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A Semana Astrológica – Costurando Novas Possibilidades

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A SEMANA DE 21 A 27 DE AGOSTO – Semana de recomeços, de lançar intenções potentes de uma nova vida!

A semana mais aguardada do ano traz eclipse total do Sol, Saturno voltando ao movimento direto e recebendo sextil de Júpiter! Pois é! Muitas novidades e movimentos importantes!

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Na segunda tivemos a Lua Nova e Eclipse Total do Sol a 28° de Leão, a segunda lunação consecutiva neste signo. Na segunda também tivemos o Sol em trígono a Urano, aspecto forte na lunação, sinalizando um olhar para o futuro, uma expectativa de como podemos nos modificar e mudar a vida e os rumos de forma harmoniosa, sem precisar ser na dor. No mesmo dia o Sol esteve em quincôncio a Quíron, falando também de dor, uma dor que até tentamos, não podemos ignorar permanentemente. Exatamente a dor daquilo que não podemos mudar. Mas, muitas vezes, aquilo que causa desconforto e dor, é parte integral do que somos e se finalmente conseguíssemos mudar, talvez já não seríamos os mesmos.

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Depois de ter essas conversas com Quíron e Urano e de ser eclipsado, o Sol ingressa em Virgem, inaugurando o tempo de vermos a vida em detalhes minuciosos e preciosos; de organizarmos nossa rotina, nossos métodos; de revalorizarmos nossa relação com o trabalho diário, nosso ofício sagrado; É o tempo de estar a serviço, de ser útil e prestativo; e também é o tempo de cuidar dos ritmos orgânicos, do corpo, da saúde, física e mental; é tempo de purificação e de buscar viver com mais inteireza e integridade!

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Já em Virgem, o Sol recebe a conjunção de Mercúrio, Conjunção Inferior, visto que Mercúrio está retrógrado. Sobre esta conjunção, Erin Sullivan diz que “Mercúrio está voltando para casa para checar seu status; sandálias viradas para trás, o deus Hermes faz um esforço valente para se harmonizar com o Deus Apolo, para propor alguma reparação pelo roubo do gado de Apolo” – para entender melhor essa “treta” entre Hermes e Apolo, leia este artigo.  Este é o momento em que Mercúrio, porta-voz do Sol e da consciência, reconecta-se com a vontade solar e uma semente é plantada nessa fase escura (Mercúrio está invisível no céu), complementa Sullivan. “Marca um tempo de descanso e recuperação, reduzindo ação iniciatória (e egoica) e permitindo que o inconsciente trabalhe. Do ponto de vista do Sol, essa é uma conjunção de Mercúrio com a Terra”, portanto, de sondar como manifestar os conceitos de forma palpável. A Conjunção Inferior também marca o fim da fase Epimeteus de Mercúrio e o início da fase Prometeica, de juntar novos recursos. Mercúrio fica Cazimi das 13h59min até as 21h36min do sábado. Mercúrio Cazimi simboliza um momento de genialidade e de grandes insights!

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Mercúrio, além de fazer a Conjunção Inferior, também volta aos domínios do Sol, Leão. Continua retrógrado, sinalizando um tempo de revisões e análises, de revermos decisões, ações e atitudes passadas, na área de vida onde temos Virgem/Leão no mapa. No domingo ele fará conjunção a Marte no mesmo grau em que tivemos o eclipse na segunda. Mais: Mercúrio estaciona e volta ao movimento direto no dia cinco, neste mesmo grau. Situações ou eventos simbolizados pelo eclipse e que tenham ficado em standby por causa da retrogradação de Mercúrio, podem agora se manifestar.

Emile Friant – Woman with a Lion – Reprodução

Vênus faz quadratura a Urano e trígono a Quíron na quinta-feira, sugerindo eventos inesperados e chocantes na esfera das relações, eventos que são o estopim para possíveis rupturas. Tais rupturas só ocorrem se estamos muito inconscientes da monotonia da relação e do desejo de renovação e novidade. Essas crises podem trazer revelações importantes e ser uma boa oportunidade para nos curarmos das feridas causadas por eventos passados, já que agora temos mais maturidade para perceber nossa própria contribuição nos eventos e, finalmente, nos liberar da amargura. Vênus ingressa em Leão no sábado, trazendo tempos de alegria e mais prazer para os leoninos. Em Leão Vênus é estilosa, criativa e tem um gosto apurado, olho clínico para as coisas de valor – a não ser que esteja muito mal aspectada. É também orgulhosa e opiniosa. Precisa admirar e se orgulhar da/o parceira/o para poder amar e se entregar. Gosta de drama, porque sem um pouco de cor e drama, a vida fica meio insossa. É leal, corajosa e foca na alegria. Pode ser também possessiva.

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Marte faz trígono a Saturno e é a ponte da vez que propicia um diálogo ainda mais fluido entre Saturno e Urano. Ao fazer estes contatos, Marte tempera sua ação com uma boa dose de cautela, foco, disciplina e estratégia, para poder fazer os movimentos necessários, planejadamente, sem riscos desnecessários ou com riscos calculados. Marte ingressa em Virgem no dia cinco de setembro.

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Júpiter faz sextil a Saturno (domingo), aspecto que vem sendo ensaiado desde outubro do ano passado, com Júpiter ficando a poucos minutos da exatidão do aspecto, mas sem nunca completá-lo. Essa conversa entre os dois aponta um tempo de costurar novas possibilidades e achar brechas por onde possamos nos elevar acima das dificuldades – quais as saídas possíveis para as limitações e problemas presentes? O aspecto fala da perspectiva de cooperação entre dois princípios também antagônicos – a exemplo de Saturno-Urano. Buscamos nos expandir e crescer, mas sem oba-oba, com realismo, prudência e cautela. Não acreditamos em crescimentos mirabolantes e nem em promessas mágicas. “Estamos muito interessados naquilo que poderia ser, mas tal interesse é bem balanceado com aquilo que já é; não somos nem idealistas, nem excessivamente conservadores” (Robert Hand). Assim, há oportunidades de verificar onde queremos crescer e acessarmos nossas limitações e reais capacidades. Nosso otimismo é temperado de realismo, de modo que, como diria Suassuna, temos um “realismo esperançoso”.  De qualquer forma, Saturno também está em quadratura a Quíron e, falando num contexto de Brasil, esse aspecto não é páreo para todo o desmantelo que estamos vendo. Traz a oportunidade de nos levantarmos e fazermos algo, dentro de nossas possibilidades – mas será que o faremos? Pois é, contradizendo a mim mesma, pessoalmente falando, tá difícil manter um otimismo esperançoso nos dias atuais. Mas ainda estamos vivos e enquanto há vida, há esperança!

É importante notar que tanto Júpiter quanto Saturno estarão diretos quando da ocorrência deste sextil. Sim, Saturno volta ao movimento direto na sexta-feira! Chega de revisar quem é que tá devendo, vamos logo partir para as cobranças! Essa é a última fase retrógrada de Saturno em Sagitário, já que ele entra em Capricórnio em dezembro e não volta mais ao Signo do Arqueiro. Portanto, é hora de arregaçar as mangas e voltar ao trabalho, sem desculpas! O período de dormência e elucubração sobre as tarefas acabou, agora é atacá-las sem mais demora. Veja onde você tem Saturno no seu mapa para saber onde precisa encarar o trabalho final de amadurecimento da visão espiritual, onde precisa definir melhor suas crenças, sua filosofia; onde precisa estruturar a visão e a perspectiva de um futuro mais amplo.

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A Lua abriu a semana ainda na fase Balsâmica, já em Leão e se renovou às 15h30min, na lunação que foi também Eclipse total do Sol. Ingressou em Virgem no mesmo dia. Entra na fase Semi-Crescente em Libra, na sexta-feira e fecha a semana em Escorpião. Faz aspectos a todos os demais corpos celestes durante sua caminhada para coletar impressões e disseminar os propósitos do Sol.

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SEGUNDA-FEIRA, 21 de agosto – Eclipse Total do Sol – O Sol está hoje em trígono a Urano em Áries. A Lua Balsâmica Leonina abriu o dia conjunta a Marte e em trígono a Saturno. Ao longo do dia faz conjunção ao Nodo Norte, quincôncio a Quíron, trígono a Urano e, finalmente, conjunção ao Sol, na lunação mais potente do ano, porque é um Eclipse Total do Sol. A Lua fica vazia depois da conjunção ao Sol, às 15h31min. Ingressa em Virgem às 17h25min e faz sesqui-quadratura a Plutão à noite. É dia de eclipse e há uma sensação de expectativa no ar, expectativa que se mistura com ansiedade. O dia traz uma energia potente de renovação, mas para nos renovarmos, precisamos primeiro deixar para trás o medo, os erros passados, a preguiça, o “amanhã eu faço”, o postergar da vida… A vida não acontece amanhã, nem daqui a pouco. Ela está acontecendo AGORA e o agora é a única coisa que temos, que podemos mudar, estando plenamente conscientes. A consciência hoje é momentaneamente eclipsada, para que possamos acessar em maior profundidade os anseios verdadeiros da alma, mas só conseguiremos nos conectar com esses anseios verdadeiros, se estivermos devidamente centrados, serenos e ancorados, na nossa luz interior, porque se estivermos voltados para fora somente, para as influências exteriores, corremos o risco de simplesmente nos alinhar com vibrações baixas, de confusão, de medo, de descontrole e podemos espiralar no caos no mundo. A luz externa está apagada, para que a interna possa brilhar mais intensamente. Qual é a sua luz? Qual a potência? Qual seu propósito? A quem ou ao quê ela ilumina? Qual a sua utilidade? Ela está sendo bem utilizada ou está sendo desperdiçada? Uma coisa muito positiva sobre este eclipse, é que ele acontece conjunto ao Nodo Norte da Lua, simbolizando um momento único e uma grande oportunidade de nos alinharmos com nosso destino e propósitos mais nobres. O que quer que aconteça, traz em si, a semente do futuro, da evolução e de uma maior consciência; o que quer que aconteça, acontece para nos levar a dar nosso melhor, a superar nossas limitações e nossos apegos ou amarrações ao passado, à insegurança e à acomodação. Nisso precisamos confiar! Marte traz o poder da vontade de aço, da determinação, então, aproeveite e veja aquela situação muito difícil de mudar, com a qual você vem lutando já há tempos e foque na mudança positiva dessa situação; tome posse da energia marciana e coloque-a a seu favor! Vista a armadura do guerreiro nobre e gentil e lute com seus demônios e com aquilo que precisa combater em si mesmo, para ter uma vida melhor, mais íntegra, mais plena, em qualquer que seja a área que precisa ser trabalhada. O eclipse simboliza o momento em que aquilo que estava latente e que vinha sendo “preparado” já há algum tempo, chega à maturação, ao ponto de eclosão e pode vir à luz, porque agora estamos prontos para ver e para lidar com isso – ou talvez, simplesmente, porque PRECISAMOS lidar com isso! O melhor que podemos fazer é buscar nos centrar para nos alinhar com as vibrações mais elevadas, meditar sobre qual é o nosso destino e propósito maior e permanecer nesse estado de presença plena em nós mesmos. Em termos práticos, para estar mais tranquilo e centrado, durante estes dias, evite álcool ou outras substâncias que alteram a consciência; evite/diminua a cafeína, que é excitante e estimulante e aumenta a ansiedade; medite; ancore-se com exercícios de enraizamento, respiração, visualização; ande descalço na terra; emane vibrações de serenidade, de amor e gentileza para você mesmo, os outros ao seu redor e o planeta; ache seu ponto de equilíbrio e permaneça nele!

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TERÇA-FEIRA, 22 de agosto – O Sol ingressa em Virgem às 19h21min. A Lua está renovada, também em Virgem. Fez conjunção a Mercúrio logo cedo e agora à tarde se opõe a Netuno, faz sesqui-quadratura a Urano e, à noite, trígono a Plutão. Marte está em trígono exato a Saturno. Vênus se aproxima do trígono a Quíron e da quadratura a Urano. O dia começou ligeiro, com a manhã (ou o despertador) nos sacudindo da cama e nos alertando para compromissos e tarefas diversos. Uma coisa emenda na outra e isso nos ocupa muito por boa parte do dia, o que é ótimo, desde que estejamos realmente inteiros nas atividades. À tarde nossa industriosidade cede e nos sentimos um tanto desanimados, à mercê de devaneios, sentimentos confusos, uma certa indisposição e até sono. O humor e as sensações oscilam e muito da ansiedade que andamos reprimindo pode agora ressurgir e nos deixar amedrontados, ansiedades indefinidas, receios de julgamentos ou opiniões alheias, suscetibilidade extrema… elemntos que podem atrapalhar não só  aprodutividade mas o clima no ambiente de trabalho e consequentemente, as relações, que ficam permeadas de inseguranças, suspeitas sobre o que outro está pensando/sentindo a nosso respeito. Contornamos isso ao pegar de volta as possíveis projeções que tenhamos jogado sobre outros; recolher para nós os receios e ansiedades sobre opiniões alheias, assim como nosso próprio criticismo e julgamentos. Estudar tais elementos para descobrir suas origens e assim evitar que contaminemos as relações com questões, dúvidas e inseguranças que são nossos. Se conseguirmos lidar com tais inseguranças, podemos nos sintonizar com outras forças, mais positivas e resilientes; com a capacidade de trabalhar com paciência, diligência e disciplina e resolver coisas bastante intrincadas que requeiram cuidado e tempo. O Sol ingressa em Virgem, inaugurando o tempo de vermos a vida em detalhes minuciosos e preciosos; de organizarmos nossa rotina, nossos métodos; de revalorizarmos nossa relação com o trabalho diário, nosso ofício sagrado; É o tempo de estar a serviço, de ser útil e prestativo; e também é o tempo de cuidar dos ritmos orgânicos, do corpo, da saúde, fisica e mental; é tempo de purificação e de buscar viver com mais inteireza e integridade!

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QUARTA-FEIRA, 23 de agosto – O dia é de Mercúrio, que está exaltado e regendo Sol e Lua – todo poderoso, mas recluso, porque retrógrado. A Lua Virginiana abre o dia harmonizada com Plutão, mas arruma treta com Saturno logo cedinho, além de fazer, mais tarde, oposição a Quíron e formar, assim, uma ampla T-Square Mutável. A Lua faz ainda sextil a Vênus e fica vazia depois deste aspecto, às 17h04min. Ingressa em Libra às 22h05min. Lua e Vênus ficam, então, em recepção mútua. Estamos cheios de dedos, em cólicas, porque sentimo-nos cobrados e julgados, numa pressão que cria preocupações e ansiedades e que nos faz sentir expostos e inseguros e, em tal estado de espírito, tentamos controlar a tudo e a todos para recuperar um mínimo da sensação de segurança que é tão necessária. Mas isso apenas nos afasta e isola mais dos outros, que se sentem criticados e indignos de confiança e, dessa forma, as relações ficam ainda mais desastradas e complicadas, quando na verdade, queríamos apenas nos assegurar de que tudo saísse como o previsto. É um círculo vicioso, em que eu critico ou julgo e o outro se defende e critica de volta, deixando um clima pesado e ressentido, que perturba a todos. Tudo pode ser evitado, ou pelo menos minimizado, se permanecermos flexíveis e empáticos para com as limitações dos outros – e para com as nossas também – afinal, ninguém é perfeito e por mais que tenhamos a excelência como meta, perfeição é uma coisa diferente e, além de muito chata, paradoxalmente, também muito limitante. Portanto, é dia de nos sintonizarmos com a gentileza e a benevolência, de ter a elegância de perceber e louvar o esforço do outro, mesmo que as coisas não estejam exatamente como esperávamos. Em tempo: vale ficar atentos para não jogarmos o jogo de diminuir o outro para nos sentir melhores, já que talvez estejamos nos sentindo meio por baixo. Melhor conter a irritação e o criticismo e verificar o que ele conta sobre nós mesmos.

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QUINTA-FEIRA, 24 de agosto – Saturno estaciona a 21°10’ de Sagitário, às 09h09min (Brasília) para voltar ao movimento direto. Vênus em Câncer está em quadratura Plena a Urano em Áries e em trígono a Quíron Peixes, além de ainda fazer uma sesqui-quadratura a Netuno, também em Peixes. A Lua Libriana, regida por Vênus – ambas estão em recepção mútua – também faz quincôncio a Netuno e fecha a noite já em quadratura a Plutão. O dia está sujeito a chuvas e trovoadas, aguaceiros e tempestades – pelo menos no âmbito das relações afetivas! O foco hoje está nas relações. É dia de confrontos entre a nossa faceta mais tradicional, doce e romântica e o outro lado mais radical, livre e selvagem. Os dois gritam alto para se fazerem ouvir dentro de nós e a quem damos ouvido? O lado que estiver se sentindo ignorado e suprimido pode nos criar problemas hoje e o problema aparece travestido de namorada/o. Se eu sou grudenta/o, deixo de viver minha vida para viver a do outra/o e não percebo minha necessidade de espaço e tempo para mim, talvez a/o outra/o vá embora para que eu possa me dar conta disso; ou vice-versa: se eu tenho dificuldade de me comprometer, talvez o outro me pareça excessivamente possessivo e carente, me obrigando a lidar com esse aspecto de mim mesmo – mas claro, é provável que apenas acusemos o outro de ser carente, grudento ou o oposto, de insensível, frio, não comprometido, etc. O quanto estamos conscientes de nossas contradições? O quanto estamos dispostos a trabalhar para integrar esses desejos tão díspares? Ou será que queremos tanto um relacionamento que abrimos mão de ser nós mesmos e de expressar nossa individualidade? É o dilema que Vênus enfrenta hoje! No fundo, queríamos mesmo não ter que escolher nada e apenas ceder, abrir mão da luta e nos perder no outro… mas isso, além de não resolver, faz com que permaneçamos imaturos emocionalmente e inaptos a viver relações verdadeiramente significativas. Saturno estacionário ajuda a ver essas – e outras – questões com mais acuidade, exatamente porque estão muito agudas. A casa em que Saturno estaciona no mapa natal – e planetas que fazem aspecto ao grau 21° de Sagitário – é a área onde precisamos estar atentos para percepções agudas da realidade, como não a tínhamos percebido antes.

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SEXTA-FEIRA, 25 de agosto – De Libra a Lua quadra Plutão e faz semi-quadratura ao Sol, entrando na fase Semi-Crescente. A Lua também faz conjunção a Júpiter, e sextis a Saturno e a Marte – atenção para a linda conjunção no céu noturno! O Sol faz sesqui-quadratura a Plutão. Saturno volta ao movimento direto em Sagitário. É tempo de emergir para a realidade, depois de ficarmos imersos em muitas revisões das estruturas que nos dão segurança – ou deveriam dar. A realidade é brutal, mas precisamos lidar com ela e se não gostamos, precisamos trabalhar para modificá-la – para isso temos a ajuda e os insights de Júpiter e Urano. que nos dizem para acordar para essa realidade, mas precisamos nos mexer, porque não vão fazer nada por nós, sozinhos, não. O que é seguro e válido, permanece, o que é falso e desprovido de sentido, deve ser deixado para trás e substituído, ou talvez nem seja necessária substituição nenhuma, como no caso em que o conceito todo perdeu o sentido – isso tudo deve estar claro para nós, depois de tantos meses de retrogradação. Depois de ousarmos olhar-nos no espelho da verdade e de perceber aspectos menos nobres ainda não assimilados (sempre vai haver algum), podemos trabalhar sobre tal aspecto com afinco e nos regozijar com os resultados, a consciência de não termos fugido à luta conosco mesmos, uma luta conscienciosa, travada com honestidade, disciplina e honra. E podemos então nos rejubilar com a tarefa cumprida, que certamente adiciona valor ao que somos e à forma como nos vemos! Nada como festejar e celebrar depois do dever cumprido, é o recado de Lu/Júpiter + Saturno e Marte!

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SÁBADO, 26 de agosto – Vênus ingressa em Leão à 01h30min. A Lua, regida por Vênus, faz quincôncio a Quíron e oposição a Urano, fiando vazia depois deste aspecto, às 02h40min. Ingressa em Escorpião às 05h53min. Mercúrio faz a Conjunção Inferior ao Sol e fica Cazimi das 13h59min até as 21h36min. A madrugada de sábado pode trazer inquietude, ansiedade relacional, conflitos, que reverberam da nossa dificuldade de nos aceitar – e aos outros – com nossas muitas discrepâncias. Tais conflitos podem ser assimilados e digeridos no sono posterior, de modo que pela manhã, estamos mais cientes de nossas contradições, querendo perscrutá-las mais de perto. O dia traz então uma atmosfera densa e propícia para atividades que demandem investigação, concentração, pesquisa. É dia também de tirarmos alguns minutos para relembrarmos dos nossos propósitos, desejos, projetos, para relembrarmos de quem somos nós e do que queremos nos tornar e assim, tendo lembrado de tudo isso, verificar os recursos e mecanismos mentais e intelectuais que vamos precisar para tornar essa tarefa mais compreensivel e executável no mundo. Dia de insights e ideias novas sobre a organização da vida, o ordenamento do cotidiano, a sacralidade do corpo – para quem estiver atento e aberto!

DOMINGO, 27 de agosto – Júpiter está em sextil pleno a Saturno. A Lua Escorpiana faz trígono a Netuno, sesqui-quadratura a Quíron, sextil a Plutão e passa boa parte do dia como Ponto Médio entre Júpiter e Saturno. O dia traz humores estranhos e instáveis, emoções em falso, ora sobem ora despencam vertiginosamente, deixando aos outros e a nós mesmos, confusos. Há tendência a desentendimentos entre mulheres que convivem proximamente, porque as diferenças parecem estar mais realçadas hoje. Contudo, é necessário, exercer a tolerância e a empatia, exatamente quando nos sentimos mais irritadiços e indóceis, porque é fácil viver as relações quando tudo está bem com o outro e conosco mesmos; mas as relações também se fortalecem quando enfrentam desafios, dependendo de como tais desafios são encarados. De modo geral, é dia de olhar com paciência e perseverança para nossas metas e objetivos de desenvolvimento pessoal, especialmente se no momento eles parecem um pouco fora de alcance. Traçar planos sóbrios e realistas de como realizar essas ambições e metas e traçar junto um cronograma de ações, para não ficarmos somente no papel a ser engavetado depois de ter cumprido a missão de acalmar as ansiedade do ego e até da alma. Um plano de ação só funciona se a ação realmente for executada e o dia está perfeito para traçarmos os planos, nos comprometermos com ele e entrarmos em ação tão logo seja possível! Costurar novas possibilidades de ter um pequeno céu na vida diária. Não desperdicemos o momento!

Desejo uma ótima e serena semana para você!

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Lua Cheia em Virgem – Curando a Natureza Selvagem

Reprodução – Desconheço o autor

Perdão. Cura. Limpeza. Eliminação. Regeneração. Nutrição. Corpo. Organização. Serviço. Ajuda.

A Lua Cheia deste ciclo aconteceu neste domingo, 12 de março, no grau 22°13 do signo de Virgem, às 11h55min no horário de Brasília e às 14h55min no horário de Lisboa. Essa é uma Lua Cheia que vem falar de cura, limpezas físicas, psíquicas e energéticas, regeneração, serviço, perdão. De verificarmos que área da nossa vida precisa de mais organização, ordem, método e controle. Onde podemos ser mais criativos e prestativos.

Lua Cheia em Virgem – Brasília, 12 de março de 2017, 11h55min.

Além da oposição ao Sol, a Lua também se opõe a Quíron, e a Mercúrio, seu dispositor, que está no grau 27° de Peixes. A Lua ainda faz um quincúncio próximo a Urano em Áries, se afasta de um trígono a Plutão em Capricórnio e faz quadratura aplicativa a Saturno em Sagitário. É uma Lua deveras dinâmica e “ocupada”, cheia de afazeres e atribuições, que nos convida a ordenar e organizar o caos da mente criativa, a estruturar a manifestação dos infinitos potenciais da nossa imaginação ilimitada.

Do Buzzfeed – Reprodução

O ciclo presente nos convida a trabalhar os arquétipos e temas Piscianos, como simbolizados pelo trânsito do Sol neste signo. A Lua cheia em Virgem vem fazer o contraponto de que, a despeito da busca pela transcendência representada por Peixes, não podemos esquecer que ainda estamos encarnados nesta vida, no aqui e agora e que ainda temos coisas práticas a fazer; que é no dia a dia, a partir das pequenas coisas que a transformação e os resultados de tal transcendência se mostram. Contudo Mercúrio, regente da Lua Cheia, está também em Peixes e alerta que não podemos nos fixar somente nas racionalizações frias de Virgem, com seu espírito crítico, organizador e discriminante, que tenta a tudo enquadrar, classificar e entender racionalmente. É preciso confiar também no invisível, no não explicável, não mensurável, não palpável. Há coisas que ocorrem na esfera do invisível e do imaterial que são tão reais quanto aquelas outras que podemos ver e tocar. Assim, a proposta é basearmos nossa atuação concreta no mundo na fé e nos valores imateriais, na percepção não sensorial de que “há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”.

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A oposição Lua-Mercúrio também nos lembra que muitas das doenças que desenvolvemos, nascem dos conflitos internos, da não aceitação das nossas próprias contradições, da dificuldade de observar nosso ritmo interno e orgânico e respeitá-lo. Fala de como os pensamentos podem ser venenosos. Como diz o iogue indiano,  Sadhguru, se sua mão de repente agredir você, dando-lhe um soco no rosto, batendo e machucando você, definitivamente você está doente! Então, diz ele, se seus pensamentos e emoções estão constantemente cutucando você, sufocando e torturando você, todos os dias, você não está doente também? Então, este estado de pensamentos tóxicos leva às doenças, emocionais e físicas. É preciso pois, ficar atentos aos conflitos mentais, aos pensamentos insidiosos e tóxicos, que nos torturam e deixam doentes, mental, anímica e fisicamente. Cuidar da mente e também do corpo, como diz aquela frase em latim: mens sana in corpore sano.

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Essa toxicidade mental e anímica é potencializada pela quadratura que a Lua e Mercúrio fazem a Saturno, que é foco de uma T-Square, o que nos diz que precisamos vigiar a culpa – provavelmente o pior torturador da alma – e seus efeitos sobre a psique, o corpo, o bem-estar e o quanto ela impacta negativamente na nossa serenidade e alegria de viver. Liberarmo-nos da culpa é passo essencial para chegarmos à cura. Jesus, sempre que curava alguém, primeiro perguntava se a pessoa tinha fé. Em seguida ele dizia “teus pecados são perdoados” e concluía: “Vai em paz. Tua fé te salvou”. Quando nos sentimos culpados por alguma coisa, nos tornamos algozes de nós mesmos e então nos sabotamos de várias maneiras, porque não nos sentimos autorizados a usufruir das coisas boas, não nos sentimos merecedores do “Reino de Deus” e suas infinitas benesses e seu infinito amor e misericórdia. A culpa nos faz querer nos esconder “das vistas de Deus”, que é o mesmo que se esconder do Self, do Eu Superior. E então a culpa nos leva a desenvolver inúmeros problemas, de saúde, materiais, e qualquer outro com que a autossabotagem possa nos “premiar”. Ao pronunciar tais palavras, Jesus deixa claro como a serenidade interior é fundamental para o processo de cura; como o auto perdão é crucial para nos liberarmos da doença ou de quaisquer outros processos destrutivos. Porque o perdão nos faz sentir novos, limpos e puros, novamente merecedores do “amor e misericórdia de Deus”. E o mesmo vale para aqueles que não creem, com a diferença de que com o perdão se sentem novamente merecedores do amor/respeito/cuidados daquele outro que acharam que ofenderam de alguma maneira – porque embora não achem que ofenderam a “Deus”, já que não creem, infringiram a ética humana. Com o perdão, sentimo-nos novamente merecedores de participar da comunidade humana, em pé de igualdade, porque já não somos párias excluídos, criaturas abjetas ou vis, indignas do amor do outro e até do nosso próprio amor. Assim, o perdão cura e obviamente que aqui não estamos falando, necessariamente, do conceito cristão de pecado, mas de toda a infração ou delito que a alma sente que cometeu, que a tornou “impura” aos seus próprios olhos e aos olhos daqueles que lhe são importantes. Então, é preciso exercer o perdão, primeiramente para conosco mesmos e mesmo quando achamos que temos que perdoar ao outro, precisamos antes perdoar a nós mesmos, por nos termos colocado vulneráveis a ponto de nos permitirmos ferir pelo outro – muitas vezes, é mais difícil perdoar a si próprio do que ao outro.

Culpa

Culpa, como já falei em outros textos, é muito diferente de remorso. O remorso é o sentimento de quem está consciente que magoou o outro, mas está disposto a reparar o dano. No remorso, nos responsabilizamos pelos nossos feitos e não tentamos nos justificar ou apresentar desculpas esfarrapadas. O remorso é maduro, a culpa é infantil. No remoroso temos vergonha, porque nos damos conta de que erramos; estamos arrependidos, mas comprometidos a mudar, a melhorar. E tal comprometimento elimina a tortura da culpa e da auto-flagelação. Às vezes sentimos os dois sentimentos juntos: culpa e remorso; às vezes sentimos somente o remorso e às vezes, somente a culpa. O problema da culpa é que apesar de nos torturar, ela não leva a mudança nenhuma, é um tipo de masturbação perversa, em que nos autoflagelamos e torturamos, derivando um tipo de gozo narcisístico ao contrário: “olha como eu sou terrível!, olha como sou mau!”, mas de fato nada fazemos para remediar nosso “crime/pecado” ou para mudar nossa atitude. Uma frase de Oscar Wilde retrata bem a dinâmica circular da culpa. Ele diz que “a culpa é o preço que pagamos, de bom grado, por algo que faríamos de qualquer jeito”. E segundo ele, isso nos isenta do julgamento alheio, porque “quando culpamos a nós mesmos, sentimos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo”, o que novamente enfatiza como o remorso é diferente da culpa. A Lua Cheia de Virgem nos convida, pois, a abrir mão das culpas compulsivas e narcisistas, a nos abrir  ao auto-perdão, para que possamos nos sentir merecedores da cura, do amor e das infinitas benesses da vida e do universo.

Rachel Levit – Reprodução

A Lua se opõe a Quíron enquanto culmina este ciclo. Quíron é um asteroide que simboliza nossas feridas, velhas e novas, que simboliza o lado obscuro e sem conserto da natureza humana, inadequações e vulnerabilidades. E para alcançarmos as dádivas da cura, precisamos primeira enfrentar essas fragilidades e inadequações, as inseguranças mais profundas, os conceitos evasivos e a falta de comprometimento conosco mesmos, além da destrutividade em potencial que espreita a mente e o coração, minando a autoconfiança, a segurança em si mesmo, a aposta no próprio poder e capacidade. Essa lunação nos deixa, então, em carne viva e é preciso cautela porque a via de escape para muitos será a ajuda indiscriminada ao outro, para fugir da própria dor e do próprio desespero. Para outros, esse escape pode se dar pelas tentativas de controle do entorno, qualquer coisa que faça passar a ansiedade e o desconforto com o corpo e os sentimentos… mas nada disso funciona por muito tempo e só conseguimos superar quando acalmamos a ansiedade e aninhamos em nosso coração as dores não admitidas, os medos não expressos do caos, do amanhã, da nossa própria irracionalidade. Mas Quíron também representa um manancial de imensa sabedoria e compaixão; representa onde precisamos aceitar essas inadequações para chegar à serenidade da cura; significa onde podemos ensinar a outros, movidos pela empatia que nosso próprio sofrimento nos obrigou a desenvolver; e é um símbolo potente de cura e inclusão. Então a Lua pede que reconheçamos todas essas dificuldades e demos um lugar para elas em nosso coração; sugere um período potente de limpeza psíquica e energética.

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E sim, a Lua Cheia também traz um tempo propício a nos doarmos e nos dispormos ao serviço ao outro, de coração aberto e humilde. Contudo, essa ajuda precisa ser feita de forma muito respeitosa e delicada; tem que ser genuína e não mera fuga da própria dor, como já dissemos acima. é legítimo que nossa dor nos leve a ajudar o outro, mas isso precisa ser feito conscientemente. A Lua em Virgem tem grande necessidade de se sentir útil e prestativa, de ajudar e resolver os problemas alheios. Mas se tal ajuda não foi pedida e nem aceita claramente, corremos o risco de ser invasivos, desrespeitosos e, de quebra, de ainda coletarmos para nós, problemas que não são nossos e que podem, de fato, nos prejudicar e bloquear o nosso crescimento pessoal em várias esferas, além de potencialmente nos adoecer. Considerando que Vênus está retrógrada em Áries, precisamos nos lembrar que, antes de cuidar do bem estar do outro, precisamos primeiro cuidar do nosso próprio bem estar, precisamos nos certificar de que estamos bem, até porque só podemos cuidar do outro se nós mesmos estivermos inteiros.

Naoto Hitori – Reprodução

E nessa ajuda precisamos olhar para o outro como sendo capaz e tendo o poder de curar-se sozinho, sendo nós apenas uma ferramenta, um meio que propicie que o outro entre em contato com os recursos de que ele já dispõe em si mesmo, mas dos quais estava desconectado por razões diversas. Então, para que a ajuda seja efetiva, é preciso que acreditemos e confiemos que o outro é capaz de se cuidar e de resolver os próprios problemas, que o outro dá conta de conduzir a própria vida, do seu jeito e nós seremos apenas apoio e suporte, quando ele precisar. Não podemos nos arvorar de “salvadores”. Podemos e devemos nos ajudar mutuamente, mas cada um só dá conta de salvar a si mesmo. Portanto, é preciso “empoderar” esse outro que tanto queremos ajudar, olhando para ele e vendo seus melhores potenciais, reconhecendo que ele já tem todos os recursos de que precisa dentro de si. Assim, a relação com o outro fica equilibrada, não se torna uma relação de poder em que eu sou mais forte e melhor e o outro é fraco e depende de mim para ser. Podemos então nos conscientizar dos momentos em que fomos invasivos ao tentar “ajudar” a outros. Podemos nos liberar dos fardos alheios que carregamos desnecessariamente, mas que nos trazem o gozo equivocado de que estamos “ajudando”, mesmo que o outro não tenha pedido essa ajuda. E poderemos então amar com mais leveza e com mais respeito.

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A Lua também faz trígono a Plutão, indicando o grande poder que temos à nossa disposição. Poder de eliminação do lixo e do entulho emocional que talvez ainda carreguemos; de calcinar essas culpas e pensamentos torturantes que nos fazem sentir inferiores e não merecedores da abundância do universo; poder de extinguir ou transformar os comportamentos e hábitos doentios, tanto em nível físico, quanto mental e psíquico; poder nos regenerar, de renascer e de nos tornarmos mais fortalecidos e inteiros.

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O símbolo Sabiano do grau 23 de Virgem (22°13’) traz uma imagem que desdobra esses temas em outros níveis: “Um domador de Leões corre sem medo para o centro da arena do circo”. Um domador de leões ou de quaisquer outros animais selvagens é alguém que precisa estar em contato profundo com sua própria natureza instintiva, para poder se conectar verdadeiramente com o animal selvagem, seduzindo-o e convencendo-a a confiar nele e a dar o melhor de si, obedecendo-lhe o comando. Mas há domadores e domadores. Há os domadores que domam a partir da violência e do medo; batem e machucam o animal, para quebrantar-lhe o espírito, a ponto de ele não mais confiar na sua própria força e simplesmente desistir de resistir e de se rebelar contra o jugo. É domar pela tortura, pela violência, que, em última instância, não é domar verdadeiramente, é dominar com ferramentas de dor e de medo. Há outros domadores, porém, que trabalham com sutileza e maestria, conhecendo e se acercando da natureza selvagem com respeito, cuidado, sutileza. Busca conhecer o animal que doma, mas principalmente, se deixa conhecer por ele, de modo que o animal entenda que nada há a temer. Mais do que domadores, são “encantadores” da natureza selvagem e instintiva e seu sucesso está diretamente relacionado ao respeito com que se relacionam com o animal, não subestimando-o, mas antes dando-lhe o direito de ser e de preservar seu instinto e espírito altivo e nobre, inerente a toda criatura e espécie. Assim, não se estabelece uma relação de domínio sobre a natureza instintiva, mas antes, é uma relação de colaboração, uma parceria baseada na confiança.

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Este símbolo deixa claro onde nascem muitos dos nossos problemas: da relação equivocada que às vezes estabelecemos com nossa natureza instintiva e selvagem, buscando domesticá-la e domá-la pela violência, pelo jugo, pelo menosprezo às suas qualidades naturais e selvagens… Assim fazemos com nosso corpo, com os instintos, por serem desconfortáveis, indomáveis, selvagens… Uma outra representação de Quíron. O símbolo nos diz que não devemos temer os instintos e nossa natureza selvagem, mesmo que nossa razão teime em desconfiar deles e queira lhe impor seu jugo racional. Precisamos, na verdade, ganhar a confiança dessa natureza selvagem, respeitar-lhes a força, o vigor, sua qualidade selvagem; ganhar-lhe a confiança, respeitando-a, seduzindo-a no melhor sentido, construindo uma relação de colaboração, de sincronia, de conciliação, de ajuda mútua, de integração e integridade. Quando conseguirmos olhar para o corpo e seus processos dessa maneira, assim como para nossos instintos e natureza selvagem, já não precisaremos nos sentir à mercê deles e das doenças que ás vezes se manifestam como a puxar o tapete de debaixo dos nossos pés.

Arcano 11 do Tarô – A força

Este símbolo é parecido com o símbolo do grau 23 de Leão, onde aconteceu a Lua cheia e Eclipse Lunar de Leão, em fevereiro. Trazia presente a habilidade de uma amazona cavalgando sem sela, o cavalo sendo símbolo da libido e também da natureza instintiva. Eu associava aquele símbolo, em fevereiro, ao Arcano XI do Tarô, A Força e creio que o simbolo da Lua Cheia de hoje traz um tema parecido. Essa repetição vem nos dizer o quanto é importante prestarmos atenção a essa natureza e fazermos as pazes com ela. é um tema que continua a exigir reflexão e elaboração da nossa parte.

Reprodução – Desconheço o autor

Esta é uma Lua Cheia para nos conscientizarmos profundamente, de como temos lidado com o corpo, esse templo sagrado da alma, da consciência e do espírito; como temos cuidado ou deixado de cuidar dele; como temos cuidado de nossa nutrição física e emocional; de como temos lidado com os pensamentos tóxicos e o quanto temos permitido que conduzam nossas decisões, nosso amor próprio, nossa vida. É tempo de melhorar a relação com o corpo e a mente, mas também com a nossa natureza selvagem, que tem estado há muito tempo sob o jugo do medo e da nossa própria incompreensão. É tempo de abrir mão de mágoas e dores; de perdoar a si e ao outro; porque é do perdão e da liberação das culpas rançosas, da autoaceitação amorosa que vem a cura para o corpo, porque o corpo é curado com consequência da cura da alma.

O que podemos fazer, em termos práticos, para ter acesso a esse potencial de cura profunda?

  • Identificar e eliminar os pensamentos tóxicos e torturantes que minam nossa autoestima e senso de valor e amor próprio;
  • Identificar e se comprometer com a eliminação de maus hábitos cotidianos que minam nossa vitalidade e nossa saúde, sejam esses hábitos alimentares, de sono, de palavras (já percebeu como minamos a nós mesmos com discursos autodepreciadores?), rotinas caóticas, bagunça generalizada na casa que nos faz sentir perdidos no caos internamente;
  • Identificar onde precisamos estabelecer uma melhor organização, um melhor sentido de ordem na nossa vida, de modo a termos mais serenidade e menos preocupações tolas;
  • Identificar que alimentos, hábitos e costumes são mais saudáveis e trazem alegria à nossa alma, à nossa vida; o que repõe nossa vitalidade e energia; que pequenas coisas podemos alterar/adotar na nossa rotina, que nos tragam mais qualidade de vida, que sejam mais respeitosos e amorosos para com nossa saúde, nosso corpo e nossa alma;
  • identificar as situações em que somos invasivos na ajuda ao outro e tentar ser mais suaves e leves, esperando o outro pedir a ajuda, antes de impô-la a ele
  • … Acrescente aqui outras atitudes que você ache que vai melhorar seu dia a dia e trazer mais paz, cura, amor e serenidade para sua vida!

Então, perdoe-se! Libere-se da toxicidade de pensamentos culposos. Elimine os hábitos perniciosos que refletem o desamor e o ódio a você mesmo! Perdoe-se. Ame-se. Cure-se! Celebre sua natureza selvagem e seu corpo sagrado, morada provisória mas sagrada da alma eterna!

Uma ótima Lua Cheia para você!

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2017: Um Ano Revolucionário!

O ano de 2016 nos deixou zonzos, sem saber direito qual foi o trem que nos atropelou. Mas esse trem tinha nome: Saturno-Netuno! E todos têm receio de que 2017 seja uma repetição do que vivenciamos em 2016 ou que o abismo se aprofunde – ele já mostrou a que veio! Só em janeiro e fevereiro já vimos coisas inimagináveis acontecendo… E daqui em diante? Não, não vai ser igual a 2016, mas não quer dizer que seja necessariamente muito melhor. Pelo menos tem ação e dinamismo! Vamos analisar juntos?

Para analisar como o ano vai se desdobrar eu utilizo vários fatores, os principais deles sendo o mapa de ingressão do Sol em Áries, que é quando o ano começa para a Astrologia; as configurações e trânsitos dos planetas lentos, a partir de Júpiter; os eclipses e trânsito dos Nódulos Lunares; As retrogradações de planetas pessoais, Mercúrio, Vênus e Marte – Marte não ficará retrógrado neste ano, apenas Mercúrio e Vênus; e por último, também considero a regência do ano, não como um fator determinante de como vai ser o ano, mas apenas como pano de fundo geral de todos os demais eventos astrológicos.

Estrela de 7 pontas que representa a Ordem Caldeica – Reprodução

Começamos com a regência do ano, que dá o pano de fundo energético. Pela sequência que vínhamos seguindo, este ano deveria ser regido por Vênus, de acordo com a ordem caldeica da estrela de 7 pontas. Mas 2016 finaliza um ciclo de 36 anos. Explico. Temos 12 signos, com três decanatos cada, totalizando 36 decanatos – cada decanato, como o nome diz, tem 10 graus, de modo que 10 x 36 = 360 graus do círculo perfeito – cada um deles sendo regido por um planeta pertencente àquela triplicidade – por exemplo, o signo de Áries tem seus três decanatos regidos por Marte, Sol e Júpiter, os três planetas regentes dos signos de Fogo. Não se sabe como se chegou, um dia, a essa regência anual, mas supõe-se que tenha a ver com essa divisão do Zodíaco em decanatos, que corresponderiam às regências anuais, totalizando ciclos longos de 36 anos, que por sua vez, também estariam sob uma regência. Assim, temos ciclos longos de 36 anos, regidos por um determinado planeta, de acordo com sua sequência na ordem caldeica e, dentro deste ciclo longo de 36 anos, teríamos os ciclos anuais. Como disse, 2016 encerra um ciclo longo de 36 anos, regido pelo Sol e 2017 inicia outro ciclo longo, regido por Saturno, o planeta da austeridade. O primeiro e o último anos do ciclo longo de 36 anos devem ser regidos pelo planeta regente deste ciclo maior. Então, ao invés de termos Vênus regendo 2017, temos Saturno, inaugurando este período de 36 anos, um período que tende a ser de contenção, severidade, disciplina e responsabilidade. Temos então que o pano de fundo de 2017 será de austeridade, cobrança, maturidade, limites, retrocessos, conservadorismo, com grande foco nos deveres e obrigações, nas demandas sociais ou familiares, mais do que no prazer, no indivíduo ou nas questões pessoais como era com a regência do Sol. É um tempo de aprendizado e sobriedade – as contas chegam para ser pagas e não adianta reclamar porque o cobrador pode decidir aumentar os juros em função dos lamentos! O tempo de holofotes sobre o indivíduo e o ego (regência do Sol) dá lugar às obrigações e responsabilidades sociais.

Saturno – Maria Eunice Sousa

Então, de um modo geral, é tempo de ser realistas e é o que Saturno, o Senhor do Tempo, requer de nós. Saturno é conservador e exige realismo, disciplina, responsabilidade. É o cobrador daquelas contas que viemos postergando achando que nunca teríamos que pagar. Essa regência sinaliza um ano de austeridade, de se voltar às coisas básicas e se respeitar os limites. É ano de ser realista e encarar os desafios de cara limpa, porque não dá para fugir deles. Ano de gerir os recursos com sobriedade, porque talvez estejam escassos. E, sendo bastante realistas, já sabemos que não é possível mudar o cenário atual da noite para o dia, magicamente, só porque mudamos o ano. Os desafios que enfrentamos hoje continuam e agora temos que recomeçar, a despeito de todas as dificuldades. Mas, recomeçar por onde, quando estamos tão confusos e incertos? Essa incerteza ainda permeia todo o ano e quando há insegurança, a tendência é uma volta ao conservadorismo, porque acredita-se que voltar ao que era vá consertar o que está errado atualmente e isso não necessariamente é verdade, portanto, este é um movimento que requer cautela. No mapa do Brasil, Saturno trafega atualmente a casa das estruturas básicas da sociedade, o governo federal, assim como as classes dominantes. É possível que ainda haja muitos desapontamentos, tumultos e reviravoltas políticas ao longo de 2017, não necessariamente atendendo ao desejo do povo – como também apontam outros fatores nesta análise – e isso pode trazer bastante insatisfação, que por sua vez pode levar a revoltas populares. Mudanças drásticas ocorrem da noite para o dia, a exemplo de 2016, e outros aspectos ainda sugerem que muitas decisões governamentais são ocultadas e que os verdadeiros governantes, aqueles que realmente mandam, podem também estar ocultos. Mas essa regência de Saturno NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE! Muito pelo contrário! Existem outros fatores mais gritantes e graves para se levar em conta. Como diz o título deste artigo, este é um ANO REVOLUCIONÁRIO e definitivamente, um ano Saturnino NÃO É um ano revolucionário, portanto, Urano e Plutão é que dão o tom principal deste ano, e não Saturno!

Trânsitos lentos e configurações 

Júpiter – Maria Eunice Sousa

Dos planetas lentos, o mais ativo neste ano é Júpiter. Em parte porque, obviamente, ele é o mais rápido e fará mais aspectos, mas principalmente por causa da oposição que faz a Urano e da quadratura a Plutão. Júpiter ingressou em Libra em setembro de 2016 e permanece neste signo até 10 de outubro de 2017, quando ingressa em Escorpião. Júpiter é um planeta associado com o conhecimento mais elevado, expansão, crescimento, riqueza, significado, espiritualidade e também leis, não a sua aplicação – isso é com Saturno, que aliás, está em Sagitário, regido por Júpiter – mas a feitura das leis, a busca por justiça. Em Libra, o signo da equidade, do equilíbrio, da harmonia e da conciliação, Júpiter busca crescer e se expandir através da cooperação e da diplomacia, procurando chegar à paz e à justiça para todos os lados envolvidos. Trata-se da busca pelo mútuo desenvolvimento, para mim e para você. Ele poderia ser cordato por demais, exceto pelo fato de ficar, boa parte do ano, em oposição a Urano e quadratura a Plutão, dois planetas que ainda estão em quadratura, embora não façam mais o aspecto exato. Podemos então esperar mudanças abruptas nas leis que têm a ver com riquezas, impostos, crescimento e desenvolvimento social. Não, as configurações não representam somente coisas boas, às vezes, é bem ao contrário, elas simbolizam coisas bastante desagradáveis. Além dessa configuração, que é a mais importante, Júpiter ainda fará quincunce a Quíron (fevereiro e março e depois setembro) e a Netuno (maio a julho), sextil a Saturno (agosto) e trígono a Netuno (a partir de novembro, já em Escorpião). Os aspectos tensos a Netuno e a Quíron nos alertam que nem todas as leis e alterações na legislação serão bonitinhas e agradáveis sendo, muitas delas, bastante ilusórias ou descaradamente desfavoráveis ao povo.

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Então, neste ano Júpiter sugere algumas mudanças radicais nas leis, que vêm demolir o senso de segurança e estabilidade social, ou que transformam profundamente a maneira de se governar no mundo ou a relação entre as classes dominantes e as dominadas. Algumas dessas mudanças podem ser benéficas, outras podem ser chocantemente desagradáveis – do tipo “presente de grego”. Mas esses movimentos Jupiterianos indicam principalmente a necessidade de reformarmos nossas crenças, nossa visão de mundo, a forma como encaramos e percebemos a ideia da justiça e a maneira pela qual nos expandimos.

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A oposição a Júpiter-Urano é o ápice de um ciclo de cerca de 13,8 anos que começou entre 2010 e 2011, com os dois planetas em Peixes e o ciclo desses dois planetas tem a ver com a relação entre as mudanças intelectuais e as expectativas das sociedades. Assim, essa oposição a Urano simboliza grande potencial de expansão da criatividade e da originalidade, de novos avanços tecnológicos, que ampliam a interação e a socialização entre os indivíduos – fique atento para inovações tecnológicas que transformarão os relacionamentos afetivos! É provável que seja um ano em que mais e mais relacionamentos poderão começar através das redes sociais, à distância. Júpiter em aspecto tenso a Urano também aponta para acidentes graves relacionado às grandes viagens/distâncias, como na navegação ou aviação – aliás, já vimos alguns eventos graves acontecendo de 2016 para cá.

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Já o ciclo de Júpiter-Plutão é um ciclo de cerca de 12,5 anos e fala de uma transformação profunda nas expectativas das sociedades e tem enorme influência nas questões de justiça e legislação no coletivo. A presente quadratura é minguante e vai finalizando um ciclo iniciado em dezembro de 2007, a 28° de Sagitário. Um ciclo de transformação na reformulação das leis, mas que fala também de poder imenso e grandes fortunas e é um sinônimo para as plutocracias, sistemas políticos onde o poder é exercido, necessariamente, pelos mais ricos, pela elite econômica, o que leva a grandes desigualdades sociais. Para termos ideia do que estava acontecendo entre outubro e dezembro de 2007, quando os dois planetas estavam em orbe de conjunção, foi neste período que foi descoberto o Pré-Sal, que foi “dado” recentemente ao estrangeiro, assim como será dado, provavelmente, o Aquífero Guarani – Vênus está retro na casa 12 no mapa de ingressão! Agora este ciclo está se fechando e termina de vez em 2020, quando Júpiter se juntar a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Nessa quadratura minguante entra em pauta algumas leis importantes: taxação de grandes fortunas ou aumentos de impostos para a classe média.

Veja o que Júpiter-Urano-Plutão estão “aprontando” no seu mapa natal! Agende uma consulta comigo através do e-mail: psicologica.astrologia@gmail.com

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No mapa do Brasil essa quadratura se dá entre as casas 8 (Júpiter) e 11 (Plutão) o que sugere mudanças importantes das leis que regem as finanças internacionais e investimentos de países estrangeiros. Esse aspecto pode representar mortes no judiciário, simbólica ou literalmente. Algumas mudanças nas leis podem representar aumento (Júpiter) no número de mortes (Plutão/casa 8) relacionadas às instituições públicas (casa 11) ou mudanças importantes nas leis que regem o serviço público e as instituições públicas, assim como os investimentos nessas instituições. Então, não nos enganemos! Só porque Júpiter é um planeta de boa sorte, não quer dizer que ele às vezes não represente problemas também. Até porque um mesmo aspecto pode representar tanto coisas positivas quanto negativas, dependendo do contexto e dos envolvidos. Mas podemos esperar desmantelos no poder, mais sujeiras vindo à tona acerca do Poder Judiciário, transformações no âmbito da Justiça e justiça sendo feito no âmbito do poder. E podemos dizer também: justiça seja feita, doa a quem doer! E se tem algo que se precisa em abundância nesse país é justiça e até mesmo uma transformação na Justiça e no Poder Judiciário. Contudo, a quadratura Saturno-Quíron alerta que essa justiça pode ser aplicada de forma capenga em muitas situações, podendo mesmo ser omissa! Júpiter ficará retrógrado de 06 de fevereiro a 09 de junho e por isso, a maioria dos aspectos ocorre pelo menos duas vezes – já tendo ocorrido os primeiros eventos em 2016.

Reprodução – Desconheço o Autor

E por falar em Júpiter, lembramos de Sagitário, signo regido por ele e por onde Saturno trafega atualmente, também fazendo uma revisão geral nessa área da justiça e das crenças. Saturno agora trafega o terceiro decanato de Sagitário, regido pelo Sol. É um grande alívio que já não tenhamos a quadratura Saturno-Netuno para lidar, uma configuração que simbolizou toda a depressão coletiva, a apatia, a fragmentação de muitos sonhos, a morte de muita gente no mundo das artes e entretenimento em 2016… Mas temos pela frente Saturno-Quíron, tão dolorosa e difícil quanto. Embora muitos astrólogos não utilizem Quíron em suas leituras, não há dúvidas de sua “influência” astrológica e certamente essa quadratura se fará sentir.

Daunhaus.Deviantart – Reprodução

Essa quadratura a Quíron é um espinho venenoso enfiado na carne, que infecciona e dói excruciantemente! Um aspecto bastante difícil de se lidar, porque estamos falando de dois princípios pesados, significadores de inseguranças, bloqueios, medos, incertezas, feridas, dificuldades… Numa conversa tensa e deveras conflituosa… Extremamente espinhoso. Defensivo. Desagradável. Doloroso. É preciso ter muita coragem e serenidade para olhar as profundezas da própria alma dispostos a enfrentar nossos piores pesadelos e fragilidades de cabeça erguida, com dignidade, para poder usar isso como mola de crescimento. O mais provável é que sintamos de maneira muito crua que todo esse sofrimento é inútil e sem sentido e nos sintamos amargos e cínicos, com uma sensação de futilidade a nos assombrar dia após dia. Olhamos para o nosso abismo pessoal, social e coletivo e ele olha de volta para nós, mais fundo e obscuro do que ousaríamos pensar.

Magritte – Reprodução

Uma reação possível dos mecanismos de defesa é recorrer a verdades prontas, frases feitas, crenças bonitas mas inócuas ou rígidas e excessivamente severas, para nos dar algum senso de segurança ou de sentido. Nosso alter-ego, aquele severo guardião moral que diz o que é certo e errado, aponta o dedo para o nosso lado mais frouxo e desmazelado, aquela parte de nós mais desamparada e vulnerável, que então se encolhe e se amiúda, querendo desaparecer. Desnecessário dizer o quanto isso é difícil e paralisante, além de possibilitar reações instintivas de animal ferido mortalmente que, para se defender vai revidar da pior maneira… É claro que isso é um extremo. Sempre podemos tirar proveito desses momentos de fragilidade para nos conhecer melhor, recorrer a alguma prática terapêutica, a alguém em quem se confia para propiciar um olhar externo e apaziguador de tal sofrimento. Não precisamos resvalar nos extremos! A manifestação desse aspecto é muito provável de se dar nas relações mais próximas, particularmente relações que envolvam figuras paternas ou de poder, como a relação com o próprio pai, chefes, professores, ou outros tipos de autoridades, inclusive religiosas, acadêmicas etc. É preciso compreensão, sensibilidade, compaixão e doçura para consigo mesmo e para com o outro que porventura percebamos estar lidando com esse tipo de dilema.

Salvador Dali – Reprodução

Peixes é o signo que fala da desintegração da forma e do ego. Quíron trafegando este signo nos diz que essa desintegração é dolorosa e que temos que abrir mão do anseio por redenção, porque não há redenção à vista. A quadratura de Saturno nos fala que as figuras de autoridade e poder estão feridas, vulneráveis, fracas. Essa vulnerabilidade tanto pode ser moral e psicológica, quanto física e concreta, ou seja, pode implicar reputações avariadas ou perda da saúde ou ainda morte. Ou nos sentimos órfãos porque tais autoridades são incapazes de continuar a nos dar suporte, ou porque nos desapontamos terrivelmente com elas.

Em termos mundanos, podemos bem associar essa quadratura com todas essas reformas em andamento no Brasil. Novas leis (Saturno em Sagitário) que versam sobre a saúde coletiva, aposentadoria, etc (Quíron em Peixes). E como vimos, a aprovação das tais leis não favorece nem um pouco ao povo e à maioria. É possível também vermos figuras eclesiásticas e religiosas em geral – de todas as religiões – tendo suas fraquezas e vulnerabilidades expostas, sendo julgadas socialmente, seus pés de barro esfacelando-se debaixo do seu peso de ferro e ouro… A mesma coisa se aplica a autoridades acadêmicas e altos postos universitários. A exposição dessa vulnerabilidade pode ser no sentido moral, mas também físico, ou seja, pode implicar questões de saúde ou mesmo de morte nesses meios mencionados. Se Saturno-Netuno simboliza a morte e o desaparecimento de figuras importantes nas artes em geral, Saturno-Quíron sugere a mesma coisa para figuras importantes dos meios acadêmicos, religiosos, filosóficos ou mesmo da saúde, já que Quíron também tem a ver com a cura. A implicação dos meios eclesiásticos e religiosos tem a ver com o trânsito de Saturno por Sagitário.

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Saturno faz também aspecto positivo a Urano, um trígono. Esses dois planetas em contato simbolizam a implementação das mudanças intelectuais, aquelas que são pensadas na configuração Júpiter-Urano. Este aspecto indica a possibilidade de conciliarmos o velho e o novo, a tradição com a inovação, tirando o melhor dos dois mundos. Indica que temos recursos para fazer algumas mudanças estruturais e cruciais com uma certa segurança, de forma responsável, planejadamente. É um tempo favorável para as ciências, as áreas de pesquisa e do conhecimento em geral. Novas ideias (Urano) ganham forma (Saturno), harmoniosamente. Assuntos antigos (Saturno) ressurgem com novas roupagens ou abordagens (Urano). Urano estará bastante ativado, o que sugere um ano cheio de surpresas, de eventos inesperados, reviravoltas, rebeldia, revolução e subversão. Sempre que Urano está envolvido diz-se “espere o inesperado”, o que é uma contradição em si mesmo, mas esse dizer é para enfatizar a natureza imprevisível e abrupta deste planeta. Saturno ingressa em Capricórnio em 20 de dezembro.

Veja onde acontece esse aspecto muito positivo de Saturno e Urano no seu mapa natal, agendando uma consulta comigo: psicologica.astrologia@gmail.com

Ingressão do sol em Áries – 20 de março

Ingressão do Sol para Brasília

Um dos meios mais efetivos de vermos como vai ser o ano é analisando o mapa da ingressão do sol em Áries, que se dará em 20 de março, às 07h28min no horário de Brasília e às 10h28min no horário de Lisboa. Esse mapa grita alto, altíssimo! Primeiro, o Sol está na casa 12, a casa das coisas ocultas, junto com Vênus retrógrada e Mercúrio. Isso nos diz que o poder no Brasil continuará a ser exercido de forma obscura. A casa 12 no mapa astrológico classicamente é tida como a casa dos “inimigos não declarados” – sendo o Sol a autoridade máxima e representando o presidente/chefe de estado, teremos então inimigos não declarados no poder? O inimigo comanda o show dos bastidores! Em Astrologia Mundana/Mundial essa casa é a dos movimentos subversivos, dos movimentos e eventos secretos, clandestinos, subterrâneos. E é também a casa das instituições de isolamento: hospitais, mosteiros, prisões. Considerando-se tudo o que temos visto até no que tange às rebeliões no sistema carcerário, podemos dizer que essa tendência de conflitos deve continuar ano adentro.

Ramiro Furquim – Sul 21 – reprodução

O Sol se afasta de uma quadratura a Saturno-Lua e conjunção a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. Sugere que ainda amargamos desapontamentos passados, ainda estamos a digerir muito dos recentes acontecimentos desagradáveis. O choque de realidade continua a reverberar. Sem falar que a quadratura Lua-Sol deixa claro que os interesses do governo não coincidem com os da massa – longe disso, conflitam terrivelmente. O próximo aspecto que o Sol fará é a conjunção a Vênus retrógrada. Baigeant, Campion e Harvey (1), no livro Mundane Astrology, dizem que Vênus representa a cola que mantém o povo da nação unido, as coisas prazerosas, artes, harmonia, entretenimento. “Traz a paz, embora, devido à sua natureza passional, também tem associações com a guerra”. Os Maias e os Astecas eram grandes estudiosos do ciclo de Vênus e para eles, Vênus retrógrada, como já disse em outros textos, era associada às guerras, por causa da qualidade subversiva e guerreira que Vênus adquire quando muda de direção. De diplomática e conciliadora, torna-se uma guerreira obstinada a destruir o inimigo. Assim, essa posição de Vênus Rx alerta que os conflitos civis, as revoltas populares devem ficar mais inflamadas neste ano, especialmente porque Vênus está em Áries, um signo de guerra. As pessoas em geral têm grande dificuldade de concordar entre si e o tom animoso sai das redes sociais e pode ganhar as ruas. Vênus também está associada ao arquétipo feminino e aos recursos do país, devido à regência de Touro. Os recursos do país ficam escassos, particularmente porque essa Vênus rege a casa 2 deste mapa. E na casa 12 aponta para as falcatruas e negociatas feitas por trás das costas do povo – adeus, Aquífero Guarani e tantos outros tesouros nacionais!!! E a economia, ao invés de crescer, tende à retração – portanto, o crescimento é deveras duvidoso!

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Urano está na casa 1 deste mapa, a casa que representa a nação como um todo, sua autoimagem. Urano está em quadratura a Plutão que está conjunto ao MC e ainda recebe a oposição de Júpiter no DC, que também quadra Plutão. É um ano revolucionário, não se sabe se as revoluções são para melhor ou para pior, mas a sombra coletiva desse país vai para os holofotes e muitas coisas secretas com as quais não lidamos até aqui vão para o palco central, de modo que precisamos olhar com os olhos bem abertos e transformar o que tiver que ser transformado.

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Júpiter está retrógrado na casa 7/DC e sugere esse anseio de buscarmos a ajuda de algum parceiro “benfeitor”, mas esse Júpiter está retrógrado, de modo que é provável que não consigamos e ainda sejamos objeto de ridículo. Júpiter também está destacado, visto que puxa essa mapa todo numa formação de Locomotiva – mais uma vez, a despeito de todas as vicissitudes, precisamos ter fé de que estamos mudando para melhor. Não uma fé cega ou alienada, mas uma fé clara, arguta, como mostram os aspectos a Urano e Plutão.

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Mercúrio está conjunto ao Ascendente em Áries e é instrumental na fomentação dos conflitos – alô, grande mídia! – visto que está também em oposição ampla a Júpiter e quadratura a Plutão no MC. Mercúrio rege as comunicações de todo o tipo, a educação, as mensagens do governo ao povo, os movimentos intelectuais e pensamento da nação. E este pensamento está nervoso, incendiário, disposto a demolir muitas verdades, crenças e leis inócuas, disposto a botar a boca no trombone, mas também pode estar inflexível e egocentrista. A quadratura a Plutão sugere novamente, que muitos podres virão à tona tanto no que tange aos meios políticos e econômicos (Plutão em Capricórnio), quanto aos meios judiciários e eclesiásticos (Júpiter em Libra), podendo também representar alguns incidentes diplomáticos.

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A Lua está conjunta a Saturno na casa 9, em Sagitário e repete algo parecido já apontado por Mercúrio-Júpiter-Plutão: verdades sombrias acerca dos meios religiosos e da justiça precisam ser encaradas sem escapismos. A Lua representa o povo, as massas, que neste caso estão fanáticas e apaixonadas por ideologias rígidas, moralismos vazios. Talvez essas massas exijam punição e justiça contra os desmandos, mas têm que lidar com realidades decepcionantes, já que a Lua também quadra Quíron. A casa 9 também é a casa das publicações, das instituições acadêmicas e dos sistemas das leis, de maneira que essa posição aponta para leis rígidas que repercutem negativamente nas instituições públicas e sociais (Quíron na 11), na educação, universidades e na produção das ciências. Positivamente, a conjunção Lua-Saturno sugere que o povo está mais realista, mais forte e resiliente, menos propenso a esperar por milagres.

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A Lua também é um planeta feminino e está conjunta a Saturno. Somando isso à posição de Vênus, retrógrada em Áries na casa 12, temos que este não é um ano particularmente favorável para o feminino, para as mulheres, que podem se sentir amordaçadas e cerceadas nas suas conquistas e liberdades e na forma como são tratadas pelas leis e pelos aplicadores das leis. Pode haver um recrudescimento da violência contra a mulher. Contudo, esse feminino coloca uma resistência formidável e está disposto a brigar ferrenhamente por suas bandeiras. E essa retrogradação pode significar uma reformulação, uma reavaliação de como a mulher e o feminino têm sido vestidos nos últimos tempos.

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Marte está em Touro, na casa 1, isolado, sem aspectos. Poderíamos considerar um trígono de quase 10 graus que vai receber da Lua, mas ainda é muito distante. Marte está em recepção mútua com Vênus retrógrada. Em Touro ele está mais calmo e paciente e delibera antes de entrar em ação, o que por um lado, ajuda bastante em momentos de ebulição e conflito. Entretanto, um planeta sem aspectos tende a se manifestar de forma extremista, super-compensando os momentos de pouca atividade com outros de atividade exagerada, inflexível, radical, sugerindo muitos riscos. Marte é o planeta da liberação da energia executiva, da paixão e da violência, e quando sem aspectos, sugere que essa energia é liberada de forma irregular, errática. Pode ser grosseiro, rude, truculento, particularmente em Touro e como também representa o poderio militar, essa posição inspira cuidados. Pode agir de forma a gerar divisões, violência, rebeliões (particularmente no sistema prisional, já que a regente, Vênus, está na casa 12) e tumultos na ordem social.

O único aspecto positivo nesse mapa é o trígono Saturno-Urano, que pode sim, dar alguma sustentação em momentos de caos, mas, de modo geral, esse mapa diz que esse é um ano bastante conturbado para o Brasil – e também para o mundo, de formas diferentes. É bem diferente de 2016, porque 2016 tinha aquela sensação de depressão, de desesperança, de coisas arrastadas… Já 2017 traz energia de ação, é dinâmica, embora seja conflituosa. Este é um ano de revolução –  embora, com Marte em Touro (regente de Áries, Sol, Vênus, Mercúrio e Urano), essa revolução aconteça meio a passo de tartaruga e talvez seja meio preguiçosa… meio na marra, talvez porque fiquemos com medo de perder algumas “comodidades”. Urano em Áries, contudo, sempre sugere que a mais importante revolução de todas, a principal e fundamental, é a revolução individual – é no indivíduo e a partir do indivíduo que a revolução pode realmente acontecer – principalmente porque Urano e Marte estão na casa 1.

Eclipses

O eixo nodal permanece por cerca de 19 noves numa polaridade de signos. Esse eixo ingressou na polaridade Virgem-Peixes em novembro de 2015, onde permanece até maio de 2017, quando ingressa, então, no eixo Leão-Aquário. Nos últimos dois anos tivemos eclipses acontecendo entre as polaridades de Áries-Libra e de Virgem-Peixes – leia e entenda melhor a mecânica dos eclipses. Agora os eclipses se deslocam para Leão-Aquário e mesmo os de fevereiro já ocorrem neste par de signos, porque para haver um eclipse, é preciso que Sol e Lua estejam distantes até 18 graus do eixo nodal.

Tabela de eclipses de 2017: significados e área de influência por signo. Veja o signo do seu ASCENDENTE!

Então, teremos dois eclipses lunares, os dois parciais/penumbrais, o de fevereiro visível em quase todo o Brasil e o de agosto visível na África, Ásia e Oceania – leia sobre o Eclipse Lunar em Leão de fevereiro. Já os eclipses solares serão totais, o de fevereiro sendo visível da região central ao Sul do Brasil e o de agosto sendo visível na América do Norte e parcialmente no Norte do Brasil – leia sobre o Eclipse total do Sol em Peixes de fevereiro. De modo geral, esses quatro eclipses que acontecem em 2017 aumentam a possibilidade de coisas imprevisíveis e inesperadas ocorrerem ao longo do ano, podendo se manifestar como cataclismos naturais, como terremotos e tsunamis, e também como violência social em que o indivíduo se coloca contra os grupos e o povo se volta contra governos e poderes estabelecidos – isto no Brasil e no mundo. Esses eclipses enfatizam o papel e a atuação do indivíduo na comunidade, conclamando as pessoas a serem mais participativas e a se responsabilizarem mais pelas mudanças que querem ver acontecendo na sociedade.

Você sabe onde os eclipses caem no seu mapa e o que eles acionam? E Vênus retrógrada, o que vem significar para você neste momento? Agende uma consulta e descubra: psicologica.astrologia@gmail.com

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Mercúrio ficará retrógrado quatro vezes, nos signos de Capricórnio/Sagitário (janeiro), Touro/Áries (abril a maio), Virgem/Leão (agosto a setembro) e Sagitário (dezembro). Os períodos de Mercúrio retrógrado, como sabemos, propiciam que façamos revisões importantes sobre nossas formas de pensa e nos comunicar e, considerando-se a posição de Mercúrio neste mapa, os períodos de retrogradação serão cruciais para a avaliação do quanto as revoluções são benéficas ou maléficas para o Brasil.

 

Datas de Mercúrio retrógrado:

19/12/2016 a 08/01/2017 – retrograda de 15° de Capricórnio a 28° de Sagitário

09/04 a 03/05 – retrograda de 4° de Touro a 24° Áries

13/08 a 05/09 – retrograda de 11° de Virgem a 28° de Leão

03/12 a 22/12 – retrograda de 29° a 13° de Sagitário

Arcano XIII – A Morte – Tarô de Nei Naiff

Assim, transformações profundas continuam a ocorrer nas grandes instituições econômicas, nas estruturas governamentais, nos sistemas bancários, no Poder e poderes em geral. O que não for mudado por bem, será transformado à revelia da nossa vontade na grande conjunção de Júpiter-Saturno-Plutão em 2020, um ano de grande turbulência econômica, política e social, em termos globais – nada comparado com o que estamos vendo agora. A Terra vai parar e mundo não será mais o mesmo depois de 2020!

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Em resumo, em 2017 temos a continuidade de um ciclo de mudanças iniciado lá em 2008 e que se estende até 2020, quando outros ciclos importantes começam, mudando drasticamente o cenário geopolítico mundo afora. Apesar de haver um aumento no conservadorismo, 2017 é um ano de muitas reviravoltas políticas, econômicas e sociais, assim como um ano de mudanças significativas e repentinas nas leis e no exercício dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por um lado, ainda temos muitos desapontamentos e desilusões, especialmente com autoridades e figuras públicas dos campos da política, do judiciário e das religiões. Por outro lado, o povo já não fica tão passivo, está mais resiliente e levanta resistência, usando esse desapontamento como combustível para brigar contra desmandos e injustiças e ir atrás de mudanças reais. O perigo é que aqueles que detém o poder vão tentar defendê-lo a todo custo e isso pode gerar revoltas e conflitos violentos, nas ruas e dentro de instituições, tanto no Brasil quanto no mundo.

Embora tudo isso pareça assustador, não devemos ficar assustador e com medo, porque já vivemos isso atualmente e as coisas tendem apenas a se intensificar. O movimento de transformação nos convida a permanecer conscientes e a voluntariamente contribuir e cooperar com essa transformação. E por mais que tudo pareça estar piorando, isso não é verdade. Recorro a um texto de Sathya Sai Baba para nos lembrar disso, que fala sobre esse período de transição que atravessamos:

“Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora. Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W. Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que havia no local.

A sociedade está mais iluminada. Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que leem estas afirmações as considerem loucura.

Percebem que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente? Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

A nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas, depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.

Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não veem uma doença que possa ser diagnosticada. Dirão que é causado pelo estresse. Porém isto não é real. São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora está sendo visto para ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem. Leiam um livro, meditem, reze. Não imagine que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que farão com que você perca a oportunidade de mudar sua vida.

Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade; assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.

Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.” (SATHYA SAI BABA)

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Como fica para os signos (Sol, Lua e Ascendente)?

Os signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) continuam a lidar com as transformações exigidas por Plutão (segundo decanato), são chamados a despertar radicalmente por Urano (terceiro decanato) e ainda precisam buscar equilíbrio no crescimento, conforme aponta o trânsito de Júpiter por Libra (segundo e terceiro decanatos). Assim, os signos cardinais continuam a ser desafiados de forma crítica.

Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário estavam passando por uma trégua relativa nos últimos dois anos, desde que Saturno finalmente saiu de Escorpião. Em outubro Júpiter ingressa em Escorpião, onde ficará até oito de novembro de 2018. Júpiter vai agitar e animar um bocado a vida dos signos fixos, mas para Touro, Leão e Aquário é preciso ter alguma cautela, porque Júpiter tende aos exageros. Os signos fixos também serão afetados pela migração do eixo nodal para Leão-Aquário, já que os eclipses passam a acontecer nessa polaridade de signos.

Já os signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes), são dos mais desafiados, visto que lidam com o trânsito de Saturno por Sagitário (terceiro decanato dos signos mutáveis) e de Netuno por Peixes (segundo decanato) e Quíron (terceiro decanato), também por Peixes. Os signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) tiveram que lidar com algo parecido lá pelos idos de 1999, quando Saturno trafegava Touro e Netuno passeava por Aquário. A diferença é que os signos fixos são signos de controle, e precisam abrir mão de tal controle. Os signos mutáveis, por outro lado, são signos mais fluidos e estão sendo testados e cobrados severamente no seu senso de ordem e de estrutura, no seu senso de funcionamento efetivo no mundo. Precisam fazer o exercício de abrir mão do paraíso da infância (Netuno) e encarar a realidade, se estruturando e amadurecendo mais um pouco (Saturno).

Então, 2017 nos pergunta: quais revoluções precisam acontecer na sua vida?

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Datas importantes

06 de fevereiro – Júpiter retrógrado em Libra

11 de fevereiro – Eclipse Penumbral da Lua em Leão

26 de fevereiro – Eclipse Anular do Sol em Peixes

03 de março – Júpiter Rx em oposição a Urano

04 de março – Vênus fica retrógrada a 13° de Áries

20 de março – Ingressão do Sol em Áries

30 de março – Júpiter Rx em quadratura a Plutão

06 de abril – Saturno retrógrado em Sagitário

09 de abril – Mercúrio retrógrado em Touro

15 de abril – Vênus direta em Peixes

20 de abril – Plutão retrógrado em Capricórnio

03 de maio – Mercúrio direto em Áries

17 de maio – Júpiter Rx em quincúncio a Netuno

19 de maio – Saturno Rx em trígono a Urano

09 de junho – Júpiter direto em Libra

16 de junho – Netuno retrógrado em Peixes

05 de julho – Júpiter direto em quincúncio a Netuno

03 de agosto – Urano retrógrado em Áries

4 de agosto – Júpiter direto em quadratura a Plutão

11 de agosto – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

13 de agosto – Mercúrio retrógrado em Virgem

25 de agosto – Saturno volta ao movimento direto em Sagitário

27 de de agosto – Júpiter direto em sextil a Saturno

05 de setembro Mercúrio volta ao movimento direto em Leão

27 de setembro – Júpiter em sesqui-quadratura a Netuno

28 de setembro – Júpiter em oposição a Urano

28 de setembro – Plutão volta ao movimento direto em Capricórnio

07 de outubro – Urano Rx em semi-quadratura a Netuno

10 de outubro – Júpiter ingressa em Escorpião

11 de novembro – Saturno em trígono a Urano

22 de novembro – Netuno direto em Peixes

2 de dezembro – Júpiter em Escorpião em trígono a Netuno

3 de dezembro – Mercúrio retrógrado em Sagitário

20 de dezembro – Saturno ingressa em Capricórnio

22 de dezembro – Júpiter em semi-quadratura a Saturno

23 de dezembro – Mercúrio volta ao movimento direto em Sagitário

(1) – Michael Baigent, Nicholas Campio, Charles Harvey – Mundane Astrology – Thorsons UK

Lua Nova e Eclipse Anular do Sol: É o que é e não o que você gostaria que fosse

Eclipse Solar em Virgem: o sol, a Lua Nova e o Nodo Norte em Virgem - Birth Chart Painting - Reprodução
Eclipse Solar em Virgem: o sol, a Lua Nova e o Nodo Norte em Virgem – Birth Chart Painting – Reprodução

A Lua é nova nesta quinta-feira, dia 1° de setembro às 06h03min no horário de Brasília e às 11h03min no horário de Lisboa. Esta lunação é também um Eclipse Anular ou Anelar do Sol, um eclipse que é total, mas devido ao fato de a Lua estar no seu apogeu, ou seja, no ponto mais distante da Terra, não cobre totalmente o círculo do Sol, ficando uma espécie de anel de fogo, magnífico, fascinante e ao mesmo tempo, assustador, ao redor da Lua daí o nome anelar ou anular.

Este é um eclipse bastante tenso, porque ocorre no mesmo dia em que o Sol faz quadratura exata, ou seja, ocorre em quadratura a Saturno em Sagitário e também em oposição a Netuno em Peixes, acionando mais uma vez essa configuração que tem estado ativa nos céus desde 2014. Saturno faz uma quadratura minguante a Netuno, uma quadratura que vai fechando o ciclo iniciado entre os anos de 1989 e 1990. Essa configuração simboliza um momento de grande depressão coletiva, de desalento e desânimo coletivos em relação à economia, à política às questões religiosas e espirituais; há uma sensação de grande desapontamento e desilusão no que tange a esses assuntos e esse aspecto está relacionado à depressão econômica. Também é associado a mortes nos cenários artísticos, musicais e de entretenimento em geral. Para entender melhor os significados dessa configuração, leia este texto.

Lua Nova e Eclipse Solar em Virgem - 1° de setembro de 2016, Brasília, 06h03min
Lua Nova e Eclipse Solar em Virgem – 1° de setembro de 2016, Brasília, 06h03min

Então, Lua e Sol fazem oposição a Netuno, um aspecto também bastante próximo, de pouco mais de um grau e fazem quadratura a Saturno, aspecto de menos de um grau. Como se não bastasse, Marte está envolvido na equação, tendo iniciado um novo ciclo Marte-Saturno na semana passada e ambos, Marte e Saturno são o ponto focal da configuração de Cruz T ou T-Square que nasce da oposição Lua-Sol-Netuno. Esse eclipse vem acionar grandemente os temas da configuração, como eu já disse várias vezes, uma semana antes de a última quadratura exata entre Saturno e Netuno ocorrer. A partir de outubro essa configuração vai se desfazendo e as coisas começam a ficar um pouco mais leves. No mapa do eclipse levantado para Brasília, essa grande configuração cai exatamente nos ângulos: Sol e Lua no Ascendente, Netuno no Descendente e casa 7 e Marte-Saturno caindo no IC, Saturno vindo da casa 3 e Marte já na casa 4. Há um tom básico muito claro a respeito dessa configuração: Caia na real! Os véus caem e agora finalmente podemos ver o que de fato está em jogo, agora enfrentamos nossas ilusões e fantasias tolas e vãs e não há para onde correr, ou enfrentamos e crescemos ou crescemos e enfrentamos. Há uma sensação de dor e lamentação diante de uma realidade que é muito fria e muito dura, mais do que podemos suportar, mas não tem jeito.

Por outro lado, Sol e Lua estão conjuntos ao Nodo Norte, que representa o futuro e a direção que devemos tomar. O Nodo Norte em Virgem nos diz que devemos empreender um esforço consciente para discriminar as informações, para trazer um senso de ordem ao nosso cotidiano, para darmos adeus às ilusões infantis de esperar que um salvador ou uma mãe boazinha venham tomar conta de nós e resolver nossos problemas. Sol e Lua junto ao NN nos apontam a necessidade de desenvolvermos autossuficiência, realismo, discriminação e seleção criteriosa dos fatos. Netuno está conjunto ao Nodo Sul, sugerindo esse desejo, esse anseio de salvação e de continuar vivendo no engodo, porque é mais fácil: prefiro continuar vivendo essa mentira dourada a ter que lidar com essa realidade cinzenta… prefiro não saber, prefiro continuar na névoa… Mas, sinto muito, não vai dar! Não vai dar, não! The game is over! Se insistimos em não ver, seremos patrolados pela vida, por essa realidade que está aí e a cada round a coisa se tornará mais e mais difícil, portanto, a hora de crescer é essa! Nos últimos dois anos viemos lidando com isso: com uma aterrissagem forçada na terra das duras realidades; caindo do mais alto dos céus, no mais duro dos chãos, expulsos do paraíso, sem chances de retorno, sem apelação.

Pawel Kuczynski - Reprodução
Pawel Kuczynski – Reprodução

Mercúrio, regente da Lua Nova e do eclipse, está no fim de Virgem, retrógrado, começando sua descida trimestral ao Mundo Inferior; começando sua recapitulação do processamento de informações dos últimos três meses. Mercúrio retrógrado em Virgem sugere um período em que precisamos rever nossos métodos e nossa técnica, a forma como trabalhamos e como nos comunicamos na esfera do trabalho; a maneira como organizamos nosso cotidiano e como cuidamos do corpo e da saúde; como selecionamos o que é útil e o que não é na nossa vida… Tudo isso passa por uma grande revisão e reavaliação e essa retrogradação dá ênfase ao eclipse – ou seria o eclipse que dá ênfase à retrogradação? É um caso de retroalimentação, na verdade. Porque eclipses sinalizam conclusões e encerramentos na área de vida em que ocorrem, um momento em que podemos tomar atitudes e nos liberar de atavismos e comportamentos ocos e sem sentido e se Mercúrio já está fazendo uma revisão geral sobre tudo isso, então, aproveitamos a chance! É unir a fome com a vontade de comer! Felizmente para nós Mercúrio está enquadrado neste mapa por Júpiter e Vênus, os dois queridinhos chamados de Grande Benéfico (Júpiter) e Pequena Benéfica (Vênus). Essa configuração de enquadramento em que se encontra Mercúrio talvez queira nos dizer que no fim, isso é para um Bem Maior, por mais doloroso e amargo que o remédio seja agora – Mercúrio também faz oposição a Quíron em Peixes – o resultado final é positivo, ou seja, lá na frente talvez percebamos o porquê de tudo isso, e talvez as coisas façam sentido, mesmo que isso não ocorra agora.

Visibilidade do eclipse - não será visível no Brasil, a não ser, parcialmente, em João Pessoa, segundo algumas fontes.
Visibilidade do eclipse – não será visível no Brasil, a não ser, parcialmente, em João Pessoa, segundo algumas fontes. Esta imagem é captada do site da Nasa.

Como já sabemos, eclipses não acontecem de maneira fortuita, saídos do nada. Eles pertencem a famílias, as chamadas Séries Saros e analisar a família à qual o eclipse pertence adiciona mais pistas sobre seus temas e possíveis manifestações. Este eclipse pertence à Série Saros 135 na nomenclatura da Nasa (Série Saros 19 Norte, na nomenclatura da Dra. Bernadette Brady, astróloga estudiosa de eclipses da Inglaterra). O primeiro eclipse desta série ocorreu em 5 de julho de 1331, no Polo Norte. E olha só – é por isso que eu adoro astrologia! – como as coisas se repetem: neste mapa do primeiro eclipse, Netuno está também conjunto ao Nodo Sul, só que desta vez, em Capricórnio! Há também uma T-Square Mutável que tem por base Vênus e Júpiter em oposição, desembocando em Saturno em Virgem (o eclipse desta quinta faz conjunção a este Saturno!). Saturno e Netuno estão em trígono bastante próximo e poucas semanas antes houve também uma conjunção Marte-Saturno, uma vez que Marte está em conjunção ampla, de 9 graus, e separativa a Saturno. Se consideramos Quíron em Peixes, temos formada, na verdade, uma Grande Cruz Mutável, pois Quíron está em oposição a Saturno – lembra que no mapa do eclipse atual Quíron também está proeminente recebendo a oposição de Mercúrio? – quer dizer, os temas são muito parecidos! Embora haja alguma diferença nos cenários e nos figurinos, os atores são os mesmos! A Dra. Bernadette Brady, em seu livro The Eagle and the Lark, diz que esta série de eclipses fala de “realismo, uma volta à realidade. O indivíduo se torna consciente de uma situação antiga e a percebe como ela é, ao invés de como ele/ela achava que era. Esse pode ser um momento construtivo de enfrentar a verdade”. Então, o tema principal desta família de eclipses é o enfrentamento da realidade; o fim de ilusões seguido de novos começos baseados na verdade. Situações antigas têm grande potencial de serem esclarecidas e finalizadas. E o resultado é a liberação e a leveza.

Série Saros 135 - 5 de julho de 1331, 19h45min, horário de Brasília
Série Saros 135 – 5 de julho de 1331, 19h45min, horário de Brasília

Pessoas que têm planetas ou ângulos entre os graus 4 e 14 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) sentem mais fortemente as energias deste eclipse. Vale a pena desacelerar, fazer exercícios de ancoragem e aterramento, porque em períodos de eclipses tendemos a ficar mais irritadiços, tensos e há propensão às coisas saírem do nosso controle, porque é uma energia que não se controla. No final texto geral sobre eclipses há uma parte sobre os efeitos dos eclipses nas casas do mapa natal – dê uma olhada. Além disso, você pode também verificar o que estava acontecendo na sua vida em 1° de setembro de 1997, que foi a última vez que ocorreu um eclipse no grau 9° de Virgem. Outra data que vale a pena checar é 22 de agosto de 1998, a última vez que ocorreu um eclipse da Série Saros 135, que traz esses mesmos temas de agora. Não necessariamente você precisa lembrar do que ocorreu no dia exato, mas sim no período, semanas antes e depois. Os temas certamente estão interligados.

Martin Stranka - Reprodução
Martin Stranka – Reprodução

A temporada de eclipses é aberta com este Eclipse Solar na quinta-feira e é encerrada com o Eclipse Penumbral da Lua no dia 16 de setembro, a 24° de Peixes. Durante este período de duas semanas, precisamos ser mais cautelosos porque estamos mais suscetíveis. É um tempo estranho, em que parece que transitamos entre mundos, o tempo adquire uma qualidade diferente e o ar fica mais denso. O eclipse solar nos predispõe a agir de forma mais inconsciente e instintiva, visto que é o Sol que é eclipsado e o Sol representa a consciência, enquanto a Lua é a reatividade e a instintividade. Portanto, se pudermos nos poupar de estresses e pressões desnecessários, fazemos muito bem. Precisamos fazer o que nos é requerido: encerrar o que precisa ser encerrado, enfrentar o que deve ser enfrentado. Lidar com as coisas como elas são, sem tentar encobri-las ou dourar a pílula, porque por mais tensos que estes eclipses sejam, eles trazem um momento de crescimento e maturidade no nosso processo evolutivo. “Aceita, que dói menos”, diz aquela frase e é assim que precisamos encarar este momento porque há coisas que são maiores do que nós e resistir e lutar contra elas só irá nos desgastar e convenhamos, é insanidade. Precisamos também ser humildes e lembrar que somos apenas uma gotinha no oceano que logo irá se evaporar e nem rastros deixaremos para trás… Então, percebamos tudo como um grande processo de evolução e aprendizado para nós como seres humanos, mas principalmente, percebamos que o universos é muito maior do que nós e não podemos ter a pretensão de entender o que acontece na faixa de tempo  de uma mera vida humana, quando a vida em si mesma é infinita e trata de ciclos milenares. Encarar nossa pequenez e insignificância nessa escala de coisas também é parte desse enfrentamento. E, por incrível que pareça, torna tudo mais leve. Como deve ser. Basta de adicionarmos peso extra desnecessário. Cuidemos do que os cabe, do que é da nossa alçada. Se nos responsabilizamos por nós e nossas escolhas, por sermos mais íntegros, já estamos a meio caminho andado. O resto, vamos aprendendo no que sobra do caminho! Busquemos a leveza, simplifiquemos a vida. Aceitemos essa realidade, porque só assim seremos capazes de mudá-la!

Veja o significado dos próximos eclipses por casa no Mapa Natal
Veja o significado dos próximos eclipses por casa no Mapa Natal – Clique na imagem para ampliá-la

Feliz Novo Ciclo para você! Que seja leve e que traga as liberações e amadurecimentos necessários!

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Jialu-d374z6i – Reprodução

Mercúrio Retrógrado em Virgem Tempo de Serendipidade!

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Mercúrio ficará 69 dias em Virgem, de 30 de julho a 7 de outubro, o que traz uma ênfase soberba a Mercúrio e a Virgem, visto que este signo é regido por ele. Mas a ênfase se dá também devido ao ciclo de retrogradação de Mercúrio, um dos mais longos dos últimos tempos. Mercúrio estaciona no dia 29 de agosto às 10h04min e ficará retrógrado de 30 de agosto a 22 de setembro, retrogradação que se dará entre os graus 29°01’ e 14°51’ de Virgem – já estamos na zona sombria desde o dia 10 de agosto! É, pois, chegada aquela época trimestral do ano em que olhamos para os últimos capítulos da novela que é nossa vida e checamos se está tudo em ordem, se precisamos retificar alguma coisa ou reformular outras tantas. Recapitular e, se necessário, reescrever algumas partes! E não, não precisa ser um período de dramas, perdas e caos absoluto! Pelo contrário, essa retrogradação ocorre com Mercúrio enquadrado por Júpiter e Vênus, uma condição a meu ver, bastante venturosa e auspiciosa, que nos convida a nos abrir às situações fortuitas, ao invés de temê-las. Entenda melhor a mitologia de Mercúrio e seu simbolismo na Astrologia.

Virgem é o segundo signo regido por Mercúrio. É a Terra Mutável, mais uma areia do que terra. Em Virgem a inteligência mercurial encontra um foco e um uso específico e eficiente, diferentes da expressão de Mercúrio quando em Gêmeos, o outro signo de sua regência. Em Virgem menos é mais. Minimalista, enxuto e sintético, no signo da Donzela Mercúrio estuda muito a ponto de se tornar especialista nos assuntos que lhe interessam. E em Virgem todas as ideias brilhantes nascidas em Gêmeos podem se manifestar no plano concreto, é a encarnação material da ideia abstrata, por isso ambos os signos estão em quadratura natural, porque para que a ideia saia do abstrato e vá para o concreto é necessário passar por ajustes para se adequar às limitações dos materiais, do tempo, da utilidade, da funcionalidade, da técnica.

Fernando Bergamaschi - Reprodução
Fernando Bergamaschi – Reprodução

Virgem também é o signo do trabalho, o ofício que nos permite sobreviver e nos tornar pessoas melhores na execução de uma tarefa fora de nós, que muitas vezes é uma metáfora para o trabalho interior – por isso o trabalho que desenvolvemos diz tanto sobre nós e o que somos, assim como a forma como trabalhamos também revela muito de nosso caráter, porque no fim, se fazemos o que fazemos com amor, se o ofício é executado com alma, isso também dá sentido aos nossos dias. Virgem é o ofício para o qual precisamos estudar e desenvolver uma técnica, um método, um sistema de execução e desenvolvimento; um ofício que é realizado com a eficiência e a eficácia que levam à perfeição.

River Bank of Truth
River Bank of Truth

Quando um planeta fica retrógrado, simboliza um momento em que precisamos rever nossas posições e posturas nos assuntos governados por aquele planeta, assim como a forma como nos colocamos de acordo com o signo, na área de vida representada pela casa em que tal retrogradação se dá no mapa natal. Considerando, pois, todas essas atribuições e simbolismos de Virgem, mais as atribuições de Mercúrio, vemos claramente que temos pela frente um período de revisão e reavaliação das formas como trabalhamos; de fazer uma parada estratégica para reavaliar os métodos e sistemas com que abordamos aquela área de vida em que temos o signo de Virgem. Revisar nosso ofício e nossa técnica para redefini-los e torná-los mais adequados ao nosso momento atual – vai ver nós estruturamos nossas práticas lá atrás, quando ainda estávamos começando… mas tanto tempo se passou… não é hora de rever tudo isso? Reorganizar nossos métodos e nosso pensamento; reordenar nosso cotidiano e nossos planejamentos dentro dele; reconsiderar nossos métodos de comunicação, seja falada, escrita ou mesmo não verbal; repensar nossa relação com as redes sociais e o uso que fazemos delas; reexaminar a forma como processamos e julgamos as informações e, principalmente, nosso senso crítico, análise e visão de mundo, especialmente no que tange às relações de trabalho, com o trabalho em si e com as pessoas que ele nos propicia encontrar.

Virgem também fala do cotidiano e dos rituais diários, incluindo-se aí nossa relação com o corpo e seus ritmos orgânicos. Assim, a retrogradação de Mercúrio é um chamado também a revermos essas questões: revermos nossos rituais e, se for o caso, reorganizarmos algumas coisas; reexaminar a relação com nosso corpo e seus ritmos, corrigindo o que for necessário para que tenhamos mais qualidade de vida, uma vida purificada dos excessos mentais ou dos detalhes dispensáveis; purificada, sobretudo, dos ritualismos vazios, mecânicos e sem valor nos quais talvez tenhamos resvalado sem perceber.

Classicamente os textos astrológicos atribuem atrasos e problemas às retrogradações de Mercúrio. Mas não precisa ser assim. A retrogradação é um momento em que, do nosso ponto de vista na Terra, parece que o planeta para e volta atrás – minha colega Vanessa Couto chama de Moon Walk, aquela dança popularizada pelo Michael Jackson. Assim como na dança Moonwalk, a retrogradação envolve uma certa ilusão, porque o que vemos não é o que acontece realmente. O que parece, não é. Ainda assim, do mesmo modo, nós precisamos parar e voltar sobre nossos passos na última parte do trajeto que viemos percorrendo – e é claro que nós também não vamos sair pelas ruas, literalmente, andando de ré percorrendo os caminhos todos que trilhamos nos últimos meses! E – aí sim! – se nos recusamos a seguir nossa bússola interna e fazer essa parada e esse retorno, se insistimos em manter o mesmo ritmo enlouquecedor de sempre, podemos sim, ter situações de atraso, questões delongadas, atrapalhadas, que nos tiram do eixo e nos obrigam a parar de qualquer jeito.  Já que não paramos por bem, agora paramos por mal. Portanto, o período requer que o naveguemos com paciência e tranquilidade; que sejamos flexíveis e estejamos dispostos a encarar os imprevistos com espírito de curiosidade. Mercúrio é uma criança marota e mesmo em Virgem, pode brincar um pouco, portanto, precisamos olhar para alguns reveses, atrasos, contratempos, adversidades e imprevistos com bom humor e espírito de aventura, como quando nos achamos perdido num lugar e ao invés de nos irritar, resolvemos explorar a região.

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A língua inglesa tem uma palavra que eu adoro e que tem muito da qualidade de Mercúrio retrógrado e desse espírito de situações fortuitas: SERENDIPITY. É uma palavra difícil de traduzir e até onde eu sei não há um termo exato para ela no português – já vi o anglicismo serendipidade ou serendipismo, mas não sei se são considerados formais. Significa descobertas afortunadas feitas completamente ao acaso, ou o ato ou faculdade de descobrir coisas agradáveis ao acaso, acontecimentos venturosos e totalmente inesperados. Encontrar algo bom sem estar procurando por isso – como quando a gente se perde em algum lugar e descobre algo incrível exatamente ali naqueles arredores, onde jamais teríamos ido se não tivéssemos nos perdido tolamente. Eu gosto muito dessa palavra e acho que ela tem um quê de magia. Alguns dizem que serendipidade é Deus agindo anonimamente e eu acho que está correto, nem que seja o Deus Mercúrio aprontando das suas! – aliás, muitas descobertas científicas são atribuídas à serendipidade e há uma série da BBC que trata exatamente disso: The Serendipity of Science! Para você ter ideia, veja este texto e este, que falam de descobertas que ocorreram totalmente por acaso – Pasme! Até aquela famosa pílula azul foi descoberta assim!

touch of Lavender - Reprodução
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A meu ver, quando Mercúrio está retrógrado, precisamos nos sintonizar com essa faculdade de descobrir coisas boas que não estavam nos nossos planos bem desenhados e creio que isso tem muito a ver com nossa vibração e a maneira com que reagimos à descoberta de que algo saiu do plano original e vamos ter que improvisar. Traquinas do jeito que Mercúrio é, acho que ele tende a ser mais gentil e favorável se nos dispusermos a entrar na brincadeira com ele, estando abertos e dispostos a ser surpreendidos – isso se aplica particularmente a esse ciclo de retrogradação atual, que começa em conjunção a Júpiter e a Vênus e termina em trígono exato a Plutão – oportunidades poderosas de encontrar a sorte ao dobrar da esquina! Claro, isso pode ser um pouco complicado para Virgem, um signo que gosta muito de controle, de planos e esquemas milimetricamente formulados… Mas este é exatamente o grande desafio dessa retrogradação: abrir mão, temporariamente, dos planos milimetricamente elaborados. Mesmo que tudo pareça voar em tornar de nós, num caos impensável, perceber que, quando tudo voltar ao seu lugar, talvez tenhamos um senso de ordem mais criativo, menos rígido, menos rigoroso e insosso e mais cheio de vida e alma! Isso vale particularmente para pessoas fortemente Virginianas, mesmo que o Sol não esteja neste signo! Permitir-se ficar sem planos provisoriamente e, no meio tempo, repensar os métodos e planos usuais de se fazer as coisas.

Eliana Esquivel - Reprodução
Eliana Esquivel – Reprodução

Como Virgem é também um signo extremamente crítico, criterioso e detalhista, Mercúrio ficando retrógrado aqui sugere um período em que ficamos, talvez, ainda mais meticulosos, o que pode ser extremamente proveitoso e rico para certos tipos de atividades. Donna Cunningham, astróloga americana, sugere que façamos exatamente isso, que usemos este período para nos engajar em projetos que exijam o apuro da nossa crítica e o rigor da nossa análise. Por exemplo, supondo que você seja escritor, acadêmico, jornalista, pesquisador, etc… este seria um ótimo momento para revisar todos os manuscritos, os apontamentos, as informações coletadas, os dados levantados, etc. Qualquer que seja a nossa ocupação, podemos, sim, encontrar algo em que podemos aplicar essa energia de revisão e reavaliação – pode ser exatamente aquilo que está naquela gaveta há meses! Ou a bagunça aparente daquela caixa!

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Por fim, normalmente se aconselha também que não se assine contratos e se tenha cuidado na lida com papéis em geral. Sim, de fato, nossa mente não está funcionando no modo normal, então, no mínimo, precisamos levar em conta que detalhes importantes talvez sejam ignorados – lembra que na retrogradação existe uma ilusão e o que parece, não necessariamente, é? – e é por isso que é melhor checar tudo duplamente e adiar, quando possível, aquelas assinaturas de documentos delicados… Mas, já que a retrogradação traz para a pauta do dia o prefixo RE, podemos também incluir uma cláusula nos contratos e documentos – naqueles em que temos poder para tal, pelo menos – de que aquele contrato sofrerá uma REvisão dali a “x” meses. Claro, precisamos lembrar que Mercúrio é um deus ambíguo, então, a revisão pode favorecer tanto a nós quanto à outra parte – mas isso não é necessariamente um problema, certo? visto que talvez a coisa fique até mais justa! O que eu quero dizer é que Hermes-Mercúrio é um deus escorregadio que não oferece certezas, mas ainda assim, promete grandes aventuras, se apenas estivermos abertos!

Então, abra-se a uma nova temporada de serendipidade e antes de reclamar de um atraso ou imprevisto, lembre-se de que pode ser a vida – e Mercúrio – chamando-o a rever seus conceitos, métodos, fórmulas e certezas! E claro, ache um projeto ou ideia que esteja precisando ser revisado e revisitado e… mãos à obra!

Nota: em termos práticos, não acho que Mercúrio seja responsável por todo o drama e caos atribuído à sua retrogradação, até porque, atrasos e desastres também acontecem quando Mercúrio NÃO está retrógrado, assim como computadores estragam e redes de informações entram em pane – não, nem tudo é “culpa” de Mercúrio retrógrado! Geralmente há outras coisas ocorrendo envolvendo outros planetas como Netuno e Urano, por exemplo. Para quem quer se prevenir, vale a pena fazer back-up nos computadores e aparelhos de tecnologia; revisar planos, projetos, apresentações; checar bagagens e documentos de viagem duplamente e, claro, se é realmente importante, saia de casa mais cedo!

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A Semana Astrológica – Você é grafite ou diamante?

 Halawa heights, Hawaii - Desconheço o autor - Reprodução
Halawa heights, Hawaii – Desconheço o autor – Reprodução

Semana de 22 a 28 de agosto – Semana de alta pressão e extraordinária tensão, mas também de formidáveis oportunidades de sincronizarmos nosso tempo pessoal com o universal. O período é propício a análises, avaliações, encerramentos, descartes e limpezas físicas e energéticas e de visualização do futuro.

Jules Breton - Reprodução
Jules Breton – Reprodução

Movimentos importantes ocorrem nestes dias. O primeiro deles é a ingressão do Sol em Virgem na segunda-feira, inaugurando o período de sermos mais precisos, acurados, de refinarmos nossa técnica e método; de purificarmos nossos propósitos, de modo que reflitam os anseios mais profundos de nossa alma. Tempo também de trabalhar a integridade interior, o senso de inteireza e de autossuficiência. Virgem é o signo do trabalho, do ofício que nos permite não só ganhar a sobrevivência, mas colocar nossos dons a serviço do outro, a serviço do todo. Mas o trabalho, quando não tem esse sentido do sacrifício, ou ofício tornado sagrado, pode se tornar escravidão ou sacrifício involuntário e doloroso. Virgem sabe bem o que é usar o trabalho para fugir de questões cruciais, para fugir de si mesmo e dos próprios dilemas. Parece que Nietzche falava diretamente a essa Virgem negativa quando disse “todos vós, que amais o trabalho desenfreado, o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois” – Nietzche, em Assim falou Zaratustra.

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Jules Breton – Reprodução

O trabalho enobrece o homem, diz aquele antigo provérbio, mas nobre também é a desculpa do trabalho, quando o usamos para mascarar nossos problemas familiares, emocionais, quando o usamos para nos defender do mundo. E numa semana em que temos toda essa energia Virginiana ativada (Sol, Vênus, Mercúrio, Júpiter), somada à conjunção Marte-Saturno em Sagitário, vale também lembrar Fernando Pessoa: “não é o trabalho, mas o saber trabalhar, que é o segredo do êxito no trabalho. Saber trabalhar quer dizer: não fazer um esforço inútil, persistir no esforço até ao fim e saber reconstruir uma orientação quando se verificou que ela era, ou se tornou, errada”. É isso ou podemos nos encontrar frustrados e doentes em algum momento, por não saber discernir entre o trabalho que liberta e aquele que escraviza, entre a hora de esperar, a hora de desistir e a hora de continuar.

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Jules Breton – Reprodução

Temos atualmente Sol, Vênus, Mercúrio, Júpiter em Virgem; Plutão em Capricórnio; e ainda a Lua trafegando Touro por cerca de três dias – ou seja, uma quantidade massiva de Terra ativada nos céus, incitando-nos a sermos práticos, a buscar e focar na segurança, nas coisas palpáveis, no que podemos ver e tocar. Estabilidade e previsibilidade tornam-se coisas de suma importância e isso pode nos levar ao comportamento de retranca, em que evitamos a mudança por medo de comprometer a estabilidade, pelo mero medo de mudar. Também há pouca energia cardinal e fixa, sendo preponderante a energia mutável, o que pode nos deixar dispersos, ocupados com coisas menores, com detalhes, perdendo a perspectiva maior das coisas. Ou, podemos simplesmente procrastinar e enrolar e nisso perdemos um tempo precioso. Portanto, precisamos ficar vigilantes quanto às nossas justificativas para fazer – ou não fazer – o que fazemos. O tempo é precioso e o elemento Terra sabe disso, mas nesta semana pode se perder nos detalhes – não podemos nos dar a esse luxo, porque a determinação a que podemos recorrer precisa e deve ser usada para coisas maiores, sob pena de nos desgastarmos e perdermos o fio da nossa meada.  Além da forte energia de Terra ativada nos céus, não há nada nos signos de Ar, a não ser quando a Lua trafegar o signo de Gêmeos (quarta a sexta). Se, por um lado isso traz pragmatismo, senso acurado de realismo, pé no chão como já enfatizamos acima, por outro, adiciona peso e talvez pessimismo, principalmente por causa dos aspectos que os planetas Virginianos fazem a Saturno e a Netuno. Portanto, precisamos vigiar as lentes através das quais olhamos para a vida, para que não sejam sombrias demais e nem sejam um caleidoscópio desvairado que perturba o julgamento apropriado das coisas.

conflito internoMarte faz conjunção a Saturno em Sagitário (aspecto partil na quarta-feira) e quadratura a Netuno em Peixes (aspecto exato na sexta), enfatizando o fechamento dessa configuração, que se dará daqui a algumas semanas e precedendo a segunda temporada de eclipses do ano. Marte simboliza nossa vontade, a força realizadora individual, nossas ambições pessoais e o princípio de auto-afirmação, da agressividade no seu sentido mais neutro, da agressividade necessária à sobrevivência. Quando em contato com dois planetas tão contraditórios entre si, representa um tempo em que nós nos percebemos muito contraditórios em nossos desejos, vontade e no nosso modus operandi: “Quero, mas não quero… Será que quero? Talvez não queira… Quero, com toda a força de cada gota do sangue que circula em minhas veias… ah! Mas será que vale a pena, será que consigo?” Esse diálogo interno segue, ora nos enchendo de resiliência, ora minando a autoconfiança e se não estamos perfeitamente cientes dos nossos processos internos, de toda essa oscilação, temos a sensação de que é o mundo que nos bloqueia e obstrui. No meio disso tudo, a consciência precisa discernir e identificar o essencial: há um tempo para tudo. Qual é o meu tempo? Será que ele está alinhado com o tempo da vida e do universo? Como transferir um ideal etéreo, excelso e intangível para o plano do tangível-temporal? Pode ser muito frustrante lidar com as limitações que o real impõe aos nossos anseios pelo sublime… Mas a nossa tarefa é achar meios de conciliá-los.

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Marte, ao fazer contato com essa quadratura Saturno-Netuno, e que estão num embate colossal atualmente, representado pela quadratura cíclica minguante Saturno-Netuno, traz para o plano pessoal e individual os efeitos dessa configuração, tornando a sensação de desamparo e desilusão lancinantes em alguns momentos; a sensação do peso do mundo a nos alquebrar e esmagar. Mas também significa que temos o compromisso pessoal e intransferível de tentar mudar aquilo que nos desilude e abate tanto, seja em nós mesmos e no mundo ao nosso redor. Se identificamos que estamos muito infelizes na situação em que nos encontramos, temos que fazer algo para mudar, ao invés de reclamar. Se nos vemos impossibilitados de mudar a situação, mudamos a nós mesmos, à nossa postura e atitude, ou a forma como enxergamos a situação toda. É isso que Urano nos responde ao ser cutucado por Marte através dessa sesqui-quadratura: a verdadeira reforma acontece de dentro para fora e é centrada no indivíduo! Claro, podemos nos fazer de sonsos e simplesmente continuar a reclamar, até que a bomba caia na nossa cabeça – quem sabe assim a gente acorda!

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Com essa configuração Marte-Saturno-Netuno ficando exata por toda a semana, sentimos dificuldade de expressar nossa energia e vontade de forma satisfatória, porque parece que sempre há algo a nos bloquear e impedir. Queremos avançar e realizar, mas lidamos com toda a sorte de coisas nos segurando e atrasando. Obviamente isso dá nos nervos e gera muita irritação, intolerância, frustração, impaciência azedando o humor e deixando-nos predispostos a embates e a rebater as menores bobagens com grande agressividade, especialmente porque Marte está, atualmente, Fora de Limites por declinação, ou seja, está mais selvagem e descontrolado do que nunca, demandando ainda mais cabeça fria da nossa parte. Só que essa besta selvagem, ao pular os muros da prisão que o cerceava, descobre lá fora um domador intransigente – o que é mais forte, a besta selvagem ou o domador? Nessa briga, Saturno sempre leva a melhor, é questão de hierarquia e o fato de Marte estar Fora de Limites apenas adiciona mais tensão, portanto, cautela para não sair batendo a cabeça nas paredes por aí! Marte-Saturno é um contato que sugere tamanha frustração, que sentimos o impulso de bater a cabeça na parede. Outra analogia geralmente utilizada para este contato é a sensação de se dirigir com o freio de mão puxado. Marte em contato tenso com Saturno também aponta para o perigo de acidentes, especialmente aqueles causados por falta de atenção e de irritação e frustração. A propensão a discussões e agressividade também fica bastante acentuada, portanto, é preciso cautela em tudo o que fazemos, principalmente no trânsito. Atividades físicas que não envolvam grandes riscos podem funcionar como escape para toda essa energia represada. Pessoas hipertensas ou que têm problemas cardíacos também precisam ficar atentas à sua medicação, porque Marte rege o sangue e Saturno tende a enrijecer e comprimir as artérias.

Lissy Elle Larichia - Reprodução
Lissy Elle Larichia – Reprodução

A adição de Netuno piora um pouco o quadro. Mas Marte-Saturno também traz as qualidades da determinação, da persistência e da resiliência, somadas à disciplina e ao esforço concentrado e estratégico e o que nós precisamos fazer é ficar atentos a nós mesmos para nos afinarmos com a expressão mais elevada dessas influências. Para isso, precisamos olhar para dentro e ver qual é a ferida aberta da vez e, se estivermos afinados, perceberemos que não é o mundo que nos bloqueia, mas a nossa própria insegurança e ambivalência que invoca as obstruções externas; visto de outra forma, talvez estejamos fora de sincronia com o tempo certo das coisas e a vida vem e nos diz: “Calma! É devagar que as coisas vão dando certo. Confie em mim, no meu tempo e jeito é melhor!” Assim, precisamos lidar e sanar essas frustrações, ao invés de culpar os outros por nossos próprios dissabores; sintonizar com nossas maiores ambições e insistir nelas, aguardando o tempo certo de agir; todas as travas e obstáculos servirão para forjar nossa vontade. Os atrasos e barreiras aparentes oferecem oportunidade de nos organizarmos melhor, de trabalharmos com mais disciplina, sem deixar espaço para equívocos – dessa forma, o sucesso será garantido, a despeito dos embaraços e obstruções.

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Como que para equilibrar toda essa frustração, temos Júpiter também super ativado nos céus da semana. Prestes a deixar o signo de Virgem (ingressa em Libra no dia nove de setembro), Júpiter recebe as conjunções de Vênus e Mercúrio – três vezes, no caso de Mercúrio, devido à retrogradação. Esses movimentos vêm nos estimular e animar a seguir em frente, a despeito de todas as dificuldades, obstáculos e frustrações e da aridez do ambiente em que nos encontramos. É como o papai acenando de braços abertos lá na frente para a criancinha que está aprendendo a andar e sai trôpega, cai aqui, cai acolá, feliz, ansiosa, amedrontada, mas insistindo, porque afinal, tem um prêmio ali na frente: o papai a me aplaudir e a euforia gerada pelo próprio senso de realização e conquista que esses pequenos passos significam. Então, Júpiter vem equilibrar o pessimismo e a descrença. A oposição a Quíron sugere que temos que lidar com limitações incontornáveis, que desafiam essa fé, mas ainda assim, não precisamos ficar amargos e azedos; antes, nos humanizamos e atribuímos significado a essas limitações, que no fundo, também são parte daquilo que somos, são parte dos aprendizados que viemos vivenciar nesta dimensão e nesta vida que nos foi dada.

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Jason Levesque – Reprodução

Vênus, que é extremamente reservada e seletiva em Virgem, torna-se mais leve e espontânea nesse contato com Júpiter. Contudo, Vênus também faz quincunce a Urano em Áries e oposição a Quíron em Peixes. Esses contatos sugerem um período em que nos percebemos mais generosos e magnânimos nas nossas relações, mas há um tom agridoce colorindo os afetos: apesar de toda a minha generosidade, eu ainda preciso lidar com as fragilidades e imperfeições do outro diante de mim e isso é doloroso duplamente, porque me lembra da minha limitação na ajuda que ofereço – eu não posso ajudar quem não quer ser ajudado – e me lembra também das minhas próprias limitações e fragilidades. A autoestima fica comprometida porque temos afloradas algumas inseguranças antigas e a dúvida primal que nos faz questionar se somos dignos de ser amados a despeito desse nosso lado torto e sem conserto. Se não conseguimos entrar em contato com nossa própria dor e inadequação, atraímos pessoas que parecem frágeis e quebradiças, que precisam ser resgatadas e nós imediatamente assumimos o encargo de resgatar e curar essa alma ferida, às vezes sem perguntar se ela quer ser resgatada. Já sabemos o desfecho possível desse enredo: tentamos impor ao outro nossos métodos de salvação, com a melhor das intenções; apaixonamo-nos pela possibilidade do resgate e do que isso fará por nós e talvez nos desapontemos quando o outro se recusar a ser resgatado, ou até mesmo, quando o outro se negar a admitir que tem um problema e precisa de ajuda. Podemos magoar e ser magoados dolorosamente, quando só queríamos cuidar. A regra de ouro da ajuda é respeitar a vontade e o limite do outro, confirmar se ele quer nossa atenção e amparo – só assim nossos préstimos poderão ser salutares e curadores, do contrário, só criaremos mágoas, para nós e para os outros. Aceitar nossos limites se faz mais que necessário nesta semana. Muitas vezes, achar alguém que parece mais frágil do que nós nos faz sentir fortes e, se de fato precisamos ser gratos pelos privilégios que temos, há que se vigiar o investimento que se faz na relação de poder que se estabelece entre o aparentemente fraco e o pretensamente forte. Quem ajuda quem? Quem precisa ser resgatado, realmente?

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A semana começa com a Lua ainda na fase Cheia/Disseminadora em Áries, mas ficando Minguante na quinta-feira em Gêmeos, o que sinaliza um  período de finalizações e revisões do que foi realizado no período e também do quanto nos perdemos nos meandros das muitas ideias e detalhes que povoam nossa mente. A Lua encerra o período ficando Balsâmica em Câncer, no domingo. Na sua jornada cíclica, ela se relaciona com todos os demais corpos celestes, seja de forma sensível, harmoniosa, conciliadora, cooperativa ou de maneira desastrada, zangada, manipuladora, beligerante, incoerente, frustrada… Refletindo a gangorra dos nossos sentimentos e emoções. Nota: Ainda é possível ver o alinhamento planetário após o por do Sol: Vênus, Júpiter, Mercúrio bem próximos e logo acima, mais no alto do céu, Marte e Saturno. Vale a pena olhar o céu da boca da noite por estes dias!

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SEGUNDA-FEIRA, 22 de agosto – O Sol ingressa em Virgem hoje, às 13h31min. A Lua Ariana fez conjunção a Urano, quincunces a Vênus, Júpiter e Mercúrio em Virgem. Ficou vazia às 8h50min e ingressa em Touro somente às 18h20min, de onde fará trígono ao Sol já em Virgem. Mercúrio está em conjunção plena a Júpiter hoje. Embora haja grande impulso para a ação e a iniciativa, o dia está mais propício a dar cabo às coisas inacabadas que a energia Ariana deixou por finalizar na sua pressa e impaciência. A Lua fica vazia por todo o dia, sugerindo que peguemos leve com os “que fazer”, porque não há objetividade suficiente para começarmos coisas ou irmos atrás de resoluções e definições, principalmente porque não há nenhum planeta em Ar no dia de hoje. Se insistimos, podemos apenas nos irritar e nos deparar com situações inesperadas que talvez nos façam perder tempo e recursos e percebemos que erramos na decisão e na medida das coisas, de modo que somos obrigados a prender do jeito mais difícil. Com essa tripla conjunção Vênus-Mercúrio-Júpiter em Virgem, fazemos melhor se tiramos o dia para vivenciar o amor pelo conhecimento de alguma forma, que pode expandir as fronteiras da nossa mente e também nossas perspectivas. Podemos também colocar algumas ideias e planos no papel para que possamos elaborá-las melhor, analisando seus aspectos mais positivos e luminosos e também suas inadequações, percebendo que as inadequações das ideias não são necessariamente inadequações nossas, portanto, não precisamos ficar inseguros e defensivos.

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Photobox – Reprodução

TERÇA-FEIRA, 23 de setembro – A Lua está em Touro e faz sesqui-quadratura a Vênus, sextil a Netuno e quincunces a Marte e Saturno, que estão em conjunção quase exata, em Sagitário. A Lua ainda faz sesqui-quadratura a Mercúrio e Júpiter e depois forma um Grande Trígono de Terra com Vênus e Plutão. Mercúrio já está bem desacelerado e prepara-se para sua retrogradação, que começa na semana que vem. Vênus está próxima da oposição exata a Quíron. O dia se desenrola então, com um vagar e uma preguiça paralisantes, e que, se não percebermos a tempo, podem nos cobrar um preço alto depois. Ao mesmo tempo que temos um grande impulso de realização, o impulso igualmente forte pela inercia de faz presente, de modo que é necessário muito força de vontade para irmos a campo, para entrar em ação. Somado ao excesso de cautela e à hesitação, podemos perder oportunidades, porque não levantamos a tempo ou porque não nos esforçamos o suficiente… E o pior: nosso lapso gera uma grande irritação, culpa e auto-rejeição, de modo que podemos ficar de maus bofes pela falta de gerenciamento do tempo e dos recursos. O fim do dia traz maior possibilidade de mudarmos a vibração e nos afinarmos com o que precisa ser modificado, de modo que nos engajamos com as atividades com maior disposição e determinação. É preciso vigilância, ou viramos pedra de sal!

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QUARTA-FEIRA, 24 de agosto – Marte faz a conjunção partil a Saturno, culminado uma tensão que vem se acumulando há várias semanas. Vênus está em oposição, também partil, a Quíron em Peixes. A Lua Taurina faz sextil a Quíron e trígono a Vênus, Júpiter e Mercúrio em Virgem, ficando vazia às 16h38min, depois do contato a Mercúrio. Ingressa em Gêmeos às 20h40min. Toda a Terra ativada vem nos dar suporte e ancoragem no dia de hoje, de modo que conseguimos contenção e firmeza para lidar com os desafios vários que o dia e o período nos trazem: insegurança, medo, fragilidade, somados a grande tensão, pressão elevadíssima e muita frustração – até em termos literais a Terra pode nos ajudar: se sentirmos que estamos prestes a explodir ou implodir sob toda a pressão, uma caminhada de pés descalços pela terra pode deveras nos ajudar! O dia traz a chance de observarmos nossas frustrações bem de perto e de percebermos quais são os gatilhos que acionam nossa ira e cólera. A forte energia corre por nossas veias feito lava incandescente de vulcão, mas tanta cólera pode ser usada e canalizada para fins benéficos, se conseguirmos parar na fração de segundos que precede a grande explosão, mobilizando a mesma energia de forma estratégica e astuta, ao invés de ficar à mercê dela e da nossa raiva infantil e destrutiva.

Almagnus - Reprodução
Almagnus – Reprodução

Como não há nenhuma Ar ativado, não há objetividade, clareza ou distanciamento e levamos tudo para o pessoal, enfurecendo-nos mais facilmente, assim, é essencial respirar, e respirar, e respirar de novo, profunda e pausadamente. A respiração oxigena o sangue e os glóbulos vermelhos e, consequentemente, todo o organismo, procedendo com a limpeza do gás carbônico que envenena o corpo e a mente, além de propiciar esse distanciamento e reflexão mínimos antes da ação. Por falar em carbono, este elemento origina dois minerais muito diferentes, tanto em uso quanto em valor: o grafite e o diamante. A diferença fundamental entre o grafite e o diamante está diretamente ligada à pressão e ao calor a que os minerais foram expostos. O diamante se forma em condições de de altíssima pressão e calor, a partir do magma no interior da Terra: camadas e camadas de magma depositadas umas sobre as outras ao longo de séculos e milênios, que resultam nessa pedra preciosíssima, símbolo de resistência, beleza e luxo. No diamante, os átomos são extremamente condensados, no grafite eles são frouxos, já que foram expostos a muito menos pressão e calor. Assim é Marte quando misturado a Saturno e a Netuno: podemos virar grafite, que tem suas qualidades e usos ou podemos virar diamante, que tem outras qualidades, além de valor mais elevado – tudo depende de quanta pressão nós aguentamos. Então, quando pensarmos em toda a pressão e tensão que estamos experienciando e aguentando, em lugar de reclamar, lembremos que estamos expostos a uma pressão que pode nos tornar diamantes: pedras preciosas, resistentes, de valor inestimável. Tornar a dificuldade em aprendizado, tornar a fragilidade em fortaleza: burilemos o diamante que somos nós! Conseguimos aguentar a pressão sem sucumbir a ela?

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QUINTA-FEIRA, 25 de agosto – A Lua Geminiana fica minguante ao fazer quadratura ao Sol Virginiano. Mas, uma vez que o Sol já está em orbe de oposição a Netuno e de quadratura a Marte-Saturno, temos formada uma ampla Grande Cruz Mutável, pois Dona Lua se opõe quadra Netuno e se opõe a Marte-Saturno. A Lua ainda faz quincunce a Plutão e Vênus faz outro quincunce a Urano, enquanto ainda se afasta da oposição a Quíron. Marte está a menos de um grau da quadratura a Netuno. A Lua vem adicionar mais turbulência à tempestade Marte-Saturno, criando um circuito fechado, sem saída, em que ou lidamos ou lidamos com qualquer que seja a crise em que nos percebemos. É um beco sem saída e só nos resta enfrentar aquilo que nos amedronta – a parte boa é que podemos descobrir que nossos medos faziam o bicho parecer maior e mais feio do que de fato é! O dia traz, pois, grande conflito entre nossa natureza interna e as necessidades emocionais, de modo que temos dificuldade em expressar o que realmente queremos, porque nem nós temos clareza disso. Como se não bastasse, sentimo-nos abandonados, negligenciados e isolados, o que resulta num humor depressivo, que oscila vertiginosamente na tentativa de provar a nós mesmos que estamos bem – montanha russa é pouco para descrever tantos altos e baixos.

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As interações estão contaminadas de insegurança, equívocos, confusões, irritação, defensividade, senso de menos-valia, verborragias e ansiedade – receita de desastre! Assim, antes de sairmos para o mundo, hoje faz-se mais que essencial termos clareza de quem somos e do queremos, além das possíveis ambiguidades inerentes a isso; termos ciência de nossas dificuldades e inseguranças, para não imputá-las aos outros; acharmos nosso centro; para não ficarmos paralisados nas encruzilhadas e armadilhas mentais que dispersam energia e tempo. Também precisamos checar nossas sensibilidades, para que elas estejam a nosso favor, e não contra nós. É difícil, mas é possível e a respiração adequada ajuda a manter um mínimo de salubridade mental e emocional e nos auxilia, de modo que não espiralamos no caos, especialmente quando nos deparamos com toda a sorte de imprevistos que nos tiram do eixo ainda mais. Manter as coisas em perspectivas também é fundamental: perceber a transitoriedade da vida e das coisas faz com que percebamos o que é essencial e o que é supérfluo. A Lua ficando minguante na quadratura Gêmeos-Virgem oferece a chance de nos livrarmos do excesso de pensamentos, opiniões e conceitos que assoberbam e atrapalham nossa realização; como anda nossa comunicação, nossos estudos e a forma como mudamos nossos conceitos; ajuda na filtragem que separa a borra do líquido precioso; o detrito inútil, da quintessência primordial. Livremo-nos dos excessos mentais, dos detalhes insignificantes e fiquemos com a substância nuclear – o que é isso? Só você pode saber!

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SEXTA-FEIRA, 26 de agosto – Marte finaliza sua Via Sacra hoje ao fazer a famigerada quadratura a Netuno, exata hoje, que tanto tem doído e frustrado nossos desejos. A Lua está minguante em Gêmeos e faz quadratura a Vênus, Júpiter e Mercúrio em Virgem e a Quíron em Peixes, formando uma Cruz T bem chatinha e difícil de lidar. A única ajuda vem um tímido sextil a Urano, que realmente não é páreo para tanto caos. A Lua fica vazia às 21h32min, depois da quadratura a Mercúrio. Excessos mentais, verbais e emocionais tornam o dia um turbilhão, um furacão. Temos pouca qualidade cardinal e nada em signos fixos, quase tudo é mutável, então, estamos soltos, largados, sem nada onde nos agarrar, a não ser nossa própria substância e sanidade, que é posta à prova repetidamente. Cabeça, corpo e coração estão em descompasso e isso nos torna super indecisos sobre os rumos a tomar; os afetos também oscilam, trazendo mais discrepâncias; estamos mais que suscetíveis emocionalmente, reagindo desmesuradamente à menor brincadeira, porque nos sentimos incompreendidos e rechaçados. Nesse cenário, o caminho de menor resistência, o mais tentador, é simplesmente não fazer nada e tentar enfiar a cabeça na areia para fugir do mundo, tal é o desânimo e a confusão. Contudo, se por um lado poderia ser aconselhável esperar o turbilhão passar, por outro, nem sempre podemos nos dar a tal luxo e temos que resolver as coisas na hora.

Mihai Christe - reprodução
Mihai Christe – reprodução

Antes de tudo, uma dose enorme de humildade para percebermos que não damos conta de tudo e que nosso desejo de onipotência é apenas fuga da insegurança colossal que nos acomete. Segundo, eleger nossas prioridades, buscar a conciliação nos conflitos internos e externos, até que possamos nos elevar acima do caos aparente e da dor aguda emocional. O tempo todo respirando de forma consciente, contendo a defensividade, mantendo em cheque a reatividade e buscando nos afinar com a sensibilidade que aproxima ao invés de afastar; com a compaixão e solidariedade que nos fazem ver que estamos todos no mesmo barco, então, o outro já não é um inimigo, mas um parceiro; e ainda, com a grande imaginação que, em lugar de devaneios irrealizáveis, pode fornecer as chaves não óbvias que finalmente abrem a porta que esteve o tempo todo ali, mas que não víamos, porque estávamos perdidos demais olhando para nosso próprio umbigo e pequenos problemas. Se nada disso funcionar, ainda vale lembrar: isso também vai passar!

Brooke Shaden Photography - Reprodução
Brooke Shaden Photography – Reprodução

SÁBADO, 27 de agosto – A Lua ingressa em Câncer, seu domicílio, à 00h07min, de onde se afina com o Sol em Virgem. Depois disso a Lua entra numa sensível e amorosa sincronia com Netuno em Peixes, mas cutuca, irritantemente, a Marte e a Saturno em Sagitário. Fecha a noite em oposição não exata a Plutão em Capricórnio. Vênus faz conjunção plena a Júpiter. Aos poucos vamos conseguindo assimilar e processar as crises que experimentamos nos últimos dias, ganhando acesso a um maior entendimento de nós mesmos e de nossas emoções. Hoje elas parecem fazer mais sentido e talvez nos perguntemos porque agimos como agimos. Mas, como diz o ditado, não adianta chorar sobre o leite derramado! O que nos resta agora é limpar o fogão e procurar outro leite ou substituto que o valha! Assim, o dia traz uma vibração sensível e delicada, que expõe a vulnerabilidade emocional, ao mesmo tempo em que nos permite digerir o turbilhão da semana. Mesmo assim, ou, talvez exatamente por isso, há que se ter cautela porque ainda há muita tensão e irritabilidade que se prolonga na atmosfera, deixando-nos predispostos a alguns rompantes que ocorrem repentina e inesperadamente, deixando o clima carregado e turvo. É necessário nos acalmarmos e desacelerarmos a mente e o coração, para que possamos nos sintonizar com a intuição mais acurada, permitindo que a cura interna possa se dar. Resguardo e solitude podem ser profundamente curadores e regeneradores, assim como aquela comidinha que traz conforto e que aquece o coração. Fica a dica!

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DOMINGO, 28 de agosto – A Lua Canceriana e Minguante faz oposição a Plutão em Capricórnio e semi-quadratura ao Sol em Virgem, entrando na fase Balsâmica. A Lua faz ainda sesqui-quadraturas a Marte e Saturno e também a Netuno, virando foco de um Martelo de Thor por várias horas. Faz trígono a Quíron e quadratura a Urano, fechando a noite em sextil a Júpiter, Vênus e Mercúrio em Virgem. O dia traz uma atmosfera tensa e dramática e, embora sejam de natureza diferente, traz também novas crises e conflitos, com os quais precisamos lidar. Sentimo-nos ameaçados por nossas próprias emoções contraditórias e, se inconscientes por demais, podemos projetá-las sobre os outros das nossas relações, antecipando abandono, rejeição e ódio, que nada mais são do que reflexo do que sentimos em relação a nós mesmos. Isso nos faz agir de maneira errática, extremista, manipuladora e infantil, de modo que podemos criar exatamente as situações que tentamos evitar. Entretanto, também podemos nos afinar com o espectro mais positivo e criativo de todas essas influências, permitindo que o lado maternal e cuidador, saudável e maduro venha à tona, curando e aliviando dores e sofrimentos, não só os nossos, mas dos outros também. Podemos, ao invés de manipular, usar de honestidade emocional para falar abertamente sobre como nos sentimos, aprofundando vínculos e laços, em lugar de afastar as pessoas. Usar nossa amorosidade e generosidade para construir relações mais transparentes e genuínas, que sejam, de fato nutritivas e viçosas, maduras e sãs e não artificiais ou baseadas em dependências opressoras.

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E, ao chegarmos ao final desta semana extraordinariamente desafiadora, perceberemos algo ainda mais extraordinário: sobrevivemos! E nos damos conta de que somos mais fortes e resilientes do que imaginávamos! Portanto, é com isso que precisamos nos sintonizar: com nossa fortaleza e capacidade de lidar com a vida do jeito que ela se apresenta, com seus altos e baixos, seus desafios e oportunidades, sem nos apegarmos excessivamente nem a um nem a outro. E talvez, o principal aprendizado de todos seja esse: TUDO PASSA! “E todos estes que aí estão, atravancando o meu caminho, eles passarão. eu passarinho!” (Mário Quintana)

Linda semana para você! Que seja serena e cheia de c-alma!

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A Semana Astrológica – Defina as prioridades e mire no alvo!

Lua Corcunda - Creuza Medeiros, em Chapada dos Guimarães-MT
Lua Corcunda – Creuza Medeiros, em Chapada dos Guimarães-MT

Semana de 15 a 21 de agosto – é tempo de Lua Cheia, que simboliza a colheita, o pináculo do ciclo, portanto, é tempo de expansão e frutificação, que vêm nutridos de muita determinação e de objetivos mais definidos!

Queridos, consegui escrever sobre os principais movimentos da semana, aqueles que dão o tom geral do período. Só não consegui escrever o dia a dia e essa parte será escrita nos próximos dias, dia a dia mesmo, desculpem o trocadilho – então, quem tiver paciência, pode voltar aqui para ver todos os dias.

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Saturno voltou ao movimento direto e agora arregaçamos as mangas e retomamos as tarefas sobre as quais refletimos tanto! Agora vamos para o último round do embate com a nossa desesperança, com a nossa desilusão, mas vamos preparados e munidos de muita resiliência. Principalmente, agora as coisas se tornam mais definidas e claras, tanto no campo dos nossos objetivos e ambições maiores, quanto no campo das relações – especialmente para quem tem Vênus ou os Ângulos em signos mutáveis. Depois de definirmos nossas prioridades, a partir dos muitos aprendizados, estamos dispostos a abrir mão e nos livrar de tudo o que não contribui e não nos acrescenta, de tudo o que nos puxa para trás e se isso incluir relacionamentos, que seja! Bye bye, so long, farewell! É tempo de ser pragmáticos,  de afinar e refinar nossa determinação, coragem e foco, representados pela conjunção de Marte a Saturno no grau 10 de Sagitário, exata na próxima semana – aliás, merece nota o fato de Marte estar atualmente Fora dos Limites do Sol e eu vou falar disso na semana que vem, quando falar da conjunção Marte-Saturno. Elejamos o foco da nossa determinação e da nossa paixão, miremos o target com concentração máxima e finalmente disparemos a flecha, certeira, matadora, vitoriosa! Tudo isso no ritmo da galopada vertiginosa, porque o mundo continua a girar! LEMBRETE: Marte em contato com Saturno também indica riscos de acidentes, principalmente quando ambos estão em aspecto também co Urano! CAUTELA!!!!

Doctor Ojiplatico - Reprodução
Doctor Ojiplatico – Reprodução

O Sol faz trígono a Urano em Áries nesta semana e também quincunce a Quíron, indicando um período de inovarmos, de progredirmos, de sairmos das caixinhas limitadoras em que nos colocamos, dando um basta nos rótulos, ao mesmo tempo em que lidamos com o desconforto daquilo que não pode ser mudado. Como é isso? É preciso sabedoria, autoconhecimento, olhar crítico, porém amoroso para si mesmo para identificar em qual categoria nossos problemas estão: daquilo que é não só passível de se mudar, mas que demanda mudança de postura, e daquelas coisas que demandam aceitação humilde da impossibilidade humana.

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Mercúrio faz oposição a Quíron e quincunce a Urano no mesmo dia ainda e conjunção a Júpiter no outro, quase a nos dizer que, depois de confrontarmos nossas mazelas, de cair a ficha que a mente não dá conta de tudo – pelo contrário, pode ser bastante traiçoeira – ainda podemos nos imbuir de novo ânimo e, mais sábios, projetar novo ciclo de expansão que inclua o reconhecimento de nossas fragilidades e também nosso grande potencial de cura e de ajuda aos outros, seja pela comunicação de nossas ideias, seja pela modificação de nossos conceitos, seja de forma mais direta, pela energia de cura que carregamos em nossas mãos e voz! Mercúrio em oposição a Quíron também nos lembra que a cura está na forma como encaramos nossos problemas, nos deixamos abater por eles e nos vitimizamos? Fugimos deles ao nos imolar no sacrifício da dedicação extremada ao outro? Encaramo-los como parte da trajetória, como parte do nosso aprendizado nessa vida? Permitimos que nos tornem mais humanos, compassivos e amorosos para conosco mesmos e com os outros, ou deixamos que nos tornem amargos, azedos, pessimistas e niilistas? Mercúrio fará todos esses contatos três vezes (Quíron, Urano, Júpiter e Plutão), devido ao ciclo de retrogradação, que se inicia no dia 30 de agosto – um tempo de rever os métodos pelos quais resolvemos nossos problemas e dificuldades.

Barbed Wire Art - Reprodução
Barbed Wire Art – Reprodução

Vênus, depois de embate doloroso com Saturno e Netuno, regenera-se na amizade com Plutão e enche-se de uma força renovada, renascendo das cinzas, simbolizando a percepção do sentido mais profundo de todas as feridas, dores, rompimentos e transformações pelas quais viemos passando nos últimos tempos. É, a vida não para e não dá tempo nem espaço de chorarmos por muito tempo, porque as demandas continuam – tem que trocar o pneu com o carro andando, por mais insano que possa parecer! Podemos tirar um tempo para nós, um retiro ou sabático afetivo, mas ainda precisamos continuar funcionando no mundo, ainda precisamos existir afetivamente, nem que seja para os amigos, a família, o bicho de estimação – que certamente contribuem com nossa cura e recuperação! Aliás, é providencial que Vênus faça esse contato com Plutão, para se fortalecer, antes de dar de cara também com Quíron, na semana que vem. A exemplo de Mercúrio, Vênus encontra com Júpiter depois do confronto com Quíron e isso também será um bálsamo curativo para as feridas e vulnerabilidades com que teremos que lidar.

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Finalmente, a Lua abre a semana na fase Corcunda, plenamente grávida, em Capricórnio. Será Cheia a 25°51 de Aquário, na quinta-feira, dia 18, às 06h26min, em sextil a Urano e quincunce a Júpiter. Um momento de crise, de iluminação, de frutificarmos nossa singularidade em prol do coletivo, dos grupos, do mundo – a obra maior que somos nós mesmos não pode ser cultivada e burilada somente para enaltecer nosso próprio ego e vaidade, antes, deve iluminar nosso entorno, deve jogar luz sobre a vida e sobre o mundo, senão, nossa realização criativa ocorrerá pela metade, será vivida com o intuito único de atrair o olhar do outro, a mando de nossa grande insegurança. O tanto que somos especiais e únicos é o mesmo tanto que precisamos nos lembrar que ainda pertencemos a uma comunidade, que deve se beneficiar de todos esses talentos que carregamos e que julgamos tão extraordinários!

A Lua fecha a semana já em Áries!

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SEGUNDA-FEIRA, 15 de agosto – O Sol em Leão está em trígono a Urano em Áries e em quincunce a Quíron em Peixes, aspectos exatos amanhã. A Lua está Corcunda em Capricórnio e hoje está corridíssima, ocupadíssima: faz sextil a Netuno, conjunção a Plutão, quincunce ao Sol, quadratura a Urano, sextil a Quíron e ainda trígono a Vênus, Mercúrio e Júpiter em Virgem, ficando vazia depois do aspecto a Júpiter, às 23h46min. Vênus segue se afastando da T-Square mutável que formou com Saturno e Netuno. Uau! Que tal isso para uma segunda-feira? Temos gás o bastante? Temos! Com certeza! O dia está colorido de muita determinação, disposição e capacidade realizadora. Conseguimos atacar problemas de frente e não temos o menor interesse em fugir de nada, pelo contrário, a política é: ou resolve ou me despacha porque não tenho tempo para ficar empacado aqui esperando por quem não tem comprometimento com nada! Sim, é curto e grosso, mas é também pragmático. Não é queiramos brigar ou conflituar com ninguém – é que nem mesmo temos tempo ou paciência para isso, então, vamos fazer a fila andar, seja a fila do banco, a da repartição, a da pilha de trabalho, a fila da vida! Com tal disposição de ânimo, podemos aproveitar para olhar nossa própria vida e tirar algumas lições e aprendizados. Podemos nos lembrar do que é que acende toda essa determinação dentro de nós e nos lembrar disso no futuro, em momentos em que talvez duvidemos dos nossos intentos. Podemos também abandonar o mimimi e as ladainhas reclamatórias que temos a respeito dos nossos próprios problemas e encará-los com sobriedade e resiliência: o que não me mata me fortalece, então, se não morri, se isso tudo que me acontece é duro, pesado e avassalador mas ainda estou vivo e atuante, então, eu dou conta, aos trancos e barrancos, eu dou conta! E vou vencer essa parada! Porque sobretudo, somos sobreviventes!

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TERÇA-FEIRA, 16 de agosto – Dona Lua abriu o dia vazia em Capricórnio, depois de ter feito trígono a Júpiter em Virgem, no fim da noite de ontem. Ingressou em Aquário, signo onde vai ser cheia, às 08h53min. Faz sextil a Marte, enquanto se indispõe de maneira bem inconsciente com Mercúrio e depois também com Júpiter. Fecha a noite em harmonia com Saturno, seu dispositor.

Depois de começarmos o dia ainda concluindo coisas de ontem que porventura tenham carecido de finalização, pelo meio da manhã a energia muda e sentimos vontade de sair da rotina. Pois sim, é dia de inventar, fazer algo diferente, experimentar, buscar olhar as mesmas coisas com olhar novo, ou simplesmente ir atrás de novos ares.

O dia traz uma energia sociável e muito mental, propiciando um bom distanciamento e objetividade. Ótimo para focar em atividades mais mentais que exijam raciocínio lógico, desprendimento e pouco envolvimento emocional – podemos, inclusive, olhar nossos próprios dilemas de maneira mais solta, como se assistíssemos a um filme porque isso pode ajudar a perceber outras possibilidades e perspectivas que antes não enxergávamos porque estávamos próximos e envolvidos demais.

Se insistimos em fazer tudo igual, tudo como sempre, mecanicamente, podemos ter imprevistos e surpresas, algumas delas irritantes, portanto, o ideal é buscarmos o novo e o diferente voluntariamente, com espírito de curiosidade

 

Reprodução - Desconheço o autor
Reprodução – Desconheço o autor

QUARTA-FEIRA, 17 de agosto – A Lua segue por Aquário, signo onde vai ser cheia, amanhã. Hoje ela faz sextil aSaturno, seu dispositor e sesqui-quadratura a Júpiter em Virgem. Faz quincunce a Vênus e fecha a noite já em orbe de sextil a Urano e oposição ao Sol. Vênus está em trígono pleno a Plutão. Mercúrio, que já está na zona de retrogradação, também já se opõe a Quíron, estando muito próximo da conjunção a Júpiter – uma manifestação disso são as notícias equivocadas que se alastram pelas redes, causando problemas reais ou, no mínimo, difamando pessoas, como foi o caso do técnico francês que NÃO disse que o atleta brasileiro ganhou graças ao Candomblé e o caso da mulher americana que foi fotografada olhando o celular enquanto seu bebê dormia no chão do aeroporto. Notícias não checadas, não averiguadas que se alastram feito pólvora causando estragos nas vidas das pessoas.

A princípio, as energias continuam favoráveis à abordagem desapegada da vida e das emoções. Estamos leves e sentimo-nos independentes. Entretanto, lá no fundo da alma já sentimos uma trepidação, uma espécie de antecipação de algo prestes a acontecer… E um outro lado de nós, contraditoriamente, gostaria de mergulhar mais profundamente nessas situações e elucidá-las apaixonadamente, porque sabemos que logo precisaremos nos posicionar a respeito de todas estas questões. Logo chegaremos à confrontação das situações que vieram se prolongando nas duas últimas semanas. Mas, se por um lado estamos distanciados, por outro, temos exatamente a disposição necessária para todos os confrontos e nos sentimos capazes e fortes o bastante para lidar com estes dilemas, de forma madura.

A alma feminina, particularmente, pode se ver dividida entre a entrega apaixonada versus a independência e a autonomia; dito de outro modo, o que é mais importante, a afinidade intelectual e de ideais ou a paixão intensa, pura e ardente? Podemos estreitar nossas relações de forma intensa e verdadeira, aprofundando a intimidade, conhecendo e dando-nos a conhecer… Mas vem a dúvida: será que realmente queremos isso? Será que podemos confiar nesse outro? Será que não é melhor nos mantermos livres e soltos ao invés de apaixonados e entregues? O que queremos realmente?

A alma masculina, por outro lado, pode experimentar essas influências na relação com as mulheres, que poderão parecer particularmente contraditórias hoje.

Em termos mais gerais o dia favorece o contato com amigos e com pessoas com quem temos afinidades intelectuais; para tomar decisões motivadas pela razão e não pela emoção; e, se der tempo, para ir ao parque ou outras áreas naturais onde possamos relaxar, nos refazer e regenerar.

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SEXTA-FEIRA, 19 de agosto – A Lua Cheia trafega hoje por Peixes. Fez quadratura a Marte nas primeiras horas do dia e depois também a Saturno. Durante o dia faz conjunção a Netuno e oposição a Vênus em Virgem, enquanto se harmoniza com Plutão em Capricórnio. Mercúrio está hoje em quincunce exato a Urano, enquanto Marte segue decidido em direção a Saturno.

O dia traz conflitos delicados, especialmente para o feminino, mas não somente. Sentimo-nos divididos entre as atribuições e obrigações mundanas, laborais, cotidianas e práticas e as necessidades mais sutis por um descanso, um retiro, uma introspecção. A exposição ao mundo é massacrante, porque estamos muito sensíveis, sensitivos até, de modo que sentimos na pele dores que nem são nossas e isso nos faz impotentes, porque, ao mesmo tempo em que isso aciona nossa compaixão, percebemos imediatamente que a tarefa está além do nosso alcance e da nossa capacidade. Assim, há uma sensação de vulnerabilidade e impotência permeando tudo.

Para fugir dessa sensação tão desconfortável, talvez nos enchamos de tarefas que visam “salvar” esse outro, que decidimos prontamente que precisa muito de nós. Entretanto, podemos nos deparar com o que chamamos de “ingratidão” e falta de reconhecimento aos nossos esforços. Ao invés de dar boas vindas à nossa “ajuda”, o “ajudado” pode se indispor e se sentir invadido, enfraquecido, desrespeitado e não recebe de bom grado os nossos préstimos. Antes de ficarmos ressentidos e vociferar contra a ingratidão alheia, vale olhar para si mesmo e averiguar se realmente não fomos desrespeitosos, invasivos, pressupondo que o outro quer nossa ajuda sem pergunta se isso é verdadeiro.

No fundo, é mais fácil lidar com os problemas alheios do que com os nossos próprios e nisso que investimos, algumas vezes, quando ajudamos tanto. Então, vale nos questionarmos hoje – e sempre – por que nos ocupamos tanto, por “ajudamos” tanto, por que tanto empenho em salvar este outro, quem quer que seja ele. Claro que todas essas ações são louváveis e de fato podem fazer a diferença. Mas não podemos nos enganar e ignorar nossas motivações mais íntimas e profundas para fazer o que fazemos, que muitas vezes, é ganhar o senso de validação que vem da necessidade que o outro tem de mim; às vezes também tem a ver com relações de poder, em que eu me sinto mais forte e ao outro resta ser o fragilizado, quando na verdade, talvez ele não seja nada disso.

Assim, vale a pena mantermos nossos julgamentos das situações em cheque, porque nem tudo é o que parece e, em lugar de ajudar, podemos na verdade arrumar problemas com quem não pediu e não quer a nossa ajuda, porque é perfeitamente capaz de cuidar de si mesmo. E pior: os esforço que colocamos em ajudar o outro, poderiam muito ser aplicados em lidar com nossas próprias questões.

Uma linda, produtiva e super determinada semana para você!

Reprodução a partir de Daily Mail - Guerreiros da etnia Awá, na Amazônia, demonstram suas habilidades com o arco e flecha
Reprodução a partir de Daily Mail – Guerreiros da etnia Awá, na Amazônia, demonstram suas habilidades com o arco e flecha