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Lua Nova e Eclipse Solar em Aquário – Uma Explosão de Novas Ideias

Birth Chart Painting – Reprodução

Hoje, 15 de fevereiro de 2018, tivemos o segundo e último eclipse da primeira temporada de eclipses do ano,  ocorrendo a 27°07′ de Aquário, às 19h05min no horário de Brasília e 21h05min no horário de Lisboa. O outro eclipse foi um Eclipse Total da Lua, em Leão, ocorrido no dia 31 de janeiro, sobre o qual você pode saber mais aqui. É o início do ciclo de Aquário, portanto, é momento de semeadura, de lançar intenções, de começar novos projetos e o que não falta é ideia e atitude!

Este eclipse pertence à Série Saros Solar 150, uma série bastante jovem, que começou em 24 de agosto de 1729. O eclipse de hoje é apenas o membro 17 desta série, de um total de 71 eventos. A série nasceu no Polo Sul e gradativamente se desloca para o Norte – portanto, todos os eclipses desta série ocorrem junto ao Nodo Sul – Entenda melhor o que são eclipses, como funcionam, o que significam e como são suas dinâmicas!

Série Saros 150 – Polo Sul, 24 de agosto de 1729, 14h04min (GMT)

No mapa natal desta série a Lua é Nova a 1°15′ de Virgem. Marte faz conjunção a Júpiter em Câncer e Mercúrio faz conjunção ao Nodo Sul em Leão, sendo ambos, Mercúrio e Nodo Sul, Ponto Médio entre a Lua Nova e a conjunção Marte-Júpiter. A Dra. Bernadette Brady, estudiosa de eclipses, diz dessa família de eclipses que “está relacionada a ideias e à sua expressão entusiasmada. Se este eclipse afeta seu mapa, você será inundada/o por ideias e opções. Parece haver um elemento de urgência e precipitação, mas se você seguir as novas ideias, elas terão um resultado positivo”.

A Lua Nova em Virgem também se opõe a Saturno em Peixes – é necessário uma dose perfeita de centramento e contenção, equilibrada com a capacidade de fluir com o ritmo da intuição e da imaginação para aproveitarmos essas ideias e oportunidades, sem nos deixar afundar no caos e no desperdício das incertezas e das dúvidas sobre nossas próprias capacidades. Essa oposição também fala de um potencial de caos e da dificuldade concreta de lidarmos com as coisas que fogem do controle – mas a melhor forma de lidar com isso é exatamente fluindo com os acontecimentos, desistir de controlar o externo, permanecendo ancorado internamente.

Lua Nova e Eclipse Solar em Aquário – Brasília, 15 de fevereiro de 2018, 19h05min.

Já no mapa da Lua Nova e Eclipse Solar em Aquário que ocorre hoje, a Lua Nova se separa da conjunção a Mercúrio – olha o danado aí de novo! Está em todas!! – faz sextil a Urano em Áries e quadratura a Júpiter em Escorpião. Todos os aspectos são separativos  maior potencial de serem assimilados. O mapa deste eclipse está bem alinhado com os temas da Série Saros à qual ele pertence e amplifica e expande o tema da abundância de novas ideias, das inovações e principalmente da liberação do velho, da capacidade de olhar para o futuro e abrir os braços para acolhê-lo, ou melhor, partir em busca de sua execução. Isso porque Aquário é um signo de Ar, é mental, cerebral, criativo e inventivo e a ênfase que Mercúrio recebe no mapa multiplica todas essas qualidades.

Ponto de atenção: Urano está em oposição ao Ponto Médio entre Saturno e o Nodo Norte. Esse aspecto sugere um aumento acentuado na urgência por liberdade/liberação, rebeldia extrema e uma incapacidade em ouvir a vontade de outros. Como é uma oposição a fricção é maior e mais extrema e brigamos para nos liberar a qualquer custo, mesmo que seja bastante alto! Se não estamos cientes desse desejo de libertação (de nossas próprias crenças, visões, expectativas, ilusões, desejos de controle, relações, atitudes ou o que quer que nos limite), podemos agir de forma tresloucada ou invocar eventos que nos façam romper com o que está nos limitando. Com Urano enfatizado assim, também aumenta a propensão a imprevistos, eventos inesperados, surpresas – sejam elas boas ou más!

Outro ponto importante: O Nodo Norte trafega atualmente pelo signo de Leão e no mapa do eclipse de hoje faz conjunção exata ao Nodo Sul da Série Saros – ou seja, temos um Retorno Nodal Reverso ocorrendo no mapa da Série, que ocorre a cada 18 anos aproximadamente. Para nós, é uma oportunidade de identificarmos a diferença entre nosso caminho de evolução e o caminho de acomodação; de percebermos os padrões que nos prendem ao passado e como tirar proveito deles, como usá-los como ferramentas que são e não como empecilhos. Vale notar que a Série Saros 150 traz o Nodo Norte em Aquário e o Sul em Leão, a ênfase é na comunidade e não no indivíduo; ao contrário do trânsito atual, em que O Norte está em Leão e o Sul em Aquário, aqui é o indivíduo que se destaca e deve ouvir primeiro sua própria voz, ao invés de seguir com a manda. Olhando o cruzamento desses dois posicionamentos no eclipse de hoje, como o indivíduo pode manifestar seus dons únicos e especiais, sua criatividade singular, servindo ao coletivo sem incorrer na hubris, na arrogância de se achar melhor, acima de tudo e de todos? Esse é um dos desafios desse eclipse: como manifestar e concretizar todas essas ideias inovadoras para o bem comum, sem se perder no anonimato, sem se tornar escravo da opinião coletiva.

Mapa Natal do Rio de Janeiro: Rio, 1° de março de 1565, 11h49min.

Pessoas e entidades com planetas e ângulos entre os graus 22 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) e o grau 2 dos signos mutáveis sentem mais fortemente os efeitos deste eclipse. Um exemplo é a cidade do Rio de Janeiro, que passou por um vendaval violento ontem de efeitos catastróficos, um temporal com efeitos de tsunami, como descrito por alguns moradores. No mapa natal do Rio, vemos que há um stellium em Peixes, ao redor do MC e esse stellium é foco de uma T-Square, pois esses planetas fazem quadratura a Netuno no ASC em Gêmeos e a Urano no DC em Sagitário – é simplesmente fascinante esse mapa do Rio, como fascinante é a cidade!

Anel do centro: mapa natal do rio de Janeiro; anel externo: mapa natal da Série Saros 150

Quando comparamos o mapa do Rio de Janeiro com o mapa da Série Saros 150, vemos como o Rio é afetado por esta série.  A primeira coisa que chama a atenção é que o Saturno do mapa da SS 150 faz conjunção próxima à Lua natal do Rio e ativa de forma intensa essa T-Square Natal mutável. Saturno em Peixes faz quadratura a Netuno e a Urano natais do Rio – uma oposição Urano-Netuno no eixo Gêmeos-Sagitário, ativada por um Saturno Pisciano é a própria ilustração do caos! Peixes e Netuno são significadores de inundações e aguaceiros quando ativados negativamente. Outro dado digno de nota é que a conjunção Mercúrio-Nodo Sul também ativam o Saturno natal no mapa do Rio, além do próprio MC – então, é um período desafiador, frustrante, de provações. e ainda, a Lua Nova (Sol e Lua) fazem conjunção a Júpiter em Virgem e também fazem quadratura a Netuno e oposição à Lua em Peixes… São muitos gatilhos acionados e o caos realmente se instalou na cidade com esse vendaval catastrófico e, além de desabamentos, inundações, desmoronamentos, infelizmente pessoas morreram! Uma tragédia maior numa cidade que já enfrenta muitas tragédias cotidianas!

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E por fim, vamos ver que imagem nos traz o Símbolo Sabiano do grau 28 de Aquário (27°07′): “Uma árvore derrubada e serrada para garantir o fornecimento de madeira o inverno”. Este símbolo nos fala sobre como usarmos os recursos sabiamente, sem desperdícios. Dane Rudhyar, astrólogo americano já falecido, nos lembra que o símbolo “remete à vida natural e à capacidade de nos prepararmos para o futuro, usando tanto nossa força física quanto nossa engenhosidade e recursos intelectuais”. O tema básico desse símbolo , segundo ele, é “conhecimento e habilidades usados no seu ambiente natural para a satisfação de necessidades básicas do ser humano”. Aqui também está presente a ideia da sobrevivência, a nossa capacidade de fazer o que é preciso para continuar a vida. Habilidade e capacidade de sobrevivência – como estão as suas? Uma árvore também é um ser vivente, é parte desse planeta e neste caso, é derrubada para que pessoas sobrevivam ao inverno – alguém se sacrifica para que outros se beneficiem. Algo que precisamos ter em mente sempre ao administrar nossos recursos, para que os usemos sabiamente: que sacrifícios foram feitos, por nós mesmos ou por outros, para que estivéssemos e chegássemos onde chegamos, para termos tudo o que temos? É bom levarmos isso em conta para valorizarmos ainda mais nossas oportunidades e recursos!

A última vez que houve um eclipse ocorrendo no mesmo grau 27 de Aquário foi em 16 de fevereiro de 1999 e a última ocorrência de um eclipse da Série Saros 150 foi em 5 de fevereiro do ano 2000, a 16 de Aquário. Você lembra onde estava? O que estava fazendo ou que estava acontecendo na sua vida nesses períodos? Se seu mapa natal recebe aspectos dos eclipses atualmente ativos, certamente coisas importantes ocorreram e ocorrem agora! Mas, se você quiser saber realmente sobre como este eclipse e os demais eclipses deste ano afetam o seu mapa e o que significam na sua vida, venha fazer uma consulta comigo! Além dos eclipses, vamos olhar tudo o mais que está sendo movimentado no seu mapa natal, com as perspectivas e tendências para até um ano! Mande uma mensagem para psicológica.astrologia@gmail.com Com certeza, será um prazer atender você! 😀

Concluindo, o eclipse de hoje nos fala de uma explosão entusiasmada de novas ideias, de inovações e de começos engenhosos, esperando para acontecer, caso tomemos as atitudes que precisamos tomar – nada mau para o início de um novo ciclo, heim?! Também há grande ímpeto de liberação e libertação, que pode se manifestar de forma destrutiva, se não nos conscientizarmos do que é que precisamos nos liberar. Por fim, eclipses têm essa qualidade de intensificar mais as coisas e pode significar muitas surpresas, eventos inesperados, situações chocantes – tudo por causa de Urano e da própria energia do signo de Aquário! Aproveite e libere-se!

Um ótimo novo ciclo para você!

Quem quiser uma versão condensada de tudo isso, eu fiz um vídeo ao vivo na página do Facebook, que depois coloquei no Youtube – está bem amador: não tenho tripé, não tenho nenhum equipamento (anotado para providenciar), mas tem a informação essencial. Aqui está:

Lua Cheia e Eclipse Lunar em Leão

Lua Cheia e Eclipse Lunar em Leão – Brasília, 31 janeiro de 2018, 11h28min

A Lua cheia que acontece nesta quarta, dia 31 de janeiro, é também uma super Lua, uma Lua Azul, uma Lua de Sangue e ainda um Eclipse Total Lunar!! Estupendo!

A Lua atinge o apogeu do ciclo Capricorniano às 11h28min no horário de Brasília e às 13h28min no horário de Lisboa. Já o eclipse atinge o ponto máximo às 11h31min (13h31min para Lisboa). Este ciclo foi iniciado a 26°54′ de Capricórnio no dia 16 de janeiro, e seu ápice se dá a 11°37′ de Leão – com o Sol já em Aquário. No dia 15 de fevereiro temos outro eclipse ocorrendo, um Eclipse Parcial do Sol, a 27° de Aquário – sim, por isso que você está sentindo as coisas meios tensas e caóticas nos últimos dias!

Série Saros Lunar 124 – 17 de agosto de 1152, 00h06min

O eclipse pertence à Série Saros Lunar 124, uma série bastante tensa, que ativa inseguranças, inquietudes e também sugere debilidade física e vitalidade baixa, no plano concreto – vamos nos cuidar, heim, pessoal!

Para falar sobre os significados do eclipse de amanhã e da Série Saros, gravei este vídeo, “diretão”, sem pausa e sem edição!
Enjoy it!

E aqui uma complementação:

 

 

Lua Nova em Sagitário – Moldando a realidade

Blossonfab.tumblr – Reprodução

Começamos mais um ciclo lunar nesta segunda, dia 18 de dezembro, às 04h40min no horário de Brasília e às 06h40min no horário de Lisboa. A Lua se renova a 26°31’ de Sagitário, separando-se de uma conjunção a Vênus e estando, Lua e Sol, também em trígono a Urano e em quadratura a Quíron. Mas, mais importante é a conjunção a Saturno, dois dias antes de este ingressar em Capricórnio, o que nos diz que essa lunação vem enfatizar o trânsito de Saturno por Sagitário! É como se, depois de três anos neste signo, ainda temos a chance de finalizar qualquer coisa que tenha ficado pendente a este respeito. Mesmo Saturno ingressando em Capricórnio no dia 20, ainda teremos algumas reverberações de Saturno em Sagitário até que se finde este ciclo da lunação de hoje.

Reprodução

O ciclo de Sagitário é o período do ano de nos projetarmos no futuro, qual lança ou flecha arremessada muito longe, no espaço a perder de vista, mas num alvo que enxergamos com nossa imaginação e com nossa fé! É o período de ampliarmos nossas possibilidades, nossa percepção da realidade, de buscarmos nos expandir, material e filosoficamente. O trígono a Urano ressalta esse impulso para o futuro, entretanto, a conjunção a Saturno indica que precisamos olhar para este futuro com muito realismo, pragmatismo, pé no chão. Não dá para apostar alto demais sem medir as consequências; não dá para sermos ingênuos – não podemos nos dar a esse luxo! Não dá para fingir que não vemos as dificuldades e limitações que estão diante de nós! Não. Ainda assim, precisamos olhar para o futuro e acreditar que podemos aspirar a melhorias, desde que estejamos dispostos a assumir nossa responsabilidade e a trabalhar muito e conscientemente por tais melhorias! Precisamos ter fé e esperança, mas também precisamos trabalhar duro, e muito!

O grau 26° de Sagitário também é chamado o Centro da Galáxia, seria o “Sol” do nosso Sol, o coração do Sistema Solar! Uma lunação neste grau sugere que precisamos estar mais conscientes, atentos e despertos do que nunca, para nossos propósitos como indivíduos, como também para os propósitos da espécie humana, da vida na Terra. Isso aumenta nossa responsabilidade, não só no âmbito individual, mas também quanto à contribuição humana que damos no lugar em que estamos, naquilo que fazemos, no dia a dia e no longo termo. Qual a contribuição que damos? Aumentamos o peso ou trazemos leveza?

Lua Nova em Sagitário – Brasília, 18 de dezembro, 04h40min

Olhando este mapa mais de perto, além do que já foi dito sobre os aspectos que a Lua Nova faz, vemos que temos seis corpos celestes em Fogo: Urano em Áries e Mercúrio, Vênus, Sol, Lua e Saturno, todos em Sagitário. Apenas Plutão em Terra! Muitas aspirações, muito otimismo e idealismo, mas como vamos concretizar tais aspirações? Temos as condições necessárias? Em alguns casos ou situações, pode ser que resvalemos no oposto da polaridade, e nos tornemos céticos, duros, desconfiados da vida e de suas possibilidades, com medo do que nos espera ao virar da esquina… Um único planeta num elemento, muitas vezes, pode se manifestar com muita força, como mecanismo de compensação.

Também não há Ar neste mapa. Há três planetas em Água, o elemento oposto: Marte, Júpiter e Netuno, mais o asteroide Quíron. Então, não há objetividade para analisarmos e julgarmos as coisas adequadamente, vamos de um extremo a outro, sem conseguir achar o caminho do meio. Um mapa/céu composto de Fogo e Água nos diz há excesso de subjetividade, um olhar unilateral para as coisas, uma falta de imparcialidade. Pode ser então um ciclo em que estamos meio cegos pelas nossas paixões, pelas nossas convicções e crenças, o que requer cautela porque vemos tudo colorido pelas nossas próprias cores, e não como as coisas são realmente, com suas cores reais. Mais uma vez, a presença forte de Saturno aponta para a necessidade de realismo e atenção aos limites. Há que se ter cautela com a expressão de opiniões apaixonadas – característica do trânsito de Saturno por Sagitário e que nestas últimas semanas poderão ficar ainda exacerbadas. Não precisamos ter uma opinião sobre tudo, nem temos que expressá-la aos quatro cantos do mundo via redes sociais! Quem disse que o falamos sobre A ou B é tão notável? E de opinião, logo emitimos um julgamento, uma condenação, às vezes sem nem mesmo estar cientes de todos os fatos e detalhes… Precisamos ter mais humildade! Não somos tão importantes assim! Possivelmente o trânsito de Saturno por Capricórnio nos faça cair mais na “real”, dos exageros que andamos cometendo, em nome de expressar aquilo em que “acreditamos”.

Júpiter, regente da Lua Nova, está atualmente em Escorpião, simbolizando que muitos “podres” que ficaram escondidos por muito tempo agora chegam ao conhecimento público, são discutidos e abordados, para que a própria hipocrisia social seja enfrentada.  embora de uma forma diferente, Júpiter em Escorpião sugere algo parecido ao texto de Saturno em Sagitário: a verdade precisa ser vista, resgatada, purgada, ou nossos ideias cairão por terra, frágeis e ocos!

Além disso, precisamos nos dar conta de que estamos num tempo de transição, no limiar de algo novo, ainda obscuro e incógnito; estamos saindo de um mundo e uma realidade que conhecíamos, entrando num mundo e tempo desconhecidos e períodos de transição são sempre estressantes, porque trazem muita insegurança, muita incerteza, medo! Havemos de nos dar conta do que precisamos fazer, por nós mesmos, e vigiar para não cair presas do medo coletivo. Michael Lutin diz que Saturn representa a ansiedade atual presente na mente da massa e agora Saturno está, ele mesmo, em transição… Nossos medos se modificam junto, mas não podemos deixar que nos dominem e levem a melhor de nós. É necessário nos conscientizarmos sobre eles, para que não rejam nossa vida e nossas decisões. É necessário mantermos e preservarmos o senso de individualidade, num momento em que a massa está sintonizada com o medo, o terror, a rigidez, a intolerância. Num momento em que o discurso se tornou vazio e o falatório opinioso, ensurdecedor, é necessário calar, silenciar, para achar nossa própria voz interna e escutar o que ela tem a nos dizer. Seguir o ritmo to tambor interno, o coração, para nos preservar de batidas ilusórias que nos levarão ao precipício.

Este céu também traz uma forte concentração de planetas num espaço que compreende cerca de 170 graus, entre os signos de Escorpião e Áries, uma formação de Tigela, com Marte na liderança. Esse padrão e o fato de ser liderado por Marte, por um lado, aumenta a subjetividade e a “cegueira” intelectual, a paixão por nossas convicções o que pede mais atenção; positivamente sugere muita determinação e vontade de realizar os objetivos, sejam eles quais forem!

Neste mapa, Sol e Lua fizeram conjunção a Vênus, a beleza, o prazer, a harmonia, a leveza. Logo depois se depararam com o desprazer e a dor representados por Quíron; a percepção de que, mesmo as situações mais prazerosas e felizes às vezes não são suficientes para nos fazer esquecer das nossas chagas e feridas; tiveram ainda um encontro fortuito com Urano, aspirações de mudanças, frescor, novidades; por fim, Sol e Lua encontram, intimamente, a Saturno e precisam – precisamos – fazer um contraponto, uma síntese bastante realista entre – Vênus,  Quíron e Urano entre o prazer, a dor e a elaboração intelectual disso; a leveza e o peso de viver, de estarmos vivos, no aqui e agora, embora aspirando ao futuro e a novas possibilidades.

Portanto, apesar de Saturno entrar em Capricórnio no dia 20, depois de amanhã, muitos temas e assuntos relativos a Saturno em Sagitário ainda estarão repercutindo e ressoando até o dia 16 de janeiro, data da próxima Lua Nova. Que temas são estes? Leis, juízes, magistrados, relações internacionais, imigração, fé, religiões, espiritualidade, filosofias, educação, vida acadêmica, universidades, conhecimento erudito… Tudo o que foi auditado recentemente e no último minuto, ainda sobra uma lauda para escrever, uma questão para pontuar, um último puxão de orelha a dar ou a tomar.

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O Símbolo Sabiano para o grau 27° (26°31’) de Sagitário traz uma imagem maravilhosa: “Um Escultor fazendo seu trabalho”. O tom principal deste símbolo, de acordo com Dane Rudhyar, é a capacidade de projetar uma visão e dar forma à matéria. Analisando este símbolo, Rudhyar nos diz que “nesse estágio, vemos o indivíduo expressar sua individualidade única. Ele tira os materiais do seu ambiente sócio-geográfico e os molda para que revelem a outras pessoas algo da sua vida interior e de seu propósito”.

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Sagitário é um dos signos relacionados à figura do Puer Aeternus, a criança eterna, divina, cheia de potenciais criativos e luminosos. Sua versão moderna é o Peter Pan. Ocorre que Puer tem muita dificuldade de realizar esses potenciais criativos, porque luta com os limites impostos pela realidade, pela encarnação. Enquanto está elaborando, imaginando, suas ideias são brilhantes e perfeitas, mas, uma vez concretizadas, por mais que seja uma obra-prima, não será perfeita, porque é da natureza da realidade e da matéria serem imperfeitas, e a concretização de qualquer coisa se dá através da matéria, então, toda realização, é necessariamente imperfeita. Esse é o desafio do artista e de qualquer um que queira realizar qualquer coisa: lidar com a imperfeição, lidar com o desapontamento de ver seu feito e sua obra não fazerem jus à integridade e ao primor da imaginação e, ainda assim, ele precisa moldar a matéria e realizar sua obra. O Puer precisa crescer e integrar o Senex, o Velho arquetípico, o outro lado da polaridade: é preciso crescer e amadurecer, sem se tornar cínico, descrente, insípido, seco. É preciso amadurecer, mantendo a graça do encantamento, mesmo nos períodos incertos, difíceis, tenebrosos, de terror e dureza.

Sagitário – Owalda Grigas – Reprodução

Nestes últimos anos fomos confrontados com o desmoronamento de muitas das nossas crenças e esperanças, aquelas crenças vazias, aquelas esperanças ilusórias… Muitas não passaram no teste de realidade de Saturno, algumas se provaram verdadeiras e confiáveis. O mundo mudou e está mudando cada vez mais rápido, de modo que o futuro que aconteceria amanhã, já bate na nossa porta hoje, tão vertiginoso é o ritmo das mudanças… Isso é assustador, especialmente porque muitas máscaras caíram e continuam a cair. Contudo, mesmo diante dessa instabilidade, é preciso reavaliar nossos recursos com olhar crítico, rever o curso da nossa jornada, checar a bússola e retomar o caminho, seja o caminho antigo ou um novo, numa mesma direção ou noutra, completamente diferente. Apontar a flecha para o alto, mirar nosso alvo, intuitivamente, mas também objetivamente, sem tirar os pés do chão – só conseguiremos mirar alto e atingir nosso alvo, se estivermos devidamente ancorados, solidamente, na realidade. Realisticamente, apostar feito o artista, que sabe que a matéria não fará jus à sua ideia criativa, e ainda assim, transpor a imaginação para tal matéria limitada e regozijar-se com os resultados. Para dar forma à imaginação, é preciso abrir mão dos ideais de perfeição.

Como diz Rudhyar, “O ‘escultor’ representa o homem como uma intenção individual criativa de deixar sua marca na sociedade. Este é um símbolo da capacidade do homem de transformar a matéria-prima de acordo com sua visão pessoal – assim, é um símbolo de auto-projeção num trabalho ou obra”. E se a matéria é a realidade, estamos falando de moldar nossa realidade, de estar conscientes da realidade que criamos – não estou falando da lenga-lenga da auto-ajuda, mas dos nossos pensamentos, ações e atitudes diários, dos hábitos que não nos damos conta que moldam nossa vida. Como moldamos essa realidade? Estamos conscientes disso?  Este símbolo ilustra perfeitamente os temas dessa lunação, acontecendo em conjunção a Saturno! Precisamos nos responsabilizar pela nossa visão, pelo sonho! A Criança Eterna precisa crescer, enfrentar a realidade, sem se deixar amargar ou paralisar pelo seu peso! A despeito de toda a descrença, dentro e fora de nós, ainda precisamos acreditar na obra criativa que queremos realizar e crer que ela fará diferença, apesar de tudo, ou talvez, por causa de tudo que temos visto acontecer. Insistir na obra criativa, insistir em se melhorar, mesmo com o mundo desmoronando ao redor. Quanto mais enlouquece o mundo, mais sãos e conscientes precisamos estar!

Feliz Novo Ciclo para você!

Johfra Bosschart – Reprodução
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Lua Cheia em Gêmeos – Pare! Espere! Nem tudo é o que parece!

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O ciclo iniciado na Lua Nova de Escorpião no dia 18 de novembro atinge seu pináculo na Lua Cheia em Gêmeos, neste domingo, três de dezembro às 13h47min no horário de Brasília e às 15h47min no horário de Lisboa. Então, um ciclo que começa muito reservado e misterioso, atinge seu pico de forma desbragada, espalhado para tudo quanto é lado, numa Lua Cheia agitada e cheia de acontecimentos! Como assim? Vamos por partes!

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Primeiramente, o eixo Gêmeos-Sagitário é o eixo da informação e do conhecimento – Gêmeos coleta informações e Sagitário as distribui. Nesse sentido, é um eixo mental, sendo Gêmeos e a casa 3 correspondentes à mente inferior, funcional e prática e Sagitário e a casa 9 associadas à mente superior, mais abstrata, que busca a elevação. Assim, Gêmeos lida com os fatos e Sagitário busca entender o sentido mais elevado de tais fatos, emitindo um julgamento moral, buscando a verdade e o significado dos fatos. Gêmeos é o conhecimento, Sagitário, a sabedoria. Em termos específicos, Gêmeos é um signo de Ar, da mente e Sagitário é um signo de Fogo, do espírito. São signos que buscam a leveza, com Sagitário sendo famoso pelo otimismo e entusiasmo e Gêmeos tendo como uma de suas características, a grande oscilação de humor. Uma Lua Cheia ocorrendo nesse eixo vem chamar a atenção para esses assuntos: informações, fatos, conhecimento, significado, verdade.

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A Lua Cheia ocorre a 11°40′ de Gêmeos, em quadratura quase exata – a apenas 10 minutos de distância – a Netuno, o Mestre das Ilusões. Num ciclo em que o confronto com a verdade, por mais sombria e aflitiva que seja, é um dos temas principais, junto com a necessidade de eliminar o que morreu, essa Lua Cheia vem nos desconcertar, confundir e iludir – olha, juro que até eu fiquei confusa sobre como interpretar isso! Além disso, no mapa levantado para Brasília temos o Ascendente em Peixes, o que enfatiza a qualidade da fantasia, e ainda Quíron conjunto ao Ascendente. Então, temos uma sensibilidade exacerbada, sonhos mirabolantes, visões incríveis, ideais muito elevados; mas os fatos e a realidade estão distorcidos, seja porque as informações que recebemos são enganosas ou porque nós mesmos as distorcemos; fazemos uma grande salada misturando realidade, fantasias, fatos sucedidos, acontecimentos imaginados e informações inverossímeis. Nesse contexto, como saber o que é verdade e o que é engano, engodo? Será que o que vemos é verdade ou uma miragem?

Pawel Kuczynski – Artista Polonês – Reprodução

Como se não bastasse essa quadratura a Netuno, Mercúrio, regente da Lua Cheia, está estacionário-retrógrado, no signo de seu detrimento – só volta ao movimento direto no dia 22 de dezembro! E também está na peculiar condição Fora dos Limites do Sol – extremista! Como já sabemos, períodos de Mercúrio retrógrado são períodos de revisão, de voltar atrás sobre nossos passos, no caminho já percorrido, para nos certificar de que estamos fazendo a coisa certa, para revisar as atitudes, pensamentos, convicções e decisões dos últimos meses. Portanto, tudo pára, tudo fica em standby, em espera, até que procedamos com essa REavaliação. Decisões e atitudes tomadas agora podem ser equivocadas e talvez, no futuro, tenhamos que voltar atrás e alterá-las – se é que isso será possível. Mercúrio implica não somente a Lua, sendo regente dela, mas vem questionar também os temas do Sol, já que este ciclo de retrogradação ocorre em Sagitário, signo pelo qual trafega o Sol atualmente. Mercúrio retrógrado em Sagitário sinaliza um tempo de revisar nossas crenças, nossas verdades, nossa relação com o divino, nossa espiritualidade, nossa ideia de justiça, nossos códigos morais, nossa expansão recente e nossos planos de crescimento futuro – e como os fatos influenciam em tudo isso? Mercúrio entra em retrogradação conjunto a Saturno, o Grande Capataz, o Auditor da Realidade, e em trígono a Urano, o Despertador, o que indica maior peso e severidade nas revisões que precisam ser feitas. Não, não é brincadeira, não! Pelo contrário, é a hora de o palhaço sair do picadeiro, ir para o vestiário e tirar sua pesada maquiagem, suas roupas espalhafatosas e encarar o espelho de cara limpa. Mas será que conseguimos mesmo tirar TODA a maquiagem e nos enxergar como realmente somos? E enxergar as armadilhas que nossa mente ilusória e o ego criam?

Lua Cheia em Gêmeos – Brasília, 03 de dezembro de 2017, 13h47min

A Lua Cheia também faz quincôncio ao regente do Sol Sagitariano, Júpiter, que por sinal também está em trígono – exato no dia da Lua Cheia – a Netuno. Marte, além de ainda estar em oposição a Urano, faz sesqui-quadratura a Netuno, aspecto também exato no mesmo dia. Como a Lua também está em sesqui-quadratura a Marte e em quadratura a Netuno, temos formado um Martelo, do qual Marte é o foco. Então, considerando que Netuno está ativado por todos os lados, Mercúrio está estacionário retrógrado e Marte está nessa situação periclitante, temos um cenário muito confuso, de informações contraditórias e talvez inverossímeis, excessos de “achismos”, carência de pareceres fidedignos que podem levar a julgamentos errôneos, que por sua vez, podem motivar ou propiciar ações precipitadas, impulsivas e inconsequentes, portanto, PARE! ESPERE! Não faça nada agora! Antes de qualquer coisa, pare, recue um pouco e respire fundo, uma, duas, três vezes pelo menos. Quando estamos caminhando no meio da neblina densa, num terreno desconhecido, o próximo passo pode nos fazer despencar no precipício, portanto, é necessário proceder com cuidado. Perceba as incertezas e aceite-as, não tente negá-las. De preferência dê tempo para as ideias se assentarem e serem assimiladas e aguarde as cenas dos próximos capítulos – você pode se surpreender com o desdobramento das situações!

Antonio Mora – Reprodução

Não é a melhor hora para a ação, é hora de análises cuidadosas e pacientes! Por que? Porque esta é uma Lua Cheia propensa a ações tresloucadas, confusas, caóticas, impulsivas, das quais podemos nos arrepender muito depois, simplesmente porque não estamos vendo o quadro completo, não temos acesso a todas as informações necessárias para tomar decisões com clareza e lucidez e se agirmos no calor do momento, ou com leviandade ou ainda motivados por informações recebidas de última hora, descobriremos mais tarde que a história tem muitas versões e camadas, e que os fatos são muito diferentes do que pareciam a princípio. Ou, podemos estar tão identificados com certas “verdades”, que nos recusamos a ver que não passam de miragens e fanatismos.

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Em termos mundanos, há propensão a muitas notícias sensacionalistas, a reputações manchadas por “fatos” plantados ou mal investigados, a informações distorcidas de propósito para atender a interesses escusos, como também informações errôneas que são passadas adiante por preguiça de se checar a veracidade e as fontes. Vale ter muita cautela nos próximos dias nas redes sociais, porque nem tudo é o que parece à primeira vista e um mesmo escândalo pode ter muitos altos e baixos e reviravoltas antes que se conclua o que realmente aconteceu e, mesmo assim, não há segurança de que a verdade chegue a ser conhecida algum dia.

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O Símbolo Sabiano para o grau 12° (11°40’) de Gêmeos traz uma imagem, que a princípio pode parecer contraditória com o que foi dito acima: “Uma garota negra luta pela sua independência na cidade”. Dane Rudhyar (1) nos diz, analisando este símbolo, que seu tom principal é a necessidade de nos liberarmos dos fantasmas do passado. Não importa as mudanças que fazemos na vida, ainda precisamos lidar com as memórias, os “fantasmas” da vida que vivemos antes e até mesmo os fantasmas culturais, as memórias do coletivo, nossa ancestralidade, no que ela tem de melhor e de pior. Linda Hill, outra estudiosa dos Símbolos Sabianos, coloca o símbolo de forma mais específica: “Uma garota negra e escrava exige seus diretos à sua senhora” (2).

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Rudhyar lembra que no símbolo anterior de Gêmeos, para o grau 11, a imagem é: “a abertura de novas terras oferece aos pioneiros novas oportunidades de experiências”. E ele segue analisando o símbolo do grau 12 como sequência do anterior, que é o correto: “Todo novo começo está rodeado de fantasmas (ou carma pessoal e social). A luta racial pela igualdade de oportunidades deve prosseguir, mesmo que essa igualdade seja oficialmente garantida pela Lei. A luta é interna e assume muitas formas. Os puritanos trouxeram ao teoricamente ‘Novo Mundo’ os medos, o fanatismo e a agressividade de sua existência europeia, e estes geralmente se tornaram mais virulentos sob as condições encontradas no Novo Mundo. Mas nenhum campo de atividade é sempre ‘virgem’. Tem seus habitantes, e eles se apegam às suas posses ou privilégios. Quem quer ser verdadeiramente um indivíduo deve ser libertado do passado. Aqui, nesta segunda etapa, temos o tipo de símbolo de contraste usual. As novas terras são abertas, mas estão cheias de vidas, e a mente do pioneiro está cheia de fantasmas, preconcepções e preconceitos ou expectativas. O que é necessário é uma LIQUIDAÇÃO total do passado; mentes virgens para campos virgens”.

Johnson Tsang – Reprodução

O símbolo nos sugere, portanto, que nos conscientizemos das prisões mentais, preconceitos, visões e ilusões que ainda nos limitam e das quais é necessário nos libertarmos. Não é possível um recomeço, um novo início, enquanto não deixamos para trás os ranços, os preconceitos, os fantasmas. E aqui encontramos, finalmente, a ligação com a Lua Nova ocorrida em Escorpião e que falava da necessidade de eliminações: a eliminação mais importante que precisa ser feita neste ciclo atual é a dos preconceitos, dos fanatismos, da mentalidade medíocre, tacanha e intolerante. Mas, às vezes, estamos tão identificados com nossas “nobres opiniões”, que não nos damos conta de quão mortas, obsoletas e cruéis elas podem ser.

É interessante termos uma Lua Cheia ocorrendo no grau que traz este símbolo, precedida por período em que pipocaram notícias sobre negros vendidos como escravos na Líbia, como se não bastasse a chaga que continua sendo o racismo, tanto no Brasil, como mundo afora! Lembrando como o símbolo é colocado por Linda Hill, sobre uma menina negra escrava, o fato de esta garota ter “uma senhora” – que dá a ideia de ela ser posse de alguém – já seria absurdo o bastante, mas mais absurdo ainda é pensar que tal coisa continue a acontecer nos dias de hoje. Primeiro, de forma “escondida”, como nos incontáveis casos de pessoas trabalhando em regime de escravidão no Brasil e no mundo, seja em fazendas, seja nas indústrias têxteis ou outras indústrias e também no caso do tráfico de pessoas para exploração sexual. Isso, infelizmente, não é novidade, mas era feito às escondidas, o que sugere que ainda havia  um temor da lei e da justiça. Mas nos últimos anos, além disso, temos de volta essa prática do aprisionamento e venda de negros, de forma escancarada, como algo “comum”, à vista do mundo, sem disfarces e pior, sem medo de punição! Embora a prática já aconteça há anos, agora chega aos meios de comunicação de forma mais massiva.

Steven Kenny – Reprodução

Eu não tenho a pretensão de me aprofundar sobre as motivações e causas psicológicas, filosóficas, morais, sociológicas, econômicas, políticas ou quaisquer outras para a escravidão, seja de negros, mulheres, brancos – não vamos esquecer que na Grécia, o berço da civilização ocidental, a prática da escravidão era comum e considerada natural e necessária, assim como na maioria das civilizações do mundo antigo e se aplicava não somente a negros, mas a outros indivíduos que se tornasses prisioneiros de guerra, ou que não conseguissem pagar suas dívidas, entre outras causas. Contudo, essas notícias brutais sobre um retorno da pratica do escravismo na África, no Brasil ou em qualquer parte do mundo nos alerta para não nos iludirmos e não sermos tolos a respeito do aparente “progresso” da humanidade. Ao mesmo tempo em que evoluímos muito em termos tecnológicos e científicos, e que temos acesso ao conhecimento como nunca antes na história, por outro lado, não estamos livres de repetir erros do passado, especialmente se formos arrogantes e julgarmos as gerações anteriores como “primitivas”.

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A Terra e a humanidade vivenciam muitos ciclos e nós vivemos num ciclo em que nunca se teve tanto conhecimento sobre as atrocidades cometidas por humanos contra humanos e contra a natureza e aqui há duas contradições: pode-se pensar que no ponto de “civilidade” e entendimento intelectual a que chegamos estaríamos livres de tais comportamentos vis e cruéis – o idealismo Sagitariano esquece da sombra humana. Contudo, sabemos que muitas das injustiças atuais são consequência direta das políticas econômicas das sociedades ditas mais “desenvolvidas” e, como acontece neste caso específico, como consequência direta das guerras que se desenrolam há anos, décadas, no Oriente Médio e na própria África, fomentadas pelos mesmos países “civilizados” e de “primeiro mundo”, que só buscam enriquecer cada vez mais e que hipocritamente se dizem chocados com as notícias sobre a venda e leilões de negros na Líbia. Por outro lado, argumenta-se que não é que haja um aumento de tais atrocidades. O que há é um aumento de sua divulgação, exatamente devido ao acesso à informação em tempo real que temos hoje. Então, não é que estejamos “piores”. É que hoje temos mais consciência do nosso “pior” e isso, certamente, é bom, porque embora ainda haja um número imenso de indivíduos que se beneficiam de tais práticas, há um número igualmente grande de pessoas que as refutam e se indignam contra elas – não, já não é tão “natural”.

Lynne Hope – Reprodução

Portanto, este símbolo, em sua interpretação metafórica nos alerta para ficarmos atentos quanto às identificações com o passado, com opiniões, preconceitos, ou mesmo convicções que podem ter sido válidas antes, mas que hoje já não fazem sentido e podem até comprometer a “nova vida” que queremos criar. Entretanto, infelizmente, este símbolo também ainda tem uma interpretação literal, especialmente diante de tais notícias como as mencionadas acima. Quando toda a experiência que a humanidade acumulou ao longo dos séculos deveria nos levar a aprender com nossos erros, estamos, na verdade, repetindo-os – embora haja também indivíduos mais conscientes. Então, mais do que nunca é preciso nos conscientizarmos das ilusões que criamos acerca de nós mesmos, do quanto nos percebemos como “moralmente corretos e justos”, quando, na verdade, talvez ainda carreguemos e cultivemos muitos preconceitos, intolerâncias, fanatismos, discriminação, mesmo inadvertidamente, e esse tipo de crença, de que há pessoas, raças/credos/nacionalidades/sexo/gênero/classes melhores ou piores do que outros contribuem, de forma direta, prática, abstrata e energética para que atrocidades como essas continuem a acontecer no mundo. O resultado? A violência que continua a grassar contra negros, mulheres, índios, LGBTs,pobres, estrangeiros, migrantes e imigrantes e minorias em geral. Então, vale nos questionarmos sobre as cortinas de fumaça que criamos para nós mesmos e para os outros da nossa convivência, o manto de “civilidade e sofisticação” que disfarça e encobre o ser ainda primitivo, que ainda se crê superior, melhor, mais evoluído e que ajuda a perpetuar a exploração cruel, direta ou indireta de outros seres.

Dreamstime.com – Reprodução

Netuno está aí e sugere que podemos escolher continuar na feliz ilusão da nossa grande “evolução espiritual”, ou podemos escolher tirar a máscara ou a pesada maquiagem do palhaço feliz e histriônico e enfrentarmos nossa realidade humana, buscando nos redimir a partir, não só da conscientização social, não só pela luta coletiva para que tais injustiças e atrocidades sejam combatidas energicamente – e aqui falo de todo tipo de discriminação e violência contra negros, mulheres e todas as minorias – mas também a partir da consciência e mudança individual, através do trabalho espiritual interior, individual e solitário, porque o monstro maior, coletivo, é formado e alimentado pela soma das sombras individuais que não foram reconhecidas e integradas. Assim, o trabalho é social e coletivo, mas é também individual. Do contrário, continuamos na hipocrisia de esbravejar indignadamente contra as injustiças nos palanques do mundo, enquanto nossa prática pessoal continua espúria, desonesta, injusta e imoral.

Em termos práticos: 1 – como dito acima, recomenda-se cautela nos próximos dias acerca da emissão, recepção e processamento de informações e dados, da coleta e julgamento de fatos e das decisões que se precisar tomar, devido à qualidade nebulosa, enganosa, confusa, ambígua, indefinida, atarantada e caótica dessa Lua Cheia. Em caso de dúvida, o melhor é esperar até que haja mais clareza. 2 – Considerando-se que Sagitário está relacionado às grandes viagens e às longas distâncias, e Mercúrio aos deslocamentos em geral, há maior propensão a atrasos e imprevistos nas viagens durante este período. 3 – Como Netuno dissolve as barreiras e limites, também é aconselhável evitar o consumo de álcool e outras substâncias alteradoras da consciência. 4 – Num tom mais positivo, se a imaginação está rica e fértil, a fantasia super estimulada, pode não ser bom para se lidar com a realidade, mas pode ser ótimo para expressar a criatividade através dos vários veículos artísticos que estiverem à disposição, particularmente, a escrita e a música! 5 – De modo geral, é um bom período para revisão das nossas ideias, opiniões e conceitos, especialmente antes de partirmos para qualquer tipo de discussão ou conversa com o outro. Há excesso de ideias e elas também estão confusas, portanto, pode ser uma boa pedida silenciar e meditar bastante antes de recorrer às palavras.

Indivíduos que tenham planetas ou ângulos entre os graus 6 e 17 dos signos mutáveis (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes) podem sentir mais fortemente essa lunação e precisam ser mais prudentes nos próximos dias.

Uma ótima Lua Cheia para você!

Sobre as notícias da venda de escravos na Líbia:

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/22/internacional/1511352092_226137.html

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2017/11/25/africanos-sao-torturados-e-vendidos-na-libia-o.htm

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/nelsondesa/2017/11/1936679-em-video-na-cnn-leilao-vende-jovens-negros-na-libia-por-r-1300.shtml

https://g1.globo.com/mundo/noticia/onu-deve-discutir-medidas-mais-duras-leiloes-de-escravos-na-libia.ghtml

E no Brasil também tem, a céu aberto:

https://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/12/02/nao-e-so-na-libia-brasil-tambem-vende-escravos-a-ceu-aberto/

 

(1) Dane Rudhyar – an Astrological Mandala

(2) Linda Hill – 360 degrees of Wisdom

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Lua Nova em Escorpião – Da morte, o renascimento!

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Um novo ciclo começou neste sábado, às 09h42min, a 26°19’ de Escorpião. Se o ciclo anterior, de Libra, já foi intenso, devido à forte e impactante presença de Urano – tanto na Lua Nova quanto na Lua Cheia – o de Escorpião promete transformações tão viscerais quanto e Urano continua a dar o “ar da sua graça” caótica!

Alexandra Manukian – Reprodução

Este é o momento do ano de olhar mais de perto para a nossa sombra, de confrontar nossa destrutividade, de olhar para a morte, como potencial e como realidade, como parte do ciclo natural da vida. É também o período de mergulharmos fundo nas nossas motivações, sem medo, de ousarmos nos conhecer mais e melhor; de lidarmos com o que é tóxico, em nós e no outro e de buscarmos a purificação e a depuração dos lixos emocionais. E, entre muitas outras coisas, é também a hora de encarar o que morreu em nós e na nossa vida, dar um enterro decente para isso e preparar-nos para renascer, mais fortes e resilientes!

Lua Nova em Escorpião 2017 – 18 de novembro de 2017, 09h42min, horário de Brasília.

A Lua e o Sol estão a 26°19’ de Escorpião e fazem apenas dois únicos aspectos: trígono a Quíron em Peixes e quincôncio a Urano em Áries, ambos os aspectos separativos, ou seja, já aconteceram. O aspecto a Urano sugere incongruências internas, a respeito de nossos propósitos; uma inflexibilidade acerca de conseguir os objetivos “do nosso próprio jeito”, de forma independente e livre, sem amarras, algo que contraria um pouco a busca de Escorpião pela vinculação profunda, pelo desejo de posse e controle. O trígono a Quíron traz empatia e compaixão e indica o potencial de suavizarmos essas brigas internas, pela auto aceitação e pela empatia, um potencial de cura das feridas e mágoas emocionais antigas, arraigadas, atávicas.

Edward Munch – Reprodução

Mas o que chama mesmo a atenção neste mapa é o fato de Marte e Plutão, os dois regentes de Escorpião estarem em conflito, disputando território – quem sabe até, disputando para ver “quem manda mais aqui” neste signo! Escorpião, por si só, já sugere batalhas mortais, embates virulentos conosco mesmos e com o mundo. E nesta lunação as batalhas são potencializadas por este aspecto entre os dois regentes, que na verdade é uma configuração, já que Marte se opõe a Urano, que também faz quadratura a Plutão. Então temos uma T-Square Cardinal, simbolizando a batalha do indivíduo, do ego – Marte – contra as forças coletivas e inconscientes, a morte, a sombra, o “destino”, as intempéries na natureza humana e na própria vida, na sua versão mais turbulenta, selvagem e implacável – Urano e Plutão.

Imutável Destino – Capucine Picarolli – Reprodução

Marte é a nossa vontade pessoal, nossa capacidade de nos afirmarmos e brigarmos pelo que queremos. Já Plutão tem a ver com um poder maior, muito acima do nosso, a vontade implacável da vida, que não alisa, um poder inconsciente, que pode ser muito destrutivo, que nos empurra para lidar com aquilo que mais queremos evitar e é muito associado com o destino. Ambos têm a ver com o instinto de sobrevivência: Marte o instinto de sobrevivência pessoal, Plutão, o instinto de sobrevivência da espécie. Nessa briga, nossa vontade pessoal entra em conflito com a vontade maior, da vida, do “destino” e podemos nos sentir completamente impotentes diante dessa força, mas também podemos nos alinhar com ela e fazer o que tem que ser feito, o que é mandatório e que fica claro a partir destes contatos – com Saturno, Urano, Netuno e Plutão, a pior coisa que podemos fazer, é resistir e o melhor é ceder e voluntariamente fazer o que é necessário. Então, aqui nossa vontade pessoal precisa perceber e reconhecer onde precisa se dobrar, onde precisa se ajustar, onde precisamos entender que nossos objetivos meramente pessoais e egoístas precisam ceder passagem a forças e motivações mais importantes. A nosso favor tem o fato de Plutão estar na casa 1, conjunto ao ASC do mapa, ou seja, está em nossas mãos nos abrir às transformações, para que elas ocorram a nosso favor. Quando colaboramos, a energia que seria usada para resistir, fica à nossa disposição para transformarmos a nós mesmos e ao nosso mundo. E então, de impotentes, nos tornamos fortes; de um movimento que poderia ser destrutivo e desolador, passamos para um movimento de vida e de renovação, de renascimento. Portanto, essa Lua Nova vem falar de um ciclo em que precisamos transformar nossa vontade, nossa atitude, nossa ação no mundo. De deixar morrer os objetivos e vontades que já não fazem sentido, permitir-nos um período de luto, de despedida, para então renascer, renovados, com novo ímpeto e disposição, mais inteiros, mais resilientes.

Lua Nova e Eclipse Solar em Leão – Brasília, 21 de agosto de 2017, 15h30min

A Lua Nova ativa o ponto do Eclipse Total do Sol do dia 21 de agosto, ocorrido a 28° de Leão – ativa por quadratura. Eclipses em geral sinalizam encerramento de um ciclo e o início de outro e aquele eclise, em especial, falava de rupturas com o passado, de mudanças bruscas, de ativar nossa vontade pessoal e alinhá-la com valores e princípios mais nobres. Talvez, lá atrás, por ocasião do eclipse nos demos conta de algo que definhava em nós, algo que começou a morrer, mas que hesitávamos em reconhecer, em assimilar ou admitir. Agora esta Lua Nova vem clarificar essa morte, mas vem também representar uma afirmação de vida, uma abertura para o novo ciclo, se tivermos confiança e coragem de dizer adeus, de permitir que morra aquilo que tem que morrer.

O rapto de Perséfone –
Desconheço o autor – Reprodução

Como no mito de Perséfone – a filha de Demeter, Deusa do Cereal – que é raptada por Hades e estuprada no Mundo Inferior, onde se torna sua esposa e Rainha dos Infernos. Este é um mito de Escorpião e também de Plutão. Resumidamente, Perséfone era uma mocinha linda e cheia de vida, em idade de namorar, casar, emancipar-se da mãe e viver a própria vida, mas a mãe insiste em mantê-la presa à barra de sua saia e refuta as propostas de vários pretendentes da filha, com toda a sorte de desculpas, que diziam que nenhum era bom o bastante para ela. E Perséfone segue naquela união urobórica com a mãe, emocionalmente infantil e dependente dela, sem ter vida própria.

O Rapto de Perséfone, Gian Lorenzo Benini – Reprodução (desconheço o autor da foto).

O sequestro e subsequente estupro perpetrados por Hades simbolizam esses momentos em que a vida impõe sua vontade sobre nós violentamente, porque nos recusamos a perceber a mudança de ciclo, a necessidade de vivenciar a passagem para o próximo nível ou fase da vida. Depois desse ritual de passagem brutal, Perséfone amadurece em todos os sentidos: já não é mais uma menina, nem a filhinha da mamãe, agora é uma mulher poderosa, adulta, dona de seu corpo e vontade, Rainha dos Infernos, senhora de si e do seu próprio espaço e poder. E, embora ela talvez sinta saudades do abraço maternal, no fundo reconhece que gostou da mudança inexorável e esta ambivalência é evidenciada na escolha que faz quando está prestes a deixar o reino de Hades. Requisitado a liberar Perséfone, Hades diz que ela é livre para ir a qualquer momento, desde que não tenha comido nada ali embaixo. De fato, ela não havia comido nada ainda, estava livre para voltar para o mundo superior e para sua mãe, mas já na saída, ela come as sementes de romã, um fruto que simboliza conhecimento e sabedoria. Por ter comido a romã, Perséfone é obrigada a se dividir entre a vida na Terra, junto à sua mãe, e a vida no Mundo Inferior, como esposa e rainha de Hades; metade do ano ela está sobre a Terra, o período correspondente à primavera e verão, quando tudo viceja, floresce e frutifica; na outra metade, correspondente ao outono e ao inverno, ela está no Mundo Inferior, simbolizando o descanso da terra e uma parada na ação consciente e objetiva – veja bem: ela é “obrigada” a se dividir, mas isso foi, em primeira instância uma escolha dela, ao comer, voluntariamente, a romã! No fundo, ao comer a romã, ela reconhece que não queria simplesmente voltar para a mesma “vidinha de sempre”. ela tinha mudado, já não era a mesma – por que iria querer levar a mesma vida? E assim é na nossa vida. Esse mito fala dos fins e dos recomeços, das mudanças de ciclos, dos ritos de passagens, algumas vezes brutais, quando hesitamos e os postergamos por tempo excessivo. Se resistimos, estagnamos a vida e invocamos a fúria dos deuses sobre nós e, se não queremos ser “penetrados” pela vida dessa forma brutal e implacável, precisamos reconhecer o momento do fim e render-nos a ele. Esperando, pacientemente, e às vezes na completa escuridão da insegurança e da incerteza, o momento da ressurreição, do renascimento.

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Antes de terminarmos, chamo a atenção para mais dois fatores interessantes neste mapa: primeiro é que Urano é regido por Marte, co-regente da Lua Nova e está em oposição ampla a ele, sugerindo que é preciso ter coragem para se posicionar, para desagradar a alguns, se for para preservarmos nossa sanidade; mesmo que escolhamos ser elegantes e diplomáticos, é necessário ser firmes, diretos, honestos com as questões que precisam ser enfrentadas. O segundo ponto é o fato de Marte também estar em recepção mútua com Vênus, regente do ciclo lunar anterior. Marte atualmente trafega o signo de Libra, que é regido por Vênus e Vênus trafega Escorpião, que é regido por Marte e assim, diz-se que estão em “recepção mútua”, porque um recebe o outro em sua própria casa. Mesmo que não estejam em aspecto, essa recepção aponta para uma cooperação, uma certa cordialidade, porque a ação de um depende da concordância do outro. Ambos estão nos signos de detrimento, uma posição desconfortável, porque são signos alienígenas à natureza desses planetas e isso nos diz que é necessária uma negociação delicada, um estado de espírito de disposição ao diálogo, de se estar abertos àquilo que é difícil e desconfortável, mas que é chave para a saída dos nossos dilemas. É como um casal que já foi muito apaixonado, depois se desapaixonou, ambos brigaram feio e se magoaram mutuamente, mas por algum motivo precisam um do outro, então, precisam sentar e dialogar, e cooperar. E talvez essa colaboração possa diminuir o desconforto. A posição de Marte nessa configuração tensa com Plutão e Urano nos aponta para a inexorabilidade e implacabilidade das mudanças, de nos rendermos ao que é maior que nós, aos ciclos que independem da nossa vontade pessoal, mas a recepção mútua Vênus-Marte talvez simbolize que os deuses podem se dispor a nos olhar com mais brandura, se nós também nos abrirmos e, com humildade, nos dispusermos a ser transformados, abandonando a velha carcaça e tudo o que ela representa, para permitirmos que a nova pele surja, nova e brilhante!

Brooke Shaden Photography – Reprodução

Para aplicar melhor tudo isso na sua vida, veja em que casa do seu mapa você tem o grau 26 de Escorpião (veja abaixo uma lista dos significados das casas) e analise o que pode estar morrendo, se deteriorando ou sendo finalizado nessa área da sua vida. Reflita sobre o que você pode fazer para facilitar o processo; agradeça ao que foi, do jeito que foi; concorde com o jeito que tudo aconteceu; se for o caso, permita-se ficar triste, o luto é parte importante do processo; e deixe que isso morra e se desintegre; finalmente, veja quais novas intenções ou sementes podem ser lançadas nessa área de vida, se for necessário, escreva – não precisa ter necessariamente a ver com aquilo que está indo embora/morrendo, é importante que tenha relação com a mesma área de vida. E confie, no momento certo, você renascerá!

Um ótimo novo ciclo para você!

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A lunação através das casas:

Casa 1 – Casa angular e muito importante. Período de grande ênfase e destaque pessoal. Pode ser um bom período para fazer mudanças na aparência física, verificar atitudes pessoais que não fazem mais sentido. É um ciclo para a transformação pessoal, incluindo aparência física.

Casa 2 – A ênfase  sobre os valores, sejam eles materiais ou imateriais. Pode ser um bom período para reavaliar investimentos e a gestão dos recursos;  especialmente para refletir sobre nossos valores mais essenciais, quais ainda são validos e quais estão datados; como eles influenciam nossas decisões e escolhas.

Casa 3 – O foco sobre estudos e aprendizados, – algo pode estar sendo concluído e finalizado. Comunicação, veículos, viagens curtas, viagens diárias para o trabalho e deslocamentos em geral também são influenciadas por estas energias. Mudanças importantes na relação com irmãos e parentes próximos.

Casa 4 – Outra casa angular de grande ênfase. Assuntos ligados à família de origem, assim como à família formada pelo indivíduo. Mudanças na relação com a figura paterna e com a família em geral. Reformas e mudanças na residência são possíveis de acontecer.

Casa 5 – Transformação na criatividade e expressão pessoal, assim como nos romances e atividades de lazer e relaxamento. Filhos, como expressão mais óbvia de nossa criatividade também se tornam o centro das atenções, especialmente o filho mais velho; novas atividades criativas ficam favorecidas, como artes, danças, música, etc.

Casa 6 – Transformação no trabalho diário, emprego, relação com colegas de trabalho, relação com empregados e servidores, saúde, corpo, cotidiano, bichos de estimação… Todos estes assuntos podem ser impactados por uma lunação nesta casa. É um momento de avaliar com seriedade a forma como cuidamos da saúde e especialmente avaliar o impacto de maus hábitos sobre ela, como fumar, por exemplo. Reorganização do local de trabalho assim como programas de reeducação alimentar ficam beneficiados.

Casa 7 – Outra casa angular. Todas as relações próximas ficam sob os holofotes, sejam parcerias afetivas ou de negócios, assim como amigos mais chegados e também os tais “inimigos declarados”.  Possível término de relacionamentos, assim como possibilidade de início de outros.

Casa 8 – Casa dos valores dos outros, da morte (não necessariamente literal) e renascimento, de crises, de impostos, seguros e heranças. E também do sexo como expressão da parceria íntima.  O período pode ser particularmente “quente” sob os lençóis e novos amantes podem surgir. Favorável à liberação de tabus e inibições sexuais.

Casa 9 – As viagens de longa distancia, assim como as buscas espirituais e a mudança de crenças ocupam nossa atenção quando um eclipse cai nesta casa. Cursos superiores e vida acadêmica, assim como publicações também estão enfatizados e pode ser que ocorra a  conclusão de uma fase importante. Novos conhecimentos que expandem a consciência podem ser iniciados a partir de novos contatos ou até mesmo por um livro que começamos a ler.

Casa 10 – A ultima casa angular, de suma importância. A casa da nossa imagem pública, da carreira, da vocação e também da mãe ou da figura materna arquetípica. Pode haver o arrefecimento do entusiasmo por algum projeto profissional, algo se conclui e termina, para outra fase começar. Eventos ligados à mãe também podem nos afetar.

Casa 11 –  Mudanças importantes nas amizades, pode haver rupturas ou simplesmente o afastamento por mudanças circunstanciais, como mudança de cidade, por exemplo. Podemos decidir não mais participar de algum  grupo ou associação, ou entrar para outro, que sempre quisemos mas nunca tomamos a atitude. Pode haver mudanças significativas nos sonhos e esperanças de futuro.

Casa 12 – A casa da introspecção e do inconsciente. Esqueletos tendem a sair do armário e demandar que lidemos com eles; tabus familiares ou raciais tendem a cair no nosso colo de graça, e não podemos mais fingir que não os vimos; é uma casa de serviço, então somos convidados a prestar serviços que implicam sacrifício ou oferenda de nosso tempo e energia em favor de outros. Podemos nos sentir particularmente introspectivos e sentir o desejo de isolamento e reclusão.

Lua Cheia em Touro – O Essencial Permanece

Desconheço o autor – reprodução

O ciclo iniciado em Libra no dia 19 de outubro atinge seu ápice na Lua Cheia de Touro, neste sábado, às 03h23min no horário de Brasília (Horário Brasileiro de Verão) e às 05h23min no horário de Lisboa. O ciclo de Libra trata, basicamente, de relacionamentos, a Lua Cheia, também e, embora o eixo Touro-Escorpião não tenha a ver com isso de forma direta (Touro-Escorpião trata de relacionamentos no que tange à intimidade e sexualidade), o tema está implicado devido ao ciclo e à posição da regente de Touro, Vênus.

Em Touro queremos e buscamos estabilidade, segurança, firmeza, substância. A Lua Cheia em Touro sinaliza um momento em que a intensidade, a destruição e eliminação simbolizadas por Escorpião precisam ser contrabalançadas pelo vagar, ponderação, solidez e preservação de Touro. É aquele momento em que você desmontou tudo para jogar fora, porque se sente bloqueado, “preso” por tudo o que “possui”, como se tudo fosse um peso morto a lhe arrastar para trás, mas se dá conta que não pode, afinal, jogar tudo fora, porque tem coisas que ainda são necessárias, úteis, coisas que são essenciais para a sua sustentação e sobrevivência. Então precisa proceder com o ritual difícil de separar o que traz segurança real, daquilo que é peso morto, estagnação.

Portanto, além de ser um momento crítico de ponderar sobre o que precisa e deve ser preservado de modo geral na vida – e na área de vida simbolizada pela casa do mapa onde a Lua Cheia ocorre – essa Lua Cheia vem propiciar que a mesma ponderação seja utilizada nas nossas relações.

O ciclo se iniciou com um grande estrondo, com Lua e Sol ficando conjuntos em Libra em oposição próxima a Urano em Áries, indicando um momento crucial de despertar para a qualidade das relações, de deixar de ser tão conciliador, de buscar maior independência, transparência e verdade dentro das relações “certinhas” simbolizadas por Libra. Agora esse estrondo ecoa mais longe, repercutindo na intimidade, na sexualidade, naquilo que nos sustenta e nutre.

A Lua fica Cheia em oposição à conjunção Sol-Júpiter em Escorpião, sextil próximo a Netuno em Peixes e trígono a Plutão em Capricórnio. A oposição a Júpiter sugere a possibilidade de nos conectarmos com a abundância da vida e de nos sentirmos merecedores dela, repercutindo beneficamente na nossa vida. Por outro lado, esse aspecto tenso a Júpiter também indica a amplificação dos temas da lunação, assim como excessos nos desejos e um exagero ainda maior na busca da satisfação de tais desejos e impulsos sensoriais e sensuais. Comida, bebida, sono, sexo… Nunca é o bastante! Sempre queremos mais, e melhor! Satisfação dos instintos e dos sentidos que, dependendo da orientação individual pode se manifestar como satisfação do estômago, da libido ou da segurança material – o impulso é o mesmo e é voraz! A propósito, qual é a nossa fome/necessidade primordial neste momento da nossa vida? Aquilo de que mais se carece pode ser a fonte da voracidade manifestada em outras áreas… Temos fome de sexo/afeto/contato? Podemos nos pegar comendo em demasia para compensar esta carência; temos necessidade de amor/atenção? Podemos nos tornar possessivos em relação a pessoas importantes em nossa vida; temos anseio por segurança? Podemos nos tornar avaros, acumulando dinheiro e posses para nos sentir mais tranquilos… E assim vai!

Touro é o signo das coisas essenciais e o que é essencial para nós? Se nos percebemos compulsivos em relação a alguma coisa, é válido nos perguntar que carências essenciais estamos tentando sanar com tais compulsões. Talvez nem nos demos conta de tais carências e, neste caso, a compulsão/compensação vem funcionar como mascaramento da carência. O ponto chave nos próximos dias é a moderação na satisfação desses prazeres e impulsos sensoriais, para que não tenhamos que lidar com consequências desagradáveis mais à frente.

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Como no Símbolo Sabiano do grau 12 de Touro (11°59’) que coloca a imagem de “um casal jovem andando na rua principal olhando vitrines”. Por que um casal jovem estaria olhando vitrines? O que procuram? Será que pensam já em casar-se e olham o futuro através das vitrines? Será que um pensa em dar um presente ao outro? Será que pensam em presentear uma terceira pessoa? Qualquer que seja o motivo, o fato é que, ao invés de olharem um para o outro, ao invés de conversarem entre si, olham para fora, para uma vitrine de uma loja qualquer. Pode significar que têm objetivos em comum, como naquela frase de Michel Quoist: “Amar não é olhar um para o outro, mas olharem ambos na mesma direção”... Apenas me incomoda o fato de essa direção ser uma vitrine de loja – é, pode ser um preconceito meu, mas talvez isso aponte para o consumismo, a posse material de algo; ou pode apontar a busca por coisas de que se precisa realmente… O que nos leva a outras questões: será que olham para vitrines para evitarem olharem-se nos olhos, olharem um para o outro? Será que olham vitrines para evitar o momento de tensão entre eles mesmos? Será que evitam o vazio que se tornou o relacionamento? Será que cumprem o ritual social do passeio do casal pseudo-apaixonado, para quem até uma vitrine banal é mais interessante do que o parceiro que está ao lado?

Banksy – Reprodução

É interessante tratar-se de um casal jovem… O que me lembra também os casais – e relações de todo tipo – que submergem nos próprios telefones celulares e geringonças eletrônicas ignorando o outro de carne e osso que se encontra à frente ou ao lado, uma versão moderna do “solidão a dois” de que falava Cazuza… Qualquer que seja a interpretação que demos a este Símbolo, é patente que o casal não olha para si, mas para fora, para o mundo exterior. O olhar para fora pode ser salutar, uma forma de sair da identificação excessiva da imagem de casal, um renovar-se ao absorver informações novas e exteriores à realidade relacional. Mas pode também ser um movimento negativo, como dito acima, um evitar enfrentar o outro e os problemas da união, da convivência. Essa imagem dá margem a inúmeras conjecturas, sendo muitas delas possíveis e plausíveis, e talvez mais de uma se aplique ao nosso caso em particular…

Contudo, considerando-se as configurações desta Lua Cheia, talvez este casal esteja evitando olhar para os próprios problemas e se distrai de tais problemas olhando vitrines, um falso otimismo que tentar consertar o que está errado, por exemplo, comprando uma TV nova, um carro novo, tendo um filho, etc… Por que isso? Porque a Lua Taurina se opõe a Júpiter – vamos focar no prazer, no positivo – e Vênus, regente da Lua Cheia está em oposição exata a Urano – que recebia a oposição, também exata, da Lua Nova lá no dia 19 de outubro – sugerindo que os problemas continuam a pipocar, estrondar, mas talvez tentemos fazer ouvidos moucos a eles, focando no aspecto reluzente do mundo exterior.

O quanto este casal está realmente satisfeito com a relação? O quanto confiam um no outro, o quanto confiam no modelo relacional que escolheram – consciente ou inconsciente? E aqui ouso colocar até o tema fidelidade/monogamia, inspirada pelo post de uma amiga/cliente no Facebook e que também tem tudo a ver com esta lunação: fidelidade, monogamia são temas bem Taurinos, porque nascem exatamente do desejo/necessidade da estabilidade e da previsibilidade que dá tanto a sensação de segurança, quanto leva à armadilha do tédio massacrante do cotidiano banal acachapante e fechado a pequenas ousadias que desafiem nosso conceito de “correto”, “seguro”, “confiável”.

É, de fato, uma lunação de contradições: queremos estabilidade, segurança, mas encontramos questionamentos, dúvidas, rebeldia aos modelos tidos como certos, aceitáveis, constantes, estáveis, seja na gestão da vida concreta, seja na vivência dos afetos. Positivamente pode ser um período de empolgação, de novidades, de dinamismo nas relações, mas isso só vale para aquelas relações que são muitos transparentes, cheias de frescor e vitalidade, onde os parceiros são honestos e não têm medo de encarar suas fraquezas e inseguranças, onde não há apegos, nem ao outro, nem aos modelos “certos” de relacionamento – mas, convenhamos, tais relações são a exceção da regra! Para a maioria das relações, pautadas nos modelos ditos “aceitáveis” e seguros, essa lunação traz muitos desafios à estabilidade, à durabilidade e manutenção do status quo.

Vênus em Libra, dona da casa, está em oposição exata a Urano em Áries – depois de ter feito quadratura a Plutão na terça-feira – um aspecto que inclina a rupturas, a eventos inesperados nas parcerias, a situações erráticas influenciando a forma como vemos a nós mesmos e como gerimos nossos valores, etc. Sugere ainda a necessidade de reinventar completamente as relações. Como se não bastasse, Plutão faz quadratura ao Ponto Médio (17’ de distância) entre Vênus e Marte, ou seja, há muita destrutividade ou, no mínimo, desafios, associados ao impulso de amar, à paixão, ao desejo, ao enamoramento, à vida sexual e à união sexual/afetiva. Pode-se dizer, com certeza, que há forças poderosas em movimento e que, embora turbulento e descontrolado, o desejo é intenso e visceral.

Marte, regente tradicional de Escorpião, começa a fazer quadratura a Plutão, o regente moderno deste signo. Marte-Plutão intensificam a questão do desejo, mas também acentuam a agressividade, a necessidade de controle e a possessividade, além de simbolizar uma vontade de ferro e determinação inquebrantável.

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Por isso e por tudo o mais que já foi dito é que podemos afirmar que, por mais que queiramos sombra e água fresca, paz e sossego, ainda não é agora que vamos conseguir, pelo menos não enquanto não enfrentarmos estes questionamentos e incertezas. Positivamente, temos a nosso favor a oportunidade de aplicar nossa imaginação e sensibilidade de forma concreta, de modo a perceber outras necessidades mais sutis, para além daquelas sensoriais, como indicado pelo sextil a Netuno – podemos sim, encontrar soluções criativas para nossos dilemas. O aspecto a Plutão traz resistência à já robusta e obstinada Lua Taurina, sugerindo potencial e capacidade de transformação na gestão dos sentimentos e carências físicas ou emocionais e força e coragem para lidar com os desafios.

Urano destacado, tanto na Lua Nova de Libra quanto agora nesta Lua Cheia sugere um ciclo deveras errático e turbulento, mas também traz possibilidades de despertar, de iluminações fundamentais acerca do nosso valor e do que tem valor para nós. Se vamos agir ou não a partir de tais insights e iluminações, é outra história!

A Lua Cheia assinala períodos em que questões maturam e se tornam conscientes, de nós nos tornarmos aptos a lidar com tais questões… Se lá na Lua Nova Urano simbolizava revelações e iluminações desconfortáveis, que precipitaram caos e turbulência, agora, talvez, com a firmeza de Touro, possamos assentar a cabeça e o coração para, a partir de tais insights, tomar as atitudes essenciais ao nosso desenvolvimento e sustentação, incluindo nas questões relacionais.

No que tange às questões concretas e materiais, é um período que requer cautela nas decisões, nos investimentos e no gerenciamento de bens e dinheiro – há propensão a se gastar por impulso, impensadamente e a se arrepender depois. É hora de avaliar o que é essencial, o que tem valor real e deve ser preservado e o que só dá uma sensação ilusória de segurança, sem nos sustentar realmente, sem nos agregar nada efetivamente. O essencial, aquilo que é realmente sólido, permanece, as muletas devem ser descartadas.

Onde você estiver, Feliz Lua Cheia para você!

OBS: Indivíduos com ângulos e planetas entre os graus 07 e 17 dos signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário) sentem mais intensamente essa lunação. A Lua Cheia em Touro pode ainda trazer presentes assuntos que eram importantes no final de abril deste ano (Lua Nova a 06° de Touro – 26 de abril) e ainda reverberar na próxima Lua Nova em Touro, em maio de 2018. É uma lunação para se dar atenção às questões relacionadas a dinheiro, seguranças e ao aspecto material da vida, incluindo a relação com o corpo. Rituais de prosperidade estão favorecidos, assim como a conexão com a abundância da vida e com a própria sensualidade.

Desconheço o autor – reprodução

Lua Nova em Libra – Abra portas e janelas!

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A Lua Nova de hoje (19 de outubro de 2017, 17h13min para Brasília e 19h13min para Lisboa) anuncia um novo ciclo de muitas surpresas, notícias e acontecimentos inesperados, guinadas repentinas nas decisões e atitudes, possibilidade de rupturas diversas e necessidade de renovação e de recorrermos à nossa inventividade, mais do que nunca! Isso vale para a vida de um modo geral, mas principalmente para os relacionamentos amorosos e parcerias de negócios.

Desconheço o autor – reprodução

O ciclo de Libra sinaliza um período do ano em que precisamos nos concentrar mais nas nossas relações, de sair um pouco de nós mesmos e focarmos na alteridade; um período de maior busca de equilíbrio nas trocas e nas relações laterais, entre iguais. E Libra é um signo que vê as relações de forma muito civilizada, sem grudes, sem excessos de emocionalismos, sem derramamento exagerado de sentimentos. Não é sobre amor ou sentimentos, é sobre equidade, parceria, lateralidade; sobre como lidar com quem está ao meu lado – nem na minha frente, nem atrás, nem acima, nem abaixo, mas ao lado: um outro igual a mim.

Lua Nova em Libra – Brasília, 19 de outubro de 2017, 16h13min.

No mapa desta lunação, vemos Lua e Sol a 26°35’ de Libra, em oposição exata – apenas a três minutos de distância do aspecto partil – a Urano, que está retrógrado a 26°31’ de Áries. Lua e Sol acabaram de fazer o aspecto exato e, embora muito próximos ainda, já estão se separando dele. Lua e sol também se separam de um sextil a Saturno em Sagitário e ainda fazem sesqui-quadratura a Netuno e quincôncio a Quíron, ambos em Peixes – o único aspecto aplicativo, que ainda vai acontecer é a sesqui-quadratura a Netuno. Estes aspectos separativos nos sugerem que estamos num momento/ciclo de despertar para nossas verdades relacionais e de enxergarmos com mais nitidez e lucidez (Urano) as nossas dinâmicas afetivas (Libra); de nos responsabilizarmos pelas relações que atraímos e criamos (Saturno); e como as experiências difíceis, feridas e mágoas anteriores impactam nas nossas expectativas futuras e no nosso modo de viver as relações (Quíron). É um ciclo que traz uma iluminação, uma clareza maior sobre tais dinâmicas e nos convida a viver tais relações de forma mais independente, algo que já estava sendo gritado na Lua Cheia de Áries, de duas semanas atrás. O aspecto a Netuno, que ainda vai acontecer traz um alerta: lá à frente haverá um confronto entre essa nova consciência, já adquirida, sobre nossas recém conquistadas liberdade e independência e todo o anseio pela simbiose e fusão redentoras (Netuno), um desejo por voltar ao passado de inconsciência, de não ter que decidir ou escolher por nós mesmos, esperando que outros o façam por nós.

Portanto, este é um ciclo de termos muita clareza sobre nossas intenções acerca da nossa vida amorosa e das parcerias. Que tipo de relações queremos viver em nossa vida e estimular no nosso entorno? Esta lunação clama por consciência, por desenvolvermos esta nova consciência, novos modelos e formas de nos relacionarmos; de superarmos os modelos “certinhos” e adequados; de pararmos de procurar a pessoa “certa”, o homem/mulher/parceiro “ideais” para nós e começarmos a nos relacionar com as pessoas de verdade que cruzam nosso caminho, com todas as suas idiossincrasias e esquisitices, uma vez que nós também temos as nossas! Estes modelos relacionais que funcionavam antes, já não estão funcionando mais. Desde que Plutão entrou em Capricórnio em 2008 e Urano em Áries em 2010, estes “modelos” relacionais estão sendo questionados, de forma ampla e irrestrita, questionamentos simbolizados pela oposição de Urano e pela quadratura de Plutão a Libra, desde as datas mencionadas. E cada vez que uma lunação ocorre em aspecto com estes planetas, esses questionamentos e discussões ficam potencializados.

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Este ciclo vem nos convidar a plantar novas sementes relacionais. Sementes que rompam com as expectativas esperadas, que ousem ser diferentes e aceitar o diferente, em nós e no outro. Vem nos convidar a lançar intenções que sejam mais fidedignas com aquilo que somos verdadeiramente, com a nossa natureza pessoal e menos focadas nas expectativas sociais de como devemos viver nossa vida amorosa/afetiva. Para quem está num relacionamento duradouro, de qualquer tipo, é hora de abrir as portas e janelas para ventilar a relação, para tirar a umidade e espantar o bolor acumulado; é hora de nos questionarmos, honestamente, o quanto estamos felizes e satisfeitos e encarar a verdade, qualquer que seja ela, sejam os problemas relacionados conosco mesmos ou com o outro; é hora de lembrar-nos de quem somos, individualmente e do quanto temos nutrido nossa individualidade ou o quanto a relação pode ter embotado tal individualidade – provavelmente por acomodação nossa mesmo. Em termos bem práticos, é um momento em que os casais precisam de mais espaço e liberdade, de sair da rotina automática e esperada, de fazer programas diferentes, juntos ou separados; de nutrirem-se como indivíduos, para voltarem para a relação cheios de surpresas, de novidades, de estímulos, de novo ânimo – uma individualidade enriquecida e interessante é essencial para que a relação continue saudável. Quem se recusar a abrir as janelas e portas, poderá ter que lidar com surpresas desagradáveis: o vendaval virá e arrancará portas, janelas, o teto, a casa inteira! É quando nos surpreendemos com a traição do outro, com a ruptura anunciada pelo outro – rupturas, aliás, estão muito favorecidas neste ciclo! Dessa forma, é melhor mesmo abrir as portas e janelas da casa,  da relação, da alma, da vida e convidar o vento a varrer tudo o que está embolorado e estagnado e ventilar o que precisa ser ventilado! Tenhamos coragem, o vento só vai levar o que não tem mais a ver com a nossa verdade!

Vênus, regente da Lua Nova, está bem isolada, sem fazer aspectos a outros planetas. O último aspecto que fez foi exatamente um quincôncio a Urano, quando ainda estava em Virgem. Esse isolamento sugere cautela, porque há inconstância na expressão dos afetos e desejos – ora queremos e somos efusivos, ora não estamos nem aí e nem nos importamos e essa oscilação deixa aos outros e a nós mesmos confusos e denota uma desconexão dos desejos e valores mais profundos. Assim, é essencial, nos momentos de dúvidas, em que não sabemos o que/como escolher, nos voltarmos para dentro e identificar quais são nossos valores básicos e se os mesmos ainda são válidos.

De modo mais geral, este é um ciclo de muita inconstância nos propósitos e nos humores. Há forte tendência a radicalismos, intolerância, notícias chocantes – a respeito das relações, como também a respeito das questões relacionadas à arte e à estética e aos conceitos de justiça e de equilíbrio – lá vem mais polêmica! Mas é também um ciclo de muita inovação, de buscar experimentações que revigorem nossa vida e nos façam renovar a vontade de viver, de nos sentir presentes no mundo, ocupando nosso espaço de direito, nos afirmando, afirmando nossa individualidade sem temor (Marte puxa uma formação de Locomotiva) e vivendo nossos propósitos pessoais e nossas relações de forma mais transparente e mais genuína.

E você, quais são suas intenções para este ciclo? Que tipo de relações deseja criar e viver? Que projetos pode visionar que trarão mais entusiasmo, inovação, estimulo para sua vida? Onde precisa renovar seus gostos estéticos? Onde precisa ter mais ousadia, talvez até chocar um pouco? Onde precisa dar uma “sacudida” para espantar a poeira e o bolor da estagnação e da previsibilidade? Pense nisso e lance suas intenções!

Feliz Lua Nova, feliz Novo Ciclo para você!