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Lua Cheia em Sagitário – Além do Arco-íris

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O ciclo de Gêmeos culmina na Lua Cheia de Sagitário, que acontece nesta sexta-feira, dia 09 de junho, às 09h10min no horário de Brasília e às 13h10min no horário de Lisboa. A Lua atinge seu apogeu de reflexão da luz do Sol no grau 18°53’ de Sagitário – tecnicamente, grau 19. Essa lunação se dá em quadratura separativa a Netuno em Peixes – que é foco de uma T-Square Mutável, já que recebe as quadraturas de Sol e Lua – conjunção ampla a Saturno e trígono mais amplo ainda – quase dez graus – a Urano em Áries.

É uma Lua que traz um tom agridoce. Explico: uma Lua Cheia em Sagitário sinaliza um tempo de celebração, de revigorar nossa fé, alegria, entusiasmo e confiança na vida e no futuro! O espírito está elevado e a inspiração, mais elevada ainda! É uma lunação marcada pelo bom humor e tem nuances de festa, diversão, aventura! Sagitário é também um signo d expansão seja em termos materiais, quanto intelectuais ou espirituais. Gêmeos-Sagitário formam o eixo do conhecimento, em que um é o conhecimento prático e funcional – a mente – e o outro é o conhecimento do espírito – a intuição.

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Além disso, temos Vênus em Touro – majestosa em sua casa luxuosamente simples e confortável – em harmonia com Marte em Câncer, nem tão majestoso assim, já que está num signo desconfortável para ele, mas mesmo assim, muito romântico e protetor! Esse aspecto entre os dois traz, além da possibilidade de harmonia entre os sexos e nos relacionamentos, a capacidade de desfrutarmos dos prazeres e deleites da vida e algum enraizamento, já que Vênus está em Touro. aumenta a capacidade para o prazer, o gozo e alegria!

Arcano XX do Tarô – O Julgamento

Outro ponto que realça a qualidade otimista e exagerada dessa Lua Cheia, é o fato de Júpiter estar estacionário, preparando-se para voltar ao movimento direto em Libra. Isso faz com que os assuntos e temas da lunação de Sagitário sejam catapultados a outras alturas! Os temas da justiça, das leis e dos juízes se tornam muito salientados e sensíveis – tudo parece ocorrer em câmera lenta e todo acontecimento ganha proporções gigantescas – para o melhor ou para o pior! Pessoalmente precisamos cuidar com os exageros. Já em termos coletivos, o Julgamento está em curso e nada escapa aos olhos da justiça – quem se safar da justiça humana, confrontará a divina – em dobro!

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Entretanto, além dos aspectos que a Lua faz a Netuno e a Saturno, o Sol Geminiano está em quincôncio pleno a Plutão em Capricórnio – e a Lua faz um semi-sextil a ele. Portanto, essa é uma Lua que precisa conciliar sonhos, ideais, fantasias com a realidade; harmonizar sombra e luz, consciente e inconsciente. Como se exaltar e se regozijar, sem perder a noção, sem nos deixarmos levar pelo exagero, por delírios ou devaneios sem fundamento?

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O desafio é como que nos motivamos e nos animamos a buscar nossos sonhos, como miramos no alvo, certificando-nos que estes sonhos são mais do que ilusões ou quimeras; como vivemos a realidade, com toda a sua dureza, sem nos endurecer, sem perder nossa capacidade de esperançar, de acreditar, tanto em nós mesmos como na boa fé do outro ser humano; como, a despeito de todas as decepções e fracassos passados, não perdemos a fé no elemento humano e na sua evolução. Como mantemos a inocência das crianças, depois de termos visto tantas atrocidades e vilanias; como insistimos em nos melhorar, quando ao nosso redor tudo parece se deteriorar; como insistimos em ser bons, em viver na bondade e na generosidade de espírito, se tantas vezes sofremos os efeitos do mal e da mesquinharia – dentro e fora de nós. É a vitória da fé, da confiança, da esperança de que tudo tem um sentido maior, mesmo que nossa pequena compreensão humana não consiga abarcar ou alcançar. Nós geralmente medimos a vida e o mundo dentro da nossa própria perspectiva limitada e esquecemos que a vida, o mundo, o universo, vão muito além de uma mera vida humana e, dentro dessa perspectiva, tudo está certo, tudo está como deveria estar. Nisso precisamos confiar.

Charles Paul Landon – Icarus and Dedalus – reprodução

Essa Lua Cheia me lembra o mito de Ícaro, para que não conhece ou não lembra, vou contar resumidamente esse mito (1). Ícaro era filho de Dédalos, que construiu o labirinto do Minotauro, com a ajuda de seu filho, a pedido do Rei Minos – você pode ler um pouco dessa história o texto sobre o signo de Touro. Quando Minos soube que Teseu matou o Minotauro e conseguiu sair do labirinto, prendeu Dédalos e Ícaro no labirinto, em Creta. Sabendo que Minos controlava tanto o mar quanto a terra, Dédalos, que era um grande e habilidoso artesão, fez para si e para Ícaro asas que juntavam penas de várias aves, fixadas com cera, para que assim, pudessem fugir do labirinto e de Creta. Antes de alçar voo, Dédalus alertou a Ícaro que não voasse alto demais, pois o calor do sol poderia derreter a cera e descolar as asas; também não deveriam voar muito baixo, pois a umidade do mar poderia também desmanchar o artefato. Assim, alçaram voo em direção à liberdade. Porem, Ícaro ficou encantando com o fulgor do Sol e seguiu em sua direção, sentindo-se como um deus. Esqueceu-se dos conselhos de seu pai e voou alto, alto demais, deslumbrado que estava com o Sol. Logo a cera de suas asas começou a derreter e ele caiu e morreu no mar que posteriormente foi nomeado em sua homenagem: Mar Icário. Dédalos, ao não ver mais o filho, preocupou-se e chamou-o muitas vezes, mas já era tarde. Viu apenas as penas flutuando sobre as ondas. Mesmo assim, Dédalos conseguiu chegar à Sicília e lá enterrou o corpo do filho.

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Como sabemos, Sagitário é um signo das alturas, das infinitas possibilidades. É o signo do Puer Aeternus, o arquétipo da Criança Divina, modernamente conhecida como Peter Pan. Ícaro é mais uma faceta desse arquétipo. As asas simbolizam a criatividade, a liberdade e a capacidade de voar acima dos nossos limites terrenos, representado pelo labirinto e pela ilha – lembra da expressão asas da liberdade, asas da imaginação? Mas os problemas começam quando nos empolgamos demais e esquecemos que tais limites continuam valendo, que não podemos ser arrogantes e achar que somos deuses, voar alto demais. Esse é um tema básico para quem tem Sagitário forte no mapa: as grandes aspirações, o alçar grandes alturas e depois se ver em queda livre, vertiginosamente, porque esquece-se os limites básicos, as regras do voo – mesmo os pássaros obedecem regras de voo, porque sem elas, o voo é sempre desastroso! E esse é o desafio de Sagitário e de todos nós nas próximas semanas: alçar o voo sem esquecer das regras básicas, sem incorrer na arrogância de achar que viramos deuses e agora podemos tudo, inclusive chegar ao sol, chegar a ser Deus, em carne e osso.

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O outro desafio é celebrar, apesar das decepções e desapontamentos. Celebrar – não como no ditado “como se não houvesse amanhã”, ao contrário, exatamente pensando no amanhã, que pode ser melhor, porque vamos nos esforçar para crescer e melhorar; perceber as pequenas vitórias ao longo da caminhada e se regozijar por elas; encarar a realidade, crescer com ela, sem perder o espírito-criança, genuíno e inocente, mas nunca ingênuo!

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Como Saturno está forte neste mapa, a Lua Cheia joga luz e realça, mais uma vez seu trânsito por Sagitário. E aqui precisamos ter um cuidado: o de não incorrermos nas cobranças excessivamente duras conosco mesmos ou com outros – Saturno -e o Senex, o outro lado do Puer, o Velho. Também precisamos cuidar para não nos prostrarmos diante de algumas decepções, perdas, dificuldades… Já falei em outros textos que signos Mutáveis – especialmente Gêmeos e Sagitário andam enfrentando a maior barra nos últimos dois anos, devido aos desafios de Saturno e isso representa um momento de crescimento e não de derrota. E vai passar – lembre-se disso!

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Por outro lado, como a Lua está aplicando a Saturno, precisamos nos preparar para lidar com cobranças de promessas que andamos fazendo sem pensar e agora precisamos entregar o prometido – nos próximos dias ou meses! Quem quer que tenha se comprometido demais, sem planejar adequadamente, seja em termos financeiros, energéticos, de tarefas ou de tempo, agora terá que fazer malabarismos para cumprir o que prometeu, ou simplesmente deixar de cumprir e arcar com as consequências – mesmo assim, isso ainda é parte do aprendizado e não convém autoflagelar-se.

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Pelicanos, perturbados pelo comportamento e resíduos dos humanos, procuram áreas mais seguras para criar seus filhotes”. Este é o Símbolo Sabiano para o grau 19 de Sagitário, que nos remete a questões muito maiores que os pessoais ou locais – remete-nos aos problemas universais que o humano contemporâneo enfrenta, problemas criados por ele mesmo. Não precisamos elucubrar muito a respeito dessa imagem, porque ela fala por si só: questões ambientais e como estamos cavando nossa própria cova, além de enterrarmos junto centenas, talvez milhares de espécies que sofrem as consequências da atuação danosa do ser humano sobre o planeta.

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Além de apontar para a questão real do excesso de lixo e descartes produzidos pelos indivíduos e sociedades modernas, consequências do consumo exagerado e vazio, também alude ao lixo cultural, aos excessos produzidos na indústria do entretenimento que, ao invés de alimentar nossa alma e fomentar nossos sonhos, apenas os pulveriza e os barateia, pois tudo se torna comercializável, rentável, mesmo o mais íntimo e precioso dos sonhos. Pelicanos são conhecidos pelo extremo cuidado que têm com suas crias e famílias. Diz-se que em situações radicais eles chegam a alimentar os filhotes com a própria carne e sangue. Não se sabe se isso é lenda ou verdade, mesmo assim, de acordo com Dane Rudhyar (2), remonta à ideia de urgência: “nossa sociedade tecnológica polui não apenas o ambiente global, mas também a mente e as respostas emocionais das novas gerações. A busca por novos modos de vida é vista por muitas pessoas como um imperativo”, diz ele.

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Então, este é mais um desafio: como continuamos a crescer e a nos desenvolver como indivíduos, sociedades e, em última instância, como espécie, sem ser uma ameaça às outras espécies e ao próprio planeta e ainda sem comprometer o conhecimento, a formação e o futuro cultural das novas gerações, por causa do lixo imediatista produzido aos borbotões pela indústria da “felicidade fácil e comprável” no shopping center – ou em qualquer outro lugar que acreditemos que podemos comprar satisfação verdadeira.

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Diante de tudo isso, eu insisto: temos muito a celebrar e a aspirar! É incontestável que temos dificuldades, mas elas estão aí para nos testar. Elas nos testam a amadurecer e continuar a crescer; elas nos desafiam a dar nosso melhor e não perder a confiança em nós mesmos, no elemento humano, na vida; elas nos desafiam a aspirar às grandes alturas, a sair dos labirintos criados pelo medo, pelos abusos de poder, pela estreiteza de pensamento e de espírito; e, ainda assim, lembrar de nossa mortalidade, para não queimarmos feito mariposas na chama da luz fulgurante e nem derretermos a cera que nos permite voar. Sim, muito temos a celebrar! E a confiar! Fincamos os pés na terra para alçar nosso voo, lembrando que precisamos ter clareza que em algum momento precisaremos pousar.

Para terminar, essa Lua Cheia me lembra aquela canção tradicional, imortalizada na voz de Judy Garland – e que me foi lembrada hoje por uma amiga: “Over the Rainbow” – Além do Arco-íris. A canção é trilha do filme o Mágico de Oz, de 1939. Foi escrita por Harold Arlen and Yip Harburg e aparece no momento em que Dorothy sonha e anseia por escapar da melancolia e das dificuldades que vive em sua realidade, no Kansas. Além do sentido que tem no filme, a canção tinha o intuito de elevar o espírito dos americanos, que ainda lutavam para se recuperar da Grande Depressão de 1929. De fato, Dorothy, conversando com seu cão, Toto, fala que “não se pode chegar a este lugar por trem ou barco, é um lugar muito, muito além… Atrás da Lua, além da chuva… Um lugar onde não há nenhum problema”. Eu diria que este lugar só existe no nosso refúgio particular, na nossa própria alma, quando estamos em paz. E, embora sejam raros tais momentos de paz, eles são possíveis e muitas vezes independem de circunstâncias exteriores. Trago esta canção aqui para elevar nosso espírito e lembrar que além do arco-íris existe um lugar mágico e este lugar não está lá fora. O arco-íris está dentro de nós e o que encontramos além dele, é peculiar e singular para cada um, porque é a nossa Terra do Nunca particular, nosso paraíso pessoal, para onde podemos ir sempre, para nos refazer, para celebrar. Não necessariamente para fugir, mas para buscar uma trégua, um momento de refazimento da luz e da esperança, o revigorar do entusiasmo e da fé!

Abaixo, a letra da canção, em tradução livre:

Além do arco-íris

Em algum lugar, além do arco-íris, bem no alto
Há uma terra sobre a qual eu ouvi uma vez em uma canção de ninar.
Em algum lugar, além do arco-íris, os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar,
realmente tornam-se realidade

Algum dia eu pedirei a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estarão muito atrás de mim
Onde os problemas derretem-se como balas de limão
Muito acima dos topos das chaminés
É onde você me encontrará

Em algum lugar além do arco-íris, pássaros azuis voam
Pássaros voam além do arco-íris
Porque então, por que não posso eu?
Se pequenos pássaros felizes voam
Além do arco-íris
Porque, oh porque não posso eu?

Feliz Lua cheia para você! Que haja motivos para celebrar – e sempre há! Brindemos a isso!

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(1) APOLLODORUS – The Library of Greek Mythology

(2) RUDHYAR, Dane – An Astrological Mandala

Lua Nova em Libra – Tempo de Equilíbrio

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A Lua foi Nova nesta sexta-feira, dia 30 de setembro, às 21h11min no horário de Brasília (à 01h11min de 01/10 no horário de Lisboa), a 08°14’ de Libra, abrindo o ciclo que enfatiza as parcerias e relacionamentos, a necessidade de buscarmos equilíbrio e justiça em nossas interações com o mundo. É hora de renovar nossas intenções no que tange aos relacionamentos importantes da nossa vida.

Libra é o signo onde o eu se depara com o outro fora de si, com o não-eu. Signo extremamente civilizado, cujo símbolo é uma balança, o único signo do zodíaco cujo símbolo é um objeto inanimado e não uma criatura viva, algo que diz muito da natureza impessoal e emocionalmente distanciada do signo. Sim, essencialmente é um signo de relacionamentos, mas não do ponto de vista dos vínculos emocionais, mas sim do ponto de vista de trocas entre iguais, de afinidades sociais e intelectuais – ele representa a necessidade do ser humano de se associar, seja de forma íntima como no casamento, seja de forma social ou profissional, como nas associações de negócios. Está relacionado com a natureza gregária do ser humano, o impulso para ser casal, para formar o par.

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Libra é um signo que vem aprender a escolher e assumir as consequências de suas escolhas. A balança representa a necessidade de equilíbrio, de conciliação entre o eu e o não-eu. Assim, temos pela frente um ciclo de escolhas, e sendo Libra um signo de Ar Cardinal, significa escolher a ação efetiva que construa ou melhore as relações.

Lua Nova em Libra - 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.
Lua Nova em Libra – 30 de setembro de 2016, 21h11min, Brasília.

O mapa da Lua Nova traz Sol e Lua se afastando de uma conjunção a Júpiter, mas, embora separativa, essa conjunção ainda é próxima e potente e sugere que Júpiter colore grandemente o ciclo que se inicia. Sendo Júpiter um planeta relacionado à justiça e às leis em geral, temos um período em que esses temas serão bastante destacados. Júpiter também é um planeta de expansão, crescimento, otimismo, vivacidade e certamente essas qualidades se farão sentir nas próximas semanas. Refazemos nossa disposição, voltamos a ter esperança e a nos entusiasmar com novos projetos e com as perspectivas de futuro. Certamente é um ciclo bastante positivo e bem diferente dos ciclos lunares anteriores. Na verdade, precisamos até ter ponderação para não irmos para o extremo oposto, e nos tornarmos excessivamente otimistas e até um tanto arrogantes. Outra coisa importante quando temos Júpiter numa configuração, é a perspectiva mais ampla e abrangente das coisas; a possibilidade de nos conectarmos com a mente superior, com conceitos mais elevados e filosóficos. Júpiter em Libra, aliás, vem favorecer o mundo das artes em geral, com todos os seus conceitos abstratos e que desafiam o senso comum.

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Sol e Lua também estão em harmonia com Saturno em Sagitário e em atrito com Netuno em Peixes. O aspecto a Netuno requer observação da nossa parte, pois indica grande possibilidade – visto que o aspecto está muito próximo – de nos desequilibrarmos devido a ideias impraticáveis, por demais abstratas ou sonhadoras e embora o contato também indique muita criatividade e inspiração, é preciso pé no chão para filtrar essas inspirações e verificar se são realmente válidas. Nesse sentido, buscamos a cooperação de Saturno, para nos manter firmes e realistas. Saturno, aliás, é peça muito importante aqui – aliás, sempre – porque num ciclo extremamente Jupiteriano, com essa influência capciosa de Netuno, necessitamos mesmo de cabeça fria, objetividade, realismo. O fato de Saturno estar em Sagitário possivelmente nos ajude a frear o entusiasmo excessivo, trazendo algum comedimento e ponderação.

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Vênus, a regente da Lua Nova, trafega atualmente Escorpião, signo de seu detrimento. Como aspecto maior ela conversa apenas com Netuno em Peixes, um contato que aumenta a sensibilidade Escorpiônica, ao mesmo tempo em que suaviza o cinismo e diminui a extrema reserva. Esse posicionamento indica um ciclo de relações apaixonadas e apaixonantes, buscamos relacionamentos e parcerias com iguais, mas aqui queremos mais do que a afinidade e a troca civilizada, queremos paixão e comprometimento. As parcerias ficam mais passionais e comprometidas, sejam as amorosas, sejam as de negócios.

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Mas além dos aspectos e conexões que a Lua (e o Sol) fazem, há ainda uma influência forte, não necessariamente perceptível à primeira vista: a Lua Nova se dá em quadratura ao Ponto Médio entre Marte e Plutão, que estarão conjuntos em 19 de outubro. E mais: o Sol (e a Lua) estão em quadratura a Plutão esse aspecto entre o Sol e Plutão fica exato na próxima semana. Isso tudo adiciona força, magnetismo, e capacidade de lidar com a verdade e com as crises, o que vem trazer, sinceridade, vigor e profundidade à sutileza e equilibrar a tendência à futilidade e afetação de Libra. A quadratura ao Ponto Médio também indica a capacidade de lidar com crises, estamina emocional e física, além da possibilidade de muitos confrontos raivosos que, apensar da tensão, podem trazer soluções verdadeiras, enfrentamento da verdade e maior autenticidade nas relações. O risco é estarmos muito inconscientes da raiva não expressa e isso se manifestar como envolvimento em situações violentas diversas.

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Em resumo, para ganharmos acesso às promessas de expansão e concretizarmos essas promessas, precisamos lidar algumas verdades desconfortáveis, difíceis para Libra digerir; precisamos assumir nossas ambições e ir em busca delas, determinadamente; inclusive nossas ambições no campo das relações – não dá mais para ficar em cima do muro despetalando flores de mal-me-quer/bem-me-quer – ou ata ou desata! É preciso ter clareza do que se quer, fazer as escolhas e devidas e ir em busca desses desejos e objetivos, quaisquer que sejam eles!

magritte-33O Símbolo Sabiano do grau 9 de Libra (08°14’) traz uma imagem significativa: “três velhos mestres se demoram numa sala especial numa galeria de arte – às vezes eles parecem conversar entre si”. Lynda Hill, astróloga australiana e estudiosa dos Símbolos Sabianos, analisando este símbolo, nos lembra que um dos temas principais é a comunicação, que se dá num nível completamente diferente daquele a que estamos acostumados. Pode ser a comunicação não verbal, subliminar, mas que tem a ver com mensagens sutis e de valor inestimável. E ela afirma: “Este símbolo é sobre falar com outras pessoas a respeito de conceitos abstratos num nível mais elevado. O bate-papo cotidiano que não se aprofunda ou explora a beleza da vida pode se tornar sem sentido e mundano. Aprofundar-se nas próprias situações. Encontrar soluções a partir das pistas dadas pelas diferentes partes da personalidade e da psique sobre o que você deveria estar fazendo ou onde você deveria estar. Foco na quietude, tempos de introspecção quando pessoas não estão ao redor para distrai-lo. A solução talvez esteja em equilibrar os três agentes: espiritual, físico e mental”. Assim, este símbolo enfatiza a presença de Júpiter no mapa da Lua Nova e aponta para a necessidade de nos atentarmos para verdades mais elevadas, em contraponto aos fatos do dia a dia. Desafia-nos também, a encontrar soluções que sejam mais autênticas e condizentes com nossa natureza e realidade, equilibrando as várias instâncias da nossa experiência humana: a dimensão física, mental e espiritual.

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Assim, o ciclo traz muitas possibilidades de crescimento e expansão, permeados de algumas tensões que vem liberar soluções drásticas, mas efetivas! O confronto, apenas parece ser com o outro, mas no fundo, é conosco mesmos e nossas próprias dificuldades. E sempre vale lembrar: para o outro, eu também sou um “outro”, eu sou espelho e reflito seus dilemas, portanto, estamos todos no mesmo barco e, aparte o excesso de civilidade que às vezes Libra usa para evitar os confrontos, a gentileza é mais necessária do que nunca nas relações. E às vezes, gentileza de verdade é dizer a verdade quando ela é necessária, de maneira doce e serena!

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Um ótimo ciclo para você! Que venha cheio de expansão com equilíbrio!

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A Semana Astrológica – Recarregando as baterias e restaurando o equilíbrio

Lua Balsâmica - Catrin Welz-Stein - Reprodução
Lua Balsâmica – Catrin Welz-Stein – Reprodução

Semana de 26 de setembro a 02 de outubro – Semana de renovação e expansão. De aspirar a uma vida de mais equilíbrio, justiça e abundância!

Finalizamos mais um ciclo e começamos outro, bem mais auspicioso, nesta semana. Estou falando da Lua Nova de Libra, que acontece em conjunção a Júpiter, na sexta-feira, uma Lua Nova bastante auspiciosa, mas que esconde mistérios explosivos! Para ganhar o bônus temos que ser capazes de enfrentar nossos demônios e reclamar de voltar o poder que demos aos outros no passado! Ou será que queremos continuar nas eternas reclamações?

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Nesta semana, o Senhor Sol, além de receber a visita e se casar de novo com sua Senhora, Dona Lua, faz conjunção ao Deus do Olimpo, Júpiter, sugerindo uma semana de ótimas oportunidades, de uma nova abertura na nossa consciência e a expansão dos nossos propósitos. Recarregamos as baterias, restauramos nosso equilíbrio e sentimo-nos inspirados e capazes de voltar a crescer, não só nos nossos objetivos mundano-profissionais, mas também crescer interiormente, o que é, na verdade, uma bela injeção de otimismo. O Sol também se desentende com Netuno, e isso indica para termos cautela na elaboração desses propósitos – não vamos viajar na maionese e correr atrás de moinhos de vento! O Sol também se harmoniza com Saturno, mas o aspecto só fica exato na segunda, dia 03/10.

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Mercúrio retoma seu caminho de volta, olhando cuidadosamente os arredores, recapitulando os detalhes, para encadear todas as mudanças que foram elucubradas durante a retrogradação – é hora de se arriscar e se abrir a novas ideias – mas atenção porque há ideias em excesso e portanto, precisamos de um mínimo de disciplina para conseguir desenvolver essas ideias adequadamente, porque talvez sejam brilhantes, mas nem um pouco práticas. E outra: abraçar muitos projetos ao mesmo tempo pode ser contraproducente porque talvez não consigamos efetivar nenhum deles! Nesse retorno Mercúrio se depara com feridas que se deparou já por duas vezes… A sensação de inadequação intelectual, o medo de falar em público, o medo de expor nossas ideias e elas serem vistas como ridículas, o medo de parecer idiota. Só que agora temos mais recursos, mais autorreflexão, e talvez a experiência tenha nos ensinado a encarar nossas incongruências e mancadas, de modo que podemos ter mais compreensão conosco mesmos e não ser mais tão defensivos nas interações. Talvez também possamos abrir a cabeça e pensar melhor sobre algumas ideias “alternativas”, e abrir mão de nossos pré-conceitos em relação a elas, especialmente no campo da cura e da medicina holística. Mercúrio faz oposição a Quíron e quincunce a Urano, entre o sábado e o domingo.

Catrin Welz-Stein - the Art of Seduction - reprodução
Catrin Welz-Stein – the Art of Seduction – reprodução

Vênus vai se adensando nas águas de Escorpião e se especializando cada vez mais na arte da sedução. Por estes dias faz sesqui-quadratura a Quíron, sugerindo um período de vulnerabilidade inconsciente, que pode se manifestar como uma defensividade extra nas relações. Depois ela fica um pouco mais sensível e menos seca ao dialogar com Netuno. Esse contato é muito favorável para as artes e todas as atividades que envolvam a criatividade e a imaginação. Obviamente, esse aspecto também beneficia as relações afetivas, pois aumenta a gentileza entre as pessoas, o carinho e a compreensão, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Fica aumentado o anseio pela proximidade e pelo romance, o que favorece a todos os casais. Em termos de negócios e investimentos, é momento de seguir a intuição, de perceber o feeling do momento, de usar a sensibilidade, mais que a razão, na realização de negócios e transações.

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Shutterstock – reprodução

Marte ingressa em Capricórnio, signo de sua exaltação, simbolizando um período em que nossa força executiva, nossa vitalidade é canalizada de forma mais eficiente, disciplinada e produtiva = ação concreta que leva a maior produtividade. Em Capricórnio o impulso marciano é masterizado e ao invés de reagir cegamente, agimos baseados na melhor estratégia. A ambição é enorme e não se busca nada menos que o melhor do melhor, o topo da montanha. Então, esse é um Marte mais maduro e responsável. Contudo, enquanto estiver trafegando Capricórnio Marte fará quadratura a Júpiter (semana que vem), conjunção a Plutão e quadratura a Urano, ou seja, todo esse senso de disciplina, estratégica e maturidade será desafiado e testado severamente – isso já começa na Lua Nova! Preparemo-nos! Marte fica em Capricórnio de 27 de setembro até 09 de novembro, quando entra em Aquário.

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Saturno faz quadratura ao eixo nodal (aspecto exato na semana que vem),  e nos obriga a rever nossas atitudes no ambiente de trabalho – por que tudo anda tão caótico, tão desestruturado, tão fora de sincronia? Há momentos em que parece que nós estamos totalmente desalinhados do nosso destino e caminho e a tentação em que escorregamos é achar que tudo é por culpa de alguém, ao invés de nos responsabilizarmos pelo que quer que esteja acontecendo em nossas vidas. Não vá por essa via fácil! Essa é a melhor maneira de NÃO crescer – novamente, vale aquela pergunta inconveniente de Freud: qual é a sua responsabilidade no caos de que você tanto reclama?

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Plutão volta ao movimento direto na segunda-feira, um movimento super importante, já que Plutão é o planeta mais lento e mais distante do nosso sistema e, portanto, o mais inacessível à consciência. Nos dias em que fica estacionário e logo que volta ao movimento direto,  há alterações drásticas na energia, às quais se reage de forma muito instintiva e negativa, caso não se esteja muito centrado e focado, logo, é necessário auto-observação por esses dias, para que não nos deixemos levar por essas energias coletivas densas e reativas. Ao voltar ao movimento direto Plutão continua um novo round de transformações estruturais e coletivas mundo afora. Essas mudanças têm abalado o cerne do mundo como o conhecemos desde 2008, quando Plutão ingressou em Capricórnio. Durante os últimos anos Plutão esteve recebendo a quadratura Crescente de Urano, de um ciclo que começou lá nos anos 60 (de 1963 a 1969). Revoluções, transformações, demolição de paradigmas. E um ponto importante é: toda essa ebulição social, política, econômica e até espiritual que temos vivido nos últimos anos e que são simbolizadas pelos ciclos em desdobramento, têm nos deixado com medo, muito medo. De repente, não temos mais certeza de nada! Um medo indefinível do futuro, medo da violência, da economia entrar em colapso, de perder o emprego, medo da tecnologia – que fica cada dia mais invasiva – medo dos desastres ambientais, medo das faltas – falta de água, falta de comida… – medo, medo, medo.

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Estamos entrando na era do medo, um medo nefasto, porque generalizado, insidioso e indefinível… Tudo o que sabemos é que nos sentimos profundamente inseguros, sem ter clareza exatamente do porquê. Eu tenho me sentido assim nos últimos tempos e tenho certeza de que você também. Tenho conversado sobre isso com colegas astrólogos e isso ocorre em todo o mundo. Mas o pulo do gato, o que vai fazer com que sobrevivamos daqui em diante não é, necessariamente, elevar os muros, comprar mais armas ou qualquer outra medida concreta que, achamos, vai nos garantir segurança – até porque já não se tem garantia de nada! O que vai fazer a diferença daqui para a frente é exatamente sair do medo! Na vida só há dois sentimentos ou essências básicas: amor e medo. Ou a gente se afina com um ou com o outro e isso define muito de nossa mentalidade, das nossas ações, atitudes e, consequentemente, do que nos acontece.  Como diz Ang Stoic, astrólogo alemão residente na Austrália, há alternativas ao medo e uma das mais simples é: desligue a TV! Sim, é sério! Os meios de comunicação e a mídia, em boa parte do tempo, prestam um grande desserviço, ao atender a interesses escusos, que visam vender e não informar, que visam manipular e não libertar e eles são os maiores responsáveis por essa cultura de medo em que vivemos. Seja através de noticiários tendenciosos, notícias sensacionalistas, programas de televisão que alimentam ainda mais esse sentimento, cinema, propagandas… enfim, você entendeu! Marion Woodman, psicóloga junguiana diz: “as imagens de que nos alimentamos governam nossas vidas”. Então, se culturalmente só consumimos violência e medo, o que vamos atrair para nossa vida?

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O que quero dizer, e que já disse antes, é: precisamos vigiar nossa própria vibração. Com o que nos alinhamos? Há uma mudança colossal tomando lugar, no tempo, no planeta, nesta dimensão, na evolução do humano na Terra, na consciência, individual, coletiva, energética… No mundo. Em que lugar estamos no meio disso tudo? Onde queremos estar? Outra colega, que mora em Nova York, me dizia esta semana, “estamos vivendo uma existência baseada no medo, nós pensamos o medo de formas muito tangíveis e eu acho que tem a ver com a mudança de consciência à qual parece que resistimos tanto como coletivo e que nos previne de nos movermos para o próximo nível. E claro, todos nós contribuímos individualmente com nossas próprias questões baseadas no medo”. Ela falou disso numa conversa, em que eu estava muito zangada depois de ler um texto sobre o Google gravar conversas que você trava perto de algum equipamento eletrônico – não é uma conversa pelo telefone, é conversas que ocorrem próximas ao telefone, ao computador, tablet – veja matéria do jornal The Independet. A tecnologia está criando um cerco ao nosso redor e, ao mesmo tempo que eu adoro todas essas facilidades, eu odeio a ideia de ser tão dependente dela, da tecnologia (e ter minha vida e privacidade invadidas dessa forma) – todos nós somos dependentes dela hoje, de uma forma ou de outra!

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Estou divagando, desculpem! Mas o ponto é este: precisamos nos desconectar do medo e para isso talvez precisemos nos desconectar, literalmente, de toda a parafernália tecnológico-midiática de vez em quando, nos desconectarmos da Matrix, com uma certa frequência, como disse minha amiga Remy. Limpar nosso sistema, fazer uma faxina geral de todos os excessos, e dessa contaminação do medo, voltarmos ao nosso centro como indivíduos, para nos lembrarmos de nossa essência, de quem somos realmente, fora da Matrix. Para vivermos de verdade e não virtualmente! É possível viver sem medo e isso não quer dizer viver na ingenuidade, numa bolha dourada, fingindo que não enxergamos o mundo ao redor! Para isso, precisamos ter muita clareza de quem somos e do que estamos fazendo aqui, do nosso papel em tudo isso. E claro, precisamos nos conectar ao amor. Não, não é romantismo. É uma questão de vibração, de querer o melhor, de conectar-se com as intenções e vibrações mais elevadas e ter coragem de abraçar essa mudança de consciência, permitir que ela aconteça, porque ela vai vir, queiramos ou não. E como fazemos isso? Desde as pequenas atitudes, de decidir tratar melhor as pessoas que encontramos no dia a dia, vendo nelas um ser humano e não apenas uma função, um serviço, por exemplo, às questões maiores, de levar uma vida íntegra, de melhorar o seu próprio entorno, o máximo que se conseguir. E mesmo para quem está “no bem bom” neste momento, vale lembrar: “se quisermos que as coisas permaneçam como são, tudo deve mudar” (Giuseppe Tomasi de Lampedusa).

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A Lua abre a semana na fase Minguante, em Leão e logo fica Balsâmica, ainda na segunda-feira. Torna-se ultra reservada em Virgem e se renova em Libra, na sexta-feira. Fecha o domingo em Escorpião em harmonia com Marte.

SEGUNDA-FEIRA, 26 de setembro – O Sol Libriano faz conjunção a Júpiter no grau 03°36’ (quem tem planetas próximos são beneficiados). A Lua está em Leão, numa conversa inspirada com Professor Saturno em Sagitário. A Lua também conversa, de forma tensa, com Netuno e com Plutão, que volta ao movimento direto às 12h01min. Também há ainda um contatos desconcertantes a de Marte e a Quíron.  Há uma forte influência que hoje nos incita a buscar uma vida com propósitos mais elevados, de mais justiça, equilíbrio, harmonia, beleza e equanimi

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dade. Renovamos nosso otimismo e fé e olhamos para a frente revigorados. Mas esse otimismo, que é o pano de fundo da semana, enfrenta desafios hoje, que começam com o nosso estado emocional muito instável. A madrugada flui suave, mas o começo da manhã traz tensões que nos desestabilizam e fazem a segundona começar incongruente, esquisita, como se pisássemos “em falso” nas nossas escolhas, decisões e interações. Ocorre que achamos que escolhemos de forma clara e consciente, mas na verdade há reflexos instintivos, arraigados nos porões do coração, que nos deixam incertos, pisando em falso. O que precisamos é nos dar conta dos nossos receios e raivas mais profundos e trazê-los e trazê-los à nossa frente, ao invés de continuar olhando-os de viés, fingindo que não os estamos vendo realmente. Somente assim poderemos nos embeber das influências positivas realmente, poderemos nos autorizar a tomar posse da abundância que espera por nós. Do contrário, falharemos porque simplesmente achamos que não somos merecedores. E o universo responde de acordo com aquilo que acreditamos: se achamos que merecemos, ou se achamos que não, ele vai responder a isso. O presente está dado. Teremos coragem de reclamá-lo?

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TERÇA-FEIRA, 27 de setembro – De Leão a Lua se chateia com Quíron enquanto se entrosa lindamente com Urano e mais amplamente Marte, já no fim de Sagitário, formando um amplo Grande Trígono de Fogo. A Lua fica vazia depois do contato a Urano, às 05h54min e fica todo o dia fora de curso, fazendo apenas um último contato, muito inconsciente, a Plutão.  Marte ingressa em Capricórnio às 05h07min e a Lua entra em Virgem às 18h34min, de onde se afina com o Marte de Terra. Alguns sonhos podem perturbar o sono na madrugada, trazendo lembranças de velhas feridas, que talvez deixem uma sensação de exclusão. Mas logo depois outras influências mais diretas e positivas mudam a cor do dia, de modo que despertamos mais animados. Contudo, além de a Lua estar balsâmica, é dia de Lua vazia – o dia inteiro! – e o melhor que fazemos é refletir profundamente sobre as maneiras pelas quais podemos mudar nossa vida para que ela seja mais satisfatória, mais livre, mais autêntica, sem que isso se dê de forma destrutiva; como podemos ser mais criativos e criar oportunidades de expressar, se não todos, pelo menos nossos melhores e mais belos potenciais. É um dia para ousar ter uma visão de futuro diferente, para planejar com audácia e entrar em contato com nossas maiores ambições. Mas não é hora de ação. Não ainda. Em termos práticos um dia com Lua fora de curso favorece apenas a continuidade ou a conclusão de coisas que já tenham sido iniciadas previamente. Não é um tempo favorável nos lançarmos a coisas novas, para tomadas de decisões, para mudanças importantes. Isso porque a Lua rege nossos sentimentos, o cotidiano e sendo o corpo celeste mais próximo da Terra, é o que, de certa forma conecta com o universo lá fora com o universo aqui dentro, então, com a Lua vazia, carecemos de objetividade e clareza; não há ciência de todas as nuances implicadas nas questões e neste caso, é melhor esperar. Mas podemos e devemos terminar as coisas pendentes. A Lua está balsâmica, a última fase do minguante, propícia à eliminação do inútil e desnecessário, tanto no plano prático quanto emocional.

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QUARTA-FEIRA, 28 de setembro – A Lua, balsâmica e Virginiana conversa discretamente com Vênus em Escorpião, enquanto se agasta com Urano no início da manhã. No fim da manhã ela briga fica feia com Netuno e Saturno, que é o ponto chave das soluções. A Lua faz conjunção ao Nodo Norte, que também está em quadratura a Saturno e oposição a Netuno. A Lua fecha o dia em harmonia com Plutão. O dia começa harmonioso: temos disposição para o trabalho e para a conclusão de todas as coisas em aberto. Entretanto, é preciso vigiar a necessidade de controlar e de querer tudo ao nosso modo, que se manifesta de forma bem indireta, mais perceptível aos outros do que para nós mesmos, e que pode criar algum ressentimento no ambiente de trabalho.  Do final da manhã até o início da tarde as coisas ficam bem mais tensas, especialmente no trabalho, porque nos sentimos cobrados e exigidos – ou talvez cobremos e demandemos de outros – mas as emoções estão um tanto embaralhadas, confusas, de modo que nos dispersamos e sentimos inseguros. Há grande propensão a criticismo, direto ou indireto, que pode minar a harmonia das relações. Porém, há formas positivas de se lidar com essa energia: primeiro temos que nos conscientizar de nossos receios e falhas e trabalhar para superá-los; segundo, precisamos ter consciência de que hoje estamos mais sensíveis a críticas e rejeições, portanto, é necessário ter algum distanciamento no julgamento das situações, para que não levemos tudo para o pessoal – descontar nos outros nossos problemas e inadequações não é a melhor política, nem a mais honesta; terceiro, ter foco, priorizar para conseguir a produtividade desejada. Se conseguimos adotar uma atitude de maturidade e nos ancorarmos no essencial, conseguiremos fazer de um dia que tinha tudo para ser caótico, um dia bastante proveitoso!

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QUINTA-FEIRA, 29 de setembro – Dona Lua Virginiana abraça o dono da casa, Mercúrio e fica fora de curso às 07h06min – outro dia inteiro de Lua vazia! À tarde enfrenta muitas inseguranças e instabilidades nos contatos com Quíron e Urano. Vênus está em sesqui-quadratura a Quíron e em trígono a Netuno. O Sol segue em conjunção separativa a Júpiter. Saturno segue em quadratura separativa a Netuno. Uma noite de sono mais tranquilo e acordamos mais dispostos, sensação de harmonia física e emocional logo cedo. A sensação de bem-estar, porém, é perturbada mais tarde por lembranças desagradáveis que podem ser acionadas por outras pessoas ou acontecimentos repentinos e que tiram o nosso equilíbrio interior por muitas horas. De toda forma, apesar dos reveses, no fundo temos uma inspiração que nos alimenta e nos impulsiona de forma positiva e assim, percebemos que o melhor é não fazer nada, por enquanto, e usar o período para meditar, para retirar-se, para repensar o caos do nosso cotidiano e o que podemos fazer para modificar isso. Em termos de vida objetiva, a melhor pedida é seguir as programações rotineiras que não demandem ação decisiva. Reuniões podem ser pura perda de tempo, porque há grande tendência a divagações e assuntos paralelos e no fim, chega-se a conclusão nenhuma ou, as conclusões que se tomam precisarão ser revistas depois, porque talvez se revelem insatisfatórias. O dia está sujeito a muitos imprevistos, de modo que talvez precisemos fazer ajustes nos planos. E não adianta se irritar, porque a situação só vai piorar. O melhor é relaxar, ser flexível e remar com a maré. Quem puder ficar em repouso, em contemplação, ganha muito!

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SEXTA-FEIRA, 30 de setembro – A Lua entra o dia vazia em Virgem e ingressa em Libra às 04h53min, de onde logo entra em conflito com Marte em Capricórnio. Durante o dia a Lua faz conjunção a Júpiter e à noite, às 21h12min no horário de Brasília (01h12min no horário de Lisboa), a Lua se renova no grau 08°15’ de Libra, abrindo o ciclo em que a ênfase recai sobre os relacionamentos e parcerias de todo o tipo e que aponta também a necessidade de buscarmos equilíbrio e cooperação. O dia começa cedo, muito cedo, com uma energia irritadiça e espinhosa, que nos deixa de muito mau humor – para aqueles que não costumam expressar seus dissabores de forma direta, o azedume pode se expressar como dor de cabeça e indisposição física. Mas pelo meio da manhã, como que por encanto, o azedume se esvai e nos afinamos com influências mais positivas, expansivas e animadas, de modo que a energia do dia muda drasticamente, ficando, ao mesmo tempo, mais elevada e festiva. É como se intuíssemos que o peso maior dos nossos ombros parece ficar mais leve e a nuvenzinha escura que pairava sobre nossa cabeça começa, finalmente, a se dispersar. O dia corre, faceiro e feliz, até a Lua Nova de Libra que ocorre à noite. Esta Lua Nova inaugura um ciclo bastante diferente de todos os ciclos dos últimos meses, que tiveram a forte influência da quadratura Saturno-Netuno, contaminando tudo de desesperança, medo e letargia.

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Agora começamos o terceiro trimestre do ano Astrológico, que vem batizado com a energia do Grande Benéfico, Júpiter, uma energia que reverbera até a Lua Nova de Capricórnio (29/12). A Lua Nova ocorre em conjunção a Júpiter, mas tem um truque escondido nessa configuração super auspiciosa: a Lua Nova ocorre exatamente no Ponto Médio entre Marte e Plutão em Capricórnio, que ficarão conjuntos em algumas semanas. Então, para nos apossarmos de todas as benesses prometidas no ciclo, para termos acesso a toda a abundância, precisamos lidar com uma grande contradição: Libra é um signo de conciliação e diplomacia, mas essa Lua Nova nos diz que precisamos entrar em contato com nossas maiores ambições, com nossos poderes de super-humanos, de forma decidida e feroz, sem espaço para hesitação; ao mesmo tempo em que temos que dar duro e lutar com todas as nossas forças, é necessário ter cautela para não trabalharmos até o colapso do corpo; é necessário ser audacioso, ousado, coisa que geralmente é complicado para a energia Libriana, que busca cooperação. Talvez também tenhamos que lidar com medidas ou resultados violentos, intervenções surpreendentes de altas autoridades que abalam o status quo e o equilíbrio social. Mas a chave ainda é achar o próprio equilíbrio para não ser levado pelos outros! Este ciclo promete muita ação e, ação, mesmo quando drástica, ainda é melhor do que a pasmaceira em que vínhamos caminhando!

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SÁBADO, 1° de outubro – Vênus se harmoniza com Netuno, aspecto exato hoje. A Lua Libriana também se afina com Saturno, mas se desgasta com Netuno. Pelo meio da manhã entra em litígio com Plutão e fecha a noite já em oposição a Urano e quincunce a Quíron, aspectos não exatos. Mercúrio vira a noite em oposição a Quíron. O dia está particularmente sensível. Há um anseio por fusão, por estar junto, por se perder no outro, uma influência que beneficia relações em geral, particularmente as românticas. Quem está solteiro, pode se sentir um tanto nostálgico, ansiando por algo indefinido, etéreo, sem rosto e sem nome… Se não se tem cautela, pode-se acabar envolvido em sexo casual e fortuito, que, em algumas situações, pode ser terrivelmente frustrante, pois não vai preencher aquele anseio por intimidade profunda e pela fusão romântica que tanto buscávamos. Aliás considerando-se a influência de Plutão e Urano, é preciso mesmo uma auto-investigação cuidadosa de nossas motivações mais profundas, porque carências arraigadas e talvez atávicas que muitas vezes nos fazem ceder em nossos valores e princípios para ter companhia podem ser confrontadas e desafiadas, de modo que não podemos nos fazer de tolos e no confronto, algumas verdades dolorosas sobre a relação mais essencial de todas, aquela que mantemos conosco mesmos, podem surgir. De qualquer forma, tais revelações ou iluminações não devem ser motivo de culpa ou auto-flagelação, mas sim de liberação dos comportamentos e atitudes arraigados e ultrapassados.

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DOMINGO, 2 de outubro – Mercúrio está em oposição plena a Quíron e em quincunce a Urano e a Lua Libriana faz o movimento inverso: se opõe a Urano enquanto faz quincunce a Quíron, sinalizando uma madrugada e um dia bastante complicados e sujeitos a muitos imprevistos. A Lua fica vazia depois da oposição a Urano, às 02h44min. Faz ainda aspecto desarmônico a Netuno em Peixes. Ingressa em Escorpião às 16h43min, de onde trava uma conversa econômica, mas harmoniosa com seu dispositor, Marte, em Capricórnio, que por sua vez, está em conflito com Júpiter. Os baladeiros de plantão precisam ter alguma cautela na madrugada de sábado para domingo, porque há propensão a conflitos diversos: as pessoas se acham mais confiantes e audaciosas e tendem a se colocar mais arrogantemente nas situações, gerando discussões e possíveis beligerâncias; falta de informação e insegurança também podem motivar preconceitos e ideias estreitas, o que dificulta ainda mais as interações. Com essas energias explosivas bastante ativadas, é melhor não abusar de álcool e outras substancias, para que tenhamos um mínimo de controle sobre nossas palavras e atitudes, já que estamos, naturalmente inflamados.

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O dia de domingo está um pouco mais tranquilo, embora ainda possamos captar a tensão subjacente nas interações. É um dia que favorece mais aos encontros intimistas, reservados e planejados, do que as atividades abertas, públicas e espontâneas. É também dia de eleições e as urnas são abertas num período de Lua vazia, tendo ela ficado vazia depois de se opor Urano. Isso sugere que os resultados dessas eleições são completamente imprevisíveis. Durante todo o dia é possível que haja problemas diversos no exercício eleitoral, denúncias, conflitos de boca de urna, etc… Pessoas mudam de ideias quanto a seu voto no último minuto e depois ainda podem se arrepender, porque com a Lua vazia, não há clareza nem conexão com os instintos, é como andar às cegas. Pode haver atrasos causados pelo trânsito ou pela falta de informação ou informações erradas também podem ocorrer. Pessoalmente, fico triste em me dar conta de que essa eleição começa com uma Lua Vazia, já que tradicionalmente se diz que coisas iniciadas sob a Lua Fora de Curso “não dão em nada”, ou, no mínimo, têm resultados muito diferentes dos esperados – se estamos buscando mudança em nossa política, acho que não é nessa eleição que ela começa a acontecer! Tomara que eu esteja redondamente errada!

Desejo que sua semana seja muito positiva e auspiciosa! Que seus caminhos se abram e que voltemos a ter esperança!

Uma ótima semana para você!

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A Semana Astrológica – Foco, força e fé!

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Semana de 20 a 26 de junho – Semana de expansão e frutificação

Esta é uma semana ruidosa, que já começa com movimentos importantes simbolizando uma transição crucial na energia e em sua manifestação concreta. É uma semana de expansão, realização e frutificação, que pode nos trazer grande satisfação ou sensação de fracasso, dependendo dos esforços e investimentos que fizemos em nossos projetos. Lua Cheia é colheita e a colheita depende das sementes que plantamos e do cuidado que tivemos com a plantação.

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Para começar, já tivemos na segunda-feira cedo a segunda Lua Cheia em Sagitário, uma Lua Azul, que marca uma transição nos ciclos lunares, um sinal de que as coisas fluem melhor e de forma mais concatenada a partir de agora. Ainda na segunda tivemos o Solstício de Inverno (Verão no Hemisfério Norte), marcado pela ingressão do Sol em Câncer às 19h34min. A palavra solstício vem do latim e significa Sol e sistere (sol que não se move). É o dia em que o Sol atinge a maior distância angular em relação ao Equador, neste caso, o Sol avançou sobre o Trópico de Câncer no Hemisfério Norte, que tem então o dia mais longo e a noite mais curta do ano. No Hemisfério Sul ocorre o contrário, pois aqui temos a noite mais longa e o dia mais curto do ano. O Solstício assinala uma transição sutil na energia, que vinha descendente e agora se revigora – depois dos meses “pesadões” que tivemos recentemente, vai nos fazer muito bem essa mudança. O Sol fica em Câncer até as 05h30min do dia 22 de julho e enquanto trafegar este signo, fará oposição a Plutão, trígono a Júpiter e quadratura a Urano, entre outros movimentos.

Shnji Ohmaki - Liminal Air - Reprodução
Shnji Ohmaki – Liminal Air – Reprodução

A ação – melhor dizendo, elucubra-ação – dos próximos dias fica por conta de Mercúrio, que trafega signo de sua dignidade, Gêmeos, de onde enfrenta Saturno e Netuno já na segunda-feira, depois também faz quadratura a Júpiter e quincunce a Plutão mais para o meio da semana e ainda faz quincunce a Marte e sextil a Urano no domingo. Isso quer dizer que a mente fica especialmente inquieta e industriosa com tanta atividade mercurial e se não tivermos cuidado, na verdade, não haverá ação nenhuma pois nos perderemos na mera elucubração, que é a divagação sobre a ação… Estamos dormindo ou acordados? Estamos indo ou voltando? De onde? Para onde? Já não estivemos aqui antes? Se parássemos para observar o riscado dos nossos passos, perceberíamos que aos poucos, construímos um labirinto num vai-e-vem frenético da mente e dos pés… Um labirinto que pode exaurir nossas forças e no qual podemos nos perder, caso não estejamos atentos. E de fato, este é o segredo: atenção consciente e constante para conseguirmos divisar o essencial do supérfluo, a informação útil e necessária,da mera “encheção de linguiça”. Estes aspectos podem ser uma armadilha que nos dispersa e afasta do foco, mas podem também oferecer a oportunidade de observar nossas dinâmicas e processos mentais: o que nos deixa eufóricos e sem noção; o que nos deixa incertos e talvez deprimidos; o que torna nossas certezas mais robustas e firmes; o que nos afasta e o que nos aproxima de nossos centro. Tal observação é preciosa e nos ajuda a lidar melhor com as armadilhas mentais que nós mesmos criamos. De resto, é criar mecanismos que propiciem o foco e a concentração. Em termos práticos, estas configurações requerem cautela ao assinar documentos e fechar acordos e negociações porque as informações não estão claras e estão muito soltas – recomendável esperar.

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William A. Bouguereau – Vênsu Triumphant – Reprodução

Vênus ingressou em Câncer, onde aciona nossas memórias afetivas, onde buscamos relacionamentos comprometidos, de trocas profundas e verdadeiras. Mas Vênus em Câncer também tem dificuldade de lidar com a dependência emocional e em deixar o passado ir… Por que? Leia mais sobre Vênus em Câncer.

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Marte está na reta final de sua retrogradação. Volta ao movimento direto na semana que vem – Aleluia!!!  Ao todo, fica mais de 10 dias trafegando o grau 24 de Escorpião (23°00’ a 23°59’) e mais de duas semanas nos graus 24-25. Indivíduos com planetas nesses graus dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) sentem-se particularmente frustrados e são obrigados a lidar com assuntos antigos ligados à autoafirmação, à assertividade e à gestão da própria agressividade, assim como precisam liberar-se de rancores e mágoas arcaicos que continuam a envenenar a alma, mesmo que o ocorrido já nem faça mais sentido e já tenha se perdido na névoa do tempo. Escorpião não esquece, mas ficaria pasmo em saber que às vezes, o esquecimento é a melhor das dádivas! Pense nisso Escorpião! Esta última semana ainda é um pouco pesada para os assuntos Marcianos: Marte ainda está em quincunce a Urano (propensão a acidentes) e recebe também quincunce de Mercúrio (aumenta a propensão – ficamos estabanados), virando foco de Um Yod-Dedo de Deus, configuração espinhosa que simboliza imprevistos, acidentes e, às vezes, fatalidades. Com Mercúrio envolvido na conversa, precisamos ter mais cuidado, especialmente no trânsito!

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Fabio Simone Sebastiano – Reprodução

Mas há ainda outro movimento portentoso esta semana. Portentoso por causa do peso dos envolvidos: Júpiter faz trígono pela terceira vez a Plutão, sinalizando um período particularmente favorável para nos recompormos da depleção extrema de nossas energias a que estivemos submetidos nos últimos tempos, sim é tempo de renovar nossas forças e nossa fé – o foco fica por nossa conta! Além de propiciar a regeneração de nosso otimismo e confiança, esse aspecto favorece uma melhor gestão das mudanças que precisamos empreender para poder nos expandir, os recursos são usados de forma concentrada e otimizada, de forma que podemos ousar e administrar melhor os riscos eventuais. Temos chances de fazer mudanças positivas não só na nossa vida pessoal, mas especialmente na vida social e profissional. Podemos nos expandir e ir em busca de nossas ambições de forma constante e focada, percebendo que felicidade boa é felicidade compartilhada, que só somos realmente “ricos” e plenos, quando a comunidade da qual fazemos parte também tem oportunidades de melhoria e de expansão. Temos grande desejo de reformar e transformar o mundo ao nosso redor, não só para nosso próprio benefício, mas em favor de todos que respiram o mesmo ar que nós. E, se quisermos e focarmos, temos as ferramentas e oportunidades que precisamos para empreender tais mudanças. Mas é preciso reconhecer a oportunidade quando ela bater na nossa porta e agarrá-la sem hesitação. Júpiter fez trígono a Plutão em 11 de outubro de 2015, 16 de abril de 2016 e agora no domingo – última chance de agarrar as oportunidades dessa rodada!

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Por último, Quíron estaciona no domingo a 25°14’ de Peixes. Ficará retrógrado de 27 de junho até 1° de dezembro. Neste período estaremos assimilando as lições que viemos aprendendo: nossas fraquezas, as dores e feridas não curadas, as cicatrizes que teimam em reabrir, mas também nossa capacidade para a compaixão e a empatia; nosso poder de cura diante da fragilidade humana.

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A Lua abre a semana sendo Cheia em Sagitário. Ganha foco e severidade em Capricórnio e torna-se Disseminadora em Aquário. Fecha a semana já em Peixes. Conversa, harmoniosa ou belicosamente com todos os demais corpos celestes.

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SEGUNDA-FEIRA, 20 – Dia de Lua Cheia em Sagitário, dia de Solstício (ingressão do Sol em Câncer), dia de transição. A Lua, depois de ser cheia, entra em Capricórnio. Mercúrio enfrenta a frieza de Saturno (oposição) e a confusão de Netuno (quadratura), aspectos exatos hoje. Dia em que a mente precisa aprender a discernir entre real e irreal, entre inseguranças reais mas contornáveis e dramas exagerados pelo medo irracional. Vale lembrar que esse negócio de “real” é algo bem enganoso. O melhor que fazemos é permanecer abertos e serenos, sem nos apegar a conceitos ou definições rígidas a respeito de nada. A Lua Cheia potencializa essa energia crítica de cisão e precisamos manter os pés no chão para não perder o contato conosco mesmos. Leia mais sobre a Lua Cheia de Sagitário.

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TERÇA-FEIRA, 21 – O Sol ingressou em Câncer ontem, marcando o Solstício de Inverno (Verão no HN). A Lua, depois de cheia em Sagitário, ingressou em Capricórnio às 08h55, também de ontem. Hoje ela faz sextil a Netuno em Peixes, quincunce a Mercúrio em Gêmeos, trígono a Júpiter em Virgem e conjunção a Plutão. Depois da euforia e de tantas transições, hoje precisamos voltar à realidade e pegar no pesado, literal ou figurativamente. O dia está propício ao trabalho sério e compenetrado, embora demande esforço para nos mantermos focados em alguns momentos pois há dúvidas que vêm e vão, seja a respeito dos planos em vigor, seja porque corpo e mente estão dessincronizados. De qualquer maneira, se quisermos realmente, há disciplina e estamina bastante para finalizar  muitas coisas que se arrastavam pendentes por vários dias e podemos atacá-las com vigor e decisão, olhar arguto, determinação e capacidade de conclusão. Só precisamos mesmo vencer essa vadiagem da mente que busca estímulo e distrações desnecessários, levando-nos à dispersão. Mas a mente é nossa e hoje, se nos afinamos com nosso coração, que está super pragmático, podemos lidar com suas tramas e enredos e adivinhar suas manobras antes mesmo que se apresentem. Assim, não precisamos ficar presos às suas manhas e traquinagens! O Foco leva ao resultado, mesmo quando este parece longe de nós! E mãos à obra!

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QUARTA-FEIRA, 22 – A Lua Capricorniana se afina com Marte em Escorpião mas quadra Urano em Áries, ficando vazia logo depois, às 05h57min. Ingressa em Aquário somente às 17h09min, o que nos deixa com quase 12 horas de Lua Vazia nas mãos, num dia “útil”. Nesse meio tempo a Lua ainda se harmoniza com Quíron. De Aquário ela caça confusão com o Sol e se descuida das traquinagens de Mercúrio e da mente bagunceira. Mercúrio está em quadratura plena a Júpiter e muito próximo do quincunce a Plutão. Temos hoje aquele velho dilema, nosso conhecido: arregaçar as mangas e focar no trabalho, fazendo o que tem que ser feito, ou rebelar-nos contra essas inúmeras regras absurdas, que nos escravizam de cujo sentido e validade muitas vezes duvidamos… Dá até vontade de despedir o patrão e ir procurar coisas mais úteis e satisfatórias para fazer. O tempo de se viver, o tempo de se amar, o tempo como matéria… É tão precioso e enquanto ele passa, estamos aqui, debruçados a perseguir objetivos outros, de  outra ordem e intenção, objetivos que nem são nossos mas que abraçamos porque precisamos sobreviver e trabalhar e funcionar e… A Lua vazia em Capricórnio depois de uma quadratura a Urano nos questiona sobre o uso do nosso tempo… É mesmo racional o uso que fazemos dele? E acaso tem que ser racional? E o tempo de ser livre, de ser nós mesmos e ir atrás do que realmente é vital para nós, não é importante também? Como a Lua Capricorniana só trabalha, é possível que enxerguemos a outros como vagabundos descompromissados com os resultados do “negócio”, o fato é que há um conflito entre a obrigação e a autonomia, entre o compromisso e a liberdade, um dilema que reverbera noite adentro, com a Lua Aquariana em descompasso com o Sol. Mercúrio enfrenta um desafio parecido no embate com o Júpiter Virginiano… Discernir entre o útil e o inútil, o que é realmente essencial para a expansão de nossas ideias e da nossa mente… Talvez precisemos tirar tudo de dentro das gavetas da nossa mente para empreender essa seleção… Diferenciar entre a informação vazia que apenas ocupa espaço no nosso hard-drive do conhecimento precioso que se revela determinante para darmos o próximo passo na direção do nosso objetivo.

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QUINTA-FEIRA, 23 – De Aquário a Lua faz quincunce a Vênus em Câncer. Depois ela se afina com um de seus dispositores, Saturno em Sagitário. Mais tarde se desentende com Júpiter e ainda faz uma sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Disseminadora. Mercúrio está em quincunce pleno a Plutão. A mente hoje oscila entre o foco absoluto e a vadiagem relativa… Uma hora leva-se tudo muito a sério e daqui a pouco tudo pode ser uma algazarra. No meio estamos nós, vacilantes. Se utilizamos os momentos de concentração podemos ter instantes de grande percepção, que iluminam os pensamentos e transformam a visão superficial que tínhamos de certas coisas para algo de maior consistência e substância. Ao contrário, ao invés de voltar essa força motriz da mente para dentro, para transformar a nós mesmos, podemos voltá-la contra outros, lançando sobre eles nossa aspereza, maledicência e sarcasmo, em tiradas que podem ser tanto brilhantes quanto profundamente desconcertantes. O que ganhamos com isso? Estamos tão inseguros de nós mesmos que precisamos golpear a outros para nos sentir melhor? Vale uma parada para refletir…

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Há conflito também quanto à expressão dos sentimentos e dos afetos, que estão em dissonância. Conflito do tipo “não sei se caso ou se compro a bicicleta”… Ou talvez haja várias coisas e atividades, inclusive culturais, que gostaríamos de fazer mas não conseguimos – ainda- estar em dois lugares ao mesmo tempo… Talvez o parceiro queira uma coisa e nós queremos o contrário, que nem naquela música do Paulinho Moska: “Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra. Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era (…) Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar. Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar”. Mediação. Mediação é a palavra-chave para tais dilemas. Mediação entre as várias facetas de nós mesmos e também entre nós e o outro e nossos desejos aparentemente discrepantes. Fácil não é, mas talvez seja possível. E, se pensarmos bem, também é bonito – afinal, quem quer uma vida morna e toda certinha e previsível? Definitivamente, não a Lua em Aquário! E que venham os dilemas, porque nos farão crescer! E de repente, a gente até descobre que dá sim, para casar E comprar a bicicleta!

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SEXTA-FEIRA, 24 – A Lua faz trígono a Mercúrio e depois quadratura a Marte em Escorpião. Mais tarde ela se afina com Urano, seu segundo regente e fica fora de curso logo depois, às 12h49min. Ingressa em Peixes às 23h31min. Cabeça e coração estão alinhados, mas a vontade e a atitude vão em outra direção – como é possível? É possível, mas temos dificuldade de admitir nossas contradições então as percebemos no outro e no mundo ao redor, assim, o dia fica propenso a conflitos de interesses. Podemos nos sentir bloqueados por aquele sujeito que não tem noção nenhuma de comprometimento e nos deixa a ver navios ou, contrariamente, sentimo-nos “pentelhados” por alguém que vem nos cobrar assiduidade e lealdade quando tudo isso nos causa verdadeira alergia. Temos problemas sérios a tratar, mas sem perceber, fugimos deles e então, por causa de coisas tolas, às vezes ridículas, nos tornamos irracionais, reativos e sujeitos a precipitações e disputas bestas, que depois nem mesmo lembramos porque começaram. É muito provável as disputas tolas sejam uma manobra para evitar confrontar as questões que nos incomodam de verdade e que precisam ser realmente endereçadas, com calma, porem de maneira firme e assertiva. Não precisamos chegar ao ponto de crianças quebrando uma o brinquedo da outra, se apenas formos honestos com o que de fato nos arrelia e incomoda e lidarmos com isso de forma limpa e direta.

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SÁBADO, 25 – A Lua está em Peixes e de de suas águas densas e profundas faz trígono aos também emotivos Sol e Vênus em Câncer. À noite a Lua se debulha na frieza dura de Saturno em Sagitário, enquanto se dissolve em Netuno.  O dia está sensível e super emotivo. Há grande nostalgia no ar e enorme propensão a irmos buscar no passado respostas ou alento para dificuldades atuais… Possivelmente rememoramos fases ou episódios da nossa vida em que tudo parecia melhor e mais feliz e temos uma saudade doída de todas essas coisas e até de outras que não conseguimos nominar. Todo esse sentimentalismo pode ser melhor utilizado nos aproximar daqueles que estão, de fato, presentes em nossa vida; para estreitar laços e, se estivermos fortes e com nossas fronteiras saudáveis, podemos até ajudar àqueles que buscam nosso apoio. É um dia para nos permitirmos sentir verdadeiramente, para buscarmos locais de acolhimento que nos façam sentir pertencentes, em segurança – algo que nos faça ancorar e não afundar nas emoções revoltosas e traiçoeiras. A noite ficamos ainda mais melindrosos e suscetíveis. Nossa barreiras caem por terra e sentimo-nos expostos ao julgamento alheio, impressionáveis e instáveis. Receando frieza e o próprio desmoronamento, recolhemo-nos e isolamo-nos e talvez seja essa a melhor pedida mesmo, não para ficarmos remoendo infortúnios ou amargando a solidão, mas para auscultar nossos sentimentos mais profundos, a verdade do nosso coração e também para nos proteger de potenciais invasões das quais não sejamos capazes de nos defender. Solitude e recolhimento farão muito bem à alma! Observação prática: é dia de balada, mas nesses estado de extrema suscetibilidade, é recomendável pegar leve quanto ao álcool e outras substâncias; sugere-se cautela também quanto às companhias porque nossos critérios estão meio frouxos e podemos nos encontrar em lugares ou situações que normalmente escolheríamos não estar.

Anton Jankovoy - Reprodução
Anton Jankovoy – Reprodução

DOMINGO, 26 – A Lua Pisciana faz oposição a Júpiter em Virgem e depois sextil a Plutão em Capricórnio. Mais tarde ela bate-boca com Mercúrio em Gêmeos, busca consolo em Marte e vai chorar as mágoas junto a Quíron. Fica vazia às 16h56min, depois da briga com Mercúrio, que está hoje em quincunce pleno a Marte e em sextil a Urano. Quíron estaciona a 25°14’ de Peixes, às 08h11min. O dia está super sonolento. Estamos um tanto letárgicos e indispostos, demorando a acordar e encarar o mundo, embora um outro lado nosso fique nos lembrando de algumas aventuras e extravagâncias que tínhamos combinado para o domingo… É, de fato, um dia para se pegar leve nas atividades, na comida, na bebida, no que quer que seja… Ainda estamos muito impressionáveis, fronteiras abertas ou muito baixas e em tal condição ficamos predispostos a nos contaminar com conteúdos alheios, com as dores do mundo e quando vemos, já estamos perdidos no meio do tsunami emocional… Há também confusão e conflito entre o que sentimos e o que pensamos, toldando nosso julgamento e até mesmo a intuição. A comunicação também está comprometida em sua clareza e podemos nos envolver em discussões intermináveis e confusas por causa de mal entendidos difíceis de dirimir. Por outro lado, é um dia favorável para se buscar a beleza; para ver um bom filme, uma exposição de arte, um concerto musical, ou outras atividades que alimentem nossa imaginação e eleve nossa alma, melhorando a vibração dentro e fora de nós. Mesmo que sejamos do tipo “bom samaritano” o dia de hoje pede cautela ao selecionar nossas companhias. Companhias tóxicas podem drenar o resto da nossa pouca energia. Programas religiosos ou espirituais também estão mais que favorecidos!

Desejo que sua semana seja de luz, amor e alegria!

Gratidão sempre por sua companhia neste blogue! Receba meu abraço fraterno!

Tirado de Gethappyzine - Reprodução
Tirado de Gethappyzine – Reprodução

Lua Cheia em Sagitário – Meio cheio ou meio vazio?

Doctor Ojiplatico - Reprodução
Doctor Ojiplatico – Reprodução

A Lua foi Cheia hoje, 20 de junho de 2016, às 08h02min no horário de Brasília (12h02min no horário de Lisboa), a 29°32’ de Sagitário, uma Lua Azul Astrológica, que é a repetição da Lua Cheia no mesmo signo que a Lua Cheia anterior. A Lua cheia, como sabemos, representa o ápice do ciclo iniciado na Lua Nova. é um momento de clímax, em que a energia, que vinha num crescendo, finalmente alcança seu apogeu e explode, ou se derrama, frutifica e se revela completamente à consciência. Como o momento do parto – cujos números, aliás, sobem vertiginosamente nesta fase da Lua – como o momento da colheita. é o apogeu, um momento de crise em que a tensão finalmente é liberada, para o melhor ou para o pior. Subimos a montanha e chegamos ao seu topo e a partir daqui começamos a descer, então o apogeu é também o começo do fim. Mas antes de falarmos sobre esta lunação, gostaria de me delongar um pouco sobre uma questão secundária e mais técnica, mas que para mim é importante.

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Esta é a segunda Lua Cheia do ano que ocorre em Sagitário, o signo dos exploradores – pois é, temos uma dobradinha! –  um fenômeno que vem “ajustar” a ordem natural dos ciclos lunares. Isso porque, desde março de 2015 essa ordem estava invertida. Explico: a Lua Nova e a Lua Cheia marcam os pontos altos do ciclo lunar e normalmente ocorrem num par de signos opostos, a Lua Nova ocorrendo em um signo e a Lua Cheia acontecendo no signo oposto 14 dias depois, nos eixos de Áries-Libra, Touro-Escorpião, Gêmeos-Sagitário, Câncer-Capricórnio, Leão-Aquário, Virgem-Peixes. Nos últimos meses esta ordem estava invertida porque a Lua Cheia acontecia antes, ao invés de termos a Lua Nova em Áries seguida pela Lua Cheia em Libra, tínhamos primeiro a Lua Cheia de Libra e 14 depois a Lua Nova de Áries, ou, dito de outra forma, os ciclos estavam desencontrados pois a Lua Nova ocorria num eixo e a Cheia avançava para o eixo seguinte, isto é, a Lua Nova acontecendo em Peixes e a Cheia se dando já em Libra, ao invés de Virgem – eu até brinquei semana passada dizendo que seria similar a comer a sobremesa antes do prato principal.

Do site astro.if.ufrgs.br - Reprodução
Do site astro.if.ufrgs.br – Reprodução

Esse fenômeno ocorre porque a Lua tem dois ciclos, o sideral e o sinódico. O ciclo sideral conta o tempo que a Lua leva para dar uma volta ao redor da Terra tendo como referência um ponto fixo e este ciclo é de 27,3 dias. Já o ciclo sinódico é o tempo que a Lua leva para fazer uma nova conjunção ao Sol e este ciclo é ligeiramente mais longo porque o Sol também está em movimento, não é um ponto fixo. Cada signo tem 30 graus, diferente do ciclo lunar sinódico (conjunção Lua-Sol) que tem em média  29 dias e 12 horas, ou seja, 29,5 graus. Essa “inversão” não é algo “tão” importante e impactante e ocorre regularmente a cada  15/16 meses aproximadamente – por exemplo, a última inversão aconteceu em fevereiro de 2015, o “ajuste” acontece agora em junho e uma nova “inversão” se dará em setembro de 2017.

Casa na Alemanha, construída de ponta-cabeça - Reprodução
Casa na Alemanha, construída de ponta-cabeça – Reprodução

O dado mais notável a respeito desse movimento “invertido” é que quando a Lua Nova e a Lua Cheia acontecem num mesmo eixo de signo – por exemplo, Lua Nova em Áries e Lua Cheia em Libra – o ciclo traz presentes os temas pertinentes àquela polaridade – neste caso, o eu x o outro, relacionamentos, equilíbrio, etc. Mas quando a Lua Nova se dá num eixo e a Lua Cheia se dá em outro, precisamos trabalhar, dentro daquele ciclo, os temas de duas polaridades diversas, buscando integrar seus diferentes significados um em relação ao outro. Por causa disso, eu tenho a nítida sensação de que os longos períodos em que ocorre essa inversão no ciclo são períodos mais tensos e que demandam muito mais estamina e consciência da nossa parte na integração das mudanças e transformações maiores que estejam acontecendo no período em questão, porque as coisas não são tão óbvias, então precisamos estar mais atentos. Quando o ciclo está perfeitamente ajustado, fluímos melhor com ele, as coisas seguem um ritmo natural. Por outro lado, quando o ciclo está invertido requerendo maior atenção de nossa parte, pode representar um tipo de desafio extra, que nos obriga a ficar vigilantes e mais despertos, ou seja, é mais tenso, exige mais esforço consciente para fazer a sintonia fina do ciclo. Mas não nos enganemos, como sempre, os testes vêm para nos fortalecer e melhorar nossa, ahn, performance… Não dizem que ler um livro/texto complicado, aprender outra língua, aprender a tocar um instrumento melhoram de um modo geral a inteligência e a performance cerebral? Até mesmo os quebra-cabeças ou a boa e velha palavra cruzada nos obrigam a exercitar melhor os neurônios, certo? Pois então, digamos que seja um princípio semelhante… Agora, a Lua Cheia de hoje marca um período de transição, porque é a culminação de um ciclo que começou em Gêmeos, ou seja, os ciclos voltam a funcionar em congruência. E é transição porque provavelmente nos próximos meses as coisas tenderão a fluir mais, de maneira mais ritmada e concatenada.

Lua Cheia em Sagitário - Brasília, 21 de maio de 2016, às 18h14min.
Lua Cheia em Sagitário – Brasília, 21 de maio de 2016, às 18h14min.

Voltando à lunação… Esta Lua Cheia vem também como uma ‘segunda chance’ de celebrarmos os temas festivos de Sagitário, já que a Lua Cheia anterior ocorrida no mesmo signo veio carregada de tensão e frustração, representadas pela conjunção a Marte retrógrado. Eu não publiquei texto aqui sobre essa Lua Cheia anterior, visto que ela se deu enquanto eu ainda estava visitando minha mãe, mas publiquei um texto enxuto na página no Facebook. Eu dizia, então: “É tempo de celebrar nossa fé, esperança e otimismo, aceitando, contudo, com humildade, nossas limitações, aprendendo a lidar com o senso de impotência e os limites impostos pela nossa condição humana. Equilibrar otimismo com realismo. Enfrentar o aqui e agora, para poder projetar um futuro que seja melhor, porém coerente, sem exageros e ilusões. É tempo ainda de de nos rejubilar pelos conhecimentos que propiciaram que chegássemos até aqui, ao mesmo tempo em que refletimos sobre crenças e filosofias e seus efeitos de longo prazo. Há maior propensão a conflitos e crises, provenientes da eclosão de dificuldades que se arrastavam mas não eram suficientemente claras. Agora ganhamos maior consciência de tais conflitos e dificuldades e temos que reconhecê-los e a partir de tal reconhecimento, tomar decisões e modificar atitudes.” Quem quiser ler o texto todo está aqui.

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A Lua Cheia em Sagitário geralmente propõe uma celebração da fé, do otimismo e da alegria simples de se estar vivo; uma celebração da liberdade e da vida nas grande amplitudes, do nosso espírito de aventura e o amor pela estrada; o desejo de expandirmos nossa consciência para além dos fatos e do aqui e agora (Gêmeos), projetando-nos no futuro, com visão e entusiasmo (Sagitário). É o convite para equilibrar a razão com a intuição, a objetividade fria com a fé. Mas será que essa Lua Cheia de hoje ajuda a cumprir essas promessas? Como já disse, a Lua Cheia anterior sugeria exatamente a frustração de tais promessas e a necessidade de desenvolvermos o dom da paciência e da humildade, coisas difíceis para o jovem arqueiro.

Anne T. Boleyn - Reprodução
Anne T. Boleyn – Reprodução

Mas e agora, o que temos? Certamente temos uma lunação menos tensa. Embora Sol e Lua ainda estejam em orbe de quadratura a Quíron, esta é uma quadratura separativa e sugere que talvez estejamos mais conscientes das nossas vulnerabilidades e impossibilidades. E mais importante do que isso é o fato de a Lua Cheia se dar a poucas horas do Solstício de Inverno (Verão no Hemisfério Norte), um momento limiar, de transição, em que o Sol atingiu o limite máximo de distância ao Norte do Equador, e agora começa a retroceder. Os solstícios, assim como os equinócios, simbolizam momentos especiais de mudança na direção da energia e da consciência que, se estivermos atentos, podemos “usar” a nosso favor, alinhando-nos com eles e aproveitando para mudar, também nós, reajustando nossa direção na vida e no mundo. O Sol ingressa em Câncer às 19h34min, ou seja, pouco menos de 12 horas depois da Lua Cheia. Então, temos dois momentos importantes de transição na direção e na forma de manifestação da energia  – não podemos ignorar isso! O Sol também está em conjunção fora de signo a Vênus e, obviamente, a Lua está em oposição a esta Vênus, sugerindo a imprescindibilidade de negociação e conciliação entre nossa necessidade de liberdade (Lua Sagitário) e o desejo e impulso para a vinculação emocional e o comprometimento.

Lua Cheia em Sagitário - Brasília, 20 de junho de 2016, 08h02min
Lua Cheia em Sagitário – Brasília, 20 de junho de 2016, 08h02min

A Lua Nova de Gêmeos, que ocorreu à 00h00min do dia quatro de junho, com Lua e Sol em oposição a Saturno, quadratura a Júpiter e a Netuno, simbolizava um momento delicado de novos começos que poderiam ser ilusórios e fantasiosos, confusos e inseguros, em que precisaríamos lidar com nossos medos e também com nossos excessos. Agora, a Lua Cheia representa o apogeu desse ciclo iniciado lá. Nas configurações de hoje, o dispositor da Lua, Júpiter, está envolvido na mesma Grande Cruz Mutável da Lua Nova, junto com Saturno, Netuno e agora também, Mercúrio, regente do Sol. Então, subjacente aos temas de Sagitário temos um sub-tom Virginiano indicando que é preciso pragmatismo e um certo controle, indicação que fica mais forte dada a configuração mencionada. Júpiter, o princípio da expansão, precisa ser cauteloso quanto às suas visões magníficas de crescimento que, em Virgem, não são tão magníficas assim, ao contrário, são mais sensatas e comedidas; a quadratura a Saturno reforça a necessidade de realismo e de nos ajustarmos aos nossos limites, de termos disciplina e bom senso para não darmos o passo maior que a perna, especialmente porque este Júpiter também está em oposição a Netuno – então, há grande demanda de prudência e moderação no que tange a essas visões e desejos de expansão, porque no momento é difícil distinguir entre realidade e ilusão, entre possibilidades reais e desejos fantasiosos. Como se não bastasse, Mercúrio está neste redemoinho, simbolizando que é muito fácil a mente se perder nos muitos meandros e intricados que colorem o que atualmente chamamos de “real”. Entretanto, algo que pode ajudar é o fato de Mercúrio estar em conjunção ao asteroide Vesta, que simboliza contenção, introspecção, tradição, religiosidade e piedade. Embora a própria Vesta também esteja envolvida na configuração, suas qualidades certamente ajudam a acalmar o caos em que Mercúrio se encontra.

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Contudo, do mesmo modo que todos estes aspectos sugerem cautela e uma possível não realização, eles também podem indicar uma moderação nos exageros e a prudência aplicada que reverte os prognósticos de desastres – tudo depende de como vivenciamos tais influências, de como lidamos com elas no nosso dia a dia ou, dito de outra forma, se estamos vendo o copo meio cheio ou meio vazio. Quando lembramos que a segunda quadratura Saturno-Netuno se deu há poucos dias – no último sábado, mais precisamente – e que também envolvia Júpiter, essa metáfora do copo adquire um tom mais extremista, então não é nem questão de ver o copo meio cheio ou meio vazio, mas sim de perceber que há uma propensão a ver o copo (totalmente) vazio ou cheio. Isso porque Saturno é o extremo do realismo (leia-se, pessimismo) e com ele tendemos a ver tudo sob lentes muito sombrias, quer dizer, copo vazio, sem dúvida; Já Netuno é o suprassumo da fantasia e do delírio que, conjugado com Júpiter, fala de um otimismo completamente irreal e enganoso, ou seja, vemos um copo transbordando quando talvez nem exista copo nenhum à nossa frente. Então, mais do que nunca precisamos ter um equilíbrio interno afiado para contermos esses extremos dentro de nós nas próximas duas semanas. Outra forma de ver isso pode ser nos darmos conta de que muitas vicissitudes pelas quais passamos, ou mesmo fracassos, mais tarde se revelam bênçãos, porque então nos damos conta de que a vida foi mais sábia e estamos melhor sem ter conseguido aquilo que nos parecia tão importante naquele momento, mas que descobrimos depois, era apenas uma ilusão.

Loui Jover - Everyday Zen - Reprodução
Loui Jover – Everyday Zen – Reprodução

Júpiter, regente da Lua, já realizou todos os aspectos exatos dos respectivos ciclos com Saturno e Netuno, quer dizer, está atualmente se afastando da oposição a Netuno e da quadratura a Saturno e isso nos lembra que este é um Júpiter menos afoito, mais sábio e ponderado, estando estes aspectos tensos provavelmente mais integrados e menos inconscientes, portanto, estamos menos propensos a extravagâncias e deslizes, embora o potencial para tal ainda exista. Assim, a Lua Cheia nos permite celebrar esta fé mais consciente, este otimismo mais comedido que não ignora riscos nem limites, mas que os leva no bojo dos planejamentos que tornam-se mais meticulosos e menos pretensiosos.

Arcano 5 - O Sacerdote“O Papa abençoando os fiéis” é o Símbolo Sabiano para o grau 30 de Sagitário (29°00 a 29°59’), que nos fala da capacidade de responder àqueles que buscam por nós e retribuir-lhes a fé e a confiança. O Papa é uma figura que representa uma autoridade espiritual e religiosa. Para os católicos ele é um representante direto de Deus na Terra, tendo sido Pedro o primeiro papa da história da Igreja, que teria sido ordenado para pelo próprio Cristo, ao dizer-lhe que apascentasse suas ovelhas e que tudo o que ele conectasse na Terra, seria conectado no céu. A figura do Papa aqui sugere que busquemos formas elevados de fazer as conexões internas e espirituais que nos permitam acessar o divino em nós, usando também nossa intuição. O símbolo nos lembra ainda o arcano O Sacerdote do Tarô e nos sugere a necessidade de buscar orientação espiritual quando sentimos que estamos a ponto de sucumbir e também de estarmos abertos a receber as dádivas e bênçãos que estão por vir – muitas vezes nos perdemos em nossas reclamações mesquinhas e deixamos de perceber as dádivas ao nosso dispor. Independentemente de sermos católicos ou religiosos, este símbolo nos admoesta a buscarmos uma autoridade que nos oriente e abençoe com sabedoria e cuidado, como um pai faria. Este guia pode estar fora, na figura de uma autoridade real, mas também pode ser o guia interno, ao qual chegamos em meditação, e que pode instilar confiança, fé e nos “abençoar” para avançarmos para o próximo passo na concretização (Capricórnio, o signo seguinte) de nossas visões (Sagitário).

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Então, este é o desafio das próximas duas semanas: celebrar a fé e a esperança que nos mantém de pé, mantendo a atitude de gratidão, mesmo diante de cenários adversos e sombrios, porque sempre temos muito a agradecer e se nos percebermos sucumbindo à desolação e à desesperança, voltarmo-nos para aqueles que nos instilem otimismo e a renovação de nossas forças, que nos “abençoem” com sua mera presença forte, gentil e sábia. Sendo esta a segunda Lua Cheia no signo da fé e da expansão, temos a chance de fazer essa sintonia fina entre o realismo e o otimismo. E claro, não esqueçamos de aproveitar o momento de transição para transmutar comportamentos e atitudes – como sabe o surfista, o momento de pegar a onda é único e ele precisa estar atento pois se ele perder o timing, terá que esperar a próxima e isso pode durar algum tempo e mesmo quando vem, nunca mais será a mesma onda! Ah! E cuidado com o que você deseja – pode se realizar!

Feliz Lua Cheia para você!

Que todas as coisas boas venham em dobro, assim como a Lunação de Sagitário!