e perceber que elas juntas, apesar de não facilitarem, agregam mais sabor e cor à vida! Só acessamos nossa verdadeira força, quando encaramos nossa fragilidade!

Amanda Cass – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 4 de outubro – O Sol está em quincôncio a Netuno. A Lua Pisciana faz quadratura a Saturno, que é foco de uma T-Square mutável, já que logo receberá as quadraturas de Vênus e Marte. A Lua fica vazia depois deste aspecto, às 04h21min e ainda faz conjunção a Quíron e quincôncio a Júpiter. Ingressa em Áries somente às 17h40min, portanto, temos o dia todo de Lua fora de curso. Oscilações e dúvidas sobre nós mesmos, nossos objetivos e capacidades, intercalados com arroubos de idealismos, utopias de mundos perfeitos e justos… Se apenas nós… Conjecturas que se provam infrutíferas diante dos cenários “reais” diante de nós. Mas, independentemente da nossa dificuldade em conciliar a utopia com a realidade, é necessário insistir em sonhar, em não se prostrar paralisado pelo caos, pelo terror no mundo. Temos um dia inteiro para meditar e contemplar sobre o terror real que vivemos, nascido, muitas vezes, do fundamentalismo, do pensamento tacanho, da imposição da visão de um sobre os demais. E meditando sobre esse terror e suas implicações, percebemos que mais do que nunca é necessário sonhar, esperançar, dar pequenos passos na direção de alguma mudança que, com sorte, crescerá lá na frente. Em termos práticos, é dia para atividades discretas, para cuidar da subjetividade, para deixar as atividades objetivas em repouso ou, pelo menos, para não esperar muito delas e fluir com a maré. A Lua está vazia em Peixes e nós oscilamos com essas marés – se lutamos contra, nos afogamos, se fluímos, podemos descobrir novas baías, novas praias e belas paisagens! À noite recebemos uma descarga nova de energia que nos faz querer sair do casulo e realizar aquelas coisas para as quais não tivemos ânimo durante o dia. Mas vale ficar atentos a impulsividade e precipitações – não vamos salvar o mundo do dragão da maldade numa única noite!

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QUINTA-FEIRA, 5 de outubro – Vênus está em conjunção a Marte e o Sol segue em quincôncio a Netuno. Enquanto isso, a Lua Ariana faz oposição a Mercúrio e depois ao Sol, culminado o ciclo iniciado em Virgem na Lua Cheia de Áries, aos 12°42’ deste signo. A Lua ainda faz quadratura a Plutão. É dia de crises, pequenas ou grandes, nos relacionamentos. Crises que podem levar a rupturas ou a um comprometimento mais intenso e verdadeiro. A Lua nos convida a nos afirmar com mais clareza e transparência dentro das nossas relações de todo tipo mas, principalmente, nas relações afetivas. Não é hora de ficar em cima do muro, de botar panos quentes em nada. É hora de se posicionar, de buscar autonomia; de equilibrar nossa necessidade de relacionamentos com uma imprescindível dose de independência, só assim as relações podem se manter saudavelmente. A simbiose, seja emocional ou social, leva à anulação individual, e sem indivíduo, quem está realmente vivendo a relação? Com quem estamos nos relacionando se o outro é apenas um carbono do que sou (ou se eu sou apenas carbono do outro)? A lunação se dá em quadratura a Plutão, que é foco de uma T-Square Cardinal, como já aconteceu tantas vezes desde que Plutão ingressou em Capricórnio em 2008. É necessário achar esse equilíbrio mencionado para que as relações sejam vividas de forma madura e para que sejam úteis à transformação social – é muito fácil ser feliz na bolha simbiótica, isolados do mundo, perdidos no olhar mútuo narcisístico, difícil mesmo é viver as relações enfrentando os desafios mundanos diários que ameaçam aniquilar a ordem e a própria existência humana. Por isso, o amor precisa ser transformador; as relações precisam nos transformar, nos levar a dar o melhor de nós mesmos, não só ao outro que é parceiro, mas à própria existência e à vida como um todo.

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SEXTA-FEIRA, 6 de outubro – Mercúrio faz quincôncio a Netuno. A Lua Ariana faz quincôncios a Marte e a Vênus em Virgem, trígono a Saturno, conjunção a Urano e oposição a Júpiter, ficando vazia depois desta disputa, às 19h39min. Ingressa em Touro às 20h56min. O dia está assim, meio desconjuntado e desconjuntados estamos nós também, como alguém que tenta caber a todo custo numa roupa de número muito maior/menor do que o seu, ou, como diria Clarissa Pinkola Estés, como tentar ficar elegante numa roupa mal-feita – ou ainda, tentar ficar no salto que dilacera os pés. Sentimos como se tudo estivesse fora do lugar, nossos desejos e impulso realizador em contraste com as necessidades mais prementes, de modo que ficamos indo e vindo, sem decidir realmente que direção tomar. A mente está enevoada, seguindo palpites errôneos, embora fascinantes, o que nos deixa confusos sobre a qualidade e credibilidade dos pensamentos. Mas aqui, a sabedoria é observar essa mente sem se apegar aos pensamentos, sem lhes imputar valor ou expectativas, apenas observá-los, sem agir imediatamente em cima deles, deixar primeiro que se assentem para provarmos a que vieram… Alguns podem ser válidos e preciosos, outros podem ser completamente vãos. Divertir-se com as inúmeras e ensandecidas elucubrações mentais é o que de mais sábio podemos fazer. Quanto à sensação de desmantelo interna, convém olhar para isso com genuína curiosidade, para ver o que o desmantelo e desconforto vêm nos mostrar sobre nós mesmos e nossos problemas correntes; também não apegar-se a essas sensações, porque elas também vão passar, mas enquanto são vigentes, têm muito a nos ensinar. O ego, se for forte e saudável, terá capacidade para conter a irritação, de modo a não deixar que respingue sobre outros sob forma de criticismos mesquinhos e tóxicos, e perceberá a atitude certa a ser adotada, fortalecendo-se para, mais tarde, romper com o que tiver que se romper e manter o que deve ser mantido.

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SÁBADO, 7 de outubro – Urano está em semi-quadratura a Netuno, aspecto exato hoje. De Touro a Lua faz sesqui-quadraturas a Marte e a Vênus em Virgem e também a Saturno em Sagitário, virando foco de um Martelo. A Lua faz ainda sextil a Netuno e quincôncios a Mercúrio e ao Sol e fecha a noite em harmonia com Plutão. Vênus, regente da Lua, está em quadratura a Saturno – exata amanhã. As dúvidas e perguntas que não conseguimos responder são jogadas hoje para o fundo do porão, porque queremos lidar com coisas reais e concretas, com aquilo que podemos tocar e ver e de preferência, que reafirmem nossas parcas certezas – quem quer saber de ideais quando eles estão estraçalhados e só nos causam desapontamentos? Mas o fato de escolhermos ignorar algo não significa que tal coisa deixe de existir – as dúvidas vão continuar lá, no fundo do coração, e irão pipocar mais tarde de formas disfarçadas, na ansiedade, na inquietação que não vai embora, no comer ou beber compulsivo para aplacar sedes ou inseguranças emocionais, na busca desenfreada por um prazer imediato que nos faça sentir que estamos vivos, vivinhos-da-silva, apesar do tédio e da sensação de anestesia – é exatamente para fugir da anestesia que mergulhamos nos sentidos, nos prazeres, para nos provarmos vivos e operantes, apesar dos pesares. E, de fato, é bom nos darmos ao luxo de usufruirmos dos prazeres simples de uma boa comida, um abraço apertado, um cheiro pungente, uma visão de beleza, para encantar nossos sentidos, para apreciar a graça efêmera da vida, desde que, paradoxalmente, não estejamos usando isso como forma de nos amortecer – novamente – contra aquilo de que temos que ter muita ciência e consciência, mais do que nunca. Podemos sim, nos reabastecer na beleza e no prazer, mas como forma de recarregar as baterias e as forças para os próximos embates, não como fuga da vida consciente. Em termos práticos o dia está bom para o descanso e os prazeres simples: uma boa mesa, um cochilo sossegado, um meditar tranquilo nas coisas básicas da vida que nos ajudem a entender nossos medos e inseguranças. As relações estão sujeitas a algumas dificuldades, armadas por sensação de inadequação, inseguranças, receios e dúvidas entre o que queremos e o que realmente precisamos. Não é um período favorável para DR’s e a compreensão e empatia deverá ser o prato principal do fim de semana, se for para contornarmos as crises que possivelmente surjam.

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DOMINGO, 8 de outubro – Vênus está em quadratura plena a Saturno e Mercúrio está em conjunção Cazimi ao Sol em Libra, signo regido por Vênus. A Lua está em Touro – também regido por Vênus – e faz trígono a Plutão e a Marte-Vênus em Virgem, formando um Grande Trígono de Terra. A Lua fica vazia depois do trígono a Vênus, às 10h47min. Faz ainda sextil a Quíron e quincôncio a Júpiter, antes de entrar em Gêmeos, às 22h45min. É um domingo que pode ser muito melindroso e crítico ou muito propício ao auto-entendimento, depende de como lidamos com nossos sentimentos e de como reagimos aos acontecimentos ao nosso redor. Primeiro, estamos sujeitos ao auto-criticismo duro, a nos sentirmos inadequados e falhos, deixando a desejar em áreas que para nós são cruciais para termos um sentido de valor, de auto-respeito. Talvez relembramos erros do passado e isso nos deixa para baixo, meio insossos e com receio de olhar as cartas de que dispomos, porque já antevemos que são ruins, mesmo sem ter olhado para elas… Assim, duvidando do nosso próprio valor, duvidamos daqueles que se aproximam e já os descartamos ou mandamos embora, com receio de nós mesmos sermos descartados como inúteis e desnecessários. Assim criamos uma profecia auto-realizada e de fato acabamos por nos isolar e afastar pessoas as quais ansiamos por estar perto, mesmo que não admitamos. Contudo, temos a chance de refletir antes das reações automáticas e ponderar nas coisas com algum bom senso, vendo defeitos e qualidades sob uma lente mais prática e menos exagerada. E, em lugar de nos sentirmos como o pano de chão imprestável, podemos enumerar nossas boas qualidades, de modo a contrabalançar a autoestima minimamente. Temos bastante Terra, que nos ajuda a ser práticos e resilientes diante dos problemas, de modo a vê-los como desafios que podem ser superados com esforço e empenho sincero no auto-melhoramento. E da mesma forma como olhamos para nós e nossas falhas, podemos ter empatia para olhar para outros e suas dificuldades, dando uma palavra de incentivo e estímulo, ao invés de jogar terra sobre alguém que já está afundando. Nas relações é preciso cautela nos diálogos, na forma como nos exprimimos, nas escolhas que fazemos entre expressar ou não o que sentimos; entre revelar nosso afeto, a despeito do terror da rejeição ou guardá-lo para nós mesmos, pelos mesmos receios. É necessário compreensão, empatia e sobretudo, muito amor no coração para acolher o outro e a si mesmo, mesmo quando o outro (ou eu) parece não merecer – tem aquela frase, que nos tempos de internet é difícil saber o autor verdadeiro: “é preciso amar as pessoas quando elas menos merecem, porque talvez seja quando elas mais precisam”. A mente hoje se embebe dos propósitos conscientes de buscar novas parcerias, de ser ponte e mediar conflitos, ao invés de fomentá-los – é tempo de refletir se nossos pensamentos estão alinhados com os propósitos maiores do centro da nossa consciência. Se não estão, vamos alinhá-los!

Desejo a você uma ótima semana, de luz e proteção!

Aqui neste vídeo você vê o Horóscopo de outubro para todos os signos, em parceria com o Horóscopo Virtual:

(1) Astrid Fallon – Planetary Cycles at a Glance – Fallon Astro Graphics – UK

 

A Semana Astrológica

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Semana de 11 a 17 de setembro – Tempo de limpezas, purificações e términos; análises, avaliações e reciclagens; tempo de lidar comas próprias limitações e inseguranças, adotando atitudes que possam resolvê-las. Mas é também de buscar novos estímulos nas relações, de voltar a surpreender-se e a apaixonar-se!

Esta semana é de Lua Minguante, com esse Minguante acontecendo no dia em que o Sol quadra Saturno em Sagitário – reforço nas limpezas e finalizações. O Sol quadra Saturno na quarta-feira, sinalizando uma auditoria no nosso desenvolvimento pessoal, um autoexame minucioso sobre a estreiteza ou amplitude dos nossos propósitos e objetivos e também como equilibramos nossos deveres e obrigações sociais versus os deveres e obrigações para conosco mesmos, incluindo nos valorizarmos por aquilo que fazemos bem feito.

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Vênus é a grande vedete da semana e essa questão do auto-valor é o tema chave do movimento que ela também faz ao mesmo Saturno – um trígono – que ocorre junto com a conjunção de Vênus ao Nodo Norte em Leão. Vênus, aliás, passa a semana em formação de Pipa, fazendo primeiro um Grande Trígono em Fogo ao se harmonizar com Saturno e Urano, configuração que se torna Pipa porque Vênus também faz sextil a Júpiter, que por sua vez faz sextil a Saturno. Toda essa movimentação do planeta do amor e da beleza propicia tempos de maior harmonia nas relações em geral, especialmente nas amorosas. Em termos amplos, temos uma trégua mínima, porque essa configuração pode trazer algumas perspectivas em relação às últimas crises, uma percepção de onde e como podemos mudar o presente sombrio, para termos um futuro um pouco mais promissor e luminoso. É um período em que conseguimos conciliar nossos desejos de expansão, liberdade e independência com a necessidade da estabilidade das relações duradouras – para conseguirmos essa conciliação maturidade e autoconhecimento são fundamentais. Também há possibilidades de surpresas agradáveis, encontros inesperados, guinadas positivas nas relações.

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Se conseguirmos lidar com as pontadas eventuais de inseguranças e as lembranças dolorosas de erros passados, podemos sim ter dias de alegria, prazer e também novidades interessantes no relacionamento. Isso porque Vênus também faz quincôncio a Quíron durante alguns dias e como Júpiter faz o mesmo aspecto a este asteroide, Quíron torna-se foco de um Yod-Dedo de Deus. Faz-se ainda necessário vigiar nosso excesso de entusiasmo e expectativas exageradas em relação a pessoas e situações que talvez não estejam completamente disponíveis, ou que estejam feridas, alquebradas… Também não adianta se meter a ajudar, se o outro não está aberto a isso ou, pior: magoar o outro para aplacar a própria dor – ninguém se cura machucando o outro! No que tange aos investimentos, é um período interessante de novas e estimulantes oportunidades nos negócios em geral.

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Mercúrio ingressou em Virgem novamente, mas ainda fica na zona sombria de retrogradação até o dia 19 de setembro e faz oposição a Netuno na virada de 19 para o dia 20. Nesta semana Mercúrio faz conjunção a Marte e sugere maior rapidez mental, análises mais ágeis. Esse aspecto aumenta a necessidade de comunicação, mas também a propensão ao criticismo e à irritação, particularmente na segunda e na terça-feira, quando a Lua passa por Gêmeos fazendo aspecto a essa conjunção e depois a Saturno. São dias bons para se agilizar o que está pendente, para finalizar processos e para a resolução de problemas intrincados em geral.

Alex Ruiz – reprodução

A Lua abre a semana na fase Disseminadora, vazia em Touro. Torna-se Minguante em Gêmeos na quarta-feira e Balsâmica a partir de Leão, no sábado. Fecha a semana ainda em Leão, reforçando a Pipa junto com Vênus, Saturno, Urano e Júpiter. A Lua será nova em Virgem na quarta, 20 de setembro.

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SEGUNDA-FEIRA, 11 de setembro – A Lua entrou o dia vazia em Touro – ficou fazia depois da quadratura à dona da casa, Vênus, toda poderosa em Leão. A Lua fez quincôncio a Saturno e depois a Júpiter e ainda se harmoniza com Quíron em Peixes. Ingressa em Gêmeos somente às 16h30min e à noite arruma várias “tretas” com Mercúrio e Marte. Esqueça! Esqueça a ideia de ter um dia super-hiper-produtivo… Segunda-feira com Lua vazia em Touro, é pra pegar leve porque a energia está mais para descanso, ruminações, digestão emocional das vivências recentes. E haja preguiça!!! Mas o relógio continua seu tique-taque e o chefe não perdoa, não é mesmo? Então, concentre-se nas tarefas inacabadas e pendentes; na organização da agenda, da mesa de trabalho… No ajuste dos planos em andamento e sério, se póssivel, tire algum tempo para fazer nada e apenas pensar e refletir sobre seus projetos, onde poderia melhorar, que alterações poderiam embelezar tal projeto ou trazer mais prazer e alegria a todos os envolvidos. O dia está lento e as horas se arrastam. Em vez de reclamar, tire proveito da modorra! Não brigue com o clima, tire proveito dele! Em termos práticos o dia não está mesmo propício para começar nada novo, nem para fazer muitas estrepulias – não temos nem energia física, nem objetividade mental para isso, portanto, é melhor relaxar e fluir com a maré. No fim da tarde o clima muda radicalmente e recebemos vários estímulos: o telefone toca, o e-mail finalmente chega, a reunião sem-fim finalmente acaba, e o clima fica mais dinâmico. À noite há propensão a discussões fúteis, bate-boas e até conflitos mais sérios em que todos falam e ninguém se entende. Vale lembrar que a gente tem dois ouvidos e uma boca – ouvir o outro – DE VERDADE – antes de simplesmente retrucar pode salvar a noite – e as relações!

Jamens Jean – reprodução

TERÇA-FEIRA, 12 de setembro – Vênus em Leão está em trígono a Saturno em Sagitário. A Lua Geminiana quadra Netuno e faz quincôncio a Plutão. O Sol está bem próximo da quadratura a Saturno. Por um lado, estamos satisfeitos com aquilo que temos e com o que somos, principalmente, com as nossas relações e mesmo se houver algum problema, estamos dispostos a lidar com ele com serenidade. Entretanto, uma outra parte de nós está irrequieta, almejando outras alturas, muito além do solo debaixo dos nossos pés. Queremos perfeição, inspiração ilimitada, voar em outros ares… O que ganha em nós? A realidade! É um dia bom para confrontar o que fantasiamos e é absolutamente inalcansável e aquilo que está à nossa disposição, que é realizável, mesmo que seja imperfeito. Nossa maturidade e aceitação das coisas como são é que decidirão qual parte leva a melhor dentro de nós. O que vai ser para você? Fantasias e expectativas que nunca vão se realizar ou a possibilidade imperfeita mas, de todo modo, ao alcance das suas mãos? Às vezes, a realidade é um labirinto muito mais interessante do que as fantasias escapistas que se escoam por entre os dedos.

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QUARTA-FEIRA, 13 de setembro – O Sol Virginiano hoje está em quadratura plena a Saturno em Sagitário. Por sua vez, a Lua Geminiana faz quadratura ao Sol (entra na fase Minguante) se opõe a Saturno e também quadra Quíron, formando uma Grande Cruz Mutável pesada. Como ajuda para desanuviar um pouco o clima a Lua se afina com Vênus, harmoniza-se com Júpiter e ainda  com Urano, ficando vazia depois deste aspecto, às 15h36min. A Lua ingressa em Câncer às 19h13min e fecha a noite em harmonia com Mercúrio. O dia traz alguns questionamentos complicados de serem elucidados, porque embora tendamos a imputar a outros o peso de tais questões, no fundo sabemos que a responsabilidade é nossa. O quanto nos empenhamos para nossa realização profissional, o quanto focamos no trabalho e na obrigação de “vencer na vida” e o quanto isso nos tira de nós mesmos? O quanto comprometemos de nossa vida pessoal e interior, de nossas relações, de nossa espiritualidade em função de corresponder às expectativas sociais, materiais ou quaisquer outras que não nascem verdadeiramente do nosso coração? E o quanto isso nos faz sentir mutilados, alienados de nós mesmos, de nossos sentimentos e vida interior? Conseguimos cuidar adequadamente da saúde, do lazer, das relações? Temos alegria? Ou estamos tão automatizados que já nem nos perguntamos tais coisas? Há objetivos mundanos e materiais importantes, é claro, mas muitas vezes a balança está desequilibrada e quando vemos, a vida carece de sentido, está vazia e árida. Esses questionamentos ficam bem agudos nesta semana e mais fortes hoje. O que adiciona ênfase a tais questões é que estamos num momento em percebemos a necessidade de focar mais nas relações significativas da nossa vida – aquelas que nos preenchem e nos ajudam a nos fortalecer como pessoas – de levá-las mais a sério, de solidificá-las também. Então, é tempo de ser honestos quanto a esse equilíbrio ou falta de, ao invés de simplesmente reclamar das chefias, do excesso de trabalho, das cobranças, do peso das responsabilidades. A gente só faz o que funciona, então, se continuamos a fazer o que fazemos, apesar de reclamar, é porque estamos ganhando alguma coisa com isso, mesmo que inconscientemente. De modo geral o dia pode trazer grande sensação de insegurança, consciência aguda as nossas limitações, sentimentos de crítica e julgamento por parte de outros e também vitalidade baixa. Isso vai passar, mas vale prestar atenção aos questionamentos suscitados! O Minguante sugere que abramos mão da informação excessiva e inútil que entope a cabeça e o coração e nos concentremos naquilo que é essencial!

Reprodução – Desconheço o autor

QUINTA-FEIRA, 14 de setembro – O Sol ainda está em quadratura a Saturno na virada da quarta para a quinta. A Lua está em Câncer, sua casa, e troca afagos com Mercúrio e Marte em Virgem e ainda se sensibiliza profundamente com Netuno em Peixes, mas arma uma contenda séria com Plutão em Capricórnio. Vênus está conjunta ao Nodo Norte, Cabeça do Dragão. A exemplo de ontem, o dia hoje também traz um peso que sobrecarrega os ombros e o coração, além de nos fazer duvidar de nossa capacidade de carregá-lo. De qualquer forma, a alma busca ajuda pela manhã e encontra estamina emocional e, ao alinhar-se com a mente e o corpo, consegue também algum centramento e a perspectiva da impermanência e temporalidade de tudo, incluindo nossos dilemas. Até conseguimos sair do nosso umbigo e perceber que outros também travam suas batalhas internas e tentam não sucumbir diante das dificuldades. À noite, porém, a atmosfera volta a ficar carregada e nos sentimos prensados por nossas emoções turbulentas, nossas carências, inseguranças, vulnerabilidades… Queremos colo! E se não achamos, de nada adianta culpar os céus, anjos ou demônios. Ainda temos a nossa própria companhia, que deveria ser a melhor de todas, sempre, portanto, nada ficar emburrados e chorosos! Se estamos cercados de quem amamos, que sejamos inteiros e verdadeiros com essas pessoas; se estamos a sós, sejamos verdadeiros e carinhosos conosco mesmo, nutrindo nossa alma e reafirmando nossa autoestima, assim conseguimos estabilidade emocional. De qualquer forma, há muitas possibilidades de encontros, programados ou fortuitos, que podem nos ajudar a elevar nosso humor, que podem acender nossa alegria e generosidade, desde que ousemos sair da nossa concha e dos nossos probleminhas e olhemos em volta, para além do nosso umbigo infantil.

Catrin Welz-Stein – Reprodução

SEXTA-FEIRA, 15 de setembro – Vênus está em sextil exato com Júpiter e ainda em trígono a Saturno e a Urano, tornando Júpiter foco de uma Pipa. A Lua se separa da oposição a Plutão irrita-se muito com Saturno, caça confusão com Júpiter, se harmoniza com o Sol e com Quíron, mas encrenca de vez com Urano, e fica vazia depois dessa briga, às 18h24min. Ingressa em Leão às 22h09min. O dia está propenso a muitos altos e baixos, a viradas e guinadas inesperadas de acontecimentos e, principalmente a mudanças súbitas de humor e das emoções. Ora estamos super animados, entusiasmo rasgado e desmesurado; ora ficamos hiper-sensíveis e irritados, reclamando de tudo e de todos e quando, finalmente, sentimos que o coração acalma e se alinha com as outras partes, situações abruptas voltam a ocorrer e nos tiram de novo do eixo, deixando-nos de novo irritadiços… além disso, sentimo-nos divididos entre o desejo de proximidade e intimidade e o impulso por soltura… Mas é possível conciliar essas disparidades, desde que primeiro as aceitemos, desde que primeiro olhemos com carinho para nossas contradições e as admitamos serenamente – só então podemos costurar o que foi ao que vai ser, e poderemos então integrar a paixão ardente à necessidade de longevidade e estabilidade; poderemos nos permitir ser inteiros, mesmo que tenhamos muitas facetas diferentes e inteiros, podemos nos expandir, expandir nossa autoestima, nosso senso de valor e atrairemos relações de valor para nossas vidas. E poderemos também, nos responsabilizar por nossa alegria, nosso prazer e nossa própria felicidade, sem esperar que ela nos seja dada por outros – os outros virão apenas compartilhá-la! E serão bem vindos!

Scott Seymour – reprodução

SÁBADO, 16 de setembro – Mercúrio está conjunto a Marte. De Leão a Lua faz sesqui-quadratura a Saturno e depois a Quíron. Desentende-se com Netuno e fecha a noite também irritada com Plutão. Hoje temos à nossa disposição muita energia mental e intelectual, que pode bem ser utilizada para acelerar projetos que demandem agilidade, presença de espírito, rapidez de raciocínio. Mas é possível também que estejamos muito irritados e, ao invés de colocar essa estamina mental em bom uso, acabemos por nos envolver em discussões, debates, conflitos desnecessários nascidos de criticismo, seja nós criticando a outros ou nos sentindo criticados e reagindo defensivamente – e o estopim, que já está curto, pode ser aceso pela palavra impensada. Mas, será que realmente precisamos nos defender? Será que há motivos para a defensividade e a irritação? Vale ficarmos alertas, porque parte de tudo isso pode muito bem nascer da sensação, inconsciente, de inadequação e desencaixe que sentimos em relação aos nossos pares ou às situações em que estamos envolvidos. Se formos honestos o suficiente, conseguiremos analisar as coisas com arguteza e acertar no alvo daquilo que originou a insegurança e que estimulou os conflitos. Dirimidos tais conflitos ou mesmo a irritação, podemos nos concentrar naquilo que precisa ser planejado e executado com presteza e acuracidade e teremos então, um dia realmente produtivo. Cautela no trânsito e nas interações, porque a tendência também a impaciência, intolerância e a incompreensão quanto às falhas alheias.

Catrin Welz-Stein – Reprodução

DOMINGO, 17 de setembro – Vênus em Leão está em trígono exato a Urano em Áries. A Lua Leonina desafina-se com Plutão, mas depois junta-se à festa com Vênus e Urano e as duas ainda convidam o sisudo Saturno. Vênus se chateia no meio da estória por causa de Quíron. O domingo traz uma atmosfera animada, elétrica e queremos sair da rotina completamente, fazer coisas ousadas, inusitadas; trilhar caminhos insólitos, mas nos quais nos sentimos seguros, porque seguimos o impulso do nosso coração, que hoje se alegra, se diverte, se regozija na novidade, nos encontros inesperados, nas possibilidades de novo se descortinando à nossa frente. Nas relações fazemos questão de adicionar elementos não convencionais, que tragam frescor e estímulo onde faltava surpresa e admiração – estas agora são renovadas! O certo é que é um dia para fazer e buscar coisas e experiências incomuns, seja sozinho, a dois ou em bando – aliás, dificilmente estaremos sozinhos, porque simplesmente sentimos a urgência da diversão com almas afins, ou mesmo com almas completamente diversas de nós mesmos. Há muito estímulo, inquietude, empolgação e coisas inesperadas podem acontecer, mas ao invés de isso nos incomodar, adiciona mais vigor e expectativa ao que nos espera ao virar da esquina. Quem puder que aproveite, porque, de fato, o dia está propício à diversão e a sair para o mundo aproveitando as boas vibrações e as companhias inusitadas e vibrantes que encontrarmos pelo caminho. Para os amantes, o dia está ótimo para experimentações, para se surpreenderem mutuamente e reacenderem a chama da paixão na relação que andava meio morna e previsível.

Ótima semana para você!

A Semana Astrológica – Do que você tem medo?

Semana estendida de 30 de junho a 09 de julho

Não consegui publicar a semana corrente na data certa, então, aproveito e já publico o período estendido até a semana que vem – estou em viagem, no interior do Maranhão, com acesso limitado à internet – por isso também o post sai com imagens limitadas.

Este período está bastante catártico, com crises atuais ressuscitando dores e mágoas antigas e que podem tanto nos endurecer e amargar um pouco mais, ou nos libertar dos ranços e bolores emocionais para uma vida mais doce e serena. Nossos medos também ficam aflorados e nos fazem questionar o que é realmente essencial para nós.  Estou falando dos trânsitos correntes do Sol, Marte e Mercúrio por Câncer, todos em confronto com Plutão em Capricórnio crises que atingem seu apogeu na Lua Cheia de Capricórnio que ocorre no dia 09 de julho, domingo da semana que vem.

Marte, já neste fim de semana, enfrenta o poder de Plutão e como Plutão é a oitava mais elevada de Marte, é sempre formidável um embate entre os dois, representando momentos de grave tensão, propensão à violência, tanto nas relações pessoais, quanto nas interações impessoais e sociais. Há conflitos de poder, tentativas de controle e as consequentes insurreições, que tendem a derrocar em agressividade explícita e física, caso não se consiga contornar as beligerâncias. Se não estamos cientes de nossa própria agressividade não expressa e preferimos nos identificar com a ovelha mansa e dócil, podemos cair direto nas garras de lobos famintos, que ficarão felizes em nos dar uma lição de sobrevivência e de até onde está disposto a ir quando isto está em jogo. Marte-Plutão sempre nos questionam como temos usado nosso poder, se o usamos sabiamente, sem desculpas, ou se o delegamos a outros, por medo de suas implicações, por medo de nos rendermos a ele; também nos incita a olhar se não abusamos desse mesmo poder, intimidando, agredindo, violando a outros ou a seus recursos, por não entendermos que devamos respeitar os limites alheios. Tudo isso, dependendo do quanto temos trabalhado nossa sombra e essas questões dentro de nós. Marte também faz quincôncio a Saturno, sugerindo inseguranças recalcitrantes que voltam a nos afligir e que vão demandar autocompaixão e tolerância conosco mesmos.

Antes de Marte, Mercúrio fez o mesmo percurso, digladiando nos mesmo desafios, fazendo primeiro quadratura a Júpiter e depois oposição a Plutão, de modo que de quinta a domingo desta semana, as coisas ficam deveras tensas e carregadas. Estouros podem ocorrer e os canos que jaziam entupidos de muitos detritos antigos, sangram agora, alagando os arredores com nossa raiva antes represada, que agora jorra aos borbotões, espantando a muitos, inclusive a nós mesmos. Tais inundações da raiva não ocorreriam, se mantivéssemos nossos canos limpos de tais resíduos. Como fazer isso? É um exercício permanente, diário, de se vigiar, de gerenciar a própria raiva, irritação e frustrações, de saber colocar e respeitar os próprios limites, de saber dizer não quando se quer e se precisa dizer não, de saber ser honesto consigo e com o outro, ao invés de engolir os impropérios e mariná-los para depois. Não, não é o caso de explodir todos os dias e proferir os impropérios, mas pelos menos de reconhecer quando se sente invadido, quando não se está satisfeito e pontuar isso, de forma firme e adequada – assim, não será necessário explodir ou implodir mais à frente, quando o copo encher ou quando os canos entupirem. A nosso favor temos o fato de Marte já ter voltado aos limites do Sol, estando menos selvagem e descontrolado. Mercúrio, por outro lado ainda está nessa condição até dia 01/07, requerendo cautela, porque as línguas ficam mais do que ferinas, potencialmente letais.

Na semana que vem o Sol fará os mesmos movimentos. Faz quadratura a Júpiter (05/07) e depois oposição a Plutão (09/07) e é a vez de a consciência ser inundada pelos conteúdos sombrios do inconsciente, nossas dependências infantis, desejos de onipotência e controle através de artimanhas sutis, mas muito efetivas. Precisamos mesmo recorrer a tais artimanhas? É mais um momento de confronto com nosso senso de (im)potência. No mundo exterior isso se manifesta como conflitos intensos de  busca de domínio sobre terceiros, já que talvez não conseguimos dominar nossas próprias inseguranças internas. O desejo de controle geralmente nasce da insegurança profunda, do medo de ser controlado e de ficar à mercê do que quer que seja: pessoas, situações, eventos, então, predomina a máxima: antes ele do que eu, e para não me sentir dominado e controlado, eu controlo e domino. Estes são dias ótimos para perscrutarmos nossa alma e verificarmos quando controlamos e quando nos sentimos controlados e como agimos ou reagimos diante disso. O Sol também fará trígono a Netuno, o que provavelmente nos ajuda a lidar com todos esses dilemas com mais serenidade e auto compreensão – se não temos compaixão por nós mesmos, quem terá?

Depois de ter feito a Conjunção Superior ao Sol e de lidar com todos esses desafios, Mercúrio deixa as águas de Câncer e ingressa em Leão e começa a se afastar do Sol, preparando-se para seu próximo ciclo de retrogradação, que começa em 12 de agosto, em Virgem. Em Leão Mercúrio se comunica de forma magnânima, mas também dramática! Há um grande interesse nas artes em geral e o auto interesse também é acentuado. Caso não esteja aflito, há o entusiasmo e a alegria de um coração jovem, coisa que é reconhecida pelas crianças, com quem costuma de relacionar bem. Mercúrio fica em Leão de 5 a 25 de julho, quando então ingressa em Virgem.

Quem também muda de cenário é Vênus, que sai dos campos bucólicos de Touro e torna-se mais urbana e sofisticada em Gêmeos. Nesta semana que termina Vênus fez quincôncio a Saturno, movimento que pode ter significado alguns estremecimentos nas relações em geral, motivados por inseguranças ou incompatibilidades de valores e interesses. Talvez o posterior sextil a Quíron nos ajude a ter mais compreensão das dificuldades alheias, assim como das nossas próprias, o que pode nos ajudar a encontrar algum caminho de conciliação. Vênus entra em Gêmeos no dia quatro de julho, onde fica até o dia 31, quando ingressa em Câncer.

Quíron estaciona na sexta, dia 30, para entrar em retrogradação no sábado. Esse movimento de Quíron nos convida a reavaliarmos como temos lidado com o tema das feridas incuráveis na nossa vida, da bisca ou oferta de ajuda e a cura proveniente de tal atitude. Quíron fica retrógrado de 1° de julho até 06 de dezembro e como Saturno volta ao movimento direto em agosto, os dois ainda se batem uma vez mais na quadratura atualmente em curso. Este é um aspecto bastante difícil e quem sente de forma mais contundente e pesada são os signos mutáveis, particularmente Gêmeos e Sagitário, mas também Virgem e Peixes. Nos próximos meses estaremos refletindo sobre nossas fragilidades sem conserto, nossa tendência ao vitimismo ou à amargura, nossa abnegação e a busca do bálsamo da cura, através da ajuda ao outro.

E, finalmente, nos próximos dias também vemos ocorrer o terceiro e último quincôncio de Júpiter a Netuno, precisamente na virada de terça (dia 04) para quarta. Expectativas exageradas, seguidas de experiências de desencanto são sugeridas por este aspecto, particularmente no que tange a figuras eclesiásticas e religiosas em geral, como também em relação a juízes e e a leis. Engodos podem se dar, sob o disfarce da benevolência aos oprimidos e desvalidos; há dificuldade em ater-se aos limites, sejam os pessoais ou sociais; há propensão aos exageros no otimismo, nos planos de crescimento, na busca por melhoria. Se conseguimos controlar tais rasgos doudivanas, podemos tirar proveito de um aumento da criatividade, mas é preciso ter muito pé no chão para não nos deixarmos levar por planos mirabolantes que talvez deem em nada! Cautela, mais uma vez, como promessas feitas ou ouvidas – elas podem nos levar à nau dos insensatos, que está fada a naufragar. Esse último quincôncio entre Júpiter e Netuno ocorre com a Lua vazia, em Escorpião, sugerindo que é ainda mais difícil ter clareza de nossas expectativas fantasiosas, e que não devemos mesmo nos apegar a elas, pois nada está determinado ou preciso e os resultados tendem a nos surpreender, a sair muito diferentes da nossa esperança – provavelmente de forma negativa.

A Lua fecha esta semana em Escorpião, na fase Crescente. Fica Corcunda ainda em Escorpião na terça-feira, dia quatro. Engorda e arredonda-se mais um pouco em Sagitário e, plenamente prenhe, dá à luz em Capricórnio, no apogeu do ciclo, no domingo, dia nove de julho. Nesta jornada cheia de altos e baixos, a Lua conversa, sussurra, briga e interage de formas diversas com todos os demais planetas, sinalizando as mudanças de humores aqui na Terra.

SEXTA-FEIRA, 30 de junho – Vazia em Virgem, a Lua faz oposição a Quíron. Ingressa em Libra às 03h02min, de onde entra na fase Crescente, às 20h52min. Quíron estaciona às 03h10min. Dia de focar no equilíbrio, na harmonia e na civilidade, sem deixar de ser assertivos quando se fizer necessário. A Lua fica Crescente em Libra, em quadratura ao Sol em Câncer e sinaliza que para avançarmos na direção da maturidade, é preciso deixar muita coisa para trás. Para se formar uma nova família, ser parte de um casal (Libra), é preciso deixar para trás a família de origem e o passado (Câncer) para poder olhar para o futuro e fundar o novo núcleo. Libra também convida a viver as relações de forma equilibrada, como é o caso das relações laterais. Já não nos relacionamos nas bases da hierarquia e da dependência das relações parentais, mas de igual para igual, em que as pessoas envolvidas da relação têm obrigações e direitos iguais dentro do arranjo, precisam dar e receber igualmente, para que a parceria se sustente e tenha futuro.

SÁBADO, 1° de julho – Quíron entra em movimento retrógrado na madrugada. A Lua Libriana, já na fase Crescente, faz conjunção a Júpiter, quincôncio a Netuno em Peixes, quadratura a Plutão em Capricórnio e a Marte e Mercúrio em Câncer, formando uma poderosa T-Square, da qual ela mesma é o foco, junto com Júpiter. A Lua faz ainda sextil a Saturno. A princípio o dia começa com otimismo e nos sentimos magnânimos, expansivos e generosos, querendo a companhia de outras pessoas para socializar e interagir. Mas conforme as horas passam, a propensão à indecisão aumenta grandemente, porque sentimentos, pensamentos, atitudes e necessidades estão todos em contradição e assim nos sentimos extremamente irritadiços e intolerantes, com o estopim curto, devido à frustração conosco mesmos, por não conseguirmos nos alinhar internamente. As explosões trazem o alívio catártico, mas por outro lado, deixam-nos sentindo vexados e constrangidos por não conseguirmos conter nosso mau humor e insatisfação. Antes de mais nada precisamos reconhecer essas contradições interiores e admitir que precisamos fazer algumas escolhas chatas, abrindo mão de algo que gostaríamos, em favor de algo mais importante, do qual precisamos – precisar sempre é mais forte que querer! Delegar a escolha e a decisão para outros é o pior que podemos fazer hoje, porque o resultado final pode ser desastroso, tanto porque não nos agradará, quando porque poderá piorar os atritos já existentes. Sejamos honestos e banquemos nossas decisões, porque somente nós podemos ser responsáveis se elas se revelarem acertadas ou equivocadas. Entregar nosso poder ao outro, pode não só diminuir nosso respeito próprio, como nos colocar em situações arriscadas de vulnerabilidade diante de pessoas que talvez não devêssemos confiar tanto assim. Para ter a paz e o equilíbrio que tanto buscamos, precisamos abrir mão da imagem de imparcialidade que gostamos de cultivar. É preciso tomar partido, é preciso escolher, é preciso assumir os próprios desejos e necessidades, é preciso assumir o próprio poder. A não ser que queiramos ser apenas uma sombra de nós mesmos!

DOMINGO, 2 de julho – Marte está em oposição exata a Plutão e Mercúrio está em quincôncio pleno a Saturno! Por seu turno, a Lua faz quincôncio à sua senhoria, Vênus em Touro, e também a Quíron, virando foco de um Yod-Dedo de Deus, já que Vênus está em sextil a Quíron. A Lua Libriana ainda se opõe a Urano em Áries, ficando vazia depois desta briga, às 09h18min. Ingressa em Escorpião às 13h em ponto, onde se retrai para se recuperar de todos esses embates. O domingo está cáustico, violento, propenso a chuvas, trovoadas, tempestades e furacões, acionados por energias que foram represadas e reprimidas e que agora borbulham, fazendo ferver o sangue, levando as pessoas a agirem no calor do momento e na impulsividade. Marte é o instinto de sobrevivência individual, é o impulso da agressividade que, em si mesmo, é neutro e pode e deve ser usado de forma positiva, ajudando-nos a ser assertivos e a brigar por nossos objetivos. Mas Marte em Câncer não direciona bem essa agressividade – já tentaram mover uma faca na água? E a agressividade tende a ser expressa de forma indireta, isso quando não fica fervendo por dentro, engarrafada. Plutão é o instinto de sobrevivência da espécie, o poder e o controle, o princípio da destruição de tudo que vai contra a essência da psique, a demolição de tudo o que é falso, errado, fajuto, disfarçado, para que o conteúdo possa ser transformado. Assim, um confronto entre Marte e Plutão, neste eixo Câncer-Capricórnio, obrigando o individuo a lidar com suas queixas pueris, com aquilo do que vem fugindo, esgueirando-se pelas esquinas de si mesmo. Mas chega uma hora que não esquinas suficientes para nos escondermos de nós mesmos, nossa raiva, nossa birra, expectativas frustradas, fugas da própria sede de poder. É encarar a sombra que se projeta da outra rua e preparar-nos para o confronto necessário. Se insistimos em fugir, vamos encontrar o bicho-papão em formas menos prosaicas e mais violentas e sujas. O palco principal dessas tempestades são as relações afetivas e a família, principalmente, mas podem ocorrer também em outros cenários. Portanto, fiquemos de sobreaviso e vigiemos nossa própria reatividade, nossa raiva encalacrada – e todos nós temos algum resquício dela dentro de nós – porque ela pode explodir hoje, atiçada por alguma coisa boba, alguma ameaça – talvez até infundada – ao nosso ego e à sobrevivência! Até onde somos capazes de ir quando estamos acuados, verdadeiramente? E o que tem o poder de nos acuar? O que nos faz borrar as calças? Será que nos conhecemos tão bem? O problema é que muitas vezes, confundimos as coisas e nos sentimos tão inseguros que nos sentimos acuados por coisas menores e então explodimos na hora errada, com as pessoas erradas. Para evitar que tais energias se expressem através de nós de forma destrutiva, o ideal é nos confrontarmos de uma vez, encontrarmos formas de extravasar nossa raiva, nossa frustração, de maneira construtiva e positiva, assim, não precisaremos despejá-la sobre aqueles que nada têm a ver com nossas dificuldades.

SEGUNDA-FEIRA, 3 de julho – De Escorpião a Lua faz trígono ao Sol e a Netuno, formando um Grande Trígono em Água por todo o dia, que à noite vira uma Pipa, com Plutão de foco. Vênus está em sextil a Quíron, aspecto exato, enquanto Marte começa a se afastar da oposição a Plutão. Lua e Marte estão em recepção mútua. O dia traz um manancial imenso de sensibilidade e emotividade, que nos puxa para as profundezas de nós mesmos e de nossos sentimentos mais viscerais e misteriosos. Tal profundidade propicia a elaboração e depuração das explosões e conflitos recentes, favorecendo também que nos conheçamos um pouco mais. No mundo exterior, também nos sentimos mais conectados com os outros e mesmo inclinados a ser um pouquinho – só um pouquinho – mais tolerantes em relação àquilo que parece desajustado e fora de ordem – Netuno propicia essa compreensão, essa inclusão do todo, mesmo daquilo que parece trôpego e estranho e então, julgamos menos. Em termos práticos, o dia pede mais introspecção, um voltar-se para si mesmo. As investigações densas, sejam internas ou externas, também ficam favorecidas pela energia penetrante de Escorpião e as situações têm mais chances de serem transformadas positivamente.

TERÇA-FEIRA, 4 de julho – Mercúrio está em quadratura exata a Urano. De Escorpião a Lua se harmoniza, de formas diferentes, com seus dois dispositores, Marte e Plutão – aliás, Lua e Marte estão em recepção mútua. A Lua faz ainda quincôncio a Urano e trígono a seu regido Mercúrio e a Quíron em Peixes, formando outro Grande Trígono em Água. Fica vazia depois da conversa com Mercúrio, às 21h36min. A Lua ainda faz sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Corcunda. Vênus ingressa em Gêmeos às 20h12min e Júpiter vira a noite em quincôncio exato a Netuno. A despeito de termos hoje pensamentos e sentimentos alinhados e de conseguirmos ser suficientemente assertivos e motivados a lutar por nossos interesses, há dentro de nós um alvoroço, um desejo intenso de mudanças e novidade, que nos empurra na direção de coisas e situações extravagantes, que nos permitam sair do lugar comum, do previsível. A intensidade emocional fica maior e mais pujante e nos vemos agindo impulsivamente, na busca por emoção e estímulo. É essencial perceber que os estímulos não estão necessariamente lá fora. Antes, precisamos analisar as alterações que devem ser feitas nos nossos pensamentos, visões, planos, formas de pensar e, consequentemente, no nosso cotidiano, onde tudo isso tem efeito e é vivenciado. Felizmente, temos suficiente sustentação emocional e estamina interior para perceber todas essas nuances e adotar as atitudes cabíveis, se realmente quisermos. Do contrário, se insistirmos em modificar apenas o ambiente imediato, achando que o problema reside aí, podemos nos deparar com situações conturbadas que perturbam nossa rotina de forma irritante e contraproducente. De todo modo, é sempre bom permanecer flexíveis e abertos aos imprevistos, porque hoje eles são o recheio do dia – e têm muito a nos ensinar!

QUARTA-FEIRA, 5 de julho – Júpiter está em quincôncio pleno a Netuno nas primeiras horas da madrugada de terça para quarta – o aspecto partil dura cinco horas e meia. O Sol estimula e potencializa este atrito, pois está em aspecto a esses dois planetas, fazendo quadratura a Júpiter e trígono a Netuno. A Lua entra o dia vazia em Escorpião e ingressa em Sagitário à 01h08min, de onde logo se opõe à Vênus Geminiana. Mercúrio hoje faz trígono a Quíron e ingressa em Leão às 20h20min. Achar o equilíbrio necessário entre nossos anseios e a realidade é um dos desafios do período; outro desafio é perceber quando podemos e devemos ajudar e quando devemos respeitar os limites nossos e do outro – nem sempre podemos fazer tudo, por mais que queiramos! O dia pede cautela com as expectativas não racionais acerca do futuro e de figuras que admiramos e em quem projetamos nossas esperanças. Talvez estejamos excessivamente otimistas e idealistas, de modo que não enxergamos direito até onde podemos ir, podendo nos exceder nos nossos cuidados ou cobranças e expectativas em relação a outros. Para isso, precisaremos exercer uma grande dose de autodisciplina e autocontrole, para não perdermos as estribeiras e o prumo do que que quer que estejamos realizando. Há o risco de nos sentirmos super-poderosos e tentar dar o passo maior que a perna, para perceber o erro apenas quando é tarde demais. Portanto, usemos o otimismo para nos animar e motivar, mas mantenhamos em cheque a disciplina e o bom senso!

QUINTA-FEIRA, 6 de julho – O Sol está em trígono a Netuno e quadratura a Júpiter, ambos os aspectos exatos hoje! Por sua vez, a Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno, sextil a Júpiter e quincôncio ao Sol e potencializa este corrente aspecto entre Sol-Júpiter-Netuno, ao conversar com todos eles. A Lua faz também conjunção a Lilith, quincôncio a seu regido, Marte e conjunção a Saturno. Embora isso não seja uma configuração astrológica formal, temos hoje uma imagem bem interessante formada nos céus, mostrando um trapézio que tem o sextil por base e o trígono no topo – ou vice-versa; as quadraturas são as laterais e os quincôncios se cruzam ao meio, destes dois aspectos criando tensão e o trígono e o sextil conciliando. O que tudo isso quer dizer? É dia de nos conscientizarmos de nossos idealismos ingênuos, de nossas crendices tolas e otimismos vazios, que não vão nos levar a nada, a não ser a decepções. Falta-nos terra para exercer nossa compaixão adequadamente, realisticamente, assim como nos falta terra e bom senso para olhar para o futuro com fé, mas também com pragmatismo. O dia fica como uma faca de dois gumes: podemos nos perder num oba-oba de esperanças vãs e auspícios infundados; ou podemos agarrar a oportunidade de nos observar mais de perto e perceber por que precisamos tanto “acreditar” em certas “verdades” fantasiosas, por que nos deixamos seduzir pelas palavras doces que escondem intenções amargas. Assim, essa oportunidade pode ser também de nos abrirmos para novas visões, para o entusiasmo bem fundamentado e sem os vícios do imediatismo e das soluções fáceis, apelativas e mágicas que são tão comuns ao nosso tempo. Saturno hoje vem sem a âncora que nos faz assentar devidamente o coração, a intuição, a alma, e nos faz ponderar com vagar, sabedoria e quem sabe até, com graça, sobre nossas reais possibilidades, julgando-as com a justa medida, nem pessimista nem otimista, apenas vendo-as pelo que realmente são: possibilidades, que podem ser concretizadas, dependendo do nosso esforço, empenho e comprometimento e não apenas de truques fantásticos para iludir aqueles que não querem pagar o preço da conquista real e verdadeira. Todos esses aspectos também estimulam a criatividade e os dons artísticos, favorecendo a todas as atividades nessa área. Também ficam potencializados nosso altruísmo e empatia, mas aqui há que se ter cautela para se ter certeza de que o outro realmente quer – e precisa – da nossa ajuda, do contrário, podemos ser invasivos e desrespeitosos ou simplesmente ser vítimas da má fé alheia.

SEXTA-FEIRA, 7 de julho – Vênus está em sesqui-quadratura a Plutão. De Sagitário, a Lua se harmoniza com Urano e fica vazia logo depois, às 10h14min. Faz ainda quadratura a Quíron e ingressa em Capricórnio às 13h45min, de onde faz quincôncio a Vênus em Gêmeos e a Mercúrio em Leão, que estão em sextil pleno hoje – assim, a Lua vira foco de um Yod. A manhã tem um tom agridoce, de busca de liberdade e uma aguda consciência das nossas restrições e impedimentos. Mas isso não deve nos baquear, mas sim ser motivo de reflexão que nos serena e acalma, por nos entendermos humanos, de alma infinita num invólucro limitado – se não entendemos e aceitamos isso, o tom pode ser de amargor e ressentimento, contra a própria vida ou, para os muito inconscientes, contra os incautos que porventura cruzarem seu caminho hoje. A tarde traz dilemas diferentes, mas que ressoam e aprofundam os conflitos da manhã: há apelos lá fora, que nos instigam a brincar, nos soltar, divertir, como se não houvesse amanhã, como se não houvesse problemas ou mesmo a pilha de trabalho à nossa frente. Mas o velho ranzinza dentro de nós se recusa a atender aos convites da leveza – ou talvez seja o “velhos ranzinza” fora de nós, na pessoa do chefe ou quem quer que seja – e prefere pregar contra eles, ressentidamente, julgando imorais àqueles que não seguem a cartilha da dureza e da contenção. Tudo bem se queremos nos negar certos prazeres para provar algo a nós mesmos – problema nosso! – mas, querer interferir nas escolhas de outros ou ser seu exemplo, é outra história, bem diferente! Assim, a tarde e anoite pedem contenção, autossuficiência, trabalho, disciplina, mas não precisamos levar tudo a ferro e fogo, ou podemos nos tornar doentes! Também deixemos que cada um faça o que for adequado para si, afinal não precisamos carregar o peso – mais esse! – de ser os juízes do mundo!

SÁBADO, 8 de julho – A Lua Capricorniana, Corcunda, faz sextil a Netuno e quadratura a Júpiter e prepara-se para ser Cheia, nos primeiros minutos da madrugada de domingo. Temos a sensação de expectativa, de algo grande, prestes a acontecer – ou explodir! – e isso nos deixa um tanto inquietos e, para nos precaver, recorremos ao bom e velho controle, mecanismo de defesa por excelência! E assim, nos armamos de argumentos para nos defender das pequenas alegrias ao nosso redor e quando vemos, deixamos de aproveitar boas oportunidades de convivência e de festejar com outros, pelo medo de relaxarmos em demasia e pela preocupação com “obrigações e deveres”, com a ordem com o que é “adequado”. Talvez tenhamos mesmo que escolher com qual “culpa” ficamos: a culpa de “gazear” obrigações e perambular por aí; ou a culpa de não nos permitir gozar os prazeres que nos cabem e que se nos apresentam – por amor a algo que julgamos mais importante: trabalho, carreira, deveres, etc. De qualquer forma, podemos nos render às alegrias simples e buscar o equilíbrio entre a estrita disciplina e as pequenas indulgências que tornam um dia mais prazeroso e agradável. O fim da tarde e à noite trazem desconfortos e contradições entre as emoções – que vão escalando e se intensificando proporcionalmente à tentativa que fazemos de controlá-las – e os desejos e intenções do ego. Essas discordâncias ficam mais evidentes nas relações entre o masculino e o feminino, que são as forças em desacordo e se acumulam, atingindo o ápice na madrugada, possivelmente com algumas crises e conflitos que demandam resolução imediata! Mas por mais imediatas que sejam as soluções, seus efeitos são duradouros e as decisões não devem ser tomadas de forma impulsiva ou precipitada, por mais instigados que nos sintamos. A tentação de detonar o estopim e implodir tudo é grande, mas é preciso pensar, sentir e agir com calma, com alma, com brandura, com amor, qualquer que seja a decisão difícil que se tenha que tomar!

DOMINGO, 9 de julho – De Capricórnio, Lua atinge o apogeu do ciclo à 00h07min da madrugada de domingo (04h007min no horário de Lisboa), ao opor-se ao Sol Canceriano. A Lua Cheia se dá numa configuração bastante tensa, conjunta a Plutão – que recebe também a oposição do Sol – e em oposição a Marte e quadratura a Júpiter. À noite a Lua ainda faz quadratura a Urano em Áries e fica vazia às 22h14min. Também faz sextil a Quíron em Peixes. Marte está em quincôncio exato a Saturno. O ciclo de Câncer vem nos lembrar que somos seres dependentes uns dos outros, já que nascemos completamente vulneráveis e indefesos, totalmente dependentes de uma mãe – e de um pai e família – para o sucesso da grande empreitada que e nossa vida. Assim, o arquétipo da mãe está fortemente presente neste signo, assim como a presença da família e a ideia de um passado e uma ancestralidade. Câncer também é a nutrição, física e emocional e os laços que construímos ao longo da nossa jornada vida afora. Contudo, muitas vezes delongamos a dependência dos pais – e dos pais postiços, vistos na figura de parceiros, chefes, amigos, e até filhos – por mais tempo do que o necessário e do que deveríamos, desenvolvendo dependências e comportamentos que atrapalham nosso pleno desenvolvimento como adultos autônomos no mundo exterior e também na nossa subjetividade. Para nos darmos conta de tais anomalias, vivenciamos a Lua Cheia em Capricórnio, que nos lembra que, a despeito das interdependências necessárias à nutrição emocional de todos nós, não devemos delegar a outros aquilo que é atribuição nossa no processo de nossa sobrevivência e ocupação de nosso lugar no mundo, o mundo de Saturno, que não afaga nem alisa, mas que nos obriga a ser adultos e responsáveis.

Se Câncer é o signo da Mãe, que protege, cuida e mantém infantil, Capricórnio é a esfera do Pai, que nos obriga a amadurecer, a encarar o mundo com suas obrigações e responsabilidades, individuais e sociais e a fazer de nós alguém mais, além do “filhinho da mamãe”. Essa Lua Cheia torna esse confronto mais do que agudo, porque traz presente a necessidade de nos libertarmos dos emaranhamentos familiares e até ancestrais, que nos conduzem nesses enredos de relacionamentos destrutivos, cheios de cobranças, culpas, lealdades negativas e manipulações. É tempo de crescer, de assumir nosso próprio poder, e não relegá-lo a outros, pode receio de perdermos seu amor e proteção. Já passamos da fase de equiparar o amor da mamãe com sobrevivência e agora, se nos indispusermos com alguém, se perdermos o afeto do outro, mesmo que soframos, não corremos mais o risco do aniquilamento e é esse medo que precisamos enfrentar se queremos nos livrar das dependências mórbidas que nos paralisam e nos impedem de sermos nós mesmos e assumirmos nossos próprios desejos sem medo de ferir os brios de quem quer que seja. Esta é uma lunação bastante desafiadora, que nos obriga a lidar com nossas carências e inseguranças de cara limpa, sem disfarces, sem desculpas. Tanto mais que é a lunação que precede a próxima temporada de eclipses e que nos pede crescimento e enfrentamento da realidade.

Uma ótima semana para você, onde você estiver! 

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Lua Cheia em Escorpião – A maldição – ou a bênção – do Eterno Retorno

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O ciclo de Touro chega ao seu ápice na Lua Cheia de amanhã, dia 10 de maio, que ocorre às 18h42min – 22h42min para Lisboa – , a 20°24’ de Escorpião. Esta é uma Lua Cheia de términos, visto que Escorpião fala de encerramentos de ciclos, para começarmos outros, o que nos dá um vislumbre da eternidade se descortinando diante de nós. É o tempo de trocar de pele, de eliminar energias antigas, limpar o coração de todas as toxinas, abrir-se à compaixão. Enquanto Touro constrói estabilidade, Escorpião a destrói, para que não caia na estagnação. Escorpião destrói tudo aquilo que ameaça impedi-lo de se desenvolver, de avançar para a próxima fase, mesmo que isso não seja necessariamente, um avanço positivo, mesmo que não seja um movimento de crescimento. Entre ficar estagnado ou piorar um pouco, é provável que opte pela segunda opção, se isso implicar movimento, liberação de alguma forma. Mas Escorpião, apesar de não se apegar a coisas e não se deixar possuir por elas, relaciona-se com a posse emocional e aqui há grande dificuldade de abrir mão, de soltar e liberar, mas uma vez que isso ocorra, é definitivo, para sempre. Pode demorar muito tempo até se atingir esse ponto, mas uma vez cruzado esse limiar, não há retorno!

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Como sabemos, a Lua Cheia é um momento crítico, em que a energia atinge seu apogeu e todas as coisas que estavam se avolumando e se arrastando, atingem um ápice e são finalmente liberadas, boas ou ruins. Tensões que foram se acumulando atingem um ponto crítico e explodem e as coisas se resolvem, por bem ou por mal. Como Escorpião é o signo das emoções e sentimentos intenso e profundos, quando a Lua Cheia ocorre neste signo, esse ponto crítico fica intensificado.

Kali, a deusa que cria e destrói a vida – reprodução

A Lua Cheia de Escorpião anuncia um período de destruir tudo aquilo que nos prende e nos impede de dar o próximo passo: apegos a coisas, pessoas, regras; expectativas, medos, inseguranças; situações e coisas que representam segurança e estabilidade, mas das quais reclamamos e nos ressentimos, porque sabemos que tal segurança é fajuta, que usamos isso como desculpa para não fazer o que precisamos fazer, para não agir de acordo com nossa consciência – em resumo, aquilo com que o ego se identifica, mas que não é sua verdadeira essência. Há momentos e situações em que ir contra a maré e destruir algo torna-se muito positivo e pode ser o ato mais criativo e libertador que podemos cometer. Então destruição nem sempre é algo negativo – depende do quê, como e quando. O que é que você precisa destruir hoje?

Lua Cheia em Escorpião, Brasília, 10 de maio de 2017, 18h42min

No mapa desta lunação, a Lua está em sextil muito próximo a Plutão em Capricórnio e, claro, o Sol faz trígono a ele. Plutão é o deus da transformação, da morte, do renascimento, do Mundo Inferior e é o regente moderno de Escorpião. Ao receber aspectos harmoniosos dos dois luminares, sinaliza que estamos abertos, neste ciclo, a enfrentar algumas verdades, a lidar com elas, a nos desapegar e proceder com as mudanças necessárias. Conseguimos olhar para a nossa sombra sem nos chocar tanto com ela e conseguimos perceber o que precisa ser destruído, demolido, pulverizado. E mesmo que doa, destruímos, porque percebemos que de tal destruição, algo novo surgirá, possivelmente, quiçá, mais verdadeiro. A Lua também faz trígonos amplos a Netuno e a Quíron em Peixes – sete graus de orbe – e este trígono, na verdade, cai exatamente no Ponto Médio entre Netuno e Quíron. Além de potencializar a grande sensibilidade dos sentimentos Escorpiônicos, faz aflorar uma grande compaixão por nós mesmos e por aqueles todos com quem estamos envolvidos e, ao invés de raiva, ódio e vingança, queremos apenas nos livrar e liberar dos conteúdos densos, permitindo que sejam purgados e curados. O trígono ao Ponto Médio entre Netuno e Quíron possibilita a mediação, a integração das nossas aspirações e sonhos mais elevados e até os mais fantasiosos, com a percepção do que podemos e não podemos. Uma conciliação torna-se possível, talvez sem amargor e sem ranger de dentes – uma aceitação, quem sabe até resignação, mas ainda assim, algo que vem com sabedoria e serenidade e não precisa ficar apodrecendo dentro de nós e nos intoxicando de amargura. Vemos, reconhecemos e soltamos. E assim, liberamo-nos.

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O regente tradicional da Lua, Marte, está em Gêmeos, em quadratura de menos de um grau a Netuno e em trígono a Júpiter, também bastante próximo. Por um lado, isso nos fala do risco de sonharmos alto demais, de sermos ingênuos e embarcarmos na nau das ilusões criadas por nós mesmos e depois nos desapontarmos tristemente – a mente e os nossos desejos podem nos enganar e iludir. Por outro, assinala uma imaginação poderosa, uma qualidade mágica e ainda a enorme capacidade para a abnegação, além do entusiasmo quase inocente das crianças. Felizmente, tal atitude pueril é compensada pela sagacidade da Lua em Escorpião e pela conjunção Mercúrio-Urano, de modo que talvez se consiga sintonizar mais fortemente com os aspectos mais positivos dessa quadratura Marte-Netuno. Se formos mais longe e considerarmos essa conjunção Mercúrio-Urano em Áries – já que Mercúrio rege Marte – veremos que essa lunação também traz uma energia de rebeldia, de subversão, de ser capaz de desagradar para ser fiel e leal a si mesmo e aos ditames da própria consciência. Mercúrio estando conjunto a Urano no dia da Lua cheia, é outro intensificador da energia, trazendo iluminações, mas também transtornos, imprevistos, desordem, caos. Então há um aumento da instabilidade, uma intensificação da “crise” representada pela Lua Cheia e isso pode se manifestar de várias maneiras, tanto em nível pessoal, quanto em termos coletivos. Na verdade, a Lua Cheia potencializa a conjunção Mercúrio-Urano e vice-versa.

Ouroboros, a serpente mítica que engole a própria cauda, representando a eternidade e os ciclos de morte e renascimento – Ficheiros do Google –
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Mas a Lua Cheia de Escorpião também traz presente a ideia do eterno retorno, um conceito filosófico que nasce com o estoicismo e que propõe que a vida é uma constante repetição de si mesma e que o mundo se extingue para voltar a criar-se, um conceito que é bem ilustrado pela figura da Uroboros, a serpente mítica que engole a própria cauda, se extingue e voltar a renascer. É um símbolo da eternidade. Nietzsche discute o mesmo conceito em sua obra e nos provoca se rangeríamos os dentes e amaldiçoaríamos o demônio que sussurrasse tal ideia da recorrência no nosso ouvido, ou se ficaríamos felizes e o bendiríamos, diante da ideia da eterna repetição? O eterno retorno nos fala dos ciclos repetitivos da vida, algo que Escorpião entende bem. Mas será que a repetição é sempre igual? Será que seguimos em movimento circular, repetitivo, quase instintivo? Não seria esse movimento espiral, alterando algo sutilmente, a cada novo girar da moenda? E estamos sujeitos a tal repetição, feito cordeiros sem vontade, ou na verdade, contribuímos e ansiamos por ela? Será a repetição uma maldição ou uma bênção? Não pretendo esgotar esse assunto aqui, até porque não o domino, a ideia é apenas provocar, porque são temas pertinentes a Escorpião e a essa Lua Cheia e porque sempre vale nos perguntar por que somos tão repetitivos, mesmo quando buscamos ser originais. A Lua Cheia, pois, convida a quebrar – ou pelo menos tentar – a repetição, a destruir a roda que nos prende a essa moenda, a esse moinho, que sempre nos joga na cara aquilo que achamos que já havíamos superado.

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O Símbolo Sabiano para o grau 21 de Escorpião diz o seguinte: “obedecendo à sua consciência, um soldado resiste às ordens que recebe”. Aqui há um conflito claro entre obedecer e atender às expectativas sociais, às regras e leis e seguir a própria consciência, arcando com as consequências por tal desobediência. Quando o meio social e suas regras tornam-se poderosos por demais, diz Rudhyar, “o indivíduo não precisa se sentir atado espiritualmente, nem mesmo aprisionado. Ele ainda pode demonstrar sua liberdade interior e provar-se um ‘indivíduo’” e não apenas um seguidor cego de ordens absurdas e alheias ao seu coração. Essa é uma verdade de Escorpião, que geralmente está disposto a pagar o preço por suas escolhas impopulares, por não seguir a manada, nem fazer questão de ser aceito e aprovado. Aqui há o conflito entre os códigos morais exteriores e os nossos valores pessoais – às vezes é preciso transgredir, quebrar as regras, mesmo que arquemos com consequências duras. Linda Hill, outra estudiosa dos Símbolos Sabianos, nos lembra que “há uma escolha difícil entre nossa lealdade a um relacionamento, a um trabalho, um país, etc. e nossas crenças internas, nossa verdade interior e nossas ambições pessoais. Liberdade verdadeira só pode ser encontrada dentro, quando se confronta essas situações com um senso de integridade e um completo entendimento das consequências possíveis”. Nem tudo o que é legal, é necessariamente correto e temos visto bastante disso recentemente. E por mais que muitas vezes nossas escolhas nos coloquem em colisão com forças maiores do que nós, sejam essas forças mundanas ou de outra esfera, ainda precisamos ser capazes de ser leais a nós mesmos, o que quer que isso signifique. E longe de nos sentir desajustados, talvez isso reflita um desvio salutar da norma, porque, como diz Krishnamurti “não é um sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade profundamente doente”. Então, a Lua Cheia sugere destruir o que nos prende e nos ata, quebrar as regras distorcidas, as normas que não promovem a vida, mas apenas fazem cumprir ordens sem sentido e que vão contra aquilo que acreditamos, aquilo que nossa consciência diz. E há um preço a pagar. Sempre há. Mas, como diz um outro pensador, Kipling, “nunca é alto demais o preço a pagar pelo privilégio de se pertencer a si mesmo”, e de escolher a própria integridade interior, mesmo que isso também seja parte do eterno retorno e da ilusão da novidade. E é por isso que Escorpião briga e paga o preço!

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Para além de tudo isso, essa Lua Cheia também nos faz sentir profundamente conectados com a rede da vida, em toda a sua poderosa manifestação e percebemos que, mesmo em situações de conflito e de morte aparente, a vida segue seu ciclo, ela é mudança constante, ela pulsa, viceja, modifica-se, muda de corpo, de invólucro, mas continua a pulsar, em nós, no outro, no mundo à nossa volta. Talvez sejamos apenas efêmeros demais para perceber as mudanças reais, porque, o que é uma vida humana diante da eternidade? Essa percepção pode nos revigorar e nos dar uma nova perspectiva sobre as coisas, os erros, as “perdas”, aquilo de que precisamos abrir mão, nos desfazer, para viajarmos mais leves, menos enferrujados, menos pesarosos e defensivos, menos apegados ao controle dos resultados. E aquilo que deixamos para trás, as cascas e peles antigas, vão virar adubo, irão se transformar, no eterno ciclo do vir a ser.

Numa nota mais pontual, o Ascendente do mapa levantado para Brasília é Sagitário, que é regido por Júpiter, que está retrógrado em Libra, na casa 11, em quadratura a Plutão e quincúncio quase exato a Netuno. Júpiter segue como carro chefe da locomotiva, como tem estado há vários meses. Isso tudo repete um pouco o tema do entusiasmo pueril, visto que Júpiter está retrógrado e em tensão a Netuno. Parte de nós simplesmente não quer ver, não quer enxergar a verdade, os dissabores, as tristezas e desalentos e prefere continuar a se enganar. Olhando para a situação do Brasil, Júpiter faz quadratura a Plutão retrógrado e talvez alguns movimentos na esfera social e das instituições públicas levem a mais perdas, concretas, materiais e também no senso de autoestima do povo. Netuno está na 4 – somos feitos de bobo dentro de casa, pelos nossos, como tem ocorrido há séculos! Mais do mesmo! Se se considera o mapa do Brasil que tem Aquário Ascendente, a Lua Cheia ativa o MC; se se considera o mapa que tem Peixes como Ascendente, o Ascendente desta lunação para Brasília, também vai ativar o MC do mapa natal. De um jeito ou de outro, essa lunação mexe bastante com figuras de autoridade e com a imagem do Brasil, com o rumo do país.

OBS: A Lua fica Cheia numa condição chamada “Wobble”. Nunca estudei isso a fundo, mas como já me perguntaram, isso é um termo astronômico, que representa uma oscilação, uma instabilidade, quando parece que a Lua “dança” da esquerda para a direita, parecendo “bambolear”. Esses períodos de Lua Wobble, de acordo com alguns estudiosos,estão relacionados com catástrofes, começos e fins de guerras, conflitos e situações fora de controle. Mas antes de se desesperar, saiba que a Lua entra nessa condição cerca de três ou quatro vezes por ano, então, não é nada tão raro assim!

Travis Bedel – Reprodução

Uma ótima Lua cheia para você! quebre as regras distorcidas, destrua aquilo que não gera mais vida, que perdeu o viço e apodreceu e já não alimenta, nem entusiasma! Ou se renova, ou será destruído!

Ouroboros, a serpente mítica que engole a própria cauda, representando a eternidade e os ciclos de morte e renascimento – Ficheiros do Google –
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Lua Nova em Áries – Semeando Independência e Autonomia

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A Lua se renova a 07°37’ de Áries nesta segunda, dia 27 de março, às 23h57min no horário de Brasilia – 04h57min do dia 28 de março para Lisboa. Áries é o primeiro signo do Zodíaco, é o Fogo Cardinal, da iniciativa impetuosa e pioneira, assim, a primeira Lua Nova do Ano Astrológico sinaliza um tempo de novos começos e darmos o pontapé inicial em projetos frescos, inéditos e pioneiros. Sinaliza uma forte energia de lançar sementes e intenções pioneiras, de nos sintonizarmos com a audácia e a coragem mais puras dentro de nós. Áries traz presente a energia do parto, a luta de vida ou morte, da mãe para dar à luz, e da criança para nascer. Por mais confortável que seja o útero, ela tem que sair de lá e abrir um novo caminho, e ousar avançar para a nova etapa do seu processo de desenvolvimento, senão, morrerá. Então, Áries nos convida a nascer de novo, a recomeçar, a sacudir a poeira, as teias de aranha que foram se acumulando durante a hibernação Pisciana e dar o grito estridente do bebê que respira sozinho pela primeira vez. Podemos nos alinhar com a experiência arquetípica dessa primeira vez, dessa primeira respiração e começar. De novo.

“Seres humanos não nascem de uma vez por todas no dia em que suas mães lhes dão à luz… A vida os obriga de novo e de novo a parirem novamente a si mesmos”                                                                  Gabriel García Márquez 

Lua Nova em Áries – Brasília, 27 de março de 2017, 23h57min.

Essa lunação acontece em conjunção a Vênus retrógrada e este é o único aspecto próximo. Há uma quadratura de quase dez graus a Saturno, mas como é separativa (já aconteceu), já não a consideramos. Isso joga uma ênfase grande sobre os temas da retrogradação de Vênus por Áries, particularmente porque Vênus está em recepção mútua com Marte, regente da Lua Nova – a recepção mútua acontece quando dois planetas ocupam signos regidos um pelo outro, exemplo, Vênus trafega Áries que é regido por Marte, que está em Touro que é regido por Vênus. Na recepção mútua os dois planetas estão numa dança cooperativa e neste caso, isso diminui um pouco os efeitos “negativos” do detrimento/queda dos posicionamentos – no caso, Vênus está em detrimento em Áries.

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O ciclo de retrogradação de Vênus é o mais especial e raro de todos e tem uma simbologia e psicologia peculiares, como já falei em outros artigos. Em Áries Vênus está em detrimento exatamente porque a natureza deste planeta é gregária, é diplomática, é de construir relações e de negociar, mas em Áries, Vênus prima pela independência, pela autonomia e não irá comprometer estes valores facilmente em função de ser parte de um casal, de estar num relacionamento. Quando retrógrada neste signo, sinaliza exatamente a necessidade de nos voltarmos para nós mesmos, de sermos mais independentes, corajosos e pioneiros nas nossas buscas pessoais; de cuidarmos primeiro de nós, antes de nos voltarmos para outros.

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A Lua Nova vem enfatizar isso mais um pouco, como se não tivéssemos escapatória, como se tivéssemos que lidar com isso, queiramos ou não. Essa Lua Nova nos convida a ousar ser nós mesmos, ser exatamente o que nós somos, sem desculpas e sem receios; a brigar pelos nossos valores, a nos colocar em primeiro lugar, antes de ir atrás de outros. Para amar a um outro completa e genuinamente, precisamos amar visceral e integralmente a nós mesmos, com todas as nossas dificuldades, como nosso lado mais nobre e também com as facetas mais sombrias de nós mesmos. Enquanto não tivermos esse auto amor forte e maduro, ainda não estaremos aptos a amar a um outro verdadeiramente, porque estaremos incompletos e buscando no outro preenchimento para os buracos emocionais, que só nós mesmos podemos preencher… Então, é tempo de dizer, verdadeiramente: EU ME AMO!

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O destaque para esse tema da independência é amplificado e repetido diversas vezes. Primeiro pela supremacia do elemento Fogo nesta lunação; ao todo temos quatro planetas em fogo, além dos luminares, Sol e Lua, totalizando seis corpos celestes neste elemento – o destaque é o grande stelium em Áries: Vênus, Sol, Lua, Urano e Mercúrio. Isso também sugere a possibilidade de estarmos muito afoitos, impulsivos e, portanto, precisamos ter ponderação antes de correr certos riscos. Para isso, a posição de Marte em Touro, longe de ser problema, vem ser algo positivo, porque traz exatamente essa ponderação, essa deliberação que a afoiteza de Áries precisa ter para não dar cabeçadas à toa. Mais, Marte está em aspecto positivo com Netuno em Peixes, aspecto exato hoje, o que traz grande empatia e sensibilidade e também ajuda a moderar o famoso “egoísmo” Ariano. Marte também faz trígono amplo a Plutão, que ajuda a equilibrar a placidez de Touro, porque adiciona estamina e vigor, fortalecendo a vontade e a determinação. Marte ainda faz uma sesqui-quadratura a Saturno que, ao mesmo tempo que pode significar inseguranças inconscientes, também pode trazer disciplina e a capacidade de usarmos nossa força e talentos de maneira sábia. O aspecto a Saturno alerta que nosso pior inimigo pode ser nós mesmos e que precisamos ficar atentos ao sabotador interno.

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Mas um dado que salienta muito o tema da independência, liberdade e autonomia, é o destaque que Urano tem neste mapa. Vênus está em paralelo a ele, com distância de quatro minutos, por declinação. O aspecto paralelo funciona de forma semelhante a uma conjunção, o que torna a Vênus retrógrada Ariana mais destemida, audaz, autônoma, insubmissa e livre. Urano também está destacado de outras formas, porque está no Ponto Médio entre o Sol e a Lua Nova e Marte, seu regente, Marte, sugerindo novamente a necessidade de sermos independentes e livres, mas também sermos inovadores, criativos e progressistas em nossos objetivos e novos propósitos. Negativamente, esse aspecto indica irritação, raivas que irrompem abruptamente, tendência à precipitação e atitudes impulsivas e imaturas, requerendo de nós muito pé no chão e centramento para não deixarmos que tais influências nos tirem do nosso eixo. Especialmente para as mulheres, indica experiências abruptas que podem significar mudanças radicais no comportamento e na vida emocional. E, claro, Se Sol e Lua estão conjuntos a Vênus, Urano também está no Ponto Médio entre Vênus e Marte, só que num orbe bem mais apertado, de apenas 22 minutos. Para Ebertin, Urano = Vênus/Marte (Urano no Ponto Médio de Vênus e Marte), indica “desejo apaixonado expressão excessiva de amor. Um despertar repentino de paixão física, uma força irresistível de desejo e talvez até agressão sexual”. (1). A meu ver, essa posição de Urano, além de sugerir essa paixão intensa, como diz Ebertin, também sugere a necessidade de preservarmos nossa individualidade e autonomia, se for para tal paixão prosperar, do contrário, aquilo que nos unia pode nos separar depois, como é típico das paixões significadas por Urano. Mas em termos mais gerais, como disse antes, creio que enfatiza duas necessidades: primeiro a de independência emocional e segundo, a de arrojo e originalidade.

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Mercúrio, por sua vez, também está conjunto a Urano e ainda na configuração de T-Square entre Júpiter-Urano-Plutão, movimentando e mudando pensamentos, opiniões e crenças. Se está conjunto a Urano, obviamente, também está no Ponto Médio entre A Lua Nova/Sol e seu regente Marte, só que muito mais próximo, simbolizando a necessidade de pensar muito antes de lançarmos nossas iniciativas, mas também sugerindo disposição para a ação, a capacidade de planejar, o lutador estratégico e a possibilidade de alinharmos propósitos, necessidades e a nossa ação executiva através do planejamento lúcido e estratégico. Mercúrio nesta posição ajuda, de certa forma, contrabalançar o fato de termos pouco Ar ativado nessa lunação, sendo Júpiter singleton neste elemento. Isso, aliás, dá grande destaque a Júpiter, que também puxa a Locomotiva que é esse mapa. Assim, Júpiter nos diz que precisamos ser otimistas, a despeito dos cenários difíceis. Otimistas cautelosos e ponderados, é claro, uma vez que Júpiter está retrógrado e que a Lua está também em quadratura ao Ponto Médio entre Júpiter e Quíron, ou seja, precisa ser um otimismo que leva em conta as limitações e as impossibilidades, mas não se deixa abater por elas. Marte, aliás, também faz quadratura ao Ponto Médio entre Saturno e Quíron e aqui há o risco de sucumbirmos diante dessas limitações e do peso de fracassos anteriores, de nos paralisarmos pelo medo de vermos reabertas antigas feridas, de modo que Júpiter ganha ainda mais importância. E Vênus, que está tão destacada, também está no Ponto Médio entre Urano e Netuno, sugerindo alta sensibilidade e um tipo muito peculiar e específico de amor, de acordo com Ebertin (1). Visto que Vênus está retrógrada em Áries, eu diria que esse tipo peculiar de amor é o amor a si mesmo, não o narcisismo – que aliás, nem é amor realmente – mas o amor genuíno de quem se entende e se aceita como é, e se defende e respeita, se gosta, se admira, a despeito de todas as imperfeições. Vamos repetir, como mantra: EU ME AMO!

DailyMail – reprodução

O Símbolo Sabiano para o grau 8 de Áries (07°37’) traz uma imagem interessante e feminina: “Um grande chapéu de mulher, com flâmulas, soprado pelo vento leste”. Este símbolo também nos reporta à atual posição de Vênus: é um símbolo que traz uma imagem feminina, mas usando um chapéu, um adereço tipicamente Ariano, visto que é usado para proteger a cabeça, contra o Sol, chuva ou frio, cabeça que é regida por Áries, signo masculino. Este símbolo pertence ao primeiro hemiciclo, que trata do processo de individualização, e também pertence ao que Dane Rudhyar (2) chama de Ato de Diferenciação, no nível da ação. Ele, ao analisar este símbolo nos lembra que “neste nível cultural-emocional, os processos mentais ainda estão subdesenvolvidos” – alô Mercúrio, olha a importância do pequeno aqui! – “assim, eles precisam de proteção contra as forças elementais da vida”. Rudhyar continua: “uma abertura grande demais a essas energias oferece o risco de alguma obsessão. A imagem simbólica sugere um vento muito forte, sobrenatural e, especialmente, forças psíquicas. Tal vento é originário no Leste tradicionalmente visto como o local das influências criativo-transformadoras de espiritualização. As flâmulas do chapéu indicam tanto a reação ao vento como também sua origem. Em outras palavras, o símbolo sugere um estágio de desenvolvimento da consciência no qual os poderes nascentes da mente são protegidos, ao mesmo tempo em que são influenciados pelas energias de origem espiritual. Isso também indica um estágio probatório no processo de individualização. Sob uma orientação protetora uma pessoa ainda muito receptiva (uma mulher) é influenciada por uma força espiritual. Esse símbolo propõe ainda resultados sequenciais que requerem proteção e sensibilidade”. O tom do símbolo é a “proteção e orientação espiritual no desenvolvimento da consciência”. Assim, a Lua Nova ocorrendo neste grau, que tem este símbolo, nos sugere um ciclo e um momento de grandes potenciais de desenvolvimento do processo de individuação e de termos acesso a informações privilegiadas, que podem tanto vir do alto, quando de dentro de nós mesmos, se nos sintonizarmos com nossos mentores e guias espirituais, informações que podem iluminar e propiciar nosso crescimento e maturação.

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Concluindo, a Lua Nova inaugura um tempo de lançarmos novas sementes e intenções, não somente para o ciclo lunar, mas para todo o ano e até mesmo para a vida; de desbravarmos novos territórios, de nos colocarmos na vanguarda da nossa própria vida, ao invés de esperarmos passivamente que as coisas se resolvam para nós e, para isso, precisamos ter clareza de propósitos e determinação constante, porque, como diz Sêneca, “nossos planos são abortados porque não temos uma intenção clara. Quando você não sabe para que porto está indo, nenhum vento será o vento certo”. É um convite a nos tornarmos mais independentes e autônomos, a fortalecermos nossa autoestima e o amor próprio, a confiarmos na nossa própria luz e orientação interna, porque só assim teremos segurança e confiança para buscarmos relações mais saudáveis, porque estaremos inteiros em nós mesmos, buscando um outro também inteiro. Inteiro não significa perfeito, mas completo, característica da pessoa que se conhece profundamente e se aceita no que tem de melhor e de pior, porque o inteiro supõe a integração do negativo e positivo, da sombra e da luz. Semeemos pois, essas novas intenções e projetos, com autonomia, independência, audácia, arrojo e inovação! Devemos isso a nós mesmos, a ninguém mais!

Uma ótima Lua Nova de Áries e um ótimo ciclo para você!

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(1) Reinhold Ebertin – The Combination of Stellar Influences – AFA

(2) An Astrological Mandala – Dane Rudhyar

A Semana Astrológica – De Cabeça Quente!

Semana de 20 a 26 de março – Semana de muitas tensões, impaciência e irritação, mas também de reformas na nossa forma de pensar o mundo. O período é propício para avaliações, finalizações, eliminações e limpezas, como simbolizado pelo Quarto Minguante

O ponto alto da semana é o Ano Novo Astrológico acontecendo na segunda-feira, seguido pela oficialização do quarto Minguante, ocorrendo na quadratura Capricórnio-Áries. O mapa de ingressão traz uma forte energia Ariana colocada na casa 12, a casa da subversão e das coisas ocultas… Urano está em Áries no Ascendente e, junto com outros indicadores, sugere um ano revolucionário. Contudo, marte, regente do Ascendente e de todos esses planetas Arianos está em touro, sem aspectos… Essa revolução deve acontecer a passo de tartaruga, de forma meio preguiçosa, meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque urano e Marte estão na casa 1. Sobre o mapa de ingressão e o que isso simboliza para o ano, você pode ler no artigo sobre 2017.

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Nesta semana também temos a Conjunção Inferior de Vênus retrógrada com o Sol. Vênus fica Cazimi (conjunção de até 17 minutos aplicando e depois se separando do Sol) de 02h59min até 11h39min do sábado, 25. A Conjunção Inferior é o ponto alto do ciclo de retrogradação e marca a grande transição de Vênus de Estrela Vespertina para Estrela Matutina, além da mudança psicológica principal na disposição do planeta – se antes ela estava à frente do sol, faceira e formosa, charmosa e diplomática, agora ela vai para a retaguarda e torna-se agressiva, independente e libertária no seu modo de expressão.

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Mercúrio atualmente trafega Áries, na fase Epimeteu, que começou na última conjunção superior ao sol, no dia sete de março. Esta é uma fase de colher resultados das novas ideias adicionadas após a última retrogradação, ocorrida em janeiro. Daqui a pouco Mercúrio ficará retrógrado novamente, iniciando um novo ciclo e entrando na fase Prometeu, a fase de plantar novas ideias e conceitos. Ele está particularmente ativo por estes dias, agitando a T-Square Cardinal Júpiter-Urano-Plutão. Mercúrio faz quadratura a Plutão, oposição a Júpiter e conjunção a Urano, movimentando ainda mais a mídia e os meios de comunicação, trazendo notícias bombásticas e botando fogo no poder. As interações em geral ficam propensas a muita tensão e discussões acaloradas, porque todos estão de “cabeça quente” e com a língua solta e letal. A mente também está rápida e letal e aí está o problema: tudo é rápido demais e tendemos a tirar conclusões precipitadas e a falar sem pensar direito nas consequências. O tráfego nas estradas, rodovias e mesmo nas cidades fica sujeito a contratempos, imprevistos e há maior propensão a acidentes, portanto, cautela! Em termos mais simbólicos, como mercúrio representa a mente e as ideias, ao fazer contatos tensos a Júpiter, Urano e Plutão, sugere um período de revolucionar nossos conceitos, de transformar nossas ideias e interações e de alargar nossos horizontes e visões, que talvez tenham ficado novamente muito estreitos e previsíveis. De toda forma, ter Mercúrio espremido nesta configuração tensa na semana em que se vota a terceirização do trabalho e a Reforma da Previdência, não é muito animador!

Marte se aproxima de um aspecto harmonioso a Netuno, exato na semana que vem – o que pode deixa-lo mais sensível, mas ao mesmo tempo mais hesitante. Júpiter também já está muito próximo da segunda quadratura a Plutão, exata no dia 30 de março.

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A Lua começa a semana na fase Disseminadora em Sagitário, mas entra na fase Minguante a partir de Capricórnio na segunda-feira, horas depois de o Sol entrar em Áries. Fica Balsâmica em Aquário e fecha a semana já em Peixes. Será Nova no dia 28 de março a 07° de Áries.

SEGUNDA-FEIRA, 20 de março – O Sol ingressa em Áries às 07h28min (10h28min em Lisboa), inaugurando o novo ciclo anual e marcando o Equinócio do Outono no Hemisfério Sul e da Primavera no Hemisfério Norte. Em Sagitário a Lua faz conjunção a Saturno e fica fora de curso logo depois, às 07h38min, apenas 10 minutos depois da ingressão do Sol – quase que a ingressão se dava com a Lua fora de curso!!! A Lua ingressa em Capricórnio às 12h31min e oficializa o Quarto Minguante às 12h57min. Fecha a noite em trígono não exato a Marte em Touro. A segunda-feira começa a todo vapor, com Equinócio de Outono e virada de ciclo! Mas é muito interessante que a Lua faça conjunção a Saturno poucos minutos depois da ingressão ao Sol, sugerindo que esse ano/ciclo já começa com um brutal confronto com a realidade. Confronto que estaremos digerindo por toda a manhã, com a Lua vazia depois dessa conjunção a Saturno, até que a Lua entre em Capricórnio, signo das realidades duras e secas, o que potencializa esse confronto e as qualidades Saturninas. Algo bem adequado para este ciclo anual e o outro mais longo de 36 anos que começa hoje, regidos por Saturno. Nada é por acaso ou por coincidência e a Lua dá o tom e o alerta. Mas ser realista e responsável não quer dizer ser cínico e pessimista! E isso nos leva a um paradoxo interessante, porque logo depois de virarmos o ciclo e o ano astrológico, a Lua entra na fase Minguante, a fase dos términos, a partir de Capricórnio. Por um lado, é um novo começo, é a alvorada de um novo tempo, de novas oportunidades de fazermos tudo diferente, de chances de construirmos algo fresco e inédito. Mas a Lua Minguante em Capricórnio nos alerta que não adianta nada começarmos o ano novo com atitudes velhas e rígidas; que precisamos abrir mão dos ceticismos, do mau humor crônico, da falta de fé, da rigidez de postura, do apego ao poder, às aparências e ao status, colocados acima de outros valores de maior consistência. O velho (Capricórnio) precisa abrir mão da falta de fé e do pessimismo e confiar na ousadia e na audácia do novo, da juventude (Áries); o poder precisa ser passado adiante para se renovar e se abastecer de nova energia e novo entusiasmo. A Lua minguante na quadratura Capricórnio-Áries, simboliza que, a despeito desse enfrentamento das duras realidades, não podemos perder a fé no novo, na energia da renovação, nos recomeços, mesmo que tudo pareça uma terra devastada e estéril, mesmo que a esperança seja duvidosa… Vale esperançar e lutar por dias melhores, por uma vida melhor, por um EU melhor… O novo não se faz sozinho, é co-criado, co-construído, e mesmo quando o novo vem à nossa revelia, patrola àqueles que não se adaptarem e não se adequarem! Detalhe: a Lua fica minguante nessa quadratura Capricórnio-Áries DUAS VEZES seguidas, a primeira nesta segunda, no grau zero e no minguante do próximo ciclo lunar, no grau 29, no dia 19/04 – o primeiro e o último graus de Áries-Capricórnio, dois graus críticos – quer maior ênfase do que isso sobre esses temas? Este é um ano de levante, de virarmos a mesa, tanto pessoal, quanto coletivamente – se conseguirmos vencer nossa letargia, nosso comodismo, nosso medo de perder confortos e “privilégios” (Marte em Touro). Sobretudo, não podemos duvidar de nós mesmos, de nossa capacidade individual de mudar e dar o primeiro, o segundo e quantos passos forem necessários. Mas essa quadratura Capricórnio-Áries e a Lua também alertam: é preciso se responsabilizar, porque nada acontecerá sem nos envolvermos diretamente, sem nossa participação pessoal no social e no coletivo! E Ano Novo é dia de celebrar, de dar graças, de lançar intenções! Quais são seus motivos para agradecer (todos temos muitos, a despeito das atuais vicissitudes)? O que você tem a celebrar e a esperançar? Quais são suas intenções? Bem vindo, ano Novo! Que tenhamos nós a coragem e a ousadia de ser novos também! OBS: Para ver o texto completo sobre a Ingressão do Sol, leia o artigo sobre 2017.

Sandra yagi – reprodução

TERÇA-FEIRA, 21 de março – De Capricórnio a Lua faz trígono a Marte em Touro e depois sextil a Netuno. Também faz quadratura a Vênus e a Mercúrio em Áries e fecha o dia em conjunção próxima a Plutão. Um novo ano e ciclo começaram e nós começamos o dia arregaçando as mangas e dispostos a resolver pendências, finalizar processos e zerar situações. Há uma boa dose de disciplina e perseverança, além do senso de responsabilidade e dever. Contudo, há também alguns conflitos internos que podem reverberar nas interações: algumas divergências entre as ideias e os instintos ou intuições; e o senso de dever e disciplina pode ser desafiado pelo anseio por independência e soltura… a mente está rebelde e indócil e ameça botar tudo abaixo… conflitos que podem ser vivenciados através das relações, pessoais ou profissionais, onde a divergência de opiniões e de ideias pode levar a contendas sérias, caso não se priorize o diálogo maduro e desapaixonado – coisa difícil com esse Mercúrio incendiário atual! Os humores estão ácidos, mordazes e antes de deixar rolar a granada e mandar tudo pelos ares, vale respirar fundo, contar até 100 e refletir sobre o que está em jogo. Às vezes é necessário nos posicionarmos com firmeza, ser honestos e dizer o que tem que ser dito, mas isso não quer dizer que temos que implodir tudo no processo, destruir o outro com palavras que aniquilam ao invés de esclarecer problemas e melhorar as trocas humanas – a não ser que seja para voltarmos à era dos trogloditas! O dia pede ponderação, tolerância e serenidade para olharmos para dentro e nos perguntarmos o que outro está carregando que é nosso e que nos enraivece ou incomoda tanto. Um pouco de humildade também se faz essencial para nos lembrarmos que a despeito de termos a nós mesmos em alta conta, não sabemos tudo e nem estamos sempre “certos” e ainda, duas ou mais pessoas podem discordar e todas estarem certas, a seu modo. Às vezes tudo é uma questão de ponto de vista, do ângulo a partir do qual se olha uma determinada situação.Em tempos irrefletidos e tempestuosos como estes, antes de acender o estopim que detona tudo, vale acalmar a mente e o coração, por alguns minutos, com o mantra do Ho’oponopono. Sempre que nos depararmos com situações desafiadores que ameaçam nos tirar do eixo, especialmente quando envolver a outras pessoas (sempre), lembrar que, se a vida nos trouxe tal situação, é porque estamos diretamente envolvidos naquilo, mesmo que não queiramos admitir. Responsabilizar-se é o primeiro passo para lidar com o problema de forma efetiva. Eu sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Sou grata/o.

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QUARTA-FEIRA, 22 de março – A T-Square Júpiter-Urano-Plutão está super ativada hoje: Mercúrio está em quadratura a Plutão e como a Lua está conjunta a Plutão, também faz quadratura a Mercúrio. A Lua ainda faz quadraturas a Júpiter em Libra e a Urano em Áries, ficando vazia depois do aspecto tenso a Urano, às 10h22min. Depois disso ainda se afina com Quíron, mas só ingressa em Aquário às 23h29min. A mente hoje está tal qual um ringue de luta livre – ou, porque não dizer, MMA! – e como tal, ficam também a comunicação em geral e as interações. Todo mundo esquentado e de língua cheia de farpas, cortante – vale ficar atento para não não cravar os dentes na própria língua, na pressa de “vencer” o outro no discurso! Pressa é o que mais temos na mente e na fala e é a pressa que pode botar tudo a perder, inclusive relações, parcerias, negociações, e por aí afora. A afobação é inimiga da verdade e da justiça, portanto, antes de julgar, esbravejar, criticar, “quebrar o pau”, seria melhor esperar um pouco, acalmar essa mente piromaníaca e averiguar todos os fatos, aguardar que a história seja completamente revelada. Lá na frente podemos nos surpreender ao descobrir que o ‘mocinho” pode virar vilão e os vilões se revelam os justiceiros, talvez – não, não é novela, é a vida mesmo! Esta semana demanda cautela nas falas e nos silêncios. Na dúvida, é melhor calar do que ter que engolir as próprias palavras depois ou pior, pagar um preço alto – que em alguns casos pode até ser monetário – por não ter conseguido manter a língua dentro da boca antes de saber de todas as informações – vale também para tudo o que compartilhamos e divulgamos em redes sociais. Mercúrio em Áries costuma ser precipitado – a mente ferve e borbulha os pensamentos para fora em forma de impropérios, conclusões impulsivas das quais podemos nos arrepender depois. Estando em contato com Júpiter-Urano, essa precipitação fica potencializada. Para além desses “efeitos” externos nas interações, esse Mercúrio requer que passemos a limpo novamente as ideias envelhecidas para ver se ainda servem para alguma coisa. Confrontar os resultados que colhemos agora com as expectativas que tínhamos muitas semanas atrás, confrontar as novas e frescas ideias com os conceitos com os quais estamos identificados. Em termos práticos, o dia começa fervendo de atividades, trabalho, problemas e conflitos, mas pelo meio da manhã as coisas podem ficar meio travadas e sujeitas a muitos imprevistos e guinadas radicais nos acontecimentos, que podem nos enervar e nos tirar do eixo, caso não tenhamos flexibilidade e não estejamos abertos à improvisação. A Lua fica vazia praticamente o dia todo, depois de contato tenso a Urano sugerindo esses contratempos, irritação, situações críticas e completamente inesperadas e o mínimo que podemos fazer para não pirar com a falta de controle e abrir mão do dito cujo e fluir com os acontecimentos, para variar. Aproveitar as horas vazias para resolver pendências, desengavetar coisas inacabadas, fazer uma limpezar báscia nos papeis e organizar tarefas, agenda, compromissos, reavalaiar prazos e compromissos.

Plácido – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 23 de março – Mercúrio está em quadratura exata a Plutão. De Aquário a Lua se harmoniza com o Sol e Vênus em Áries, mas briga feio com Marte em Touro.  A noite traz uma trégua pelo sono e os sonhos nos permitem acalmar o coração e talvez tragam mensagens. Durante o dia o clima esquenta novamente: sentimentos e sensações estão em contradição profunda com a vontade e isso talvez até se manifeste em indisposição, dores de cabeça, irritação… irritação, aliás, é o prato principal do dia, como sugerem essas várias influências. Há muita inflexibilidade e teimosia no ar e nos encastelamos em nossas opiniões e posições, preparando-nos para o cabo de guerra, detratando aqueles que agem, se comportam ou pensam diferentemente de nós – ou sentimos isso na via contrária. Intolerância, impaciência, temperamento explosivo também não ajudam e talvez tentemos impor nossas ideias e visões sobre outros a qualquer custo, sem nos questionarmos sequer se o outro se importa com o assunto em questão. Por outro lado, talvez sejamos nós que nos sentimos amordaçados ou coagidos a tomar um determinado rumo que não tomaríamos de outra forma. Predomina um clima de crise iminente, que pode escalar de forma desproporcional ao tamanho dos acontecimentos reais ou à importância dos fatos e isso nos deixa ansiosos, nervosos, como um fio desencapado dando choques a torto e a direito e, como se não bastasse, talvez tenhamos pensamentos obsessivos, medos irracionais ou paranoias infundadas. Em primeiro lugar, vale voltar-se para dentro e buscar centramento. Se não estamos nesse clima, não há porquê embarcar na onda da ansiedade de outros; segundo, se de fato nos sentimos irritados, destemperados e a ponto de “chutar o pau da barraca” verbal ou até fisicamente, antes de qualquer ação precipitada, podemos antes nos afastar do ponto zero do conflito e ir lá fora respirar outros ares, acalmar a cabeça, distanciar-nos temporariamente para nos desapegar das nossas opiniões e não levar tudo tão para o pessoal. De cabeça mais fria, talvez vejamos as coisas de outra perspectiva. É fundamental não agir precipitadamente porque podemos nos arrepender muito depois; conter os impulsos, pesá-los uma vez, duas, quantas vezes se fizer necessário, porque a mente está a mil por hora, mas não está raciocinando direito. Em termos práticos e mundanos, é possível termos mais notícias bombásticas, revelações escabrosas ou censura de conteúdos sensíveis nos meios de comunicação, além de bate-bocas exaltados e talvez até rupturas de amizades e relações por causa da intolerância e dos discursos inflamados. Sobretudo, o indivíduo (Áries) se sente amordaçado, oprimido por leis e regras que não funcionam a seu favor, mas, ao invés de rebelar-se contra o quê/quem de fato cria o problema, este indivíduo pode voltar-se para seu entorno imediato e descontar sua frustração e impotência nos receptáculos errados – vale se rebelar, mas se rebelar contra as coisas certas e não indiscriminadamente contra tudo e contra todos – a rebelião interna é a mais preciosa, rebelião. A pergunta essencial é: o que precisamos transformar na nossa forma de pensar as sociedades, o mundo e a nossa presença neste mundo? É preciso transformar o pensamento individual de muitos indivíduos, até que se atinja massa crítica suficiente para transformar as sociedades. Como a mente fervilhando, acelerada e fora de órbita desse jeito, ajuda muito botar o pé no chão (literalmente) e voltar à terra e à realidade, podemos visualizar que toda essa irritação e nervosismo são aterrados na terra e transmutados, voltando a nós como calma e serenidade. E se nós nos sentimos mais tranquilos e centrados, podemos emanar essa tranquilidade para outros, para o mundo, porque o mundo está precisando!

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SEXTA-FEIRA, 24 de março – Mercúrio em Áries está em oposição plena a Júpiter em Libra. De Aquário, a Lua se harmoniza com seu dispositor moderno, Urano, e com Mercúrio e fecha a noite em sextil ao dispositor tradicional, Saturno, aspecto exato amanhã. A Lua também faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Balsâmica. A semana vai se fechando de forma meio tempestuosa. Depois de todas as tempestades mentais da semana, abrimos a janela, olhamos para fora e vemos que o tempo continua carregado e elétrico, raios podendo cair a qualquer momento na cabeça de alguém. A intolerância, irritação e impulsividade continuam, assim como a frenética atividade mental e as posturas exaltadas, algumas delas sendo fanfarronice de quem gosta de flertar com o perigo… Mas a gente sabe, quem brinca com fogo, pode acabar queimado! Especialmente porque a arrogância nos impede de ver o buraco ou a pedra bem diante de nós, na qual talvez iremos tropeçar. Mais uma vez o dia pede que contenhamos a irritação e a impaciência, nossos arroubos mentais, as ideias fanfarronas, os exageros, o tom catequético, os fanatismos, a imposição de ideias sobre outros, a precipitação e busquemos um mínimo de moderação na fala e na ação – é isso ou podemos nos encontrar, inesperadamente, envolvidos em situações que mais parecem rinhas de galo, em que um lado tenta se impor ao outro cegamente. Com Mercúrio em Áries, tudo é tão vertiginoso que talvez esqueçamos de respirar adequadamente e se não cuidamos, logo temos um ataque apoplético, constipados com os excessos mentais, constipados de nós mesmos e nossas ideias grandiosas. A fase Minguante-Balsâmica sugere que nos desapeguemos desses excessos e que eliminemos conceitos que não nos servem mais. Pelo contrário, a Lua fica Balsâmica em Aquário e pede distanciamento das paixões inflamadas; desapego das opiniões, porque elas são apenas isso: opiniões que podem ser mudadas a qualquer momento; e a Lua Balsâmica pede recolhimento e silêncio, para conseguirmos olhar para o futuro adequadamente, sem os ruídos exteriores e sem o vozerio interno. Calma-mente! Calmamente, acalme a mente! E claro, esses dias também pedem cautela no trânsito porque estamos afobados e arrogantes, achando que podemos tudo; também pede respeito e cuidado nas interações em geral, para evitarmos tensões e conflitos desnecessários.

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SÁBADO, 25 de março – Hoje temos a Conjunção Inferior de Vênus ao Sol – a conjunção Cazimi ocorrendo de 02h59min até 11h39min. A Lua Aquariana faz sextil a Saturno em Sagitário e fica fora de curso às 02h52min, depois deste aspecto. Ingressa em Peixes às 07h07min. Mercúrio vai se afastando da oposição a Júpiter e da quadratura a Plutão e se aproxima da conjunção a Urano. Dia introspectivo, de reserva e solitude e é exatamente o que precisamos depois da semana tensa e cheia que tivemos. Ainda estamos digerindo e processando os acontecimentos e esse tempo de sossego vem bem a calhar. Vênus faz a Conjunção Inferior ao Sol e, a partir daqui, começará a ficar para trás do Sol, nascendo, porém à frente dele um pouco antes do amanhecer. Este é o ponto alto do ciclo de retrogradação e as coisas que viemos ruminando e processando até aqui talvez já fiquem um pouco mais claras. Começamos uma fase nova para nossa autoestima, para nossos valores e para nossas relações. O período de introversão ainda se alonga até meados de abril, mas aos poucos a confusão vai cedendo lugar à clareza e descobrimos o que queremos e desejamos com mais limpidez e lucidez. Começa também uma nova fase de ação, a partir de todas as reflexões ocorridas durante esta retrogradação. Em termos práticos, o dia sugere um retiro para podermos nos refazer e regenerar, além de planejar o próximo ciclo, à luz de todos os insights e iluminações propiciados por Vênus e Mercúrio.

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DOMINGO, 26 de março – Mercúrio está em conjunção plena a Urano. De Peixes a Lua se harmoniza com Marte em Touro e depois se funde a Netuno. Durante o dia troca afinidades com Plutão em Capricórnio, se desentende com Júpiter em Libra e fecha a noite já em conjunção a Quíron. O domingo traz influências contraditórias: mentalmente estamos elétricos, inquietos, com tanta energia que podemos até sair dando choques por aí… contudo, o corpo não acompanha, porque o corpo e a alma querem sossego, porque também estamos sensíveis e um tanto vulneráveis. Talvez possamos unir a grande sensibilidade com a extrema inquietude e a profusão de ideias inéditas e excêntricas e aplica-las a alguma linguagem ou veículo concreto, como forma de manifestar a criatividade que pulula dentro de nós feito bola de ping-pong, ou como maneira de tentar capturar os muitos insights magníficos que eclodem na cabeça. A mente está ágil, até demais… é como uma descarga extra de mil volts e se não administrarmos direito toda essa carga, podemos sucumbir sob tanta energia e empolgação e entrar em algum tipo de colapso. O ideal seria alterarmos um pouco a rotina, porque se tentarmos levar um dia normal como qualquer outro podemos ficar incomumente inquietos e frustrados, azedando o dia e nos deixando de mau humor. As atividades criativas ficam particularmente favorecidas, embora, como já dito acima, talvez seja meio difícil achar uma linguagem que permita conciliar as contradições internas que sentimos tão agudamente hoje. As ideias que tivermos, vale a pena serem anotadas. Talvez nem todas se provem válidas lá na frente, mas algumas podem ser verdadeiras preciosidades. Nos deslocamentos em geral, é necessário muita cautela devido à impaciência e precipitação, que podem levar a erros de julgamento e talvez, acidentes. Lua-Netuno não combina muito Mercúrio-Urano – é como esquecer o secador de cabelos na borda da banheira cheia de água… Já sabe o que vai dar! Mas o choque pode nos alertar e nos acordar para essas novas possibilidades de expressão criativa, para formas inusitadas de comunicação e de elaboração das ideias.

Uma ótima semana para você!

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