Talismãs

“O destino nem sempre pode ser quebrado, mas às vezes pode ser dobrado”

 

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Astrologia, Alquimia e Magia, três irmãs inseparáveis.

A prática da Astrologia, no passado, tinha uma relação direta com a magia e alquimia. Elas eram, na verdade, inseparáveis. Isso porque os astrólogos tinham uma abordagem bastante pragmática da astrologia, sendo, na maioria das vezes, também médicos, requisitados a curar pessoas. Nestes casos, buscava-se aplacar a fúria do deus relacionado à doença em questão ministrando-se ervas e remédios a partir da alquimia e confeccionando-se talismãs e amuletos. Então, construir talismãs era uma prática comum a todo astrólogo.

A alquimia partia do princípio de que a Natureza é imperfeita e precisa da intervenção humana para ser completada – uma ideia deveras herética para aquelas tempos e até para hoje! Paracelsus dizia, por exemplo que “a natureza não produz nada que seja perfeito em si mesmo; o homem deve trazer as coisas à sua perfeição – este trabalho é chamado ‘alquimia’… As coisas são criadas e colocadas em nossas mãos, mas não em sua forma última que seja própria a elas… Na semente está, inerente desde o começo, o propósito e a função… Pois alquimia significa: levar ao fim algo que ainda não foi completado; obter o chumbo do minério e transformá-lo naquilo para o que foi feito” (1). A magia supõe que há modelos perfeitos de tudo o que existe e a Natureza segue esses modelos,  como diz um dos mais famosos princípios herméticos, “como em cima, também embaixo”. Aquilo que existe na terra também existe no céu, se acontece na mente de Deus e no plano espiritual, também pode acontecer no plano terreno. Sim, os alquimistas eram altamente heréticos e estavam tentando transmutar matérias sombrias em materiais mais nobres – a principal delas, a própria natureza humana.

mandala (1)

O que é magia?

Donna Woodwell, astróloga americana, dá uma definição bastante contemporânea de magia:  “mudar ou causar eventos de ordem material, psicológica ou espiritual, através de meios metafísicos, com a ressonância e sintonia com objetos naturais, a intervenção de seres espirituais, ou pela ação do desejo humano, da sexualidade ou da emoção focada” (2) – sim, os rituais mágicos mais poderosos envolvem o sexo, mas não é disso que tratamos aqui! Ela vai adiante e diz que um talismã é “um invólucro sagrado ou um ‘encantamento mágico’ que atrai os ‘raios’ daquilo que se deseja manifestar ao criar uma imagem usando palavras compassivas, imagens ou outros materiais” (2). O objetivo, ao se confeccionar um talismã, é criar uma ponte entre nosso mundo tridimensional e as influências celestiais.  O talismã busca, então, ser uma representação daquilo que se almeja conseguir ou materializar e representa ainda as forças celestiais em harmonia com aquilo que se deseja realizar. Para isso, é essencial a consagração do talismã com a força da intenção, na hora certa, ou seja, na hora favorecida pelos deuses – e aqui entra, necessariamente, a Astrologia, para se determinar qual é essa “hora favorável”. Então, sim, confeccionar um talismã é uma prática mágica. “Confeccionar talismãs é uma arte astrológica antiga que busca enraizar as influências estelares de um momento particular no tempo, dentro de um objeto na terra. Como capturar a luz das estrelas numa garrafa, o talismã habilita o astrólogo a mudar influências favoráveis de um momento para outro, para que você não precise esperar o momento perfeito para começar um projeto” (2).

A proposta

Mas qual é a proposta que coloco aqui? Primeiro, é preciso esclarecer que um talismã não nos exime de fazer nosso trabalho consciente. Um talismã de prosperidade, por exemplo, não nos exime de trabalhar diariamente, de ter foco e comprometimento com nossos objetivos profissionais, de fazer nossas obrigações; igualmente, um talismã de proteção não nos protegerá de acidentes caso sejamos irresponsáveis e inconsequentes, caso falhemos em cuidar de nossa própria segurança e proteção, expondo-nos a riscos tolos e desnecessários – porque isso é, também, tentar os deuses, é cometer o pecado da hubris, da arrogância. Não. O talismã tem o objetivo de melhorar as condições e possibilidades de atingirmos nossos objetivos, além do nosso esforço próprio.

O talismã também não nos exime de continuar fazendo nosso trabalho de autoconhecimento e de buscar nos melhorar, conscientemente, dia a dia. Se temos dificuldades numa área, podemos confeccionar um talismã, mas devemos continuar trabalhando pela transformação pessoal, investigando porque estamos em determinadas condições, se possível, terapeuticamente. Com isso quero dizer que o talismã é um coadjuvante, depois que cumprimos toda a nossa parte na feitura do trabalho. Ele vem trazer o que chamamos de “sorte” e “bons augúrios” ao trabalho que teríamos que fazer de qualquer jeito, abrindo caminhos e possibilidades, talvez nos ajudando a nos sintonizar com mais oportunidades relacionadas ao seu tema. Portanto, é magia sim, mas mesmo com magia, precisamos fazer nossa parte e magia, não se engane, demanda esforço consciente!

Intenção

O elemento fundamental para se confeccionar um talismã é a intenção. O poder da intenção já foi exaustivamente explanado nos livros antigos de magia e de filosofias ocultas, de auto-ajuda e afins. A intenção é o ingrediente mais poderoso em qualquer prática mágica a ponto de, quando nossa intenção é poderosa o bastante, nem precisarmos criar rituais específicos para materializar nossos intentos.

Como funciona?

A confecção do talismã é um processo feito a “quatro mãos”, por assim dizer, ou seja, vamos trabalhar juntos. Mas não se preocupe, o processo é desenhado para ser simples, porque como já dissemos, o mais importante é a intenção. Você traz a sua questão ou queixa, aquilo que deseja melhorar. Analisamos o seu mapa natal para identificar as associações astrológicas da questão/demanda. Essa consulta leva de 30 a 40 minutos. Depois da consulta, eu medito na sua demanda, à luz do seu mapa e dou um retorno em cerca de uma semana com a indicação do talismã adequado para você, o procedimento para confeccioná-lo, assim como o momento astrologicamente adequado para consagrá-lo. Como a intenção é essencial na magia, sua participação é necessária. Enviarei os procedimentos por email. Em alguns casos, é possível que o talismã seja confeccionado por mim e enviado posteriormente pelo correio, neste caso, o prazo de retorno é entre uma a duas semanas e o valor do talismã em si é adicionado ao valor da consulta.

Materiais

O que é necessário para se criar um talismã? Depende da função do talismã. Pode ser uma pedra semi-preciosa, como ametistas, ônix, ágatas, etc, que você leve na bolsa ou numa corrente em formato de pingente; pode ser uma imagem com símbolos; pode ser um desenho feito por você; pode ser simplesmente um símbolo astrológico ou mágico; pode ser um pedaço de metal, ou pode ser qualquer objeto que tenha relação com a sua questão… Cada caso tem sua indicação própria.

Valores

A consulta de talismãs é bastante específica. Olhamos o mapa com o intuito exclusivo de confeccionar o talismã, portanto, não é uma consulta astrológica clássica em que se analisa os temas do mapa natal! Dura 30 minutos apenas, com possibilidade de retorno para orientação. O valor da consulta de talismãs é R$ 170,00 (no caso de consultas via Skype o pagamento é feito via depósito bancário antecipado). Este valor inclui apenas a consulta. Caso o talismã seja confeccionado por mim, o valor será acrescentado, mediante aprovação prévia do cliente. Este valor dependerá dos materiais utilizados, dificuldade de serem encontrados e tempo de confecção. O tempo de entrega também dependerá destas variáveis. Entretanto, eu geralmente sugiro talismãs que a própria pessoa possa confeccionar/preparar.

Gostou da ideia? Então, refine suas intenções e… Faça um talismã!

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(1) Paracelsus, citado por Clare Martin em Mapping the Psyche – CPA Seminar Series

(2) Donna Woodwell, the Art and Craft of Astrological Talismãs

 

Astrologia da Alma

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