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Lua Nova em Leão – Fogo Solar, Fogo da Consciência

Desconheço o autor – reprodução

Você anda se sentindo meio para baixo, desanimado? Anda duvidoso da vida e de si mesmo? Sente que só trabalha e lida com problemas sem ter tempo para brincar? Seus problemas acabaram! Vem aí a Lua Nova de Leão, que vem incendiar sua vida de entusiasmo, coragem, confiança, otimismo e paixão! E de quebra, ainda a/o convida a abraçar sua natureza única, seja ela aceita pelas tribos “in” ou totalmente outsider! Brincadeiras à parte, a Lua Nova que acontece em Leão neste domingo realmente vem dar uma sacudida no pessimismo e na falta de ânimo que tem nos acometido nos últimos tempos. A Lua se renova no grau 00°44’ (tecnicamente, grau 1) de Leão, conjunta a Marte, separando-se da quadratura a Urano e do trígono a Quíron, ambos os aspectos fora de signo. A lunação ocorre às 05h46min no horário de Brasília e às 09h46min no horário de Lisboa.

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Marte esteve muitas semanas em Câncer, signo que é muito desconfortável para ele e agora, em Leão, Marte se sente à vontade, na casa de um amigo, da mesma forma que o Sol, dono da casa Leonina, se sente à vontade na casa de Marte, Áries. E onde Marte chega ele aviva, atiça, anima, põe fogo e sendo Leão um signo de fogo, já vimos que os ânimos se incendeiam e, neste caso, positivamente! Portanto, uma vez que a Lua Nova ocorre em conjunção a Marte, este é um ciclo em que nossa vontade está mais firme, em que temos mais ânimo e gosto de lutar.

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Leão é o signo de Fogo Fixo, o fogo constante, da fogueira que aquece a noite toda. Ao falar sobre o Símbolo Sabiano para o grau 1 de Leão, Dane Rudhyar, um dos mais importantes astrólogos do século XX, diz que a nota-chave deste símbolo é “uma irrupção de energia bio-psíquica no campo da consciência controlada pelo ego”. Bom, vamos olhar isso com calma. O Símbolo Sabiano traz a seguinte imagem: “O sangue se precipita à cabeça de um homem enquanto energias são imobilizadas sob o estímulo da ambição”. Rudhyar nos lembra que na tradição oculta três tipos de fogo são mencionados: o elétrico, o fogo solar e o fogo por fricção e cada um deles corresponde a um dos signos de fogo do Zodíaco.  Áries corresponderia à eletricidade, o fogo que desce do espírito, pela Palavra Criativa, o Verbo. Sagitário representa o fogo por fricção porque representa processos sociais, que são baseados em relações interpessoais, em polarização, em conflito. Já Leão representa o Fogo Solar – até porque é regido pelo Sol – e Rudhyar diz que isso representa a energia de uma pessoa integrada, “seja através de radiações espontâneas de formas de energias aparentemente nucleares, ou, no nível verdadeiramente humano e consciente (e também sobre-humano em domínios transcendentes), através de emanações  conscientes (e-manações, de manas, que significa ‘mente’ em sânscrito).

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Rudhyar prossegue dizendo que o símbolo de Leão mostra uma elevação de energia do coração para a cabeça, uma mentalização, um processo que pode ser perigoso, dependendo de como é conduzido e ele se refere ao clarividente que “viu” todas as cenas simbólicas dos Símbolos Sabianos, dizendo que ele teria visto uma cena de ‘apoplexia’, ou insolação, excesso de sol na cabeça e na pele. O Sol dá a vida ou pode destruí-la, depende da relação que estabelecemos com ele. Da mesma maneira é o fogo. Rudhyar vai adiante e diz que a realização do eu espiritual depende de o ego se tornar um cristal puro, capaz de focalizar a luz cósmica, sem ser maculado pelo orgulho, vaidade e possessividade. “A transmutação da vida na mente é um processo difícil”, diz Rudhyar. Podemos ser iluminados ou incinerados – depende do quanto estamos preparados e do equilíbrio entre a confiança e a humildade. O fogo que aquece e dá vida pode facilmente se tornar destrutivo e virar um incêndio descontrolado. Uma combustão. Os processos de combustão geralmente têm subprodutos, que dependem dos elementos geradores da combustão original. Mas a combustão é geradora de energia e de onde vem essa energia e como a utilizamos, define se somos transformados ou destruídos por ela.

Um vídeo que mostra um homem fazendo experimentos com uma “lente” gigante (uma tela de TV descartada) sobre a qual é projetada a luz do Sol.

Essa imagem do fogo solar nos lembra o processo em que o fogo é gerado quando a luz do sol é projetada sobre algum tipo de lente. Esse é literalmente o Fogo Solar – pode salvar ou destruir vidas, dependendo de como é utilizado. Essa lente, como diz Rudhyar, é o ego. Se o ego é forte e saudável, ciente de suas limitações e de que está a serviço do espírito e da alma, ele será um transmissor, um transmutador da luz solar num fogo criativo que transforma e liberta; ao contrário, se o ego é fraco, logo se infla e se enche de auto importância, levando a situações desastrosas, porque é frágil, inseguro e vai usar símbolos exteriores de poder para camuflar essa insegurança. Essa é uma diferença básica entre o Leão positivo e o negativo e esse é um tema básico do Leão – um tema que está bastante realçado na Lua Nova e, por conseguinte, no ciclo todo. É essencial, pois sabermos, qual é o fogo que nos move, se é o fogo que cria ou o fogo que destrói; se é o fogo da criatividade e da alegria ou o fogo do orgulho e da vaidade vazios. Se este fogo está a serviço do espírito e da vida ou apenas a serviço de um ego oco e inflado.

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Vigiar o ego e suas escorregadelas é essencial neste ciclo, iniciado por Lua e Sol conjuntos a Marte, planeta do “eu primeiro, segundo eu, terceiro, eu de novo!”. Sim, é importante darmos prioridade a nós mesmos, porque, afinal, somos a pessoa mais importante de nossas vidas, como diz a canção popular, “sem mim, eu não sou ninguém”. Mas quando isso sai de proporção, perdemos a noção da convivência e da civilidade, porque esquecemos que há outros ao nosso redor e o fogo que deveria trazer um calro agradável torna-se asfixiante e destrutivo.

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Rudhyar diz que essa é a nona cena da primeira etapa da vigésima-quinta sequencia de símbolos, cujo tema e discurso é a ‘combustão’ e cujo nível é o da ação. Combustão dispensa interpretações, mas tomando-a por base, a palavra-chave para este grau de Leão é CONFLAGRAÇÃO. Ou seja, fala das “energias dos impulsos biológicos à medida que irrompem, de forma mais ou menos agressiva, no campo da consciência”. Então, a combustão pode levar a uma conflagração, que é uma tomada de consciência, a posição e consequente ação do eu (fogo) sobre a matéria para transformá-la positivamente. Ou pode, simplesmente, destruir, no seu ímpeto desvairado, como quando o conflito-conflagração desconhece os limites e o sujeito fica possuído, tomado pelo ego, identificado demais com os poderes do espírito, acreditando que são seus, sem perceber que ele é apenas um vaso, um receptáculo de tais forças. O fogo pode, ainda, simplesmente extinguir-se, ser desperdiçado, sem criar ou transformar nada. O que nos leva à pergunta: que tipo de lente nós somos sob este Fogo Solar? Como estamos utilizando o fogo sagrado em nós? Ele é faísca criadora de vida? É labareda da pira sagrada que calcina e purifica nossa matéria mais bruta e inferior? É chama transmutadora de processos e de consciência? Ou é apenas fogo de oba-oba de quem solta fogos de artifícios para “se mostrar” e fazer ruído? Pois então, o fogo ganha vigor e força neste ciclo e depende de nós utilizá-lo criativa e positivamente. E não é qualquer fogo, é o Fogo Solar, trazedor de consciência, para aqueles que estiverem atentos e disponíveis.

Voltando ao mapa da Lua Nova, lembramos que a conjunção a Marte vem ressaltar esse fogo da paixão, do entusiasmo, do fervor. O que nos leva a outras perguntas: pelo quê ou por quem estamos apaixonados? Essa paixão nos transforma positivamente? Marte também traz ímpeto, dinamismo, coragem, garra e vigor, tudo isso temperado com nobreza, portanto, podemos esperar um ciclo mais dramático, mais vivo, mas possivelmente, também mais justo.

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Leão, como já disse em outros artigos, é o signo da criança – assim como é um dos signos do Pai – da espontaneidade, da alegria de viver, de viver pelas verdades do coração. E o que isso diz do ciclo? Que é hora, justamente, de recuperar ou reviver esses valores. De viver com mais autenticidade, com mais honra e também mais alegria. Como? Dando-se conta do que nos alegra no dia a dia, desde as coisas mais simples, às coisas mais significativas e, percebendo isso, dar um jeito de trazer isso para nossa vida. Leão também é signo generoso e leal e vem nos conclamar a viver esses valores também.

Outro ponto digno de nota é que Mercúrio faz um Grande Trígono de Fogo, ao fazer trígono a Saturno em Sagitário e a Urano em Áries, ou seja, constrói uma ponte de imaginação e inspiração entre duas forças opostas, atualmente dispostas a dialogar: o velho e o novo, a tradição e a inovação, a estabilidade e o progresso. E a mente (Mercúrio) é a ponte para tal diálogo. Temos, pois, oportunidade de costurar e conciliar esses conceitos e princípios que parecem tão díspares e a partir de tal conciliação, alterar a vida sem grandes e terríveis turbulências. As oportunidades estão aí, depende de nós agarrá-las ou não.

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Vemos também que a Lua se afasta da quadratura a Urano e do trígono a Quíron. Ambos, Urano e Quíron, de formas diferentes, representam o “outsider”, o forasteiro, o esquisito, o estranho. Urano faz questão e se compraz em ser estranho, porque adora chocar; já Quíron, resigna-se nesse papel, afinal, ele não o escolheu. De qualquer forma, ambos representam a originalidade, os caminhos diferentes, muitas vezes dolorosos, porque podem ser ou parecer “inaceitáveis” para as correntes convencionais. Para Leão, que precisa tanto da admiração de seus pares, é necessário algum trabalho para aceitar as peculiaridades que o coloquem como muito diferente do seu meio, especialmente quando essa diferença o faz vítima de algum preconceito ou segregação. Por fora ele pode esbanjar confiança, mas internamente pode ser afligido pela insegurança. Assim, a Lua Nova sinaliza um tempo de grande potencial de integração das nossas diferenças e inseguranças; um tempo, de abraçar nossas esquisitices, reconhecê-las e integrá-las à nossa identidade, aceitá-las e, consequentemente, aceitar-nos mais integralmente. E quando estamos inteiros, temos mais chances de realizar nossos potenciais e ao realiza-los, transformar e iluminar o mundo à nossa volta. Portanto, a Lua vem sinalizar um tempo de nos darmos conta e tomarmos posse do nosso Fogo Interior, do Fogo Solar que nos sustenta e sustenta nosso espírito, dando ignição para a consciência realizar-se no mundo. É tempo de ficar atentos ao que move nosso coração, figurativa e literalmente: o que faz seu coração bater mais rápido? Isso pode nos dar muitas pistas sobre aquilo que nos incendeia e motiva e também sobre os potenciais latentes e ainda não expressos, esperando a “lente” certa, através da qual serão despertos ou acesos. Aproveite o ciclo de Leão e se observe, observe o que traz alegria o que faz o coração parar ou acelerar! É tempo, pois, de viver a alegria e a espontaneidade da nossa criança, segura, confiante, alegre e feliz!

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É importante lembrar que vamos viver dois ciclos seguidos de Leão. Sim! Temos esta Lua Nova ocorrendo domingo, a zero de Leão, culminando no eclipse e Lua Cheia de Aquário no dia sete de agosto; depois teremos outras Lua Nova em Leão, a 28°52’ deste signo, lunação que é um Eclipse Total do Sol – que aliás, cai em conjunção exata ao ASC e marte do presidente americano Donald Trump e que passa sobre os EUA, dividindo-o ao meio, de Leste a Oeste, prometendo muitas reviravoltas na política americana! Este segundo ciclo Leonino culmina na Lua Cheia de Peixes, no dia seis de setembro. Quer dizer, é uma baita ênfase na energia de Leão, certo? Quer recado mais potente do que esse? Portanto, é hora de nos apossarmos desse Fogo e permitir que ele queime o que precisa ser queimado e que gere nova vida, que incendeie nosso espírito de vigor, coragem e confiança. Além de alegria!

Dreamstime – Reprodução

Leão é o signo que rege o coração, figurativa e literalmente. Tendo dois ciclos seguidos regidos por esse signo, e ainda, considerando-se que teremos um eclipse bastante tenso ocorrendo aqui, as pessoas que têm qualquer problema ou propensão a problemas de coração precisam ficar muito atentas e ter cuidados dobrados com a saúde – é um tempo de emoções intensas e o coração fica mais “excitado” e pode ser exigido demais, portanto, vamos cuidar do nosso coração, também no plano físico!

Para este ciclo, vale se perguntar: com qual fogo você está alinhado? Quais “esquisitices” você carrega que ainda precisam ser integradas? Que paixões positivas podem trazer mais vigor e gozo ao seu dia a dia? Que tipo de lente o seu ego propicia ao fogo sagrado do espírito? Esse fogo que você carrega, vai aquecer ou vai destruir?

Crystal Hazelton – Reprodução

Eu desejo a você um maravilhoso ciclo de Leão! Que possamos ter coragem para expressar o fogo dos nossos potenciais criativos e a audácia de viver a alegria, pelos valores do nosso coração!

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Feliz Lua Nova para você!

Desconheço o autor – reprodução

Lua Cheia em Capricórnio – Cresça e Apareça!

Estamos no ápice do ciclo de Câncer, e este ápice se dá na Lua Cheia de Capricórnio, ocorrendo neste domingo, dia nove de julho, à 00h06min no horário de Brasília e às 04h06min no horário de Lisboa.

Câncer-Capricórnio é o eixo parental, o eixo dos arquétipos da mãe e do pai, da família e da sociedade. Fala de dependência e autossuficiência, das nossas origens e passado e das nossas metas de futuro; da necessidade de criarmos vínculos que nos sustentam, sem deixar que eles impeçam nosso crescimento.

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E crescimento é a palavra-chave dessa Lua Cheia! A Lua está em Capricórnio, fazendo contraponto ao Sol Canceriano e sinalizando que, apesar de ser vital valorizar nossa família, origens e nossos vínculos afetivos, isso não pode ser desculpa para não realizarmos nossas ambições e projetos pessoais e não darmos nossa contribuição à sociedade na qual estamos inseridos – afinal de contas, Capricórnio é regido por Saturno! Cresça e apareça – é o mote dessa Lua! Cresça e se emancipe das dependências e apareça usando adequada e criativamente seu próprio poder! Aliás, crescer nem é uma escolha aqui, é mandatório! Ou fluímos ou vamos na marra mesmo. A vantagem é que quando crescemos, ninguém pode tirar isso de nós!

Lua Cheia em Capricórnio: Brasília, 9 de julho de 2017, 00h06min.

Além de Capricórnio ser o signo que nos obriga a crescer e amadurecer – nem que seja na marra, como já disse –  a Lua Cheia de hoje eleva isso à máxima potência, porque ocorre em conjunção a Plutão e oposição a Marte – além, é claro, da oposição ao Sol. Quer dizer, ou crescemos, ou somos estraçalhados no processo. É um momento em que a matéria de que somos feitos é posta à prova – o quanto conseguimos aguentar na luta insana da sobrevivência? Por que essa luta precisa ser insana? Porque estamos apegados demais às nossas expectativas pueris. apegados, o que é muito diferente de apaixonados ou de amar! Ter uma postura mais adulta e menos dependente – seja de pessoas, coisas ou posses – ajuda muito nesse processo.

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A Lua está conjunta a Plutão e oposta à conjunção Sol-Marte em Câncer e os quatro fazem quadraturas a Júpiter em Libra – no caso de Lua, Sol e Marte, são quadraturas separativas. Quer dizer nossos ideais civilizados de crescimento e evolução (Júpiter em Libra, que estes planetas encontraram antes), precisam enfrentar muitos desafios e nós precisamos confrontar nossa sombra e nossos medos, se for para atingirmos nossas metas mais caras! Também precisamos encarar nossas infantilidades, dependências, birras e desejos regressivos de permanecer protegidos e submersos no útero sustentador (Câncer), se for para sermos “alguém”, se for para sermos donos de nós mesmos e do nosso destino e futuro (Capricórnio). Somos da turma da reclamação? Da vitimação? Do mimimi? Então seremos esmagados pela realidade dura e crua!

Steve de la Mare – reprodução

Vivemos tempos de transformação aguda, que acontece no dia a dia, seja numa iluminação e transformação individuais, seja numa medida sócio-econômico-política que nos afeta, queiramos ou não, direta ou indiretamente. E já estamos cansados de saber: quanto mais dispostos estamos a mudar e transformar em nós, aquilo que é necessário, tanto mais fácil será navegar os tempos turbulentos que vivemos. A Lua Cheia vem descascar mais uma camadinha dessa cebola ardida de lacrimar os olhos!

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Esta é uma lunação muito potente, porque Sol e Marte estão sob a égide da Lua. Contudo, a Lua, por sua vez, está desprotegida, pois está em detrimento, num signo que não lhe é favorável e ainda em conjunção a Plutão. Aqui nós fazemos da fraqueza a força, como é típico de Capricórnio! Por mais frágeis que nos sintamos, colocamos nossa máscara mais fria e dura, arreganhamos os dentes e vamos à luta, com um sorriso glacial e sofisticado nos lábios! E provamos competência, talento, habilidade, disciplina, perseverança, maestria! À custa, muitas vezes, do nosso próprio coração – mas Capricórnio aprendeu a lição: ou endurece ou morre. Como se diz no ditado: a vida é dura para quem é mole! Nesse caso, Capricórnio escolhe desenvolver a casca dura, para proteger suas vulnerabilidades, que em Câncer, estão mais à vista. Portanto, ou encaramos nosso próprio poder e o assumimos e junto encaramos nosso desejo de controlar o ambiente e de transformar a vida; ou nos tornamos impotentes e ficamos à mercê do poder de outros, que não hesitarão em nos esmagar feitos pequenos insetos insignificantes. Mas não, não precisamos esmagar nem petrificar nosso coração no processo. Depois que aprendemos as lições – que já sabemos de cor, como diz na canção – compreendemos que autopreservação não significa isolar-se de tudo e negar-se tudo. É apenas aprender a medida exata das coisas.

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A Lua está em conjunção a Plutão nesta lunação e isso nos traz presente os mitos associados a Plutão: Perséfone, Medusa, Inanna e Erishkigal. Todos são mitos que, entre outros temas, falam de assumir nosso próprio poder, nosso próprio desejo de poder, mas Plutão nunca dá colher de chá. Erishkigal, ao receber a irmã Inanna no Mundo Inferior – que não tinha sido convidada e que se apresenta completamente nua e desprovida de qualquer adereço mundano que a identifica como Rainha dos Céus, Deusa do amor e da Fertilidade – sapeca-lhe na cara, direta e cortante: “você acha que irei lhe poupar, só por ser minha irmã? Enganou-se! Aqui no Mundo Inferior, só entra quem já morreu”. E assim, Erishkigal mata a irmã e a pendura num gancho de açougue para apodrecer. E Inanna é obrigada a confrontar seus piores medos: desvestir-se de tudo o que a identificava como rainha poderosa, o anonimato e esquecimento e, em última instância a morte e a total impotência, ficar à mercê da vontade de outrem. Mas ela tinha um plano B, pois não era tão ingênua. E quando a ajuda chega e ela finalmente é trazida de volta à vida e liberada, já não é a mesma. Foi completamente transformada no confronto consigo mesma – Erishkigal é parte dela mesma, sua Sombra – e agora se conhece mais profundamente e já não teme a escuridão, nem a própria fraqueza, menos ainda, o próprio poder!

Catrin Welz-Stein – reprodução

O poder de que falamos aqui pode ser mundano, mas ele é, essencialmente, o poder espiritual do conhecimento de si mesmo e aquele, não se sustentará sem este! Este poder é exercido e executado de forma prática por Marte, o guerreiro que está a serviço da consciência solar. Ocorre que, nesta lunação ambos, Sol e Marte, como já pontuado, respondem à Lua, pois estão em Câncer, assim, Marte está a serviço da Lua, dos instintos, da emotividade. Negativamente, ficamos à mercê de nossas reações infantis belicosas, dos caprichos e criancices de quem não teve sua vontade forjada no fogo das frustrações e limitações da vida – aqueles que foram excessivamente protegidos, já entram perdendo! Contudo, positivamente, temos a chance de imbuir nossa ação de imaginação, criatividade, espírito, alma, amor! É quando a ação é movida pela própria alma, pelos sentimentos mais puros, lapidados na navalha das frustrações, das negações e limitações que enfrentamos vida afora e que, a despeito de tudo o que nos fizeram sofrer, brindaram-nos com a maturidade precoce, com resiliência e a capacidade de dar o próximo passo, de andar a próxima milha, com amor e perseverança. Porque é necessário!

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Saturno, regente da Lua Cheia, está em retrógrado em Sagitário, fazendo trígono a Urano e quadratura a Quíron. Talvez nos sintamos incapazes de fazer as coisas que precisamos fazer para melhorar a vida, para dar alento aos que estão à nossa volta, mas ainda assim, precisamos insistir, acreditar que é possível transformar o enredo e o cenário, mesmo que vagarosamente. Saturno está retrógrado sugerindo que as mudanças e metas nas quais trabalhamos talvez demorem a ser concretizadas. Entretanto, precisamos continuar firmes. A espera também é parte do processo de aprendizado e talvez faça o sucesso ser mais saboroso.

No mapa levantado para Brasília, além de Lua-Plutão e Sol-Marte estarem no eixo das casas 3 e 9, implicando mudanças na comunicação, pensamento, sistemas de crenças e leis e justiça, Urano está “sentado” no Ascendente do mapa, sugerindo que muitas mudanças são bruscas, radicais e irreversíveis. Temos pela frente algumas semanas de ansiedade, inquietude e eventos inusitados – o que mais pode acontecer nesse Brasil?

Mia Araujo – reprodução

Algo que não podemos esquecer é que essa lunação precede a próxima a temporada de eclipses, que começa no dia 07 de agosto, com a Lua Cheia e Eclipse Lunar em Aquário. Então, temos pela frente algumas semanas de transformações intensas, de forjarmos nossa vontade e determinação no fogo das dificuldades e frustrações, para estarmos aptos e enfrentar quaisquer demônios que porventura cruzem nosso caminho.  Assim, é preciso deixar os cueiros, fraldas, chupetas e mamadeiras para trás, para sermos adultos em nosso próprio direito, capazes de assumir nossas responsabilidades, no que elas têm de mais terrível e de mais belo. Junto, deixar as imagens e identificações que não correspondem àquilo que somos verdadeiramente.  Enxugar o rosto, recuperar a compostura, preservar a dignidade; proteger nossos limites, conquistados a duras penas. Indivíduos que porventura insistam em se manter na inconsciência e na imaturidade, sendo irresponsáveis e inconsequentes com sentimentos alheios ou com sua alma mais profunda, para privilegiar apenas seu próprio ego narcisista infantil, poderão se deparar com tempos muito difíceis, em que seu egoísmo imaturo, disfarçado de indecisão será desmascarado duramente.

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Outro ponto importante, é que Capricórnio é um signo relacionado com o poder social e governamental, com o status quo. A Lua Cheia se dá em conjunção a Plutão e indica que tudo aquilo que não é autêntico deverá ser destruído. Cada vez que a Lua passa por Capricórnio, todo mês, e faz conjunção a Plutão, somos lembrados disso de novo. A mesma coisa ocorre com os trânsitos dos outros planetas. De 2008 a fevereiro de 2024 (quando Plutão sai de Capricórnio definitivamente) vivenciamos isso todos os meses, de forma mais ou menos intensa, e o fazemos individual e coletivamente. Então, além de nos desafiar a crescer individualmente, a Lua Cheia nos desafia a crescer como cidadãos, a ser mais realistas, abandonar as esperanças tolas e vãs e fazer o checklist objetivo do que podemos mudar na nossa atitude social – afinal, não estamos numa bolha e não podemos fingir que não é conosco (veja o vídeo ao final do texto).

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Alguém já disse que nossa mãe nos pariu uma vez, quando nascemos e que, ao longo da vida, somos obrigados, muitas e muitas vezes, a parir a nós mesmos, no eterno processo de crescimento e aprendizagem que viemos empreender aqui. A Lua Cheia de Capricórnio de hoje sinaliza mais um parto. Que não seja a fórceps, porque se a trilha e o caminho são abertos por nós mesmos, a jornada será sempre mais prazerosa! que tenhamos a coragem de demolir o que precisa ser demolido e arregaçar as mangas para construir o novo edifício da nossa vida!

Em termos práticos, essa lunação deixa os ânimos bastante alterados e explosivos, portanto, é bom pegar leve, consigo e com os outros. Pessoas com planetas ou ângulos entre os graus 12 e 22 dos signos cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) sentem de forma mais intensa essa lunação.

Feliz Lua Cheia para você!

O vídeo a que me refiro acima (desculpem, estava na correria ontem e acabei não postando o link do vídeo!) é este de um discurso de  J. K. Rowling na abertura de uma formatura em Harvard, em 2008. Vale muito a pena ver, porque traz reflexões profundas pertinentes a essa Lua Cheia e à nossa vida em geral!

 

 

A Semana Astrológica – Do que você tem medo?

Semana estendida de 30 de junho a 09 de julho

Não consegui publicar a semana corrente na data certa, então, aproveito e já publico o período estendido até a semana que vem – estou em viagem, no interior do Maranhão, com acesso limitado à internet – por isso também o post sai com imagens limitadas.

Este período está bastante catártico, com crises atuais ressuscitando dores e mágoas antigas e que podem tanto nos endurecer e amargar um pouco mais, ou nos libertar dos ranços e bolores emocionais para uma vida mais doce e serena. Nossos medos também ficam aflorados e nos fazem questionar o que é realmente essencial para nós.  Estou falando dos trânsitos correntes do Sol, Marte e Mercúrio por Câncer, todos em confronto com Plutão em Capricórnio crises que atingem seu apogeu na Lua Cheia de Capricórnio que ocorre no dia 09 de julho, domingo da semana que vem.

Marte, já neste fim de semana, enfrenta o poder de Plutão e como Plutão é a oitava mais elevada de Marte, é sempre formidável um embate entre os dois, representando momentos de grave tensão, propensão à violência, tanto nas relações pessoais, quanto nas interações impessoais e sociais. Há conflitos de poder, tentativas de controle e as consequentes insurreições, que tendem a derrocar em agressividade explícita e física, caso não se consiga contornar as beligerâncias. Se não estamos cientes de nossa própria agressividade não expressa e preferimos nos identificar com a ovelha mansa e dócil, podemos cair direto nas garras de lobos famintos, que ficarão felizes em nos dar uma lição de sobrevivência e de até onde está disposto a ir quando isto está em jogo. Marte-Plutão sempre nos questionam como temos usado nosso poder, se o usamos sabiamente, sem desculpas, ou se o delegamos a outros, por medo de suas implicações, por medo de nos rendermos a ele; também nos incita a olhar se não abusamos desse mesmo poder, intimidando, agredindo, violando a outros ou a seus recursos, por não entendermos que devamos respeitar os limites alheios. Tudo isso, dependendo do quanto temos trabalhado nossa sombra e essas questões dentro de nós. Marte também faz quincôncio a Saturno, sugerindo inseguranças recalcitrantes que voltam a nos afligir e que vão demandar autocompaixão e tolerância conosco mesmos.

Antes de Marte, Mercúrio fez o mesmo percurso, digladiando nos mesmo desafios, fazendo primeiro quadratura a Júpiter e depois oposição a Plutão, de modo que de quinta a domingo desta semana, as coisas ficam deveras tensas e carregadas. Estouros podem ocorrer e os canos que jaziam entupidos de muitos detritos antigos, sangram agora, alagando os arredores com nossa raiva antes represada, que agora jorra aos borbotões, espantando a muitos, inclusive a nós mesmos. Tais inundações da raiva não ocorreriam, se mantivéssemos nossos canos limpos de tais resíduos. Como fazer isso? É um exercício permanente, diário, de se vigiar, de gerenciar a própria raiva, irritação e frustrações, de saber colocar e respeitar os próprios limites, de saber dizer não quando se quer e se precisa dizer não, de saber ser honesto consigo e com o outro, ao invés de engolir os impropérios e mariná-los para depois. Não, não é o caso de explodir todos os dias e proferir os impropérios, mas pelos menos de reconhecer quando se sente invadido, quando não se está satisfeito e pontuar isso, de forma firme e adequada – assim, não será necessário explodir ou implodir mais à frente, quando o copo encher ou quando os canos entupirem. A nosso favor temos o fato de Marte já ter voltado aos limites do Sol, estando menos selvagem e descontrolado. Mercúrio, por outro lado ainda está nessa condição até dia 01/07, requerendo cautela, porque as línguas ficam mais do que ferinas, potencialmente letais.

Na semana que vem o Sol fará os mesmos movimentos. Faz quadratura a Júpiter (05/07) e depois oposição a Plutão (09/07) e é a vez de a consciência ser inundada pelos conteúdos sombrios do inconsciente, nossas dependências infantis, desejos de onipotência e controle através de artimanhas sutis, mas muito efetivas. Precisamos mesmo recorrer a tais artimanhas? É mais um momento de confronto com nosso senso de (im)potência. No mundo exterior isso se manifesta como conflitos intensos de  busca de domínio sobre terceiros, já que talvez não conseguimos dominar nossas próprias inseguranças internas. O desejo de controle geralmente nasce da insegurança profunda, do medo de ser controlado e de ficar à mercê do que quer que seja: pessoas, situações, eventos, então, predomina a máxima: antes ele do que eu, e para não me sentir dominado e controlado, eu controlo e domino. Estes são dias ótimos para perscrutarmos nossa alma e verificarmos quando controlamos e quando nos sentimos controlados e como agimos ou reagimos diante disso. O Sol também fará trígono a Netuno, o que provavelmente nos ajuda a lidar com todos esses dilemas com mais serenidade e auto compreensão – se não temos compaixão por nós mesmos, quem terá?

Depois de ter feito a Conjunção Superior ao Sol e de lidar com todos esses desafios, Mercúrio deixa as águas de Câncer e ingressa em Leão e começa a se afastar do Sol, preparando-se para seu próximo ciclo de retrogradação, que começa em 12 de agosto, em Virgem. Em Leão Mercúrio se comunica de forma magnânima, mas também dramática! Há um grande interesse nas artes em geral e o auto interesse também é acentuado. Caso não esteja aflito, há o entusiasmo e a alegria de um coração jovem, coisa que é reconhecida pelas crianças, com quem costuma de relacionar bem. Mercúrio fica em Leão de 5 a 25 de julho, quando então ingressa em Virgem.

Quem também muda de cenário é Vênus, que sai dos campos bucólicos de Touro e torna-se mais urbana e sofisticada em Gêmeos. Nesta semana que termina Vênus fez quincôncio a Saturno, movimento que pode ter significado alguns estremecimentos nas relações em geral, motivados por inseguranças ou incompatibilidades de valores e interesses. Talvez o posterior sextil a Quíron nos ajude a ter mais compreensão das dificuldades alheias, assim como das nossas próprias, o que pode nos ajudar a encontrar algum caminho de conciliação. Vênus entra em Gêmeos no dia quatro de julho, onde fica até o dia 31, quando ingressa em Câncer.

Quíron estaciona na sexta, dia 30, para entrar em retrogradação no sábado. Esse movimento de Quíron nos convida a reavaliarmos como temos lidado com o tema das feridas incuráveis na nossa vida, da bisca ou oferta de ajuda e a cura proveniente de tal atitude. Quíron fica retrógrado de 1° de julho até 06 de dezembro e como Saturno volta ao movimento direto em agosto, os dois ainda se batem uma vez mais na quadratura atualmente em curso. Este é um aspecto bastante difícil e quem sente de forma mais contundente e pesada são os signos mutáveis, particularmente Gêmeos e Sagitário, mas também Virgem e Peixes. Nos próximos meses estaremos refletindo sobre nossas fragilidades sem conserto, nossa tendência ao vitimismo ou à amargura, nossa abnegação e a busca do bálsamo da cura, através da ajuda ao outro.

E, finalmente, nos próximos dias também vemos ocorrer o terceiro e último quincôncio de Júpiter a Netuno, precisamente na virada de terça (dia 04) para quarta. Expectativas exageradas, seguidas de experiências de desencanto são sugeridas por este aspecto, particularmente no que tange a figuras eclesiásticas e religiosas em geral, como também em relação a juízes e e a leis. Engodos podem se dar, sob o disfarce da benevolência aos oprimidos e desvalidos; há dificuldade em ater-se aos limites, sejam os pessoais ou sociais; há propensão aos exageros no otimismo, nos planos de crescimento, na busca por melhoria. Se conseguimos controlar tais rasgos doudivanas, podemos tirar proveito de um aumento da criatividade, mas é preciso ter muito pé no chão para não nos deixarmos levar por planos mirabolantes que talvez deem em nada! Cautela, mais uma vez, como promessas feitas ou ouvidas – elas podem nos levar à nau dos insensatos, que está fada a naufragar. Esse último quincôncio entre Júpiter e Netuno ocorre com a Lua vazia, em Escorpião, sugerindo que é ainda mais difícil ter clareza de nossas expectativas fantasiosas, e que não devemos mesmo nos apegar a elas, pois nada está determinado ou preciso e os resultados tendem a nos surpreender, a sair muito diferentes da nossa esperança – provavelmente de forma negativa.

A Lua fecha esta semana em Escorpião, na fase Crescente. Fica Corcunda ainda em Escorpião na terça-feira, dia quatro. Engorda e arredonda-se mais um pouco em Sagitário e, plenamente prenhe, dá à luz em Capricórnio, no apogeu do ciclo, no domingo, dia nove de julho. Nesta jornada cheia de altos e baixos, a Lua conversa, sussurra, briga e interage de formas diversas com todos os demais planetas, sinalizando as mudanças de humores aqui na Terra.

SEXTA-FEIRA, 30 de junho – Vazia em Virgem, a Lua faz oposição a Quíron. Ingressa em Libra às 03h02min, de onde entra na fase Crescente, às 20h52min. Quíron estaciona às 03h10min. Dia de focar no equilíbrio, na harmonia e na civilidade, sem deixar de ser assertivos quando se fizer necessário. A Lua fica Crescente em Libra, em quadratura ao Sol em Câncer e sinaliza que para avançarmos na direção da maturidade, é preciso deixar muita coisa para trás. Para se formar uma nova família, ser parte de um casal (Libra), é preciso deixar para trás a família de origem e o passado (Câncer) para poder olhar para o futuro e fundar o novo núcleo. Libra também convida a viver as relações de forma equilibrada, como é o caso das relações laterais. Já não nos relacionamos nas bases da hierarquia e da dependência das relações parentais, mas de igual para igual, em que as pessoas envolvidas da relação têm obrigações e direitos iguais dentro do arranjo, precisam dar e receber igualmente, para que a parceria se sustente e tenha futuro.

SÁBADO, 1° de julho – Quíron entra em movimento retrógrado na madrugada. A Lua Libriana, já na fase Crescente, faz conjunção a Júpiter, quincôncio a Netuno em Peixes, quadratura a Plutão em Capricórnio e a Marte e Mercúrio em Câncer, formando uma poderosa T-Square, da qual ela mesma é o foco, junto com Júpiter. A Lua faz ainda sextil a Saturno. A princípio o dia começa com otimismo e nos sentimos magnânimos, expansivos e generosos, querendo a companhia de outras pessoas para socializar e interagir. Mas conforme as horas passam, a propensão à indecisão aumenta grandemente, porque sentimentos, pensamentos, atitudes e necessidades estão todos em contradição e assim nos sentimos extremamente irritadiços e intolerantes, com o estopim curto, devido à frustração conosco mesmos, por não conseguirmos nos alinhar internamente. As explosões trazem o alívio catártico, mas por outro lado, deixam-nos sentindo vexados e constrangidos por não conseguirmos conter nosso mau humor e insatisfação. Antes de mais nada precisamos reconhecer essas contradições interiores e admitir que precisamos fazer algumas escolhas chatas, abrindo mão de algo que gostaríamos, em favor de algo mais importante, do qual precisamos – precisar sempre é mais forte que querer! Delegar a escolha e a decisão para outros é o pior que podemos fazer hoje, porque o resultado final pode ser desastroso, tanto porque não nos agradará, quando porque poderá piorar os atritos já existentes. Sejamos honestos e banquemos nossas decisões, porque somente nós podemos ser responsáveis se elas se revelarem acertadas ou equivocadas. Entregar nosso poder ao outro, pode não só diminuir nosso respeito próprio, como nos colocar em situações arriscadas de vulnerabilidade diante de pessoas que talvez não devêssemos confiar tanto assim. Para ter a paz e o equilíbrio que tanto buscamos, precisamos abrir mão da imagem de imparcialidade que gostamos de cultivar. É preciso tomar partido, é preciso escolher, é preciso assumir os próprios desejos e necessidades, é preciso assumir o próprio poder. A não ser que queiramos ser apenas uma sombra de nós mesmos!

DOMINGO, 2 de julho – Marte está em oposição exata a Plutão e Mercúrio está em quincôncio pleno a Saturno! Por seu turno, a Lua faz quincôncio à sua senhoria, Vênus em Touro, e também a Quíron, virando foco de um Yod-Dedo de Deus, já que Vênus está em sextil a Quíron. A Lua Libriana ainda se opõe a Urano em Áries, ficando vazia depois desta briga, às 09h18min. Ingressa em Escorpião às 13h em ponto, onde se retrai para se recuperar de todos esses embates. O domingo está cáustico, violento, propenso a chuvas, trovoadas, tempestades e furacões, acionados por energias que foram represadas e reprimidas e que agora borbulham, fazendo ferver o sangue, levando as pessoas a agirem no calor do momento e na impulsividade. Marte é o instinto de sobrevivência individual, é o impulso da agressividade que, em si mesmo, é neutro e pode e deve ser usado de forma positiva, ajudando-nos a ser assertivos e a brigar por nossos objetivos. Mas Marte em Câncer não direciona bem essa agressividade – já tentaram mover uma faca na água? E a agressividade tende a ser expressa de forma indireta, isso quando não fica fervendo por dentro, engarrafada. Plutão é o instinto de sobrevivência da espécie, o poder e o controle, o princípio da destruição de tudo que vai contra a essência da psique, a demolição de tudo o que é falso, errado, fajuto, disfarçado, para que o conteúdo possa ser transformado. Assim, um confronto entre Marte e Plutão, neste eixo Câncer-Capricórnio, obrigando o individuo a lidar com suas queixas pueris, com aquilo do que vem fugindo, esgueirando-se pelas esquinas de si mesmo. Mas chega uma hora que não esquinas suficientes para nos escondermos de nós mesmos, nossa raiva, nossa birra, expectativas frustradas, fugas da própria sede de poder. É encarar a sombra que se projeta da outra rua e preparar-nos para o confronto necessário. Se insistimos em fugir, vamos encontrar o bicho-papão em formas menos prosaicas e mais violentas e sujas. O palco principal dessas tempestades são as relações afetivas e a família, principalmente, mas podem ocorrer também em outros cenários. Portanto, fiquemos de sobreaviso e vigiemos nossa própria reatividade, nossa raiva encalacrada – e todos nós temos algum resquício dela dentro de nós – porque ela pode explodir hoje, atiçada por alguma coisa boba, alguma ameaça – talvez até infundada – ao nosso ego e à sobrevivência! Até onde somos capazes de ir quando estamos acuados, verdadeiramente? E o que tem o poder de nos acuar? O que nos faz borrar as calças? Será que nos conhecemos tão bem? O problema é que muitas vezes, confundimos as coisas e nos sentimos tão inseguros que nos sentimos acuados por coisas menores e então explodimos na hora errada, com as pessoas erradas. Para evitar que tais energias se expressem através de nós de forma destrutiva, o ideal é nos confrontarmos de uma vez, encontrarmos formas de extravasar nossa raiva, nossa frustração, de maneira construtiva e positiva, assim, não precisaremos despejá-la sobre aqueles que nada têm a ver com nossas dificuldades.

SEGUNDA-FEIRA, 3 de julho – De Escorpião a Lua faz trígono ao Sol e a Netuno, formando um Grande Trígono em Água por todo o dia, que à noite vira uma Pipa, com Plutão de foco. Vênus está em sextil a Quíron, aspecto exato, enquanto Marte começa a se afastar da oposição a Plutão. Lua e Marte estão em recepção mútua. O dia traz um manancial imenso de sensibilidade e emotividade, que nos puxa para as profundezas de nós mesmos e de nossos sentimentos mais viscerais e misteriosos. Tal profundidade propicia a elaboração e depuração das explosões e conflitos recentes, favorecendo também que nos conheçamos um pouco mais. No mundo exterior, também nos sentimos mais conectados com os outros e mesmo inclinados a ser um pouquinho – só um pouquinho – mais tolerantes em relação àquilo que parece desajustado e fora de ordem – Netuno propicia essa compreensão, essa inclusão do todo, mesmo daquilo que parece trôpego e estranho e então, julgamos menos. Em termos práticos, o dia pede mais introspecção, um voltar-se para si mesmo. As investigações densas, sejam internas ou externas, também ficam favorecidas pela energia penetrante de Escorpião e as situações têm mais chances de serem transformadas positivamente.

TERÇA-FEIRA, 4 de julho – Mercúrio está em quadratura exata a Urano. De Escorpião a Lua se harmoniza, de formas diferentes, com seus dois dispositores, Marte e Plutão – aliás, Lua e Marte estão em recepção mútua. A Lua faz ainda quincôncio a Urano e trígono a seu regido Mercúrio e a Quíron em Peixes, formando outro Grande Trígono em Água. Fica vazia depois da conversa com Mercúrio, às 21h36min. A Lua ainda faz sesqui-quadratura ao Sol, entrando na fase Corcunda. Vênus ingressa em Gêmeos às 20h12min e Júpiter vira a noite em quincôncio exato a Netuno. A despeito de termos hoje pensamentos e sentimentos alinhados e de conseguirmos ser suficientemente assertivos e motivados a lutar por nossos interesses, há dentro de nós um alvoroço, um desejo intenso de mudanças e novidade, que nos empurra na direção de coisas e situações extravagantes, que nos permitam sair do lugar comum, do previsível. A intensidade emocional fica maior e mais pujante e nos vemos agindo impulsivamente, na busca por emoção e estímulo. É essencial perceber que os estímulos não estão necessariamente lá fora. Antes, precisamos analisar as alterações que devem ser feitas nos nossos pensamentos, visões, planos, formas de pensar e, consequentemente, no nosso cotidiano, onde tudo isso tem efeito e é vivenciado. Felizmente, temos suficiente sustentação emocional e estamina interior para perceber todas essas nuances e adotar as atitudes cabíveis, se realmente quisermos. Do contrário, se insistirmos em modificar apenas o ambiente imediato, achando que o problema reside aí, podemos nos deparar com situações conturbadas que perturbam nossa rotina de forma irritante e contraproducente. De todo modo, é sempre bom permanecer flexíveis e abertos aos imprevistos, porque hoje eles são o recheio do dia – e têm muito a nos ensinar!

QUARTA-FEIRA, 5 de julho – Júpiter está em quincôncio pleno a Netuno nas primeiras horas da madrugada de terça para quarta – o aspecto partil dura cinco horas e meia. O Sol estimula e potencializa este atrito, pois está em aspecto a esses dois planetas, fazendo quadratura a Júpiter e trígono a Netuno. A Lua entra o dia vazia em Escorpião e ingressa em Sagitário à 01h08min, de onde logo se opõe à Vênus Geminiana. Mercúrio hoje faz trígono a Quíron e ingressa em Leão às 20h20min. Achar o equilíbrio necessário entre nossos anseios e a realidade é um dos desafios do período; outro desafio é perceber quando podemos e devemos ajudar e quando devemos respeitar os limites nossos e do outro – nem sempre podemos fazer tudo, por mais que queiramos! O dia pede cautela com as expectativas não racionais acerca do futuro e de figuras que admiramos e em quem projetamos nossas esperanças. Talvez estejamos excessivamente otimistas e idealistas, de modo que não enxergamos direito até onde podemos ir, podendo nos exceder nos nossos cuidados ou cobranças e expectativas em relação a outros. Para isso, precisaremos exercer uma grande dose de autodisciplina e autocontrole, para não perdermos as estribeiras e o prumo do que que quer que estejamos realizando. Há o risco de nos sentirmos super-poderosos e tentar dar o passo maior que a perna, para perceber o erro apenas quando é tarde demais. Portanto, usemos o otimismo para nos animar e motivar, mas mantenhamos em cheque a disciplina e o bom senso!

QUINTA-FEIRA, 6 de julho – O Sol está em trígono a Netuno e quadratura a Júpiter, ambos os aspectos exatos hoje! Por sua vez, a Lua Sagitariana faz quadratura a Netuno, sextil a Júpiter e quincôncio ao Sol e potencializa este corrente aspecto entre Sol-Júpiter-Netuno, ao conversar com todos eles. A Lua faz também conjunção a Lilith, quincôncio a seu regido, Marte e conjunção a Saturno. Embora isso não seja uma configuração astrológica formal, temos hoje uma imagem bem interessante formada nos céus, mostrando um trapézio que tem o sextil por base e o trígono no topo – ou vice-versa; as quadraturas são as laterais e os quincôncios se cruzam ao meio, destes dois aspectos criando tensão e o trígono e o sextil conciliando. O que tudo isso quer dizer? É dia de nos conscientizarmos de nossos idealismos ingênuos, de nossas crendices tolas e otimismos vazios, que não vão nos levar a nada, a não ser a decepções. Falta-nos terra para exercer nossa compaixão adequadamente, realisticamente, assim como nos falta terra e bom senso para olhar para o futuro com fé, mas também com pragmatismo. O dia fica como uma faca de dois gumes: podemos nos perder num oba-oba de esperanças vãs e auspícios infundados; ou podemos agarrar a oportunidade de nos observar mais de perto e perceber por que precisamos tanto “acreditar” em certas “verdades” fantasiosas, por que nos deixamos seduzir pelas palavras doces que escondem intenções amargas. Assim, essa oportunidade pode ser também de nos abrirmos para novas visões, para o entusiasmo bem fundamentado e sem os vícios do imediatismo e das soluções fáceis, apelativas e mágicas que são tão comuns ao nosso tempo. Saturno hoje vem sem a âncora que nos faz assentar devidamente o coração, a intuição, a alma, e nos faz ponderar com vagar, sabedoria e quem sabe até, com graça, sobre nossas reais possibilidades, julgando-as com a justa medida, nem pessimista nem otimista, apenas vendo-as pelo que realmente são: possibilidades, que podem ser concretizadas, dependendo do nosso esforço, empenho e comprometimento e não apenas de truques fantásticos para iludir aqueles que não querem pagar o preço da conquista real e verdadeira. Todos esses aspectos também estimulam a criatividade e os dons artísticos, favorecendo a todas as atividades nessa área. Também ficam potencializados nosso altruísmo e empatia, mas aqui há que se ter cautela para se ter certeza de que o outro realmente quer – e precisa – da nossa ajuda, do contrário, podemos ser invasivos e desrespeitosos ou simplesmente ser vítimas da má fé alheia.

SEXTA-FEIRA, 7 de julho – Vênus está em sesqui-quadratura a Plutão. De Sagitário, a Lua se harmoniza com Urano e fica vazia logo depois, às 10h14min. Faz ainda quadratura a Quíron e ingressa em Capricórnio às 13h45min, de onde faz quincôncio a Vênus em Gêmeos e a Mercúrio em Leão, que estão em sextil pleno hoje – assim, a Lua vira foco de um Yod. A manhã tem um tom agridoce, de busca de liberdade e uma aguda consciência das nossas restrições e impedimentos. Mas isso não deve nos baquear, mas sim ser motivo de reflexão que nos serena e acalma, por nos entendermos humanos, de alma infinita num invólucro limitado – se não entendemos e aceitamos isso, o tom pode ser de amargor e ressentimento, contra a própria vida ou, para os muito inconscientes, contra os incautos que porventura cruzarem seu caminho hoje. A tarde traz dilemas diferentes, mas que ressoam e aprofundam os conflitos da manhã: há apelos lá fora, que nos instigam a brincar, nos soltar, divertir, como se não houvesse amanhã, como se não houvesse problemas ou mesmo a pilha de trabalho à nossa frente. Mas o velho ranzinza dentro de nós se recusa a atender aos convites da leveza – ou talvez seja o “velhos ranzinza” fora de nós, na pessoa do chefe ou quem quer que seja – e prefere pregar contra eles, ressentidamente, julgando imorais àqueles que não seguem a cartilha da dureza e da contenção. Tudo bem se queremos nos negar certos prazeres para provar algo a nós mesmos – problema nosso! – mas, querer interferir nas escolhas de outros ou ser seu exemplo, é outra história, bem diferente! Assim, a tarde e anoite pedem contenção, autossuficiência, trabalho, disciplina, mas não precisamos levar tudo a ferro e fogo, ou podemos nos tornar doentes! Também deixemos que cada um faça o que for adequado para si, afinal não precisamos carregar o peso – mais esse! – de ser os juízes do mundo!

SÁBADO, 8 de julho – A Lua Capricorniana, Corcunda, faz sextil a Netuno e quadratura a Júpiter e prepara-se para ser Cheia, nos primeiros minutos da madrugada de domingo. Temos a sensação de expectativa, de algo grande, prestes a acontecer – ou explodir! – e isso nos deixa um tanto inquietos e, para nos precaver, recorremos ao bom e velho controle, mecanismo de defesa por excelência! E assim, nos armamos de argumentos para nos defender das pequenas alegrias ao nosso redor e quando vemos, deixamos de aproveitar boas oportunidades de convivência e de festejar com outros, pelo medo de relaxarmos em demasia e pela preocupação com “obrigações e deveres”, com a ordem com o que é “adequado”. Talvez tenhamos mesmo que escolher com qual “culpa” ficamos: a culpa de “gazear” obrigações e perambular por aí; ou a culpa de não nos permitir gozar os prazeres que nos cabem e que se nos apresentam – por amor a algo que julgamos mais importante: trabalho, carreira, deveres, etc. De qualquer forma, podemos nos render às alegrias simples e buscar o equilíbrio entre a estrita disciplina e as pequenas indulgências que tornam um dia mais prazeroso e agradável. O fim da tarde e à noite trazem desconfortos e contradições entre as emoções – que vão escalando e se intensificando proporcionalmente à tentativa que fazemos de controlá-las – e os desejos e intenções do ego. Essas discordâncias ficam mais evidentes nas relações entre o masculino e o feminino, que são as forças em desacordo e se acumulam, atingindo o ápice na madrugada, possivelmente com algumas crises e conflitos que demandam resolução imediata! Mas por mais imediatas que sejam as soluções, seus efeitos são duradouros e as decisões não devem ser tomadas de forma impulsiva ou precipitada, por mais instigados que nos sintamos. A tentação de detonar o estopim e implodir tudo é grande, mas é preciso pensar, sentir e agir com calma, com alma, com brandura, com amor, qualquer que seja a decisão difícil que se tenha que tomar!

DOMINGO, 9 de julho – De Capricórnio, Lua atinge o apogeu do ciclo à 00h07min da madrugada de domingo (04h007min no horário de Lisboa), ao opor-se ao Sol Canceriano. A Lua Cheia se dá numa configuração bastante tensa, conjunta a Plutão – que recebe também a oposição do Sol – e em oposição a Marte e quadratura a Júpiter. À noite a Lua ainda faz quadratura a Urano em Áries e fica vazia às 22h14min. Também faz sextil a Quíron em Peixes. Marte está em quincôncio exato a Saturno. O ciclo de Câncer vem nos lembrar que somos seres dependentes uns dos outros, já que nascemos completamente vulneráveis e indefesos, totalmente dependentes de uma mãe – e de um pai e família – para o sucesso da grande empreitada que e nossa vida. Assim, o arquétipo da mãe está fortemente presente neste signo, assim como a presença da família e a ideia de um passado e uma ancestralidade. Câncer também é a nutrição, física e emocional e os laços que construímos ao longo da nossa jornada vida afora. Contudo, muitas vezes delongamos a dependência dos pais – e dos pais postiços, vistos na figura de parceiros, chefes, amigos, e até filhos – por mais tempo do que o necessário e do que deveríamos, desenvolvendo dependências e comportamentos que atrapalham nosso pleno desenvolvimento como adultos autônomos no mundo exterior e também na nossa subjetividade. Para nos darmos conta de tais anomalias, vivenciamos a Lua Cheia em Capricórnio, que nos lembra que, a despeito das interdependências necessárias à nutrição emocional de todos nós, não devemos delegar a outros aquilo que é atribuição nossa no processo de nossa sobrevivência e ocupação de nosso lugar no mundo, o mundo de Saturno, que não afaga nem alisa, mas que nos obriga a ser adultos e responsáveis.

Se Câncer é o signo da Mãe, que protege, cuida e mantém infantil, Capricórnio é a esfera do Pai, que nos obriga a amadurecer, a encarar o mundo com suas obrigações e responsabilidades, individuais e sociais e a fazer de nós alguém mais, além do “filhinho da mamãe”. Essa Lua Cheia torna esse confronto mais do que agudo, porque traz presente a necessidade de nos libertarmos dos emaranhamentos familiares e até ancestrais, que nos conduzem nesses enredos de relacionamentos destrutivos, cheios de cobranças, culpas, lealdades negativas e manipulações. É tempo de crescer, de assumir nosso próprio poder, e não relegá-lo a outros, pode receio de perdermos seu amor e proteção. Já passamos da fase de equiparar o amor da mamãe com sobrevivência e agora, se nos indispusermos com alguém, se perdermos o afeto do outro, mesmo que soframos, não corremos mais o risco do aniquilamento e é esse medo que precisamos enfrentar se queremos nos livrar das dependências mórbidas que nos paralisam e nos impedem de sermos nós mesmos e assumirmos nossos próprios desejos sem medo de ferir os brios de quem quer que seja. Esta é uma lunação bastante desafiadora, que nos obriga a lidar com nossas carências e inseguranças de cara limpa, sem disfarces, sem desculpas. Tanto mais que é a lunação que precede a próxima temporada de eclipses e que nos pede crescimento e enfrentamento da realidade.

Uma ótima semana para você, onde você estiver! 

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Lua Nova em Câncer – Fazendo as pazes com o passado

A Lua se renova em Câncer hoje, às 23h31min no horário de Brasília e às 02h31min no horário de Liboa. A lunação se dá no grau 02°47′ de Câncer, em conjunção a Mercúrio e a Marte, que estão, ambos, “Forasteiros” ou “Fora dos Limites do Sol”.

Câncer é o signo dos cuidados, dos sentimentos profundos, da nutrição, do passado, das raízes e origens; o signo que nos lembra que nascemos numa família, de uma mãe que nos nutriu, literal e figurativamente, e de um pai que nos empurra para o mundo e para o futuro. Assim, o ciclo de Câncer sinaliza um tempo de honrar tudo isso em nossa vida: nossa família, origens, passado e história; a sentir e viver nossos sentimentos, a estreitar os laços que nos sustentam e a deixar a família de origem para trás, para ser capazes de criar nosso próprio núcleo, nosso próprio ninho e dar continuidade à semente que herdamos daqueles que vieram antes.

A Lua Nova de hoje nos chama, com amor e devoção, a voltar a essas origens, a honrar essa história que é nossa, no que  ela tem de bom e de ruim, porque, afinal, tudo contribuiu para sermos o que somos hoje, o bom e o ruim. Tudo foi adubo e fermento, tudo o que vivemos. Tudo, absolutamente tudo, fortifica nossas raízes, para que galhos, folhas, flores e frutos sejam fortes, vigorosos e belos (Capricórnio, o signo oposto).

Em Câncer, entramos em contato com o viço que gera a vida, a seiva nutritiva que alimenta o corpo, a alma, a própria vida. É onde nos nutrimos e abastecemos e, abastecidos, nutrimos também a outros, cuidando, protegendo, amando.

O mapa da Lua Nova traz uma enormidade de Água ativada e apenas Júpiter como singleton em Ar, ou seja, as comportas de tudo quanto foi represado são abertas, os conteúdos liberados e não temos alternativa, senão sentir, profunda e visceralmente. Portanto, estamos mais sensíveis, emotivos e carentes e isso nos leva a uma pergunta: como temos feito nossa própria maternagem?  Câncer nos lembra da interdependência, de que precisamos uns dos outros, de que a família é nossa base, é o marco zero da nossa vida. Como estão nossas relações familiares? São saudáveis? Pestilentas e rancorosas? Cheias de mágoas e ressentimentos? Cheias de histórias e recordações bonitas ou segredos espúrios obscuros, dos quais não queremos lembrar? Não seria hora de curar tudo isso? Deixar esse passado pesado para trás?

A Lua Nova acontece em conjunção a Mercúrio e a Marte e Marte, opondo-se a Plutão, é a base de uma T-Square que tem Júpiter em Libra como foco. Isso pede que mantenhamos em cheque a criança birrenta e zangada dentro de nós, que diluamos raivas, mágoas e rancores, nas grandes águas Cancerianas. Júpiter, como foco dessa T-Square, sugere que devemos equilibrar as influências parentais dentro de nós, o Pai e a Mãe, para que possamos ter relações felizes e autênticas e não meras repetições dos erros dos nossos pais – os quais tanto criticamos e dos quais tanto fugimos. Para que possamos ter relações felizes, justas e equilibradas, que nos impulsionem e contribuam para sermos pessoas melhores, precisamos confrontar esses medos e expectativas infantis, a raiva primal da criança insatisfeita, que ainda espera que mamãe vá resolver todos os nossos problemas mesquinhos – ou graves – com seu olhar e palavras doces.

É hora de plantar novas sementes, novos sentimentos e relações. Mas tais sementes só prosperarão se tivermos coragem de purificar o solo, livrando-o das nossas mágoas, do nosso passado tóxico, das nossas expectativas infantis, tanto em relação às figuras parentais, quanto em relação aos nossos parceiros. Do contrário, estamos condenando nossa vida afetiva e o futuro em geral a ser uma repetição de tudo aquilo que desaprovamos na nossa família.

Em lugar de nos sentir vitimizados pelo que quer que tenha acontencido na nossa família e no nosso passado, precisamos soltar e deixar isso para trás; confrontar nossos medos, nossos demônios e assim amadurecer e nos fortalecer, para encontrarmos nosso equilíbrio interno, o fiel da balança da nossa alma. Se queremos nos livrar de um passado triste e doloroso, precisamos abrir mão dele, realmente, não apenas no discurso, mas principalmente na atitude. Parar de bancar as vítimas do sistema familiar e perceber que todos temos nossa parcela de responsabilidade por estar onde estamos e que, mais do que nunca, precisamos nos responsabilizar pelas escolhas e decisões que nos levarão a ser a pessoa que queremos nos tornar. Para isso, é preciso abrir mão também do anseio por ser cuidado, indefinidamente; o anseio por não ter que escolher, não ter que se responsabilizar…

E sobre o passado, as mágoas e dores? Podemos purificar tudo isso! Para cada mágoa ou memória negativa, medite na prece do Hoponopono: “Eu sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grata/o”. Podemos fazer essa prece para todas as situações dolorosas da nossa vida, inclusive para perdoar a nós mesmos, até que nos sintamos mais leves, purificados, amparados pela nossa Mãe Arquetípica – interna – que cuidará para que não precisemos despejar nossas carências infinitas sobre outros, nem nossas mágoas e amargor. Assim, poderemos voltar a apreciar o doce da vida, literal e figurativamente.

Faça as pazes com seu passado, sua família, com você mesmo. Não precisamos repetir enredos! Se estivermos conscientes e despertos, não estaremos fadados a isso, E assim, poderemos plantar novas sementes de amor genuino, de sentimentos verdadeiros, de vínculos fortes, baseados no respeito e na honestidade e não nas dependências e jogos emocionais.

Uma linda Lua Nova Nova para você! E um ótimo ciclo, de nutrição, perdão e amor. Sempre é tempo de recomeçar nossa história!

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A Semana Astrológica – Redirecionando a vida

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Semana de 19 a 25 de junho – Semana de recomeços e redirecionamentos, sinalizados pela ingressão do Sol em Câncer na quarta-feira – Solstício de Inverno – e pela Lua Nova de Câncer na sexta-feira. 

Esta é uma semana de recomeços, dois quartos do ano se passaram e agora nós temos a oportunidade de redirecionar nossa energia no Solstício de Inverno (de Verão no Hemisfério Norte), ocorrendo já na quarta-feira, com a entrada do Sol no signo de Câncer. A maior parte da semana traz um tom de finalizações, com a Lua minguando balsâmica pelos signos de Áries, Touro e Gêmeos. Na sexta-feira a Lua se renova em Câncer sinalizando o início do ciclo de nutrir melhor o corpo e alma; de voltar às nossas raízes, de honrar nossa origem e passado, honrar nossos ancestrais, retomar contato com os familiares e, claro, honrar nossos sentimentos e nossa sensibilidade.

Brooke Shaden Photography – Reprodução

Mercúrio também sai de sua casa Geminiana e vai ali mergulhar no lago profundo Canceriano, ingressando em Câncer no mesmo dia em que o Sol, logo fazendo conjunção a ele e ficando Cazimi por algumas horas na quarta-feira. Com Mercúrio em Câncer nossos pensamentos voltam-se muito para a família e os entes queridos; pensamos mais sobre o lar, nossa casa, e os pensamentos têm uma conexão direta com os sentimentos, a ponto de em muitas situações misturarmos um pouco as coisas, e os sentimentos podem distorcer a interpretação dos fatos e das informações. A memória é “de elefante” e gostamos de voltar ao passado de vez em quando, além de gostar de História por si mesma. Durante o trânsito por Câncer, tanto o Sol, quanto Mercúrio e Marte enfrentarão os exageros Jupiterianos, as forças ocultas e sinistras de Plutão e as forças revolucionárias de Urano.

Por falar em Marte, que já está em Câncer há alguns dias, nesta semana ele já troca injúrias com Júpiter em Libra – que, em Libra, vai buscar ser justo e negociar. Marte em tensão com Júpiter traz uma propensão aos exageros, aos dramas e ao fervor religioso em tudo quanto pomos a mão ou as intenções. É necessário buscar alguma contenção para não exagerarmos na dose e não criarmos conflitos onde poderia haver harmonia e alegria. Marte também faz contato positivo com Netuno em Peixes, simbolizando que nossa ação no mundo fica ainda mais motivada pela sensibilidade e pela compaixão.

Amaud Paulette – reprodução

Aliás, esse tom fica ressaltado porque Vênus, que atualmente trafega Touro, também faz contatos com esses dois planetas: indispõe-se com Júpiter e harmoniza-se com Netuno. Embora os contatos tensos entre Vênus e Júpiter não sejam grandes problemas no sentido de conflitos, por outro lado, dão propensão à preguiça, desleixo, à busca exagerada de satisfação dos sentidos e então não temos limites e queremos sempre mais, seja o que for que nos dá prazer. O contato com Netuno favorece as artes e a expressão criativa, além de nos aproximar ainda mais daqueles que precisam de nós, devido à empatia, que fica mais estimulada.

Rene Magritte – Reprodução

A Lua abre a semana na fase Minguante em Áries. Torna-se Balsâmica em Touro, estimula-se internamente em Gêmeos e finalmente renova-se a 02°47’ de Câncer às 22h31min da sexta-feira no horário de Brasília e às 02h31min do sábado no horário de Lisboa.

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SEGUNDA-FEIRA, 19 de junho – A Lua abriu o dia em Áries, separando-se da quadratura a Plutão em Capricórnio. Durante o dia ela se afina com Saturno em Sagitário e também conversa harmoniosamente com o Mercúrio Geminiano e com o Sol, mediando a oposição que os dois ainda fazem a Saturno. Faz conjunção a Urano e fica vazia depois disso, às 15h44min. Ingressa em Touro às 17h53min. Vênus está hoje em quincôncio a Júpiter. A noite está ultra preguiçosa e favorável a ficar em casa digerindo o fim do ciclo. O dia está cheio de dinamismo e muitas atividades mobilizam nossa atenção e energia. Aliás, precisamos mesmo ter cuidado para fazer tudo direito e não pela metade, nem de qualquer jeito, do contrário, teremos que voltar e sair consertando coisas mal-feitas e ou deixadas por fazer – e isso p ode comprometer os objetivos e atividades do próximo ciclo. Ninguém quer começar o ciclo novo arrastando um cordão de pendências atrás de si, certo? Portanto, para evitar tal imbróglio, melhor fazer certo da primeira vez! Energia nós temos! Só precisamos domar a impaciência e a impulsividade, usando a energia Uraniana para encontrar soluções novas e diferentes para as situações e, como temos o apoio de Saturno, temos a possibilidade de fazer isso organizada e estruturadamente – está em potencial, se usamos ou não, é responsabilidade nossa – e nós que arquemos com os resultados, bons ou ruins! A pressa é inimiga da perfeição, diz o ditado antigo. E hoje, de fato, o desafio maior é a pressa e a precipitação – cuidado, não vá ser multada/o por excesso de velocidade, tentando recuperar o tempo que você acha que perdeu na semana passada – que ficam eivados de momentos de desânimo, preguiça, descompromisso – e isso pode por tudo a perder! A noite está propícia mesmo a fica rem casa, fazendo a digestão lenta dos restolhos do ciclo, finalizando as coisas vagarosamente, sem pressa e sem movimentos descuidados. Tudo é aprendizado e quando percebemos isso, nossas cargas e dificuldades ficam mais leves e simples de carregar. O mote do dia pode ser aquele: “que não se tenha pressa, mas que não se perca tempo” (José Saramago).

TERÇA-FEIRA, 20 de junho – Mercúrio em Gêmeos está hoje em sextil exato a Urano em Áries. A Lua está em Touro, praticamente sem aspectos na madrugada, mas pelo fim da manhã ela se anima ao trocar figurinhas com o inquilino Marte. A Lua se desentende com Júpiter, mas faz conjunção a Vênus e sextil a Netuno. Dona Lua ainda faz semi-quadratura ao Sol e entra na fase Balsâmica. O dia está bom para fazer coisas inusitadas: falar com pessoas que não se vê há tempos ou mesmo com completos desconhecidos. A comunicação flui espontaneamente, mas de forma inesperada – tanto que em algum momento, talvez até a gente se anime a falar com alguém que acha que conhece, por equívoco. É dia também de finalizações, fechamentos. De concluir pendências e soltar o que não serve mais. Também há sensibilidade no ar e muita benevolência, que nos faz olhar com tranquilidade até mesmo quando algo sai diferente do inesperado. Tolerância, algo raro por esses dias, faz com qu nos sintamos mais próximos uns dos outros, a despeito das diferenças. E assim, podemos nos regozijar com os prazeres simples da vida: uma boa companhia, um café ou uma sopa quentinhos, um sofá aconchegante, um cafuné, um ombro amigo… Por hoje, apenas aproveitemos!

QUARTA-FEIRA, 21 de junho – O Sol ingressa em Câncer à 01h25min no horário de Brasília (05h25min no horário de Lisboa), marcando o Solstício de Inverno no Hemisfério Sul e de Verão no Hemisfério Norte. Mercúrio segue o Sol e também ingressa em Câncer às 05h58min e pela manhã faz conjunção ao Sol. A Lua Taurina faz trígono a Plutão e fica fora de curso depois deste contato, às 00h28min. A Lua ainda faz sesqui-quadratura a Júpiter e sextil a Quíron. Ingressa em Gêmeos às 18h45min. Uma mudança importante ocorre na forma como direcionamos nossa energia e onde colocamos nossa atenção no mundo! Temos a oportunidade de parar um pouco e avaliar o que temos feito no ciclo anual – meio ano oficial se passou e um quarto do ano astrológico. É hora de dar mais atenção à nossa vida pessoal e privada, de cuidar dos amados do nosso coração, nutrir melhor nosso corpo e nossa alma, honrar nossos sentimentos, nossos vínculos familiares, nosso passado e nossas origens. Mercúrio fica Cazimi por algumas horas pela manhã e sinaliza um período de estarmos atentos aos nossos pensamentos e ideias. Mercúrio entra na fase Epimeteus e sugere um tempo de fazermos uma retrospectiva pelas próximas semanas, análises ponderadas de tudo o que pensamos, dissemos, comunicamos até aqui, especialmente no que tange às sociedades e aos acontecimentos públicos. O porta-voz do rei está reunido com ele para avaliar o que foi idealizado e o que foi realizado desde o último encontro (20 de abril), quando a última “agenda” foi lançada. E então, como estamos nós com relação a isso? A Lua Taurina e Balsâmica fica vazia por todo o dia, depois de aspecto harmonioso a Plutão, sugerindo muitas horas de reflexão calma e tranquila, sem correrias, sem investimentos maiores no que quer que seja. É hora de aguardar, não é hora de avançar. À noite, a Lua já está em Gêmeos e sentimos necessidade de nos comunicar mais, mas mesmo assim, é bom sermos econômicos na fala, porque a fase Balsâmica é tempo de análises e não de discursos.

Fatima Gultekin – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 22 de junho – De Gêmeos a Lua Balsâmica faz sesqui-quadratura a Plutão na madrugada e bem mais tarde, trígono a Júpiter e quadratura a Netuno, fecha a noite fazendo aspecto a Plutão novamente, desta vez, um quincôncio. Amanhecemos falantes, mas algo, um censor interno nos faz morder a lpingua como a nos lembrar que o silêncio também tem valor. Mesmo assim, um desejo de comunicar ao mundo a visão, a expectativa promissora de um novo tempo. Contudo, nos perdemos em nossas contradições e já não temos certezas se tais expectativas são mesmo promissoras ou apenas fantasias e anseios pueris, nascidos do cansaço e das frustrações recentes. De fato, depois de um dia confuso, oscilamos entre otimismo e dpuvida, preferimos calar, por temer revelar algo precioso, ainda não maduro o suficiente, não pronto para nascer. Realmente, os augúrios mais preciosos devem aguardar o tempo certo para vir à luz. Por ora, falemos de amenidades e deixemos a semente do novo repousar, guardada na solidão e na escuridão da alma.

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SEXTA-FEIRA, 23 de junho – A Lua completa o quincôncio a Plutão e depois se opõe a Saturno, animando-se depois com Urano em Áries. Fica vazia depois deste aspecto, às 14h47min. Faz ainda quadratura a Quíron. Ingressa em Câncer às 18h07min e se renova na conjunção ao Sol na Lua Nova de Câncer, às 22h31min, no grau 02°47’ deste signo. Se ontem tínhamos dúvidas, hoje temos certeza: da culpa. Sentimo-nos meio pesados, a leveza de ontem parece frivolidade tola e ficamos a remoê-la e a nos corroer, oscilando entre a autoconcenação atroz – de coisas graves às coisas bobas – e a inconsequência. É bom colocar as coisas em perspectiva e lembrar que tudo é aprendizado. O que é algo pesado hoje, amanhã será visto como o que realmente é: lições, experiências, passos para a sabedoria. Se criticamos e julgamos, abrimos o espaço para sermos criticados e julgados e no fim, se temos sorte, acabamos por entender que críticas e julgamentos nascem da arrogância, de nos acharmos melhores e mais sábios, que por sua vez, revela apenas uma insegurança profunda. Feliz daquele que não se apega às aparências efêmeras das coisas e deixa vir e deixa ir, sem criticar, sem julgar ou condenar e sem se apegar a tais juízos de valor. A Lua se renova em Câncer e indica o início de um novo ciclo, no qual vamos prestar mais atenção e honrar mais nosso passado, nossos sentimentos, nossa família. Memórias e recordações dão o ar da graça, para nos dar a dádiva de não repetir erros e nos autorizarmos também a sentir uma saudade feliz, pelas coisas boas que já vivemos e que nos trouxeram até aqui – as más lembranças, como já foi dito, devem servir de aprendizado e não de lástima. Entretanto, cuidar e nutrir a si mesmo e à família não quer dizer estimular dependências e fugir da responsabilidade por si mesmo e pelo próprio desenvolvimento. Interdependência é uma coisa, abrir mão da própria individualidade e ansiar por ser levado nos braços pelo caminho, quando se deveria – e poderia – caminhar com as próprias pernas, é outra bem diferente. Cuidar, nutrir, sentir, amar… Verbos que supõem a ação pessoal e consciente e não cessão de autonomia.

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SÁBADO, 24 de junho – Vênus está em trígono perfeito a Plutão, enquanto a Lua em Câncer a faz conjunção a Mercúrio e depois a Marte. A Lua também faz quadratura a Júpiter, trígono a Netuno e oposição a Plutão. Marte fecha a noite em quadratura a Júpiter. Os sentimentos e cuidado que temos para com outros e com nossa família hoje estão mais alinhados com o pensamento e a ação, de modo que ficamos muito motivados a melhorar e a nutrir mais a vida daqueles com quem nos importamos, de formas inequívocas. Se nos sentimos seguros e confortáveis em nosso papel e também do sentimento do outro – além de nos sentirmos seguros em nós mesmos, claro – damos mil passos a mais na nossa generosidade e doação, para demonstrar nosso afeto e amor. Contudo, ainda precisamos ficar atentos para que tal doação e tais demonstrações de afeto não sufoquem  o outro e não sejam também uma forma de prendê-lo a nós, como correntes invisíveis. Quando cuidamos em excesso, quando doamos demais, desequilibramos a balança das relações e comprometemos a salubridade da nossa vida afetiva, estabelecendo vpinculos baseados em dependências e cobranças, ao invpes de trocas equilibradas, saudáveis e honestas. Estando cientes disso, podemos sim, abrir nosso coração e nos permitir uma entrega profunda e verdadeira, que nos aproxime do outro ser humano e consequentemente, de nossa alma mais profunda tambpem.

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DOMINGO, 25 de junho – Marte está em quadratura partil a Júpiter na madrugada. Enquanto isso, a Lua Canceriana faz quincôncio a Saturno e quadratura a Urano – fica vazia depois deste embate, às 14h46min. A Lua ainda faz trígono a Quíron e ingressa em Leão às 17h07min. Marte fecha a semana em trígono a Netuno. Há um limite tênue entre a devoção genuina e o sentimento de posse, entre a fé fervorosa e o fanatismo cego, entre o entusiasmo ardoroso e e a imposição das próprias crenças e atitudes sobre outros. Por esses dias e especialmente hoje precisamos ter cautela e observar essas nuances sutis, para não incorrer na chatice de achar que só o nosso jeito de fazer é válido ou no dogmatismo que querer seguidores cegos como ovelhinhas mansas, incapazes de pensar por si mesmas. Apelar para chantagens e dramas, para conseguir a atenção que não conquistamos de forma direta e limpa, também não vai ajudar muito em nossas campanhas para conseguir o que almejamos – pelo contrário, talvez até o afaste de nós. Assim, o dia pede algum distanciamento emocional para não criarmos dramas e tempestades em copos d’água, desnecessariamente. Se percebemos que estamos prontos a entrar em ebulição, talvez valha a pena abrandar o fogo, pois água fervente, queima o café e o amarga. O senso de proporção está um pouco prejudicado hoje e isso atrapalha acha ra temperatura certa das coisas, a dosagem certa do dar, do receber e do tomar e nós, ou damos demais e sufocamos o outro, ou exigimos demais e o sorecarregamos com nossas cobranças. De um jeito ou de outro, as interações podem ficar um pouco carregadas e propensas e pequenas explosões, se nãi tivermos jogo de cintura e um mínimo de leveza e bom humor, inclusive para rirmos de nós mesmos e nossas criancices tolas. Portanto, antes de fazer caras e bocas e criar o climão no ambiente, vale mais olhar para si mesmo e checar as carências e anseios, providenciando aquilo que cabe a nós mesmos providenciarmos, sem jogar expectativas sobre terceiros. Se conseguirmos lidar com empatia com nossa criança interna carente – ou mesmo com a do outro – e lhe dar colo ou o alimento de que ela precisa, à noite somos premiados com o bom humor dessa criança, que nos lembra que também sabe brincar, dançar e se divertir com alegria.

Uma ótima semana para você. 

 

A Semana Astrológica – Nosso pior inimigo

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Semana de 12 a 18 de junho – Semana de Lua Minguante, que sinaliza tempo de limpeza, encerramentos e avaliações. Há também uma sensação de peso , insegurança e decepção conosco mesmos e nossa ingenuidade. 

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Começamos uma semana de Lua Disseminadora e posteriormente, Minguante, que traz também o Sol Geminiano em oposição a Saturno – ai, ai, ai, lá vamos nós de novo para o confronto com o Mestre do Tempo! Mas depois de encarar o Velho, sacudimos a poeira e nos deparamos com o novo e oportunidades de usar os revezes como escada para nossa melhoria. O Sol fecha a semana em quadratura não exata a Quíron, então, esta semana traz alguns desafios à nossa autoconfiança, vitalidade, resiliência e força de vontade. Bater de frente e espernear não vai resolver. Se o Senhor do Tempo diz que é melhor esperar, não ganhamos nada em tentar burlar suas leis. Esperemos e contenhamos nossa frustração – ela tem muito a nos ensinar! E uma lição que precisamos relembrar é que, muitas vezes, nós somos nosso pior inimigo, quando nos deixamos abater pelo negativismo e pela auto-dúvida. O fim de semana está especialmente sensível, porque a Lua ao trafegar por Peixes, potencializa a retrogradação de Netuno e a oposição Sol-Saturno, condição em que fica minguante no sábado. Já o domingo traz propensão a conflitos e embates.

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Mercúrio vem atrás do Sol, transformando em conceitos todas as experiências vivenciadas por este Sol e por ele mesmo. Nesta semana Mercúrio faz trígono a Júpiter, quadratura a Netuno, quincôncio a Plutão e também se opõe a Saturno, de modo que nossa mente oscila bastante entre o entusiasmo desmesurado e irrealista e as dúvidas subsequentes; posterior aos exageros vem a consciência de que talvez tenhamos metido os pés pelas mãos e agora temos que arcar com as consequências do que dissemos sem pensar. Saturno demanda que definamos mais claramente nossa forma de pensar e nos comunicar, que sejamos mais responsáveis e menos relapsos na comunicação e nos aprendizados, estudos e também ao lidar com leituras, escritos, papeis em geral. Talvez tenhamos alguns dias de muito pessimismo, em que tememos que nada vai dar certo e isso pode nos deixar um tanto deprimidos. Contudo, se conseguirmos controlar essa negatividade, podemos usar esse momento para averiguar com realismo as situações diversas em que nos encontramos, de modo a perceber o que está ou não funcionando, para fazer as devidas correções. Positivamente, são dias favoráveis para pesquisas e atividades mentais que requeiram disciplina, concentração e seriedade.

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Vênus anda se refazendo no conforto de Touro. Está ultra sensual e muito conectada com os prazeres e deleites simples da vida, algo que favorece bem o Dia dos Namorados na segunda-feira. Mas pelo meio da semana ela lida com alguma insegurança, bem inconsciente, um tipo de dúvida latente sobre se não seria melhor pegar a estrada numa nova aventura, ao invés de focar tanto na segurança e confortos de uma vida “estável”. Vênus faz sesqui-quadratura a Saturno e fecha a semana em quincôncio bem próximo a Júpiter.

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Netuno estaciona a 14°15’ de Peixes na quinta-feira, para entrar em movimento retrógrado na sexta. Erin Sullivan diz que Netuno, quando retrógrado, “nos convida a retornar ao útero, ao estado de incubação e no fim, renascer”. Como sabemos, a retrogradação de qualquer planeta sinaliza um tempo de revisão dos seus assuntos e temas. Netuno rege nossos sonhos e fantasias, os anseios de fusão com o Divino, através do outro ou de experiências transcendentais; os estados de encantamento em que desejamos nos perder e diluir no outro, aniquilando o senso de separatividade. Netuno representa a busca pela experiência da unidade, da comunhão com a vida como um todo, daí sua associação com a espiritualidade e o misticismo. Mas ele também simboliza os engôdos, os anseios enganosos, a diluição do ego através de decisões equivocadas, que pareciam perfeitas no momento em questão; está ligado aos medos irreais, às epidemias, aos estados de caos, dissolução e subversão.

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Este ciclo de retrogradação ganha ênfase porque a Lua estará em conjunção exata a Netuno dia em que ele entrar em retrogradação, de modo que seus temas saem da esfera do meramente coletivo, para o pessoal – sentimos essa movimentação de maneira indiscutível, como uma vulnerabilidade mais acentuada, um anseio mais pungente por salvação e redenção. Assim, até 22 de novembro estaremos fazendo uma profunda revisão dos nossos sonhos e fantasias, dessa busca por unidade. É um momento de “cair na real” a respeito de ilusões que viemos alimentando nos últimos meses e perceber por que nos deixamos enganar. Talvez nos sintamos nus e vulneráveis, mas isso é necessário para nos livrarmos do senso de onipotência com que o ego possa ter se identificado na busca desenfreada e cega por tais ilusões, seja de poder, de sucesso, fama, engrandecimento pessoal, apaixonamento e encantamento por um outro ou por qualquer outra ideia ou projeto com o qual tenhamos nos envolvido sem enxergar sua realidade. Qualquer desapontamento não deve ser visto como um fracasso pessoal ou punição dos deuses, mas apenas um desnudar das ilusões, essencial ao nosso processo de crescimento. Os planetas exteriores, de maneiras diferentes, vão tirar de nós tudo aquilo que esteja atrapalhando nosso desenvolvimento, a evolução da alma. No caso de Netuno, isso ocorre de forma sutil, lenta, quase imperceptível e geralmente estamos tão encantados com o processo todo, que só nos damos conta da “esparrela” em que caímos, quando já é tarde demais para voltar atrás. E não adianta chorar e se lamentar, porque no fundo, a alma e o inconsciente, de certa maneira, conspiraram contra o ego, ou seja, inconscientemente, nós mesmos criamos o cenário e o enredo de perdas, fracassos, desilusão pelo qual navegamos presentemente – compactuamos, fomos ao encontro e nos tornamos “cúmplices” daquele/s que nos enganou/enganaram. Por mais doloroso que seja para o ego soltar e se desapegar de tais coisas com as quais estávamos identificados – posses, propriedades, opiniões, imagem, emprego, relacionamentos, etc – eles serão levados para que percebamos que nossa existência não depende disso, que somos muito mais do que tais identificações ilusórias, por mais penoso que seja a experiência toda. Com Netuno retrógrado as ilusões talvez se tornem mais claras, especialmente se Netuno está fazendo contatos a planetas no mapa natal e se o aspecto já ficou exato com Netuno direto. Soltar e se desapegar, ao invés de resistir – é o melhor que podemos fazer.

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A Lua abre a semana na fase Cheia em Capricórnio. Torna-se Disseminadora em Aquário na terça-feira e entra na fase Minguante a partir de Peixes, no sábado. Fecha a semana já em Áries, digladiando-se com Marte, Júpiter e Plutão.

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SEGUNDA-FEIRA, 12 de junho – A Lua está na fase cheia, em Capricórnio. Hoje faz conjunção a Plutão, quincôncio ao Sol, sesqui-quadratura a Mercúrio, sextil a Quíron e quadratura a Urano, ficando vazia depois da briga com Urano, às 14h47min. Ingressa em Aquário às 19h45min e fecha a noite em quadratura a Vênus em Touro. O dia dos Namorados está um tanto tempestuoso, com uma Lua nada romântica. Pelo contrário, o clima está meio pesado e sisudo e, mais do que isso, com a conjunção a Plutão – aspecto que a Lua faz todo mês e que sinaliza um momento denso de entrar em contato com nossa sombra, desejos de poder, de controle e, em última instância, necessidade de transformação – precisamos lidar com emoções sombrias e intensas que emergem do inconsciente. O dia fica então colorido por fortes contradições: desejos de nos comprometer seriamente, versus o impulso de preservar a autonomia, o movimento e a liberdade pessoal. Talvez não nos sintamos particularmente românticos no dia de hoje, porque nos deparamos com algumas verdades dolorosas a respeito de nós mesmos, nossas necessidades e algumas discrepâncias na relação com o outro; talvez não percebamos, mas é possível que estejamos muito exigentes e coloquemos sobre o outro altas cobranças, ciúmes, tentativas de controle e, claro, tudo isso pode gerar muitas tensões e até azedume nas relações. Por outro lado, se formos capazes de ser honestos e confrontarmos nossas carências infantis, percebendo que elas são exatamente isso, carências infantis, e que o outro não é responsável por resolvê-las, temos chance de crescer mais um pouco e, ao invés de crise, podemos aprofundar essa relação, aumentar a cumplicidade com o outro, respeitando sua individualidade e independência sem nos sentir ameaçados por isso. Vale a pena fazer um exame cuidadoso se há uma crise real em curso, ou se são apenas nossas inseguranças que estão exacerbadas hoje. À noite a Lua está em Aquário e sinaliza que as celebrações românticas sejam inovadoras, diferentes; que se busque surpreender o outro com uma nova faceta de nós mesmos e que também nos deixemos surpreender, pondo de lado preconceitos, rótulos e abrindo-nos à experimentação. Repetir o enredo dos anos anteriores é receita de confusão! Ouse, faça algo diferente, saia da mesmice, fuja dos estereótipos e dos scripts ensaiados! Não existe um único modelo ou formato de amor e de relação, cada pessoa tem um jeito único e especial de amar. Portanto, não almeje ser ou ter uma relação “perfeita” ou igual à do Fulano ou do Beltrano! Respeite a sua natureza e a natureza do outro e assim, a relação também será única e as diferenças, ao invés de serem um problema, enriquecerão as trocas afetivas.

reprodução – desconheço o autor

TERÇA-FEIRA, 13 de junho – Mercúrio está em trígono pleno a Júpiter. De Aquário a Lua faz quadratura à Vênus Taurina, quincôncio a Marte em Câncer e entra na fase Disseminadora ao fazer sesqui-quadratura ao Sol Geminiano. A Lua ainda faz trígono a Júpiter em Libra e, como Mercúrio também está em trígono a Júpiter, temos formado um Grande Trígono em Ar. Saturno vai se aproximando da oposição ao Sol. A despeito do peso que andamos sentindo, o dia traz um pouco de leveza, que nos ajuda a espairecer e a nos motivar um pouco para enfrentar os desafios que já vislumbramos ali à frente. É como se tivéssemos a chance de um descanso, uma pequena trégua em que podemos relaxar, antes de voltar às armas. Os pensamentos ganham asas e temos a coragem de expressá-los mais abertamente; também vamos em busca de novos contatos e relações, aspirando encontrar, talvez, respostas para nossas dúvidas e indagações filosóficas, ou simplesmente oportunidades de ampliar um pouco nossas possibilidades e alternativas. É um bom dia para ler sobre novos assuntos ou autores, comunicar-se, escrever sobre nossos questionamentos, sair um pouco da rotina, inspirar novos ares ou, simplesmente, relaxar um pouco, sem culpas ou cobranças, como uma maneira de aliviar a pressão, mesmo sabendo que logo devemos retomar a caminhada. Assim, aproveitemos porque “o segredo do êxito está em preparar-se para aproveitar a ocasião, quando ela se apresenta”.

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

QUARTA-FEIRA, 14 de junho – A Lua, Disseminadora em Aquário, abre o dia ainda em formação de Grande Trígono com Mercúrio e Júpiter, durante a madrugada. Durante o dia faz trígono ao Sol e sextil a Saturno. O Sol está em oposição próxima a Saturno e a Lua hoje media esse embate. Saturno e Urano estão em trígono entre si e Júpiter em quincôncio a Netuno. Muitos dos desafios que aparecem no caminho tornam-se em oportunidades se forem vistos com olhos inovadores e com a dose adequada de criatividade – esta é uma maneira de vermos nossas dificuldades, que hoje já se mostram bastante duras. Mas não devemos deixar que nos soterrem debaixo de seu peso. O dia oferece possibilidades de olharmos nossos problemas e limitações com muita lucidez e distanciamento, sem nos identificarmos demais com eles, de modo a conseguirmos soluções inusitadas e diferentes daquelas já tentadas no passado. E mesmo que nos sintamos “castrados”, sabemos que precisamos, de alguma forma, “castrar” realmente os excessos, para podermos focar naquilo que realmente vale a pena. É necessário filtrarmos nossas aspirações de futuro, priorizando e disseminando aquelas que são de fato, realizáveis, mesmo que tenhamos que esperar um pouco para executá-las. Nesse meio tempo, podemos fortalecer nossa rede de contatos, podemos nos preparar melhor e ganhar consistência quanto à informação e conhecimento necessários à realização dos objetivos!

Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução

QUINTA-FEIRA, 15 de junho – O Sol Geminiano está em oposição plena a Saturno em Sagitário. A Lua Aquariana se harmoniza com seu dispositor moderno, Urano e fica fora de curso logo depois, à 01h40min. Ingressa em Peixes às 06h18min, de onde se afina com Vênus em Touro, harmonizando-se também com Marte em Câncer, regido por ela. Netuno estaciona às 07h09min para dar marcha à ré, amanhã. As enganações e ilusões a que nos expomos recentemente nos são atiradas na cara, pois agora enxergamos a realidade mais limpidamente e possivelmente nos damos conta de que andamos ignorando alguns dos nossos limites, por estarmos demasiados fascinados com expectativas que agora se revelam vazias. Além disso, também precisamos lidar com os limites impostos por outros – chefias, autoridades, figuras acima de nós – ou mesmo por nossas circunstâncias, num momento em que nos sentimos particularmente vulneráveis e sensíveis, espremidos entre obrigações, deveres e aquilo que realmente gostaríamos de estar fazendo e vivendo. Entretanto, por mais que nos sintamos pressionados, desmotivados e isolados, não é o caso de entregarmos os pontos e desistirmos da luta. Mais uma vez, trata-se de um teste à firmeza e consistência da nossa vontade e dos nossos propósitos; uma prova sobre se já conseguimos o equilíbrio adequado entre as obrigações sociais e profissionais e o compromisso conosco mesmos e nossa consciência; de sermos leais a nós mesmos, a despeito das negativas e recusas que ouvimos mundo afora. Fisicamente, talvez nos sintamos muito cansados, exaustos, até, com uma desconfortável sensação de sermos mais mais velhos e “gastos” do que realmente somos. Tal sentimento aumenta a impressão de peso, derrota e isolamento. Contudo, não precisamos nos sentir vitimizados ou alienados, ao contrário, podemos aproveitar esse período para trabalhar a nós mesmos e às nossas inseguranças e inadequações que, diferentemente do que pensamos, não estão assim tão visíveis e evidentes para o mundo como estão para nós. E se de fato, são evidentes para nós, aproveitemos a chance de burilarmos e refinarmos esse diamante bruto que somos nós.

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SEXTA-FEIRA, 16 de junho – Netuno entra em retrogradação hoje e só volta ao movimento direto em 22 de novembro. A condição estacionário-retrógrado de Netuno é potencializada pela conjunção da Lua, que também faz quincôncio a Júpiter em Libra, sextil a Plutão e quadratura a Mercúrio em Gêmeos, que hoje também está em quincôncio pleno a Plutão. O Sol segue em oposição a Saturno, começando a se afastar. O dia traz o tom da vulnerabilidade. Uma sensibilidade extremada, que nos permite descerrar as cortinas que separam mundos, dimensões e as diferentes “realidades”. Nostalgia, anseios profundos, contradizem a consciência que quer permanecer fincada na racionalidade. Mas ao insistir nisso, perdemos a possibilidade de dialogar em diferentes linguagens e ampliar a percepção, para que possamos ir além daquilo que os olhos físicos podem alcançar. Sentimo-nos presos por um torpor, um cansaço físico que reverbera do langor que começa na alma, como uma pré-embriaguez, em que ainda estamos parcialmente conscientes, mas oscilantes, misturando estações, tentando fugir da realidade com seus tons de cinza escuro, buscando as cores caleidoscópicas das esferas mágicas e sobrenaturais. Mais do que sensíveis, estamos sensitivos e captamos influências extra-sensoriais. Contudo, embora a intuição esteja especialmente aguçada hoje, vale a pena deixá-la assentar antes de tomar atitudes práticas, porque as percepções entre realidade e fantasia estão por demais borradas e misturadas e podemos confundir intuição com desejo ou anseios impossíveis. Se não está propício para lidar com coisas e situações práticas e que demandem lucidez, por outro lado, o dia favorece as atividades artísticas e criativas em geral, exatamente por causa da sensibilidade e imaginação super afloradas e na arte, sim, tudo é possível e podemos, de fato, soltar as rédeas da nossa imaginação, da percepção mágica e extra-sensorial e expressar a beleza e o sublime que se derrama de nossa alma.

Igor Morski – Reprodução

SÁBADO, 17 de junho – De Peixes a Lua faz quadratura a Saturno em Sagitário e depois ao Sol em Gêmeos, entrando na fase Minguante – a Lua vira foco de uma T-Square Mutável, que tem por base a difícil oposição Sol-Saturno. A Lua fica vazia depois da quadratura ao Sol, às 07h33min e ingressa em Áries somente às 13h55min. O dia está melindroso e modorrento. Há um forte conflito entre a razão e o sentimento; entre o sonho e a realidade. Dores e indisposição física nos fazem sentir pesadões, como se o corpo fosse mais uma prisão e não um invólucro sagrado da alma. A indisposição física tem origens mais profundas: nasce da indisposição emocional, por sua vez advinda dos muitos embates recentes com nossas inseguranças, temores, desesperança e vacilações. Nesse estado de prostração, nem queremos sair da cama, imagine então, de casa! Quem puder, faz bem, se de fato tirar algumas horas para refletir mais profundamente sobre tal prostração, sobre as inseguranças e desejos de evasão do mundo. O Minguante nos pede que abramos mão do desejo de que outros cuidem e se responsabilizem por nós ou por nosso bem-estar; deixar ir os escapismos, as fugas da realidade, a busca inconsequente e autodestrutiva por auto-dissolvição; abrir mão dos delírios e vontade de que tudo se resolva magicamente, sem que precisemos nos esforçar pelas melhorias; e aceitar a realidade tal como se apresenta, para poder transformá-la ali na frente. Eliminar os vícios e propor-se a uma limpeza real na alma e no coração, para que possamos deixar o terreno limpo e fertilizado para a plantação de novos sonhos e projetos, passíveis de serem realizados concretamente e não apenas falácias aventadas para ganharmos tempo diante de nós mesmos. Em termos práticos a manhã pede que peguemos leve, porque há tendência a contratempos, imprevistos e desperdícios. À tarde ficamos mais animados porque sentimos nossa energia medianamente revigorada e estamos aptos a realizar as atividades que porventura tenham ficado em standby pela manhã!

Nicoletta Ceccoli – Reprodução

DOMINGO, 18 de junho – O Sol Geminiano está em sextil exato a Urano em Áries. A Lua está em Áries e faz quadratura a Marte em Câncer – ambos estão em recepção mútua, um morando na casa do outro. A Lua ainda faz oposição a Júpiter em Libra e quadratura a Plutão em Capricórnio e temos então formado uma ampla Grande Cruz Cardinal. Depois de alguns dias de modorra, inseguranças, melindres e choradeiras, o domingo traz uma disposição completamente diferente: tem muito dinamismo, atividades, movimentação e também belicosidade no ar. Queremos e tentamos fazer várias coisas ao mesmo tempo e acabamos criando algumas confusões, devido à inabilidade de ouvir o outro e de negociar. Queremos o que queremos e queremos AGORA! Não importa se não depende do outro, porque, feito criança birrenta, estamos surdos e alheios à razão e aos argumentos do bom senso. Meu nome é umbigo e eu esqueço até que o umbigo tá grudado num corpo. O outro problema é que no nosso entusiasmo e impaciência, não percebemos que aquilo que é bom para nós não necessariamente agrada ao outro e vamos em frente, impondo nossa vontade alegremente, como se soubéssemos o que é melhor para todos, criando antipatias, algumas confusões e conflitos de vontades. Se pararmos um pouco e conseguirmos olhar para os lados, perceberemos que podemos conciliar as várias atividades e vontades, desde que cada lado esteja disposto a ceder um pouco, do contrário, azedaremos o domingo, as brincadeiras e a possibilidade de descanso e da boa convivência. Viva e deixe viver pode ser um bom lema para o dia, respeitando a diversidade de opinião e de desejos uns dos outros. Em termos práticos, o dia pede cautela, porque estamos muito impacientes e impulsivos e imprudentes e nesse estamos podemos nos expor a acidentes e conflitos perfeitamente evitáveis e dispensáveis!

Desejo a você uma ótima e serena semana!

Nota: pessoal, fiquei duas semanas sem publicar o texto da Semana Astrológica. Desculpem, mas estava impraticável! Precisei fazer uma reforma em casa, que era para durar duas semanas e virou um mês – e eu morando junto com a reforma! As duas últimas semanas foram as mais difíceis, porque estava acabando e eu fiquei quase que completamente em função da obra, indo a todo momento comprar algo que faltou. Cheguei a ir na loja para comprar 4 parafusos – literalmente! – quem já passou por reforma sabe como é! Você pergunta para o pedreiro a cada vez que vai na loja de material de construção: “falta mais alguma coisa?” – “Não, agora é só isso mesmo!”- Daí, você mal entra em casa e tem que sair de novo (rsrsrsrs). Depois vem a faxina e colocar tudo no lugar – outra parte exaustiva – até hoje tem um canto da sala com montes de coisas empilhadas! No meio de tudo isso, ainda estava fazendo um curso de Florais… Enfim, a reforma ficou ótima. Reformei minha cozinha, que era algo que eu queria fazer há muitos anos e ficava hesitando. Mas a reforma do exterior só ocorre como consequência da reforma e renovação interior! Estou bem feliz com o resultado! Agradecida pela compreensão!

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Alfredo Araujo Santoyo – Reprodução